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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

7 de dezembro de 2012

Minutos antes da transmissão da entrega do Troféu Promessas…


PUBLICADO POR ESTRANGEIRA 

Recebi um tuite dizendo que em poucos minutos transmitiriam, via Facebook, a entrega do Troféu Promessas, aquela premiação da Rede Globo para encher os egos dos artistas gospel nacionais. Resolvi dar uma passadinha por lá e já havia mais de uma centena de perfis aguardando ansiosamente pela transmissão.

Abaixo algumas das mensagens enviadas no chat da transmissão minutos antes de seu inicio. Qualquer semelhança com torcidas de ídolos do futebol ou da música não é mera coincidência.

Blendo Ribeiro MEU DEUS, REPREENDE TODO OLHO GORDO DESSE POVO QUE NAO QUER PERMITIR ESSE PROGRAMA, QUE TUDO SEJA RESOLVIDO, POIS QUEM TOMAR O TROFEU DA MAO DA FERNANDA, MAIS PELO MENOS UM ELA VAI LEVAR, E QUE DEUS POSSA TER MISERICORDIA DAQUELES QUE PERDEREM! AMEM

Diana Stuart Dani Araújoooooooooooooooooooooooo

Renata Lucas FORTALEZA DE ADORAÇÃO!!!!!!!!!!!!!!!

Wellington Tiago quem quer que o THALLES GANHE SE ESCREVE AI –

Richard Lucas GLÓRIA DA JUSTIÇA / E SOL IN RIO / GLÓRIA DA JUSTIÇA / E SOL IN RIO / GLÓRIA DA JUSTIÇA / E SOL IN RIO / GLÓRIA DA JUSTIÇA / E SOL IN RIO / GLÓRIA DA JUSTIÇA / E SOL IN RIO /

Coroa de Ouro Melhor Cantora= Damares… Melhor CD PEntecostal=Damares… e JOTTA A MERECE. se não for da vontade de Deus, que a Damares receba. TOrcendo muito para a LYdia MOises

Abikeila Pinheiro joooooooooooooooottaaaaaaaaaa

Cissa Leal ariely bonatti, ariely bonatti, ariely bonatti, ariely bonatti t amuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

Acsa Mariah AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA JOTTTTTTTTTTTTTTTTTTA

Laaís Mooreira #FernandaBrum #FernandaBrum #FernandaBrum #FernandaBrum #FernandaBrum #FernandaBrum #FernandaBrum #FernandaBrum #FernandaBrum #FernandaBrum #FernandaBrum #FernandaBrum #FernandaBrum

E claro, como não poderia deixar de ser, nós também deixamos nossa mensagem:

Uma Estrangeira No Mundo LEIAM AMÓS 5.23-24 LEIAM AMÓS 5.23-24 LEIAM AMÓS 5.23-24 LEIAM AMÓS 5.23-24 LEIAM AMÓS 5.23-24 LEIAM AMÓS 5.23-24 LEIAM AMÓS 5.23-24 LEIAM AMÓS 5.23-24 LEIAM AMÓS 5.23-24 LEIAM AMÓS 5.23-24 LEIAM AMÓS 5.23-24 LEIAM AMÓS 5.23-24 LEIAM AMÓS 5.23-24 LEIAM AMÓS 5.23-24 LEIAM AMÓS 5.23-24 LEIAM AMÓS 5.23-24

É por essas e outras que estaremos no próximo sábado, dia 8/12, no Campo de Marte em São Paulo, na gravação do programa global Festival Promessas, onde portaremos camisetas e faixas com os versículos bíblicos que muitos desejariam riscar de suas Bíblias. Se quiser estar lá conosco, é só ir e se juntar ao nosso insignificante rebanho (segundo os olhos humanos, porém grande por força de Deus).

Afastem de mim o som das suas canções e a música das suas liras. Em vez disso, corra a retidão como um rio, a justiça como um ribeiro perene! – Amós 5:23-24

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

6 de dezembro de 2012

ALIANÇA COM DEUS...



Aliança significa pacto, compromisso, acordo firmado. O anel que os noivos trocam na cerimônia de casamento recebem esse nome por representarem o acordo que firmam naquele dia. Sem esse significado, torna-se um mero anel.

Alias, falar em compromisso em nosso tempo é quase utópico. Tentar explicar o que significa aliança, acordo mútuo nos tempos atuais pode soar até como piada.

Digo isto porque é claro que vivemos em tempos de relações superficiais e mesquinhas. As pessoas não se interessam em cumprir o que pactuam. Não há interesse em se assumir um compromisso sem que eu seja o mais beneficiado com isso.

Pensando assim volto-me outra vez ao exemplo clássico do casamento. Se casamento denota aliança, compromisso mútuo, explica-se aí o fato de muitos fugirem dessa aliança e de outros tentarem adaptá-la ao seu gosto.

Deus também fez uma aliança conosco. Aliás, na Bíblia existem várias passagens em que Deus propõe um pacto de compromisso. (Gen. 9 – Aliança após o dilúvio com arco íris; Gen. 17 Aliança com Deus representada na circuncisão; Deut. 29:9 – Renovação da Aliança com o povo; Aliança com Davi – Sl. 89:3), e por aí vai...

Contudo, no texto de Jer. 11, Deus faz uma cobrança. O povo não cumpria sua parte no acordo. Não respeitavam a aliança e isso havia tempo. Volta e meia eles eram infiéis no compromisso assumido e não respeitavam os termos do acordo.

O ser humano tem dificuldades em honrar seus compromissos.
Os termos da aliança eram: “... obedeçam-me e façam o que lhes ordeno... e eu serei o Seu Deus... e cumprirei a promessa que fiz...” v.5 e v.7.

