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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18
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3 de junho de 2015

TEMAS MAIS IMPORTANTES PARA O EVANGÉLICO BRASILEIRO SE PREOCUPAR...

Um grupo que se identifica em uma ideologia comum, com certa escala, consegue fazer barulho. Se houver organização política, então, consegue-se até mudanças efetivas nos rumos de uma sociedade. Seja esse o grupo formado por fãs de Justin Bieber no Twitter para criar um trending topic, seja uma massa de evangélicos que parou seu dia para dar um dislike em uma campanha publicitária da Boticário.
Não é novidade. Esses rumos apenas repetem o eco que, em 2015, começou com o furor contra a Natura, que patrocinava uma novela de televisão que tinha um casal homossexual.
Ciente de que inúmeras campanhas evangélicas não representam a totalidade daqueles que dizem tentar seguir o Evangelho, o *catavento traz uma lista com sugestões de temáticas mais importantes para essa turma se ocupar.
frenteparlamentarevangelica_Fotor
Frente Parlamentar Evangélica realiza culto dentro da Câmara Federal.
Pautas que merecem maior preocupação, inclusive emergencial. Até porque o *catavento acredita que qualquer grupo, inclusive o que se intitula “evangélico” pode e deve ter representação social e política. A Bíblia nunca se isentou politicamente e o versículo sobre dar a César o que é dele nunca foi uma admoestação de se afastar desse meio.
Nesse sentido, ainda que assuntos de gênero mereçam debate, especialmente pelo desdobramento de certas cosmovisões relacionadas em outras esferas, parece que a tais grupos poderiam se ocupar mais com outros assuntos e, enfim, mostrar serviço ao país. Um serviço mais útil que tentar destruir uma campanha que apenas retrata uma realidade inevitável para qualquer um, para qualquer crença, em qualquer lugar desse mundo.
Vamos às sugestões:

ENSINO SUPERIOR E CAPACITAÇÃO

Com evidente tradição educadora em todo mundo, o protestantismo já fundou universidades de grande importância, como Harvard nos Estados Unidos ou a Mackenzie por aqui. No Brasil, ainda há a tradicional PUC, fundada por sacerdotes católicos. O ensino de qualidade, quando conta com uma pedagogia sensata e laica em suas práticas, produz resultados duradouros em uma sociedade. Não é paradoxal que o ensino de uma instituição criada por cristãos seja laico: de forma simples, ética cristã também é acreditar que uma sociedade precisa de educação para formar grandes seres humanos, sem necessariamente falar da Bíblia na aula de matemática.

JUSTIÇA SOCIAL

Para além da essência espiritual básica do cristianismo, se há uma marca do andar de Cristo nesta terra é a justiça social. Ele chegou no mundo chutando (às vezes, literalmente) os tradicionalismos judáicos e trouxe pra perto de si quem era afastado da sociedade da época. Prostitutas, ladrões e leprosos andavam com Jesus e seus discípulos e o discurso de inclusão era constante e radical. O recado dele foi para olhar para os pequeninos e excluídos, deixando claro que em um dia de julgamento final, quem pregou, disse que o amava e até fez milagres, mas não cuidou de quem precisa, não vai para o céu.
Está extremamente claro no discurso de Cristo que a preocupação com a justiça social é anterior à qualquer escolha do foco da ação.

COM A “PRÓPRIA VIDA”

Em um dos seus sermões mais famosos, o “Sermão do Monte”, Cristo lembrou aos hipócritas da época que era melhor ver a trave em seu olho do que ver a farpa que está incomodando o outro. Os políticos que se movimentaram em apontar o pecado da novela, da Globo e tudo mais, talvez tivessem que se preocupar primeiro com a trave que está bem grande em seus olhos – como deveria ser praxe de qualquer um que se diz cristão. Inúmeros deputados evangélicos são investigados ou mesmo acusados de crimes contra o país e isso quer dizer muita coisa.

