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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18
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8 de outubro de 2013

loucura do novo pastor que se considera "referência para os jovens"

“Tem gente que precisa tomar tiro!”. Casado, falante e pai de dois filhos, pastor Lúcio Barreto veste roupas de adolescente e se define como "uma das referências atuais da juventude brasileira"

pastor lucinho barreto
“Tem gente que precisa tomar tiro!”. Pastor Lúcio Barreto Júnior se diz “referência para a juventude” e tenta se projetar com temas polêmicos (Divulgação)
Lúcio Barreto Júnior, de 42 anos, é um homem bem falante. Casado e pai de dois filhos, uma menina de 13 e um menino de 10 anos de idade, veste roupas de adolescente e, em seu site, se define como “uma das referências atuais da juventude brasileira”.
Essa “referência” da juventude brasileira foi notícia, ao posar para foto com o nariz encostado em um exemplar da Bíblia, como se nela houvesse cocaína, e ele fosse um usuário de droga.
“Se não for radical, não toca o jovem”, explicou seu gesto esse homem já na meia idade. O pastor Lucinho talvez considere radicais suas manifestações no programa da Super Rede de Televisão, uma emissora gospel instalada em Minas Gerais.
Um jovem pergunta: “Um policial em serviço é obrigado a matar alguém para se defender, isso é pecado?”







Lucinho poderia responder sim ou não, mas prefere se alongar e, fugindo da pergunta, justifica a violência policial. Diz ele folheando a Bíblia, como se estivesse próximo de revelar a verdade incontestável. “Vamos ler a Bíblia, então, porque Lucinho é achômetro, mas a Bíblia é palavra final”, diz.
Em seguida, saca um versículo e o cita fora de contexto. “Não há autoridade que não venha de Deus”, fulmina. Ele continua a leitura até emitir um grunhido, como se tivesse marcado um gol ou disparado um tiro. “Êêêêêêêêêêiiiiiiiiiiiiiiiiiii”, vibra.
“Vou traduzir, vou traduzir!”, diz “a referência” da juventude brasileira.
“Pra-rá-tá-tá-tá-tá… pá!”
“É, na cara do capeta!”
Diz, segurando um objeto na mão, como se fosse revólver, apontado para sua audiência.
“Policial, cristão ou não cristão, tá no serviço, tá trabalhando, a Bíblia só te chama de agente de Deus, você é o emissário do Céu, você é Jesus ali protegendo a sociedade.”
O líder da juventude segue na sua pregação:
“Então, chegou o momento, tem que usar o revólver, não tem jeito, irmão, pega o revólver e, ó, não dá pouco tiro não, dá muito tiro, descarrega o tiro. Quando acabar de dar tiro, joga o revólver na cara, joga o que tiver. Se tiver uma arma do Rambo, sapeca tiro no povo.”
Antes que alguém pergunte: “Por quê?”, ele responde:
“Porque tem gente que precisa tomar tiro. Precisa tomar tiro por quê? Porque eles estão querendo matar a sociedade.”
Em seguida, o pastor zomba daqueles que poderiam se opor a ele:
“A pessoa vem com o discurso todo bonito: ‘Não, pastor, isso não pode…’ Então espera o tiro do bandido vir no seu filho… Aí, eu quero ver você permanecer com esse discurso.”
O radical Lucinho volta à Bíblia:
“A autoridade está respaldada pela Bíblia e por Deus para sentar tiro na cara do povo que não quer viver de acordo com as nossas leis.”
Lucinho zomba outra vez daqueles que poderiam se opor a ele:
“Ô traficante, por favor, para, moço…”
“Não é para moço, não”, grita. “É faca na caveira mesmo. E vamos arrepiar o cabelo do sovaco deste povo, porque temos filhos. E a gente tá pondo filho neste mundo é pra quê? Pro bandido vir… Não, senhor.”
Por fim, ele faz a exortação política:
“Você, quando for votar, fica esperto porque você está pondo as pessoas que vão cuidar da gente, e nós temos que ter gente séria, em todos os poderes.”
No encerramento, ele faz um afago:
“E eu mando o meu beijo para a Polícia Militar, para a Polícia Civil e para todas as polícias. Federal, estadual, rodoviária. Beijo para vocês. Que Deus guarde vocês e abençoe vocês todos os dias.”
O programa do pastor Lucinho vai ao ar pela Rede Super de Televisão, emissora que pertenceu ao deputado Dalmir de Jesus, político que ostenta em sua biografia o título de marajá da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde recebia salário de R$ 50 mil.
Depois a emissora passou para o controle da Igreja Batista da Lagoinha, uma das denominações evangélicas que mais crescem no Estado, presidida pelo pastor Márcio Valadão, pai de dois astros da música gospel, Ana Paula Valadão e André Valadão, artistas sob contrato da Som Livre, a gravadora das Organizações Globo.
Márcio é um dos pastores que atenderam à convocação do pastor Silas Malafaia e foram a Brasília manifestar apoio ao deputado Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, que quis votar o projeto de “cura gay”.
Vídeo:

4 de outubro de 2013

Pastor pede R$ 21 milhões aos fiéis para pagar dívida de TV



Com voz chorosa, desesperançoso e cabisbaixo, o apóstolo Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, iniciou nesta semana uma campanha para a arrecadar ao menos R$ 21 milhões para pagar dívidas da igreja, especialmente as referentes ao aluguel de horário do canal 21, do Grupo Bandeirantes.

A igreja arrendou a emissora praticamente por 24 horas por dia e agora está com dificuldades em cumprir a obrigação...

ALÉM DISSO...

Valdemiro afirma que há vários templos com aluguéis atrasados, além de atrasos no pagamento de outros horários locados em rádios e TVs Brasil afora. Um especialista em igrejas, ouvido por esta coluna, que pede para não ser identificado, afirma que dois fatores prejudicaram substancialmente a Igreja Mundial, e que esses fatores ameaçam até a existência da linha evangélica:

Motivo 1)

A tentativa de crescer rápido demais e sem controle algum sobre a contabilidade; ou seja, a igreja contou que podia crescer mais rapidamente até que a Igreja Universal, mas confiou demais na generosidade dos fiéis; acontece que os fiéis (classes C e D, principalmente) já estão com outras dívidas e pararam de colaborar tanto. A Igreja Mundial quis crescer mais e mais rapidamente do que o possível.

