26 de abril de 2017

Funkeiro evangélico arma barraco em blitz da lei seca: “Eu sou famoso e evangélico”

O cantor Tonzão, um dos ex-integrantes do grupo “Os Hawaianos”, abandonou a carreira musical após se tornar evangélico e se casar com uma ex-integrante do grupo “Gaiola das Popozudas”, de Valesca Popozuda.
Desde então, ele sumiu da mídia, e agora, virou notícia após ser parado quarta numa blitz da Lei Seca na Presidente Vargas, de acordo com o colunista Leo Dias. Segundo a publicação, ele fez um barraco monstruoso.
Diante disso, o cantor foi levado à 5ª DP, no Centro, e começou a esbravejar, dizendo ser famoso e evangélico. Em seguida, com medo de ser preso, ele rapidamente abaixou a bola, na presença do delegado Marcelo Carregosa.
Passinho do abençoadoAo jornal O Globo, Tonzão disse em 2012 numa entrevista que “é possível louvar ao Senhor em todos os ritmos.”
Com Os Hawaianos, Tonzão cantava músicas cheias de apelo sexual, como “Cabecinha ou tudão”. Dessa fase, Everton Chagas levou apenas o apelido e o tamborzão, usado agora na evangelização dos seus fãs. O disco nasceu de uma brincadeira entre Tonzão e seus companheiros Adudianos (nome dado aos participantes da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD). Sem saber que estavam sendo filmados por câmeras da igreja, o grupo começou a “louvar em ritmo de funk”, e foi flagrado pelo pastor.
– Pensei que ele fosse brigar com a gente, mas o pastor disse que, se a letra só cantava as maravilhas de Deus e os passos não eram sensuais, não tinha problema – explicou.
(TV Foco e O Globo)
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CGADB: a falta de transparência



Confesso que discorrer sobre o imbróglio CGADB é desgastante, frustra o coração e machuca a alma por ver a que ponto chegamos em nossa história denominacional. Sofremos incompreensões, desrespeito, ofensas e todo tipo de ataque só por querermos ver o trem nos trilhos da transparência, com toda a lisura que se espera de um processo eleitoral entre cristãos. Gostaria até mesmo de não tocar no assunto, mas não posso, por outro lado, deixar de compartilhar informações pertinentes, ainda que isso me venha custar alguns impropérios.

É sabido de todos que as eleições estão judicializadas. Além das liminares que já estavam em vigor, retirando do Colégio Eleitoral 10.479 inscrições consideradas irregulares, afastando o presidente e o vice-presidente da Comissão Eleitoral e nomeando um interventor para administrar as eleições no dia 9 de abril, duas novas liminares tiveram curso desde então, desacreditando ainda mais o tão já esgarçado processo eleitoral cheio de vícios insanáveis.

Na primeira, deferida no próprio dia da eleição, a juíza plantonista da Comarca de Madureira suspendeu o processo e determinou nova eleição por ter a CGADB descumprido todas as demais liminares, à exceção da que liberou para concorrer a candidatura de José Wellington Junior. Na segunda, proferida dias depois pelo juiz titular da Comarca, manteve-se a decisão cautelar do plantão após ficar claro que até esta foi descumprida "in totum", com o prosseguimento do processo até as 18:00hs, sem a presença do interventor, auditores e candidatos, além do anúncio extraoficial dos supostos resultados, após 22:00hs, acompanhado do respectivo agradecimento do suposto eleito para a presidência. 

O que temos por ora, então, é uma eleição anulada e a expectativa de novas eleições a serem ainda marcadas, conduzidas pelo interventor, sem a presença do presidente e do vice-presidente da Comissão Eleitoral e a retirada das 10.479 inscrições consideradas irregulares, embora saibamos que poderão ser interpostos agravos e, a meu ver, o imbróglio só será definitivamente resolvido quando transitar em julgado no STJ, a não ser que, antes disso, resolva-se pelo caminho da pacificação, o que me parece pouco provável. 

Mas, voltando ao primeiro parágrafo, por que chegamos a este ponto? Não tenho dúvida em resumir num único período para depois explicitar as razões: por culpa exclusiva e unilateral da CGADB, que, de forma arbitrária, ao arrepio da lei, comete uma série de atitudes intempestivas, inapropriadas, irregulares, sem transparência, na obscuridade, que só se explicam pela aparente teimosia da presidência em querer se perpetuar no poder, agora através do próprio filho. Ou por ter trazido a disputa para o campo pessoal contra o candidato da chapa concorrente. Pelo menos é o que se depreende das diferentes falas espalhadas em grupos do WhatZapp.

Mas quais seriam essas razões?

1. Elas já começam antes da AGO de Brasília, em 2013, com processos abertos no Conselho de Ética e Disciplina da CGADB contra os pastores Samuel Câmara, Jônatas Câmara, Ivan Bastos e Sóstenes Apolos (in memoriam), os quais foram conduzidos, desrespeitando-se normas estatutárias e regimentais da CGADB, com o intuito claro de desligá-los do rol de associados da entidade, como ocorreu com os dois primeiros. Convém lembrar que os indícios de vícios insanáveis eram tão explícitos que Samuel Câmara e Ivan Bastos foram reintegrados ao quadro de associados por força de decisão judicial. O processo contra Jônatas Câmara só permaneceu sobre a mesa, sem que ele tenha sido desligado, muito provavelmente pelos efeitos da determinação do Juízo em relação aos dois primeiros. Já no caso do pastor Sóstenes Apolos perdeu-se o objeto por ter sido recolhido antes pelo Senhor.

