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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18
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24 de janeiro de 2013

Jesus jantou na minha casa...


Sim, Jesus jantou na minha casa. Roguei, pedi, supliquei, declarei e até determinei que ele entrasse na minha casa e na minha vida.
Queria ficar de bem com Deus chamando o seu filho para comer comigo. Imagine o privilégio de ter o filho do homem na minha mesa, já imaginou as bênçãos que eu obtive ao tê-lo no meu lar? Seria igual a ter a bíblia aberta no Salmo 91...um amuleto.
Preparei a melhor iguaria, a melhor prataria, o melhor conjunto de mesa e coloquei minha melhor roupa até porque sou um adorador por excelência e quanto mais impressionar o “ome” melhor retorno terei dele. Com certeza alcançarei o seu favor!
Enfim o ilustre convidado chegou  meio acanhado ao ver toda opulência preparada para tal evento. Meus filhos pequenos não participaram da recepção até porque pra não constranger o convidado (acho que ele não tem paciência com crianças), minha esposa cuidou dos preparativos e assim como Marta esta ofegante a cansada para dar atenção a Jesus afinal tudo precisava estar perfeito.
Após aquele bate papo padrão nos sentamos à mesa e quando nos preparamos para as primeiras garfadas e o mestre já ia dar graças e partir o pão adentrou ao ressinto uma mulher. Minha esposa olhou em minha direção com uma expressão que dizia: “quem convidou essa mulher?” Quem seria essa mulher? Uma pecadora, claro! Uma adultera? Uma prostituta? Uma lésbica? Não importa... Ela conseguiu parar um grande evento.
Jesus olhou pra ela e apenas viu uma mulher (sem todos os adjetivos reportados por mim) e ela olhou para Jesus e viu apenas a redenção e nada mais!
Jogou-se aos seus pés, ela ousou entrar na casa de uma pessoa importante o suficiente para convidar o Rei dos Judeus para jantar. Deixou para trás todos os conceitos e preconceitos e humilhou-se para buscar apenas tão somente apenas redenção.
Enquanto os manjares a mesa esfriavam e susto passava eu esperava que ao menos meu milagre chegasse para ver o melhor de Deus, mas tive me contentar com a maior manifestação do poder de Jesus: o perdão dos pecados e como consequência a redenção e salvação!
Depois Jesus foi embora e nunca mais o vi... Acho que ele gostou mais da mulher do que de mim!
Em tempo:
Gosto do evangelho, do evangelho subversivo que usa uma mulher, uma pecadora para me mostrar o quanto eu sou um fariseu!
A Deus toda honra e toda glória!
Obs: quaisquer semelhança com o fato descrito em Lucas 7, 36-50 é mera coincidência.

Rony Brandão

26 de setembro de 2012

Aviva-nos!


Nos últimos anos tenho escutado muito sobre avivamento. Tenho acompanhado pregadores, pastores e ministérios locais, nacionais e internacionais falarem sobre avivamento. Referências a obra de Leonard Ravenhill, a Jonathan Edwards, Charles Finney, D. L. Moody, Billy Graham, aos recentes Avivamento de Pensacola, nos Estados Unidos, bem como a Benção de Toronto, da Airport Christian Fellowship. Além da incorporação de práticas espirituais pouco ortodoxas, exóticas e até então alheias ao cotidiano da maioria das denominações – o que não nos leva a nenhuma conclusão sobre seus efeitos ou validade.
Em meio a isso tudo, não são raras as canções clamando por avivamento ou representando um avivamento, um despertamento como as canções da Hillsong Church, Gateway Church, Chris Tomlin, dentre outros. São incontáveis ministérios de louvor, de dança, de expressão corporal, todos muito semelhantes, cantando em suas letras as mesmas coisas, traduzindo os ícones mundiais da música cristã, fechando acordos de parcerias para versões em seu território nacional, gravando DVD’s e CD’s com exacerbado zelo e qualidade, concorrendo e ganhando prêmios e chamando a atenção dos meios de comunicação e gravadoras seculares.
Jargões do crentes foram expandidos aos alheios ou avessos ao meio religioso. Não raro ouvimos um “Misericórdia”, “Tá amarrado em nome de Jesus”, “Ô, benção!”, “Glória a Deus”, saído das bocas de quem nunca pisou numa igreja. Para os otimistas e avivalistas de plantão, isso é a igreja influenciando o mundo. Mesmo que tenhamos em nossas igrejas fenômenos interessantes como os crentes não praticantes, piriguetes gospel, dentre outras coisas que prefiro não mencionar.
Temos de fato vivido um avivamento cultural, mas estamos longe de um avivamento genuíno, espiritual. Vivemos na mais completa superficialidade, achando que por seguir o fluxo do mainstream, somos descolados e espirituais ou se ouvirmos o que não está moda, somos de fato espirituais e não cults (como seríamos definidos secularmente).
Cantamos canções que falam de amor, de entrega e até que exaltam a centralidade, a majestade ou poder de Deus, mas isso não se converte em uma vida que ama, reconhece a centralidade, majestade e supremacia de Deus. O que vemos são pessoas deficientes, egoístas, incapazes de amar e se submeter uns aos outros, como nos exorta a Palavra de Deus (Efésios 5.21). Estamos nos púlpitos falando em amor, ministrando canções de exaltação a Deus, mas quando descemos da plataforma somos soberbos, não falamos com as pessoas, não as cumprimentamos socialmente, falamos uns dos outros, assistimos pornografia na internet, somos incapazes de receber a correção e somos ávidos críticos dos nossos líderes. Ficamos ofendidos e inconformados com tudo que nos desagrada e, frequentemente, estamos mal quando estamos inativos ou quando quem está à frente são aqueles que não gostamos.
Somos invejosos, rancorosos e falsos. Não temos devoção ao outro, mas afirmamos ter devoção a Deus. Não somos capazes de se alegrar com os que se alegram ou de chorar com os que choram (Romanos 12.15), de estender a mão a quem necessita, mas isso se deve pelo fato de nunca perguntarmos como o outro está e, quando perguntamos, em 90% das vezes não queremos saber como de fato o outro está e, nos outros 10%, queremos sondar sobre a veracidade de algum boato ou fofoca que está acontecendo.
Citamos os puritanos e as transformações que suas pregações provocaram no mundo, citamos grandes homens de Deus usados pela Sua graça e vontade e entendemos ou cremos que com isso deixamos a superfície e aprofundamos mais e mais na nossa vida cristã. O crescimento espiritual se dá em uma única direção: a da cruz de Cristo. Quando estivermos dispostos a morrer, Deus se disporá a nos trazer vida! Esse é o real sentido do avivamento: Cristo em nós!
O genuíno avivamento produz uma mudança de mente, uma mudança de atitude, uma mudança social. Ele não produz grandes pregadores, mega-ministérios, manias de grandeza. Já percebeu como todo cara que toca no louvor da igreja, quer gravar CD? Quer viver da música e ficar famoso? Raramente, eu os ouço dizer: “Quero viver para Deus! Quero servir a minha igreja!”.
Eu creio que nos últimos anos, a igreja brasileira viveu um “avivamento”, mas um avivamento inverso, recebemos e nos enchemos da vida do mundo, dos valores e do sistema do mundo. Queremos pregar o agradável, pois estamos preocupados com números. Se temos o “número”, não precisamos de qualidade. Nunca a igreja esteve tão distante do conhecimento da Palavra de Deus, nós não sabemos mais o básico da nossa fé, pois estamos indo a igreja para nos divertir, para fazer amigos legais e obedecer a nossas vontades.
Aderimos as correntes que queremos, estamos em igrejas que não gostamos do pastor, dos irmãos, do louvor, mas como fazemos algo nos apegamos a um ministério, a panelinhas, a namoros (cada vez mais parecidos com o mundo). Onde estão os adoradores do Senhor? São os mesmo que exaltam a Deus com suas bocas e o envergonham com suas atitudes? São os mesmo que celebram aniversários com temas sensuais como oncinha e coisas do tipo? Onde vamos parar nas celebrações de casamento com motivos sadomasoquistas?
Levantamos nossas mãos no culto, cantamos as coisas certas, pronunciamos as palavras certas, mas desejamos as erradas. Alimentamos a nossa maldade, a nossa vaidade, mordemos com frequência a língua que louva a Deus e amaldiçoa o irmão. A mesma língua que trama contra a liderança, que acusa o outro, que rotula maldosamente o pecador ao invés de amá-lo e acolhê-lo.
Andamos como nômades de igreja em igreja, de congresso em congresso, de conferência em conferência, de movimento em movimento, de novidade em novidade, sob a desculpa de que a igreja precisa de novidade. Colocamos desculpas e maquiamos a verdadeira face do problema, qual seja realmente precisamos de novidade: de novidade de vida. Não precisamos de aperitivos, quando Deus nos propõe um banquete. Não precisamos das migalhas, mas do Pão da Vida.
Em verdade, não existe avivamento sem cruz, sem renúncia, sem lágrimas, sem devoção, sem morte. Avivamento não tem o som de festa, mas o som de choro e quebrantamento. Avivamento é o transpassar do barro pelos dedos das mãos do oleiro, enquanto o amassa. Avivamento gera cristãos fortes, comprometidos e focados e não fervorosos animadores de culto. Avivamento conduz a verdadeira adoração, a consciência de que somos lixo e de que Deus não necessita de mim ou de nada que eu faça. Avivamento nos leva a consciência de que sou eu quem necessita de Deus e isso me conecta ao Seu querer e a Sua vontade. Avivamento me leva a amar o pecador e abominar o pecado. Avivamento me leva a chorar pelos que se perdem, a amar os oprimidos, a buscar a cura aos enfermos, a clamar por salvação aos perdidos. Avivamento não é aparente, mas profundo e transformador.
Avivamento é iceberg, ainda que só percebamos uma parte que emerge a superfície, sabemos que a uma montanha escondida nas profundezas de nosso ser. E tal qual o iceberg, podemos até colidir contra os navegantes, podemos até nos ferir com a colisão, mas permaneceremos imponentes, sólidos e fortes nas profundezas do oceano.
Precisamos parar para refletir em que Deus é e em quem nós somos e despertar para quem está ao lado, para a criação que aguarda com grande expectativa que se manifestem os filhos de Deus (Romanos 8.20-22). Há mais de trinta anos, Keith Green cantava que estávamos adormecidos na Luz, estamos letárgicos, presos a uma religiosidade estéril que não produz conversão, mas adesão; que não gera mudança e transformação de vida. Mais recentemente, Leeland canta em uma de suas letras que quando um acorda, ele desperta o outro e quando três estão acordados uma cidade inteira desperta e percebe que Jesus Cristo é o Senhor! Mas que palavras, mas que eventos, mas que movimento, precisamos despertar para o Reino de Deus, abandonando os currais, desapegando-se das cargas e das pessoas, para amar o que Ele ama, ouvir o que Ele diz e fazer o que Ele faz (João 5.19).
Chega dessa mentalidade de oba-oba, desse cristianismo do agradável, da benção, da vitória, para vivermos o cristianismo da cruz, da morte, do sangue, da remissão. Esse cristianismo produz devoção, entrega, renúncia, amizade, amor, vida. Esse cristianismo nos desperta do profundo sono em que estivemos vivendo e nos faz viver o verdadeiro avivamento.
Dr. Lloyd-Jones pregou certa feita que o avivamento é uma necessidade da igreja de hoje, é uma emergência! Urge sermos avivados! E diz que quando realmente compreendermos o que produz o verdadeiro avivamento, seremos capazes e oraremos com fervor e tremor: “Senhor, aviva-nos! Aviva-nos!”.


