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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

25 de abril de 2012

Bp da IURD afirma que pobreza é sinal de fracasso!

A pobreza nesse mundo é sinal de fracasso, afirma bispo da IURD

O bispo Renato Cardoso, da Igreja Universal do Reino de Deus, escreveu mais um texto polêmico. Dessa vez ele afirma que se o povo de Deus não tiver prosperidade as pessoas não vão desejar ouvir sobre o Evangelho.

O texto publicado no site Arca Universal fala que um dos maiores medos do diabo é ver o povo de Deus crescendo e tendo melhores condições financeiras. “Se o povo de Deus for pobre, então ninguém vai querer ouvi-lo nem respeitá-lo, pois a pobreza nesse mundo é sinal de fracasso”, escreve o genro do bispo Edir Macedo.

Cardoso chega a dizer que o inimigo de nossas almas não se importa se as pessoas são saradas, se são libertas de vícios, se as famílias são restauradas, mas continuam pobres. Isso porque “Ninguém dá ouvidos ao podre” ressalta o bispo citando Eclesiastes 9:16.

“São os ricos que são ouvidos. Eles é quem têm influência. Por isso, se o diabo quer sufocar a Palavra de Deus; se ele quer deter o Evangelho; se ele quer atrasar o plano de salvação que Deus tem para o mundo, ele sabe que uma boa estratégia é impedir o crescimento e prosperidade do povo de Deus”, escreve.

No final do texto ele ainda afirma que Deus quer que seus servos tenham uma vida farta, mas ao mesmo tempo há quem queira vê-los na pobreza. A decisão de ter condições financeiras ou não está nas mãos dos fiéis. Leia o texto na íntegra aqui.

Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/a-pobreza-nesse-mundo-e-sinal-de-fracasso-afirma-bispo-da-iurd/#ixzz1t6uGftSP

QUANDO DEUS ERROU...



É comum procurarmos sempre um responsável para algo de ruim que esteja acontecendo em nossa vida. Tendemos sempre a olhar para os lados e perceber que alguém, mas não eu, têm culpa no cartório. Alguém fez bobagem.



Fazemos assim também com Deus. Diária e costumeiramente acusamos Deus de culpado quando algo não sai necessariamente como esperava.


E vou concordar com você – realmente existem situações difíceis de aceitar na vida. Como lidar com determinados fatos ou acontecimentos sem culpar Deus em sua Soberania?


Gosto sempre de olhar para uma advertência de Jesus em João 16:33 –


"Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo".


Costumo dizer que Jesus sempre jogou limpo com a gente. Nunca nos iludiu com falsas promessas. Ele afirmou que a vida, muito embora com Ele, não seria nada fácil.


Mas existe outro fator que rege nossas vidas – nossa vontade. Vivemos, na maioria das vezes, de acordo com nossa conceituação de certo. Fazemos aquilo que achamos ser correto, agimos da forma que achamos ser a melhor para as nossas vidas, tomamos decisões pautadas apenas na nossa consciência... Tudo isso sem sequer consultar a Deus. Sempre achamos que estamos certos, que vamos acertar...


Adão e Eva resolveram, por si só, comer daquele fruto. Embora tivessem recebido um mau conselho, a decisão final foi do casal. Acharam, sei lá, que de repente não haveria problema em comer só “um frutinho” daqueles... Pensaram estar fazendo o certo, como eu e você.


Mas no fim, quando tudo dá errado, o jogo de acusação começa. Em outras palavras, Deus era o errado. A culpa era Sua, segundo Adão.


Não houve uma análise de suas escolhas, ou mesmo das de Eva. Deus havia errado...


Isso te lembra de alguma coisa? Todas aquelas vezes que você jogou na conta de Deus consequências de atos que, ao longo da sua vida, você mesmo construiu?


Pare de culpar Deus ou o diabo. Assuma as consequências de suas escolhas erradas, peça perdão a Deus, aprenda com Ele, entenda que a vontade Dele sempre é a melhor e comece de novo.


E, se a vida, parece ser injusta com você, lembre-se também parece ser para tantos outros. Aceite que, nesse mundo destruído pelo pecado, as aflições são inevitáveis. Mas apegue-se em Cristo. Ele te dará paz, em meio às aflições e dores dessa vida. Você será feliz e terá uma alma em paz mesmo em meio a dor e sofrimento.


Mas pare de culpar a Deus. Ou você ainda acha que Deus errou?


24 de abril de 2012

Sobre levitas, apóstolos e outros modismos.