Motivo 2)

A guerra deflagrada pela Igreja Universal contra a Mundial, no ano passado. Por meio da Record, a Universal exibiu reportagens que acabaram com a saúde contábil da Mundial, que acabou investigada pelo Ministério Público e, principalmente, pela Receita Federal. A Igreja teve de vender propriedades, gado, se desfazer de templos... Enfim, entrou num verdadeiro gargalo financeiro. Esse gargalo está agora se apertando ainda mais.

Mastrangelo Reino - 31.ago.2011/Folhapress


Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial

Fonte: http://f5.folha.uol.com.br/colunistas/ricardofeltrin/2013/10/1351206-pastor-pede-r-21-milhoes-aos-fieis-para-pagar-divida-de-tv.shtml

25 de agosto de 2013

Araruama: Igreja investe dízimos e ofertas na construção de casas para membros sem moradia

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Publicado no O Cidadão RJ
Sargento da Polícia Militar da 25ª CIA em Cabo Frio, Fábio Mendonça é o pastor da Assembleia de Deus Ministério Lagoinha no bairro Outeiro, em Araruama. Uma congregação com cerca de 200 membros, que tem surpreendido a muitos revertendo dízimos e ofertas em moradias para membros em condições de vulnerabilidade social, sem nenhum tipo de custo. A igreja também possui dois veículos van, que servem para o transporte de membros que moram em localidades como Regamé, Km 30, Rio do Limão e Fazendinha.
“Fui amparada na hora que mais precisei, hoje tenho a segurança de um lar”, disse Andréa Silva Rocha, benificiada com uma das casas.
Confira a seguir a entrevista com Pastor Fábio Mendonça.
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JOC – Como surgiu o projeto?
Da observação e convivência com pessoas com dificuldades. Do desejo de assisti-las. A igreja a princípio se assustou com a ideia, mas eu tinha que ser o primeiro a mostrar que poderia acontecer. Na Polícia Militar eu trabalho com manutenção, usei minha experiência na área no projeto. Por isso, eu mesmo fiquei de frente, inclusive, ajudando a cavar a fundação das casas.
JOC – Qual o critério de escolha dos beneficiados?
A prioridade é o grau de dificuldades das pessoas.
JOC – O projeto já recebeu críticas?
Sim, alguns pastores me perguntaram se eu não estava “arrumando” muito trabalho. Se Deus pensasse no trabalho que o ser humano dá a Ele em relação à desobediência a seus princípios, não teria feito o mundo. Tudo que fazemos na vida pode nos gerar problemas, você não compra um carro, por exemplo, pensando que o pneu pode furar um dia, mas no benefício que você vai ter com o veículo.
JOC – Qual o maior desafio na concretização do projeto?
O maior desafio era não desperdiçar material e economizar com mão de obra. Foram construídas quatro casas em apenas quatro meses, os dízimos e ofertas foram revertidos para a obra. Além de mim, mais três pedreiros ajudaram na realização das construções trabalhando voluntariamente aos finais de semana.
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JOC – A igreja ganhou ofertas para a construção das casas?
Não sou de pedir. Acredito que quando o trabalho é direito, o Espírito Santo se encarrega de mover o coração das pessoas ao desejo de ofertar. E assim foi: um membro doou mil tijolos, outro duas pias… E agora, estamos construindo mais quatro kitinetes, com o desafio de entregá-las até o dia 12 de outubro. Pois, hoje, temos duas senhoras alojadas na igreja, uma delas está no espaço onde eu atendia, meu gabinete pastoral e a outra na “salinha” das crianças.
JOC – Como é a administração do projeto?
É da igreja, assim como, a manutenção também é feita pela igreja. As pessoas assumiram o compromisso de cuidar das casas enquanto precisarem morar nelas e nós administramos isso.
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JOC – O senhor possui projeto político?
Não. Se eu estiver fazendo isso na intenção de ser candidato o trabalho é em vão, não tenho interesse político nenhum.
JOC – Quais suas considerações finais?
As igrejas devem ficar mais atentas à necessidade do povo. Sejam elas materiais ou espirituais. Há igrejas em que a maioria dos membros não possui necessidades financeiras, mas sempre há os que precisam de ajuda espiritual e aqueles que precisam de ajuda material.
ótimo exemplo!

23 de agosto de 2013

“Há abusos em nome de Deus”


“Há abusos em nome de Deus”
 
Jornalista relata os danos do assédio espiritual cometido por líderes evangélicos
Kátia Mello
A igreja evangélica está doente e precisa de uma reforma. Os pastores se tornaram intermediários entre Deus e os homens e cometem abusos emocionais apoiados em textos bíblicos. Essas são algumas das afirmações polêmicas da jornalista Marília de Camargo César em seu livro de estreia, Feridos em nome de Deus (editora Mundo Cristão), que será lançado no dia 30. Marília é evangélica e resolveu escrever depois de testemunhar algumas experiências religiosas com amigos de sua antiga congregação.
  ENTREVISTA - MARÍLIA DE CAMARGO CÉSAR  

Anna Carocina Negri QUEM É
Marília de Camargo César, 44 anos, jornalista, casada, duas filhas

O QUE FEZ
Editora assistente do jornal O Valor, formada pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero

O QUE PUBLICOU
Seu livro de estreia é Feridos em nome de Deus (editora Mundo Cristão)

ÉPOCA – Por que você resolveu abordar esse tema?
Marília de Camargo César –
Eu parti de uma experiência pessoal, de uma igreja que frequentei durante dez anos. Eu não fui ferida por nenhum pastor, e esse livro não é nenhuma tentativa de um ato heroico, de denúncia. É um alerta, porque eu vi o estado em que ficaram meus amigos que conviviam com certa liderança. Isso me incomodou muito e eu queria entender o que tinha dado errado. Não quero que haja generalizações, porque há bons pastores e boas igrejas. Mas as pessoas que se envolvem em experiências de abusos religiosos ficam marcadas profundamente.

ÉPOCA – Qual foi a história que mais a impressionou?
Marília –
Uma das histórias que mais me tocaram foi a de uma jovem que tem uma doença degenerativa grave. Em uma igreja, ela ouviu que estava curada e que, caso se sentisse doente, era porque não tinha fé suficiente em Deus. Essa moça largou os remédios que eram importantíssimos no tratamento para retardar os efeitos da miastenia grave (doença autoimune que acarreta fraqueza muscular). O médico dela ficou muito bravo, mas ela peitou o médico e chegou a perder os movimentos das pernas. Ela só melhorou depois de fazer terapia. Entendeu que não precisava se livrar da doença para ser uma boa pessoa.