12 de setembro de 2012

Marco Feliciano comenta desejo de ser presidente do Brasil






Marco Feliciano comenta desejo de ser presidente do Brasil

Com quarenta anos de idade e um ministério reconhecido em todo o mundo o deputado federal, Pastor Marco Feliciano vê seu nome sendo cotado para ser mandatário do país.

A famosa frase: “Sonhe e ouse sonhar, você nunca irá além de seus sonhos”. Foi trocada por um sonho: “Sonho com o dia em que o Presidente da República vai abrir o programa ‘Voz do Brasil’ dizendo: ‘Eu cumprimento o povo brasileiro com a paz do Senhor’”, diz Feliciano sempre que tem a oportunidade. Este seu sonho já rendeu até campanha nas redes sociais.

Feliciano tem uma agenda lotada, no total visita algo em torno de 300 igrejas por ano e calcula-se que ao menos um milhão de fiéis ouvem sua voz todo o ano. Sua pregação condena o aborto, o uso de drogas, a prostituição e confronta os militantes do Movimento LGBT que acusam a Bíblia de ser homofóbica e desejam tornar crime a opinião contra a prática homossexual.

Feliciano tornou-se um político influente. Nas redes sociais suas contas atingem algo em torno de 2,5 milhões de pessoas. Tem atuado diretamente nas principais decisões em Brasília e se manifestado publicamente contra o que chama de “destruição dos valores familiares”.

Recentemente em um culto que teve a participação do candidato a prefeito de São Paulo, José Serra, o preletor foi o pastor Marco Feliciano que falou sobre seu desejo de ter um presidente evangélico no Brasil e ainda afirmou que há “estratégias do diabo” para impedir que um “cristão” governe o país.

“Este não é só um sonho meu, mas um sonho de cada evangélico neste país. Saber que somos o país com maior crescimento no número de evangélicos e que temos que enfrentar projetos absurdos como os condidos na reforma do Código Penal. Eu sonho com o governo dos justos e com o dia em que o presidente desta nação vai ouvir o que cada pastor tem a dizer sobre estes projetos”, comentou Feliciano.

Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/marco-feliciano-presidente-do-brasil/

