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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18
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23 de dezembro de 2016

Podemos Julgar Uns aos Outros? - Leonardo Dâmaso

Texto base: Mateus 7.1-5
Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. Por que tu vês o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás  claramente para tirar o argueiro do olho do teu irmão.

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INTRODUÇÃO
Frequentemente, tanto cristãos como não cristãos, utilizam-se desta porção da Escritura para alegar que não devemos julgar uns aos outros. Segundo esta “regra popular” do Não julgue, para que não seja julgado!, a qual está aferrada na mente das pessoas, não devemos fomentar, de maneira alguma, qualquer tipo de crítica ou aferição moral sobre outras pessoas. É terminantemente proibido! Se, porventura, insistirmos em reprovar algum ato execrável de alguém, estaremos incorrendo em desobediência ao que a Escritura determina para não fazermos, e também seremos alvos de veementes críticas e avaliações negativas dos que “aparentemente” observam o preceito de que não devemos julgar.
Contudo, será mesmo que não se pode criticar alguém? É isso mesmo o que a Escritura ensina? É proibido julgar uns aos outros? NÃO! Podemos expressar nossas opiniões sobre aquilo que está errado. Devemos criticar, pois, ao contrário do que muitos imaginam, é um imperativo bíblico de extrema importância e necessário por algumas razões que veremos a seguir. Mas, para isso, existem alguns critérios na Escritura que devem observados no ato de “julgar”.
O texto a lume é uma parte do sermão que Jesus enunciou no monte. Os versículos 1-5 compreendem um pequeno trecho da perícope maior, que termina no versículo 12. Destarte, podemos extrair duas lições que o Senhor ensina aqui por dois imperativos – um negativo [o que não devemos fazer] – e outro positivo [o que devemos fazer], os quais são:
1 – O dever social dos cristãos (7.1-2). 2 – O dever pessoal dos cristãos (7.3-5)