ÉPOCA – Que tipo de experiência você considera como abuso religioso e que marcas são essas?
Marília –
Meu livro é sobre abusos emocionais que acontecem na esteira do crescimento acelerado da população de evangélicos no Brasil. É a intromissão radical do pastor na vida das pessoas. Um exemplo: uma missionária que apanha do marido sistematicamente e vai parar no hospital. Quando ela procura um pastor para se aconselhar, ele fala assim para ela: “Minha filha, você deve estar fazendo alguma coisa errada, é por isso que o teu marido está se sentindo diminuído e por isso ele está te batendo. Você tem de se submeter a ele, porque biblicamente a mulher tem de se submeter ao cabeça da casa. Então, essa mulher, que está com a autoestima lá embaixo, que apanha do marido - inclusive pelo Código Civil Brasileiro ele teria de ser punido - pede um conselho pastoral e o pastor acaba pisando mais nela ainda. E ele usa a Bíblia para isso. Esse é um tipo de abuso que não está apenas na igreja pentecostal ou neopentecostal, como dizem. É um caso da Igreja Batista, em que, teoricamente, os protestantes históricos têm uma reputação melhor.

ÉPOCA – Seu livro questiona a autoridade pastoral. Por quê?
Marília –
As igrejas que estão surgindo, as neopentecostais, e não as históricas, como a presbiteriana, a batista, a metodista, que pregam a teologia da prosperidade, estão retomando a figura do “ungido de Deus”. É a figura do profeta, do sacerdote, que existia no Antigo Testamento. No Novo Testamento, não existe mais isto. Jesus Cristo é o único mediador. Então o pastor dessas igrejas mais novas está se tornando o mediador. Para todos os detalhes da sua vida, você precisa dele. Se você recebeu uma oferta de emprego, o pastor pode dizer se deve ou não aceitá-la. Se estiver paquerando alguém, vai dizer se deve ou não namorar aquela pessoa. O pastor, em vez de ensinar a desenvolver a espiritualidade, determina se aquele homem ou aquela mulher é a pessoa da sua vida. E o pastor está gostando de mandar na vida dos outros, uma atitude que abre um terreno amplo para o abuso.

ÉPOCA – Você também fala que não é só culpa do pastor.
Marília –
Assim como existe a onipotência pastoral, existe a infantilidade emocional do rebanho, que é o que o Sérgio Franco, um dos pastores psicanalistas entrevistados no livro, fala. A grande crítica do Freud em relação à religião era essa. Ele dizia que a religião infantiliza as pessoas, porque você está sempre transferindo as suas decisões de adulto - que são difíceis - e a figura do sagrado, no caso aqui o líder religioso, para a figura do pai ou da mãe - o pastor, a pastora. É a tendência do ser humano em transferir responsabilidade. O pastor virou um oráculo. É mais fácil ter alguém, um bode expiatório, para pôr a culpa nas decisões erradas tomadas.

“O pastor está gostando de mandar na vida dos outros
e receber presentes. Isso abre espaço para os abusos”

ÉPOCA – Quais são os grandes males espirituais que você testemunhou?
Marília –
Eu vi casamentos se desfazer, porque se mantinham em bases ilusórias. Vi também pessoas dizendo que fazer terapia é coisa do Diabo. Há pastores contra a terapia que afirmam que ela fortalece a alma e a alma tem de ser fraca; o espírito é que tem que ser forte. E dizem isso supostamente apoiados em textos bíblicos. Dizem que as emoções têm de ser abafadas e apenas o espírito ser fortalecido. E o que acontece com uma teologia dessas? Psicoses potenciais na vida das pessoas que ficam abafando as emoções. As pessoas que aprenderam essa teologia e não tiveram senso crítico para combatê-la ficaram muito mal. Conheci um rapaz com muitos problemas de depressão e de autoestima que encontrou na igreja um ambiente acolhedor. Ele dizia ter ressuscitado emocionalmente. Só que com o passar dos anos, o pastor se apoderou dele. Mas ele começou a perceber que esse pastor é gente, que gosta de ganhar presentes e que usa a Bíblia para se justificar. Uma das histórias que mais me tocou foi a de uma jovem que tem uma doença degenerativa grave. Ela foi para uma dessas igrejas e ouviu que se estivesse sentindo ainda doente era porque não tinha fé suficiente em Deus. Essa moça largou os remédios que eram importantíssimos no tratamento para retardar os efeitos da miastenia grave (doença auto-imune que acarreta fraqueza muscular). O médico dela ficou muito bravo e não a autorizou. Mesmo assim, ela peitou o médico e chegou a perder os movimentos das pernas. Ela só melhorou depois de fazer terapia. Ela entendeu que não precisava se livrar da doença para ser uma boa pessoa.

ÉPOCA – Por que demora tanto tempo para a pessoa perceber que está sendo vítima?
Marília –
Os abusos não acontecem da noite para o dia. A pessoa que está sendo discipulada, que aprende com o pastor o que a Bíblia diz, desenvolve esse relacionamento aos poucos. No primeiro momento, ela idealiza a figura do líder, como alguém maduro, bem preparado. É aquilo que fazemos quando estamos apaixonados: não vemos os defeitos. O fiel vê esse líder como um intermediário, como um representante de Deus que tem recados para a vida dele, um guru. E o pastor vai ganhando a confiança dele num crescendo, como numa amizade. Esse líder, que acredita que Deus o usa para mandar recados para sua congregação, passa a ser uma referência na vida do fiel. O fiel, pro sua vez, sente uma grande gratidão por aquele que o ajudou a mudar sua vida para melhor. Ele se sente devedor do pastor e começa, então, a dar presentes. O fiel quer abençoar o líder porque largou as drogas, ou parou de beber, ou parou de bater na mulher, ou porque arrumou um emprego e está andando na linha. E começa a dar presentes de acordo com suas posses. Se for um grande empresário, ele dá um carro importado para o pastor. Isso eu vi acontecer várias vezes. O pastor, por sua vez, gosta de receber esses presentes. É quando a relação se contamina, se torna promíscua. E o pastor usa a Bíblia para dizer que esse ato é bíblico. O poder está no uso da Bíblia para legitimar essas práticas.

