Blogroll

"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18
Mostrando postagens com marcador Ecumenismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ecumenismo. Mostrar todas as postagens

11 de dezembro de 2017

Kleber Lucas será homenageado por autoridades do Candomblé em evento solidário

Kleber Lucas estará no evento com sua família e um grupo da igreja Batista Soul


Kleber Lucas será homenageado por autoridades do Candomblé em evento solidário


Kleber Lucas está longe de sair das pautas dos principais sites de notícias gospel. Desde que o cantor compareceu em um evento ecumênico na inauguração de um terreiro de Candomblé, ele conseguiu atrair a atenção em uma semana, que não teve no ano inteiro.
O caso lhe rendeu inclusive, uma participação no programa Encontro com Fátima Bernardes, que por sinal, Kleber Lucas decidiu ir em segredo.
A palavra “Ecumenismo” parece seguir o cantor gospel, e todo mundo parece ter esquecido de todos os sucessos que o cantor lançou, musicas que marcaram o ministério de toda uma geração.
Pra piorar ainda mais a imagem do cantor com a comunidade evangélica, o Babalawo Ivanir Dos Santos, que é representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), está convocando líderes de religiões de matrizes africanas e de outras religiões, para prestar solidariedade ao cantor gospel, em um evento [ecumênico] que acontecerá no dia 11 de Dezembro às 18hrs, no Salão Nobre do IFCS – UFRJ. Centro, Rio de Janeiro.
O evento em solidariedade aos ataques que Kleber Lucas vem sofrendo nos últimos dias, teve uma enorme adesão dos religiosos, e o próprio Kleber Lucas estará presente com um grupo da igreja, para receber a homenagem e apoio dos religiosos.
A notícia foi publicada no Facebook do Babalawo Ivanir Dos Santos, que chama os criticos do cantor, de “racistas e intolerantes”.
Leia a nota na íntegra:
O pastor e cantor Kleber Lucas tem sido duramente agredido nas redes sociais e nos meios racistas e intolerantes, por ter participado de uma cerimônia pela Liberdade Religiosa, tendo cantado acompanhado de atabaques.
O evento aconteceu no dia 22 de novembro de 2017, no terreiro de candomblé da mãe de santo Conceição d`Lissá, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O barracão Kwe Cejá Gbé de Nação Djeje Mahin havia sido destruído, por um incêndio criminoso, em 2014.
Ainda em 2014, numa clara manifestação de solidariedade e caridade, e num belo posicionamento, a servir de exemplo para todo o povo evangélico, em favor da Liberdade Religiosa, a pastora luterana Lusmarina Campos Garcia sugeriu ao babalawô Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), uma doação reparadora.
A cerimônia do dia 22/11 aconteceu para oficializar a doação de onze mil reais arrecadados pela Igreja Cristã de Ipanema, que é evangélica e pelo Conselho de Igrejas Cristãs do Estado do Rio de Janeiro (CONIC-Rio).
Após se apresentar no culto ecumênico, Kleber Lucas, deixou de ser chamado de “adorador” – expressão evangélica dada a cantores gospel – e passou a ser tratado por “endemoniado”, chegando a ser chamado por um pastor racista e intolerante de “preto safado”.
O encontro da segunda-feira (11/12) vai prestar solidariedade a Kleber Lucas e convocar religiosos de todas as matizes, bem como agnósticos, ateus, intelectuais, artistas e toda sociedade fluminense e brasileira a dar um basta à Intolerância e ao Racismo.
Encontro em solidariedade ao pastor e cantor Kleber Lucas.
Dia 11 de dezembro de 2017, às 18h.
No Salão Nobre do IFCS – UFRJ.
Largo São Francisco de Paula, 1, Centro, Rio de Janeiro.
Sobre o assunto, Kleber Lucas ainda não se manifestou em suas redes sociais, ,as assessoria do evento confirmou que Kleber estará presente.