ARGUMENTAÇÃO
1 – O dever social dos cristãos (vs.1-2)
Temos aqui um imperativo negativo, e, em seguida, a explicação do mesmo.
O termo julgueis, no grego κρινω (krino), é a disposição de criticar de maneira acentuada. Significa “distinguir, decidir (mentalmente ou judicialmente). Vingar, concluir, condenar, maldizer, decretar, recorrer à lei; questionar, sentenciar a, pensar. É separar, discriminar entre o bem e o mal, selecionar, escolher o bem. No Novo Testamento, é formar ou proferir uma opinião, depois de separar e considerar os detalhes de um caso”.1 Aqui, ele não pode se referir à corte legal, ainda mais que 5.33-37 proíbe juramento judicial. E, ainda menos, esse versículo proíbe que seja feito qualquer tipo de julgamento, pois as distinções morais esboçadas no sermão do monte exigem que julgamentos decisivos sejam feitos.2
Portanto, Jesus afirma que não devemos julgar e medir os outros, pois, se o fizermos, também seremos julgados e medidos inexoravelmente – não por eles – mas por Deus. Ele admoesta sobre a maneira em que não devemos proceder no ato de criticar ou repreender o próximo. A ordem de Deus para não sermos juízes implacáveis é para que seja evitada a pretensa ambição de querermos assumir o papel que pertence somente a Deus: o justo e perfeito juiz dos homens!
Hendriksen escreve:
À luz do que Jesus mesmo diz neste trecho (vs.6), do qual se deduz que devemos considerar certos indivíduos como sendo cães e porcos, e à luz de João 7.24; 1 Coríntios 5.12; 6.1-5; Gálatas 1.8-9; Filipenses 3.2; 1 Tessalonicenses 2.14-15; 1 Timóteo 1.6-7; Tito 3.2, 10; 1 João 4.1; 2 João 10; 3 João 9, e outras tantas passagens que poderiam acrescentar-se, é evidente que não se trata de uma condenação tão completa contra a formação de uma opinião a respeito de uma pessoa e de expressá-la abertamente.
Jesus mesmo chagara a certas conclusões referentes aos escribas e fariseus e não hesitou em expressá-las (Mt 5.20; 6.2, 5, 16; 15.1…; 23.1…). Embora seja verdade que não podemos ler o que está no coração de nosso próximo como Jesus era capaz de fazer (Jo 2.24-25), de modo que nosso juízo deve ser mais reservado e jamais deve ser definitivo, não há nada no ensino, quer do próprio Cristo, quer dos apóstolos depois dele, que nos alivie da obrigação de formar opinião sobre as pessoas e agir com base em tais opiniões. Assim, fica subentendido que às vezes será nosso dever expressar nossos juízos.3
Provavelmente Jesus se referiu às atitudes e ações dos fariseus, que censuravam aos outros em tudo, sem jamais reconhecerem a presença de quaisquer defeitos neles mesmos (Jo 7.49). Essa era a atitude típica deles. Paulo ilustra esse ensino em Romanos 2.1. Os versículos 17-29 aludem diretamente ao judeu como indivíduo que julga ao gentio, mas que, na realidade, fazia as mesmas coisas que este. Os fariseus eram o exemplo mais destacado desse pecado.4
J. C. Ryle observa outras questões acerca da importância e necessidade da crítica. Ele disse:
Nosso Senhor não intencionava de modo algum dizer que é errado proferir um juízo desfavorável sobre a conduta e a opinião de outras pessoas. Precisamos ter opiniões bem formadas e decididas. Devemos julgar todas as coisas (1 Ts 5.21). Devemos provar os espíritos (1 Jo 4.1). Nem, tampouco, Cristo quis dizer que seja errado reprovar os pecados e as faltas de outras pessoas, enquanto nós mesmos não tenhamos atingido a perfeição e não estejamos destituídos de falta. Tal interpretação seria uma contradição a outras passagens da Escritura. Isso tornaria impossível condenar o erro e as falsas doutrinas. Seria um impedimento para qualquer um que desejasse ser ministro do evangelho ou juiz. A terra estaria nas mãos dos perversos (Jó 9.24). As heresias se espalhariam. Os malfeitores se multiplicariam por toda a parte.
O que o nosso Senhor condena é um espírito crítico que tudo encontra alguma falta. A prontidão em condenar as pessoas por causa de pequenas coisas ou questões de pouca importância, o hábito de fazer julgamentos duros e precipitados, a disposição em exagerar nos erros e fraquezas do próximo, e de sempre pensar o pior – isso tudo o Senhor proíbe. Essas coisas eram comuns entre os fariseus e continuam sendo comuns desde aquela época, até hoje. Todos precisamos vigiar para não cairmos em tal erro.5
Com efeito, Jesus ensina que a disposição para julgar, repreender ou criticar alguém não é proibida, mas indispensável no tempo oportuno, em ocasiões específicas. “A crítica ferina deprime aqueles contra as quais ela é dirigida, e enfraquece, em vez de fortalecer a sua fibra moral”.6 No entanto, o criticismo descomedido, desequilibrado, impiedoso, sem amor, pecaminoso e desnecessário que é condenado por Jesus, não o julgamento sensato.
2 – O dever pessoal dos cristãos (vs.3-5)
Desta vez, temos o segundo imperativo – que é positivo – e, em seguida, a explicação do mesmo, assim como o do primeiro.
A palavra argueiro, no grego καρφος (karphos), literalmente cisco (conforme traduziu a NVI, Almeida Século 21 e BJ), “sugere pó, ao passo que a metáfora se dá a partir de uma farpa minúscula de “cavaco”, do mesmo material que é feita a trave”.7 É “uma partícula muito pequena que irrita”8 os olhos. A ideia subjacente é a de um “homem com uma grande “trave” no seu olho e que não conseguia enxergar nada direito, propõe-se a remover a pequena farpa do olho do seu irmão, uma operação delicada, que exigia visão clara”.9
No grego, a palavra trave δοκον (dokon), é um cepo no qual se apoiam as tábuas de casa (segundo os papiros), travessa, viga, barrote, prancha (Moffatt). “Uma estaca que se ressalta grotescamente do olho. É possível que Jesus estivesse citando um provérbio semelhante a “quem tem telhado de vidro não joga pedra no telhado dos outros”.10
O argueiro representa um pecado da pessoa; e a trave um pecado daquele que julga o próximo. Ora, Jesus ensina que aquele que tem maior pecado não tem o direito de repreender severamente o outro, ainda que a censura fosse apropriada. Todavia, um julgamento assim não é legítimo, porquanto a situação daquele que julga é pior do que a situação do que está sendo julgado. Por vezes, os pecados que os cristãos mais julgam são os próprios pecados que ocasionam mais problemas aos críticos. Por isso, Jesus denomina aquele que censura o pecado do outro tendo maior pecado do que ele de hipócrita (vs.5)!
Aqui se caracteriza qualquer pessoa com uma disposição farisaica, uma vez que no coração de todos os seguidores de Cristo até ao ponto em que a graça ainda não os transformou completamente, se esconde um fariseu. A conclusão é que esta passagem se aplica a todos, no sentido de que todos precisam examinar-se a si mesmos (1Co 11.28), a fim de que não andem descobrindo faltas nos outros, nem procurem corrigi-los sem se auto examinarem e autodisciplinarem. Uma pessoa pode ser muito boa aos seus próprios olhos (Lc 18.11-12), todavia, se ela não é humilde, então, pelo prisma divino, há uma viga em seu olho, a viga da auto justificação. Isso faz de tal pessoa um oftalmologista cego que tenta realizar uma cirurgia no olho de outra pessoa. Por mais grave que o erro do próximo possa parecer aos olhos do pretenso “oftalmologista”, não era um mero “argueiro”, uma pequena mancha, comparada com a sua justiça própria, um defeito tão patente aos olhos de Deus, equivalente à viga do olho do crítico?
Quando, pela soberana graça, esta viga for removida, então aquele que antes punha defeitos, estará habilitado a ver suficientemente claro para remover do olho do seu irmão o argueiro, ou seja, estará em condições de restaurar o seu irmão com espírito de brandura, e examinando-se, por exemplo, à luz de 1 Coríntios 13, e cuidará para que ele mesmo não seja tentado (Gl 6.1).11
Vimos, então, a maneira sensata em que devemos proceder no ato de criticar ou repreender o próximo – a saber – sem hipocrisia!