ÉPOCA – Qual é o limite da autoridade pastoral?
Marília –
O pastor tem o direito de mostrar na Bíblia o que ela diz sobre certo tema. Como um bom amigo, ele tem o direito de dar um conselho. Mas ele tem de deixar claro que aquilo é apenas um conselho. Pode até falar que o resultado disso ou daquilo pode ser ruim para a vida do fiel. Mas ele não pode mandar a pessoa fazer algo em nome de Deus. O que mais fere as pessoas é ouvir uma ordem em nome de Deus. Se é Deus, então prova! Se Deus fala para o pastor, por que Ele não fala para o fiel? Eles estão sendo extremamente autoritários.

ÉPOCA – Você afirma que muitos dos pastores não agem por má-fé, mas por uma visão messiânica. Explique.
Marília –
É uma visão messiânica para com seu rebanho. Lutero (teólogo alemão responsável pela reforma protestante no século XVI) deve estar dando voltas na tumba. Porque o pastor evangélico virou um papa que é a figura mais criticada no catolicismo, o inerrante. E não existe essa figura, porque somos todos errantes, seres faltantes, como já dizia Freud. Pastor é gente. E é esse pastor messiânico que está crescendo no evangelismo. Existe uma ruptura entre o Antigo e o Novo Testamento, que é a cruz. A reforma de Lutero veio para acabar com a figura intermediária e a partir dela veio a doutrina do sacerdócio universal. Todos têm acesso a Deus. Uma das fontes do livro disse que precisamos de uma nova reforma e eu concordo com ela. Essa hierarquização da experiência religiosa, que o protestante tanto combateu no catolicismo, está se propagando. Você não pode mais ter a conversa direta com o divino. Porque tem aquela coisa da “oração forte” do pastor. Você acha que ele ora mais que você, que ele tem alguma vantagem espiritual e, se você gruda nele, pega uma lasquinha. Isso não existe. Somos todos iguais perante Deus.

ÉPOCA – Se a igreja for questionada em seus dogmas, ela não deixará de ser igreja?
Marília –
Eu não acho isso. A igreja tem mesmo de ser questionada, inclusive há pensadores cristãos contemporâneos que questionam o modelo de igreja que estamos vivendo e as teologias distorcidas, como a teologia da prosperidade, que são predominantemente neopentecostais e ensinam essa grande barganha. Se você não der o dízimo, Deus vai mandar o gafanhoto. Simbolicamente falando, Ele vai te amaldiçoar. Hoje o fiel se relaciona com o Divino para as coisas darem certo. Ele não se relaciona pelo amor. Essa é uma das grandes distorções.

ÉPOCA – Por que você diz que existe uma questão cultural no abuso religioso?
Marília –
Porque o brasileiro procura seus xamãs, e isso acontece em todas as religiões. O brasileiro é extremamente religioso. A ÉPOCA até publicou uma matéria sobre isso, dizendo que a maioria acredita em algo e se relaciona com isso, tentando desenvolver seu lado espiritual. O brasileiro gosta de ter seu oráculo. A pessoa que vem do catolicismo, onde há centenas de santos, e passa a ser evangélica transfere aquela prática e cultura do intermediário para o protestantismo, e muitas igrejas dão espaço para isso. O pastor Edir Macedo (da igreja Universal) trouxe vários elementos da umbanda, do candomblé, porque ele é convertido. Ele diz que o povo precisa desses elementos -que ele chama de pontos de contato - para ajudar a materializar a experiência religiosa. A Bíblia condena tudo isso.

ÉPOCA – No livro você dá alguns alertas para não cair no abuso religioso. Fale deles.
Marília –
Desconfie de quem leva a glória para si. Um conselho é prestar atenção nas visões megalomaníacas. Uma das características de quem abusa é querer que a igreja se encaixe em suas visões, como quere ganhar o Brasil para Cristo e colocar metas para isso. E aquele que não se encaixar é um rebelde, um feiticeiro. Tome cuidado com esse homem. Outra estratégia é perguntar a si mesmo se tem medo do pastor ou se pode discordar dele. A pessoa que tem potencial para abusar não aceita que discorde dela, porque é autoritária. Outra situação é observar se o pastor gosta de dinheiro e ver os sinais de enriquecimento ilícito. São esses geralmente os que adoram ser abençoados e ganhar presentes. Cuidado com esse cara.
 
Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI80245-15228,00.html

29 de julho de 2013

Robson Rodovalho: líder da Igreja Sara Nossa Terra quer construir templo de 40 milhões de reais



Rodovalho: 40 milhões de reais para investir em nova sede (foto: Glênio Detmar)



João Batista Jr., na Veja SP

Os planos do bispo goiano Robson Rodovalho, fundador da igreja evangélica Sara Nossa Terra, são ambiciosos: quer dobrar os atuais 113 templos da capital até o primeiro semestre de 2015. Também mandou uma equipe de pastores procurar na Zona Sul um terreno grande, que possa abrigar um prédio com capacidade para 30 000 pessoas, onde vai levantar a nova sede da congregação — hoje localizada na Rua Augusta. “Vou investir 40 milhões de reais nesse projeto”, diz. “Será algo sem excessos.” A frase faz alusão ao Templo de Salomão, que a Universal está construindo na Zona Leste ao custo de 400 milhões de reais. “Os fiéis colaboram conosco na base das lágrimas, não podemos cometer exageros.”



Fonte: http://www.pavablog.com/2013/07/29/robson-rodovalho-lider-da-igreja-sara-nossa-terra-quer-construir-templo-de-40-milhoes-de-reais/

14 de julho de 2013

Ex pastor da Assembléia de Deus, e hoje Apóstolo, monta consultoria para quem deseja e sonha ter sua própria Igreja.