Via: FG

31 de janeiro de 2014

A NOVA ONDA DE ECUMENISMO DO PAPA FRANCISCO



A busca pela unificação religiosa em submissão ao catolicismo romano

O Papa Francisco é considerado o 266º papa do catolicismo romano, tendo sido eleito no dia 13 de março de 2013. É o único papa jesuíta da história e único nascido na América do Sul (Argentina), até agora. Desde a sua eleição tem se destacado em diversos aspectos e atraído uma multidão cada vez maior. Diferentemente de outros papas, inovou com um estilo e ações não praticadas por seus antecessores: quando eleito não sentou no trono de ouro para ser saudado pelos cardeais que o elegeram, antes, ficou de pé; em sua primeira aparição pública, no balcão da Basílica de São Pedro, saudou os fiéis com uma veste simples, abrindo mão de usar a mozeta[1]; Após a primeira aparição pública, retornou à Casa Santa Marta de ônibus com os demais cardeais, para o mesmo quarto simples em que estava hospedado, dispensando carro oficial (papa móvel), a comitiva e os seguranças; na manhã seguinte, foi pessoalmente pagar sua conta e pegar suas malas, cumprimentando a todos e dispensando o carro papal, comitiva e seguranças; ligou pessoalmente para um padre amigo, para um jornaleiro argentino, amigo de muitos anos e retornou a ligação de seu dentista; recusou usar os sapatos papais vermelhos e continuou usando os sapatos pretos que trouxera; escolheu o nome de Francisco em homenagem a Francisco de Assis, por sua pobreza; continuou usando o crucifixo de aço e não de ouro; não tem usado o anel de ouro dos papas, mas um de prata; usa um relógio de plástico; recusou a limusine blindada; na ida para a missa inaugural, na Praça de São Pedro, saiu do carro, desviando dos seguranças, e foi beijar uma pessoa deficiente no meio da multidão; abdicou do torno papal de ouro para um de madeira e mandou retirar o tapete vermelho; comemorou o seu aniversário de 77 anos com quatro moradores de rua, compartilhando seu café da manhã; todas as manhãs reza uma missa para cerca de 90 funcionários, sem seguir um roteiro manuscrito e sem utilizar o latim, olhando para os rostos das pessoas; os primeiros a serem chamados para as missas matinais do Vaticanos foram os garis, depois os seguranças, jardineiros, freiras e por último os consultores do Banco do Vaticano. No final da missa, saiu de seu lugar no momento da oração e sentou-se junto aos funcionários, em um banco na parte de trás da igreja.

O papa Francisco, de fato, tem trazido um revigoramento e novo fôlego ao catolicismo romano. A jornalista Fiona Ehlers (online, 2013)[2] disse o seguinte sobre ele:
Francisco é um pescador de homens, da mesma maneira que o papa João Paulo 2º o foi. Quase quatro meses após sua eleição, em 13 de março deste ano, e depois de seu primeiro e quase tímido "buona sera" ("boa noite") proferido a partir do balcão da Basílica de São Pedro, Francisco elevou seu papado às alturas celestiais. Ele facilita para as pessoas a tarefa de amá-lo. Elas gostam de sua abordagem diferente e incomum e de suas palavras simples. "Orem por mim", ele lhes diz, ou "bon appetit" (bom apetite). As pessoas gostam do fato de que ele ignora o protocolo, de que ele lavou os pés de uma mulher muçulmana durante a Páscoa, de que ele dirige um Ford Focus ou de que ele pega ônibus e de que ele preferiu viver na casa de hóspedes do Vaticano em vez de morar no Palácio Apostólico.
Antes mesmo de completar um ano de “pontificado” ele já conseguiu um feito que poucas pessoas alcançaram, foi capa da Revista Times pelo menos três vezes, é constantemente capa de revistas e tem conseguido realizar façanhas impressionantes em um curto período de tempo. Isso é claramente o resultado de dois fatores juntos: 1) A sede do povo por alguém que, de fato, represente os seus anseios e que fale a “sua voz”; 2) O estilo de vida do papa Francisco que se encaixa nessa necessidade.

Essa enorme popularidade está acontecendo não só pela posição que ele ocupa, pois Bento XVI também ocupava a mesma posição e não conseguiu nos oito anos em que foi papa aquilo que Francisco tem conseguido em menos de um ano. Isso tem acontecido pela soma desses dois fatores.

Nesse levante de popularidade, o papa Francisco foi eleito a personalidade do ano pela Revista Time, e até a tradicional revista americana The Advocate, que é publicamente a favor do movimento homossexual, o escolheu, também, como sua “personalidade do ano” de 2013, em 16 de dezembro de 2013, um dia antes do aniversário do papa[3]. Hoje, o papa Francisco já tem mais de 10 milhões de seguidores no Twitter[4], sendo mais popular que o New York Times.

 
Com essa popularidade e ascensão do papa e do catolicismo no mundo, o ecumenismo[5] tem crescido cada vez mais e a sua propaganda tem se sido disseminada mais comumente. Desde o Concílio Vaticano II, o catolicismo vem se empenhando esforçadamente pela promoção do ecumenismo e João Paulo II conseguiu fazer isso com maestria, diferentemente de Bento XVI. Com a chegada de Francisco essa onda ecumênica volta à tona com mais força. Francisco foi o primeiro papa a se encontrar com um líder do candomblé e foi o primeiro papa, desde 1504, a estar com o patriarca da igreja católica ortodoxa em sua entronização, assim como representantes de outras religiões.

