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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18
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24 de setembro de 2013

O que um pastor foi fazer no Rock in Rio?



Hermes C. Fernandes

Depois de dois cultos para lá de especiais, antes da bênção apostólica anuncio ao povo que eu, meu filho e um grupo de pastores da Reina (Pr. Cecílio, meu irmão, Pr. Rodrigo e Pr. Bruno) estaríamos no último show do Rock in Rio, prestigiando a um irmão em Cristo, Nicko Mcbrain, baterista da maior banda de Heavy Metal do mundo, o Iron Maiden. Pedi que os irmãos orassem por nós, já que estaríamos expostos a todo tipo de críticas. Nem precisei me dar o trabalho de ficar explicando o que faríamos lá. Graças a Deus, os irmãos da Reina já estão acostumados comigo e sabem que eu seria incapaz de me esconder atrás de uma justificativa mentirosa.

Confesso que estava muito cansado. O domingo foi, como sempre, de muito trabalho pastoral. Todavia, eu não poderia deixar de aproveitar os ingressos que um grande amigo nos conseguiu de graça. Afinal, esperei quase trinta anos para assistir à banda responsável pela trilha sonora da minha juventude.

Assim que chegamos ao local do show, surpreendi-me com o clima familiar. Tratava-se de um encontro de gerações. Avôs, pais e filhos se reuniam para ouvir sua banda predileta. Alguém disse que o Iron não tem fãs, mas fiéis. Não é uma modinha passageira, mas algo que se passa de pai para filho. Não encontrei um clima devasso, como alguns poderiam supor. Havia quem se exacerbasse um pouco, bebendo além da medida. Mas não precisa estar num show de rock para assistir a isso.

Quando vi aquela multidão, o primeiro comentário que fiz ao meu amigo Pr. Bruno foi que pareciam ovelhas sem pastor. Antes de começar o show, perguntava-me a mim mesmo o que fazer para alcançar aquela gente com o evangelho. A primeira coisa que me ocorreu foi que precisaríamos remover de nossa abordagem todo tipo de caretice.

Enquanto transitava por entre a multidão, pensei: - Como posso estar aqui sem julgar quem quer que seja? Como posso enxergar-me como um deles, tão carente quanto qualquer outro da graça divina?

Das várias cenas que assisti, talvez a que mais me chamou a atenção foi a de um senhor cadeirante que não conseguia ficar parado durante as apresentações, fazendo manobras com sua cadeira de rodas, celebrando o fato de estar vivo.

Pr. Bruno Jardim, Pr. Cecílio, bispo Hermes, Rhuan e Pr. Rodrigo

Resolvi, então, partilhar com meus amigos do facebook aquele momento tão importante para mim. Bastou que postasse duas fotos para que surgissem as mais inusitadas reações. Houve quem me acusasse de estar levando para o inferno todos que me seguem. Em pouco tempo, perdi vários seguidores (ao menos oito, num universo de cinco mil).

Alguém me perguntou se minha presença ali tinha objetivo evangelístico. Para muitos, esta seria a única razão que justificaria que um ministro do evangelho estivesse num show de rock. A verdade é que eu estava ali para me divertir ao lado do meu filho e dos meus companheiros de ministério. Curti cada canção do Iron. Foi como tomar um elixir da juventude.

Como me arrependo de ter quebrado todos os meus discos do Iron assim que ingressei no ministério. Que mal faz o legalismo! Mas pelo menos, minha esposa se libertou dos Menudos...rs

Tenho sérias dificuldades para entender as razões pelas quais alguns cristãos abominam o tipo de performance do Iron. Será que não percebem tratar-se de dramatização? Então, por que assistem a filmes de terror? Por que conceder licença poética ao cinema, ao teatro, aos livros, mas não à música?

A maioria sequer se deu o trabalho de examinar as letras bem trabalhadas da banda. Algumas falam de demônios, 666, mas sempre em tom irônico ou crítico. O Iron é uma das poucas bandas de rock que não fazem apologia às drogas e ao sexo livre. Bruce Dickinson, seu vocalista e principal compositor é professor de história e, nas horas vagas, piloto de avião.

Eu poderia ter levado folhetos evangelísticos para distribuir ali, mas será que funcionaria? Talvez eu pudesse usar isso como álibi ou mesmo para driblar minha consciência. Mas, sinceramente, seria inútil. Em momento algum minha consciência se viu violada.

Para mim, o ponto alto do show foi quando os Irons tocaram “I’m running free”. Ali estava a graça de Deus revelada numa canção de Heavy Metal. Ocorreu-me, imediatamente, a passagem em que Paulo declara: “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou.”

Ao decidir escrever este post, pensei em apresentar razões teológicas para estar naquele show. Lembrei-me, por exemplo, de Mesaque, Sadraque e Abedenego que estavam presentes naquela convocação do rei, e ao ouvirem a música, não se prostraram diante daquela escultura. Apesar de ter sido uma convocação, Daniel parece não ter atendido. Ou então, teremos que admitir que ele se prostrou. Todavia, cheguei à conclusão que seria um desperdício de tempo tentar me justificar. Parafraseando Paulo, que não iria a um show de rock, não julgue quem o faça, e quem foi, como eu, não julgue que jamais iria. O que autentifica nossa fé não são os ambientes que frequentamos, mas o amor que revelamos em qualquer lugar.

Em pleno Rock in Rio, eu e meus pares não fizemos proselitismo, não exibimos camisetas com dizeres evangelísticos, mas buscamos encarnar o evangelho, amando cada pessoa, sem julgá-la ou enxergá-la de cima para baixo.


Hermes Fernandes é chapa do Genizah apesar de não gostar dos menudos...




Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/#ixzz2fqAjPgV6
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16 de agosto de 2013

ONU patrocina “treinamento” que ensina crianças a odiar judeus e cristãos


 




ONU patrocina "treinamento" que ensina crianças a odiar judeus e cristãos

As colônias de férias, ou acampamentos de verão, são uma boa opção para os pais que desejam ver seus filhos se divertindo nas férias escolares. Isso inclui brincadeiras ao ar-livre, na piscina, diferentes tipos de esportes e atividades lúdicas que podem incluir música e teatro. Mas quando em meio a isso tudo existem ensinamentos de ódio contra judeus e cristãos?

Essa é a proposta dos “acampamentos de verão” para crianças na região de Gaza e na Cisjordânia, ou como eles preferem chamar: Palestina. Patrocinadas por fundos das Nações Unidas, os meninos e meninas que participam delas tem recebido um verdadeiro curso infantil de guerrilha. Embora não aprendam a empunhar armas, tudo gira em torno de ensinamentos sobre “tomar de volta a sua terra” por meio da violência, do martírio e da jihad (guerra santa).

Agência de Socorro e Obras Públicas das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos no Oriente Próximo (UNRWA) é a mantenedora desses programas, segundo a denúncia feita pelo Centro Nahum Bedein de Política do Oriente Médio. Eles produziram um curta-metragem chamado “Acampamento Jihad”, que documenta algumas das atividades nesses locais.

O material foi ao ar no Canal 2 de Israel esta semana, gerando uma onda de protestos. O nome da colônia de férias é oficialmente “A paz começa aqui”, mas o que se vê são ensinamentos de ódio. Shahed Arja, uma menina ao frequentar o acampamento da UNRWA em Gaza, disse: “Este acampamento de verão nos ensina que temos que libertar a Palestina”.

Ahmad Souje, um dos professores no acampamento, aparece dizendo “A única alternativa para implementarmos o ‘direito de retorno’ é sangue por sangue, olho por olho. Da mesma forma que eles nos expulsaram, vamos expulsá-los.”

