Blogroll

"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18
Mostrando postagens com marcador Louvor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Louvor. Mostrar todas as postagens

28 de abril de 2015

Conselhos Práticos para Grupos de Louvor


.

Por Thiago Oliveira e Thomas Magnum


A vaidade é algo comum em todo ser humano, mas, gostaríamos, com esse texto, chamar a atenção dos músicos: instrumentistas e cantores. Esta é uma categoria que tem ganhado muita notoriedade com o boom da música gospel e vem moldando a forma de cultuar da Igreja. Anteriormente, a congregação cantava embalada por hinários e um organista. Isto foi mudando e após a revolucionária década de 1960 a sonoridade pop invadiu as liturgias, com isso boa parte das igrejas aderiu ao que chamamos de “liturgia contemporânea”.

Embora gostemos das letras contidas nos hinários, pois teologicamente são bem robustas, não desprezamos a musicalidade de nossa época. Os louvores podem sim ter uma melodia que comportem serem tocadas por instrumentos como guitarra, bateria e baixo. Quanto a isso, não há nada de errado em si. O foco importante deve estar no comportamento do grupo de louvor e, sobretudo, no conteúdo daquilo que se canta. Fica a pergunta no ar: Os louvores contemporâneos são bíblicos? 

Todos os cantores e instrumentistas que compõem os grupos de louvor devem saber exatamente o que significa louvar a Deus, e porque isso é parte importante no culto. Em Efésios 5.19, o apóstolo Paulo vai citar os elementos de culto e lá estão listados hinos e cânticos espirituais. Este é o respaldo bíblico para que a música seja parte importante no ajuntamento dos remidos para adorar ao Deus verdadeiro (durante a reforma do século 16, alguns teólogos eram contra as músicas executadas nos cultos). Portanto, é necessário entender que o objetivo do louvor não é demonstrar técnica exuberante e nem chamar a atenção da igreja a um determinado instrumento ou cantor. O objetivo do período de louvor é a glória de Deus.

Tendo este pressuposto bem definido (o louvor é para glorificarmos a Deus), gostaríamos de elencar alguns conselhos práticos para que os grupos de louvor pudessem se apresentar sem querer roubar a glória de Deus. Um princípio joanino deve vir sempre à mente quando o assunto é louvor e adoração: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (João 3.30). Agora vamos aos pontos, que formam meia dúzia de conselhos bem práticos:

I) Cantem a Bíblia: Organizem o repertório com músicas que mostrem claramente passagens bíblicas. Algo precioso da herança reformada é o princípio de que temos que ler a Bíblia, orar a Bíblia, pregar a Bíblia, cantar a Bíblia e viver a Bíblia. Se ela é nossa fonte suprema de sabedoria, o livro da revelação que nos alimenta espiritualmente, o retrato de Cristo (pois aponta para ele) e nosso guia prático, então porque cantar letras derivadas de outros mananciais? Chega de tanto humanismo e psicologia barata que fala que “você é campeão e vencedor”. Paremos com esses “hinos” que amaciam nosso ego e que não tem respaldo na Palavra. Embasemos nossas canções na Sagrada Escritura. Isto agrada a Deus.

II) Não molde o repertório ao gosto pessoal: O culto é determinado por Deus e não está ao bel prazer do grupo de músicos.  Deus o instituiu para ser comunitário. A Igreja é quem louva e não o grupo de louvor sozinho. Lembrem que a congregação é multi-geracional, isto é, tem diversas gerações: idosos, adultos, jovens, adolescentes e crianças. Temos visto que o estilo de música mais atraente para o público jovem tem dominado as listas de canções nos cultos. Lembrem que, na igreja, nem todo mundo é fã de solos de guitarra e gritos ensurdecedores. Parem de tocar músicas que fazem aeróbica. Não desprezem os antigos hinos, toque-os alternando-os com hinos mais recentes. E não esqueçam da importância do nosso primeiro item, que é cantar a Bíblia.

III) Abaixem o volume e evitem o estrelato: Como dito acima, o culto é comunitário. A igreja canta junto numa só voz. A maioria esmagadora dos grupos de louvor cobre a voz da congregação devido ao alto volume do seu som amplificado. É preciso ter sensibilidade e evitar o exibicionismo. A congregação também encontra dificuldades quando a música escolhida tem um tom muito elevado, onde apenas o cantor consegue alcançar as notas. Ademais, quando um músico toca em uma apresentação fora da igreja, ele está apresentando sua arte, em muitos casos deve realmente demonstrar técnica e virtuosismo instrumental, mas, no culto solene o objetivo não é esse, é apenas acompanhar a melodia e conduzir o povo a louvar a Deus. Conduzir o louvor - e não se apresentar - é o propósito. Entendeu?

IV) Não queiram ser os mais importantes no culto: Como foi frisado, o momento de louvor é para a igreja cantar ao Senhor. Sendo assim, não é o momento para orações extensas e pregações no meio da música. A pregação será realizada pelo pastor. A música na igreja não pode ofuscar a pregação. Em muitos lugares temos de quinze à vinte minutos de pregação e quase duas horas de música. Nesse caso, tanto o pastor como os músicos devem ter ciência que estão em desobediência a Palavra de Deus e invalidando a pregação do evangelho. A música comunica o evangelho, mas, a pregação foi o meio criado por Deus para que os homens creiam e se arrependam dos seus pecados. Não se pode reposicionar a música no lugar da pregação. E também, o momento do louvor não prepara o coração da igreja para a pregação, quem prepara a igreja para o momento da exposição da Palavra é o Espirito Santo. Não acredite que o momento do louvor é mais importante no culto, pois não é. A pregação é o momento que Deus fala com sua igreja. A pregação foi determinada por Deus como meio de transmissão de sua poderosa graça, pois nela, a Escritura é exposta e por meio da exposição bíblica o Espírito Santo age convertendo corações. Tenham cuidado para não negligenciar aquilo que Deus deu importância no seu culto.

V) Zelem por uma boa conduta: Os músicos cristãos devem ter uma vida piedosa, santa e não escandalosa e ímpia como acontece em alguns casos. Tocar na igreja não pode ser um passatempo, mas, um exercício piedoso. Componentes carnais, insubordinados ou estrelas devem se arrepender ou então serem afastados de seus afazeres nas atividades musicais na igreja. Os músicos cristãos devem reger suas atividades diárias pela Escritura Sagrada. Devem ler a Bíblia, amar a Palavra de Deus. O momento de louvor não é um show, aqueles que cantam e tocam na igreja devem saber que sua presença a frente da congregação é algo de responsabilidade para com Deus e não para inflar o ego. Por isso deve-se atentar também até para o tipo de roupa do grupo. Mulheres com roupas extremamente apertadas e sensuais, ou homens da mesma forma amantes de si mesmo e da sensualidade não podem estar a frente desse momento solene no culto.

VI) Dediquem-se a música com esmero: Os músicos crentes devem estudar seu instrumento (isso inclui a voz) de forma excelente. Devem ser bons músicos, pois estão fazendo para glória de Deus. Certa feita, um sapateiro perguntou para Lutero o que deveria fazer para agradar a Deus. O Reformador lhe respondeu dizendo que ele deveria cuidar dos sapatos de maneira caprichada, assim, poderia até “engraxar sapatos para o louvor do SENHOR Deus”. Os músicos cristãos devem ter boa técnica e conhecer os mais variados gêneros musicais, devem ser exímios conhecedores de sua arte. Deus é o autor de todas as coisas. O grande artista que fez o homem a Sua imagem e semelhança, dotando o ser humano com vários dons. A música é um dom divino e precisa ser executada e desenvolvida com uma mentalidade reverente. O compositor erudito Johann Sebastian Bach entendeu isso. Ele compôs suas sinfonias dando o máximo de si e ao final de cada partitura colocava a sigla S.D.G. (Só a Deus Glória, do latim Soli Deo Gloria).

