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2 de dezembro de 2009
Corrupção: Uma nova versão para um velho enredo
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Santidade além da estrapolação
Desde a adolescência, organizei minha vida com valores religiosos. Freqüentei e lecionei em escolas dominicais. Militei em grupos de jovens cristãos. Estudei em um instituto bíblico. Conheci bem os bastidores do mundo religioso. Sincero e zeloso, sempre procurei cumprir as exigências de todas as instituições que participei. Se a igreja não permitia as mulheres usarem calça, briguei com a mamãe e minhas irmãs para que usassem; se era pecado ir ao cinema, eu, que não aceitava essa proibição absurda, para evitar mau testemunho, viajava para longe se queria ver algum filme. Relevei disparates, incoerências e hipocrisias eclesiásticas, porque considerava a causa de Cristo mais importante que as pessoas. Para não "escandalizar", fazia vista grossa para comportamentos incompatíveis com a mensagem cristã. Abraçado às instituições, acabei conivente de mercenários, alguns intencionalmente cobiçosos. Justifiquei tolices argumentando que as pessoas eram minimamente sinceras. Nem sei como me iludi a ponto de dizer: "fulano faz bobagem, muita bobagem, mas é sincero". Cheguei a um tempo de vida, que algumas reivindicações da religião perderam o apelo. Com tantas decepções, deixei de acreditar na pretensa santidade dos religiosos. Considero piegas as pregações de que Deus exige uma santidade perfeita. Lembro imediatamente dos malabarismos que testemunhei que tentavam falsear tantas inadequações, dos jogos de esconde-esconde para não expor demagogias. Jesus não conviveu com gente muito certinha. Ao contrário, ele os evitava e criticava. Chamou os austeros sacerdotes de sepulcros caiados, de cegos que guiam outros cegos, de hipócritas e, o mais grave, de condenarem os prosélitos a um duplo inferno. Cristo gostava da companhia dos pecadores, que lhe pareciam mais humanos. Jesus alistou pessoas bem difíceis para serem apóstolos; Pedro era tempestivo; Tomé, hesitante; João, vingativo; Filipe, lento em compreender; Judas, ladrão. Acostumado com os freqüentadores de sinagoga e com os doutores da Lei, por que ele não buscou seguidores nesses círculos? Talvez, não entendesse santidade e perfeição como muitos. Jesus aceitou que uma mulher de reputação duvidosa lhe derramasse perfume; elogiou a fé de um centurião romano, adorador de ídolos; não permitiu que apedrejassem uma adúltera para perdoá-la; mostrou-se surpreso com a determinação de uma Cananéia; prometeu o paraíso para um ladrão nos estertores da morte. Sabedor das exigências da lei, por que Jesus não mediu esforços ou palavras para enaltecer gente assim? Talvez, não entendesse santidade e perfeição como muitos. Para Jesus, santidade não significava uma simples obediência de normas. Para ele, os atos não valem o mesmo que as intenções. Adultério não se restringe a sexo, mas tem a ver com valores que podem ou não gerar uma traição. O ódio que explode com ânsias de matar é mais grave do que o próprio homicídio. Para ele, portanto, pecado e santidade fazem parte das dimensões mais profundas do ser humano. Lá, naquele nascedouro, de onde brotam os primeiros filetes do que se transformará em um rio, forma-se o caráter. E santidade depende da estrutura do ser, com índole que gera as decisões. Para Jesus, santidade se confunde com integridade; que deve ser compreendida como inteireza. As sombras, as faltas, as inadequações, os defeitos, bem como as luzes, as bondades, as grandezas, as virtudes, de cada um precisam ser encaradas sem medos, sem panacéias, sem eufemismos. Deus não requer vidas perfeitinhas, pois ele sabe que a estrutura humana é pó; não exige correção absoluta, pois para isso, teria que nos converter em anjos. As prostitutas, que souberem lidar com faltas e defeitos com inteireza, precederão os sacerdotes bem compostos, mas que vivem de varrer as faltas para debaixo dos tapetes eclesiásticos. O samaritano, que traduziu humanidade em um gesto de solidariedade, é herói de uma parábola que descreve como herdar o céu. O tempestivo Pedro, que transpirava sinceridade, recebeu as chaves do Reino de Deus. A mulher, que fora possessa de sete demônios, anuncia a alvissareira notícia da ressurreição. Os mandamentos e a lei só serviram para mostrar que para produzir humanidade não servem os legalismos. Integridade e santidade nascem do exercício constante de confrontar suas luzes e sombras trazendo-as diante de Deus e mesmo assim saber-se amado por Ele. Jeferson Queiroz |
1 de dezembro de 2009
H.A. - Hipócritas Anônimos
Seja curado! Mas vá para o inferno...