As suas ações demonstram essa busca ecumênica e suas declarações e documentos confirmam isso. No ‘Discurso do Papa Francisco aos participantes na plenária do pontifício conselho para o diálogo inter-religioso’, ele afirmou que “uma atitude de abertura na verdade e no amor deve caracterizar o diálogo com os fiéis das religiões não cristãs, apesar dos vários obstáculos e das dificuldades, particularmente os fundamentalismos de ambas as partes”[6]. Então, o discurso de amor entre as religiões vem sendo propagado com uma frequência cada vez maior, e isso faz com que os princípios básicos de uma fé cristã bíblica sejam silenciados e negligenciados em nome de uma convivência amorosa e politicamente correta. E mais, tudo isso vem ocorrendo em submissão à liderança do catolicismo romano.

Alguns outros exemplos podem ser dados: Em 19 de setembro de 2013, o papa Francisco afirmou que a “igreja não pode 'interferir espiritualmente' na vida de gays”[7]. Em 20 de março de 2013 o “Papa Francisco promete continuar dialogando com outras religiões”[8]. Em 20 de maio de 2013 afirmou que “todos os que fazem o bem serão redimidos, até os ateus”[9]. Em 30 de setembro de 2013 pediu “união de todas as religiões em defesa da paz”[10]. Em 27 de outubro de 2013 afirmou “que católicos e evangélicos devem pedir perdão mutuamente”[11]. Em 20 de janeiro de 2014 voltou “a pedir que católicos e evangélicos se unam”[12].

Em entrevista à revista Época[13], quando perguntado se a unidade cristã é uma prioridade?, respondeu:
Sim, para mim o ecumenismo é uma prioridade. Hoje, há ecumenismo de sangue. Em alguns países, cristãos são mortos por usar uma cruz ou ter uma Bíblia. Antes de matar, não perguntam se você é anglicano, luterano, católico ou ortodoxo. Para os que matam, todos somos cristãos. Somos unidos pelo sangue, mesmo se não resolvemos dar os passos nessa direção, ou mesmo se o momento certo ainda não chegou. Unidade é uma dádiva pela qual temos de pedir.
  


O trabalho em busca do ecumenismo tem surtido efeito desde longo tempo, especialmente no meio “evangélico”. Porém, a ideia de ecumenismo sempre foi um problema para o cristianismo bíblico, seja em termos doutrinários quanto práticos. Por exemplo, na Alemanha nazista, a ideia central de liberdade religiosa existente no cristianismo alemão nazista era a de um Cristianismo Positivo, que consistia na liberdade religiosa e permissão de qualquer forma de expressão religiosa desde que esta não prejudicasse a existência do Estado, e nem entrasse em conflito com os costumes, regras e imposições da raça Germânica. Em outras palavras, a igreja deveria se submeter a tudo que o Estado determinasse. Isso conduziria à formação de uma Igreja do Reich, unida por meio do ecumenismo religioso e submissão Estatal. Da mesma forma, esse modelo de ecumenismo tem sido proposto pelo catolicismo romano, sob a liderança do papa.

A proposta do ecumenismo é um problema para o cristianismo bíblico, porque reside na ideia da promoção de unidade entre as religiões, de forma geral, sem a direção e submissão aos princípios bíblicos Divinamente estabelecidos. Este ecumenismo é também denominado de diálogo inter-religioso. Ele ataca os princípios bíblicos estabelecidos para a verdadeira comunhão, que não deve ser baseada em simples tolerância, mas na identidade bíblico-doutrinária. O que deve unir é a doutrina bíblica. Por isso, o Ecumenismo ataca a verdadeira base para a comunhão cristã.

Mendonça (2008, online)[14] declara que o ecumenismo moderno possui suas raízes no protestantismo, devido à expansão colonial dos povos protestantes que proporcionou a expansão missionária, afirmando que “as missões constituíram forte elemento de aproximação das igrejas pela necessidade de companheirismo e cooperação entre os agentes missionários”. Daí, em 1846, é criada a Aliança Evangélica em Londres, que buscava congregar os diversos ramos do protestantismo, tentando criar um “concílio ecumênico evangélico universal”.

Em meados do século XIX, surgem as Associações Leigas de Jovens que buscavam o desenvolvimento do ecumenismo. Porém, no final do século XIX, em 1895, o papa Leão XIII institui um ecumenismo que visava unificar católicos e protestantes em sua Encíclica Provida Mater. Aqui surge o Movimento Ecumênico nos moldes como se conhece hoje.