2. No mesmo período, houve outro embate por ter a CGADB se negado a apresentar a conciliação bancária em relação às inscrições para participar e votar na AGO de Brasília. Havia suspeitas que poderiam muito bem ser esclarecidas, se houvesse tal disposição. Era o famoso jabuti na árvore que lá permanece até hoje ao lado do novo jabuti destas eleições que foi colocado ao lado, isto é, a falta de transparência. Mesmo com decisão judicial e multa que já ultrapassava 10 milhões de reais, ainda assim insistiu a Mesa à época em desobedecer o Juízo e não apresentar de forma alguma a conciliação bancária.

3. Neste ponto entra o acordo celebrado entre as partes, do qual todos se lembram. Mas permitam-me primeiro uma digressão: acordo implica em que não há vencedor nem vencido, mas que ambas as partes fizeram concessões para encontrar um caminho que as satisfaça, ainda que nem todos os pontos sobre a mesa sejam contemplados. Significa também que cumprido o que ficou acertado vira-se a página. Vamos, agora, aos fatos. Os pastores Samuel Câmara, Ivan Bastos e Jônatas Câmara cumpriram o que ficou acordado e desistiram de todas as ações, inclusive a que multava a CGADB já em mais de 10 milhões por não apresentar a conciliação bancária de 2013. Já a entidade só cumpriu em parte. Ela manteve a reintegração dos dois primeiros pastores, com os direitos inerentes de associados, mas não investiu de pleno direito o pastor Ivan Bastos como 10 Tesoureiro, que sequer passa perto da atual estrutura da tesouraria, deixando também de apresentar de forma transparente a conciliação bancária das inscrições atuais para votar nas eleições, que, repita-se, encontram-se judicialmente canceladas.

4. Enfim, chegamos ao que se encontra descrito no primeiro, segundo e terceiro parágrafos, com os seguintes adendos: antes da judicialização, cerca de 10 representações foram encaminhadas à Comissão Eleitoral, questionando a falta de desincompatibilização do candidato da situação, as 10.479 inscrições irregulares, bem como o não cumprimento do acordo em apresentar a conciliação bancária, com farta documentação robusta acatada pelo juízo provisoriamente prevento determinado pelo STJ como prova das arbitrariedades que se seguiram, inclusive no dia da eleição e que poderão continuar, caso haja a posse dos supostos eleitos em detrimento do que determinou a Justiça. Mas o presidente da Comissão Eleitoral, em decisão monocrática, indeferiu todas elas e alegou que não era da competência do órgão acompanhar o acordo firmado.

O que faltou em tudo isso? Transparência! Digamos, por hipótese, que todos os atos da CGADB tenham sido corretos e pautados na lisura que se espera da entidade. Por que, então, não trazer a público de forma espontânea todos os documentos comprobatórios que acabariam de vez com qualquer dúvida? Ora, não é de bom tom fazer na sombra o que pode ser feito diante da luz! Por outro lado, sem falar nas liminares que pipocaram em diversas comarcas do país, estaria o juízo provisoriamente prevento de Madureira tomando decisões em cima de dados inconsistentes? Não acredito!

Houvesse visão de Reino, o Conselho Consultivo já teria sido convocado há muito tempo para "entrar em campo" e pelas vias internas buscar a saída justa para o imbróglio. Mas até o "timing" para isso parece que já passou. O que parece prevalecer é a opinião de assessores que poderão ter os seus interesses prejudicados, caso o "status quo" não permaneça.

Resta-me então dizer: Que o Senhor tenha misericórdia de nós!

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25 de abril de 2017

MP/SC quer explicações sobre repasse de R$ 400 mil do governo aos Gideões

O Ministério Público de Santa Catarina exige que a Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte comprove como será utilizada a verba de R$ 400 mil enviada pelo Governo do Estado para o Congresso de Gideões, que começou neste fim de semana em Camboriú.
A procuradora-geral adjunta, Cibelly Farias, requereu cópias de todos os documentos apresentados pela Associação Rádio Paz do Valle FM, organizadora do evento.
Se contabilizado o recurso do município — que não é repassado diretamente à organização, mas investido pela própria prefeitura em infraestrutura — o evento evangélico recebeu cerca de R$ 720 mil de dinheiro público.
O congresso, ligado à igreja Assembleia de Deus, é realizado anualmente, sendo considerado o maior da América Latina.
No ano passado a procuradora Cibelly Farias recomendou que o Estado e o município não fizessem repasses, por que o edital de liberação não especificava como seria aplicada a verba.
O MP explicou que deseja garantir que o dinheiro seja usado somente em infraestrutura turística, uma vez que o argumento do Estado e da prefeitura é que o evento atrai turistas.
Caso entenda que a destinação do dinheiro não cumpre as regras, a procuradora poderá recomendar o não pagamento. Com informações Clic RBS
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24 de abril de 2017

Teologia da prosperidade mata mais que islã radical, diz pastor perseguido



O pastor Saeed Abedini, que passou mais de três anos presos no Irã por causa da sua fé, sendo torturado constantemente, de muitas maneiras se tornou um símbolo da igreja perseguida no Ocidente.
Após ser liberto, ele voltou a morar nos Estados Unidos, onde conduz um ministério voltado para denunciar a perseguição religiosa. Esta semana ele voltou a criticar os pregadores da prosperidade.
Usando as redes sociais, ele denunciou as igrejas que, segundo ele, são voltadas apenas para a performance de seus líderes. Argumentou ainda que esse tipo de cristianismo está causando muito mais danos à fé que o islamismo radical.

