Blogroll

"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18
Mostrando postagens com marcador Violência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Violência. Mostrar todas as postagens

21 de fevereiro de 2017

Pastor luterano é brutalmente assassinado no Paraná: “Meu coração está destruído”

“Muita, muita crueldade o que fizeram a você, pessoa de um coração tão puro, sem maldade, sem malícia e repleto de amor”, disse Marcia Riss, irmã do pastor (Foto: Reprodução Facebook)
A irmã do pastor Augusto Riss, se pronunciou pela primeira vez sobre a morte do irmão, encontrado morto no sábado (18) no bosque do Índio, em Umuarama.
Neste domingo (19), por rede social, Marcia Riss destacou o companheirismo do irmão. “Meu doce e querido irmão. Meu cuidador, meu protetor, meu amigo. Meu conselheiro minha presença certa em todas as horas incertas. Meu porto seguro, meu amor, meu exemplo de vida, de amor e de boas atitudes. O que dizer? As palavras ensaiam e não traduzem tudo aquilo que você foi pra mim, nem tão pouco a dor que sinto neste momento”, escreveu.
Ela também aproveitou a ocasião para ressaltar a brutalidade do crime e de agradecer o amor do irmão. “Muita, muita crueldade o que fizeram a você, pessoa de um coração tão puro, sem maldade, sem malícia e repleto de amor. Só posso agradecer a Deus a honra e alegria de tê-lo como meu irmão e todo o amor e carinho que recebi de você desde pequenininha quando você se preocupava em brincar comigo e não me deixar só. Devo muito do que sou a você. Obrigada por tudo que fez por mim, sem medir esforços”, pontuou.
Marcia Riss fez uma emocionada despedida ao irmão. “Obrigada por me amar e por ter cuidado de mim uma vida inteira. Meu coração está destruído, mas sei que Deus em Sua Santa e infinita bondade e misericórdia me dará forças para prosseguir minha vida sem você. Obrigada por tudo! Vá em paz meu grande amor, meu irmão querido”, complementou.

O caso
O corpo do pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil foi localizado na tarde do sábado na principal reserva de mata da cidade. Ele estava desaparecido desde quinta-feira (16), quando deixou a casa da irmã que visitava para um passeio pela cidade. Líder de uma das igrejas luteranas em São Paulo, o pastor já residiu em Umuarama, onde deixa grandes amigos.
Conforme informações preliminares da Criminalística da Polícia Civil, o corpo do pastor apresentava muitos ferimentos, provavelmente provocados por pauladas, que também devem ser a causa da morte. A polícia já investiga o crime e não existem causas conhecidas sobre a sua motivação.
(PortaldaCidade)

26 de janeiro de 2017

Presos evangélicos de Alcaçuz morreram ajoelhados e com bíblia na mão


A guerra de facções na maior penitenciária do Rio Grande do Norte, em Alcaçuz, vai completar duas semanas e segue deixando marcas de terror, lado a incapacidade do poder público de controlar o presídio, onde presos circulam livremente. Como resultado, na chacina que teve no último dia 14, entre os 26 mortos estavam presos evangélicos que não eram membros de nenhuma facção, mas foram assassinados enquanto estavam ajoelhados e com a bíblia na mão, pedindo a Deus salvação.
As informações foram apuradas pelo portal UOL, que colheu depoimento de familiares de alguns detentos, bem como do membro de uma das facções em regime semiaberto, conhecida como “Sindicado RN”, rival do “Primeiro Comando da Capital”, ou PCC. Segundo a investigação, a motivação para a rebelião é por disputa territorial, afiliação de membros para as “gangues”, aumento de renda e, consequentemente, de força.

Para fazer parte de uma facção, o membro ou, “afiliado”, paga uma mensalidade (!), de onde o bando criminoso obtém parte da sua renda, enquanto o membro recebe a proteção do grupo, além de poder integrar outras ações criminosas. Dessa forma, as facções lutam para obter o maior número de membros, sendo os presídios o principal meio de recrutamento dos novos “afiliados”. Quanto maior o presídio, maior é a chance de novas afiliações. Alcaçuz, por exemplo, é o maior do Estado, o que explica a guerra no local.
Cada facção pretende obter o domínio do lugar, por isso exigem do Governo a transferência dos rivais, para que possam fazer recrutamento de novos membros sem precisar enfrentar a concorrência. Foi o que aconteceu, por exemplo, na transferência ocorrida no dia 18, quando 220 presos do “Sindicato do RN” foram levados para outras cadeias. Foi devido a essa decisão que o “Sindicato” ordenou uma série de ataques na capital, insatisfeitos com a medida que, na prática, enfraqueceu a facção dentro de Alcaçuz.

Os presos evangélicos morreram primeiro

Ainda segundo o UOL, no dia 14, quando cerca de 500 presos da facção PCC saíram do pavilhão 5 para invadir o pavilhão 4, encontraram um grupo de 150 detentos, entre eles os que chamam de “massa”, ou seja; presos que não pertencem a nenhuma facção, mesmo assim 26 (confirmados) foram atacados e mortos pelo PCC.
Segundo os relatos colhidos pela reportagem, um pequeno grupo de presos optou não fugir do local, eram os presos evangélicos. Invés disso, eles se ajoelharam com bíblias na mão, pedindo salvação. Mesmo assim foram assassinados, mas não tiveram seus corpos arranhados nem suas cabeças decapitadas, por serem considerados “neutros”. Eles foram os primeiros a morrer.
Recentemente publicamos aqui uma matéria relatando que na última sexta feira (20) a rebelião foi interrompida por um culto evangélico. Divulgamos que provavelmente essa ação é fruto do trabalho evangelístico realizado pela Igreja Verbo da Vida, comandada pelo Pastor Raul Moreira, que já havia feito o batismo de 57 detentos em 2013. Sem dúvida esse é um caso que nos faz lembrar a importância de anunciar, como está escrito:
“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor,” (Atos 3:19)

Bandidos confundem Bíblia com arma e atiram em pastor, no Rio de Janeiro

Marcos é pastor auxiliar na Comunidade Projeto Resgatar Vidas. (Foto: Reprodução/Facebook)
Marcos é pastor auxiliar na Comunidade Projeto Resgatar Vidas. (Foto: Reprodução/Facebook)
Um pastor foi baleado na porta de sua igreja em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na manhã de quarta-feira (25). Marcos Paulo Morais, de 43 anos, chegava para um culto na Comunidade Projeto Resgatar Vidas, quando foi atingido por três tiros na entrada do prédio.
Segundo a esposa de Marcos, Elisângela Morais, de 37 anos, os criminosos confundiram a Bíblia do pastor com uma arma, durante uma tentativa de assalto. O líder evangélico foi ferido de raspão na cabeça.
Elisângela lembra que quando escutou o primeiro tiro, Marcos havia se abaixado em direção ao carro para pegar a Bíblia e o documento que havia esquecido dentro do automóvel.
“Ele [Marcos] conta que, quando estacionou, deu passagem para um carro branco que parou bem perto. Ao sair, viu uma pessoa, mas não percebeu nada de diferente. Aí ele ouviu o som de disparo e achou que fosse uma bombinha, mas colocou a mão na cabeça e sentiu o sangue. Foi quando ele se jogou no chão”, relata a esposa do pastor.
“Acreditamos que ele não ouviu anunciarem o assalto, e aí, quando foi pegar a Bíblia, o bandido achou que ele fosse sacar uma arma”, acrescenta.
Além do ferimento na cabeça, Marcos foi atingido por estilhaços nas costas e na perna. Depois de acontecer o crime, foi possível contar pelo menos oito marcas de disparo no carro ocupado pelo pastor, um Fiat Idea preto comprado há apenas uma semana.

