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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18
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3 de dezembro de 2012

Uma geração de fãs de Jesus!


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Por Josemar Bessa


Seguir a Cristo devia ser o negócio de todos os que se dizem cristãos, o convite único para estar com Cristo é: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” Lucas 9:23

Pode parecer que há muitos seguidores de Jesus, mas se fôssemos definir honestamente a relação que esses “seguidores” tem com Cristo, não poderíamos, de maneira correta, descrevê-los como seguidores. Existe uma outra palavra mais adequada para descrevê-los. Eles não são seguidores de Jesus, eles são fãs. A definição básica de fã é um “admirador entusiasmado” (Hoje temos fãs das Doutrinas da Graça, Reforma...) – Mas Cristo nunca esteve interessado em ter fãs.
Quando Cristo define que tipo de relacionamento Ele deseja, “admirador entusiasmado” não é uma opção. Ser seguidor é completamente diferente. Um fã pode ter um blog ou site para falar de sua admiração, divulgar fatos da vida de quem ele admira... criar redes de admiradores...”

O seguidor é algo completamente diferente. O seguidor tem como primeiro passo negar a si mesmo. Ele já está firmado na base que nem sua razão nem sua vontade governa seus atos e conselhos. Ele diz: Não sou mais meu, por isso procurar o que pode ser agradável ao meu ego não faz mais parte do meu dia. Na medida do possível me esquecerei de mim mesmo e das minhas coisas. Por outro lado, sou de Cristo – vou portanto, viver e morrer com ele: “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” - Romanos 14:8

Sou de Cristo, então Ele é o único fim legítimo a que cada parte da minha vida deve ser dirigida: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” - 1 Coríntios 6:19. Agora, como seguidor de Cristo, ele sabe que a fonte de destruição mais certa em sua vida é obedecer a si mesmo, de modo que só encontra refúgio e segurança em não ter outra vontade, nem outra sabedoria, do que negar a si mesmo e seguir a Cristo em direção a cruz.
Minha preocupação é que muitas dos blogs, sites, conversas em redes sociais... como grande parte dos cultos de hoje, reflitam apenas a mentalidade de um estádio ( não de uma vida que é um vivo sacrifício: Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” - Romanos 12:1-2), e o que as pessoas fazem nos estádios ou casas de shows? A cada semana os fãs vão ao estádio para torcer por Jesus, mas não tem interesse verdadeiro em segui-lo verdadeiramente, consolando suas consciências com o fato de que são fãs de Cristo e das doutrinas corretas.

A maior ameaça para a igreja de hoje são os fãs que se dizem cristãos, mas não estão realmente interessados ​​em seguir a Cristo. Eles querem estar perto o suficiente para Jesus para obter todos os benefícios, sensação de estar correto, de ter uma compreensão correta de certas doutrinas...  mas não tão perto que a ponto de que isso exija algo deles na vida real – Sem preceber que é inútil ter Cristo nos lábios, no Facebook, no Twitter, no blog..., e o mundo no coração: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” – 1 Jo 2.15. O seguidor “negou a si mesmo”, o que leva a profunda humildade, mas o fã de Cristo está na realidade cheio do velho orgulho. O pecador orgulhoso quer Cristo e seu prazer. O pecador orgulhoso quer Cristo e sua liberalidade sexual. O pecador orgulhoso quer Cristo e o mundanismo...  mas o pecador quebrado e que viu sua miséria, desiste de tudo para ter Cristo: ““Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” – Ele lhe basta! Isso é salvação! Não seja um fã, torne-se um seguidor completamente comprometido com Cristo: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.” -  Filipenses 1:21

26 de setembro de 2012

Aviva-nos!


Nos últimos anos tenho escutado muito sobre avivamento. Tenho acompanhado pregadores, pastores e ministérios locais, nacionais e internacionais falarem sobre avivamento. Referências a obra de Leonard Ravenhill, a Jonathan Edwards, Charles Finney, D. L. Moody, Billy Graham, aos recentes Avivamento de Pensacola, nos Estados Unidos, bem como a Benção de Toronto, da Airport Christian Fellowship. Além da incorporação de práticas espirituais pouco ortodoxas, exóticas e até então alheias ao cotidiano da maioria das denominações – o que não nos leva a nenhuma conclusão sobre seus efeitos ou validade.
Em meio a isso tudo, não são raras as canções clamando por avivamento ou representando um avivamento, um despertamento como as canções da Hillsong ChurchGateway ChurchChris Tomlin, dentre outros. São incontáveis ministérios de louvor, de dança, de expressão corporal, todos muito semelhantes, cantando em suas letras as mesmas coisas, traduzindo os ícones mundiais da música cristã, fechando acordos de parcerias para versões em seu território nacional, gravando DVD’s e CD’s com exacerbado zelo e qualidade, concorrendo e ganhando prêmios e chamando a atenção dos meios de comunicação e gravadoras seculares.
Jargões do crentes foram expandidos aos alheios ou avessos ao meio religioso. Não raro ouvimos um “Misericórdia”, “Tá amarrado em nome de Jesus”, “Ô, benção!”, “Glória a Deus”, saído das bocas de quem nunca pisou numa igreja. Para os otimistas e avivalistas de plantão, isso é a igreja influenciando o mundo. Mesmo que tenhamos em nossas igrejas fenômenos interessantes como os crentes não praticantes, piriguetes gospel, dentre outras coisas que prefiro não mencionar.
Temos de fato vivido um avivamento cultural, mas estamos longe de um avivamento genuíno, espiritual. Vivemos na mais completa superficialidade, achando que por seguir o fluxo do mainstream, somos descolados e espirituais ou se ouvirmos o que não está moda, somos de fato espirituais e não cults (como seríamos definidos secularmente).
Cantamos canções que falam de amor, de entrega e até que exaltam a centralidade, a majestade ou poder de Deus, mas isso não se converte em uma vida que ama, reconhece a centralidade, majestade e supremacia de Deus. O que vemos são pessoas deficientes, egoístas, incapazes de amar e se submeter uns aos outros, como nos exorta a Palavra de Deus (Efésios 5.21). Estamos nos púlpitos falando em amor, ministrando canções de exaltação a Deus, mas quando descemos da plataforma somos soberbos, não falamos com as pessoas, não as cumprimentamos socialmente, falamos uns dos outros, assistimos pornografia na internet, somos incapazes de receber a correção e somos ávidos críticos dos nossos líderes. Ficamos ofendidos e inconformados com tudo que nos desagrada e, frequentemente, estamos mal quando estamos inativos ou quando quem está à frente são aqueles que não gostamos.
Somos invejosos, rancorosos e falsos. Não temos devoção ao outro, mas afirmamos ter devoção a Deus. Não somos capazes de se alegrar com os que se alegram ou de chorar com os que choram (Romanos 12.15), de estender a mão a quem necessita, mas isso se deve pelo fato de nunca perguntarmos como o outro está e, quando perguntamos, em 90% das vezes não queremos saber como de fato o outro está e, nos outros 10%, queremos sondar sobre a veracidade de algum boato ou fofoca que está acontecendo.
Citamos os puritanos e as transformações que suas pregações provocaram no mundo, citamos grandes homens de Deus usados pela Sua graça e vontade e entendemos ou cremos que com isso deixamos a superfície e aprofundamos mais e mais na nossa vida cristã. O crescimento espiritual se dá em uma única direção: a da cruz de Cristo. Quando estivermos dispostos a morrer, Deus se disporá a nos trazer vida! Esse é o real sentido do avivamento: Cristo em nós!
O genuíno avivamento produz uma mudança de mente, uma mudança de atitude, uma mudança social. Ele não produz grandes pregadores, mega-ministérios, manias de grandeza. Já percebeu como todo cara que toca no louvor da igreja, quer gravar CD? Quer viver da música e ficar famoso? Raramente, eu os ouço dizer: “Quero viver para Deus! Quero servir a minha igreja!”.
Eu creio que nos últimos anos, a igreja brasileira viveu um “avivamento”, mas um avivamento inverso, recebemos e nos enchemos da vida do mundo, dos valores e do sistema do mundo. Queremos pregar o agradável, pois estamos preocupados com números. Se temos o “número”, não precisamos de qualidade. Nunca a igreja esteve tão distante do conhecimento da Palavra de Deus, nós não sabemos mais o básico da nossa fé, pois estamos indo a igreja para nos divertir, para fazer amigos legais e obedecer a nossas vontades.
Aderimos as correntes que queremos, estamos em igrejas que não gostamos do pastor, dos irmãos, do louvor, mas como fazemos algo nos apegamos a um ministério, a panelinhas, a namoros (cada vez mais parecidos com o mundo). Onde estão os adoradores do Senhor? São os mesmo que exaltam a Deus com suas bocas e o envergonham com suas atitudes? São os mesmo que celebram aniversários com temas sensuais como oncinha e coisas do tipo? Onde vamos parar nas celebrações de casamento com motivos sadomasoquistas?
Levantamos nossas mãos no culto, cantamos as coisas certas, pronunciamos as palavras certas, mas desejamos as erradas. Alimentamos a nossa maldade, a nossa vaidade, mordemos com frequência a língua que louva a Deus e amaldiçoa o irmão. A mesma língua que trama contra a liderança, que acusa o outro, que rotula maldosamente o pecador ao invés de amá-lo e acolhê-lo.
Andamos como nômades de igreja em igreja, de congresso em congresso, de conferência em conferência, de movimento em movimento, de novidade em novidade, sob a desculpa de que a igreja precisa de novidade. Colocamos desculpas e maquiamos a verdadeira face do problema, qual seja realmente precisamos de novidade: de novidade de vida. Não precisamos de aperitivos, quando Deus nos propõe um banquete. Não precisamos das migalhas, mas do Pão da Vida.
Em verdade, não existe avivamento sem cruz, sem renúncia, sem lágrimas, sem devoção, sem morte. Avivamento não tem o som de festa, mas o som de choro e quebrantamento. Avivamento é o transpassar do barro pelos dedos das mãos do oleiro, enquanto o amassa. Avivamento gera cristãos fortes, comprometidos e focados e não fervorosos animadores de culto. Avivamento conduz a verdadeira adoração, a consciência de que somos lixo e de que Deus não necessita de mim ou de nada que eu faça. Avivamento nos leva a consciência de que sou eu quem necessita de Deus e isso me conecta ao Seu querer e a Sua vontade. Avivamento me leva a amar o pecador e abominar o pecado. Avivamento me leva a chorar pelos que se perdem, a amar os oprimidos, a buscar a cura aos enfermos, a clamar por salvação aos perdidos. Avivamento não é aparente, mas profundo e transformador.
Avivamento é iceberg, ainda que só percebamos uma parte que emerge a superfície, sabemos que a uma montanha escondida nas profundezas de nosso ser. E tal qual o iceberg, podemos até colidir contra os navegantes, podemos até nos ferir com a colisão, mas permaneceremos imponentes, sólidos e fortes nas profundezas do oceano.
Precisamos parar para refletir em que Deus é e em quem nós somos e despertar para quem está ao lado, para a criação que aguarda com grande expectativa que se manifestem os filhos de Deus (Romanos 8.20-22). Há mais de trinta anos, Keith Green cantava que estávamos adormecidos na Luz, estamos letárgicos, presos a uma religiosidade estéril que não produz conversão, mas adesão; que não gera mudança e transformação de vida. Mais recentemente, Leeland canta em uma de suas letras que quando um acorda, ele desperta o outro e quando três estão acordados uma cidade inteira desperta e percebe que Jesus Cristo é o Senhor! Mas que palavras, mas que eventos, mas que movimento, precisamos despertar para o Reino de Deus, abandonando os currais, desapegando-se das cargas e das pessoas, para amar o que Ele ama, ouvir o que Ele diz e fazer o que Ele faz (João 5.19).
Chega dessa mentalidade de oba-oba, desse cristianismo do agradável, da benção, da vitória, para vivermos o cristianismo da cruz, da morte, do sangue, da remissão. Esse cristianismo produz devoção, entrega, renúncia, amizade, amor, vida. Esse cristianismo nos desperta do profundo sono em que estivemos vivendo e nos faz viver o verdadeiro avivamento.
Dr. Lloyd-Jones pregou certa feita que o avivamento é uma necessidade da igreja de hoje, é uma emergência! Urge sermos avivados! E diz que quando realmente compreendermos o que produz o verdadeiro avivamento, seremos capazes e oraremos com fervor e tremor: “Senhor, aviva-nos! Aviva-nos!”.