AMAR INCONDICIONALMENTE

É triste, incrivelmente triste, que os que se dizem cristãos precisam ser conclamados à amar o próximo. Fábio Sampaio, vocalista da banda Tanlan, postou em seu Facebook: “Quando aqueles que deveriam ser conhecidos pelo amor são considerados propagadores de ódio é porque alguma coisa deu muito errado”. Ou seja: o dom que excede aos demais, o ponto central do discurso de Jesus quando se referia ao modo de lidar com nossos pares, é justamente pelo que a massa evangélica é menos conhecida.
Somos um grupo pervertido, infiel, corrupto, mentiroso, violento, odioso e todo e qualquer outro pecado que você possa imaginar. É o reconhecimento de que somos todos seres caídos que – em tese – nos faz olhar para o outro e entender que sou tão pecador quanto, inclusive pior.
Cristo impediu o apedrejamento da prostituta e depois a admoestou para que não tornasse a pecar.
É preciso amar antes, sem segundas intenções. Não interessa se gay, prostituta, ladrão ou assassino, não é pra amar esperando que o outro se arrependa.
É amar ainda que o outro não mude. Amor incondicional é isso.

* A foto que abre este artigo é de divulgação da Frente Parlamentar Evangélica. Ela registra a recente Santa Ceia que foi realizada dentro da plenária, reunindo deputados evangélicos.

Via: Catavento

9 de abril de 2015

"Abuso Espiritual" - O massacre emocional que destrói a fé

Hoje li uma matéria muito interessante  e atual na Revista Comunhão e gostaria de compartilhar um pequeno trecho (imagem) e recomendar a leitura:


Segue capa: 



Divulgação: WebEvangelista




6 de fevereiro de 2013

Estão pregando um evangelho escalafobético



Por Marcony Jahel ►

O que leva um líder religioso a destorcer a palavra de Deus?
Quais os benefícios por ele atingido?
Até quando eles serão ouvidos?
Quando vão ser desmascarados?
....

Essas e muitas outras perguntas pairam sobre a cabeça dos que estão abobados com tamanha balbúrdia gospel que se instalou, onde homens e mulheres pelas suas próprias cobiças, envergonham o evangelho que dizem pregar, a palavra de Deus nos diz em Primeira Timóteo 4: 1-2 que:
"Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência,..."

E também em Segunda Timóteo 4: 3-4 que:
"Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas."

Hoje vemos muitos pastores em evidencia não pela Palavra de Deus e sim pelos seus patrimônios, disputa pelas ovelhas, fundamentações extra bíblia, dentre outros devaneios que de tão esdrúxulo não vem ao caso comentar.

Amados tomemos cuidado ao ouvirmos, pois a palavra dispensada nos dois textos acima nos instrui a sermos cautelosos quando a apostatas e a pregadores capciosos.

O cuidado a de ser por nossa parte, não demos ouvidos a quaisquer vento de doutrina que "pinta" por ai, saibamos separar em Espirito o joio do trigo,
Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis.
Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?
Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade. [Mateus 7.20:23]
Vemos muitos por ai maquiando suas vidas e igrejas com propósitos escusos.

Cuidemos para não nos tornar pessoas que creem estar seguindo e reapresentando um evangelho verdadeiro, no entanto estamos propagando inverdades, digo isso posto que acompanho varias mídias sociais as quais são postado por amados em Cristo, coisas próprias de se envergonhar, e no mais incrível que são de cunho "gospel", e quando exclamamos, somos taxados de radicais ou de que só vemos defeitos.

Lembre-se do que Paul Washer disse:
Os pastores carnais que usam meios carnais para trazer homens carnais pra suas igrejas, continuarão a usar meios carnais para manter estes homens carnais em sua igreja carnal
Poderia escrever muito mais sobre o assunto, mas seria chover no molhado, então fiquemos atentos e, não engrossemos esse caldo, não nos envolvamos com tais praticas, não deixemos que outros se envolvam, façamos nossa parte e quebremos os joelhos pelas misericórdias advindas de Deus, e que assim Ele nos ajude e nos livre desse evangelho escalafobético

Em Cristo



Publicou originalmente no Hospital da Alma

4 de setembro de 2012

EXPRESSÃO CORPORAL NO CULTO: TRADIÇÃO OU CONFORMAÇÃO?



“Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.”(Colossenses 3.16-17)
O problema que enfrentamos em qualquer leitura bíblica é o fato de olharmos para o texto com nossas próprias convicções, bagagem cultural e costumes ao em vez de deixar que ele próprio fale a nós. É o caso da questão da dança ou de outra expressão corporal, mas é necessário observarmos o que a Bíblia diz para a igreja e para cada um de nós sobre esse assunto.


I – PORQUE ALGUMAS INOVAÇÕES ACABAM ENTRANDO NAS IGREJAS?
A) Por causa do abandono da Palavra de Deus de um modo geral.

