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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

2 de abril de 2012

Existem Apóstolos nos dias de hoje?

 
Por João Rodrigo Weronka
É curioso observar como algumas igrejas evangélicas tem facilidade em aceitar novidades. E é triste verificar a falta de empenho dos cristãos em observar as Escrituras e analisá-las com sensatez e cuidado. Triste também é saber que poucas são as igrejas que motivam seus membros ao estudo sistemático da Bíblia, ao aprofundamento teológico, a formação de grupos de estudo e discussão sobre as doutrinas cristãs e que verifiquem na Bíblia se as coisas realmente são como é pregado. Aliás, não é pecado analisar se os ensinos e a pregação estão em conformidade com as Sagradas Escrituras (Atos 17.10-11).
Dentro desta miscelânea de revelações e novidades que temos observado, é importante expressar-se sobre o caráter das revelações: 1) as revelações nunca deverão ser colocadas acima da Bíblia. A Bíblia é a palavra final e autoridade máxima, já que se trata da inerrante Palavra de Deus; 2) Se a revelação está em desconformidade com a Bíblia, descarte imediatamente tal revelação. Deus não é Deus de confusão (1 Coríntios 14.33) As experiências pessoais não podem ser colocadas acima das Escrituras Sagradas, pois estas já contêm a revelação do propósito de Deus ao homem.
Nestes tempos de tantas novidades, algo chama atenção de maneira muito preocupante na história recente da igreja: trata-se do Apostolado Contemporâneo, ou Restauração Apostólica. Muitos têm se levantado como apóstolos nestes dias. Apóstolos ungindo apóstolos e criando uma hierarquia apostólica. Alguns pastores que, talvez por se sentirem menores que seus colegas de ministério que foram ungidos como apóstolos, ungem-se a si mesmos e se auto-proclamam apóstolos. Não há fundamento para o chamado ministério apostólico contemporâneo pelo simples fato do mesmo não possuir respaldo bíblico.
O termo
Segundo o Dicionário Bíblico Universal, o termo apóstolo “significa mais do que um ‘mensageiro’: a sua significação literal é a de ‘enviado’, dando a idéia de ser representada a pessoa que manda. O apóstolo é um enviado, um delegado, um embaixador” (Buckland & Willians, p. 35) . A Bíblia de Estudo de Genebra também aplica esta descrição, dizendo que apóstolo “significa ‘emissário’, ‘representante’, alguém enviado com a autoridade daquele que o enviou” (Bíblia de Estudo de Genebra, p. 1272).
A frágil sustentação
Aqueles que defendem esta frágil posição, têm se sustentado principalmente na má interpretação do texto de Efésios 4.11 para o uso do ministério apostólico para nossos dias. O texto de Efésios 4.11 diz: “E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres”.
A refutação
As regras mais simples de hermenêutica nos ensinam que os textos sagrados nunca devem ser tirados de seu contexto. E no contexto da epístola de Paulo aos Efésios, temos no capitulo 2 o texto que prova que este ministério não mais existe. Antes de citar o texto, é importante refletir: quando um prédio é construído, o que é feito primeiro? As paredes ou a fundação da obra? É obvio que todo alicerce, toda fundação é feita em primeiro lugar. Não é possível construir as paredes e no meio das paredes fazer a fundação. Efésios 2.19-20 diz: “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular”.
Cristo é a pedra angular e os fundamentos foram postos pelos apóstolos e profetas. Os evangelistas, pastores e mestres são os responsáveis pela construção das paredes desta obra. Como bem explica Norman Geisler “De acordo com Efésios 2.20, os membros que formam a igreja estão ‘edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas’. Uma vez que o alicerce está pronto, ele não é jamais construído novamente. Constrói-se sobre ele. As Escrituras descrevem o trabalho dos apóstolos e dos profetas, quanto à sua natureza, como um trabalho de base” (Geisler, p. 375).
A Bíblia registra o uso do termo apóstolo a outros personagens. Russel N. Champlin explica que “há também um sentido não técnico, secundário, da palavra ´apóstolo´. Trata-se de uma significação mais lata, em que o termo foi aplicado à muitas outras pessoas, nas páginas do NT. Esse sentido secundário dá a entender essencialmente ´missionários´, enviados dotados de poder e autoridade especiais” (Champlin, p. 288, v. 3). Nesse sentido o Ap. Paulo chamou a alguns irmãos por apóstolos seguindo este termo não técnico:
PersonagemTexto
Tiago, irmão do SenhorGálatas 1.19
EpafroditoFilipenses 2.25
Apolo1 Coríntios 4.9
Andrônico e JuniasRomanos 16.7
No contexto de Efésios 4.1, Paulo não estava se referindo a estes homens, mas sim aos 12, Matias (que substituiu Judas Iscariotes), e a si mesmo. Estes compunham, juntamente com os profetas, o fundamento da igreja (Efésios 2.19-20).
Existiam duas exigências fundamentais para que um apóstolo fosse reconhecido para tal função:
1) Ser testemunha ocular da ressurreição de Jesus Cristo (Atos 1:21-22; Atos 1.2-3 cf. 4.33; 1 Coríntios 9.1; 15.7-8);
2) Ser comissionado por Cristo a pregar o Evangelho e estabelecer a igreja (Mateus 10.1-2; Atos 1.26).
Assim como Matias, que passou a integrar o corpo apostólico por ser uma testemunha, Paulo, que se considerava o menor, por ser o último dos apóstolos, contemplou a Cristo no caminho de Damasco (Atos 9.1-9; 26.15-18), onde ocorreu o início de sua conversão. Ou seja, ambos preenchem os pré-requisitos para tal função. No entanto, os que se intitulam apóstolos em nossos dias não se encaixam nos padrões bíblicos que validam o apostolado.
É interessante que, enquanto o Ap. Paulo refere-se a si mesmo como “o menor dos apóstolos” (1 Coríntios 15.9), os atuais apóstolos tem por característica a fama e a ostentação do título. Tudo é apostólico! A unção é apostólica! Os eventos são apostólicos! As músicas são apostólicas! Nem de longe se assemelham com a humildade dos apóstolos bíblicos. Eventos, cultos e seminários se tornam mais interessantes quando a presença do Apóstolo Fulano é confirmada. É um chamariz: “venha e receba a unção apostólica diretamente do Apóstolo Beltrano”. Tais apóstolos têm se colocado como super-crentes, uma nova e especial classe da igreja, a elite cristã dos tempos modernos. Hoje existe de tudo um pouco neste balcão mercantil da fé: Apóstolo do Brasil, Apóstolo da Santidade, Apóstolo do Avivamento e até mesmo o mais popular apóstolo brasileiro, chamado por muitos por “Paipóstolo”.
Existem hoje ministérios com características apostólicas, no sentido das missões (envio) e no estabelecimento de igrejas. No entanto, isso não faz de ninguém um apóstolo nos padrões bíblicos. A forma como Wayne Grudem explica esse fato é muito esclarecedora: “Embora alguns hoje usem a palavra apóstolo para referir-se a fundadores de igrejas e evangelistas, isso não parece apropriado e proveitoso, porque simplesmente confunde que lê o Novo Testamento e vê a grande autoridade ali atribuída ao ofício de ‘apóstolo’. É digno de nota que nenhum dos grandes nomes na história da igreja – Atanásio, Agostinho, Lutero, Calvino, Wesley e Whitefield – assumiu o título de ‘apóstolo’ ou permitiu que o chamassem apóstolo. Se alguns, nos tempos modernos, querem atribuir a si o título ‘apóstolo’, logo levantam a suspeita de que são motivados por um orgulho impróprio e por desejos de auto-exaltação, além de excessiva ambição e desejo de ter na igreja mais autoridade do que qualquer outra pessoa deve corretamente ter”. (Grudem, p. 764).
É equivocado aplicar o termo “apóstolo” para ministros contemporâneos. A Bíblia de Estudo de Genebra concluí que “Não há apóstolos hoje, ainda que alguns cristãos realizem ministérios que, de modo particular, são apostólicos em estilo. Nenhuma nova revelação canônica está sendo dada; a autoridade do ensino apostólico reside nas escrituras canônicas” (Bíblia de Estudo de Genebra, p. 1272).
Tamanho o fascínio que os crentes possuem por essa Restauração Apostólica, gera preocupação nas lideranças mais sóbrias. Vale citar as sábias palavras de Augusto Nicodemus Lopes: “Há um gosto na alma brasileira por bispos, catedrais, pompas, rituais. Só assim consigo entender a aceitação generalizada por parte dos próprios evangélicos de bispos e apóstolos auto-nomeados, mesmo após Lutero ter rasgado a bula papal que o excomungava e queimá-la na fogueira.” (Lopes, cf. blog do autor).
Conclusão
Os ofícios que o Novo Testamento expõem para a igreja, para aqueles que compõem sua liderança, são: Apóstolos, Pastores (ou Presbíteros, ou Bispos – já que todos os termos representam a mesma função/ofício – Tito 1.5-7; Atos 20.17,28) e Diáconos. Esta Restauração Apostólica não encontra subsídio bíblico ou histórico, portanto, levando em conta este contexto, e considerando principalmente que Paulo foi o último apóstolo, conclui-se que não existem apóstolos em nossos dias. Cabe a igreja de nossos dias, exercer suas funções sem invencionices e modismos, seguindo o puro e verdadeiro Evangelho.
Veja também uma explanação do Bp. Walter MaCalister:

Por dentro do Creciendo en Gracia: escândalos e falsas doutrinas


Johnny Bernardo



Augusto nasceu na Barra da Tijuca, tem 26 anos, estuda engenharia, namora com Mariane há cinco anos e frequenta o Ministério Internacional Creciendo en Gracia há pouco menos de um ano. No entanto, o que mais chama atenção nesse jovem carioca de classe média é uma tatuagem em seu braço esquerdo com os números 666. Ele é apenas um entre os milhares de jovens que circulam pela sede nacional, na Rua Barão do Bom Retiro, 88, Engenho Novo, RJ. Ali funciona, além da igreja mãe (diga-se “Centro Educativo”) um departamento de envios e o escritório administrativo. As reuniões acontecem aos domingos, às 10h e as sexta-feiras, às 19h30.

O Ministério Creciendo en Gracia é conhecido pela cruzada que promove contra a Igreja Católica, a qual chama de “Igreja de Satanás”. São constantes os manifestos realizados em eventos católicos de peso, como o ocorrido em maio de 2007, quando cerca de cinquenta discípulos de José Miranda foram hostilizados após um protesto realizado em frente ao estádio do Pacaembu, em São Paulo, ocasião em que o Papa Bento XVI realizou uma missa para mais de 40 mil pessoas. Protestos semelhantes acontecem em Miami e em pelo menos outros 29 países onde o MICG mantêm centros educativos.

Os católicos não são as únicas “vítimas” do MICG: há uma corrida igualmente difamatória contra as igrejas evangélicas. Elas são vistas, na melhor das hipóteses, como “inimigas” de Jesus Cristo homem e “apóstatas” do Evangelho. Há casos de igrejas que foram apedrejadas por discípulos de Miranda e outras que acabaram por ser vendidas para o próprio MICG. Essa é uma das marcas da organização criada pelo portoriquenho: ser agressiva e proselitista ao mesmo tempo. É devido a isso que em alguns países, como Honduras, Guatemala e El Salvador, José Miranda foi proibido de entrar por ser considerado um “agitador” social.

Para garantir que a mensagem de Miranda chegue a todas as pessoas, de todos os cantos do mundo, o MICG montou uma rede de comunicação internacional encabeçada pela emissora Telegracia, com sede na Colômbia e transmitida para o mundo pelo satélite NSS – 806. A rede é composta também pela Netgracia.com, além de mais de 287 programas radiofônicos e uma hora na TV 24 (em espanhol). Paralelamente, os seguidores da seita mantêm milhares de comunidades no Orkut, contas no Twitter e Facebook, blogs e sites. É através desses canais e outros mais que José Luiz de Jesus Miranda transmite a ideia de que o número 666 é um sinal de prosperidade, a crença de que o diabo, o pecado e o inferno não existem e que faltam poucos dias para a “transformação” de Jesus Cristo homem.

Fundador

José Luiz de Jesus Miranda nasceu em 22 de abril de 1946, em Ponce, Porto Rico. Filho de Ana Luiza Miranda e José Antonio de Jesus, teve uma infância conturbada. Criado em meio à extrema pobreza, ao completar 14 anos enveredou pelo caminho da heroína. De um jovem tímido e gordinho, Miranda se transformou em um dos delinquentes mais temidos de Ponce. Por pouco não morreu, quando de um confronto com traficantes, que o espancaram e o abandonaram em um galpão.

Ao ser pego praticando um furto, foi preso e somente deixou o cárcere ao completar vinte anos de idade (1966). Foi durante esse período que José Miranda disse ter tido seu primeiro "contato" com o Evangelho. Após deixar a cadeia, se mudou para os EUA e se inscreveu em um programa evangélico chamado “Desafio Jovem”, quando lhe foi oferecida uma oportunidade de salvação e vida em Cristo. Passado um tempo, Miranda se "converteu" ao pentecostalismo e mais tarde fez-se membro da Igreja Batista. Antes disso, passou pela Igreja Católica e religiões nativas de Porto Rico.

Obcecado por pesquisas escatológicas, dedicou parte do seu tempo ao estudo do Apocalipse. Após longas noites de reflexão, chegou à conclusão que João não compreendeu o verdadeiro significado da profecia. Ao consultar o mapa mundi, verificou que a cidade em que nasceu estava exatamente sob a tatitude 66,6. A partir de então, começou a desenvolver a ideia de que a marca da besta estaria de alguma forma relacionada a ele.

A revelação

Segundo Miranda, sua trajetória messiânica teria começado em 1973, em Massachusetts, EUA, quando dois anjos apareceram e revelaram que ele seria "ungido" para o ministério e seria a testemunha da vinda de Cristo ao mundo. Trinta anos depois Miranda se revelaria como a terceira manifestação de Jesus. Antes, já havia se apresentado como a reencarnação do apóstolo Paulo. Em 2007, em um culto na sede mundial, tirou o casaco e mostrou ao público presente uma tatuagem com os números 666 em seu braço esquerdo e revelou ser ele o Anticristo.

Matrimônios

Com o argumento de que Jesus era “casado” com Maria Madalena – fato que a Bíblia condena de maneira explicita – o MICG sai em defesa dos matrimônios contraídos por José Miranda. Por incrível que pareça, o anticristo portoriquenho foi casado por duas vezes e é pensionista de suas ex-mulheres.

Nydia de Jesus

Pouco tempo depois de chegar aos EUA, José Miranda conheceu uma jovem chamada Nydia com quem casou em 1971 e teve cinco filhos. Perplexa com as revelações de seu marido – que em 1989 revelou ser a “reencarnação” do apóstolo Paulo -, Nydia pediu o divórcio e em seguida retornou para Porto Rico com seus filhos. Em uma entrevista à CNN, revelou detalhes da vida de luxo e badalação do seu ex-marido. O autor da biografia de José Miranda revela que Nydia chegou a cogitar que seu marido havia criado o MICG apenas para explorar os fieis. A dissolução do casamento se deu, segundo o autor, em 1999.

