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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18
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3 de janeiro de 2017

"Plantar igrejas virou negócio", denunciam teólogos africanos

Não há escassez de igrejas evangélicas no Quênia, nem de pregadores, profetas ou evangelistas. Suas megaigrejas oferecem diversos cultos, os quais atraem milhares de pessoas para ouvirem pregações “extravagantes”.
“Plantar igrejas virou negócio”, denunciam teólogos africanos
Um sermão comumente pode incluir revelações vindas de Deus, além de promessas de riqueza e cura. Porém, o que realmente falta é a mensagem autêntica do Evangelho, baseado nas Escrituras.
Dan Huffstutler, diretor da Escola Batista de Teologia da África Oriental (EABST), na capital de Nairobi, acredita que igrejas bíblicas, lideradas por pastores com solidez doutrinária são escassas.
A última pesquisa nacional identificou que 70% dos cristãos quenianos seguem ensinamentos neopentecostais. Na última década, Dan Huffstutler identificou um aumento de fiéis que possuem “pouquíssima compreensão da doutrina cristã ou da missão da igreja segundo a Bíblia”. Para o estudioso, isso se deve à multiplicação dos pregadores da “teologia da prosperidade”.
“Plantar igrejas virou um negócio aqui”, assevera. “Homens sem treinamento e sem conhecimento bíblico entram no campo espiritual na esperança de ganhar dinheiro de pessoas ingênuas que procuram ajuda para seus problemas”. Ele entende que esse é um grande problema em diversos países do continente africano.
Agora, a Escola Batista, juntamente com outros parceiros e ministérios africanos estão tentando reverter esse quadro. Através da distribuição de literatura, como Bíblias comentadas e material de pastores africanos e americanos (Wayne Grudem, John Piper, David Helm). Além de ajudar na capacitação de novos obreiros, eles desejam dar oportunidades para pastores que realmente desejam oferecer às suas congregações o ensino bíblico. Com informações de The Gospel Coalition
Via: Gospel Prime

20 de outubro de 2016

Em franca expansão, Igreja Universal erguerá megatemplo em Curitiba ao custo de R$ 448 milhões


O plano de expansão da Igreja Universal do Reino de Deus continua acelerado, com o planejamento da construção de dois novos megatemplos em capitais brasileiras. Agora, a denominação investirá centenas de milhões de reais na construção de um cenáculo em Curitiba.
A igreja liderada pelo bispo Edir Macedo contratou a empreiteira portuguesa Teixeira Duarte para erguer o Cenáculo Curitiba por € 128 milhões, de acordo com informações do jornalista Guilherme Amado, de O Globo. O valor equivale a R$ 448 milhões, aproximadamente, pela cotação da moeda na manhã desta quarta-feira, 19 de outubro.
O local onde o novo megatemplo da Universal será instalado era uma antiga fábrica da Matte Leão, empresa que produz chás, e foi comprado há seis anos por R$ 32 milhões. “Em Jerusalém, o cenáculo é o local onde teria ocorrido a Última Ceia. Lá, hoje, ergueu-se um megatemplo”, comentou Amado.
Esse não é o único projeto dispendioso que a Universal está tocando. Recentemente, a denominação comprou um terreno em uma cidade-satélite de Brasília, para erguer uma segunda réplica superdimensionada do Templo de Salomão.
A construção ainda não foi oficialmente anunciada, porém informações apontam para um investimento de R$ 90 milhões apenas na compra do terreno. “Edir Macedo comprou um gigantesco terreno em Taguatinga, cidade satélite de Brasília, para construir o segundo Templo de Salomão, em uma versão um pouco menor do que o de São Paulo, inaugurado há dois anos”, informou o jornalista.
A atual sede da Igreja Universal do Reino de Deus, o Templo de Salomão no bairro do Brás, em São Paulo, foi erguida ao custo de R$ 685 milhões, levando quatro anos para ser concluída. Macedo ordenou a importação de pedras de Israel para a fachada, e a reprodução de detalhes do culto judaico, como por exemplo a Arca da Aliança e a menorá, um candelabro com 12 “braços”.
Com capacidade para 10 mil pessoas sentadas, um dos caprichos do líder da Universal foi a instalação de 10 mil lâmpadas de LED no auditório, uma sobre cada assento.
Fonte: GospelMais

4 de outubro de 2013

Pastor pede R$ 21 milhões aos fiéis para pagar dívida de TV



Com voz chorosa, desesperançoso e cabisbaixo, o apóstolo Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, iniciou nesta semana uma campanha para a arrecadar ao menos R$ 21 milhões para pagar dívidas da igreja, especialmente as referentes ao aluguel de horário do canal 21, do Grupo Bandeirantes.

A igreja arrendou a emissora praticamente por 24 horas por dia e agora está com dificuldades em cumprir a obrigação...

ALÉM DISSO...

Valdemiro afirma que há vários templos com aluguéis atrasados, além de atrasos no pagamento de outros horários locados em rádios e TVs Brasil afora. Um especialista em igrejas, ouvido por esta coluna, que pede para não ser identificado, afirma que dois fatores prejudicaram substancialmente a Igreja Mundial, e que esses fatores ameaçam até a existência da linha evangélica:

Motivo 1)

A tentativa de crescer rápido demais e sem controle algum sobre a contabilidade; ou seja, a igreja contou que podia crescer mais rapidamente até que a Igreja Universal, mas confiou demais na generosidade dos fiéis; acontece que os fiéis (classes C e D, principalmente) já estão com outras dívidas e pararam de colaborar tanto. A Igreja Mundial quis crescer mais e mais rapidamente do que o possível.

Motivo 2)

A guerra deflagrada pela Igreja Universal contra a Mundial, no ano passado. Por meio da Record, a Universal exibiu reportagens que acabaram com a saúde contábil da Mundial, que acabou investigada pelo Ministério Público e, principalmente, pela Receita Federal. A Igreja teve de vender propriedades, gado, se desfazer de templos... Enfim, entrou num verdadeiro gargalo financeiro. Esse gargalo está agora se apertando ainda mais.

Mastrangelo Reino - 31.ago.2011/Folhapress


Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial

Fonte: http://f5.folha.uol.com.br/colunistas/ricardofeltrin/2013/10/1351206-pastor-pede-r-21-milhoes-aos-fieis-para-pagar-divida-de-tv.shtml

16 de setembro de 2013

Teologia da Prosperidade está presente em dois terços das igrejas






Embora Kate Bowler diga não escrever sobre um ponto de vista teológico, sua pesquisa inclui elementos de história, sociologia e até psicologia. Contudo, “Blessed: A History of the American Prosperity Gospel” [Abençoado: uma História do Evangelho da Prosperidade], é a adaptação da sua tese de doutorado em formato de livro. Lançado nos EUA recentemente, caiu como uma bomba no meio evangélico e foi matéria da edição de setembro da influente revista Christianity Today.

Embora inicie com uma breve história da chamada “teologia da prosperidade” a autora se dedicou mais a investigar a influência desse tipo de pregação nas igrejas evangélicas. Bowler entrevistou pastores, visitou megaigrejas, leu dezenas de livros e atreve-se a concluir: a pregação da prosperidade domina os púlpitos. Mas não só nos EUA, ela traça paralelos com diversos países, desde o Brasil até Cingapura, passando pela Nigéria.

Embora em alguns lugares seja apresentado como “pregação de saúde e riqueza”, “confissão positiva” ou “teologia da dominação”, o foco é o mesmo: riqueza e vida boa aqui e agora. A grande maioria dos pregadores tem seus próprios programas de TV, escrevem livros sobre o assunto e atraem multidões para suas megaigrejas. E as pessoas parecem gostar, cada vez mais.

Embora repudiado pelos teólogos, o movimento que oferece a prosperidade a todos os que tiverem fé, superou a velha pregação baseada no arrependimento e na mudança de vida. Bowler atualmente é professora da Duke Divinity School, Universidade fundada pela Igreja Metodista, mas que hoje forma acadêmicos no estudo de diversas religiões.

Para a pesquisadora, desde o final do século 19, os pregadores que ensinavam a “prosperidade vinda de Deus” absorveu e ajudou a espalhar vários aspectos culturais do chamado “sonho americano”. Ou seja, com determinação e perseverança todo mundo poderá ser rico um dia.

