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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

10 de março de 2010

AVATAR ganha OScars e mentes para o esoterismo


Avatar ganha Oscars e mentes para o esoterismo

"Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!" (O apóstolo Paulo – Romanos 1.25).

O filme "Avatar" (Estados Unidos, 2009) quase confirmou sua fama de arrasa-quarteirão. Após abocanhar o troféu de melhor filme temático e melhor direção no Globo de Ouro, não conseguiu levar o Oscar de melhor filme e nem de melhor direção para James Cameron. "Guerra ao Terror" foi o grande vencedor. Porém, como consolo, "Avatar" ganhou três estatuetas, todas de categorias técnicas. Assisti-o com minha esposa e o premiaria também com a estatueta de "Oscar de melhor filme esotérico de 2009"'.

"Avatar" destaca-se do ponto de vista tecnológico e esotérico.

O enredo

Um bom roteirista pode criar um filme para passar a mensagem que desejar, de forma explícita ou sutil. Qualquer narrativa pode enaltecer o bem ou o mal, fazer-nos beber água limpa ou podre e nos emocionar ao ponto de rirmos ou chorarmos.

"Avatar" é uma ficção científica inundada com água dos esgotos espirituais.

Em um planeta chamado Pandora, a anos-luz da Terra, existe uma substância chamada unobtainium que é de grande valor para os humanos que viajaram até lá para conquistá-la. No entanto, os nativos de Pandora, chamados de Na'vis,* são um obstáculo nessa conquista, pois um grupo deles está assentado em uma área exatamente sobre a maior reserva de unobtainium do planeta.

O malvado coronel Miles Quaritch (interpretado por Stephen Lang) deseja usar a força e eliminar logo os Na'vis. Já a boa cientista, doutora Grace Augustine (interpretada por Sigourney Weaver), acredita na diplomacia e que os humanos e Na'vis venham a ser amigos.

Os humanos criam, então, avatares Na'vis que se infiltram entre os nativos com o objetivo de convencê-los a saírem daquele local. Esses avatares são basicamente humanos em corpos de Na'vis.

 
O principal avatar é Jake Sully (interpretado por Sam Worthington), que tem sucesso em se infiltrar, mas acaba sendo seduzido pela maneira de viver dos Na'vis, apaixona-se por uma Na'vi, vira a casaca e passa a lutar com os nativos contra os abomináveis humanos. Isso me fez lembrar um pouco da trama do "O Último Samurai".

Os Na'vis amam a natureza, adoram a deusa Eywa (que é uma força espiritual que mantém o equilíbrio da natureza) e são conectados a ela através de uma espécie de sonda que sai da parte posterior de suas cabeças, como se fossem longas tranças dos seus cabelos.

A inevitável batalha final é ganha pelos Na'vis e, graças à deusa Eywa, Jake Sully tem um novo nascimento e passa a ser não mais um avatar-na'vi, mas um Na'vi de verdade.

A narrativa do filme foi de certa forma pobre em conteúdo para quase três horas de duração. O que salta aos olhos é o espetáculo de tecnologia e esoterismo.

A tecnologia de Avatar

O diretor James Cameron superou todas as expectativas, ao esperar mais de dez anos para produzir "Avatar". Pois, quando idealizou essa película, ainda não existia tecnologia suficiente para produzi-la.

Cerca de 70% do filme foi gerado em computador, mas não parece. Criado especificamente para ser assistido em 3D, "Avatar" vem à tona com cores vivas e as imagens do planeta Pandora parecem ser bastante reais. Muitas das cenas onde os humanos interagem com as criaturas de Pandora foram gravadas em frente a uma tela verde, mas com tamanha precisão que confesso, com algumas exceções, não consegui distinguir visualmente o real do irreal.

A propósito, realidade neste filme é outra coisa. Se o leitor está procurando o mundo real, é melhor ler a Bíblia.

A doutrinação do filme Avatar

Se a película "Avatar" foi pobre em diálogos, o mesmo não pode ser dito sobre sua visão de mundo esotérica.

Neste artigo quero salientar apenas dois aspectos. Uma análise mais abrangente será feita no livro "Ah! Deliciosos Filmes Anticristãos – Volume 4".

1) A popularização da palavra "avatar"

Para qualquer cristão que estuda esoterismo, sempre que se depara com a palavra "avatar", uma luz vermelha se acende na mente.

A Bíblia nada fala sobre "avatar", porém citações sobre avatares (ou avataras) aparecem na Bhagavad-Gita, que é o mais popular livro do hinduísmo. A Bhagavad-Gita esclarece: "Há várias espécies de avataras [...] mas o Senhor Krishna é o Senhor primordial, a fonte de todos os avataras".

 
Originalmente, a palavra "avatar" vem do indiano antigo, chamado sânscrito, e no hinduísmo significa "o Deus que desceu do Céu para a Terra": seria a "aparição" ou "manifestação" ou "encarnação" de um deus na Terra. Por exemplo, o deus hinduísta Vishnu diz ter inúmeros avatares.

A propósito, a cor azul clara dos Na'vis me lembrou de Krishna.

Um outro significado para a palavra "avatar" tornou-se popular com o advento de jogos na internet. Cada participante cria o seu próprio "avatar", dotando-o das características que achar necessário. São corpos virtuais criados pelos jogadores. Além disso, a companhia Nintendo tem uma linha de videogames intitulada "Avatar". O "Avatar" do diretor James Cameron cai nesta definição de uma criatura produzida para ser manuseada com fins específicos, como nos jogos dos internautas.

Os avatares de Cameron são entidades biológicas idênticas aos Na'vis, mas com algum DNA humano.

2) A popularização do monismo e do panteísmo

Numa cena de "Avatar" ficamos sabendo que o planeta Terra já foi tão verde quanto o planeta Pandora, mas que os humanos tinham devastado tudo.

 
A mensagem do filme resume-se à luta do povo bom e espiritual da floresta (os Na'vis) contra os terríveis e abomináveis humanos. A palavra Na'vi lembra foneticamente a palavra inglesa "naive" que quer dizer "ingênuo". "Avatar" é a luta dos supostamente ingênuos contra os humanos perversos.

Ao término, ficamos satisfeitos com a morte do Coronel Quaritch e com a destruição do seu exército. Os humanos que sobreviveram foram enviados de volta ao já moribundo planeta Terra para lá morrerem. Torcemos contra os humanos. Que maravilha!

O tema do filme é claro: "Louve a natureza e seja um com ela!". Este longa-metragem nos ensinou que os humanos já destruíram a natureza do planeta Terra e estão destruindo o meio-ambiente de outros planetas, perdendo a oportunidade de conhecerem a visão espiritual de serem um com todas as criaturas.

Aprendemos também neste filme que todas as coisas criadas têm um espírito e que todas as coisas vivas estão interconectadas entre si e com a "mãe deusa Eywa". Isso me trouxe à memória o desenho animado "Pocahontas".

