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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18
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20 de fevereiro de 2017

Smilinguido: agenda do personagem infantil causa polêmica por abordar temas sexuais


O Smilinguido é um dos personagens infantis voltados ao público gospel mais conhecidos no Brasil. Há décadas, cartões, camisetas, livros e outros produtos são distribuídos em lojas voltadas ao público cristão. No entanto, uma agenda de 2017 vem causando polêmica nas redes sociais por causa da abordagem de temas ligados ao sexo.
Apesar de ser uma marca identificada com o público infantil – e de manter uma linha visual que continua atraindo a atenção de crianças – o Smilinguido não é mais exclusivo para crianças. Uma série de produtos é voltado, agora, ao público feminino adulto. E dessa abordagem não tão clara surgiu uma grande confusão.
A referência a questões sexuais em frases no rodapé da agenda e os devocionais sem a referência exata à Bíblia Sagrada foi motivo de protesto por parte de uma consumidora da marca, em sua página no Facebook.
“Amigos, não comprem para suas crianças a agenda 2017 do Smilingüido. Minha sobrinha ganhou uma de presente e tem um mês apenas sobre sexualidade. Não é agenda infantil, apesar do desenho ser ultra infantil. Fora isso, o devocional veio cheio de erros indicando capítulos e versículos que não existem”, protestou Leiliane Lopes.

Nos comentários, a reação à queixa de Leiliane foi de indignação. “Fundo do poço”, disse um dos internautas. “Que absurdo”, comentou outro. Em meio às reações de quem viu a publicação, houve quem ponderasse sobre os motivos da abordagem do tema: “As mensagens são totalmente necessárias. O erro está apenas na falta de uma indicação de faixa etária”.
Esse raciocínio foi confirmado por Leiliane: “Por isso falei para não comprarem para crianças… a menos que os pais estejam dispostos a responder as perguntas que minha sobrinha me fez… inclusive o que é Eros”, comentou. “Gente… faltou versículos tbm. A intenção foi boa, mas isso deve ser corrigido!”, respondeu uma das pessoas que interagiu na publicação.

Outro lado

Gospel+ procurou a assessoria de imprensa da Editora Luz e Vida para obter um posicionamento a respeito da polêmica. Em contato telefônico não foi possível esclarecer a questão. Dias depois, por e-mail, o superintendente da empresa, Samuel Eberle dos Santos, respondeu as perguntas, esclarecendo que o produto em questão é voltado ao público feminino adulto.
Questionado se houve preocupação com o efeito que a abordagem de questões sexuais no produto teria sobre crianças que tivessem contato com a agenda, Santos argumentou que a proposta é de alcançar clientes que cresceram com o Smilinguido e hoje seguem fiéis à marca.
“O portfolio de produtos do Smilinguido é constituido de mais de oitocentos itens tendo produtos destinados as crianças, a universitários e para o publico adulto, sobretudo o público feminino. O Smilinguido é um personagem evangélico que tem trinta e sete anos de existência. Muitos adultos e jovens que foram influenciados pelas mensagens do personagem enquanto crianças continuam adquirindo produtos com o personagem e assim demandando produções específicas. No caso da Agenda em particular, o conteúdo é direcionado para juniores adolescentes e adultos, não para crianças. Não foi abordado assuntos sexuais com crianças e também o público que adquire esse produto (agendas) não é propriamente crianças”, disse.
Sobre a alegação de que há, na agenda, devocionais sem referências bíblicas corretas, Santos foi incisivo: “Não confirmamos. São quase duzentos versiculos biblicos, se algum estiver com o endereço errado foi um lapso de revisão”, argumentou.
Diante do fato de que crianças acabam atraídas pelos produtos Smilinguido, mesmo quando são voltados a um público de maior idade, Santos foi questionado se há preocupação da parte da editora em transmitir alguma mensagem preventiva em relação à identidade de gênero, tema caro à maioria dos cristãos no país. A resposta foi ampla.
“No caso da agenda do Smilinguido 2017 o tema não é sexualidade, é Amor. As páginas lidas fora do contexto, podem denotar essa idéia, mas dentro do contexto está claro que a abordagem é sobre o amor, sendo a sexualidade uma das dimensões do amor”, pontuou o superintendente da Luz e Vida.
“Em outras edições da Agenda do Smi, inclusive por orientação de pedagogas cristãs, publicamos um Calendário Menstrual (já que o publico predominante era de adolescentes femininos), alguns pais reclamaram, nós eliminamos, mas continuamos recebendo pedidos para que volte a ser publicado, pois há um aspecto didático nessa publicação. Não estamos convencidos de que devemos publica-lo novamente exatamente por ser polêmico”, acrescentou Santos.
Ainda sobre a mesma questão, o superintendente levantou questões que tornam o tema ainda mais complexo: “A Bíblia não omite o amor e o sexo. Está claro em alguns episódios: o adultério de Davi; A Mulher adultera… o próprio livro de Cantares de Salomão; só para citar alguns, mas há outros talvez mais agudos como Incesto, o caso de Onã (Gn38.8), etc… se uma pessoa de doze anos está apta a fazer sua profissão de fé e receber o batismo, deve estar apta para ler a Bíblia toda; ou deveremos priva-la da leitura da Bíblia? Ou fazer uma edição censurada da Bíblia? Veja é um assunto muito delicado”, afirmou.
No entanto, nesse ponto, Santos não fez considerações sobre o fato de que, na cultura evangélica brasileira, a maioria das igrejas promove grupos de estudos da Bíblia para adolescentes com temas apropriados à idade, geralmente baseados na mensagem do Novo Testamento.
A proposta da editora, segundo frisou Santos, é abordar questões relevantes de uma forma que não promova conflitos com o método de educação escolhido por cada família e respeitando os princípios bíblicos.
“Nós, da Luz e Vida respeitamos a orientação que cada família tem para seus filhos, por isso não queremos que nossas publicações sejam polêmicas. Sexo e sexualidade são temas de difícil abordagem. Infelizmente fomos infelizes ao publicar em algumas páginas, textos, inclusive bíblicos, que fora do contexto pudessem ofender alguns. Já nos retratamos com a pessoa e assumimos o compromisso de cuidar ainda mais com o conteúdo de nossos produtos. Não somos favorável a polêmicas, somos a favor da unidade”, destacou.
Sobre a indicação de faixa etária – questionada pelos clientes da empresa na rede social -, Santos disse que “não há no mercado alguma agenda com indicação de faixa etária”, novamente desconsiderando a peculiaridade do produto em questão, que permanece associado às crianças.
Santos concluiu os esclarecimentos sobre o assunto reiterando que a Editora Luz e Vida tem como missão “aproximar as pessoas a Deus”, e que isso faz parte dos valores de “fidelidade aos princípios cristãos; honestidade, simplicidade, respeito ao cliente interno e externo”.
Via: Gospel Mais