Com o passar dos anos, a pregação foi se modificando, até que nos anos 1970 consolidou um modelo que é usado até hoje. Fé = investimento + auto-ajuda. Cultos que enfatizavam curas e milagres também auxiliaram na formatação teológica. Por fim, em alguns lugares mais do que em outros, a ênfase na obra de demônios como o principal obstáculo a ser vencido pelo cristão.

Bowler vai listando uma série de pastores e igrejas do século passado até chegar aos dias de hoje. O mínimo denominador comum a todas as igrejas evangélicas é que a teologia da prosperidade continua crescendo por que a maioria dos fieis só quer ouvir isso. O movimento que varreu as igrejas americanas nos anos 60 e 70, deu condições para que seminários com esse enfoque fossem criados e com isso, a perpetuação dos ensinamentos e a expansão para todos os lugares do mundo. Ao mesmo tempo, as denominações mais tradicionais experimentavam uma crescente relativização, sem tomar posição firme sobre esses ensinamentos por décadas.

O movimento não tinha uma organização central, mas a proliferação dos televangelistas acabou gerando dois grupos principais. A base comum são dois elementos-chave: Deus quer abençoar e você precisa querer ser abençoado.

O que mais cresce é a chamada “prosperidade soft” cuja mensagem é centrada nos pregadores (sejam eles pastores, bispos ou apóstolos) e que oferecem uma mensagem com muitos elementos de psicologia (autoajuda) em que a vida cristã é um desfrutar contínuo de bênçãos. Desde que sigam os “passos certos”, todos poderão alcançar a “vitória”.

Do outro lado, a “prosperidade tradicional”: que enfatiza os “pontos de fé”, objetos distribuídos ou vendidos nos cultos e que colaboram com a vida cristã; além da luta constante contra os demônios, que causam todo tipo de problema na vida pessoal, familiar e profissional.

Citando estudos, Bowler afirma que 17% dos evangélicos americanos reconhecem fazer parte desse movimento, que todos os domingos atrai milhões de pessoas para as megaigrejas. Outro dado alarmante é que dois terços de todos os evangélicos do mundo estão em igrejas que pregam a “teologia da prosperidade”, embora a maioria sequer tenha ouvido falar dela.

Em sua investigação global, a autora lista as maiores igrejas do mundo e analisa suas bases teológicas. Destaque para a Igreja do Evangelho Pleno na Coreia do Sul, do pastor Young Choo e a Igreja Universal do Reino de Deus, fundada pelo bispo Edir Macedo no Brasil.

Na parte final de suas quase 400 páginas, Bowler demonstra com estatística na venda de livros, como ocorreu uma acentuada queda na preocupação dos evangélicos com temas como ação social nas igrejas, o arrebatamento e o final dos tempos. Não há previsão de seu lançamento no Brasil, mas é possível ler alguns capítulos no Google Books ou no site da Amazon.

Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br/pesquisa-teologia-da-prosperidade-igrejas/

7 de agosto de 2013

Fim da “teologia” da prosperidade

Um grupo de pastores negros está pensando em estratégias para espalhar os ensinamentos bíblicos e anular os ensinamentos do evangelho da prosperidade, que foram proliferados em suas igrejas.
Lance Lewis, pastor da Christ Fellowship na Filadélfia, diz que “o evangelho da saúde e da riqueza é uma ameaça tão grande para a igreja histórica negra como o liberalismo teológico foi para a igreja evangélica no início do século 20″, informou a revista americana Fé.
“Para o balanço do século 20 a igreja histórica negra, enquanto não reformada corretamente, defendeu a principais doutrinas da fé ortodoxa”, disse ele em uma carta aos líderes da Igreja Presbiteriana na América. “No entanto, no final do século passado, o evangelho da prosperidade (que, em suas diversas formas, sempre à espreita, está perto da igreja negra) esteve cada vez mais perto de se tornar a teologia central acreditada e praticada pela igreja negra”.
“As igrejas em que crescemos agora está doutrinando esta forma destrutiva de heresia”, disse Lewis, cuja igreja é apresentada como multi-étnicas.
Lewis está entre um grupo de pastores da Conferência de Pastores Africanos (APC) que estão se preparando para sediar um evento chamado Revival 2K10. Os organizadores da conferência a ser realizada do dia 4 a 6 de junho, em Baltimore, estado de Maryland (EUA), planejam lançar um movimento para combater a, segundo eles, “heresia” do evangelho da prosperidade.
“O objetivo deste evento é o impacto da igreja negra e com a comunidade negra histórica, o cristianismo redentor, que é biblicamente fundamentado, dirigido e centrado em Cristo”, explicou Lewis.
O evangelho da prosperidade é uma teologia muito criticada, que ensina que a riqueza e a boa saúde são um sinal da bênção de Deus. Nos últimos anos, um número de líderes cristãos negros saíram em oposição ao ensino e expressaram preocupação entre as igrejas africanas-americanas.
O dr. Robert M. Franklin, negro e presidente da Universidade Morehouse em Atlanta (EUA), escreveu que o evangelho da prosperidade era a maior ameaça às igrejas negras.
A maior organização americana da igreja africana, com 7,5 milhões de membros na Convenção Batista Nacional, denunciou o ensino da Teologia da Prosperidade, observando sua popularidade na África.
Lewis disse que “nosso desejo não é causar nenhum tipo de separação. Só esperamos ver a obra de Deus entre os nossos povos, que como sabemos, teve pouca exposição à teologia bíblica reformada há mais de cento e cinqüenta anos.”
Traduzido pelo Gospel+ da Christian Today
——–
Cristiano Machado diz:
Teologia da prosperidade??? Não seria mais correto DEMONOLOGIA da prosperidade?? Desculpe-me pela agressividade, mas se seu pastor prega q vc tem q ser chefe na empresa onde trabalha, ou então dono de uma empresa pra demonstrar o qnto esta sendo abençoado… me perdoe, mas é um outro evangelho, e não o entregue a nós no novo testamento… e vc sabe q a quem pregar um novo evangelho, mesmo q um anjo do seu ou um pastor do púlpito… seja ANÁTEMA… ref Gl 1,8


Leia mais http://crentassos.com.br/blog/2010/03/fim-da-teologia-da-prosperidade.html#ixzz2bHKg4x8M 
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29 de abril de 2013

A Teologia da Prosperidade de Benny Hinn falhou!






Por Thiago Chagas

O controverso evangelista Benny Hinn, um dos principais líderes neopentecostais adeptos da teologia da prosperidade, usou o site oficial de seu ministério para pedir US$ 2,5 milhões aos seus seguidores.


Segundo Hinn, “um amigo amado e de longa data” se dirigiu a ele dizendo que “Deus gostaria que seu ministério ficasse completamente livre de dívidas”, e que isso o teria levado a doar US$ 2,5 milhões, se os seguidores do evangelista igualassem o valor em 90 dias, o que daria no total, US$ 5 milhões.


“O que eu poderia dizer? Imediatamente eu vi a mão de Deus nisso. Nosso Senhor poderia simplesmente ter usado o nosso amigo para plantar a semente e ser abençoado imensamente por isso. Mas é tão evidente que Deus quer oferecer um milagre ainda maior do que os US$ 2,5 milhões. Ele deseja que os nossos parceiros e amigos de ministério sejam abençoados como este homem precioso de Deus, plantando uma semente muito maior para a obra do Senhor, e, ao fazê-lo, dobrando as bênçãos”, escreveu Hinn.


O evangelista ainda afirma que as doações de seus seguidores poderão se transformar em bênçãos financeiras dobradas, e resultar no fim de contas atrasadas.


