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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

24 de maio de 2011

Como fazer da sua igreja um império




Por Paulo C. S. Santos

1. Endureça o coração. Seja indiferente com apelos de mães, padres, bispos, missionários e pastores em crise ou dificuldades. O sofrimento deles não é problema seu.


2. Seja obstinado.  Não deixe ministros, profetas, amigos, colegas, ou qualquer outro convencê-lo a desistir do seu império.

3. Priorize as coisas.  Entre coisas e pessoas fique com as coisas.


4. Valorize os números. Não importa quem saiu ou quem entrou, o importante é o saldo.

5. Fale as massas. Não perca tempo com indivíduos, fale a auditórios, trabalhe no atacado.

6. Ignore críticas. Mantenha-se surdo quando for criticado, faça ouvido de mercador, rotule os críticos como invejosos.

7. Esconda vulnerabilidades. Convença a todos que tanto você como sua instituiçao não tem problemas, convença aos outros você não se irrita, que não perde a paciência e que tem tudo sobre controle.

8. Ridicularize os reflexivos. Faça pouco caso de intelectuais, pessoas que estudam e os que são capazes de análises profundas, de modo geral eles são pouco influentes com as massas.

9. Dissimule suas intenções. Nunca, nunca, nunca mesmo deixe os outros descobrirem as suas verdadeiras intenções de formar o seu império eclesiástico. A sua carteira de clientes você chamará de ovelhas, a sua mão de obra barata, você chamará de voluntários, os seus empregados você denominará vocacionados. O que importa é a aparência.

10. Domine a linguagem religiosa. Conheça, use e abuse da linguagem religiosa e dos jargões religiosos.

11. Ofereça entretenimento. Mantenha o povo devidamente entretido com programas que enchem os seus olhos e impressionam os seus sentidos. A música ajuda demais.

12. Mantenha o controle. Sob hipótese alguma permita que o poder que você exerce seja dividido com qualquer pessoa. Não participe de associações, alianças ou entidades que você não possa dar a última palavra. Quanto menos pessoas acessarem os balanços menos problema você terá na sua escalada de poder.

13. Cerque-se de limitados. Observe sua equipe, cuide para que somente você brilhe, verifique que a sua equipe é composta de pessoas medíocres e que nunca o ameaçarão.

14. Invista na estrutura. As paredes e os equipamentos valem mais do que os valores, o conforto impressiona mais do que o cuidado. Entre estrutura e pastoreio as pessoas escolherão estrutura.

15. Atente-se para as necessidades. Observe as necessidades do povo e então ofereça o que eles querem, mesmo que você não seja capaz de entregar ofereça. terá se passado muito tempo entre o momento em que eles aderirem e o dia em que descobrirem que você não tem o produto, nesse período o seu império estará consolidado.

16. Seja místico. O misticismo é vital para atrair pessoas desesperadas e inseguras, ele é capaz de escravizar e cegar. Depois de anos de escravidão no misticismo a libertação é quase improvável e às vezes impossível.

17. Aparente ética. Faça com que todos acreditem que você é uma ilha de ética em um mar de iniqüidade. Abuse do discurso ético, mesmo que suas práticas não sejam condizentes. Discursos éticos impressionam e são fáceis de serem feitos.

18. Ria e chore. O sorriso convence as pessoas que você é simpático, o chore convence que você é sensível. Você não deve ser nada disso, contudo as pessoas devem pensar que é.

19. Opte pelos ricos. Não adiante você ter muita gente sobre seu controle se essas pessoas não tem dinheiro no bolso.

20. Evite aproximações. Mantenha uma distancia segura entre você e seus liderados, suas relações devem ser profissionais. Lembre-se imperadores não tem amigos, apenas súditos.

21. O mais importante. Manipule, a massa gosta e não se importa, mesmo que você um dia seja descoberto ainda existirão muitos a sua volta, o suficiente para manter a igreja-império por muitos anos e ainda garantir que seu filho, ou genro herde esse empreendimento.

É possível que agindo assim você terá em meia década algumas centenas ou mesmo milhares de prosélitos, contribuintes alem do mais importante pessoas que não se cansarão de massagear seu ego, afinal é para isso que servem os Impérios, ainda que os chamemos de igrejas.