Bem, aqui finalizamos na expectativa que tais conselhos ajudem a todos os que trabalham com a música nas congregações. Falamos como irmãos em Cristo, e membros que amam a Igreja do SENHOR, valorizando o culto comunitário como sendo uma fonte vigorosa que nos incentiva no caminho do Evangelho.

Graça e Paz.

***
Fonte: Electus
.

4 de fevereiro de 2013

O hino que virou musica



Estou pasmo, de cara quente ... totalmente envergonhado com alguns tipos de musicas, ops quero dizer hinos que estão no meio cristão hoje.
Muitos deixaram de levar a adoração a Deus através do louvor. Estou mentindo ?!
O que era para ser um hino se tornou uma musica.
Qual a diferença entre um e outro pelo nosso dicionário.

mú.si.ca
sf (lat musica) 1 Arte e técnica de combinar sons de maneira agradável ao ouvido. 6 Qualquer conjunto de sons. 7 Som agradável; harmonia. 8 Gorjeio. 9 Suavidade, ternura, doçura.

hi.no1
sm (gr hýmnos) 1 Canto de louvor ou adoração, especialmente religioso. 2 Canto musicado em exaltação de uma nação, de um partido, de uma instituição pública ou instituto particular, agremiação e semelhantes. 3 Canção, canto, coro. col: hinário.


Veja o que eu quero dizer com isso. Os louvores que diziam que Deus é santo, único e digno de adoração, são os hinos hoje que são praticamente um auto ajuda do cristão.

Veja um trecho desse "hino".


Como ele eu também tenho um Pai,Que me honra na presença dos que querem,A todo custo me destruir.

Vai lá! E pega quem falou da minha vida,Avisa que eu estou de pé,E quem contou o fim dos meus dias,Avisa que eu estou de pé.Pois quem me ergueu, não me abate,Enquanto não se cumprir,O que Ele tem através de mim!Vai lá!Pra quem pensou que eu estava caída,Avisa que eu estou de pé,Vai ter até quem não acredita,Avisa que eu estou de pé,Com as minhas forças redobradas,Porque quanto mais lutarem pra tentar me derrubar,O meu Deus me põe de pé!


Um "hino" que está alisando o ego cara, e o que me deixa triste é ver as pessoas cantando isso como se fosse algo bom.
A maioria das coisas que o mundo gospel produz hoje é em prol dos seus ouvintes, porque são eles quem compram. No dia que parar com esse oba-oba de aliar ego de crente sem vergonha que se apoia nessas coisas para se sentir melhor, o mercado gospel cai e eles ficam sem o deles.

O hino foi feito para adorar a Deus, e não para massagear o nosso ego.
Pois imagina a divisão que esse hino pode causar se existir duas pessoas de bico virado na igreja. Uma vai pensar.. ISSO PAÊEI FALA MESMO, VÃO TER QUI VÊ G_ZUIIS. Em contra partida a outra pessoa fala.. É PAPAI, MOSTRA MESMO QUE O SENHOR ME PONHÊ DI PÉ. 

Eu sou apaixonado por música,se deixar passo o dia inteiro ouvindo. Só que nos temos que saber O que estamos cantando. O irmão Fayson fez uma colocação extraordinária em relação a Musica Secular. Analise essas postagens e veja a que ponto chegamos.

Eu me lembro quando era criança, e nos cultos que eu ia pela manhã. As irmãs cantavam hinos que falavam da volta de Cristo, outros que proclamavam a sua santidade. Quando eu tinha meus 13/14 os hinos falavam muito de benção, fogo e glória ALELOOOOIAS. Eu passei muitos anos ouvindo Cassiane, Lauriete, Elaine de Jesus e mais um bocado de cantoras e cantores que hoje eu vejo, com muitos hinos alisa ego.


A verdadeira adoração está em dizer a Deus o tamanho da sua grandeza.


Onde estão os verdadeiros adoradores ?! Estão em extinção.  


Curta nossa page http://www.facebook.com/PensamentosdeCristaos
Nos siga no twitter @Pensam_Cristaos && @Hermes_Silvaa


21 de janeiro de 2013

Thalles Roberto...Eu sou o cara!




Quando cantor gospel dá para "ministrar palavras proféticas" e "LIBERAR unções poderosas" recomenda-se REXONA DUPLA AÇÃO e uma maconha na validade.


Quem libera unção poderosa é DEUS.  Lembrando que última vez que se deu tal evento foi há uns dois mil anos trás e, desde então,  estamos todos debaixo do mesmo ungido. 

Outra possibilidade: Thalles está fazendo uma hora extra em uma oficina de troca óleo.  Neste caso, dá para trocar também o filtro e calibrar os pneus, meu rei?


Na boa, desde que o Thalles começou a andar com o Estevam Hernandes, ele só faz e fala fezes.


Campanha contra o analfabetismo teológico na música gospel! 

And last but not least: :  um dos maiores ministrO de louvor da atualidade. Já ouvistes falar em concordância, fio?





P/S: lembro que no velho testamento quando alguém levava fogo estranho para o altar era fulminado...

3 de janeiro de 2013

Aline Barros, André Valadão e Thales fazem balanço do gospel em 2012



A música gospel vive seu momento de ascensão no Brasil e não é por acaso. Em 2012 a música gospel foi reconhecida como manifestação cultural e incluída na Lei Rouanet (benefício de renúncia fiscal à música religiosa) pela presidenta Dilma Roussef. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) o número de evangélicos no Brasil passou de 9% em 1990 para 22,2% em 2010. O gospel também é berço de grandes nomes da música internacional como Elvis Presley, Whitney Houston, James Brown, Stevie Wonder, Aretha Franklin, Mariah Carey entre outros.

Aqui no Brasil nomes como Aline Barros, André Valadão, Damares, Diante do Trono e Thalles antes mais conhecidos entre o público evangélico, agora tem espaço em todos os públicos e mídias. “O povo quer uma palavra de esperança e, sem dúvidas, a música gospel, além de entretenimento, tem essa função de trazer uma palavra especial para a vida de todos”, destaca Mauricio Soares, diretor executivo do selo Gospel da Sony Music no Brasil.

Para Aline Barros vencedora do Grammy Latino de 2012 com o CD Aline Barros e Cia 3 – um disco específico para crianças – na categoria Melhor Álbum Cristão em Língua Portuguesa, o espaço conquistado pela música gospel é uma forma de contagiar milhares de pessoas. “Não podemos perder oportunidades, faço disso um instrumento poderoso para falar do amor de Deus”.

Quer ouvir os grandes sucessos da música gospel? Fique ligado na Rádio UOL.

Para Ana Paula Porto, diretora executiva da gravadora Graça Music, responsável por nomes como Thalles, Mariana Valadão, Felipão, Ao Cubo, DiscoPraise entre outros, a música gospel cresceu não somente em quantidade, mas principalmente, em qualidade. “Temos vivido o aumento da exibição de nossos artistas em cenários nunca antes imaginados”.

O cantor e pastor André Valadão que há quase nove anos está em carreira solo é um dos pioneiros em apresentações nas festas de peão, exposições agropecuárias, shows de prefeituras e casas de shows pelo Brasil. “A música gospel nunca foi tão reconhecida, desejada e requisitada como neste ano de 2012. Este ano toquei pela segunda vez na Festa do Peão de Barretos, lembrando que fui o primeiro show gospel na história da festa em 53. É algo para se comemorar”, afirma.

