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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

30 de setembro de 2010

A. W. Pink, Uma Alma que Conseguiu Manter-se Fixo na Única Coisa que Importa




Arthur Walkington Pink nasceu em Nottingham, Inglaterra em 01 de abril de 1886. Embora nascido de pais cristãos, antes da conversão, ele migrou para Teosófia ( uma filosofia esotérica que defende que todas as religiões levam a Deus), e levantou-se rapidamente em destaque em suas fileiras. Sua conversão veio em 1908 através de seu pai, que mesmo doente fazia-lhe admoestações através das Escrituras. Foi precisamente o verso de Provérbios 14:12, “há um caminho que parece direito ao homem, mas o fim dele são os caminhos da morte”, que atingiu particularmente o seu coração e lhe obrigou a renunciar a Teosofia e seguir a Jesus.
Desejando crescer no conhecimento da Bíblia, Pink imigrou para os Estados Unidos para estudar no Instituto Bíblico Moody. Em 1910 aceitou o chamado para trabalhar como pregador num campo de minas em Silverton (Colorado, USA). Chegou a pregar mais de 300 vezes ao ano. Em 1916 ele se casou com Vera E. Russell, que era de Kentucky. Ele pastoreou igrejas no Colorado, Califórnia, Kentucky e Carolina do Sul antes de se tornar um professor de Bíblia itinerante em 1919. Mais tarde viajou para Austrália, entre 1925 a 1928,  pastoreando duas congregações, uma delas Batista.
Leitor incansável que era, em 1932, passados exatos 24 anos de sua conversão, pink já havia lido toda a Bíblia mais de 50 vezes e milhares de livros teológicos, até que em 1934 regressou à sua terra natal fixando residência na ilha de Lewis, na Escócia, em 1940, e lá permaneceu até sua morte em 15 de julho de 1952. A causa da morte foi por anemia. Devido à perseguição que sofreu por causa da sua fidelidade às Escrituras, se viu obrigado a se dedicar à escrita e ao aconselhamento de crentes por correspondência, e em 1922 ele iniciou uma revista mensal intitulada “Estudos nas Escrituras”, que circulou entre os cristãos que falam Inglês a nível mundial. A revista estava preocupada apenas com a exposição das Escrituras. Em 1946 Pink já havia escrito 20.000 cartas à mão.
Por empregar um estudo bíblico Independente das organizações, Pink compreendeu que muito do moderno evangelho era defeituoso, já naquela época. Quando a maioria da literatura puritana foram geralmente ignoradas pela Igreja como um todo, ele avançou sobre a maioria de seus princípios com zelo incansável. O progressivo declínio espiritual de sua própria nação (Inglaterra) foi para ele uma prova inevitável da prevalência de um “evangelho” que não podia transmitir convicção de pecado nem curar através de conversão. Familiarizado com toda a gama da revelação das boas novas, Pink raramente desviou-se dos grandes temas centrais das Escrituras: justificação, graça e santificação. Nossa geração deve a ele uma grande dívida para com a luz persistente que lançou, pela graça de Deus, sobre a Verdade da Bíblia Sagrada.
Pink é o que todo bom leitor de teologia procura: erudição misturada com piedade. Os seus comentários são inspiradores, não somente demonstrando a reverência do autor para com Deus e a Escritura, mas também incitando o leitor ao mesmo. A sua maneira cativante de descrever as verdades divinas, a sua capacidade extraordinária de expor as mais difíceis passagens, e o seu rico e belo linguajar dificilmente encontram paralelo em toda a história do Cristianismo.
Um outro fator impressionante em Pink é a sua humildade e o seu compromisso inegociável com a verdade. Assim como Agostinho, ele veio a rejeitar várias das suas doutrinas e crenças anteriores, após um estudo mais cuidadoso do tema à luz das Escrituras. Entre as crenças abandonadas por Pink podemos citar o pré-milenismo e o dispensacionalismo, para não citar a sua mudança de uma Igreja Congregacional para uma Batista. Numa carta ele chega a dizer que não recomendaria o seu próprio livro “The Antichrist” [O Anticristo] para ninguém; além disso, ele escreveu mais tarde um livro combatendo o dispensacionalismo (A Study of Dispensationalism), o qual, como já dito, foi anteriormente defendido por ele. [3] Com certeza não teríamos tantas heresias em nosso meio se os pastores, líderes e membros em geral das igrejas tivessem a humildade de Pink para reconhecerem os seus erros.
Depois de sua morte, as obras de Pink foram republicadas por várias editoras atingindo um público muito maior. A ampla circulação de seus escritos após a sua morte fizeram dele um dos autores mais influentes evangélicos na segunda metade do século XX. Seus escritos provocaram um renascimento da pregação expositiva e focada nos corações dos leitores sobre a vida bíblica. No entanto, ainda hoje, Pink é deixado de fora da maioria dos dicionários biográficos e esquecido por muitos na história da igreja.
Algumas frases de A. W. Pink:
“A tendência da moderna teologia, se podemos chamá-la de teologia, é sempre rumo à deificação da criatura ao invés da glorificação do Criador”.
“Não perguntamos: ‘Cristo é seu Salvador’, mas: ‘É ele, real e verdadeiramente, seu Senhor?’ Se Ele não for seu Senhor, então, com a mais absoluta certeza, ele não é seu Salvador”.
“O fundamento de todo verdadeiro conhecimento de Deus deve ser uma clara apreensão mental de suas perfeições como reveladas nas Escrituras. Não se pode confiar, adorar ou servir a um Deus desconhecido”.
“O Deus deste século vinte não se assemelha mais ao Soberano Supremo das Escrituras Sagradas do que a bruxuleante e fosca chama de uma vela se assemelha à glória do sol do meio-dia. O Deus de que se fala atualmente no púlpito comum, comentado na escola dominical em geral, mencionado na maior parte da literatura religiosa da atualidade e pregado em muitas das conferências bíblicas, assim chamadas, é uma ficção engendrada pelo homem, uma invenção do sentimentalismo piegas”.
“Os idólatras do lado de fora da cristandade fazem “deuses” de madeira e de pedra, enquanto que os milhões de idólatras que existem dentro da cristandade fabricam um Deus extraído de suas mentes carnais. Na realidade, não passam de ateus, pois não existe alternativa possível senão a de um Deus absolutamente supremo, ou nenhum deus. Um Deus cuja vontade é impedida, cujos desígnios são frustrados, cujo propósito é derrotado, nada tem que se lhe permita chamar Deidade, e, longe de ser digno objeto de culto, só merece desprezo”.

Livros de Pink publicados em português:
Deus é Soberano
Atributos de Deus
Enriquecendo-se com a Bíblia
Outro Evangelho
Fonte: Adaptação das biografias dos sites: http://www.ccel.org/p/pink

POSTADO POR ALAN ORENEGADO VIA DISCERNIMENTO CRISTÃO

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