“A estrutura de muitos ministérios e igrejas é montada em torno de um palco para que os líderes se apresentem e nós temos que pagar o custo disso. Parece que os cristãos estão matando mais seus irmãos que o Islã”, disparou.
“Os muçulmanos radicais podem matar centenas de nós em atentados terroristas, mas esse tipo de cristianismo mata [espiritualmente] centenas de milhões de cristãos ao redor do mundo”, acrescentou.
Abedini escreveu ainda que o “Corpo de Cristo” tem dado ouvidos a muitos pregadores que estão envolvidos em “roubo, hipocrisia, adultério e anunciam o falso evangelho da prosperidade”.
Sem dar nomes, reiterou que esses “pregadores da prosperidade roubam o dinheiro da casa do Senhor”, e ainda chamam isso de “sucesso”. “Eles ficam com parte das doações para si, algo que ironicamente nem os fariseus dos tempos de Jesus faziam”.
O pastor iraniano acredita que “os cristãos de hoje não adoram a Deus como deveriam, porque são enganados por esse tipo de ensino moderno”.
Desde o início de abril, Abedini vem fazendo acusações contra diferentes pastores. Disse, inclusive, que algumas figuras conhecidas usaram sua história de perseguição para arrecadar fundos, mas não fizeram muito para ajudá-lo após sua libertação. Com informações Christian Post
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Viúva perdoa terrorista que matou seu marido: “Você o levou para onde sempre sonhamos”

Mulher chora após duas explosões que mataram pelo menos 44 pessoas no Egito. (Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters)
Mulher chora após duas explosões que mataram pelo menos 44 pessoas no Egito. (Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters)
O guarda da Catedral de São Marcos no Egito, Naseem Faheem, foi um dos mortos nos ataques terroristas contra duas igrejas que deixaram pelo menos 44 mortos e mais de 120 feridos.
Embora esteja lidando com a dor da perda, sua esposa disse à imprensa egípcia que perdoa o responsável por sua morte. “Eu não estou brava com a pessoa que fez isso”, disse a viúva em entrevista à rede ONTV.
“Estou dizendo: ‘Que Deus te perdoe, e nós também te perdoamos. Acredite, nós te perdoamos. Você colocou meu marido no lugar onde sempre sonhamos. Acredite em mim, estou orgulhosa dele. E eu desejo um dia estar ao lado dele’”, ela acrescentou.
Depois de ouvir o relato da viúva, o apresentador Amr Adeeb ficou sem palavras por alguns instantes. “Os coptas do Egito são feitos de aço. Se fosse meu pai, eu nunca diria isso. Essas pessoas têm muito perdão. Isso vem de sua fé e convicção religiosa. Essas pessoas são feitas de uma substância diferente”.

Apresentador árabe perde palavras enquanto mulher cristã perdoa terrorista que matou seu marido. (Foto: Bible Society Egypt)
O primeiro ataque no dia 9 de abril foi contra um templo localizado em Tanta, a quinta maior cidade do Egito. O atentado foi seguido de um outro ataque na igreja de Alexandria, a segunda mais populosa cidade egípcia.
Semelhantemente, Malak Ibrahim, de 23 anos, viúva de um dos 21 cristãos egípcios que foram degolados por terroristas do Estado Islâmico na Líbia em 2015, também disse que estava orgulhosa e se sentia confortada por seu marido ter se recusado a negar Jesus.
Bebawy Al Ham, irmão de Samuel, outro egípcio que foi morto no mesmo ataque, teve uma reação similar. “Ficamos muito felizes com o que ele disse no vídeo: ‘Jesus Cristo, tem misericórdia de nós’. Quando descobrimos que eles tinham sido mortos por serem cristãos, fomos muito consolados, porque eles eram filhos de Deus e Ele os levou. Eu rogo pelos assassinos, para que Deus possa abrir seus corações, que eles possam conhecer a verdade e saber que o que fazem é errado”, disse ele.
“Jesus nos disse para perdoar todos os pecados. Nós perdoamos e esperamos que eles possam conhecer Jesus”, acrescentou Bebawy.
Considerada a igreja cristã nacional do Egito, é uma das igrejas da Ortodoxia Oriental mais antigas do mundo. Os coptas egípcios compõem cerca de 10% da população de 92 milhões de habitantes do país, que é composto por maioria muçulmana.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE THE CHRISTIAN POST
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Pastor diz que cantores gospel são “cafetões” e tratam igreja como “prostituta” por cachês

O líder do ministério Missões Evangelísticas Vinde Amados Meus (MEVAM), apóstolo Luiz Hermínio, fez uma declaração polêmica, durante uma ministração em Santa Catarina que intitulou de “Entendendo o tempo e o Modo de Deus”.
Na mensagem, o apóstolo faz duras críticas, sem citar nomes, a muitos cantores gospel e chega a chamá-los de “cafetões”. Segundo ele, os mesmos tem tratado a Igreja como “prostituta”, devido a exploração comercial que tem existido no meio evangélico.