Carlos Eduardo B. Calvani, no Mestres – Teologia & Debates

Sou um professor de Teologia em crise com a dificuldade que eu e outros colegas enfrentamos nos últimos anos diante dos novos seminaristas enviados para as faculdades de teologia evangélica. Tenho trabalhado como Professor em Seminários Evangélicos desde 1991 e, tristemente, observo que nunca houve safras tão fracas de vocacionados como nos últimos três anos.
No início de meu ministério docente, recordo-me que os alunos chegavam aos seminários bastante preparados biblicamente, com uma visão teológica razoavelmente ampla, com conhecimentos mínimos de história do cristianismo e com uma sede intelectual muito grande por penetrar no fascinante mundo da teologia cristã. Ultimamente, porém, aqueles que se matriculam em Seminários refletem a pobreza e mediocridade teológica que tomaram conta de nossas igrejas evangélicas.
Sempre pergunto aos calouros a respeito de suas convicções em relação ao chamado e à vocação. Pois outro dia, um calouro saiu-se com a brilhante resposta: “não passei em nenhum vestibular e comecei a sentir que Deus impedira meu acesso à universidade a fim de que eu me dedicasse ao ministério”…
A grande maioria dos novos vocacionados chega aos Seminários influenciada pelos modismos que grassam no mundo evangélico. Alguns se autodenominam “levitas”. Outros, dizem que estão ali porque são vocacionados a serem “apóstolos”. Ultimamente qualquer pessoa que canta ou toca algum instrumento na Igreja, se autodenomina “levita”. Tento fazê-los compreender que os levitas, na antiga aliança, não apenas cantavam e tocavam instrumentos no Templo, como também cuidavam da higiene e limpeza do altar dos sacrifícios (afinal, muito sangue era derramado várias vezes por dia), além de constituírem até mesmo uma espécie de “força policial” para manter a ordem nas celebrações.
Porém, hoje em dia, para os “novos levitas” basta saber tocar três acordes e fazer algumas coreografias aeróbicas durante o louvor para se sentirem com autoridade até mesmo para mudar a ordem dos cultos. Outros há, que se auto-intitulam “apóstolos”. Dentro de alguns dias teremos também “anjos”, “arcanjos”, “querubins” e “serafins”. No dia em que inventarem o ministério de “semi-deus” já não precisaremos mais sequer da Bíblia.
Nunca pensei que fosse escrever isso, pois as pessoas que me conhecem geralmente me chamam de “progressista”. Entretanto, ultimamente, ando é muito conservador. Na verdade, “saudosista” ou “nostálgico” seriam expressões melhores. Tenho saudades de um tempo em que havia um encadeamento lógico nos cultos evangélicos, em que os cânticos e hinos estavam distribuídos equilibradamente na ordem do culto. Atualmente os chamados “momentos de louvor” mais se assemelham a shows ensurdecedores ou de um sentimentalismo meloso. Pior: sobrepujam em tempo e importância a centralidade da Palavra e da Ceia nas Igrejas Protestantes. Muitas pessoas vão à Igreja muito mais por causa do “louvor” do que para ouvir a Palavra que regenera, orienta e exige de nós obediência. Percebo que alguns colegas pastores de outras igrejas freqüentemente manifestam a sensação de sentirem-se tolhidos e pressionados pelos diversos grupos de louvor. O mercado gospel cresceu muito em nosso país e, além de enriquecer os “artistas” e insuflar seus egos, passou a determinar até mesmo a “identidade” das igrejas evangélicas. Trata-se da “xuxização” (“todo mundo batendo palma agora… todo mundo tá feliz? tá feliz!”) do mundo evangélico, liderada pelos “levitas” que freqüentemente aprisionam ideologicamente os ministros da Palavra. O apóstolo Paulo dizia que a Palavra não está aprisionada. Mas, em nossos dias, os ministros da Palavra, estão – cativos da cultura gospel.
Tenho a impressão de que isso tudo é, em parte, reflexo de um antigo problema: o relacionamento do mundo evangélico com a cultura chamada “secular”. Amedrontados com as muitas opções que o “mundo” oferece, os pais preferem ter os filhos constantemente sob a mira dos olhos aos domingos, ainda que isso implique em modificar a identidade das Igrejas. E os pastores, reféns que são dos dízimos de onde retiram seus salários, rendem-se às conveniências, no estilo dos sacerdotes do Antigo Testamento. Um aluno disse-me que, no dia em que os evangélicos tomarem o poder no Brasil acabarão com o carnaval, as “folias de rei”, os cinemas, bares, danceterias etc. Assusta-me o fato de que o desenvolvimento dessa sub-cultura “gospel” torne o mundo evangélico tão guetizado que, se um dia, realmente os evangélicos tomarem o poder na sociedade, venham a desenvolver uma espécie de “Talibã evangélico”. Tal como as estátuas do Buda no Afeganistão, o “Cristo Redentor” estará com os dias contados.
Esses jovens que passam o dia ouvindo rádios gospel e lendo textos de duvidosa qualidade teológica, de repente vêm nos Seminários uma grande oportunidade de ascensão profissional e buscam em massa os seminários. Nunca houve tanta afluência de jovens nos seminários como nos últimos anos. Em um seminário em que trabalhei, os colegas diziam que a Igreja, em breve teria problemas, pois o crescimento da Igreja não era proporcional ao número de jovens que todos os anos saíam dos Seminários, aptos para o exercício do ministério. A preocupação dos colegas era: onde colocar todos esses novos pastores? Na minha ingenuidade, sugeri que seria uma grande oportunidade missionária: enviá-los para iniciarem novas comunidades em zonas rurais e na periferia das cidades. Foi então que um colega, bastante sábio, retrucou: “Eles não querem. Recusam-se! Querem as Igrejas grandes, já formadas e estabelecidas, sem problemas financeiros”.
Na maioria dos Seminários hoje, os alunos sabem o nome de todas as bandas gospel, mas não sabem quem foi Wesley, Lutero ou Calvino. Talvez até já tenham ouvido falar desses nomes, mas são para eles, como que personagens de um passado sem-importância e sobre o qual não vale a pena ler ou estudar. Talvez por isso eu e outros colegas professores nos sintamos hoje em dia como que “falando para as paredes”. Nem dá gosto mais preparar uma aula decente, pois na maioria das vezes temos sempre que “voltar aos rudimentos da fé” e dar aos vocacionados o leite que não recebem nas Igrejas. Várias vezes me vi tendo que mudar o rumo das aulas preparadas para falar de assuntos que antes discutíamos nas Escolas Dominicais. Não sei se isso acontece em todos os Seminários, mas em muitos lugares, o conteúdo e a profundidade dos temas discutidos pouco difere das aulas que ministrávamos na Escola Dominical para neófitos.
Sei que muitos que lerem esse desabafo, não concordarão em nada com o que eu disse. Mas não é a esses que me dirijo, e sim aos saudosistas como eu, nostálgicos de um tempo em que o cristianismo evangélico no Brasil era realmente referencial de uma religiosidade saudável, equilibrada e madura e em que a Palavra lida e proclamada valia muito mais que o último CD da moda.
Fonte: http://www.pavablog.com/2012/04/24/sobre-levitas-apostolos-e-outros-modismos/

A reportagem do "Fantástico" e a ditadura gay!

A falsa denúncia de homofobia no “Fantástico” demonstra por que a tal lei anti-homofobia não pode ser aprovada. Ou: O tiro no pé da militância gay


