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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18
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22 de junho de 2015

Morte de médium no RJ não deve ser caso de intolerância, diz coordenadora


Morte de médium não tem a ver com intolerância

A coordenadora do voluntariado do centro espírita Lar de Frei Luiz, Cristina Fiúza, não acredita que a morte do médium Gilberto Arruda seja caso de intolerância religiosa como muitos veículos noticiaram.

“Não acreditamos em intolerância religiosa. Algo aconteceu que ainda não sabemos o que foi. Vamos esperar as investigações da polícia”, disse ela ao G1.

Por conta do crime contra uma garota de 11 anos seguidora do Candomblé no começo da semana, muitos usaram as redes sociais para dizer que algum evangélico teria tirado a vida do médium.

O corpo de Gilberto Arruda foi encontrado na sexta-feira (19) amarrado em uma cama, com sinais de espancamento e um corte no braço. O médium morava no centro espírita e dormia em um quarto separado ao da sua esposa, foi ela quem o encontrou morto.

Pessoas ligadas ao médium já foram ouvidas pela polícia e todas afirmam que ele não tinha inimigos. A polícia encontrou em seus registros uma queixa movida por Gilberto contra sua ex-esposa. Ao que parece em 2011 ele foi ameaçado pela mulher que não aceitava o fim do relacionamento.

A Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro irá investigar o caso e o delegado, Daniel Rosa, responsável pelas investigações, não pretende divulgar a linha que a polícia seguirá para encontrar os assassinos.

O local do crime foi lacrado e os peritos tentarão encontrar provas como impressões digitais para chegar até os criminosos.

Fonte: GospelPrime




16 de junho de 2015

Vítima de intolerância religiosa, menina de 11 anos é apedrejada na cabeça após festa de Candomblé

O ódio e a intolerância contra religiões afro-brasileiras fizeram mais uma vítima no Rio: uma menina de 11 anos, que levou uma pedrada na cabeça. O caso ocorreu no domingo à noite, na Avenida Meriti, na Vila da Penha, Zona Norte da cidade. Por volta das 18h30, após uma festa em um barracão, um grupo de oito religiosos, vestidos com trajes brancos do Candomblé, caminhava de volta para casa. Na altura do número 3.318, dois homens em um ponto de ônibus do outro lado da via começaram a insultá-los.
- Quando viram várias pessoas vestidas de branco, começaram a insultar, gritando que a gente ia “queimar no inferno” por ser “macumbeiro” - lembra a avó, uma pesquisadora de 53 anos.
Até que, em determinado momento, um dos homens jogou uma pedra na direção ao grupo, que bateu num poste e atingiu a neta da pesquisadora, de 11 anos. De acordo com a avó, após a agressão e mais alguns insultos os suspeitos fugiram embarcando num ônibus.
- Ficamos todos muito nervosos, a gente não sabia o que tinha acontecido, só escutamos o estrondo. Minha neta sangrou muito, chegou a desmaiar. Não reagimos em nenhum momento, a prioridade era socorrer - lembra a avó.

A roupa da jovem ensanguentada após a agressão.
A roupa da jovem ensanguentada após a agressão. Foto: Reprodução/Facebook

O grupo retornou para o barracão, situado em Cordovil, a cerca de dez minutos do local do crime. Depois de limparem a menina, que estava com muito sangue pelo corpo, a levaram até o Posto de Assistência Médica (PAM) de Irajá, onde os médicos fizeram um curativo no ferimento. Segundo a avó, ela só não levou pontos porque estava com o ferimento muito inchado.
- Nunca tinha passado por uma situação dessa. Eu me senti impotente, não podia fazer nada. Ninguém estava prejudicando ninguém, me questiono por que fizeram isso. Acho que, independentemente do que a pessoa pratica ou no que acredita, em qualquer religião, a prioridade é tratar o ser humano como um irmão - desabafa ela, adepta do Candomblé há 33 anos, destacando que a neta está traumatizada e que iniciará um tratamento psicológico por causa do trauma.
No Facebook, a pesquisadora iniciou uma campanha contra a intolerância religiosa publicando fotos de candomblecistas segurando um cartaz com a frase “Eu visto branco, branco da paz, sou do Candomblé, e você?”. Nesta segunda-feira, a pesquisadora foi até a 38ª DP (Brás de Pina) registrar queixa. O crime foi registrado como intolerância religiosa e lesão corporal. Nesta quarta-feira, sua neta fará exame de de corpo delito.

Kátia começou uma campanha no Facebook contra esse tipo de preconceito.
Kátia começou uma campanha no Facebook contra esse tipo de preconceito.


Via: Extra