Várias vezes Israel, o povo escolhido, abandonou as determinações dadas por Deus. E esse abandono levou Israel ao sofrimento. Tanto reis como sacerdotes e o povo em geral caíram em idolatria por abandonarem os preceitos de Deus.


B) Por causa do abandono da Palavra de Deus por parte da Liderança.

Ler 1 Reis 15.1-3; 25,26; 16.25,26; 2 Reis 21.22. Estes textos nos mostram que a liderança tem sua grande parcela de culpa quando coisas que não pertencem genuinamente à igreja passam a fazer parte de sua prática. Por motivos pessoais, medo de perder poder, ignorância espiritual, incapacidade de administrar segundo o princípio estabelecido, e outros motivos fazem com que muitos líderes permitem práticas alheias aos ensinos bíblicos.


C) Por causa do abandono da Palavra de Deus por parte do povo.

Muitos dos reis de Israel faziam coisas erradas e o povo ficava satisfeito com tais atitudes e assim, afundavam-se junto com seus reis na idolatria deles. E então o castigo vinha (Dt. 32.21; Jr. 8.19; 18.15; Os 4.12).


II – FATOR CULTURA-ÉPOCA
PRINCÍPIO BÍBLICO E A DANÇA

A) A pergunta comum - “Mas não se dançava no Antigo Testamento?”E para tal pergunta só existe uma resposta “sim”, ter dança no AT não é o problema, o problema é que a pessoa que faz essa pergunta, normalmente está em posição contrária ao que vem sendo praticado em sua igreja local, e busca justificativa para mudar a prática, para introduzir danças no culto, ou mesmo em outras reuniões. Mesmo se aplicassem a forma de dança do AT, em nossos dias, seria algo sem lógica. Pensa-se que isso deixa a igreja mais “animada” e “atraente” para os irmãos e mais normal para os que ainda não foram alcançados pelo evangelho.


B) A dança no Antigo Testamento.
A dança no AT tinha objetivos específicos, tanto do ponto de vista cultural quanto religioso. Vemos, por exemplo, danças que nada tinham a ver com a vida religiosa de Israel.
1 – Danças apenas de cunho cultural, normalmente demonstrando alegria (Jz.21.21,23; Salmo 30.11;Jr. 31.4,13; Ec 3.4 Lc.15.25)
Por esses textos, pode-se perceber que a dança era algo presente na vida de Israel, como também na vida dos demais povos orientais. A Bíblia não nos mostra como era a coreografia, mas dá-nos entender que eram movimentos circulares em torno da própria pessoa, ou saltos para expressar grande alegria. Esta prática era comum entre o povo oriental, e na verdade era como uma segunda língua social. É preciso destacar que quanto a essas danças não há nenhum mandamento ordenando-as. Eram apenas manifestação cultural, dissociadas do culto.


2 – Danças apenas de cunho cultural, mas com alguma associação religiosa (Jr 31.4; 2Sm 6.14)
Estas danças também não foram realizadas em nenhuma cerimônia religiosa, contudo costumavam ser fruto de uma benção espiritual ou material que de modo muito claro representava uma realidade espiritual. O exemplo mais claro e mal utilizado é o caso de Davi (2Sm 6.14). Davi expressou a sua alegria com uma dança cultural diante da arca, que por sua vez era uma representação da presença de Deus no meio do povo. Mas isso foi um fato isolado e não uma prática ordenada por Deus.


3 – Danças de cunho religioso (Ex 15.20)
Esse tipo de dança tem pouca ocorrência, principalmente porque Deus não deixou nenhuma ordem específica sobre isso. No NT, Cristo veio para cumprir a lei e não anular. Ele trouxe clareza sobre a lei do Antigo Testamento e não encontramos nenhuma ordenança Dele a respeito da dança.
Muitas pessoas pegam o exemplo de Miriã para justificar as danças e coreografias nos cultos. Mas esse também é um fato isolado como no caso de Davi. Era simplesmente uma expressão de alegria com danças culturais. Pois, o destaque maior é dado no cântico de Moisés com forte ênfase na letra e não na música. Os textos de Miriã e de Davi, não servem de base para se colocar danças nos cultos.


III – O QUE FAZER DIANTE DOS MODERNISMOS?
Chamamos de “modernismo” a dança e a coreografia, porque entraram nas igrejas há poucos anos, e não faz parte da história da igreja e nem da tradição reformada que seguimos. Mas o que fazer então?
A) Ensinar
Não se deve fazer ou deixar de fazer alguma coisa sem explicação. Mesmo Deus quando faz suas ordenanças explica as consequências da obediência e da desobediência (Dt. 4.40). Então, a primeira coisa a se fazer é ensinar a igreja que ela precisa ouvir a Deus para aprender como adorá-lo. Um ensino correto da Bíblia orienta a igreja contra as falsas práticas religiosas.