24 de setembro de 2012

A ética de Judas e os pastores vendidos.



Por Hermes C. Fernandes

Quem nunca foi tomado por um forte sentimento de culpa? Quem jamais desejou voltar no tempo para consertar as coisas? Mesmo Judas, o apóstolo traidor, sentiu-se profundamente arrependido do que fizera ao seu Mestre. Lembro-me quando me emprestaram um livro chamado “Eu, Judas”, onde o autor tentava redimir a figura do apóstolo traidor. Entre suas teorias, talvez a mais contundente era a que dizia que Judas fora movido por um propósito altruísta. Ele achava que se “cutucasse a onça com vara curta”, Jesus se levantaria, assumindo Seu papel messiânico, arregimentando Seu povo para uma tomada de poder. A traição seria apenas um empurrãozinho. Mas as coisas não aconteceram como planejadas.

Quando Judas ouviu de Jesus que os discípulos deveriam se armar para acompanhá-lo até o Getsêmane, ele imaginou que finalmente a revolução ocorreria. Porém, Jesusjogou um balde de d’água fria em seus planos quando não apenas reprovou a atitude violenta de Pedro ao desembainhar sua espada para defendê-lo, como também colocou no lugar a orelha decepada de um dos soldados do Sinédrio que vieram prendê-lo.

Amargurado com os rumos dos últimos acontecimentos, Judas dirigiu-se aos principais sacerdotes e anciãos para devolver-lhes o dinheiro que recebera para trair seu Senhor. Tudo deu errado! Jesus fora condenado, preso, e em mais algumas horas seria crucificado. A conclusão a que Judas chegara foi expressa na frase: “Pequei, traindo o sangue inocente”. Já que não dava pra voltar atrás, pelo menos o dinheiro que recebera deveria ser devolvido. Mas para sua surpresa, os sacerdotes recusaram recebê-lo de volta.  E olha que trinta moedas de prata eram uma quantia considerável.  Como os sacerdotes recusaram-se a recebê-la, Judas atirou-a para dentro do santuário e retirou-se já resolvido a suicidar-se.

Que destino deveriam tomar aquelas moedas?

Por mais sórdidos que fossem aqueles sacerdotes, ainda lhes restara certo senso de ética. Em conselho convocado de última hora, concluíram: “Não é lícito metê-las no cofre das ofertas, porque é preço de sangue.”

Como alguém que foi capaz de subornar um dos apóstolos de Jesus para traí-lo, ainda seria capaz de posicionar-se eticamente? Por incrível que pareça, tal senso ético não tem sido facilmente encontrado em muitas lideranças cristãs. Ouvem-se rumores de líderes que aceitaram dinheiro do tráfico para financiar a construção de seus templos ou a aquisição de canais de TV. Soube do caso de uma igreja que apoiou a candidatura de um governador, e que após as eleições bem-sucedidas, veio cobrar-lhe uma secretaria, como havia sido prometido. O governador alegou que todas as secretarias já estavam ocupadas, e que só sobrara a Loteria do Estado (achando que certamente a igreja não aceitaria). Para a surpresa do governador (evangélico, diga-se de passagem), os dirigentes da igreja aceitaram de bom grado a direção do jogo no Estado.  Imagine: como uma igreja poderia pregar contra o jogo, se ela mesma é quem está à frente dele?

A conclusão a que chego é que os principais sacerdotes que condenaram Jesus eram mais éticos que muitos líderes evangélicos de nosso tempo. Que vergonha! Quantos ministérios edificados sobre "Campos de Sangue"? Quantas ofertas recebidas que foram fruto de extorsão, venda de drogas, vidas arruinadas, dinheiro público desviado que deveria ser usado na compra de ambulâncias, merenda escolar, segurança, etc.?