28 de agosto de 2012

João Alexandre se retira do movimento gospel brasileiro



O cantor João Alexandre, conhecido por seus clássicos cristãos que hoje já se tornaram corinhos em muitas igrejas declarou pela sua conta do Facebook que não faz parte mais do movimento gospel brasileiro.
“Não faço mais parte, definitivamente, nem em número, nem em gênero e nem em grau, do importado movimento GOSPEL!”
O movimento gospel inclui músicos e bandas evangélicos que fazem parte de um mercado musical voltado ao público cristão.  Antes executadas somente nas igrejas, as músicas gospel passaram e figurar em rádios seculares e até em grande emissoras de TV.
A Globo, em 2011, separou 75 minutos de sua programação de final de ano para veicular o Festival Promessas, com a presença de conhecidos artistas do meio. Para 2012 já planeja outra edição do Festival, devido à boa audiência obtida com a primeira experiência.
Cotas de patrocínio já foram fechadas para o programa que será veiculado somente no final do ano, o que mostra o interesse das empresa em patrocinar o rentável produto.
Só em 2011, estimativas apontam que a indústria da música gospel no Brasil movimentou R$ 2 bilhões.
Muitos porém fazem críticas ao movimento gospel. O pastor Francisco Guedes Maia, da Assembleia de Deus Canaã já comentou sobre o assunto em seu blog.
“Cada dia que passa os cantores gospel estão se tornando mais globais e suas músicas menos cristãs ou bíblicas. Existe exceções, claro. Porém,  a maioria dos ‘levitas’ de nosso tempo têm trocado os hinos inspirados por verdadeiros sons de baladas para arrastarem multidões e venderem milhões de cd’s.”
Segundo Guedes, a música evangélica era em outros tempos cantada com graça e beleza, inspirada nas Escrituras e hoje alguns desses artistas “deixaram-se levar pelo encanto dos holofotes da fama e enveredaram por um caminho apartado da simplicidade dos verdadeiros compositores sacros”.
Também o pastor Renato Vargens, da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, apontou alguns problemas no chamado movimento gospel. Segundo ele, algumas rádios evangélicas dão preferência a artistas que fazem parte de gravadoras associadas, além de incentivar a idolatria veladas dos cantores.
“Tenho ojeriza à essa expressão gospel (…) Em nome de Deus, cantores e cantoras, envolvidos por uma super-produção exigem tratamento VIP por parte daqueles que o contrataram proporcionando assim o surgimento de uma teologia musical non sense”.
João Alexandre foi enfático quanto à sua inclusão no mercado de música gospel: “quando alguém se referir a mim ou ao meu trabalho, não utilize esta forma de me definir e nem me inclua dentro desse ‘idiotizado’ mercado, pelo bem da verdadeira Música Cristã Brasileira e de seus honrados e dedicados compositores, artistas e poetas que, assim como eu, sobrevivem, a duras penas, de seus talentos e trabalhos, nadando na contramão da escravidão imposta pela grande mídia!”
Ele ainda descreve que o termo gospel possui uma conotação mercadológica baseada na fama, no dinheiro e na idolatria dos artistas. “Essas  distorções variam conforme a conveniência dos tempos e dos “bolsos” dos brasileiros, cristãos ou não!”, alertou o músico.
Alexandre termina sua postagem dizendo que pretende continuar trabalhando de forma honesta e verdadeira e “dormir com a consciência tranquila de que cumpro a missão que Deus me deu (de cantar sempre a Verdade!) e agradecer todos os dias a Ele por aqueles que me deixam fazer parte de seus ouvidos e de suas existências!”
Ele conclui dizendo: “Se você está no meu time, compartilhe! Se não, me perdoe!”

Fonte:http://www.gospelvoice.com.br/blog/cristianismo/joao-alexandre-se-retira-do-movimento-gospel-brasileiro

17 de agosto de 2012

O Pragmatismo Evangélico e o Declínio da Mensagem Bíblica.


Pragmatismo é a noção de que o significado ou o valor é determinado pelas consequências práticas. É muito similar ao utilitarismo, a crença de que a utilidade estabelece o padrão para aquilo que é bom. Para um pragmatista/utilitarista, se uma determinada técnica ou um curso de ação resulta no efeito desejado, a utilização de tal recurso é válida. Se parece não produzir resultados, então não tem valor.

O pragmatismo tem suas raízes no darwinismo e no humanismo secular. É inerentemente relativista, rejeitando a noção dos absolutos – certo e errado, bem e mal, verdade e erro. Em última análise, o pragmatismo define a verdade como aquilo que é útil, significativo e benéfico. As ideias que não parecem úteis ou relevantes são rejeitadas como sendo falsas.

Quando o pragmatismo é utilizado para formularmos juízos acerca do certo e do errado ou quando se torna a filosofia norteadora da vida, da teologia e do ministério, acaba, inevitavelmente, colidindo com as Escrituras. A verdade espiritual e bíblica não é determinada baseando-se no que “funciona” ou no que não “funciona”. Sabemos por intermédio das próprias Escrituras, por exemplo, que o evangelho frequentemente não produz uma resposta positiva (I Co 1:22-23; 2:14). Por outro lado, as mentiras satânicas e o engano podem ser bastante eficazes (Mt 24:23-24; II Co 4:3-4). A reação da maioria não é um parâmetro seguro para determinar o que é válido (Mt 7:13-14), e a prosperidade não é uma medida para a veracidade (Jó 12:6). O pragmatismo como uma filosofia norteadora do ministério é inerentemente defeituoso e como uma prova para a veracidade é satânico.

Para muitos, a quantidade de pessoas nos cultos tornou-se o principal critério para se avaliar o sucesso de uma igreja, aquilo que mais atrai o público é aceito como “bom”, sem uma análise crítica. Isso é pragmatismo.

Pior ainda, a teologia concede à metodologia lugar de honra. Na igreja contemporânea, tudo parece estar na moda, exceto a pregação bíblica! Assim, o pragmatismo representa para a igreja de hoje exatamente a mesma ameaça sutil que o modernismo representou há quase um século. O modernismo começou como uma metodologia, mas logo se tornou uma teologia singular.

Ao menosprezar a importância da doutrina, o modernismo abriu a porta para o liberalismo teológico, o relativismo moral e a incredulidade aberta! Se existe algo que a história nos ensina é que os ataques mais devastadores desfechados contra a fé sempre começaram com erros sutis surgidos dentro da própria igreja.

Por viver em uma época tão instável, a igreja não pode se dar ao luxo de vacilar. Ministramos a pessoas que buscam desesperadamente respostas; por isso, não podemos amenizar a mensagem ou abrandar o evangelho. Se fizermos amizade com o mundo, nos tornaremos inimigos de Deus. Se nos dispusermos a crer em artifícios mundanos, estaremos automaticamente abrindo mão do poder do Espírito Santo.

A fraqueza da pregação em nossos dias não brota de lábios excêntricos e frenéticos que discursam sobre o inferno; resulta de homens que comprometem a mensagem e temem proclamar a Palavra de Deus com poder e convicção. A igreja certamente não manifesta uma superabundância de pregadores sinceros e objetivos; de fato, ela parece repleta de ministros que adulam os homens (Cf. Gl 1:10).

Sutilmente, em vez de uma vida transformada, é a aceitação por parte do mundo e a quantidade de pessoas presentes aos cultos o que vem se tornando o alvo maior da igreja contemporânea.

Contudo, devemos estar conscientes de que tamanho de igreja não é sinônimo da bênção de Deus; e a popularidade não é barômetro de sucesso. O verdadeiro sucesso não é prosperidade, poder, proeminência, popularidade ou qualquer outro conceito mundano de sucesso. Sucesso genuíno é fazer a vontade de Deus apesar das consequências!

Muitos cristãos professos aparentam se importar mais com a opinião do mundo do que com a de Deus. As igrejas manifestam tanta preocupação em agradar os não-crentes, que muitas esqueceram que seu primeiro propósito é agradar a Deus (II Co 5:9). A igreja se contextualizou a tal ponto, que se deixou corromper pelo mundo.

Nós, que amamos o Senhor e à sua igreja, não devemos ficar assentados enquanto a igreja ganha ímpeto em direção ao declínio que leva ao mundanismo e ao comprometimento do evangelho. Homens e mulheres pagaram com seu próprio sangue o preço de passarem a nós uma fé genuína. Agora é a nossa vez de preservarmos a verdade; e esta é uma tarefa que requer coragem, sem compromisso com o erro. Trata-se de uma responsabilidade que exige devoção inabalável a um propósito muito específico!

Bibliografia:

John McArthur, Com Vergonha do Evangelho, (São José dos Campos, SP. Editora Fiel, 1997). Trechos selecionados dos três primeiros capítulos.

Fonte: Refletindo.com  | via Minha vida em Cristo sem heresias | via no Púlpito Cristão | Compartilhado no PCamaral

11 de agosto de 2012

Pastor Silas Malafaia estaria usando Cruzada Vida Vitoriosa para interferir nas eleições em Manaus, acusa jornal.


Pastor Silas Malafaia estaria usando Cruzada Vida Vitoriosa para interferir nas eleições em Manaus, acusa jornal 


Durante um café da manhã entre pastores de Manaus, promovido pela Associação Vitória em Cristo para promover a Cruzada Vida Vitoriosa, o pastor Silas Malafaia teria recomendado que lideranças evangélicas vetassem dois candidatos à prefeitura da capital do Amazonas.

A denúncia foi feita pelo jornal A Crítica, que teria flagrado através da repórter Mariana Lima, uma conversa entre Malafaia, o pastor Jonatas Câmara e o apóstolo Renê Terra Nova. Segundo a matéria publicada hoje, 10/08, o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo teria recomendado que ambos os pastores locais não recomendassem que os fiéis votassem na a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) e o ex-senador Artur Neto (PSDB), candidatos a prefeito na cidade.

