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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18
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22 de agosto de 2013

Super-crentes



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Músicas declarando vitória, ministrações motivacionais, livros de auto-ajuda disfarçados de temas cristãos são cada vez mais comuns no meio evangélico. E o mercado gospel está em alta investindo no que o povo cristão quer: ouvir que receberão a vitória, a benção tão desejada e que estão acima de qualquer adversidade, tendo poder sobre ela.
O que vemos então é a moda do triunfalismo.
O conceito principal do triunfalismo deriva do capitalismo que disseminou a ideia de que o sucesso está relacionado à realização profissional e pessoal, à popularidade, ao status, etc. Logo, também está relacionado à Teologia da Prosperidade que prega aos fiéis que quanto maior for a sua oferta financeira a Deus, mais próspera será a sua vida terrena, não somente nas finanças, mas em todas as áreas.
Parece algo inofensivo, e há inúmeras tentativas de justificativa para isso. Geralmente, as pessoas que defendem esse pensamento exageradamente positivista, declaram que o povo de Deus merece o melhor, merece ser abençoado, que nada pode detê-lo de alcançar o triunfo em todas as áreas da sua vida, estando sempre livre de tristeza, doenças, etc. e utilizam versículos fora do contexto para provar que estão certos.
Entretanto, este novo conceito difere totalmente dos ensinamentos de Jesus Cristo, e dos apóstolos, já que estes resumem-se à renuncia de uma vida confortável doando-se para fazer o bem ao próximo e cumprir a missão ao qual Deus nos designou.
Jesus em seus sermões nunca prometeu uma vida fácil e livre de problemas aos seus seguidores, mas os encorajou a permanecerem firmes e fiéis a Deus nos tempos de tribulação que com certeza enfrentariam. Já a teologia da prosperidade explica que se o crente for fiel a Deus, terá o direito de exigir – determinando ou “profetizando” – o que, segundo ela, seria uma vida abençoada. Se isto não ocorre, então o crente não tem sido fiel a Deus como deveria, talvez esteja em pecado ou em dívida com o Senhor, por isto Ele não o atendeu.
Porém, Jesus refuta esta afirmação errônea, antes de curar de um cego de nascença como é relatado no Evangelho segundo João, capítulo 9:
“Os seus discípulos perguntaram: ‘Mestre, por que este homem nasceu cego? Foi por causa dos pecados dele ou dos pecados dos pais dele? ‘. Jesus respondeu: ‘Ele é cego, sim, mas não por causa dos pecados dele nem por causa dos pecados dos pais dele. É cego para que o poder de Deus se mostre nele. ’” (Versículos 2 e 3 NTLH)
Ao dizer estas palavras, Jesus ensinou que as adversidades as quais seus seguidores passam ou passariam, não derivam de atos pecaminosos, ou infidelidade. Problemas de diversos tipos sobreviriam seus fiéis, no entanto, tudo aconteceria com o propósito de glorificar o nome de Deus, como ocorreu no caso da cura do cego.
De maneira alguma devemos nos esquecer de que o pecado tem uma consequência: a morte espiritual, mas as demais situações desconfortáveis que já haviam sido predestinadas por Deus aos seus escolhidos têm como intuito honrar ao Senhor, demonstrando a Sua grandeza, soberania, sabedoria e bondade. Tudo o que acontece conosco é determinado por Dele, e é para a glória Dele, isto fica explicito na história de Jó, por exemplo.
Sob a ótica triunfalista, um cristão que possui um familiar com uma doença terminal, por exemplo, é considerado derrotado, e só enxerga um caminho para o trinfo: a cura. Esta pessoa então é levada a gastar a sua vida não para glorificar a Deus, mas para conquistar a cura de seu ente querido. Neste caso não é considerada a possível morte do enfermo, já que o plano que Deus tem para o fiel, de acordo com eles, é que ele seja vitorioso em tudo. Não há o questionamento referente à vontade divina, pois já está firmado o pensamento de que Deus os abençoará da maneira em que eles querem e interpretam o que é ser abençoado.
Porém, Deus não poupa os seus fiéis de situações onde eles são vistos como derrotados, situações onde se sentem angustiados e deprimidos, pois tem o propósito maior para todas estas situações, que é o de moldá-los para que pareçam com Jesus. Então, neste exemplo, se o familiar do cristão morre, Deus é glorificado. Se há a cura, como no caso do cego de nascença, Deus é glorificado.
Não são poucos os fiéis relatados nas Escrituras que passaram por grandes adversidades. Nenhuma destas situações foi escondida, muito pelo contrário! Observemos o caso do Rei Davi: ao lermos os seus salmos vemos que este teve uma vida de altos e baixos. Viveu momentos de alegria, mas também momentos de solidão, perseguição, depressão. Para cada momento um salmo expondo seu sentimento. Davi foi um homem segundo o coração de Deus, e sabemos que Deus não o desamparou. Ele lutou grandes batalhas, literalmente, e o Senhor lhe deu vitória, mas isto aconteceu porque ele o buscava com a intenção de adorá-Lo e não somente para obter sucesso, e também porque ele não escondia de Deus e dos demais seus sentimentos de angústia, demonstrando sinceridade e transparência diante do Criador.
Vestir uma capa de super-crente, esboçar um sorriso fingido, e aparentar uma vida livre de problemas são ingredientes para uma vida cristã falsa e hipócrita, alimentando o orgulho e a soberba. Deve-se ter a humildade de admitir suas fragilidades e momentos de aflição a Deus e aos irmãos da fé, pois somente assim, poderão ajudar e encorajar uns aos outros em momentos de crise. Deve-se também ter em mente que todas as coisas – até as aparentemente ruins – contribuem para o nosso crescimento na fé e amadurecimento espiritual. Não devemos fugir ignorando-as, ou fingir que não acontecem, mas sim, enfrentá-las buscando auxílio em Deus e nos companheiros de fé, aguardando pacientemente o consolo e adorando sempre a Deus, seja no tempo de riso ou de pranto.
Estes são os verdadeiros super-heróis: os heróis da fé, que não maquiaram seus momentos de crise, não buscaram a Deus pelo que Ele poderia os oferecer, que confiaram que as aflições tinham um propósito, e permaneceram fiéis até o fim. Sejamos então como eles e que o poder de Cristo, de suportar tudo, seja o nosso poder.
“E [Deus] disse-me: ‘A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na sua fraqueza.’ De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.” (2 Coríntios 12: 9-10)