Alguém que não cumpre os termos de um compromisso firmado; fica a mercê da aplicação das sanções previstas no mesmo.

Deus advertiu seu povo. Disse que permitiria que recaíssem sobre eles todas as maldições provenientes do descumprimento do pacto.

Deus fora meramente justo. Aplicou aquilo que estava previsto. Fez com que se cumprisse aquilo que já advertira várias vezes anteriormente. Entretanto não são poucas às vezes em que olhamos Deus com ar acusador, simplesmente pelo fato de colhermos os frutos da quebra da aliança com Ele.

Lembro-me de Sansão, que tinha um pacto firmado com Deus desde seu nascimento. Sua força descomunal e suas inúmeras vitórias estavam atreladas ao obedecer aos designíos que Deus havia estabelecido. Porém, quando ele deixa de cumprir sua parte, quebrando a aliança feita, sofre inevitavelmente as consequências de seus atos.

A grande questão é que somos infiéis, quebramos a aliança, mas não queremos arcar com as consequências.
Assim acontece comigo e com você. Quase sempre. Desprezamos a aliança feita, o compromisso firmado. Só queremos cumprir com aquilo que nos agrada.

Por isso considero esse tempo como um tempo de pessoas sem palavra, de gente que não cumpre o que promete.

Quando se trata de Deus, achamos que não temos a obrigação de cumprir ou obedecer nada que Ele tenha estabelecido. Entretanto, sempre achamos que Deus é obrigado a cumprir sua parte no acordo.

Lembre-se que um acordo só pode ser validado quando ambas as partes fazem o que se propuseram. Deus fez sua parte, na maior aliança de todas com o homem. Enviou Jesus, para libertá-los da condenação eterna como consequência do pecado. Os termos desse acordo são:

“Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo.” Rom. 10:9.

“... se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e sararei a sua terra.” II Cron. 7:14

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
João 3:16-17
Ainda há tempo. Assuma um compromisso com Deus. Sua atitude de segui-lo vai livrá-lo da condenação eterna. Deus já fez a parte Dele. Faça a sua também. Firme uma aliança com o Senhor.

Pois vocês são um povo santo para o Senhor, o seu Deus. O Senhor, o seu Deus, os escolheu dentre todos os povos da face da terra para ser o seu povo, o seu tesouro pessoal.

O Senhor não se afeiçoou a vocês nem os escolheu por serem mais numerosos do que os outros povos, pois vocês eram o menor de todos os povos.

Mas foi porque o Senhor os amou
e por causa do juramento que fez aos seus antepassados. Por isso ele os tirou com mão poderosa e os redimiu da terra da escravidão, do poder do faraó, rei do Egito.

Saibam, portanto, que o Senhor, o seu Deus, é Deus; ele é o Deus fiel, que mantém a aliança e a bondade por mil gerações daqueles que o amam e guardam os seus mandamentos.
 
Deuteronômio 7:6-9.


Marcello Matias, pastor.

5 de dezembro de 2012

10 razões porque a pregação da Palavra deve ser o centro dos nossos cultos


.
Por Renato Vargens


O reformador francês João Calvino via a pregação do evangelho como o centro da vida e obra da igreja. Ele cria que a pregação era central na igreja porque ela era o modo de Deus salvar o Seu povo, até o ponto dele se considerar também um ouvinte: "Quando eu subo ao púlpito não é para ensinar os outros somente. Eu não me retiro aparte, visto que eu devo ser um estudante, e a Palavra que procede da minha boca deve servir para mim assim como para você, ou ela será o pior para mim. ", dizia ele.

Para Calvino a pregação da Palavra era um meio de graça para o povo de Deus - "Quando nos reunimos em nome de Deus", ele dizia, "não é para ouvir meros cânticos" (diferentemente da nossa geração que valoriza extravagantemente o momento de louvor). Para Calvino, os que desenvolviam tais práticas se alimentavam exclusivamente de vento. Além disso, Calvino cria que a pregação deveria ser "sem exibição", para que o povo de Deus pudesse reconhecer nela a Palavra de Deus e para que o próprio Deus, e não o pregador pudesse ser honrado e obedecido.

A luz deste background gostaria de trazer 10 razões porque a pregação das Escrituras deve ocupar o centro do nosso culto:

1- Cristo é exaltado.  As Escrituras quando pregadas exaltam o nome do Senhor. É impossível expor a Bíblia sem que o nome do Eterno seja glorificado.

2- O homem é humilhado. A Exposição das Escrituras aponta para o estado de miserabilidade do homem. A pregação da Bíblia revela quem somos, nossas incongruências, idiossincrasias e pecaminosidade, revelando-nos que fora de Cristo todos estão mortos em seus delitos e pecados.

3- Somos reanimados no Senhor. As Escrituras quando  pregadas trazem sobre a finitude humana, o poder infinito de um Deus Soberano proporcionando com isso o reascendimento da chama da esperança.

4- Nossa psiquê é envolvida por graça. A Palavra de Deus quando pregada traz remédio para a alma cansada, refrigério para o abatido, alento para o desesperançoso.

5- A Igreja é edificada. Quando a Bíblia é proclamada nossas igrejas são edificadas. A exposição das Escrituras, ao contrário dos movimentos vazios contemporâneos, fazem com que o povo de Cristo cresça no conhecimento do Senhor.

6- Somos protegidos dos erros doutrinários. Calvino costumava dizer que as Escrituras Sagradas é o escudo que nos protege do erro. A Bíblia quando pregada nos traz orientações importantíssimas que se aplicadas em nosso cotidiano nos protegem das heresias e distorções teológicas propagadas pelos falsos profetas.