“Imagine ir até a caixa de correio sem temer, sem contas se acumulando em seu balcão, e sem ligações de cobradores na sua casa. Deus quer limpar a sua dívida! Cada pedacinho dela… e nos próximos 90 dias! Esta é uma hora marcada. Imaginem: seus US$ 100 doados imediatamente dobram para US$ 200. Sua semente de US$ 500 torna-se literalmente US$ 1.000. Se Deus te leva a plantar 10 mil dólares, ele cresce instantaneamente em uma semente de US$ 20 mil! E a tua descendência ceifará através da lei sobrenatural de multiplicação! Só Deus poderia oferecer algo parecido com isso, uma colheita dupla para você. E quanto mais você planta, mais você vai colher!”, garantiu o evangelista, que recentemente foi alvo de investigações da Receita Federal e do Senado dos Estados Unidos.


O Christian Post relatou que a compra recente de um jato particular e um carro de luxo com dinheiro do ministério teria levado Benny Hinn a sofrer intensas críticas nos Estados Unidos. Um evento organizado por ele em Trinidad e Tobago também teria sido alvo de controvérsias, pois ele teria pedido aos milhares de presentes que doassem US$ 100 dólares cada para cobrir os custos da organização.


Fonte: Gospel+


Sinceramente, não sei como ainda tem gente que acredita na tal teologia da prosperidade! Benny Hinn, que é um dos maiores expoentes de tal heresia, vem ao Brasil quase todos os anos e milhares de pessoas caem nas mentiras apregoadas por ele. Não duvido que muitos brasileiros vão ajudá-lo financeiramente, na esperança da falsa promessa de recompensa descrita acima.


Não é por falta de insistentes denúncias, nem por diversos alertas feitos por refutações de apologistas cristãos e por líderes evangélicos brasileiros, há muito tempo vem sendo anunciado as heresias destrutivas de Benny Hinn (a última você pode rever aqui).

Será que os muitos cristãos brasileiros que acompanham as cruzadas "bennyhistas" ainda não se convenceram que ele é um falso profeta?


Ruy Marinho .

Fonte: http://bereianos.blogspot.com.br/2013/04/a-teologia-da-prosperidade-de-benny.html

22 de fevereiro de 2013

Bispo ensina como receber aumento salarial



O Bispo Josivaldo Batista, o número 2 da IMPD, ensina como receber um aumento no ano de 2013. No vídeo, o religioso explica que se o membro deseja receber R$ 5000, por exemplo, basta dá 10% no referido valor (R$ 500). A taxa de 10% do salário deverá ser feita de forma contínua mesmo antes de receber a tal benção.
Confira:
Via: Tela Crente

2 de fevereiro de 2013

PR. ARIOVALDO RAMOS CONVIDA IGREJAS A CORRIGIREM ERROS SOBRE A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE



Pastor Ariovaldo Ramos afirma que a teologia da prosperidade tem gerado decepção, e convoca igrejas para “corrigir erros”. Leia na íntegra
“Deus foi transformado num gordo e avaro banqueiro que está pronto a repartir as suas benesses para quem pagar bem”. Essa é a definição do pastor Ariovaldo Ramos para o que a teologia da prosperidade prega.
Num artigo, publicado em seu blog, Ariovaldo faz uma síntese da teologia praticada por muitas igrejas pentecostais: “Estamos, há mais de vinte anos convivendo com isso, talvez, por isso, a grande pergunta sobre essa teologia seja: Como têm conseguido permanecer por tanto tempo?”, questiona o pastor.
Tratada por Ariovaldo Ramos como uma prática de engano e sem base bíblica, a teologia da prosperidade já pintou quadros de absurdo, segundo ele: “Lembro-me de ter ouvido de um ferrenho seguidor dessa teologia que, quem tivesse fé poderia, inclusive, negociar com Deus a data de sua morte”, contextualiza.
Para o pastor, a teologia da prosperidade “se sustenta pela criatividade” e pelo fato de oferecer diversificação da mensagem cristã: “Os pregadores dessa mensagem estão sempre se reinventando, vivem de promover espetáculos ás custas da boa fé do povo”.
-É uma sucessão de invencionices: um dia é passar pela porta x, outro é tocar a trombeta y, ou empunhar a espada z, ou cobrir-se do manto x, e, por aí vai. Isso sem contar o sem número de amuletos ungidos, de águas fluidificadas e de bênçãos especiais. Suas igrejas são verdadeiros movimentos de massa, dirigidos por “pop stars” que tornam amadores os mais respeitados animadores de auditório da TV brasileira – critica.
Há questões culturais envolvidas, segundo o texto de Ariovaldo Ramos: “Os pregadores dessa panaceia descobriram que o povo gosta de pagar pelos benefícios que recebe, algo como ‘não dever nada a ninguém’, fruto da cultura de penitência amplamente disseminada na igreja romana medieval [...] Tudo nessas igrejas é pago. Ainda que cada movimento financeiro seja chamado de oferta, trata-se, na prática, de pagamento pela benção”.
O pastor afirma que a teologia da prosperidade tem gerado “decepção” às pessoas que buscam a mensagem cristã e convoca o corpo de Cristo para reverter a situação: “Hoje, para além de tudo o que encerra a sua missão, a Igreja tem de corrigir os erros que, em seu nome, e, em muitos casos, sob a sua silenciosa conivência, foram e, ainda, estão sendo cometidos”.
Confira abaixo, a íntegra do artigo “Uma Pastoral para a Decepção!”, do pastor Ariovaldo Ramos.
Fonte: http://ariovaldoramosblog.blogspot.com.br/2013/01/uma-pastoral-para-decepcao.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
http://noticias.gospelmais.com.br/ariovaldo-ramos-convoca-igrejas-corrigir-teologia-prosperidade-49196.html
http://pastorguedes.blogspot.com.br/2013/02/pr-ariovaldo-ramos-convida-igrejas.html?spref=tw

27 de janeiro de 2013

Igrejas arrecadam R$ 20 bilhões no Brasil em um ano

Em um país onde só 8% da população declaram não seguir uma religião, os templos dos mais variados cultos registraram uma arrecadação bilionária nos últimos anos.
Apenas em 2011, arrecadaram R$ 20,6 bilhões, valor superior ao orçamento de 15 dos 24 ministérios da Esplanada –ou 90% do disponível neste ano para o Bolsa Família.
A soma (que inclui igrejas católicas, evangélicas e demais) foi obtida pela Folha junto à Receita Federal por meio da Lei de Acesso à Informação. Ela equivale a metade do Orçamento da cidade de São Paulo e fica próxima da receita líquida de uma empresa como a TIM.
A maior parte da arrecadação tem como origem a fé dos brasileiros: R$ 39,1 milhões foram entregues diariamente às igrejas, totalizando R$ 14,2 bilhões no ano.
Além do dinheiro recebido diretamente dos fiéis (dos quais R$ 3,47 bilhões por dízimo e R$ 10,8 bilhões por doações aleatórias), também estão entre as fontes de receita, por exemplo, a venda de bens e serviços (R$ 3 bilhões) e os rendimentos com ações e aplicações (R$ 460 milhões).

Sérgio Lima/Folhapress
Lucilda da Veiga paga dízimo com cartão de débito em igreja evangélica de Brasília
Lucilda da Veiga paga dízimo com cartão de débito em igreja evangélica de Brasília
“A igreja não é uma empresa, que vende produtos para adquirir recursos. Vive sobretudo da doação espontânea, que decorre da consciência de cristão”, diz dom Raymundo Damasceno, presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
Entre 2006 e 2011 (último dado disponível), a arrecadação anual dos templos apresentou um crescimento real de 11,9%, segundo informações declaradas à Receita e corrigidas pela inflação.
A tendência de alta foi interrompida apenas em 2009, quando, na esteira da crise financeira internacional, a economia brasileira encolheu 0,3% e a entrega de doações pesou no bolso dos fiéis. Mas, desde então, a trajetória de crescimento foi retomada.

