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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

5 de fevereiro de 2010

As heresias da bíblia de estudo batalha espiritual e vitória financeira e outros escritos

Bíblia de estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira

BÍBLIA DE ESTUDO BATALHA ESPIRITUAL E VITÓRIA FINANCEIRA

Ao se fazer uma análise teológica dos comentários da Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira sobre o tema "pobreza" e "Teologia da Prosperidade", percebe-se alguns equívocos doutrinários, conforme abaixo:

Pobreza é escravidão! Ela amarra as pessoas, impedindo-as de terem as coisas que necessitam. A pobreza leva à depressão e ao medo. Não é a vontade de Deus que você viva na escravidão da pobreza. É hora de Deus acabar com a escravidão das dívidas e da pobreza no meio do seu povo! É chegado o momento da liberação de uma unção financeira especial, que quebrará as cadeias da escassez e o capacitará a colher com abundância! (Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira, introdução xxvii)

Tais idéias são equivocadas pelas seguintes razões:

- Pobreza é escravidão

Pobreza nem sempre é "escravidão espiritual", aliás, na maioria dos casos trata-se apenas de uma condição sócio-econômica, fruto do pecado, da acomodação, da injustiça social, do egoísmo e de outras mazelas. Você pode ser pobre, e mesmo assim, não ser escravo da pobreza. Você pode ser pobre e ser feliz! João Batista (Mt 3.4), Jesus (Lc 2.21-24 com Lv 12.8), Pedro e João (At 3.1-6), Paulo (2 Co 6.10) e tantos outros servos de Deus, apesar de pobres não eram "escravos" da pobreza. É preciso lembrar que a riqueza também pode promover escravidão (Mt 6.19-24). Desta maneira, não é a pobreza ou a riqueza em si que torna alguém escravo, mas sim, a forma como lidamos com essas condições sócio-econômicas.

- A pobreza leva à depressão e ao medo

A pobreza "pode" levar alguém à depressão e ao medo, mas não necessariamente. Todos nós conhecemos pessoas que sobrevivem com poucos recursos financeiros, que não são depressivas nem vivem amedrontadas, pois confiam no Senhor que supre todas as nossas necessidades (Mt 6.31-34). Conhecemos também muitos ricos que são depressivos e amedrontados. A própria Bíblia adverte quanto ao males da riqueza mal adquirida e administrada (1 Tm 6.9-10).

- Não é a vontade de Deus que "você" viva na escravidão das dívidas e da pobreza no meio do seu povo

Você quem? Isso significa que todos os crentes deveriam ser ricos? Você quem? Aquele que comprou a referida Bíblia, ou foi alcançado por seus princípios e ensinamentos? Não amados, nem todos seremos ricos. As razões pelas quais isto não vai acontecer são as mais diversas e complexas possíveis e envolvem fatores sociais, pessoais, espirituais, circunstanciais e outros. Se você contribui com as suas ofertas e dízimos, é trabalhador honesto, se esforça para manter-se qualificado na profissão que exerce, administra com sabedoria o salário que recebe e mesmo assim não alcança a riqueza, não fique triste nem frustrado, contentai-vos com o que tendes (Fp 4.11; Hb 13.5). Seja rico para com Deus (Lc 12.21). Saiba que o mais importante nesta vida não é o quanto você tem, mas o que você é diante do Senhor. Se um dia você ficar rico, dê graças a Deus, se nunca isso acontecer, dê graças a Deus também (1 Ts 5.18).

- É hora de Deus acabar com a escravidão das dívidas e da pobreza no meio do seu povo

Por qual razão Deus só resolveu acabar com a escravidão das dívidas e da pobreza agora, se os fundamentos deste comentário sempre estiveram na Bíblia? Será que Jesus, Paulo, os demais apóstolos, os pais da igreja, os reformadores, os missionários que experimentaram fome e nudez pela causa do mestre nunca enxergaram isso? Deus os privou desta "visão" (aliás, mais uma daquelas visões que só trazem confusão e promovem heresias no Reino de Deus)? Somos uma geração "especial"? Outra coisa, quem disse que a riqueza acaba com as dívidas? Muitos ricos estão proporcionalmente mais endividados do que alguns pobres. A questão da dívida relaciona-se com a forma com de administrarmos os recursos e não em sermos pobres ou ricos.