Em uma história infantil, as crianças ouvem sobre um grupo de meninos que brincavam em suas casas até 1948, quando foram atacados por um lobo voraz. “Quem é o lobo? Os judeus! Não é verdade que os judeus são o lobo? O que os judeus fizeram com a gente? Nos expulsaram. Eles nos mataram e atiraram em nossas famílias”, explica um dos adultos ao grupo de alunos.

Um deles grita: “Nossas armas vão acelerar nosso direito de regresso”. A menina Tayma diz: “Eu vou derrotar os judeus … Eles e os cristãos são um bando de infiéis. Eles não gostam de Deus e não adoram a Deus. E eles nos odeiam. ”

O menino Wasim Abu Shaban diz, “Eu tenho que voltar para a minha terra e reconquistá-la. Este é o meu direito”. Vários deles aparecem cantando uma música que diz “Quando morrermos como mártires vamos para o céu … na Palestina não existe infância.” O vídeo mostra ainda um professor que ensina as crianças um cântico: “A Palestina é uma terra árabe, do rio até o mar! Queremos Haifa. Queremos Acre. Nós estamos indo para Al Aqsa (Jerusalém) Louvada seja Jerusalém, é a melhor cidade do mundo!” Viva a Palestina!”.

Na aula de artes eles aprendem a desenhar o mapa da Palestina, mas uma versão que cobre todo o território de Israel. Um dos professores diz: “Nós vamos voltar para as nossas aldeias, com poder e honra. Com a ajuda de Deus e nossa própria força, vamos guerrear. E com a educação e a Jihad vamos voltar”.

David Bedein, diretor do grupo que produziu o vídeo contesta “Se a UNRWA fosse financiada pela Arábia Saudita ou pelo Irã, não podíamos fazer nada, mas são os EUA e mais 28 nações que sustentam a UNRWA, por isso devemos dizer: Desculpe-me. Isto não é apropriado. Acreditamos que a UNRWA deve ter seus recursos, mas deveriam condicionar o repasse ao cancelamento desse currículo que chama crianças para a jihad, o martírio e o ‘direito de retorno’.” Com informações The Blaze.

Assista (em inglês):





Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/onu-treinamento-criancas-odio-judeus-cristaos/

8 de agosto de 2013

Pastor e fiel são presos e levados a julgamento por lerem a Bíblia em voz alta num espaço público


Pastor e fiel são presos e levados a julgamento por lerem a Bíblia em voz alta num espaço público
Por Tiago Chagas
Um pastor e um membro de sua denominação foram presos e levados a julgamento por terem lido a Bíblia em voz alta, num espaço público. O caso ocorreu no condado de Murrieta Riverside, na Califórnia.
O pastor Bret Coronado e Mark Mackey estava acompanhados de outros membros na calçada em frente ao Departamento de Veículos Automotores (DMV) e liam suas Bíblias, quando um policial rodoviário os deteve dizendo que eles não poderiam “pregar para um público cativo”.
Como não existe no Código Penal da Califórnia nenhum artigo sobre isso, o policial alegou que eles haviam violado a Seção 602.1 (b), que é destinado a proteger empresas que intimidem manifestantes para desocupar as entradas de seus clientes, em caso de protestos, e prevê prisão por 90 dias ou multa de até US$ 400,00.
Como o pastor e o membro estavam a cerca de 40 metros da entrada do DMV – que não estava em funcionamento no horário – e não estavam protestando, a defesa de ambos alega que a ação do policial foi equivocada.
A entidade Advocates for Faith and Freedom, formada por advogados e que visa a proteção da fé e liberdade, protocolou uma ação federal contra a Patrulha Rodoviária da Califórnia por detenção ilegal.
Em contrapartida, o promotor Paul Zellerbach decidiu acusar os dois por violação de propriedade do Estado, tido como contravenção no Código Administrativo Califórnia, Seção 1860 (a), que diz que “nenhuma pessoa deve possuir ou transportar qualquer manifestação ou reunião em prédios públicos ou terrenos a menos que tenha obtido uma autorização do referido departamento “.
O fato ocorreu há mais de um ano, porém os imbróglios ligados ao evento postergaram o início do julgamento, que começou na última segunda-feira, 05 de agosto, e tem previsão de duração de cinco dias.
Os advogado de defesa Nic Cocis e Robert Tyler, conselheiro geral da Advocates for Faith and Freedom, estará defendendo o pastor Bret Coronado e Mark Mackey. “Estes homens estavam com a permissão do direito da Primeira Emenda à liberdade de expressão. Eles estavam simplesmente compartilhar sua fé em propriedade pública, e vamos defender seus direitos constitucionais. Esta acusação equivale a nada mais do que vingança para a nossa apresentação de uma ação judicial federal”, afirmou Tyler
De acordo com o Charisma News, a defesa alega ainda que o processo em execução é inconstitucional porque viola o direito da Primeira Emenda à liberdade de expressão e é inconstitucionalmente vaga, violando a cláusula do devido processo da Décima Quarta Emenda. Além de argumentar que a exigência de licença não se aplica porque ambos não estavam envolvidos em uma manifestação ou reunião.
Fonte: Gospel+

28 de julho de 2013

Manifestantes quebram imagens sacras na Praia de Copacabana







Grupo protesta contra a Igreja quebrando imagens sacras Marcelo Tasso / AFP


RIO — Manifestantes que participam da "Marcha das Vadias" na tarde deste sábado quebraram imagens sacras na Praia de Copacabana, onde milhares de peregrinos aguardam o início da vigília da Jornada Mundial de Juventude (JMJ). A ação partiu de um casal que estava pelado, tampando os órgãos sexuais com símbolos religiosos, como um quadro com a pintura de Jesus Cristo. Esculturas de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Fátima foram destruídas. Em um ponto do protesto, eles juntaram cruzes, jogaram camisinhas em cima e começaram pisar nos artigos religiosos. Um dos manifestantes chegou a botar um preservativo na cabeça de Nossa Senhora.


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A Marcha das Vadias seguiu do Posto 5, em Copacabana, para Ipanema. A aproximadamente 2,5 quilômetros da casa do governador Sérgio Cabral, um pequeno grupo tentou convencer manifestantes a caminharem até a residência do governador Sérgio Cabral, no Leblon, mas a passeata acabou voltando para Copacabana. Um grupo chegou a protestar em um local próximo a hospedagem da Comitiva do Vaticano, e seguiu em direção à Avenida Princesa Isabel. Os manifestantes chegaram até o cruzamento da Avenida Prado, e após um acordo com a Força Nacional, terminaram o protesto de maneira pacífica por volta das 23h. Segundo a Polícia Militar, o ato chegou a reunir mil pessoas.

As integrantes do movimento fazem críticas ao Papa Francisco, à Igreja e ao governador do Rio, Sérgio Cabral. Elas gritam frases como "A verdade é dura, Papa Francisco apoiou a ditadura", "Não é mole não, a igreja apoiou a inquisição", e "Cabral, chuta que é macumba". Vestidas de biquini e sutiãs, a maioria das manifestantes utilizavam adornos em forma de diabinhos, enquanto outros usavam máscaras. Quando manifestantes tentaram se aproximar do palco da Jornada Mundial da Juventude, foram impedidos por agentes da Força Nacional, que montaram uma barreira humana nas areias da praia. Os fiéis, do outro lado, respondem, rezam, e alguns até tiram fotos.

— A juventude tem direito de protestar, mas o que está rolando é um desrespeito com o movimento dos outros. Cada um tem seu espaço — reclamou a peregrina Mariana Dutra, de 18 anos, do Mato Grosso.

Pela tarde, ao se deparar com o protesto, peregrinos confrontaram a passeata cantando "Esta é a juventude do Papa", frase que virou uma espécie de grito de guerra dos jovens. Um grupo de argentinos decidiu passar pelo meio da manifestação. Manifestantes responderam gritando palavras de ordem, como frases a favor da camisinha. Alguns católicos que passavam pelo local criticaram o movimento.