O carro do pastor foi atingido por oito tiros. (Foto: Reprodução)
Marcos é pastor auxiliar na Comunidade Projeto Resgatar Vidas há cinco anos, segundo a esposa. Ele também é bacharel em Direito e trabalha em um escritório de contabilidade. Ele foi inicialmente encaminhado ao Hospital Geral de Nova Iguaçu e, depois, transferido para o Hospital estadual Azevedo Lima, em Niterói.
“Meu marido não tem inimigos. Ele só viu uma pessoa, mas não sabemos se havia outros assaltantes. Estamos muito assustados, mesmo nada tendo sido levado”, diz Elisângela. A delegacia de Nova Iguaçu investiga o caso.
Violência
Um caso semelhante aconteceu em novembro de 2016, também na Baixada Fluminense. O pastor Marco Aurélio Bezerra de Lima, de 48 anos, foi assassinado enquanto evangelizava traficantes no bairro São Leopoldo, em Belford Roxo.
"Meu pai estava sentado no carro, no banco do carona, mostrando as fotos de traficantes que ele conseguiu levar para a igreja. Foi quando veio um cara, que parecia alterado, e atirou nele. O tiro pegou no ombro e atravessou o peito. O amigo do meu pai acelerou o carro e o levou até o Corpo de Bombeiros. Em seguida, foram para o Joca (Hospital municipal Jorge Júlio Costa dos Santos), mas ele já estava morto", lamentou o filho do pastor, Jeremias Costa de Lima, de 23 anos.
Pastor filiado à Assembleia de Deus Missão Sem Fronteiras, Marco Aurélio tinha o costume de evangelizar moradores das favelas naquela área. Ele deixou sua mulher e três filhos.

Via: Guia-me

10 de janeiro de 2017

Justiça decreta prisão preventiva de homem que esfaqueou Valdemiro Santiago

Jonathan Gomes Higino tentou matar o pastor Valdemiro Santiago a facadas no último domingo. (Foto: Veja)
Jonathan Gomes Higino tentou matar o pastor Valdemiro Santiago a facadas no último domingo. (Foto: Veja)
Na última segunda-feira (9), o homem que esfaqueou o pastor Valdemiro Santiago teve prisão preventiva decretada em uma audiência de custódia, segundo informou o Tribunal de Justiça de São Paulo.
O rapaz de 20 anos de idade, Jonathan Gomes Higino foi transferido para um dos Centros de Detenção Provisória da capital (CDPs), mas o local exato ainda não foi confirmado pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).
Líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, Valdemiro foi atacado durante um culto no último domingo, em São Paulo, com uma facada no pescoço, durante um culto.
Após ser socorrido na igreja e levado ao hospital, o pastor gravou um vídeo, falando mais sobre o ocorrido e tranquilizando os fiéis.
Jonathan foi preso em flagrante com o facão enferrujado, que usou para atacar apóstolo Valdemiro. O rapaz está desempregado e disse que passou cinco meses planejando o ataque, após "Valdemiro dizer iria crucificá-lo".
Segundo o pastor, o ataque o pegou de surpresa em um momento que ele estava atendendo e recebendo pessoas na igreja.
“Eu estava impondo as mãos, acabando de ouvir um milagre, um testemunho e entrou alguém por trás. Eu não sei, não vi quem era. Ele deu uma facada no pescoço, ou uma navalha, não sei”, explicou o pastor no primeiro vídeo após o ataque.
A filha de Valdemiro, Juliana Santiago compartilhou uma foto do corte na nuca do pai sendo suturado. (Imagem: Instagram)

O crime
Segundo o boletim de ocorrência, o ataque contra o pastor ocorreu por volta das 7h30 da manhã do último domingo (8), dentro da igreja localizada na Rua Carneiro Leão, no bairro do Brás, em São Paulo.
O segurança do pastor contou à Polícia Civil que Higino estava na fila de pessoas que esperavam para receber uma oração de Valdemiro. Quando conseguiu se aproximar do pastor, o golpeou com três facadas, duas vezes nas costas e uma vez no pescoço.

Via: Guiame

3 de janeiro de 2017

Marido se irrita com música gospel e mata mulher

Marido se irrita com música gospel e mata mulher
A dona de casa Elisângela Aparecida Barbosa de Oliveira, 41, residente na cidade de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, foi vítima de homicídio. Segundo informações da Polícia Civil e do filho, o agressor foi o seu marido, com quem era casada há nove anos.
Pelos depoimentos de Jhonatan de Oliveira Moreira, 21, filho de Elisângela, o assassinato ocorreu com a irritação do homem, de 31 anos, de que sua mulher estava ouvindo música cristã contemporânea.
A irritação, também, teria ocorrido por algo que ele teria visto no computador pelo qual as músicas eram executadas. “Quando ele entrou, começou a falar que ela estava traindo, conversando com alguém, mas só estava escutando música”, disse o filho.
A ação se deu na região norte de Campo Grande, no bairro Vida Nova. A discussão, ainda, foi presenciada por dois filhos de Elisângela, da idade de 11 e 12 anos. Após levar um tiro no pescoço, a mulher foi socorrida por uma vizinha, mas não resistiu. O suspeito fugiu e deixou a arma utilizada no crime no local.
Segundo depoimento de um dos filhos, a família suspeitava de que Elisângela sofria agressões do marido, mas sempre procurava disfarçar. Ainda afirmou que, segundo ela, o marido usava drogas.
“Vizinhos tinham falado, conversamos com ela, mas ela nunca se abriu conosco. Vimos marcas, hematomas, mas ela nunca falou a verdade. Estamos conturbados, tristes, sem chão. Por mais que a gente sabia que isso ia acabar acontecendo, é devastador pra todos”, afirmou.
O filho mais velho ainda afirmou que, por questões religiosas, a mãe nunca aceitou fugir. “Falava que era culpa da droga, maldita droga. Falava que ele jamais faria isso com ela, que podia bater, mas jamais iria matar. A esperança dela era que ele saísse da droga”.
De acordo com informações da Polícia Militar divulgadas pelo G1, vizinhos chegaram a denunciar a violência doméstica. Mesmo assim, durante a ocorrência em maio do ano passado, Elisângela negou que estava sendo agredida.
Via: Gospel Prime

14 de novembro de 2016

Antes de morrer, pastor fez oração por assassino

Antes de morrer, pastor fez oração por assassino
Enquanto a polícia ainda investiga a morte do pastor Marco Aurélio Bezerra de Lima, testemunhas dão novos detalhes do crime. O líder da Assembleia de Deus Ministério Missão sem Fronteiras, em Belford Roxo, Rio de Janeiro fez uma oração pelo seu assassino minutos antes de ser baleado.
Essa informação foi revelada pelo pastor David Silva, ligado ao ministério de Marco Aurélio.  Na sexta-feira (11), enquanto evangelizava traficantes na entrada da favela Gogó da Ema, em Belford Roxo, recebeu dois tiros à queima-roupa.
David também contou que eles faziam esse tipo de trabalho em comunidades, há 15 anos. O pastor Marco Aurélio mantém uma casa de recuperação de viciados no município.
“Ele foi um pai para mim. E era para eu estar com ele naquele momento, só não estava porque precisaram de mim na igreja. Mas antes de ajudar a recuperar vidas, eu fui um deles, e sei a importância desse trabalho. Por isso iremos continuar esse legado que ele nos deixou”, assegurou David ao jornal O Globo.
O pastor morto era conhecido pelo que fazia. Contudo, na sexta foi abordado por um traficante visivelmente drogado e que não o conhecia. Após se identificar como pastor, aconselhou o criminoso e fez uma oração por ele. Minutos depois, segundo conta um amigo que estava com ele, Marco Aurélio, que recentemente fez uma operação na perna esquerda, se abaixou para coçar a perna e pegar uma muleta.
O traficante teria se assustado e baleado o pastor. A polícia acredita que ele possa ter confundido a muleta com uma arma.
O pastor assembleiano tinha 48 anos e foi enterrado neste domingo (13), no Cemitério de Sulacap, na Zona Oeste do Rio. Deixou a esposa, a missionária Márcia Lima; três filhos, Jeremias (23 anos), Kerem (20) e Marcos Vinícius, 17 anos; além de dois netos, Hilary Costa, de 3 anos e Heitor Costa, de oito meses.