CONCLUSÃO
John Stott ressalta que o padrão de Jesus para os relacionamentos na contracultura cristã é alto e sadio. Em todas as nossas atitudes e no comportamento relativo a outras pessoas, nem devemos representar o juiz (severo, censurador e condenador) nem o hipócrita (que acusa os outros enquanto se justifica), mas o irmão, cuidando dos outros a ponto de primeiro acusar-nos e corrigir-nos para depois procurarmos ser construtivos na ajuda que lhes vamos dar. Precisamos ser tão críticos conosco como somos geralmente com os outros, e tão generosos com os outros como sempre somos conosco. Assim, cumpriremos a Regra Áurea que Jesus nos dá no versículo 12 e agiremos em relação aos outros como gostaríamos que eles fizessem conosco. 12
Fica claro, então, que Jesus nunca proibiu o julgamento, a crítica ou a repreensão aos outros, mas sim, que o fizéssemos de maneira hipócrita, impiedosa e insolente. Do contrário, seria impossível coadunar passagens como Mateus 18.15-17; João 7.24; 1 Coríntios 5.1-13; 6.1-4 com Mateus 7.1-6 e, assim, a Escritura ruiria em contradição. Julgar é uma prática fundamental da vida cristã. Eivados de amor, somos chamados a exercer constantemente o papel de “juízes” nas coisas pertencentes a Deus. O julgamento adequado e no momento propício transforma vidas.
Mas, o cristão que não executa este papel, contribui para que o erro, o pecado e as heresias se propaguem na vida da igreja e, consequentemente, para que as pessoas continuem vivendo enviesadamente. Cristãos que não julgam pecam, visto que são omissos e desprovidos de convicção (Tg 5.17); portanto, acabam se tornando cúmplices de toda sorte de atos imorais e antiéticos dos que vivem ao seu redor.
Contudo, não julgar é errado e julgar é certo, uma vez que as devidas condições sejam observadas: 1) que primeiro nos examinemos acuradamente (veja 1Co 11.31); 2) que nos coloquemos sob o mesmo juízo e estejamos dispostos a admitir que todos nós somos propensos a errar, pecar e cair; 3) e que ao julgar, criticar, repreender ou emitir opiniões, nosso objetivo seja instruir os outros a reparar os seus erros e pecados e encorajá-los a perfilar suas vidas nos caminhos de Deus.


NOTAS:
  1. Dicionário do Novo Testamento Grego James Strong.
  2. Carson, Mateus, pág 224.
  3. William Hendriksen, Mateus, volume 1, pág 502-503.
  4. Champlin, Mateus, pág 330.
  5. J. C. Ryle, Meditações no Evangelho de Mateus, pág 45-46.
  6. R. V. Tasker, Mateus: introdução e comentário, pág 63.
  7. Vincent. Estudo no Vocabulário Grego do Novo Testamento, pág 40.
  8. A. T. Robertson. Comentário Mateus e Lucas à luz do Novo Testamento Grego, pág 91.
  9. Vincent. Estudo no Vocabulário Grego do Novo Testamento, pág 40.
  10. A. T. Robertson. Comentário Mateus e Lucas à luz do Novo Testamento Grego, pág 91.
  11. William Hendriksen, Mateus, volume 1, pág 505-506.
  12. John Stott. O Sermão do Monte.
Autor: Leonardo Dâmaso

24 de outubro de 2016

7 marcas de um falso metre



Por Tim Challies


Nada enriquece mais o inferno do que falsos mestres.  Ninguém tem maior alegria em atrair as pessoas para longe da verdade, levando-as ao erro. Falsos mestres tem estado presentes em todas as eras da história humana; eles tem sempre sido uma praga e sempre estiveram no ramo da falsificação da verdade. Enquanto suas circunstâncias podem mudar, seus métodos permanecem constantes. Aqui estão sete marcas dos falsos mestres.

#1 Falsos mestres são bajuladores dos homens. O que eles ensinam é para agradar mais aos ouvidos do que beneficiar o coração. Eles fazem cócegas nos ouvidos de seus seguidores com lisonjas e, enquanto isso, tratam coisas santas com esperteza e negligência ao invés de reverência e temor. Isso contrasta bruscamente com um verdadeiro mestre da Palavra que sabe que é responsável perante Deus e que, por isso, anseia mais agradar a Deus do que aos homens. Como Paulo diria, “pelo contrário, visto que fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar ele o evangelho, assim falamos, não para que agrademos a homens, e sim a Deus, que prova o nosso coração” (1 Tessalonicenses 2.4).

#2 Falsos mestres guardam suas críticas mais severas aos servos mais fiéis de Deus. Falsos mestres criticam aqueles que ensinam a verdade e guardam suas críticas mais acentuadas para aqueles que se apóiam com firmeza no que é verdadeiro. Nós vemos isso em muitos lugares na Bíblia, como quando Corá e seus amigos se levantaram contra Moisés e Arão (Números 16.3) e quando o ministério de Paulo estava ameaçado e minado pelos críticos que diziam que, enquanto suas palavras eram fortes, ele mesmo era fraco e sem importância (2 Coríntios 10.10). Vemos isso mais notavelmente nos ataques viciosos das autoridades religiosas contra Jesus. Falsos mestres continuam a repreender e menosprezar servos fiéis de Deus hoje. Entretanto, como Agostinho declarou, “Aquele que prontamente calunia meu bom nome, prontamente aumenta a meu galardão”

#3 Falsos mestres ensinam sua própria sabedoria e visão. Isso certamente era verdade nos dias de Jeremias quando Deus disse “Os profetas profetizam mentiras em meu nome, nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei; visão falsa, adivinhação, vaidade e o engano do seu íntimo são o que eles vos profetizam” (Jeremias 14.14). E, hoje também, falsos mestres ensinam a loucura dos meros homens ao invés de ensinarem a mais profunda e rica sabedoria de Deus. Paulo sabia: “pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos” (2 Timóteo 4.3).