Josefina de Jesus Torres

No mesmo ano, José Miranda conheceu a colombiana Josefina Torres. Modelo e apresentadora de um reality show de sucesso no país, Josefina iniciou a carreira na TV aos oitos anos em um programa infantil. Ela afirma que deixou tudo para seguir José Miranda que à época era conhecido apenas como “O Apóstolo”. Três anos depois se casam e se mudam para Houston, Texas (EUA), onde vivem até o anúncio do divórcio. Entre uma das razões que levaram a modelo a pedir o divórcio (segundo consta nos autos do processo) estão os maus tratos praticados por Miranda, que ele mantinha relações sexuais com várias mulheres do MICG e que por inúmeras vezes a expulsou de casa.

José Miranda é levado aos tribunais

Por conta de seus dois primeiros divórcios e atrasos no pagamento das pensões, José Miranda teve de comparecer por inúmeras vezes aos tribunais da Flórida. Mesmo após o pagamento de dois milhões de dólares a Josefina Torres – decorrentes do processo de divórcio - Miranda foi alvo de mais um processo movido pelo juiz Roberto Pineiro que determinou o pagamento dos cinco meses de pensão atrasados, num montante de 72.000 mil dólares, devidos a Josefina. Insatisfeito com a determinação judicial, José Miranda se isentou por um tempo de Miami. Em resposta, o juiz Roberto Pineiro determinou a desapropriação de alguns bens de Miranda, como uma casa em Houston para saudar a dívida.

José Miranda também é investigado por ter supostamente “desviado” recursos do MICG para adquirir inúmeras propriedades, como dois apartamentos e um prédio no valor de 60 milhões de dólares na Colômbia, uma casa a beira – mar no sul da Flórida e uma mansão no valor de 80 milhões de dólares em Houston. Além das propriedades (algumas em seu próprio nome e outras em nome de terceiros), Miranda possui uma coleção de relógios Rolex, uma frota de carros de luxo (que inclui BMWs), além de receber um salário de US$ 150,000 pagos pelo MICG que também custeia os 350 mil dólares gastos anualmente em segurança. (Para mais detalhes da vida e escândalos de José Miranda, vide apêndice I e II)



Essas são as palavras de Jesus Cristo Homem:
"En Colombia hay más cocaína en el mundo, mejor. Un día me gustaría
cambiar a uno de sus montañas y trabajar gratis en un laboratorio de refinado de cocaína."


O Creciendo en Gracia

Há uma fase da vida de José Miranda pouco conhecida fora dos círculos do Creciendo en Gracia. Ele tinha por volta de trinta anos quando decidiu regressar para Porto Rico. O autor da biografia chama essa fase de uma das “mais críticas” do portoriquenho, mas também uma das que mais contribuiu para o estabelecimento dos alicerces do que mais tarde seria o Ministério Internacional Creciendo en Gracia.

De volta a Porto Rico, organiza uma pequena comunidade religiosa em uma casa no subúrbio de Ponce. Cerca de vinte pessoas participavam das reuniões. Tudo parecia caminhar bem até que ele decidiu revelar parte de suas convicções ao pequeno rebanho. Não conseguindo impor suas crenças ao grupo – dentre as quais a ideia de que o pecado e o diabo foram destruídos na cruz e que somos deuses – Miranda entra em um estágio de profunda depressão. A crise financeira que passava por aqueles dias contribuiu para acentuar o quadro.

Deprimido, afirma ter “ouvido” uma voz que ordenava que ele fosse para Miami, pois lá “havia” uma ponte para o mundo. Convicto de que o caminho estaria mesmo aberto, deixa mais uma vez Porto Rico e se muda para Miami. Mesmo sem recursos, aluga 15 minutos em uma rádio AM onde por três semanas ataca o que ele considerava “falso evangelho”. Satisfeito com os resultados obtidos, aluga um armazém em Hialeah (Miami) e convida cerca de 300 pessoas para um seminário de final de semana. Para seu espanto, pelo menos 500 pessoas compareceram e foram testemunhas do nascimento do Creciendo en Gracia.

Alguns pontos a considerar sobre o MICG

Estrutura

Organizada a partir de Miami, o Creciendo en Gracia afirma possuir 300 centros educativos em 30 países, com cerca de três milhões de seguidores e 200 colaboradores de Jesus Cristo Homem. O segundo homem no poder é o colombiano Carlos Cestero, que esteve recentemente no Brasil para participar de diversas atividades do MICG. [1]

Liturgia

Semelhante em alguns aspectos a uma igreja evangélica, o MICG é contra os evangélicos e prega o fim da cristandade para o começo de 2012. Sua liturgia envolve louvores, pregações e ministrações conduzidas pelos colabores de Jesus Cristo Homem.

Logotipo

O MICG possui um logotipo semelhante ao dos EUA, com uma águia e a frase: "Creciendo en Gracia, Gobierno de Dios em la Tierra".

Adeptos

Como o MICG não possui um registro oficial de adeptos, os números apresentados em alguns países são imprecisos ou mesmo duvidosos. Não há obrigações ou regras a serem seguidas pelos adeptos, desde que Miranda entende que o pecado foi abolido na cruz e que ninguém é pecador. Aceita, dessa forma, todas as manifestações de expressão sexual, viciados em drogas, tabaco e álcool.

Recursos

Boa parte dos recursos financeiros da seita provém de doações particulares dos seus adeptos (que às vezes envolvem grandes somas) e de uma rede de cerca de 450 empresas criadas por colaboradores de Jesus Cristo Homem, como a La Entertainment, de Álvaro Albarracin e a Companhia de Hipoteca Hallandale, de Luz Fuentes (um ex-católico que se converteu ao MICG em 1990).

O MICG no Brasil

Depois dos EUA, Colômbia e México, o Brasil é o quarto país com maior número de seguidores do Creciendo en Gracia – embora, é claro, o número não seja expressivo comparado a outras seitas em atividade no país, como as Testemunhas de Jeová e o Mormonismo.

Com cerca de 15 mil seguidores em 11 estados da Federação, o MICG está presente em maior número no Rio de Janeiro (com doze centros educativos) e São Paulo (com cinco centros educativos). Nos demais estados, o MICG revela possuir onze centros educativos.

Como é comum nas seitas psuedocristãs, o MICG experimentou recentemente o primeiro desligamento de uma de suas igrejas no Brasil. Trata-se da Congregação do Jardim América (RJ) que teve o seu endereço retirado do site creciendoengracia.com e que motivou o enviou de uma carta ao bispo Kele - presidente do Creciendo en Gracia Brasil. (Para ler o conteúdo completo da carta, ver apêndice III)

Falsas doutrinas

Como é típico das seitas pseudocristãs, o MICG absolveu doutrinas e costumes dos mais variados segmentos religiosos, como a nova era, mormonismo, modalismo, testemunhas de Jeová, espiritismo e também dos ensinos de Georg Roux Ernest.