A conversa entre os três líderes evangélicos teria durado aproximadamente 15 minutos, e os motivos de Silas Malafaia para o veto aos candidatos seriam políticos: “A Vanessa tem atuação contra a gente lá no Senado, nos ajuda pouco. Não podemos esperar por ela aqui”, teria dito o pastor. Sobre o candidato do PSDB, Silas Malafaia supostamente teria explicado os motivos: “quando ele concorria nas eleições ao Senado liguei para ele umas cinco vezes. Pedi que os meus assessores procurassem o número dele para ligar e dizer que apoiava as ideias dele, mas ele nunca me atendeu nem retornou as ligações e veja só no que deu, perdeu a vaga lá (no Senado)”.

O próprio site A Crítica divulgou a fala do pastor Silas Malafaia, que teria garantido que não se envolveria na política manauara: “Eu não vim para trazer problemas políticos, e isso eu disse aos líderes. Aprendi a respeitar as lideranças e a questão política local. Eu sou lá do Rio de Janeiro. Por mais prestígio, mais amor e mais carinho que o povo tenha e queira uma orientação, não vou me meter porque não quero criar problemas. Eu não faço nenhum evento com apoio político. Meu evento é estritamente evangélico”, afirmou Malafaia.

Embora o jornal tenha publicado a matéria com a informação de que Malafaia teria recomendado que as igrejas não apoiassem os candidatos do PCdoB e do PSDB, a Igreja Assembleia de Deus liderada pelo pastor Jonatas Câmara apoia a candidatura da senadora Vanessa Grazziotin. A indicação política do Ministério Internacional da Restauração a seus membros não foi informada pelo jornal.

Redação Gospel+


9 de agosto de 2012

Como a Igreja deveria ser.



Tá, eu exagerei um pouco no título. Dizer como é o modelo “perfeito” de Igreja é a coisa mais idiota que alguém pode fazer. A diversidade cultural refletida nas mais diversas formas litúrgicas, são uma das coisas mais belas que há no Corpo de Cristo. Na verdade pretendo apontar como a observância dos fundamentos nos guia para longe do ativismo e da paranóia por resultados.

O maior patrimônio da Igreja deve ser a Palavra. Ela é o centro de tudo. O grande espetáculo deve sempre ser sua explanação através das mais diversas formas. Ninguém está acima das Escrituras. Nenhuma experiência deve ser considerada se não estiver em conformidade com a revelação SUFICIENTE que a Bíblia nos traz. Como afirmou Lutero, “Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias“.

O Governo da Igreja deve ser exercido por pessoas dignas, maduras e capazes de aplicar os princípios bíblicos à vida da comunidade. Direção profética é discernir o que a própria Escritura nos dá como direção. Não é ficar correndo atrás de profecias anencéfalas, de adivinhações ou de promessas de crescimento. A Igreja também não é uma democracia. O que importa é a fidelidade aos fundamentos bíblicos. A voz do povo não é a voz de Deus. Porém é importante que o governo seja exercido na pluralidade. A Igreja é de Cristo. Nós somos apenas mordomos.

Ministérios (ou departamentos) nunca devem estar acima das pessoas. Os dons devem ser valorizados e cada um deve encontrar o lugar onde pode exercer tais dons de maneira efetiva no Reino de Deus. A idade não é um fator determinante para nenhum tipo de trabalho. O que importa é a vocação, dedicação e experiência. Também não há ministério “melhor” que outro. Por isso é aconselhável que os que ensinam colaborem também com o transporte do som ou a limpeza do local. De vez em quando faz bem, pra não se esquecerem que somos todos iguais.

Levita é o judeu que nasceu na tribo de Levi. Você não é um. Aceite isto.

Adoração é tudo que o cristão faz com excelência. Música é apenas uma ínfima parte do que utilizamos para adorar a Deus. Dá perfeitamente pra vivermos sem bandas de louvor. Não seria tão legal, mas ainda sim seria possível.

A agenda da Igreja deve ser leve. Não precisamos ocupar o tempo das pessoas com programações infinitas. Esse papo furado de que “antigamente os cultos tinham 4 horas” não é uma justificativa racional. Se a razão pela qual estamos reunidos for adequada, tenha certeza que as pessoas irão ficar voluntariamente as mesmas 4 horas. Mas isto jamais poderá ser conseguido com imposição.

Cultura é o meio ideal para a tradução das verdades eternas do Evangelho de Cristo. Desprezar a cultura contemporânea é o mesmo que enterrar dons. Não importa o que você pensa. O que importa é se as pessoas estão recebendo um ensino claro e coerente sobre quem é Jesus e sobre o que Ele fez por nós.

Não existe separação entre o santo e o profano. “Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.” (Tito 1:15). Todas as coisas foram criadas por Deus. O uso de tais coisas é que as faz serem boas ou ruins.

O propósito do Evangelho é libertar pessoas. Ou seja, os pastores devem trabalhar para se tornarem inúteis. Manter pessoas debaixo de controle é mutilar a GRAÇA. Cristo não necessita deste tipo de pseudo-ajuda. Mais atrapalha do que ajuda quem tenta resolver problemas com regras e imposições.

Não precisamos esfolar pessoas por causa de dízimos e ofertas. É claro que Deus é generoso de maneiras inimagináveis. Mas não podemos nos esquecer que o favor de Deus não está condicionado à nossa fidelidade. Se estivesse, estaríamos todos ferrados. Se envolver financeiramente na vida da Comunidade (Igreja) é um dever do cristão. Mas se não houver uma motivação adequada, tal pessoa estará apenas cumprindo mais um rito religioso oco e sem poder algum. O propósito de todo ensino é sempre a transformação do entendimento. Afirmar que dar dinheiro é mais importante que “entender” porque o faz, é exatamente o que sustenta o sistema corrupto administrado por falsos pastores inescrupulosos.

Unidade é a coisa mais importante na vida da Igreja. O amor é o vínculo dessa unidade. Não precisamos pensar igual. Não precisamos padronizar formas, pensamentos, condutas ou ideias. Apenas precisamos exercitar o amor, de modo a encontrarmos acordo em todas as circunstâncias.

A Igreja é a comunidade que está acima das questões políticas. Erramos ou acertamos juntos. Sempre. E se alguém militar algum partidarismo, não compreendeu ainda os fundamentos da fé.

Fácil, né?



Fonte: http://www.ariovaldo.com.br/2012/como-a-igreja-deveria-ser/#more-1332

8 de agosto de 2012

Aprovada na Câmara Municipal de BH venda de ruas para Igreja Batista da Lagoinha.

