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28 de julho de 2016
23 de agosto de 2013
“Há abusos em nome de Deus”
8/23/2013 10:32:00 PM
Comportamento, Igreja com a cara do pastor, Reflexão, relacionamento
1 comment
“Há abusos em nome de Deus”
Jornalista relata os danos do assédio espiritual cometido por líderes evangélicos
Kátia Mello
A
igreja evangélica está doente e precisa de uma reforma. Os pastores se
tornaram intermediários entre Deus e os homens e cometem abusos
emocionais apoiados em textos bíblicos. Essas são algumas das afirmações
polêmicas da jornalista Marília de Camargo César em seu livro de
estreia, Feridos em nome de Deus (editora Mundo Cristão), que
será lançado no dia 30. Marília é evangélica e resolveu escrever depois
de testemunhar algumas experiências religiosas com amigos de sua antiga
congregação.| ENTREVISTA - MARÍLIA DE CAMARGO CÉSAR |
![]() | QUEM É Marília de Camargo César, 44 anos, jornalista, casada, duas filhas O QUE FEZ Editora assistente do jornal O Valor, formada pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero O QUE PUBLICOU Seu livro de estreia é Feridos em nome de Deus (editora Mundo Cristão) |
ÉPOCA – Por que você resolveu abordar esse tema?
Marília de Camargo César – Eu parti de uma experiência pessoal, de uma igreja que frequentei durante dez anos. Eu não fui ferida por nenhum pastor, e esse livro não é nenhuma tentativa de um ato heroico, de denúncia. É um alerta, porque eu vi o estado em que ficaram meus amigos que conviviam com certa liderança. Isso me incomodou muito e eu queria entender o que tinha dado errado. Não quero que haja generalizações, porque há bons pastores e boas igrejas. Mas as pessoas que se envolvem em experiências de abusos religiosos ficam marcadas profundamente.
Marília de Camargo César – Eu parti de uma experiência pessoal, de uma igreja que frequentei durante dez anos. Eu não fui ferida por nenhum pastor, e esse livro não é nenhuma tentativa de um ato heroico, de denúncia. É um alerta, porque eu vi o estado em que ficaram meus amigos que conviviam com certa liderança. Isso me incomodou muito e eu queria entender o que tinha dado errado. Não quero que haja generalizações, porque há bons pastores e boas igrejas. Mas as pessoas que se envolvem em experiências de abusos religiosos ficam marcadas profundamente.
ÉPOCA – Qual foi a história que mais a impressionou?
Marília – Uma das histórias que mais me tocaram foi a de uma jovem que tem uma doença degenerativa grave. Em uma igreja, ela ouviu que estava curada e que, caso se sentisse doente, era porque não tinha fé suficiente em Deus. Essa moça largou os remédios que eram importantíssimos no tratamento para retardar os efeitos da miastenia grave (doença autoimune que acarreta fraqueza muscular). O médico dela ficou muito bravo, mas ela peitou o médico e chegou a perder os movimentos das pernas. Ela só melhorou depois de fazer terapia. Entendeu que não precisava se livrar da doença para ser uma boa pessoa.
Marília – Uma das histórias que mais me tocaram foi a de uma jovem que tem uma doença degenerativa grave. Em uma igreja, ela ouviu que estava curada e que, caso se sentisse doente, era porque não tinha fé suficiente em Deus. Essa moça largou os remédios que eram importantíssimos no tratamento para retardar os efeitos da miastenia grave (doença autoimune que acarreta fraqueza muscular). O médico dela ficou muito bravo, mas ela peitou o médico e chegou a perder os movimentos das pernas. Ela só melhorou depois de fazer terapia. Entendeu que não precisava se livrar da doença para ser uma boa pessoa.
ÉPOCA – Que tipo de experiência você considera como abuso religioso e que marcas são essas?
Marília – Meu livro é sobre abusos emocionais que acontecem na esteira do crescimento acelerado da população de evangélicos no Brasil. É a intromissão radical do pastor na vida das pessoas. Um exemplo: uma missionária que apanha do marido sistematicamente e vai parar no hospital. Quando ela procura um pastor para se aconselhar, ele fala assim para ela: “Minha filha, você deve estar fazendo alguma coisa errada, é por isso que o teu marido está se sentindo diminuído e por isso ele está te batendo. Você tem de se submeter a ele, porque biblicamente a mulher tem de se submeter ao cabeça da casa. Então, essa mulher, que está com a autoestima lá embaixo, que apanha do marido - inclusive pelo Código Civil Brasileiro ele teria de ser punido - pede um conselho pastoral e o pastor acaba pisando mais nela ainda. E ele usa a Bíblia para isso. Esse é um tipo de abuso que não está apenas na igreja pentecostal ou neopentecostal, como dizem. É um caso da Igreja Batista, em que, teoricamente, os protestantes históricos têm uma reputação melhor.