7- Nos tornamos pessoas mais comprometidas com Cristo. As Escrituras quando pregadas nos desafiam a viver como Cristo viveu. A Bíblia quando proclamada nos leva a desejarmos viver a vida cristã de forma santa, pura e abnegada.

8- Vivemos para a glória de Deus. A Bíblia quando pregada leva-nos a querer viver exclusivamente para a glória de Deus. 

9- Ansiamos pela volta do nosso Redentor. As Escrituras quando proclamadas nos levam a ima santa ansiedade pelo glorioso dia em que o Rei dos reis e Senhor dos Senhores voltará para  a sua igreja.

10- Somos reavivados. A Bíblia quando pregada reaviva nossa alma, aquece os corações, desperta-nos para oração, desafia-nos a intercessão enchendo nossos corações com o santo desejo de estar continuamente em sua santa presença.

Pense nisso!

4 de dezembro de 2012

As religiões evangélicas vem conquistando cada vez mais espaço no país

Ao se adaptar às necessidades locais da sociedade brasileira, as religiões evangélicas vem conquistando cada vez mais espaço no país. Em dezembro, a Revista de História aborda em artigos e reportagem aspectos da ‘fé que seduz o Brasil’.
Colonizado e cristão, miscigenado e avesso a Revoluções, o Brasil evangélico adapta a crença em seus mitos fundadores e difunde um protestantismo que pretende conquistar o mundo.
Ao final dos anos de 1950, Nelson Rodrigues tornou conhecida a expressão “complexo de vira-latas” para falar da suposta inferioridade a que o brasileiro se colocava diante do mundo. Tratava-se, naquela ocasião, de uma crônica sobre futebol, mas funcionaria durante muito tempo como um deboche do atraso brasileiro, o país do eterno futuro, cheio de potencialidades naturais e de “cordialidade”, mas incapaz de resolver seus problemas mais antigos como o analfabetismo e a fome.
Coincidência ou não, entre os anos 50 e 70, a população evangélica daria uma salto de quase 70% em relação ao período anterior, acompanhada pela modernização conservadora durante a ditadura militar, e pela explosão mundial de movimentos sociais em defesa da liberdade de expressão, dos direitos das minorias e da negação da guerra. Um por um, os temas da agenda social brasileira e mundial foram gradualmente incorporados à pregação protestante tradicional: o pastor abre as portas da Igreja como as de sua própria casa, possui a autoridade de um pai ao acolher o cidadão mais desamparado pelo Estado e pela sociedade; oferece-lhe uma família para pertencer, eventualmente emprego e orgulho próprio, e um objetivo de vida, uma missão: mostrar ao mundo o caminho da salvação.
Primeiros evangélicos da Assembleia de Deus de Goiânia. 1936.
Podia ter dado certo ou não, como ocorre igualmente nos processos históricos e na vida, mas em fins da década de 1980, a redemocratização no Brasil e a vitória do capitalismo no mundo, contribuíram com importantes ferramentas: a legítima liberdade de crença religiosa, o livre acesso aos meios de comunicação e a consolidação do modelo liberal de sociedade de massa: cada um por si e pelos seus.
Contudo, o Espírito Santo, ou para os mais céticos, o senso de realidade e de oportunidade de alguns pastores e igrejas escapou à observação restrita às fronteiras e à conjuntura, e enxergou o impacto da fragmentação global. Conflitos étnicos, desemprego generalizado e a desarticulação da família tradicional não desfrutam mais da opção dos projetos revolucionários, o Estado tornou-se autoridade menos capaz com o aprofundamento da globalização, e a política é hoje um terreno cada vez mais desacreditado pelos jovens. Nascidas no dia a dia da batalha que cada fiel pentecostal trava com a realidade brasileira, explicada pela demonização de seus mais diversos reversos, as igrejas evangélicas oferecem à América Latina, Ásia e África uma nova utopia. Sem revoluções, imposição ou violência, elas agem pela conversão e crescem sempre de baixo para cima, raramente seduzem as elites nos primeiros encontros, misturam com alguma facilidade a sua fé aos aspectos mais tradicionais das igrejas predominantes, e transformam a religião em uma identidade conquistada e vencedora, pois que escolhida para levar a palavra de Deus aos incrédulos.
Na África e na América Latina, as proximidades da língua parecem ajudar no crescimento das igrejas brasileiras, sempre associadas a outros elementos, específicos em cada país. Pesquisadores apontam que nessas regiões os cultos são realizados em proporção de 40% na língua local, e 60% em português, atraindo também os grupos de imigrantes brasileiros.
Na Argentina, é possível que as sucessivas crises econômicas, somadas ao desgaste no orgulho das classes médias, contribuam para uma aceitação das igrejas bem maior do que no Chile, onde o catolicismo ainda é profundamente identificado com uma distinção de classe. Bolívia, Peru e México apresentam um índice de crescimento pentecostal marcadamente entre as populações indígenas, para as quais há um trabalho direcionado por parte de algumas igrejas, e minuciosamente acompanhado pela SEPAL (Servindo aos pastores e líderes), missão internacional que avalia e difunde o crescimento evangélico no Brasil há mais de 30 anos. No site da instituição/Rede é possível ter acesso às chamadas “missões transculturais”, cujos objetivos variam de acordo com as regiões de destino e a formação dos missionários. Estes, são atualmente cerca de 600 e incluem teólogos, professores, antropólogos, administradores, entre muitos outros espalhados por quase 70 países do globo.
A motivação mais comum a levar essas pessoas para lugares tão distantes de suas raízes é a “batalha espiritual”: cada povo não cristão seria vitima de um tipo de demônio como a pobreza, a violência, a exclusão, o neocolonialismo, o desemprego, a solidão, etc. Mas entre os horrores contemporâneos, existe ainda uma hierarquia que alça ao seu topo o islamismo e as religiões orientais. Daí a existência da chamada “Janela 10-40”; segundo a qual a maior concentração de pessoas do globo terrestre que ainda não “encontrou Jesus” localiza-se no retângulo que se estende da África ocidental através da Ásia, entre os graus 10 e 40 a norte do equador, incluindo o bloco muçulmano e o bloco budista, ou seja, bilhões de pessoas à espera da conversão.
Ao que é possível obter de informações nos sites das igrejas como a Universal do Reino de Deus, e em pesquisas acadêmicas variadas, as missões são estudadas com bastante antecedência por uma comissão que visita o país ou região de destino e elabora uma espécie de dossiê avaliando as probabilidades de sucesso, a legislação local, os trâmites relacionados à existência jurídica da Igreja e, sobretudo, a cultura local. Contexto nacional, linguagem apropriada, classes e modos de vida específicos, localização ideal dos templos com vias de acesso e sem concorrências, compra ou preferencialmente o aluguel de um imóvel com as proporções adequadas, arrecadamento estimado dos dízimos... A fé evangélica é também uma empresa de porte multinacional, embora esteja longe de se reduzir a isso.
Movidas especialmente pela adesão global de populações pobres, com baixos graus de instrução, não-brancas, jovens, e mulheres, tudo indica que essas igrejas buscam e produzem fieis cada vez mais diferentes entre si, marcados por histórias nacionais e individuais muito particulares, parecidos com a sociedade em que vivem mas, ao mesmo tempo, sensíveis a um discurso que universaliza sentimentos velhos conhecidos do povo brasileiro.
Desde a síndrome de vira latas criada por Nelson Rodrigues, até a opressão sentida pelas tribos indígenas latino-americanas, agora fortalecidas pelo poder eleitoral dos evangélicos, a exclusão social, no caso dos imigrantes nos Estados Unidos, e a diversidade, marca de nossa identidade histórica e cultural, agora oferecida aos russos, aos chineses, e aos países muçulmanos mais radicais... Não sem algum custo, é claro.
Para conhecer o discurso, o impacto cultural e religioso, e as estratégias utilizadas pelas igrejas evangélicas no Brasil e no mundo, leia o dossiê “Evangélicos, a fé que seduz o Brasil", capa da Revista de História do mês de dezembro.