Como eu poderia subir ao púlpito com a consciência tranquila sabendo que o dinheiro que mantém meu ministério vem de fontes erradas? Como eu poderia pregar honestidade vendendo os votos do meu rebanho para um político inescrupuloso? Será que os fins justificam os meios? Será que Maquiavel tinha razão? Já que não somos católicos romanos, em vez de canonizá-lo, que tal elegê-lo como patrono de nossa causa? Há que se ter redobrados cuidados com ministérios que explodem de uma hora pra outra, comprando tudo que vê pela frente... Quem trabalha duro à frente de um ministério sabe que dinheiro não cai do céu...

Já que aquele dinheiro sujo não deveria ser depositado no cofre do templo, algo precisaria ser feito. Alguém teve uma “brilhante” ideia: Vamos utilizá-lo na aquisição de um campo para servir de cemitério para os estrangeiros. O conselho prontamente votou e aceitou.

O dinheiro foi considerado tão sujo, que mesmo que fosse usado na construção de um cemitério, este deveria ser destinado unicamente aos estrangeiros. Nenhum judeu poderia ser enterrado nele. A propriedade adquirida recebeu o nome de “Campo de Sangue”.

Interessante notar que o relato feito por Lucas difere um pouco de Mateus, que é o que temos considerado até agora. Segundo Lucas em seu relatório conhecido como Livro de Atos dos Apóstolos, o próprio Judas teria adquirido aquele campo com o“salário da sua iniquidade”.

Não creio que haja contradição entre Mateus e Lucas. O fato é que Lucas intencionalmente atribuiu a Judas a compra daquele campo para enfatizar o seu terrível destino. Como que por coincidência, Judas sai em busca de um lugar ermo para dar cabo de sua vida, avista uma árvore à beira de um precipício, pendura-se nela, com o peso do seu corpo, o galho se quebra, e ele se precipita no abismo, tendo suas entranhas espalhadas pelo campo. Era uma imagem horrível de ser ver. O que ele jamais poderia supor é que aquele lugar escolhido para ser cenário de seu suicídio era justamente o campo comprado com dinheiro que recebera pela traição.

Judas bem que tentou livrar-se daquelas moedas, mas elas o perseguiram até o fim.

Em contraste com Jeremias, que mesmo preso adquiriu, por ordem do Senhor, um campo em Anatote (que quer dizer “Resposta à oração”), o campo adquirido com o dinheiro da traição foi chamado de Acéldama, que significa “Campo de Sangue”.

Acéldama representa o fim da linha, o precipício do qual a alma humana se lança quando trai a si mesma. Toda traição é auto-traição. Ninguém trai alguém se trair a si mesmo. E toda a traição tem um salário e um custo. O custo jamais compensa o salário que se recebe dela.  E não adianta tentar fugir, lançar as moedas de volta ao seu lugar de origem. Elas nos acharão!

O precipício é o preço da precipitação. Precipitamo-nos sempre que sacrificamos nossos princípios  e valores no altar do imediatismo. Traímos nossas convicções por conveniência. Somos iludidos pela ideia de que é possível apressar o processo.

Um dia o que estava oculto vem à tona. As entranhas de Judas são expostas. E aí... será tarde demais.

Mateus 27:3-8 e Atos 1:15-19

Fonte: http://www.hermesfernandes.com/2012/09/o-fim-da-linha-para-ministerios.html

11 de setembro de 2012

Gospel de rapina!



Soube hoje que as Igrejas Cristãs Nova Vida, da qual sou o Bispo Primaz, foram notificadas de que teriam de pagar direitos autorais pela execução de músicas de “louvor” nos seus cultos. Cada uma de nossas igrejas ficaria, assim, responsável por declarar o número de membros e a frequência aos seus cultos, para que fosse avaliado o imposto a ser pago ao Christian Copyright Licensing International (CCLI), sociedade que realiza a arrecadação e a distribuição de direitos autorais decorrentes da execução pública de músicas nacionais e estrangeiras. Por sua vez, o CCLI repassaria o valor devido aos compositores cujas músicas estão cadastradas.

São poucas as vezes em que me vejo sequestrado por um assunto do momento aqui no blog. Tenho como norma pessoal não me deixar levar pelas “últimas”.  Já há bastante alvoroço em torno de assuntos efêmeros e não precisam da minha voz para somar à confusão instaurada por “notícias” e controvérsias. Não obstante essa regra que tento seguir, não posso me calar ante esse fato. Já deixei passar algumas horas até que a minha revolta se acalmasse, para que, no seu lugar, pudesse me expressar com clareza e me reportar às Escrituras como regra. Pois, em meio ao transtorno, ninguém se contém e acaba por pecar pelo excesso. Isso não quer dizer que me sinta menos convicto sobre o que tenho a dizer, mas quero realmente trazer uma perspectiva lúcida.

Comecemos pelo que constitui o direito autoral e o porquê da sua existência. Seria justo que alguém lucrasse pelo trabalho, a inspiração e a arte de outro sem que o autor da obra participasse dos lucros? Certamente que não. Cada emissora de rádio, show ou outro tipo de empreendimento com fins lucrativos deve prestar a devida parcela do seu lucro a quem ajudou a produzir essa arte.

Por outro lado, a Igreja é um empreendimento com fins lucrativos? Não – segundo a definição do próprio Estado brasileiro. Ela goza de certos privilégios, na compreensão de que a sua atividade é religiosa, devota e piedosa e, sendo assim, sem fins lucrativos. Que muitos “lucram” em nome da Igreja ninguém duvida. Mas, em termos estritamente definidos pela legislação, não é um empreendimento que tenha como finalidade o lucro.

Louvar a Deus é uma atividade que gera rentabilidade? Também não. Quando cantamos ao Senhor, estamos nos expressando a Deus em sacrifício santo e agradável a Ele (se bem que não caem nesta categoria muitas das músicas que doravante serão objeto de taxação, por decreto-lei). Mas, para manter o fio da meada desta reflexão, suponhamos que as músicas adocicadas, sem fundamento em qualquer real princípio cristão, emotivas e, em alguns casos, passionais (para não dizer sensuais) sejam realmente louvor (algo que tenho tentado ensinar a nossa denominação que não são).  Cantar essas músicas traz lucro para a igreja? A resposta é não. A igreja não lucra. Não há um centavo a mais caindo nas salvas porque cantamos uma música de uma dessas cantoras gospel da moda em vez de Castelo Forte. É possível fazer um culto fundamentado apenas nas músicas riquíssimas do Cantor Cristão e da Harpa Cristã (para não falar nos Vencedores por Cristo, cuja maioria das canções não recai sobre este novo decreto-lei).

Esses cantores e essas cantoras têm o apoio de empresários da fé. Homens que também lucram absurdamente às custas da boa-fé de pessoas a quem prometem uma vida de lucro pelo seu envolvimento. Não me surpreende ver a lista de “notáveis” que apoiam essa iniciativa.

Agora, esses cantores que se venderam para emissoras de televisão, que ganham fortunas nas suas turnês “gospel” e pela venda de incontáveis CDs e DVDs, não estão satisfeitos. Querem mais. Querem “enterrar os ossos”. Tornaram-se mercadores da fé, e com essa última cartada, suas máscaras caem por terra. Que máscaras? As que fazem com que acreditemos que eles realmente creem que o culto é para Deus somente. Para eles, a igreja não passa de fonte de lucro. A igreja não passa de um negócio. Sim, porque, por essa ação, afirmam não acreditar que a igreja seja uma assembleia de sacrifício. Para eles, a igreja é uma máquina de dinheiro. Sua eclesiologia é clara. Suas lágrimas de comoção são teatro. Seus gestos de mãos erguidas não passam de encenação.

A despeito do meu repúdio por esse grupo de músicos “cristãos”, fico grato a eles por uma razão. Tenho tentado ensinar a denominação que lidero a ser mais criteriosa na escolha das músicas cantadas nos cultos. Por força da popularidade desses “superastros do louvor” a pressão da juventude e dos músicos da igreja tem sido quase insuportável. Então cantam as músicas sem devocionalidade real deles e delas para o enlevo de pessoas que nem precisavam confessar Jesus para cantá-las com comoção. Graças ao mercantilismo dos tais, vou emitir uma circular para as nossas igrejas em que instruirei todas a pagar os direitos autorais devidos caso queiram insistir em usar as referidas músicas da moda em seus cultos.