Trecho da  rua Ipê com ruas Samuel Salles e Serra Negra, na Região Nordeste,  que deve dar lugar a um novo templo da Igreja Batista da Lagoinha. (Jair Amaral/EM/D.A Press)
Trecho da rua Ipê com ruas Samuel Salles e Serra Negra, na Região Nordeste, que deve dar lugar a um novo templo da Igreja Batista da Lagoinha.
Alice Maciel, no Estado de Minas
Os vereadores de Belo Horizonte autorizaram a venda de trechos de três ruas no Bairro São Cristóvão, na Região Nordeste, para dar lugar a um novo templo da Igreja Batista da Lagoinha. Com 23 votos favoráveis, a proposta foi aprovada na Câmara Municipal em segundo turno e caberá agora ao prefeito Marcio Lacerda (PSB) sancioná-la. Se o projeto virar lei, duas casas localizadas da Rua Ipê ficarão ilhadas com a construção da igreja. O autor da matéria, que recebeu 21 assinaturas, vereador João Oscar (PRP), lavou as mãos e jogou para a prefeitura a responsabilidade de definir a situação dos moradores, contrariando o compromisso que havia assumido de só colocar o texto em votação depois de resolvida essa questão.
A intenção é construir no trecho da Rua Ipê e nas ruas não implantadas Serra Negra e Samuel Salles Barbosa um novo templo da Igreja Batista da Lagoinha, com capacidade para 30 mil pessoas. Na justificativa do texto, João Oscar alega que as ruas “estão totalmente inseridas no perímetro de área particular de propriedade da Igreja Batista da Lagoinha”, ignorando, no entanto, a existência dos imóveis de número 514 e 498, localizados na Rua Ipê. “Esse é um projeto autorizativo. A prefeitura é que terá de resolver com os moradores, caso ache conveniente”, ressaltou o parlamentar, justificando que foi informado da possibilidade de os imóveis terem saída para outra rua.
O engenheiro Raickson Costa, que há 51 anos mora na via, ficou surpreso ao saber da aprovação da matéria. “É um absurdo. O vereador se comprometeu com a gente a não votar”, ressaltou. Ele e seu primo Edvaldo Costa, que mora na casa ao lado, já sofrem com a invasão da igreja. O fato é que o espaço público – onde há inclusive postes demonstrando a existência de ruas – já virou estacionamento da igreja antes mesmo de ser vendido. Raickson nasceu na casa da Rua Ipê, onde morava com o pai, artista plástico. Para Edvaldo, que foi para lá com 21 anos, o imóvel tem um significado ainda mais especial: ele faz do espaço ateliê para a confecção de peças sacras.
O projeto de lei que vai beneficiar os evangélicos estabelece o parcelamento do pagamento, com correção pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e juros de 1% ao mês. A proposta de João Oscar também autoriza o município a receber como pagamento pelo terreno ocupado um imóvel de valor menor, desde que a diferença em relação ao preço da área vendida seja paga pelo comprador.
Apesar de a Lei Orgânica da capital prever que cabe ao prefeito a administração dos bens municipais, tendo suas decisões apenas endossadas pelo Legislativo, um projeto parecido com o do vereador João Oscar já passou na Casa. De autoria do vereador Silvinho Rezende (PT) e de cinco colegas, o projeto que virou lei em 2011 doou um terreno da prefeitura para a Matriz de Santo Antônio, em Venda Nova. Na justificativa, Silvinho destaca que a instituição “apresenta um núcleo de formação cristã, humanística e de cidadania”.
dica do Thiago Ferreira de Morais
2leep.com

Fonte: http://www.pavablog.com/2012/08/08/aprovada-na-camara-municipal-de-bh-venda-de-ruas-para-igreja-batista-da-lagoinha/ 

5 de agosto de 2012

Judas, discípulo como você e eu.


É inegável a minha admiração por cada um dos Apóstolos. Poderia falar de João, o amado. Aquele que recostou ao lado de Jesus; isso denota intimidade. Uau, ser íntimo do Mestre, que honra! Poderia também, falar de Pedro. Ah, Pedro! Falava pelos cotovelos; quem lê com um pouco mais de imaginação até consegue dar umas risadas. Pelo seu muito falar foi repreendido muitas vezes por Jesus; era um Homem intenso e nunca escondeu suas carnalidades, porém, amava Jesus com toda a intensidade que havia em seu coração; e nem precisa ler com um pouco mais de imaginação pra escorrer algumas lágrimas ao ver o quebrantamento desse homem.
Enfim, os Apóstolos podem inspirar nossas vidas de forma grandiosa. Mas quero aqui me atentar por um apóstolo pouco lembrado, ou melhor, nada lembrado no âmbito da Inspiração: “JUDAS ISCARIOTES”. O que? Juuudas? Judas foi um patife, um gatuno, um pérfido, Drik’s! É sobre Judas mesmo? Bem, ele também foi um apóstolo, ele também foi escolhido por Jesus e como os outros, quis segui-lO. Sendo assim, falaremos sobre ele.
Judas Iscariotes, um dos doze apóstolos, o que “TRAIU” Jesus Cristo.
A Palavra “Traição”, no dicionário, significa “contrariar o que foi afirmado ou prometido.” “Deslealdade”, “insídia”, “infidelidade.” A traição tem gosto de fel na boca, aparente impotência diante do nosso algoz, traz dor, abandono. Pois só pode trair quem é próximo, quem nos conhece no íntimo; se não for assim, podemos dar qualquer outro nome, menos traição. Seria redundante eu dizer: “Poxa, meu inimigo me traiu.”
A índole de Judas, sempre foi do conhecimento de Jesus, como diz em João 6:64: “Mas há alguns de vós que não crêem. Porque Jesus sabia desde o princípio quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar.” O seu caráter  logo se manifestou, no momento em que Jesus foi ungido em Betânia, por Maria, que o fez com ungüento de nardo puro, de muito valor. Manifestando assim sua indignação por aquele perfume não ter sido vendido por trezentas moedas de prata e dado aos pobres. Disse isso não pela preocupação pelos pobres, mas porque era ladrão. (João 12:1-8). Depois dessa cena em Betânia, as más idéias começaram a ocupar sua alma, e indo ter com os principais sacerdotes, negociou entregar Jesus por 30 moedas de prata. Desde então, buscava uma ocasião para tal perfídia. (Mateus 26:14-16). Judas era cobiçoso, e não podendo conformar-se com a natureza da missão de Jesus, foi-se fortalecendo aquele sentimento, até que satanás achou seu instrumento “e entrou nele”. (João 13:27). Com tudo isso não se separou de Jesus, foi de Betânia a Jerusalém; esteve com ele no Getsêmani; e na última ceia, sendo lavados os seus pés pelo salvador, e perguntou como os outros Apóstolos: “Sou Eu aquele que o há de trair?” (Mateus 26:25). Judas completou a sua infâmia, entregando com um “BEIJO” o Mestre.
Era um costume da época os homens beijarem a barba em sinal de reverência à autoridade, o beijo então era um gesto de amor, respeito, lealdade e reconhecimento. O beijo também podia ser visto como amigo íntimo da justiça e da paz, mas naquele momento o beijo de Judas foi um beijo que demonstrou um Carinho Fingido, Beijo que denunciou, beijo de morte. Apenas traição. O que aumentou ainda mais a tristeza de Jesus. (Lc 22:48). Um Discípulo, um amigo, um filho que o traíra, o entregando aos seus carrascos. Praticada a vil ação, foi atormentado pelo remorso. Foi nesse estado de sua alma que ele lançou aos pés dos sacerdotes as trinta moedas de prata, sendo por eles escarnecido. (João 17:12) Não havendo para ele esperança, o Filho da Perdição retirou-se e foi enfocar-se. (Mateus 27:5).
LAMENTÁVEL FIM…
Nem você, e nem eu almejamos um fim tão trágico. Mas esse fim lamentável foi só conseqüência do meio. Você e eu nos gabamos constantemente de fazermos tudo que os outros Apóstolos fizeram de bom, mais que isso, temos um discurso de juízo sem fim em relação a outros, quando na verdade, em muitas ocasiões, se não na maioria delas, agimos como Judas e não como os outros Apóstolos.
“Eu não traio Jesus”, você pode dizer. A traição começa logo quando criamos expectativas em relação ao outro, e termina quando vemos que geralmente essas expectativas não são supridas. Quando nos convertemos, prometem a nós (os outros, não Cristo), uma vida repleta de Alegrias e prazeres, que não iremos mais sofrer, que você agora terá um emprego decente, que seu marido vai se converter. O verdadeiro mar de rosas. E então nós fazemos um Compromisso eterno com Cristo, de fidelidade, de que o amaremos e seguiremos para o resto de nossas vidas. Com o tempo você descobre que toda essa conversa, que a tal “Confissão positiva” e que a “Teologia da Prosperidade” não passam de falácias anti-bíblicas pra lotar igrejas. Você começa a ver que Cristãos sofrem, e muito. Jesus, condenado à morte de cruz. Jó, preso a dias de dor. Paulo, prisões e sofrimentos sempre o esperavam…
Nossas Expectativas se desvanecem e deixamos de olhar para o Autor e Consumador da nossa fé. Começamos a questionar em nosso coração o amor de Cristo por nós, afinal, seguimos a Ele, e Ele nos deve uma vida perfeita. Mas Jesus nunca nos prometeu uma vida perfeita, Ele mesmo disse: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o Mundo.” (Jo 16:33) N’Ele podemos encontrar Paz. Traímos quando não damos de comer, quando não damos de beber, quando não acolhemos, quando não vestimos, quando não visitamos os enfermos e os presos. Traímos quando pecamos, quando apontamos o dedo para o nosso próximo, quando duvidamos do seu Amor, traímos quando não Tomamos a cruz de Cristo e o Seguimos.
Mas, por sua terna misericórida, Deus nos chamou com uma graça maravilhosa e imerecida, e para a nossa traição temos um advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, O Justo. (I Jo 2:1), Podemos encontrar n’Ele lugar de arrependimento, e então Beijar sua face. O Beijo do amor, o Beijo do reconhecimento, o beijo da lealdade e não o Beijo da Morte: O Beijo de Judas. Em Cristo somos perdoados e encontramos vida, e vida em abundância.
TRAIR JESUS NÃO PRECISA SER A NOSSA ESCOLHA. PODE AMÁ-LO E AMAR ÀQUELES QUE CHAMAMOS DE ‘IRMÃOS’,  SEM NOS CANSARMOS, ATÉ O FIM. LEMBRANDO QUE TODAS AS COISAS COOPERAM PARA O BEM DAQUELES QUE O AMAM, E QUE A LEVE E MOMENTÂNEA TRIBULAÇÃO REDUNDARÁ EM ETERNO PESO DE GLÓRIA.
Graça seja com vocês
Drik’s