Editoria de Arte/Folhapress
IMPOSTOS
Assim como partidos políticos e sindicatos, os templos têm imunidade tributária garantida pela Constituição.
“O temor é de que por meio de impostos você impeça o livre exercício das religiões”, explica Luís Eduardo Schoueri, professor de direito tributário na USP. “Mas essa imunidade não afasta o poder de fiscalização do Estado.”
As igrejas precisam declarar anualmente a quantidade e a origem dos recursos à Receita (que mantém sob sigilo os dados de cada declarante; por isso não é possível saber números por religião).
Diferentemente de uma empresa, uma organização religiosa não precisa pagar impostos sobre os ganhos ligados à sua atividade. Isso vale não só para o espaço do templo, mas para bens da igreja (como carros) e imóveis associados a suas atividades.
Os recursos arrecadados são apresentados ao governo pelas igrejas identificadas como matrizes. Cada uma delas tem um CNPJ próprio e pode reunir diversas filiais. Em 2010, a Receita Federal recebeu a declaração de 41.753 matrizes ou pessoas jurídicas.
PENTECOSTAIS
Pelo Censo de 2010, 64,6% da população brasileira são católicos, enquanto 22,2% pertencem a religiões evangélicas. Esse segmento conquistou 16,1 milhões de fiéis em uma década. As que tiveram maior expansão foram as de origem pentecostal, como a Assembleia de Deus.
“Nunca deixei de ajudar a igreja, e Deus foi só abrindo as portas para mim”, diz Lucilda da Veiga, 56, resumindo os mais de 30 anos de dízimo (10% de seu salário bruto) à Assembleia de Deus que frequenta, em Brasília.
“Esse dinheiro não me pertence. Eu pratico o que a Bíblia manda”, justifica.

Fonte: http://www.pavablog.com/2013/01/27/igrejas-arrecadam-r-20-bilhoes-no-brasil-em-um-ano/

24 de janeiro de 2013

Ajudar pobres é ‘desvio’ de recurso da igreja, diz site de R.R.Soares


Ajudar pobres é 'desvio' de recurso da igreja, diz site de R.R. Soares
Ajudar pobres é ‘desvio’ de recurso da igreja, diz site de R.R. Soares

Na seção “Missionário Responde”, o site de R.R.Soares afirmou que a igreja não deve ajudar os pobres, porque significaria desvio dos recursos da evangelização.

É o governo que tem de recorrer aos necessitados, porque arrecada imposto para isso, dia site de R.R.Soares.
Esse esclarecimento sumiu do site (ele estava na página www.ongrace.com/NP/rr/lerResposta.php?id=3355), mas até a manhã de ont0em (26) aparecia na busca do Google, nos seguintes termos: “O que não concordamos é em desviar os recursos humanos e financeiros destinados à evangelização e à proclamação da Palavra, para atender aos necessitados do mundo. Primeiro que o governo arrecada impostos justamente para fazer isso (e ele não vai pregar o Evangelho para ajudar a igreja).”
A afirmação de que a ajuda aos pobres cabe ao governo mostra como os pastores dessas igrejas se livram de algum eventual sentimento de culpa pela sua omissão.
As igrejas desfrutam de isenção de impostos justamente porque se pressupõe que prestam um serviço de assistência espiritual e material aos pobres, de acordo com os princípios cristãos.
O mesmo site que tinha informado que ajudar os necessitados é desvio de finalidade do dinheiro arrecadado dos fiéis traz a notícia de que a prefeitura de São Paulo autorizou a construção da sede da igreja, que vai custar milhões.

Fonte:http://www.internautasdecristo.com.br/ajudar-pobres-e-desvio-de-recurso-da-igreja-diz-site-de-r-r-soares/

O sertão e a Teologia da Prosperidade.

Por Samuel Neves de Almeida ►
"A Teologia da Prosperidade não tem efeito sobre a pobreza e a miséria:"
Aos cristãos miseráveis do sertão, onde somente os urubus tem fartura sobre a carcaça das vacas podres, que se secam de fome debaixo do sol escaldante.
Se um miserável sertanejo semear pó, Deus o fará colher pó? Pois a regra da Teologia da prosperidade é: "quanto mais você semear, mais Deus te dará!"
Para a teologia da prosperidade dê certo temos que dar para recebe. Essa é a única regra, e não me venham falar que temos que dar com fé, pois a fé não precisa ser avaliada para ser fé. No entanto essa regra possui um detalhe, temo que dar uma porção maior do que costumamos gastar com coisas "terrenas". Mas para o miserável essa parte é fácil, pois ele dará nada, porque a única coisa que ele tem é isso, nada! Aí surge o problema, de acordo com a regra dessa teologia, ele receberá nada, mil vezes nada. Assim sua vida será transformada de miséria total para miséria total elevada a mil vezes!
Assim é a Teologia da Prosperidade em meio a miséria: "o povo que não tem nada além de pó, miséria e fome, receberão dobrado da parte de Deus somente aquilo que plantarem, ou seja, pó, miséria e fome."
Mas esqueça o que eu acabei de escrever, creia nisso aqui: Deus não precisa do nosso dinheiro, ou da falta dele, Deus precisa que repartamos, que de graça damos, pois Dele recebemos de graça um dia. "Ninguém tem permissão da parte de Deus para falar por Ele, colocando palavras em Sua boca, a não ser a Bíblia, de onde sai da Sua palavra viva e verdadeira. Devemos pregar o que Nela está, e não o que achamos ou julgamos correto! Devemos viver os exemplos de Cristo e de seus discípulos, que sabiam e reconheciam, que o reino deles não era aqui, que a regra era dar tudo ao pobres e seguir a Cristo, que a única riqueza que lhes interessava era a rica eternidade com Cristo"
Deus nos deu o mecanismo do trabalho e o dom da criação, trabalhe, esforça-te, ame, compartilhe, salve. Transforme água em vinha na vida de alguém.
*E se você não entende, ou vive acreditando nessa teologia, leia essa matéria que escrevi para alguns blogs cristãos:
Segue também Um Vídeo de um pastor do Sertão, que faz um desafio aos pregadores da prosperidade:
Penso eu, que "Jesus Chorou", quando com a teologia da prosperidade prostituíram a graça"
(SNA.) SAMUEL NEVES DE ALMEIDA
 
Fonte: http://www.hospitaldalma.com/2013/01/o-sertao-e-teologia-da-prosperidade.html

19 de janeiro de 2013

Quem estaria na Forbes Celestial?


Por Hermes C. Fernandes

COMPROVADO: A Teologia da Prosperidade realmente funciona. Pelo menos para alguns dos seus maiores expoentes. A Forbes publicou uma reportagem onde lista os cinco pastores mais ricos do Brasil.
Em primeiro lugar está o bispo Edir Macedo (Igreja Universal do Reino de Deus), cuja renda divulgada pela revista é de aproximadamente US$ 950 milhões, algo em torno de 2 bilhões de reais.
Em segundo lugar aparece o nome de Valdemiro Santiago (Igreja Mundial do Poder de Deus), com uma fortuna estimada em US$ 220 milhões, de acordo com a Forbes. Considerando a trajetória meteórica do apóstolo, trata-se de um fenômeno sem precedentes. Quase meio bilhão de reais.
Na terceira colocação está o pastor Silas Malafaia, cuja fortuna é estimada em US$ 150 milhões, de acordo com a revista, mais de 300 milhões de reais.
O Líder e fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, missionário R. R. Soares, surge em quarto lugar com um patrimônio estimado em US$ 125 milhões, quase 300 milhões de reais.
Na quinta posição aparece o casal Apóstolo Estevam Hernandes Filho e bispa Sonia Hernandes, líderes e fundadores da Igreja Renascer em Cristo, com fortuna de aproximadamente US$ 65 milhões, cerca de 140 milhões de reais.
A Forbes informou que os dados obtidos para esta reportagem foram concedidos através do Ministério Público e pela Polícia Federal.
Parafraseando Jesus, nem mesmo Salomão em toda a sua glória obteve resultado semelhantes. Fico imaginando de quem seria o sexto lugar.

A notícia chega num momento em que a credibilidade dos pastores anda bem balançada, desde que se noticiou que alguns desses líderes teriam recebido passaportes diplomáticos do governo brasileiro.

E pensar que o Filho do Homem sequer tinha onde reclinar a cabeça...

Estas fortunas só foram construídas graças à credulidade e ingenuidade do povo brasileiro.

Silas Malafaia, que ocupa o terceiro lugar na lista, veio a público contestar as informações, dizendo que se juntar tudo o que ele e seu ministério possuem, não chega à metade do que foi noticiado. Digamos, então, que chegue a uma bagatela de 70 milhões de dólares, ou 150 milhões de reais... Que injustiça! Tão pouco! (ironia MODE ON).