- É chegado o momento da liberação de uma unção financeira especial

Percebe-se que se trata de mais uma "unção especial", como foi a "unção do riso", "unção do leão" e outras "unções", todas fruto de uma interpretação bíblica equivocada e tendenciosa, desassociada de uma análise exegética séria e genuinamente cristã (é bom lembrar que boa parte dos argumentos e notas da citada Bíblia está fundamentada no Antigo Testamento em promessas direcionadas para o povo de Israel). Não existe uma "unção especial financeira". O que a Bíblia nos revela é a bondade, generosidade, misericórdia e graça de Deus, que faz com ele derrame abundantemente suas dádivas sobre aqueles que contribuem com alegria e liberalidade, promovendo assim socorro aos necessitados, recursos para a obra missionária, manutenção do trabalho do Senhor e o suprimento de outras necessidades (2 Co 9.6-15).

Observe o comentário abaixo:

Se você estiver carregando um fardo financeiro pesado, Deus o libertará. Ele não quer que você lute semana após semana apenas para suprir necessidades básicas. Ele quer libertá-lo da ansiedade mental e da preocupação que oprimem sua mente. (Bíblia Batalha Espiritual e Vitória Financeira, p. 278)

Algumas coisas precisam aqui ser esclarecidas:

- A ênfase do referido comentário deixa de ser dada ao "fardo do pecado" (Mt 11.28-29) e passa ao "fardo financeiro".

- O comentário afirma que Deus não quer que "lutemos" para suprimento de nossas necessidades básicas, mas que deseja que sejamos ricos. Na verdade, o Senhor Jesus nos ensina que não devemos "lutar", no sentido dado pelo comentarista (lutar ansiosamente) por uma simples razão, é o próprio Deus que supre nossas necessidades básicas como comer, beber e vestir:

Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas (Mt 6.31-33)

- Diz ainda o referido comentário: "Ele quer libertá-lo da ansiedade mental e da preocupação que oprimem sua mente". Ora, não é a riqueza que nos livra da ansiedade, mas sim, nosso contentamento e confiança em Deus que em todas as coisas e situações nos fortalece:

Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece. (Fl 4.11-13)

- É necessário lembrar que ser rico, não é em si mesmo pecado (1 Tm 6.17-19), contudo, uma teologia que prioriza a riqueza na vida do cristão não é ortodoxa nem bíblica.

Observe agora a ligação entre a visão sobre pobreza da referida Bíblia com a teologia da Prosperidade. Comecemos observando alguns textos escritos ou falas em defesa da Teologia da Prosperidade:

"[...] um outro observou: ' Sabe, Jesus e os discípulos nunca andaram num Cadilac.' Não havia Cadilac naquela época. Mas Jesus andou num jumento. Era o Cadilac naquela época – o melhor meio de transporte existente. Os crentes têm permitido ao diabo lesá-los em todas as bênçãos que poderiam usufruir. Não era intenção de Deus que vivêssemos em pobreza. Ele disse que éramos para reinar em vida como reis. quem jamais imaginaria um rei vivendo em estrita pobreza? A idéia de pobreza simplesmente não combina com reis." (HAGIN, p. 48 apud PIERAT, 1993, p. 59)

E mais:

"[...] Filho de Deus, Jesus não andou em pobreza. Leia cuidadosamente a alimentação dos cinco mil. Quando eles viram os cinco mil, literalmente disseram isto. Agora eu sei que os teólogos farão com isso, mas eu não estou tentando impressionar os teólogos. Estou tentando impressionar pessoas que querem saber o que a Palavra de Deus diz. Estou tentando colocar alguma verdade em seu espírito. E você lê a narrativa, e ela literalmente diz: o discípulo disse: "Compraremos comida e alimentaremos todos estes? E eles disseram: 'duzentos dinheiros seriam necessários para alimentar a todos. Iremos nós comprar a comida?'. Eles tinham o dinheiro na bolsa para alimentar cinco mil, mais as mulheres e crianças. Estou lhe dizendo, Jesus não liderou um ministério de pobreza". (Jonh Avanzini, gravado em 14.12.91, no programa Beliver's Voice of Victory, apud ROMEIRO, 1993, p. 42).

Perceba que a citação do texto de Jo 6.7 é tendenciosa e distorcida. A Bíblia Almeida Revista e Corrigida traduz da seguinte forma:

"Filipe respondeu-lhes: Duzentos dinheiros não lhe bastarão, para que cada um deles tome um pouco."

A Almeida Revista e Atualizada diz:

"Respondeu-lhe Filipe: Não lhe bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço."

A Bíblia de Jerusalém narra:

"Respondeu-lhe Filipe: Duzentos denários de pão não seriam suficientes para que cada um recebesse um pedaço".

Na NTLH lemos:

"Filipe respondeu assim: para cada pessoa poder receber um pouco de pão, nós precisaríamos gastar mais de duzentas moedas de prata."

Por fim a NVI relata:

"Filipe lhe respondeu: Duzentos denários não comprariam pão suficiente para que cada um recebesse um pedaço."

Perceba quem em nenhuma das versões acima o texto passa a idéia, ou expressa claramente que eles tinham tal quantia. O que Filipe faz é simplesmente um cálculo de quanto seria necessário para alimentar a multidão. Mesmo se naquela ocasião eles dispusessem deste valor, não significaria que sempre tinham dinheiro em abundância.

Observe ainda a seguinte declaração:

Deus quer que seus filhos usem a melhor roupa. Ele quer que eles dirijam os melhores carros e quer que eles tenham o melhor de tudo[...] simplesmente exija o que você precisa. (Kennteh Hagin, New Thressholds of faith, 1985, p. 55 apud Idem, p. 43)

Agora compare com o que está publicado como comentário na Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira:

"Jesus veio destruir as obras do Diabo: 'Para isso o Filho do Homem se manifestou: para destruir as obras do Diabo' (1 Jo 3.8). O pecado, a enfermidade, a pobreza e a morte são jugos do Inimigo! Você não tem de ficar amarrado à pobreza! Jesus veio libertá-lo de todo jugo que o Inimigo queira impor sobre você!" (p. 278)

O que há em comum entre os textos citados? A resposta é clara: todos estão construídos sobre os fundamentos da Teologia da Prosperidade. A lógica desta teologia é simples: doença e pobreza são do diabo. Se o Cristão está doente ou vive em pobreza, encontra-se debaixo do jugo do inimigo, ou nem é crente de verdade (ou o suficiente):

Se alguma coisa não estiver dando certo, é porque não contém qualquer virtude ou substância que dá vida. Descarte-a, por não ser um pensamento correto [...] (é) cristianismo de baixo nível [...] (TILTON apud ANKERBERG e WELDON, 1996, p. 72).

Seguindo esse raciocínio, segue abaixo uma lista ampliada de personagens bíblicos que viveram debaixo do jugo do Inimigo:

- Eliseu (2 Rs 13.14-21) Enfermidade

- João Batista (Mt 3.4) Pobreza

- Jesus (Lc 2.21-24 com Lv 12.8) Pobreza (imagina que nem ele escapou!!!!)