9 de fevereiro de 2017

Dono de sex shop, casal evangélico dá consultoria sobre vida íntima

João e Lidia Ribeiro, casados há oito anos, são proprietários de uma sex shop especializada no público evangélico
Há quase cinco anos, João Ribeiro e sua esposa Lidia parecem ter encontrado sua missão na Terra: ajudar outros casais a viver no paraíso dentro e fora do quarto. Eles são proprietários de uma sex shop em Jandira, no interior de São Paulo, onde vendem produtos eróticos e aconselhamento para crises conjugais. Seu público-alvo é a comunidade evangélica (da qual fazem parte), que comunga vários tabus e proibições em relação à sexualidade.
A cor vermelha, por exemplo, está associada ao “mal” e não deve ser usada em lingeries. Sexo oral e anal também são tópicos polêmicos que dividem pastores e fiéis. Pode ou não pode? E vibrador, posições do Kama Sutra, fetiches? Pode ou não pode? “Deus está mais preocupado com a falta de amor entre as pessoas do que com o amor de um casal entre quatro paredes”, diz João, condenado por seus pares religiosos mais tradicionais. O inferno são os outros, né, Sartre? 

– Por que vocês resolveram entrar no mercado erótico? 
JOÃO – Alguns amigos nossos viviam crises conjugais e não tinham como ser ajudados pela comunidade evangélica por causa do tabu em relação à sexualidade. Muitos líderes das igrejas evangélicas dizem que, se o casamento está atormentado, é culpa do diabo. Em 80% dos casos, a crise acontece por falta de diálogo, de companheirismo, de carinho, de entender as necessidades do outro. Queríamos aconselhar essas pessoas, abrir um espaço para a conversa e mostrar que alguns cosméticos sensuais poderiam ajudar. 

– Antes disso, vocês já usavam produtos eróticos? 
JOÃO – Eu nunca tinha entrado em um sex shop ou utilizado produtos do gênero porque nunca passamos por uma crise conjugal. Mas começamos a pesquisar sobre o mercado erótico para ajudar os outros, vimos que nem tudo estava ligado à pornografia (existe uma imagem errada de um lugar com neon, cabines, paredes vermelhas…) e descobrimos os cosméticos sensuais. Hoje testamos juntos as novidades e damos consultoria para fabricantes – desenvolvemos a linha In Heaven (traduzido do inglês como “No Paraíso”) com a marca Intt. É voltado para a comunidade evangélica, com embalagens mais discretas e sabores mais suaves. 

Cosméticos sensuais são os produtos mais vendidos na sex shop do casal
– Qual a diferença entre o sex shop tradicional e o evangélico? Existem produtos proibidos, por exemplo, como próteses penianas e DVD pornográficos?
JOÃO – Não vendemos nenhum tipo de pornografia, bonecas infláveis nem produtos para satisfação individual. Nosso foco são os casais. O que mais sai são cosméticos sensuais, mas também temos vibradores (bullets, estimuladores clitorianos e ponto G), fantasias eróticas, lingeries… Uma das coisas que leva à crise conjugal é a monotonia. Esses produtos funcionam como brincadeiras que proporcionam prazer e fortalecem a relação. Você vai para o inferno porque usa? Não faz sentido. Vamos pensar em Deus como um ser de amor, não como um carrasco que gosta de ver você sofrer. 

– Deus se importa com o que o casal faz entre quatro paredes? 
JOÃO – Deus tem sete bilhões de pessoas no mundo inteiro para cuidar. Acho que ele está mais preocupado com a falta de amor entre as pessoas do que com o amor de um casal entre quatro paredes. Algumas igrejas mantêm dogmas que nos deixam chocados. Por exemplo: o homem e a mulher não devem fechar os olhos durante o ato sexual porque podem pensar em outra pessoa, o que seria pecado. Isso não está escrito na Bíblia, são regras inventadas para controlar os fiéis. Deus só disse “Crescei e Multiplicai-vos”, não disse que não devemos ter prazer nas relações ou quais posições sexuais são condenadas.