Gilson Henriques, ex-pastor da Assembleia de Deus, hoje se denomina apóstolo; Além de ser formado em Engenheira Mecânica, é pós-graduado em Segurança do Trabalho. Possui ainda bacharelado em Teologia e Apologética Cristã, é diretor da Jetro Produções, do Centro Teológico Martin Luther King e do Portal Terra de Profetas. Além disso, é o líder e presidente da Casa Apostólica Tabernáculo de Profetas, igreja fundada por ele.
Henriques chamou atenção da imprensa nacional nas últimas semanas por ter montado a Quantic, uma empresa de “consultoria eclesiástica”. Entre os serviços oferecidos estão consultoria nas áreas financeira, jurídica, de marketing e publicidade, de engenharia e de tecnologia da informação. Sem esquecer dos cursos, eventos e palestras ministradas por ele ou dos profissionais ligados à Quantic, incluindo advogados, engenheiros, contadores, administradores, economistas, pastores e psicólogos.
Destaque num episódio do programa “O Infiltrado”, do canal a cabo History Channel, o apóstolo também deu uma entrevista para a revista Veja.
Embora não revele quanto cobra, afirma receber cerca de 30 pedidos de consultoria por mês, mas atende apenas quatro, em média. O motivo? “Nem todos têm a bagagem espiritual necessária”, garante. É fácil entender. Segundo o apóstolo, já foi procurado por um homem espírita que visitou o Tabernáculo de Profetas, que é liderado por ele. O tal homem viu ali uma “oportunidade de negócios”.
“Temos 25 coreógrafos, figurinos como os de Justin Bieber e canhão de luzes. Na hora da oferta, 400 pessoas se levantaram. Os olhos dele ficaram como o do Tio Patinhas. Fez as contas e concluiu que poderia ganhar 500.000 reais por mês”, conta. Quando esse visitante o procurou para fazer uma consultoria, Henriques recusou.
Entre os pedidos que aceita, o apóstolo diz que ajuda a estabelecer a “linha de empreendimento” da nova igreja. Isso inclui a escolha do nome do templo. “Num trabalho que fiz, o nome escolhido era Igreja Evangélica da Paz Total. Eu disse que paz total só existe na morte. Renomeamos para A Paz de Cristo”, lembra.
Uma das dicas que ele revelou na Veja é que uma igreja é mantida pelos fieis. Por isso o santuário precisa ter pelo menos 100 lugares. “Se não, o pastor perderá os cabelos… em um bairro de alto poder aquisitivo as despesas mensais podem chegar a 20.000 reais por mês”, garante.
Entre os projetos do apóstolo para o futuro, ele diz estar procurando um local para construir em São Paulo uma “academia de ginástica cristã”. Qual o diferencial entre tantas opções numa cidade grande? Ele explica: “Os evangélicos poderão ir despreocupados, já que o homem cristão não vai crescer o olho em cima das mulheres cristãs”.
Por Jarbas Aragão
Fonte: GospelPrime

30 de janeiro de 2013

“Não levantareis a mão contra o ungido do Senhor”

A Internet está servindo de palco para o maior vale-tudo de todos os tempos. Como o mais amplo fórum aberto a discussões da História da humanidade, a web possibilita como nunca antes que pessoas de todos credos, raças, gêneros, idades e classes sociais digam o que pensam sobre tudo. Tribos inteiras se ocupam dos assuntos mais diversos, desde a vida privada de celebridades até descobertas incríveis nas ciências. E há grupos que só querem anarquizar.

A Igreja está bem presente na Internet e as discussões voltadas para ela são como um furacão soprando por ambientes virtuais, como Twitter, Facebook, blogs e salas de chat. É um furacão que gira em torno, principalmente, da revolta com o estado em que a Igreja se encontra em nossos dias. Ela se manifesta em duas facções principais: a revolta que parte de pessoas que foram machucadas no ambiente eclesiástico e uma revolta ideológica. Essa – que será o foco deste post – não se fundamenta num sentimento de dor pessoal, mas num desprezo pelo que se percebe como o desvirtuamento dos rumos do povo de Deus.

Assim, os adeptos da Missão Integral estão fartos de quem se diz cristão mas não levanta um dedo para ajudar o próximo – não concordo com todas as suas conclusões missionais, mas são pessoas de um sentimento cristão real e precisam ser ouvidas. Já os reformados estão de vento em popa: há um ressurgimento vigoroso desse campo vital de interpretação bíblica, que vejo com bons olhos. Os mais jovens, em geral, andam muito bélicos e parecem ter mais interesse em ter razão do que em realmente promover paixão por Deus. Há muitos outros campos e, se começar a enumerar a todos, vou deixar de dizer o principal.

Além de sugerir rumos e soluções, muitos tecem comentários sobre outros campos da Igreja ou levantam críticas contra líderes e contra movimentos. Não nego que tenho feito exatamente isto. No meu livro O Fim de Uma Era mostro muito daquilo que está destruindo a Igreja e a levando a uma falência institucional como existe hoje – muito embora saibamos que a Igreja nunca acabará. Mas é certo que passará, em breve, por mudanças cataclísmicas e calamitosas. Haverá um remanescente fiel, como sempre há. Mas a parcela majoritária da Igreja como a conhecemos não tem como sustentar seu ritmo e sua metodologia por muito tempo.

Como sou um dos analistas dos tempos e dos movimentos da Igreja e exponho minha visão neste gigantesco fórum aberto que é a Internet, naturalmente essa visibilidade me torna passível de receber a minha parcela de críticas. Isso não me incomoda, em absoluto. Quero que as ideias sejam debatidas. Como pedras que se afiam, temos de deixar que nossas percepções batam de frente, desde que a discussão seja franca, bíblica e informada. Claro que – como há muitos que não sabem argumentar de forma civilizada e, por que não dizer, cristã – recebo respostas que me atacam pessoalmente. É um golpe baixo, vindo de quem não tem noção sobre como se conduzir no diálogo.

Fé é inegociável e mexe profundamente conosco. Só que, frequentemente, confundimos o negociável com o inegociável. E, quando isso acontece, achamos que, por uma pessoa criticar o que um líder faz, o estamos desmerecendo por completo. Só que isso nem sempre é verdade. Criticar o que alguém faz não é desqualificá-lo, é simplesmente apontar o seu erro.

Por que digo isso? Pois uma das respostas mais frequentes de quem não tem argumentos para refutar uma crítica a algum líder que admira é: “Não levantareis a mão contra o ungido do Senhor”. Aparentemente, faz sentido bíblico. Mas na realidade, não faz: é uma má aplicação hermenêutica. E é uma resposta que desvia o foco completamente do assunto em pauta. Essa é uma resposta definitiva para quem acredita que esse argumento blinda todo e qualquer sacerdote de toda e qualquer crítica. Só que seu propósito é desqualificar o direito de crítica. Ou seja: por essa argumentação, devemos nos calar perante os “ungidos”, independentemente do que fazem ou dizem. São intocáveis. Só que a verdade inquestionável é que alguns dos “ungidos” dizem absurdos e tomam atitudes que os desqualificam como servos de Deus.