Uma das fortes cenas onde essa mensagem é transmitida ocorre quando todos os Na'vis estão sentados no chão, conectados a ele com suas tranças-sondas, balançam, como uma dança, recitando um cântico que mais parece um mantra à deusa Eywa.

Imagine só? A cientista Grace Augustine chegou a descobrir que todas as árvores da floresta de Pandora têm conexões eletro-químicas entre elas e que juntas formam uma grande rede elétrica igual às sinapses do nosso cérebro. É uma pseudo-ciência tentando justificar de forma racional a doutrina esotérica do "monismo-panteístico".

Monismo (do grego mono, "um"), é uma visão de mundo que assegura que toda a realidade, tanto a material quanto a espiritual, é concebida como um todo unificado. Em última análise, não existem distinções reais entre as coisas. Popularmente falando: "Tudo é um, um é tudo".

Panteísmo (do grego pan, "tudo", e theos, "deus") é uma visão de mundo que identifica todas as coisas com Deus e Deus com todas as coisas. Todas as coisas são partes de Deus e, portanto, divinas. Não existe uma pessoa ou qualquer coisa que esteja separada ou distinta de Deus. Popularmente falando: "Deus é tudo, tudo é Deus".

Quando unimos as definições de monismo e panteísmo, teremos a principal doutrina do Movimento da Nova Era (The New Age): o monismo-panteístico. Popularmente falando: "Tudo é Um, Um é Tudo, Tudo é Deus".

O monismo-panteístico é o dogma principal do filme "Avatar".

Então, a "salvação" dos Na'vis é um estado de consciência iluminado onde a pessoa descobre que é um com todas as coisas (monismo). Dando esse primeiro passo, a pessoa também descobre que ela é um com Deus e que pode participar desta vida divina sem a necessidade de um mediador entre Deus e ela. Pois, todas as coisas são divinas (panteísmo) e não há razão para aceitar a obra redentora de Jesus Cristo.

Já do ponto de vista cristão, existe uma total separação entre o Deus puro e Suas criaturas impuras. O pecado separou as pessoas de Deus e o acesso do indivíduo a essa reconciliação com o Deus Pai só acontece quando ele é lavado pelo sangue redentor de Jesus Cristo (o nosso Mediador).

"O homem igual a Deus" é a velha mentira do Jardim do Éden: "sereis iguais a Deus", com a qual a Serpente seduziu Eva. Costumo dizer que o fruto que Eva comeu foi a maior cachaça que a humanidade já tomou. No Éden, o ser humano caiu neste conto e passou a viver espiritualmente tonto, desnorteado, tateando no escuro, até os dias de hoje. "Avatar" nos oferece esse mesmo pileque.

Conclusão – um "blockbuster" esotérico

"Avatar" é um incrível blockbuster para superar todos os outros blockbusters. Vem batendo todos os recordes de arrecadação financeira e caminha a passos largos para ser o filme mais assistido de todos os tempos.

"Avatar" nos trouxe a má e caduca notícia da "divindade interior" e vem iludindo milhões de pessoas que lotam os cinemas por este mundo afora.

Sim, com certeza temos tratado muito mal o meio-ambiente e estamos pagando caro por isso. Mas, existe uma boa notícia que os humanos não contaram aos Na'vis, e esta é que tudo isso é conseqüência do nosso pecado e que Deus já pagou a nossa dívida na cruz ao enviar o Seu Filho Jesus Cristo para morrer por nós. Tudo que temos de fazer é reconhecer nossa podridão e deixar-nos lavar pelo sangue do Cordeiro de Deus.

"O homem sendo um com Deus", que enganação! "Que perversidade a vossa! Como o oleiro fosse igual ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Ele não me fez; e a coisa feita dissesse do seu oleiro: Ele nada sabe" (Isaías 29.16).

Quem somos nós para questionarmos a Deus? "Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim?" (Romanos 9.20).

A frase mais repetida na noite da entrega do Oscar foi "... and the winner is..." ("... e o vencedor é..."). Gostaria de repeti-la mais uma vez nesta minha fictícia entrega do "Oscar de melhor filme esotérico de 2009": "E o vencedor é AVATAR!". (Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa - http://www.chamada.com.br)

* No filme, a palavra Na'vi é usada tanto para o singular quanto para o plural. Para efeitos didáticos usarei Na'vi para o singular e Na'vis para o plural.
 
Via: Chamada.com
 

Wayne Grudem e Apocalipse 3:5



Em Apocalipse 3.5, diz Jesus: "O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida". Alguns sustentam que, dizendo isso, Jesus sugere que é possível que ele venha a apagar os nomes de algumas pessoas do Livro da Vida, pessoas que já tinham seus nomes escritos ali e que portanto já estavam salvas. Mas o fato de Jesus afirmar enfaticamente que não fará algo não pode ser usado para pregar que fará a mesma coisa nos outros casos! O mesmo tipo de construção grega é usada para exprimir uma negação enfática em João 10.28, onde Jesus diz: "Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão". Isso não significa que algumas das ovelhas de Jesus não ouvem a sua voz nem o seguem, e por isso perecerão; afirma simplesmente que as suas ovelhas com certeza não perecerão. Do mesmo modo, quando Deus diz – "De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei" (Hb 13.5) – não sugere que deixará ou abandonará outras pessoas; apenas declara enfaticamente que não deixará nem abandonará o seu povo. Ou, numa analogia ainda mais próxima, de Mateus 12.32, Jesus diz: "Se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir". Isso não significa que alguns pecados serão perdoados no porvir (como alegam os católicos romanos para sustentar a doutrina do purgatório) – isso não passa de um erro de raciocínio: dizer que algo não irá acontecer no porvir não implica que pode acontecer no porvir! Do mesmo modo, Apocalipse 3.5 é apenas uma firme garantia de que aqueles que estiverem trajando vestes brancas e que permanecerem fieis a Cristo não terão os seus nomes apagados do Livro da Vida.

Wayne Grudem
In: Teologia Sistemática

Fonte: Cinco Solas

HINN SE EXPLICA SOBRE DIVÓRCIO

Para Benny Hinn, esposa nunca havia dado sinais de desgaste

      Depois de trinta anos de casamento, Suzanne Hinn, esposa de Benny Hinn pediu divórcio. Abalado com as criticas, o evangelista enviou uma carta de três páginas a seus membros explicando que seu ministério não tem fundamentos bíblicos para sua esposa Suzanne Hinn pedir o divórcio.

Hinn disse que sua esposa estava sob grande pressão, mas nem ele nem os seus filhos "nunca teria esperado que isso acontecesse." Na carta o americano se defende e diz que não havia nenhuma imoralidade na vida do casal. "Nós dois mantivemos nossas vidas limpas e completamente devotadas um ao outro por 30 anos de casamento.