Fonte:  Revista Ultimato
Via: Genizah

União Civil Homossexual: Posicionamentos de Ricardo Gondim Causam Problemas

Pastor Ricardo Gondim expressou, recentemente, sua tristeza ao ser convidado a “des-continuar” sua coluna na revista Ultimato,” por haver declarado ser a favor da união civil homossexual, entre outros motivos.
“Nesta semana, recebi a visita de Elben Lenz Cesar, Marcos Bomtempo e Klênia Fassoni em meu escritório, que me deram a notícia de que não mais escreverei para a Ultimato,” escreveu ele em seu blog.

Gondim expressou dor ao saber da notícia, dizendo que “cada texto que redigi nasceu de minhas entranhas.”
O presidente nacional da Assembléia de Deus Betesda, em entrevista à Carta Capital afirmou ser a favor da União civil entre homossexuais.
“Temos de respeitar as necessidades e aspirações que surgem a partir de outra realidade social. A comunidade gay aspira por relacionamentos juridicamente estáveis. A nação tem de considerar essa demanda,” disse ele baseando-se nas alegações de que que nem todas as relações homossexuais são promíscuas.
Gondim sustentou que o Brasil é um “uni país laico,” e “minhas convicções de fé não podem influenciar, tampouco atropelar o direito de outros.”
Mas isso é algo que ele ainda ele reafirma ao dizer “em um estado lacio, a lei não pode marginalizar, excluir ou distinguir como devasso, promíscuos ou pecadores, homens e mulheres que se declaram homoafetivos e buscam constituir relacionamentos estáveis,” em seu blog.
Segundo ele, o Rev. Elben Lenz Cesar discordou também de sua afirmação ao jornalista de que “Deus não está no controle,” alegando que Deus “não controla, mas ama.”
“é incompatível a existência de um Deus controlador com a liberdade humana. Se Deus é bom e onipotente, e coisas ruins acontecem, então há algo errado com esse pressuposto,” disse ele que questionou a permissão de Deus de tragédias passadas como a do Japão, por exemplo.
Gondim informou também que Klênia Fassoni uma das responsáveis pela revista, o advertiu de seus Tweets, e outros textos que ele havia postado deixando a idéia de que ele era “tempestivo” e “inconsequente” no que comunica. Para ela, o pastor também passa a sensação de ser “humanista.”
Sem críticas ou tentativas de justificar-se o teólogo e escritor brasileiro pede perdão em seu blog, a todos os que o leram ao longo dos anos e agradece a revista Ultimato, enfatizando que “meu amor e meu respeito pela família do rev. Elben, que compõe o corpo editorial da Ultimato, não diminuíram em nada.”
“Quaisquer desvarios e irresponsabilidades que tenham brotado de minha pena não foram intencionais. Meu único desejo ao escrever, repito, foi enriquecer, exortar e desafiar possíveis leitores,” concluiu.

Fim do mundo "adiado" para outubro

Como se vê, o mundo não acabou no sábado. Harold Camping, autor da profecia, admite que se enganou e avisa agora: o Dia do Julgamento vai ser, afinal, a 21 de outubro. 



O líder da Family Radio Internacional estava desaparecido desde sábado, depois de à hora prevista para o fim do mundo - cerca das 18h00 de dia 21 - não ter acontecido nada. Harold Camping reapareceu segunda-feira à noite para explicar que se sentiu tão mal por ver que a sua profecia não se cumpriu que procurou refúgio num motel, com a mulher. E uma das razões para Camping se sentir "terrível" será certamente o facto de ter gasto vários milhões de dólares, muitos doados por seguidores, em mais de 5 mil cartazes e veículos para anunciar o fim do mundo.
Preparados que estavam para o apocalipse, os seguidores desta igreja independente, que chegaram, em alguns casos, a despedirem-se dos seus empregos e a desfazerem-se dos seus bens, procuram agora lidar com... estar tudo na mesma. Uns queixam-se do ridículo a que foram expostos e dizem sentir-se como se tivessem levado uma bofetada no rosto.
Harold Camping explicou, então, na segunda-feira, que já compreendeu o que correu "mal": o dia 21 de maio era, afinal, um "Dia do Julgamento" apenas "espiritual". A destruição, essa, fica adiada para daqui a cinco meses, a 21 de outubro. No entanto, desengane-se quem pense que vai haver nova campanha de sensibilização dos fiéis para o fim do mundo - o "julgamento" foi no sábado, portanto não vale a pena continuar a avisar as pessoas, avançou.
Sobre o facto de muitos se terem desfeito de todas as suas poupanças, o líder da Family Radio esclareceu que nunca disse a ninguém o que fazer com os seus pertences. "Não estamos no ramo dos conselhos financeiros", disse. Mas, deixa o aviso sobre o 21 de outubro, dizendo que não se desfaria de nada...