O “Fantástico” levou ontem ao ar uma reportagem preconceituosa. Sim, é o “preconceito a favor”. A questão é saber se o “preconceito a favor de uma causa” provoca ou não danos a terceiros. A dúvida é meramente retórica porque a resposta é óbvia. O vídeo com a reportagem está aqui. Eu a reproduzo abaixo (em vermelho). Leiam com atenção. Volto em seguida.
Dois domingos atrás, o Fantástico foi a Santos conhecer um curso que se destina a formar drag queens. Durante a gravação, um aluno se destacou e, quando voltou ao trabalho, o aprendiz de drag teve uma surpresa. E não foi nada agradável. Foi Ailton aparecer no Fantástico na semana passada. “Sou psicólogo, administrador, professor da área de logística e quase drag.”, disse ele na reportagem. No dia seguinte, tudo mudou. “Um dos meus chefes simplesmente chegou para mim e disse que não era condizente com ele, que aquilo não era bom para empresa, não era bom para a imagem”, conta o professor.
A reportagem era sobre um curso de drag queen, e Ailton era um dos alunos. Ele andou de salto alto, dançou, cantou. Ele era professor de logística em uma escola, no centro de São Vicente, litoral de São Paulo. Ficou dois anos e meio no emprego. Na segunda-feira depois da reportagem, recebeu o aviso do chefe, antes mesmo de chegar ao trabalho. “Ele falou abertamente: ‘você está demitido’”, diz conta. A carta de demissão diz que Ailton foi despedido “sem justa causa”, mas ele acha que o motivo está claro. “Sofri um ato homofóbico”, desabafa.
Por isso, o professor registrou um boletim de ocorrência por “injúria”. Contou à polícia que o patrão disse que ele era uma “mancha para sua empresa”. Ailton ficou apenas com o segundo emprego, em uma entidade que oferece cursos profissionalizantes de graça. O professor é homossexual assumido e alega que o agora ex-chefe sabia disso. “Eu não imaginava que fosse gerar essa polêmica toda”, se emociona Ailton.
Procuramos o dono da empresa. Ele conversou com nossa equipe, mas não quis gravar entrevista. Em uma nota, o advogado da escola contesta a versão de Ailton. Afirma que a empresa está “indignada com as inverdades mencionadas e que tomará medidas judiciais para proteger sua honra”. O ex-patrão de Ailton negou qualquer tipo de preconceito, disse que já vinha pensando em demitir o ex-funcionário, porque o rendimento dele estava caindo e que Ailton também estava faltando. Ele achou melhor fazer o desligamento, depois que Ailton não apareceu na escola durante dois dias, porque estava participando do curso de drag queen.
Repórter: Você faltava?
Ailton: O único dia que eu faltei, foi exatamente no Sábado de Aleluia. Na quinta-feira, eu havia deixado uma atividade.
Para a presidente da Comissão Nacional de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil, demitir por causa de duas faltas é exagero. “Não houve nenhuma advertência e simplesmente a demissão? Dois dias de falta não ensejam a demissão desta forma como foi feito. Acho que isso fica evidenciado, que foi uma demissão causada por homofobia.”, afirma Maria Berenice Dias. Chateados, os colegas do curso de drag queen mandaram recados para o ex-patrão de Ailton.
“Agora você deveria conversar com o Ailton e trazer ele de volta. Faz isso que eu to te pedindo. Chama ele de volta que eu acho que vai ser melhor pra todo mundo.”
“Eu aproveitaria o marketing que o Ailton teve, colocaria ele montado de drag na frente da loja. Eu garanto que ia ter muito mais público. Pensa nisso. Contrata ele agora como drag!”, sugere Zé Carlos Gomes, coordenador do curso .
Segundo a representante da OAB, Ailton pode pedir indenização por danos morais. Mas ele não se decidiu. “Eu não sei te dizer até que ponto a indenização é interessante. Eu só sei de uma coisa: preconceito não pode existir.”
VolteiSe a tal lei tivesse sido aprovada, a chance de o ex-patrão de Ailton ir para a cadeia seria enorme. Dispensa “por homofobia” rende pena de 2 a 5 anos de reclusão. Caso o empregador seja acusado de não contratar alguém pela mesma a razão, a coisa é ainda pior: pena de três a cinco anos. No caso em questão, a lei nem existe, mas a sentença já está dada: pela reportagem do Fantástico — não há como negar — e pela representante da OAB, todos convertidos em juízes.
Aílton não tem dúvida de que foi vítima de homofobia, claro!, embora, vejam que fantástico (!), ele seja homossexual assumido e seu patrão soubesse disso. Assim, devemos entender que seu patrão “homofóbico” contratou um homossexual assumido. Entenderam???
Muito bem! Aílton diz que faltou ao emprego num dia e deixou de “cumprir uma atividade em outro”… Mas, se ele é gay e aparece na televisão se comportando como uma drag queen, é claro que só isso pode ter decidido a sua demissão. Temos, então, que um gay não poderá mais ser dispensado por incompetência, negligência, sei lá o quê. Será sempre homofobia. Fosse ele hétero e tivesse aparecido na TV como aluno de um curso para machões, aí não haveria como alegar preconceito.
Reitero: a lei nem foi aprovada, e já há gente sendo demonizada na televisão. Ademais, pergunto: uma escola — estou falando de “escola”, não de uma empresa da área de entretenimento — tem o direito de não querer uma drag queem como professora caso considere que isso a prejudica na disputa pelo mercado? Uma pré-escola pode decidir não contratar a Tia Swellen Wonderful — que, na verdade, é o Tio João Evangelista de Souza —porque isso deixaria as crianças um pouco confusas? Segundo a lei que querme aprovar, não! Cadeia!
Essa é a mesma lei que poderia mandar para a cadeia um padre ou pastor que coibisse a expressão da “homoafetividade” dentro de uma igreja. Atenção! Se um líder religioso desse um pito num casal hétero que estivesse trocando um beijo de língua dentro do templo, a lei o protegeria. Afinal, nos seus domínios, cabe-lhe impor o padrão moral de sua crença. Caso fizesse o mesmo com parceiros gays, poderia ficar cinco anos trancafiado. E olhem que nem seria preciso dizer palavras duras: caso os parceiros gays se sentissem psicologicamente constrangidos — uma coisa, assim, subjetiva… —, já haveria motivos para a acusação de homofobia. O texto trata até do “constrangimento filosófico”, seja lá o que isso signifique.
O que quer essa gente? Que os empregadores comecem a ficar com receio de contratar gays, já que podem estar se expondo a uma futura acusação de homofobia?
Por Reinaldo Azevedo

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-falsa-denuncia-de-homofobia-no-%E2%80%9Cfantastico%E2%80%9D-demonstra-por-que-a-tal-lei-anti-homofobia-nao-pode-ser-aprovada-ou-o-tiro-no-pe-da-militancia-gay/

"Apóstolo" Estevam Hernandes da Igreja Renascer vende pul­seira para reformar antena da TV Gospel


"Apóstolo" Estevam Hernandes, da Igreja Renascer
A Igreja Renascer em Cristo está vendendo a R$ 1.000 pulseiras idênticas à de seu líder, o autointitulado apóstolo Estevam Hernandes, para custear a manutenção da antena da TV Gospel, localizada na rua Consolação, em São Paulo.