Família deseja que traficante se converta

O filho mais velho do falecido, Jeremias, de 23 anos, afirmou: “Quero que esse rapaz vá para igreja. Está nas mãos de Deus. Não quero mal para ele não, cara. Meu pai não ia querer mal para ele, por que eu iria querer?”.
Pelas redes sociais, parentes e amigos expressaram a tristeza com a morte do pastor.
“Como ele sempre dizia: missão dada, missão cumprida. Combati um bom combate, terminei a carreira e guardei a fé! Obrigado por ter sido meu pai”, escreveu Kerem, filha da vítima.
Uma mulher, que seria membro da igreja que ele pastoreava, fez a seguinte homenagem: “vamos sentir saudades deste homem de Deus que, com todas as suas falhas era um homem que ajudava, prestativo e fazia de tudo pelo seu próximo (…) Não podemos questionar, querer entender o motivo. Deus tem o controle de tudo. O Espírito Santo fará o restante, consolar a todos nós”.
VIa: Gospel Prime

7 de novembro de 2016

Pastor registra B.O. por agressão física contra presidente da Assembleia de Deus Madureira


Um pastor da Assembleia de Deus Ministério de Madureira em Campinas registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.) contra o presidente regional da denominação, pastor Manoel Ferreira Neto, por agressões verbais e físicas.
O agredido, pastor Esmael Nascimento dos Santos, 44 anos, acusa Ferreira Neto, do clã que dirige o ministério nacionalmente, de tê-lo agredido verbalmente durante uma reunião e, depois da discussão, ter desferido um tapa em seu rosto.
O incidente teria começado com uma reunião, convocada por Ferreira Neto, para esclarecer boatos de que Santos iria abrir uma igreja na cidade. Na reunião, realizada na sede da denominação no centro da cidade, o pastor presidente se exaltou, mesmo diante das negativas do pastor Santos.
“No momento que deixei a sala onde estávamos, o pastor chamou outros membros da diretoria e me cercaram. Ao virar e dizer para me respeitar, o pastor Neto me deu um tapa no rosto”, contou Santos, de acordo com informações do jornal Correio Popular.
O pastor Esmael Nascimento dos Santos chamou a Polícia Militar e foi encaminhado ao 1º Distrito Policial da cidade, onde registrou o B.O. e depois realizou um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).
“Vou entrar com uma ação, isso não pode voltar acontecer com outras pessoas”, disse, acrescentando que há algum tempo vinha se opondo à forma como a igreja vem impondo metas de arrecadação de ofertas, abordagem política dentro dos templos e outras questões. “Já tentaram me tirar do ministério por não aceitar certas condições e tentaram achar algo de errado que teria feito, mas não conseguiram. Esse era um dos motivos que ele tinha pedido a minha saída da instituição anteriormente”, disse.
Santos é pastor da denominação e há 19 anos dirigia uma congregação no bairro Jardim Nossa Senhora de Lourdes, conhecida como a igreja Sete Quedas. O Correio Popular procurou Ferreira Neto para se posicionar sobre o caso, mas não o encontrou.
Via: Gospel Mais

17 de setembro de 2013

ONU premia freira que atende vítimas de estupro


 

Ao anunciar na segunda-feira 16 a freira congolesa Angélique Namaika como vencedora do Prêmio Nansen, o Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) chamou a atenção para o conflito na República Democrática do Congo (RDC) - ofuscado atualmente pelos caráter sectário de ataques em meio à guerra civil síria, dos atentados quase diários no Iraque e das consequências da ocupação militar do Ocidente ainda em curso no Afeganistão. O prêmio é considerado o mais elevado tributo a defensores dos direitos humanos.
Contra todas as recomendações para sua segurança pessoal, Angélique, de 46 anos, percorre de bicicleta a região de Dungo, no nordeste da RDC, para atender famílias deslocadas pelos combates entre o Exército de Resistência do Senhor (ERS) e o Movimento 23 de Março (M23), também conhecido como Exército Revolucionário Congolês, contra as tropas do governo do país.

Mulheres e meninas tornaram-se vítimas de um armamento hediondo: o estupro. Thethe, Zena e Mboyo, todas refugiadas no Brasil e atualmente vivendo em São Paulo, são testemunhas vivas da brutalidade cometida contra famílias e mulheres na RDC, o antigo Zaire.

No dia 11, ao serem informadas da premiação de Angélique pelo conjunto de sua obra de assistência - aplicada primeiramente a mulheres sem estudos e, desde 2009, também a vítimas do conflito congolês -, as três aplaudiram espontaneamente. Não conhecem Angélique pessoalmente. Mas, sem notícias sobre o destino de suas famílias no Congo, atestam o valor da possibilidade de auxílio aos seus parentes.

"Amo meu país e tento salvar pessoas que vivem aqui", afirmou Angélique, de Dungo, durante uma teleconferência organizada pelo Acnur.

Em 2003, a religiosa começou a auxiliar mulheres congolesas em oficinas de costura e de panificação. Seis anos depois, com o novo ciclo de violência protagonizado pelo ERS no país, passou a trabalhar com vítimas do conflito. No Congo, mais de 2,6 milhões de pessoas foram forçadas a deixar suas casas desde 2009, entre elas a própria Angélique, que afirma ter sido obrigada a se esconder na floresta para escapar da violência dos rebeldes.

Atualmente, 150 mulheres estão sob os cuidados da freira em Dungo. Mais de 2 mil pessoas já receberam sua ajuda desde 2003. Segundo Angélique, mulheres e meninas sequestradas pelos insurgentes estão sujeitas a violência sexual, espancamento e desgastes físicos causados pela subnutrição e pelo trabalho trabalhos escravo - principalmente como carregadoras. Algumas têm os lábios cortados, como punição. Entre as que sobrevivem e escapam, a rejeição se soma ao trauma, pois maridos e pais as expulsam de casa ao saberem dos estupros.

"Quando fui expulsa, sofri a dificuldade de encontrar alguém que me ajudasse. Essas mulheres sofreram muito mais do que eu. Elas foram vítimas de atrocidades", disse a freira. Thethe, Zena e Mboyo não tiveram saída a não ser deixar o país. Ajudadas por diferentes organizações humanitárias, elas chegaram no Aeroporto de Guarulhos.

A triste jornada de Thethe, hoje empregada em uma lavanderia em Itaquera, na zona leste de São Paulo, começou em 2008 em Kinshasa, quando rebeldes mascarados entraram em sua casa e mataram seu pai, um funcionário do governo, com dois tiros na cabeça. O governo, dias depois, expulsou a família da casa onde viviam.

O refúgio na casa de um irmão durou até o fim de setembro de 2010, quando novamente todos foram forçados a abandonar o lar, desta vez pelo ERS. No caminho da casa da avó materna, rebeldes pararam a caminhonete, roubaram os pertences da família e dividiram o grupo. Thethe e sua irmã mais nova seguiram mata adentro com parte dos soldados, carregando o produto do roubo. A mãe e o irmão foram por outro caminho. Nunca mais se viram. As duas moças foram estupradas inúmeras vezes durante três semanas. Thethe ainda exibe a cicatriz de um ferimento profundo na nuca, resultado de uma coronhada.

"Eles fizeram o que quiseram conosco. Depois nos abandonaram, famintas, na floresta. Estávamos sozinhas, não sabíamos o que fazer. A minha nuca, inflamada, doía muito", relatou Thethe, de 30 anos, na unidade da ONG Cáritas do centro de São Paulo, onde recebe auxílio psicológico. "Eu preferia ter morrido", disse.

As jovens foram socorridas na beira de uma estrada por dois homens em um carro, que as levaram para um hospital. De lá, organizações locais providenciaram passaporte e visto - e ambas seguiram para o Burundi e, depois, para o Brasil. "Não há esperança, no Congo, sobretudo no leste. As pessoas sofrem demais. O país parece ter sido sacrificado", disse.

O marido de Zena, assessor político do prefeito da cidade de Bena, foi assassinado em agosto do ano passado. A família foi expulsa de sua casa por soldados do governo, após Zena ter sido estuprada diante de seus três filhos. Levada para um hospital, recebeu auxílio de um padre, que a transferiu com as crianças para um convento. De lá, a família foi acompanhada por um grupo de religiosos até São Paulo, onde hoje vive em um abrigo da Prefeitura, e obtém ajuda financeira da Cáritas. "Com três crianças, não tenho como trabalhar aqui nem como voltar ao meu país. Minha mãe não sabe se estou viva e não tenho como saber se ela está", relatou Zena, de 27 anos.

