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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

H.A. - Hipócritas Anônimos


Você faz parte do grupo dos H.A.? A maioria dos hipócritas faz parte deste grupo, pois a maioria dos hipócritas são anônimos. Buscam a todo custo esconder a verdade sobre o que realmente são. Talvez você que lê este artigo seja um deles.  Não quero aqui te julgar, mas te convidar a, assim como eu, refletir sobre o assunto.



 Lembrando, hipocrisia é um vício de aparentar uma virtude, um sentimento que não se tem. Uma espécie de fingimento, falsidade. 

Em nossa vida somos tentados a sustentar situações, que muitas vezes, não representam a verdade. É assim com nossos políticos que buscam passar uma imagem de uma virtude que na maioria das vezes não existe. Usam de diversas estratégias, que nós conhecemos muito bem, para "enganar" seus eleitores e admiradores. A imagem é o mais importante. 

Mas é muito fácil apontar para os outros. Olhemos para nós. Será que não somos tão hipócritas quanto estes políticos?

Gostaria de refletir com aqueles que se denominam cristãos: 

Você é um cristão que busca viver aquilo que professa como convicção? As promessas que fez quando foi batizado ou professou sua fé estão sendo cumpridas? Os compromissos assumidos estão sendo honrados? Quando está na frente das pessoas age de uma forma mais santa que quando está sozinho? O seu interior vale mais do que sua imagem? O que as pessoas pensam sobre você condiz com aquilo que você é de verdade? 

Não quero aqui desanimar ninguém, quero que busquemos viver o evangelho com mais verdade, pois isto é necessário. Não podemos ficar somente apontando para outros, devemos olhar para nós mesmos e começar as mudanças em nós. 

O questionamento feito por Jesus é o questionamento que precisamos nos fazer diariamente:"Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?" (Lucas 6. 46) 

Precisamos eliminar a diferença que existe entre nosso discurso e o que realmente somos e fazemos.

Não seja um hipócrita anônimo! Lembre-se que ao menos duas pessoas conhecem o seu íntimo: Você e Deus.

Seja curado! Mas vá para o inferno...



Estava eu ontem, depois de um dia corrido com os preparativos para o I E.E.B.A., descansando um pouco e assistindo televisão - se é que dá pra descansar assistindo TV. Passeando pelos canais, em horário nobre, passei de raspão pelo programa de um notáveltele-alguma-coisa-que-não-evangelista, o sr. Romildo Ribeiro Soares, que prefere ser chamado de R. R. Soares.

No momento que passei por lá ele estava apresentando um quadro chamado "Missionário Responde", ou algo parecido com isso, em que são gravadas perguntas nas ruas, por sabe-se lá que tipo de pessoas, se pagas pela igreja (igreja?) ou se espontâneas. Uma das duas perguntas foi a seguinte: "Missionário, o que o senhor acha das pessoas que não se preocupam com as almas?". Eu notei um certo sorriso no rosto do que perguntou, não sei se foi ironia ou apreensão por estar na TV. Enfim...

O nobre senhor, ao ter sua imagem novamente estampada na TV, respondeu com um riso - não sorriso, riso mesmo! - dizendo que "... eu não me preocupo com as almas, porque alma tem um monte de jeito: alma perdida, alma penada...". UAU! O cidadão é hoje o brasileiro de maior exposição na mídia, o que permanece mais tempo na TV, usando o nome de Deus através de sua igreja (igreja?) e ele simplesmente não se preocupa com a alma (leia-se salvação) das pessoas! O que ele está fazendo então, além de enriquecer às custas do povo?

O mais engraçado, se não fosse trágico, estava por vir e eu não imaginava. Disse o nobre animador de plateia que sua preocupação está em cumprir a palavra do senhor (não sei que palavra e não sei que senhor) que é de pregar o evangelho que, pelo visto, não é o mesmo que eu conheço, de curar enfermos, libertar as pessoas, etc... Ainda citou algumas de suas relevantes obras como uma senhora que foi curada de algo, outro senhor que foi lerto de um vício e assim por diante.

Em momento algum, NOTE, em momento algum ele disse que as pessoas precisam se preocupar em ser salvas ou que o Senhor Jesus morreu na cruz para nos livrar da condenação do pecado. Falar em mudança de vida, claro, é exigir demais, muito além da capacidade ou da profundidade da teologia maldita, desgraçada e vazia deste nobre cavalheiro.