23 de maio de 2011

Expo Music Gospel 2011 – um “esquenta” para o protesto na Marcha?


Hoje fiquei sabendo que nos dias 31 de maio a 4 de junho ocorrerá a Expo Music Gospel, autointitulada “a maior feira gospel da América Latina”. O local: Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.
Para alguns, será uma forma de conhecer novos músicos ditos cristãos. Porém, para os organizadores da feira, os objetivos são bem diferentes:






































Outros links bastante intrigantes do site da feira é “O Mercado” e “Perfil do Público-Alvo“.
Bom, pelo menos uma coisa tenho que reconhecer: eles são bem honestos naquilo que pretendem, deixando bem claro que a tal feira gospel nada mais é do que um grande mercado, se utilizando da (boa) fé dos crentes. Pelo menos esses não tentaram, no site, espiritualizar o evento. Só erraram no nome: de feira gospel deveria se chamar EXPO MUSIC MAMOM.
Porém, nos dias do evento, os “artistas gospel” presentes com certeza dirão que sua música é para glorificar a Deus, que seu ministério não é para lucro, mas para que a Palavra de Deus seja levada aos incrédulos, que suas músicas são bênção para aqueles que as ouvem, blablablá. Porém, se esquecem que Deus usa até mulas para pregar Sua Palavra, então porque não usar mercenários e/ou estelionatários da fé?
Sei que existem (poucos!) músicos realmente cristãos, que não se importam com dinheiro para louvar nas igrejas. Eu mesma presenciei o grupo de rap Estratagema de Deus, que foi ao Fórum JUBAJ sem exigir nada em troca (inclusive dormiram em colchões no chão, quando poderiam, como muitos astros gospel, exigir hotel no mínimo 4 estrelas). Porém, a grande maioria dos ditos músicos se venderam a Mamom através de seus intermediários, as grandes gravadoras gospel.
Enfim, pessoal, vale um “esquenta” para o protesto na Marcha para Jesus? Será que os “artistas” e empresários gospel conseguirão olhar nossas camisetas e faixas de protesto e continuar com suas consciências cauterizadas tranquilas, perante o Deus Todo-Poderoso, do qual no momento estão escarnecendo descaradamente?

VOLTEMOS AO EVANGELHO PURO E SIMPLES
O $HOW TEM QUE PARAR!

Para ilustrar esse artigo, um clip do Estratagema de Deus. Ouça o que o Espírito diz à Igreja.


Marcha da Maconha satiriza evangélicos em marcha paralela contra a droga: “Foi Deus que criou a planta”


Em um dos cartazes, um manifestante escreveu um recado criacionista aos evangélicos onde dizia: “Foi Deus que criou a planta”.

As críticas diretas e indiretas aos evangélicos, que realizaram marcha no mesmo horário, nas proximidades da Assembleia Legislativa de Recife, deram o tom belicoso na Marcha da Maconha deste ano. Foram muitas as provocações.

Em dado momento da caminhada, um dos locutores que se revezavam ao microfone informava que, pelo rádio, os evangélicos estavam esculhambando com a Marcha da Maconha, tendo como principal argumento o fato de estarem defendendo a família.

“Aqui tem família também. Maconheiro não é filho de chocadeira não!”, devolveu o rapaz.

De fato, alguns pais acharam por bem levar suas crianças para a movimentação. Havia também muita gente com seu cão. Apareceu até um surfista com prancha e tudo!

Em outro cartaz, um manifestante escreveu um recado criacionista. “Foi Deus que criou a planta”.

Outro, com orientação ecologista, lembrava os princípios medicinais. “O seu remédio também vem da natureza”.

Na mesma linha legalize, um terceiro reclamava da hipocrisia chamando a atenção para a questão racial. “Para que ter os olhos verdes, se o verde da natureza deixa os meus olhos vermelhos”

Em unissono, somente o grito de guerra cantado como hino de futebol. “Sou maconheiro, com muito orgulho, com muito amor”

Marcha dos evangélicos
Mais de mil pessoas participaram de uma passeata em oposição à Marcha da Maconha, que aconteceu no bairro do Recife na tarde deste domingo (22). Pastores, membros de igrejas evangélicas e de outros segmentos da sociedade da civil levantaram a bandeira da não descriminalização das drogas e da afirmação dos valores da famílias pelas ruas do centro da cidade.