B) Não permitir que valores ou interesses humanos superem o princípio bíblico.


Muito do que se tem visto de inovação, não tem melhorado em nada o culto, pelo contrário, tem contribuído para que a igreja perca suas características. A Bíblia tem de ser uma realidade, e não somente discurso, precisa ser a única regra de fé e prática, para que assim adoremos a Deus de modo correto.

C) vigilância

É preciso constante vigilância para que não sejamos pegos de surpresa. Esta vigilância deve partir dos líderes e dos membros da igreja. Temos que atentar para a recomendação de Paulo: “até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.”( Efésios 4.13,14).


Conclusão
Não temos nenhum motivo histórico ou teológico para admitirmos danças ou coreografias nos cultos. Devemos tomar cuidado não somente com esse problema, mas com outros pensamentos contrários a Palavra de Deus que podem fazer com que a igreja perca sua característica.


Por Rev. Ronaldo P Mendes

17 de agosto de 2012

Rev. Augustus Nicodemus analisa passagem bíblica em que Jesus promete que cristãos farão “obras maiores” que as dele. Leia na íntegra

Rev. Augustus Nicodemus analisa passagem bíblica em que Jesus promete que cristãos farão “obras maiores” que as dele. Leia na íntegra
O reverendo Augustus Nicodemus Lopes escreveu mais um artigo da série “Ditos difíceis de Jesus”, e abordou a passagem bíblica em que Cristo promete a seus seguidores fazer obras maiores que as dele.
Segundo Nicodemus, “este dito de Jesus é difícil porque parece prometer que seus discípulos seriam capazes de realizar os milagres que Ele realizou, e até mesmo maiores, se somente cressem nEle – e pelo que lemos no livro de Atos e na história da Igreja, esta promessa não parece ter-se cumprido”.
O pastor presbiteriano ressalta que a interpretação dessa fala de Jesus é importante para compreender pontos relevantes da Bíblia: “Compreender o real sentido desta passagem tem se tornado ainda mais crucial pois ela tem sido usada, após o surgimento do movimento pentecostal e seus desdobramentos, para defender modernas manifestações miraculosas, iguais e maiores dos que as efetuadas pelo próprio Jesus Cristo”.
Augustus Nicodemus apresenta em seu artigo, duas principais interpretações para o “dito difícil” de Jesus a respeito das obras maiores: “A interpretação popular e mais comum, aceita pela maioria dos evangélicos no Brasil (esta maioria, por sua vez, é composta na maior parte por pentecostais e neopentecostais), é que Jesus realmente prometeu que seus discípulos seriam capazes de realizar os mesmos milagres que Ele realizou, e mesmo maiores”, e explica que “nesta interpretação, a palavra ‘obras’ é entendida exclusivamente como se referindo aos milagres físicos que Jesus realizou, como curas, exorcismos e ressurreição de mortos”.
Sobre esse ponto de vista, o reverendo ressalta que “apesar dos milagres que realizaram, nem os apóstolos, que foram os cristãos mais próximos desta promessa, parecem ter suplantado aqueles de Jesus, em número e em natureza. Jesus andou sobre as águas, transformou água em vinho, acalmou tempestades e suas curas, segundo os Evangelhos, atingiram multidões. Não nos parece que os apóstolos, conforme temos no livro de Atos, suplantaram o Mestre neste ponto”, observa.
A segunda principal interpretação usada comumente entre cristãos tem um sentido mais subjetivo, segundo Augustus Nicodemus: “A outra interpretação entende que Jesus se referia obra de salvação de pecadores, na qual, obviamente, milagres poderiam ocorrer”, pontua o reverendo, explicando que “o termo ‘obras’ não se refere exclusivamente aos milagres de Jesus, muito embora em algumas ocorrências os inclua [...] O termo é muito mais abrangente e se refere à sua toda atividade terrena realizada com o fim de salvar pecadores: palavras, atitudes e, sem dúvida, milagres”.
Para o líder presbiteriano, “as ‘obras maiores’ a ser realizadas pelos que creem devem ser entendidas deste ponto de vista: os discípulos, através da pregação da Palavra no mundo todo, suplantaram em muito a área de atuação e influência do Senhor Jesus, quando encarnado”.
Porém, Augustus Nicodemus ressalta que a segunda interpretação não anula a possibilidade de curas e milagres nos dias atuais: “Adotar a interpretação acima não significa dizer que milagres não acontecem mais hoje. Estou convencido de que eles acontecem e que estão implícitos neste dito do Senhor Jesus. Entretanto, eles ocorrem como parte da obra de expansão do Reino, que é a obra maior realizada pela Igreja”, afirma.