Ah!, senhor Romildo! NUNCA se esqueça das Palavras do próprio Senhor Jesus Cristo:"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus." (Mateus 7:21).

Eu seu, eu sei! O senhor certamente está se justificando: "mas eu faço a vontade de Deus, veja minhas obras.". Maravilha! Suas obras estão ai, para todo mundo ver. Mas, bem sabe o senhor que o pronunciamento do Senhor não para por aí. Ele continua:"Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?" - Mateus 7:22

WOW! Vamos a um check list? O senhor profetisa? Sim! O senhor expulsa demônios? Sim! O senhor cura enfermos? Todo mundo sabe que sim! O senhor faz maravilhas? Sim! Vamos ver agora o que Jesus diz, na sequencia?

"E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade." - Mateus 7:23

Senhor Ribeiro, não sejamos tolos em achar que o erro está no curar enfermos, expulsar demônios ou seja lá o que for. Definitivamente não! O problema, senhor missionário, está em o que fazemos com isso, qual a finalidade. Tal poder, para realizarmos milagres, prodígios e maravilhas foi-nos concedido pelo Senhor para usarmos disto simplesmente para apontarmos o Caminho, Jesus Cristo, não para nos tornarmos show mans ou fazer riqueza com isso.

O Senhor não entregou sua vida no Calvário, passou por dor e sofrimento somente para nos curar ou nos libertar. Há algo além, há algo muito maior que isso. Na Cruz, somos expostos à vergonha por nossos pecados, nossas falhas, nossa ignorância. Mas é na Cruz, também, que tivemos nossa dívida cancelada, essa mesma dívida que nos expunha à vergonha e nos conduzia à morte eterna. Jesus não morreu para fazer espetáculo! Jesus não morreu para se fazer conhecido!

Jesus Cristo morreu para nos salvar! Jesus Cristo morreu, e designou pessoas - e  isso inclui e mim e ao senhor - para anunciar Suas boas novas, que consistem em: antes estávamos fadados ao inferno, hoje somos livres e temos a salvação! Jesus Cristo morreu porque se preocupava com as almas, inclusive a sua, senhor R. R.!

Por favor, senhor Soares! Antes que seja tarde reveja seus conceitos e, ao invés de se preocupar em ver um caroço sumir ou uma dor de cabeça desaparecer, comece a se preocupar com o destino dessas tantas pessoas que te assistem e que sustentam todo luxo ostentado pelo senhor, inclusive pagando seus muitos programas de televisão. Comece a levar a sério a Palavra do Senhor! E, se nada disso valor, preocupe-se pelo menos com SUA alma!

Sinceramente,

Danilo Miguel
www.semforma.com

Apologética: A importancia de defender com clareza a sua fé


Certamente, todos os cristãos evangélicos, em algum momento de sua vida, já foram confrontados com questionamentos quanto à fé que professam. Isso não vem de hoje. A história nos mostra que em todos os períodos da história humana Deus e o Cristianismo têm sido atacados.

Na Bíblia, encontramos o texto áureo da defesa da fé cristã. Está em I Pedro 3:15: "Antes santificai a Cristo em vossos corações e estejais sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós".

Nesse trecho, Pedro nos dá as bases da defesa da apologia cristã. Em relação à pessoa de Cristo é necessário "santificá-lo em nossos corações"; em relação a nós mesmos: "estarmos preparados"; e em relação aos nossos oponentes: "responder com mansidão e temor".A defesa da fé é denominada "apologia" - que do grego significa "resposta" ou "discurso de justificação". Ela compõe um conjunto de respostas às perguntas feitas sobre Deus, Jesus e o pensamento cristão.
A apologética é essencial à prática missionária. Existem vários tipos de apologética, mas o mais importante a considerar é que só é capaz de defender a fé aquele que tem convicção, certeza de salvação em Cristo Jesus.
Não é objetivo da apologia tão somente ganhar debates/discussões no âmbito filosófico, científico ou teológico, antes pretende cumprir o Ide de Jesus, de forma a pregar o Evangelho de forma a dissipar todas as cosmovisões que sejam antagônicas ao Cristianismo.
A apologética sempre teve grande importância na história da Igreja e foi vital no Novo Testamento para auxiliar os crentes em sua caminhada inicial diante de um mundo contrário à nova fé. Se a apologética foi importante naquela época, quanto mais agora, no mundo atual, que têm sido caracterizado por movimentos filosófico-teológicos denominados como secularismo, relativismo, ateísmo, pós-modernismo e pluralismo.