Suzane apresentou papeis de divórcio no dia 1º de fevereiro citando incompatibilidade de gênios. Benny disse, através de seus colaboradores, que estava tentando reverter a crise no casamento. "Suzanne nunca deu sequer indicio de que isso estava em sua mente", frisou. O líder americano pede orações pela 'cura' de sua família e diz que o divórcio irá impedi-lo de cumprir seu chamado ao ministério.
Via: Creio

Império ou Igreja de Deus?



-- Temos visto atualmente uma busca desesperada pela 'expansão do Reino de Deus', um crescimento desordenado e assustador. Há igrejas em busca da 'excelência' em nome de quem? São verdadeiros impérios criados para massagear o ego de seus fundadores? Ou para competir com a 'igreja rival'? Ou realmente é a luta pela expansão do Reino de Deus nesta terra?

São questionamentos que estão ?martelando? a minha mente por algum tempo. Até sei as respostas, mas formem suas opiniões, porque estou cansado da massa de manobra política que adentra as portas das igrejas e dos formadores de opiniões que, por escreverem 'frases de efeito', se acham no direito de serem A VERDADE ABSOLUTA.

Não sou cristão de berço, mas nasci para o Evangelho de Cristo dentro da ala pentecostal, e não nego as minhas raízes. Simplifico, manifestação de poder do Espírito Santo + Palavra de Deus = Pentecostal; o que fugir disso para mim são estórias, porém isso é uma questão a ser discutida um outro dia.

O reverendo da Igreja Presbiteriana do Brasil, Hernandes Dias Lopes, deu uma opinião interessante sobre esse assunto à Revista Igreja: 'Encaro com alegria o crescimento de outras igrejas no Brasil, como a igreja Pentecostal. O que também me preocupa são os caminhos que alguns tomam. Alguns pontos importantes do CRISTIANISMO são deixados de lado em certas denominações, o que é preocupante nos dias de hoje. Nosso apelo é para que haja uma retomada às nossas bases, através da Palavra e fortifiquem-se no Espírito Santo'. Dias Lopes completou ainda: 'É preciso que a igreja não se perca e retorne aos fundamentos. A única esperança da igreja brasileira é o resgate de valores. Mídia e status são coisas que não podem permanecer em primeiro plano, bem como a liberação de tudo que é mundano. A única solução para toda e qualquer igreja está no foco exclusivamente em Deus'.

De acordo com o blog Amenidades da Cristandade, a cantora Ana Paula Valadão disparou contra a 'Teologia da moda'... a tal Teologia da Prosperidade: 'Eu estou cansada de colocar em programas evangélicos, e trocar de canal, por ver nesses programas, pessoas falando: Quando eu não era evangélico eu não tinha nada, hoje eu tenho duas casas, não sei quantas empresas... Até quando as pessoas vão querer viver este evangelho fácil? Será que as pessoas não vão se cansar disso 'Não vão se voltar para Deus'?

Ainda segundo o blog, Ana Paula Valadão sempre se mostrou contra e indignada a teologia da prosperidade. Há um tempo atrás, a cantora, em seu programa que é transmitido para todo o Brasil, chegou a alfinetar grupos que fazem CDs só falando de bençãos. A cantora disse que existem grupos que fazem músicas já na intenção de venderem CDs, e de tocarem nas rádios.

No ano de 2005, de tão indignada, Ana Paula lançou o CD e DVD "Ainda existe uma cruz", o oitavo CD da série Diante do Trono, como ela mesmo disse, uma loucura, indo na contra-mão do mercado fonográfico evangélico.

Não estou aqui para defender Hernandes Dias Lopes ou Ana Paula Valadão, mas a ideia transmitida nessas frases expressam o que está acontecendo na 'avivada' igreja tupiniquim.

O escritor John Bevere relatou que a igreja brasileira está morna e vive um falso crescimento do avivamento. Não poderia ser diferente, pois hoje se mede avivamento pelo IMPÉRIO que as igrejas constroem.

Temos igrejas cheias, mas pessoas desviadas dentro delas, isso mesmo... pessoas vivendo uma realidade totalmente distante do Evangelho, mas alvoroçadas em busca da tão ministrada e sonhada milionária PROSPERIDADE. Façam-me um favor, falem da mensagem da cruz - também estou de 'saco cheio' de tantas baboseiras.

Sou novo, um bebê no Evangelho, mas hoje vejo homens que até começaram certo, tementes a Deus, mas em algum momento foram sugados pela teologia da prosperidade e se perderam na caminhada.

Atualmente, se usa do poder dos meios de comunicação para justificar o injustificável. O enriquecimento bate a porta. De todos? Não, somente dos donos da retórica. E o que acontece? Aqueles que não alcançam a milionária prosperidade ficam frustrados, achando que Deus nãos os ama ou que está em pecado; ficam opressos, tristes e deixam de viver pela graça.



Vamos acordar, prosperidade é:

- alcançar a salvação;

- viver pela graça;

- estar no centro da vontade de Deus;

- ter uma família equilibrada;

- ser usado com eficácia na obra de Deus;

- ah! completem a lista...



Ovelhas: lembram-se delas?

O púlpito, as telas da TV e por aí vai têm virado ringue para os profissionais da fé se 'esmurrarem verbalmente', enquanto isso, as ovelhas (lembram-se delas?) estão opressas, doentes, precisando de cuidados e de atenção, mas os profissionais da fé estão se preocupando com seus próprios interesses.

Os incentivos destes às ovelhas, trocando em miúdos, são: 'Vá, cresça, trabalhe até entrar no ativismo, mas a obra precisa de você. Pecou, vai para o inferno! Não vá para outra igreja senão a sua vida espiritual vai travar, só nesta igreja você encontrará a salvação, bla bla bla bla'.

Um amigo meu, que me ajudou bastante no começo da minha conversão, me disse que não quer saber mais de ir à igreja. Para ele, as igrejas tornaram-se uma empresa, por isso prefere manter-se bem distante delas. Fico triste, pois sei da importância de ir à igreja, de fazer parte do corpo, mas também não posso condená-lo porque o corpo está muito doente, sem rumo.

Poxa vida, meu Mestre disse que no mundo teremos aflições, mas me faltou discernimento para entender que parte dessas aflições viriam daqueles que deveriam nos ajudar a caminhar no Evangelho.

'E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

2 Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor DEUS: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas'

3 Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.

4 As fracas não fortalecestes, e a doente não curastes, e a quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza'. Ezequiel 34:1-4


O que me resta, criticar? Não, orar pela misericórdia, pois não serei eu quem fará o papel do acusador - afinal sou apenas um homem pecador que precisa da graça.


Por Rodrigo Ribeiro Rodrigues
Redação O Galileu

Fiéis deixam igreja para não ouvirem políticos

A missa que a Arquidiocese de Natal celebrou em "agradecimento a Deus" pelos dez anos da Beatificação dos Protomártires do Brasil, hoje, em Uruaçu, no município de São Gonçalo do Amarante, terminou com uma decepção.