Confira abaixo a íntegra do artigo “Se eu tiver fé, poderei fazer mais milagres do que Jesus? Ditos Difíceis de Jesus – IV”, do reverendo Augustus Nicodemus Lopes, no blog O Tempora, O Mores:
Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai (João 14.12).
Jesus fez esta promessa aos seus discípulos na noite em que foi traído, antes de ir com eles para o Getsêmani, durante o jantar em que instituiu a Ceia. O Senhor falou que iria para o Pai preparar lugar para os discípulos (Jo 14.1-4), e em seguida explicou como eles chegariam lá (14.5-6). Respondendo ao pedido de Filipe para que lhes mostrasse o Pai, Jesus explica que Ele está de tal forma unido ao Pai, que vê-lo é ver o Pai (14.7-9). E como prova de que Ele está no Pai e o Pai está nEle, Jesus aponta para as obras que realizou (14.10-11). E em seguida, faz esta promessa, “aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai” (14.12).
Este dito de Jesus é difícil porque parece prometer que seus discípulos seriam capazes de realizar os milagres que Ele realizou, e até mesmo maiores, se somente cressem nEle – e pelo que lemos no livro de Atos e na história da Igreja, esta promessa não parece ter-se cumprido. Compreender o real sentido desta passagem tem se tornado ainda mais crucial pois ela tem sido usada, após o surgimento do movimento pentecostal e seus desdobramentos, para defender modernas manifestações miraculosas, iguais e maiores dos que as efetuadas pelo próprio Jesus Cristo.
Há duas principais tentativas de interpretar este dito de Jesus:
1. As “obras” são os milagres físicos realizados por Jesus
A interpretação popular e mais comum, aceita pela maioria dos evangélicos no Brasil (esta maioria, por sua vez, é composta na maior parte por pentecostais e neopentecostais), é que Jesus realmente prometeu que seus discípulos seriam capazes de realizar os mesmos milagres que Ele realizou, e mesmo maiores. É importante notar que muitos membros de igrejas históricas, como presbiterianos, batistas, congregacionais e episcopais, entre outros, também foram influenciados por este ponto de vista. Nesta interpretação, a palavra “obras” é entendida exclusivamente como se referindo aos milagres físicos que Jesus realizou, como curas, exorcismos e ressurreição de mortos. Os adeptos desta interpretação entendem que existem hoje pastores, obreiros e crentes com capacidade para realizar os mesmos milagres de Jesus – e até maiores. Defendem que curas, visões, revelações e de outras atividades miraculosas estão acontecendo no seio de determinadas igrejas nos dias de hoje, exatamente como aconteceram nos dias de Jesus e dos apóstolos. E desta perspectiva, se uma igreja evangélica não realiza estes sinais e prodígios, significa que ela é fria, morta, sem fé viva em Jesus.
Apesar desta interpretação parecer piedosa e cheia de fé (e é por isto que muitos a aceitam), tem algumas dificuldades óbvias. Primeira, apesar dos milagres que realizaram, nem os apóstolos, que foram os cristãos mais próximos desta promessa, parecem ter suplantado aqueles de Jesus, em número e em natureza. Jesus andou sobre as águas, transformou água em vinho, acalmou tempestades e suas curas, segundo os Evangelhos, atingiram multidões. Não nos parece que os apóstolos, conforme temos no livro de Atos, suplantaram o Mestre neste ponto. Segundo, a História da Igreja não registra, após o período apostólico, a existência de homens que tivessem os mesmos dons miraculosos dos apóstolos e que tenham realizado milagres ao menos parecidos com os de Jesus. Na verdade, os grandes homens de Deus na História da Igreja nunca realizaram feitos miraculosos desta monta, como Agostinho, Lutero, Wycliffe, Calvino, Bunyan, Spurgeon, Moody, Lloyd-Jones, e muitos outros. Os pregadores pentecostais que afirmam ser capazes de realizar milagres semelhantes, e ainda maiores, não têm um ministério de cura e milagres consistente e ao menos semelhantes aos de Jesus. O famoso John Wimber, um dos maiores defensores das curas modernas, morreu de câncer na garganta. Antes de morrer, confessou que nunca conseguiu curar uma criança com problemas mentais, e nem conhecia ninguém que o tivesse feito.  Os cultos de cura de determinadas igrejas neopentecostais alegam milagres que são de difícil comprovação. Terceiro, esta interpretação deixa sem explicação o resto da frase de Jesus: “aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai” (14.12). E por último, esta interpretação implica que os cristãos que não fizeram os mesmos milagres que Jesus fez não tiveram fé suficiente, e assim, coloca na categoria de crentes “frios” os grandes vultos da História da Igreja e milhões de cristãos que nunca ressuscitaram um morto ou curaram uma doença.