“Eu não sustento artista no púlpito. Sustentamos pobres nos lugares carentes. Nós não damos dinheiro para artista, não alimentamos essa ‘lixologia’ gospel, essa meleca. Nós alimentamos a cidade carente”, disse o apóstolo, complementando: “Um dia esse povo vai ter que acertar as contas com Deus, aonde está o dinheiro dos CDs, dos livros, dos shows […] Você que tem abusado da noiva, da igreja, Deus vai te pegar. Você que está enriquecendo nas costas da igreja, trata a igreja como uma prostituta, seu cafetão… A noiva não é prostituta, você é cafetão, mas a noiva não é prostituta”, disparou o líder religioso.
O apóstolo sugere ainda que os dirigentes de outras denominações boicotem artistas gospel que só se apresentam mediante pagamento. “Por favor, não leve pessoas na sua igreja que cobram para cantar e pregar. Quem cobra por uma noite de intimidade é a prostituta, não é a noiva […] Quanto é que você cobra por duas horas? Quanto é que você cobra por 20 músicas, seu ladrão? Você é ladrão da noiva, você é cafetão, só que a noiva não é prostituta! Ela tem um noivo e Ele vai buscá-la, viu? Te cuida”, criticou o apóstolo.
As críticas foram direcionadas ao mercado gospel, ambiente em que artistas, empresários e promotores de eventos atuam profissionalmente, às custas da venda de CDs, DVDs, livros e cachês por apresentações em igrejas e eventos. As declarações foram feitas ainda em 2013 e publicadas originalmente no canal oficial do ministério MEVAN no Youtube, em julho do mesmo ano e ainda causam impacto no seguimento, com opiniões prós e contra.
Assista:
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Palco de Luan Santana desaba e cantor agradece a Deus por sair sem ferimentos

O cantor sertanejo Luan Santana, através de sua assessoria, se manifestou sobre o acidente ocorrido na madrugada de hoje na cidade de Catanduva, estado de São Paulo.
Pouco antes do início de sua apresentação, uma estrutura do palco desabou deixando 30 pessoas feridas. “A produção local e a minha equipe tiraram todos do espaço em tempo. Graças a Deus, não houve nada grave com ninguém”, declarou. Santana afirmou ainda que a equipe dele está à disposição para maiores esclarecimentos.
Santana estava atendendo a fãs quando uma estrutura localizada do lado direito do palco caiu, pouco depois da queima dos fogos de artifício, que anunciaram o fim do rodeio. De repente, membros de sua equipe mandaram evacuar o local porque houve um problema no palco. O cantor foi levado para um van perto do local, mas voltou para ver se não havia acontecido nada de grave com os fãs.
Embora ninguém tivesse sofrido ferimentos graves, uma fã quebrou a perna e outra teve um deslocamento da rótula. O show sofreu um atraso de uma hora e só foi realizado porque o Corpo de Bombeiros local deu sinal verde para a sua realização. Uma perícia está sendo realizada na arena para apurar as causas da estrutura ter cedido.
(Veja)
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Ex-atrizes pornô revelam como se converteram a Jesus e mudaram suas vidas

Elas conquistaram fama e fortuna na indústria do entretenimento adulto, como atrizes de filmes pornô, mas largaram tudo para servir a Deus. Crissy Outlaw, 41 anos, e Brittni de la Mora, 30, cada uma a seu modo, hoje são mães de família e desempenham o ministério pastoral.
Quando dá seu testemunho nas igrejas, Crissy relata que teve uma infância difícil. Seus pais eram católicos, mas ela não seguiu os ensinamentos que recebia em casa e na igreja.