Revista de História

O Dilema de Israel e Palestina

O dia quente, beirando os 40 graus, confirma a intensidade do verão desértico no Oriente Médio. Na medida em que o pequeno ônibus vai descendo o Vale do Jordão deixando para trás a cidade de Mádaba e as montanhas jordanianas de Gileade, o calor aumenta mais ainda. No último check point da Jordânia o coletivo dá uma parada seguindo viagem na direção da ponte Allemby, nome em homenagem a um general inglês, proeminente na região na época que antecedeu a criação do estado de Israel. Ao cruzar a ponte, rapidamente pode-se vislumbrar o rio Jordão, que nesse ponto alcança o Mar Morto como um pequeno porém bonito córrego. Nos primeiros metros, já dentro da fronteira israelense o ambiente muda. A checagem da documentação retarda o coletivo por quase 30 minutos, levando os viajantes a uma impaciência geral, frente ao calor de mais de 40 graus, comuns no vale do Jordão, com seus mais de 400m abaixo do nível do mar. Com sol ardente, tudo cercado por deserto, rara vegetação, parece um forno.
Quando, entretanto, o coletivo chega ao lugar de imigração e entrada oficial do estado de Israel, é que a situação realmente esquenta. Centenas de palestinos, homens, mulheres e crianças, aglomeram-se debaixo de uma tenda branca, aonde uma fila desorganizada é controlada por dois jovens soldados a paisana, com óculos escuros, armados com pistola e fuzil Uzzi. Um ventilador de grande porte, atenua o calor e umidifica o local. Os dois guardas olham de frente para o contingente formado basicamente por palestinos desesperados em atingir seu objetivo de entrar no território Israelense. Sabe-se que estão indo para Gaza, Ramalah, Nazaré, Hebrom, Nablus e Belém, que são os principais redutos onde vive essa minoria, que disputa com os Judeus o pequeno território de Sião.
Eu e os dois americanos que me acompanhavam, fomos tomando lugar na fila e esperando. A garrafinha de água é a salvação, que a este ponto já era compartilhada pelo trio. Pouco tempo depois, por estarem sem bagagem, meus companheiros, foram chamados, e sumiram dentro do saguão logo atrás do guichê. Mas eu fiquei. Um outro guarda gritava pela minha bagagem, que foi colocada por mim sobre uma grande pilha de malas, sacolas de todos os tipos e bugigangas, que saiam de dentro dos ônibus que não paravam de chegar da Jordânia.
A fila ia andando devagar pois a verificação dos passaportes era minuciosa e lenta, até que a funcionária gritou: coffee break. A moça simplesmente sumiu, voltando 30 minutos depois, deixando todos derretendo no calor.
Depois de retornar, meu passaporte foi então visto, passei para a entrada principal. Ao ser identificado como brasileiro, tive atendimento diferenciado, o que não significa que foi mais rápido. A rotina de responder as mesmas perguntas para pessoas diferentes, comum em Israel, quase tira a paciência. A seguir, depois de preencher formulários fui então autorizado a entrar no setor da bagagem. Duas horas depois, abri meu violão que era a única bagagem comigo e comecei a cantar em um canto do saguão. Meu cântico, mesmo baixo, chamou a atenção de um fiscal judeu que se aproximou e identificou-se como argentino. Graças a identidade sul-americana o hermano judeu que me ajudou a liberar as bagagens. Mesmo com a intervenção, meu trâmite foi de três horas e vinte minutos.
O taxi, que veio buscar-me para levar a Tel Aviv, me fez ver um pouquinho mais do contexto palestino. Passando pelos cercanias de Jerusalém um gigantesco muro surge de repente no horizonte saindo das montanhas milenares da Cidade da Paz chegando até a vizinha e turbulenta cidade de Ramala, que é território palestino. O taxista defende o muro, afirmando que este, de alguma forma, impedia ou pelo menos dificultava a incursão de "terroristas" no território de Israel.
Quando contudo se olha o assunto com uma lupa mais potente, a situação é muito mais séria e profunda e deve ser vista, tanto pela imprensa quanto pelos governos com neutralidade e preocupação.
As facções, Hammas e Fatah, que controlam os territórios Palestinos, acusam Israel de uma crescente violação dos direitos humanos, o que é comprovada por observadores internacionais. Minorias cristãs, igualmente protestam sobre o quesito. Recentemente uma carta assinada pelas principais igrejas evangélicas americanas, presentes em Israel, tenta vetar junto ao congresso dos Estados Unidos, a gorda liberação de verbas para Israel, por entenderem que o estado Judeu viola constantemente os direitos humanos das minorias, cristãs e árabes, cuja situação é cada vez mais insuportável. Hoje os palestinos tem uma população crescente e jovem, que representa quase 40% do povo israelense. Porém, sem empregos e sem condição de emigrar para buscar outras possibilidades além mar, não precisa ser analista, para prever a bomba relógio que o quadro representa. Acusações mutuas, retardam o processo de paz, que mesmo pressionado pelas grandes potências, insiste em não sair.