João e Lidia recorreram a pseudônimos para lançar a trilogia “Sete Pecados ao Vento”, que consideram um “romance sensual” 


Publicado originalmente em Yahoo

6 de janeiro de 2017

“Quando a igreja não discute gênero, ela nega direitos humanos”, diz evangélica feminista

"O que precisa ser entendido é que gênero e religião combinam", afirma Valéria Vilhena (foto: Junior Lago/UOL)
“O que precisa ser entendido é que gênero e religião combinam”, afirma Valéria Vilhena (foto: Junior Lago/UOL)
Marcelle Souza, no UOL
De berço evangélico pentecostal, Valéria Vilhena se incomodou na juventude com as restrições ao corte de cabelo, ao modo de se vestir e de se comportar impostos pela igreja. “Me vi feminista muito cedo”, diz a teóloga, que é mestre em ciências da religião e doutora no programa Educação, História da Cultura e Artes, da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Ao longo da vida, frequentou diferentes templos cristãos, percebeu outras restrições às mulheres e, sem encontrar o seu lugar, decidiu abandonar a igreja, mas não sua fé. Em 2015, fundou, ao lado de outras mulheres, o EIG (Evangélicas pela Igualdade de Gênero), movimento para discutir temas relacionados à violência contra a mulher e à igualdade de oportunidades nas estruturas religiosas.
Em novembro de 2016, Vilhena viu sua pesquisa virar notícia, sem crédito, em sites e nas redes sociais sob o título “40% das mulheres que sofrem violência doméstica são evangélicas”. O dado está em seu livro “Uma Igreja sem voz: análise de gênero da violência doméstica entre mulheres evangélicas”, estudo qualitativo feito na Casa Sofia, espaço de acolhida para vítimas localizado na zona sul de São Paulo.
Em entrevista ao UOL, Vilhena falou sobre feminismo, cultura do estupro, violência doméstica e critica políticos ligados à religião.
UOL – Como você recebeu a notícia de que sua pesquisa estava em vários portais evangélicos?
Valéria Vilhena –
 O que eu coloquei na pesquisa é que aproximadamente 40% das mulheres atendidas na Casa Sofia, que era o meu campo de pesquisa, se declaravam evangélicas. Então, é uma amostragem de pesquisa. Isso viralizou, mas eu arriscaria que a porcentagem pode ser maior. A cada 4 minutos uma mulher agredida dá entrada no SUS [Sistema Único de Saúde]. Quantas dessas mulheres me responderiam que são evangélicas? Esse estudo a gente não tem.
UOL – Como você chegou a essa informação de que quase metade das atendidas na Casa Sofia eram evangélicas?
Vilhena –
 Foi na época do meu mestrado, fui escolher meu campo de pesquisa. Nas delegacias, achei que seria muito difícil angariar dados, então decidi ir para as unidades de atendimento: a Casa Eliane de Grammont [na Vila Mariana] e a Casa Sofia [no Jardim Dionísio]. Em ambas, a questão da religião e violência doméstica precisavam ser analisadas. A diferença é que a maioria das mulheres da Casa Eliane de Grammont, segundo as profissionais, se declarava Seicho-No-Ie. Então, elas pensavam: “eu estou pagando pelo meu karma”. Essa “justificativa” religiosa precisava ser observada. E na Casa Sofia, na primeira visita, a assistente social falou para mim: Valéria, a gente tem mais dificuldade com as mulheres evangélicas, porque elas abandonam mais o tratamento oferecido.
UOL – Por quê?
Vilhena –
 Isso que eu queria entender. E aí algumas coisas o campo me mostrou, como, por exemplo, a questão do medo. Marquei uma entrevista com uma mulher evangélica e, no dia recebi um telefonema dela. “Olha, dona Valéria, eu não eu posso ir”. “Mas, por quê?”. “Não, porque o meu marido falou que essas coisas sempre vão para a televisão”. Eu falei: “eu tenho um compromisso com a senhora, não vai ser divulgada imagem nem o nome da senhora. Mas por que a senhora contou para o seu esposo?”. “Porque eu sofro violência, mas ele também é o meu pastor, ele é a voz de Deus na minha vida. Eu não vou conseguir ir”. Isso foi recorrente. Elas desistiam, não iam. O medo é um ponto, mas eu acho que é muito importante falar do aconselhamento pastoral. Quando essa mulher vai procurar o seu pastor para dizer que ela está sofrendo violência, normalmente ela não recebe apoio, o pastor aconselha mais submissão, em nome de Deus: “Seja sábia, fique calada, não enfrente”. A questão da interpretação, da hermenêutica da teologia, acaba fortalecendo ainda mais esse quadro de violência contra as mulheres no meio evangélico, porque a teologia que é passada é a da obediência ao marido. Normalmente, essas mulheres acabam culpando o satanás, o inimigo, o diabo, algo externo. Elas não conseguem olhar para a própria relação de violência que vivem.
UOL – Neste ano, muito se discutiu sobre a cultura do estupro. Você acha que ela ganha eco também nesses espaços de fé, nessas comunidades religiosas?
Vilhena –
 Acho que é importante pensar e admitir todo tipo de violência dentro das igrejas. Eu costumo falar para os evangélicos: “infelizmente, é aquele irmão bacana, que te dá ‘a paz do senhor’, que é o agressor, que tem potencial de ser agressor”. Se a gente pensar na cultura do estupro, tenho doutrinas na igreja que são muito mais rígidas com as meninas do que com os meninos. Nós, mulheres, é que provocamos com as nossas roupas, com a nossa maquiagem, com o nosso brinco. A partir do momento em que eu reproduzo esses discursos, dou uma base doutrinária, teológica, para que as mulheres tenham um maior cuidado em se vestir para não provocar as “vítimas”, que são os homens, tenho que pensar sim na cultura do estupro. Quantos pais educam as filhas diferentes dos filhos? Se há um tratamento diferente para meninos e meninas, há violências, no plural, simbólica, física, sexual. Então a gente tem que pensar sobre isso.
UOL – Vocês são convidadas por igrejas a discutir esses assuntos?
Vilhena –
 Muito difícil, raro. É interessante que no fórum muitos líderes vieram nos dar apoio: “Vamos marcar um evento na nossa igreja, vamos convidá-las”. Isso nunca aconteceu. O acolhimento por parte dos evangélicos dessa tal ideologia de gênero acabou prejudicando ainda mais o nosso trabalho, porque ninguém pensou, quando retirasse gênero da educação, que estariam retirando também o debate sobre as violências físicas, emocionais ou simbólicas contra as mulheres, inclusive dentro da igreja.
UOL – Qual é o papel da mulher hoje nas igrejas evangélicas?
Vilhena –
 Quando encontramos pastoras, estão em igrejas pentecostais e neopentecostais pequenas ou fundadas por elas. Muitas mulheres da Assembleia de Deus e da Igreja Quadrangular nem conhecem suas fundadoras ou cofundadoras. Não percebem que, no início da história dessas igrejas, os homens decidiram que as mulheres dali para a frente ficariam fora. Posso dizer que a maioria dos evangélicos não têm mulheres à frente dos trabalhos. Elas são bem-vindas para serem mulheres de oração, de intercessão, para arrumar a igreja, para levar toalhinha, para cuidar da limpeza da igreja e para fazer visitas. Elas estão nos espaços de serviços, não de liderança da igreja.
UOL – Há espaço na igreja para feministas evangélicas?
Vilhena –
 De uns dois anos para cá, tive a feliz notícia de que havia um grupo de feministas cristãs, que tinham um blog, página no Facebook. São meninas lindas, jovens, feministas, que estão sempre atentas às pregações e discutindo as questões de gênero. Elas não têm interesse em deixar de serem cristãs, são mulheres e meninas feministas que trabalham pela igualdade de gênero e de oportunidades também na igreja. Há uma pluralidade religiosa entre as feministas cristãs e eu acho isso muito legítimo, muito bacana. A questão não é ficar discutindo: pode ser feminista e pode ser cristã? Elas não discutem isso, elas vivem o feminismo.
UOL – E como elas são recebidas nas igrejas?
Vilhena –
 Acho que é sempre de forma tensa. Hoje não frequento nenhuma igreja, não sou mais “igrejeira”, e fico muito feliz que elas estejam conseguindo, que não fizeram o que eu fiz, de ter me afastado. O que precisa ser entendido é que gênero e religião combinam. O que não combina é a violência. A religião é mais resistente a mudanças, mas, como qualquer cultura, não é estática e dura, é dinâmica, está em movimento. Eu fui criada em uma igreja em que era pecado cortar cabelo, se depilar, usar maquiagem, calça comprida. Me vi feminista muito cedo dentro da igreja e hoje, por essas questões não serem mais consideradas pecado, muitas mulheres já se acham muito modernas, mas outras percebem que o sufocamento ainda é grande.
UOL – A bancada evangélica no Congresso se posiciona contra a conquista de alguns direitos, como casamento gay, o aborto, defende a Escola Sem Partido. Como você vê esse movimento?
Vilhena –
 Vejo com muita tristeza, como um profundo retrocesso. Dou aula para professores da rede pública na formação continuada e costumo falar: “se na sua religião é pecado se dar ao amor, ao afeto homo, não se dê esse prazer; se na sua religião é pecado o aborto, não cometa aborto”. “Na sua religião” é seu foro íntimo, é seu sistema de fé, fé não pode ser imposta a toda uma sociedade. Agora, pautar políticas públicas baseadas na minha fé dentro de um Estado laico é, no mínimo, um grande retrocesso. Eu penso até ser ilegal. Combater a violência doméstica é aliviar o SUS, do ponto de vista econômico e de saúde pública. A violência doméstica traz prejuízo para toda a sociedade. Daí eu pauto isso sob o meu sistema de crenças? Não posso. Quando a bancada evangélica sai pregando nos púlpitos que está lá para representar a vontade de Deus ou para proteger o único modelo de família, está pautando, na realidade, homofobia, racismo, sexismo e as violências que são perpetradas por conta dessas questões, que também são de gênero.
foto: Junior Lago/UOL
foto: Junior Lago/UOL