Abusada sexualmente aos 4 anos de idade por um vizinho adulto, ela conta que os abusos continuaram por alguns anos. Ela sempre teve problemas de autoestima e depressão. Ela cresceu achando que havia “algo” nela que havia provocado aquela situação, algo que nunca contou para seus pais.
Aos 17 anos ela ficou grávida de um namorado e acabou optando por abortar quando ele não quis assumir a criança. “Foi uma das coisas mais traumáticas que me aconteceu”, conta hoje.
Nessa mesma época ela se tornou modelo. Isso a levou para a carreira como atriz pornô aos 23 anos. Anos mais tarde estampou as páginas da revista Playboy.
Ela conta que ganhou muito dinheiro e durante algum tempo ela teve seu próprio site pornô, mas dentro de si havia um grande vazio. Durante a gravação de alguns filmes confessa que seu maior desejo era morrer.
A jovem teve muitos relacionamentos, nos quais procurava aceitação. Contudo, por causa de sua profissão, disse que acabou se envolvendo com pessoas que a maltratavam e a viam como um objeto sexual.
Crissy fez em mais de 50 filmes adultos entre 2001 e 2006, tornando-se na época uma das estrelas pornográficas mais populares dos EUA, quando ainda usava o nome de Crissy Moran.
Até que um dia, quando tinha 31 anos, ela disse que não aguentava mais, pois sentia-se “quebrada por dentro”. Ajoelhou-se no chão de sua casa luxuosa e chorou, pedindo ajuda divina. “Eu disse: Deus, se você é real, preciso que você me mostre. Eu preciso de um sinal, porque tudo o que sei sobre o amor não está certo. Eu preciso sentir você na minha vida”.
No dia seguinte, ela foi a um estúdio, onde seu namorado da época fazia um filme adulto. Durante uma pausa nas filmagens, eles saíram com alguns amigos. Surpreendentemente um deles, que agora era cristão, começou a falar sobre Jesus com ela.
Crissy disse que viu aquilo como um sinal divino. Ela orou, aceitando Jesus e decidiu que a partir daquele diz não faria mais nada que envolvesse pornografia, mesmo sabendo que sua carreira estava no auge.
Tempos depois, começou a frequentar uma igreja local. Cerca de um ano depois, conheceu seu futuro marido, Lawton Outlaw, que era um pastor de jovens. Eles se casaram em 2013 e Crissy foi consagrada pastora.
Hoje, além de ajudar o esposo na igreja, ela colabora com o ministério XXXChurch, que mantém o maior site antipornografia do mundo. Ela dá seu testemunho em várias igrejas pelo país, mostrando que Jesus pode mudar a vida de todo tipo de pessoa, até mesmo de artistas pornô.
275 filmes e três milhões de dólares
A história de Brittni de la Mora é parecida. Durante a juventude ela lutou contra o vício em drogas, depressão e transtorno alimentar. “Eu vivia realmente deprimida. As drogas eram a única coisa que me ajudavam a passar o dia, porque me davam um pouco de energia e uma falsa sensação de felicidade”, explica.
Ela mantinha uma carreira agitada, tendo começado na indústria do sexo aos 16 anos de idade, quando foi trabalhar como stripper em sua cidade natal, Santa Barbara, Califórnia. Brittni diz que sua infância foi cheia de negligência e instabilidade emocional. Isso sempre a fez sentir-se indesejada.
Descobriu que exibir seu corpo gerava desejo nos outros e durante dois anos ela trabalhou como dançarina em um clube. Até que um dia, um diretor de filmes pornô lhe convidou para fazer um teste como atriz. O dinheiro era bom e ela queria terminar de pagar a universidade.
Aos 18 anos gravou seu primeiro filme. Diz que em sua cabeça a única coisa que passava era: “Isso é incrível. As pessoas vão me amar e serei uma estrela”.
Após alguns meses na indústria de filmes adultos, um diretor comentou que ela estava gorda. Para uma jovem que lutou muito tempo com transtorno alimentar, aquilo foi um choque. Acabou se entregando à cocaína depois de ouvir o conselho de um amigo sobre como isso a faria perder peso rapidamente.
Durante sete anos de sua carreira, ela estrelou nada menos que 275 filmes, a maioria com o pseudônimo Jenna Presley. Calcula que ganhou cerca de US$ 3 milhões, mas desperdiçou uma fortuna em drogas. Apesar do rótulo de “estrela”, ela caiu em uma profunda depressão e chegou a pensar em suicídio.
Seu namorado da época, que era membro de uma gangue, morreu esfaqueado por uma gangue rival. Este incidente deixou Brittni com medo de sair de casa. Em 2010, ela ficou meses trancada no quarto, com as luzes apagadas, consumindo grandes quantidades de metanfetamina.
Certa noite, quando pegou uma tesoura e começou a cortar os pulsos ouviu uma voz dizer: “Ligue as luzes e abaixe essa tesoura”. A atriz diz acreditar que era Deus falando com ela.
“Se Deus não tivesse falado comigo naquela noite, sem dúvida nenhuma eu teria tirado a minha vida”, testemunha.
Foi então que ela decidiu ligar para seus avós, que são evangélicos, e pedir oração. Seu avô a convidou para ir à igreja no dia seguinte. Naquele culto ela decidiu entregar sua vida a Jesus Cristo.
Como tinha contratos em andamento, durante algum tempo continuou fazendo filmes, pois tinha. Contudo, durante uma viagem de avião ela abriu sua Bíblia e começou a ler. O texto de Apocalipse 2:20, conta, foi como “uma luz” que lhe chamava para voltar a Deus e abandonar a pornografia
Lembrando desse momento, ela conta: “Comecei a chorar e pedi desculpas a Deus. Só então entendi o que tinha feito durante todos aqueles anos”. Isso foi em 2012. Ela ressalta que tinha apenas US$ 1500 no banco.
Decidida a mudar de vida foi procurar emprego e acabou indo para o escritório de uma empresa de táxi, onde ganhava um pouco mais que o salário mínimo. Mesmo assim, permaneceu firme. Nessa altura já frequentava a Igreja Cornerstone de San Diego, onde hoje é uma das pastoras de jovens. Em 2016, casou-se com o pastor principal da igreja, Richard de la Mora.
Brittni, que antes só queria a aprovação dos homens, explica que sua única preocupação agora é ser aceita por Deus. Seu passado é uma “memória distante” e ela diz que não gosta muito de falar sobre isso.
“Eu não me preocupo com o meu passado, mas quero ensinar aos meus filhos que todos temos um passado e não somos julgados por causa disso”, encerra.
(Gospel Prime)
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Calvino e a Prosperidade

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A FÉ NÃO CONTEMPLA A PROSPERIDADE TERRENA, MAS A SALVAÇÃO E A VIDA ETERNA.