Marília – Meu livro é sobre abusos emocionais que acontecem na esteira do crescimento acelerado da população de evangélicos no Brasil. É a intromissão radical do pastor na vida das pessoas. Um exemplo: uma missionária que apanha do marido sistematicamente e vai parar no hospital. Quando ela procura um pastor para se aconselhar, ele fala assim para ela: “Minha filha, você deve estar fazendo alguma coisa errada, é por isso que o teu marido está se sentindo diminuído e por isso ele está te batendo. Você tem de se submeter a ele, porque biblicamente a mulher tem de se submeter ao cabeça da casa. Então, essa mulher, que está com a autoestima lá embaixo, que apanha do marido - inclusive pelo Código Civil Brasileiro ele teria de ser punido - pede um conselho pastoral e o pastor acaba pisando mais nela ainda. E ele usa a Bíblia para isso. Esse é um tipo de abuso que não está apenas na igreja pentecostal ou neopentecostal, como dizem. É um caso da Igreja Batista, em que, teoricamente, os protestantes históricos têm uma reputação melhor.
ÉPOCA – Seu livro questiona a autoridade pastoral. Por quê?
Marília – As igrejas que estão surgindo, as neopentecostais, e não as históricas, como a presbiteriana, a batista, a metodista, que pregam a teologia da prosperidade, estão retomando a figura do “ungido de Deus”. É a figura do profeta, do sacerdote, que existia no Antigo Testamento. No Novo Testamento, não existe mais isto. Jesus Cristo é o único mediador. Então o pastor dessas igrejas mais novas está se tornando o mediador. Para todos os detalhes da sua vida, você precisa dele. Se você recebeu uma oferta de emprego, o pastor pode dizer se deve ou não aceitá-la. Se estiver paquerando alguém, vai dizer se deve ou não namorar aquela pessoa. O pastor, em vez de ensinar a desenvolver a espiritualidade, determina se aquele homem ou aquela mulher é a pessoa da sua vida. E o pastor está gostando de mandar na vida dos outros, uma atitude que abre um terreno amplo para o abuso.
Marília – As igrejas que estão surgindo, as neopentecostais, e não as históricas, como a presbiteriana, a batista, a metodista, que pregam a teologia da prosperidade, estão retomando a figura do “ungido de Deus”. É a figura do profeta, do sacerdote, que existia no Antigo Testamento. No Novo Testamento, não existe mais isto. Jesus Cristo é o único mediador. Então o pastor dessas igrejas mais novas está se tornando o mediador. Para todos os detalhes da sua vida, você precisa dele. Se você recebeu uma oferta de emprego, o pastor pode dizer se deve ou não aceitá-la. Se estiver paquerando alguém, vai dizer se deve ou não namorar aquela pessoa. O pastor, em vez de ensinar a desenvolver a espiritualidade, determina se aquele homem ou aquela mulher é a pessoa da sua vida. E o pastor está gostando de mandar na vida dos outros, uma atitude que abre um terreno amplo para o abuso.
ÉPOCA – Você também fala que não é só culpa do pastor.
Marília – Assim como existe a onipotência pastoral, existe a infantilidade emocional do rebanho, que é o que o Sérgio Franco, um dos pastores psicanalistas entrevistados no livro, fala. A grande crítica do Freud em relação à religião era essa. Ele dizia que a religião infantiliza as pessoas, porque você está sempre transferindo as suas decisões de adulto - que são difíceis - e a figura do sagrado, no caso aqui o líder religioso, para a figura do pai ou da mãe - o pastor, a pastora. É a tendência do ser humano em transferir responsabilidade. O pastor virou um oráculo. É mais fácil ter alguém, um bode expiatório, para pôr a culpa nas decisões erradas tomadas.
Marília – Assim como existe a onipotência pastoral, existe a infantilidade emocional do rebanho, que é o que o Sérgio Franco, um dos pastores psicanalistas entrevistados no livro, fala. A grande crítica do Freud em relação à religião era essa. Ele dizia que a religião infantiliza as pessoas, porque você está sempre transferindo as suas decisões de adulto - que são difíceis - e a figura do sagrado, no caso aqui o líder religioso, para a figura do pai ou da mãe - o pastor, a pastora. É a tendência do ser humano em transferir responsabilidade. O pastor virou um oráculo. É mais fácil ter alguém, um bode expiatório, para pôr a culpa nas decisões erradas tomadas.
“O pastor está gostando de mandar na vida dos outros
e receber presentes. Isso abre espaço para os abusos”
e receber presentes. Isso abre espaço para os abusos”
ÉPOCA – Quais são os grandes males espirituais que você testemunhou?
Marília – Eu vi casamentos se desfazer, porque se mantinham em bases ilusórias. Vi também pessoas dizendo que fazer terapia é coisa do Diabo. Há pastores contra a terapia que afirmam que ela fortalece a alma e a alma tem de ser fraca; o espírito é que tem que ser forte. E dizem isso supostamente apoiados em textos bíblicos. Dizem que as emoções têm de ser abafadas e apenas o espírito ser fortalecido. E o que acontece com uma teologia dessas? Psicoses potenciais na vida das pessoas que ficam abafando as emoções. As pessoas que aprenderam essa teologia e não tiveram senso crítico para combatê-la ficaram muito mal. Conheci um rapaz com muitos problemas de depressão e de autoestima que encontrou na igreja um ambiente acolhedor. Ele dizia ter ressuscitado emocionalmente. Só que com o passar dos anos, o pastor se apoderou dele. Mas ele começou a perceber que esse pastor é gente, que gosta de ganhar presentes e que usa a Bíblia para se justificar. Uma das histórias que mais me tocou foi a de uma jovem que tem uma doença degenerativa grave. Ela foi para uma dessas igrejas e ouviu que se estivesse sentindo ainda doente era porque não tinha fé suficiente em Deus. Essa moça largou os remédios que eram importantíssimos no tratamento para retardar os efeitos da miastenia grave (doença auto-imune que acarreta fraqueza muscular). O médico dela ficou muito bravo e não a autorizou. Mesmo assim, ela peitou o médico e chegou a perder os movimentos das pernas. Ela só melhorou depois de fazer terapia. Ela entendeu que não precisava se livrar da doença para ser uma boa pessoa.