Estava eu ontem, depois de um dia corrido com os preparativos para o I E.E.B.A., descansando um pouco e assistindo televisão - se é que dá pra descansar assistindo TV. Passeando pelos canais, em horário nobre, passei de raspão pelo programa de um notáveltele-alguma-coisa-que-não-evangelista, o sr. Romildo Ribeiro Soares, que prefere ser chamado de R. R. Soares.
No momento que passei por lá ele estava apresentando um quadro chamado "Missionário Responde", ou algo parecido com isso, em que são gravadas perguntas nas ruas, por sabe-se lá que tipo de pessoas, se pagas pela igreja (igreja?) ou se espontâneas. Uma das duas perguntas foi a seguinte: "Missionário, o que o senhor acha das pessoas que não se preocupam com as almas?". Eu notei um certo sorriso no rosto do que perguntou, não sei se foi ironia ou apreensão por estar na TV. Enfim...
O nobre senhor, ao ter sua imagem novamente estampada na TV, respondeu com um riso - não sorriso, riso mesmo! - dizendo que "... eu não me preocupo com as almas, porque alma tem um monte de jeito: alma perdida, alma penada...". UAU! O cidadão é hoje o brasileiro de maior exposição na mídia, o que permanece mais tempo na TV, usando o nome de Deus através de sua igreja (igreja?) e ele simplesmente não se preocupa com a alma (leia-se salvação) das pessoas! O que ele está fazendo então, além de enriquecer às custas do povo?
O mais engraçado, se não fosse trágico, estava por vir e eu não imaginava. Disse o nobre animador de plateia que sua preocupação está em cumprir a palavra do senhor (não sei que palavra e não sei que senhor) que é de pregar o evangelho que, pelo visto, não é o mesmo que eu conheço, de curar enfermos, libertar as pessoas, etc... Ainda citou algumas de suas relevantes obras como uma senhora que foi curada de algo, outro senhor que foi lerto de um vício e assim por diante.
Em momento algum, NOTE, em momento algum ele disse que as pessoas precisam se preocupar em ser salvas ou que o Senhor Jesus morreu na cruz para nos livrar da condenação do pecado. Falar em mudança de vida, claro, é exigir demais, muito além da capacidade ou da profundidade da teologia maldita, desgraçada e vazia deste nobre cavalheiro.
Ah!, senhor Romildo! NUNCA se esqueça das Palavras do próprio Senhor Jesus Cristo:"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus." (Mateus 7:21).
Eu seu, eu sei! O senhor certamente está se justificando: "mas eu faço a vontade de Deus, veja minhas obras.". Maravilha! Suas obras estão ai, para todo mundo ver. Mas, bem sabe o senhor que o pronunciamento do Senhor não para por aí. Ele continua:"Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?" - Mateus 7:22
WOW! Vamos a um check list? O senhor profetisa? Sim! O senhor expulsa demônios? Sim! O senhor cura enfermos? Todo mundo sabe que sim! O senhor faz maravilhas? Sim! Vamos ver agora o que Jesus diz, na sequencia?