Fonte:http://deboaspalavras1.wordpress.com/2012/08/04/judas-discipulo-como-voce-e-eu/

29 de julho de 2012

O peso do voto evangélico em São Paulo e no Rio


Evangélicos da Assembléia de Deus no estádio do Pacaembu, em São Paulo, para comemorar os 100 Anos de fundação da Igreja
Evangélicos da Assembléia de Deus no estádio do Pacaembu, em São Paulo, para comemorar os 100 Anos de fundação da Igreja (Adriano Vizoni)
“Uma banana para quem diz que um religioso não pode falar sobre eleições. Quer dizer que Marx vale mais do que Jesus?”, defende o pastor Silas Malafaia
Há mais de uma década os evangélicos são considerados eleitores-chave. Mas, desde junho, quando foram divulgados os dados referentes a religião do Censo 2010, a importância do grupo foi endossada em números. O crescimento dos evangélicos no Brasil pressiona candidatos e partidos a criar estratégias para atrair fieis e, ao mesmo tempo, evitar desgastes com a exposição de uma agenda moral que entre em conflito com outras crenças e segmentos da sociedade. Nos últimos 10 anos, pela primeira vez o catolicismo perdeu seguidores: ao todo 1,7 milhão de brasileiros deixou de se declarar católico desde 2000. No mesmo período, o protestantismo arrebanhou 16 milhões de pessoas. Os evangélicos ganham atenção. Os pastores, concentram poder. “Tenho sido bombardeado de Norte a Sul, de Leste a Oeste pelos candidatos. Com o crescimento da Igreja Evangélica, e como estou na mídia e tenho influência, é gente atrás o tempo todo”, afirma o pastor Silas Malafaia, uma das lideranças da Assembleia de Deus e vice-presidente do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb), que reúne 8.500 pastores de diversas denominações evangélicas.
Com o quadro estruturado para a corrida à prefeitura, quatro referências das principais igrejas pentecostais definiram seus candidatos. Em São Paulo, a Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB), igreja evangélica com maior quantidade de fieis no Brasil, apoiará José Serra, do PSDB, repetindo o comportamento de 2010. “No estado de São Paulo, somos cerca de 8 mil pastores. Trabalharemos a conscientização do eleitor, mostrando o que é melhor, onde há maiores identificações. Tudo com muita cautela”, afirma o presidente político do CGADB, pastor Lelis Washington Marinho. No Rio, não houve uma organização semelhante da Assembleia de Deus, mas Malafaia, um dos principais nomes, declarou apoio a Eduardo Paes (PMDB). Ele deve, inclusive, aparecer na propaganda eleitoral.
O prefeito da cidade do Rio conseguiu arregimentar lideranças evangélicas importantes. A Universal caminhará com ele no pleito através do apoio do ministro da Pesca, Marcelo Crivella, do PRB. O deputado estadual Marcos Soares, filho de RR Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, também se engajará pela reeleição de Paes.
Em São Paulo, o voto evangélico está distribuído. A influência da Universal sobre o PRB reunirá seus fieis na candidatura de Celso Russomanno. Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial, anunciou seus préstimos a Fernando Haddad, do PT. O pastor RR Soares não tem por hábito declarar seu apoio nas eleições e, por isso, a Igreja Internacional da Graça de Deus não se posicionou oficialmente. Mas Daniel Soares, outro filho de RR, será candidato a vereador na cidade de Guarulhos, município vizinho a capital, pelo DEM, partido da base aliada de Serra.
Rejeição a Haddad – Conquistar o eleitor evangélico é preciso. E a explicação não é só quantitativa. A ramificação pentecostal é mais forte, sobretudo, em áreas onde a renda é mais baixa e a escolaridade, menor. Uma receita atraente para a construção de um eleitorado orientado pelos pastores. “Uma banana para quem diz que um religioso não pode falar sobre eleições. Quer dizer que Marx vale mais do que Jesus?”, defende Malafaia. Em São Paulo, ele tem se reunido com pastores para reforçar questões morais que devem estar presentes na cabeça do eleitorado no momento do voto. A preocupação central de Malafaia é em relação ao candidato do PT, Fernando Haddad, chamado por ele de “o criador do ‘Kit Gay’”.