Mboyo, o marido dela, um técnico de informática, e seus cinco filhos fugiram de um ataque do ERS no ano passado. Mas, em busca de proteção em outra cidade, novamente foram surpreendidos no meio do conflito e se separaram em dois grupos. Mboyo acabou estuprada por rebeldes diante do único filho que a acompanhou. Nunca mais ouviu notícias de seu marido e de seus outros quatro meninos. Recebeu socorro de um religioso, que providenciou sua vinda ao Brasil. "Meu filho me pergunta todos os dias onde está seu pai e seus irmãos. Eu não tenho como encontrá-los", afirmou Mboyo, de 36 anos, que fala apenas seu dialeto nativo.

Histórias como as de Thethe, Zena e Mboyo estão espalhadas pelo mundo, nas memórias de milhares refugiadas congolesas. A irmã Angélique preferiu não sair do país, mesmo sob a ameaça latente de entrar para as estatísticas da violência sexual. Nos últimos anos, ela depôs sobre as atrocidades em seu país diante do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova York, na sede da Acnur, em Genebra, e em reuniões dos governos dos quatro países afetados pela ação do ERS - além do Congo, República Centro-Africana, Sudão do Sul e Uganda. No dia 2, antes de receber oficialmente o Prêmio Nansen, ela será recebida pelo papa Francisco, no Vaticano.



Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,onu-premia-freira-que-atende-vitimas-de-estupro,1075435,0.htm

13 de setembro de 2013

Pastor Marcos Pereira é condenado a 15 anos de prisão por estupro; Igreja emite nota oficial



A Justiça condenou em primeira instância o pastor Marcos Pereira a 15 anos de prisão por estupro de uma fiel da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD).

O julgamento aconteceu na 2ª Vara Criminal de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, e refere-se a um dos casos em que o pastor é acusado de abuso sexual. A decisão ainda é passível de recurso.

De acordo com os autos do processo, o estupro aconteceu no final de 2006, dentro da igreja. “A primeira vez que ele me pegou, eu levei um bom tempo até a ficha cair. Ele me pegou desprevenida. Eu tinha medo dele, né? Fiquei sem reação”, disse a vítima, segundo informações do jornal O Povo.

“As testemunhas ouvidas relatam com firmeza como o acusado é uma pessoa manipuladora, fria, só pensa em si, utilizando-se das pessoas para satisfazer seus instintos mais primitivos e de forma promíscua, utiliza da boa-fé das pessoas para enganá-las. Pelo exposto e por tudo que dos autos consta, julgo procedente a pretensão punitiva para condenar Marcos Pereira da Silva, como incurso nas penas dos art. 214 c/c art. 226, II, ambos do Código Penal”, afirmou a juíza Ana Helena Mota Lima Vale em sua sentença.

Uma das testemunhas afirmou em depoimento durante o julgamento que tinha medo de deixar a igreja e ser morta a mando do pastor.

Marcos Pereira está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro, desde o dia 08 de maio sob acusação de estupro e coação de testemunhas.

Nota Oficial

A ADUD divulgou uma nota oficial comentando a condenação de seu líder fundador. A denominação demonstrou surpresa com a sentença anunciada pela juíza do caso, e afirma esperar que “a inocência do pastor” seja provada, pois Marcos Pereira foi “condenado com base nos depoimentos de supostas vítimas, sem que nenhuma prova fosse apresentada”.

Leia a íntegra da nota:


Fomos surpreendidos pela sentença de condenação do nosso Pastor Marcos Pereira divulgada nesta quinta-feira pela Segunda Vara Criminal de São João de Meriti-RJ. Ressaltamos que esta condenação se deu em primeira instância e, portanto, não é definitiva, cabendo recursos e até a anulação da mesma, tendo em vista as contradições na condução do processo que não está na fase Transitado e Julgado.

Confiamos na verdade, que a inocência do nosso Pastor serà provada. O conteúdo da sentença diz que nosso Pastor foi condenado com base nos depoimentos de supostas vítimas, sem que nenhuma prova fosse apresentada. Se antes nosso Pastor estava “PRESO SEM PROVAS”, agora ele foi (em primeira instância) “CONDENADO SEM PROVAS”. Esta condenação não apaga as DIVERSAS ILEGALIDADES cometidas na condução do inquérito e do processo, além do cerceamento de defesa de que nosso Pastor está sendo vítima. Provas ilegais, tentativa de coação de testemunhas gravada, suposta vítima que revelou em juízo que foi coagida a depor contra o Pastor, mas que, na verdade, nunca foi estuprada, a exposição exagerada e imediata na mídia e a parcialidade nas investigações são fatos que põem em xeque a real situação do processo legal. Confiamos em Deus. Ele é nosso refúgio e fortaleza nos momentos de angústia. ESTAMOS COM NOSSO PASTOR MARCOS PEREIRA, SABEMOS QUE ELE É INOCENTE. Seguimos a obra de Deus com humildade, paciência e esperança. A campanha EU AMO MEU PASTOR está de pé. Nosso mestre Jesus foi condenado. Basta ao discípulo ser como seu mestre. Pastor Marcos Pereira, tu és homem de Deus, Ungido do Senhor. Guardadas as Debora’s proporções, os profetas e apóstolos também foram perseguidos, experimentaram escárnios e acoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada, desamparados, aflitos e maltratados. Homens dos quais o mundo não era digno, como a Bíblia diz em Hebreus 11:36-38. FORÇA ADUD, FORÇA PASTOR MARCOS PEREIRA, AS SUAS OVELHAS CONHECEM O SEU PASTOR! “Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito.” Rm 8:1

Por Tiago Chagas, para o Gospel+




8 de setembro de 2013

Crime e preconceito: mães e filhos de santo são expulsos de favelas por traficantes evangélicos.


A roupa branca no varal era o único indício da religião da filha de santo, que, até 2010, morava no Morro do Amor, no Complexo do Lins. Iniciada no candomblé em 2005, ela logo soube que deveria esconder sua fé: os traficantes da favela, frequentadores de igrejas evangélicas, não toleravam a “macumba”. Terreiros, roupas brancas e adereços que denunciassem a crença já haviam sido proibidos, há pelo menos cinco anos, em todo o morro. Por isso, ela saía da favela rumo a seu terreiro, na Zona Oeste, sempre com roupas comuns. O vestido branco ia na bolsa. Um dia, por descuido, deixou a “roupa de santo” no varal. Na semana seguinte, saía da favela, expulsa pelos bandidos, para não mais voltar.

— Não dava mais para suportar as ameaças. Lá, ser do candomblé é proibido. Não existem mais terreiros e quem pratica a religião, o faz de modo clandestino — conta a filha de santo, que se mudou para a Zona Oeste.

A situação da mulher não é um ponto fora da curva: já há registros na Associação de Proteção dos Amigos e Adeptos do Culto Afro Brasileiro e Espírita de pelo menos 40 pais e mães de santo expulsos de favelas da Zona Norte pelo tráfico. Em alguns locais, como no Lins e na Serrinha, em Madureira, além do fechamento dos terreiros também foi determinada a proibição do uso de colares afro e roupas brancas. De acordo com quatro pais de santo ouvidos pelo EXTRA, que passaram pela situação, o motivo das expulsões é o mesmo: a conversão dos chefes do tráfico a denominações evangélicas.

Atabaques proibidos na Pavuna

A intolerância religiosa não é exclusividade de uma facção criminosa. Distante 13km do Lins e ocupada por um grupo rival, o Parque Colúmbia, na Pavuna, convive com a mesma realidade: a expulsão dos terreiros, acompanhados de perto pelo crescimento de igrejas evangélicas. Desinformada sobre as “regras locais”, uma mãe de santo tentou fundar, ali, seu terreiro. Logo, recebeu a visita do presidente da associação de moradores que a alertou: atabaques e despachos eram proibidos ali.

—Tive que sair fugida, porque tentei permanecer, só com consultas. Eles não gostaram — afirma.

A situação já é do conhecimento de pelo menos um órgão do governo: o Conselho Estadual de Direitos do Negro (Cedine), empossado pelo próprio governador. O presidente do órgão, Roberto dos Santos, admite que já foram encaminhadas denúncias ao Cedine:

— Já temos informações desse tipo. Mas a intolerância armada só pode ser vencida com a chegada do estado a esses locais, com as UPPs.