"E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade." - Mateus 7:23
Senhor Ribeiro, não sejamos tolos em achar que o erro está no curar enfermos, expulsar demônios ou seja lá o que for. Definitivamente não! O problema, senhor missionário, está em o que fazemos com isso, qual a finalidade. Tal poder, para realizarmos milagres, prodígios e maravilhas foi-nos concedido pelo Senhor para usarmos disto simplesmente para apontarmos o Caminho, Jesus Cristo, não para nos tornarmos show mans ou fazer riqueza com isso.
O Senhor não entregou sua vida no Calvário, passou por dor e sofrimento somente para nos curar ou nos libertar. Há algo além, há algo muito maior que isso. Na Cruz, somos expostos à vergonha por nossos pecados, nossas falhas, nossa ignorância. Mas é na Cruz, também, que tivemos nossa dívida cancelada, essa mesma dívida que nos expunha à vergonha e nos conduzia à morte eterna. Jesus não morreu para fazer espetáculo! Jesus não morreu para se fazer conhecido!
Jesus Cristo morreu para nos salvar! Jesus Cristo morreu, e designou pessoas - e isso inclui e mim e ao senhor - para anunciar Suas boas novas, que consistem em: antes estávamos fadados ao inferno, hoje somos livres e temos a salvação! Jesus Cristo morreu porque se preocupava com as almas, inclusive a sua, senhor R. R.!
Por favor, senhor Soares! Antes que seja tarde reveja seus conceitos e, ao invés de se preocupar em ver um caroço sumir ou uma dor de cabeça desaparecer, comece a se preocupar com o destino dessas tantas pessoas que te assistem e que sustentam todo luxo ostentado pelo senhor, inclusive pagando seus muitos programas de televisão. Comece a levar a sério a Palavra do Senhor! E, se nada disso valor, preocupe-se pelo menos com SUA alma!
Sinceramente,
Danilo Miguel
www.semforma.com
Apologética: A importancia de defender com clareza a sua fé

O QUE É A APOLOGÉTICA E A SUA IMPORTÂNCIA
Apologética: Uma necessidade para o evangelismo.

É indiscutível o fato da apologética se tornar cada vez mais necessária para a proclamação da Palavra de Deus. Apologética não consiste apenas em defender a fé cristã, mas também em anunciá-la ou servir como um instrumento indispensável para esta anunciação. A apologética sem o evangelismo é praticamente vã e o evangelismo sem a apologética se torna cada vez mais ineficaz.
A simples defesa do cristianismo é inútil quando não temos posteriormente a essencial proclamação da Palavra. A defesa é útil para a proclamação e deve estar intimamente relacionada a esta última. É preciso entender o quanto à apologética é útil, mas também o quanto ela pode se tornar inútil quando não utilizada de forma correta.
O apologista cristão Francis A. Schaeffer dizia que o homem moderno, quase em sua totalidade, está tomado pelo relativismo. O pensamento moderno mudou drasticamente o homem e para tanto se torna imprescindível que as formas de evangelismo também sofram intensas mutações. Uma destas mutações é aliar-se forçosamente a apologética.
O relativismo a que Schaeffer se referia pode ser verificado na prática. Estou evangelizando uma jovem de 21 anos, ela diz que todas as coisas etéreas que formam o homem, tais como moral e sentimentos, tem fundamentação orgânica.
Este pensamento conduz necessariamente ao relativismo, pois reduz a moral a um mero mecanismo orgânico (como um hormônio, por exemplo), e pensando assim existe uma relativização do certo e do errado. O homem é reduzido a um ser impessoal e suas atitudes não são essencialmente certas ou erradas, mas indicam sua necessidade de sobrevivência. Como na selva os animais lutam pelo seu espaço (e não precisam se culpar se matam um ao outro para conquistar seus objetivos), os homens também não precisam se culpar se passam por cima do seu próximo – isso é inclusive necessário para a manutenção da raça humana.