O governo sionista defende com unhas e dentes o etnocentrismo judeu, alegando uma base histórica para faze-lo, o que por outro lado não é apoiado totalmente, nem mesmo dentro dos quadros antropológicos judeus. O historiador da faculdade de Tel Aviv, Shlomo Sand, é um desses. Sand defende a tese de que o verdadeiro estado de Israel é miscigenado tanto sangüíneo quanto culturalmente, o que causa fúria nos Rabinos mais radicais que defendem com unhas e dentes a tese do estado puro dos Judeus.
Com respeito às minorias cristãs, a situação é preocupante, principalmente levando-se em conta que a maioria dos cristãos em Israel são também palestinos. Sofrem pressões tanto das lideranças árabes quanto das judaicas. O desrespeito mutuo é o modus operante. Asharaff Hounus é um exemplo. Palestino simpatizante Cristão, Hounus teve que fugir de Ramala, vindo para o Brasil, pois estava sendo ameaçado de morte por ser simpatizante cristão e ter exposto o Filme Jesus em sua TV comunitária. Pouco tempo depois foi encontrado morto no Brasil sem explicação plausível.
Casos assim são constantes. No lado judeu a intolerância com conversões e assuntos como pregação pública e evangelismo são visíveis Há poucos anos atrás o Knesset, que é o congresso legislativo de Israel, aprovou no dia do Natal Cristão a lei contra evangelismo: Qualquer tentativa de pregação do Evangelho visando evangelizar outras pessoas fora dos templos autorizados é passível de prisão e julgamento. No caso palestino ,pode chegar até a violência como aconteceu com um cristão que ao tentar tocar um cassete de música cristã em um ônibus, foi jogado para fora com o veículo em movimento, vindo quase a morrer.
Tantos judeus quanto muçulmanos pressionam, perseguem, e limitam as liberdades cristãs. Por outro lado os palestinos árabes fazem o mesmo com os judeus e cristãos. Já os cristãos, tem por proteção, unicamente, a pressão internacional, que mesmo tênue, é hoje sua defesa.
O futuro de Israel passa pela definição de liberdade. A conturbada democracia, fragilizada pela corrupção de ambos os lados e agora agitada pelas pressões dos vizinhos Sírios, Irã, Egito e Líbano, fazem crescer a temperatura. O governo vai ter que dar um passo a mais na direção da tolerância e civilidade. O Israel de hoje, por mais que busque sua identidade através da pureza étnica e religiosa, é sem dúvida uma mescla de raças, culturas e religiões que se distanciam cada vez mais de uma fé verdadeira que as leve a serem pessoas melhores que vivem em paz com seus semelhantes. As múltiplas minorias que ali se acumulam de forma irrevogável, representam o todo da conturbada nação e que tenta fazer do pequeno país sua própria "terra santa".
A eleição americana foi esperada para definir os próximos passos que serão dados na direção da política interna e externa de Israel. Os movimentos pró democráticos dos países árabes são comprometidos com o fundamentalismo islâmico e em um futuro próximo poderão ser determinantes em desestabilizar o balanço de poder na região, exercido com primazia por Israel, que se perder o respaldo internacional, em função de assuntos como o desrespeito dos direitos humanos, o Oriente Médio poderá sair da primavera e entrar em um longo inverno de tensões ainda maiores.
Com a aceitação recente do Estado Palestino como um “estado observador”, que lhe confere novos direitos junto à comunidade internacional, o jogo vai progressivamente endurecendo para Israel.

O que todos esperam é que ambos busquem outros caminhos, mais coerentes com a fé em Jeová e Alá. Pelo que praticam seus seguidores da Terra Santa, tanto judeus quanto palestinos, parecem mais seguidores de deuses fictícios, aliados apenas a uma retórica vazia e infrutífera em promover a tão esperada paz.

Fonte: http://blogdoasaph-blogdoasaph.blogspot.com.br/

3 de dezembro de 2012

Deus é amor



Em sua recente entrevista à revista VEJA, Rob Bell usou a declaração bíblica “Deus é amor” como argumento para embasar sua expectativa de que ao final todos os seres humanos serão salvos.
Não quero aqui repetir as observações que fiz à tal entrevista em post anterior. Vou me concentrar apenas numa análise crítica do uso desta frase “Deus é amor” por Rob Bell e seus seguidores.