Como resultado da iniciativa de Leão XIII, em 1908, Spencer Jones e Lewis Thomas Wattson, anglicanos, promoveram entre a Festa da Cátedra de São Pedro e a Festa da Conversão de São Paulo (de 18 a 25 de janeiro) oito dias de oração em prol da unidade entre os grupos cristãos. Como resultado futuro, Lewis Thomas Wattson abandona a Igreja Anglicana e converte-se ao catolicismo.

Em 1905, tem início o Conselho Nacional das Igrejas, nos EUA, que lança os alicerces para a futura criação do Conselho Internacional de Missões (1921), do Conselho Universal da Vida e do Trabalho (Estocolmo, 1925) e do Conselho Mundial Fé e Ordem (Lausanne, 1927) que buscavam estruturar uma entidade internacional que gerisse as igrejas cristãs.

Em 1928, o papa Pio XI afirma que “a única religião revelada é a Igreja Católica” e que esta igreja é a “depositária infalível da verdade” na Encíclica Mortalium Animos, e, em 1948, é criado o Conselho Mundial das Igrejas (CMI), que visava a unificar as igrejas cristãs a despeito de suas diversidades doutrinárias. Em 1960, o papa João XXIII cria o Secretariado Romano para Unidade dos Cristãos e marca a integração oficial do catolicismo na propagação do movimento ecumênico mundial moderno, iniciando o Concílio Vaticano II em 1962, que foi concluído pelo papa Paulo VI, em 1965.

Mas, seguinod na mesma direção do ecumenismo, no dia 27 de julho de 2013, a Aliança Evangélica Mundial decidiu apoiar o papa Francisco[15].

Cairns[16] utiliza a expressão “ecumenismo” com duas conotações: 1) ecumenismo “mecânico e organizacional”, para se referir a união instável entre igrejas e entre as diversas religiões; 2) ecumenismo “orgânico, confessional e espiritual”, para se referir a unidade entre verdadeiros irmãos em Cristo. Muito embora a utilize com duas conotações, entendemos que a origem da palavra em si não deve ter um emprego sadio ou positivo. Antes, ecumenismo deve ser entendido como união entre pessoas de diversas religiões, crenças distintas e confissões de fé divergentes. Enfim, o último padrão estabelecido se refere a verdadeira união entre irmãos, verdadeira koinonia. Pois devemos lembrar “que nossas diferenças com outros cristãos não devem separá-los deles [...] enfrentar e discutir essas questões de forma racional e amorosa vai gerar princípios que podem nos advertir e encorajar na consideração de perspectivas futuras” e que “dar atenção a elas vai produzir uma Igreja mais forte” (2008, p.579).

Entendemos que o caminho para a Igreja de Cristo não é a união com aqueles que não compartilham da crença nos princípios bíblicos como regra de fé e prática, pois entendemos que a Sagrada Escritura é Divinamente inspirada, inerrante, infalível e, por isso, suficiente para tudo na vida do cristão, sendo, mais uma vez, a sua única regra de fé e prática. Por essa razão, é preciso reafirmar o Sola Scriptura da Reforma Protestante.

Portanto, temos o mesmo entendimento e perspectiva que Cairns (2008, p.580):
O estudante de história da Igreja que tem observado a operação do poder transformador do evangelho no curso dos séculos na recomposição das vidas de homens e nações encara os problemas da Igreja como desafios para renovado esforço no poder do Espírito Santo. Ele compreende que Deus é tanto o provedor do Universo como o redentor dos homens através da obra de Cristo na Cruz. Tanto a história como o seu fim estão nas competentes mãos de Cristo, o senhor da história. Com serena confiança em seu Senhor ressurreto, a Igreja irá enfrentar os desafios do presente da mesma forma como enfrentou os desafios no passado.
É preciso entender que a existência da Igreja está nas mãos do seu Senhor, mas a forma como esta Igreja subsiste e como ela se porta é algo que depende daqueles a quem foi confiada. A sua existência é uma garantia, mas a forma como ela existe, sem se descaracterizar e preservando com integridade a sua identidade, é algo pelo qual devemos lutar diligentemente. A sua identidade deve ser preservada íntegra, à luz da Sagrada Escritura, dentro da cultura, ante a política, diante dos ataques religiosos e das tentações a que é submetida, e tudo para a glória de Deus, que é seu chamado inicial e sua razão final. Por tudo isso, o ecumenismo se apresenta como um ardiloso inimigo que busca invadir o coração da igreja para lhe descaracterizar.