Se houvesse uma publicação semelhante no céu, uma espécie de Forbes Celestial, quem a encabeçaria? Quem, dentre os pregadores do Evangelho, tem se preocupado em ajuntar tesouros no céu, conforme prescrito por Jesus? O que teriam feito se ouvisse de Jesus o mesmo que ouviu o jovem rico? Qual deles se disporia a vender tudo e dar aos pobres?

Outra pergunta pertinente: Se um deles partisse hoje, para quem deixaria tanto dinheiro? Quem brigaria por ele?

Houve tempo em que os ícones dos jovens seminaristas eram os mártires, os missionários enviados às terras longínquas, os abnegados. Hoje, seus ícones são os pregadores bilionários que possuem seus próprios aviões, assediados por políticos, donos de canais de TV, etc.

Enquanto isso, a credibilidade da igreja vai por água abaixo. Se não cresse numa reviravolta, diria: volta logo Senhor Jesus! Mas, pensando bem, prefiro que Ele volte quando a igreja houver retornado ao seu primeiro amor. 

Fonte: http://www.hermesfernandes.com/2013/01/quem-estaria-na-forbes-celestial.html

9 de janeiro de 2013

Pastor menciona distorções bíblicas na campanha de Silas Malafaia e Mike Murdock: “Temos uma teologia esfacelada, sem uma direção concreta”. Leia na íntegra


Pastor menciona distorções bíblicas na campanha de Silas Malafaia e Mike Murdock: “Temos uma teologia esfacelada, sem uma direção concreta”. Leia na íntegra
A polêmica em torno da nova campanha de arrecadação lançada pelo pastor Silas Malafaia ao lado de Mike Murdock durante a última edição do programa Vitória em Cristo, continua.

Numa abordagem a partir do ponto de vista institucional em relação ao fortalecimento da igreja, o pastor Paulo Siqueira, colunista do Gospel+, publicou em seu blog Pedras Clamam, uma extensa crítica não apenas à campanha de Malafaia e Murdock, mas também ao nível de conhecimento bíblico entre os evangélicos.

“O que se ouviu nesse programa é um ultraje a tudo o que temos no Brasil em forma de pensamento teológico. Silas Malafaia e Mike Murdock abusaram do direito de menosprezar a interpretação bíblica e toda a tradição cristã brasileira”, protestou o pastor.

Segundo Siqueira, que é conhecido por encabeçar o Movimento pela Ética Evangélica Brasileira (MEEB), “já foi o tempo em que pastores, missionários americanos chegavam em nosso país como donos do saber, e o povo ficava de boca aberta aplaudindo. Hoje temos em nosso país homens e mulheres com autoridade para interpretar os textos sagrados com maestria”.

Para o pastor, no Brasil atualmente não há uma uniformidade na pregação e ensino da Palavra de Deus: “Temos uma teologia esfacelada, sem uma direção concreta. Cada instituição defende e prega sua própria teologia”.

Siqueira questiona as motivações de Malafaia e Murdock ao promoverem o livro O Desígnio, de autoria do segundo, em detrimento à Bíblia: “Como pode um pregador, em uma pregação num programa de TV, onde a Bíblia fica em segundo plano em cima de uma mesa, e o pregador exalta seu livro ao ponto de dizer que o livro é: poderoso!?! A pregação deve ser bíblica, deve levar o ser humano a reconhecer sua situação e confessar a Deus e crer em Sua obra”.

A manipulação é uma das hipóteses levantadas pelo pastor Paulo Siqueira, que enxerga nas ações da dupla uma tentativa de impor conceitos: “A ênfase no título de doutor de Murdock é para impor sobre um público formado na sua maioria de ignorantes e mal-informados teologicamente, uma forma de dizer: ‘ele sabe mais do que eu’”.

O argumento apresentado pelo pastor Siqueira é reforçado, por ele, a partir de observações sobre o contexto em que a campanha foi lançada: “Silas é psicólogo, um profundo conhecedor da natureza humana, e tem usado esse conhecimento científico para aplicar a teologia da prosperidade de uma forma a não permitir que o que ouve se defenda de tão grande mal. Tudo tem um script, um método. É possível perceber nos pormenores, no dicurso de Murdock, técnicas de neurolinguística, com afirmações referidas em diversas repetições, e tudo isso firmado em textos isolados da Bíblia e orações. É uma forma de transe muito bem calculado e planejado para alcançar os seus alvos”.

Confira abaixo, a íntegra do artigo “O Brasil precisa de uma teologia”, do pastor Paulo Siqueira:

    Depois de assistir ao programa Vitória em Cristo no último sábado pela manhã, apresentado pelo Pr. Silas Malafaia e com a participação especial do cidadão americano Mike Murdock (que é apresentado como “doutor”, porém não se diz em que), cheguei à conclusão de que é preciso rever com urgência o ensino teológico brasileiro, e o que muitos estão fazendo com esse conhecimento.

    O que se ouviu nesse programa é um ultraje a tudo o que temos no Brasil em forma de pensamento teológico. Silas Malafaia e Mike Murdock abusaram do direito de menosprezar a interpretação bíblica e toda a tradição cristã brasileira.

    O que foi apresentado em forma de pregação ultrapassa todos os limites permitidos para um país que se declara cristão. Lembro-me do tempo em que pastor pregava e ensinava a Bíblia, e não se utilizava desse espaço para falar de um livro com ideias pessoais, colocando-o acima do texto sagrado.

    O cristianismo tem uma história, uma tradição que está acima de tudo isso. Já foi o tempo em que pastores, missionários americanos chegavam em nosso país como donos do saber, e o povo ficava de boca aberta aplaudindo. Hoje temos em nosso país homens e mulheres com autoridade para interpretar os textos sagrados com maestria.

    O que Silas e Murdock fizeram foi um desrespeito a muitos que se dedicam, por uma vida toda, nos estudos da Palavra de Deus. Isso foi feito pelo referido pastor, pois o mesmo sabe das condições das lideranças evangélicas brasileiras, pois na sua maioria (principalmente nos meios pentecostal e neopentecostal), não possui uma formação teológica e, quando possui, não é de boa qualidade.

    É fácil de ver anúncios em rádios, em programas evangélicos oferecendo cursos de teologia em forma de correspondência, onde o aluno paga e o material lhe é enviado com o diploma. Por outro lado, quando o ensino é de boa qualidade, muitos utilizam esse conhecimento para encher o seu ego e o de muitas instituições religiosas detentoras do saber.

    Para muitos, o conhecimento teológico é utilizado como forma de defesa de uma teologia institucional. Sendo assim, não é repassado para o povo. O conhecimento que deveria dar condições ao povo de se defender de teologias como a que Silas e Murdock ensinaram não chega ao povo, pois muitos que o possuem usam isso para enriquecer seus currículos e para barganhar cargos e posições dentro de suas instituições religiosas.

    Com isso, temos uma teologia esfacelada, sem uma direção concreta. Cada instituição defende e prega sua própria teologia.

    “Uma teologia que não projeta a vida, para nada serve”.

    É preciso rever nossa realidade urgentemente. Não podemos mais ter pregadores ultrapassando os limites da realidade.

    “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas. Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem creu na nossa pregação? De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” – Romanos 10:14-17

    A Palavra está à nossa disposição, para ser tomada a sério, para se fazer valer, pronta para nos afligir o mais pesadamente possível, e para nos dar a liberdade no mais alto grau; ela está à nossa disposição para ser ouvida e falada.

    A Palavra de Deus deve ser pregada com o intuito de levar o ser humano a se arrepender dos seus pecados e vir a se converter a Deus e confessar, com sua boca, a salvação em Cristo.

    Como pode um pregador, em uma pregação num programa de tv, onde a Bíblia fica em segundo plano em cima de uma mesa, e o pregador exalta seu livro ao ponto de dizer que o livro é: poderoso!?!

    A pregação deve ser bíblica, deve levar o ser humano a reconhecer sua situação e confessar a Deus e crer em Sua obra. O texto de Romanos nos diz:

    “E como poderão crer Nele, se Dele não tiverem ouvido? Mas como poderão ouvir sem pregadores?” – Romanos 10.12-15.

