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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18
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6 de janeiro de 2017

Jornalista da Globo chama de “Indecência” e “Pragas” Programas Religiosos da TV

A jornalista Patrícia Kogut, que possui coluna no jornal O Globo há 19 anos especializada em crítica de TV,  esposa do também jornalista e Diretor Geral de Jornalismo e Esportes da TV Globo, Ali Kamel, fez uma publicação onde chama de “indecência” os programas religiosos da TV em uma matéria onde concentra críticas, principalmente, a outras emissoras.
Com o título de “Pretensão, programação religiosa, bizarrice e escalações erradas”, a matéria de Kogut inicia chamando de “pragas” as programações religiosas e outras como as de “caça-níqueis”, que segundo ela “…afetam a televisão há muito tempo”.
“A CNT É UM EXEMPLO DESSA INDECÊNCIA”
Pontuando o que seria um ponto positivo para a TV a oferta de programação legendada e dublada pela Warner e Sony aos clientes desses canais, a jornalista que desde 1995 trabalha para a Rede Globo, segue fazendo críticas as quatro emissoras que mais ofertam horários para as programações religiosas, a CNT, Rede Record, Rede TV e Bandeirantes.
“Os programas religiosos, outro clássico, ampliaram sua presença, que já era tentacular. A CNT é um exemplo dessa indecência. A emissora dedica quase a totalidade de sua programação a essas atrações.”, escreveu Kogut em sua coluna online publicada no jornal O Globo.
Chamando também de “coisa” a presença assídua dos programas religiosos, a jornalista ironiza: “…a que horas o pastor R.R. Soares dorme? Aliás, ele dorme?”.
A emissora SBT, principal concorrente junto com a Record da Rede Globo, também não escapou das críticas de Kogut sobre o que seriam os “programas ruins” da TV aberta no Brasil. Após chamar de “façanha” a entrevista concedida por Donald Trump a apresentadora Luciana Gimenez no início do ano, fazendo questão de destacar ter sido “sobre cabelo e vestuário“, comparou Christina Rocha, do programa Casos de família, no SBT, a “mesma escola” de João Cleber, sobre “encenação de dramas inverossímeis”.
Quanto aos “programas ruins” da Rede Globo, Patrícia Kogut fez ressalvas. Se reservou apontar apenas o que chamou de “alguns maus momentos” da emissora que tem grande parte da sua programação dedicada a encenação de dramas inverossímeis, as novelas!
A jornalista mencionou ainda a falta de entusiasmo do público com a séria Supermax, a qual classificou como uma “promessa de um enredo inovador e empolgante” divulgada pela Globo, finalizando com uma crítica ao que é atualmente uma das maiores concorrentes das emissoras de TV na transmissão de filmes e séries, a Netflix, e a repetição de filmes que já estão saturados.
Finalmente, o fato é que na TV aberta brasileira, repleta de programas de fofocas apenas com títulos e cenários diferentes, exploração exaustiva de dramas inverossímeis na dramaturgia ou na realidade de um confinamento, shows de humor com risadas programadas e “especiais” repetitivos, entre outros “atrativos clichês” importados, não deve ser por acaso o motivo pelo qual programas religiosos têm conquistado cada vez mais  audiência.
Via: Gospel Mais

27 de dezembro de 2016

Aborto, casamento gay, adoção, valores de oferta; pesquisa revela perfil completo dos evangélicos brasileiros

Pesquisa feita pelo Instituto Datafolha revela como seria o perfil da nova geração de evangélicos que hoje chega a ocupar metade dos bancos das igrejas. Temas como abortocasamento gay, adoção de filhos por homossexuais e outros valores foram pesquisados e os resultados publicados no último final de semana.
Vistos como versáteis e adaptados ao mundo moderno, os evangélicos da nova geração parece ser o resultado de pessoas que procuram fazer uma leitura mais contextualizada do mundo. Citando a “Bíblia da Garota de Fé”, de capa cor de rosa e termos como “Mandando bem” e “Ah, tô ligada”, a pesquisa publicada no Folha de São Paulo revela que mais da metade dos que ocupam hoje os bancos das igrejas evangélicas são os jovens.
 “Livre da rigidez, da centralização decisória e da gestão esclerosada da Igreja Católica, eles se movimentam rapidamente para atender as necessidades do seu público”, afirmou o Professor da PUC-SP e colunista da Folha, Luiz Felipe Pondé a matéria do Jornal, que faz referência a quantidade de igrejas evangélicas nascidas de pequenos locais como garagens e terraços de casas. Sobre essa realidade, disse o Professor:
“BASTA UMA SALA E UM PUNHADO DE CADEIRAS DE PLÁSTICO”

Aborto e Casamento Gay

A pesquisa também revela que mais de 70% dos evangélicos até 35 anos são contrários ao aborto. Já entre os que possuem mais de 60 anos, esse número cai para 54%. Os dados, ao que parece, são confirmados também por outro levantamento, feito por Paraná Pesquisas, mostrando que 73,7% são contra o aborto, sendo 78,2% das mulheres contra 68,7% dos homens, segundo matéria publicada no site da VEJA.
Em relação ao casamento gay, o Instituto Datafolha afirma que 56% dos jovens evangélicos são contrários, contra 28% a favor. O número dos favoráveis cai ainda mais conforme aumenta a idade. Entre os que possuem de 30 a 35 anos, são 14% os que aprovam, restando apenas 5% de favoráveis para os que tem acima de 60 anos.