#4 Falsos mestres deixam passar o que é de suma importância e, ao contrário, se focam nos pequenos detalhes. Jesus diagnosticou essa tendência nos falsos mestres de seu tempo, advertindo-os, “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!” (Mateus 23.23). Falsos mestres colocam uma grande ênfase na sua aderência aos pequenos comandos mesmo quando ignoram os grandes. Paulo advertiu Timóteo daquele que “é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas,  altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro” (1 Timóteo 6.4-5).

#5 Falsos mestres obscurecem sua falsa doutrina por trás de um discurso eloquente e do que parece ser uma lógica impressionante. Assim como uma prostituta se pinta e se perfuma para parecer mais atraente e sedutora, o falso mestre esconde sua blasfêmia e doutrina perigosa atrás de argumentos poderosos e de um uso eloquente da linguagem. Ele oferece aos seus ouvintes o equivalente espiritual a uma pílula venenosa revestida de ouro; embora possa parecer bonita e valiosa, permanece sendo mortal.

#6 Falsos mestres estão mais preocupados em ganhar os outros para a sua opinião do que em ajudá-los e melhorá-los. Esse é outro diagnóstico de Jesus quando ele refletiu sobre as normas religiosas dos seus dias. “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós!” (Mateus 23.15). Falsos mestres não estão em última instância no ramo de melhorar vidas e salvar almas, mas no ramo de convencer mentes e ganhar seguidores.

#7 Falsos mestres exploram seus seguidores. Pedro avisa acerca desse perigo, dizendo: “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (2 Pedro 2.1-3). O falso mestre explora aqueles que o seguem porque eles são gananciosos e desejam as riquezas desse mundo. Sendo essa uma verdade, eles sempre ensinarão princípios que satisfazem a carne. Falsos mestres estão preocupados com os bens deles, não com o seu bem; querem servir a si mesmos mais do que aos perdidos; estão satisfeitos em Satanás ter a sua alma contanto que eles possam ter as suas coisas.

20 de outubro de 2016

Amados falsos mestres!

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Falsos mestres com uma língua comum – com heresias óbvias, não são os mais perigosos. O problema está no falso mestre que tem uma língua bifurcada. Ela é capaz de discursos díspares, já que mistura coisas que mostram “amor”, “interesse ao próximo”, “o social”... com os mais sutis e devastadores desvios. Em toda a história da igreja homens que propagaram heresias destruidoras eram amáveis... Os teólogos liberais sempre foram diligentes estudantes do espírito da época.

Um século atrás eles eram conhecidos como “modernistas” porque os valores pós-iluministas foram o PRETEXTO que eles usaram para fazer avançar a agenda liberal. Eles, como agora, insistiam que, se a igreja se recusasse a mudar com o tempo, o próprio cristianismo se tornaria irrelevante. Exatamente o argumento atual.

Naturalmente, “mudar com os tempos”, se tornar “relevante” significava cercear o evangelho de seus objetivos centrais e essenciais, para moldá-lo a uma agenda palatável ao homem natural e daquilo que a cultura acha relevante.

Isso me lembra um personagem de O Senhor dos Anéis de J R. R. Tolkien – As Duas Torres – chamado Grimma Língua de Cobra. É óbvio, que mesmo sendo um agente do Sauron, senhor do escuro... Grimma sob o pretexto de cuidar de Théoden – Rei de Rohan, terra dos cavaleiros – usurpa a autoridade moral de Théoden, dissipando o poder moral do rei com uma língua bifurcada que pode misturar “bons conselhos” com veneno mortal. A história da igreja está cheia de Grimmas língua de Cobra deste o início.

No fim da vida do grande apóstolo da circuncisão ele teve que dizer aos cristãos daqueles dias: “...como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.” - 2 Pedro 2:1

O mesmo aviso flui dos lábios do apóstolo dos gentios: “Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós.” - Atos 20:29-31 – O apóstolo da circuncisão e o apóstolo dos gentios falam a mesma coisa – ou seja, não devemos de forma alguma ficar surpresos ao descobrir que, em todos os tempos, a igreja de Deus foi tentada pelos enganos e erros de homens com línguas bifurcadas (juntando amor e heresias, cuidado com o próximo e liberalismo).

Isso deixa sem discurso também todos esses que dizem que como há enganos e falsos líderes (exatamente o que Deus sempre avisou que haveria) se tornam anti-igreja – (foi avisado que sempre seria assim). Devemos esperar essas coisas e ainda assim nos manter firmes e inabaláveis. Há e sempre haverá “falsos irmãos” e “falsos mestres”, como anteriormente houve “falsos apóstolos”, “falsos profetas”, e até mesmo “falsos cristos”.

O drama é que o erro mais sutil e destruidor sempre flui de línguas bifurcadas que dizem que o evangelho para atingir a geração atual precisa de mudanças e adaptações. O perigo maior está não em quem tem uma língua só, voltada para heresias óbvias, mas sim os Grimmas língua de cobra – pois sua língua bifurcada pode misturar discursos, escondendo seus desvios heréticos. Tão modernos, tão prontos a denunciar as heresias óbvias, tão contemporâneos, tão “relevantes”... tão Grimmas!