A manifestação, liderada pelo presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Família, o deputador estadual e pastor Cleiton Collins, do PSC, durou cerca de duas horas. Seguindo um trio, a caminhada aconteceu no bairro da Boa Vista, partindo da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), na área central do Recife, e percorrendo as Avenidas Mário Melo e Cruz Cabugá, Rua do Hospício, Avenida Conde da Boa Vista e Rua da Aurora.

Segundo o pastor Cleiton Collins, o evento teve dois dias para se organizar. “Ficamos aguardando um posicionamento do Ministério Público depois de termos pedido a proibição da Marcha da maconha, que é uma apologia às drogas. É um crime”, afirmou.

Para o médico e membro da Federação Pernambucana de Residências Terapêuticas, Marcelo Machado, o ato pode alertar as pessoas que a questão das drogas é um problema de saúde pública. “Já vivemos uma epidemia de crack. O percurso do vício tem como porta de entrada, muitas vezes, a maconha, que é uma droga psicotrópica e que agrava problemas de surtos psicóticos, por exemplo”, conta.

A auxiliar de serviços gerais Gilvânia Batista, 43 anos, acredita que a manifestação é uma forma de defender os direitos da família. “Temos que estar atentos aos problemas que afetam as famílias, principalmente no que diz respeito à entrada dos jovens no mundo das drogas”. Ela também faz parte de um grupo de uma igreja evangélica no bairro do Curado IV e tenta conscientizar os jovens para não usar drogas.

Fonte: Ne10

22 de maio de 2011

O pastor é pop


Confesso que fiquei sem entender o que é "moderno", "radical" e "evangélico" na matéria da revista ISTOÉ desta semana com o pastor Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus do Brás, em São Paulo (SP). Confira:


Um pastor moderno entre os radicais

Um dos líderes da Assembleia de Deus, a maior e uma das mais conservadoras igrejas evangélicas do Brasil, Samuel Ferreira rompe tradições, libera costumes e atrai fiéis para o seu templo

Rodrigo Cardoso

O evangélico desavisado que entrar no número 560 da ave­nida Celso Garcia, no bairro paulistano do Brás, poderá achar que não está entrando em um culto da Assembleia de Deus. Maior denominação pentecostal do País – estima-se que tenha 15 milhões de adeptos, cerca de metade dos protestantes brasileiros –, historicamente ela foi caracterizada pela postura austera, pelo comedimento na conduta e, principalmente, pelas vestimentas discretas de seus membros. Por conta dessa última particularidade, tornou-se folclórica por forçar seus fiéis a celebrarem sempre, no caso dos homens, de terno e gravata e, entre elas, de saia comprida, camisa fechada até o punho e cabelos longos que deveriam passar longe de tesouras e tinturas. Era a igreja do “não pode”. Não podia, só para citar algumas interdições extratemplo, ver tevê, praticar esporte e cultuar ritmos musicais brasileiros. A justificativa era ao mesmo tempo simples e definitiva: eram coisas do capeta.

No templo do Brás, porém, às 19h30 do domingo 15, um grupo de cerca de vinte fiéis fazia coreografias, ao lado do púlpito, ao som de uma batida funkeada. Seus componentes – mulheres maquiadas e com cabelos curtos tingidos, calça jeans justa e joias combinando com o salto alto; homens usando camiseta e exibindo corte de cabelo black power – outrora sofreriam sanções, como uma expulsão, por conta de tais “ousadias”. Mas ali eram ovacionados por uma plateia formada por gente vestida de forma parecida, bem informal. Palmas, também proibidas nas celebrações tradicionais, eram requisitadas pelo pastor Samuel de Castro Ferreira, líder do templo e um dos responsáveis por essa mudança de mentalidade na estrutura da Assembleia de Deus, denominação nascida em Belém, no Pará, que irá festejar seu centenário no mês que vem. “Muitos chamam de revolução, mas o que eu faço é uma pregação de um evangelho puro, sem acessórios pesados”, afirma ele, 43 anos, casado há vinte com a pastora Keila, 39, e pai de Manoel, 18, e Marinna, 14. “A maior igreja evangélica do País está vivendo um redescobrimento.”