Vou começar lembrando que antes de Rob Bell outros já usaram esta expressão bíblica (1Jo 4.8 e 16) para defender ideias estranhas. Cito particularmente os defensores do teísmo aberto ou da teologia relacional. Para eles, o atributo mais importante de Deus é o amor. Todos os demais estão subordinados a este. Richard Rice, um proponente do teísmo aberto, em seu artigo “Biblical Support for a New Perspective” [“Base Bíblia para uma Nova Perspectiva”] publicado num livro de teístas abertos cita um leque eclético de neo-ortodoxos e liberais, tais como Heschel, Barth, Brunner, Kasper e Pannenberg para apoiá-lo na afirmação que o amor “é mais importante que todos os outros atributos de Deus”, até mesmo “mais fundamental… O amor é a essência da realidade divina, a fonte básica da qual se originam todos os atributos de Deus.”

Com base neste conceito da predominância do amor, eles negam que Deus conheça o futuro, pois seu amor o impede de limitar a liberdade de suas criaturas de qualquer modo ou maneira. Deus é amor, e isto significa que ele é sensível para com suas criaturas e que constrói o futuro junto com as decisões delas. O futuro, portanto, é sempre aberto e indeterminado. Nem Deus o conhece, pois em nome do amor abriu mão da sua onisciência.

É claro que estas conclusões não podem ser consideradas nem mesmo como cristãs. Mas note que elas foram alcançadas a partir do uso errado do conceito de que Deus é amor. No caso, o erro maior foi esquecer que além de ser amor, Deus também é onisciente e onipotente e que seu amor não o obriga a renunciar a nenhuma de suas características ou atributos em seu relacionamento com suas criaturas. Penso que este é exatamente o mesmo tipo de erro em que Rob Bell e seus defensores incorrem ao usar a expressão “Deus é amor” como base para sua expectativa da salvação universal. Explico.

1 – Apenas quatro vezes no Novo Testamento encontramos afirmações sobre o que Deus é, três delas feitas por João: Deus é “espírito” (Jo 4.24), “luz” (1Jo 1.5) e “amor” (1Jo 4.8,16). A quarta é “Deus é fogo consumidor” (Hb 12.29; cf Dt 4.24). Estas afirmações não são definições completas de Deus – não tem como defini-lo no sentido estrito do termo –  mas revelam o que ele é em sua natureza. “Deus é amor” significa que ele não somente é a fonte de todo amor, mas é amor em sua própria essência. É importante, entretanto, lembrarmos que se Deus é amor, ele também é espírito, luz e fogo consumidor. Temos de manter em harmonia estes aspectos do ser de Deus, pois só assim poderemos compreender como um Deus, que é amor, castiga os ímpios com ira eterna. Conforme escreveu John Stott em seu comentário de 1João 4.8 e 16, “Aquele que é amor é luz e fogo também”.

“Fogo” e “luz” são metáforas, é verdade. Mas, metáforas apontam para realidades. No caso, elas querem simplesmente dizer: “Deus é santo, verdadeiro, ele se ira contra o pecado e não vai tolerar a mentira. Ele punirá os pecadores impenitentes”. Basta ler o contexto das passagens citadas acima para que se verifique o que estou dizendo.

Portanto, não sendo a única passagem que se refere a Deus usando o verbo ser, “Deus é amor” não pode ser entendida como uma definição exclusiva da essência de Deus, enquanto que tudo o mais que é dito sobre Deus usando-se o mesmo verbo ser é entendido como atributos secundários. Isto é exegese preconceituosa.

2 – Na revelação que fez de si mesmo, Deus sempre manifesta o equilíbrio perfeito entre os seus atributos, entre amor, misericórdia e compaixão, de um lado, e justiça, retidão e santidade, de outro. Há várias listas destas qualidades de Deus no Antigo Testamento, mas tomo apenas uma, bem representativa. Moisés desejou ver a Deus e Deus se fez revelar pela proclamação de seus atributos:
E, passando o SENHOR por diante dele, clamou: SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniqüidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração! (Ex 34:6-7).
Impossível não notar o equilíbrio entre amor e justiça, misericórdia e ira.

3 – Alguns querem fazer a diferença entre amor e atributos, dizendo que Deus é amor em sua essência e que seus atributos estão subordinados ao amor. Os pontos 1 e 2 acima já são suficientes para mostrar que não podemos dizer que Deus é somente amor. Mas, tudo bem. Vamos conceder, apenas para argumentarmos, que o amor de Deus, por ser a sua própria natureza, prevalece sobre seus atributos, como justiça e santidade, por exemplo. O que isto quer dizer? Que em determinadas situações Deus deixa de ser santo, justo, reto e verdadeiro para mostrar amor? Alguém pode me mostrar uma única passagem na Bíblia onde Deus agiu de maneira injusta, desleal, mentirosa e preconceituosa em nome de sua natureza amorosa?

A maior manifestação do amor de Deus foi enviar seu Filho Jesus Cristo para morrer por pecadores para satisfazer a sua justiça e as demandas de sua santidade. Se Deus fosse amor do jeito que esse pessoal diz, ele teria simplesmente deixado sem castigo os pecados e perdoado todo mundo, sem precisar castigar seu Filho amado em lugar de pecadores. Mas, não é isto que a Bíblia diz. Portanto, o fato de que Deus é amor em momento algum anula o outro fato, que ele é santo, justo e reto.