Por fim, devemos nos lembrar das orientações e promessas sublimes da Sagrada Escritura, que deverão estar presentes em nossas mentes continuamente para que, constantemente, inundem nossos corações:

“Mas agora vos escrevi que NÃO VOS ASSOCIEIS com aquele que, DIZENDO-SE IRMÃO, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais” (1Coríntios 5:11)

Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E EIS QUE ESTOU CONVOSCO TODOS OS DIAS ATÉ À CONSUMAÇÃO DO SÉCULO.
(Mateus 28:19,20)




[1] A Mozeta é um precioso manto vermelho com detalhes em ouro.

[2] Roma parece ter despertado do sono após a eleição do papa Francisco. Disponível em: <http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2013/07/24/roma-parece-ter-despertado-do-sono-apos-a-eleicao-do-papa-francisco.htm>. Acesso em: 30 jan 2014.

[3] Person of the Year: Pope Francis. Disponível em: <http://www.advocate.com/year-review/2013/12/16/advocates-person-year-pope-francis>. Acesso em: 30 jan 2014.

[4] Papa atinge 10 milhões de seguidores no Twitter. Disponível em: <http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2013/10/27/aleluia-papa-atinge-10-milhoes-de-seguidores-no-twitter.htm>. Acesso em: 30 jan 2014.

[5] Ecumenismo é um esforço realizado que visa unificar as religiões.

[6] Discurso do Papa Francisco aos participantes na plenária do pontifício conselho para o diálogo inter-religioso. Disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/francesco/speeches/2013/november/documents/papa-francesco_20131128_pc-dialogo-interreligioso_po.html>. Acesso em: 30 jan 2014.

[7] Papa diz que Igreja não pode interferir espiritualmente na vida de gays. Disponível em: <http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2013/09/papa-diz-que-igreja-nao-pode-interferir-espiritualmente-na-vida-de-gays.html>. Acesso em: 30 jan 2014.

[9] Todos os que fazem o bem serão redimidos, até os ateus, diz papa Francisco.Disponível em: <http://noticias.gospelprime.com.br/bem-redimidos-ateus-papa-francisco/>. Acesso em: 30 jan 2014.

[10] Papa pede união de todas as religiões em defesa da paz. Disponível em: <http://noticias.gospelprime.com.br/papa-francisco-uniao-religioes-paz/>. Acesso em: 30 jan 2014.

[11] Papa afirma que católicos e evangélicos devem pedir perdão mutuamente. Disponível em: <http://noticias.gospelprime.com.br/papa-catolicos-evangelicos-perdao/>. Acesso em: 30 jan 2014.

[12] Papa Francisco volta a pedir que católicos e evangélicos se unam. Disponível em: <http://busca.gospelprime.com.br/Papa-Francisco-volta-a-pedir-que-cat%F3licos-e-evang%E9licos-se-unam>. Acesso em: 30 jan 2014.

[14] MENDONÇA, Antonio Gouvea. O movimento ecumênico no século XX – algumas observações sobre suas origens e contradições. Disponível em: <http://www.koinonia.org.br/tpdigital/detalhes.asp?cod_artigo=236&cod_boletim=13&tipo=Artigos>. Acesso em: 30 jan 2014.

[15] Aliança Evangélica Mundial quer apoiar o papa Francisco. Disponível em: <http://noticias.gospelprime.com.br/alianca-evangelica-mundial-apoio-papa-francisco/>. Acesso em: 30 jan 2014.

[16] CAIRNS, Earle E. O Cristianismo através dos Séculos. São Paulo: Vida Nova, 2008.



28 de março de 2013

LIBERALISMO, SEU FILHO ECUMENISMO, THALLES ROBERTO NO “ESQUENTA”