O argumento “não levantareis a mão contra o ungido do Senhor” acha sua origem no primeiro livro de Samuel. Davi estava jurado de morte por Saul. Mesmo assim, ele se recusou a levantar a mão contra o seu rei, que tinha sido ungido pelo profeta Samuel. Por isso, limitou-se a fugir. Mesmo quando teve a oportunidade de matar seu opressor ele não o fez, por respeito à unção de Deus sobre a vida dele. A grande questão é que essa passagem não pode ser usada como desculpa para deixar qualquer “servo” fazer e dizer o que bem entende sem que isso seja criticado. E provo na Bíblia.

Paulo deixa claro que há líderes que nem crentes são (Fp 3.2). São o que ele chama de “cães”. João se referiu a eles como “anticristos” – líderes que fazem mal à própria Igreja, levantando-se como inimigos da fé verdadeira (1 Jo 2.18). O apóstolo Paulo diz em Gálatas 2.11 que enfrentou Pedro, porque sua atitude era condenável. Atos 15.39 mostra que Paulo e Barnabé tiveram um desentendimento “tão sério” que se separaram. Esses são precedentes bíblicos para a crítica clara e objetiva a atos e palavras dos que lideram na Igreja. Portanto, não há como desqualificar quem quer que seja só porque levanta observações legítimas sobre aspectos condenáveis ligados a líderes eclesiásticos. Não se trata de “levantar a mão contra o ungido do Senhor”. Isso se refere a Davi e a sua atitude de não se defender pessoalmente por meio de um assassinato. Fazer uma aplicação no Novo Testamento dessa atitude Davídica é um erro teológico elementar.

Consequentemente, o argumento não procede.

Líderes não são intocáveis. São merecedores de respeito, naturalmente, mas não estão acima de críticas. O apóstolo Paulo diz que merecem honra dobrada e até salário dobrado. Mas jamais, no Novo Testamento, são apresentados como intocáveis, muito menos inquestionáveis. Por isso, continuemos, sem nenhum receio, a debater, analisar e até mesmo denunciar quando um líder abusa de seu chamado em Cristo.

Na paz,
+W

Fonte: http://www.waltermcalister.com.br/site/nao-levantareis-a-mao-contra-o-ungido-do-senhor/

28 de janeiro de 2013

É necessario que Cristo diminua para que eu cresça!

Sabe ao ler uma postagem dessas fica explicito como muitos lideres atuais estão na contramão dos ensinamentos de Cristo.
Hoje vemos muitos ministérios baseados no culto a personificação do seu lide maior onde são destaques e se acham responsáveis pelas dadivas de Deus aqui na terra.
Que Deus tenha misericórdia dessa liderança e das pessoas cegas que são guiadas por elas.



http://www.reneterranova.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/01/convite-de-honra1.jpg

19 de janeiro de 2013

Quem estaria na Forbes Celestial?


Por Hermes C. Fernandes

COMPROVADO: A Teologia da Prosperidade realmente funciona. Pelo menos para alguns dos seus maiores expoentes. A Forbes publicou uma reportagem onde lista os cinco pastores mais ricos do Brasil.
Em primeiro lugar está o bispo Edir Macedo (Igreja Universal do Reino de Deus), cuja renda divulgada pela revista é de aproximadamente US$ 950 milhões, algo em torno de 2 bilhões de reais.
Em segundo lugar aparece o nome de Valdemiro Santiago (Igreja Mundial do Poder de Deus), com uma fortuna estimada em US$ 220 milhões, de acordo com a Forbes. Considerando a trajetória meteórica do apóstolo, trata-se de um fenômeno sem precedentes. Quase meio bilhão de reais.
Na terceira colocação está o pastor Silas Malafaia, cuja fortuna é estimada em US$ 150 milhões, de acordo com a revista, mais de 300 milhões de reais.
O Líder e fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, missionário R. R. Soares, surge em quarto lugar com um patrimônio estimado em US$ 125 milhões, quase 300 milhões de reais.
Na quinta posição aparece o casal Apóstolo Estevam Hernandes Filho e bispa Sonia Hernandes, líderes e fundadores da Igreja Renascer em Cristo, com fortuna de aproximadamente US$ 65 milhões, cerca de 140 milhões de reais.
A Forbes informou que os dados obtidos para esta reportagem foram concedidos através do Ministério Público e pela Polícia Federal.
Parafraseando Jesus, nem mesmo Salomão em toda a sua glória obteve resultado semelhantes. Fico imaginando de quem seria o sexto lugar.

A notícia chega num momento em que a credibilidade dos pastores anda bem balançada, desde que se noticiou que alguns desses líderes teriam recebido passaportes diplomáticos do governo brasileiro.

E pensar que o Filho do Homem sequer tinha onde reclinar a cabeça...

Estas fortunas só foram construídas graças à credulidade e ingenuidade do povo brasileiro.

Silas Malafaia, que ocupa o terceiro lugar na lista, veio a público contestar as informações, dizendo que se juntar tudo o que ele e seu ministério possuem, não chega à metade do que foi noticiado. Digamos, então, que chegue a uma bagatela de 70 milhões de dólares, ou 150 milhões de reais... Que injustiça! Tão pouco! (ironia MODE ON).

Se houvesse uma publicação semelhante no céu, uma espécie de Forbes Celestial, quem a encabeçaria? Quem, dentre os pregadores do Evangelho, tem se preocupado em ajuntar tesouros no céu, conforme prescrito por Jesus? O que teriam feito se ouvisse de Jesus o mesmo que ouviu o jovem rico? Qual deles se disporia a vender tudo e dar aos pobres?

Outra pergunta pertinente: Se um deles partisse hoje, para quem deixaria tanto dinheiro? Quem brigaria por ele?

Houve tempo em que os ícones dos jovens seminaristas eram os mártires, os missionários enviados às terras longínquas, os abnegados. Hoje, seus ícones são os pregadores bilionários que possuem seus próprios aviões, assediados por políticos, donos de canais de TV, etc.

Enquanto isso, a credibilidade da igreja vai por água abaixo. Se não cresse numa reviravolta, diria: volta logo Senhor Jesus! Mas, pensando bem, prefiro que Ele volte quando a igreja houver retornado ao seu primeiro amor. 