Bebidas e Vestimenta

Sobre alguns aspectos do estilo da vida comum, como o hábito de ingerir bebidas alcoólicas e de se vestir, a pesquisa Datafolha revelou que de cada 10 menores de 24 anos, 4 não conseguem seguir completamente a recomendação de suas igrejas para “não beber”. Esse número cai pela metade nos que possuem mais de 60 anos.
43% dos jovens evangélicos levam em consideração conteúdos da TV e da internet considerados impróprios e apenas um terço se preocupa com as recomendações doutrinárias sobre o estilo das roupas que usam no dia-a-dia.

O Instituto Datafolha ouviu 2.828 brasileiros, maiores de 16 anos, em 174 municípios. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

VIa: GospelMais

10 de setembro de 2012

Então Deus falou com você? Não me diga!


Como cristãos, cremos que Deus fala. João inclusive escreveu sobre a voz do Bom Pastor (João 10:1-5). Entretanto, num mundo tão  dissonante, com tantas vozes alegando ter recebido de Deus uma revelação “especial” devemos tomar certos cuidados.
Já ouvi o caso de um rapaz que disse ter ouvido a voz de Deus para que determinada moça se casasse com ele. Inflado de coragem e determinação, este rapaz procurou a referida moça e contou-lhe o ocorrido. A jovem, meio desnorteada, disse que Deus não havia falado nada com ela sobre isso e, além de tudo, ele deveria conversar com o marido dela, antes deste suposto casamento.
O problema começa pela forma como Deus fala conosco. A Bíblia registra inúmeras maneiras pelas quais Deus se manifesta: voz audível, visão, sonho, profetas, e, nos dias do Novo Testamento, percebemos a ação do Espírito Santo na igreja, além do tempo que Jesus gastou em oração.
Para tentar colocar um pouco de ordem neste falatório vamos verificar o que disseram alguns cristãos e teólogos ao longo da história sobre ouvir a voz de Deus.
Orígenes (Século II) – Em seu trabalho sobre a oração disse que quando sentimos paz em nosso espírito, é um indício da voz de Deus, o bom pastor.
Bernardo de Claravau (Século XI) – Destacou tanto o papel da mente (intelecto), quanto do coração (sentimentos) para discernir a voz de Deus. Ele disse que o conhecimento nos faz eruditos, e o sentimento nos faz sábios.
Lutero e Calvino (Século XVI) – Disseram que a voz de Deus precisa estar de acordo com as Escrituras. Deus não falaria algo que contradissesse o que ele já disse. Além disso, o papel da comunidade é importante para a audição da voz de Deus. Dificilmente Deus falaria algo para alguém e não confirmasse para outra pessoa.
John Wesley (Século XVIII) – Destacou o papel interno do Espírito Santo no cristão. Afirmou também que Deus não iria ferir os princípios da nossa moral e razão.
Jonathan Edwards (Século XVIII) - Afirmou que para ouvir a voz de Deus é necessário uma vida devocional constante, humildade e transformação de vida.
Para ouvirmos a voz de Deus, além das dicas acima, dadas em momentos diversos da história da Igreja podemos destacar também:
  • O amor que ele derramou em nossos corações nos ajuda a percebermos sua voz (Rm. 5:5-8)
  • O arrependimento de certas atitudes que tomamos
  • Ler e obedecer as Escrituras.
Portanto, chega de falatório, ore mais e leia mais a Bíblia.
(*) Este post foi inteiramente baseado na pregação do Pr. Ivo Gomes de Almeida.

Fonte: http://crentassos.com.br/blog/2012/09/entao-deus-falou-com-voce-nao-me-diga.html#.UE3lqww9Qn8.twitter

12 de julho de 2012

A Grande Comissão versus o grande comichão!

comichão no ouvido hermes fernandes














Por Hermes C. Fernandes


“Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?” (Rm.10:13-15a).