— Acho um desrespeito. Eles poderiam fazer em outro lugar ou em outro momento. A JMJ é um momento nosso — disse Júlia de Moura, de 17 anos.

A passeata deixou o Posto 5, onde estava concentrada, por volta de 15h, com 450 pessoas, que se misturavam aos peregrinos. Bandeiras do movimento LGBT e de partidos políticos podiam ser vistas com o grupo. Algumas manifestantes levavam cartazes com frases como "Meu corpo não pertence à Igreja" e "Sou cristão e apoio a Marcha das Vadias", enquanto outras exibem os seios nus.

Apesar das imagens quebradas, o clima entre manifestantes e católicos, no entanto, é tranquilo. Muitos peregrinos não se dizem incomodados com a manifestação. Enquanto a passeata seguia, três senhoras rezavam com terços na mão. Eulália Cabral, de 56 anos, chegou a abraçar alguns manifestantes. Ela disse que não estava constrangida com o ato:

— Vim para ver o Papa, acabei vendo a manifestação. Não tenho nenhum constrangimento. Vivemos em país democrático. Eles são livres para se manifestarem. A causa é válida, mas não acho que isso tem que ser feito dessa forma. Continuarei aqui rezando. A minha fé não se abala.

Marco Rocha, que integra o grupo da "Marcha das Vadias", disse que foi "super bem tratado" pelos peregrinos, que até foto fizeram deles:

— A marcha acontece todos os anos em Copacabana nesta mesma data. Este ano foi cancelada por conta da JMJ. Mas resolvemos vir mesmo assim.

O grupo “Católicas pelo Direito de Decidir”, favorável à "Marcha das Vadias", distribuía uma carta aberta ao Papa Francisco chamada "Queremos uma nova Igreja".

— A gente segue o legado de Jesus Cristo, ele pregava a vida. Somos a favor do direito reprodutivo e da vida das mulheres. A maioria das mulheres que sofrem aborto são católicas, temos que preservá-las — afirma Valéria Marques, uma das organizadoras do movimento.

Manifestantes justificaram a passeata bem no momento da realização de um evento católico. Alexia Ferreira, de 27 anos, explica que a intenção do protesto é incentivar o debate:

— Não se prode promover um evento com uma única ideia. O ato é uma tentatativa de diálogo.

Joana Moraes, de 22 anos, também defendeu a "Marcha das Vadias":

— Não queremos confronto, tanto é que a organização da passeata decidiu ir na direção contrária dos peregrinos.

Princípio de confusão em protesto após a Via Sacra

Nesta sexta-feira, um protesto após o término da Via Sacra, realizada na Avenida Atlântica, teve um princípio de confusão depois de um manifestante, exaltado, discutir com um policial que tentava revistá-lo. O protesto começou por volta das 17h, quando um grupo de 50 pessoas se reuniu em frente à estação Cardeal Arcoverde com faixas e cartazes contra o governador Sérgio Cabral.

À noite, quando o número de manifestantes já tinha subido para cerca de 300 pessoas, o grupo seguiu pela Barata Ribeiro em direção à Avenida Atlântica. Lá, cerca de 70 homens da Força Nacional formaram um cordão de isolamento para impedir a passagem dos manifestantes na orla. Um grupo chegou a tentar invadir a área reservada para a imprensa, mas foi impedido pela polícia.

Sob chuva, o grupo seguiu pela Avenida Nossa Senhora de Copacabana em direção a Ipanema, mas depois deu meia volta. Eles atravessaram o Túnel Velho e entraram em Botafogo, seguindo em direção à Lapa. Fiéis que assistiram à encenação da Via Sacra na Praia de Copacabana tentam desviar do caminho do protesto, que terminou de forma pacífica.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/manifestantes-quebram-imagens-sacras-na-praia-de-copacabana-9220356#ixzz2aMVQCccG
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18 de junho de 2013

Comissão de Direitos Humanos aprova autorização para 'cura gay'



Sessão da Comissão de Direitos Humanos que aprovou projeto da "cura gay", na Câmara dos Deputados (Foto: Alexandra Martins/Ag. Câmara)Sessão da Comissão de Direitos Humanos que aprovou projeto da "cura gay", na Câmara dos Deputados (Foto: Alexandra Martins/Ag. Câmara)
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou nesta terça-feira (18) o projeto de lei que determina o fim da proibição, pelo Conselho Federal de Psicologia, de tratamentos que se propõem a reverter a homossexualidade. A sessão que aprovou a proposta foi presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que conseguiu colocá-la em votação após várias semanas de adiamento por causa de protestos e manobras parlamentares contra o projeto.
De autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), a proposta pede a extinção de dois artigos de uma resolução de 1999 do conselho. Um deles impede a atuação dos profissionais da psicologia para tratar homossexuais. O outro proíbe qualquer ação coercitiva em favor de orientações não solicitadas pelo paciente e determina que psicólogos não se pronunciem publicamente de modo a reforçar preconceitos em relação a homossexuais.
Na prática, se esses artigos forem retirados da resolução, os profissionais da psicologia estariam liberados para atuar em busca da suposta cura gay.
Antes de virar lei, o projeto ainda terá de ser analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça até chegar ao plenário da Câmara. Se aprovada pelos deputados federais, a proposta também terá de ser submetida à análise do Senado. Somente então a matéria seguirá para sanção ou veto da Presidência da República.
Em seu parecer em defesa da proposta, o relator, deputado Anderson Ferreira (PR-PE), apontou que o projeto “constitui uma defesa da liberdade de exercício da profissão e da liberdade individual de escolher um profissional para atender a questões que dizem respeito apenas a sua própria vida”.
Ao justificar o projeto, o autor do texto afirmou que o Conselho Federal de Psicologia, ao restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional, “extrapolou o seu poder regulamentar e usurpou a competência do Legislativo”.
O texto foi aprovado por votação simbólica, sem contagem individual dos votos.
Manifestantes se posicionam contra projeto da cura gay na sessão da Comissão de Direitos Humanos que aprovou a proposta (Foto: Fabiano Costa/G1) 
Manifestantes se posicionam contra projeto da cura
gay na sessão da Comissão de Direitos Humanos
que aprovou a proposta (Foto: Fabiano Costa/G1)
Sessão
Em contraste com as primeiras sessões presididas por Marco Feliciano, marcadas por tumultos e protestos de dezenas de integrantes de movimentos LGBT e evangélicos, a sessão desta terça atraiu poucos manifestantes. No fundo do plenário, um rapaz e uma garota ergueram cartazes durante o encontro do colegiado protestando contra o projeto da cura gay.
Uma das cartolinas dizia “não há cura pra quem não está doente”. Já o outro manifesto ressaltava “o que precisa de cura é homofobia”.
A análise do projeto da cura gay só foi concluída na Comissão de Direitos Humanos na terceira tentativa de votar o assunto. Nas outras duas oportunidades em que o tema foi colocado em pauta por Feliciano manobras de opositores da proposta conseguiram adiar a apreciação.
Na semana passada, o deputado Simplício Araújo (PPS-MA) utilizou vários recursos previstos no regimento interno da Casa, como o uso de discursos e a verificação de quórum, para evitar a votação. Durante o esforço para impedir a análise da matéria, o deputado do PPS chegou discutir com Feliciano.
Nesta tarde, Simplício tentou, mais uma vez, adiar a apreciação do projeto. Ele fez diversas intervenções durante a sessão para impedir que a matéria fosse votada e propôs novo pedido de retirada de pauta. Porém, a solicitação foi rejeitada pela maioria dos integrantes da comissão, muitos deles ligados à bancada evangélica.
“É lamentável que essa Casa não esteja ouvindo o clamor que está bem aqui, batendo à nossa porta. Projetos como esse, que são inconstitucionais, só trazem perda de tempo. E foi o que a gente viu aqui: uma tremenda perda de tempo. É uma matéria que não vai passar na Comissão de Constituição e Justiça. Uma bancada que quer jogar apenas para o seu eleitorado”, avaliou Simplício, em entrevista ao final da votação.
A aprovação ocorreu um dia após uma manifestação em Brasília que levou milhares à porta do Congresso, para protestar, entre outras coisas, pela saída de Marco Feliciano do comando da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. A multidão gritou por diversas vezes “Fora Feliciano”. O deputado é acusado de homofobia e racismo por declarações polêmicas dentro e fora do Congresso.
O relator do projeto da cura gay, deputado Anderson Ferreira (PR-PE) e o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Marco Feliciano (PSC-SP), na sessão que aprovou a proposta (Foto: Alexandra Martins/Ag. Câmara)O relator do projeto da cura gay, deputado Anderson Ferreira (PR-PE) e o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Marco Feliciano (PSC-SP), na sessão que aprovou a proposta (Foto: Alexandra Martins/Ag. Câmara)
Simplício tentou barrar a votação praticamente sozinho. Um dos poucos parlamentares que se posicionaram contra a proposta foi o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), que questionou a constitucionalidade do texto. Para Jordy, não cabe ao Legislativo alterar decisões de órgãos de classe. De acordo com ele, a votação do projeto poderia não ter eficácia.
“Eu posso apresentar um requerimento revogando a lei da gravidade? Se é apenas para produzir efeito pirotécnico, tudo bem, vamos jogar aberto. Muitos de nós não temos tempo para discutir coisas que sejam ineficácia. Se não é da prerrogativa desta Casa revogar atos da OAB, do Conselho Nacional de Medicina e do Conselho Federal de Psicologia, então, estamos aqui brincando. Estamos aqui jogando para a plateia”, ironizou.
Durante seu esforço para inviabilizar a apreciação do texto, Simplício Araújo alertou a Câmara para “acordar” diante da onda de manifestações que tomou conta das ruas das principais capitais do país nesta segunda. O deputado também acusou os colegas da comissão de estarem em busco de “holofotes para ganhar votos”.
“Essa aqui [a votação do projeto da cura gay] é uma prova de que estamos longe de entender o que a sociedade quer nos ver discutindo dentro dessa Casa. A voz das ruas diz que esse projeto é a maior perda de tempo. Não existe tratamento para o que não é doença. O que temos de tratar é a cara de pau dos políticos”, criticou Simplicio, arrancando aplausos dos poucos manifestantes que foram protestar contra a matéria.
Mais tarde, no plenário principal da Câmara, Simplício anunciou que seu partido, o PPS, iria ingressar com um requerimento na Mesa Diretora para tentar anular a votação da proposta que modifica as regras do conselho de psicologia.
Após encerrar a sessão, Feliciano comentou sobre o projeto. Ele enfatizou que concorda em “gênero, número e grau” com o texto de João Campos.
“É o único Conselho Federal de Psicologia do mundo que tolhe o direito do profissional de poder atuar. É o único que assusta, que amedronta o profissional que ele não pode tratar de uma pessoa que busque ele quando está com uma angústia interior. No meu pensamento, tomara que seja aprovado”, defendeu Feliciano.