Ora, na benevolência divina, à qual dizemos que a fé contempla, entendemos que se obtém a posse da salvação e da vida eterna. Ora, se não pode faltar-nos bem algum quando Deus nos acolhe sob sua proteção, é suficiente segurança de nossa salvação que ele nos testifique o amor que nos tem. "Mostre ele sua face", diz o Profeta, "e seremos salvos" [Sl 80.3,7,19].

Do quê as Escrituras formulam esta síntese de nossa salvação: que, uma vez abolidas todas as inimizades, ele nos recebeu em sua graça [Ef 2.14,15]. Com isto dão evidentemente a entender que, uma vez que Deus esteja reconciliado conosco, não resta o menor perigo de que todas as coisas não nos sucedam bem. Portanto, a fé, aprendendo o amor de Deus, tem as promessas da vida presente e da vida futura [1 Tm 4,8], bem como a firme certeza de todas as coisas boas, a qual, porém, pode ser depreendida da Palavra.

Ora, por certo a fé não promete longevidade, nem honra, nem riquezas nesta presente vida, uma vez que nada destas coisas o Senhor quis que nos fosse destinado; pelo contrário, vivemos contentes com esta certeza: por mais que nos faltem muitas coisas que dizem respeito ao sustento desta vida, Deus, no entanto, jamais nos haverá de faltar. Mas, sua primordial certeza reside na expectação da vida futura que, pela Palavra de Deus, foi posta além de toda dúvida. Entretanto, quaisquer que sejam na terra as misérias e calamidades que esperem aqueles a quem Deus já abraçou com seu amor, não podem impedir que sua benevolência lhes seja a plena felicidade. Daí, quando queríamos exprimir a suma da bem-aventurança, mencionamos a graça de Deus, de cuja fonte nos emanam todas as espécies de bênçãos. E isto, a cada passo, se pode observar nas Escrituras: que somos encaminhados ao amor do Senhor que, vezes sem conta, trata não só da salvação eterna, mas até de qualquer outro bem nosso. Razão por que Davi canta: a bondade divina, quando é sentida no coração piedoso, é mais doce e mais desejável do que a própria vida [Sl 63,3].

Enfim, se tivéssemos tudo, segundo nosso desejo, mas vivêssemos incertos quanto ao amor ou ao ódio de Deus, nossa felicidade seria maldita, e por isso desditosa. Mas se Deus nos mostra seu rosto de Pai, até as próprias misérias nos serão para felicidade, pois se converterão em auxílio para a salvação.

Assim é que Paulo, enfeixando todas as coisas adversas, entretanto se gloria de que não somos por elas separados do amor de Cristo [Rm 8.34-39], e em suas preces sempre parte da graça de Deus, da qual emana toda prosperidade. De maneira semelhante, Davi contrapõe o favor de Deus a todos os temores que nos conturbam. "Se porventura eu andar em meio à sombra da morte, não temerei males, porque tu estás comigo" [Sl 23,4]. E sentimos sempre vacilar-nos o espírito, a não ser que, contentes com a graça de Deus, nela busquemos sua paz, profundamente arraigados no que lemos no Salmo:"Feliz é o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação a quem ele elegeu por sua herança" [Sl 33,12].

***
Autor: João Calvino
Fonte: CALVINO, João. As Institutas, Edição Clássica, Ed. Cultura Cristã, 2ª ed., 2006, vol. III, pp. 52-53.
Via: Bereianos
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"Agradeço a Deus pela segunda chance de viver", diz Jackson Folmann

Ex-goleiro Jackson Folmann. (Imagem: EPTV)
Ex-goleiro Jackson Folmann. (Imagem: EPTV)
Nem a amputação de sua perna esquerda foi suficiente para tirar o constante sorriso do rosto do ex-goleiro da Chapecoense, Jackson Folmann. O atual embaixador do time que comoveu o mundo após o trágico acidente aéreo a caminho de Medellín, na Colômbia, foi testar sua nova prótese em Campinas, após dois meses de espera.
Além de ter sua perna direita amputada, Folmann também sofreu 13 fraturas e perdeu o movimento do tornozelo esquerdo. Mas apesar de tudo, sua reação é de gratidão.
"É bacana. A gente passou por bastante dificuldade, mas a gente sempre agradece a Deus pela segunda chance de viver. Sou muito grato a Ele e agora cabe a mim aproveitar a vida da melhor maneira possível", afirmou.
Folmann revelou que não pensa em se afastar completamente dos esportes e que tem o sonho de voltar a praticar outras modalidades.
"Tenho vontade de jogar vôlei, jogar tênis, um futebolzinho... Tenho certeza que logo logo eu vou poder fazer tudo isso aí", destacou.
Apesar do trágico acidente ter tirado a vida de muitos de seus amigos e quase ter causado a sua própria morte, o ex-goleiro destacou que conseguiu aprender importantes lições após tamanha tragédia.
"A lição eu eu tiro de tudo isso é que a gente tem que aproveitar mais a vida, saber perdoar, amar o próximo. A gente nunca sabe o que o que vai acontecer na próxima hora", finalizou.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO GLOBO ESPORTE
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Ordem dos Pastores Batistas critica ideologia de gênero: "Não tem respaldo legal, nem bíblico"

