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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18
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6 de dezembro de 2012

ALIANÇA COM DEUS...



Aliança significa pacto, compromisso, acordo firmado. O anel que os noivos trocam na cerimônia de casamento recebem esse nome por representarem o acordo que firmam naquele dia. Sem esse significado, torna-se um mero anel.

Alias, falar em compromisso em nosso tempo é quase utópico. Tentar explicar o que significa aliança, acordo mútuo nos tempos atuais pode soar até como piada.

Digo isto porque é claro que vivemos em tempos de relações superficiais e mesquinhas. As pessoas não se interessam em cumprir o que pactuam. Não há interesse em se assumir um compromisso sem que eu seja o mais beneficiado com isso.

Pensando assim volto-me outra vez ao exemplo clássico do casamento. Se casamento denota aliança, compromisso mútuo, explica-se aí o fato de muitos fugirem dessa aliança e de outros tentarem adaptá-la ao seu gosto.

Deus também fez uma aliança conosco. Aliás, na Bíblia existem várias passagens em que Deus propõe um pacto de compromisso. (Gen. 9 – Aliança após o dilúvio com arco íris; Gen. 17 Aliança com Deus representada na circuncisão; Deut. 29:9 – Renovação da Aliança com o povo; Aliança com Davi – Sl. 89:3), e por aí vai...

Contudo, no texto de Jer. 11, Deus faz uma cobrança. O povo não cumpria sua parte no acordo. Não respeitavam a aliança e isso havia tempo. Volta e meia eles eram infiéis no compromisso assumido e não respeitavam os termos do acordo.

O ser humano tem dificuldades em honrar seus compromissos.
Os termos da aliança eram: “... obedeçam-me e façam o que lhes ordeno... e eu serei o Seu Deus... e cumprirei a promessa que fiz...” v.5 e v.7.

Alguém que não cumpre os termos de um compromisso firmado; fica a mercê da aplicação das sanções previstas no mesmo.

Deus advertiu seu povo. Disse que permitiria que recaíssem sobre eles todas as maldições provenientes do descumprimento do pacto.

Deus fora meramente justo. Aplicou aquilo que estava previsto. Fez com que se cumprisse aquilo que já advertira várias vezes anteriormente. Entretanto não são poucas às vezes em que olhamos Deus com ar acusador, simplesmente pelo fato de colhermos os frutos da quebra da aliança com Ele.

Lembro-me de Sansão, que tinha um pacto firmado com Deus desde seu nascimento. Sua força descomunal e suas inúmeras vitórias estavam atreladas ao obedecer aos designíos que Deus havia estabelecido. Porém, quando ele deixa de cumprir sua parte, quebrando a aliança feita, sofre inevitavelmente as consequências de seus atos.

A grande questão é que somos infiéis, quebramos a aliança, mas não queremos arcar com as consequências.
Assim acontece comigo e com você. Quase sempre. Desprezamos a aliança feita, o compromisso firmado. Só queremos cumprir com aquilo que nos agrada.

Por isso considero esse tempo como um tempo de pessoas sem palavra, de gente que não cumpre o que promete.

Quando se trata de Deus, achamos que não temos a obrigação de cumprir ou obedecer nada que Ele tenha estabelecido. Entretanto, sempre achamos que Deus é obrigado a cumprir sua parte no acordo.

Lembre-se que um acordo só pode ser validado quando ambas as partes fazem o que se propuseram. Deus fez sua parte, na maior aliança de todas com o homem. Enviou Jesus, para libertá-los da condenação eterna como consequência do pecado. Os termos desse acordo são:

“Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo.” Rom. 10:9.

“... se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e sararei a sua terra.” II Cron. 7:14

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
João 3:16-17
Ainda há tempo. Assuma um compromisso com Deus. Sua atitude de segui-lo vai livrá-lo da condenação eterna. Deus já fez a parte Dele. Faça a sua também. Firme uma aliança com o Senhor.

Pois vocês são um povo santo para o Senhor, o seu Deus. O Senhor, o seu Deus, os escolheu dentre todos os povos da face da terra para ser o seu povo, o seu tesouro pessoal.

O Senhor não se afeiçoou a vocês nem os escolheu por serem mais numerosos do que os outros povos, pois vocês eram o menor de todos os povos.

Mas foi porque o Senhor os amou
e por causa do juramento que fez aos seus antepassados. Por isso ele os tirou com mão poderosa e os redimiu da terra da escravidão, do poder do faraó, rei do Egito.