O deputado estadual Átila Nunes (PSL) fez um pedido formal, na última sexta-feira, para que a Secretaria de Segurança investigue os casos.

— Não se trata de disputa religiosa mas, sim, econômica. Líderes evangélicos não querem perder parte de seus rebanhos para outras religiões, e fazem a cabeça dos bandidos — afirma.

Nas favelas, os ‘guerreiros de Deus’

Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, chefe do tráfico no Morro do Dendê, ostenta, no antebraço direito, a tatuagem com o nome de Jesus Cristo. Pela casa, Bíblias por todos os lados. Já em seus domínios, reina o preconceito: enquanto os muros da favela foram preenchidos por dizeres bíblicos, os dez terreiros que funcionavam no local deixaram de existir.

Guarabu passou a frequentar a Assembleia de Deus Ministério Monte Sinai em 2006 e se converteu. A partir daí, quem andasse de branco pela favela era “convidado a sair”. Os pais de santo que ainda vivem no local não praticam mais a religião.

A situação se repete na Serrinha, ocupada pela mesma facção. No último dia 22, bandidos passaram a madrugada cobrindo imagens de santos nos muros da favela. Sobre a tinta fresca, agora lê-se: “Só Jesus salva”.

O babalaô Ivanir dos Santos, representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), criada justamente após casos de intolerância contra religiões afro-brasileiras em 2006, afirma que os casos serão discutido pelo grupo, que vai pressionar o governo e o Ministério Público para que a segurança do locais seja garantida e os responsáveis pelo ato sejam punidos. “Essas pessoas são criminosas e devem ser punidas. Cercear a fé é crime”, diz o pai de santo.

Lei mais severa

Desde novembro de 2008, a Polícia Civil considera como crimes inafiançáveis invasões a templos e agressões a religiosos de qualquer credo a Lei Caó. A partir de então, passou a vigorar no sistema das delegacias do estado a Lei 7.716/89, que determina que crimes de intolerância religiosa passem a ser respondidos em Varas Criminais e não mais nos Juizados Especiais. Atualmente, o crime não prescreve e a pena vai de um a três anos de detenção.

Filha de santo, que foi expulsa do Lins: ‘Não suportava mais fingir ser o que não era’.

— Me iniciei no candomblé em 2005. A partir de minha iniciação, comecei a ter problemas com os traficantes do Complexo do Lins. Quando cheguei à favela de cabeça raspada, por conta da iniciação, eles viravam o rosto quando eu passava. Com o tempo, as demostrações de intolerância aumentaram. Quando saía da favela vestida de branco, para ir ao terreiro que frequento, eles reclamavam. Um dia, um deles veio até a minha casa e disse que eu estava proibida de circular pela favela com aquelas “roupas do demônio”. As ameaças chegaram ao ponto de proibirem que eu pendurasse as roupas brancas no varal. Se eu desrespeitasse, seria expulsa de lá. No fim de 2010, dei um basta nisso. Não suportava mais fingir ser o que eu não era e saí de lá.

Mãe de santo há 30 anos, expulsa da Pavuna: ‘Disseram que quem mandava ali era o ‘Exército de Jesus”.

— Comprei, em 2009, um terreno no Parque Colúmbia, na Pavuna. No local,. não havia nada. Mas eu queria fundar um terreiro ali e comecei a construir. No início, só fazia consulta, jogava búzios e recebia pessoas. Não fazia festas nem sessões. Não andava de branco pelas ruas nem tocava atabaque, para não chamar a atenção. Um dia, o presidente da associação de moradores foi até o local e disse que o tráfico havia ordenado que eu parasse com a “macumba”. Ali, quem mandava na época era a facção de Acari. Já era mais de santo há 30 anos e não acreditei naquilo. Fui até a boca de fumo tentar argumentar. Dei de cara com vários bandidos com fuzis, que disseram que ali quem mandava era o “Exército de Jesus”. Disse que tinha acabado de comprar o terreno e que não iria incomodar ninguém. Dias depois, cheguei ao terreiro e vi uma placa escrito “Vende-se” na porta — eles tomaram o terreno e o puseram a venda. Não podia fazer nada. Vendi o terreno o mais rapidamente possível por R$ 2 mil e fui arrumar outro lugar.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/crime-preconceito-maes-filhos-de-santo-sao-expulsos-de-favelas-por-traficantes-evangelicos-9868841#ixzz2eMB3Na00

28 de julho de 2013

Manifestantes quebram imagens sacras na Praia de Copacabana







Grupo protesta contra a Igreja quebrando imagens sacras Marcelo Tasso / AFP


RIO — Manifestantes que participam da "Marcha das Vadias" na tarde deste sábado quebraram imagens sacras na Praia de Copacabana, onde milhares de peregrinos aguardam o início da vigília da Jornada Mundial de Juventude (JMJ). A ação partiu de um casal que estava pelado, tampando os órgãos sexuais com símbolos religiosos, como um quadro com a pintura de Jesus Cristo. Esculturas de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Fátima foram destruídas. Em um ponto do protesto, eles juntaram cruzes, jogaram camisinhas em cima e começaram pisar nos artigos religiosos. Um dos manifestantes chegou a botar um preservativo na cabeça de Nossa Senhora.


Veja também
Galeria Marcha das Vadias encontra peregrinos em Copacabana
'Entre a indiferença egoísta e o protesto violento, há uma opção sempre possível: o diálogo', diz Francisco
Protesto contra Cabral e Alckmin tem vandalismo em SP
Princípio de tumulto em protesto na Avenida Atlântica
Galeria Manifestantes protestam novamente no Leblon contra o governador
Em passeata pacífica, ônibus avança sobre manifestantes
PM divulga novas imagens de manifestante que jogou coquetel molotov contra militares
Galeria Após chegada do Papa Francisco, protesto em Laranjeiras
PMs à paisana dão lugar a fardados para vigiar manifestantes

A Marcha das Vadias seguiu do Posto 5, em Copacabana, para Ipanema. A aproximadamente 2,5 quilômetros da casa do governador Sérgio Cabral, um pequeno grupo tentou convencer manifestantes a caminharem até a residência do governador Sérgio Cabral, no Leblon, mas a passeata acabou voltando para Copacabana. Um grupo chegou a protestar em um local próximo a hospedagem da Comitiva do Vaticano, e seguiu em direção à Avenida Princesa Isabel. Os manifestantes chegaram até o cruzamento da Avenida Prado, e após um acordo com a Força Nacional, terminaram o protesto de maneira pacífica por volta das 23h. Segundo a Polícia Militar, o ato chegou a reunir mil pessoas.

As integrantes do movimento fazem críticas ao Papa Francisco, à Igreja e ao governador do Rio, Sérgio Cabral. Elas gritam frases como "A verdade é dura, Papa Francisco apoiou a ditadura", "Não é mole não, a igreja apoiou a inquisição", e "Cabral, chuta que é macumba". Vestidas de biquini e sutiãs, a maioria das manifestantes utilizavam adornos em forma de diabinhos, enquanto outros usavam máscaras. Quando manifestantes tentaram se aproximar do palco da Jornada Mundial da Juventude, foram impedidos por agentes da Força Nacional, que montaram uma barreira humana nas areias da praia. Os fiéis, do outro lado, respondem, rezam, e alguns até tiram fotos.

— A juventude tem direito de protestar, mas o que está rolando é um desrespeito com o movimento dos outros. Cada um tem seu espaço — reclamou a peregrina Mariana Dutra, de 18 anos, do Mato Grosso.

Pela tarde, ao se deparar com o protesto, peregrinos confrontaram a passeata cantando "Esta é a juventude do Papa", frase que virou uma espécie de grito de guerra dos jovens. Um grupo de argentinos decidiu passar pelo meio da manifestação. Manifestantes responderam gritando palavras de ordem, como frases a favor da camisinha. Alguns católicos que passavam pelo local criticaram o movimento.

— Acho um desrespeito. Eles poderiam fazer em outro lugar ou em outro momento. A JMJ é um momento nosso — disse Júlia de Moura, de 17 anos.

A passeata deixou o Posto 5, onde estava concentrada, por volta de 15h, com 450 pessoas, que se misturavam aos peregrinos. Bandeiras do movimento LGBT e de partidos políticos podiam ser vistas com o grupo. Algumas manifestantes levavam cartazes com frases como "Meu corpo não pertence à Igreja" e "Sou cristão e apoio a Marcha das Vadias", enquanto outras exibem os seios nus.