No filme de Peter Jackson, As Duas Torres – podemos ver nitidamente como Théoden vai se tornando, sob a influência de Grimma língua de cobra, numa mera casca de um homem, sem brilho, olhos vidrados... pois seu conselheiro com seu discurso “bifurcado” age sobre ele como um parasita que aos poucos o deixa vazio de tudo o que construiu a integridade do Rohan.

O discurso sempre parece “relevante” pois propõe, como Grimma língua de cobra, a salvação do cristianismo – o brado é igual o dos liberais tantos anos atrás – “O Cristianismo deve mudar ou morrer” – Quando mais ouvimos mestres assim, mais óbvias ficam suas línguas bifurcadas que misturam sutilmente o abandono da verdade com a relevância e salvação do Cristianismo”

Falsos mestres são mais perigosos ao manifestar grande devoção e manter boa moral... A respeito de Pelágio, Agostinho testifica que ele “sempre manteve uma vida de moral justa e decente” – e que mesmo no tempo em que começou a ensinar seus erros fatais, “sua reputação de piedade séria era grande em toda a igreja”. A quantidade de zelo exibida por falsos mestres às vezes é prodigiosa. Sua devoção muitas vezes parece surpreendente.

A palavra mais comum na boca de Grimma língua de Cobra é: “Será que realmente Deus quis dizer?” – Em seguida a resposta virá: “Não!” – Então começam a mostrar um evangelho que pode ser aceito pelo mundo de um modo muito mais admirável e relevante. Releitura relativista da Bíblia começa sutilmente a substituir o que logo será chamado de dogmatismo. A proposta sempre é a de “salvar o cristianismo” – torná-lo “relevante” para a mente atual... a necessidade de que agora temos que respeitar valores diferentes... tudo tão moderno... tudo tão mais palatável para esta geração... línguas bifurcadas.

01) Falsos mestres exercem astúcia e engano ao difundir falsas doutrinas. Pedro claramente diz que ele “disfarçadamente introduziam heresias destruidoras”. E Paulo adverte aos Efésios que eles, “não deviam ser crianças, levadas pelas ondas do mar e soprados por todo vento de doutrina, pela astúcia humana que usa sempre de inteligentes técnicas de engano” – Efésios 4.14. Normalmente falsos mestres seguram ao máximo seus sentimentos ofensivos, ensinando-os aos iniciados, até chegar o momento de despejá-los ao ouvido de todos.

02) Falsos mestres prometem sempre muito mais do que realizam. Assim a pena de Pedro descreve o veneno das línguas bifurcadas: “Porque, falando coisas mui arrogantes de vaidades, engodam com as concupiscências da carne, e com dissoluções, aqueles que se estavam afastando dos que andam em erro, Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo.” - 2 Pedro 2:18-19. A liberdade prometida logo se tornou libertinagem. O “esclarecimento” das dificuldades consistia em deixar de lado doutrinas do Evangelho que ofende o homem natural, e logo uma multidão se  simpatiza com o novo e mais “livre” modo de pensar.

03) Falsos mestres acabam por ser sempre prepotentes. Eles podem tanto se gloriar em sua riqueza como podem fazer o oposto, e se gloriar em sua humildade, vida dedicada aos pobres... Eles se orgulham do número e do sucesso, ou então se orgulham de sua pobreza e generosidade. Língua bifurcada é assim. Só não se gloriam em toda a Verdade bíblica.

04) Falsos mestres sempre focam em agradar o ouvido humano. “Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.” - Gálatas 1:10 – “Mas, como fomos aprovados de Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não como para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações.” - 1 Tessalonicenses 2:4 – Pregam não para o lucro do coração humano, mas para o deleito do ouvido – “Que dizem aos videntes: Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, e vede para nós enganos.” -  Isaías 30:10 – Falsos mestres não tem como relevância a santidade de Deus, mas sim a inteligência insignificante do homem – o foco de sua “relevância” nunca está no temor e reverência pela glória de Deus, mas é focada no homem, seu mundo, sua sociedade... “Dizem continuamente aos que me desprezam: O SENHOR disse: Paz tereis; e a qualquer que anda segundo a dureza do seu coração, dizem: Não virá mal sobre vós.” - Jeremias 23:17 – Grimmas línguas de cobra são muito mais devastadores que hereges óbvios. Eles são sutis em passar esperanças fúteis.

Eles consideraram pura loucura os pregadores ressaltarem características difíceis que soam primitivas e ofensivas aos ouvidos modernos como a ira de Deus, a expiação pelo derramamento do seu sangue e especialmente, a punição eterna. Uma agenda comum com o mundo e a mente natural sempre será mais relevante para eles.

Eles dizem que as igrejas que insistirem nessas verdades perderão as gerações futuras, então, devem se acomodar ao pensamento moderno. O mundo, em constante mutação, mudou perifericamente algumas coisas (essencialmente é o mesmo mundo alienado de Deus) mas mais uma vez, não usando o nome, os liberais ainda estão reclamando que a igreja está ficando para trás, fora do passo do mundo e cada vez mais irrelevante. Agora, mesmo não se auto-denominando liberais (seria uma boa estratégia – uma língua bifurcada nunca faz isso), a linha de argumentação que eles usam e sua agenda é a mesma.