Esclareço que não estou dizendo que Deus não faz milagres hoje. Creio que Ele faz, sim. Creio que Ele é poderoso para agir de forma sobrenatural neste mundo e que Ele faz isto constantemente. O que estou questionando é a interpretação desta passagem que afirma que se tivermos fé faremos milagres maiores do que aqueles realizados por Jesus.
2. As “obras” se referem ao avanço do Reino de Deus no mundo
A outra interpretação entende que Jesus se referia obra de salvação de pecadores, na qual, obviamente, milagres poderiam ocorrer. Os principais argumentos em favor desta interpretação são estes:
a. A expressão “quem crê em mim” é usada consistentemente no Evangelho de João para se referir ao crente em geral, em contraste com o mundo que não crê. Examine as passagens abaixo:
Jo 6:35  Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.
Jo 6:47  Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna.
Jo 11:25-26  Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?
Jo 12:46  Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.
Fica claro pelas passagens acima que aqueles que crêem em Jesus são os crentes em geral, e que a fé em questão é a fé salvadora. Por analogia, a expressão “quem crê em mim” em João 14.12 também se refere a todo crente, e não àqueles que teriam uma fé tão forte que seriam capazes de exercer o mesmo poder de Jesus em realizar milagres – e até suplantá-lo!
b. O termo “obras” referindo-se às atividades de Jesus, é usado no Evangelho de João para se referir a tudo aquilo que Ele fez, conforme determinado pelo Pai, para mostrar Sua divindade, para salvar pecadores e para glorificar ao Pai. Veja estas passagens: Jo 4:34; 5:20,36;  6:28,29; 7:3; 9:3,4; 10:25,32,33,37,38; 14:10,11; 14:12; 15:24; 17:4. O termo “obras” não se refere exclusivamente aos milagres de Jesus, muito embora em algumas ocorrências os inclua. No contexto da passagem que estamos examinando, Jesus usa o termo “obras” para se referir às palavras que Ele tem falado: “Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras” (Jo 14.10). É evidente, portanto, que não se pode entender o termo “obras” em Jo 14.12 como se referindo exclusivamente aos milagres físicos realizados por Jesus. O termo é muito mais abrangente e se refere à sua toda atividade terrena realizada com o fim de salvar pecadores: palavras, atitudes e, sem dúvida, milagres.
c. A frase “porque eu vou para junto do Pai” fornece a chave para entender este dito difícil. Enquanto Jesus estava neste mundo, sua ação salvadora era limitada pela sua presença física. Seu retorno à presença do Pai significava a expansão ilimitada do Reino pelo mundo através do trabalho dos discípulos, começando em Jerusalém e até os confins da terra. Como vimos, as “obras” que Ele realizou não se limitavam apenas aos milagres físicos, mas incluíam a influência dos mesmos nas pessoas e a pregação do Reino efetuada por Jesus. Estas obras, porém, estavam limitadas pela Sua presença física em apenas um único lugar ao mesmo tempo. As “obras maiores” a ser realizadas pelos que crêem devem ser entendidas deste ponto de vista: os discípulos, através da pregação da Palavra no mundo todo, suplantaram em muito a área de atuação e influência do Senhor Jesus, quando encarnado.
Adotar a interpretação acima não significa dizer que milagres não acontecem mais hoje. Estou convencido de que eles acontecem e que estão implícitos neste dito do Senhor Jesus. Entretanto, eles ocorrem como parte da obra de expansão do Reino, que é a obra maior realizada pela Igreja.
O dito de Jesus, portanto, não está prometendo que qualquer crente que tenha fé suficiente será capaz de realizar os mesmos milagres que Jesus realizou e ainda maiores – a Escritura, a História e a realidade cotidiana estão aí para contestar esta interpretação – e sim que a Igreja seria capaz de avançar o Reino de Deus de uma forma que em muito suplantaria o que Jesus fez em seu ministério terreno. Os milagres certamente estariam e estão presentes, não como algo que sempre deve acontecer, dependendo da fé de alguns, e não por mãos de pretensos apóstolos e obreiros super-poderosos, mas como resposta do Cristo exaltado e glorificado às orações de seu povo.
Redação Gospel+