Os que não querem fazer parte desse mercado de rapina receberão uma lista compreensiva de músicas que continuam sendo de domínio público, inclusive as que compus e pelas quais nunca recebi nem quero receber um centavo. Graças a Deus, são os bons e velhos hinos que têm conteúdo e substância, confissão e verdadeiro testemunho do Evangelho. Há centenas de hinos antigos que vamos tirar das prateleiras e redescobrir. Podemos aprendê-los e retrabalhá-los para torná-los atuais aos nossos dias, com arranjos interessantes. Músicas escritas por santos e não por crianças. Músicas escritas para a glória de Deus e não para lucro sórdido. Sim, falei sórdido. Pois os atuais já lucraram com o que é legítimo. Agora vão atrás do resto. É um gospel de rapina. Sinto-me na necessidade de tomar um banho, pois essa história me forçou a passear pelo lamaçal onde esses chafurdam para encher a própria barriga – que é o seu deus, afinal.

Que bom que já me acalmei, pois realmente tinha vontade de dizer muito mais.

Na paz,
+W

Fonte: http://www.waltermcalister.com.br/site/gospel-de-rapina/

10 de setembro de 2012

O que a Bíblia diz sobre corrupção.


Por Hermes C. Fernandes

Há quem pense que a corrupção seja um fenômeno recente na sociedade. Se o fosse, não haveria tantas advertências bíblicas contra ela.

“O que anda em justiça, e o que fala com retidão, que arremessa para longe de si o ganho de opressões, e que sacode das suas mãos todo suborno, que tapa os seus ouvidos para não ouvir falar de sangue, e fecha os olhos para não ver o mal; este habitará nas alturas, e as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio. O seu pão lhe será dado, e as suas águas serão certas”. Isaías 33:15-16

“Verdadeiramente a opressão faz endoidecer até o sábio, e o suborno corrompe o coração”. Eclesiastes 7:7

Advertência contra a corrupção no funcionalismo público

“Chegaram também uns cobradores de impostos, para serem batizados, e lhe perguntaram: Mestre, que devemos fazer? Respondeu-lhes: Não peçais mais do que o que vos está ordenado”. Lucas 3:12-13

Advertência contra a corrupção policial

“Então uns soldados o interrogaram: E nós, o que faremos? Ele lhes disse: A ninguém trateis mal, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. Lucas 3:14

Advertência contra a corrupção no Poder Judiciário

“Não torcerás a justiça, nem farás acepção de pessoas. Não tomarás subornos, pois o soborno cega os olhos dos sábios, e perverte as palavras dos justos. Segue a justiça, e só a justiça, para que vivas e possuas a terra que o Senhor teu Deus te dá”. Deuteronômio 16:19-20

“Também suborno não aceitarás, pois o suborno cega os que têm vista, e perverte as palavras dos justos”. Êxodo 23:8

“O ímpio acerta o suborno em secreto, para perverter as veredas da justiça”. Provérbios 17:23

“Ai dos que...justificam o ímpio por suborno, e ao justo negam justiça”. Isaías 5:22a,23

“Até quando defendereis os injustos, e tomareis partido ao lado dos ímpios? Defendei a causa do fraco e do órfão; protegei os direitos do pobre e do oprimido. Livrai o fraco e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios. Eles nada sabem, e nada entendem. Andam em trevas”. Salmos 82:2-5a

“Não farás injustiça no juízo; não favorecerás ao pobre, nem serás complacente com o poderoso, mas com justiça julgarás o teu próximo”. Levítico 19:15

Independência entre os poderes

“Pereceu da terra o homem piedoso, e não há entre os homens um que seja reto. Todos armam ciladas para sangue; cada um caça a seu irmão com uma rede. As suas mãos fazem diligentemente o mal; o príncipe exige condenação, o juiz aceita suborno, e o grande fala da corrupção da sua alma, e assim todos eles são perturbadores”.
Miquéias 7:2-3

Advertência contra a corrupção no Poder Executivo

“Os teus príncipes são rebeldes, companheiros de ladrões; cada um deles ama o suborno, e corre atrás de presentes. Não fazem justiça ao órfão, e não chega perante eles a causa das viúvas”. Isaías 1:23

“Pela justiça o rei estabelece a terra, mas o amigo de subornos a transtorna”. Provérbios 29:4

“Abominação é para os reis o praticarem a impiedade, pois com justiça se estabelece o trono”. Provérbios 16:12

Advertência acerca dos acessores corruptos

“Tira o ímpio da presença do rei, e o seu trono se firmará na justiça”. Provérbios 25:5

Advertência contra a corrupção no Poder Legislativo

“Ai dos que decretam leis injustas, e dos escrivães que escrevem perversidades, para privar da justiça os pobres, e para arrebatar o direito dos aflitos do meu povo, despojando as viúvas, e roubando os órfãos! Mas que fareis no dia da visitação, e da assolação, que há de vir de longe? A quem recorrereis para obter socorro, e onde deixareis a vossa glória, sem que cada um se abata entre os presos, e caia entre os mortos?” Isaías 10:1-4

Advertência contra a corrupção e a ganância no meio empresarial

“No meio de ti aceitam-se subornos para se derramar sangue; recebes usura e lucros ilícitos, e usas de avareza com o teu próximo, oprimindo-o. E de mim te esqueceste, diz o Senhor Deus. Eu certamente baterei as mãos contra o lucro desonesto que ganhastes...” Ezequiel 22:12-13a

“Melhor é o pouco, com justiça, do que grandes rendas, com injustiça”. Provérbios 16:8

“O que oprime ao pobre para aumentar o seu lucro, ou o que dá ao rico, certamente empobrecerá”. Provérbios 22:16

Advertência contra juros absurdos praticados pelo Sistema Financeiro
“O que aumenta a sua fazenda com juros e usura, ajunta-a para o que se compadece do pobre”. Provérbios 28:8

“Sendo o homem justo, e fazendo juízo e justiça (...) não oprimindo a ninguém, tornando ao devedor o seu penhor, não roubando, dando o seu pão ao faminto, e cobrindo ao nu com vestes; não dando o seu dinheiro à usura, não recebendo demais, desviando a sua mão da injustiça, e fazendo verdadeiro juízo entre homem e homem; andando nos meus estatutos, e guardando os meus juízos, para proceder segundo a verdade, o tal justo certamente viverá, diz o Senhor Deus”. Ezequiel 18:5,7-9

“Se emprestares dinheiro ao meu povo, ao pobre, que está contigo, não te haverás com ele como credor; não lhe imporás juros”. Êxodo 22:25

“Aos retos até das trevas nasce a luz, pois é compassivo, compassivo e justo. Bem irá ao que se compadece e empresta, que conduz os seus negócios com justiça. (...) É liberal, dá aos pobres, a sua retidão permanece para sempre; a sua força se exaltará em glória”.
Salmos 112:4-5,9

Advertência acerca dos Direitos trabalhistas
“Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando contendiam comigo, então que faria eu quando Deus se levantasse? E, inquirindo ele a causa, que lhe responderia?” Jó 31:13-14

“Chegar-me-ei a vós para juízo, e serei uma testemunha veloz contra os feiticeiros e contra os adúlteros, e contra os que juram falsamente, e contra os que defraudam o trabalhador, e pervertem o direito da viúva, e do órfão, e do estrangeiro, e não me temem, diz o Senhor dos Exércitos”. Malaquias 3:5

“Vós, senhores, dai a vossos servos o que é de justiça e eqüidade, sabendo que também vós tendes um Senhor nos céus”. Colossenses 4:1

“Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás. O salário do operário não ficará em teu poder até o dia seguinte”. Levítico 19:13

Advertência contra lucros desonestos
“O mercador tem balança enganadora em sua mão; ele ama a opressão”. Oséias 12:7

“Não terás dois pesos na tua bolsa, um grande e um pequeno. Não terás duas medidas em tua casa, uma grande uma pequena. Terás somente pesos exatos e justos, e medidas exatas e justas, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá. Pois o Senhor teu Deus abomina todo aquele que pratica tal injustiça”. Deuteronômio 25:13-16

“Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer”. Provérbios 11:1

“O peso e a balança justos são do Senhor; obra sua são todos os pesos da bolsa”. Provérbios 16:11

“Poderei eu inocentar balanças falsas, com um saco de pesos enganosos?” Miquéias 6:11

“Não cometereis injustiça nos julgamentos, nas medidas de comprimento, de peso ou de capacidade. Balanças justas, pesos justos, efa justo, e justo him tereis. Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito.”
Levítico 19:35-36.