O objetivo é arrecadar entre os fiéis cerca de R$ 2 milhões para a obra. Em seus cultos, Hernandes --que já foi preso nos EUA por evasão de divisas-- diz que a verba será utilizada também para as obras de acabamento interno e da parte elétrica do prédio.

A assessoria da Renascer afirma que anualmente a igreja realiza campanhas para a reforma de seus prédios e que as doações são voluntárias e não estão vinculadas a venda.


Fonte: F5

23 de abril de 2012

Sobre o 'diante do trono' e os homossexuais



Gays e evangélicos é uma mistura que por muito tempo soou estranha – e, para muitos, ainda soa. Mas isso começou a mudar em 1998, com a criação do grupo de música gospel (ministério de louvor, pra falar no evangeliquês) Diante do Trono, da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte. Com trabalhos e canções marcantes, como o álbum “Exaltado” e a música “Preciso de Ti”, o grupo atraiu e emocionou pessoas de segmentos religiosos variados. Mas, ao longo dos anos, o Diante do Trono, e, em especial sua líder – Ana Paula Valadão, se estabeleceu, de forma mais intensa, junto ao público homossexual.

Há duas explicações para essa segmentação de público. A primeira é a mensagem das canções (e aqui, vale dizer, as mais antigas) escritas e gravadas pelo grupo, que apresentam um Deus que é Amor, que é Pai, inclusivo. A segunda explicação seria a partir da líder do grupo, Ana Paula Valadão, que por seu caráter de diva, ídolo, atrairia principalmente os homossexuais. Para entender essa vertente, basta observar que, principalmente nos últimos anos, é notório o investimento em performances, glamour, espetáculo nas apresentações do grupo – coisas que têm bem mais poder de atração sobre o público gay.

No ensaio geral do último trabalho do Diante do Trono, Sol da Justiça, em julho do ano passado, tive a oportunidade de conversar com uma pessoa bem próxima à Ana Paula Valadão, que partilha da primeira opinião. Por ela, fiquei sabendo que o CTMDT – Centro de Treinamento Ministerial Diante do Trono – atrai na maior parte o público homoafetivo (palavra por ela utilizada). Pessoas que seriam atraídas pela mensagem do Amor de Deus.

Concordo com muitos pontos da opinião dela, mas partilho um pouco mais da segunda visão. Após anos de convivência com o público do Diante do Trono e de participação em seus eventos, noto que a atração que antigamente era mesmo pela mensagem foi transferida para a pessoa da líder, Ana Paula. É nítida, desde a gravação do álbum “Príncipe da Paz”, no Rio de Janeiro, em 2007, a tentativa de constituição da Ana Paula Valadão como celebridade no meio gospel. Celebrização acentuada nos últimos anos pelo contrato com a gravadora das Organizações Globo, Som Livre, e pela crescente exposição na mídia, em programas populares. Não é coincidência!

Como é tradicional, durante o feriado da Semana Santa, é realizado o “Congresso de Louvor e Adoração Diante do Trono”, em Belo Horizonte. Este ano o evento chegou à sua 13ª edição e foi realizado no Expominas. Estive presente em alguns momentos, já que ganhei uma cortesia (o preço para participar do evento este ano foi R$ 110), e pude assistir, triste e assustado, ao culto feito à família Valadão. A celebrização era evidente por meio de um discurso muito distante do Evangelho. A Graça de Cristo sequer foi anunciada.

Como prato principal, muita luz, som, mensagem de autoajuda, promessas vazias de vitória e conquistas. E glamour – muito glamour. Pastores vieram dos Estados Unidos para ensinar (e vender um livro que ensina) “como ser um adorador”. Lá fora, stands variados: venda de livros, CDs e DVDs, camisas, agendas e todo tipo de bugigangas relacionadas à marca Diante do Trono e a outras relacionadas, como André Valadão e Mariana Valadão. Dentre todos os produtos, o que mais me chamou atenção – e assustou - foi a marca de joias da líder do ministério de louvor. Comércio e emocionalismo. Nas chamadas ministrações, excesso de barulho. O som direcionado a potencializar as manifestações emotivas. Muitas lágrimas e gritos, acompanhando o ritmo frenético do som. Quando há silêncio, no entanto, as pessoas se calam. A isso chamam, equivocadamente, de “poder”, “presença de Deus”. Triste engano.

Ao mesmo tempo em que se via um culto ao consumismo desenfreado, era também evidente (para os que quisessem ver) a ausência de qualquer stand de algum projeto social. Na mensagem, nenhum incentivo à doação de sangue, ao cadastro de doadores de medula óssea, à doação de alimentos e roupas aos pobres, de engajamento em causas sociais. Órfãos, doentes, pobres e viúvas totalmente ausentes dos temas tratados. Mas o comércio estava ali, evidente, convidando... Coincidentemente (?), inúmeras pesquisas mostram que o público gay é o que mais consome hoje no mundo.

Homossexualismo existe sim e os eventos do Diante do Trono evidenciam isso com clareza. Mas faço uma distinção entre homossexualismo (manifestação doentia e desenfreada da condição homossexual) e homossexualidade. O primeiro, para mim, é uma forma de viver danosa que atinge muitos homossexuais, que tocam suas vidas de forma desregrada e fazem da condição homossexual uma religião, enquanto a segunda é apenas a manifestação natural da condição homossexual. Como o tema aqui não é esse, vou me deter aqui. O que deve ser destacado disso tudo é a clara relação entre a midiatização do grupo nos últimos anos, a celebrização da Ana Paula Valadão, o investimento massivo no comércio de produtos relacionados à marca Diante do Trono e a atração exercida pela Ana Paula Valadão junto ao público gay.

Fico pensando o quanto seria produtivo se ela apresentasse a essas pessoas o Evangelho que cura, muda, transforma. E, ao falar de cura aqui, não estou caracterizando a homossexualidade como doença, e sim o homossexualismo. A quem não entende essa necessidade urgente, incentivo que vá a um evento do Diante do Trono sem preconceitos, sem defesas. Muitos jovens saem do ambiente emocional propiciado pelo clima de “adoração” e vão direto para a promiscuidade de baladas, drogas, sexo descompromissado. E o problema não está apenas no trânsito entre as duas ambiências, mas no excesso de culpa que é gerada nesse trajeto. Não é um caminho de paz, de Graça. Mas de culpa e dor – muita dor.