Nesse contexto social, é de responsabilidade de cada cristão levantar a bandeira do Evangelho e defender as verdades bíblicas não apenas verbalmente, mas também com seu comportamento - é aí que entra o crescimento pessoal a partir da defesa da fé.

Em Tiago 2:18 lemos: "Tu tens fé e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé". São nossas atitudes e nosso coração na obra que refletem a importância de Deus em nossas vidas. Fazer o bem, testemunhar é o comportamento natural de quem está integrado ao propósito de Deus.
É necessário que o crente esteja respaldado por conhecimento a cerca de sua fé, a partir de um estudo sólido e permanente da Palavra de Deus. Nossas atitudes falam muito e o tempo todo. O amor pelas almas perdidas deve ser sempre nosso objetivo, pedindo sempre sabedoria à Deus na hora de defendermos nossa fé.


Por: Leonardo Macambira

O QUE É A APOLOGÉTICA E A SUA IMPORTÂNCIA





A palavra "apologética" vem do grego "apologia", e significa "uma defesa verbal".
O termo é utilizado  8 (oito) vezes no Novo Testamento: At 22:1; 25:16; 1 Co 9:3; 2 Co 7:11; Fl 1:7,17; 2 Tm 4:16; 1 Pe  3:15.
          "Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós" 1Pe. 3:15 
A Apologética é a parte da Teologia que se encarrega de apresentar uma defesa da Bíblia contra toda e qualquer contestação que possa surgir por parte de qualquer pessoa. Nessa defesa pode-se incluir as ciências como: Arqueologia, Paleontologia, Biologia, Filosofia, Matemática, Física, Química...
A Apologética pode ser feita de forma Ofensiva e Defensiva.
A apologética Ofensiva é a que busca aqueles que se opõem a doutrina bíblica e lhes questiona, através de perguntas e problemas propostos, bem como apresenta soluções. Nessa busca é preciso saber diferenciar a apologética ofensiva da agressiva. A finalidade da apologética sempre foi trazer pessoas para Cristo através do esclarecimento das dúvidas e eliminação das heresias, mas nunca desrespeitar ou agredir alguém. Fazer uma apologética ofensiva significa procurar, ir atrás, das pessoas que ensinam o erro, e não agredi-las.
A apologética Defensiva é aquela que apresenta respostas àqueles que vêm em busca do debate. Nesse tipo de apologética ocorre o oposto da ofensiva, pois o apologista é procurado, ao invés de procurar.
O apóstolo Paulo por várias vezes realizou os dois tipos de apologias. Vejamos:
           “E, tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas?”At 17:19
           “De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça com os que se apresentavam”. At 17:17
          “Ele discutia todos os sábados na sinagoga, e persuadia a judeus e gregos.”  At 18:4
           “E eles chegaram a Éfeso, onde Paulo os deixou; e tendo entrado na sinagoga, discutia com os judeus.”       At 18:19
           “Mas, como alguns deles se endurecessem e não obedecessem, falando mal do Caminho perante a multidão, retirou-se deles, e separou os discípulos, disputando todos os dias na escola de um certo Tirano”.  At 19:9  
                A apologética pode, ainda, ser: Evidencial ou Pressuposicional.
                A apologética evidencial é aquela que apresenta evidências para o que é afirmado na Escritura Sagrada, como: Profecias cumpridas, Manuscritos bíblicos, Comprovações históricas etc.
                A apologética Pressuposicional é aquela que aborda as argumentações levantadas pelos que discordam do ensino bíblico. Nesse tipo de apologética se faz necessário, mas do que nas outras, a utilização da filosofia.
                Acreditamos que a boa apologética é aquela que consegue englobar todas essas áreas de conhecimento de acordo com as necessidades, aplicando-as apropriadamente, com mansidão, temor e amor por aqueles que estão vivendo no engano.
                É preciso entender que a finalidade da apologética não é apenas mostrar o erro dos céticos e hereges, mas trazê-los para a Luz de Cristo para que assim sejam salvos.
                A apologética nunca teve como finalidade realizar uma queda de braços para se estabelecer quem tem mais conhecimento, ou maior poder de argumentação e muito menos que é mais intelectual. Antes, a finalidade da apologética é deixar de forma calara a verdade da Palavra de Deus bem estabelecida, pois “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. (Jo 8:32)
                Entendemos que Jesus Cristo chamou apóstolos de diversos níveis sociais e culturais, desde pescadores como Pedro, a intelectuais como Paulo, e todos foram usados por Deus. Com isso, podemos afirmar que para ser apologista não é necessariamente obrigado cursar um seminário. Muito embora também não seja proibido! É necessário, sim, ser chamado por Cristo. Portanto, qualquer crente pode e deve ser um apologista, e é em potencial. Todavia, é preciso entender que as pessoas estão cada vez mais exigentes e buscando cada vez mais respostas convincentes. Dessa forma, é necessário que aquele que deseja ser um apologista se dedique aos estudos, para que possa sempre dar respostas a altura das perguntas que são feitas, e assim represente bem o Evangelho de Cristo e o próprio Cristo. Então, se houver a necessidade de se matricular em um curso bíblico e depois se especializar que o faça para a glória de Cristo e para uma boa defesa da fé.
                Diante de tudo isso, o nosso desejo é que possamos fazer uma boa apologética, frutífera para o Reino de Deus, alicerçada no fruto do Espírito, guiada pelo Senhor, consistente, sólida e firme na Escritura Sagrada e acima de tudo que seja feita para honrar a Deus.