Epístolas paulinas
  • Creciendo en Gracia: Apenas as 14 epístolas paulinas como dignas de fé e crença. Nega, dessa forma, a veracidade do Antigo Testamento, o relato dos evangelistas e os demais livros do Novo Testamento
  • Paralelo doutrinário: Doutrina de Marcião (um presbítero do século II da Era Cristã.
  • O que diz a Bíblia: Toda a Escritura é divinamente inspirada (II Tim. 3.16; vide ainda I Ped. 1.21)
Doutrina da Trindade

  • Creciendo en Gracia: O trinitarismo é uma falsa doutrina que pretende separar a pessoa de Jesus Cristo de Deus Pai como dois seres em separado. O unitarismo ensina que é só Jesus. Ao contrário, nós ensinamos que Jesus é também o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Três manifestações, porém, um só Deus
  • Paralelo doutrinário: Modalismo
  • O que diz a Bíblia: Embora a Bíblia não declare abertamente que Deus subsiste em três pessoas distintas e coiguais, essa ideia se encontra nas Escrituras com clareza. As três pessoas são mencionadas distintamente nas seguintes passagens das Escrituras: Mt. 3.16,17; Mt. 28.19 e II Cor. 13.13

Pecado

  • Creciendo en Gracia: O pecado foi destruído por Jesus na cruz. Logo, não existe pecado (citam Jo. 19.30 e Rom. 10.4).
  • Paralelo doutrinário: Uma variação da doutrina do francês Georg Roux Ernest (vide o tópico: O que eles têm em comum).
  • O diz a Bíblia: Fomos concebidos em pecado (Sl. 51.6; vide ainda Rm.3.9; 5.12)
Inferno de fogo

  • Creciendo en Gracia: O inferno não existe
  • Paralelo doutrinário: Testemunhas de Jeová e Adventista do Sétimo Dia
  • O que diz a Bíblia: Há diversas referências no NT sobre a existência de um inferno de fogo, como Mt. 5.22, 29; 10.28; 23.33; Mc. 9. 45- 47

Reencarnação

  • Creciendo en Gracia: A reencarnação é um recurso usado por Deus do jeito que Ele quer e totalmente regulada por ele
  • Paralelo doutrinário: Hinduísmo e Espiritismo
  • O que diz a Bíblia: Após a morte segue-se o juízo (Hb. 9.27; vide ainda II Cor. 6.2; Ef. 2.8)
Marca da besta

  • Creciendo en Gracia: 666 é o número que identifica Jesus em sua segunda vinda. Significa benção e prosperidade (citam I Rs. 10. 14 e II Cr. 9.13 -14)
  • Paralelo doutrinário: Satanismo e Nova Era
  • O que diz a Bíblia: É o número da Besta, do Anticristo que dominará o sistema econômico e político mundial (Ap. 13. 16 - 18)

MICG: uma seita destrutiva?

Há inúmeras razões porque devemos considerar o MICG uma seita destrutiva. Mas o que é uma seita destrutiva? É um termo utilizado para identificar grupos religiosos fundamentalistas, como o Ramo Davidiano, o Templo dos Povos e o Movimento para a Restauração dos Dez Mandamentos. Michael Green nos oferece a seguinte explicação lógica.

“Em sua maioria, as seitas do mal são fundadas por uma única pessoa que retém todo o poder na organização. Comumente, os líderes de novas seitas conseguem essa posição por terem, em algum momento, idéias contrárias ou extremas às de uma religião de que participavam antes. Depois de se retirarem ou serem banidos de seus antigos grupos, eles decidem criar um novo culto, apoiado por alguns membros solidários que os seguiram.

Entre as principais características do líder de uma seita destacam-se o carisma, o magnetismo pessoal e o entusiasmo pela causa que defende, ou “produto” que vende. Dono de uma habilidade que faz com que as pessoas o sigam sem questionamentos, o líder comanda seus fieis como seus devotos. Praticamente endeusado, ele se torna o comandante supremo e a sua vontade deve sempre se obedecida.

Em algumas seitas, o controle dos fieis se dá por meio de supostas vantagens espirituais. Algumas comunidades desenvolvem atividades que geram recursos financeiros para a manutenção da seita. O dinheiro arrecadado, porém, fica sempre em poder do “comandante” que o administra em favor do grupo. Existem ainda casos em que os membros renunciam aos seus bens em favor da seita ou doam a ela grandes somas em dinheiro.” [2]

Todas as características comuns a uma seita destrutiva são identificadas no MICG , tais como:

a) José Miranda se considera divino e controla com punhos de aço sua organização;

b) Seu magnetismo e carisma são percebidos pelos adeptos, que identificam nele (apesar das denúncias e polêmicas envolvendo sua vida pessoal) um messias e salvador bendito;

c) Prega o fim do catolicismo e de toda a cristandade mundial;

d) Milhões de dólares são doados todos os meses para os cofres do MICG, cujo destino final não é devidamente conhecido ou revelado;

e) Está envolvida em diversas denúncias de estelionato e abuso sexual;

f) Possui um regime que beira quase ao militar, com saudações e identificações próprias;

g) Promove protestos (muitos dos quais violentos) em diversas partes do mundo e dirigidos a cristãos e demais inimigos de Jesus Cristo Homem.

Somente essas características são suficientes para provar quão idôneo é o MICG e seu líder máximo, José Luiz de Jesus Miranda. Conquanto não seja de todo familiar a demais seitas do mal, o MICG possui uma maneira própria e ao mesmo tempo perigosa de conduzir seus adeptos. Com o provável desapontamento profético – referindo-se a data segundo a qual José Miranda receberá um novo corpo e passara ao governo das nações, em 2012 – haverá uma histeria em massa ou, cogitemos, algo pior ao que ocorreu no Templo dos Povos e na Heaven’s Gate. [3]

O que eles têm em comum

José Miranda não é o primeiro reclamante a Jesus Cristo - ao longo da História encontramos inúmeros outros casos. O que há em comum entre todos eles é o teor da mensagem, a maneira carismática como conquistam novos discípulos, as revelações apocalípticas e certa megalomania que os tornam “estrelas” e “revolucionários” que afirmam possuir novas verdades ou revelações acerca do homem, a vida eterna e o relacionamento com o divino. Também são conhecidos por envolvimento em polêmicas, como desvio de verbas de suas instituições e denúncias de abuso sexual e violência. Dentre os principais reclamantes a Jesus Cristo, destacamos alguns.

David Icke

De origem britânica (nasceu em 1952), Icke é escritor, ex-futebolista e durante alguns anos atuou como jornalista da BBC Sports e de um programa do Partido Verde. Conhecido por suas palestras sobre Nova Era e Teorias de Conspiração, em 1990 disse ter sido convencido por uma vidente que ele é um “curador” colocado na terra com um propósito. Um ano depois, anunciou em um programa da BBC que ele é o “filho de Deus” e que a Inglaterra seria devastada por maremotos e terremotos. Além da suspeita de ser antissemita, Icke acredita que a raça humana é o resultado de um programa de melhoramento genético realizado por uma raça de reptilianos chamada Anunnaki da constelação de Draco, que existem milhares de mundos habitados e que somos aperfeiçoados após ciclos e mais ciclos de morte e reencarnação.

David Koresh

Líder da seita Ramo Davidiano, Koresh nasceu em 1959 na cidade de Vernon Wayne Howell (Houston, Texas) e faleceu em 1993. Ex-adepto da Igreja Adventista e cantor de rock, Koresh tem um histórico de religiosidade mesclada a práticas de abuso sexual e violência. Aderiu ao Ramo Davidiano em 1983 e em 1984 conduziu 25 dissidentes para Palestine (a 25 Km de Waco, Texas) onde organizou sua própria igreja.

Dizendo ser a reencarnação de Jesus Cristo, Koresh acreditava que as profecias bíblicas referentes ao milênio e ao reino davidico se cumpririam nos EUA e que ele seria martirizado em breve. Ao invés disso, foi acusado de praticar atos violentos e crueis contra seus adeptos, abuso de crianças e poligamia. Foi o responsável pela morte de 71 pessoas, entre elas 17 crianças e 4 policiais ao atear fogo ao rancho que durante 51 dias encontrava-se cercado pelo FBI, numa operação deflagrada em 1993.