    O que vimos no sábado foram homens substituindo a Palavra de Deus por pensamentos humanos, substituindo as obras de Deus por obras de homens. A pregação cristocêntrica apresenta o Senhor ressurreto perante todos os que o invocam, pois Ele (o Senhor) não é um fundador de igrejas e de novas religiões, Ele é a justiça de Deus para todos no mundo.

    Então, pois, a fé vem pelo ouvir, e o ouvir do Evangelho, que é a revelação de Deus para os seres humanos.

    Será que esses homens não temem a Deus? Por que deixam de lado a pregação cristocêntrica para transformar a pregação num discurso de auto-ajuda?

    Infelizmente, a Igreja tem o “dom especial” de promover as pessoas, transformando-as prontamente em líderes todo o indivíduo que pareça perceber uma pouco mais que alguns outros. Sendo assim, é comum observar que a mensagem central da igreja se fundamenta no interesse mútuo de levar algum tipo de vantagens. É o evangelho intencional, com ideias já pré-formadas de que algo será alcançado.

    Muitos já não conseguem mais servir a Deus pelo Seu amor, por Sua misericórdia ou por Sua Graça. Hoje, para muitos, tudo no contexto religioso há uma primeira, segunda e demais intenções.

    A igreja é fonte de auto-promoção, de quem fala e também de quem ouve. Por isso, a palavra prosperidade é a grande evidência, pois no sistema capitalista ter e possuir ultrapassam os limites do ser.

    Este é o centro da mensagem de Silas e seu amigo americano. A ênfase no título de doutor de Murdock é para impor sobre um público formado na sua maioria de ignorantes e mal-informados teologicamente, uma forma de dizer: “ele sabe mais do que eu”.

    Com isso, a igreja vai perdendo a sua essência, pois a igreja invisível perde espaço para o contexto visível, palpável do capitalismo, que exige uma espiritualidade também palpável. Por que experimentar o melhor de Deus no céu, se eu posso ter tudo aqui e agora?

    A teologia da prosperidade produz em quem prega e em quem ouve um desequilíbrio na alma, despertando os desejos mais profundos no ser humano. Não é de hoje que somos vulneráveis a querer todo o conhecimento e todas as riquezas da terra.

    É preciso dizer que Silas e Murdock são homens audaciosos. A teologia que pregam foi previamente calculada, fundamentada em uma ciência que vai fundo na Gênesis do ser humano. Somos seres desejosos, e temos nossas fraquezas na relação espiritualidade e desejos deste mundo.

    Silas é psicólogo, um profundo conhecedor da natureza humana, e tem usado esse conhecimento científico para aplicar a teologia da prosperidade de uma forma a não permitir que o que ouve se defenda de tão grande mal. Tudo tem um script, um método. É possível perceber nos pormenores, no dicurso de Murdock, técnicas de neurolinguística, com afirmações referidas em diversas repetições, e tudo isso firmado em textos isolados da Bíblia e orações.

    É uma forma de transe muito bem calculado e planejado para alcançar  os seus alvos. As considerações pelas coisas da vida terrena, especialmente as vantagens, os prestígios e os prazeres que as riquezas podem proporcionar têm roubado a muitos prováveis discípulos as riquezas verdadeiras e permanentes.

    Eclesiastes 6.7 nos diz: “Todo o trabalho do homem é para a sua boca, e contudo nunca se satisfaz o seu espírito”. E em Lucas 4.6 vemos: “E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero”.

    É preciso ter consciência de que a teologia da prosperidade se fundamenta em forças que o ser humano não pode vencer por si só, a não ser que esteja respaldado pela direção e capacitação da Palavra de Deus, pois as riquezas e os prazeres da terra têm suas armadilhas para a alma e o espírito. É muito difícil manter um padrão de humanização diante das tentações do luxo e das riquezas, pois luxo e cristianismo são palavras antônimas, pois as riquezas sufocam o ser humano, produzindo vaidade e cobiça, levando a todos que enveredam por esses caminhos a perderem a visão do seu próximo e de toda a criação.

    Teologia da Semente

    Estou exagerando? Analise a história da humanidade e veja o que as grandes potências mundiais fizeram ao mundo e aos seres humanos em nome da conquista de riquezas e poder.

    Infelizmente, pentecostais e neopentecostais utilizam, para justificar sua teologia da semente, o texto de 2 Coríntios capítulo 9, principalmente o versículo 10. Temos a impressão de que querem justificar que o Apóstolo Paulo seja o criador da teologia da prosperidade.

    Isso não é verdade. J. Becker, em sua obra “Apóstolo Paulo – Vida, Obra e Teologia” destaca que a teologia central do Apóstolo Paulo é a teologia da cruz. Utilizar-se de um texto paulino para justificar a busca por riquezas é uma grande vergonha, pois a doutrina dos verdadeiros apóstolos de Cristo se fundamenta na cruz de Cristo, que veio salvar o perdido e veio trazer vida eterna.

    Há muita confusão na interpretação desses textos. Muitos são os exegetas que se dedicam ao estudo do texto bíblico no sentido de trazer orientação para o caminho cristão. É preciso destacar que no capítulo 9 as orientações de Paulo têm como tema central: a coleta de benefícios  para os santos e pobres de Jerusalém.

    Paulo trata das questões de coletas e doações em diversos textos em suas cartas. Porém, sempre dando sentido para o assunto. Isso está descrito de forma bem clara em 1 Coríntios 16.1-2. O capítulo 9 de 2 Coríntios é considerado por muitos estudiosos como continuidade do capítulo 8, pois enquanto no capítulo 8 o apóstolo descreve a situação enfrentada pelos irmãos em Jerusalém, também fundamenta a ação da coleta pelo exemplo dado pelos macedônios.

    No capítulo 9, Paulo descreve toda a espiritualidade do ato de envia ajuda aos irmãos de Jerusalém. É preciso deixar claro que tanto no capítulo 8 como no capítulo 9 o fundamento é enviar ofertas para os pobres de Jerusalém.

    Para entendermos melhor o contexto do capítulo 9, é preciso entendermos o 8, pois Deus é galardoa dor daqueles que contribuem com liberalidade. Porém é preciso entender que o ensino aqui descrito é que o dar é uma obra espiritual, que leva os beneficiados a louvar a Deus. Ou seja, não devemos esquecer os que sofrem, e por isso nossas esmolas faz-nos exercer a piedade prática no sentido de aliviar as necessidades físicas e espirituais dos pobres, dos órfãos, das viúvas e dos demais que sofrem.

    A pergunta é: por que Paulo dá tamanha importância a essa oferta? A resposta é: havia grande aflição em Jerusalém, pelas perseguições contra a igreja e os crentes.

    Atente a isso agora: o texto central utilizado pelos pregadores da prosperidade é 2 Coríntios 9.6, com a intenção de levar a muitos a substituir as sementes (as ações de misericórdia e amor) por dinheiro. Porém, o texto de 2 Coríntios 9.6 em momento algum se refere ao semear dinheiro, com o intuito de adquirir bens materiais. O texto se fundamenta em Gálatas 6.7-8: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.”

    Paulo descreve que tudo o que fazemos (plantamos), seja bom ou ruim, é visto por Deus, e isso resultará em consequências. Em momento algum Paulo descreve a questão de dinheiro, de enriquecimento. Essa referência ao texto de Gálatas é o reforço de Paulo em justificar os atos de bondade dos seres humanos para com os que sofrem. Na teologia da cruz de Paulo, o Cristo é representado em prol dos que sofrem. O ato de ofertar na coleta dos santos e pobres é um ato de bondade, que espelha o ato de Cristo para com o mundo.

    Ou seja, aquele que semeia “pouca” bondade, pouca bondade também colherá.

    Quando o texto diz que é Deus quem dá a semente, essa semente é o exemplo de Cristo, que se deu pelo mundo para exemplo de todos nós. Pois, se vamos referir às cartas paulinas, principalmente as cartas aos Coríntios, é preciso dizer que o texto central desses dois livros se fundamenta em 1 Coríntios 13, onde o apóstolo coloca claramente que a obra de Cristo tem sua essência no amor ao próximo.