Fonte: http://www.hermesfernandes.com/2013/01/quem-estaria-na-forbes-celestial.html

14 de janeiro de 2013

Silas Malafaia: o caçador de pastores


Presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo investiu R$ 4 milhões em curso para formar e capacitar líderes


Ele promete bancar cursos universitários para seus pastores em Harvard, já paga faculdade no Brasil para alguns deles e está em uma cruzada para formar mão de obra evangélica.
Em dezembro passado, Silas Malafaia investiu R$ 4 milhões para realizar a quarta edição da Escola de Líderes da Associação Vitória em Cristo (Eslavec). Trata-se de um curso para formar e capacitar pastores, para quem ele paga salários de até R$ 22.000.
Presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que em 2012 recebeu R$ 40 milhões em ofertas, Malafaia tem hoje 120 templos no país e quer chegar a 1.000 unidades em até 10 anos. Leia a entrevista:
Quanto o senhor paga para seus pastores?
Pago entre R$ 4.000 e R$ 22.000 reais, e dou a casa, o colégio dos filhos, tudo. O camarada não precisa se preocupar se a criança se adaptou na escola, se vai encontrar uma casa para morar. Ajudo com tudo para o pastor se dedicar a igreja, focar no trabalho que precisa ser feito.
O senhor dá uma parcela do dízimo arrecadado como parte do pagamento de seus pastores?
Não. A Universal chegou a fazer isso no passado, mas agora não faz mais. Quando eu mando para uma cidade longe, eu banco gasolina, carro, casa, tudo e dou boa remuneração. Eu não dou mole para ninguém, não tem desculpa para não dar certo.
O senhor tem programas de TV em diversos canais, usa Rolex de ouro e fez implantes de cabelo. Beleza é um ponto valorizado na hora de contratar um pastor?
Não tenho esse tipo de preocupação. O cara pode ser feio, mas precisa ter dignidade. Aquela coisa “Eu sou pobre, mas sou limpinho”, sabe? O pastor é um exemplo, tem de estar bem alinhado e penteado. Não escolho pastor pela cara que ele tem.
Faltam pastores no Brasil?
Na verdade, pastores não faltam. Mas falta qualificação. A Bíblia é o melhor manual de comportamento do mundo, se o camarada não souber aplicar teologicamente um conselho para uma pessoa, a coisa complica. Para atender as demandas do mundo moderno, o cara precisa estar preparado. O pastor é, em potencial, um psicólogo. Ele precisa lidar com a vida das pessoas, saber o que dizer, o que aconselhar. Isso não se aprende de uma hora para outra.
É preciso ser casado para ser pastor?
Olha, na minha igreja só tem casados. Como dar conselhos e contar experiências se não passou por aquilo? Ser casado e ter filhos são condições importantes, quem fala o contrário está mentindo. Tem muita patrulha em cima disso, mas a Bíblia é clara que o pastor deve antes pastorear sua família. É profético.
Evangélico sofre preconceito?
A igreja evangélica é um extrato da sociedade. A maioria das pessoas que vai lá ganha cinco salários mínimos, como o resto do Brasil. Não tem essa coisa de ser lugar de gente não esclarecida. O mesmo público que vai ao restaurante vai à igreja. Os crentes são como todos os brasileiros.
O senhor bancou R$ 4 milhões para fazer o curso da Eslavec. Não pediu ofertas para cobrir esse investimento?
Antes de o curso começar, algums parceiros tinham dado R$ 1,3 milhão, mas daí pedi aos alunos ofertas também. No ano que vem, esse curso será realizado em Fortaleza e terá capacidade para 15.000 pessoas. Vai ser muito forte.
Quais são os gastos com esse curso?
Vários, como trazer preletores importantes. Eu trouxe o T. D. Jakes, um bispo importante dos Estados Unidos. Ele discursou no funeral da Whitney Houston e é conselheiro do Barack Obama. O cara pede US$ 300.000 por palestra, mas para mim ele fez por US$ 60.000 porque estava com vontade de conhecer o Brasil. Os palestrantes brasileiros receberam ofertas de R$ 20.000.
A sua igreja arrecadou R$ 40 milhões em 2012. Onde o senhor aplica esse dinheiro?
O dinheiro é investido em templos, na qualificação de pastores e em obras sociais. Tenho 120 igrejas hoje e quero chegar a 1.000 nos próximos dez anos.
Há um valor mínimo para dar ofertas para sua igreja?
Claro que não. Cada um dá quando pode e quanto quiser. Eu tenho empresário que me dá R$ 300.000 por mês. Há um ministro do Supremo Tribunal de Justiça que me manda por mês R$ 300,00, R$ 500,00. Outra coisa: 20% das ofertas que recebo não são de evangélicos, mas de pessoas que se identificam com minhas obras sociais e com minha conduta. É muito forte.
O senhor tem medo de um pastor deixar sua equipe para fundar uma igreja própria e, com o tempo, ela ficar maior do que a sua?
Se um cara me disser que quer voar, beleza. É impossível segurar uma águia. Mas um nunca vi um cara dar rasteira e conseguir sobreviver.
Fonte:http://vejasp.abril.com.br/materia/entrevista-silas-malafaia

14 de dezembro de 2012

DIA 12/12/12: RENÊ TERRA NOVA DECRETA GOVERNO DE DEUS E AFIRMA QUE AGORA CRISTÃO PODE TER MENTE LIGADA A DE CRISTO


DIA 12 CHEGOU, MAS MILAGRE PROMETIDO FICOU PARA OUTRA OCASIÃO…NADA DE DIFERENTE ACONTECEU NO EVENTO DO APÓSTOLO DAS HERESIAS