Fonte: http://quebrandoreligiosidade.com/super-crentes/

4 de agosto de 2013

Contra a idolatria gospel, Rodolfo Abrantes solta uma "bomba" dentro da Lagoinha!


Por Antognoni Misael no Arte de Chocar

Seria uma voz clamando num deserto? Ou uma lagoa da fantasia sendo impactada pela força da verdade? Não sei. Mas o que podemos dizer é que Rodolfo Abrantes chocou na Lagoinha!

Em um culto da ConfraJovem que foi realizado no fim de julho de 2013 o cantor (ex-Raimundos) soltou uma bomba no altar da idolatria Gospel:

“Existe uma cultura idólatra dentro da igreja cristã brasileira e precisa ser arrancada deste lugar. Nós não temos um Papa. Nós só adoramos a Jesus, mas todas as vezes que você idolatra um servo ou uma serva de Deus que sobe num altar você tá declarando que Jesus tá em segundo lugar. É preciso arrancar isso dentro do teu coração. Eu quero levantar um clamor pelo fim da cultura gospel, pelo fim dos artistas gospel, pelo fim do mercado gospel, pelo fim dos fãs gospel”, disse Rodolfo.


Diante do que vimos e ouvimos não dá pra saber se ele terá a oportunidade de voltar à Lagoinha , contudo, roguemos por dias melhores. Que a igreja evangélica brasileira possa reconhecer que uma Reforma precisa ser feita urgentemente dentro dela!

Fonte: blogdopcamaral.blogspot.com.br/2013/08/contra-idolatria-gospel-rodolfo.html?spref=fb

28 de fevereiro de 2013

Narcisismo “Gospel”



Por Marcelo Milazzo

Quem já ouviu falar de Narciso? Pois é! De acordo com a mitologia greco-romana, Narciso foi um jovem que, por causa de uma maldição, se apaixonou pela própria imagem refletida na lagoa de Eco. A admiração pela própria imagem fazia Narciso pensar que era semelhante a um deus! Em sua mente, tudo girava em torno de sua beleza!