Thalles no Esquenta_Por Anderson Alcides
E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes do Senhor ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do Senhor. E escolheu Ló para si, as campinas do Jordão.
“Apenas Ló… o homem justo”.
Não se enganem; de Deus não se zomba. Pois tudo o aquilo que o homem semear, isso ele colherá. – Lembre-se da esposa de Ló.
Não se ponham em jugo desigual com os descrentes: pois que comunhão há entre o justo e o injusto? E que comunhão há entre as luz e as trevas? Portanto saiam do meio deles e se separem, diz o Senhor, e não se contaminem. – Não sejam participantes com eles. Porque vocês estavam em trevas, mas agora estão na luz do Senhor: andem como filhos da luz: provando o que é aceitável ao Senhor e não tenham comunhão com as obras infrutíferas das trevas, mas antes as reprovem.
(Gn. 13:10-11, 2 Pe. 2:7-8, Gl. 6:7, Lc. 17:32, 2 Co 6:14,17, Ef. 5:7,8,10,11).
Intolerância é a palavra da vez. Está na boca do povo das mais variadas classes. Segundo o dicionário MiniAurélio, versão eletrônica, a palavra tolerância significa: “1. Que desculpa; indulgente; 2. Que admite e respeita opiniões contrárias à sua”. Já a palavra, acrescido do sufixo ‘in’, o antônimo intolerante, quer dizer algo contrário, algo ou alguém não tolerante. A definição de intolerante ainda está ligada à inflexibilidade, à intransigência, que por sua vez significa severidade.
O que é mais notório, é que nunca, intolerância está ligada à violência física ou verbal. Embora seu significado esteja ligado à inflexibilidade, – e muitos infelizmente fazem um link entre violência e intolerância –, ser inflexível, rígido, não significa ser violento. O que nos leva a questionar o que é violência, então? (Isto fica para outra oportunidade). Mas vamos sim, pensar um pouco sobre intolerância e violência.
Desrespeitar não é uma atitude louvável, mesmo que haja divergências de opiniões entre as partes, é necessário respeito. É senso comum atualmente, ligar intolerância à violência. É possível discordar de alguém sem lançar mão da violência. Não há motivos para tal atitude grotesca. Pensemos um pouco sobre as questões em pauta na nação brasileira, por exemplo, intolerância religiosa. Embora a nação brasileira seja laica, há aqueles que defendem sua crença fazendo agressões à fé alheia, seja física ou verbal.
Para nós cristãos, devemos entender que a nossa regra de fé e prática, autoridade final é a Bíblia, escrita por homens inspirados pelo Espírito Santo, sendo a Palavra de Deus para o homem e a revelação suprema de quem Deus é e o Seu plano para a vida do ser humano.
“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”. 2 Tm. 3:16,17.
“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”. Hb. 4:12
“Ecumenismo é o processo em busca da unidade. O termo ecumênico vem do grego oikouméne, designando “toda a terra habitada”. Então, num sentido mais restrito seria a união em favor da unidade das igrejas cristãs, e no sentido lato a unidade entre as religiões. O Dicionário Aurélio define ecumenismo como movimento que visa à unificação das igreja cristãs (católica, ortodoxa e protestante). A definição eclesiástica, mais abrangente, diz que é a aproximação, a cooperação, a busca fraterna da superação das divisões entre as diferentes igrejas cristãs. Do ponto de vista do Cristianismo, pode-se dizer que o ecumenismo é um movimento entre diversas denominações cristãs na busca do diálogo e cooperação comum, buscando superar as divergências históricas e culturais, a partir de uma reconciliação cristã que aceite a diversidade entre as igrejas”.[1]
Assim, é o processo em busca da unidade. Mas em nome de uma unidade entre religiões diferentes a igreja cristã entra num processo de apostasia.
No ano de 1930, o missionário americano David McGraven, foi inquietado por uma pergunta: “Por que algumas igrejas crescem e outras não?”. Em busca da resposta, percorreu vários países e continentes, igrejas em busca da resposta. Tão apaixonado pelo tema começou um instituto de pesquisa de crescimento de igrejas. Mais tarde, em 1969, o Seminário Fuller na Califórnia o convidou para ir à Califórnia, e abriu ali instituto. Naquela época a Igreja Cristã estava enfrentando dois grandes problemas: o liberalismo e o seu filho legítimo, ecumenismo. A igreja estava sendo devastada por estas duas frentes. E a Igreja perdeu seu rumo.