Saibam, portanto, que o Senhor, o seu Deus, é Deus; ele é o Deus fiel, que mantém a aliança e a bondade por mil gerações daqueles que o amam e guardam os seus mandamentos.
 
Deuteronômio 7:6-9.


Marcello Matias, pastor.

1 de outubro de 2012

RECEBA A CURA E VÁ PARA O INFERNO...



Ser abençoado é algo tremendo. Perceber nossa necessidade, aquilo que realmente precisamos e ver a ação de Deus em nosso favor é revigorante. Todos – inclusive eu e você – necessitamos da atuação de Deus diária e constantemente. 

Contudo, não obstante a essa necessidade do poder de Deus atuando em nós, é preciso entender que ser curado não é tudo. Aliás, não é nada. Ter nossas mazelas saradas, nossas feridas cicatrizadas é importante; mas acima de tudo um coração que reconheça o Senhor como Rei e Soberano sobre nossas vidas é fundamental. De nada adianta um corpo são e uma alma morta.

Digo isto após reler o texto narrativo de Lc. 17:11-19. Nele, Jesus encontra-se com 10 leprosos. Ali ocorre algo tremendo. A bênção de Deus sendo derramadas na vida de pessoas exclusas da sociedade. Um leproso não podia entrar no povoado. Daí o motivo dos gritos e clamores a distancia. A discriminação social, baixa autoestima, miséria, desprezo, falta de amor,... Eram ingredientes que compunham a vida desses homens que não tinham apenas uma doença física. 

- CORPO CURADO E ALMA CONDENADA:
Ao clamarem pela misericórdia de Cristo, aqueles homens foram curados. A lei mandava que os leprosos purificados se apresentassem ao sacerdote para constatação do ocorrido. Daí a ordem de Cristo. De fato deveriam fazer aquilo. Contudo, enquanto corriam para encontrar com o sacerdote, perceberam o desaparecimento da lepra! Deus os havia curado! Que benção! 

Entretanto nove deles continuaram seu caminho. Possivelmente se apresentaram ao sacerdote e, após o veredicto, voltaram para as suas vidas. Foram ao encontro da família, em busca de emprego... A vida que seguiu. Possivelmente nem se lembravam mais de quem os havia curado. Contudo, apesar do bem físico que receberam, suas almas continuavam na condenação do pecado. 

Infelizmente essa realidade se aplica hoje. Muitos clamam por Cristo e o procuram apenas por aquilo que Ele tem a oferecer. O que aquela igreja pode fazer por mim? Quais os milagres posso receber? Que tipo de unção de vitória pode ser derramada sobre mim? 

Nesse meu trajeto ministerial, já cansei de ver pessoas buscando a Deus pelos motivos errados. Pais trazendo seus filhos doentes, chefes de família procurando emprego, mulheres desesperadas pelo ruir do casamento... Todos esses, assim que conseguiram o que queriam, foram embora. Queriam apenas a benção. Sequer retornaram para agradecer a Deus.
Concluo então que muitos realmente buscam a Jesus. Almejam curas, bênçãos... Entretanto estes estão caminhando para o inferno.

- CORPO CURADO E CORAÇÃO TRANSFORMADO:
Vamos destacar a atitude desse samaritano. Alguém que sequer conhecia sobre a lei e os preceitos que regiam o povo de Israel volta imediatamente após perceber a cura. Não pensa duas vezes e corre em direção a Cristo, o agradecendo e exaltando a Deus pelo o que tinha ocorrido na sua vida. Ele poderia ter seguido o trajeto dos demais, contudo percebeu a grandiosidade do que Deus havia feito em sua vida e se prostra em adoração.

Que atitude tremenda! Aquele homem compreendeu que devia sua vida à Cristo. Entendeu que Deus merecia todo o louvor e adoração por ter mudado sua história. Não foi a cura da lepra que transformou aquele homem, mas seu coração grato e reconhecedor da Soberania e do grande amor de Deus.
Mais do que a cura de lepra, o samaritano reconheceu em Jesus a promessa de Deus. Compreendeu que, assim como seu corpo, sua alma precisava também ser transformada por Cristo. Por isso ele volta. Joga-se aos pés de Cristo. Assume uma postura de adorador. 

CONCLUSÃO
Hoje também, muitas pessoas têm sido abençoadas por Deus. Outras tantas têm sido curadas. Contudo, só isso não basta. Muitos dessas vão para o inferno. É preciso, antes de tudo, um coração arrependido e que reconheça a Jesus como única solução para sua vida.