Os números também apontam o desempenho da música gospel. Um dos exemplos é o cantor Thalles, ex-back vocal do Jota Quest, ganhador do Troféu Promessas nas categorias Melhor Cantor, Melhor CD e Melhor DVD com o álbum Uma História escrita pelo dedo de Deus, vendeu mais de 350 mil CDs/DVDs em 2012. “O ano de 2012 foi maravilhoso para nossa música. Excelentes trabalhos lançados, fomos premiados, estivemos em programas de televisão em rede nacional – em canais diferentes – e o principal, nossa mensagem central foi pregada: Jesus Cristo”, declara Thalles.

Para Mauricio Soares, os principais destaques da música gospel de 2012 estão os nomes de Thalles, Diante do Trono, Aline Barros, e a música pentecostal com Damares, Shirley Carvalhaes, Rose Nascimento e Elaine de Jesus. No cenário independente se destacaram estilos como o rock moderno da banda Palavrantiga que agora celebra contrato com a Som Livre e nomes como Hélvio Sodré e Lays Lellis. A força da Internet tem auxiliado a divulgação como o caso de Lays Lellis que tem músicas próprias mas ainda não lançou CD. Ou ainda, o caso do Para Nossa Alegria (PNA), que começou com um vídeo publicado inocentemente na Internet e que virou hit. Depois do sucesso conquistado com milhões de visualizações dos irmãos Jefferson e Suellen foram contratados e repaginados pela gravadora Salluz e lançaram seu primeiro disco solo gospel

Elisandra Amâncio
Especial para a Rádio UOL



Fonte: http://radiouol.blogosfera.uol.com.br/2013/01/02/aline-barros-andre-valadao-e-thales-fazem-balanco-do-gospel-em-2012/

12 de dezembro de 2012

Festival Promessas 2012 – povo de Deus vendido a preço de banana

 
Por Paulo e Vera Siqueira
“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.” – 2 Pedro 2:1-3
Neste ano, a Rede Globo (através da Geo Eventos, uma de suas empresas) promoveu o show gospel Festival Promessas na cidade de São Paulo, por conta do fracasso de público da edição anterior, no Rio de Janeiro. Ao que parece a estratégia deu certo, pois no Rio havia 20 mil pessoas e em São Paulo cerca de 100 mil.
Mas que lindo! A Rede Globo está sendo usada por Deus para que a Palavra chegue aos lares de milhões de brasileiros!!!
Será?
Então raciocinemos (embora, como evangélicos, muitos tenhamos perdido essa capacidade, por conta do medo gerado pelas ameaças de maldição a quem não obedece cegamente ao be-a-bá do líder máximo de sua denominação):
Desde sempre, a Globo veicula propaganda católica. São grandes reportagens sobre os feriados religiosos, lavagem das escadarias da igreja do Senhor do Bonfim, as festividades em Aparecida do Norte, os belíssimos tapetes de serragem e outros materiais, que trazem desenhos religiosos durante o Corpus Christ, as celebrações de Natal e Páscoa, etc. Fora a propaganda nos programas globais, sendo que a mais atual é a novela das 9, onde o protagonista é seguidor fiel de São Jorge da Capadócia. E o que vemos? O número dos que se dizem católicos diminuírem ano após ano.
De vez em quando, a Globo faz também propaganda espírita kardecista. Seja através de novelas como “A Viagem”, ou mais recentemente da novela das 6 “Escrito nas Estrelas”, ou mesmo através dos vários filmes como “Nosso Lar” e “Chico Xavier”. Também não vemos o número de espíritas crescer, embora esses filmes e novelas tenham grande audiência.
Isso sem falar nas propagandas das religiões afro-brasileiras, através da filmagem das oferendas a Iemanjá e outras manifestações religiosas.
E sabe porque essas religiões são propagandeadas na Globo, mas não há conversões a elas? Porque a Globo é mestre em distorcer a realidade. Assim, transforma o que é sagrado para alguns em algo totalmente destituído de sentido espiritual. As festas, danças, ritos se tornam, na telinha global, meras apresentações folclóricas, boas para atrair turistas para as cidades brasileiras e para mostrar um Brasil cheio de gente alegre, supersticiosa e feliz, apesar dos pesares.
E por que mostrar um povo majoritariamente feliz? Pois quem está feliz não vai querer mudar sua situação. Assim, se o importante é ser feliz e eu sou feliz, não me importo com os escândalos de corrupção, com o aumento da violência, com os maus políticos e religiosos. Como estou feliz e tudo está bem assim, deixa como está (inclusive com a Rede Globo liderando o Brasil por detrás dos bastidores).
Dessa forma, é ilusão achar que um programinha de uma hora de duração poderá levar as pessoas a conhecerem a Jesus e a aceitá-Lo (isso levando em conta que as músicas serão todas cristocêntricas, o que normalmente não é o caso – no último Promessas tivemos que aturar canções com letras “belíssimas e profundas”, como Sabor de Mel da Damares).
O Festival Promessas, quando veiculado na Globo, apenas mostrará mais uma face do povo brasileiro, de gente que ri quando deve chorar, que tem boa musicalidade, que tem suas crenças e vive em paz e harmonia com todos os povos: o mito do bom brasileiro, folclórico e hospitaleiro, seja católico, espírita ou evangélico. Sim, os personagens da vez somos nós, enquanto isso render (muito) dinheiro.
A Rede Globo depende de cativar a audiência, afinal há outras emissoras de tv no seu encalço. Quanto maior a audiência, maior o preço cobrado na veiculação de anúncios publicitários durante a programação. Para o horário do Festival Promessas deste ano a Globo está cobrando R$ 79,6 mil por apenas 30 segundos! Mas serão várias propagandas nessa uma hora de $how, então façam as contas e respondam sinceramente:
O Festival Promessas realmente foi “gratuito”? Pois essa foi uma das alegações dos que estavam lá para dizer que a Globo estava ajudando os evangélicos…
E não é apenas isso. Já foi dito em outro artigo sobre a quebra de acordo negocial entre a EBF e a Rede Globo, ocasionada porque a Globo decidiu criar sua própria Feira Internacional “Cristã” , que rivalizará abertamente com a Expocristã, essa última organizada pela EBF. Se a EBF tem pelo menos pessoas ditas cristãs envolvidas, a Geo Eventos da Globo nem isso. Vejamos o objetivo da Geo, segundo o link Quem Somos do site:
“A GEO é a plataforma de eventos das Organizações Globo. Temos o DNA de um dos maiores grupos de comunicação do mundo, conhecemos o povo brasileiro como ninguém e trabalhamos com um padrão de qualidade que você já conhece. Criamos oportunidades para as pessoas se encontrarem, se conectarem e se divertirem.
Seja por meio dos esportes, da música ou de encontros de negócios, nosso trabalho é fazer com que as pessoas aproveitem ao máximo momentos especiais de suas vidas e que sejam cada vez mais felizes, ao vivo. Afinal, a vida é sempre melhor ao vivo.”
Alguém leu algo sobre Jesus e Deus? Se leu, por favor, me mostre onde. Agora eu li sobre diversão e entretenimento, sobre tornar as pessoas felizes (pelo menos durante o tempo em que assistem aos programas). Eu li sobre uma empresa que quer fornecer a felicidade segundo o mundo, para que assim continue manipulando e governando sem que ninguém venha a lhe oferecer resistência. Mas como é a felicidade segundo Jesus?
“E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos;
E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:
Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.” – Mateus 5:1-12
A felicidade segundo o Cristianismo nada tem do “padrão Globo de qualidade”. A verdadeira felicidade consiste em nos alegrarmos mesmo passando pelas maiores dificuldades em Seu nome. Já o conceito Global de felicidade é o do mundo: diversão, entretenimento, acesso ao mercado de consumo, busca de status e riqueza pessoal (em detrimento dos demais). A felicidade segundo a Globo é perdermos todo o nosso tempo na frente da tv ou do computador, para não termos tempo para outras coisas, como estudo da Palavra e oração.
Mas voltemos a tal FIC (Feira Internacional Cristã). Veja o vídeo abaixo (2 minutos) e entenda como a Rede Globo enxerga os evangélicos:


Agora me diga: o que a Rede Globo tem a ver com os evangélicos???
A relação da Rede Globo com os evangélicos está descrita na Bíblia, veja:
“Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Mas o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa as ovelhas.” – João 10:11-12
“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.” – Mateus 7:15
A Rede Globo é uma empresa do mundo que usa e abusa de mensagens diretas e subliminares para manipular a população brasileira, estando sempre ao lado de quem lhe favorece (na ditadura, era aliada dos militares; na Nova República, do presidente que estiver no poder), com o poder de mandar e desmandar, de eleger e de promover impeachment, de modificar hábitos e costumes dos brasileiros, de inventar a moda do mês. A Globo representa, no Brasil, o poderio deste mundo. E o que a Bíblia diz sobre nossa posição perante o mundo?
“Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fósseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.” – João 15:18-21
Algo está muito estranho, se o mundo passa a “amar” os seguidores de Cristo. Como a Palavra de Deus é a Verdade, tire suas conclusões…
O mais triste de tudo é que alguns estão se vendendo, e vendendo seus rebanhos, a preço de banana. Em troca de fama, sucesso, aparição na Vênus Platinada e dinheiro, artistas gospel (cantores e pastores) estão se aliando à Globo, sob a desculpa de que importa que o Evangelho seja pregado. Mas que Evangelho é esse, que ensina diversão e entreteninho ao invés de mortificar a carne? Que ensina amarmos e desejarmos os valores do mundo em detrimento dos valores do Verdadeiro Evangelho?
O povo de Deus devia andar não segundo seus interesses pessoais, mas segundo a vontade de Deus. Porém, infelizmente temos visto o contrário. Nesse caso do Festival Promessas, por exemplo. Houve um tempo em que Silas Malafaia era amigo do Edir Macedo (dizem que o “bispo” dava uma boa ajuda financeira mensal para seu programa de tv), e nessa época, idos de 1995, a Rede Globo fez uma minissérie com um pastor corrupto, estrelada pelo Edson Celulari, e também veiculou as imagens do Edir Macedo ensinando seus pastores a arrancar dinheiro dos fiéis, inclusive usando a tática do “dá ou desce” (vide Youtube). O Macedo já era dono da Record, e fez um programa especialmente para se vingar da Vênus Platinada. Abaixo trechos do programa (apenas 4 minutos):


Pois bem, agora os interesses do Malafaia são outros, e em nome deles tal pastor se aliou à Rede Globo (a ponto de veicular uma propaganda de bíblia da sua editora no Festival Promessas do ano passado, e de abrir a entrega do Troféu Promessas deste ano). Mas não só ele se vendeu, todos os pastores que o seguem também estão nessa, claro. O próprio apóstolo (?) Estevan Hernandes hoje é aliado da Globo, porém há alguns anos era esculhambado pela emissora por conta do escândalo da entrada de dinheiro não declarado nos EUA.
Para conseguir o que desejam, muitos são capazes até de perder a vergonha na cara, se é que algum dia tiveram alguma.
Veja a lista (enviada por email) dos líderes gospel que a Geo Eventos se ufana de ter conseguido aliar aos seus projetos:
emkt_fic_adesoes
Pobre povo evangélico, que foi feito comércio por parte destes, com o fim de que estes fossem catapultados pela Vênus Platinada! Agora só resta dar bastante lucro para a Globo e suas empresas, e indiretamente para esses líderes lobos em pele de cordeiro.
Ou nos resta outra coisa?
Para quem não se conforma com este mundo, há outra opção. Assim como Jesus, seus discípulos, os profetas e os mártires de antigamente se levantaram contra o sistema religioso de seu tempo, compete a nós fazer o mesmo. É claro que seremos (mal) tratados de forma semelhante: assim como os sacerdotes e lideranças espirituais daquela época ironizaram, amaldiçoaram, inventaram calúnias, cuspiram, torturaram e até mataram muitos, também seremos odiados pelos líderes religiosos do nosso tempo. A história se repete, porém o fim está próximo, basta ver o cumprimento de muitas das profecias.
Para quem não se conforma com este mundo, a Palavra Daquele que é o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim:
“Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus [ou evangélicos], e não o são, mas são a sinagoga de Satanás. Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte.” – Apocalipse 2:9-11
Agora, para os que se conformarem com este mundo que sutilmente distorce busca de Deus e santidade em diversão e entretenimento para o corpo e a alma, a Palavra é outra:
“Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te.” – Apocalipse 3:15-19
Qual a sua escolha?
Voltemos ao Evangelho puro e simples,
o $how tem que parar!
Obs.: nas próximas horas lançaremos nossas impressões sobre a gravação do Festival Promessas. Estivemos lá, com nossas faixas conclamando a Igreja a uma reflexão sobre a necessidade de sua volta à pregação do Evangelho puro e simples de Jesus.

Fonte: https://estrangeira.wordpress.com/2012/12/11/festival-promessas-2012-povo-de-deus-vendido-a-preco-de-banana/

8 de dezembro de 2012

Veja Como Foi a participação da Ana Paula Valadão no Encontro com Fátima Bernardes


Hoje, 07 de dezembro de 2012, a Ana Paula Valadão juntamente com o Israel Salazar e a Pra. Ezenete Rodrigues participaram do programa Encontro com Fátima Bernardes na Rede Globo, onde como sempre a Ana falou do amor de Deus e muito mais.
No primeiro bloco o Israel Salazar falou sobre o início do seu relacionamento com Priscila e a Ana complementou a fala dele dizendo que no casamento dos dois toda a trilha sonora foi de composições dele para ela.
Já no segundo bloco, como o tema do programa era sobre Namoro no Ambiente de Trabalho, perguntaram a Ana Paula como ela conheceu o Gustavo Bessa que respondeu com muito carisma toda a história já que eles começaram a conversar por e-mail e ela disse que o mais importante pra eles começarem a namorar era honrar os pais deles e seguir a ordem bíblica e hoje já são 13 anos de casados.
O último bloco foi a maior parte do tempo dedicado à presença de Ana Paula Valadão e sobre o Festival Promessas que acontece amanhã em São Paulo e será transmitido pela Globo no domingo, dia 16. Ela falou também sobre como começou a paixão dela pela música dizendo "Acho que eu não nasci nem chorando e sim cantando" e encerrando sua participação ela cantou "Me Ama" falando do amor de Deus tão grande por nós.
Na rede social twiiter a tag #AnaPaulaValadaoNoEncontro ficou em segundo lugar nos TTs do Brasil e em terceiro nos assuntos mais comentados do mundo.

(livresdt@yahoo.com.br)

26 de novembro de 2012

PROMOÇÃO “NA LIMOUSINE COM O THALLES” É VERDADEIRA?: THALLES DIZ QUE NÃO, ORGANIZADORES DIZEM QUEM SIM!





A notícia da tal promoção da Limousine tem gerado polêmica entres os fãs do Thalles Roberto nas redes sociais.

Na verdade, muitos internautas foram abordados de surpresa em suas caixas de e mail, sendo convidados a participarem de tal promoção. O site Agita Vale Gospel, que não tenho certeza se organiza, mas que divulga eventos do mercado gospel, é o responsável pela peripécia bizarra, antropocêntrica e ridícula chamada de “Na Limousine com o Thalles”, onde se propõe a levar o fã premiado para o show, ao lado de seu ídolo. (Que prêmio, hein?)