Dom Matias Patrício deixou os discursos políticos - prefeito Jaime Calado e governadora Wilma de Faria - para depois da comunhão. Não deu outra. Os fiéis começaram a se retirar. Ou seja, interesse zero pelos 'discursos'.

Enquanto JC falava, o povo saia. Após, um padre informou que a governadora abrira mão da sua fala, diante da dipersão dos fiéis.

Bem feito. A igreja católica tem que parar com esse desrespeito de transformar o templo de Deus em palanque político. Sou católica, mas pensando seriamente em não ter mais religião e não ir mais a igrejas. Tenho vergonha.

Fonte: Tribuna do Norte
Via: O Galileu

Capital dos EUA já permite o casamento entre homossexuais

Por Carlos Lima
 
Casais 'assinaram os papéis' nesta terça-feira (9) em Washington.
Antes do Distrito de Columbia, cinco estados já permitiam casamento gay.



Sinjoyla Townsend (à esq.) e and Angelisa Young casam-se nesta terça-feira (9) na capital dos EUA, Washingon, no primeiro dia em que a união gay foi permitida do Distrito de Columbia, ao qual pertence a capital. (Foto: AP)



Rocky Galloway (à esq.) e Reginald Stanley casam-se. Além de DC, os estados de Connecticut, Iowa, Massachusetts, New Hampshire e Vermont também já permitem o casamento gay. (Foto: AP)



Fonte: G1, com agências internacionais

9 de março de 2010

Revista Época aborda a polêmica do exorcismo

Na coluna de Eliane Brum, na Revista Época, ela comenta o que encontrou na sua busca por demônios

Por Rodrigo Ribeiro Rodrigues - Redação OGalileu
 
Estava zapeando a TV em busca de algo para ver, quando fui surpreendida por um demônio entrando pela minha sala, depois de abandonar o corpo de um homem que ainda tremia na tela. Pobre diabo, pensei, e por um instante fiquei confusa se me referia ao homem ou ao demônio desmoralizado que dele saía com o rabo entre as pernas, apenas porque o pastor falava grosso com ele. Do meu sofá, assisti então à partida atabalhoada de séquitos inteiros de belzebus do corpo de fiéis. Alguns dos mortais exorcizados foram também esvaziados do pouco dinheiro que tinham para sustentar a família, o que talvez não lhes ajude a seguir em frente depois de experiência tão traumática. A banalidade do mal, da filósofa Hannah Arendt, ganha outros sentidos nessas sessões de exorcismo promovidas por algumas igrejas neopentecostais diante das câmeras.

Eu também tive experiências com demônios. Infelizmente, bem menos fáceis de exorcizar do que estes da TV. Nos anos 90, fui incumbida de fazer uma reportagem sobre o diabo. Não consigo lembrar qual era a razão de ter enveredado por tal tema. Algo tinha acontecido, mas não lembro o que era. Recordo de ter partido em busca de pessoas supostamente possuídas por Satã. Buscava os demônios menos descartáveis, aqueles que inspiraram algumas das grandes obras da literatura mundial e do cinema. E nos levaram para mais perto de uma compreensão mais profunda do humano.

Ao longo da apuração, fiz várias incursões nesse mundo. De uma delas jamais pude esquecer. Havia no Rio Grande do Sul um padre exorcista. Ele não se apresentava com este título. Preferia dizer que era 'parapsicólogo', um nome mais palatável para uma modernidade que transforma demônios em negócios altamente lucrativos. Era um jesuíta. Grande, discreto, dono de uma erudição sólida. Vivia cercado de livros, escrevendo. E sua figura, chamada quando eventos aparentemente inexplicáveis aconteciam, inspirava respeito.

Ele raramente se comprometia com alguma conclusão diante do grande público. Comportava-se como um observador. Lamentei sua morte, anos atrás, por motivos egoístas: era alguém que eu teria compreendido melhor hoje, que sou mais velha. E sobre quem eu gostaria de escrever. Foi o único exorcista com estofo de exorcista que eu conheci até hoje. Penso que com ele morreu um mundo inteiro.

Naquela ocasião, ele me recebeu em seu quarto-escritório na instituição onde vivia. Contei a ele o que buscava. Conversamos um pouco sobre a natureza dos demônios, sem que ele jamais assumisse claramente sua participação em um legítimo ritual de exorcismo católico. Suas respostas eram sempre precisamente vagas. A certa altura, ele buscou uma caixinha de madeira em uma escrivaninha. Ali, ele guardava num fichário os dados das pessoas que, ao longo da sua vida, haviam lhe procurado com a queixa de que alguém da família estava possuído por Satanás.

Com gestos calmos, quase displicentes, ele pinçou dali alguns nomes. Embora tenha sentido meus olhos se acenderem de tanta excitação, lembro de ter ficado internamente um pouco decepcionada com ele. O excesso de confiança me pareceu temerário - não porque eu não a merecesse, mas porque as pessoas haviam confiado a ele algo muito sério e muito íntimo. E agora ele as expunha.

Anotei rapidamente os endereços no meu bloquinho de repórter, antes que ele se arrependesse. Pretensão injustificada, já que um homem como aquele, seja por sabedoria ou por velhice, sabe bem o que está fazendo e só faz o que quer. Eu estava muito excitada com o que tinha nas mãos - mas um pouco atormentada por aquele problema clássico de repórter: como bater na porta de alguém e perguntar se estava possuído pelo demônio?

Aprendi no exercício desta profissão tão peculiar que o melhor jeito de perguntar qualquer coisa, por mais espinhosa que seja, é perguntando. Eu não tenho técnica. Vou lá e pergunto. Mas não estava preparada para o que ouviria. Até então, estava achando uma investigação instigante - e um pouco engraçada. Quando comecei a bater nas portas que ele me havia aberto, tudo mudou.

Nenhuma das pessoas que abriu a porta achou estranho eu perguntar sobre possessões demoníacas. Quem achou estranho que não houvesse estranhamento era eu. Tipo: 'Bom dia, eu sou fulana de tal, repórter do jornal tal, e soube que aqui há alguém que talvez esteja possuída pelo demônio...'. Nada. Ninguém me mandou para o quinto dos infernos ter uma audiência ao vivo com o próprio. Pelo contrário, imediatamente me convidavam a sentar na sua sala e me ofereciam café. Sentia que, de algum modo, minha presença era bem-vinda.

Este foi outro aprendizado essencial que a reportagem me deu para a vida: a importância de escutar de verdade. Se você busca algo - e é sempre melhor que não saiba exatamente o que é -, vá com o coração aberto. Tente entender e alcançar o outro sem se deixar enredar em seus próprios preconceitos ou na sua necessidade de mostrar que é mais esperto. Naquele momento, eu precisava suspender qualquer descrença, para poder escutar sem julgar. Eu não sabia de que tipo de demônio se tratava, mas era muito claro que para aquelas pessoas que me recebiam em sua sala de visitas, era do tipo sério. Do tipo que causava dor.