Apenas ser abençoado não basta. Benção não é passaporte para o céu. É preciso voltar-se para Deus, reconhecer sua pecaminosidade e necessidade Dele, e permitir que Ele transforme não apenas parte da sua vida, mas ela por completo. Senão, você será um abençoado com passaporte para o inferno.

Que Deus tenha misericórdia de nós, ingratos.





6 de setembro de 2012

A ARTE DA SUPERAÇÃO...



A vida nos apresenta momentos peculiares. Num momento tudo está bem, perfeito, tranquilo... Num outro as tormentas surgem, como que do nada. Foi o caso, nos últimos meses, dos 32 mineiros no Chile.

Em nossa caminhada, a necessidade de superação é diária e constante. Temos que superar a falta de dinheiro, as crises conjugais, os problemas no trabalho, o stress gerado pela rotina, a agenda semanal lotada... Enfim! Somos desafiados a todo tempo.

Por exemplo: Pessoas que, em detrimento a um problema grave, tiveram que parar tudo e, tirar forças do nada, para superar todo seu novo contexto.

Em maio de 2009, a menina Layla acordou de um coma após 3 anos e, para surpresa de todos, cantando.

Se pudermos conceituar, podemos definir superação como “um processo de constante aprendizado e se expressa pela criatividade, pela capacidade de adaptação ao novo que surge a cada momento” (autor desconhecido).

Outro exemplo é do atacante Washington, hoje do fluminense, que Problema cardíaco vira exemplo de superação para Washington. O Atacante tricolor lembra que ficou 14 meses afastado do futebol, mas manteve a fé em Deus e concentração no seu objetivo e voltou a jogar.

São quadros parecidos com esses apresentados a Daniel e seus amigos. Tudo estava bem, até que Jerusalém é invadida e sitiada. Com isso, tornam-se prisioneiros da Babilônia de seu rei.

Agora, escolhidos a mando do rei, Daniel e mais três amigos teriam que servir ao rei, não antes de passar por um período de preparação e treinamento. No afã de prepará-los ou até mesmo de cativá-los, o rei pede que se ofereça uma porção diária de todas as iguarias oferecidas na sua mesa aos “estagiários”.

Daniel e seus três amigos, propõem-se, diante de Deus, a não compartilharem com aquilo que lhes era oferecido, que vinha da mesa do rei. Não sei se podemos classificar isso como sinal de protesto, ou como voto feito diante de Deus, ou até orientação do Mesmo. O fato é que, eles se recusaram a partilhar de todo o banquete real oferecido. Ousaram. Arriscaram tudo.

Porém, agora tinham um desafio à frente: Provar que, no prazo de dez dias, se apresentariam tão robustos e fortes quanto àqueles que degustavam do banquete real. Ainda que seu cardápio fosse “água e legumes”. Eis aí um de seus inúmeros momentos de superação.
Na vida, existem momentos não poucos, que requerem de cada um de nós atitudes ousadas. Momentos em que temos de superar nossas próprias barreiras, nossa fé e crença em Deus e as expectativas das pessoas que nos cercam.



Foi exatamente isso que aconteceu com Daniel:


- Superação a nível pessoal (resistência): Daniel teve que superar seus próprios conceitos e padrões. Ao abrir mão do banquete real, ele se coloca em situação delicada. Embora pudesse estar com água na boca, teria que superar seu próprio desejo e vontade.
Por quantas situações delicadas você já passou? Em quantos momentos da sua vida já precisou superar seus próprios desejos, suas vontades, em prol de algo maior e mais importante. Não foi fácil pra esses garotos partilhar de dias junto com dezenas de outros rapazes que se fartavam das “porções reais”. Para superarmos momentos de crise, a primeira reação tem de partir de dentro de nós.


- Superação a nível espiritual (fé): Não foi fácil pra nenhum deles crer que, ao cabo desses dias, estariam tão ou mais saudáveis do que os outros. Imagino o quanto eles não clamaram a Deus ao longo desse tempo. Aliás, fica claro com a leitura de todo o livro, que já havia um laço de intimidade deles com Deus muito antes disso tudo.
O que realmente conta aqui, é que esse nível de superação só se deu porque eles conheciam em quem criam. É por isso a afirmação bíblica de Paulo a Timóteo: “... porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso...”. Eles, firmes, propuseram em seu coração, porque conheciam seu Deus e Seu poder. Não se pode crer no que não se conhece.