Minha alma se enche de tristeza com tudo isso. Em meu coração, ainda grita alguma esperança. Quem sabe, em breve, a Ana Paula Valadão se renda ao Evangelho... Aí, a influência que ela tem sobre o público gay poderá ser benéfica, a fim de contrapor a dor e as feridas que lhes são causadas pela religião e pela sociedade. Não mais para levá-los a consumir e a se emocionar, mas para apresentá-los a uma possibilidade de cura e descanso, nos braços de um Pai que ama e aceita. Simples assim. É um sonho, eu sei. Talvez grande demais. Mas eu não desisto...

Oprah Winfrey grava programa com o médium João de Deus

A empresária e apresentadora Oprah Winfrey em Abadiânia (GO) - Ed Ferreira/Ae
Ed Ferreira/Ae
A empresária e apresentadora Oprah Winfrey em Abadiânia (GO)
ABADIÂNIA (GO) - A apresentadora de TV norte-americana Oprah Winfrey gravou nesta quinta-feira, 29, uma entrevista com o médium João de Deus, famoso internacionalmente por suas operações espirituais na cidade de Abadiânia, a 115 quilômetros de Brasília. Ela chegou dos Estados Unidos na madrugada da quarta para a quinta-feira, em jatinho particular, que desceu em Brasília.
Da capital, seguiu para Abadiânia, que fica a 115 quilômetros, no sentido Goiânia. Oprah chegou à cidade goiana por volta das 9 horas, com uma equipe de 15 pessoas - seguranças, cinegrafistas e técnicos de seu programa. Foi a primeira vez que Oprah Winfrey viajou para a América do Sul.
Em Abadiânia, ela acompanhou os trabalhos espirituais de João de Deus pela parte da manhã e à tarde. João de Deus presta trabalhos para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também para o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Lula já se curou de um câncer na laringe; Chávez ainda está em tratamento.
De manhã, e na presença de Oprah Winfrey, João de Deus incorporou o médico José Valdivino; à tarde, o médico José Augusto. Ao longo do dia foram feitas várias cirurgias espirituais, tanto das chamadas invisíveis quanto das visíveis.
A entidade que incorporou João de Deus convidou Oprah para acompanhar de perto as cirurgias visíveis. Ela segurou os instrumentos enquanto ele fazia a cirurgia. 
Oprah Winfrey disse que ficou muito impressionada com os casos que ouviu, porque ele destacou alguns durante o atendimento. Ela e a equipe almoçaram com funcionários da casa onde João de Deus atende. Depois do almoço ela gravou entrevista com o médium. 
Oprah Winfrey visitou também a Casa da Sopa, que fornece alimentação para as pessoas carentes de Abadiânia, e é mantida por João de Deus. "Foi uma experiência incrível. Ainda estou processando todas as informações. O que vocês têm aqui é um presente", disse a apresentadora. 
Ela contou que vai a Abadiânia motivada pela popularidade de João de Deus fora do Brasil, pelos relatos de cura que ela ouviu. "Quis ver com meus próprios olhos". 
Ele já tinha sido protagonista de um programa dela, mas foi a primeira vez que se conheceram. Ela prometeu voltar. "Ela vai voltar mesmo. A Oprah é abençoada, merece tudo que conseguiu". 
Oprah Winfrey disse que ficou impressionada com o tamanho da cidade de Abadiânia. "Não imaginava que houvesse algo tão importante numa cidade tão pequena". A chegada da Ophah causou um rebuliço entre os estrangeiros que estavam na cidade. 
Fonte: Estadão

O Amor da Verdade - Voce sabe o que isto?

1ª Conferência Cristã - Missão Reluz - 07/04/201

Tema: "O Amor da Verdade - Voce sabe o que isto?". Teóphilo Noturno fala dos rudimentos da fé, acerca da situação atual da igreja, além de métodos usados para deturpação do Evangelho, hoje sendo usado para proveito próprio por líderes ganaciosos, além de expor artimanhas e enganos presentes na praxis de várias denominações. Com desenvoltura, usa textos bíblicos para esclarecer a Verdade do evangelho Puro e Simples.
Realizada na Missão Reluz, em Belo Horizonte, nos dias 07 e 08 de abril de 2012.

21 de abril de 2012

Sou evangélico sim e com muito orgulho!



Devemos nos denominar “evangélicos” ou não? Somos “evangélicos” ou só “cristãos”? Essas são as perguntas-chave deste post. São fruto de um texto que publiquei aqui no APENAS dias atrás que mostrava como legiões de irmãos vivem suas vidas de fé sem refletir ou se informar sobre o que falam e que, por isso, cometem enormes equívocos (o post original é ESTE, caso você queira se situar no contexto). Ocorre que no meio do raciocínio citei um exemplo que deu margem a montes de comentários. Penso que o assunto merece uma reflexão só para ele, para elaborarmos em cima da questão: afinal de contas, sou “evangélico” ou não? Até uns três ou quatro anos atrás, ninguém tinha problema de se apresentar como evangélico. Era o que éramos e acabou. Mas, de repente, com o advento do twitter, do Facebook e das redes sociais, foi um bum de rejeição desse termo. De repente, vimos multidões e mais multidões de… evangélicos… repudiarem ser chamados daquilo que eram. “Sou cristão, não sou evangélico”, passaram a bradar muitos evangélicos – bem mais preocupados com isso do que proclamar Cristo. Sou um defensor do uso desse termo e quero convidar você a refletir por quê não o devemos abandonar.

A causa desse fenômeno é simples: a vergonha perante o mundo.

E como surgiu essa vergonha? Até há pouquíssimo tempo, todo mundo sabia que “evangélico” é sinônimo de “cristão de tradição protestante”, ou ainda “pessoa que segue o cristianismo segundo definido pela Reforma Protestante”. Só que aí vieram os escândalos. Igrejas “evangélicas” neopentecostais espantando o país com todo tipo de prática espúria, Teologia da Prosperidade praticada por “evangélicos” sendo esfregada na cara do mundo, celebridades de vida mundana se apresentando como evangélicas, exorcismos praticados por “evangélicos” como shows, roubalheiras em nome de Jesus saindo na primeira página do jornal, “evangélicos” chutando imagens de santas, bancada “evangélica” no governo envolvida em mutretas e tramoias, artistas “evangélicos” usando o nome de Deus para enriquecer, eventos “evangélicos” infernizando o trãnsito e a paz das cidades, pastores-celebridades “evangélicos” atacando outros setores da sociedade em rede nacional de TV com agressividade… enfim, a lama voou para todo lado.