Não encontrei os demônios que buscava. Achei outros. A agenda do exorcista me levou a círculos subterrâneos e descendentes de sofrimento humano. Aquelas pessoas precisavam de ajuda. Tenho dúvidas se daquela que um exorcista poderia dar, mas de ajuda. De alguém que escutasse a sua dor e reconhecesse a legitimidade de seu sofrimento. Porque a dor, esta era inegável. As pessoas que conheci nesta peregrinação em busca de demônios eram algumas das mais tristes que encontrei em minha vida. Elas me olhavam com um desamparo profundo. E com as olheiras de quem não conseguia dormir à noite.

Lembro de dois casos especialmente dolorosos. Um dos que haviam sido levados ao exorcista para averiguação era um universitário de Porto Alegre. Morava com pai, mãe e avó num apartamento de classe média. Há alguns meses ele tinha começado a ser assediado por vozes. Pela história e pela fé daquela família, as vozes foram interpretadas por ele como sendo vozes de demônios.

Sentada no sofá da sua casa, tomando um café, eu o escutava. Ele era ainda um garoto e estava desesperado. Contou-me que os demônios moravam dentro da sua cabeça. Diziam coisas horríveis a ele, não permitiam que dormisse. Não o deixavam viver. Havia começado de repente, e ele tinha perdido tudo. Amigos, a faculdade, a vida como ela devia ser. Perto dele, olhando-o com profundo amor, sua avó também o escutava.

Poder falar e ser escutado sem que rissem dele fez com que se sentisse um pouco melhor. Naquele momento, pelo menos, nenhum demônio interior interrompia nossa conversa. Quando ele terminou de contar sua história, pensei que poucas coisas podem ser mais devastadoras do que ouvir vozes dentro da cabeça. Não interessa a causa, para aquela pessoa é totalmente real, mesmo que só ela ouça. E o fato de ninguém mais ouvir é algo da ordem do terrível. Este é um inferno que eu posso imaginar.

Em nenhum momento eu supus que os demônios do garoto não existissem, porque era óbvio que eles eram totalmente reais para ele. E se eram reais para ele, eram reais para mim também. Quando se aproximou a hora de ir embora, eu sugeri com delicadeza que havia várias maneiras de olhar para aqueles demônios. E que, se já haviam tentado a religião, talvez pudessem tentar também a psicanálise. Se achassem que isso poderia ajudar, eu poderia indicar alguém.

Mal larguei minha bolsa na redação do jornal, vinda da casa do garoto, e o telefone tocou. Era a avó do menino, falando baixinho. Se eu pudesse indicar alguém para ajudar, ela o levaria. Indiquei um psiquiatra-psicanalista que não se limitaria a encaixá-lo em um manual de doença mental. Achava que ele precisava de alguém que o escutasse - e não apenas o entupisse de remédios, como se tudo fosse patologia. Não seria eu a trocar uma fé por outra. Soube que ele foi.

A outra porta aberta que nunca pude esquecer é bem mais triste, porque não havia nenhuma avó amorosa. Quem me recebeu foi a mãe. E ela tinha certeza de que havia engravidado do demônio. Levou-me para o quarto escuro de uma casa lúgubre. Havia sol lá fora, mas ela não o deixava entrar. Sentada diante de mim, a mulher relatou uma série de fatos que supunha serem capazes de provar que sua filha temporona era obra de Satanás. Nenhum dos episódios relatados poderia ser interpretado como algo demoníaco. Pelo menos por mim.

Ao mesmo tempo, havia ali um ovo de serpente. Dava para enxergar como aquela mãe estava gerando um demônio bem humano. A menina estava na escola e tinha 6 anos quando eu a visitei. Fiquei pensando em como deveria doer ser filha de alguém que a via como a encarnação do diabo. E, portanto, não poderia amá-la. Para aquela mulher na minha frente, não era nem que a filha estivesse possuída - a menina era. Parecia-me que, se ninguém interrompesse aquela escalada, a criança não teria chance de ser outra coisa que não um demônio humano, já que toda a família compactuava com a crença da mãe. E este também era um inferno que eu podia alcançar.

Saí de lá desolada. Ao mesmo tempo aliviada porque estava de novo no mundo em que o sol entrava. Podia imaginar o quanto aquela mãe sofria com a sua crença, mas uma parte de mim não a perdoava por enxergar sua filha com tão pouca generosidade. Ela era só uma criança. E sua mãe não apenas era incapaz de protegê-la e cuidá-la, como denunciava ao mundo que ela era o próprio Satã. Seria muito difícil para a menina crescer sem tornar-se o diabo que sua mãe jurava que ela já era desde o útero. Fiquei desejando demônios mais semelhantes aos que vi em filmes de Hollywood. Do tipo que arranca sangue e vomita gosmas verdes, mas que dá para tirar do corpo porque é estranho ao humano.



Não vou discutir aqui a complexa natureza dos demônios. Já me deparei muitas vezes com coisas que não entendo. Aliás, há mais delas no mundo do que as que eu consigo explicar. Mantenho minha ignorância em aberto, junto com a minha cabeça e o meu coração. Apenas desconfio de quem aponta demônios nos outros. Como jornalista, minhas melhores perguntas são: Por que você acredita que o outro é um demônio? Ou: Por que você acha que o demônio está no outro? E como você pode ter certeza de que aquele que aponta o mal no outro não é o demônio que há em você?

O que posso afirmar é que a agenda do exorcista me levou a um inferno de demônios demasiado humanos. Nem por isso menos assustadores e destrutivos. Seria fácil se eles pudessem ser arrancados como lombrigas porque nosso corpo não lhes pertence. Infelizmente ou não, acho que pertence. Exorcizar demônios que são tão nossos quanto nosso fígado e nossas memórias exige coragem, honestidade e um caminho mais longo rumo aos subterrâneos de nossa condição humana. Sempre em frente - e sempre para dentro.

Desde então, me assusto menos com os demônios fora de mim. Sei que os meus próprios vão me dar mais trabalho. Gosto daquele cumprimento oriental que diz: o deus que há em mim saúda o deus que há em você. Mas eu o complementaria: os demônios que existem em mim saúdam os demônios que existem em você. Demasiado humanos, podemos então nos olhar com menos medo - e com mais compaixão.

Lembro de ter perguntado ao velho exorcista se ele acreditava mesmo em demônios. Ele disse que sim. Não me disse o que pensava de sua natureza. Limitou-se a me dar nomes e endereços para que eu empreendesse minha própria busca. Uma proposta generosa, que só hoje compreendo melhor.