    Com isso, o ato de ofertar é um ato de bondade, de amor, e não um ato de ganância da riqueza desenfreada que expõe o ser humano como um escravo do mundo material.

    O ato de reconhecer a necessidade do meu próximo faz de mim um praticante da vontade de Deus.

    Nada, nada a ver com a teologia apresentada por Malafaia, Murdock, Cerullo, Estevan Hernandes, R. R. Soares, Renê Terra Nova, Valdemiro Santiago, entre outros.

    Para terminar, vejamos 2 Coríntios 9.9: “conforme está escrito: espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre”.

    Meu Deus, quanto engano na boc a desses homens! E isso seria facilmente resolvido se o povo tivesse acesso ao conhecimento desprovido do mercantilismo comercial de muitas igrejas.

    Onde estão os teólogos deste país? O que estão fazendo com o conhecimento adquirido na Academia? Onde estão os profetas, que anunciam as verdades de Deus diante do mundo, sem temer as ameaças?

    Para que homens como Malafaia, Murdock e outros sejam combatidos com a verdade do Evangelho é preciso que muitos voltem a pregar o Evangelho cristocêntrico, que revela a cruz de Cristo.

    Que sejamos semeadores do amor, da justiça, da paz. E as demais coisas nos serão acrescentadas.

    A DEUS, TODA A GLÓRIA

    Paulo Siqueira
Fonte:http://noticias.gospelmais.com.br/pastor-distorcoes-biblicas-malafaia-murdock-teologia-esfacelada-47993.html

7 de janeiro de 2013

Silas Malafaia e Mike Murdock lançam campanha para arrecadar R$3 milhões



A participação de Mike Murdock no programa “Vitória em Cristo”, do pastor Silas Malafaia, nesse sábado (05) foi novamente marcada por uma campanha para arrecadação financeira que, segundo Malafaia, será convertida para projetos sociais.

Intitulada “Campeões da Fé”, a campanha lançada pelos pastores visa levantar 3 mil pessoas para contribuir com o valor de R$1 mil. Em troca das contribuições Malafaia oferece aos que participam da campanha o livro “O Desígnio”, escrito por Murdock. Apesar de determinar o número de 3 mil pessoas, certamente um número bem maior irá contribuir, superando as expectativas dos líderes religiosos em arrecadar R$3 milhões.

Segundo o pastor, não se trata da compra do livro, mas sim de uma doação para auxiliar o ministério. Ele afirma que o livro é apenas um presente, que vai abrir a visão dos que contribuírem. Malafaia ressaltou ainda, durante o programa, que aqueles que quiserem contribuir poderiam fazê-lo inclusive via cartão de crédito, podendo dividir a doação em 10 vezes.

- Quanto você que algo que você nunca teve você tem que fazer algo que nunca fez. Minha semente é uma conversa com Deus, minha semente explica a minha confiança no caráter de Deus. O versículo mais importante na sua Bíblia é Números 23:19 (“Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa. Acaso ele fala e deixa de agir? Acaso promete e deixa de cumprir?”) – declarou Murdock, de forma a encorajar as pessoas a contribuir.

Em seguida Mike Murdock fez uma oração para que as pessoas “conectassem seus negócios a Deus”, afirmando que se Deus entra na equação financeira, tudo muda. Nessa oração, ele afirmou que 12 empresários iriam contribuir com R$ 1 mil por mês, durante 12 meses. Segundo ele esses “12 Campeões de Fé”, começariam a fazer negócios através de Deus.

Malafaia disse ainda não se tratar de sua palavra nem da palavra de Murdock, mas da palavra de Deus, descrita por ele como “a maior fonte de prosperidade”. Ele finalizou afirmando que os críticos a esse tipo de trabalho “não entendem a grandeza de uma prosperidade”.

- Deus reage muito mais do que propriamente usa a soberania do seu poder – concluiu Malafaia, ao justificar que as contribuições teriam retorno em forma de uma “colheita especial”.

Assista ao programa na íntegra:






Por Dan Martins, para o Gospel+

Fonte:

15 de outubro de 2012

Tão burro quanto a jumenta de Jesus



Por Magno Paganeli
Distorcer o sentido dos textos bíblicos não é so tarefa de gente mal intencionada, mas também desinformada. Com a finalidade de fazer os ouvintes crerem que a Bíblia é um “guia rápido para enriquecimento”, certos pregadores fazem verdadeira “reengenharia hermenêutica”. A hermenêutica orienta a aplicação do conteúdo do texto sagrado de modo adequado e honesto – prática que pouco interessa a quem está disposto a corromper o conteúdo das Escrituras.

Mas vamos a um fato. Vez ou outra alguém cita a passagem de Mateus 21, aquela clássica passagem que narra a entrada de Jesus em Jerusalém durante a festa. Como sabemos, Jesus faz a chamada “entrada triunfal” montado numa jumenta. A ocorrência havia sido profetizada por Isaias 62.11, tamanha a importância que da cena.


Os mal intencionados, para fazer de Jesus o “guru da prosperidade” afirmam ter ele entrado na cidade montado numa jumenta porque era o melhor veículo que dispunha. E acrescentam: “Se fosse nos dias de hoje, Jesus usaria uma BMW". Já ouviu essa besteira ou algo assim? O seu pastor já disse isso?


Pois bem, vamos revelar a “burrice” de quem pensa assim.


Em primeiro lugar, o espírito do Evangelho não é esse, digo, que o homem seja seduzido pelas riquezas. A Bíblia não estimula a isso. Nada mais longe da verdade. Pensar que as Escrituras orientam e até mesmo prometem/garantem riquezas e prosperidade a todos indistintamente equivale a dizer que os grandes nomes, os gigantes da fé do passado, foram muito desinformados. Paulo, Pedro, Agostinho, Wesley, Calvino, Lutero, Whitefield, Müller e dezenas de outros nomes nada souberam sobre essa proposta capitalista e mesquinha de fazer da Bíblia a chave para o aumento da renda e das posses. Quem pensa assim nunca leu um só parágrafo sobre a história da Igreja.


Em segundo lugar, é mais que burrice pensar isso a respeito da Bíblia, pois demonstra total desconhecimento sobre o seu próprio conteúdo. Eu explico: mil anos antes de Jesus, o rei Salomão já mantinha cidades-armazéns (isso, no plural: cidades) apenas para guardar os cavalos importados que trazia da Arábia e os carros de Guerra (1Reis 9.20). “Salomão possuía quatro mil cocheiras para cavalos de carros de guerra, e doze mil cavalos” (1Re 4.26). Essa quantidade absurda, Salomão usava para aparelhar o exército que herdou de seu pai Davi.


Se Salomão, que embora tenha sido um dos homens mais ricos da história, foi considerado por Jesus menor do que este, por que Jesus não usou algo melhor que uma jumenta? Se mil anos antes de Jesus, Salomão tinha recursos mais nobres, era de esperar que o próprio Jesus, o Messias esperado, fosse mais “esparto” que o antigo rei e “esnobasse” os incrédulos infiéis desfilando ao menos uma carruagem importada! Não foi isso o que aconteceu.


E por último, ao entrar em Jerusalém montado num jumento, Jesus desfez e frustrou propositadamente as expectativas erradas sobre a sua pessoa e missão. Os judeus, e alguns discípulos de Jesus, aguardavam um líder com motivações militares, um libertador forte, algo como o próprio Davi havia sido. Não foi o que aconteceu. O Reino de Jesus era de outro mundo e outra natureza e ele não alimentou expectativas erradas a esse respeito. Assim, em vez de montar um caríssimo cavalo árabe, coisa para “Salomões”, ele montou uma jumenta, mansa como ele mesmo. E com isso, ficou clara a natureza de sua missão.


Resta aos pregadores inconvenientes, que não lêem a Bíblia e ignoram o seu conteúdo, fazerem afirmações enganosas e levarem ouvintes interesseiros a crerem em discursos triunfalistas, de auto-ajuda, mas bem distante da verdade de Deus. 

19 de agosto de 2012

Edir Macedo afirma que o dízimo pode trazer a prosperidade para a vida dos fiéis.