Por Mikaella Campos
O tão esperado dia cabalístico 12/12/12 chegou para acabar com a curiosidade de todos sobre o milagre que essa data ia proporcionar ao apóstolo Renê Terra Nova e sua cúpula de seguidores. Em transmissão ao vivo para todo o Brasil e para outros 60 países, o líder do Ministério Internacional da Restauração no Modelo dos 12 (MIR12) anunciou o “início do governo de Deus que vai culminar num grande avivamento para a história do cristianismo”. Ele disse que não haverá no milênio dia tão profético quanto esse.
“Deus tem uma palavra para cada um de nós e não vamos perder isso que Deus tem para nós”.
Em todo o país, “multidões sobrenaturais” se formaram para receber as bênçãos únicas da data apostólica em praças e estádios. A programação organizada pela Equipe dos 12 foi celebrada por meio de atividades locais, como shows, orações de cura, libertação e mensagens de salvação. Eu, mais uma vez, não quis perder a oportunidade de entender o que se passa pela mente desse homem.
Em Vitória, no Espírito Santo, eu fui uma das pelo menos 3 mil pessoas que participaram do evento, organizado pelas igrejas Batista Filadélfia, de Vitória, e pelo Ministério Internacional da Aliança (Mida), de Vila Velha, ligadas ao M12. O número de visitantes foi passado pela equipe do Corpo de Bombeiros, presente na Praça do Papa, onde ocorreu o evento.
Entre as abobrinhas heréticas anunciadas pelo “pastor Renê” uma chamou atenção. Ele disse que a data 12/12/12 é importante por estabelecer uma unidade entre a mente dos cristãos e a de Jesus. Ele diz que a partir desse momento o melhor de Deus vai acontecer na vida das pessoas que crerem. Coitado: ele ainda não percebeu que o melhor de Deus já veio e que este é a salvação concedida por Jesus Cristo, por meio de sua graça. O pior disso tudo é ver que Terra Velha, quero dizer, Nova, invalida o sacrifício de Jesus ao dizer que é somente a partir dessa data que podemos estar totalmente próximos do Senhor.
“O que teremos neste dia? Uma multidão de filhos honrados que estarão diante de Deus buscando essa palavra profética”.
“Hoje, virá um milagre na sua vida. Você acredita nisso? Então, receba. Estamos profetizando que esse é o melhor dia da nossa vida”.
“Vai haver uma explosão de milagres neste lugar”
“Estamos em 12/12. Estamos vivendo um tempo profético. E a partir de hoje, começa uma contagem regressiva no relógio de Deus. Deus vai acertar o seu relógio com o teu relógio… Chegou a hora de Deus marcar sua vida, suas finanças… O melhor de Deus vai se manifestar. A data mais profética, do governo, a data da autoridade, a data que as nossas mentes entram em unidade com a mente de Cristo. E vai começar o sobrenatural do ano apostólico”.

CURA APRESSADA

No evento neopetencostal, além do Terra Nova, outros apóstolos locais também “protetizaram quebras de maldição e bênçãos” para o público. Entre eles estava o líder do Mida, João Neto e sua esposa Sayonara Freire. E apesar do dia 12/12/12 ter chegado, para mim, nada de diferente aconteceu. Mas para os seguidores de diversas denominações ligadas à seita neopentecostal que participaram do ato profético milagres ocorrerão até o dia 31 de dezembro.
Em orações, eles afirmaram que uma cura apressada ia chegar na vida das pessoas que estavam ali. Eles declararam a libertação dos irmãos que têm várias doenças, como miopia, por exemplo. Pena que o milagre não chegou até mim.
Continuo precisando usar óculos para corrigir 5 graus de defeito nos meus lindos olhos cor de guaraná.
Para pessoas com problemas financeiros, a semente do milagre podia ser plantada nas sacolinhas de recolhimento de ofertas que estavam com os pastores, próximo ao trio elétrico.
Outra figura conhecida, que participou do evento, foi a banda Khorus. Para minha surpresa, o vocalista do grupo, Toninho Rondown, também virou apóstolo.

MINHA OPINIÃO

No evento, pude perceber que havia muitas pessoas tementes a Deus (de uma forma equivocada), buscando uma resposta para seus problemas. Participaram do encontro, crianças, velhos, grávidas e pais de família. E isso me deixou comovida. Minha oração é de que Deus possa libertá-las das garras de doutrinas tão equivocadas e que elas se voltem para a verdadeira Palavra do Senhor.
Além disso, algo que me tocou foi o fato de ver tantas pessoas dispostas num dia de semana a participar de uma atividade da igreja. Tudo bem que elas foram para um motivo nada bíblico, mas vejo que nós que conhecemos a verdade nem sempre estamos dispostos a entregar tudo de nós para o anúncio do Reino de Deus.
Assista ao vídeo feito em Vitória.
***
NOTA DO BLOGUEIRO: Hoje, 13/12/2012, poderia ser uma dia de contagens de bençãos, curas, milagres, aparições sobrenaturais, libertação da Nação, ressucitação de mortos, enriquecimento instantâneo, jantar com os anjos, visões celestiais, e tanta coisa, mas… que “pena”, nada aconteceu. Não que isso signifique muita coisa, pois se tivesse acontecido coisa semalhante das que eu mencionei, não mudaria muito o que eu penso sobre o” Terra Nova” e Cia. Afinal, não são os sinais que vão determinar a aprovação de Deus, pois estes aspectos, qualquer falso profeta pode demonstrar. É preciso ir mais além. O que necessitamos é compreender o que tais líderes dizem, ensinam, praticam e propagam mundo a fora. Afinal, lembremos das surpreendentes palavras de Jesus:
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade” (Mateus 7:21-23). Em outra ocasião Jesus observou: “Então, direis: comíamos e bebíamos na tua presença, e ensinavas em nossas ruas. Mas ele vos dirá: Não sei donde vós sois; apartai-vos de mim todos os que praticais iniqüidades” (Lucas 13:26-27).
Gente, o fracasso do tal evento do Renê foi tão grande que ao entrar no seu blog, em busca dos possíveis e extravagantes milagres, o que encontrei foi uma frase que diz “12.12.12 – O MILAGRE CHEGOU” (clique aqui pra ver) e abaixo um álbum de fotos monótonas mostrando nada além de um evento herético qualquer. Pessoal, cadê o Milagre? Mostrem-me “please”!
O que eu noto e tenho certeza de que o “Terra Nova” já pôde perceber, é que a concorrência é grande. Essa abobrinha de numerologia profética já está mais batida de que “jogo do bicho”. Se liga “Terra”, inventa outra. Procura o Edir, o Mala, o Val, os caras parecem estar te superando no ramo!
Por fim, agradeço a amiga Mikaella, que mais uma vez se dispôs a emprestar seus olhos e ouvidos à tanta baboseira, porém com a relevante função de desmascarar tais heresias e sugerir às mentes cativas que abandonem o caminho destes falsos mestres.
Antognoni Misael, o pecador que se engasga com heresia.
Fonte:http://www.pulpitocristao.com/2012/12/dia-121212-rene-terra-nova-decreta-governo-de-deus-e-afirma-que-agora-cristao-pode-ter-mente-ligada-a-de-cristo/