Sentado em uma cadeira logo ao lado do coral, Ferreira, que assistiu à televisão pela primeira vez na casa do vizinho, aos 7 anos, escondido do pai, Manoel Ferreira, pastor assembleiano, desliza o dedo indicador em um iPad segunda geração enquanto o culto se desenrola. Acessa a sua recém criada página no Twitter por meio da qual, em apenas um mês, amealhou mais de 110 mil seguidores. Quando se levanta para pregar a palavra, deixa visível o corte alinhado de seu terno e a gravata que combina com o conjunto social. Não que o pastor se furte em pregar de jeans, tênis e camisa esporte – tem predileção por peças da Hugo Boss –, como faz em encontros de jovens. “Samuel representa a Assembleia de Deus moderna, com cara de (Igreja) Renascer (em Cristo)”, opina o doutorando em ciências da religião Gedeon Alencar, autor de “Assembleias de Deus – Origem, Implantação e Militância” (1911-1946), editora Arte Editorial. “Os mais antigos, porém, acham o estilo dele abominável.”

Natural de Garça, interior de São Paulo, formado em direito e com uma faculdade de psicologia incompleta, Ferreira é vice-presidente da Convenção de Madureira, que é comandada por seu pai há 25 anos e da qual fazem parte 25 mil templos no Brasil, entre eles o do Brás. Os assembleianos não são uma comunidade unificada em torno de um líder. Há, ainda, os que seguem a Convenção Geral, considerada o conglomerado mais poderoso, e o grupo formado por igrejas autônomas. Ferreira assumiu o templo da região central da capital paulista há cinco anos e passou a romper com as tradições. Ao mesmo tempo, encarou uma cirurgia de redução de estômago para perder parte dos 144 quilos. “Usar calça comprida é um pecado absurdo que recaía sobre as irmãs. Não agride a Deus, então liberei”, diz o pastor, 81 quilos, que até hoje não sabe nadar e andar de bicicleta porque, em nome da crença religiosa, foi proibido de praticar na infância e na adolescência.

Sua Assembleia do “pode” tem agradado aos fiéis. “Meu pai não permitia que eu pintasse as unhas, raspasse os pelos ou cortasse o cabelo”, conta a dona de casa Jussara da Silva, 49 anos. “Furei as orelhas só depois dos 40 anos. Faz pouco tempo, também, que faço luzes”, afirma Raquel Monteiro Pedro, 47 anos, gerente administrativa. Devidamente maquiadas, as duas desfilavam seus cabelos curtos e tingidos adornados por joias pelo salão do Brás, cuja arquitetura, mais parecida com a de um anfiteatro, também se distingue das igrejas mais conservadoras.

A relativização dos costumes da Assembleia de Deus se dá em uma época em que não é mais possível dizer aos fiéis que Deus não quer que eles tenham vaidade. A denominação trabalha para atender a novas demandas da burguesia assembleiana, que, se não faz parte da classe média, está muito perto dela, é urbana e frequenta universidades. É esse filão que está sendo disputado. Uma outra igreja paulista já promoveu show no Playcenter. No Rio de Janeiro, uma Assembleia de Deus organiza o que chama de Festa Jesuína, em alusão à Festa Junina. Segundo o estudioso Alencar, as antigas proibições davam sentido ao substrato de pobreza do qual faziam parte a grande maioria dos membros da Assembleia de Deus. “Era confortável para o fiel que não tinha condição de comprar uma televisão dizer que ela é coisa do diabo. Assim, ele vai satanizando o que não tem acesso.”

Importante figura no mundo assembleiano, o pastor José Wellington Bezerra da Costa, 76 anos, presidente da Convenção Geral, não é adepto da corrente liberal. “Samuel é um menino bom, inteligente, mas é liberal na questão dos costumes e descambou a abrir a porta do comportamento”, afirma. Ferreira, por outro lado, se diz conservador, principalmente na questão dos dogmas. Em suas celebrações, há o momento do dízimo, do louvor, da adoração e um coral clássico. Ao mesmo tempo, é o torcedor do Corinthians que tuita pelo celular até de madrugada – dia desses, postou que saboreava um sorvete às 4h30 –, viaja de avião particular e não abre mão de roupas de grife. Um legítimo pastor do século XXI.




O PIOR MODO DE ASSASSINAR A INTERPRETAÇÃO BÍBLICA


A pior das incompetências na interpretação das Escrituras Sagradas ocorre, não quando erramos por desconhecer o contexto, não quando achamos que pudesse ser daquela forma, não quando repetimos os erros dos outros – todos esses erros graves. A pior das incompetências ocorre quando se parte para o texto com um pressuposto ou uma teologia prontos e, então, faz-se um exercício intelectual, malabarístico, para adequá-los ao texto bíblico. Vivi fazendo isso por 17 anos, quando pertencia a uma seita perita em fazer isso.