Pois bem… a bomba explodiu e recebeu toneladas de críticas nas redes sociais e nos blog’s.

Quando vi a coisa, não acreditei. No Púlpito Cristão, o mano Leonardo Gonçalves postou a sua tristeza para com o público que aprovou a ideia: “O pior de tudo é que tem gente que curte esse tipo de idolatria gospel… lamentável”. Mas não demorou muito para o site do Thalles logo cuidar de se retratar e a outra ala de fãs do cantor (que não viu com bons olhos a ideia), a divulgar o que seria uma falsa informação.

Vejamos a defesa postada pela assessotia de imprensa do Thalles Roberto:

“O cantor e pastor Thalles informa por meio de sua assessoria de imprensa que não está realizando qualquer tipo de promoção referente à passeio em limusine ou similar. TODA E QUALQUER PROMOÇÃO, AGENDA E NOTÍCIAS OFICIAL SÃO publicadas primeiro neste site.

Somente depois da repercussão nas redes sociais Thalles tomou conhecimento desta promoção. “No dia que eu entrar em uma limusine com um fã para ir em um show, pode dizer que eu estou doido e jogar uma pedra na minha cabeça, jamais faria isso, sou pastor de ovelhas, não artista”.

Segundo Thalles, o responsável por esta agenda em sua equipe entrou em contato com a organização do evento informando que ele NÃO vai participar de nenhuma programação deste tipo. Mesmo que tenham feito sem qualquer autorização oficial dele.

“Nem todos que dizem Senhor, Senhor vão entrar no reino dos céus. Quando nos tornamos pessoas públicas esse tipo de informação se espalha sem tomarmos conhecimento. “Eu não sou artista, sou pastor. As pessoas que me acompanham não são fãs, são ovelhas. Tenho muito respeito e temor pelo chamado que o Senhor me confiou”, finaliza Thalles.”

No entanto, hoje, dia 22 de novembro, o portal Agita Vale Gospel replicou a declaração da assessoria do cantor, dizendo o seguinte:

“Em relação à nota divulgada pelo cantor Thalles Roberto sobre a Promoção:

O Portal Agita Vale Gospel informa que a promoção era sim de extrema veracidade e de conhecimento da assessoria do cantor.

A promoção, jamais teve a intenção de macular a imagem de quaisquer pessoas envolvidas, sejam elas das partes organizacionais do evento, assessoria do cantor ou do próprio cantor.

Toda a produção da promoção seria custeada através do nosso Portal. Não foi proporcionado nenhum custo ou cachê para a participação, tanto para os ganhadores quanto ao próprio cantor ou assessoria.

Porém, devido a imensa divulgação negativa por parte de alguns veículos que se dizem “cristãos”, que postaram matérias maliciosas e com isso impulsionaram uma repercussão muita negativa em relação à promoção, o Thalles decidiu não participar.

O cancelamento foi exatamente pelo fato de ter causado um boom por toda a rede de uma forma muito negativa. Muitos comentários foram lançados, sem antes mesmo do resultado final da Promoção.

Salientamos que em nossas redes sociais, até o momento não havia sequer comentários negativos e que as matérias postadas não expressam a opinião do nosso público. Sites postaram matérias através de uma visão isolada, como se fosse a opinião da unanimidade.

Agora, mediante a alguns comentários esdrúxulos, ressaltamos aqui:

Se o show fosse na época de Jesus, não seria alugado uma Limousine, seria sim alugado uma charrete ou um barco e aí seria: “Na charrete com o Thalles” que seria algo de mais moderno da época.

Impressionante! O tempo muda, mas ainda existem “cristãos” com mente pequena.

Se Jesus viesse à terra nos dias de hoje, será que ele ainda usaria um jumentinho?

A ideia era proporcionar algo diferente e inovador, mas infelizmente, grande parte do nosso público cristão ainda possui pensamentos pequenos e às vezes mesquinhos.

Nosso objetivo sempre foi proporcionar aos Levitas do Senhor ou entrevistados em geral, o melhor tratamento possível e entendemos que essa seria uma das grandes formas de honrar um servo de senhor.

Entendemos que, o Thalles sendo uma pessoa pública deva pensar primeiro em seu público. Só lamentamos pela falta de visão e entendimento de várias pessoas e até de alguns veículos de comunicação.”

***

O que penso sobre isso?

Primeiramente, a coisa está feia.

Segundo. Não sei ao certo quem está dizendo a verdade. Porém, de uma coisa não tenho dúvidas: qualquer contratante do Thalles, ou outro famoso qualquer, dificilmente terá acesso ao artista gospel, mas sim a uma equipe seja de assessoria, relações públicas, empresário, produtor, etc. Portanto, todos detalhes dos eventos, assim como os possíveis vexames, certamente envolvem estes setores , sem que o artista esteja diretamente ciente. Há esta possibilidade remota, mas há.

Terceiro. Do mesmo modo, com a presença desses profissionais intermediários, fica fácil dar um calote, sair pelos corredores, voltar atrás, ou inventar qualquer desculpa afirmando não saber de nada, usando-os como escudo.

Finalizando, “Mesmo sem entender” a situação, vamos esperar pra ver como termina esse impasse.

P.S.: Não sei o pior foi a ideia da Limousine divulgada pelo portal Agita Vale Gospel, ou a tréplica que fez em relação a declaração de negação do Thalles. (??????)

***

Com infomações do Púlpito Cristão, Gospel Prime, Thalles Roberto e Agita Vale Gospel. Antognoni Misael, do Arte de Chocar.


Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2012/11/promocao-na-limousine-com-o-thalles-e.html#ixzz2DMvBCAG3
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial Share Alike

27 de setembro de 2012

Quero ganhar o Troféu Promessas.