Apesar das imagens quebradas, o clima entre manifestantes e católicos, no entanto, é tranquilo. Muitos peregrinos não se dizem incomodados com a manifestação. Enquanto a passeata seguia, três senhoras rezavam com terços na mão. Eulália Cabral, de 56 anos, chegou a abraçar alguns manifestantes. Ela disse que não estava constrangida com o ato:

— Vim para ver o Papa, acabei vendo a manifestação. Não tenho nenhum constrangimento. Vivemos em país democrático. Eles são livres para se manifestarem. A causa é válida, mas não acho que isso tem que ser feito dessa forma. Continuarei aqui rezando. A minha fé não se abala.

Marco Rocha, que integra o grupo da "Marcha das Vadias", disse que foi "super bem tratado" pelos peregrinos, que até foto fizeram deles:

— A marcha acontece todos os anos em Copacabana nesta mesma data. Este ano foi cancelada por conta da JMJ. Mas resolvemos vir mesmo assim.

O grupo “Católicas pelo Direito de Decidir”, favorável à "Marcha das Vadias", distribuía uma carta aberta ao Papa Francisco chamada "Queremos uma nova Igreja".

— A gente segue o legado de Jesus Cristo, ele pregava a vida. Somos a favor do direito reprodutivo e da vida das mulheres. A maioria das mulheres que sofrem aborto são católicas, temos que preservá-las — afirma Valéria Marques, uma das organizadoras do movimento.

Manifestantes justificaram a passeata bem no momento da realização de um evento católico. Alexia Ferreira, de 27 anos, explica que a intenção do protesto é incentivar o debate:

— Não se prode promover um evento com uma única ideia. O ato é uma tentatativa de diálogo.

Joana Moraes, de 22 anos, também defendeu a "Marcha das Vadias":

— Não queremos confronto, tanto é que a organização da passeata decidiu ir na direção contrária dos peregrinos.

Princípio de confusão em protesto após a Via Sacra

Nesta sexta-feira, um protesto após o término da Via Sacra, realizada na Avenida Atlântica, teve um princípio de confusão depois de um manifestante, exaltado, discutir com um policial que tentava revistá-lo. O protesto começou por volta das 17h, quando um grupo de 50 pessoas se reuniu em frente à estação Cardeal Arcoverde com faixas e cartazes contra o governador Sérgio Cabral.

À noite, quando o número de manifestantes já tinha subido para cerca de 300 pessoas, o grupo seguiu pela Barata Ribeiro em direção à Avenida Atlântica. Lá, cerca de 70 homens da Força Nacional formaram um cordão de isolamento para impedir a passagem dos manifestantes na orla. Um grupo chegou a tentar invadir a área reservada para a imprensa, mas foi impedido pela polícia.

Sob chuva, o grupo seguiu pela Avenida Nossa Senhora de Copacabana em direção a Ipanema, mas depois deu meia volta. Eles atravessaram o Túnel Velho e entraram em Botafogo, seguindo em direção à Lapa. Fiéis que assistiram à encenação da Via Sacra na Praia de Copacabana tentam desviar do caminho do protesto, que terminou de forma pacífica.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/manifestantes-quebram-imagens-sacras-na-praia-de-copacabana-9220356#ixzz2aMVQCccG
© 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

4 de julho de 2013

TJ nega novo habeas corpus a pastor acusado de estupro.


O pastor Marcos Pereira da Silva participa de culto da igreja evangélica Assembléia de Deus dos Últimos Dias, no bairro de Édem, em São João de Meriti
  • O pastor Marcos Pereira da Silva participa de culto da igreja evangélica Assembléia de Deus dos Últimos Dias, no bairro de Édem, em São João de Meriti
O desembargador Gilmar Augusto Teixeira, da 8ª Câmara Criminal do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), negou na quarta-feira (3) novo pedido de habeas corpus em favor do pastor Marcos Pereira da Silva, 56, líder da Adud (Assembleia de Deus dos Últimos Dias), acusado de estuprar uma seguidora da igreja.
A defesa do religioso pretendia revogar o recebimento da denúncia ajuizada na 2ª Vara Criminal de São João de Meriti. Na decisão, o desembargador assinala que "a nova ação é manifestamente improcedente". E lembra que, em 5 de junho, a 8ª Câmara Criminal negou, por unanimidade, um habeas corpus idêntico. Segundo o relator, o novo pedido não tem outro condão senão o de afrontar a coisa julgada material.
O religioso está preso desde 7 de maio, acusado de estuprar duas fiéis de sua igreja. Os processos tramitam na 1ª e 2ª Varas Criminais de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, cidade onde fica a sede da Adud.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2013/07/04/tj-nega-novo-habeas-corpus-a-pastor-acusado-de-estupro.htm

31 de maio de 2013

Sexo, dinheiro e exploradores do evangelismo.

Candido Mendes, O Globo
Avulta, nestes dias, a exploração do evangelismo, a aproveitar-se cada vez mais da nossa subcultura. Do campo político ao da dominação dos crentes, na esbórnia sexual do pastor Marcos Pereira.
As fiéis de sua igreja aí estão às portas do presídio, nas fotos da vigília da fidelidade, em batas coloridas e esperas pelo ídolo. Foram salvas pelo sexo, na retribuição exigida pelo abraço do pastor. Inclusive, na organização sistemática de orgias em prédio da Avenida Atlântica.

Pastor Marcos Pereira

Mas a gravidade maior desta infestação pseudo-religiosa reside na mídia, no anúncio dos milagres de auditório, com a repetida e proclamada cessação de dores, no minuto certo, e o subsequente “agradecimento ao Senhor”, acompanhado da esmola farta.
A liberdade religiosa nada tem a ver com a impunidade das trampas destes programas e a passagem à impostura, com a garantia da presença do demônio, nas sextas-feiras, às 5h da tarde. A exploração vai ao exponencial, nas multi-igrejas dos “últimos dias”, e na formação instantânea dos ditos pastores, nascidos das conveniências da hora.
Inquieta, no outro extremo, a prática dos exclusivismos sociais, transpostos à ação política, ora manifestada na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, pelo pastor Marco Feliciano. O dislate diz do nosso indiferentismo cidadão, não obstante a força do protesto, que, graças a Deus, ainda não se acomodou.
Mas o acinte de ver o diabo nos opositores mais se reforça na determinação do seu partido de mantê-lo à frente, num obscurantismo insuportável à democracia brasileira. Mais grave é o reconhecer-se que ditas manifestações de fé, no terreno da nossa subcultura, só prosperam pela radicalização e pelo confronto, sem volta. Impressiona, ao mesmo tempo, a colheita dos dízimos, inspecionada, na hora, pelos celebrantes.
Diante da prevalência dos direitos humanos, assegurados pelas leis fundamentais da nossa Carta, choca a permanente impostura dos milagres midiáticos, protegidos pela “liberdade dos crentes”.
Sem dúvida, Feliciano surgirá com uma supervotação nas próximas urnas. Encarnará as “potestades do bem contra os demônios”, na polarização extrema da passagem da religião à política, e num retrocesso lamentável da democracia do século XXI.
Marcos Pereira e Marco Feliciano põem à luz um submundo que não pode ser confundido com o evangelismo, a prosperar na crença de um genuíno e generoso pluralismo da fé.

Candido Mendes é integrante do Conselho das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações.