4 – Basta olharmos a história bíblica para percebermos que este Deus que é amor não deixou de mandar o dilúvio para destruir o mundo dos ímpios e nem fogo do céu para destruir Sodoma e Gomorra e nem ainda de castigar os anjos que se rebelaram contra ele. Na verdade, o apóstolo Pedro usa todos estes episódios narrados no Antigo Testamento como tipo ou figura do castigo eterno que Deus tem preparado para os libertinos, ímpios e pecadores impenitentes:
Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo; e não poupou o mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo de ímpios; e, reduzindo a cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra, ordenou-as à ruína completa, tendo-as posto como exemplo a quantos venham a viver impiamente; é porque o Senhor sabe livrar da provação os piedosos e reservar, sob castigo, os injustos para o Dia de Juízo, especialmente aqueles que, seguindo a carne, andam em imundas paixões e menosprezam qualquer governo (2Pe 2:4-10). 
Comentando os mesmos episódios, Judas diz que eles são “exemplo do fogo eterno” (Judas 7).

5 – Outro ponto: será que Deus só ama os pecadores e ímpios? Não ama ele aqueles de seu povo que foram injustiçados, violentados, torturados e mortos pelo nome de Cristo? O Deus que é amor é o mesmo Deus que tomará vingança daqueles que maltrataram, perseguiram e mataram seu povo. É assim que Paulo conforta os crentes da cidade de Tessalônica, que estavam passando por severa perseguição:
É justo para com Deus que ele dê em paga tribulação aos que vos atribulam; e a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder (2Tess 1:6-10).
Este conforto que Paulo oferece na passagem acima é bem vazio se todos serão salvos, inclusive os torturadores, assassinos e perseguidores do povo de Deus através da história. Paulo não conforta os crentes perseguidos dizendo que no final todos serão salvos, inclusive os seus perseguidores. Ao contrário, Paulo emprega a justiça de Deus e a condenação eterna deles como consolo para os atribulados.

E onde ficam as palavras de Deus dada aos mártires, que nos céus clamavam por vingança?
Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram (Ap 6:9-11).
Esses mártires conheciam a Deus tão bem a ponto de darem suas vidas por ele. Será que pediriam o castigo de seus verdugos a Deus se acreditassem que, sendo amor, Deus iria salvar a todos no final? E por que Deus, caso pretendesse salvar tais ímpios da condenação eterna, consolou os mártires dizendo que aguardassem mais um pouco e então seu pedido seria atendido - é só ler o resto do livro de Apocalipse para ver que estes ímpios, junto com Satanás e seus anjos, serão atormentados para sempre no lago de fogo e enxofre, a segunda morte (Ap 20:10; 21:8).

6 – Deus é amor. E se tem uma coisa que ele ama acima de tudo é o seu Filho Jesus Cristo, várias vezes chamado na Bíblia de “o Amado” (Mt 3:17; 17:5; Ef 1:6; Col 1:13; etc.). Contudo, submeteu-o ao sofrimento do inferno eterno durante aquelas poucas horas na cruz, a ponto de, antes, Jesus ter pedido três vezes para ser poupado (Getsêmani) e de gritar na cruz, “por que me desamparastes?” O que Deus fará, pergunta o escritor de Hebreus, aos que desprezam Jesus Cristo?
De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça? Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo (Hb 10:29-31).
As Escrituras deixam claro que todos pecaram e carecem da glória de Deus. Não há um único justo. Todos merecemos a condenação eterna. O amor de Deus consiste em resgatar os que ele quis da justa condenação, não sem antes ter providenciado a satisfação requerida por sua santidade. Mesmo que somente um fosse salvo da condenação eterna pelo sacrifício de Cristo, o amor de Deus já teria triunfado sobre o pecado e a morte.

Não tenho prazer na realidade do sofrimento eterno. Não prego sobre o inferno com satisfação. Tento fazê-lo com lágrimas nos olhos. Mas confesso que não consigo perceber no conceito da punição eterna qualquer injustiça, crueldade, maldade, ou falta de amor em Deus.


Fonte:http://tempora-mores.blogspot.com.br/2012/12/deus-e-amor.html

Como Reagir aos Sinais dos Tempos


 

David Cloud


      Os sinais dos tempos do fim se encontram em toda parte. Nosso próximo livro - 
The Bible According to the Future (A Bíblia Conforme o Futuro) - contém um extenso capítulo sobre estes [sinais]. É estranho que os cristãos,  em geral, reajam aos sinais exatamente ao contrário do que Deus pretende que reajamos. Quando testemunhamos coisas como a difusão do globalismo, a organização de uma igreja mundial, o aumento da iniquidade, a dissolução da família tradicional, a destruição do precioso bastião  da liberdade chamado América, a normalização da homossexualidade, o insensível assassinato de bebês, a imunda cultura pop e o rápido aumento da secreta "vigilância" do governo [sobre todos os aspectos da nossa vida], nós nos tornamos temerosos, inseguros, frustrados, zangados e desconfiados, porque nossas mentes e corações estão tão focados nas coisas do mundo, em vez de nas coisas do alto.
      Muito frequentemente, temos a mesma visão míope daquela que os conservadores incrédulos têm, ao invés da visão mais clara que vem da profecia bíblica. Sem dúvida, deve haver frustração e desencorajamento, porque não somos robôs espirituais, os quais não são afetados pelo meio ambiente, mas a nossa resposta deveria ser temperada pelas verdades da Palavra de Deus. Deveríamos reagir aos tempos de maneira dramaticamente diferente da maneira como reagem nossos amigos e vizinhos. Quando consideramos o que está acontecendo no mundo, deveríamos reagir, pelo menos, das seguintes maneiras:

Primeiro, Deveríamos nos regozijar grandemente em nossa salvação:
         "Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis."  (1 Pedro 4:13).