Fonte: http://t.co/5IS35YG8wi


9 de junho de 2013

LEI GERAL DAS RELIGIÕES SERÁ VOTADA QUARTA-FEIRA E GERA POLÊMICA NA SOCIEDADE




Está prevista para quarta-feira a votação, pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado, do projeto da Lei Geral das Religiões, proposta do deputado George Hilton, do PRB-MG, apresentada depois que o governo brasileiro assinou, em 2008, um acordo com o Vaticano, criando o Estatuto jurídico da Igreja Católica. O assunto causa controvérsia entre segmentos da sociedade, como foi comprovado numa audiência pública da CAS com representantes de diversas instituições religiosas e do próprio governo. O texto estabelece normas sobre ensino religioso, casamento, imunidade tributária para as entidades eclesiásticas, prestação de assistência espiritual em presídios e hospitais, garantia do sigilo de ofício de sacerdotes, entre outros temas.

Também reforça o vínculo não-empregatício entre religiosos e instituições católicas, ratificando regras já existentes. Da mesma forma que foi feito com a Igreja Católica, o projeto garante direitos às demais religiões constituídas do país. No debate do dia 23 de maio, houve um pedido de vários participantes para a rejeição da matéria, mas o relator, deputado Eduardo Suplicy (PT-SP), deu parecer favorável à aprovação, com alterações para assegurar direitos constitucionais também às religiões não cristãs, independentemente da sua forma jurídica. Os debatedores na audiência pública alegaram motivações diferentes mas coincidiram no apelo em prol da rejeição, o que levou Suplicy a admitir recorrer a uma consultoria para decidir o rumo do seu relatório.
Na opinião do professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Luiz Antonio Cunha, o projeto de lei é incorrigível. Ele declarou que a regulação de crenças só é admitida quando há constrangimento ao direito dos cidadãos de professar sua fé ou quando existe controle estatal na área religiosa. Nenhuma dessas hipóteses, observou, é verificada no Brasil, uma vez que o país é privilegiado quanto ao respeito à liberdade religiosa. Em sua opinião, o projeto é “mimético” por fazer uma adaptação apressada do tratado assinado entre o Brasil e a Santa Sé, em 2008, “indecente” por conferir privilégios a determinadas instituições sem que haja contrapartida ao interesse público, e “pueril” por tentar estender a outras instituições religiosas os benefícios recebidos pela Igreja Católica. Ele também discorda do artigo que prevê ensino religioso obrigatório, pois, em sua opinião, o dispositivo afronta a liberdade de manifestação.
O representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Hugo Sarubbi, ressaltou que ter ou não uma crença está entre os direitos fundamentais dos brasileiros. Em sua análise, a proposta coloca este direito em segundo plano, ao permitir a ingerência estatal no modo de professar a fé das pessoas. Disse, ainda, que o projeto padece de vício de origem por ser apressado, oportunista e inadequado às diferentes instituições religiosas. Para o representante da CNBB, a proposta é uma cópia do acordo celebrado entre o Brasil e a Santa Sé, dois Estados soberanos. “Acordos e tratados internacionais são comuns, e o documento assinado não prejudica nenhuma congregação religiosa”, enfatizou, destacando a importância das instituições religiosas quanto à assistência social, “uma atribuição do Estado que não é cumprida com eficiência”.
Hugo Sarubbi questionou: “Um Estado que não consegue ministrar aulas de Português e Matemática quer ingerir na fé?”. Com opinião similar, o representante da Federação Espírita Brasileira, Flamarion Vidal, relatou que as casas espíritas prestam assistência social porque o poder público não atende às necessidades básicas dos cidadãos. Segundo afirmou, as instituições religiosas são impedidas de fazer caridade em razão do preconceito de alguns gestores públicos. Por isso ele defendeu a regulamentação da prestação de caridade pelas instituições religiosas, já que a Constituição estabelece a laicidade do Estado mas não regula a atuação das instituições. Para a coordenadora de Política de Diversidade Religiosa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Marga Sthorer, por não mencionar a laicidade do Estado, a proposta pode ameaçar a democracia e a liberdade religiosa no país. Lembrou que o Brasil possui cerca de 15 milhões de cidadãos que se dizem ateus ou agnósticos, que em sua opinião acabam pagando pelos privilégios recebidos por entidades religiosas. Marga afirmou que entidades recebem isenções, apesar de possuírem um império midiático lucrativo. Ainda em sua opinião, a educação religiosa deveria ser retirada da Constituição e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, pois é ministrada de forma confessional e a sua inclusão no currículo escolar é interesseira e direcionada à matriz católica. Também a assistência espiritual em hospitais e presídios, conforme ela, não deve ser feita de forma massiva, mas quando é solicitada pela pessoa.
- Não é a religião que garante ética, bom caráter, uma formação adequada para o sujeito. O que vem em princípio é a nossa humanidade, isso que nos garante como seres éticos e comprometidos com a sociedade, com os semelhantes, com o próximo, e não como se um credo tornasse, automaticamente, as pessoas melhores – enfatizou. Na opinião da representante da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, Cacilene Aparecida Nobre, a proposta poderá criar dificuldades entre as religiões, em vez de respeito mútuo. Para ela, o projeto de lei pode ter sido apresentado para favorecer interesses pessoais, uma vez que a intervenção estatal nas crenças não vai contribuir para a valorização da vida e o respeito ao próximo. “A proposta não atende aos adeptos do candomblé”, declarou o representante da religião de matriz africana Francisco Aires Afonso Filho, uma vez que não há uma hierarquia na estrutura dos centros e casas onde se realizam os rituais. Ele também observou que a previsão constitucional já garante a liberdade de crença e práticas religiosas, sem a necessidade de haver uma organização institucionalizada da crença. Para o juiz Roberto Arriada Lorea, a Constituição já garante inviolabilidade de consciência e de crença. Ele acrescentou que o Estado não pode impor uma confissão religiosa às pessoas.
Repórter PB