Marília – Eu vi casamentos se desfazer, porque se mantinham em bases ilusórias. Vi também pessoas dizendo que fazer terapia é coisa do Diabo. Há pastores contra a terapia que afirmam que ela fortalece a alma e a alma tem de ser fraca; o espírito é que tem que ser forte. E dizem isso supostamente apoiados em textos bíblicos. Dizem que as emoções têm de ser abafadas e apenas o espírito ser fortalecido. E o que acontece com uma teologia dessas? Psicoses potenciais na vida das pessoas que ficam abafando as emoções. As pessoas que aprenderam essa teologia e não tiveram senso crítico para combatê-la ficaram muito mal. Conheci um rapaz com muitos problemas de depressão e de autoestima que encontrou na igreja um ambiente acolhedor. Ele dizia ter ressuscitado emocionalmente. Só que com o passar dos anos, o pastor se apoderou dele. Mas ele começou a perceber que esse pastor é gente, que gosta de ganhar presentes e que usa a Bíblia para se justificar. Uma das histórias que mais me tocou foi a de uma jovem que tem uma doença degenerativa grave. Ela foi para uma dessas igrejas e ouviu que se estivesse sentindo ainda doente era porque não tinha fé suficiente em Deus. Essa moça largou os remédios que eram importantíssimos no tratamento para retardar os efeitos da miastenia grave (doença auto-imune que acarreta fraqueza muscular). O médico dela ficou muito bravo e não a autorizou. Mesmo assim, ela peitou o médico e chegou a perder os movimentos das pernas. Ela só melhorou depois de fazer terapia. Ela entendeu que não precisava se livrar da doença para ser uma boa pessoa.
ÉPOCA – Por que demora tanto tempo para a pessoa perceber que está sendo vítima?
Marília – Os abusos não acontecem da noite para o dia. A pessoa que está sendo discipulada, que aprende com o pastor o que a Bíblia diz, desenvolve esse relacionamento aos poucos. No primeiro momento, ela idealiza a figura do líder, como alguém maduro, bem preparado. É aquilo que fazemos quando estamos apaixonados: não vemos os defeitos. O fiel vê esse líder como um intermediário, como um representante de Deus que tem recados para a vida dele, um guru. E o pastor vai ganhando a confiança dele num crescendo, como numa amizade. Esse líder, que acredita que Deus o usa para mandar recados para sua congregação, passa a ser uma referência na vida do fiel. O fiel, pro sua vez, sente uma grande gratidão por aquele que o ajudou a mudar sua vida para melhor. Ele se sente devedor do pastor e começa, então, a dar presentes. O fiel quer abençoar o líder porque largou as drogas, ou parou de beber, ou parou de bater na mulher, ou porque arrumou um emprego e está andando na linha. E começa a dar presentes de acordo com suas posses. Se for um grande empresário, ele dá um carro importado para o pastor. Isso eu vi acontecer várias vezes. O pastor, por sua vez, gosta de receber esses presentes. É quando a relação se contamina, se torna promíscua. E o pastor usa a Bíblia para dizer que esse ato é bíblico. O poder está no uso da Bíblia para legitimar essas práticas.
Marília – Os abusos não acontecem da noite para o dia. A pessoa que está sendo discipulada, que aprende com o pastor o que a Bíblia diz, desenvolve esse relacionamento aos poucos. No primeiro momento, ela idealiza a figura do líder, como alguém maduro, bem preparado. É aquilo que fazemos quando estamos apaixonados: não vemos os defeitos. O fiel vê esse líder como um intermediário, como um representante de Deus que tem recados para a vida dele, um guru. E o pastor vai ganhando a confiança dele num crescendo, como numa amizade. Esse líder, que acredita que Deus o usa para mandar recados para sua congregação, passa a ser uma referência na vida do fiel. O fiel, pro sua vez, sente uma grande gratidão por aquele que o ajudou a mudar sua vida para melhor. Ele se sente devedor do pastor e começa, então, a dar presentes. O fiel quer abençoar o líder porque largou as drogas, ou parou de beber, ou parou de bater na mulher, ou porque arrumou um emprego e está andando na linha. E começa a dar presentes de acordo com suas posses. Se for um grande empresário, ele dá um carro importado para o pastor. Isso eu vi acontecer várias vezes. O pastor, por sua vez, gosta de receber esses presentes. É quando a relação se contamina, se torna promíscua. E o pastor usa a Bíblia para dizer que esse ato é bíblico. O poder está no uso da Bíblia para legitimar essas práticas.
ÉPOCA – Qual é o limite da autoridade pastoral?