A minha pergunta é a seguinte: como é possível simplesmente evangelizar uma pessoa assim? O evangelismo puro e simples neste caso não surtirá muito efeito, pois a mente desta jovem está tomada pelo relativismo. Se ela não diferencia o certo e o errado, simplesmente dizer a ela que Cristo morreu em seu lugar se torna algo incompleto e ineficaz. Aqui nasce a apologética, enquanto uma ferramenta eficaz para o evangelismo.
No caso desta jovem, preciso prová-la que somos munidos sim de uma moral, que está longe de ser um mecanismo puramente orgânico, e para tanto necessito da apologética. Preciso defender racionalmente minha fé e mostrá-la como seu pensamento está baseado na irracionalidade. A partir daí será possível evangelizar, sem estar falando ao vento.
Insisto novamente que a apologética é importante, mas que deve ser seguida do evangelismo, ou tudo volta à estaca zero. A apologética deve fazer parte do processo evangelístico, e precisa contar para tanto com o essencial auxílio do Espírito Santo.
É imprescindível preparar a nova geração para evangelizar utilizando-se da apologética. A cada evolução da ciência, a cada nova filosofia, o homem se afasta mais da realidade da Palavra de Deus. A ciência vai se multiplicando e a amor se esfriando. Cabe a nós, como cristãos, defender e comunicar o Evangelho transformador nos adaptando as inevitáveis transformações do mundo.
Prof. Paulo Cristiano
Publicado por Web Evangelista
Show Gospel

Autor: Gedeon Freire de Alencar - Diretor pedagógico do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos, mestre em ciência da religião e autor do livro “Protestantismo Tupiniquim. Hipóteses sobre a (não) contribuição protestante à cultura brasileira”, Ed. Arte Editorial.
Via: [ Ministério Batista Beréia ]
Você sabe definir o que é SAUDADE???
Artigo do Dr. Rogério Brandão, Médico oncologista
Como médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional (....) "...Posso afirmar que cresci e modifiquei-me com os dramas vivenciados pelos meus pacientes. Não conhecemos nossa verdadeira dimensão até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além. Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional.
Comecei a freqüentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela oncopediatria. Vivenciei os dramas dos meus pacientes, crianças vítimas inocentes do câncer. Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento das crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim!
Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada por dois longos anos de tratamentos diversos, manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos programas de químicos e radioterapias. Mas nunca vi o pequeno anjo fraquejar. Vi-a chorar muitas vezes; também vi medo em seus olhinhos; porém, isso é humano!
Um dia, cheguei ao hospital cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe... A resposta que recebi, ainda hoje, não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.
" - Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade. Mas, eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!"
Indaguei:
- E o que morte representa para você, minha querida?
"- Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos em nossa própria cama, não é?" (Lembrei das minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, com elas, eu procedia exatamente assim.)
- É isso mesmo.
"- Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!"
Fiquei chocado com a maturidade com que o sofrimento acelerou, a visão e a espiritualidade daquela criança.
"- E minha mãe vai ficar com saudades, emendou ela."
Emocionado, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei:
- E o que saudade significa para você, minha querida?
- Saudade é o amor que fica!
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição melhor, mais direta e simples para a palavra saudade:
É O AMOR QUE FICA!
Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas, deixou-me uma grande lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores. Como pude aprender com aquela menina! Gostaria de agradecê-la por ter me ensinado tantas lições, pela juda que me deu, por atravez de seu sofrimento, eu poder ser um homem mais humano. Que bom que existe saudade. O amor que ficou é eterno.
Claudia Leitte é evangélica? Ela acredita em Deus? Aceitou a Jesus?

A cantora Claudia Leitte sempre fala em Jesus Cristo, mas não se considera uma pessoa religiosa.
- Sou espiritualista. Eu estudo a Bíblia todos os dias quando estou sozinha e com minha família. Pode ser em casa ou no escritório. Tenho a Bíblia no meu Iphone. Sou cristã fervorosa, Deus é a maior força do universo. Considero que Jesus é meu senhor e salvador. Mas não tenho religião.