Quem disse que a ordem dos fatores não altera o produto? Pelo menos, nesta equação paulina, sim. A ordem proposta pelo apóstolo é:

Enviar, pregar, ouvir, crer, invocar, salvar

Alguém precisa ser enviado para pregar, a fim de que outros ouçam, creiam, invoquem e sejam salvos. Não há como reverter este processo. E é aqui que harmonizamos o “ide” e o “vinde” de Jesus. Quem atendeu ao vinde, tem que atender ao ide, para que tantos outros igualmente venham e sejam salvos.

Esta simples equação resume o que chamamos de “A Grande Comissão”.

Quero levantar aqui uma questão subjacente ao texto: O que deve ser pregado, afinal?

A resposta inequívoca é: O Evangelho.

Portanto, urge definirmos, à luz das Escrituras, o que seja o Evangelho.

Será que o tem sido pregado em nossos púlpitos hoje em dia corresponde ao Evangelho em sua essência? Até que ponto a mensagem que pregamos não foi diluída, adulterada para que ficasse ao gosto do freguês?

Na contramão da Grande Comissão, encontramos o que poderíamos chamar de “o grande comichão”.


Paulo fala de um “tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando às fábulas” (2 Tm.4:3-4).

Deixar algo são (sadio) por algo doentio é no mínimo uma insensatez. A doutrina apresentada no Evangelho produz pessoas sadias, tanto do ponto de vista emocional, quanto espiritual. Porém não é isto que temos visto em nossos dias, ou é? Por que grande porcentagem dos internos nos hospícios e manicômios é de origem evangélica?

Somos resultado daquilo que comemos. Se nos alimentamos mal, nosso corpo sofre as conseqüências. Porém, nem tudo que nos apetece colabora com a nossa saúde. Imagine se os pais dessem aos filhos somente as gulozeimas que eles apreciam? Nem que seja por imposição dos pais, as crianças têm que aprender a comer legumes, verduras, frutas, e tudo que lhes proporcionará uma saúde robusta agora e no futuro.

O mesmo se dá no que tange à pregação. Não podemos dar o que as pessoas querem ouvir, e sim o que elas precisam ouvir.

O tal “comichão nos ouvidos” falado por Paulo é análogo à salivação que temos quando vemos um prato apetitoso. Por mais que saibamos o mal que aquilo nos faz, somos atraídos a ele, como que por um impulso suicida.

Quer reunir uma multidão para lhe ouvir? Dê-lhes o que querem. Faça como Arão, que não resistiu à pressão popular enquanto seu irmão Moisés estava no monte recebendo as tábuas da Lei, e por conta isso, confeccionou-lhes um bezerro de ouro para que o adorassem.

As pessoas sentem-se atraídas por certos discursos, principalmente quando acariciam seus egos ou alimentam suas fantasias. É como se as pessoas dissessem: Se há carícias ao meu ego e fantasias que me acalentem, então, fala que eu te escuto!


Quem resume o Evangelho a promessas de prosperidade está tão-somente atiçando a cobiça de seus ouvintes. Por isso tais igrejas estão lotadas.

Há também os que recorrem às fábulas, sejam em forma de teorias de conspiração, ou mesmo, de anedotas para intreter os ouvintes, ou de promessas infundadas. Quanto mais fantasiosa a teoria ou a doutrina, “melhor”! A turma se esbalda…

Parece que as pessoas gostam de ser enganadas. Muitas são como os atenienses, que “de nenhuma outra coisa se ocupavam, senão de dizer e ouvir a última novidade” (At.17:21). Por isso, são presas fáceis destes mestres inescrupulosos, sobre os quais Pedro nos admoesta, dizendo que “muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade”. E mais: “Por ganância farão de vós negócio, com palavras fingidas” (2 Pe.2:2-3a).

Não sejamos ingênuos. Eles não querem apenas audiência e popularidade. Querem muito mais que isso! Almejam amealhar furtunas e contruir seus impérios particulares. Tudo sob o pretexto de “ganhar almas”.

A Grande Comissão tornou-se na justificativa perfeita para sua agenda particular, e para isso, aproveitam-se do grande comichão que há nos ouvidos dos incautos.

Se a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus, o fanatismo vem pelo ouvir um pouco de verdade diluída numa caixa d’água de mentiras e fantasias.

A melhor coisa a fazer? Deixá-los falando sozinho.

Fonte:http://www.hermesfernandes.com/2010/07/grande-comissao-x-grande-comichao.html

13 de junho de 2012

Ilustre desconhecido ou um corrupto conhecido?