Em um programa da grade de programação da IURD TV o líder da Igreja Universal (IURD), bispo Edir Macedo, falou aos fiéis sobre o dízimo, explicando que tal prática pode trazer prosperidade para quem contribui.
A palavra de Macedo foi baseada na passagem de Gênesis 28 que conta que Jacó estava no deserto e, ao descansar sua cabeça na pedra, teve um sonho que mudaria sua vida. De acordo com o líder da IURD, essa passagem mostra que o dízimo era um sinal do pacto que ele fez com Deus, e que por conta disso ele começou a prosperar.
De acordo com o bispo, essa prosperidade veio sobre a vida de Jacó porque ele fez um pacto com Deus. Ele enfatiza então que aqueles que o ouviam também deveriam fazer tal pacto com Deus, para que suas vidas fossem mudadas.
Edir Macedo diz ainda que esse pacto entre Deus e Jacó começou quando ele deitou a cabeça no travesseiro e teve visões. Segundo o bispo, “quando colocamos nossa cabeça na pedra angular que é Jesus, então você tem ideias, sonhos, inspirações, direções de Deus, porque o Espírito de Jesus guia e faz de você nova criatura, bem sucedida na vida espiritual, sentimental, na família, na saúde, em todos os aspectos”.
Leia transcrição da mensagem de Macedo, feita pelo site Arca Universal:
Um homem fugiu de casa, porque seu irmão queria matá-lo. Ele foi pelo deserto e perdeu tudo o que tinha e ficou somente com uma botija pequena de azeite. Mas ele cria em Deus, acreditava nas promessas que Ele havia feito a seus pais. Um dia ele colocou a cabeça em uma pedra no deserto, sozinho e sem nada. Ali naquela pedra ele teve um sonho com uma escada que ia da terra até o céu, e anjos subiam e desciam. Naquela visão, naquele sonho, aquele homem teve um entendimento de Deus e então fez um pacto com Ele, dizendo: ‘Se o Senhor for comigo, se me der pão para que eu coma e roupa para que eu vista, e que eu volte em paz para a casa do meu pai, então o Senhor será o meu Deus e tudo o que eu receber, eu darei o dízimo’. Ou seja, o dízimo era um sinal do pacto que ele fez com Deus. Por conta deste pacto ele começou a prosperar. Primeiro, trabalhando para o sogro e, depois, para si. Desta forma, ele se tornou um homem rico, próspero, abençoado e os inimigos não conseguiam destrui-lo.
Redação Gospel+

14 de agosto de 2012

Pastor fica com o único tênis de menino pobre.

Em Canoas (RS), em um bairro pobre, a mãe vestiu o filho com a melhor roupa dele e o calçou com seu único par de tênis para participar de um culto, que naquela noite seria conduzido por um pastor famoso, o Joel Engel (no vídeo abaixo), de Porto Alegre.

Durante o culto, envolvido pela oratória pidonha do pastor, o menino foi induzido a dar o seu tênis como oferta a Deus, e o pastor Engel e a sua turma aceitaram.

“Olha”, disse o pastor, “[ele ficou] de pé no chão, de pé no chão”.

E em agradecimento – disse Engel – Deus fez um milagre: colocou um pozinho de ouro na cabeça do menino e de outras crianças.

Alguém de mãos espertas tinha colocado purpurina na cabeça das crianças, mas o pastor Lucas disse: "Milagres, sinais, prodígios. O menino ofertou seu tênis e Deus lhe deu ouro". 

Momentos antes, Engel, em sua pregação, tinha evocado a passagem bíblica segundo a qual os escravos saíram do Egito com as “mãos cheias” de ouro.

Ao final do culto, sem entender o que estava acontecendo, o menino chorou ao ser ungindo.

Joel Pompilio dos Santos Engel, 56, tem o seu próprio ministério. De acordo com seu currículo, ele é, entre outras coisas, doutor em divindades e capelão da Associação Internacional dos Homens de Negócios do Evangelho Pleno.

As imagens do culto de Canoas foram filmadas e tornadas públicas no Youtube por pessoas da turma do próprio Engel, porque o pastor sabe que nenhuma autoridade se moverá para impedi-lo de explorar os pobres, mesmo quando deixa uma criança descalça.
"Deus derramou ouro sobre as crianças"

4 de julho de 2012

Evangélicos franceses decidem se afastar da teologia da prosperidade.





Recém criado na França, o Conselho Nacional dos Evangélicos da França (Cnef) escreveu um documento para afastar a teologia da prosperidade das igrejas francesas. Há quase cinco décadas essa vertente, que nasceu nos Estados Unidos, tem sido disseminada pelo mundo.
O órgão tem como objetivo regulamentar a doutrina do mundo evangélico francês e para isso um conselho formado por teólogos de diversas vertentes (pietistas ortodoxos, batistas, pentecostais e carismáticos pentecostais) elaborou esse estatuto de 30 páginas que foi divulgado no dia 22 de maio.
Esses estudiosos chegaram à conclusão de que é necessário se afastar dessa teologia que assemelha a riqueza material com a salvação cristã e incentivar essa atitude dando esclarecimentos para os seus membros.
O primeiro erro apresentado por eles sobre a teologia da prosperidade está exatamente nessa relação entre salvação e prosperidade física e material (saúde e riqueza), pois a salvação está ligada ao “coração” como explica o pastor batista Thierry Huser. “A salvação refere-se principalmente à relação com Deus e à reconciliação com ele por meio de Cristo”.
Thierry fala também sobre o erro teológico de ensinar que Deus se coloca a serviço da prosperidade do fiel. “A ênfase unilateral sobre a palavra de Deus, cuja eficácia reside na sua força de afirmação, pode levar a ter ‘fé na fé’, ao invés de ter ‘fé em Deus’”.
O texto do Cnef também fala sobre o discurso usado por essas igrejas, de dizer para o fiel que não consegue o que busca é que lhe faltou fé. “Os profetas da prosperidade protegem-se, assim, de todo questionamento das suas promessas. Ao contrário, todo o peso do eventual insucesso recai sobre o fiel, que esperou, rezou, doou”, diz trecho do texto.
O documento também pontua outro erro dessa linha de pensamento teológico que é o de não dizer sobre o que Jesus disse sobre ter amor ao dinheiro e não idolatrar o sucesso material.
Com informações Unisinos

Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br/evangelicos-franceses-decidem-se-afastar-da-teologia-da-prosperidade/

30 de junho de 2012

MAMON - REVERBERIO

Dica do meu amigo Enock Lou.



Há muitos deuses presentes nesta terra.
Na verdade há uma guerra em pleno andamento.
E nesse movimento, não quero sair do Tom.
Vou descrever Mamon um deus tirano e ciumento.
O Tal Mamon vulgo dinheiro é como rato no celeiro destroi sem piedade.
E por ama-lo muitos perdem o tino desavenço e desatino e retornar as vezes é tarde.
O dinheiro é um péssimo senhor mas o bom domador pode torna-lo um escavo 
É é brabo quem discuida ele domina ilude e fascina faz o papél do cravo.
É prende compra e vende, seduz ninguem entende onde quer chegar.
É preciso tato meu camarada o vil é uma estrada que pode ou não te abençoar.

A vida tem montanhas e vales o amor ao dinheiro é raiz de todos os males.

Pra muitos o dinheiro é religião, motivo de adoração de noite e de dia.
Ocupando totalmente o pensamento e nem por um momento a mente esvazia.
O cabra sonha com libra esterlina, euro, dolar, ganhar na quina e acumular. 
É o credo da seita monetaria, intransigente e perdularia não se deixe dominar.
O dinheiro é um mal nescessario não sou contra ao contrario, tambem dele faço uso.
Mas o abuso é o que destroi, feito ferrugem corroe a gente entra em parafuso.
"Tendo o suficiente pra vestir e comer quero mais agradecer ao Deus todo poderoso".
Passo aperto, sufoco porem não estranho se acasso pintar um extra pra mim é ganho. 

A vida tem montanhas e vales o amor ao dinheiro é raiz de todos os males.

MAMON - REVERBERIO


Publicado originalmente em Destruindo a Mentira.