Francisco Herman Pevoc

Mais conhecido como “Krishna Venta”, Pavoc nasceu em 1911, em São Francisco, Califórnia. Na década de 40 fundou a WKFL (Sabedoria, Conhecimento, Fé e Amor). Um dos requisitos para se tornar adepto era doar todos os bens para a organização, que usava os recursos para oferecer ajuda a desabrigados e famintos. Ficou conhecida da mídia a partir de 1949, no caso do acidente do Standard 897R, que caiu perto de Hills Simi e que matou 35 das 48 pessoas a bordo. Os discípulos de Pevoc teriam sido os primeiros a chegar ao local e prestar ajuda as vitimas. Não obstante o discurso humanitário de Pevoc, ele foi acusado de roubo e estelionato. Em 1948 declarou ser o “novo Messias’ e o ‘Cristo reencarnado”. Foi preso em 1956 e assassinado dois anos depois por Peter Duma Kamenoff e Ralf Muller, dois ex-discipulos que acusavam Pevoc de assediar suas mulheres e desviar fundos da seita.

George Roux Ernest

Filho de um pai incrédulo e uma mãe católica foi compositor, George Roux Ernest foi fundador de uma orquestra sinfônica, autor de vários poemas e durante a II Guerra Mundial trabalhou como carteiro em um posto de Avignon, sul da França, onde permaneceu até 1953. Em 1928 casou com Jane Robert e teve seis filhos. Dizendo ser a reencarnação de Jesus Cristo e possuir o dom de cura - ideia que ele revelou primeiramente a sua família (em 1950) e depois a tornou pública (em 1954) -, Ernest negava a existência do diabo, o pecado original, o nascimento virginal de Jesus e sua ressurreição e a veracidade dos evangelhos. Em 1952 fundou a Universal Alliance e nos seguintes se viu em apuros com a justiça por causa da morte de membros da seita, dentre os quais um menino de 13 anos (em novembro de 1953) e um bebê recém-nascido (em setembro de 1954). Pelo menos dois adultos também teriam morrido entre março e julho de 1954.

Jim Jones

Filho de um líder da Ku Klux Klan, Jones nasceu em Crete, Indiana, em 1931. Foi membro do Partido Comunista dos EUA, diretor da Comissão de Direitos Humanos de Indianápolis, integracionista e defensor dos afro-americanos. Adotou crianças de várias etnias e formou o que ele chamava de “Rainbow Family”.

Culpado pela morte de mais 900 pessoas - vítimas de envenamento por cianureto -, Jones afirmava ser a reencarnação de Jesus Cristo e foi acusado de promover campanhas fraudulentas de curas, desviar fundos da Igreja para uso pessoal e de comandar uma milícia que punia com espancamentos e sessões de catarse quem quebrasse as regras.

Marshall Applewhite

De família presbiteriana, Marshall Applewhite pretendia se tornar um pregador conhecido, mas acabou optando pela música. Serviu ao Exército e mais tarde lecionou música. Em 1970 foi afastado da St. Tomas por apresentar problemas de ordem emocional e acabou internado em um hospital psiquiátrico de Houston, onde conheceu a enfermeira Bonnie Nettles com quem se casaria mais tarde.

Influenciado por Nettles, que dizia haver alienígenas na terra e que o Armagedom estaria próximo, Applewhite fundou a Heaven’s Gate (Portal do Paraíso), em 1975, e se auto-proclamou como a reencarnação de Jesus Cristo. Acreditando que a terra seria destruída com a passagem do cometa Hale-Bopp, Applewite convenceu alguns dos seus discípulos que o cometa era seguido por uma nave espacial e que eles seriam automaticamente trasladados para a espaçonave após cometerem suicídio. De fato, em 26 de março de 1997, 39 pessoas foram encontradas mortas numa mansão de San Diego, Califórnia.

Shoko Asahara

Nome religioso para Chizuo Matsumoto, Asahara nasceu em 1955, no Japão. Devido complicações de saúde quando criança (é portador de Glaucoma) perdeu parte da visão, mas conseguiu se formar em 1977 e durante alguns anos esteve na China onde estudou acupuntura e a medicina chinesa. Casou em 1978 e em 1981 foi condenado por exercer ilegalmente a profissão de farmacêutico.

Adepto da astrologia chinesa e do Taoísmo (além de ioga e budismo), disse ter tido uma experiência mística em 1977, no Himalaia, que o levou a mudar de nome e fundar a Verdade Suprema (seita que em 1995 causou a morte de 12 pessoas e infectou outras seis mil em um atentado terrorista ao metrô de Tóquio). Entre profecias apocalípticas e praticas de levitação, Asahara afirma ser a reencarnação do deus hindu Shiva e de Jesus Cristo.

Notas

1. O título “colaborador” é dado à pessoa que exerce autoridade nos centros educativos, ou seja, para efeito de comparação, colaborador é a figura de um pastor no Centro Educativo, que seria a igreja ou congregação do MCG

2. Seitas Modernas, Terror & Fé, 2011, Mythos Editora, págs. 14 – 16

3. Conheça mais sobre o MICG e seus erros, na página - http://mcgaverdade.blogspot.com/


Apêndice I - Um Jesus diferente

Se José Luiz de Jesus Miranda é mesmo Jesus (ou maior que este, segundo declarações feitas pelo próprio Miranda), ele é um Jesus diferente. Os relatos que temos de sua vida não são nada que se possam chamar de condutas “tipicamente messiânicas”. Vejamos a seguinte linha cronológica.

1954 – Influenciado por traficantes de Ponce, Miranda passa a ser usuário de heroína.
1960 – É preso por praticar pequenos furtos e permanece na penitenciária de Porto Rico por seis anos, dividindo a cela com traficantes e assassinos.
1966 – Ao completar vinte anos deixa à penitenciária e muda para os EUA onde se faz membro da Igreja Batista.
1973 – Afirma ter sido visitado por dois anjos que “revelam” sua missão e origem divina. Desliga-se da Igreja Batista e dá início a sua trajetória messiânica.
1976 – Retorna para Porto Rico e organiza sua primeira igreja. Após dez anos no país e não tendo conseguido convencer seus poucos discípulos de que o pecado e o diabo foram destruídos na cruz e que nós também somos deuses, Miranda afirma ter recebido uma “revelação” divina que ordenava que ele fosse para Miami onde, em 1986, fundaria o MICG.
1997 – É pego dirigindo embriagado pela Miami – Dade County e condenado a pagar uma multa de US$ 1.495 e obrigado a passar por aconselhamento
1998 - Passados apenas quinze anos da “visão” em Lawrence, Massachusetts, EUA, Miranda afirma ser a “reencarnação” do apóstolo Paulo.
2005 – Não satisfeito com a condição de apóstolo “reencarnado”, José Miranda afirma ser, na verdade, a terceira manifestação de Jesus.
2006 – Perde cerca de 46 mil dólares em uma jogatina no Seminole Hard Rock Hotel & Casino, em Hollywood
2007 – Em um culto no Creciendo en Gracia (Miami, EUA) tira o casaco e mostra ao publico uma tatuagem com os números 666 em seu antebraço. Uma onda toma conta do MICG que leva os seguidores a também receberem a marca da besta.

Apêndice II - José Miranda na lista de personalidades americanas pega dirigindo sob efeito de álcool

Em dezembro de 2007 José Miranda foi pego dirigindo embriagado pela Miami – Dade County e condenado a pagar uma multa de US$ 1.495 e obrigado a passar por aconselhamento. A prova consta de uma lista divulgada pela NNDB. Veja link original aqui.