Os setores evangélicos sérios começaram a olhar isso tudo com espanto. De repente, o Evangelho passou a ser escândalo para o mundo não mais por sua mensagem contracultural, mas porque aqueles mais visíveis que se dizem seus porta-vozes passaram a praticar tudo às avessas do que se esperaria de um servo de Jesus. Hoje, basta qualquer não-evangélico ligar a TV sábado de manhã para ver “pastores evangélicos” vendendo unções em troca de R$ 900 – o que, é óbvio, é um tremendo absurdo e todos os que não são minimamente ingênuos percebem isso. Um ateu hoje liga a TV e assiste a “pastores evangélicos” aos berros contra gays, ofendendo e atacando. Sem entrar pelo mérito, aos olhos da sociedade aquele indivíduo representa todos nós e, se ele é tão agressivo e estúpido na hora de falar, todos devemos ser. E quando nos apresentamos como evangélicos somos automaticamente associados a esses ensandecidos empresários da fé e… sentimos vergonha, lógico. Quem não sentiria?

O não-evangélico hoje liga na TV cuja dona é uma igreja “evangélica” e assiste a reportagens denunciando… outras igrejas “evangélicas”. Não é preciso ser um gênio para ver o que está por trás daquilo: dinheiro e poder. O não-evangélico liga a TV e assiste a um Festival de música “evangélica” onde os artistas são iguaizinhos aos artistas do mundo, fazem tudo igual. Mas em nome de Jesus, claro. E isso é escândaloso para quem tem o mínimo de senso crítico, pois fica estampado em verde e amarelo que aquilo ali é apenas uma jogada para venda de CDs da gravadora pertencente à mesma organização que a emissora de TV.

Para piorar, alguns pastores-celebridades que eram evangélicos sem problema algum tornaram-se revoltados contra a Igreja evangélica por razões as mais diversas. Uns porque adulteraram e não buscaram recompor seu casamento e, como a Igreja evangélica obviamente não concordou com isso porque vai contra a Bíblia, tornaram-se inimigos dos evangélicos. E forjaram esse discurso “antievangélico” para captar o nicho dos revoltados e dos feridos e assim manter-se em evidência. Outros tornaram-se antievangélicos porque começaram a inventar teologias notoriamente heréticas, que esvaziam Deus de sua soberania, e, como a Igreja evangélica obviamente não concordou com isso porque vai contra a Bíblia, tornaram-se inimigos dos evangélicos. E aí entra o fenômeno da celebridade em ação: como esse punhado de pouquíssimos pastores são vistos como a quarta pessoa da Trindade por milhares de pessoas, começaram a arrebanhar um povo que somou-se a eles nesse discurso que partiu de razões pessoais e tornou-se o evento social e antropológico que estamos analisando aqui.

Em resumo: alguns que se dizem “evangélicos” e estão mais visíveis aos olhos do mundo acabaram fazendo o mundo associar todos os evangélicos a eles. Ao que eles fazem. Ao jeito como falam. Aos seus interesses visivelmente interesseiros. A tudo de mais horrível, réprobo e pecaminoso que representam. Outros, que tomaram atitudes ou inventaram teologias que contrariam a Bíblia foram rejeitados pelos evangélicos que viram o absurdo que há no que praticam e pregam e arrastaram consigo montes e montes de fãs com seu discurso “antievangélico”. Hoje são figuras tristes, que chamam irmãos na fé de malditos ou se portam como moleques de rua ao chamar homens de Deus de “bundões” ou coisa pior.

E, adivinha só? O mundo vê tudo isso. Sabe para quem sobrou? Para mim e para você, meu irmão evangélico.

Porque, de repente, muitos passaram a sentir vergonha de ser associados a toda essa baixaria. E, ao ouvir essas vozes do movimento “sou cristão, não sou evangélico”, agarraram-se a essa ideia como a um bote salva-vidas de sua dignidade. Como ratos que abandonam um barco que mina água, começaram a abandonar aquilo que sempre foram. A se redefinir. A deixar o termo que a sociedade vê como algo negativo na mão dos negativos e tentar se metamorfosear em outra coisa.

Mas isso é um enorme erro.

Se um bandido tem o mesmo nome que você, requerer junto à justiça a mudança do seu nome não vai resolver absolutamente nada. Se dizer “cristão mas não evangélico” também não resolve absolutamente nada. É apenas uma atitude de pessoas envergonhada que acham que por não se definirem mais pelo termo estão se livrando dos olhares tortos da sociedade. E, ao fugir da vergonha, tornam-se vergonhosos. Pois estão abrindo mão de uma definição belíssima historicamente, que define não o que os canalhas da fé são, mas o que Jesus plantou e Lutero, Calvino e outros resgataram – e que transformou a História da Igreja.

Quando a Igreja Católica Romana tornou-se o que tornou-se no século 16, praticando absurdos como a venda de indulgências e outros desmandos, Lutero protestou afixando suas 95 teses na porta da igreja castelo em Wittenberg, Alemanha, a 31 de Outubro de 1517. Os católicos, para denegrir a imagem dos discordantes, cunharam o termo “protestante”, em especial devido à grande manifestação de alguns Estados e príncipes alemães, em 1529, que protestaram contra decisões de caráter religioso, mas de motivação também política. Em contrapartida, os que seguiam a proposta reformadora do excomungado Lutero e seus simpatizantes começaram a usar o termo “evangélico”, na época visto (veja você) como menos polêmico e que remetia a uma das características positivas de tudo o que a Reforma significou: o retorno à mensagem evangélica original. Lindo. O adjetivo “evangélico” é simplesmente lindo, pois nos define como aqueles que seguem o sagrado Evangelho de Jesus Cristo, as boas-novas do Deus encarnado, a graça do Cordeiro de Deus que veio para tirar o pecado do mundo. Eis a essência do evangélico: abraçar o Evangelho e vivê-lo custe o que custar.

Ser evangélico, então, é seguir o Evangelho de acordo com a doutrina fundamental resgatada por Lutero, Zwinglio e Calvino, que traz em si como pontos fundamentais a prioridade das Escrituras, a justificação pela fé e o sacerdócio universal dos cristãos. É o que eu sou. E vou brigar pelo direito de me definir pelo que sou.