Fonte: Época

Quando o desprezo pela teologia se transforma em misticismo

 

 

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Por: Heitor Alves

É comum as pessoas serem contra o estudo bíblico. Dizem: "para quê estudar teologia se isso não me torna mais íntimo de Deus? O estudo da teologia só causa discussões!" Negam o estudo teológico afirmando que não precisam disso para conhecerem a Deus, mas precisam apenas ter uma experiência com o Divino.

Há muitas igrejas que, ao desprezarem o estudo, assumem um misticismo tal jamais vista! É pura emoção! Só querem saber de experiências!!! "Não quero saber de teologia, só quero saber de Deus!" Óh, quanta espiritualidade! Quanta piedade!

O misticismo, em seu mais simples e essencial significado, é um tipo de religião que enfatiza a atenção imediata da relação direta e íntima com Deus,ou com a espiritualidade, com a consciência da Divina Presença. É a busca da comunhão com a identidade, com, consciente ou consciência de uma derradeira realidade, divindade, verdade espiritual, ou Deus através da experiência direta ou intuitiva.[1]

As igrejas estão correndo atrás de uma "experiência sobrenatural" do Espírito. E essa experiência só é alcançada quando você perde o controle dos seus sentidos, para ser totalmente "controlado pelo Espírito". Nestas ocasiões não há lugar para a lógica. Não há lugar para a razão! Por isso é que a teologia é tão desprezada.

Há aqueles que dizem que quem tem o discernimento do Espírito, não precisa de teologia humana. Então, o que é discernimento do Espírito?

Discernimento do Espírito é um dom que Deus deu para que o irmão julgasse a doutrina e a edificação da igreja. Nós vemos profetas sendo julgados. Não só os profetas eram julgados, mas também qualquer revelação trazida no contexto místico de Corinto. Sem o Novo Testamento a igreja não poderia caminhar com discernimento de espírito; sem ele a igreja estaria com as portas abertas para qualquer heresia.

A cidade de Corinto um centro da filosofia clássica, semelhante à Alexandria de onde saíram os pensamentos de Clemente, Orígenes, que eram coisas estranhas à sã doutrina. Em Corinto encontramos um pensamento doutrinário que em muitos casos era praticamente um "casamento" da teologia com a filosofia. E neste contexto que se fazia necessário Deus levantar pessoas com dons espirituais para julgar e edificar a igreja.

Os ministros e presbíteros hoje julgam, mas julgam a partir do que há na Bíblia completa. Mas naquela época como poderiam julgar os problemas doutrinários da igreja sem o Novo Testamento? Em 1 Co 2.10 vemos esta expressão "discernimento de espírito" que parece sem sentido, mas no grego é "julgar", "julgamento de espírito". É um juízo que é trazido (v.10). É um julgamento entre duas coisas — distinção. Esse irmão que tinha este dom era na verdade um juiz na igreja com respeito à doutrina na igreja.[2]

O que estou querendo dizer é que a nossa obrigação, como cristãos, é sermos imitadores de Cristo em tudo, inclusive em buscarmos o estudo das letras:

"Então, os judeus se maravilhavam e diziam: Como sabe estas letras, sem ter estudado?" (Jo 7.15).

"Ao verem a intrepidez de Pedro e João, sabendo que eram homens iletrados e incultos, admiraram-se; e reconheceram que haviam eles estado com Jesus" (At 4.13).

Querido internauta, o estudo bíblico deve fazer parte de todo aquele que anda com Jesus. E, se você não sabe, quem estuda (mesmo que em casa, sozinho) está fazendo teologia!


Notas:
[1] http://pt.wikipedia.org/wiki/Misticismo
[2] Revista Os Puritanos – ANO IX – Nº 04 – Outubro/Novembro/Dezembro 2001. Editora Os Puritanos – Páginas 26-31.

Fonte: [ Eleitos de Deus ]
Via: [ Bereianos ]

Um quarto dos alemães aceitam implantar chip no corpo

Pesquisa feita pela Associação Alemã das Empresas de Informação, Telecomunicação e Novas Mídias (Bitkom) revela que 23% dos moradores do país topam ter um microchip inserido no próprio corpo, contanto que isso traga benefícios concretos a eles.
O levantamento, realizado com cerca de mil pessoas de várias cidades, foi divulgado na feira de tecnologia Cebit, que vai até o próximo sábado (7), em Hannover.
A pesquisa tem como objetivo mostrar que a divisão entre vida real e vida digital é cada vez mais estreita. O tema da Cebit neste ano é "Connected Worlds" (mundos conectados).

 


Autoridades reunidas tocam globo durante cerimônia de abertura da feira Cebit, em Hannover, Alemanha


"Esse é um grande exemplo de quão longe as pessoas querem que as redes cheguem", disse o presidente da Bitkom, August-Wilhelm Scheer.
Pesquisa semelhante feita no final de 2006, na Inglaterra, mostrava que um em cada vinte adultos se dizia disposto a usar um microchip no corpo para evitar o uso de cartões de crédito ou dinheiro vivo nas compras.
O estudo, promovido pelo Instituto Britânico para o Estudo do Setor da Alimentação (IGD), mostrava ainda que a proporção aumentava para um em dez quando o público entrevistado era composto por adolescentes.

Folha/Notícias Crist

Porque alguns escolhem os samaritanos

Por Ariovaldo Ramos

Certo homem descia de Jerusalém para Jerico, quando foi assaltado, e surrado, e deixado para morrer, na beira da estrada.

Ele era sacerdote. Todos os sacerdotes e levitas o conheciam.

Jerico era o seu campo missionário, mas, naquele dia, ele foi impedido de chegar lá. E tudo indicava que jamais chegaria.

Casualmente, outro sacerdote descia de Jerusalém para Jerico. Tudo indicava que o sacerdote, em estado moribundo, estava salvo.

O outro sacerdote o reconheceu, mas evitou se envolver... O moribundo era tido como um bom sacerdote, mas, pensou o outro, essas coisas não deveriam acontecer a bons sacerdotes, logo, deve ter alguma coisa errada com ele. Mesmo assim, parou, mas, a distância... Se ele se mexer ou esboçar qualquer pedido de ajuda... Ajudo.

E o moribundo não se mexeu.

Nisso chega um levita, reconhece o sacerdote moribundo, todos o conheciam; conversa com o outro sacerdote, sobre o que poderia ter acontecido com tão bom sacerdote, ao que o outro sacerdote retruca, dizendo que, talvez ele não fosse tão bom sacerdote assim! Quem sabe o que teria acontecido? E sugeriu o que o levita o acompanhasse na observação... Se o moribundo se mexesse ou esboçasse qualquer pedido de ajuda... Ajudariam.

E o moribundo não se mexeu...

E eles se foram, comentando como as aparências enganam... As vezes a gente pensa que está diante de um grande sacerdote, e, sem o saber, está diante de uma vida cheia de complicações, que acaba por expor-se desnecessariamente, e aí, o inevitável acontece: é derrotado.