31 de maio de 2013

Crime de intolerância: vizinho mata família evangélica por discordar de opção religiosa

Crime de intolerância: vizinho mata família evangélica por discordar de opção religiosa
Uma família foi morta a facadas por um vizinho que não concordava com a opção religiosa deles, que eram evangélicos.
O rapaz, que segundo a Polícia Militar estava transtornado, invadiu a residência dos vizinhos e desferiu golpes contra todos os que estavam na casa: o pai, a mãe, e os dois filhos do casal, de um e três anos de idade.
Um terceiro filho do casal, de 10 anos, que estava na escola na hora do ataque, escapou sem ferimentos. A menina de três anos foi salva pela mãe, que correu após sofrerem os primeiros golpes.
Na fuga, a mãe que carregava filha avistou uma viatura da Polícia Militar e pediu ajuda. Os policiais localizaram o suspeito que se rendeu e demonstrava estar desorientado. Socorridas, mãe e filha foram levadas ao hospital, com ferimentos graves. Entretanto, mesmo passando por uma cirurgia, a mãe não resistiu.
O rapaz que realizou o ataque e o pai da família que foi atacada eram sócios numa loja de móveis, mas o motivo do surto que resultou na morte das três pessoas foi a discordância dele em relação à religião praticada pelo amigo.
Na delegacia, o rapaz afirmou que não concordava com o fato de eles serem evangélicos e que não se arrependia de tê-los matado.
Assista reportagem do R7 sobre o caso neste link.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

23 de maio de 2013

Filho de pastor homofóbico culpa Durant, que apoiou jogador gay, por tragédia nos EUA


Pastor diz que Durant é 'culpado' por tragédia em Oklahoma
Pastor diz que Durant é 'culpado' por tragédia em Oklahoma
 
Uma das grandes tragédias do mundo na última semana, o tornado que atingiu o estado de Oklahoma, nos Estados Unidos, deixou cerca de 24 mortos e mais de 300 feridos. E, segundo Fred Phelps Jr, filho do líder de uma igreja batista em Kansas, a culpa é de Kevin Durant, astro do Thunder na NBA.

Fred Phelps, o pai, fundou a “Westboro Baptist Church”, gera polêmica por ser extremamente radical ao homossexualismo e sua igreja se baseia na teologia anti-gays, tendo como slogan “God Hates fags (Deus odeia v..., em português)”. E seu filho compartilha do mesmo pensamento e expôs isso no Twitter.

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Após a tragédia, Fred Phelps Jr. Afirmou em sua conta na rede social que isso seria uma “praga” contra a cidade de Kevin Durant. O jogador do Thunder publicamente apoiou Jason Collins, que assumiu ser o primeiro atleta gay nas ligas profissionais dos Estados Unidos no último mês. Veja o Tweet abaixo:

“Durant desafia Deus ao elogiar o b...do Collins. Deus detona OK (sigla de Oklahoma). Faça as contas”, postou Phelps Jr, anexando as hashtags “Deus odeia v...”, “Gays condenam nações” e “Deus odeia vocês”. 

O filho do pastor ainda continuou nos Tweets. “A ira maravilhosa de Deus me lembra: Deus amaldiçoa você pelo casamento gay. Deus é seu terrorista. Deus irá fazer você pagar. Deus vinga seu povo. Deus te odeia”.


A vida de Fred Phelps, o pai, também tem outras polêmicas. Na década de 90, ele publicamente apoiou o regime de Saddam Hussein no Iraque, afirmando que “é o único estado muçulmano que permite o evangelho de nosso Jesus Cristo ser pregado nas ruas”.
Phelps também é contra o atual presidente norte-americano, Barack Obama, a quem acusa de “anticristo que irá formar a profana trindade com a Igreja Católica e Satã”.
Nesta semana, Kevin Durant visitou e ajudou as áreas devastadas pelo tornado e doou US$ 1 milhão às vítimas da tragédia. 
 
Fonte: http://www.espn.com.br/noticia/331449_filho-de-pastor-homofobico-culpa-durant-que-apoiou-jogador-gay-por-tragedia-nos-eua?timestamp=1369323819449

28 de abril de 2013

Fiéis lotam igreja em missa de padre que defende homossexuais.

Centenas de fiéis de Bauru (SP) lotaram a igreja na manhã deste domingo (28) para assistir à missa de despedida do padre que se afastou de suas funções após declarações de apoio aos homossexuais.
Padre que defende homossexualidade pede afastamento da Igreja
Conhecido por contestar os princípios morais conservadores da Igreja Católica, Roberto Francisco Daniel, 48, conhecido como padre Beto, havia recebido um prazo do bispo diocesano, Dom Caetano Ferrari, 70, para se retratar e "confessar o erro" cometido em declarações divulgadas na internet.
Em um vídeo publicado no site Youtube, o padre admitiu a possibilidade de existir amor entre pessoas do mesmo sexo, inclusive por parte de bissexuais que mantêm casamentos heterossexuais. Ele também questionou dogmas da Igreja.
Ontem, dois dias antes do prazo estabelecido pelo bispo para a retratação, padre Beto anunciou que iria se afastar de suas funções religiosas e convocou a missa de despedida para hoje.
Na missa, o padre falou sobre amor e coerência e afirmou que para "Jesus Cristo não existia preconceito".
"Jesus amava os seres humanos independentemente da condição social, da raça e da sexualidade", disse o religioso.
A missa de despedida lotou a Igreja Santo Antônio, no Jardim Bela Vista, bairro tradicional de Bauru.
Em torno de mil pessoas ocuparam os bancos e ficaram em pé nas laterais.
O padre foi aplaudido de pé no final da missa e aclamado quando percorreu o corredor de saída da igreja pela última vez. Muitos fiéis choraram e, em seguida, formaram fila para cumprimentá-lo na porta.
Um dos mais emocionados era o pai de santo umbandista Ricardo Barreira, que assistiu à celebração vestido de branco e chorou muito.
"Não sou católico, mas o padre Beto sempre me representou. Agora mais ainda", disse. O umbandista recebeu o apoio do padre quando disputou a eleição para vereador.
Beto vai entregar seu pedido de "desligamento do exercício dos ministérios sacerdotais" nesta segunda-feira para o bispo. Ele garantiu não ter planos para o futuro, mas disse que poderá se reunir com seus seguidores para sessões de orações.
Procurado pela reportagem, o bispo preferiu esperar o recebimento do pedido para comentar a decisão.