Ideologia de gênero. (Foto: Getty)
Ideologia de gênero. (Foto: Getty)
A Ordem dos Pastores Batistas do Brasil decidiu se posicionar oficialmente sobre as questões relacionadas a homossexualidade e ideologia de gênero, emitindo um documento elaborado e aprovado em assembleia do dia 18 de abril e intitulado "Declaração sobre homossexualidade, identidade de gênero, orientação sexual, uniões homo e poliafetivas".
Logo no início do documento, a organização justifica a relevância deste pronunciamento oficial, citando o contexto em que a sociedade pós-moderna brasileira e até mesmo algumas igrejas evangélicas se encontram, por muitas vezes influenciadas pela "interpretação equivocada das terminologias e significação das palavras" - o que as leva a reconhecer estas questões como algo "completamente natural".

"O tema identidade de gênero e orientação sexual tem sido amplamente divulgado pelos meios de comunicação e sido objeto de discussão não apenas na sociedade, mas também no âmbito governamental e, especialmente, na obtenção de interpretação impositiva que busca cercear a liberdade de consciência e expressão, além de inserir terminologia e conceituação estranha aos Códigos Legais de nossa Nação causando inúmeros conflitos e interpretação equivocada das terminologias e significação das palavras", destacou o documento.

Primeiramente, o texto expôs o posicionamento da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil sobre a questão da homossexualidade, citando trechos bíblicos para embasar sua declaração oficial.

"Do ponto de vista da compreensão bíblica, a homossexualidade é claramente discutida como sério afastamento, desvio e disfunção em relação à natureza humana e em relação aos propósitos originais da criação conforme temos nos textos a seguir: Lv 18.22; 20.13; Is 3.9; Rm 1.24-27; 1 Co 6.9-10; 1 Tm 1.9-10; Ap 21.8, 27). Consequentemente, tais práticas não são compatíveis com os ensinos bíblicos, nem com a natureza humana criada por Deus", acrescentou.

Ideologia de gênero
O documento também se pronunciou enfaticamente contra a ideologia de gênero, destacando que este formato dado à "luta pelo respeito à identidade de gênero" não tem qualquer respaldo científico, legal, nem bíblico.
"A ciência não possui estudos conclusivos comprovados e representativos que demonstrem alguma alteração morfofuncional cerebral que seja determinística, desde o seu nascimento, naqueles que dizem ter tendência ou comportamento homossexual ou que adotem outras 'identidades de gêneros", afirmou o texto.

"É necessário ainda considerar que afirmações como as de que a identidade de gênero tem fundamentação cientifica, carecem da própria segurança de pesquisa científica séria com reduzida curva estatística demonstrativa, sem linha histórica de acompanhamento desde a infância, portanto, insuficiente para aplicar ao gênero humano em sua inteireza populacional", destacou.

Ainda ressaltando as incoerências científicas da ideologia de gênero, o documento destacou que esta linha de pensamento chega a ignorar a própria biologia.

"Essa ideologia de gênero, então, é uma ideologia da ausência de sexo neurobiogeneticamente falando. É uma crença que afirma que os dois sexos — masculino e feminino — são meras construções culturais e sociais, não existindo, neste caso, papel neurobiogenético inscrito na natureza humana, antes formas sociáveis de desempenhar uma ou mais funções (gênero)", expõe outra parte do texto.

"O que se deseja afirmar com essa opção ideológica é que as diferenças entre o homem e a mulher, fora as óbvias diferenças anatômicas e neurobiogenéticas, não correspondem a uma natureza fixa que torne alguns seres humanos homens, e, outros, mulheres. Portanto, o ser humano pode abranger várias identidades de gênero excluindo totalmente o sexo dentro do que entendemos ser a identidade sexual de criação, conforme explicamos no item sobre as bases bíblicas a respeito do tema", acrescentou.

Concluindo sua crítica à ideologia de gênero, devido à distorção que esta traz à compreensão dos papéis de homem e mulher (biológicos e sociais), a Ordem dos Pastores Batistas afirmou que esta linha de pensamento pós-moderna não tem qualquer respaldo no guia de fé e prática dos cristãos: a Bíblia.

"Em resumo, ainda que tribunais estejam tomando decisões fundamentadas na hermenêutica jurídica ampliativa ao recepcionar a ideologia e a cultura que se tenta implantar e não a letra da Constituição Federal e do Código Civil, entendemos que os argumentos ideológicos de gênero acima descritos não possuem respaldo nestes instrumentos legais e nem na concepção divina para a criação, conforme temos nas narrativas da Bíblia que seguimos como fonte de verdade", finalizou.