- Superação a nível coletivo (testemunho): Seu desempenho e de seus amigos foi notável à vista do rei. Tanto que, de todos os “estagiários”, somente os 4 foram aprovados e passaram a servir ao rei. Ele não notou nada de diferente, muito pelo contrário. À medida que conseguiram superar suas próprias expectativas e seu nível de fé e confiança em Deus e Seu poder, esse terceiro nível era consequencia. Eles superaram as expectativas de quem os guardava, de que os servia; de seus companheiros e também do rei, o agradando-o sobremaneira.
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No dia-a-dia somos cercados por vários tipos de situações, que requerem de nós um postura de superação. Postura a nível pessoal, a nível espiritual e a nível coletivo. Qual tem sido sua postura diante das adversidades da vida?


23 de julho de 2012

O QUE FAZER NA DERROTA...




Como já diriam muitos de nós, a vida é uma batalha. Uma luta constante. E, como em qualquer batalha, existem momentos de glória e momentos de frustação. A Bíblia é repleta de narrativas, onde grandes homens venceram inúmeras batalhas, mas também relata os casos de outros incríveis personagens, que perderam tantas outras. 

É por isso que discordo de certo cântico antigo que dizia “derrota não é coisa de cristão”. Derrota faz sim parte da caminhada. Quem não aprende a perder, a lidar com a frustração do insucesso, não está preparado para encarar a realidade do mundão.

Poderíamos elencar aqui uma série de homens e mulheres de Deus que, ao longo da história, foram bem sucedidos em suas empreitadas e, com base nisso, categorizar nesse texto as benesses das vitórias e como Deus nos abençoa com sucessos.

Davi, Sansão, Jó, Pedro, Saulo... E vários outros homens e mulheres que, além das vitórias e conquistas, sentiram o sabor amargo da frustação na derrota. Contudo pessoas que, embora vencidas momentaneamente, não sucumbiram ao desespero.

Por isso pensei em Davi. Alguém vitorioso nas batalhas, valente nas guerras, servo fiel a DEUS e, até mesmo por isso, desacostumado a perder.

Até que, em certo momento da sua história, surge a marca de um pecado, conforme relato no texto de 2 Reis. O filho que havia gerado em Bateseba estava muito doente. Era um bebê fruto de um adultério. 
O capítulo 11 e 12 mostram os momentos crucias desse episódio, onde logo após o parto apresenta-se uma série de complicações na saúde do recém-nascido. O filho de Davi só poderia ser salvo por um milagre.

Mas não acontece. Davi, aquele homem acostumado ao triunfo foi vencido. Suas orações não foram atendidas. Seja qual fosse o propósito de Deus, já não era mais importante. O bebê havia morrido. A derrota do vencedor estava decretada. E aí? O que fazer diante de um quadro tão drástico? Como superar uma perda tão profunda? Como suportar tamanho sofrimento? Como aceitar os planos do Soberano? 


 O que fazer na derrota? Como superar a dor de sofrer um duro golpe, de não ser bem sucedido em seus sonhos empreendidos?

Aprendamos então algumas lições com as atitudes de Davi após a perda:


Submeta-se a Deus na derrota: Não se esqueça de que Ele tem o controle de tudo. Na vitória ou na derrota, na alegria ou na tristeza, Deus sabe e tem soberania sobre todas as coisas e pessoas. Nada passa despercebido. Faça como Davi. Reconheça-o como Soberano e acate seus desígnios.

Agradeça a Deus na derrota: Pior do que perder, é perder sem Deus. Nenhuma vitória é plena sem Deus em nós. Da mesma forma, nenhuma derrota é o fim se Deus está em nós. Davi ergueu sua cabeça e foi ao Templo adorar. Adore a Deus e agradeça-o por ser presente na sua vida, mesmo em meio à dor, luta e perseguição. A presença do Espírito de Deus, por si só, já é fonte de consolo e renovo.

Prossiga apesar da derrota: Se derrota a derrota numa partida, por exemplo, fosse o fim, muitos times fechariam as portas. Apesar do desanimo e da frustação, sempre há o renovo da esperança. Hora de seguir em frente e vislumbrar um novo alvo. Foque-se em novos objetivos. Submeta-os a Deus e sua vontade e prossiga. Sempre feliz e alegre, permitindo que Deus cicatrizes sua feridas, cure sua alma, revigore seu vigor... Quem segue a CRISTO sabe que, ainda que tudo aqui dê errado, há uma vitória certa garantida na eternidade... 