Imagine se nossos políticos tivessem a Bíblia como livro de cabeceira, em vez de "O Príncipe" de Maquiavel. Veriam que a corrupção não compensa.

Fonte:http://www.hermesfernandes.com/2009/08/o-que-deus-diz-sobre-corrupcao.html?spref=fb

Digão, do Raimundos, escreve sobre encontro com Rodolfo Abrantes

Rolfo, Canisso e Digão


Na última Sexta-feira, Rodolfo Abrantes, ex-vocalista do Raimundos, postou em sua página do Facebook uma foto com os atuais membros da banda, Digão e Canisso, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
Muito barulho foi feito na Internet a respeito, e agora Digão postou uma mensagem em seu Facebook, que você pode ler logo abaixo.


Essa semana, depois de 11 anos, reencontrei o Rodolfo no aeroporto de Congonhas, ele me abraçou e disse… “Eu te AMO cara, não escuta o que os outros falam, escuta de mim…”, depois fez questão de tirar uma foto e postou logo em sua página escrevendo “Velhos amigos, novos tempos…”.
Já que ele postou a foto com esse dizeres, eu digo o que senti por aqui…
Fiquei muito tranquilo, estou muito focado com o RAIMUNDOS, muito feliz com a banda e comigo. Mas quando ele disse que me “amava”, preferi não dizer nada na hora, não achei oportuno e quando não se tem algo bom a dizer é melhor ficar calado. O que penso a respeito não mudou! Estou acima de todo o mal que ele fez a mim, nossas famílias, a banda, os fãs e a todos que o ajudaram a ser alguém na vida! Rodolfo não sabe o que é AMOR, AMOR não se mede em palavras, se mede nas atitudes! O direito dele acaba onde começa o nosso e que não foi respeitado naquela época! Usar a palavra de Deus contra o que até hoje engorda a $ua renda (O Raimundos, que é o único motivo que lhe dá certa “moral” dentro de sua religião), seria o mesmo que um jogador, num mesmo jogo, fizesse gol para os dois times….
Minha família, minhas amizades, minha paixão, minhas atitudes são as mesmas, essas coisas não se trocam, ou então, elas nunca existiram…
Eu o perdôo, são novos tempos, mas por suas atitudes não somos “Velhos amigos”. Espero que ele siga seu caminho e sorria e seja feliz tanto quanto eu!!!
That’s it….

Fonte: http://tenhomaisdiscosqueamigos.virgula.uol.com.br/2012/03/14/digao-do-raimundos-escreve-sobre-encontro-com-rodolfo-abrantes/

7 de setembro de 2012

Xuxa quer dar, Lucinho quer cheirar e Didi quer ser Jesus.






 

Semana passada isso foi tudo que circulou nas redes sociais. A declaração de Xuxa que se fosse anônima transaria mais, a foto do Lucinho cheirando a Bíblia e a declaração falsa dos crentes dizendo que Didi quer ser Jesus. Quanto tempo perdido.

Diante desse desperdício de energia percebo nitidamente o poder de alienação das redes sociais. Sem fanatismo. A coisa ta feia. por conta disso tenho desconsiderado os feeds de muitos no facebook.

Quero e luto por mais relevância na net, por mais Deus e menos homens, por mais denúncia e anúncio e menos bobagens. Creio que o bom uso das redes pode sim trazer fruto e alcançar muita gente que pensa estar em comunidade mas na verdade estão sozinhos em seus computadores vivendo uma vida virtual. Não quero ficar alienado. Não quero me tornar uma ilha. Quero comunhão verdadeira, edificação verdadeira e encontros sinceros e reais. Virtualidade apenas é para os fracos!

Enquanto as pessoas estão preocupadas se o cara ta cheirando a Bíblia, num gesto apelativo e sem propósito, já que a Bíblia foi feita para ser lida e não cheirada, enquanto as pessoas estão preocupadas se Didi vai fazer mais um filme sem graça com trapalhadas pra lá de manjadas, enquanto pessoas estão preocupadas com a vida sexual de Xuxa, existe uma vida lá fora para ser vivida!

Estamos desperdiçando a maravilhosa oportunidade de ter vivido para Deus, gastando nosso tempo com coisas sem real impacto na vida dos perdidos. Todo mundo quer alguma coisa né, mas ninguém quer pagar o preço da relevância. Que Deus tenha misericórdia de nós.

E no mais, tudo na mais santa paz!

Fonte:http://colunas.gospelmais.com.br/xuxa-quer-dar-lucinho-quer-cheirar-e-didi-quer-ser-jesus_2503.html

27 de agosto de 2012

Culto dos Príncipes e das Princesas são destaque no Fantástico



Culto dos Príncipes e das Princesas são destaque no Fantástico Culto dos Príncipes e das Princesas são destaque no Fantástico
O programa Fantástico deste domingo (26) destacou a abstinência sexual pregada no Culto dos Príncipes e das Princesas. Dirigidos por Cláudio Brinco e Sarah Sheeva, as reuniões incentivam jovens solteiros a manter a virgindade até o casamento.
“Se você beijar na boca de língua, vai acontecer alguma coisa. Vai acender um fogo que talvez você não consiga apagar”, alertou o pastor Brinco. Ele é missionário da igreja e casado há sete anos com Nãna Shara.
“Muita gente fala assim, esse nome príncipe, meio esquisito, um monte de macho junto. Um bando de homem junto”, diz o pastor no culto. “O que eles ouvem lá é quase uma aula sobre como tratar uma mulher”.
“Quando eu conheci a Nana eu era do mundão, posso dizer que eu era da pá virada, cachorrão mesmo, pegava geral. Aí quando eu encontrei a Nana pensei assim: ‘essa vai ser mais uma’. Aí ela falou para mim: ‘comigo não, meu irmão, sexo comigo só depois do casamento’”, contou ele. “Nós ficamos um ano e oito meses nos guardando, sem ter sexo, até nos casar”, acrescentou Nãna.
Já o Culto das Princesas, que acontece há um ano, é dirigido por Sara Sheeva, irmã de Nana Shara e cunhada de Claudio. As participantes da reunião já têm até um grito de guerra “Eu sou princesa, eu sou princesa, fora cachorrada”.
“Os príncipes não são homens que saem dando em cima de qualquer uma, que estão atrás de mulher só para pegar uma noite. Isso não é coisa de príncipe, isso é coisa de cachorro”, explica Sara.
“A juventude hoje em dia, e são varias pesquisas que falam sobre isso, não é só a juventude que está quebrando modelos, é uma juventude que busca segurança. Busca segurança no casamento”, afirma a antropóloga Cristina Vital sobre o sucesso das reuniões.
Sara tem um sonho de realizar o Culto das Princesas no Maracanãzinho. Nana pensa em realizar a reunião em Nova York, em frente ao Central Park. Elas querem ver príncipes e princesas casando e o começo de uma nova cultura.

Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br/culto-principes-princesas-fantastico-video-assistir/

9 de agosto de 2012

Pastor Silas Malafaia causa polêmica ao afirmar durante pregação que “Quem não der oferta não vai ser abençoado”

Pastor Silas Malafaia causa polêmica ao afirmar durante pregação que “Quem não der oferta não vai ser abençoado”
O Pastor Silas Malafaia voltou a causar polêmica com suas pregações incisivas. O pastor, embasado na teologia da prosperidade, causou a ira de alguns fiéis que reclamaram na forma como o famoso líder pede dinheiro aos fiéis.
A nova polêmica aconteceu no dia 16 de Fevereiro durante a inauguração de um dos novos templos da denominação do Pastor, a Igreja Vitória em Cristo, na cidade de Araruama no Rio de Janeiro. Silas Malafaia anunciou que construirá cerca de 1000 templos da denominação no Brasil nos próximos anos.
O Pastor pregava quando lembrou que o templo em que estava havia custado R$600 mil, então afirmou que “Quem não der oferta, tudo bem. Mas não sairá daqui abençoado”.
A frase causou revolta de alguns fiéis que, acreditando que é Deus quem abençoa, deixaram a igreja imediatamente e denunciaram a pregação do pastor. Diversos sites e blogs cristãos e até ateus criticaram a atitude do líder da denominação.