Não podem suportar como antes, nem acham relevante... especialmente o ódio de Deus ao pecado, a razão pela qual Cristo de fato veio ao mundo, esvaziando o significado profundo da cruz e substituindo por um que o mundo ache “sensível” – o exemplo de amor para construir um mundo melhor...

Não é nenhum segredo que o mundo sempre desprezou os aspectos essenciais da verdade bíblica. De fato, se você desejar manter o igreja em sintonia com o mundo, terá que sempre reavaliar e reajustar sua mensagem de vez em quando. Mas a igreja está proibida de cortejar o espírito da época, e uma das principais razões porque o evangelho é uma pedra de tropeço é que ele não pode ser adaptado para atender as preferências culturais ou cosmovisões alternativas. Em vez disso, ele as confronta.

A língua bifurcada de Grimma sempre está mais preocupada em ser contemporânea do que ser doutrinariamente ortodoxa, mais preocupada com a “relevância” e metodologia do que com a mensagem ofensiva da cruz, mas cativada com o que é politicamente correto para a cultura do que pela Verdade.

"Será que Deus realmente quis dizer?" – Sempre é o início do discurso de Grimma língua de cobra – foi assim com Eva no Paraíso e não é diferente hoje. A atitude de Gandalf ( No livro As Duas Torres ) com Grimma língua de cobra é a única que podemos tomar ainda hoje:

“Cale-se cobra” – Disse Gandalf de repente com uma voz terrível. “Quanto tempo faz que Saruman o comprou? Qual foi o preço prometido?” – “Cale-se, mantenha a sua língua bifurcada entre os dentes!” – O não precisa ser “salvo” pela “relevância”, precisa ser proclamado com fidelidade!

Não há outra maneira de manter-se fiel.

***
Autor: Josemar Bessa
Fonte: Site do autor

27 de julho de 2015

Thalles é o menor problema da igreja brasileira




Esses dias o feed do Facebook da maioria dos evangélicos brasileiros foi tomado por críticas e mais críticas ao cantor Thalles Roberto, devido a sua decisão de "ir" para o mundo cantar para ser "luz", depois de receber uma "revelação" direta de "deus", vulgo seu próprio ego. Não vou aqui perder tempo falando sobre sua arrogância, prepotência, sua cosmovisão totalmente errada, suas loucuras e histerias ou sobre o mal cheiro que sinto quando este homem abre a boca. Isso muitos já estão fazendo.

E realmente muitos estão fazendo mesmo! É quase unânime. Quase todos estão falando da mesma coisa, como se estivessem todos no mesmo time ou pensassem da mesma forma (e graças a Deus que pelo menos nisso, pensamos igual). É exatamente esse o ponto no qual quero chegar: O Thalles Roberto é o menor problema da igreja evangélica brasileira atual. Não me preocupo tanto com o que o Thalles diz ou deixa de dizer. Não me preocupo tanto com o que o Bispo Macedo diz ou deixa de dizer, dentre outros... Acredito que há coisas muito mais preocupantes em nosso meio. Não adianta levar palhaços a sério. Deixemos eles em seus circos divertindo suas crianças, pois é isso mesmo que elas querem. Não estou dizendo que não devemos nos importar, mas às vezes tapamos nossos olhos para problemas bem mais sérios porque estamos nos divertindo em criticar outras crianças.

O meu ponto é que tem gente que crê numa graça barata, gente que desmerece a pregação do evangelho trazendo um olhar totalmente marxista para o cristianismo, gente que odeia o estudo teológico aprofundado das Escrituras, gente que não se satisfaz somente com a Palavra de Deus também está criticando o Thalles. E é isso que é o mais preocupante. A Bíblia tem saído das igrejas há muito tempo, mas só conseguem se importar com a saída do Thalles. Me preocupo com tanta igreja cedendo ao liberalismo teológico, aceitando ordenação de pastoras, abrindo espaço cada vez mais pra Teologia da Missão Integral e daqui a um tempo (como aconteceu nos EUA) tornando a presença de pastores gays cada vez mais hegemônica. Isso tudo devido à desvalorização de algo "simples": a Bíblia. A Bíblia tem sido atacada, mas ninguém se importa. Muitos jovens cristãos que estão criticando o Thalles são os mesmos que criticam outros jovens que se empenham no estudo teológico. 

Até quando vamos viver assim? Nos escandalizando quando um cantorzinho que prega mais a si mesmo do que a Cristo deixa de ser gospel, enquanto muitos estão fugindo veementemente da centralidade das Escrituras e nem sentimos falta? O pecado latente no evangelicalismo brasileiro, a escassez doutrinária, a onda marxista e a libertinagem da "graça" andam tão impunes e nem mesmo notamos! Quando alguns gritam para alertar as demais ovelhas, são rejeitados. "Quanta besteira", dizem. "Isso não é nada". Desculpem-me, mas antes de chamarem o Thalles de antibíblico, deveriam ao menos procurarem ser bíblicos. Veja o que A. W. Tozer disse a respeito disso:

"Não é uma coisa esquisita e um espanto que, com a sombra da destruição atômica pendendo sobre o mundo e com a vinda de Cristo estando próxima, os seguidores professos do Senhor se entreguem a divertimentos religiosos? Que numa hora em que há tão desesperada necessidade de santos amadurecidos, numerosos crentes voltem para a criancice espiritual e clamem por brinquedos religiosos?"