Na Europa, o liberalismo entrou nos seminários, foi para os púlpitos e o que tem surgido deste processo são as conhecidas dead churches (igrejas mortas). Pois o liberalismo teológico relativiza a Palavra, relativiza o pecado e relativiza a verdade. Neste processo, surge o ecumenismo, pois ele sutilmente prega que a verdade pode estar nos dois lados. Tanto um como o outro.
No Canadá, há igrejas que tem apenas quinze ou vinte membros e cultos a cada três meses. Igrejas mortas. Igrejas onde o liberalismo entrou e seu filho legítimo cometeu “assassinato”.
Recentemente (17/03/2013) o cantor Thalles Roberto esteve no programa “Esquenta” da Rede Globo. O tema do programa neste dia era sobre tolerância. A apresentadora perguntou a Thalles se a igreja dele era tolerante, e o mesmo respondeu que era, pois a sua igreja o aceita como ele é. O programa falou sobre a importância da tolerância entre as religiões, portanto levou ao ar um meio encontro entre crenças.
A Igreja de Cristo, tem se enamorado pelas coisas do mundo, deste século, e pelo pragmatismo (aquilo que dá certo, aquilo que é mais fácil). Faz uso de métodos com o objetivo de alcançar almas, mas que na realidade sua eficácia se torna em piedade morta. A mídia tem tentado inculcar-nos que é mais fácil tolerar do que confrontar, mesmo que seja em amor. Nisto, em nome da tolerância, a Igreja tem dado as mãos à outras religiões, participado de eventos ecumênicos como se fosse a coisa mais certa a se fazer. Afinal precisamos de um mundo sem violência, um mundo hoje haja paz. Mas não entendeu que violência e intolerância não são a mesma coisa.
Indignado com o que vi, postei no Facebook: “Ecumenismo maldito”. Um colega questionou o que Jesus teria dito sobre isso? A verdade é que para vermos o que Jesus teria dito basta olharmos para as Escrituras:
“E ao anjo da igreja de Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem seus olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes ao latão reluzente: Eu conheço as tuas obras, e o teu amor, e o teu serviço, e a tua fé, e a tua paciência, e que as tuas últimas obras são mais do que as primeiras. Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e enganar os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria. E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu. Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras.” Ap. 2:18-22
Releiamos o texto exposto no início deste post:
“Não se ponham em jugo desigual com os descrentes: pois que comunhão há entre o justo e o injusto? E que comunhão há entre as luz e as trevas? Portanto saiam do meio deles e se separem, diz o Senhor, e não se contaminem. – Não sejam participantes com eles. Porque vocês estavam em trevas, mas agora estão na luz do Senhor: andem como filhos da luz: provando o que é aceitável ao Senhor e não tenham comunhão com as obras infrutíferas das trevas, mas antes as reprovem. (Gn. 13:10-11, 2 Pe. 2:7-8, Gl. 6:7, Lc. 17:32, 2 Co 6:14,17, Ef. 5:7,8,10,11)”.
De Deus não se zomba. Não se enganem!
Não estou defendendo a violência e tampouco a falta de educação. Mas em nome de uma educação socialmente moral e uma tolerância religiosa, a Igreja de Cristo acaba por vender sua consciência e se esquece da verdade. É impossível haver comunicação religiosa entre cristianismo e outra religião. Embora, particularmente respeite a opinião do outro e sua escolha. Mas isto não me impede de pregar o Evangelho como ele é, e dizer a verdade, ainda que doa e pareça soar, eu disse, PAREÇA soar intolerante.
O verdadeiro cristão é tolerante com pecadores, mas intolerante com o pecado. Tolerante com a ignorância da cruz e do Evangelho, porém intolerante com o que contamina, intolerante com heresias e o que o afasta da cruz. Mas em amor, sem violência. Em amor pregando a verdade e apenas a verdade, custe o que custar.
“E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições”. 2 Tm.3:12
Não sejamos como a esposa de Ló – desobedientes, cegos e encantados pelas coisas fáceis e aparentemente bonitas.
Não viremos uma estátua de sal.
Tolerante e intolerante,
Em Cristo e em paz,
Anderson Alcides
*******************
***
Então pessoal, deixo pra vocês comentarem também o que acharam desta participação do Thalles no “Esquenta”. Vocês concordam com a perspectiva do autor quando faz uma relação entre o ecumenismo, igreja e a proposta do programa da Regina Casé?
O texto é de Anderson Alcides, que é Tradutor e Intérprete afiliado à ABRATES – Associação Brasileira de Tradutores e Intérpretes, e assim como editor do Blog A voz no deserto. Divulgação:Púlpito Cristão.