Segundo, deveríamos ficar confortados, porque a volta de Cristo está cada vez mais próxima:

      "Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima". (Lucas 21:28) - ACF.
Terceiro, Deveríamos ficar encorajados porque Cristo está no controle:
2TS 2:7 - ACF -    "Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto."
Quarto, Deveríamos estar confiantes de que o mal atual é apenas temporário e logo será aniquilado:

(SL 37:7 - ACF) – "Descansa no SENHOR, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos".

(SL 37:8 ACF) -  "Deixa a ira, e abandona o furor; não te indignes de forma alguma para fazer o mal."

(SL 37:9 - ACF) -  "Porque os malfeitores serão desarraigados; mas aqueles que esperam no SENHOR herdarão a terra."

(SL 37:10) -  "Pois ainda um pouco, e o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar, e não aparecerá."

(SL 37:11) -  "Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz."
Quinto - Devemos orar mais:

(1TM 2:1- ACF) – "Admoesto-TE, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens;"
(1TM 2:2 - ACF) -  "Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade;"
(1TM 2:3 - ACF) -  "Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador..."
(1TM 2:4 - ACF) -  "Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade."
(1TM 2:5 - ACF) -  "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem."

(1TM 2:6 - ACF) -  "O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo."


      Tempos de desespero exigem mais oração; contudo, estamos testemunhando a morte da oração exatamente na igreja tipicamente bíblica. Nela se realizam festas, atividades e diversão, em vez da oração. A 1Timóteo 2 junta a oração com a prática de uma vida calma e pacífica e a liberdade de pregar o evangelho, como sendo as exatas coisas de que precisamos.

Finalmente,  Deveríamos nos ocupar nos campos da colheita.
(2PE- 3:8) -  "Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia."

(2PE 3:9) -  "O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se."


            A Bíblia ensina claramente que Cristo está demorando porque deseja salvar almas. Em vez de ficarmos preocupados com os sinais dos tempos, precisamos nos dedicar mais à pregação do evangelho a cada pessoa e nação e à construção de igrejas crentes bíblicas, onde o povo de Deus possa ser protegido, edificado, treinado, discipulado, e onde lares de cristãos piedosos possam ser edificados e os filhos possam ser preparados como flechas na mão do Senhor, para sair e batalhar contra as forças do mal.


David Cloud/Mary Schultze – 01/12/2012.

Uma geração de fãs de Jesus!


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Por Josemar Bessa


Seguir a Cristo devia ser o negócio de todos os que se dizem cristãos, o convite único para estar com Cristo é: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” Lucas 9:23

Pode parecer que há muitos seguidores de Jesus, mas se fôssemos definir honestamente a relação que esses “seguidores” tem com Cristo, não poderíamos, de maneira correta, descrevê-los como seguidores. Existe uma outra palavra mais adequada para descrevê-los. Eles não são seguidores de Jesus, eles são fãs. A definição básica de fã é um “admirador entusiasmado” (Hoje temos fãs das Doutrinas da Graça, Reforma...) – Mas Cristo nunca esteve interessado em ter fãs.
Quando Cristo define que tipo de relacionamento Ele deseja, “admirador entusiasmado” não é uma opção. Ser seguidor é completamente diferente. Um fã pode ter um blog ou site para falar de sua admiração, divulgar fatos da vida de quem ele admira... criar redes de admiradores...”

O seguidor é algo completamente diferente. O seguidor tem como primeiro passo negar a si mesmo. Ele já está firmado na base que nem sua razão nem sua vontade governa seus atos e conselhos. Ele diz: Não sou mais meu, por isso procurar o que pode ser agradável ao meu ego não faz mais parte do meu dia. Na medida do possível me esquecerei de mim mesmo e das minhas coisas. Por outro lado, sou de Cristo – vou portanto, viver e morrer com ele: “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” - Romanos 14:8

Sou de Cristo, então Ele é o único fim legítimo a que cada parte da minha vida deve ser dirigida: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” - 1 Coríntios 6:19. Agora, como seguidor de Cristo, ele sabe que a fonte de destruição mais certa em sua vida é obedecer a si mesmo, de modo que só encontra refúgio e segurança em não ter outra vontade, nem outra sabedoria, do que negar a si mesmo e seguir a Cristo em direção a cruz.
Minha preocupação é que muitas dos blogs, sites, conversas em redes sociais... como grande parte dos cultos de hoje, reflitam apenas a mentalidade de um estádio ( não de uma vida que é um vivo sacrifício: Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” - Romanos 12:1-2), e o que as pessoas fazem nos estádios ou casas de shows? A cada semana os fãs vão ao estádio para torcer por Jesus, mas não tem interesse verdadeiro em segui-lo verdadeiramente, consolando suas consciências com o fato de que são fãs de Cristo e das doutrinas corretas.

A maior ameaça para a igreja de hoje são os fãs que se dizem cristãos, mas não estão realmente interessados ​​em seguir a Cristo. Eles querem estar perto o suficiente para Jesus para obter todos os benefícios, sensação de estar correto, de ter uma compreensão correta de certas doutrinas...  mas não tão perto que a ponto de que isso exija algo deles na vida real – Sem preceber que é inútil ter Cristo nos lábios, no Facebook, no Twitter, no blog..., e o mundo no coração: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” – 1 Jo 2.15. O seguidor “negou a si mesmo”, o que leva a profunda humildade, mas o fã de Cristo está na realidade cheio do velho orgulho. O pecador orgulhoso quer Cristo e seu prazer. O pecador orgulhoso quer Cristo e sua liberalidade sexual. O pecador orgulhoso quer Cristo e o mundanismo...  mas o pecador quebrado e que viu sua miséria, desiste de tudo para ter Cristo: ““Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” – Ele lhe basta! Isso é salvação! Não seja um fã, torne-se um seguidor completamente comprometido com Cristo: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.” -  Filipenses 1:21