Parece-me que hoje, cada vez mais, as pessoas são encorajadas a olharem para si mesmas com os olhares de Narciso! Impressiona-me, por exemplo, como tudo gira em torno de entretenimento! Vale tudo para fazer as pessoas se sentirem bem, alegres e felizes, mesmo que isso aconteça às custas da realidade! Além disso, existe entre nós uma espécie de existencialismo barato, que faz com que o mundo em que vivemos seja o mundo da autoajuda e do estilo de vida baseado na busca pelo prazer, o que muitos confundem com felicidade.  O problema é que a moda pegou, e pegou muitos cristãos! Sim, os cristãos têm acreditado nessa mentira e, junto com os ímpios, fazem coro dizendo que “o que importa é a minha felicidade e nada mais”! Você já parou para ouvir os cânticos da moda? Já percebeu como eles disfarçadamente colocam o homem e suas necessidades no centro, ao invés da obra e pessoa de Cristo? Você já entrou numa livraria evangélica e viu quantos títulos existem tratando de autoajuda? O que dizer, por exemplo, da liturgia de algumas igrejas, que incentiva a sensualidade e a extravagância? E as pregações que tratam de “5 passos para felicidade” ou “8 passos para uma vida de sucesso”? Meus irmãos, a velha mentira (de que seríamos como deuses) faz mais parte da nossa realidade do que imaginamos!

Um antídoto contra o narcisismo gospel!

Deus nos fez para A Sua glória! (Is 43.7)

Ele é a medida de todas as coisas! Tudo o que existe, existe para que Ele seja magnificado e glorificado! Nada foge deste propósito! Assim, precisamos entender que não somos o centro do universo! Não nos bastamos! Não estamos aqui para encontrar a felicidade! Aliás, nenhuma perspectiva pode ser mais egocêntrica do que esta! Imagine que, harmoniosamente, todas as coisas no universo declaram a glória do grande Deus! Agora imagine que o homem, ao contrário de toda a criação, insiste em perceber o mundo a partir de si mesmo! Se Deus é incomparável e de valor inigualável, não percebê-lo como fonte e centro de toda a existência seria uma prova de imenso egoísmo.

A Bíblia não é um livro de autoajuda (2 Pe 1.19-21)

A Bíblia não é uma caixinha de promessas! A Bíblia não é uma espécie de amuleto ou tarô gospel, onde as pessoas, aleatoriamente (e misticamente), buscam uma palavra mágica! A Bíblia não é um livro de autoajuda comprometido com a minha satisfação e autoaceitação! Ao contrário, a Bíblia é a revelação de Deus, comprometida com a glória dEle! Na Bíblia, Deus revela a si mesmo (sozinhos não poderíamos compreendê-lo) a homens pecadores! Dessa forma, a Bíblia deve ser entendida como um todo, um todo que revela a Glória de um Deus que escolheu, por graça, redimir um povo por meio do Seu Filho. Assim, pregações como “5 passos para o sucesso” ou até “atitudes que liberam a benção” não fazem o menor sentido biblicamente, porque removem a pessoa e obra de Cristo do centro (ainda que textos bíblicos sejam usados) e colocam o homem! Portanto, nos coloquemos diante do Livro dos livros, entendendo que Deus é glorificado quando nós conhecemos e reconhecemos a Sua glória revelada em cada página dele! E sabemos que isto está acontecendo quando o resultado da nossa leitura bíblica nos faz estimar mais a Cristo e menos a nós mesmos!

Precisamos de uma perspectiva correta de nós mesmos! (Sl 139.13,14)

Preciso entender que o fato de ter sido criado à imagem e semelhança de Deus não me dá nenhuma prerrogativa para autoglorificação ou autogratificação! Muitas pessoas têm entendido esta cara doutrina de maneira equivocada! O fato de termos sido criados de forma admirável e assombrosa, aponta para a magnitude do Criador e não para a nossa, visto que todas as coisas têm como objetivo revelar a glória de Deus! Portanto, ao invés de dizer “amem-se” ou “valorizem-se”, o discurso deveria ser “valorizem a Deus por aquilo que vocês são, colocando à disposição dEle seus dons e talentos”! Percebe? Não precisamos nos sentir bem conosco mesmos! Precisamos é reconhecer que Deus já nos deu tudo o que precisamos em Cristo, e que se precisamos nos sentir bem conosco mesmos para sermos felizes e tudo o mais, estamos reconhecendo que estas coisas estão em nós e não em Cristo!

Fonte: Blog Fiel

4 de janeiro de 2013

Dois dias de pressão: Almoçando com o Thalles

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Depois do passeio de helicóptero e do bafão da limousine, você de Fortaleza tem a oportunidade de almoçar com o Thalles. Dois dias de depressão #pressão.
Mais de 12 mil compartilhamentos. #sucesso

Fonte:http://www.pavablog.com/2013/01/04/dois-dias-de-pressao-almocando-com-o-thalles/