Erga-se. Seque as lágrimas. Tire lições de tudo. Avalie sua dependência de Deus no que passou. Agradeça-o. Louve-o pela sua presença, cuidado e companheirismo. Toque a bola pra frente. Continue sonhando. Não pare de crer. Não pare de acreditar. Em Deus podemos proezas.
A derrota não é o fim, mas é o começo. O começo de uma nova mentalidade, de uma nova postura, de um novo nível de relacionamento com o Eterno, de um novo objetivo. Não pare na derrota.

Pr. Marcelo Matias



2 de julho de 2012

POVO DE MEMÓRIA CURTA...



Memória, eita coisa difícil e traiçoeira. Encontramos muita resistência para assimilar aquilo que realmente vale a pena ser guardado. Geralmente nossa memória não é usada como deveria. Prova disso são eventos históricos marcantes para a humanidade. Quem lembra algo relevante, acontecido há alguns anos? Se lembrarmos de 1 ou 2 coisas, vai ser muito. 

Mas possivelmente você terá facilidade em relembrar fatos trágicos. Alguma palavra que te feriu, algum acontecimento político polêmico, algum acidente que sofreu; alguém que faleceu em seu âmbito familiar... 


Dificilmente relembramos coisas boas. O que Deus já fez na sua vida - o quanto já foi livrado do mal – das inúmeras vezes que a provisão divina veio em seu favor... Isso é retratado facilmente quando vamos orar. Temos pedidos bem definidos para apresentar, mas os motivos de gratidão (normalmente generalizados) são difíceis de lembrar! 

No texto de Êxodo 32, Israel traz esse retrato triste em sua história. Deus havia libertando-os da escravidão no Egito. Após anos de sofrimento e escravidão, Deus manifestou sua misericórdia e amor – e com uma mão forte e maravilhosa – libertou seu povo de forma espetacular! 

Que coisa incrível! Que milagres e maravilhas sensacionais! Como esquecer tamanho poder e amor manifestado por Deus! 

Mas facilmente foi esquecido. Não se lembravam mais. O que Deus havia feito, na primeira necessidade, já havia sido esquecido. Apenas reclamavam. 

Por isso, em dado momento, Deus falou através de Isaías: 

“Lembrem-se das coisas passadas, das coisas muito antigas! Eu sou Deus, e não há nenhum outro; eu sou Deus, e não há nenhum como eu. Desde o início faço conhecido o fim, desde tempos remotos, o que ainda virá. Digo: Meu propósito ficará de pé, e farei tudo o que me agrada”. Isaías 46:9-11 

As lamúrias começaram a dar lugar a blasfêmias. Deus era o culpado. No Egito, embora escravos; tinham suas necessidades básicas saciadas. O padrão mudou. Deus agora passou de libertador a castigador. 

Mais a frente, num momento de ausência de Moisés (que estava com Deus recebendo os Mandamentos), a memória fraca dá lugar a ingratidão. 

Em suas cabeças Deus havia se esquecido deles e Moisés possivelmente estava morto. Não houve hesitação. Rapidamente “arranjaram” outro deus. 

Fiquei pensando comigo mesmo... E não somos todos assim? Não agimos com ingratidão e deslealdade? Não nos esquecemos de forma fácil de tudo o que Deus já fez por nós? Sim. Agimos da mesma forma. 

Se não fosse os apelos de Moisés – revela o texto – o povo seria exterminado. Deus estava inconformado. Como pode? Que gente é essa? Como puderam me dar as costas depois de tudo que fiz por eles? 



- MEMÓRIA CURTA E VISÃO LIMITADA: 

Temos uma memória curta e uma visão pequena. Não basta apenas Deus já ter operado o que operou. É preciso que Ele continue fazendo aquilo que eu quero continuamente. Não conseguimos olhar as situações da vida e ver que Deus age através das mais variadas circunstâncias. 

Era isso que acontecia aqui. Israel não conseguia enxergar além das circunstancias. Não conseguia vislumbrar além do que seus olhos naturais enxergavam. O relato dos espiões próximos à terra de Canaã é um retrato fiel disso. Uma visão limitada pelo tamanho dos gigantes, seguido por uma memória curta diante do que Deus já havia feito até ali. 





- MEMÓRIA CURTA E CORAÇÃO INGRATO: 

Israel rara vezes esboçou sinceramente sua gratidão a Deus. Não havia um coração feliz pelo cuidado de Deus. Havia sempre um sentimento de insatisfação. Nada era suficiente. 