- Lázaro (Jo 11.1-5) Enfermidade

- Pedro e João (At 3.1-6) Pobreza

- Paulo (2 Co 6.10) Pobreza

- Epafrodito (Fp 2.27) Enfermidade

- Timóteo (1 Tm 5.23) Enfermidade

- Trófimo (2 Tm 4.20) Enfermidade

Certamente conhecemos na atualidade, homens e mulheres de Deus (como os citados acima), que se encontram enfermos ou vivem em situação de pobreza (alguns inclusive vivenciam as duas situações). Será que todos eles estão debaixo do jugo de Satanás. Embora o Inimigo possa promover enfermidades e pobreza, nem toda enfermidade e pobreza surgem da parte dele:

"Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados." (Lm 3.39)

Se não fizermos exames de saúde periódicos ou não tivermos uma boa educação alimentar, e isto resultar numa enfermidade, a culpa é do Diabo? É claro que não, a culpa é nossa!

Se não administrarmos bem as finanças, não tratarmos com cuidado o orçamento doméstico, se fizermos um mau investimento, a culpa sempre será do Inimigo?

Volto a ressaltar que fatores sociais, econômicos, culturais e pessoais são a causa de muitos sofrimentos e privações na vida do cristão.

A prosperidade é uma doutrina bíblica (Dt 28.1-14; Js 1.8; Sl 1.1-3, 1 Co 16.1-2 etc), mas, uma vez desassociada de seu contexto, reduzida ao simples fator financeiro e transformada em mera barganha, resultará em distorções e prejuízos de ordem espiritual e material para os seus propagadores e seguidores.

Que o Senhor continue nos livrando destes "ventos de doutrina" que nos induzem ao erro e ao engano (Ef 4.14)

Fonte: GospelGospel

O Dake e a Bíblia Dake


Prometi e mim mesmo que somente voltaria ao assunto Dake caso obtivesse fatos novos. Dias desses, conversei com um pastor nos Estados Unidos, que me passou informações interessantes sobre a vida e obra de Dake, durante a conversa. Não direi o seu nome por questão de ética, pois não pedi a ele permissão para tal.

Quanto à obra insisto na tese de que a CPAD não deveria publicá-la. Isso é fato. Não é necessário pensar muito: a editora é confessional, isto é, deve dela emanar somente obras que estejam de acordo com os preceitos assembleianos. Isto é ululante.

Conforme já se falou, seria semelhante tomar um livro contido de heresias, tentar oculta-las e publicar somente o que se aproxima do que se convencionou em concílio. O contrário disso é a tentativa de meter a denominação em moldes alheios a ela, impondo-lhe outros concílios, doutrinas, preceitos e não o inverso.

Caso houvesse a probabilidade de a denominação estar submissa a preceitos bíblicos controversos, não caberia à CPAD impor-lhe tal alteração, como soa nesse caso. Ela não tem essa prerrogativa, mas deve submeter-se (ou deveria) ao que o concílio assembleiano estabelece, isto é, submeter-se à CGADB, por meio de seus conselhos, jamais impor.

Por outro lado, não dá para tomar um fruto com sinais de apodrecimento e tentar transformá-lo em outro saudável. Jesus já ensinara sobre isso (cf Mt 9.16-17).

Abrangência da Dake

Quanto à obra em si, não obstante ter sido mutilada, na tentativa de adaptação, não resta dúvida ser o resultado de um hercúleo trabalho do pastor Dake. Ela é bem completa, uma das mais vendidas no mundo e todo teólogo deveria conhecê-la, por inúmeros fatores, como para o debate em questão. Por sua complexidade, há muitas informações que só se encontram nela.

Pastor Dake ensinando (1927)

Sem levar em conta se os comentários são heréticos ou canônicos, a Dake tem assuntos que poucos teriam ousadia de levá-los à mesa de discussão (e não de fundamentação doutrinária). Aí reside o maior risco de sua publicação, sem as devidas observações, omitidas pela editora. Porém, caso fizesse isso, a editora assinaria como ré por antecipação: publicar o que não deveria.