Ilustre desconhecido ou um corrupto conhecido?
Para algumas pessoas, mais vale o poder de vomitar besteiras boca à fora, prevalecendo através de bens materiais recebidos através de trocas de favor espúrias do que estar no centro da vontade de Deus. Mais vale ser queimado pelo brilho dos holofotes do que fazer diferença nas trevas onde estão reunidas as células dos desesperados. Mais vale gastar milhões em imagem do que em matar a fome dos pobres e ajudar na árdua tarefa da evangelização mundial.
Ser ou não ser um ilustre desconhecido, eis a questão? Vamos aos fatos. Jesus, o Deus encarnado foi sem dúvida o maior de nossa classe (os ilustres desconhecidos), tanto é que para que a guarda que o prendeu pudesse reconhecê-lo entre os outros discípulos que estavam com ele, foi preciso que alguém que o conhecia fisicamente o entregasse com um beijo no rosto. traidor.
traidores tem o que merecem não é? Judas teve o que merecia, recebeu suas moedas, seu prêmio por ter se vendido e com isso vendeu o ilustre desconhecido e seu povo. Ah, o fim de Judas também foi bem triste, como é o fim de todo traíra, ele foi dos holofotes, do mega estrelato ao fundo de um campo de sangue (que era sua posse também) ensanguentado depois de se enforcar de remorso. Ficou conhecido como poucos, recebeu sua porção aqui na terra, e encerrou a carreira sozinho, corrompido e sem nenhum mérito, porque não há mérito na traição de seu povo, nem tampouco na disseminação de heresias.
Bem, eu prefiro ser esse ilustre desconhecido que deita a cabeça no travesseiro e dorme em paz, que não tem muitas posses, nem tanta influência, mas tem em Deus seu sustento e seu total provedor. Ilustre desconhecido para mim é um elogio e não uma depreciação! Posso não ser famoso, não ter jatinho, nem carro blindado ou relógio de ouro, mas jamais carregarei sobre as minhas costas o peso de entregar o nosso povo, nem de fazer aliança com quem não tem aliança com Deus. Quem gosta disso se iguala a Judas com suas moedas e seu campo de sangue.
São os ilustres desconhecidos que giram o mundo, Jesus é o exemplo máximo disso! Os conhecidos corrompidos só servem para ser “buchas” de estruturas que não podem dominar. Uma pena, quem ama o dinheiro nunca se fartará dele, e quem não consegue dominar o poder, se torna escravo do mesmo. Sou um desconhecido livre, e garanto a você, é muito melhor que ser um escravo conhecido.
E no mais, tudo na mais santa paz!
Casado há 10 anos com Érica, é formado em Teologia pelo CETERJ. Dedicado integralmente ao discipulado cristão é também pregador apaixonado do Evangelho, conferencista, escritor. Pastor titular da Igreja Cristã da aliança no Rio do Ouro, procura exercer uma saudável liderança em uma igreja crescente e acolhedora. Twitter: @pastormarcio

12 de junho de 2012

ESTOU DECEPCIONADO, O QUE FAZER? Ed Renê Kivitz responde

 
  Meu nome é Maria Cecília e tenho 47 anos. Nasci num lar cristão e nunca me afastei do evangelho, mas hoje estou muito decepcionada com a igreja. O que devo fazer?
   Maria Cecília, minha experiência pessoal é parecida com a sua, e é muito comum ouvirmos pessoas dizendo que a melhor coisa que podemos fazer para seguir a Jesus é romper com a religião institucionalizada e as estruturas eclesiásticas formais. Durante muito tempo desconfiei de que esse seria mesmo o melhor caminho. Mas aos poucos fui percebendo que minha dificuldade não era com a igreja em si, ou com a necessária vivência comunitária da fé, mas com as lideranças, os rituais, os legalismos e as crenças que pretendem expressar o evangelho de Jesus Cristo. A maioria das pessoas que me procuram trazendo a mesma angústia que você expressa na sua pergunta, na verdade, não está desapontada com o evangelho, mas com uma versão específica desse evangelho. Mas também é verdade que se tirarmos as comunidades, os mentores espirituais, os rituais, as crenças e os imperativos morais, o evangelho deixa de ser uma realidade histórica e social, e passa a ser uma ideia abstrata que acaba se perdendo no caudal da cultura. Concluí que a questão não é ser cristão com igreja ou sem igreja, acatar ou não a autoridade de uma comunidade ou tradição religiosa, assumir ou não assumir determinados comportamentos como certos e outros como errados, e até mesmo participar ou não participar de rituais coletivos de celebração da fé. Mesmo num grupo pequeno, informal, haverá hierarquia, liturgia, crenças e uma estrutura mínima de organização da comunhão, comportamentos aceitáveis e outros rejeitados. Como nos ensinou Jesus, na falta do odre o vinho se perde. A questão não se resolve quando abrimos mão dos odres, mas quando temos a coragem de substituí-los, o que, em alguns casos, significará destruir um odre para que seja possível fazer outro.

• Ed René Kivitz é pastor da Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo. É mestre em ciências da religião e autor de, entre outros, “O Livro Mais Mal-Humorado da Bíblia”.