Apêndice III - MOTIVO DA CARTA : EXCLUSÃO DO NOME DA CONGREGAÇÃO DE JARDIM AMÉRICA DA PÁGINA WEB (CRECIENDOENCIA.COM)

"Bispo Pedro Kele, a pergunta é: de que espírito tu és ?

Bispo Pedro Kele,

A Congregação dos espíritos justos feitos perfeitos que se reúnem em Jardim América, já estava aguardando tua atitude infantil e pobre de retirar nosso endereço da listagem dos Centros Educativos, que figuram na página da web do Ministério Internacional Creciendo en Gracia.
Deixa te dizer umas coisas:

1. Já esperávamos isso acontecer, afinal de contas, pelas evidências que tu apresentas, demonstras que és seguidor, não de Jesus Cristo Homem, e sim, do Apóstolo Pedro, que tinha atitudes como a sua: de apagar o nome do livro da vida, daqueles que não faziam o que ele queria. Por isso, o que podíamos esperar de seu discípulo ? o mesmo cachorro, com coleira diferente, infiltrado no meio do Governo de Deus, falando a mesma linguagem do reino, no entanto com outro espírito;

2. Olha, seguiremos fazendo parte do Governo de Deus, defendendo esta verdade, quer você queira ou não, quer você goste ou não, pois não dependemos de você, e nem de ter o nome escrito no site, para afiançar que somos deste Governo, dependemos, sim, do Serviço Angelical, que olha para o decreto, onde nem Deus, que já está na terra, pode violar, pois está escrito que nem a cabeça pode dizer ao pé:" Eu não necessito de você" (Congregação de Jardim América);

3. Por que esse medo, tão grande, da existência da Congregação de Jardim América, se tu crês que estais na verdade ? Pois tenho aprendido, com Jesus Cristo Homem, que quem está na verdade não tem medo da mentira. Por que tanto empenho para tentar destruir o que tem sido edificado, pela pregação de Jesus Cristo mesmo? Por que tanta disposição para tapar o que foi estabelecido por Deus mesmo, com o seu evangelho da incircuncisão? Não és temente a Deus, sabendo; que, se esta obra, em Jardim América, for de homens não permanecerá de pé, porém se for de Deus tu estarás sendo encontrado lutando contra Deus mesmo? Ou será que não confias nos anjos, e achas que os anjos não são eficazes, e, portanto precisas dar uma ajuda a Deus com a tua astúcia?

4. Observe hein ! eu não necessito impressionar ao meu Apóstolo: dormindo com Ele, andando com Ele, comparecendo as convenções, para dizer que estou submetido a Ele, pois se é da mesma maneira. Veja, os Apóstolos de Jesus de Nazareth participavam com Ele de todas as coisas: dos milagres, das maravilhas, iam a todos encontros, que Ele tinha com o povo, e muito mais, porém há um detalhe que denunciava quem eram eles, eles não tinham a mesma atitude de Jesus, o mesmo espírito de fé, que só os escolhidos carregam, sabe por que ? por que eles eram filhos de perdição. E aí, se não és filho, não adianta se pentear, porque naquele dia, no dia da transformação dirão:"Senhor, Senhor em teu nome entreguei dízimos, em teu nome participei da passeata, em teu nome viajei, em teu nome passei a tua imagem, em teu nome fiz tantas coisas", e o Senhor dirá:"Eu não vos conheço, apartai-vos de mim", ou seja, não terão o corpo transformado;

5. Você, Pedro Kele, e o Apóstolo Pedro são da mesma estirpe, linhagem: AQUI QUEM MANDA SOU EU:"....APAGA O NOME..." como que se com isso fosse possível nos sacar deste Governo Indestrutível. Você não consegue enxergar mesmo, nem confiar que esse é um Governo Angelical que não se vê, então aprenda que não vai ser apagando o nome que se vê que estarás anulando a permanência nesse Governo, que é algo espiritual. Veja o Apóstolo Pedro passava a espada como fez com Ananias e Safira, ah ! detalhe e também excomungava. Veja, Apóstolo João, seu irmão, vomitava da boca, ou seja, eram as armas que eles tinham, e você não é diferente, você usa a arma que tem;

6. Os Apóstolos eram admirados, venerados pelo povo, porque andavam com o Mestre, e isso impressionava, pois deixavam a eles LIVRES DE QUALQUER SUSPEITA, porém o detalhe é que negavam ao Mestre com suas atitudes. Não estou falando de comportamentos carnais não, pois sabemos que todos somos débeis em carne, estamos falando da doutrina que ouviam, porém não aplicavam, como tu, Pedro. Por que erros carnais cobrimos nesse Governo de Deus, porque também seguimos falhando neste corpo de carne, porém violar essa doutrina é imperdoável, Pedro, por isso DENUNCIAMOS QUEM QUER QUE SEJA;

7. Veja, os Apóstolos negavam ao Senhor, a todo tempo, com suas atitudes. Em um momento entraram em uma aldeia dos samaritanos, para fazer preparativos, porém não o receberam. Então Tiago e João disseram:"Senhor, queres que mandemos que desça fogo do céu, como fez Elias, e os consuma ?" (Lucas 9.51-56), então o Senhor os repreendeu dizendo: "Vós não sabeis de que espírito sois". Naquele momento, esses Apóstolos demonstraram abundância de imaturidade, pois embora estivessem escutando, vendo, aprendendo e caminhando ao lado do Mestre, não aplicavam o ensinamento; portanto, agiam entregues aos sentimentos;

8. Pedro, a pergunta é: ¿de que espírito tu és ? vou te responder: do ESPÍRITO DO ENGANO, que proíbe, que está para condenar, que impõe regras pessoais, que obriga os santos, que ameaça com a cobertura, que ativa a má consciência na igreja pelo que falas, que discrimina, que faz acepção de pessoas, enfim, que utiliza as TÁTICAS do Velho Pacto, porém, Pedro, vai chegar o momento, que a igreja reunida no Brasil vai detectar as evidências que você carrega, e vão acordar, e terão a coragem de dizer:"não sigo mais patrocinando essa falsidade, esse faz de conta, que parece ser Creciendo en Gracia", porém se esconde por trás de um telão, que passa a imagem, e que diz:"essa é a verdadeira graça que José Luiz prega", no entanto, você, Pedro, como líder, não respeita a igreja, que Ele mais ama, sempre a levando a má consciência, colocando medo, temores nos membros, naqueles que querem viver de modo digno do evangelho, sem ameaças, livres de imposições;

9. Em verdade, Pedro, muitos que congregam com você é, por medo: não do inferno, não do diabo, e sim da cobertura angelical, pelas tuas ameaças. Não são livres para ir e vir a vontade, e quando não comparecem, dizem:"aí meu Deus, se eu não for lá não tenho cobertura". Detalhe, são vistos com outros olhos. Não é algo espontâneo, Pedro, que nasce, que brota, que é voluntário, sem coleiras, em liberdade gloriosa, e você sabe como prendê-los: COLOCANDO MEDO. Como no tempo de seu contemporâneo, Apóstolo Pedro, o tempo da inquisição. Congregam por imposição não por satisfação; Ah ! e gostariam de falar a você o que estou te comunicando, porém por medo de perder clientes (os congregados), o falso apoio, não o fazem, pois o ventre fala mais alto. E dizem que amam a verdade, porém ficam calados diante das mentiras, apoiando erros doutrinais;