A loira revela que, em momentos de dúvida, não titubeia em entrar em contato com a família e amigos distantes e fazer um culto por telefone com eles.
- Ligo para minha mãe digo que preciso de oração. Também tenho amigos intercessores em Goiânia. Fazemos um culto por telefone, uma conferência espiritual pelo aparelho.
Quando questionada se já presenciou algum milagre em sua vida, ela é rápida na resposta.
- Muitos. Meu filho ter se curado da meningite foi um milagre. Mas acordar todos os dias de manhã para mim também é um grande milagre.
Fonte: R7 / Gospel+
Padre torrou R$ 14 milhões da igreja
Padre torrou R$ 14 milhões da igreja
Auditoria aponta gastos desnecessários de ex-controlador de contas da Arquidiocese do Rio.
Rio - Auditoria nas contas da Arquidiocese do Rio de Janeiro mostrou que, nos 16 meses em que controlou as finanças e os bens da Igreja no município, o padre Edvino Alexandre Steckel torrou R$ 14 milhões em despesas desnecessárias ou não justificadas. A devassa nos gastos foi determinada, em maio, pelo arcebispo Dom Orani João Tempesta, logo depois do 'Informe do DIA' revelar a compra de um apartamento de luxo para servir como residência, no Rio, do antigo arcebispo, Dom Eusébio Scheid.
Foi na gestão de Dom Eusébio, que deixou a Arquidiocese em abril, que padre Edvino assumiu o comando do dinheiro da Igreja. Ele acabou demitido do cargo de ecônomo da Arquidiocese e de diretor da Rádio Catedral no dia seguinte à publicação da notícia sobre a compra do apartamento. Localizado na Avenida Ruy Barbosa, de frente para a Praia do Flamento, um dos endereços mais nobres da cidade, o imóvel custou R$ 2,2 milhões e foi adquirido em dezembro do ano passado.
Além de comprar o apartamento, padre Edvino determinou reformas em andares do Edifício João Paulo II, sede da Arquidiocese, que consumiram muito dinheiro. Como O DIA noticiou em maio, o então ecônomo também adquiriu móveis de luxo para decorar sua sala e dois carros importados do modelo Jetta, cada um deles avaliados, na época, em R$ 85.600. Um dos carros era usado por ele; o outro, por Dom Eusébio. O padre teve que devolver seu caroo, que foi vendido. Mas o arcebispo aposentado ficou com o veículo. Um dos sofás de sua sala custou R$ 21.200.
CORTE NAS PASTORAIS
A investigação concluiu que, para bancar as despesas, padre Edvino usou todos os recursos disponíveis, inclusive o dinheiro reservado para reformas emergenciais em igrejas da cidade. A gastança impediu a reforma do edifício comercial na Rua São José, no Centro, que representa uma das maiores fontes de receita da Igreja. Responsável pela demissão de 67 funcionários da Arquidiocese, padre Edvino também cortou recursos das pastorais — instituições que atuam na área social — e determinou que todas deixassem o Edifício João Paulo II. A revelação dos gastos fez com que houvesse uma queda nas doações de fiéis para a Igreja.
O apartamento da Ruy Barbosa está fechado. Logo após a compra, padre Edvino começou uma grande reforma no imóvel: pisos e até Janelas chegaram a ser retirados, paredes acabaram demolidas. Quando a negociação foi revelada, a Arquidiocese — já sob o comando de Dom Orani — determinou a paralisação das obras. As janelas foram cobertas com madeira e, segundo os porteiros, ninguém tem ido ao apartamento, que será vendido. Só com o pagamento do condomínio, a Igreja gasta cerca de R$ 2 mil mensais. O IPTU do imóvel é de R$ 8.090,07. Em maio, O DIA mostrou que a Arquidiocese pagou pelo apartamento um valor superior ao de mercado.