Parabéns aos pastores, líderes e membros de igrejas que são fieis à Palavra de Deus e a estimam tanto quanto ao próprio Deus. Estes sim podem olhar para problemas infantis e criticarem com toda propriedade, por tanto lutarem para que problemas muito mais graves deixem de existir nas nossas igrejas. Encerro com as palavras do apóstolo Paulo aos Coríntios, que ao ver tanta impureza, percebia que não havia nem lamento por isso:

"Geralmente se ouve que há entre vós fornicação, e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é haver quem possua a mulher de seu pai. Estais ensoberbecidos, e nem ao menos vos entristecestes por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação". - 1 Coríntios 5:1,2

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Autor: Richardson Gomes
Fonte: Electus

15 de julho de 2015

Blogueiro escreve a Apostola Daniela refutando que ela não é a Mulher Vestida de Sol


A paz do Senhor.

Hoje lia a reportagem, título deste texto, no blog WEB EVANGELISTA.
Primeiro, vamos pegar o texto, registrado no décimo segundo capítulo, livro do Apocalipse:


"E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz.E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas.E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho.E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos;Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus.E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite.E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte.Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo.E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho homem.E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para que pela corrente a fizesse arrebatar.E a terra ajudou a mulher; e a terra abriu a sua boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca.E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo.Apocalipse 12:1-17"


Primeira pergunta: QUEM É ESTA MULHER?

O primeiro versículo identifica quem é a mulher. Na língua portuguesa temos palavras no sentido conotativo e denotativo. O termo MULHER, não está no termo denotativo. Isto é, uma palavra no sentido real, sentido usual, próprio, não-figurado, de tal modo que tenha o mesmo significado.
O Nascimento de Jesus, chamado também de Natividade, é uma referência aos relatos do nascimento de Jesus presentes principalmente nos evangelhos. Veja Mateus 1.18-25; Lucas 2. 1-7; João 1.1-14


Segunda pergunta: ELA ESTÁ GRÁVIDA?

O segundo versículo afirma que ela estava grávida. Mas não no sentido real. É um sentido figurado porque JESUS já nasceu e, ressuscitou. (Confira Lucas 24. 50-53) O verso cinco (05) diz que a mulher "deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono." (Apocalipse 12:5)


Terceira pergunta: ONDE ESTÁ O DRAGÃO?

O versículo quatro (04) diz que a cauda do dragão levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho. (Apocalipse 12:4) 
Temos certeza de que este "dragão" citado na Palavra não está nos livros de Biologia. Trata-se de um ser espiritual. O próprio chefe dos anjos caídos. Não se faz necessário citar o nome dele.


Quarta pergunta: ONDE ESTÁ(M) SUA(S) ASA(S)?

E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente. (Apocalipse 12:14)


Conhecer a Palavra

Daniela e queridos irmãos. Redigi este texto para que oremos pela volta do nosso Salvador. Esperamos n'Ele. O único objetivo deste presente texto é a que o nome do SENHOR seja glorificado.
Porque ELE é Santo. Digno de toda honra e toda glória.
Para encerrar, as Escrituras Sagradas não dão fundamento para você Daniela seja a mulher vestida do sol. Porque a mulher vestida do sol é a IGREJA. E você, sozinha, não é a Igreja de Apocalipse, no Capítulo 12 . Apenas isso.

Somos parte do corpo, mas sozinhos, não somos o corpo e Cristo é a cabeça. Basta conferir a primeira carta aos Coríntios, Capítulo 12, também. Procurando pela definição de igreja, encontrei o seguinte: "A palavra “igreja” é uma tradução da palavra grega “ekklesia”, que significa “o que é chamado ou convocado2”. Conforme E.W. Bullinger diz, esta palavra foi usada como “qualquer assembleia, mas especialmente de cidadãos, ou de uma seleção deles”." Mais informações disponíveis em: (http://www.jba.gr/Portuguese/A-igreja-sua-defini%C3%A7%C3%A3o-sua-cabe%C3%A7a-e-seus-membros.htm)

A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com vós todos. Amém!