Imagine um grupo exclusivista de pessoas que se reuniram para prever a volta de Jesus para uma data X. Mas Jesus não veio nessa data. Então, para que a autoproclamação de única verdade não caia por terra diante do fiasco, constroi-se uma história de erros interpretativos para adequar o ocorrido a textos bíblicos, na tentativa desesperada de camuflar o erro.

Pense nesse mesmo grupo reunindo-se a portas fechadas, orando ao deus que creem, para que os ilumine, para poderem dar uma justificativa à falsa profecia não cumprida. Então, olham para Provérbios 4:18. Ali lê-se que o caminho dos justos é como uma luz que brilha mais e mais até ser dia. Eureca! Erramos porque a luz não havia brilhado! Desconsiderando que o texto de Provérbios 4:18 não foi escrito com o fim de justificar erros de interpretação, encostam-se no que lhes importa e lhes convém: Uma horripilante interpretação que explicaria o porque do erro. Quem manda a luz? Deus. Assim, a culpa não foi nossa, mas de Deus que não nos mostrou ainda a verdade.

Daí, a mente desesperada sectária, bem ou má intencionada, depois de anos preganda a data X para o suposto retorno de Cristo, que não aconteceu, não se conforma. “Será que não teríamos acertado a data, mas errado o acontecimento?” Obviamente, o mau êxito precisa de uma fabulosa explicação, com remanejamentos ou, se preferir, novos lampejos de luz divina. E nada melhor do que ensinar: “A data estava certa, mas o acontecimento errado”. Mas qual teria sido o acontecimento correto, evidente? No lugar desses sectários, não seria melhor escolher um acontecimento espiritual, invisível, para que pelo menos aqueles que pedem uma explicação para o fiasco se contentem entre aspas? Óbvio, Jesus veio na data X, mas não visivelmente. Invisivelmente é a solução.

Daí, com a resposta nas mangas, a teologia está pronta. Na data X, Jesus retornou espiritualmente. “Vocês não viram? Não? Sabem por que não? Porque não tiveram discernimento! Porque as igrejas de vocês estão perdidas, e só nós estamos certos, a final, reconhecemos que erramos em parte.” Malandros! Tal teologia pronta precisa agora explicar por que quando Jesus volta, segundo a Bíblia, “todo olho o verá”. Mas se voltou espiritualmente, como todo olho pode ver este acontecimento? A saída é reinterpretar o substantivo “olho”, como “olhos do discernimento”. Sim, “agora eu vejo”, é a arte da súcia. “Você não viu? Agora eu vejo!” Mas será que todo olho viu a volta invisível de Jesus? Não, somente eles. Então, a teologia pronta precisa alterar o significado de “todo”: Toda aquele que pertence à nossa organização religiosa.

A teologia pronta vai gangrenando aos poucos mais versículos, e uma putrefação generalizada vai matando o bom senso. Se ele voltou invisivelmente, mas não acabou com a maldade, então ele apenas começou a agir, não aqui, mas lá no ceu. Eureca! Na data X ocorreu uma grande guerra mundial, então, Jesus tornou-se Rei empossado nessa data e expulsou Satanás do ceu, por isso que houve a Primeira Guerra Mundial. Pobre Jesus. Estamos em 2011, e ele não reina nem há cem anos ainda!

A história dessas aberrações poderia virar um livro chamado: A Gangrena na Hermenêutica e Exegese bíblicas. Mas não são homens sinceros, dedicados ao estudo bíblico, desejosos de interpretar corretamente as Escrituras? Dizem que o inferno está cheio de boas intenções. A maldita mania de exclusivismo religioso separa as seitas de Deus, que escolhe pessoas, não placas religiosas.

Por fim, a seita acaba marcando outras datas, Y e Z. Cansaram de errar, e aprenderam com a gente, os cristãos, a não fazerem mais falsas profecias (chamam de falsas expectativas para camuflar a safadeza). Adequados agora à nossa teologia cristã óbvia, não prevêm mais datas para a volta de Cristo, mas para não dizer que aprenderam conosco, afirmam: “Nesse assunto, a luz brilhou de vez!” Daí, eu pergunto: Que porcaria de deus seguem, que os deixa errar como falsos profetas, sem lhes ter dado discernimento para encontrar nas Escrituras o óbvio: “Ninguem sabe o dia e a hora”. (Mateus 24:36) Quer recebê-los em sua casa aos domingos de manhã? Você decide. - 

22 de maio e Harold Camping continua aqui


 Fernando Galli
Guilherme Miller para 21 de maio de 1843 e 22 de maio de 1844 (Advestistas do Sétimo Dia). Joseph Smith Jr para 1894 (Mormonismo). Charles Taze Russell para 1914 (Testemunhas de Jeová). Joseph Franklyn Rutherford para 1925 (Testemunhas de Jeová). Corpo Governante para 1975 (Testemunhas de Jeová). William M. Braham para 1977 (Tabernáculo da Fé). David Berg para 1993 (A Família de Deus). Harold Camping para 21 de maio de 2011 (Family Stations).