Marília – O pastor tem o direito de mostrar na Bíblia o que ela diz sobre certo tema. Como um bom amigo, ele tem o direito de dar um conselho. Mas ele tem de deixar claro que aquilo é apenas um conselho. Pode até falar que o resultado disso ou daquilo pode ser ruim para a vida do fiel. Mas ele não pode mandar a pessoa fazer algo em nome de Deus. O que mais fere as pessoas é ouvir uma ordem em nome de Deus. Se é Deus, então prova! Se Deus fala para o pastor, por que Ele não fala para o fiel? Eles estão sendo extremamente autoritários.
Marília – O pastor tem o direito de mostrar na Bíblia o que ela diz sobre certo tema. Como um bom amigo, ele tem o direito de dar um conselho. Mas ele tem de deixar claro que aquilo é apenas um conselho. Pode até falar que o resultado disso ou daquilo pode ser ruim para a vida do fiel. Mas ele não pode mandar a pessoa fazer algo em nome de Deus. O que mais fere as pessoas é ouvir uma ordem em nome de Deus. Se é Deus, então prova! Se Deus fala para o pastor, por que Ele não fala para o fiel? Eles estão sendo extremamente autoritários.
ÉPOCA – Você afirma que muitos dos pastores não agem por má-fé, mas por uma visão messiânica. Explique.
Marília – É uma visão messiânica para com seu rebanho. Lutero (teólogo alemão responsável pela reforma protestante no século XVI) deve estar dando voltas na tumba. Porque o pastor evangélico virou um papa que é a figura mais criticada no catolicismo, o inerrante. E não existe essa figura, porque somos todos errantes, seres faltantes, como já dizia Freud. Pastor é gente. E é esse pastor messiânico que está crescendo no evangelismo. Existe uma ruptura entre o Antigo e o Novo Testamento, que é a cruz. A reforma de Lutero veio para acabar com a figura intermediária e a partir dela veio a doutrina do sacerdócio universal. Todos têm acesso a Deus. Uma das fontes do livro disse que precisamos de uma nova reforma e eu concordo com ela. Essa hierarquização da experiência religiosa, que o protestante tanto combateu no catolicismo, está se propagando. Você não pode mais ter a conversa direta com o divino. Porque tem aquela coisa da “oração forte” do pastor. Você acha que ele ora mais que você, que ele tem alguma vantagem espiritual e, se você gruda nele, pega uma lasquinha. Isso não existe. Somos todos iguais perante Deus.
Marília – É uma visão messiânica para com seu rebanho. Lutero (teólogo alemão responsável pela reforma protestante no século XVI) deve estar dando voltas na tumba. Porque o pastor evangélico virou um papa que é a figura mais criticada no catolicismo, o inerrante. E não existe essa figura, porque somos todos errantes, seres faltantes, como já dizia Freud. Pastor é gente. E é esse pastor messiânico que está crescendo no evangelismo. Existe uma ruptura entre o Antigo e o Novo Testamento, que é a cruz. A reforma de Lutero veio para acabar com a figura intermediária e a partir dela veio a doutrina do sacerdócio universal. Todos têm acesso a Deus. Uma das fontes do livro disse que precisamos de uma nova reforma e eu concordo com ela. Essa hierarquização da experiência religiosa, que o protestante tanto combateu no catolicismo, está se propagando. Você não pode mais ter a conversa direta com o divino. Porque tem aquela coisa da “oração forte” do pastor. Você acha que ele ora mais que você, que ele tem alguma vantagem espiritual e, se você gruda nele, pega uma lasquinha. Isso não existe. Somos todos iguais perante Deus.
ÉPOCA – Se a igreja for questionada em seus dogmas, ela não deixará de ser igreja?
Marília – Eu não acho isso. A igreja tem mesmo de ser questionada, inclusive há pensadores cristãos contemporâneos que questionam o modelo de igreja que estamos vivendo e as teologias distorcidas, como a teologia da prosperidade, que são predominantemente neopentecostais e ensinam essa grande barganha. Se você não der o dízimo, Deus vai mandar o gafanhoto. Simbolicamente falando, Ele vai te amaldiçoar. Hoje o fiel se relaciona com o Divino para as coisas darem certo. Ele não se relaciona pelo amor. Essa é uma das grandes distorções.
Marília – Eu não acho isso. A igreja tem mesmo de ser questionada, inclusive há pensadores cristãos contemporâneos que questionam o modelo de igreja que estamos vivendo e as teologias distorcidas, como a teologia da prosperidade, que são predominantemente neopentecostais e ensinam essa grande barganha. Se você não der o dízimo, Deus vai mandar o gafanhoto. Simbolicamente falando, Ele vai te amaldiçoar. Hoje o fiel se relaciona com o Divino para as coisas darem certo. Ele não se relaciona pelo amor. Essa é uma das grandes distorções.
ÉPOCA – Por que você diz que existe uma questão cultural no abuso religioso?
Marília – Porque o brasileiro procura seus xamãs, e isso acontece em todas as religiões. O brasileiro é extremamente religioso. A ÉPOCA até publicou uma matéria sobre isso, dizendo que a maioria acredita em algo e se relaciona com isso, tentando desenvolver seu lado espiritual. O brasileiro gosta de ter seu oráculo. A pessoa que vem do catolicismo, onde há centenas de santos, e passa a ser evangélica transfere aquela prática e cultura do intermediário para o protestantismo, e muitas igrejas dão espaço para isso. O pastor Edir Macedo (da igreja Universal) trouxe vários elementos da umbanda, do candomblé, porque ele é convertido. Ele diz que o povo precisa desses elementos -que ele chama de pontos de contato - para ajudar a materializar a experiência religiosa. A Bíblia condena tudo isso.