Luly Zonta/Agência Bom Dia
Mais de mil pessoas lotaram a igreja Santo Antônio, em Bauru, no domingo de manhã para de despedir das missas celebradas pelo Padre Beto que anunciou sua saída da igreja no sábado. Pedro Motta deixa um churro de adeus. Crédito: Luly Zonta/Agência BOM DIA
Mais de mil pessoas lotaram igreja em Bauru no domingo de manhã para de despedir das missas celebradas pelo Padre Beto
ESTILO
Padre Beto sempre chamou a atenção dos católicos da cidade pelo estilo diferente dos religiosos tradicionais.
Usa roupas com estampas "roqueiras" e com a imagem do guerrilheiro comunista Che Guevara. Usa piercing, anéis e frequenta choperias. Nas missas, no entanto, usava as vestimentas tradicionais e seguiu todos os rituais católicos.
Seus sermões atraiam os fiéis em razão dos questionamentos sociais, políticos e morais.
As últimas declarações polêmicas do padre provocaram protestos de católicos tradicionais da comunidade de Bauru.
Por outro lado, a reprimenda do bispo, que considerava padre Beto um "filho amado, mas rebelde" gerou manifestações de apoio e provocou comoção entre os admiradores.
Ao explicar sua decisão de se afastar da igreja, disse que se trata de "um momento que faz parte de sua caminhada".
"Pensei em pedir perdão. Mas tudo que falei é bem pensado. Posso estar errado, mas o dia em que admitir será porque conclui isso mesmo. Senão seria hipocrisia", afirmou.
Disse ainda que é importante "dormir bem porque foi coerente" e que assim as pessoas vão percebê-lo "como homem de Deus".
Integrante do grupo de liturgia da Igreja Santo Antônio, Michele Dias fez uma homenagem na despedida.
Disse que se "curou" de uma síndrome do pânico após palestra em que Beto falou sobre a importância de enfrentar os medos.
A missa reuniu católicos de todas as gerações. O casal formado por Giovani e Luzia Dermengi, de 77 e 70 anos, respectivamente, mora em outra região da cidade, mas tinha o hábito de frequentar as missas do padre Beto.
"Ele foi um renovador e a igreja precisa disso", afirmou Luzia.
O arquiteto Fábio Said, 30, virou amigo do religioso e diz que ele levou muitos jovens para a igreja, por falar diretamente com seus fiéis e dar conselhos que às vezes até irritavam, mas depois eram compreendidos.
"E agora? A fé continua, mas é difícil", disse sobre a despedida.
Aos 6 anos, Pedro Motta Popoff não frequenta a missa todos os finais de semana. Neste domingo foi acompanhar a mãe, Carla Motta, que declarou estar na igreja por um ato de cidadania e apoio ao padre.
Pedro ficou na fila da despedida e deu de presente a Beto um churro comprado na porta da igreja. Depois disso, Beto cumprimentou os demais fiéis com o presente do menino nas mãos.
Agora à noite, o padre Beto realiza uma segunda missa de despedida na Igreja São Benedito. Será a última antes de ele entregar o pedido de afastamento. O padre tem 14 anos de sacerdócio.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/04/1270214-fieis-lotam-igreja-em-ultima-missa-de-padre-que-defende-homossexuais.shtml

27 de abril de 2013

Igreja gay inaugura primeiro templo na cidade

Marcos Gladstone e Fabio Souza, os pastores-fundadores da igreja gay FABIO MOTTA/ESTADÃO
 
Levando o amor de Deus a todos, sem preconceitos. Com esse slogan – que deixa implícita a aceitação plena das orientações sexuais de seus fiéis, para calafrios de adeptos de pastores e padres conservadores de outros credos –, a Igreja Cristã Contemporânea chega a São Paulo hoje. E com um discurso otimista. Depois de sete unidades em funcionamento (seis no Rio e uma em Minas Gerais), a instituição pretende abrir dez templos em São Paulo no período de três anos.
“Temos espaço para crescer. Nossos cultos são sempre muito cheios, fica gente para fora”, diz o pastor Marcos Gladstone, de 37 anos, fundador e presidente da igreja. Segundo ele, há 1,8 mil adeptos da Igreja Cristão Contemporânea em todo o Brasil.
Localizado no Tatuapé, na zona leste da capital, o templo paulistano tem 734 metros quadrados – o que lhe confere, segundo a própria administração da igreja, o título de “maior templo gay da América Latina”. Há um mês, o grupo realiza os cultos na capital, mas em um local improvisado: um salão de eventos no centro.
“Há muitos gays na cidade. Costumamos receber paulistanos em nossos templos no Rio, por exemplo. Já estava na hora de termos um endereço fixo paulistano também”, conta o pastor Gladstone.
História. Gladstone fundou e comanda a igreja ao lado de seu companheiro, o também pastor Fabio Inacio de Souza, de 33 anos – o casal tem dois filhos, frutos de uma adoção conjunta: Davison, de 10 anos, e Felipe, de 9. Ambos já eram religiosos antes de se conhecerem. Advogado, integrante da Comissão de Direito Homoafetivo da seção fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil e teólogo, Gladstone era pastor da Igreja Evangélica Congregacional do Brasil, que frequentava desde os 14 anos. Souza, por sua vez, era pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. Os dois viviam relacionamentos heterossexuais – chegaram a ser noivos.
“Acredito que as igrejas costumam seguir traduções errôneas e até mesmo tendenciosas dos textos bíblicos. Por isso, condenam o homossexualidade”, diz Gladstone. “Então sempre me preocupei com o que sentia. Porque acreditava que era pecado, que era algo abominado por Deus.”
Em 2006, pouco tempo depois de eles se conhecerem e começarem a namorar, nascia a Igreja Cristã Contemporânea, no boêmio bairro carioca da Lapa. Com o discurso da tolerância, a nova religião começou com cerca de 20 integrantes. “Até hoje, a maioria dos fiéis são homossexuais”, comenta Gladstone. “Mas, com o tempo, começamos a ter um público hétero também, principalmente parentes dos gays.”
Consequência. Para o teólogo Wagner Sanchez, professor da PUC, é uma tendência. “Há algum tempo, já existem igrejas evangélicas que focam determinados grupos, como jovens ou surfistas”, analisa. “Uma igreja assim é consequência do espaço que os grupos homossexuais vêm ganhando na sociedade brasileira.”
Serviço:
Igreja Cristã Contemporânea de São Paulo: Rua Plátina, 190, Tatuapé. Inauguração hoje, às 19h. Confira horários dos cultos em www.igrejacontemporanea.com.br
Cidade de Refúgio reúne lésbicas
Desde junho de 2011, lésbicas cristãs também têm seu ponto de encontro em São Paulo. Casadas (entre si), as pastoras Lanna Holder e Rosania Rocha comandam a Comunidade Cidade de Refúgio com um discurso semelhante ao da Igreja Cristã Contemporânea: a teologia inclusiva, ou seja, a aceitação de todos, sem preconceitos por causa de orientação sexual.
A comunidade funciona na Avenida São João, 1.600, no centro. A reportagem tentou falar com Lanna e Rosania na tarde de ontem, mas, segundo a secretaria da instituição, elas estão viajando e não poderiam dar entrevista.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/edison-veiga/2013/04/27/igreja-gay-inaugura-templo-em-sao-paulo/
 

8 de abril de 2013

Nota de Esclarecimento e Repúdio Quanto a Suposta Maldição sobre Negros e Africanos.