A preocupação com Moisés e seu aparente sumiço (junto com Deus) não foi maior do que seu desejo ávido de esquecer aquilo que Deus já fizera. Rapidamente já providenciaram pra si outro líder e outro deus (Arão e o bezerro de Ouro). 

Não é fantástica a capacidade do homem em ser ingrato diante daquilo que Deus já fizera? Não é assustador o fato de terem desistido tão rapidamente de Moisés e já arrumado outro conselheiro. Pois é. Comparações a parte, fazemos o mesmo. Nossa gratidão não é tão grande quanto nossas “necessidades”. 

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Se tem algo que dói no “coração de Deus” é ingratidão. É ver como temos uma memória fraca para lembrar e relembrar aquilo que Ele já tem feito por nós. 

Deus espera que, no mínimo, sua gratidão o leva à Adoração. Exalte a Deus pelo que Ele é. Demonstre a Ele sua felicidade em servi-lo ainda que, neste momento, Ele não esteja realizando o que você pediu. Lembre-se do que Ele já fez por você. Lembre-se de como Deus o ama é tem sido fiel a sua vida. 



Que Deus assim nos abençoe.

Pr. Marcello Matias.


19 de junho de 2012

O Lamento de CRISTO...





(Mat. 23:37)

O ser humano é livre por natureza. Por ter sido criado a imagem e semelhança do Pai, possui a opção de escolha. É um ser volitivo.

Temos a capacidade de decidirmos, de escolhermos. Podemos querer ou não. Podemos fazer ou não. Não fomos criados para sermos marionetes manipuláveis, mas seres idênticos ao Pai, com personalidade, moral, caráter e volitividade.

Até que houve a desobediência. Tentado a ser “mais parecido” com o Pai do que já era o homem desobedeceu a orientação divina e tomou uma decisão equivocada. Imagine o lamento do Pai. A frustação em ver sua criação, dotada de características singulares, optando em desobedece-lo.

A partir daí, inicia-se a saga do PAI, que respeitando a volitividade do homem, passa a dar-lhe a escolha da reconciliação. De retornar à uma vida de obediência e liberdade ao seu lado.

Cristo é o ápice da saga. É a manifestação total de Deus quando mostra ao homem seu grande amor, a ponto de dar-se a Si mesmo em favor de sua criação.
Afinal de contas, que Pai não o faria? Que pai não faz de tudo pelo bem estar de seu filho? Que pai não passa dificuldade no afã de suprir carências ou deficiências de seu filho? Se conseguirmos entender isso, compreenderemos com maior clareza a manifestação do Pai de Amor em nosso favor.

Mas como tudo na vida do homem é questão de escolha, muitos optaram, ao longo da história, em voltar-lhe as costas. O texto lido é um lamento de Deus pela atitude de muitos.

- UM LAMENTO PELAS ESCOLHAS EQUIVOCADAS:

Acreditando saber o que está fazendo, o homem toma atitudes que destroem sua própria vida. Isso acontece comigo, com você e aconteceu no passado. Esse é o motivo do lamento de Jesus. Depois de tudo que Deus tinha feito ao longo da história e, agora, através do Filho, ainda assim muitos não o quiseram dar ouvidos.

Preferiram continuar vivendo da maneira que achavam melhor. Como um filho que acha que sabe o que faz e rechaça os conselhos de pai e mãe.

Como no caso de Janet (fictício). JANET enfrentou sérios problemas familiares em sua infância. Nunca teve uma família normal, sem saber quem era seu pai, o paradeiro do restante da sua família, foi criada pela mãe apenas. Uma mulher batalhadora, mas solitária e amarga. Janet sempre se viu como inferior aos outros, mas sonhava como toda menina. Queria uma família bonita, uma bela casa e uma vida normal.

Casou-se com um bom homem. Não era perfeito, mas esmerava-se em dar o melhor para sua família e mulher. Janet, porém, percebeu que o casamento não era como nos romances televisionados. As lutas e as batalhas do dia-dia a desanimavam.

Até que a voz “do inimigo” soprou-lhe os ouvidos. As amigas de faculdade a incentivavam a ter uma vida mais “solta”. Diziam que sua vida “represada em casa” estava fora da realidade. 

Incentivavam-na a curtir mais a vida.
Aos poucos essas vozes começaram a tomar lugar no seu coração. Assim ela passou a agir diferente. Já não parava em casa, o filho foi ficando a própria mercê. O marido, sem compreender, tentava ajuda-la, mas tudo sempre acabava em briga. A relação começou a ficar distante. Noites seguidas de barzinho após a faculdade, de festas... O conselho dos amigos tomando cada vez mais lugar...