Marília – Porque o brasileiro procura seus xamãs, e isso acontece em todas as religiões. O brasileiro é extremamente religioso. A ÉPOCA até publicou uma matéria sobre isso, dizendo que a maioria acredita em algo e se relaciona com isso, tentando desenvolver seu lado espiritual. O brasileiro gosta de ter seu oráculo. A pessoa que vem do catolicismo, onde há centenas de santos, e passa a ser evangélica transfere aquela prática e cultura do intermediário para o protestantismo, e muitas igrejas dão espaço para isso. O pastor Edir Macedo (da igreja Universal) trouxe vários elementos da umbanda, do candomblé, porque ele é convertido. Ele diz que o povo precisa desses elementos -que ele chama de pontos de contato - para ajudar a materializar a experiência religiosa. A Bíblia condena tudo isso.
ÉPOCA – No livro você dá alguns alertas para não cair no abuso religioso. Fale deles.
Marília – Desconfie de quem leva a glória para si. Um conselho é prestar atenção nas visões megalomaníacas. Uma das características de quem abusa é querer que a igreja se encaixe em suas visões, como quere ganhar o Brasil para Cristo e colocar metas para isso. E aquele que não se encaixar é um rebelde, um feiticeiro. Tome cuidado com esse homem. Outra estratégia é perguntar a si mesmo se tem medo do pastor ou se pode discordar dele. A pessoa que tem potencial para abusar não aceita que discorde dela, porque é autoritária. Outra situação é observar se o pastor gosta de dinheiro e ver os sinais de enriquecimento ilícito. São esses geralmente os que adoram ser abençoados e ganhar presentes. Cuidado com esse cara.
Marília – Desconfie de quem leva a glória para si. Um conselho é prestar atenção nas visões megalomaníacas. Uma das características de quem abusa é querer que a igreja se encaixe em suas visões, como quere ganhar o Brasil para Cristo e colocar metas para isso. E aquele que não se encaixar é um rebelde, um feiticeiro. Tome cuidado com esse homem. Outra estratégia é perguntar a si mesmo se tem medo do pastor ou se pode discordar dele. A pessoa que tem potencial para abusar não aceita que discorde dela, porque é autoritária. Outra situação é observar se o pastor gosta de dinheiro e ver os sinais de enriquecimento ilícito. São esses geralmente os que adoram ser abençoados e ganhar presentes. Cuidado com esse cara.
Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI80245-15228,00.html
21 de novembro de 2012
Um quase relacionamento
11/21/2012 11:30:00 AM
namoro cristão, Pensamentos de Cristãos, Post Hermes, relacionamento
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Todos nos já tivemos uma queda por alguém. Já nos envolvemos, gostamos sofremos de uma "apaixonite" e etc.. mais com quantas pessoas nos relacionamos ?!
Quando falamos que vamos namorar, que vamos engrenar para um noivado, casamento precisamos nos relacionar.
Quantas pessoas sofrem com seus namoros hoje por falta de relacionamento ? Não estou falando de relacionamento sexual, pois isso só será proveitoso por hora, pois uma hora o efeito do sexo acaba, e volta tudo como estava.
Se relacionar com quem você namora é isso que precisa, ter sua namorada(o) como seu amigo, alguém que você pode contar.
Tem pessoa que namora sozinha, já viu isso ?! Fala sozinha, marca os encontros sozinha, planeja tudo sozinha.. porque a outra pessoa está ocupada demais pensando nela mesma.
Relacionamento é algo sério, se relacionar é colocar as coisas em comum, dividir experiências e se conhecer.
Tudo o que escrevo aqui são coisas que vivo. O meu relacionamento era um relacionamento firme, hoje virou um quase.. pois falta a relação, por culpa nossa (mais estamos abrindo mão de muita coisa para voltar a ser melhor do que era). Porém ela é uma pessoa que eu sei que posso contar.
Quer um exemplo: Tive um desentendimento com meu pai ontem, (peço que orem por ele, pois está entrando em depressão) e para onde eu fui ? Para a porta da casa dela, fiquei lá esperando 1 hora ela chegar do Curso só para poder chorar e ganhar um abraço, e elá estava ela sem saber o que tinha acontecido enxugando as minhas lágrimas.
Se o seu namoro, virou um quase relacionamento cheio de brigas, oscilações de amor e aquele monte de coisas negativa quero te dizer uma coisa. Deus pode restaurar isso, assim como Ele restaura famílias. Só que você tem que querer que Ele faça isso, que ele transforme desde a sua personalidade ao seu jeito de se relacionar com a pessoa que você ama.
Se você não está disposto a mudar pela pessoa, melhor terminar. Se caso esteja veja essa postagem Se eu quero, eu posso
- Mudar por alguém que se ama é o melhor sacrifício que podemos fazer. (desde que a outra pessoa queira se sacrificar também)
Deus abençoe o seu relacionamento.