Zé Bruno, via Facebook
Atenção seguidores do twitter, irmãos da Igreja e amigos do Facebook, vamos combinar uma coisa:
Eu faço de conta que não pedi nada a vocês, e vocês fazem de conta que não ouviram nada.
Vocês fazem de conta que foi iniciativa espontânea e acessam o site do Troféu Promessas.
Aí vocês votam tipo 50 ou 100 vezes cada um pra fazer de conta que foram muitas pessoas diferentes que votaram em mim.
O Comitê Organizador fica satisfeito porque fez de conta que seu Troféu mobilizou votos de milhões de pessoas, e todo mundo fica feliz!
Eu faço de conta que estou ansioso pelo resultado, mesmo sabendo que outros artistas fazem o mesmo.
Não se esqueçam, todos nós estamos fazendo de conta que nada disso está acontecendo.
Vocês podem, tipo assim, fazer de conta que estão preocupados com minha ansiedade, e até podem mobilizar uma campanha de oração por mim, e Deus…bom…não posso afirmar que Deus faz de conta que ouve…mas tudo bem vai…
Aí então eu recebo o Troféu de “faz de conta”, e tento fazer de conta que minha mediocridade nunca existiu.
Aliás posso concorrer com uma música americana, tipo versão em português, e receber o troféu no Brasil fazendo de conta que o compositor americano é tonto…bom…vá lá…americano é tudo tonto mesmo…
Vocês fazem de conta que ficaram espantados com a minha vitória, e fazem de conta que sou uma bênção.
Daí eu dou testemunho dizendo que Deus me honrou, fazendo de conta que eu nunca soube que tudo foi combinado, tipo Lula, e até deixo cair umas lágrimas de “faz de conta”
A Mídia Gospel faz de conta que sou um sucesso, e publica o fato, e eu faço de conta que acredito que sou incrível.
Quem sabe até um programa de auditório me convide pra mostrar o Troféu fazendo de conta que a gravadora não pagou jabá pra eu estar lá…já pensou!
Aí eu digo que até os ímpios estão reconhecendo o valor da música evangélica, e eu faço de conta que foi a minha “unção” a responsável por tal feito.
Coitado só do povo né…que consumirá o meu CD, sem saber do “faz de conta”, mas tudo bem…eles são café com leite.
Meu Deus! Vai ser demais!!!!
Nós todos fazemos de conta que nosso mundico gospel é poderoso e que nosso mercado é sério.
Podemos ainda fazer de conta que isso não é idiotice.
Podemos fazer de conta que somos felizes e que isso é um avanço…
Depois fazemos de conta que foi bênção vinda dos céus, e louvamos a Deus em agradecimento, cantando minha música é claro…aquela americana que eu fiz uma versão em português pra concorrer como melhor canção gospel no Brasil, lembra?
Deus, que por sua vez não teve nenhuma participação nisso, não consegue fazer de conta que não viu nossa infantilidade… paciência…
Mas nós que vivemos no mundo de “faz de conta”, fazemos de conta que tá tudo certo, afinal de contas esse reino que inventamos é o país das Maravilhas, e nós??…nós somos Alice, é lógico…quer dizer, fazemos de conta que somos, é claro.
Na premiação todos estarão lá; o Coelho branco de colete a Lagarta azul, a Duquesa, a Rainha de copas e o Gato de Cheshire.
O Chapeleiro maluco nos avisará quando for a hora do chá, e a Lebre de março e o Arganaz vão ajudá-lo no cerimonial.
Todos sabem que a Tartaruga é falsa, mas dançam assim mesmo na quadrilha da Lagosta.
Ai meu Deus…será que conseguiremos algum dia correr o risco da simplicidade?
“…difícil é viver a vida assim sem aventura, deixar ser pelo coração…se é loucura, então melhor não ter razão…”
Amigos cantores e artistas, não se ofendam com o humor ácido das palavras de um pobre maluco como eu que faz de conta que é pensador.
Se fiz mal, é fácil resolver o problema… afinal, depois de tanto “faz de conta”, basta fazer de conta que eu nunca escrevi nada, e tá tudo certo.
Zé Bruno é pastor evangélico, vocalista, guitarrista, compositor, produtor musical e fundador da banda Resgate e da igreja A Casa da Rocha.

26 de agosto de 2012

James K.A. Smith – Carta Aberta aos Grupos de Louvor

Querido Grupo de Louvor,
Eu aprecio muito a sua disponibilidade e desejo de oferecer seus dons a Deus em adoração. Aprecio sua devoção e celebro sua fidelidade — arrastando-se para a igreja cedo, domingo após domingo, separando tempo para ensaiar durante a semana, aprendendo e escrevendo novas canções, e tantas coisas mais. Assim como aqueles artistas e artesãos que Deus usou para criar o tabernáculo (Êxodo 36), vocês são dispostos a dispor seus dons artísticos a serviço do Deus Triuno.
Portanto, por favor, recebam esta pequena carta no espírito que ela carrega: como um encorajamento a refletir sobre a prática de “conduzir a adoração”. A mim parece que vocês frequentemente simplesmente optaram por uma prática sem serem encorajados a refletir em sua lógica, sua “razão de ser”. Em outras palavras, a mim parece que vocês são frequentemente recrutados a “conduzir a adoração” sem muita oportunidade de parar e refletir na natureza da “adoração” e o que significaria “conduzir”.
Especificamente, minha preocupação é que nós, a igreja, tenhamos involuntariamente encorajado vocês a simplesmente importar práticas musicais para a adoração cristã que — ainda que elas possam ser apropriadas em outro lugar — sejam prejudiciais à adoração congregacional. Mais enfaticamente, usando a linguagem que eu empreguei primeiramente em Desiring the Kingdom¹, às vezes me preocupo de que tenhamos involuntariamente encorajado vocês a importar certas formas de execução que são, efetivamente, “liturgias seculares” e não apenas “métodos” neutros. Sem perceber, as práticas dominantes de execução nos treinam a relacionar com a música (e os músicos) de certa maneira: como algo para o nosso prazer, como entretenimento, como uma experiência predominantemente passiva. A função e o objetivo da música nestas “liturgias seculares” é bem diferente da função e o objetivo da música na adoração cristã.
Então deixe-me oferecer apenas alguns breves conceitos com a esperança de encorajar uma nova reflexão na prática da “condução da adoração”:
1. Se nós, a congregação, não conseguimos ouvir a nós mesmos, não é adoração. A adoração cristã não é um concerto. Em um concerto (uma particular “forma de execução”), nós frequentemente esperamos ser sobrepujados pelo som, particularmente em certos estilos de música. Em um concerto, nós acabamos esperando aquele estranho tipo de privação dos sentidos que acontece com a sobrecarga sensorial, quando o golpe do grave em nosso peito e o fluir da música sobre a multidão nos deixa com a sensação de uma certa vertigem auditiva. E não há nada de errado com concertos! Só que a adoração cristã não é um concerto. A adoração cristã é uma prática coletiva, pública e congregacional — e o som e a harmonia reunidos de uma congregação cantando em uníssono é essencial à prática da adoração. É uma maneira “desempenhar” a realidade de que, em Cristo, nós somos um corpo. Mas isso requer que nós na verdade sejamos capazes de ouvir a nós mesmos, e ouvir nossas irmãs e irmãos cantando ao nosso lado. Quando o som ampliado do grupo de louvor sobrepuja às vozes congregacionais, não podemos ouvir a nós mesmos cantando — então perdemos aquele aspecto de comunhão da congregação e somos encorajados a efetivamente nos tornarmos adoradores “privados” e passivos.
2. Se nós, a congregação, não podemos cantar juntos, não é adoração. Em outras formas de execução musical, os músicos e as bandas irão querer improvisar e “serem criativos”, oferecendo novas execuções e exibindo sua virtuosidade com todo tipo de diferentes trills e pausas e improvisações na melodia recebida. Novamente, isso pode ser um aspecto prazeroso de um concerto, mas na adoração cristã isso significa apenas que nós, a congregação, não conseguimos cantar junto. Então sua virtuosidade desperta nossa passividade; sua criatividade simplesmente encoraja nosso silêncio. E enquanto vocês possam estar adorando com sua criatividade, a mesma criatividade na verdade desliga a canção congregacional.
3. Se vocês, o grupo de louvor, são o centro da atenção, não é adoração. Eu sei que geralmente não é sua culpa que os tenhamos colocado na frente da igreja. E eu sei que vocês querem modelar a adoração para que nós imitemos. Mas por termos encorajado vocês a basicamente importar formas de execução do local do concerto para o santuário, podemos não perceber que também involuntariamente encorajamos a sensação de que vocês são o centro das atenções. E quando sua performance se torna uma exibição de sua virtuosidade — mesmo com as melhores das intenções — é difícil opor-se à tentação de fazer do grupo de louvor o foco de nossa atenção. Quando o grupo de louvor executa longos riffs, ainda que sua intenção seja “ofertá-los a Deus”, nós na congregação nos tornamos completamente passivos, e por termos adotado o hábito de relacionar a música com os Grammys e o local de concerto, nós involuntariamente fazemos de vocês o centro das atenções. Me pergunto se há alguma ligação intencional na localização (ao lado? conduzir de trás?) e na execução que possa nos ajudar a opor-nos contra estes hábitos que trazemos conosco para a adoração.
Por favor, considerem estes pontos com atenção e reconheçam o que eu não estou dizendo. Este não é apenas algum apelo pela adoração “tradicional” e uma crítica à adoração “contemporânea”. Não pense que isto é uma defesa aos órgãos de tubos e uma crítica às guitarras e baterias (ou banjos e bandolins). Minha preocupação não é com o estilo, mas com a forma: O que estamos tentando fazer quando “conduzimos a adoração?” Se temos a intenção que a adoração seja uma prática congregacional de comunhão que nos traz a um encontro dialógico com o Deus vivo — em que a adoração não seja meramente expressiva, mas também formativa² — então podemos fazer isso com violoncelos, guitarras, órgãos de tubos ou tambores africanos.
Muito, muito mais poderia ser dito. Mas deixe-me parar por aqui, e por favor receba esta carta como o encorajamento que ela foi feita para ser. Eu adoraria vê-los continuar a oferecer seus dons artísticos ao Deus Triuno que está nos ensinando uma nova canção.
Sinceramente,
Jamie
________________
Notas:
¹Desiring the Kingdom – Worship, Worldview, and Cultural Formation (Desejando o Reino – Adoração, Cosmovisão e Formação Cultural) [N. do T.]
² De acordo com o The Colossian Forum, a despeito de a adoração ser encarada hoje em dia apenas como algo que se vai em direção a Deus (expressão), ao longo da história ela sempre foi encarada também como a causadora de algo em nós (formação). “A adoração cristã é também uma prática formativa justamente porque a adoração também é um encontro ‘descendente’ no qual Deus é o atuante primário” (Fonte: http://www.colossianforum.org/2011/11/09/glossary-worship-expression-and-formation/). [N. do T.]
Por James K.A. Smith. Original: forsclavigera.blogspot.com.br