Até que, um dia, Janet decide abandonar o lar. “Vou curtir a vida”, dizia. O marido ficou pra trás. Não permitiu que levasse o filho. A guerra havia-se instaurado. Parece que tudo que Janet sonhava para sua vida agora tomava um novo corpo, um novo conceito.


 - UM LAMENTO PELAS CONSEQUÊNCIAS COLHIDAS:

A figura da galinha é algo emblemático nesse texto. Jesus estava expressando a vontade de Deus em abrigar e proteger seu povo dos perigos do pecado. Após esbravejar contra os fariseus e sua religiosidade, as próximas palavras de Jesus expressariam lamento e dor. Jesus não estava chorando pelo fato de ser rejeitado, mas pela opção de muitos de viver uma oca religiosidade ao invés de aceitarem sua mensagem. Mais tarde, por volta de 70 d.C., Jerusalém seria cercada por exércitos, e uma desolação que sobrepujaria até mesmo a mais horrível imaginação ocorreria dentro de seus muros, sobre suas ruas, e até mesmo no templo. Era a devastação já prevista por Jesus.

Fato é que, todas as vezes que o povo escolhido optou por suas próprias escolhas, as consequências foram nefastas. Todas as vezes que optamos em vivermos nossas próprias decisões, nos frustramos e ferimo-nos.

Voltemos a JANET. Agora com a vida que queria. Havia feito às escolhas que julgava necessária. Mas toda vez que encontrava seu filho, ironicamente ouvia a criança de 4 anos dizer: “Jesus te ama”. Isso passou a incomodá-la. Ao abordar o ex, descobriu que o mesmo havia dado um passo em direção a Cristo. ‘Você também precisa’, afirmava ele. JANET zombava e ria Dele, mostrando ao mesmo tempo uma intolerância pelo assunto. ‘Era só o que faltava agora, igreja... ’ falava sarcasticamente ela.

Mas sua vida não andava com esperava. Amigas que decepcionavam; homens que vinham e iam; tentativas de encontrar felicidade frustradas, saudades da convivência com o filho... Isso começou a leva-la para um abismo de depressão e álcool. Bebia todas. Em algum momento ela repensou suas decisões. Olhou para trás. Percebeu que nada era o que parecia.


 - O LAMENTO DE JESUS TERMINA QUANDO NOS VOLTAMOS PRA ELE:

JANET, em determinado momento da vida caiu em si. Quase um ano depois, lembrou-se do seu sonho de infância e viu o quão distante estava dele. Reavaliou sua antiga vida e viu que, mesmo com todas as batalhas que tinha, era infinitamente melhor do que aquele momento que vivia. Suas lágrimas começaram a descer. Seu coração agora doía. Pedia perdão a Deus e forças para se reerguer do poço profundo em que se encontrava.

Encorajada e decidida (apesar de temerosa), decidiu procurar seu ex-marido. Aquele homem quase gritou. Sua expressão era um misto de alegria, surpresa e medo. Os dois se abraçaram e começaram a se ver aos poucos. Ainda relutante, aceitou ir a um encontro na Igreja com ele. Naquela noite JANET se prostrou. Chorou copiosamente, reconheceu seu estado de pecadora e decidiu se entregar a Cristo. Clamou intensamente para que Ele refizesse sua casa, seu lar.

Com o passar do tempo e ação Divina, os dois reataram o enlace. Não obstante a tudo isso, o processo ainda fora longo e doloroso, afinal de contas eram os frutos de suas antigas escolhas. Mas, agora feliz e refeita, JANET se dispunha a enfrentar as novas batalhas com Cristo para que seu lar fosse reerguido.

Não espere que a vida seja sofrida ou permeada de sofrimentos provenientes da ausência de CRISTO. 
Volte-se para Ele. De ouvidos a Ele.

Pr. Marcelo Matias.
www.pastormatias.com

25 de abril de 2012

QUANDO DEUS ERROU...



É comum procurarmos sempre um responsável para algo de ruim que esteja acontecendo em nossa vida. Tendemos sempre a olhar para os lados e perceber que alguém, mas não eu, têm culpa no cartório. Alguém fez bobagem.



Fazemos assim também com Deus. Diária e costumeiramente acusamos Deus de culpado quando algo não sai necessariamente como esperava.