De fato, aquele sacerdote, deixado à própria sorte, era conhecido por sua fibra, já havia passado por poucas e boas, e resistido, não fazia sentido vê-lo em tal estado. A dupla de religiosos, também comentava isso. O que eles não sabiam é que o tal sacerdote, a exemplo do herói escocês, William Wallace, na versão cinematográfica Brave Heart, de Mel Gibson, fora atacado, e surrado, e deixado para morrer, por um amigo. William Wallace fora atacado, quando intentava contra o Rei da Inglaterra, Eduardo I, por Robert de Bruce, nobre que Wallace queria ver Rei, mas, que o traiu. O sacerdote, também, enquanto lutava contra o rei da maldade, um amigo o traiu.

O amor é mais forte do que a morte, mas, quando a morte coopta um amigo como seu agente, o amor frustado tira todo desejo de lutar pela vida.

E, por isso, o moribundo não se mexeu.

E veio um samaritano... Ele não sabia do sacerdote, apenas condoeu-se ao ver um homem à beira da morte, e correu para socorrê-lo. Chamou-o para atividades que não tinham a ver diretamente com a sua fé, mas que lhe permitiam vivê-la e anunciá-la. E ele desistiu do sacerdócio, embora, mantivesse sua fé e sua vida na comunidade. Mas ele não queria mais estar no mundo dos sacerdotes.

Entendeu que nessa nova ordem sacerdotal não havia espaço para a simples amizade.

Para essa nova ordem, ser amigo é arriscar-se muito.

Bem, essa verdade é milenar: ser amigo é arriscar-se!

Porém, na nova ordem, ninguém quer correr risco.

Todos estão prevenidos: é melhor evitar do que remediar.

A dupla religiosa que o havia deixado ao largo, comentou o fato com outros religiosos, eles, amigos, ainda que com alguma dor, resolveram, também, evitá-lo.

Parece que alguns sacerdotes estão repensando, mas, pode ser muito tarde, o nosso sacerdote está cada vez mais propenso a só andar com samaritanos.

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Fonte: Ari, logo Ari no blog!

Via Púlpito Cristão

Postado por Alan orenegado

O Pseudo-avivamento do movimento gospel.

Volta e meia eu recebo emails de pessoas dizendo que estão experimentando um avivamento em suas igrejas. Segundo estes, os sinais que confirmam o derramamento do Espírito Santo são sobrenaturais, como sapateado, profecias, revelações, dentes de ouro, e muito mais. Infelizmente em nome de uma espiritualidade saudável muitos têm cometido verdadeiras aberrações. Sei da história de gente que urinou nos quatros cantos da cidade, derramou de um helicóptero óleo ungido em uma favela do Rio de Janeiro, fez voto de nazireu raspando a cabeça, enterrou bíblias nos extremos do Brasil, além de cometer inúmeros atos de loucura espiritual.

No meu livro “ Cristianismo ao gosto do freguês” eu afirmo que experimentamos hoje um sério apagão teológico, onde os mais variados distúrbios doutrinários são observados. Unção do riso; unção do leão; unção apostólica; crentes de segunda classe; troca de anjo da guarda; arrebatamento ao 3º céu; festa dos sinais; night gospel song; sal grosso pra espantar mal olhado; maldições hereditárias; encostos; óleo ungido pra arrumar namorado; sessões do descarrego; “paipóstolos”, monarcas da fé, coronéis apostólicos, música para o diabo, atos proféticos descabidos e burrificados, dentre tantas outras coisas mais, tornaram-se infelizmente marcas negativas dessa geração que afirma que vivencia e experimenta um genuíno avivamento.

Diante do exposto pergunto: Qual o significado bíblico do termo Avivamento?

No Antigo Testamento:

O verbo hebraico hyh (avivar) tem o significado primário de "preservar" ou "manter vivo". Porém, "avivar" não significa somente preservar ou manter vivo, mas também purificar, corrigir e livrar do mal. Esta é uma conseqüência natural em toda vez que Deus aviva. Na história de cada avivamento, dentro ou fora da Bíblia, lemos que Deus purifica, livra do mal e do pecado, tira a escória e as coisas que estavam impedindo o progresso da causa.

No Novo Testamento:

Encontramos no Novo Testamento grego um conjunto de palavras que expressam o conceito básico de avivamento. São elas: 'egeíro, 'anastáso, 'anázoe e 'anakaínoo. Outras palavras gregas comparam o avivamento ao reacender de uma chama que se apaga aos poucos (cf. 'anazopyréo em 2 Tm 1.6) ou uma planta que lança novos brotos e "floresce novamente" (cf. 'anaphállo em Fp 4.10). No Novo Testamento grego as palavras supracitadas aparecem, no contexto de avivamento, apenas sete vezes, embora a idéia básica de avivamento seja sugerida com mais freqüência. Uma possível explicação para o uso escasso dos termos, em comparação ao Antigo Testamento, é que o Novo cobre apenas uma geração, durante a qual a Igreja Cristã desfrutou, na maior parte do tempo, um grau incomum de vida espiritual.

II - O que não é avivamento bíblico:

1-Avivamento não é um programa agendado pela igreja.
2- Avivamento não é mudança doutrinária.
3- Avivamento não é mudança litúrgica.
6- Avivamento não é uma visão dicotomizada da vida.
7- Avivamento não é uma campanha de evangelização.
8- Avivamento não é a pregação de ênfases legalistas.
9- Avivamento não é a manipulação do poder de Deus através de sensacionalismo.
10- Avivamento não é a celebração de números extraordinários dos que entram pela porta da frente da Igreja.
11- Avivamento não é um modismo ou uma ênfase exagerada de um determinado tópico.
12- Avivamento não é colocar aquilo que chamamos de “sintologia” acima da Palavra de Deus.

Razões que impedem o surgimento de um genuíno Avivamento:

1- O esquecimento do lugar de oração.
2- A falta de intensidade e fervor na oração.
3-O relaxamento da leitura da Palavra de Deus.
4- Aquilo que denomino de pseudo-espiritualidade-maturidade que está relacionada na maioria das vezes a aquilo que o cristão tece quanto a sua estatura de fé.
5- O afastamento da comunhão dos Santos.
6- A consciente desobediência a Deus e a sua Palavra.
7- Dar lugar a carne e as suas paixões.
8- O conformismo com este século.
9- Negociar aquilo que não pode ser negociado.
10- Orgulho, independência e a soberba.
11- O Amor ao mundo e as coisas que há no mundo.
12- A falta de temor a Deus.
13- O desconhecimento de um Deus extremamente poderoso que operou, opera e continuará a operar poderosamente na história dos homens.