Somente o mapa original (a editora o substituiu por outro – o do missionário 'Lourenço' Olson e que, portanto, não faz parte da obra), editado em 1925, custa em torno de R$ 1 mil, segundo informações que obtive desse mesmo colega, citado acima.

Mas daí, a ser publicada pela editora assembleiana há um abismo. Qualquer outra editora independente poderia fazê-lo, não sem expor suas características, a considerar a questão ética, um dos maiores ícones cristão (deveria ser).

Pureza e deslize

A história do pastor Dake é cercada de sucesso espiritual e de uma 'escorregadela', que lhe custou a prisão pelo período de 5 meses, e a expulsão da Assembleia de Deus no Texas. O piedoso homem começou seus comentários cedo. Com apenas 20 anos de idade, escreveu sobre os livros mais difíceis da Bíblia – os dois apocalipses bíblicos: Daniel e Apocalipse. Depois, escreveu centenas de obras. Todo o dinheiro arrecadado com tais livros, teria sido investido na obra, tanto que Dake teria morrido pobre.

Com 23 anos de idade, Dake caiu no poder e permaneceu no chão por 11h. Isso ocorrera depois de 40 dias de jejum.

O seu casamento foi outro fato notável: em 6 dias ele ficou noivo e em 20 casou-se. O mesmo casamento teria durado 6 décadas e sua mulher possuía dotes 'invejáveis': era musicista, cantora, compositora…

Pessoalidades

Família Dake (1934)

Além das questões não aceitas pela doutrina cristã, como o comentário de Gênesis 1.28c, que a mim não passa de especulação, dando conta da existência de uma sociedade pré-adâmica, pesa contra Dake a acusação de transportar uma menina de 16 anos, entre fronteiras norte-americanas.

Não obstante em alguns Estados essa prática não constituir crime, Dake fez justamente o que todo homem deve resguardar-se: deu carona a uma jovem de 16 anos. Pior: transportou-a por um trajeto a ponto de atravessar fronteira estadual. Neste caso, ele infringiu a lei, mesmo sob a alegação de que não tocara na jovem. Ela mesma teria afirmado isso em juízo, onde fora para defender o pastor.  Isso ocorreu em 1937.

Dake, líder de uma igreja de cerca de 300 membros, fora condenado a 6 meses de prisão. Por bom comportamento saiu com 5 meses (de fevereiro a julho de 1937). Sua condenação teria sido somente por transportar a moça (entre fronteiras). A menina havia fugido de casa e no caminho da fuga pediu carona a Dake. Quando fora encontrada pela família, esnobou a façanha ao afirmar que, embora não tivera apoio familiar um pastor (e passou suas características) deu-lhe carona. A família acionou a polícia.

Obvio que, se houvesse provas de que o pastor tivesse provocado, ao menos, atos libidinosos, não teria saído tão cedo da cadeia.

Na Eternidade

Por fim, aos 85 anos de idade, sua esposa partiu para a Eternidade e uma semana após, Dake dissera a filhos e netos que havia uma carruagem à frente de sua casa há dias. Não demorou muito para Dake partir também.

Quebra de braço

Pelo andar da carruagem, essa Bíblia só sairá do mercado após esgotados toda a sua edição, ou quando a editora alcançar o alvo-lucro. Como se sabe, o mercado não tem sentimento e essa é a mesma ótica assimilada. Portanto, enquanto a edição não se esgotar, não haverá iniciativa no sentido de retirá-la de mercado. Isso para que a editora não sofra 'prejuízos' e ainda mantenha a meta de lucro.

Depois existe a questão do investimento financeiro, conforme já fora exposto na web, o que faz com que a editora cubra os custos e ainda obtenha o lucro, proveniente e esperado.

Ainda que não seja esse o objetivo, cada um destes artigos críticos, escritos sobre a Dake, leva centenas às lojas em busca de uma edição. Esse marketing se encaixa perfeitamente na política: "Fale mal, mas fale de mim".