E vou concordar com você – realmente existem situações difíceis de aceitar na vida. Como lidar com determinados fatos ou acontecimentos sem culpar Deus em sua Soberania?


Gosto sempre de olhar para uma advertência de Jesus em João 16:33 –


"Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo".


Costumo dizer que Jesus sempre jogou limpo com a gente. Nunca nos iludiu com falsas promessas. Ele afirmou que a vida, muito embora com Ele, não seria nada fácil.


Mas existe outro fator que rege nossas vidas – nossa vontade. Vivemos, na maioria das vezes, de acordo com nossa conceituação de certo. Fazemos aquilo que achamos ser correto, agimos da forma que achamos ser a melhor para as nossas vidas, tomamos decisões pautadas apenas na nossa consciência... Tudo isso sem sequer consultar a Deus. Sempre achamos que estamos certos, que vamos acertar...


Adão e Eva resolveram, por si só, comer daquele fruto. Embora tivessem recebido um mau conselho, a decisão final foi do casal. Acharam, sei lá, que de repente não haveria problema em comer só “um frutinho” daqueles... Pensaram estar fazendo o certo, como eu e você.


Mas no fim, quando tudo dá errado, o jogo de acusação começa. Em outras palavras, Deus era o errado. A culpa era Sua, segundo Adão.


Não houve uma análise de suas escolhas, ou mesmo das de Eva. Deus havia errado...


Isso te lembra de alguma coisa? Todas aquelas vezes que você jogou na conta de Deus consequências de atos que, ao longo da sua vida, você mesmo construiu?


Pare de culpar Deus ou o diabo. Assuma as consequências de suas escolhas erradas, peça perdão a Deus, aprenda com Ele, entenda que a vontade Dele sempre é a melhor e comece de novo.


E, se a vida, parece ser injusta com você, lembre-se também parece ser para tantos outros. Aceite que, nesse mundo destruído pelo pecado, as aflições são inevitáveis. Mas apegue-se em Cristo. Ele te dará paz, em meio às aflições e dores dessa vida. Você será feliz e terá uma alma em paz mesmo em meio a dor e sofrimento.


Mas pare de culpar a Deus. Ou você ainda acha que Deus errou?


14 de março de 2012

ELE NÃO TINHA NADA...



É triste constatar como tantas pessoas vivem uma vida cristã de forma equivocada. Muitos atribuem servir a Cristo – a uma vida regada de tudo aquilo de luxo que o dinheiro pode oferecer... Outros não aceitam passar uma crise financeira, atravessar um momento de turbulência econômica que logo atribuem isso ao diabo. 

Na verdade, se analisarmos bem, Jesus – o Filho de Deus – desde o seu nascimento não possuíra nada. Em contraste com o desejo de muitos “filhos de Deus” Jesus era filho de um carpinteiro – um homem simples, humilde.

Só pra enumerar, logo em seu nascimento, não havia um berço, uma cama, uma casa. A criança nascera numa manjedoura, em meio a animais. Não havia uma equipe médica para o trabalho de parto, um bom plano de saúde que cobrisse ou arcasse com as despesas... Mais tarde, enquanto garoto, certamente ajudara seu pai em seu ofício de carpinteiro. Quando já no exercício de seu ministério, não tinha uma residência própria, fixa. Estava à mercê dos abrigos e da boa vontade daqueles que o acolhiam.

Quando abordado por um possível seguidor, declara:

As raposas têm covis, as aves têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar cabeça.

Ele não teve um julgamento ou uma sentença justa. Fora traído, acusado sem crimes e condenado sem sentença legal. 

Ele não teve um sepulcro. Até seu túmulo fora emprestado. José de Arimatéia cedeu o lugar e preparou seu corpo. 

Por isso, reunidos todos com o Mestre na mesa da Última Ceia, Ele declara: 


“Este é o meu corpo, que dou em favor de vocês... Este é o meu sangue, que dou em favor de vocês...” Lucas 22:19

Talvez, no âmbito humano, essa fosse sua única possessão: seu corpo e seu sangue. Contudo, ainda sim, Ele o entregou por amor a você. Sofreu a agonia da morte, mesmo sem pecado e crime, porque queria te dar seu sangue. Não um sangue qualquer: O Sangue do Cordeiro de Deus!

“Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!” Fil. 2:5

Jesus deu sua vida, para que você vivesse eternamente! Jesus deu seu corpo, para que você não padecesse...

Ele te deu TUDO... Glórias a Deus por isso...

Marcelo Matias, pastor