Autor: Robson T. Fernandes




Apologética: Uma necessidade para o evangelismo.



É indiscutível o fato da apologética se tornar cada vez mais necessária para a proclamação da Palavra de Deus. Apologética não consiste apenas em defender a fé cristã, mas também em anunciá-la ou servir como um instrumento indispensável para esta anunciação. A apologética sem o evangelismo é praticamente vã e o evangelismo sem a apologética se torna cada vez mais ineficaz. 

A simples defesa do cristianismo é inútil quando não temos posteriormente a essencial proclamação da Palavra. A defesa é útil para a proclamação e deve estar intimamente relacionada a esta última. É preciso entender o quanto à apologética é útil, mas também o quanto ela pode se tornar inútil quando não utilizada de forma correta.

O apologista cristão Francis A. Schaeffer dizia que o homem moderno, quase em sua totalidade, está tomado pelo relativismo. O pensamento moderno mudou drasticamente o homem e para tanto se torna imprescindível que as formas de evangelismo também sofram intensas mutações. Uma destas mutações é aliar-se forçosamente a apologética.

O relativismo a que Schaeffer se referia pode ser verificado na prática. Estou evangelizando uma jovem de 21 anos, ela diz que todas as coisas etéreas que formam o homem, tais como moral e sentimentos, tem fundamentação orgânica.

Este pensamento conduz necessariamente ao relativismo, pois reduz a moral a um mero mecanismo orgânico (como um hormônio, por exemplo), e pensando assim existe uma relativização do certo e do errado. O homem é reduzido a um ser impessoal e suas atitudes não são essencialmente certas ou erradas, mas indicam sua necessidade de sobrevivência. Como na selva os animais lutam pelo seu espaço (e não precisam se culpar se matam um ao outro para conquistar seus objetivos), os homens também não precisam se culpar se passam por cima do seu próximo – isso é inclusive necessário para a manutenção da raça humana.

A minha pergunta é a seguinte: como é possível simplesmente evangelizar uma pessoa assim? O evangelismo puro e simples neste caso não surtirá muito efeito, pois a mente desta jovem está tomada pelo relativismo. Se ela não diferencia o certo e o errado, simplesmente dizer a ela que Cristo morreu em seu lugar se torna algo incompleto e ineficaz. Aqui nasce a apologética, enquanto uma ferramenta eficaz para o evangelismo. 

No caso desta jovem, preciso prová-la que somos munidos sim de uma moral, que está longe de ser um mecanismo puramente orgânico, e para tanto necessito da apologética. Preciso defender racionalmente minha fé e mostrá-la como seu pensamento está baseado na irracionalidade. A partir daí será possível evangelizar, sem estar falando ao vento.

Insisto novamente que a apologética é importante, mas que deve ser seguida do evangelismo, ou tudo volta à estaca zero. A apologética deve fazer parte do processo evangelístico, e precisa contar para tanto com o essencial auxílio do Espírito Santo. 