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2013/05/31/sexo-dinheiro-exploradores-do-evangelismo-por-candido-mendes-498571.asp

Crime de intolerância: vizinho mata família evangélica por discordar de opção religiosa

Crime de intolerância: vizinho mata família evangélica por discordar de opção religiosa
Uma família foi morta a facadas por um vizinho que não concordava com a opção religiosa deles, que eram evangélicos.
O rapaz, que segundo a Polícia Militar estava transtornado, invadiu a residência dos vizinhos e desferiu golpes contra todos os que estavam na casa: o pai, a mãe, e os dois filhos do casal, de um e três anos de idade.
Um terceiro filho do casal, de 10 anos, que estava na escola na hora do ataque, escapou sem ferimentos. A menina de três anos foi salva pela mãe, que correu após sofrerem os primeiros golpes.
Na fuga, a mãe que carregava filha avistou uma viatura da Polícia Militar e pediu ajuda. Os policiais localizaram o suspeito que se rendeu e demonstrava estar desorientado. Socorridas, mãe e filha foram levadas ao hospital, com ferimentos graves. Entretanto, mesmo passando por uma cirurgia, a mãe não resistiu.
O rapaz que realizou o ataque e o pai da família que foi atacada eram sócios numa loja de móveis, mas o motivo do surto que resultou na morte das três pessoas foi a discordância dele em relação à religião praticada pelo amigo.
Na delegacia, o rapaz afirmou que não concordava com o fato de eles serem evangélicos e que não se arrependia de tê-los matado.
Assista reportagem do R7 sobre o caso neste link.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

16 de abril de 2013

A covardia da criminalização juvenil





O Brasil registrou nos dados consolidados de 2010 um número impressionante de homicídios, 49.932 – um aumento de 259% em relação a 1980. O Brasil é – qual a novidade? – um país violento.
presidio
E quem são as maiores vítimas? Pobres, negros/pardos e… jovens.
O aumento das taxas de homicídio no país aumentaram quase que linearmente até 2003, quando começaram a apresentar eventuais quedas, como a notável queda entre os anos de 2003 e 2007, porém apresentando igualmente número que fazem inveja a qualquer país em conflito civil.
Para se ter uma ideia, a ONU calcula que, somente dentro da Síria, devido a uma guerra declarada, já morreram mais de 70 mil pessoas em dois anos. No Brasil morreram mais de 100 mil, no mesmo período, sem que nenhuma milícia tenha contestado a autoridade do poder central. Em 2010, por exemplo, morreram 137 pessoas por dia, em média – número superior ao do massacre do Carandiru (111). E todos os dias.
Os números absolutos são assustadores – e também o são percentualmente.
Entre 1980 e 2010 – 31anos portanto – o país perdeu 1 milhão de pessoas para a violência, com cerca de 70% deles por decorrência do uso de alguma arma de fogo. Em quase 20 anos de guerra na Somália (1982-2000), foram 30 mil mortos. A guerra civil na Colômbia deixou 45 mil vítimas em 36 anos. A guerra civil de Angola meio milhão de pessoas em 27 anos. A guerra civil na Guatemala fez 400 mil vítimas em 24 anos.
As perdas humanas somente no Brasil equivalem, em média, às perdas humanas nos 12 principais conflitos armados pelo mundo – incluindo alguns dos mais sangrentos, como Iraque, Sudão, Afeganistão, Paquistão e República Democrática do Congo.
Alguém tem dúvida de que trata-se – não de uma guerra, mas – de uma tragédia humanitária absolutamente bárbara e desumana? Eu não.
E não adianta tentar argumentar que o Brasil é um país de dimensões continentais. Trata-se de um notável falso argumento. O país tem taxas de homicídios por armas de fogo quatro vezes superiores aos da China, que tem sete vezes mais população que o Brasil. A Índia, com 6 vezes mais habitantes que o Brasil, tem 12 vezes menos assassinatos com armas de fogo.
E quem são as maiores vítimas por aqui? Pobres, negros/pardos e… jovens.
Enquanto 73,2% dos jovens brasileiros – 15 a 24 anos – morrem por “causas externas”, entre os não-jovens essa proporção não chega a 10%. Enquanto 38,6% dos jovens morrem por homicídios no país, entre os não-jovens essa proporção é de 2,9%.
Os dados do ‘Mapa da Violência’ de 2012, por exemplo – para deixar evidenciado para os que ainda não entenderam – mostram que entre 1980 e 2010 morreram no Brasil, segundo os registros do Ministério da Saúde, um total de 799.226 cidadãos vítimas de armas de fogo. Sendo que 450.255 mil deles eram jovens entre 15 e 29 anos de idade.
Dois em cada três vítimas fatais das armas de fogo são jovens. Quase meio milhão, e contando. E – na outra ponta – dos cerca de 26 milhões de jovens e adolescentes entre 12 a 18 anos, menos de 0,2% estão em conflito com a lei.
O Brasil segue um padrão às avessas quando se trata de encerrar – por comparação – um conflito civil de grandes proporções.
Segundo os órgãos internacionais mais experientes neste tema, você encerra uma tragédia como esta com três medidas nada simples, porém essenciais: (1) Fim da facilidade de acesso a armas de fogo; (2) o fim da cultura da violência e do discurso do ódio; (3) exemplar punição por meio de um processo justo e idôneo e a reconciliação “entre as partes”, inclusive com a adoção de conhecidos métodos de ressocialização e entendimento mútuo.
Quando a sociedade brasileira se depara com um assassinato bárbaro ou uma chacina, entra em pânico. Morrem 137 pessoas por dia, mas somente quando algo “aparentemente” grave acontece, queremos resposta.
A tática generalizada é muito simples: elencam-se estes e outros problemas – falta de controle das mais de 15 milhões de armas de fogo (registradas e não registradas), a cultura da violência que dá origem aos motivos fúteis ou aos impulsos, o baixíssimo grau de resolução dos inquéritos policiais – para, então, relacioná-los diretamente a qualquer outro motivo menor para tais crimes.
Como – por exemplo – à maioridade penal de 18 anos.
E o motivo é mais do que óbvio: é mais fácil criminalizar uma parte vulnerável da população do que enfrentar as causas do problema já devidamente constatadas. O lobby da indústria bélica é notavelmente maior do que o lobby a favor das crianças e adolescentes.
É como se um país em meio a uma guerra civil sugerisse que as suas crianças-soldado paguem pelos terríveis crimes contra a humanidade que cometeram, após terem sido arrancados de suas famílias, escolas, comunidades. Quer dizer, é a mesma coisa.
Conhecemos muito bem o desafio: a posição de que devemos ser mais “duros” com as crianças e adolescentes é um fruto inequívoco desta mesma cultura da violência que, em um ciclo perverso, mantem reféns pessoas ingênuas, numa espiral de medo e pânico. O desafio é conhecido, porém nada simples.
___________________
Artigo de opinião, com dados de arquivo pessoal e do mapadaviolencia.org.br. Por Gustavo Barreto, membro do Conselho Editorial da Vírus Planetário.

SEGUE ENTREVISTA:
Para falar sobre o assunto, a Fórum entrevistou o advogado Ariel de Castro Alves,especialista em Políticas de Segurança Pública pela PUC- SP e ex- conselheiro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). Para ele, “reduzir a idade penal seria como reconhecer a incapacidade do Estado brasileiro em garantir oportunidades e atendimento adequado à juventude. Seria como um atestado de falência do sistema de proteção social do País”. Confira abaixo a entrevista da RevistaFórum:
Revista Fórum – Por que o debate sobre a redução da maioridade penal sempre vem à tona após crimes contra jovens de classe média como o assassinato de Victor Deppman?
Ariel de Castro Alves - Os familiares das vítimas têm todo o direito de se manifestar e provavelmente se eu estivesse no lugar deles, após ter perdido um ente querido, também pediria a redução da idade penal ou até pena de morte. Mas temos que diferenciar a emoção da razão. Racionalmente entendo que esta não é a solução para a questão da criminalidade infanto-juvenil no País.
Às vezes também parece que só a vida de jovens de classe média ou alta tem valor na sociedade brasileira. Milhares de jovens são assassinados todos os dias nas periferias e poucos tratam do assunto ou se revoltam e exigem soluções para os casos. Existe muito oportunismo e demagogia nessas discussões.
Há 17 anos venho me posicionando a atuando contra a redução da idade penal. Entendo que se trata de medida ilusória já que o que inibe o criminoso não é o tamanho da pena e sim a certeza de punição. No Brasil existe a certeza de impunidade já que apenas 8% dos homicídios são esclarecidos. Precisamos de reestruturação das polícias brasileiras e melhoria na atuação e estruturação do Judiciário.
As propostas de redução da idade penal também são inconstitucionais, só poderiam prosperar através de uma nova Assembléia Nacional Constituinte. Além disso a reincidência no Sistema Prisional brasileiro, conforme dados oficiais do Ministério da Justiça, é de 60%. No sistema de internação de adolescentes, por mais crítico que seja, estima-se a reincidência em 30%. A Fundação Casa de São Paulo tem apresentado índices de 13%, mas não levam em conta os jovens que completam 18 e vão para as cadeias pela prática de novos crimes.
Essa medida é enganosa, só vai gerar mais crimes e violência. Teremos criminosos profissionais, formados nas cadeias, dentro de um Sistema Prisional arcaico e falido, cada vez mais precoces.
Revista Fórum – De acordo com a legislação atual, quanto tempo o adolescente que atirou em Victor pode ficar preso?
Ariel de Castro Alves - O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece até 3 anos de internação (privação de liberdade). Se o autor do crime sofrer transtornos psiquiátricos e ficar demonstrada a sua periculosidade através de laudos e relatórios após os 3 anos, a lei que criou o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, que entrou em vigor em abril de 2012, prevê a ampliação do tempo por prazo indeterminado, transformando a internação socioeducativa em internação psiquiátrica.
Revista Fórum – O governador Geraldo Alckmin anunciou que seu partido (PSDB) vai enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para tornar o Estatuto da Criança e do Adolescente mais rígido, com penas maiores para menores. O que o sr. acha disso? Deve-se punir com mais rigor?
 