Se há aqueles que usam o Evangelho de Jesus como fonte de lucro, trilhando um caminho de escândalos e de práticas antibíblicas, cabe a nós, que nos consideramos fiéis ao Evangelho e que renegamos essas práticas, deixar claro que eles saíram de nós mas não eram de nós. Denominar-se “cristão” resolve? Nada! Pois cada um desses que escandalizam também se dizem “cristãos”! Então daqui a pouco vamos abandonar essa definição também?! Muitos, para não se identificarem com os canalhas que se apresentam como “evangélicos” já desmerecem tudo o que tem a ver com os tais: não congregam em “igrejas” ou “denominações”, mas em “comunidades”. Não têm “hierarquia”, só “irmãos mais experientes na fé”. Não seguem “religião”, mas “graça”. E, agora, não são “evangélicos”, mas “cristãos”. Tudo pura semântica. Jogos de palavras e conceitos que não resolvem absolutamente nada. Apenas deixa os que assim o fazem mais felizes por poder se apresentar aos olhos da sociedade como algo diferente do que aquilo que os embaraça perante as pessoas.

Lutero quis reformar a casa de fé em que vivia por causa dos desmandos e da vergonha que tinha de fazer parte daquilo. Foi excomungado, expulso, expelido. Hoje, os cristãos antievangélicos não querem reformar nada: optam por pular fora para se sentir melhor aos olhos do mundo porque podem dizer “eles são evangélicos, eu não”. Desertam porque têm vergonha daquilo de que não fazem parte. Eles próprios se excomungam, se expulsam , se expelem. E com isso se tornam vergonhosos.

Não, não temos que sentir vergonha desse belíssimo termo histórico, que custou a vida de muitos mártires da Reforma e que nos remete à essência de nossa fé: o Evangelho da Salvação de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Tenho orgulho disso. Defendo o direito de usar o termo. Ele nos pertence. Os apóstatas já abandonaram o termo. Os deixemos ir, não fazem falta, com suas heresias relacionais e sua agressividade “bundona” (para usar suas próprias palavras, perdoem-me por replicar suas agressões). Se querem passar por cima das mulheres e crianças, pisoteá-las e sair correndo do barco que mina água, que o façam e levem sua vergonha consigo. Mas acredito que um cristão deve ser corajoso, como os mártires foram e se entregaram aos leões, à fogueira e à tortura por amor ao Evangelho. E isso porque eram evangélicos: deram as suas vidas pelas boas-novas. Deram suas vidas pela mensagem da Cruz.

Não fujamos como covardes. Fiquemos e defendamos o que é nosso por herança espiritual. Somos sim evangélicos, como Jesus o foi, os apóstolos foram, os patriarcas dos primeiros séculos, os pré-reformadores, os próprios reformadores e os que andaram em seus passos nos 500 anos que se seguiram.
Eu sou cristão. Eu sou evangélico. E sou grato a Deus por isso. Pois, ao admitir essa verdade, honro aqueles que vieram antes de mim e defenderam muitas vezes com seus bens e suas vidas o direito de eu sê-lo hoje. Não vou deixar meia-dúzia de falsos “evangélicos” estragar isso. Vamos denunciar seus erros e suas práticas apócrifas. Vamos denunciar seu comportamento e suas ideias como algo estranho ao nosso corpo. Vamos purgar o mal que está em nosso meio pela proclamação da verdade que denuncia a mentira. Mas escapulir pela porta dos fundos furtivamente não é a saída. Postar-se de queixo erguido na porta da frente, de peito aberto, e assumir quem somos e quem eles são e que não compartilhamos da mesma fé… essa sim é a resposta.

Meu nome é Maurício Zágari e honro meus pais, que me deram esse nome. Honro meus antepassados, que me deixaram esse sobrenome como legado. Não os mudo por nada. Do mesmo modo, honro a Cruz de Cristo. Honro o Evangelho de Cristo. Honro os que resgataram pela Reforma o Evangelho de Cristo. E honro o nome que me deixaram: evangélico.

Se você tem vergonha disso, vá. E junte-se aos vergonhosos.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.
Fonte:http://apenas1.wordpress.com/2012/04/19/sou-evangelico-sim-e-com-muito-orgulho/

11 fardos de um pastor que leva o evangelho a sério

Por Fabiano Bohi Goulart


Nunca fui de me queixar ou me fazer de vítima. O post que ora escrevo tem o objetivo de dar voz a minha realidade e de tantos outros amigos que são companheiros de luta há anos na causa da fé e são pessoas íntegras, inteligentes e acima de tudo apaixonadas.

Algumas experiências aqui são pessoais, outras ouvi. Para quem pensar que estou em lua de fel com o povo que lidero, digo o seguinte: você não entendeu nada.

Vamos aos fardos…

1. Ter de explicar a toda hora que sua igreja não é a mesma que a do Edir Macedo, do Valdemiro Santiago e assemelhados.

2. Ter de suportar a cara de desconfiança da atendente da loja quando pergunta a sua profissão e você responde: “pastor”. A gente tem a impressão que alguém escreveu na nossa testa sem a nossa permissão:“vigarista”.

3. Ser o bode expiatório dos problemas que as pessoas estão passando. Problemas que se arrastam muito tempo acabam sendo debitados na conta do pastor. A mulher foi traída pelo marido e depois de pensar um pouco chega a conclusão que a culpa do “angu” é do pastor e decidem os dois sair da igreja. O pastor era muito fraquinho!

4. Expectativas de que os filhos do pastor, não vivam sua infância e adolescência e sejam seres super dotados espiritualmente que oram, pregam e dão conselhos como um obreiro veterano.

5. Desejo que o casal pastoral sejam ambos, bem humorados, sorridentes, extrovertidos e que causem boa impressão a primeira vista.

6. Expectativa de que o pastor reúna em si todos os dons relatados na Bíblia. Que seja teólogo como foi Paulo, excelente pregador como foi Apolo, bom ouvinte como foi Barnabé e competente dirigente de música como foi Asafe, e de vez em quando como Jesus, entreter as crianças na Escola Bíblica Dominical.

7. Ter de ouvir brincadeiras tipo: “cansado do que, se pastor só trabalha domingo?”. Infelizmente as pessoas não veem que a maior parte do trabalho do pastor não é feita diante dos olhos dos membros da igreja. Aconselhamento nos lares, visita a doentes, discipulado um a um, preparo para estudo e pregação, planejamento de eventos são todas atividades que passam despercebidas dos olhares do membro comum da igreja.

8. Não ter a chance de estar em um dia ruim, chorar, se sentir ferido ou abandonado. Eu conheço uma nuvem de pastores que tomam omeprazol direto porque ninguém lhes dá o direito (nem eles mesmos) de expressarem o que estão sentindo. Um dia um amigo foi se abrir com um diácono da igreja e o diácono chamou sua atenção: “Que é isso pastor, o senhor não pode se sentir assim!".