Distância das festas depois da demissão
Demitido, padre Edvino voltou a rezar missas na Igreja Nossa Senhora do Parto, no Centro. A igreja fica no térreo do prédio da Rua São José que deixou de ser reformado por falta de recursos. Ele também mudou seus hábitos e deixou de ser uma presença constante em ambientes requintados da cidade.
Padre Edvino, de 42 anos, frequentava bons restaurantes e era conhecido por gostar de roupas caras: suas camisas eram feitas pelo mesmo alfaiate responsável pela confecção dos fardões da Academia Brasileira de Letras.
Doutor em História da Igreja, o padre tinha bom trânsito entre políticos. Em 2005, chegou a ciceronear um grupo de vereadores numa viagem a Roma. Em 2004, recebeu o título de Cidadão Benemérito do Município do Rio, proposto pela vereadora Rosa Fernandes (DEM). Em março de 2008, foi agraciado com a Medalha Tiradentes da Assembleia Legislativa — a indicação foi do deputado Rodrigo Dantas (DEM).
Em agosto de 2008, três bispos do Estado do Rio foram ao núncio apostólico — representante do Vaticano no Brasil — para se queixar dos problemas que ocorriam na Arquidiocese carioca.
Arcebispo centraliza investigação
O futuro de padre Edvino está nas mãos de Dom Orani João Tempesta, que centralizou todas as informações sobre o caso. Para evitar vazamentos, o arcebispo dividiu as investigações — um grupo não sabe o que o outro apurou. Apenas ele, que recebeu os relatórios um mês depois da revelação do caso do apartamento, detém todas as informações. Dom Orani tem se recusado a falar sobre o assunto. Abordado pela reportagem de O DIA, disse que só tratará do assunto depois que considerar o episódio encerrado.
O caminho mais provável é fazer com que padre Edvino responda a um processo no Tribunal Eclesiástico da Arquidiocese. O processo seria baseado na parte penal do Código Canônico, que rege o funcionamento da Igreja Católica. Uma eventual punição pode retirar de padre Edvino o direito de exercer suas funções sacerdotais. O processo depende de Dom Orani.
O silêncio do arcebispo tem explicação: os problemas respingam em Dom Eusébio Scheid, que, mesmo aposentado, ocupa um lugar superior ao de Dom Orani na hierarquia católica. O ex-arcebispo é cardeal, um "príncipe" da Igreja, cargo só inferior ao do Papa. Como cardeal, tem o direito de votar, até completar 80 anos, numa eventual escolha de Papa. Dom Eusébio nomeou padre Edvino para seus cargos na Arquidiocese. Ambos são sócios da Associação de Solidariedade Justiça e Paz, que fundaram em junho de 2006. De acordo com o estatuto da ASJP, Dom Eusébio é presidente da entidade; padre Edvino, diretor geral: os cargos são vitalícios. A ASPJ é responsável pelo cartão de crédito Solidariedade Católica, lançado pelo cardeal, em dezembro de 2006, na Feira da Providência.
O cartão chegou a ser anunciado como resultado de um convênio da Arquidiocese e o Bradesco: parte do valor das anuidades iria para obras sociais da Igreja no Rio. Mas, como o 'Informe do DIA' revelou em setembro de 2008, o cartão é ligado à ASPJ. No estatuto da Associação não há qualquer obrigação de repasse de recursos para obras da Arquidiocese do Rio. Após a demissão de padre Edvino, o site da ASPJ saiu do ar e a entidade foi impedida de continuar a funcionar no Edifício João Paulo II. Mas, segundo a Receita Federal, a Associação ainda tem como sede o prédio da Arquidiocese, que fica na Glória.
O Dia/Notícias Cristãs
A pergunta que não quer calar: Onde foi parar o voto de pobreza?
Postado por: Wagner Lemos
Curpa dos crente!!!!!!!!!!!!!
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