5 de janeiro de 2017

Padre italiano é acusado de fazer orgias na igreja e agenciar mulheres


Andrea Contin, de 48 anos, teve vídeos e brinquedos sexuais apreendidos.
Um padre italiano está sendo investigado por supostamente organizar orgias em sua reitoria.
O padre católico Andrea Contin, de 48 anos, pároco da igreja San Lazzaro, na cidade de Pádua, viveria de ganhos imorais e violência psicológica sobre seus paroquianos, afirma a mídia local. 
Vários brinquedos sexuais e vídeos, que mostrariam orgias acontecendo nas instalações da igreja, foram apreendidos após as queixas de três paroquianas. Esses vídeos, de acordo com o jornal "Corriere del Veneto", teriam em suas capas os nomes de vários Papas. 
Ainda segundo o "Corriere", Contin já viajou com "namoradas" para países como Áustria, França e Croácia, e visitou o resort francês de naturismo e swing Cap d'Adge. 
De acordo com o "The Times", Contin também é acusado de agenciar 15 "namoradas" em sites pornográficos. 
Em meados de 2016, um bispo local já tinha feito uma denúncia interna contra o padre, mas, na época, as autoridades da igreja não levaram o caso à polícia, justificando que ainda não haviam terminado sua própria investigação. 
Uma mulher de 49 anos que trabalhava como voluntária da igreja disse ao site do jornal "Il Mattino di Padova" que teve um caso com o padre Contin e chegou a ter relações sexuais com ele na reitoria. 
— Havia um monte de mulheres pairando ao seu redor. Eu não entendi isso no início, só mais tarde — conta ela, que preferiu não se identificar. 
Ao mesmo site, uma das supostas ex-namoradas do padre disse, em uma entrevista anônima, que Contin a perseguiu com mensagens e telefonemas antes de eles fazerem sexo. 
Até o momento, o padre Contin não foi preso, mas um promotor investiga as alegações. 