14 de julho de 2012

Você não acha que já é hora de abandonar as rodinhas?




Por Marcony Jahel ►  

para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.[Efésios 4:14]
Pois é caros amigo(a)s, já é hora de abandonarmos as rodinhas e pedalarmos à Cristo, vivemos escorados em questões culturais ou até mesmo familiares, temos medo de nos lançar ao mundo e enfrenta-lo.

 Ergamos a cabeça brindemos as conquistas de não mais andarmos apoiados em rodinhas escravizantes, onde não temos o direito de voarmos quando podemos voar, nos forção a caminhar quando podemos correr, lembremos que vivemos na graça de Deus, onde não carecemos de rodinhas para nos apoiar, onde podemos correr na plenitude do evangelho.

Agora, se você se sente como uma criança, que não se pode alimentar com alimentos sólidos, que não esta preparado para saber todas as maravilhas, e deveres do reino de Deus, assim como esta escrito: 

Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais. [1 Coríntios 3:2]
Ai meu amigo(a), as rodinhas de sua vida, serão:  as rodinhas da carnalidade, rodinhas da falta de amor, rodinhas da pouca fé, rodinha escravizantes dos falsos profetas, rodinhas da ignorância.

Amados, pensemos que o que nós precisamos é viver uma vida de santidade na presença de Deus, a comunhão solicitada por Deus em nossas vidas, é uma realidade, temos que ser perseverantes, buscando a santidade e não se cansando em buscar, o nosso alvo é sermos fiéis, incansáveis  e intrépidos .

Rogo ao Pai que nos dê sabedoria para entendermos seus decretos, e que retire de nós toda e qualquer obstrução que venha nos impedir de render graças a Ele, que abandonemos as rodinhas e nos tornemos equilibrados no evangelho, e saibamos andar sem cair, e se cairmos saibamos que Deus opera em nossa queda e tem um proposito em tudo que acontece em nossa estrada.

Vivamos a plenitude de Cristo!


E no mais que Deus nos ajude

Ósculo Santo 

15 de maio de 2012

Eu prefiro ter problemas financeiros.


Por Marcony Jahel ►

Quem entre nós, pode ser enquadrar distante de problemas financeiros? Muitos por falta de dinheiro e outros por excesso.

Quem não tem o devido recurso clama para adquirir e o que possui com fartura muitas vezes não sabe lidar com o mesmo, deixando se levar pela ganancia.

Todos nós sabemos que dinheiro não cresce em arvores, nem tão pouco é fácil ganha-lo, mas para gastar basta ter! Baseado nesse pressuposto, muitos pregam por prosperidade financeira, onde o deus passa ser o dinheiro e Deus passa ser o banqueiro que irá financiar sua prosperidade. Esquadrinhando as Escrituras vemos que Jesus proclama que "...As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça." [Lucas 9:58].

Você pode estar pensando que esta ideia é de um quebrado financeiramente, posso te falar que você esta perfeitamente certo, enfrento uma situação financeira de dar medo, mas com tudo "Eu prefiro ter problemas financeiros", porque diante de todos os problemas eu estou mais próximo de Deus,  de minha família, é onde eu conheço meus verdadeiros amigos, e por fim estou mais próximo de mim mesmo.

Muitos buscam a felicidade no status social, nas riquezas, pessoas egocêntricas, que não se importam como vai chegar a essa tal felicidade, o que importa é com que vai dar certo e não no que é certo, buscam ser "felizes", "ricas" a qualquer custo, querem as riquezas materiais ao serem afagadas por carinhos.

Em um dos seus sermões John Wesley profere:
"Eles que serão ricos, através de meios pecaminosos, por furto, roubo, opressão, ou extorsão; eles que serão ricos, através de fraude ou artimanha desonesta; mas simplesmente, 'eles que serão ricos".

Em 1ª Timóteo 6:9 diz:
Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição.

O que há de ser melhor? o que é mais inerente ao verdadeiro filho de Deus? 