Outras polêmicas

O Pastor Silas Malafaia, desde que adotou a Teologia da Prosperidade, tem se envolvido em muitas polêmicas, a mais recente foi quando em entrevista chamou de idiotas os pastores que não pregam a teologia da prosperidade e que deveriam perder a credencial para pregar. Durante as eleições para Presidente do Brasil recebeu um “incentivo” para trocar seu apoio a candidata evangélica Marina Silva para o candidato pró-aborto José Serra. Em uma campanha o Pastor pediu para os fiéis ofertarem parte do dinheiro que reservam para o aluguel de suas casas e 30% de dízimo ao invés dos 10% para receber uma benção. Outra polêmica famosa foi o Clube dos R$1000, onde os fiéis deveriam doar a denominação uma quantia no mesmo valor.
Contra as constantes críticas que recebe, o Pastor Silas Malafaia afirmou não se importar com a opinião da maioria: “Líder é aquele que toma decisões baseadas em princípios e não se preocupa com a opinião da maioria“.
Fonte: Gospel+

Como a Igreja deveria ser.



Tá, eu exagerei um pouco no título. Dizer como é o modelo “perfeito” de Igreja é a coisa mais idiota que alguém pode fazer. A diversidade cultural refletida nas mais diversas formas litúrgicas, são uma das coisas mais belas que há no Corpo de Cristo. Na verdade pretendo apontar como a observância dos fundamentos nos guia para longe do ativismo e da paranóia por resultados.

O maior patrimônio da Igreja deve ser a Palavra. Ela é o centro de tudo. O grande espetáculo deve sempre ser sua explanação através das mais diversas formas. Ninguém está acima das Escrituras. Nenhuma experiência deve ser considerada se não estiver em conformidade com a revelação SUFICIENTE que a Bíblia nos traz. Como afirmou Lutero, “Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias“.

O Governo da Igreja deve ser exercido por pessoas dignas, maduras e capazes de aplicar os princípios bíblicos à vida da comunidade. Direção profética é discernir o que a própria Escritura nos dá como direção. Não é ficar correndo atrás de profecias anencéfalas, de adivinhações ou de promessas de crescimento. A Igreja também não é uma democracia. O que importa é a fidelidade aos fundamentos bíblicos. A voz do povo não é a voz de Deus. Porém é importante que o governo seja exercido na pluralidade. A Igreja é de Cristo. Nós somos apenas mordomos.

Ministérios (ou departamentos) nunca devem estar acima das pessoas. Os dons devem ser valorizados e cada um deve encontrar o lugar onde pode exercer tais dons de maneira efetiva no Reino de Deus. A idade não é um fator determinante para nenhum tipo de trabalho. O que importa é a vocação, dedicação e experiência. Também não há ministério “melhor” que outro. Por isso é aconselhável que os que ensinam colaborem também com o transporte do som ou a limpeza do local. De vez em quando faz bem, pra não se esquecerem que somos todos iguais.

Levita é o judeu que nasceu na tribo de Levi. Você não é um. Aceite isto.

Adoração é tudo que o cristão faz com excelência. Música é apenas uma ínfima parte do que utilizamos para adorar a Deus. Dá perfeitamente pra vivermos sem bandas de louvor. Não seria tão legal, mas ainda sim seria possível.

A agenda da Igreja deve ser leve. Não precisamos ocupar o tempo das pessoas com programações infinitas. Esse papo furado de que “antigamente os cultos tinham 4 horas” não é uma justificativa racional. Se a razão pela qual estamos reunidos for adequada, tenha certeza que as pessoas irão ficar voluntariamente as mesmas 4 horas. Mas isto jamais poderá ser conseguido com imposição.

Cultura é o meio ideal para a tradução das verdades eternas do Evangelho de Cristo. Desprezar a cultura contemporânea é o mesmo que enterrar dons. Não importa o que você pensa. O que importa é se as pessoas estão recebendo um ensino claro e coerente sobre quem é Jesus e sobre o que Ele fez por nós.

Não existe separação entre o santo e o profano. “Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.” (Tito 1:15). Todas as coisas foram criadas por Deus. O uso de tais coisas é que as faz serem boas ou ruins.

O propósito do Evangelho é libertar pessoas. Ou seja, os pastores devem trabalhar para se tornarem inúteis. Manter pessoas debaixo de controle é mutilar a GRAÇA. Cristo não necessita deste tipo de pseudo-ajuda. Mais atrapalha do que ajuda quem tenta resolver problemas com regras e imposições.

Não precisamos esfolar pessoas por causa de dízimos e ofertas. É claro que Deus é generoso de maneiras inimagináveis. Mas não podemos nos esquecer que o favor de Deus não está condicionado à nossa fidelidade. Se estivesse, estaríamos todos ferrados. Se envolver financeiramente na vida da Comunidade (Igreja) é um dever do cristão. Mas se não houver uma motivação adequada, tal pessoa estará apenas cumprindo mais um rito religioso oco e sem poder algum. O propósito de todo ensino é sempre a transformação do entendimento. Afirmar que dar dinheiro é mais importante que “entender” porque o faz, é exatamente o que sustenta o sistema corrupto administrado por falsos pastores inescrupulosos.

Unidade é a coisa mais importante na vida da Igreja. O amor é o vínculo dessa unidade. Não precisamos pensar igual. Não precisamos padronizar formas, pensamentos, condutas ou ideias. Apenas precisamos exercitar o amor, de modo a encontrarmos acordo em todas as circunstâncias.

A Igreja é a comunidade que está acima das questões políticas. Erramos ou acertamos juntos. Sempre. E se alguém militar algum partidarismo, não compreendeu ainda os fundamentos da fé.

Fácil, né?



Fonte: http://www.ariovaldo.com.br/2012/como-a-igreja-deveria-ser/#more-1332

2 de agosto de 2012

Culto dos virgens: “Se uma mulher bonita vier na sua direção atravesse a rua”

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Príncipe não namora cachorra, namora princesa. Este é apenas um dos ensinamentos que o missionário Claudio Brinco repassa a seus seguidores no que chama de “culto dos príncipes”. O encontro aconteceu pela segunda vez, na noite de terça-feira (31), no clube Olympico, em Copacabana, zona sul do Rio. É uma versão masculina do “culto das princesas”, que já acontece há alguns meses e é liderado por Sarah Sheeva, cunhada de Brinco e filha da cantora Baby Consuelo. “A ideia é estimular uma nova cultura comportamental entre os seguidores da Igreja Celular Internacional (ICI), no que se refere a namoro e, claro, sexo”, explica Brinco. A adesão surpreende. Mais de duzentos homens lotam o salão.
Há algumas regras estipuladas por quem quer ser príncipe. A começar pelo próprio culto: mulher não entra (foi pedido ao iG para que a equipe de reportagem fosse composta apenas por homens). Para o príncipe solteiro, sexo é proibido. Qualquer tipo de sexo. Masturbação, nem pensar. O missionário diz que beijo na boca não está proibido na bíblia, mas traz problemas aos fieis. “Beijo de língua não é pecado. Mas comida também não é e te leva à gula. Beijo é igual a forno elétrico. Liga em cima e esquenta embaixo”, afirma, cheio de gestos.
Paulo Marcos
Missionário Brinco e seu iPad rosa. "Deveria ser uma capa azul, né? Eu sei", diverte-se ele.
O começo do culto é catártico, com três hinos de louvores nos mais altos decibéis. Em seguida, obreiros passam a sacolinha para arrecadar doações espontâneas dos fieis. “Se você semeia morango, vai colher morango. Se você semeia dinheiro, vai colher dinheiro”, diz o missionário, distribuindo envelopes. E começa o culto para valer. “Aleluia, amém”, grita Brinco, pedindo que todos repitam com ele. “Que alegria, Senhor! Só ouço voz de macho, voz de varão”. Quase todos seguram a bíblia, mas em nenhum momento da noite ela seria aberta para a leitura de algum trecho. Nem pelo condutor do culto. O discurso do missionário está todo em seu iPad , de capa rosa-chiclete.
É dali que ele retira frases como “A merenda é só depois do recreio. Príncipe aguarda as ordens do Rei”, para pregar a castidade até o casamento. Todos dizem amém repetidas vezes. O culto é animado, mas é quando vai para o improviso que Brinco realmente diverte a plateia. Parece um showman. Anda e gesticula o tempo todo pelo púlpito, coberto por um carpete vermelho e tendo três telões de 50 polegadas nas laterais.
Bruno Luiz Alves, auxiliar de farmácia, 22 anos, diz que segue à risca todos os mandamentos. “Aqui tenho tudo explicado de forma clara”. Bruno é solteiro. Nunca namorou. O coordenador financeiro Thiago Kuster, 27, diz que pretende encontrar sua princesa na igreja. “É a necessidade de todo cristão. Vou aguardar o tempo que for”. Mais sorte teve Micael Brito, analista de TI. Ele namora há dois meses. “Estudo a bíblia junto com ela. É uma princesa de Deus”, diz, sorridente.
Paulo Marcos
É a segunda vez que o culto dos príncipes é realizado no Rio