Publicado em O Globo

30 de setembro de 2016

Indústria põe "pomba cristã" em tubo de gel erótico e fatura com evangélicos


A fabricante brasileira de produtos eróticos Intt aposta em uma linha gospel para vender mais. As únicas diferenças em relação aos produtos convencionais são as embalagens, mais discretas e com uso de uma pomba (símbolo cristão), e os aromas, mais suaves. Com essas pequenas adaptações, diz ter aumentado as vendas em 30%.
A empresa apresenta novidades em produtos para casais evangélicos na Íntimi Expo, feira do mercado erótico realizada em São Paulo a partir desta quinta (29) até 1º de outubro, no Centro de Exposições Anhembi.
São seis lançamentos: géis comestíveis nos sabores menta, menta extraforte, morango com champanhe, tutti-fruti e canetas com calda comestível nos sabores brigadeiro e chocolate branco para escrever no corpo do parceiro.
As novidades vêm se juntar a outros quatro produtos da mesma linha lançados no começo do ano passado: um gel excitante para aumentar a sensibilidade feminina; um gel que promete aumentar o período de excitação do homem; um que diz reduzir o canal vaginal, dando sensação de "primeira vez"; e um gel vibrador que causa pequenas contrações na pele e nas mucosas.
Os preços variam entre R$ 15 e R$ 19,90 e são vendidos em sex shops e por meio de consultoras de vendas porta a porta.

Teve consultoria de casal evangélico

A linha gospel foi batizada de "In Heaven" (em inglês, no paraíso). Com os lançamentos, a expectativa é vender 15% mais, segundo Alessandra Seitz, diretora da Intt. A empresa não divulga dados financeiros, como faturamento e investimento nos produtos.
Ela diz ter identificado a oportunidade de negócio no segmento gospel com a ajuda de um casal evangélico dono de sex shop que dá consultoria a casais em igrejas.
"Eles vieram até nós e falaram deste segmento, que era desacreditado pelo mercado erótico, mas em que eles viam potencial. Falaram que os clientes pediam embalagens mais discretas e essências mais suaves. Resolvemos testar e, em um ano, já tivemos o aumento de 30% nas vendas", declara.
As embalagens são na cor branca e trazem uma pomba dourada, símbolo cristão.
A empresa existe há oito anos e fabrica mais de 400 produtos. Vende para todo o Brasil e exporta para toda a América Latina, EUA e Alemanha. Em outubro, vai participar da feira eroFame, na Alemanha, quando levará pela primeira vez a linha gospel ao exterior.

Evangélicos precisam de atenção especial

Para Paula Aguiar, presidente da Abeme (Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual), os evangélicos precisam de atenção especial, pois, muitas vezes, casam-se sem experiência sexual e podem se frustrar na relação.
"Os produtos eróticos vêm para ajudar a aumentar a intimidade entre os casais", diz.

Setor precisa se desvincular da pornografia

Segundo Edson Ichikava, analista do Sebrae-SP, a empresa inovou ao quebrar o paradigma em relação ao público religioso. "Eles se aprofundaram no segmento, ouviram o público desse nicho e desenvolveram um produto capaz de atender às suas necessidades. Foram pioneiros e por isso estão tendo resultados."
Ele diz que a principal dificuldade do mercado erótico é se desvincular da ideia de pornografia. "Orientamos os empresários a trabalhar mais a sensualidade, a saúde e o bem-estar dos casais, a deixar itens como próteses menos explícitos", declara.

Via: Uol

12 de junho de 2015

Evangélicos falam sobre virgindade e sexo no SuperPop

Evangélicos falam sobre virgindade e sexo no SuperPop
O programa SuperPop desta quarta-feira (10) deu destaque para o tema sexo após o casamento levando para o palco da atração da Rede TV o pastor Nelson Júnior, do Eu Escolhi Esperar, a pastor Sarah Sheeva e o casal Mariana e Felippe Valadão.
A apresentadora Luciana Gimenez e a jornalista Simone Garuti questionaram os presentes sobre os desafios de se manter puro até o casamento, querendo saber sobre a pressão da sociedade para que os jovens experimentem o sexo o quanto antes.
Felippe Valadão, que se casou virgem, fez questão de frisar que se trata de uma escolha e não de uma imposição, destacando que tais ensinamentos são para quem acredita na Palavra de Deus.
A pastora Sarah Sheeva, que lidera o ministério Culto das Princesas – além de dar palestras sobre defraudação emocional – contou que está há mais de dez anos sem ter relações sexuais, uma decisão tomada depois que ela se converteu.
Mariana Valadão comentou que foi educada com princípios cristãos e que mesmo tendo outros namoradores antes do pastor Felippe, ela conseguiu se preservar sexualmente e se manteve virgem até o casamento.
O casal disse que durante o namoro eles se conheceram, inclusive conheceram os defeitos um do outro. Foram um ano e oito meses de namoro até que eles se casaram, aceitando como são e se respeitando.
Assista:

10 de junho de 2015

27 de maio de 2015

Pregador islâmico: Homens que se masturbam ficarão com mãos grávidas


Mücahid Cihad Han - Reprodução/Twitter(@mucahid_han)
Um líder islâmico que costuma pregar em TV da Turquia advertiu que osmuçulmanos devem se afastar da masturbação. Do contrário, alertou Mücahid Cihad Han, eles terão as mãos grávidas na vida após a morte

De acordo com o "Huffington Post", a declaração foi dada quando Han atendeu a ligação de um telespectador casado, que dizia se masturbar mesmo durante o Umrah (peregrinação semelhante ao Hajj). 

"Uma lei islâmica diz que o homem que tem intercurso sexual com as próprias mãos vai encontrá-las grávida na vida após a morte", disse o religioso ao fiel.
Reprodução/Twitter(@mucahid_han)
Usuários do Twitter fizeram piada com a declaração de Han. "Há ginecologista de mãos na vida após a morte? Aborto é permitido lá?", zombou um deles.
Em resposta, o pregador ratificou suas palavras e repetiu que "masturbação é pecado".