10. De que adianta tirar os jejuns, as vigílias, as reuniões de oração, as subidas a montes, a santa ceia, enfim os rudimentos, e seguir com as ameaças, as imposições, os medos, as proibições, a má consciência, a discriminação, o orgulho, a ira ? Você quer enganar a quem, Pedro ? Pedro, você não vê que se os santos prestarem atenção nas tuas atitudes é o fim, ainda que tu passes a imagem de Papai Deus. Pois o fim dos homens maus e perversos é conforme as suas obras, ou seja, conforme suas atitudes, que são diferentes dos filhos de Papai Deus, que confiam nas obras de antemão;

11. Estou seguro que nada, nem coisa criada, nem por criar, pode separar a Congregação dos santos, perfeitos que se reúnem em Jardim América do amor de Deus que está em Jesus Cristo Homem. Toda arma forjada contra nós não prosperará, principalmente a tua mentira que induz aos ingênuos a discriminarem aos santos que congregam em Jardim América;

12. O Apóstolo Pedro, o iníquo, também ninguém suspeitava dele, como ocorre contigo, Pedro, afinal de contas andava com o Mestre, impressionava com milagres, se infiltrou nas igrejas que o Apóstolo Paulo fundou, e para tanto usou a mesma linguagem da graça. Apóstolo Pedro dava bom testemunho do Apóstolo Paulo em sua carta, temos evidências : "A sabedoria do nosso amado irmão Paulo escreveu, e que os indoutos e ignorantes torcem" (II Pedro 3.15-18), mostrando que estava do lado do Apóstolo Paulo. Detalhe, usou também a Silvano, que andava com Paulo, tudo para estar livre de qualquer suspeita, para quem visse, dissesse:"este homem é confiável", porém, o que o Apóstolo Pedro fez ? Pedro fez um complô, e matou o Apóstolo Paulo, ah ! e o próprio Apóstolo Pedro falava bem de Paulo. Que artimanha ? Tudo para estabelecer o erro, e se não tem a mente limpa, pela palavra, os santos não se dão conta. E é isso que a igreja no Brasil ainda não se deu conta, de você Pedro Kele, que usa das mesmas manobras, trampas, argumentos, porém com coleira diferente. Veja, é igualzinho, você dá testemunho de Jesus Cristo Homem, dá testemunho dos que andam com Jesus Cristo Homem (Carlos Cestero, Rafael Encarnación...), faz as viagens internacionais, realiza eventos, porém no final destrói as atitudes que Papai Deus ensina, com o teu ministério de morte e condenação. Você não vê ? é o mesmo cachorro, Pedro, ou seja, a iniqüidade do Apóstolo Pedro, porém com coleira diferente;

13. E para terminar, Pedro, as tuas atitudes tem servido apenas para crescimento e amadurecimento nosso, tens sido esterco, nos adubando para crescermos na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitado, que voltou a viver, por isso agradeço a Deus por tua vida, pois ninguém poderia fazer esse papel, que tu executas com tamanha excelência. Então começo, 2008, agradecendo a Deus por esta ferramenta útil, dentro dessa casa grande, pois Deus tem te usado como instrumento Dele, para nos lapidar mais e mais a cada dia.

Pastor Reginaldo Peba
da Congregação do Jardim América"


Johnny Bernardo é apologista, escritor, jornalista, colaborador da revista Apologética Cristã, do jornal norteamericano The Christian Post, do NAPEC (Núcleo Apologético Cristão de Pesquisas), palestrante e fundador do INPR Brasil (Instituto de Pesquisas Religiosas). Há mais de dez anos se dedica ao estudo de religiões, seitas e heresias, sendo um dos campos de atuação religiosidade brasileira e seitas do mal.

É também o autor da matéria “Igreja Dividida, as fragmentações do Catolicismo Romano”, publicada no final de 2010 pela Revista Apologética Cristã (M.A.S Editora). Assina também a coluna Giro da Fé da referida revista.

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Johnny Bernardo é jornalista, pesquisador de seitas do mal e colaborador do Genizah

A salvação meridianamente clara


         Um cristão nunca assistia aos cultos de quarta-feira em sua igreja. Morreu e precisou comparecer diante do Tribunal de Cristo. Ali, ele descobriu que o Senhor não levou em conta a sua ausência nos cultos da igreja, para efeito de salvação, afirmando que a exclusiva fé no Seu sacrifício vicário na cruz é que importava para a salvação do homem.
         Deus não leva em conta nossas boas obras para sermos salvos. A Bíblia  diz: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. (Efésios 2:8-9). Em Tito 3:5, somos ensinados: “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo”.
         A Bíblia é meridianamente clara no assunto da salvação e somente a ambição dos clérigos e a ignorância dos sectários conseguem distorcer esta verdade. Uma pessoa pode frequentar assiduamente a igreja, engajar-se nos trabalhos eclesiásticos e, mesmo assim, ir para o inferno. Este lugar tenebroso tem-se tornado a morada de milhões de sacerdotes, pastores e leigos enganados pelo falso evangelho da fé mais obras. Em Romanos 4:5-7, lemos: “Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça. Assim também Davi declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras, dizendo: Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos”.
         É bom aconselhável frequentar uma boa igreja, para orar, cantar hinos clássicos, escutar uma boa pregação e ter comunhão com os irmãos, não para ser salvo, mas porque já fomos salvos.  A igreja está cheia de pessoas que imaginam estar salvas por causa de suas boas obras, mas estão enganadas. Se a salvação fosse conseguida através das boas obras, a Escritura teria estipulado o peso e quantidade destas, o que não acontece em página alguma da Bíblia. Como disse o Dr. Rice, “Ninguém precisa  pagar para entrar no céu, mas precisa pagar para entrar no inferno, porque o salário do pecado é a morte”. A salvação é totalmente gratuita.
Após sermos salvos, o amor é que conta para agradar a Deus. O salvo tem obrigação de amar ao próximo, conforme Gálatas 5:14:“Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Para quem trabalha na esperança de ser salvo, Jesus vai dizer, no Dia do Senhor: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (Mateus 7:23).
         Quando recebemos o Senhor Jesus Cristo como Salvador, nosso objetivo deve ser o de servi-Lo e as boas obras serão uma consequência desse desejo, conforme Efésios 2:10: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. Em Romanos 11:6, Paulo explica:“Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra”. A salvação não é o resultado do que fazemos, mas do que Cristo fez por nós. Tudo que disto passar é falso evangelho, que conduz à perdição eterna. Infelizmente, a maioria dos cristãos tem embarcado nesta canoa furada e vai se afogar no abismo eterno, por causa do seu desconhecimento da verdade bíblica. Leiamos um poema da tradutora sobre a salvação:

Garantia de salvação

Se a Deus confessarmos os nossos pecados,
de todo o coração e de boa vontade,
Ele é fiel e justo pra nos perdoar,
porque Deus é Amor e plena bondade.
Nossos  pecados Ele vai atirar,
num sublime gesto de misericórdia,
nas abissais profundezas... No fundo do mar.
Toda a nossa injustiça e também a maldade
no Tribunal de Cristo serão reveladas;
mas sem condenação...  (Assunto arquivado)
Nos conduzindo, sem qualquer empecilho,
às delicias do céu por nós almejadas.
Pois o sangue precioso de JESUS, Seu Filho,
que na cruz pesada foi derramado,
nos purifica (e nos enche de brilho)
de todas as manchas, de todo pecado!

11/12/2007.