4 de junho de 2012

Ungir instrumentos ou SERMOS instrumentos ungidos?



Uma das maiores tolices que eu como músico e cristão, que faço músicas (não músicas "cristãs", pois música não se converte, e sim músicas com temas cristãos - e até mesmo seculares, por que não?), é uma mania absurda chamada "unção de instrumentos". Muita gente cegamente manda o pastor ungir - ou até a própria pessoa o faz - seu teclado, guitarra, violão, atabaque, bateria, pandeiro, microfone, tudo o mais, dizendo assim estar não só separando APENAS pra tocar músicas "cristãs" (hipocrisia extrema), como também pra que emanem desses instrumentos a libertação para as pessoas, como acontecia com a lira de Davi (I Sm 16.14-23).

A questão problema disso tudo está em duas coisas básicas (1ª) - Não existe, como eu já afirmei, música "cristã". Existem músicas com temática cristã, músicas com temáticas "positivas" (ou seja, não voltadas especificamente pro Evangelho - músicas românticas, de protesto, poéticas, etc), músicas de temática PSEUDOCRISTÃ (isso está LOTADO no meio gospel de uns tempos pra cá) e músicas de temáticas espúrias (com ênfase em sexo vulgar, violência gratuita, temáticas místicas e/ou diabólicas, anticristãs/antiDeus e/ou incentivadoras de práticas abomináveis). Cabe ao músico cristão saber discernir tais coisas e saber escolher as duas primeiras opções (ou no mínimo apenas a primeira, caso Deus tenha assim determinado em seu coração) e afastar-se das duas últimas; (2ª) Em nenhum momento da Bíblia vemos que alguém, seja Davi ou outra pessoa, que tenha pego sua lira e derramado óleo da unção sobre ela. Davi sim foi ungido, mas o que mais determinou a capacidade de libertação em sua lira não foi nem a lira em si, a música que emanava dela ou a unção com óleo que Samuel derramou sobre Davi, mas sim A COMUNHÃO DE DAVI COM DEUS. Observemos que no texto de I Samuel que foi separado nesse texto Davi está orando por Saul, que TAMBÉM HAVIA SIDO UNGIDO PELO MESMO SAMUEL - Saul chegou até mesmo a profetizar a Deus após a unção (I Sm 10.5-13) - mas vejam só, precisava naquele momento de libertação, pois havia perdido a comunhão com Deus em troca de agrados e aprovação do povo (que lição essa pros que vivem achando que PASTOR por ser "ungido do Senhor" é um ser blindado e infalível!). Unção com óleo nunca tornou NINGUÉM santo e perfeito, apenas era um simbolismo de separação para uma obra específica.

Sinceramente, ao meu ver, muito mais útil que ficar melando os instrumentos com óleo é SER UM INSTRUMENTO UNGIDO de Deus. E quando eu digo isso, não tem NADA A VER com pedir pro pastor te melecar com óleo, e sim VIVER EM COMUNHÃO COM DEUS para ser realmente usado por ele, por seu Espírito Santo. Eu em meus 10 anos como músico NUNCA pedi pra ungirem meu teclado, minha gaita e nem o farei com meu violão. EU que tenho que saber bem o que estou tocando e também viver para o Senhor de verdade. Na Bíblia de Estudo de Louvor e Adoração publicada pela SRG Publicações existe um estudo do Ronaldo Bezerra que fala justamente de ser um músico consagrado a Deus. Muitos pedem pra ungir seu violão e amanhã estão tocando numa roda de amigos músicas infames e anticristãs. Alguns tocam no altar com baterias ungidas e depois do culto estão num motel com uma irmãzinha que não é a esposa dele. Tocam em guitarras ungidas solos em ALTÍSSIMO volume pra igreja toda ensurdecer e quando o responsável pela mesa de som regula o volume, o guitarrista só falta quebrar o instrumento no palco igual àquelas bandas de rock grunge. E então, é mais importante UNGIR UM INSTRUMENTO MUSICAL ou TER SUA VIDA COMO INSTRUMENTO SEPARADO PARA DEUS?

31 de julho de 2011

As sete razões para não chamar músicos de igreja de levitas


Levitas do passado (risos)
Josaías Jr.
Sei que esse assunto já foi batido e rebatido várias vezes, por isso é possível que esse texto não apresente nenhuma novidade para alguns irmãos. Entretanto, gostaria de compilar aqui algumas das melhores razões para não usarmos a expressão levita para designar as pessoas que tocam e cantam no “período de louvor”. E mesmo que você não use o termo, proponho que leia pelo prazer de ver a história da salvação se desenrolando na figura do sacerdote.
Com isso, desejo não apenas levar irmãos a repensarem esse costume, mas também mostrar que a teologia por trás do sacerdócio levítico é muito mais bela, ampla e grandiosa do que parece.  Quero deixar claro (antes que alguém objete) que uma igreja pode usar essa expressão e ainda realizar cultos de adoração verdadeira, e que ninguém será condenado pelo uso do termo.  Entretanto, não há nenhuma boa razão para cometer esse erro deliberadamente. E, creio, qualquer desvio do ensino bíblico, mesmo os que parecem mais simples, podem ser portas para distorções perigosas. Por isso, sugiro que líderes e pastores levem em consideração o que está exposto aqui.

1) Nem todos os levitas eram músicos

A Bíblia relata, é verdade, que existiam levitas envolvidos com a música no antigo Israel. Vemos corais e bandas formados por membros da tribo de Levi e voltados exclusivamente para esse ministério. Entretanto, também lemos sobre levitas que cuidavam de outras atividades cultuais, como o sacrifício, e aqueles que se  envolviam  em tarefas  administrativas e operacionais.


Sei que alguns defensores da expressão “levita” sabem disso. (Por exemplo, o polêmico concurso “Promessas” admite isso em seu site oficial). Ainda assim, preferiu-se ignorar todas as outras funções associadas ao ministério levítico e concentrar-se apenas nessa.  Por quê?

Alguns entendem que é por estrelismo dos músicos, mas prefiro pensar que há um motivo mais profundo – a valorização medieval de funções “sagradas” em detrimento de funções “seculares”. Varrer o chão, organizar culto, carregar coisas – qualquer um faz. Adorar, somente os crentes. Há um fundo de verdade aí, mas também há uma ignorância quanto ao chamado geral de Deus para humanidade. Tanto o administrador quanto o zelador podem glorificar a Deus em suas respectivas funções. Isso não é um culto público, mas é um culto.