Definindo Avivamento:

1- Avivamento é fruto exclusivo da ação do Espírito Santo na vida gente.
2- Avivamento é o arrependimento que não gera legalismo.
3- Avivamento é refrigério no Senhor.
4- Avivamento é o Espírito Santo enchendo um corpo preste a tornar-se um cadáver.
5- Avivamento é o antídoto para a apostasia.
6- Avivamento é fruto de oração, suor e lágrimas. Avivamento é o arrependimento que nos leva a reforma.
7- Avivamento é pentecostes e não pentecostalismo

O famoso pregador Charlles Spurgeon costumava dizer:

"Necessitamos urgentemente de um avivamento da devoção pessoal. Este é, sem dúvida, o segredo do progresso da igreja. Se os crentes perdem a sua firmeza, a igreja é arremessada de um lado para o outro. Quando eles permanecem firmes na fé, a igreja continua fiel ao seu Senhor. O futuro da igreja, nas mãos de Deus, depende de pessoas que na realidade são espirituais e piedosas. Oh! que o Senhor levante mais homens genuinamente piedosos, vivificados pelo Espírito Santo, consagrados ao Senhor e santificados pela verdade! Irmãos, cada um de nós precisa viver, para que a igreja continue viva. Temos de viver para Deus, se desejamos ver a vontade do Senhor prosperar em nossas mãos. Homens consagrados tornam-se o sal da sociedade e os salvadores da raça humana."

Além disso, Spurgeon ansiava pelo avivamento de antigas doutrinas:

"Queremos um avivamento das antigas doutrinas. Não conhecemos uma doutrina bíblica que, no presente, não tenha sido cuidadosamente prejudicada por aqueles que deveriam defendê-la. Há muitas doutrinas preciosas às nossas almas que têm sido negadas por aqueles cujo ofício é proclamá-las. Para mim é evidente que necessitamos de um avivamento da antiga pregação do evangelho, tal como a de Whitefield e de Wesley. As Escrituras têm de se tornar o infalível alicerce de todo o ensino da igreja; a queda, a redenção e a regeneração dos homens precisam ser apresentadas em termos inconfundíveis."

Renato Vargens postou em seu blog.

Postado por Alan orenegado

APONTAMENTOS SOBRE UMA VIDA EXTRAVAGANTE


Pr. Daniel Rocha

Esta é uma geração de cristãos que tem buscado novas formas de espiritualidade, novos modelos de culto e se preocupado em descobrir novas maneiras de adorar ao Eterno. Nessa busca, surgiu há alguns anos um movimento que ficou conhecido como “adoração extravagante”, uma tendência que abandona os padrões formais, e busca maior liberdade e espontaneidade.

Confesso que nunca experimentei nada novo em matéria de adoração, nunca me esparramei pelo chão, não tive arrebatamentos que me levassem ao terceiro céu, e não consigo repetir dezenas de vezes o mesmo refrão de um cântico. Mas eu sei que para Deus, adoração, antes de tudo, é vida, e dela não pode estar separada.

Numa recente entrevista, o pastor e escritor na área de vida cristã, Eugene Peterson, disse que as pessoas que mais o incomodam são aquelas que chegam e perguntam o que elas precisam fazer para ser “mais espirituais”. E ele lhes responde: - “Esqueça esse negócio de ser espiritual. Que tal amar seu marido? Isso é um bom começo”. Porém, ele conclui desalentado: “Mas ninguém quer ouvir isso. Ninguém quer pensar em aprender a amar os filhos e aceitá-los do jeito que são”.

Espiritualidade no sentido bíblico nada tem a ver com uma forma diferente de orar, nem em ser batizado com a água de um determinado rio, nem ouvir o sonido do “shofar”, buscar êxtases, ou ser um asceta no mundo.

Desejas realmente agradar ao Único Senhor em tudo, e partilhar de Sua verdade aos homens? Buscas de fato uma “espiritualidade” que agrade profundamente ao Rei de toda a Terra? Anseias por alcançar aquilo que é chamado por muitos, de intimidade com Deus? Eis aqui alguns apontamentos que podem ser úteis nesse propósito:

Em primeiro lugar, ama extravagantemente. Ama sem esperar reciprocidade. Ainda que tenhas dons extraordinários, nunca te esqueças que é pelo amor e através do amor que o mundo olhará para ti como um autêntico discípulo de Jesus.

Perdoa sem reservas. Lembra-te que um dia fostes um devedor que não tinha como saldar uma dívida impagável, mas Jesus foi e a rasgou na cruz. E ainda o recebeu com teus defeitos e pecados.

Confessa-te pecador! Reconheça que em ti não reside bem algum, e se porventura enxergarem algo bom em sua vida, declare sem pestanejar que isso é integralmente obra do Espírito Santo.

Delicia-te com o fato de, mesmo pobre e desprezível aos olhos do mundo, ser possuidor da maior honraria que uma pessoa pode receber: ser chamada de filho de Deus.

Apazigua o teu coração na maravilhosa Graça divina, pois através dela não há nada que você possa fazer para ser mais amado pelo Eterno, e mesmo diante dos teus erros Ele continua a amá-lo de igual modo.

Lambuza-te com a Palavra, coma-a prazerosamente e sem prevenção. Digira em tuas entranhas esse santo maná e deixa-a manifestar-se nos teus membros na forma de uma vida em tudo agradável a Deus.

Conspira tenazmente contra toda forma de injustiça. Não te submetas aos dominadores, e não te cales diante dos poderosos.

Oferta generosamente! Não porque temas que “gafanhotos” saltarão das páginas do Antigo Testamento para assombrar tua vida, mas porque possuis em ti o espírito do Evangelho que considera tudo pertencente ao Pai. Por isso, ofereça a Deus, despojadamente, tudo o que és.

Rejeita qualquer forma de discriminação. Pratica o amor inclusivo de Jesus e seja como o servo que sai pelas ruas e becos da cidade trazendo os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos” (Lc 14.21) para que a Casa do Pai fique cheia. E Ele se alegrará em ti.

Confronta destemidamente os pregadores da prosperidade, os enganadores dos simples, e os que pensam ser alguma coisa, e nada são. Desmascara-os publicamente e não temas se disserem: “não toqueis o ungido do Senhor”. Lembra-te: és tu que verdadeiramente tem a unção do Alto, não eles.

Depois de tudo isso, (e somente depois), já não importará mais a forma da tua adoração, não importará se ajoelhas, se levanta as mãos, se entoa canções audíveis ou apenas balbucia trechos bíblicos quase inaudíveis, se balanças suavemente o teu corpo ao ritmo da música, ou se permaneces imóvel como que vendo o Invisível... sim, vá em paz, o Eterno já aceitou a adoração da tua vida, antes mesmo que adentrasses o templo do Senhor.


Pr. Daniel Rocha é da Igreja Metodista e nos enviou este artigo por e-mail. É o autor da Primeira Epístola de Paulo aos Brasileiros

Achei aqui.

Postado por Alan orenegado