Masturbação é um tema bastante controverso no Islã. O Corão não faz menção à prática onanista, deixando que clérigos e estudiosos façam suas próprias interpretações.
Via: Oglobo

8 de fevereiro de 2014

Evangélicas não querem vacinar filhas contra HPV


Acredita-se que o HPV - sigla em inglês pela qual é conhecido o vírus do papiloma (ou papilomavírus) humano - esteja diretamente relacionado com o câncer de colo de útero em cerca de 95% dos casos de incidência da neoplasia.

Estima-se, ainda, que de 25% a 50% das mulheres do mundo estejam infectadas com o HPV, correndo sério risco de desenvolver a enfermidade num determinado ponto de suas vidas.

A principal forma de contágio pelo HPV é a relação sexual, o que o torna a doença sexualmente transmissível (DST) mais frequente que se conhece.

O Ministério da Saúde brasileiro programou para 10 de março de 2014 o início da vacinação em massa (e facultativa) contra o HPV, tendo como público-alvo as meninas entre 11 e 13 anos, com o fim de diminuir a incidência da doença no futuro, com a redução dos custos humanos e de saúde pública a ela associados.

Não foi possível verificar com exatidão a origem da informação, mas circula na internet a reprodução de uma notícia de jornal (supostamente do Estado do Espírito Santo, vide abaixo) que diz que algumas mães evangélicas querem evitar que suas filhas tomem a vacina.


Um trecho da matéria relata o seguinte:
A pastora e psicanalista Raquel Diniz Jantorno, 38 anos, disse que não vai permitir que suas filhas - atualmente com 10 e 3 anos de idade - recebam a vacina quando tiverem idade para isso.
"Não tenho nada contra o cuidado do Ministério da Saúde com o povo brasileiro, mas acho que essa vacina é desnecessária. A melhor forma de prevenir Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) é a fidelidade no casamento.
De acordo com a pastora, a vacina em crianças e adolescentes pode estar incentivando uma iniciação sexual precoce. "Essa é uma idade em que os hormônios estão à flor da pele e tudo desperta curiosidade. Com a vacina, elas se sentiriam imunizadas e tentariam experimentar o novo".
Mais adiante, continua: 
A dona de casa Elizângela Gomes, 28, que é evangélica, tem uma filha de 7 anos e também disse não ver necessidade da filha receber a vacina quando estiver na idade.
"O que previne mesmo as meninas mesmo do HPV é a relação com um só parceiro. Desde já converso com ela, na linguagem simples que ela entenda, sobre a sexualidade". O presidente da Associação de Pastores Evangélicos da Grande Vitória, Enoque de Castro, acredita que a vacina é uma boa solução para a doença, mas concorda que a melhor prevenção é a fidelidade.
Com o devido respeito à opinião da "pastora e psicanalista", da dona de casa e do pastor-presidente, o que eles ignoram (ou fingem ignorar) é o fato de que, mesmo que suas filhas venham a ter um só parceiro sexual durante a vida, apesar de todas as precauções que tomarem, nada lhes pode garantir que exatamente esse único parceiro não esteja contaminado com o vírus HPV quando vier a ter relações sexuais com suas rebentas.

Isso sem contar, é claro, a confiança exagerada que os pais têm no seu próprio discurso, imaginando que só isso será suficiente para impedir que suas filhas se deixem levar pelas inúmeras influências com que se depararão na adolescência.

Afinal, mesmo que configurasse algum estímulo à iniciação sexual precoce, a vacina contra o HPV seria o menor deles, diante de tantos outros chamarizes na sociedade altamente erotizada em que vivemos.

Já que se preocupam tanto com esse bombardeio incessante de mundanismo, talvez fosse de bom tom refletir um pouco sobre o conselho de Paulo a Tito (1:15) - " Tudo é puro para os que são puros, mas para os corrompidos e incrédulos nada é puro; antes tanto a sua mente como a sua consciência estão contaminadas".

É na mente que mora a contaminação!

Com fidelidade ou não, seria muito melhor deixá-las desde já vacinadas contra um mal que lhes pode ser fatal. Simples assim...

8 de setembro de 2013

Produtos eróticos ganham público evangélico


Thais Plaza ensina novas consultoras a apresentar e a vender produtos eróticos

Por Maria Carolina Caiafa | Correspondente do The Christian Post

Um novo serviço parece estar ganhando fiéis entre o público evangélico: consultoras apresentam produtos eróticos para outras mulheres. Privacidade, discrição, atendimento exclusivo, solução de dúvidas e delicadeza ao tocar no assunto sexo são algumas características deste novo negócio. “As evangélicas não entram em lugares com fotos de pessoas nuas e próteses penduradas. Querem ser atendidas por amigas”, explica Thaís Plaza, de 33 anos, sócia da loja erótica Doce Sensualidade, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo (SP).



Gel Beijo(Foto: Divulgação)
Gel do Beijo é um dos produtos que incrementam o prazer oral.
Mônica Alves, 45 anos, frequentador da igreja Renascer, que também atua em São Paulo (SP) e redondezas, utiliza uma camiseta vermelha com os dizeres: Realize seus sonhos. Pergunte-me como. Ela oferece às clientes diversos apetrechos como calcinhas comestíveis de chocolate, camisolas transparentes e até o kit 50 Tons de Prazer, com chicote, vela e venda. Sua sacola com os diversos itens curiosos tem mais de 6 quilos. Nela, está bordado: A Sós - Vocês Podem Tudo.

Ela já revendeu cosméticos Avon e Natura e hoje utiliza esse talento para vendas para atender suas companheiras religiosas por meio do codinome Munik. A manicure Frances do Nascimento, 45 anos, é uma das suas clientes e declara: “Não é porque a gente vai pra igreja todo dia que precisa ser santa”, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, que explorou o tema no último sábado (1º). E Frances completa: “As irmãs a-do-ram os produtos”, referindo às colegas de culto da Igreja Mundial do Poder de Deus do pastor Valdemiro Santiago.