Postagem do dia 18/09/2012 - www.pensamcristaos.blogspot.com
@Pensam_Cristaos && @Hermes_Silvaa
19 de outubro de 2012
Casamento “Amarrotado”, mas de “Papel Passado”
O personagem de Alexandre Borges na novela “Avenida Brasil”,
da Rede Globo é, sem dúvida, um dos papéis mais hilários do ator. “Cadinho”, um
rico empresário, bon vivant, é casado
com 3 mulheres ao mesmo tempo e possuí 3 filhos, um com cada uma delas.
Até aí, levando-se em consideração as idiossincrasias dos
“tempos modernos”, dá para entender, pois, decerto, o cara é mesmo bom de
enganação. O inusitado, todavia, é que em certo momento da trama, “Cadinho”
passa a viver simultaneamente com as três mulheres, e isso de forma consensual,
ou seja, ele torna-se uma espécie de marido on
demand, tendo que cumprir uma agenda semanal na qual busca atender as necessidades
de cada uma delas.
Não obstante tudo isso, mesmo não podendo ser “casado” com
todas as “esposas”, tendo sobre si as implicações legais, os relacionamentos de
“Cadinho” são legítimos, uma vez que ele mantém um convívio estável com cada
uma delas. É que no Brasil não existe crime de “poligamia”, mas de “bigamia”,
previsto no artigo 235 do código penal, o qual trata do fato de você tentar
fazer o registro em cartório de um casamento já tendo outro registrado anteriormente.
Assim, do ponto de vista civil, pode-se ter quantas mulheres
quiser, sem que isto incorra em crime, mas apenas um casamento registrado em
cartório, não esquecendo que uniões estáveis possuem os mesmos direitos
daquelas de “papel passado”. Quem consentir em viver nestas condições, que o faça,
de livre e espontânea vontade.
Na verdade, “Cadinho” tem, ao mesmo tempo, três mulheres e
nenhuma. Sim, por que ter um casamento não significa ter filhos em comum, ou
uma casa, bens, dormir no mesmo quarto, na mesma cama, ir junto a lugares,
festas, fazer supermercado, pagar contas, e até ter relações sexuais! Nada
disto define um casamento! Casamento não é uma existência a dois, mas, dois que,
na existência, se fazem um em essência.
É triste, mas
há muitas pessoas “casadas” que jamais se
casaram. Elas se “deram” no papel, mas não se entregaram no coração,
juntaram
coisas, mas não partilharam sonhos, conviveram, mas não compreenderam o
significado de conjugalidade, habitaram o mesmo ambiente, mas nunca os
"cômodos" da alma um do outro, fizeram sexo e não amor, geraram filhos,
mas não puderam
criá-los tendo o casamento como referência de relacionamento.
Neste sentido, a bíblia nos dá uma dica sobre o que é
casamento: “... Portanto, deixará o homem
pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne”. MT. 19:5.
Há três implicações profundas para que algo desta natureza
possa se estabelecer sobre o passadiço da vida: (1) “deixar pai e mãe”, que tem
a ver com a quebra dos vínculos emocionais, ou seja, é a emancipação do sujeito
como indivíduo capaz de dar rumo e significado a própria vida.
(2) “Unir-se a sua mulher”, que diz respeito ao ato público de assumir um estado existencial com as prerrogativas de poder mantê-lo e provê-lo de todas as suas necessidades sociais. Uniões só se estabelecem de forma duradoura quando partilham de valores e princípios, pois, como disse o profeta Amós: “como andarão dois juntos se não houver entre eles acordos?”.
(3) Finalmente, “ser uma só carne”, que trata das implicações espirituais daqueles que se unem fisicamente para o bem, pois sexo não é apenas coito, mas um ato que “mistura” a essência das pessoas. Sim, nele há a liberação do que de mais íntimo há em nós, e não apenas de fluídos, com desdobramentos para além dos sentimentos, pois depositamos um pouco de quem somos no outro e trazemos para nós um pouco daquilo que o outro é. Sexo é simbiose de alma e partilha de espírito, é troca para além da matéria, é coisa transcendental, muito antes de ser carnal.
(2) “Unir-se a sua mulher”, que diz respeito ao ato público de assumir um estado existencial com as prerrogativas de poder mantê-lo e provê-lo de todas as suas necessidades sociais. Uniões só se estabelecem de forma duradoura quando partilham de valores e princípios, pois, como disse o profeta Amós: “como andarão dois juntos se não houver entre eles acordos?”.
(3) Finalmente, “ser uma só carne”, que trata das implicações espirituais daqueles que se unem fisicamente para o bem, pois sexo não é apenas coito, mas um ato que “mistura” a essência das pessoas. Sim, nele há a liberação do que de mais íntimo há em nós, e não apenas de fluídos, com desdobramentos para além dos sentimentos, pois depositamos um pouco de quem somos no outro e trazemos para nós um pouco daquilo que o outro é. Sexo é simbiose de alma e partilha de espírito, é troca para além da matéria, é coisa transcendental, muito antes de ser carnal.
Portanto, preste bem atenção no tipo de relacionamento que
você está construindo! Não chame de casamento o que é apenas um contrato por
cotas limitadas, com objetivos comuns, divisão de tarefas, participação nos
resultados e geração de ativos.
Carlos Moreira
fonte: http://anovacristandade.blogspot.com.br/2012/10/casamento-amarrotado-mas-de-papel.html
6 de junho de 2012
Quando líderes nos desapontam.