"A vergonha de confessar o primeiro erro nos leva a cometer muitos outros" (Jean de La Fontane).


Fotos: Divulgação/www.dakebible.com
Fonte: Fronteira Final

Sobre profecias.... qual sua opinião?

Vamos aos fatos:

astor profetisa enquanto orava na rádio sobre a eleição da CGADB. A profecia foi recebida dia 27 de março de 2009, enquanto ele (Pastor Rui Raiol) orava em seu programa semanal de rádio.

Pastor afirma que recebeu palavra profética

"Ele escolheu Bélem do Pará... Ele chamou a Samuel Câmara... Eu escolhi, ninguém poderá derrubá-lo... Ele vê um homem que não quer nada para si mesmo..." (Rui Raiol)


O pastor Rui Raiol, teria recebido uma palavra profética que diria respeito a eleição para presidente da CGADB. Nessa profecia pelo que nos dá a entender é que o pastor Samuel Câmara será o próximo presidente da CGADB. 
Numa parte da profecia ele diz que "quem se levantar contra o Pr Samuel Camara atrairá maldição para si". Uma curiosidade Pr Rui Raiol é da Assembléia de Deus em Belém no Pará.

Só o tempo nos dirá se a profecia foi palavra de Deus ou do homem. Se foi de Deus, se cumprirá. Se foi do homem...

"Tratando-se de profetas, falem apenas dois ou três, e os outros julguem" (1 Co 14.29)

A maior prova da veracidade de uma profecia é o seu cumprimento e a sua fidelidade aos princípios da Bíblia Sagrada!

Na suposta profecia ele pede votos e apoio dos pastores (indiretamente) para o pastor Samuel Camara isso pode ouvido a partir dos 7 minutos.

Quem quiser ouvir a profecia, clique aqui

Tirei essa matéria da própria Igreja Assembléia de Deus de Porto velho!



Parece que a profecia não se cumpriu:

Pastor Wellington vence as eleições da CGADB mais uma vez

Mais uma vez pastor José Wellington Bezerra da Costa venceu as eleições durante a realização da 39ª. Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB), realizada em Carapina, Serra (ES). Com número recorde de participantes (16,6 mil ministros inscritos), a Convenção foi exaustivamente disputada. O candidato da outra chapa, pastor Samuel Câmara, realizou uma campanha invejável em termos de investimento financeiro e secularização.

 

A disputa exigiu uma estrutura gigantesca e profissionalização do sistema de captação dos votos. A CGADB contou com a participação e orientação do TRE do Espírito Santo e a votação foi realizada em urnas eletrônicas. Pastor José Wellington deve permanecer na presidência até abril de 2013, quando terá nova eleição. Em 2011 as Assembléias de Deus no Brasil completam 100 anos.



As perguntas: 

1- O dom da profecia é mal entendido pelos pentecostais? Seria ele uma advinhação do futuro ou a pregação da Palavra revelada de Deus(Bíblia)? 

2- O que fazer com o Pastor Rui Raiol diante do não cumprimento da profecia?

3- Especular sobre o futuro não seria pecado? "O justo viverá pela fé."


Postou Wagner Lemos (antes de me atirarem pedra: Sou Penteciostal) rss..

Três pastores são expulsos por bispo da Igreja Mundial de Cuiabá

     O bispo Sidney Furlan foi expulso da igreja Mundial do Poder de Deus em Mato Grosso, acusado de truculência e lavagem de dinheiro em igreja. Aumenta a corrente de denúncias contra a conduta e postura do bispo, que explora quase toda a programação da TV canal 8 na Grande Cuiabá, que antes retransmitia a Bandeirantes e agora está arrendada pela Igreja do missionário Valdomiro Santiago.