         Mesmo que eu gastasse a vida inteira, praticando boas obras, contribuindo com dízimos e ofertas, venerando Maria e os santos (neste último caso se eu fosse católica), iria para o inferno, pois, além da pretensão de estar comprando a boa vontade divina, eu ainda estaria cometendo o pecado da idolatria, o qual Deus abomina. O inferno está repleto de incrédulos e também de cristãos adoradores dos santos.
         Em João 3:3, lemos o que Jesus respondeu a Nicodemos, um erudito em Judaísmo: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”.
         Em Romanos 10:1-4, Paulo diz: “IRMÃOS, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para sua salvação. Porque lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus, mas não com entendimento. Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus. Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê”. 
Poderia existir um ensino mais claro? Paulo estava se dirigindo a um povo religioso e zeloso de boas obras e diria o mesmo, hoje em dia, aos católicos romanos e a alguns segmentos da igreja cristã.
Ao contrário do ensino da ICAR e de outras denominações ditas cristãs, o BATISMO não é necessário para a salvação. Não é a água do batismo que purifica nossa alma, mas a água pura da palavra de Deus, conforme Efésios 5:26, Paulo aqui se refere à igreja, que somos nós:
“Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra”.
         A Palavra de Deus nos purifica e podemos ter esta certeza, porque Jesus o afirma, conforme João 15:3: “Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado”.
            Em Hebreus 9:22, lemos: “E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão”.
Na 1 João 1:7, lemos: “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado”. 
Como vemos, o homem é purificado pela fé no poder do sangue de Jesus Cristo e não pela água do batismo. Se o batismo apagasse pecados, o cristão precisaria se batizar toda noite,  após ter cometido “os pecados do dia”. Se o batismo apagasse pecados, Jesus não teria passado pelo batismo, porque Ele jamais cometeu pecado algum. Ele próprio explicou a João Batista o motivo pelo qual permitiu ser batizado. (Mateus 3:15).
O batismo não é mencionado no Velho Testamento e a Bíblia apresenta um único meio de salvação, do Gênesis até o Apocalipse - o sacrifício do Cordeiro de Deus. Esta é a mensagem que ainda prevalece hoje em dia. Em Atos 16:27:31, lemos uma bela história de conversão: “E, acordando o carcereiro, e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada, e quis matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido.  Mas Paulo clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos. E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas. -  E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa”. 
         No Salmo 14:12, temos uma ideia de como tantos se perdem, por seguirem o caminho errado, mesmo com a melhor das intenções: “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte”. Há milhões de cristãos bem intencionados, que acabarão nas chamas do inferno, por terem seguido falsos mestres, ignorando o claro ensino da Palavra de Deus sobre a salvação, ou seja crer exclusivamente em Cristo.
        Na 2 Coríntios 5:21, está escrito: “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”.
Em Romanos 4:5, somos ensinados: “Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça”.
            Em Tito 2:14, Paulo assim se refere a Cristo: “O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras”.
            No Velho Testamento, temos muitas passagens, inclusive esta de Isaías 53:10, sobre a morte de Jesus em nosso favor:“Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão”.
            Finalmente, em João 3:16, temos o resumo da salvação através do sacrifício de Cristo Jesus no Calvário: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
        Se tentássemos satisfazer, por nossos próprios méritos, as exigências de um Deus Santíssimo, todos nós iríamos para o inferno. Somente Jesus Cristo pôde cumpri-las: “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”.(Isaías 53:5).       
Em Romanos 5:8, Paulo ensina: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”. Amor sem limites!!!
Em Romanos 8:32, Paulo diz: “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” 
Se Jesus não tivesse cumprido cabalmente a Sua missão na Terra em nosso favor, Ele jamais poderia ter regressado ao Céu, para se assentar à destra do Pai Celeste. Demos garças ao Pai, que o Filho amado tenha cumprido Sua gloriosa missão em nosso favor. Enquanto Ele estava pendurado na cruz, orou por nós e até pelos Seus algozes e, antes de expirar, entregou o Seu espírito ao Pai exclamando: “Está consumado!” (João 19:30).
Deus jamais levaria em conta  nossa frequência à igreja, nem qualquer obra nossa, porque somente Cristo, o Homem-Deus, poderia ter  realizado a obra perfeita. A única maneira de podermos demonstrar que estamos garantidos pela morte de Cristo é confiar totalmente em Sua obra. Quando alguém crê em Jesus, mas acha que precisa também do batismo, dos sacramentos e de outras obras complementares, está demonstrando falta de confiança nEle.
Resumindo: Nossa única esperança de chegar ao Céu é confiar totalmente no que Cristo fez no Calvário. O sangue de Jesus Cristo aspergido na porta de nossa alma é a garantia absoluta de que o anjo negro da morte eterna vai passar muito longe de nós...

Texto embasado no sermão do  Pr. Curtis Hutson - “Salvation Crystal Clear”.
Mary Schultze. 15/02/2012.

1 de abril de 2012

Conversão ou adesão?


Helio Pariz

Outro dia, eu estava lendo histórias de conversão de líderes cristãos bastante conhecidos, algumas delas calmas e silenciosas, enquanto a maioria era resultado de transformações profundas que envolviam corpo, alma e espírito em verdadeiras revoluções. Entretanto, todas tinham em comum o fato de produzirem homens e mulheres muito melhores e mais conscientes do sentido de suas vidas, as quais entregaram – às vezes literalmente - a serviço de Cristo e de Sua igreja.

Essas experiências, algumas não tão antigas assim, se contrapõem de maneira gritante ao discurso que hoje ouvimos em muitas igrejas evangélicas brasileiras, em especial naquelas que são televisadas. A rigor, não se ouve ou vê nelas um testemunho de conversão autêntica, mas de adesão não à fé que dizem professar, mas ao discurso consumista que os seus líderes, digamos, “vendem”.

Adesão é um termo mais comum na política, em que alguém adere a um partido ou ideia, por exemplo, ou no direito do consumidor, em que alguém compra um determinado produto ou serviço, aderindo a um contrato de consumo pré-estabelecido e de cuja formulação inicial não participou.

Ambas as figuras podem ser aplicadas aos “testemunhos” que vemos e ouvimos nessas igrejas, seja pela ideologia (muito mais que teologia) que elas confessam diuturnamente em rede nacional, seja pela adesão a um “contrato de prosperidade” (além do “plano de saúde”) com um “deus” fabricado pela imaginação de seus guias.

Desnecessário dizer (mas mesmo assim dizemos) que as pessoas “compram” esses planos, contratos e ideias pelo seu valor de face, que curiosamente é a onipresença da cara e da voz de seus líderes determinando e dizendo “creiam em mim, porque isso funciona!”. Ao contrário do direito do consumidor, entretanto, eles não se responsabilizarão se o "negócio" não funcionar. A culpa será - convenientemente - de quem não teve "fé"...

Se tanta gente é atraída por este discurso enganoso, isto se deve unicamente à sua concupiscência (Tiago 1:14) que exige um deus que atenda sem pestanejar os seus propósitos imediatos e egocêntricos, mórbida cobiça que os falsos profetas de plantão não só conhecem como sabem aproveitar.

Só que, a exemplo do que ocorre nas relações de consumo, essa fidelidade dura apenas enquanto o “contrato de adesão” está sendo cumprido. Vindo a tribulação, o “consumidor da fé” desiste (já que não lhe deixarão reclamar nem existe um PROCON celestial) enquanto o convertido sabe que ela produz perseverança (Romanos 5:3, 2ª Coríntios 4:17, Tiago 1:3) e segue feliz e seguro pelo caminho estreito da salvação.

Precisamos ver, ouvir e - evangelizando - dar ensejo a mais testemunhos de conversão genuína, tenha ela ocorrido silenciosa ou tumultuadamente, e não relatos de consumidores satisfeitos (provisoriamente) com os resultados materiais de sua adesão a um discurso religioso. Esses nada acrescentam à eterna igreja de Cristo, mas os verdadeiros convertidos, além de causarem alegria no céu (Lucas 15:7), a animam a prosseguir aqui embaixo. 


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