Neopentecostalismo paradoxal: o que os metodistas querem com isso


Renê Terra Nova ungindo "apóstolos"
Renê Terra Nova ungindo “apóstolos”
Já há muito tempo o namoro entre pentecostais e metodistas é algo do conhecimento de muitos. A prova disso é a Igreja Metodista negra americana, que é uma referência em se tratando de um pentecostalismo verdadeiro.
Aos que não sabem, o metodismo é o ramo do protestantismo oriundo dos pensamentos e da teologia de John Wesley. Sendo assim, a teologia que rege os metodistas é a teologia wesleyana, fundamentada em suas bases essenciais: a salvação, a santificação e a piedade.
Ou seja, se alguém diz seguir a teologia wesleyana, é preciso que sua vida prática espelhe salvação, santificação e piedade.
A grande questão é que o pentecostalismo brasileiro não se fundamenta nesses princípios, pois o pentecostalismo brasileiro está fundamentado em duas bênçãos: salvação e batismo do Espírito Santo.
Então a pergunta que gostaria de fazer inicialmente: por que metodistas brasileiros se sentem tão influenciados por um pentecostalismo que se diferencia em muito da teologia wesleyana?
Essa pergunta fica mais complexa quando analisamos que muitas lideranças da Igreja Metodista brasileira estão se deixando levar pelo neopentecostalismo. Isso mesmo, o neopentecostalismo fundamentado nas doutrinas apostólicas, vindas de líderes como Renê Terra Nova, Estevan Hernandes, Neuza Itioka, Valnice Milhomens e sua turma!
Isso é facilmente visto em muitas igrejas metodistas, que aderiram à metodologia de células, encontros de poder, quebra de maldições, cura interior, cair na unção, cultos da arca, enfim, o pacote neopentecostal em um todo.
Fico admirado por algumas lideranças metodistas se sentirem atraídas pelo lixo doutrinário que nem mesmo alguns segmentos pentecostais aceitam em suas igrejas. Digo isso porque no meio pentecostal, apesar de raro, ainda existem líderes que não se deixam levar por modismos e métodos que só envaidecem, cegam e corroem a sã doutrina.
Lembro-me de uma viagem no interior do Estado do Rio de Janeiro, onde vi uma faixa em frente a uma igreja metodista anunciando uma campanha de libertação e milagres. Na época achei estranho, mas deixei passar. Porém, com o tempo comecei a olhar mais de perto o que estava ocorrendo na Igreja Metodista.
Talvez você me pergunte: você é metodista?
Não, eu não sou um metodista. Porém meus estudos teológicos foram feitos na Faculdade Teológica da Igreja Metodista. Meus colegas de sala são hoje pastores e pastoras metodistas.
Ao observar que muitas igrejas aderiram à metodologia G12, me senti na obrigação de testemunhar minhas experiências com esse sistema. Fui pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular, uma das igrejas precursoras do sistema G12 no Brasil. Participei de todos os processos, porém o que vi não é nada agradável, pois vi a igreja que eu frequentava ser destruída, dividida, esfacelada, não só na igreja local mas também na igreja nacional.
Os maiores estragos estavam na deturpação da Palavra, na perda da identidade da igreja e na destruição do caráter puramente cristão, de que a igreja tinha e que deveria ter. Lamentavelmente, vejo que esses processos, de forma lenta, já estão acontecendo na Igreja Metodista.
Primeiro, porque algumas igrejas estão destituindo a Escola Bíblica Dominical. Muitas igrejas fundamentam as bases da teologia wesleyana em encontro e reencontros, sem contar que tudo se fundamenta na “visão”.
Triste engano.
Carregamento e adoração de réplica da arca da aliança em Igreja Metodista que agora tem "apóstolo"
Carregamento e adoração de réplica da arca da aliança em Igreja Metodista que agora tem “apóstolo”
Como podem lideranças metodistas trocar uma teologia fundamentada como a wesleyana pelos devaneios das doutrinas neopentecostais? Eu respondo com a experiência que tive ao indagar um colega de turma da Faculdade de Teologia, que nos dias acadêmicos era uma pessoa simples e humilde. Após um tempo de pastoreio, começou a publicar nas redes sociais suas viagens e seus gastos advindos de uma prosperidade fruto da teologia da prosperidade. Indaguei-lhe o que tudo isso tinha a ver com a Palavra de Deus e com a doutrina de Wesley. Ele me respondeu com outra pergunta: “que carro você tem? Você já foi para Israel?”
Está aí a resposta do porquê muitos líderes metodistas estão trocando a teologia wesleyana, fundamentada no Evangelho de Cristo, por doutrinas e modismos neopentecostais. O desejo é de poder, de lucro, enriquecimento.
Muitos pastores e pastoras não querem uma vida simples, mas querem desfrutar dos tesouros desta terra. Para isso, não vão poupar esforços para que as igrejas cresçam e lucrem cada dia mais.
Para isso, não medirão esforços, mesmo que isso custe a história e as essências de uma Igreja que faz parte da história do cristianismo no mundo.
Muitos metodistas já começaram a se levantar contra esse movimento nas redes sociais, principalmente pelo Facebook, na página Observatório Metodista, onde denúncias e debates acontecem todos os dias. Foi lá nessa página que vi a denúncia de que a Igreja Metodista já tem um “apóstolo ungido” por Renê Terra Nova. A igreja fica em Cabo Frio, no Rio de Janeiro.
Fico a me perguntar o que um pastor metodista tem a ouvir e a aprender com Renê Terra Nova, um esquizofrênico deturpador da Palavra de Deus.
Tristes dias. Só posso crer que o desvio da sã doutrina está cegando a muitos.
Lamentável. Mas os metodistas não estão sozinhos nessa batalha.
Certa vez perguntaram para Wesley: “o que é um metodista?”. Ele respondeu: “um metodista é um verdadeiro cristão”.
Sendo assim, acredito que estou lutando em vida para cumprir essa palavra, e não vou permitir que falsos cristãos deturpem a Palavra de Deus.
Em outro artigo que publiquei sobre a intervenção na Faculdade de Teologia, dei o título de “O povo do coração aquecido está esfriando“. Porém, diante de tudo o que tenho visto, sinto em afirmar que muitos metodistas estão querendo esfriar.
Graças a Deus que a Igreja Metodista tem muitos que ainda não se dobram para Baal e os deuses deste mundo. É por esses que vale a pena lutar.
Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!