Todos esses falsos profetas têm algo em comum: Todos seus seguidores foram induzidos a crerem em suas previsões diabólicas. Não se deu como pouquíssimos evangélicos que isoladamente fizeram suas falsas profecias, sendo que 99,99% creram nelas. Não se deu como os profeteiros evangélicos atuais que de forma irresponsável e antibíblica profetizam o óbvio ou o que não se cumpre. Esses "estudiosos da bíblia", mencionados por nome acima, enganaram uma denominação inteira!

Por que isso aconteceu? A razão é simples. Disseram em seus corações: "Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos do ceu, nem o Filho, mas unicamente o Pai" (Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas), todavia EU SEI!" - Mateus 24:36.

O que me incomoda não são as decepções que sempre advêm de se desacreditar nas palavras de Jesus, mas no esforço intelectual que o falso profeta faz, e mais terrivelmente seus sucessores e asseclas, para justificar os fiascos. Como estudioso dessas bizarrices, as desculpas são do tipo:
1. Acertamos a data mas erramos o acontecimento.
2. Jesus veio sim, mas invisivelmente. Vocês não perceberam?
3. Deus é soberano e mudou de ideia.
4. Erramos na profecia, mas Deus permitiu isso para sermos mais vigilantes. (Ainda vou escrever um livro intitulado A Importância da Falsa Profecia no Aumento da Vigilância Cristã).
5. Erramos, mas foi uma tentativa sincera de ver o cumprimento das Escrituras. (Ainda vou escrever outro livro intitulado Pequenas Profetadas, Grandes Desejos.)
6. Não fizemos profecia coisa nenhuma. Apenas interpretamos errado os textos que falam sobre o futuro.
7. Nós erramos, mas os outros erraram e erram também. (Típico do menino arteiro que chega em casa e sabendo que vai apanhar, diz: "Papai, eu cuspi na janela do vizinho, mas o Pedrinho também fez o mesmo".)
8. O fim do mundo começou naquela data, e o mundo está acabando aos poucos.
Quanto ao falso-profeta da vez, Harold Camping, da seita Family Stations, terão que saborear mais um fim sem começo. Espalharam em muitas cidades outdoors anunciando o ladrão com hora marcada, sendo que o marcado é o ladrão - o autor da roubada. Espero que os adeptos dessa seita não reajam como os daquelas acima, que dão a sua pele suada e sua testa coçada para justificarem os erros de quem um dia ousou dar uma de sabidão e alardeou: EU SEI! 