Liderança é um fato e uma necessidade em todas as culturas, todos os tempos, todas as sociedades e instituições. Liderança pode ser formal e instituída por meio de regras, treino e educação. Pode, também, ser informal. Liderança informal é a que se estabelece sem que a sociedade ou a instituição a tenha constituído legitimamente. É a tão conhecida liderança “carismática” ou “populista”. Essa liderança se estabelece porque um vácuo foi criado e alguém com instinto de liderança se mobiliza, conscientemente ou não, para ocupá-lo. Pode ser movido por oportunismo ou por um sentimento de dever. Mas a dinâmica da sua ascensão é a mesma.
Na igreja há liderança de elite (pessoas preparadas e que se movem debaixo de regras estabelecidas) e liderança populista (os que pela sua influência “natural” acabam boiando até a superfície do grupo, assumindo seu lugar por aclamação). Seja membro de uma elite educada ou um membro do “povo” que sobressai, esse líder pode ser bom ou não. Pode fazer bem aos seus liderados ou não.
Há igrejas que são lideradas por grupos. O “líder” que fica à frente da congregação, ocupando o púlpito e conduzindo o culto, não lidera, de fato. É um contratado, um serviçal dos que realmente decidem os rumos da igreja, mas não tem qualquer vocação ministerial. É conhecido como o “pastor” mas não pastoreia, no sentido correto. A estrutura da igreja faz dele um prestador de serviços ministeriais. É um fato trágico que em nossos dias ainda haver igrejas que são, de fato, lideradas por homens de negócios, enquanto os sacerdotes vivem a servir ao bel-prazer desses detentores dos rumos da igreja.
Existem outras igrejas cujos líderes são realmente os que ficam à frente dela. Esses não somente ministram, mas pastoreiam, inspiram e, de modo geral, definem os rumos da congregação. O povo os segue. É um modelo mais coerente, ao meu ver. Mas é um modelo que também abre a possibilidade de abusos maiores.
Mas, seja um líder de fato ou de aparência apenas, os dois podem desapontar. Podem abusar da sua influência. Podem trair a confiança dos membros. Podem se mostrar menos compassivos do que seria esperado de uma pastor de ovelhas. Podem se mostrar impiedosos, cruéis, imorais… enfim, pessoas que não espelham um temor a Deus, que é o que esperamos de um líder na casa de Deus.
Antigamente, um mestre das Escrituras tinha que ser um santo homem. Seu conhecimento não bastava, mas era balizado pelo seu caráter, pelo seu trato das pessoas e, acima de tudo, por seu claro e evidente amor para com Deus e as coisas do Senhor. Um “homem de Deus” era uma pessoa modesta no trato com os outros. Era humilde e não fazia questão de impor as suas ideias, mas as ensinava com paciência, com gentileza e bondade. Era esperado de um homem de Deus ser alguém que fazia bem a todos os que se aproximavam dele. Quanto mais perto, mais estes mestres da Palavra faziam bem. Eram intitulados os “veneráveis” da igreja. De tanto respeito que inspiravam, de tanto carinho, eram pessoas veneradas (não adoradas, mas tratadas como merecedoras de altíssima estima).
Mas, hoje em dia, temos constatado que muitos “homens de Deus” são arrogantes, briguentos, abusivos, indisciplinados e até cruéis. Quanto mais perto as pessoas chegam deles, mais se desapontam e se ferem. Melhor se após pregar a sua mensagem ou fazer a sua transmissão, fossem postos de volta numa lugar isolado para não fazer mal a ninguém. Há até “líderes” que já estabeleceram amantes oficiais na sua igreja (pasmem!). São conhecidas, mas ninguém fala disso em voz alta. O que muitos falam é que não podem levantar a mão contra o “ungido do Senhor”. Explicam: “Bem, pelo menos ele está fazendo uma grande obra”.
Aqui preciso dizer com todas as letras: PELO MENOS NÃO BASTA. Assim como a vida cristã adentra todas as áreas da nossa vida, o ministério não é uma profissão. É um sacerdócio que adentra todas as áreas da vida do ministro.
Pastores são pessoas falhas. Pastores são feitos de pó, tal qual qualquer um dos membros da sua igreja. Temos as nossas lutas, insuficiências e pecados. Lutamos contra tudo isso e é uma luta que durará a vida inteira. Lutero já dizia que ninguém saberá o quanto é um pecador até tentar viver uma vida absolutamente pura e sem pecado. Quanto mais lutamos, mais entendemos o quanto dependemos da graça de Deus. Mesmo assim, não podemos simplesmente dizer, “Então, sou assim e vou morrer assim, pelo menos estou fazendo algo de bom.” Pelo menos não basta.
Não espere do líder que ele seja super-humano. Um dia essa expectativa vai se revelar ser uma falsidade e você vai se desapontar. Não espere que ele nunca tenha um dia ruim e responda rispidamente num momento de sua fragilidade. Isso acontece. Temos que perdoar líderes? Sempre. Temos que orar por eles? Sem cessar. Temos que simplesmente aceitar que sejam assim e que todo e qualquer defeito é aceitável desde que estejam fazendo um bem, “pelo menos”? Não. Absolutamente não. Mesmo falhando, o bom líder faz bem aos que estão mais próximos. Se os que chegam mais perto mostram uma frieza cada vez maior em relação às coisas de Deus, então tem coisa ruim aí. Pense bem. Talvez esse líder tenha boiado até a tona do povo pela força da sua personalidade – ou pela sua ambição. Pode ser alguém que ministra por uma noção de oportunismo. Lembre-se: onde há fumaça, há fogo. Cheiro de enxofre não emana de flores.