Ariel de Castro Alves - Ele já anunciou essa proposta em 2003 e 2012, após momentos de clamor social diante de crimes graves e rebeliões na Fundação Casa, mas ele mesmo não deu sequência. Vejo certo oportunismo e demagogia nesta atitude.
A questão da ampliação do tempo de internação é passível de discussão, cabe ao Congresso Nacional criar uma Comissão Especial e tratar do tema com vários especialistas. Toda lei pode ser atualizada ou reavaliada, o Estatuto da Criança e do Adolescente neste item também pode ser, se o congresso e os especialistas assim entenderem. O que não podemos é ter legislações com base na emoção e sim pela razão. O clamor popular após esses casos gravíssimos não contribui com o processo legislativo e abre espaços para oportunismos. Porém, se o tempo de internação ao invés de até 3 anos, fosse de 6 anos, possivelmente a Fundação Casa teria 18 mil internos, ao invés dos 9 mil que tem hoje, tendo mais superlotação e sendo necessários mais investimentos do Estado.
Já a proposta do governador de transferir os jovens da Fundação Casa para presídios é totalmente inadequada. O Sistema Prisional Paulista está com a superlotação acima dos 100%. Além disso a reincidência passa dos 60% e muitas prisões são dominadas por facções criminosas. Já a Fundação Casa tem anunciado a reincidência em torno de 13%. Colocar os jovens num sistema prisional falido e superlotado só vai aumentar a criminalidade no Estado.
Ao invés de transferir os maiores de 18 para presídios, é pertinente que existam unidades de internação específicas aos jovens com idades entre 18 anos até completarem os 21 anos. É uma obrigação do Estado já prevista na lei. Eles não podem ser transferidos  para presídios comuns, já que a medida socioeducativa deve ser cumprida em unidade de internação e não em presídios comuns. Apesar dos jovens já terem 18 anos de idade, eles cometeram o ato infracional quando tinham menos de 18 anos e podem cumprir até 3 anos de internação, ou até completarem os 21 anos.
Revista Fórum – Quais medidas seriam efetivas para conter a violência que atinge níveis absurdos em São Paulo, com altos índices de homicídios por arma de fogo principalmente nas periferias?
 
Ariel de Castro Alves - O Estatuto da Criança e do Adolescente gerou muitos avanços nos últimos anos com relação ao atendimento às crianças, mas, ainda, no atendimento aos adolescentes deixa muito a desejar, principalmente nas áreas de educação, saúde e profissionalização. A prevenção, através de políticas sociais, custa muito menos que a repressão. O futuro do Brasil não pode ser condenado à cadeia.
São necessários programas de inclusão e oportunidades visando à emancipação social dos jovens. Sempre digo que só com conselhos e atendimentos esporádicos não temos como convencer o jovem a deixar o envolvimento com o crime. Temos que ter programas capazes de criar um novo projeto de vida para os adolescentes, que envolvam suas famílias. Programas com subsídio financeiro, que ofereçam bolsa-formação, oportunidades de estágios, aprendizagem, cursos técnicos, empregos, com ações dos órgãos públicos e também da iniciativa privada.
Quando o Estado exclui, o crime inclui. Se o jovem procura trabalho no comércio e não consegue, vaga na escola ou num curso profissionalizante e não consegue, na boca de fumo ele vai ser incluído. O Estatuto da Criança e do Adolescente tem o caráter mais preventivo do que repressivo. Se o ECA fosse realmente cumprido sequer teríamos adolescentes cometendo crimes. É exatamente pela falta de cumprimento do Estatuto e pelo alijamento  de muitas crianças e adolescentes dos seus direitos fundamentais previstos no ECA é que temos adolescentes envolvidos com a criminalidade.
A ausência de políticas públicas, programas e serviços de atendimento, conforme prevê a lei, e a fragilidade do sistema de proteção social do País favorecem o atual quadro de violência que envolve adolescentes como vítimas e protagonistas. Isso só será revertido quando realmente for cumprido o princípio Constitucional da Prioridade Absoluta com relação às crianças e adolescentes, o que atualmente ainda é uma utopia. Quem nunca teve sua vida valorizada, não vai valorizar a vida do próximo. O que esperar de crianças e adolescentes que nunca tiveram acesso à saúde, educação, assistência social, entre outros direitos. Muitas vezes não tiveram sequer uma família efetivamente. E sempre viveram submetidos a uma rotina de negligência e violência. A negligência, a exclusão e a violência só podem gerar pessoas violentas.
Em abril de 2012, entrou em vigor a Lei que criou  o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, o cumprimento desta lei também resultaria num atendimento mais adequado aos adolescentes infratores no País, com ações qualificadas por parte dos municípios, dos estados e do governo federal. Mas, ainda, o poder público tem se omitido no cumprimento desta lei, mantendo unidades de internação ou programas de atendimento em meio aberto totalmente inadequado.
Fonte: http://www.hilarioesevero.com/2013/04/a-covardia-da-criminalizacao-juvenil.html

27 de fevereiro de 2012

Descoberto assassino de Robinson Cavalcanti


O pastor da Igreja Anglicana, cientista político e ex-reitor da Universidade Federal Rual de Pernambuco (UFRPE), Edward Robison Cavalcante, de 64 anos, e a esposa dele, a professora aposentada Mirian Nunes Machado Cotias Cavalcante, também de 64 anos foram assassinados na casa da família, na Rua Barão de São Borja, número 305, em Jardim Fragoso, Olinda.
De acordo com a policia, o autor do crime é o filho adotivo do casal Eduardo Olímpio Cotias Cavalcante, de 29 anos. O rapaz morava nos Estados Unidos desde os 16 anos de idade e teria voltado ao Btasil há cerca de 15 dias depois de ter sido preso no país estrangeiro várias vezes por envolvimento com drogas e outros delitos.
Segundo o reverendo Hermany Soares, amigo da família, quando Eduardo chegou ao Brasil, ele foi buscá-lo no aeroporto e ainda no desembarque teria perguntado onde compraria uma arma.
Ontem pela manhã, o rapaz saiu de casa, foi beber na praia e voltou à tarde. À noite ele foi visto amolando uma faca na frente do portão de  casa. Por volta das 22 horas da noite, Eduardo começou a discutir com o pai, pegou a faca e começou a golpear o idoso. A mãe foi defender o marido e também foi esfaqueada.
O bispo Robison morreu no quarto. Já a mãe ainda foi levada para o Hospital Tricentenário, em Olinda, com uma facada no peito esquerdo, mas já chegou morta. Após o crime, Eduardo tentou cometer suicídio ingerindo uma substância não identificada e aplicando vários golpes de faca no próprio peito. Ele foi levado para o Hospital da Restauração (HR) em uma viatura da Polícia Militar. Eduardo estava passando por um processo de deportação.
Segundo informações de parentes, o bispo Robinson foi o coordenador regional da primeira campanha do ex-presidente Lula para presidente da República, que o teria visitado em casa depois de eleito. O bispo também foi candidato a deputado federal e proferiu palestras na ONU.