Eu continuo falando que prefiro ter problemas financeiros...

Conheço pessoas que possuem bens moveis e imoveis que não dão conta de usufruir, e são completamente destruídas no tocante a família, amigos, vizinhos, etc... etc... Pessoas que não conseguem a amizade nem do seu cônjuge, vivendo de aparências, espelhando para os outros uma felicidade falsa, onde só existe rancor e maldade, onde a vida financeira fala mais alto do que qualquer outra coisa.

Contudo, não quero aqui fazer apologia a pobreza, ou dar uma de franciscano, quero passar, é que:

Eu prefiro ter problemas financeiros: a ter uma vida espiritual destruída;
Eu prefiro ter problemas financeiros: a ser desprezado por meus familiares;
Eu prefiro ter problemas financeiros: a não ter amigos;
Eu prefiro ter problemas financeiros: a ser mesquinho e idolatra de dinheiro;
Eu prefiro ter problemas financeiros: a não poder me olhar no espelho;
Eu prefiro ter problemas financeiros: a ter minha felicidade arraigada pelo poder financeiro;

Eu prefiro ter problemas financeiros e ser feliz com minha simplicidade e ser amado, querido, e o mais importante, é ser achado justificado perante a congregação dos justos.

Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos. Salmo 1:5.

Essa é minha oração:
Que Deus tenha misericórdia de mim, e que tudo que está predisposto a mim essa seja minha felicidade, que eu sempre seja feliz em Cristo Jesus


Sola Gratia


Osculo Santo, por parte de Cristo Jesus.

Marcony Jahel 

17 de fevereiro de 2012

Antes de decretar a falência do Carnaval...




Antes de decretar a falência do Carnaval… deveríamos, como cristãos que somos, trabalhar pelo fim da comercialização da fé, pois a mesma, além de entristecer o coração de Deus, compromete nosso testemunho perante o mundo. Como podemos julgar o mundo, se não somos capazes de julgar a nós mesmos?

Antes de decretar a falência do Carnaval... deveríamos julgar a nós mesmos, removendo de nossos rostos as máscaras da hipocrisia religiosa, expondo-nos, assim, à verdadeira transformação empreendida pelo Espírito Santo. Afinal, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. Liberdade, sim. Não pra pecar. Mas pra ser transformado sem viver sob pressão de quem quer que seja. Liberdade de ser quem somos, sabendo que ninguém nos condenará. O Espírito só opera em nós quando temos o rosto descoberto...

Antes de decretar a falência do Carnaval... deveríamos tirar o chapéu para o trabalho social desempenhado por algumas escolas de samba em suas comunidades. Não fosse nosso corporativismo evangélico, poderíamos até aliar-nos a elas nesse esplêndido trabalho. O que não significa que endossemos tudo quanto é promovido por elas. Porém, não se pode jogar fora a criança com a água suja do banho.

Antes de decretar a falência do Carnaval... deveríamos corar de vergonha ante o nível de excelência alcançado nas apresentações das escolas, com samba-enredos bem elaborados, carros alegóricos exuberantes, organização impecável, etc. Enquanto nós, que nos achamos no direito de apontar-lhes o dedo, nos acomodamos à mediocridade. Basta ouvir as canções de louvor atuais para perceber a pobreza lírica e melódica, fruto de nossa preguiça e desleixo. Sem contar que nossa arte ‘gospel’ fica restrita à música, como se Deus tivesse alguma coisa contra outras expressões artísticas.

Antes de decretar a falência do Carnaval... deveríamos amar os foliões, compreendendo que aquela alegria ilusória é tudo o que eles possuem. Em vez de condená-los, que tal se compartilhássemos com eles a nossa alegria perene? Eles certamente perderiam qualquer interesse por algo que fosse menos que isso.  A maneira como nos referimos a eles e à sua festa, faz com que sejamos vistos como gente estraga-prazer. Duvido que no lugar de Jesus nos dispuséssemos a transformar água em vinho só pra que a festa não terminasse tão cedo.  Talvez entendêssemos melhor o que diz Provérbios 31:6-7, mas sem perder de vista o seu contexto imediato.

Antes de decretar a falência do Carnaval... decretemos a falência da nossa arrogância, de nossa presunção, de nossa religiosidade midiática, e de nosso egoísmo. Que prevaleça o amor, a humildade e o serviço ao nosso semelhante, mesmo quando este estiver atrás de uma fantasia, ou despudoradamente despido.