“Católicos têm mais preconceito. Os religiosos que mais aparecem são mesmo os crentes”, reflete Thaís do espaço Doce Sensualidade, na qual um quarto dos clientes são mulheres evangélicas. A loja explora o romantismo e sentimentos, com cores mais suaves e decoração floral.

Os produtos são mais sutis: gel lubrificantes e óleos perfumados são os mais vendidos. Entre os vibradores, os que mais agradam são os lúdicos, sem formatos fálicos.

Estela Fuentes, de 26 anos, é estudante de psicologia e comercializa R$ 300 em produtos eróticos por semana. “Meu maior desafio é mostrar que prazer não é pecado. Todo mundo precisa ter orgasmos na vida”, afirma ela.

O veloz crescimento do mercado gospel contextualiza o trabalho das vendedoras de produtos eróticos. A porcentagem de evangélicos na população brasileira subiu de 15% para 22% entre 2000 e 2010, segundo dados do IBGE. Isso tem reflexos, por exemplo, no mercado literário: a média de leitura dos fiéis é de 7,1 obras por ano, acima da nacional que não passa de 5. Títulos instigantes são apresentados e vendidos na Feira Literária Cristã, como Celebração do Sexo do americano Douglas Rosenau.

Um outro exemplo do sucesso de assuntos apimentados para o público religioso são os vídeos do pastor Cláudio Duarte, de 45 anos, que fazem sucesso na internet. Ele defende que a rotina é um assassino do relacionamento sexual.
 
Fonte: http://blogdopcamaral.blogspot.com.br/2013/09/produtos-eroticos-ganham-publico.html#more

23 de agosto de 2013

Criado site para ‘cristãos praticarem swing’





Fernando Moreira, no Page not Found

Um novo site de paquera chamado CHRISTIANSwingers está deixando a comunidade religiosa de cabelo em pé: ele foi criado para aproximar casais cristãos interessados em swing!

De acordo com a diretriz do site, o CHRISTIANSwingers foi desenvolvido para “satisfazer as necessidades daqueles que são como você: devotados casais cristãos que ainda querem ter uma vida sexual ativa e compartilhá-la com outros casais de boa fé”.

E acrescenta:

“Para os swingueiros cristãos as coisas não são fáceis – geralmente, outras pessoas religiosas os julgam, com ignorância e inveja, dizendo que o estilo de vida e essa prática de amor estão errados. Mas a Bíblia nos ensina: não julgue para não ser julgado. E há aquele versículo que fala sobre a primeira pedra”.

O site oferece perfis de casais cristãos, como Paul e Betty, na foto acima.

Em entrevista ao “Christian Post”, Louise Nielsen, conselheira cristã e especialista em saúde mental, afirmou que a prática do swing “não é bíblica, é pecaminosa e perigosa”.

No Facebook, a desaprovação também foi grande.

dica da Rina Noronha

Fonte: http://www.pavablog.com/

21 de agosto de 2013

Alemanha registrará bebê com o sexo 'indefinido'

O Estado de S.Paulo
A partir de 1.º de novembro, a Alemanha vai permitir que bebês sejam registrados com sexo "indefinido". A opção "em branco" vai indicar que o sexo biológico da criança não pôde ser confirmado de forma inequívoca no nascimento, conforme o jornal Süddeutsche Zeitung. Grupos de apoio a transexuais e hermafroditas festejaram a medida. Eles estimam que 1 em cada 5 mil crianças europeias nasça sem sexo definido.
Na prática, isso deve permitir que o indivíduo hermafrodita - com características dos dois sexos - registre a opção sexual mais tarde, já na vida adulta, quando ficar definida a sua genitália. Ou poderá também manter o cadastro de "indefinido".
Essa possibilidade, porém, já levanta uma série de discussões jurídicas. A nova legislação não indica, por exemplo, como as pessoas com sexo indefinido poderão obter documentos de identificação, como um passaporte, nos quais é obrigatório indicar o sexo, entre feminino ou masculino. Os transexuais (pessoas que nasceram com um sexo, mas se identificam com o oposto) são reconhecidos legalmente no país. Já os hermafroditas são obrigados a identificar um sexo na hora de fazer os documentos.
A ministra da Justiça alemã, Sabine Leuthheusser-Schnarrenberger, admitiu ao jornal que a decisão terá "repercussões profundas" e vai exigir reforma documental. "Alguns sugerem que se utilize a letra 'X', para substituir 'M' e 'F'."
Há dúvidas também no que se refere a casamentos: a Alemanha não reconhece legalmente, por exemplo, o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Aos casais homossexuais alemães é apenas reconhecida a união de facto. Ainda não se sabe como ficará nos tribunais a situação dos indivíduos 'X'.
Expansão. Outra questão levantada pela mídia, incluindo o jornal português Público, é se essa legislação poderá tornar-se europeia. Silvan Agius, da liga de defesa dos direitos das lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais, observa que a União Europeia vem tentando "homogeneizar" os esforços antidiscriminação quanto à transexualidade e intersexualidade, mas há poucos resultados. "As coisas avançam demasiado devagar", disse Agius à Der Spiegel.