É imprescindível preparar a nova geração para evangelizar utilizando-se da apologética. A cada evolução da ciência, a cada nova filosofia, o homem se afasta mais da realidade da Palavra de Deus. A ciência vai se multiplicando e a amor se esfriando. Cabe a nós, como cristãos, defender e comunicar o Evangelho transformador nos adaptando as inevitáveis transformações do mundo.



Prof. Paulo Cristiano
Publicado por Web Evangelista

Show Gospel




No palco, o cantor de rap se esgoela: Vocês estão sentindo a presença de Deus? Então, digam amém!!. Ao meu lado, um casal de namorados (espero) desmentindo a mais famosa lei da física, além da presença de Deus, deve está sentindo outra coisa mais concreta. Este é o grande impasse da industria gospel: é show ou é louvor? É diversão ou é adoração? E uma atividade espiritual ou carnal? São compatíveis ou antagônicas? Poderiam ser simultâneas e harmônicas ou simultâneas e contraditórias?
Didaticamente, vamos tematizar estas possibilidades dentro das seguintes hipóteses: l. Não é diversão, é adoração; 2. Não é adoração, é diversão; 3. Teologia do igual mas separado ou junto mais diferente.

1. Não é diversão, é adoração.
Louvor pode muito bem ser sintetizado em alegria. Quem disse que louvor precisa ser chato, sombrio e sorumbático? Essa é a idéia da teologia carrancuda medieval, basta lembrar que, neste período, o riso era creditado como atividade de satanás. Louvor é a expressão da felicidade. Da felicidade não apenas física, passageira, temporal, mas plena. Ora, se posso – e devo – adorar a Deus com meu dinheiro, meus bens, meus dons, minha casa, enfim, minha vida, por que, então, não poderia adorá-lo com minha felicidade? Daí, que um show (pode-se questionar o termo, mas esse não é o momento da uma avaliação lingüística) além da possibilidade de louvar a Deus com minha voz, posso fazê-lo também com pescoço, braços, mãos, pernas, pés – enfim, com o corpo em sua totalidade. Aliás, o próprio espaço físico, antes ou depois usado para outros fins, neste momento se transforma em espaço sacro. Nisso, inclusive, estão todas as demandas acústicas, sonoras, estéticas, logísticas e, por que não, econômicas. Tudo, sem excluir nenhum aspecto, pode ser usado para a glória de Deus. Portanto, mesmo com a possibilidade de que em algum momento o show pareça apenas diversão, não é diversão, pois, a alegria é também para glória de Deus.
Ora, há quinhentos anos também não se podia combinar louvor com trabalho, mas Lutero e cia subverteram isso. A teologia reformada abençoa o trabalho – sim, o trabalho físico – do carpinteiro, ferreiro, soldado, tanto quanto o exercício litúrgico, sóbrio, compenetrado e sacro de um sacerdote diante de Deus. Não existe uma atividade presunçosamente espiritual, mais sagrada que outra, mas todas – todas mesmos – atividades devem ser feitas para a glória de Deus.

2. Não é adoração, é diversão.
Deus é espírito e sua adoração deve transcender ao tempo e ao espaço. Dançar, pular, bater palmas, assobiar, gritar, tudo isso se reporta a atividades do corpo dentro de uma espacialidade e uma temporalidade determinado. Deus não está limitado, o louvor, portanto, transcende a tudo isso.
Show diz respeito a um grupo em busca de recursos financeiros e diversos outros em busca de entretenimento. Junta-se, então, estas diferentes demandas, dá-se uma lubrificada gospel neste arremedo de culto, com algumas frases chavões, manifesta-se alguns chiliques espirituolóides e a galera se esbalda no trenzinho, na paquera, na dança, e, na falta de outro nome, chama-se isso de louvor!
Louvor nasce na quietude da alma reconhecendo sua finitude diante majestade e santidade de Deus; passa fundamentalmente por uma postura de arrependimento de pecados, confissão e quietude. Como, então, isso seria possível em um ambiente barulhento, cheios de refletores e com canhões de luz, estroboscópios, pessoas entrando e saindo, bebendo refrigerantes, dando gargalhadas, apreciando o visual incrementado uns dos outros e, sobretudo dançando, dançando muito. Isto pode ser diversão, entretenimento, hobby, atividade lúdica ou, dirão alguns, carnalidade, menos adoração.