15 de julho de 2010

Ecumenismo: Bom ou ruim?



Por Daniel Clós César

Podemos aceitar o ecumenismo, a "união" de diferentes credos em prol de um mundo "melhor"? Pode haver comunhão entre luz e trevas? (2 Co 6.14)

Quero para ilustrar este texto (além do desenho acima) escrever o que o apóstolo Paulo enviou em carta à igreja de Éfeso: E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as. (5.11)

Deixando para outra ocasião o ecumenismo gospel, quero tratar do ecumenismo "inter-religioso". Quando evangélicos associam-se a católicos e judeus para eventos ecumênicos. Onde a palavra de todos tem o "mesmo peso", onde todos são "iguais".

O que há de mal nisso?

Tudo! Tudo mesmo...

Vamos começar pelos judeus. Estes no momento são a menina dos olhos de muitos movimentos neopentecostais no Brasil. As práticas do Antigo Testamento tornaram-se tão importantes, em alguns casos mais importantes, que o próprio sacrifício de Cristo. Centenas de igrejas (centenas, não meia dúzia de três ou quatro), fazem cursos e seminários ensinando doutrina judaica, seguem o calendário de festas da lei mosaica e incluem em seus cultos símbolos judeus por todos os cantos e momentos de sua liturgia, que vão desde miniaturas de menorá até replicas em tamanho real da arca, incluíndo pastores pregando com o talit sob seus ombros ou sua cabeça.

Mas o que Jesus disse aos rabinos de seu tempo? Não vou escrever aqui, todo mundo sabe o que ele disse... Por acaso eles mudaram de opinião com o passar dos anos? Os rabinos de hoje passaram a crer que Cristo é o Messias? O Novo Testamento é aceito por eles como Palavra de Deus?

Agora e quanto aos católicos. Aqui o ecumenismo segue um outro rumo, muito mais comercial eu diria. Cantores mineiros, por exemplo, adoram cantar músicas de padres e padres gostam muito de cantar música de cantores mineiros (assim expande-se o mercado). Mas a quem mesmo os católicos consideram mediador entre os homens e Deus? Algum evangélico por acaso não sabe? A quem o senhor Ratzinger considera cristão... melhor, a quem o clero católico romano considera como única "Igreja de Cristo"?

Talvez você pense isso: que desejo a morte de todos os que não são cristãos e que devemos iniciar uma jihad gospel contra estas hostes do maligno.

Mas não, eu certamente não penso em tal coisa. Cristo é amor, aqueles que vivem sob sua graça amam. No entanto, o "amor" humano não é justificativa para distorção da Verdade e do Evangelho de Cristo.

Quando falo NÃO ao ecumenismo inter-religioso, não falo de amizade saudável e restrita (nem todo lugar que um espírita vai, por exemplo, o crente pode ir... acho que isso é bem claro para cristãos, caso contrário aconselho que você busque tratamento) ou entre católicos e evangélicos, judeus e evangélicos, espíritas e evangélicos... "qualquer coisa" e evangélicos. Vivemos no mundo, Deus ainda não nos tirou daqui... no entanto, devemos nos manter incontaminados. E não me venham com papos pós-modernos-emergentes de que tudo é santo, tudo é espiritual. Não meus irmãos. Nem tudo é espiritual... nem tudo é santo.

Neste mover ecumênico que recebeu forte incentivo na última década, são os cristãos evangélicos e protestantes, reformados e pentecostais, arminianos e calvinistas, que estão no lado mais fraco da corda... Por quê? Porque são os únicos que parecem estar mais dispostos a abrir mão da Verdade Bíblica em prol dessa unicidade. Eu não vejo o Vaticano abrindo mão de sua posição de única igreja de Cristo... os abraços e tapinhas nas costas entre o Papa da igreja romana e o Patriarca da igreja ortodoxa não passam de mera figuração. Eu não vejo os rabinos de Jerusalém endossando o cristianismo como uma religião, continuam a considerá-la uma seita que crê num messias que ainda não veio.

No entanto, evangélicos contratam e convidam rabinos para ensinar o Antigo Testamento como se eles o conhecessem melhor do que nós, como se já não tivéssemos nós um rabino... O Rabino. Dúvida que nós conhecemos o AT melhor do que eles? Explique-me então porque eles ainda não encontraram Cristo em suas extenuantes leituras da Lei mas nós já? Quanto ao comportamento de evangélicos com padres a regra é: não condene a idolatria, não condene a salvação por obras... abrace-os, ame-os, são filhos de Deus... Tolos! Somente aqueles nascidos em Cristo são novas criaturas e recebem o poder de serem chamados filhos de Deus. E isso inclui eu e você, católicos e judeus... nada que não é nascido de Cristo é filho de Deus... como podemos então cultuar um único Deus se cada um tem o seu próprio? A que deus iremos cultuar?

Enfim. Pregue o evangelho para judeus e católicos, para que eles se convertam e conheçam a Verdade que liberta, longe de suas práticas de idolatria e da cegueira espiritual... mas não dividamos o púlpito com eles... não nos pertence este tipo de altar. Dividir a Palavra com eles é dar razão à seu culto e à seu deus, que certamente não é o nosso... é parecido em "obras e história" mas não é em Poder e Graça.


***
Daniel Clós César é professor, cristão reformado e apaixonado pela igreja de Cristo. Como missionário esteve pregando no Timor Leste.