Fim do mundo não acontece e frustra seguidores de previsões apocalípticas


fim do mundo
As previsões apocalípticas que prevêem o fim do mundo caem por terra, uma a uma
O fim do mundo, como previsto pelo apóstolo apocalíptico Harold Camping, um engenheiro civil aposentado de 89 anos que construiu um empreendimento de milhões de dólares sem fins lucrativos com base em suas previsões apocalípticas, passou incólume pela Austrália. Em vários pontos do mundo, no entanto, muitos se recolheram para rezar por perdão enquanto esperavam pelo último dos dias. Outros, em lágrimas, reuniram-se aos filhos e preparavam-se para deixar suas casas e animais domésticos para trás enquanto aguardavam a viagem para o céu, naquele que seria o Dia do Arrebatamento. Seguidores de igrejas protestantes e neo fundamentalistas da Califórnia preconizavam este sábado como sendo o Dia do Julgamento previsto na Bíblia, no Alcorão e no Torá.
A mensagem do Dia do Julgamento foi disseminada para várias partes do globo por sites da internet e outros meios de divulgação por Harold Camping. Após meses em viagens pelo país para divulgação do Dia do Julgamento e distribuição de panfletos com trechos da Bíblia, Michael Garcia, um dos seguidores de Camping, pretendia passar a sexta-feira à noite com sua família em sua casa em Alameda, perto da sede do império midiático cristão de Oakland. Eles acreditam que o fim do mundo, provavelmente, vai começar às 18 horas nos diversos fusos horários do mundo.
– Nós sabemos que o fim vai começar na Nova Zelândia e seguirá o sol. É por isso que Deus criou toda a tecnologia e os satélites para que todos possam vê-lo acontecer ao mesmo tempo – disse Garcia,de 39 anos e pai de seis crianças. Ele não foi localizado depois que o sol nasceu, neste sábado, sem trazer qualquer novidade além de um novo dia, nos lugares que seriam destruídos em um cataclisma.
As reações na internet, na véspera, porém, eram intensas após as 18 horas na Nova Zelândia.
“A previsão de Harold Camping de que o dia 21 de maio era o Dia do Julgamento fracassou. Não há nenhum terremoto na Nova Zelândia”. Este era um dos comentários postados no Twitter.
“Se esse fato do fim do mundo ainda está rolando…já são mais de 18 horas na Nova Zelândia e o mundo não acabou”, escreveu uma outra pessoa no Twitter.
As estações de rádio, canais de TV, transmissões de satélite e o website de Camping são controlados de um prédio humilde construído na rua que leva para o Aeroporto Internacional de Oakland, localizado entre uma loja de carros e um centro de quiromancia. A mensagem da Rádio da Família é transmitida em 61 línguas. Camping está esperando o retorno de Jesus Cristo pela segunda vez. Ele disse que a sua previsão apocalíptica de 1994 deu errado por um erro matemático.
– Não estou constrangido por causa disso. É que a ocasião foi prematura – disse.
Mas desta vez, afirmou, “não há nenhuma chance de que não vá acontecer”.
Como o fim do mundo não ocorreu, os céticos realizaram festas temáticas para celebrar o que os anfitriões acreditam que será o fracasso do fim do mundo. Bares e restaurantes de Melbourne, na Austrália, até Flórida Keys faziam divulgação de eventos alusivos ao fracasso das previsões do fim do mundo, segundo informações da agência norte-americana de notíciasAssociated Press.

21 de maio de 2011

Qual a chance de um falso profeta chamado Harold Camping acertar a data do Dia do Juízo?



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Por Raniere Menezes


Qual a chance de um falso profeta chamado Harold Camping acertar a data do Dia do Juízo?

As chances de uma pessoa acertar na Mega-Sena apostando apenas um cartela simples é de 1 em 50 063 860, isto corresponde a 1/50 063 860 = 0,00000002 que corresponde a 0,000002%. E a chance de um falso profetachamado Harold Camping acertar a data do Dia do Juízo de Deus é ZER0!

Mas a previsão é subjetiva, não é que o mundo vai acabar dia 21 de maio de 2011, mas que Jesus retorna ao mundo dia 21 de maio de 2011 e o mundo acabará 7 anos depois. É o que defendem os seguidores de Harold Camping, fundador da Family Radio e um dos que anunciam a volta de Jesus dia 21 de maio. Desde 2010 seus seguidores o têm ajudado a propagar essa crença através da internet e de cartazes e outdoors espalhados pelos Estados Unidos.

Seguidores largaram seus empregos e passam o dia colando cartazes e distribuindo folhetos para tentar convencer amigos e familiares que o Julgamento Final está próximo.

“Dia 21 de maio, por volta da 6 horas na Orla do Pacífico, haverá um grande terremoto em cada fuso horário, como nunca houve na história da Terra”, diz a seita. Os verdadeiros crentes em Cristo serão ‘arrebatado’. “Os demais experimentarão mais horror que o das histórias de terror”, diz a seita. “O pior de tudo isso é que não haverá mais salvação nesse momento. A Bíblia diz que 153 dias depois, todo o universo e o planeta Terra serão destruídos para sempre”, diz a seita.

A crença deles está baseada nos escritos de Camping, 89 anos, que já havia previsto o final do mundo para 6 de setembro de 1994. Quando isso não aconteceu, ele voltou a estudar as profecias. “Naquela época ainda não havia chegado às profecias de Jeremias e vi o quanto ele tinha a nos dizer sobre o final do mundo. Refazendo os cálculos ele chegou à data de 21/05/2011. Nesse dia, supostamente completa-se exatos 7 mil anos após o dilúvio.

Os seguidores da seita e seus mentores não temem que a previsão esteja errada. “Temos certeza que vai acontecer. Não há plano B”, explica Camping.

“Aposto” que dia 22 de maio irão refazer o cálculo e alimentar a mentira e loucura.

Respondendo a pergunta: Qual a chance de um falso profeta chamado Harold Camping acertar a data do Dia do Juízo?

Resposta: a mesma de eu nascer em outra vida e namorar a Angelina Jolie!

Fonte: [ Frases Protestantes ]
Via: Bereianos