“Não adianta tentar dar uma de anjo agora. Nossa questão com o cara de São Paulo (Haddad) é que ele tentou promover o homossexualismo e ensinar crianças sobre isso. Ele não terá colher de chá. Um governante é para todos. Enquanto quiserem beneficiar um grupo social em detrimento do outro, não merecerá o nosso apoio”, diz Malafaia, que entrará em ação em um eventual segundo turno na capital paulista. Se a eleição não terminar no dia 7 de outubro, o pastor apoiará o oponente de Haddad - caso ele esteja na disputa - mesmo que o outro candidato em questão seja Celso Russomanno (PRB). O PRB é ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, corrente cujo dono é o Bispo Edir Macedo, proprietário da TV Record. Em junho, Malafaia disse a VEJA que a distância que o separa de Macedo “vai do Brasil à China”. É uma distância, como se vê, menor da que aquela que o separa da Haddad.
“As nações mais democráticas e poderosas do mundo foram influenciadas pelo pensamento cristão, não tem como dissociar isso. É idiotice. O ser humano é religioso. Outra coisa é misturar Estado com religião”, diferencia o pastor.
Que o voto evangélico tem força, não há dúvida. Mas até hoje, quando um candidato tentou se eleger em uma disputa majoritária com a bandeira religiosa, o resultado não foi o primeiro lugar. “O piso é alto, mas o teto é baixo”, explica o cientista político da PUC-Rio Cesar Romero Jacob, que estuda o comportamento do voto religioso desde 1996.
Rio de Janeiro – No caso do Rio, os mapas analisados por Jacob mostram pesos diferentes do eleitorado evangélico entre as áreas de cidade. Em 2004, por exemplo, Marcelo Crivella, evangélico da Igreja Universal do Reino de Deus, então candidato à prefeitura da cidade, ganhou votos em zonas eleitorais onde havia maior quantidade de fieis ligados às pentecostais. Em contrapartida, teve baixíssima votação em áreas de predominância católica. No espaço geográfico, isso significa que ele conseguiu angariar eleitores na parte pobre da zona oeste, como Bangu, Santa Cruz e Campo Grande, e na zona da Leopoldina, que inclui os bairros de Bonsucesso, Ramos, Olaria e Penha – onde estão os complexos do Alemão e da Maré, favelas com concentração de evangélicos. Na zona sul, onde ainda há maioria católica, Crivella foi mal.
“Em eleição majoritária, quando você tem candidatura que não soma, significa que subtrai, polariza, divide. O segredo da vitória é ganhar de muito em uma área e perder de pouco em outra”, explica Jacob. No Rio, os evangélicos avançaram sobre o vácuo deixado pelo fim do ciclo brizolista. Um dos sinais mais claros do esgotamento desse tipo de política foram as eleições de Sérgio Cabral e de Eduardo Paes. A partir de então, as correntes evangélicas ganharam uma relevância que pode ser decisiva na vitória de um candidato - desde que a campanha não seja baseada apenas na rede de igrejas evangélicas.
São Paulo- Em São Paulo, o panorama é diferente. Os pentecostais não têm o mesmo peso do Rio. “A força do PT e do PSDB impede que grupos religiosos tenham presença tão significativa. São Paulo é o centro do capitalismo brasileiro, há uma elite empresarial forte, que simpatiza com o PSDB. E existe uma elite sindical também muito forte, que prefere o PT”, explica Jacob. Os mapas paulistanos mostram que na capital existe maior coerência no voto, algo inexistente no Rio.
São Paulo é cercado por municípios industriais. Nas divisas, o sindicalismo é mais forte e, consequentemente, o PT também. Em 2004, a força de Martha Suplicy, que disputava a prefeitura, estava concentrada nas extremidades da capital, onde há população de menor renda e escolaridade, e mais evangélicos. Os católicos estão na parte central, um ninho tucano por excelência. O mapa da votação de José Serra, em 2004, endossa sua força justamente nessa área, cujos moradores apresentam maiores renda e escolaridade. O espaço da cidade de São Paulo mostra maior polaridade entre os dois partidos, nos quais os grupos religiosos se veem obrigados a se articular. Desta vez, no entanto, Haddad corre o risco de perder os eleitores onde o PT costuma mostrar vigor. O peso dos evangélicos, que não é pequeno - na zona leste chega a haver mais de 30% de seguidores de correntes evangélicas -, pode contribuir para esvaziar a balança do petista.

Fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/o-peso-do-voto-evangelico-em-sao-paulo-e-no-rio-de-janeiro

Igrejas do Rio de Janeiro estariam se transformando em “comitês eleitorais”



  • por Jarbas Aragão

    Igrejas do Rio de Janeiro estariam se transformando em “comitês eleitorais” Igrejas do Rio de Janeiro estariam se transformando em “comitês eleitorais”
    O registro de candidaturas no TSE do estado do Rio indica que 40 “sacerdotes ou membros de ordem ou seita religiosa” disputarão cargos eletivos nas próximas eleições. É mais que o dobro da quantidade de pastores candidatos em São Paulo. De acordo com reportagem do jornal O Globo, publicada neste sábado, candidatos ligados a igrejas evangélicas vêm usando templos no Rio de Janeiro como comitês eleitorais.
    O eleitorado evangélico é estimado em cerca de 20% dos 11,8 milhões de eleitores do estado. O IBGE indicou no último Censo que o Rio já possui menos de 50% de católicos. Além disso, o número de evangélicos em 11 dos 19 municípios da Região Metropolitana superam o de católicos.
    De olho nesse potencial, alguns candidatos fazem nos templos religiosos propaganda política e assistencialismo, que parecem ou ação social.
    Um dos casos mostrados pelo jornal carioca é a Igreja Primitiva do Amor, em Nova Iguaçu, e na Assembleia de Deus dos Últimos Dias, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
    Instalada numa casa simples, em um dos bairros mais carentes do município, a Igreja Primitiva do Amor fez na quarta-feira uma “campanha” de ação, oferecendo o cadastramento de moradores no Bolsa Família, preenchimento de fichas para solicitação de aposentadoria, aplicação de flúor e outras vantagens. O problema é que, para ter acesso, os interessados deveriam apresentar comprovante de residência, carteira de identidade e título de eleitor.
    O pastor da igreja, Raimundo Jesus, afirma que o evento foi realizado no templo a pedido da Secretaria de Assistência Social de Nova Iguaçu. Mas alguns moradores dizem que a ação estava ligada ao candidato a vereador pelo PT, Sebastião Wagner Berriel, aliado da prefeita Sheila Gama (PDT) que tenta a reeleição.
    O pastor Raimundo nega intenção política e diz que apenas cedeu o espaço a pedido da prefeitura. Contudo, as regras do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, responsável pela gestão do Bolsa Família, afirmam que o cadastro só pode ser promovido em espaços da administração municipal e sob a responsabilidade das secretarias municipais de assistência social.
    Perguntada sobre o motivo de ter usado a igreja, Márcia Vieira, secretaria de Assistência Social de Nova Iguaçu, informa que o atendimento foi realizado no templo para responder um pedido da Igreja Primitiva do Amor. Ou seja, o contrário da informação dada pelo pastor.
    Enquanto isso, a Assembleia de Deus dos Últimos Dias, em São João de Meriti, sede da denominação criada pelo pastor Marcos Pereira, se assemelha a um comitê eleitoral. Há, no local fotos, veículos adesivados e carros de som usados para fazer propaganda de Waguinho, candidato a prefeito em Nova Iguaçu, e de Allan Pereira, candidato a vereador no Rio, que é irmão de sangue do pastor Marcos.
    Os dois candidatos concorrem pelo PC do B e são membros da Assembleia de Deus dos Últimos Dias. Segundo testemunhas, durante os cultos, o pastor Marcos faz campanha aberta para eles.
    Maurício da Rocha Ribeiro, o procurador regional eleitoral, afirma ser proibida a campanha política em templos religiosos. Se comprovado o descumprimento da lei eleitoral, o candidato terá de pagar multa entre R$ 2 mil e R$ 8 mil, além da retirada de cartazes e faixas.
    Sobre o uso de templos religiosos para atividades veiculadas a programas sociais do governo, os responsáveis podem ser acusados de abuso de poder econômico e político. “Nesse caso, pode resultar até na cassação do registro do candidato”, explica o procurador.

    Fonte: noticias.gospelprime.com.br/igrejas-do-rio-de-janeiro-estariam-se-transformando-em-comites-eleitorais/

    Estigmas e paradigmas da Igreja




    Por Hermes C. Fernandes

    Num domingo desses, eu estava na fila de uma lanchonete fast food com minha filha Revelyn. Enquanto observava os crentes que lá estavam, fiquei a imaginar o que teriam aprendido naquele dia. Será que a mensagem que ouviram reverberaria durante a semana? Será que afetaria positivamente seu comportamento cotidiano? Seriam eles pessoas melhores a cada culto?

    Aquela inquietação me levou a refletir durante toda a semana sobre a abordagem que cada igreja faz acerca do Evangelho. Cheguei à conclusão que há, pelo menos, três tipos de abordagem em voga em nossos dias. Vamos chamá-las de paradigmas:

    # Paradigma Escapista

    Este mundo está prestes a acabar, e nossa missão é impedir que as pessoas sejam condenadas ao inferno, e garantir que o céu seja devidamente povoado.

    As palavras chaves deste paradigma são: SALVAÇÃO, ALMAS, SANTIDADE, ARREBATAMENTO, TRIBULAÇÃO, PROVAÇÃO, CÉU, PECADO, INFERNO, ORAÇÃO, JEJUM.