Testosterona na veia
A maioria dos presentes tem entre 18 e 30 anos. São jovens empregados, vindos de diferentes bairros da cidade. Poucos namoram. E quando namoram, é com meninas também evangélicas. “Você nasceu para ser o cabeça, o provedor, o varão da sua casa. Diga ao príncipe ao seu lado: ‘você é o varão da sua casa, irmão’. Queremos uma nação de homens livres da cultura machista, egoísta e demoníaca. Não ao sexo antes do casamento”, diz no palco o missionário. O vendedor Maicon Charles, de 29 anos, cruzou a cidade para acompanhar o culto. Morador de Santa Cruz, ele e os amigos se orgulham de se declararem longe dos pecados. “O que interessa para a minha vida é o que Deus reserva para mim. Nem masturbação me interessa”, diz.
Ele convida o pastor Nelson Júnior, de Vitória, para subir ao altar. Nelson está vestido com a camisa da campanha “Eu escolhi esperar”, também voltado à castidade. “Não é fácil ser cristão nos nossos dias. Não é fácil ser homem. Mais difícil ainda é ser homem e cristão”, diz, recebendo gritos de “aleluia” como resposta.
Paulo Marcos
Moradores de Santa Cruz aderem à campanha do pastor Nelson: "Eu escolhi esperar"

“E aí, comeu?”
Brinco critica o filme “E aí, comeu?”, sucesso que já levou mais de dois milhões de espectadores aos cinemas nas últimas semanas. Pede para que os príncipes perguntem a quem estiver ao seu lado “e aí, comeu?”. Ninguém responde que sim. “Quando eu servia ao império das selvas, é o que mais se perguntava entre os homens. É uma cultura mundana que, hoje, até as mulheres aderiram. Não se pergunta isso, em nome de Jesus!”
Todos ouvem atentos como diferenciar uma princesa de uma cachorra. Há até explicações para fugir das cachorras mais perigosas, as “com cara de anjo”. “Não diga nada, não ofereça ajuda, porque você não vai resistir. Seu cérebro vai emitir sinais para a cabeça de baixo e aí já era. Recorra a uma pastora. Só uma pastora pode salvar a cachorra”, diz Brinco, em tom aflito. Muitos anotam as recomendações, como se estivessem em uma aula.
O missionário resolve então abrir um pouco de sua intimidade. Ele é casado com a cantora Nãna Shara. Diz que ficou um ano e oito meses, durante todo o namoro, sem sexo ou mesmo beijo na boca. Depois que se casou, e lá se vão sete anos, é tudo “uma maravilha abençoada”. “Por falta de dinheiro, a Light cortou a luz da minha casa. Quando cheguei, encontrei minha esposa me esperando com um jantar à luz de velas. Aquela noite foi tremenda! Quase mandei uma carta agradecendo à Light por ter cortado a luz”, relata ele, povoando a imaginação dos castos que o ouvem atentamente.
Paulo Marcos
Brinco e sua mulher, a cantora Nãna Shara. Ela só entra no local após o fim do culto

Varão no Facebook
Nem nas redes sociais os pobres de sexo e ricos de espírito têm sossego. Para a igreja, não há distinção entre mundo real e virtual. “Padronize o Facebook de acordo com o reino de Deus. Não adianta ter uma vida regrada na realidade e ser libertino na vida virtual. Se você é príncipe, não procure mulher no Facebook. Príncipe não tem álbum no Facebook. Não idolatra a própria imagem”, ensina ele.
Sobra discurso até para os que se “desviam” da sexualidade de varão. “Antigamente criticavam a homossexualidade. Hoje toleram. Amanhã vai ser obrigatório. Temos que ir na contramão da cultura mundana, irmãos”. Brinco abre seu iPad e recorre a mais uma de suas pérolas. “A sociedade pode até te chamar de gay, mas Deus vai te chamar de Príncipe homem”. Abre-se então espaço para perguntas dos jovens (veja abaixo algumas das dúvidas levantadas). Todas são voltadas para relacionamentos. As respostas caminham para a missão de se manterem puros. Custe o que custar.
Ao término do culto, já por volta das 22 horas, Nãna Shara aguarda os príncipes do lado de fora, oferecendo seus DVDs de pregação a módicos R$ 20. Alguns vencem a timidez e pedem para tirar uma foto com a mulher do missionário Brinco. Mas nada de se aproximarem demais. Príncipe não cobiça mulher do próximo.
Paulo Marcos
O culto tem um pouco mais de duas horas de duração e termina com curiosas perguntas dos fieis

Perguntas dos príncipes presenciadas pela reportagem do iG
Por que se masturbar é pecado se Deus nos fez de braços longos?
“Porque Ele te deu o direito de decidir. Porque Ele te deu o direito de escolha, para Ele saber quem é Príncipe de verdade. Príncipe não se masturba. Masturbação é como se você pegasse geral. Ontem peguei a Vera Fischer, hoje a Malu Mader e quando chegar em casa vou pegar a Madonna.”
Ficar sem se masturbar dói. O que fazer?
“Eu sei que dói. Mas pense na dor maior de Jesus. Tem dor maior do que a da cruz? Tem? Tem dor maior do que aquela frase dita por Ele antes da crucificação: ‘Pai, tire de mim este cálice’. Não é fácil, eu sei que não é. Mas é preciso ser forte.”
O que fazer quando encontro a metade da minha laranja e ela está sendo chupada por outro?
“Caia fora, irmão. Ela não é a princesa que Deus quer te dar. Você vai querer chupar uma laranja que já foi chupada por outro? Vai meter a boca ali? Essa laranja não é do Jardim do Éden.”
Com quantos anos posso namorar?
“Namoro no latim é fazer sexo. Não acho este verbo apropriado. Relacionamento entre príncipes e princesas deve ser de dois anos, depois casa. Porque ninguém aguenta tanto tempo sem avançar o sinal. Acho que aos 21 anos, tendo um ano de crente e já sendo batizado, você pode começar a pensar nisso.”
Onde posso encontrar a princesa da minha vida?
“Você não vai encontrar princesa no baile funk do morro do Borel, meu filho. Vá procurar na sua igreja, que é onde Deus fez o seu chamado.”
Por que no culto dos príncipes não entram princesas?
“Mulher não entra nos cultos porque, se tiver uma mulherzinha aqui, homem não ora, fica disperso. É bom que vocês só vejam outros homens aqui, tenham liberdade de falar abertamente sobre qualquer assunto.”
O que faço para conquistar uma princesa de verdade?
“Príncipe escolhe a mulher sem fazer xaveco, charme ou lábia. Príncipe escolhe sua princesa pelo que ela é. Quem planta morango colhe morango.”
Como posso conquistar a confiança da família de uma princesa?
“Não comendo a princesa, irmão!”


Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/2012-08-02/culto-dos-virgens-se-uma-mulher-bonita-vier-na-sua-direcao-atravesse-a-rua.html

19 de julho de 2012

Conversão de criminosos na prisão é verdadeira?