3. Teologia do igual mais separado, junto mais diferente. Ou o samba do teólogo doido.
A despeito das posições anteriores antagônicas, simplistas e radicais poderia existir uma posição intermediária? Uma tentativa de conciliação entre adoração e diversão, dando uma seriedade na última e um pouco de leveza na primeira? Seria possível relativisar os pontos anteriores e conseguir um meio termo? Talvez. Quem quiser que tente. Mas, ao meu ver, ao se tentar fazer as duas coisas simultaneamente, conseguiu-se uma proeza: errar nas duas.
Simples, ao adorar se divertindo ou se divertir louvando, se piorou ambas. Faz-se um louvor avacalhado e uma diversão encabulada; um louvor artificial e uma diversão culpada. A dita adoração é comercial, pasteurizada, genérica e repetitiva do tipo: diga aleluia, bata palma para Jesus, dê um sorriso para seu vizinho, cumprimente o da esquerda, enfim, clichê. E é bom gritar desde o primeiro momento, pois o doublé de levita (sic) no palco, vai insistir perguntando se você está sentindo a presença de Deus. E você, compulsoriamente, terá de sentir, afinal, pagou o ingresso pra quê?
Adoração tem seu espaço, mas diversão também. Mas não precisamos viver patologicamente nessa ânsia de “louvar” em todas as atividades, pois devemos realizá-las naturalmente, como seres humanos normais, sem o ranço da religiosidade, até porque os propalados “louvorsões” são apenas exercício religioso mal feito para muitos, e lucro para poucos. Aliás, proliferou em nossa época uma imoralíssima indústria da “adora$ão”. O slogan é “uma geração de adoradores está nascendo”, e eu acrescento, uma geração de adoradores ávida por consumir. Afinal, se chegou ao cúmulo do cinismo em se produzir um cd com “As mais ungidas”. São mais ungidas por que vendem mais, ou vendem mais por que são mais ungidas? E, nós evangélicos, ainda temos o desplante de criticar a Igreja Católica por vender indulgências e os cultos afro por cobrarem por suas oferendas. O critério valorativo da industria do louvor é a caixa registradora.
A industria gospel tem vergonha de se assumir como entretenimento, daí a necessidade dessa pasteurizada na adoração. Por que crentes não podem se reunir para se divertir? Realizar reuniões simplesmente para conversar, brincar, desfrutar da leveza da vida? Ludicamente ouvir, ver, sentir, cheirar e comer sem culpa? Louvar a Deus pela vida sem chavões, esquemas, modelos, liturgias, obrigações, ranços. Maldosamente eu diria que o mercado gospel precisa dessa camuflagem para poder vender seus produtos para um curral domesticado. Vendendo o troço como “louvor” pode-se fazer um trabalho amador, cobrar qualquer preço, produzir qualquer ruindade, enfiar na goela da massa qualquer som, afinal basta uma letrinha falando de Jesus.
Convidado para uma festa de casamento, uma atividade pouco espiritual, Jesus não ficou neuroticamente procurando espiritualizar a falta de vinho, simplesmente foi lá e produziu mais. Ele não deveria ter usado seu tempo e seus dons apenas para louvor a Deus? Entre estragar a festa com a compulsória culpa religiosa, Jesus preferiu mais festa.
Em um show recente em SP aconteceu o seguinte: horário da programação 20 horas, a atração do show entrou no palco mais de 23 horas, som com problemas, anúncios mil, um revezamento de grupos e cantores para enrolação do público com imensos intervalos com vídeos clips. Além da aporrinhação forçosa dos cantores em exigirem que o público sentisse a presença de Deus, depois de horas de show-embromação, mais de uma hora de chuva no lado de fora, casa lotadíssima ainda com horário de encerramento do metrô se aproximando. Mas era para louvor de Deus – e benefício da conta dos produtores!
Enfim, não é louvor por causa da irreverência domesticada, da avacalhação festiva, da espiritualidade forçada, da artificialidade litúrgica, da sensualidade subjacente, mas também não é diversão por causa da pobreza amadora, da bandalheira irresponsável, da estética brega, do falso moralismo culposo. Não consegue agradar a Deus nem aos consumidores.
Então é uma espécie de vela para Deus e outra para o diabo? Não, neste caso, ambas as velas estavam apagadas.

Autor: Gedeon Freire de Alencar Diretor pedagógico do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos, mestre em ciência da religião e autor do livro “Protestantismo Tupiniquim. Hipóteses sobre a (não) contribuição protestante à cultura brasileira”, Ed. Arte Editorial.
Vi em : Bereianos

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