    Igrejas com tais ênfases tendem a eleger como seu principal inimigo o mundo, seguido da carne e do diabo.


    Suas maiores preocupações são de ordem moral e espiritual. 

    Resultado:

    Pessoas piedosas, às vezes, legalistas, porém, descomprometidas com a realidade ao seu redor. Não há o que se fazer para mudar o mundo, logo, a alternativa é esperar por um arrebatamento secreto que as tire daqui e as leve para o céu. Há exceções, apesar destes viverem certa incoerência com aquilo que creem. Como justificar, por exemplo, que alguém que uma congregação que creia desta maneira invista milhões na construção de uma catedral? Já que Cristo está às portas, por que não gastar tais recursos para resgatar o máximo de almas do inferno? No passado, alguns resolveram levar isso às últimas consequências, tirando seus filhos da escola, vendendo o que tinham e investindo tudo na evangelização. Pelo menos, foram mais coerentes do que a maioria dos atuais. Porém, o mundo não acabou como previram. E enquanto a igreja retrocedeu, a ciência  e a cultura foram entregues nas mãos de incrédulos. Se antes, grandes cientistas professavam sua fé em Jesus, agora, boa parte deles é constituída de céticos e ateus. Hoje, a sociedade enxerga os cristãos como um povo sem instrução, alienado, massa de manobra nas mãos de líderes inescrupulosos. Lamentável...

    Pontos positivos: Os membros destas igrejas costumam ser pessoas honestas, recatadas, comprometidas com a versão do Evangelho que conhecem. Em que pese a politicagem que acontece por trás dos bastidores, essas igrejas são as que mais investem em evangelização e missões, e por isso, são as que mais crescem em número.

    Custo:

    A relevância.

    # Paradigma Oportunista

    Já que nossa estada aqui é passageira, nossa missão é garantir que as pessoas tirem o melhor proveito dela.

    As palavras chaves deste paradigma são: AUTOESTIMA, BEM-ESTAR, PROSPERIDADE, CURA, OFERTA, SACRIFÍCIO, DÍZIMO, CORRENTE, GOSPEL, MEGAIGREJAS, CATEDRAIS, POLÍTICA, CRESCIMENTO, CONQUISTA.

    Os inimigos eleitos por tais igrejas são o diabo, a doença e a miséria.


    Suas maiores preocupações são de ordem política e econômica. 

    Resultado: Pessoas voltadas para si mesmas, para o seu bem-estar, seus sonhos, seus projetos. Uma vida centrada no ego faz com que sejam presas fáceis nas mãos de aproveitadores. Tornam-se também insensíveis ao sofrimento alheio e às injustiças. Geralmente, aliam-se aos poderosos em busca de vantagens econômicas. Para ter o que contar no próximo culto, vale tudo, inclusive atitudes antiéticas. Se nas igrejas escapistas os crentes tendem ao legalismo, nas igrejas oportunistas os crentes tendem ao fetichismo. Muitos acham que podem manipular os poderes sobrenaturais a partir de amuletos, palavras mágicas, sacrifícios financeiros, jejuns, lugares sagrados, etc. Trata-se de uma fé supersticiosa, sem embasamento nas Escrituras. Porém, seus líderes, quando doentes, não recorrem aos mesmos expedientes fantasiosos, antes, procuram seus médicos, submetendo-se a tratamentos convencionais. Onde está sua fé, afinal? Quando um crente fica doente, logo é acusado de não ter fé, ou de não ser fiel nos dízimos, ou ainda, de estar em pecado ou sob a influência de demônios. Por que duas medidas? Por que os líderes podem adoecer, mas os fiéis jamais?

    Ponto positivo: Ainda que por uma motivação errada, os membros dessas igrejas costumam ser aguerridos, 100% comprometidos com a versão do Evangelho que conhecem.

    Custo:

    A credibilidade.


    # Paradigma Conformista

    Não há o que se fazer para mudar os rumos deste mundo. Logo, nossa missão é a de sermos guardiões da verdade, indicando o caminho para os eleitos, e aguardando o novo céu e a nova terra.

    As palavras chaves deste paradigma são: PECADO, GRAÇA, REDENÇÃO, ETERNIDADE, REFORMA, PREDESTINAÇÃO, ELEIÇÃO.

    Os inimigos eleitos por tais igrejas são as HERESIAS.


    Suas maiores preocupações são de ordem doutrinária e litúrgica. 

    Resultado: Indiferença. Falta de paixão pelas pessoas. Nossa paixão é focada na doutrina. Amamos a verdade, não as pessoas. Sentimo-nos bem conosco mesmo por termos sido escolhidos por Deus, mas nos mantemos indiferentes para com aqueles que estão à nossa volta, por desconhecermos se são ou não alvos da escolha soberana. Não há empenho evangelístico, pois, afinal, os escolhidos virão de qualquer maneira. Ainda que historicamente tais grupos tenham sido responsáveis por missões ao redor do mundo, atualmente, a maioria está voltada para dentro de si, lutando pela ortodoxia e liturgia.

    Ponto positivo: As Escrituras são ensinadas com zelo, produzindo crentes de caráter, comprometidos com a doutrina do Evangelho e com os valores defendidos pela igreja ao longo dos séculos.

    Custo:

    A simpatia.


    # Paradigma Reinista

    As palavras chaves deste paradigma são: GRAÇA, REINO, FUTURO, GERAÇÕES, JUSTIÇA, SUBVERSÃO, REVOLUÇÃO, RESTAURAÇÃO, AMOR.

    Este mundo pertence a Deus, e nossa missão é trabalhar para que a Sua vontade seja feita aqui na terra, como é feita no céu, conscientizando as pessoas a pensarem no  futuro, honrando as gerações que as antecederam e trabalhando pelas que virão. O foco não é o indivíduo, mas a coletividade.

    Nosso principal inimigo é a INJUSTIÇA.


    Suas maiores preocupações são de ordem ética e social. 

    Resultado: Gente apaixonada pelo futuro, que pensa mais nas gerações do porvir do que em si mesma.  Zelosa com o meio-ambiente. Engajada na transformação da sociedade. Politizada, porém, não ingênua a ponto de ser massa de manobra na mão de líderes gananciosos. Consciente de que a igreja não pode comprometer-se com partidos, candidaturas ou ideologias, sob pena de perder sua isenção profética. A transformação não começa de cima pra baixo, mas de baixo pra cima. Os políticos atuais são o suprassumo da sociedade, e refletem o estado em que estamos. É a sociedade que fornece ao mundo os maus políticos, os policiais corruptos, os criminosos, etc. Somente a proclamação do Evangelho em sua integralidade poderá reverter este quadro. A igreja deve produzir agentes transformadores que, uma vez infiltrados em cada setor da sociedade, devem promover a restauração de suas estruturas. Assim, a igreja cristã recobrará seu papel subversivo na História. 


    P.S. A título de analogia, digamos que o paradigma escapista equivale a um barco que se nega a ancorar no porto, mantendo distância segura do continente e oferecendo botes pra quem deseja nele embarcar. O paradigma oportunista equivale a um avião que pretende acessar a terra vindo do ar, por cima, em grande estilo, prometendo a todos os seus passageiros uma viagem agradável na primeira classe. O paradigma conformista pode ser comparado a um carro que insiste em chegar ao seu destino pela rota apontada pelo GPS, ainda que para isso tenha que enfrentar um trânsito caótico. Rotas alternativas, nem pensar. Não vale a pena o risco de parar pra consultar um transeunte. O paradigma reinista seria o metrô, que sem chamar a atenção pra si, posto que transita por baixo da terra, vai avançando discretamente rumo ao seu destino, parando em cada estação, tomando e dispensando passageiros à medida que segue seu caminho.

    Fonte:http://www.hermesfernandes.com/2012/07/a-igreja-e-seus-paradigmas.html