 

     No sábado, 30, Furlan expulsou da igreja o pastor Emanoel Alves, sob acusação de falta grave. Revoltado e no desespero por não ter onde morar, o ex-pastor nega ter cometido qualquer irregularidade e anuncia que, junto com outros dois que também foram "escurraçados" da Mundial, sendo eles Ailson Santos Correia e Edmiran Mendes da Silva, vão denunciar o bispo junto ao Ministério Público.

 

     Acusam Furlan de promover um esquema de lavagem de dinheiro e de forçar pastores a proporcionar lucros à igreja, por meio de ofertas e dízimos, sob pena de virem a ser expulsos e ainda de serem acusados de roubo.

 

     Emanoel Alves estava "chorando as mágoas" numa praça no centro de Cuiabá, localizada em frente à igreja da qual foi expulso. Enquanto isso, Furlan, a 200 metros dali, pregava para mais de mil evangélicos.

 

     O ex-pastor conta que estava na Mundial havia sete meses e, sob orientação da igreja, mudou-se de Nova Brasilândia para a Capital há cerca de dois meses. Disse que durante este período não recebeu salário e que, sem razões aparente, Furlan o expulsou.

 

     Conta que não estava com um centavo no bolso e, para piorar, não tem onde morar. Naquele momento, recebia apoio e solidariedade de Ailton, irmão de Ailson Santos, outro pastor expulso da Mundial.

 

     Eles disseram que a regra imposta aos pastores é dura. Recebem orientação para "até vender tudo que possui" para, por exemplo, difundir e criar estrutura da igreja nos municípios. Se a investida não for bem-sucedida, ficam no prejuízo, acabam expulsos e se vêem em condições humilhantes.

 

     Pela previsão dos ex-pastores, Sidney Furlan controla uma arrecadação por meio de doações dos fiéis em Mato Grosso próximo de um milhão de reais, sendo mais de R$ 100 mil somente em Cuiabá. Em todo o país, a Mundial possui mais de mil igrejas.

 

     Reação

 

     O bispo foi procurado insistentemente para comentar as denúncias feitas pelos três ex-pastores. Seus assessores fizeram espécie de jogo de empurra-empurra. Por fim, Sidney Furlan não deu retorno aos recados.

 

     O ex-vereador por Cuiabá Milton Rodrigues se identificou como espécie de assessor de imprensa da Igreja. Ponderou que iria tomar conhecimento dos fatos para apresentar uma versão oficial, o que não ocorreu.

 

     Sempre cercado de até quatro seguranças, Sidney Furlan costuma reagir às acusações atacando e, junto aos fiéis, se posa de vítima. Costuma dizer que sofre perseguição. Prega milagres com o poder da fé, pede ajuda financeira e, nas entrelinhas, faz pré-campanha eleitoral.

 

     A Igreja Mundial trabalha dois nomes para deputado estadual, a do ex-parlamentar Nataniel de Jesus, que já foi da Igreja Universal do Reino de Deus, e o missionário conhecido pelo prenome de Brito.

 

      "Situação grave"

 

     Milton Rodrigues, ex-vereador que atua como assessor de imprensa do bispo Sidney Furlan, argumenta que Emanoel Alves foi expulso da Mundial depois de cometer a terceira falta grave. Afirma que, antes, o pastor atuava em Nova Brasilândia e, ignorando as regras e conduta imposta pela igreja, fechou o templo e foi passear na casa de parentes em outra cidade.

 

     Emanoel foi alertado e recebeu uma nova chance para voltar a comandar a igreja. Depois que passou a trabalhar como pastor em Cuiabá, diz Milton, Emanoel vinha conduzindo cultos de orações de forma irresponsável e foi acusado até de furto de dinheiro de ofertas.

 

     Garante também que o bispo Furlan não se negou a pagar passagem para Emanoel voltar à cidade de origem, que seria Barra do Garças. O problema, segundo ele, é que o ex-pastor exigia passagem para Brasília. "Não foi esse o combinado", diz Milton Rodrigues.

Fonte: Portal Creio