O documento foi assinado pelos pastores: Hist. Carlos César Peff Novaes, Adv. Genilson Vaz, João Reinaldo Purin Júnior, Dr. Luiz Roberto Silvado (recém-eleito presidente da Convenção Batista Brasileira), Dr. Pedro Moura, Dr. Lourenço Stelio Rega (relator) e pode ser conferido na íntegra, clicando aqui.

Via: Guiame
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20 de abril de 2017

Igreja de Tocantins indenizará fiel estuprada por auxiliar de pastor


A informação é do Consultor Jurídico:

EXPECTATIVA DE PUREZA 

Por quebra de confiança, igreja indenizará fiel estuprada por auxiliar de pastor

A quebra de confiança decorrente de um crime não afeta apenas o responsável pelo ato, mas também a organização que ele representa, se esse for o caso. Isso porque algumas instituições, por exemplo as religiosas, têm das pessoas uma expectativa de pureza e auxílio espiritual.

Assim entendeu o juiz Océlio Nobre da Silva, da 1ª Vara Criminal de Colinas do Tocantins (TO), ao obrigar uma igreja evangélica a indenizar uma fiel em R$ 300 mil por ela ter sido estuprada por um auxiliar de pastor. O processo foi movido pela mãe da menina depois que ela fugiu com o agressor por acreditar que os dois teriam um relacionamento amoroso.

Mas isso não aconteceu. Ele fez sexo com ela a partir dessa promessa e, depois do ato, não cumpriu com o combinado, fazendo com que a vítima voltasse para casa. A igreja evangélica alegou na ação que não poderia ser responsabilizada pelo ato do auxiliar porque ele não era diretamente ligado à instituição, sendo um fiel com intenções de se tornar pastor.

Porém, o juiz disse na decisão que a estrutura da entidade religiosa mostrava o posto do agressor como uma espécie de período probatório para que se tornasse um pregador daquela fé. Para o magistrado, a ré mentiu ao usar esse argumento.

"Apesar de admitir que [o agressor] é um auxiliar de pastor, a ré tentou dar-lhe a definição de obreiro, ou seja, usando o conceito de um cargo para definir outro. Uma coisa é o pastor auxiliar e, outra, o obreiro. Assim, o autor do ilícito era um pastor auxiliar a que foi chamado, dentro deste processo, de auxiliar de pastor."

Ele destacou que, além da questão puramente institucional, incide no caso a visão que a sociedade tinha do agressor, ou seja, de auxiliar daquele que pregava a fé defendida pela instituição. "É certo que, aquele que auxilia o Pastor não desfruta, no plano jurídico, da mesma autoridade, hierarquia e status , mas aos olhos do leigo a conclusão é outra."

"O prestígio e a respeitabilidade social, aos olhos do leigo, de forma consciente ou não, é inevitavelmente compartilhada entre o Pastor e seu Auxiliar, como o é em relação à esposa do Pastor, aos filhos etc. O auxiliar é um homem que desfruta de prestígio dentro da Igreja, exatamente por ser ele o homem próximo ao líder religioso, desfrutando de uma carga maior de confiança em relação aos demais, tudo por projeção da estrutura organizacional da igreja a que serve", detalhou.

O magistrado também destacou que a igreja não contribuiu, em momento algum, para esclarecer o caso e encontrar a menina, limitando-se a a sugerir e fazer orações para que a vítima voltasse sã e salva. "Se tinha o poder de trazer de volta a criança, através da oração, não o tinha para manter seus membros no caminho do bem? Coisa estranha!"

De acordo com o magistrado, a igreja deve ser condenada pela frustração da confiança gerada pelo caso. Ele explicou que essa quebra de cumplicidade entre o fiel e a instituição também é definida por vários dispositivos legais, por exemplo, o Código Penal ao impor agrantes em homicídios, furtos e apropriação indébita. Também citou o Código Civil, destacando que "a confiança é protegida através dos institutos da surressio, supressio, proibicao do venire contra factum proprio".

Apesar de destacar que a igreja, em momento algum, compactuou com o ato do agressor, o julgador ponderou que foi por meio da instituição que o fato ocorreu, por meio de contatos prolongados entre vítima e agressor que resultaram em relações mais íntimas. "Quando o pai da vítima entregou sua filha para educação religosa foi à Igreja que entregou, não ao pastor ou seu auxiliar. A confiança depositada não era no homem, mas na igreja, no sereno ambiente divino que iniciaria sua filha nos caminhos do Pai."

Segundo o relator, agrava a situação a violação de confiança da família da vítima e sociedade, que acredita na lisura das relações entre a igreja e fiéis. Ao condenar a instituição, ele explicou que, além do estupro, que é crime hediondo, "pois rouba da mulher o que há de mais seu, a sua liberdade sexual", há o dano resultante da quebra da afetividade pela ilusão de um relacionamento que jamais aconteceria e o uso da estrutura de uma instituição social para o crime.

"O estupro causa dano moral indenizável, causa sofrimento, seqüelas psicológicas, danos que transcendem de um mero aborrecimento. Por ser a vítima, à época dos fatos, uma adolescente, o valor deve ser elevado, dado que as sequelas são mais notáveis e, considerando, ainda, o fato de o delinquente tê-la raptado, mantendo-a sob seu poder por vários dias", finalizou.

O número do processo não é divulgado por estar em segredo de Justiça.
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