Se um líder nos desaponta, temos que chegar perto e falar. Temos que dar a ele uma chance de mostrar que não foi por querer ferir. Se ele revida com violência, então não é uma boa pessoa e não teme a Deus. Se ele se arrepender (e líderes precisam ter esta transparência e oferecer esse acesso aos liderados) então é um bom homem.
Não espere dele perfeição. Espere normalidade, dosada por humildade e amor.
Na paz,
+W
9 de fevereiro de 2012
FAMÍLIA: RECEITA DIVINA!
Família. Certamente temos amor por ela. Foi o maior projeto de convivência e subsistência humana criada por Deus. Através dela podemos aprimorar um bom relacionamento pessoal; boa convivência, amor mútuo, etc...
Família é criação de Deus. Se fosse criada pelo homem, esta invenção não teria a qualidade que lhe é peculiar. Sem a família a humanidade perderia muito. Seríamos mais egoístas e individualistas, os relacionamentos seriam muito mais desgastantes. Além disso, a vida perderia muito de seu significado.
Família é receita de Deus para que possamos criar raízes, buscar sonhos e ideais, além de construir nossa história.
1 – A origem da família
O ser humano, ao longo dos tempos, construiu muitas instituições para lhe trazer benefícios em vários âmbitos, como educacional, religioso, cultural... Mas nada que se compare a estrutura familiar. A família vem antes de qualquer organização humana. Nela iniciamos os estímulos de laços de afeto, ternura, socialização, proteção, sexualidade... Isso é bom, porque, seguir os moldes divinos é sem dúvidas bem mais seguro.
Em tempos em que muitos setores da sociedade têm declarado o fim da família como instituição criada por Deus, ainda hoje olhamos para o lado e vemos que, as pessoas ainda acreditam nessa célula máter como a provedora de formação de indivíduos melhores.
A origem divina da família vem da percepção de Deus de que o homem não estava bem só (Gn 2:18). A criação fantástica da mulher vem corroborar o projeto especial que havia no coração de Deus. A família origina-se então no próprio Criador, que preocupou-se em criar uma instituição que atravessasse gerações e fortalecesse seus ideias para a humanidade. A família originou-se para fazer o homem feliz por completo.
2 – Família como base de realização pessoal:
Segundo as definições mais elementares de família, podemos vela como um núcleo básico social composto de pai, mãe e filhos. A família é um laço continuo não só de sangue, mas de amor e afetividade. Ao contrário de uns poucos, a grande maioria da sociedade ainda consegue entender que a família pode ser o trampolim para a realização pessoal, claro que quando conseguimos entender seu valor e investir na sua saúde e manutenção.
Vejamos alguns:
a) Realização do ponto de vista de Companheirismo:
O lar é o lugar para onde todos retornam. Independente de sua atividade fora de casa seja trabalho ou lazer; quando se tem uma família sabe-se que existem pessoas esperando para nos dar carinho, amor e aconchego.
Em casa partilhamos de sonhos e planos, dividimos nossas ideias, investimos energia para conquistas em determinadas áreas de interesse familiar comum. Estar só não é condição de vida para o ser humano. Isso percebeu Deus quando partiu para criar o ser mais belo da criação: A mulher.
b) Família como base de realização sexual sadia:
O casamento foi criado como um espaço para manifestação da sexualidade de forma segura, sadia, madura e prazerosa, sem culpas ou medos. Ao contrário de algumas linhas religiosas que enfocavam a “negação do prazer”, a relação sexual (no casamento) pode ser fonte de gozo e alegria e não ser considerada carnal. Quando a realização sexual é buscada nos parâmetros divinos, enxergamos um laço que se desenvolve:
Casamento leva a vida sexual saudável; que leva a felicidade do ser, levando a formação da família, que leva a construção de um lar; que leva a preservação da espécie, que leva a harmonia da vida, que leva a concretização dos ideais divinos para o homem.
Deus criou seres sexuados (macho e fêmea). Logo Deus não pode condenar a sexualidade.
3 – Família como base de progresso e crescimento:
A palavra casamento é atrelada a matrimônio, aliança, acordo... Todos esses significados nos levam a um dos significados mais importantes do casamento: parceria. Fugindo de uma competitividade sem sentido e machista, como tínhamos no passado, os casais tem aprendido que são parceiros uns dos outros. Isso consequentemente nos faz entender que brigas e crises internas podem levar a ruina pessoal e familiar, se não sanadas a tempo.
Casamento é espaço para crescimento, progresso e desenvolvimento mútuos. Um apoiando o outro. Um torcendo pelo outro na concretização dos seus projetos. Quando isso ocorre, não tenha dúvida, toda a estrutura ganha.
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Reflita agora:
Sua família é lugar de apoio mútuo e companheirismo?
Sua casa é o lugar para onde toda a família gosta de voltar?
Marcello Matias, pastor.