Assim, alguém responsável por assuntos cotidianos como arrumar cortinas do templo poderia “ser tão adorador” quanto Asafe, o compositor. E  um músico no culto público pode estar profanando o nome de Deus – se seu alvo não for a glória do Criador.

2) O chamado levítico originalmente envolvia toda a humanidade

Um dos assuntos mais interessantes da Bíblia é a teologia do local de adoração. Quando Adão e Eva foram criados, eles receberam um chamado de glorificar a Deus por meio do casamento e da procriação, do domínio sobre a natureza e do descanso no sétimo dia. E eles foram colocados em um Jardim, onde poderiam adorar o Criador e exercer a função de guardar e cuidar do Éden.


Algo que passa despercebido pela maioria dos cristãos é que Moisés e outros autores bíblicos repetiram certas expressões e símbolos sobre o  Jardim do  Éden quando falavam sobre o tabernáculo e o templo.  Ou seja, o Éden era um “templo” que deveria ser guardado pelos primeiros levitas  – Adão e Eva. O termo “lavrar e guardar”  (Gn 2.15) é a mesmo usado para as funções dos levitas em Números 3.7-8, 8.26  e  18.5-6. O chamado de adoração e cuidado com o “templo” é um chamado geral, dado a nossos primeiros pais, assim como o casamento, a família, o trabalho e o descanso.

“Se o Éden é visto como um santuário ideal,  então talvez Adão deva ser descrito como um Levita arquetípico”  (Gordon J. Wenham)1

 

3) O levita tinha um papel de mediador, assumido por Cristo

Como ungidos do Senhor, os levitas tinham  um papel  de mediar a Aliança entre Yahweh e o povo de Israel. Eles não eram simplesmente  pessoas que “ministravam a adoração” para a congregação. Muitos veem o povo realizando sacrifícios e entendem que aquilo era o paralelo de nossos momentos de louvor hoje. Há certa relação, mas os sacerdotes faziam muito mais.

Como mediadores, eles exerciam o papel de representar Deus para o povo e representar o povo para Deus. É por isso que esse era um cargo de extrema importância e perigo. Se  o levita chegasse contaminado na presença de Deus, ele estava dizendo que  a nação estava em pecado.  Se  ele chegasse maculado  na presença de Israel, era uma blasfêmia – “Deus” estava corrompido. Eles não estavam simplesmente realizando cultos, eles tornavam o culto possível.

Hoje, esse papel é cumprido perfeitamente por nosso sacerdote e cordeiro Jesus. Como perfeito Deus e perfeito homem, ele pode posicionar-se como representante de Yahweh diante do povo e representante da igreja diante de Deus.  Como afirma o Apóstolo, “há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1 Tm 2.5). Assim, o ministro de louvor hoje é meramente alguém dependente do verdadeiro mediador, aquele que torna o culto possível, o Senhor Jesus.


4) Jesus não é representante do sacerdócio levítico


Entretanto, apesar de sacerdote, Jesus não pode ser considerado um levita. Um motivo para isso é biológico – ele não é descendente de Levi, mas de Judá. Como ele poderia assumir a função sacerdotal? O segundo motivo é teológico. O autor de Hebreus ensina que Jesus é sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque  (Hb  5.10).

O Salmo 110 (não sem motivo o texto do Antigo Testamento mais citado no Novo) nos fala de um rei-sacerdote que se assenta no trono de Davi. De fato,o próprio Davi cumpriu certas funções sacerdotais sem ser realmente um levita. Como isso seria possível? Isso acontece porque esse sacerdote é da mesma ordem de um misterioso personagem de Gênesis 14, um rei de Salém (note as sílabas finais de uma tal Jerusalém) chamado Melquisedeque.

Esse personagem, por estar envolto em tanto mistério, é considerado uma figura de Cristo. Ele era “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus”  (Hb 7.3) e tanto rei de justiça, quanto de paz (7.2). Assim,valorizar demais o sacerdócio levítico pode nos levar a renegar uma ordem superior, a de Melquisedeque, por quem vem a perfeição  (Hb 7.11).

5) A Nova Aliança, da qual fazemos parte, tornou o sacerdócio levítico caduco

O autor de Hebreus vai mais além e diz que o sacerdócio da ordem de Arão foi revogado. Diante da superioridade de um sacerdote que é eterno  (Hb 7.24), mediador de uma Aliança  superior (Hb 8.6), ele conclui que o sistema anterior era fraco e não podia aperfeiçoar (7.18,19).

Usando o relato sobre Abraão e Melquisedeque, o autor de Hebreus mostra que, quando o Patriarca entregou seus dízimos ao Rei de Salém, estava ali comprovado que o sacerdócio levítico era inferior ao sacerdócio de Jesus.  Como assim? Ele explica que a tribo de Levi era  responsável pelo recolhimento do dízimo no antigo Israel. Mas o que vemos em Gênesis? Um antepassado dos levitas entregando as ofertas e sendo abençoado por outro sacerdote! Levi, ainda nos lombos de Abraão (7.10), colocou-se debaixo da autoridade de Melquisedeque.  Como sabemos, somente o maior abençoa o menor (7.7).

Assim, depois dessa interpretação pouco usual (mas inspirada), o autor de Hebreus conclui – a Nova Aliança envelheceu a primeira, que está velha e prestes a acabar (8.13). Assim, fazer referência a essa instituição em cultos neotestamentários é exaltar as sombras que  passaram, que não aperfeiçoam (10.1) e são fundadas no que é terrestre e passageiro (8.2).

6) Em Cristo, todos somos sacerdotes

Unidos a Cristo, somos tratados como portadores de sua perfeita vida de obediência e, assim, podemos  ser  considerados sacerdotes. Um dos  chamados de Israel era ser um reino de sacerdotes (Êx 19.6) – justamente a posição que Adão falhou em cumprir. O apóstolo Pedro aplica essa expressão à igreja e afirma que somos sacerdócio real (1 Pe 2.9).

Da mesma forma que a  humanidade foi chamada, no primeiro  Adão, para guardar o Éden, a nova humanidade, no último Adão, é chamada a ministrar na Nova Criação.  Todos os crentes são chamados a adorar e oferecer sacrifícios (Rm 12.1), não apenas uma classe especial  de pessoas. É isso que chamamos de sacerdócio universal dos crentes.

7) Cria uma divisão entre crentes “levitas” e “não-levitas”

A  última razão é mais prática que teológica. Em muitas igrejas, essa separação entre “ministros de louvor” e a congregação gera uma perigosa classificação de  espiritualidade.  É claro que pessoas que se colocam à frente da congregação (e, de certa forma, ensinam e lideram o rebanho) devem tomar um cuidado especial em relação a suas atitudes e serão responsabilizados mais rigorosamente.


Entretanto,  isso  não coloca necessariamente os cantores e  músicos em algum tipo de posição diferente, como alguém  mais consagrado, um foco maior de ataques do inimigo, imune à críticas, etc. Tanto  pastores, quanto músicos e “leigos” são aceitos por Deus por meio da fé em Cristo, porque ele viveu e morreu de forma perfeita por nós. Diante de Deus, todos têm 100% de aprovação.


Ao mesmo tempo em que músicos e cantores devem estar atentos  para que não caiam, eles precisam se  lembrar de que a cruz nivela tudo – somos todos merecedores da ira eterna, somos todos considerados perfeitos por Deus. Em Cristo, não em Levi, todos somos templo,sacrifício e sacerdotes. Se Deus nos uniu assim, quem somos nós para separar?


Em Cristo, não em Levi, todos somos templo, sacrifício e sacerdotes. Se Deus nos uniu assim, quem somos para separar?



 Em iPródigo divulgação Genizah