Ministério Sal da Terra

Como parte do Conselho Geral da Aliança Evangélica Brasileira, segue nota oficial da Aliança.

Nota de Esclarecimento e Repúdio Quanto a Suposta Maldição
sobre Negros e Africanos

A Aliança Evangélica vem a público para repudiar o uso inadequado das Escrituras Sagradas, a Bíblia, juntamente com as interpretações e afirmações daí decorrentes, especificamente as feitas quanto a supostas maldições existentes sobre africanos e negros.

Afirmações desta natureza são fruto de leitura mal feita de parágrafos bíblicos, tomados fora do seu contexto literário e teológico, que acabam por colaborar com os interesses de justificar pensamentos e práticas abusivas, contrárias ao espírito da Palavra de Deus, cujo foco está na Justiça, na Libertação e na promoção da Vida e Dignidade Humana.

O texto em questão, que tem servido de pretexto para declarações insustentáveis, tanto em púlpitos, redes sociais, na tribuna do Parlamento e até protocoladas junto à Justiça Federal, sob o manto da imunidade parlamentar, versa sobre o significado da passagem bíblica encontrada no Livro de Gênesis capítulo 9, versos 20 a 27.

Nessa passagem Noé, embriagado, despe-se e assim é surpreendido por seu filho Cam que, ao invés de manter a discrição e o respeito devidos ao pai, o anuncia aos seus irmãos; estes se recusam a ver o pai nesse estado e, sem olhar para ele, cobrem-no com uma manta. Desperto Noé, ao saber da postura de seu filho Cam, amaldiçoa seu neto Canaã, filho de Cam, destinando-lhe a servidão.

O equívoco em questão dá a entender que a maldição proferida pelo patriarca bíblico contra Canaã, seu neto e filho de Cam, atinge os seres humanos de tez negra que habitaram, originariamente, o continente africano, o que explicaria os vários infortúnios em sua história passada e presente, culminando no longo período em que foram feitos escravos no Ocidente; e que o ato de Cam em ver a nudez de seu pai, mais do que um desrespeito, indica um ato de violação sexual por parte de Cam.

Queremos salientar enfática e categoricamente:

Primeiro, Cam teve outros filhos: Cuxe, Mizraim e Pute, e somente Canaã foi amaldiçoado.

Segundo, embora o comportamento inadequado descrito no texto bíblico tenha sido o de Cam, filho de Noé, o objeto específico da maldição foi Canaã, o neto de Noé. [Segundo Orígines, um dos pais da Igreja, do sec. III, Canaã foi quem avisou seu pai sobre a situação do seu avô, publicando o que deveria ter mantido sob reserva]. Amaldiçoar, no senso bíblico, não determina a história, mas descreve a consequência da quebra dum princípio estabelecido pelo ato desrespeitoso; portanto, significa a percepção de efeitos e desdobramentos de um comportamento específico. Ou seja, a postura de Cam e de seu filho Canaã estabelece um padrão comportamental que resultaria numa situação de inversão paradoxal, onde alguns dentre os descendentes de Canaã se tornariam dominados e serviçais dos seus irmãos.

Terceiro, Canaã, neto de Noé, foi habitar e estabeleceu-se na região a oeste do rio Jordão, até a costa do Mediterrâneo (sudoeste da Mesopotâmia), onde os descendentes de Canaã desenvolveram práticas absurdas, inclusive o sacrifício de crianças, e não no continente africano!

Quarto, é de entendimento entre os teólogos especialistas no Velho Testamento que a maldição profética de Noé sobre Canaã foi cumprida quando da conquista da região povoada pelos descendentes de Canaã, os cananeus, por parte dos filhos de Jacó, sob o comando de Josué há mais de três milênios.

Quinto, a maldição proferida sobre Canaã pelo seu avô Noé significou uma percepção e discernimento sobre uma tendência comportamental de um grupo humano, antevendo o resultado de uma corrupção cultural e civilizatória específica e localizada, e em consequente servidão, e de modo nenhum faz referência à cor da sua pele.

Sexto, não há nada, absolutamente nada, nem neste texto bíblico em foco nem na Escritura como um todo, que indique qualquer maldição sobre negros e africanos, e muito menos algo que justifique a escravidão.

Sétimo, o texto bíblico precisa ser lido em seu contexto imediato e considerado à luz da totalidade da Escritura, como saudáveis práticas de interpretação bíblica nos ensinam. De acordo com o próprio capítulo 9 de Gênesis, verso 1 e seguintes, é indicado que o desejo de Deus e sua promessa visam abençoar, dar vida, alimento e todo o necessário para o desenvolvimento de todos os descendentes de Noé, seus filhos e de toda a família humana. A declaração divina de abençoar a Noé e seus descendentes é firme e abrangente, e não pode ser contestada ou reduzida pela declaração relativa e descritiva de Noé a respeito de seu neto.

Oitavo, Deus reafirma o desejo de abençoar a toda a humanidade, a todas as famílias da terra, raças e etnias no episódio descrito na sequência da narrativa bíblica, quando da vocação de Abrão (Genesis 12), intenção que tem seu ápice e culminância na pessoa, vida e ministério de Jesus e continuado em curso na Igreja. Em Cristo, toda maldição é destruída e uma Nova Criação é estabelecida, sendo chamados a participar deste novo concerto todas as nações, etnias, raças, povos e famílias de todas as terras e da Terra toda, sendo revogadas assim todas as maldições e oferecida salvação a todas as pessoas.

Nono, a alegada violação sexual de Cam a Noé não é sustentada pelo texto. A citação do texto da lei de Moisés que chama a violação de descobrir a nudez não dá suporte a tal alegação, uma vez que os verbos usados são diferentes na raiz e no significado: no primeiro caso, trata-se de observação a distância; e, no segundo caso, trata-se de ato deliberado contra outrem.

Décimo, toda vez, na história, que esse texto foi aventado a partir dessa hipótese vulgar, tratou-se de ato de má fé a serviço de interesses escusos, seja quando usado para justificar a escravidão de ameríndios no Brasil colonial, seja quando usado para justificar a escravidão dos africanos de tez negra, seja quando utilizado para a elaboração de sistemas legais de segregação social como o que ocorreu nos Estados Unidos, seja quando usado para justificar a política nefasta e mundialmente condenada do apartheid.

Tal leitura equivocada da Escritura corre o risco de ser vista como suspeita de esconder outros interesses de natureza política, econômica e de dominação social e religiosa. Não há nenhum apoio bíblico para defender qualquer maldição sobre negros ou africanos, que fazem parte, igualmente e em conjunto, da única família humana.

Lamentamos o equívoco provocado por tal vulgarização do texto bíblico, bem como a banalização quanto ao conteúdo de nossa fé, assim como repudiamos qualquer tentativa, intencional ou não, de uso inadequado do texto para quaisquer fins que não o de promover a vida, a libertação e a justiça, como a própria Escritura expressa muito bem.

Brasil, 07 de abril de 2013

Aliança Cristã Evangélica

28 de fevereiro de 2013

Pastor Marco Feliciano gera fúria de Jean Wyllys e ativistas gays por ser o possível novo presidente da Comissão de Direitos Humanos.




Um acordo firmado nessa quarta-feira (27) estabeleceu que a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, antes presidida pelo PT, será comandada agora pelo PSC (Partido Social Cristão).

De acordo com o Estadão, o nome mais cotado para assumir a presidência da comissão é o do deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP), que avalia que a comissão hoje se tornou um espaço de defesa de “privilégios” de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais.

- Se tem alguém que entende o que é direito das minorias e que já sofreu na pele o preconceito e a perseguição é o PSC, o cristianismo foi a religião que mais sofreu até hoje na Terra – declarou Feliciano sobre sua provável indicação ao cargo.