O programa Fantástico, veiculado pela TV Globo, mostrou cenas que intrigaram e causaram impacto no público. No pátio da penitenciária de Tremembé, Suzane Von Richthofen e Anna Carolina Jatobá, ambas condenadas por crimes bárbaros e cruéis, andavam e conversavam descontraidamente.
A narração de Valmir Salaro trouxe a informação mais chocante: Suzane agora é pastora evangélica e prega entre as detentas do local.
Além de Suzane, outros condenados por crimes hediondos também revelaram que se converteram, entre eles, Anna Carolina Jatobá, o goleiro Bruno Fernandes, o ator Guilherme de Pádua, para citar os mais conhecidos.
Em comum, eles têm na ficha policial crimes contra membros da própria família, pais, enteadas e namoradas.
“Não há como determinar se a conversão de uma pessoa é verdadeira ou não, pois isso é de ordem interior e espiritual”, segundo o apologista e doutor em Filosofia das Religiões Alex Belmonte. Segundo ele, o real convertido pode ser conhecido por suas obras e frutos, e que só com o tempo esses fatores podem ser observados.
Já a notícia de que alguns deles se tornaram pastores, Belmonte diz que não acredita no sucesso de líderes religiosos formados sem a estrutura acadêmica e espiritual necessária.
Para o estudioso, é necessário não somente um curso teológico ministrado por mestres teólogos experientes, mas também um conteúdo teológico, o exame realizado antes de assumir o ministério e, principalmente, o tempo e experiência na jornada cristã.
Ele explica que o termo “pastor” hoje em dia se tornou objeto de status, o que leva a distorções no uso do termo. “Isso leva muitas vezes a gerar um pastor que não pastoreia, um bispo que não conhece o episcopado, um apóstolo que não é enviado”.
Segundo ele, entre as denominações que ainda zelam por ter uma estrutura e boa formação de seus ministros estão a batista, presbiteriana, wesleyana e alguns assembleianos de nova geração.
Tomada de decisão
O fato de uma pessoa estar presa muitas vezes à leva a refletir seriamente e tomar decisões quando está no cárcere. “É a hora de tomar decisões e fazer escolhas forçadas pelas consequências violentas das decisões e escolhas erradas do passado.”
Ele explica que o detento tem muitas possibilidades de escolha, entre elas se converter a Cristo. Mas isso significa que também pode optar em continuar fazendo escolhas erradas.
Outras “conversões” podem ainda possuir caráter meramente temporário, pois são baseadas na emoção.
No caso de desvios de caráter ou mesmo problemas de ordem mental, ele diz que o poder do Evangelho pode tirar a pessoa da escravidão do pecado, pois ela se torna livre para ser um canal de bênçãos para a sociedade.
Mas o discipulado e a assistência pastoral são fundamentais para tratar a pessoa nos campos espiritual e psicológico. “E é justamente isso que Jesus fez: cuidou da saúde mental e espiritual das pessoas”, resume.
Fonte: Gospel Prime (Vi no Hospital da Alma e não resisti).

28 de junho de 2012

Alunos de 80 escolas municipais terão disciplinas de 4 religiões

Prefeitura realizou concurso para contratação de cem professores de religião, que vão lecionar a partir do segundo semestre nessas unidades




A Escola Municipal Capistrano de Abreu, no Jardim Botânico, uma das 80 que passarão a ter ensino religioso a partir do segundo semestre: a princípio, serão cem professores para atuar na rede
Foto: Pedro Teixeira / O Globo

A Escola Municipal Capistrano de Abreu, no Jardim Botânico, uma das 80 que passarão a ter ensino religioso a partir do segundo semestre: a princípio, serão cem professores para atuar na rede Pedro Teixeira / O Globo
RIO - Os pequenos alunos do 1º ao 3º ano do ensino fundamental de 80 escolas da rede municipal podem nem saber, mas voltarão das férias de julho no centro de uma polêmica. A prefeitura já realizou concurso para a contratação de cem professores de religião, que vão lecionar a partir do segundo semestre nessas unidades. O modelo será confessional, ou seja, voltado para cada credo. A princípio, serão 45 docentes católicos, 35 evangélicos, dez espíritas e dez de religiões afro-brasileiras. Apenas os estudantes cujos pais deram autorização, durante a pré-matrícula, terão um tempo de aula por semana da disciplina. Para as outras crianças, haverá “educação para valores” (apresentação de temas ligados à ética e à cidadania) durante o período vago.
A iniciativa da Secretaria municipal de Educação é consequência de uma lei, proposta pelo próprio Executivo, aprovada em outubro do ano passado pela Câmara e sancionada logo em seguida pelo prefeito Eduardo Paes. O texto criou a categoria de professor de ensino religioso nos quadros da rede, abrindo a possibilidade de concurso para até 600 docentes. A regra estabelece que os profissionais contratados “devem ser credenciados pela autoridade religiosa competente, que exigirá formação obtida em instituição por ela mantida ou reconhecida”. É exigido ainda nível superior com licenciatura plena, sem especificação de disciplina.
Tema está em análise no Supremo
Assunto que sempre gera discussões, o ensino religioso chega à rede municipal do Rio ao mesmo tempo em que é discutido no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Em 2010, a Procuradoria Geral da República entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade contra a União e o Congresso, que ratificaram, através de decreto, o texto de um acordo firmado no governo Lula com a Santa Sé, dizendo que “o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários das escolas públicas de ensino fundamental”.
Apesar de o mesmo texto do acordo ressaltar que “está assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição”, a procuradoria defende o ensino não confessional, de caráter ecumênico. A principal alegação é que o acordo com a Santa Sé fere a Carta Magna ao violar o princípio da laicidade do Estado. O processo ainda está em análise, tendo como relator o ministro Carlos Ayres Britto.
No Rio, o processo de aprovação da lei foi recheado de discussões. O texto original do Executivo acabou recebendo emendas. O presidente da Comissão de Educação da Câmara, Paulo Messina (PV), afirmou que, por ele, o projeto teria sido derrubado, mas destacou as mudanças obtidas:
— O projeto surgiu de um acordo do prefeito com a Igreja Católica. Ao menos garantimos o caráter plural do ensino, ou seja, se um pai disser que quer que seu filho tenha aula de uma determinada religião, ele tem o direito de exigir isso. Outro ponto importante foi a prioridade para escolas de tempo integral, para que não fossem retirados tempos de outras disciplinas para a introdução do ensino religioso.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o prefeito informou que, para a elaboração do projeto de lei, “houve um entendimento entre diversas denominações, e a Igreja Católica foi uma das grandes parceiras da prefeitura”. A secretária de Educação, Claudia Costin, não quis se pronunciar sobre o assunto. Entre as unidades que terão a disciplina a partir do segundo semestre, estão as escolas municipais República do Peru, no Méier; Canadá, no Estácio; e Capistrano de Abreu, no Jardim Botânico.
Bispo auxiliar e referencial paraensino religioso da Arquidiocese do Rio, dom Nelson Francelino Ferreira defendeu o modelo que está sendo implementado no município:
— A educação tem que estar voltada para o desenvolvimento integral. E o elemento religioso é essencial para a estrutura da pessoa humana. Não pode estar de fora da escola. O Estado deve dar espaço para que esse elemento essencial esteja presente, conforme a crença dos pais dos alunos. O nosso Estado é laico, o que não significa que seja ateu.
Dom Nelson acrescentou que, para os professores católicos da rede municipal, foi pedida formação em teologia:
— Faremos um acompanhamento paralelo para que haja uma formação ecumênica dos profissionais. Estamos atentos para que o ensino religioso não seja usado como elemento de proselitismo. Não é catequese.
Já o coordenador do Observatório da Laicidade do Estado, da UFRJ, Luiz Antônio Cunha, é contra o ensino religioso confessional:
— Há uma espécie de desistência do Estado de assumir suas atividades pedagógicas ao transferi-las para instituições religiosas. Os professores das escolas públicas são pagos por todo o povo, através de impostos, inclusive daquelas pessoas que não têm religião.
Reverendo diz que apoia a iniciativa
Para o reverendo Daniel Rangel, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, a medida da prefeitura vai ajudar a sociedade carioca a aceitar melhor a pluralidade de religiões:
— Acho positivo porque vai ensinar às crianças não apenas valores éticos ligados à sociedade civil, mas à religião. Vai ser uma oportunidade de a sociedade do Rio aprender a se relacionar com a pluralidade religiosa.
Pela primeira redação da Lei de Diretrizes e Bases, que criou em 1996 as normas atuais da educação, o ensino religioso não poderia trazer ônus aos cofres públicos. Ou seja, a contratação de professores, por exemplo, era vedada. Em 1997, esse artigo foi retirado. Ficou determinado que estados e municípios estabelecessem suas normas, “assegurado o respeito à diversidade cultural e religiosa”.