26 de julho de 2013

25/07 por: Leonardo Gonçalves 0 Comentários Sexo com animais: Um abismo chama outro abismo


Por Renato Vargens

“Um abismo chama outro abismo ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado sobre mim.”
 Salmos 42:07
Pois é, acabei de ver no FACEBOOK uma comunidade afirmando que “ZOOSEXUALIDADE” não é  errado e nem pecado. (veja aqui).Ora, não descarto a possibilidade de que essa página seja um Fake, no entanto, como o mundo anda de mal a pior  devido a multiplicação da iniquidade, (E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará). -Mateus 24:12- não duvido nada que isso seja verdade.
Eu particularmente já li na internet textos defendendo todo tipo de “amor” até mesmo o amor entre seres humanos e animais, portanto, não me surpreenderia com a veracidade do fato.
Infelizmente os padrões de moralidade de nossa sociedade parecem não mais existir. A olhos vistos o pecado se multiplica em todo planeta e o que era desprezível tem se tornado aceitável.
Sinceramente torço do fundo do coração para que isso não seja verdade.
Que Deus misericórdia dos nossos filhos e netos!“Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” I João 5:19 “Nem te deitarás com animal, para te contaminares com ele, nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; é confusão.” Levítico 18:23
“Maldito aquele que se ajuntar com animal. E todo o povo dirá: Amém!”  Deuteronômio 27:21
Maranata!
Obs: Denuncie essa página ao Facebook até que ela saia do ar.
***
Renato Vargens é pastor, conferencista e articulista do Púlpito Cristão

22 de janeiro de 2013

Sobre a prostituição como profissão legalizada


Por Augustus Nicodemus Lopes

O deputado Jean Wyllys protocolou um projeto na Câmara de Deputados que visa regulamentar e legalizar a prostituição. De acordo com a notícia abaixo, ele espera que seja aprovada até ao que a Copa de 2014. Ele alega que o projeto é um esforço para atender as reivindicações de um movimento de prostitutas que ocorreu nos anos 70 e 80 e que ele defende as liberdades individuais e os direitos humanos das minorias. Um de seus argumentos em favor da aprovação é que, segundo afirmou, 60% dos deputados contratam prostitutas. Veja aqui e aqui.

Qualquer perspectiva dos cristãos sobre este assunto deveria passar pelo que as Escrituras nos informam sobre a prostituição:

1 – Os primeiros relatos bíblicos a mencionar a prostituição a relacionam com as religiões pagãs de Canaã. Estes cultos pagãos mantinham sacerdotisas que se deitavam com os adoradores de Baal e outros deuses para “encenar” a relação destes deuses com a terra. Elas eram chamadas de "prostitutas cultuais", veja Gn 28:1-22. No caso de homens (homossexuais), eram chamados de "prostitutos-cultuais" e a prática considerada uma abominação (1Reis 14:24). Mas também a prostituição é mencionada fora do contexto religioso como meio de vida. As meretrizes recebiam a paga de seus “serviços” sexuais, cf. Ez 16:30-33 e Provérbios 6:26.

2 – A prostituição cedo foi usada pelos autores bíblicos como símbolo da prostituição espiritual, que era a adoração de outros deuses por parte dos judeus, veja Ex 34:15-16; Lv 17:7; Lv 20:5-6; etc. Veja especialmente os profetas, como por exemplo Ezequiel 16.

3 – A prostituição era terminantemente proibida ao povo de Deus no Antigo Testamento. Um pai não podia obrigar sua filha a se prostituir para ajudar na renda da família (Lv 19:29). Um sacerdote não poderia se casar com uma mulher que fosse prostituta (Lv 21:7,14) e uma filha de sacerdote que se prostituísse desonraria o sacerdócio do pai (Lv 21:9). Nenhuma mulher das que servia no templo poderia se prostituir (Dt 23:17) e o dinheiro obtido pela prostituição não poderia ser trazido como oferta a Deus (Dt 23:18).

4 – A prostituição de judeus com mulheres pagãs sempre foi um problema em Israel e Deus sempre castigou os envolvidos, conforme Nm 25:1-4. Veja ainda Juízes 6:1. Mas havia também prostitutas em Israel, veja 1Reis 22:38 e o famoso caso das duas prostitutas que disputam o filho diante do rei Salomão (1Re 3:16). O livro de Provérbios descreve a prostituta e seu comportamento bem como o castigo que ela traz para si e para todos os que se envolvem com ela (Provérbios 7). Este mesmo livro traz advertências sérias contra a prostituição (Pv 23:27; 29:3). A prostituta é considerada uma mulher que não tem vergonha (Jr 3:1), depravada (Ez 23:43-44), adúltera (Os 2:2).

5 – O Senhor Jesus incluiu a prostituição entre os pecados que brotam do coração corrompido do homem (Mt 15:19). O apóstolo Paulo inclui a prostituição como uma das obras da carne (Gl 5:19) e parte da nossa natureza terrena pecaminosa (Col 3:5). Ele condena de maneira veemente, com argumentos teológicos, a prática da prostituição por parte de quem é crente em Jesus Cristo (1Cor 6:13-20) e determina aos crentes que se abstenham da prostituição (1Tess 4:3). O livro de Apocalipse usa a figura da prostituta e da meretriz como símbolo das falsas religiões e dos reinos de mundo que perseguem os servos de Deus (Ap 17:1-5; 19:2).

6 – Apesar de a prostituição ser terminantemente proibida na palavra de Deus, as prostitutas não estão fora do perdão e da salvação, mediante o arrependimento e a fé, como a famosa prostituta Raabe (Js 2:1). Jesus disse que meretrizes arrependidas entram no Reino de Deus em contraste com os religiosos endurecidos de seus dias (Mt 21:31-32).

Diante do exposto, os cristãos jamais poderiam ser a favor de um projeto de lei que regulamenta a prostituição como uma profissão reconhecida e legítima. Para nós, mesmo que fatores sociais e econômicos sejam trazidos como argumentos para justificar a prostituição, sempre será um pecado diante de Deus, uma manifestação da natureza corrompida do ser humano. Cristãos verdadeiros acreditam em arrependimento e mudança de vida pelo poder do Evangelho e que prostitutas e os que usam seus serviços – podem ser senadores ou deputados, não importa – precisam se arrepender. Além de pregar o Evangelho, as igrejas deveriam oferecer serviços de apoio para que aqueles que querem realmente mudar de vida tenham condição de ganhar seu sustento de maneira digna.

Fonte: Rev. Augustus Nicodemus Lopes, via Facebook