A provável escolha do pastor evangélico para liderar a comissão motivou revolta entre alguns parlamentares, com destaque para o deputado federal e ativista gay Jean Wyllys (PSOL-SP), que afirmou ser “assustador” que o pastor assuma o órgão.

Conhecido por ser um constante opositor da bancada evangélica, Wyllys afirma que Marco Feliciano não poderia assumir o cargo, e justifica afirmando que o evangélico seria “confessadamente homofóbico”, e que teria feito afirmações racistas sobre africanos. Em seu perfil no Twitter, o deputado fez uma série de críticas ao fato da comissão estar agora sob comando do partido declaradamente cristão.

- Está claro que o objetivo do PSC, ao escolher a CDHM, deve ser o de barrar a extensão da cidadania plena às MINORIAS! Lamentável! – escreveu Wyllys, que disse ainda que “dias difíceis virão”, por causa da mudança.

Jean Wyllys insinuou ainda que a liderança do deputado evangélico imporia dificuldades a outras religiões, e a entidades ligadas ao movimento gay.

- LGBT, quilombolas, indígenas, mulheres, povos de terreiro e de outras religiões encontrarão mais dificuldades na CDHM doravante… – publicou o deputado, que retransmitiu ainda uma mensagem de outro usuário da rede social afirmando que “deixar que o PSC assuma a Comissão de Direitos Humanos é o legado do PT para os direitos humanos dos brasileiros”, e finalizando que tal situação “é deprimente!”.

Também na rede social, Feliciano respondeu aos ataques que vêm sofrendo por parte de ativistas gays desde que seu nome foi mencionado como possível novo presidente da comissão.

- Os ativistas gays desesperados pela possibilidade do meu partido PSC assumir a Comissão de Direitos Humanos. Acalmem-se. Vai dar tudo certo. – escreveu o deputado, que completou: – Os palavrões, os xingamentos, as acusações que estou recebendo em minhas redes sociais mostram quem de fato são os fanáticos e intolerantes.

Feliciano ressaltou ainda que já havia denunciado que ativistas gays tomaram conta da comissão, e afirmou que o órgão parlamentar “não pertence a 1 grupo e sim a todos os brasileiros sofridos, humilhados e sem representação! E não a mentirosos caluniadores”.

- Pq tanto ataque? Pq tanto medo? Isto é Democracia ou Ditadura? Me faz pensar q tem algo nesta comissão que deva ser analisado mais de perto. (…) Estão amedrontados. Quem não tem argumentos apela para os gritos, acusações, calunias, xingamentos. Nunca me passou pela cabeça presidir a Comissão de Direitos Humanos, mas agora com tanto ataque, deu até vontade. – publicou o deputado, em resposta aos xingamentos que vêm recebendo na rede social.

- Perseguição religiosa? Marco Feliciano sofre retaliações da comunidade GLBTT para não assumir a Comissão de Direitos Humanos por ser Pastor – escreveu também o pastor, que finalizou questionando: – Mera coincidência ou tem algo mais sórdido e podre por baixo dos panos? Existe sim perseguição religiosa no Brasil. Rogo as orações de todos.

Por Dan Martins, para o Gospel+

22 de novembro de 2012

Aos santarrões de plantão!



Por Hermes C. Fernandes

Já no começo Ele mostrou a que veio. Escolheu nascer numa família humilde e em circunstâncias que poderiam ser, no mínimo, consideradas suspeitas. Definitivamente, Jesus não combina com preconceito.
Poderia ter nascido num palácio, mas preferiu nascer entre os animais, acolhido numa manjedoura em vez de num berço de ouro. Definitivamente, Jesus não combina com preconceito. 
Ainda bebê, recebeu presentes de magos estrangeiros que não professavam a religião dos Seus pais (“magos” é um eufemismo para “bruxos”). Por que hoje Ele discriminaria quem O quisesse louvar, ainda que não pertencesse ao Seu povo? Definitivamente, Jesus não combina com preconceito. 
Já adulto, foi inusitadamente banhado pelo perfume de uma dama da noite, adquirido no exercício de sua atividade. Jamais Se incomodou por ser flagrado andando publicamente na companhia delas e de outros de moral duvidosa. Será que hoje Ele ficou mais seletivo? Definitivamente, Jesus não combina com preconceito.
Nunca usou termos pejorativos para tratar leprosos, mendigos, excluídos, eunucos. Por que alguns dos Seus seguidores insistem em usá-los. Não consigo imaginá-lo chamando alguém de “gay aidético”, ou de "leproso imundo". Ele sempre foi um gentleman. Tratava com dignidade a qualquer ser humano. Definitivamente, Jesus não combina com preconceito. 
Ele foi capaz de elogiar publicamente a manifestação da fé de um oficial do exército do império que ocupava Sua terra. Mesmo sabendo que aquele homem provavelmente era devoto de muitos deuses, Ele não recriminou, mas admirou sua devoção ao criado enfermo. Definitivamente, Jesus não combina com preconceito. 
Ele escandalizou Seus conterrâneos, ao usar uma figura por eles desprezada para ser o principal personagem de algumas de Suas parábolas. Para Ele, mesmo um samaritano era capaz de surpreender o mundo com atitudes dignas e motivadas por amor. Definitivamente, Jesus não combina com preconceito. 
Ao escolher Seus discípulos, não os censurou por suas ideologias. De fato, entre eles havia publicanos, zelotes e até fariseus, abrangendo todo o espectro ideológico da época. Por que alguns dos Seus seguidores apaixonam-se de tal maneira por certas ideologias, que acabam demonizando os que pensam diferente? Definitivamente, Jesus não combina com preconceito. 
Ao ressuscitar, Ele quebrou todos os protocolos ao aparecer antes às mulheres e enviá-las como portadoras da boa nova aos demais discípulos. Por incrível que pareça, ainda há quem se diga discípulo d'Ele e que pensa que a mulher não deve ter oportunidade no ministério. Parece que Jesus vivia bem à frente do Seu tempo e por isso, jamais combinou com preconceito.
Paulo, um dos Seus mais proeminentes discípulos, fez eco ao que aprendeu do seu mestre. Tanto que foi capaz de citar poetas seculares em seu discurso, revelando estar desprovido de qualquer espírito discriminatório. Haveria algum erro em citar poetas seculares atuais? Será que isso nos desqualificaria como pregadores? Definitivamente, Jesus não combina com preconceito. 
Jesus só demonstrou intolerância para com os intolerantes, aqueles que se achavam tão santos, que ao subirem ao templo para orar, ousavam declarar não serem tão pecadores como os outros. Estes não foram poupados de Suas duras e severas críticas. Com a mesma severidade com que julgaram, foram julgados. Para estes, Jesus tinha adjetivos muito especiais, tais como hipócritas, “raças de víboras” e “geração adúltera” (equivalente mais polido de um xingamento muito usado em nossos dias). Definitivamente, Jesus não combina com preconceito, muito menos com intolerância. 
Aos xerifes da vida alheia, uma linda canção do "gay aidético" (foi assim que um deles se referiu ao Renato Russo). Vocês envergonham o Evangelho com esta postura preconceituosa extremista. Que Deus tenha misericórdia de suas almas (refiro-me tanto ao que escreve, quanto aos que compactuam com suas ideias, ao Severo e aos severistas). 
Larga de ser severo, amigo! Ou seja severo consigo, porém compassivo com os demais. Imagine se Jesus resolvesse implicar com o cumprimento dos seus cabelos! Lembre-se: somente os misericordiosos alcançarão misericórdia. Os severos alcançarão severidade.
 
Fonte: http://www.hermesfernandes.com/2012/11/aos-santarroes-de-plantao_22.html