9. A crença injusta e precipitada de que se há qualquer rumor sobre a vida pessoal do pastor deve ser verdade. O famoso bate e depois pergunta. Havia um boato em uma certa igreja, uma conversa de que o pastor andava com outra mulher, mas o que ninguém sabia ou deu-se conta é que era a mesma mulher, só que ela havia pintado o cabelo de loiro.

10. Não aceitar que o pastor tire férias, afinal Deus não descansa, então o pastor não deveria descansar já que ele tem ligação direta com o “homem lá de cima”. Além disso como um pastor pode descansar sabendo que milhares estão indo para o inferno…

11. O pensamento de algumas pessoas de que o lider espiritual, não tem sentimentos, nem expectativas de retorno nos relacionamentos. Muitas são as vezes em que o pastor não é visto como amigo pois habita o panteão das idealizações das pessoas o que certamente torna a vida dele um pouco mais difícil. As pessoas se sentem a vontade para agirem como em nenhum outro relacionamento: descompromissadas em palavras e ações. Bate que o pastor aguenta!

Sim há um outro lado que talvez você nunca pensou. Seu pastor também é gente.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.
***

Fonte: ODISCIPULOGAUDERIO compartilhado no PCamaral

Mais um herege pra fogueira!




Por Hermes C. Fernandes

Quer mesmo saber? Sou herege! E digo isso com o peito cheio. Se quiser, pode me mandar pra fogueira agora mesmo. Estou pronto a morrer pela mensagem subversiva de que sou portador. Mesmo porque, não valeria a pena viver por algo pelo qual não se disponha a morrer.

Minha heresia?

Discordar do que tem sido feito em nome da ortodoxia.

Meu problema não é com a ortodoxia em si, mas com a práxis dos hipócritas que vivem o avesso do que afirmam crer. Eles me dão ânsia de vômito.

Por isso, resolvi chutar o balde e assumir de vez a postura de herege.*

Eles pregam a divindade de Jesus, porém tratam-nO como se fosse um empregadinho. Chamam-No de Senhor, mas exigem que Se lhes submeta, atendendo às suas ordens, determinações e decretos.

Ensinam a divindade do Espírito Santo, mas ridicularizam-nO com manifestações bizarras que não temem atribuir a Ele.

Pregam a salvação pela graça, e em seguida exigem que seus seguidores façam sacrifícios complementares para assegurar-lhes a condição de salvos.

Pregam que Jesus está às portas, mas levantam campanhas milionárias para construir catedrais suntuosas ou adquirir aviões, em vez de pregar a esperança de dias melhores e contribuir para amenizar as injustiças sociais.

Ensinam a generosidade só para colocá-la à serviço de sua própria avareza.

Cansei de fundamentalismo barato, intelectualmente preguiçoso, e ideologicamente comprometido com os poderes deste mundo. Cristãos que preferem ladear os poderosos, e desprezar os miseráveis e excluídos. Denunciam a pretensão socialista de que o Estado ocupe o lugar de Deus, mas fazem vista grossa ao Estado Neo-liberal que se presta ao papel de Diabo.

Prefiro a isenção profética! Não quero aliar-me a qualquer que seja a ideologia, pois todas são inequivocadamente imperfeitas. Prefiro ser porta-voz do Reino, a ser defensor de agendas ideológicas. Marx não me convence! Mas não será Olavo de Carvalho que me converterá ao conservadorismo. Não me curvo ao Estado, mas também não me prostro ante o Capital. Ambos são potencialmente ídolos. Ambos exigem lealdade absoluta, coisa que só devo ao império de Cristo.

Livre comércio? Sim. Mas não ao custo da justiça. Justiça social? Sim. Mas não ao custo da liberdade. Por isso, não sou nem socialista, nem capitalista. Sou mesmo um reinista.

Por favor, não me rotulem. Não sou penteca, mas também não morro de amores pelo tradicionalismo mofado que só serve ao orgulho denominacional idiota. Eu já disse e repito: Sou reinista! Só devo lealdade ao Rei dos reis!

Crer na contemporaniedade dos dons não me faz carismático nem pentecostal; crer na soberania divina não me faz calvinista; apreciar arte sacra não me faz idólatra, e negar-me a ajoelhar-me ante a uma imagem não me torna iconoclasta. Crer na intervenção divina em atendimento às nossas preces também não me faz um neo-penteca.

Se insistirem em me tachar, prefiro que me chamem de herege. Pelo menos serei identificado com os injustiçados, vítimas dos sistemas opressores que se arrogam detentores da verdade absoluta. Prefiro isso a ser identificado com os que oprimem, e em cujas mãos estão acesas as tochas da intolerância, prontas a atear fogo nos discordantes e rebeldes.

Se reeditarem a santa inquisição, a maioria dos líderes que explora seus rebanhos ficará de fora. E sabe por quê? Porque são todos ortodoxos e dogmáticos. Todos têm em comum a crença no concepção virginal de Cristo, em Sua ressurreição ao terceiro dia, em Sua ascensão**, na Criação em sete dias literais, etc. Nenhum deles pode ser acusado de heresia. Eles até poderiam escapar ilesos das chamas inquisitoriais, mas duvido que escapariam de outra chama!

Prefiro ser torrado nas fogueiras dos meus detratores a ter minha consciência chamuscada pela culpa, e minha alma alvejada pelas chamas do inferno.

Sou herege assumido, e quem não for... que acenda a primeira tocha!


*Heresia, do latim haerĕsis, por sua vez do grego αἵρεσις, "escolha" ou "opção".
** Coisas nas quais também creio.
Fonte : http://www.hermesfernandes.com/2010/03/herege-assumido.html

20 de abril de 2012

Porque não sou adepto ao sincretismo.


 
Creio que respeitar uma determinada crença, não significa concordar com ela. Nunca fui adepto a filosofia relativista; não anuo que todos os caminhos são bons (como dizia Tolstói), e muito menos consinto com a proposição de que todos as filosofias são vulneráveis (dentro do modelo niilista de Nietzsche ). Desse modo, se alguém possui um arcabouço cristão, ele  invariavelmente deve acreditar "em um mediador" e não no universalismo. Ele deve arrogar para si a presunção da verdade, anunciando a todos o quanto o homem sem Cristo é pecador e merecedor do castigo eterno. Também deve apontar que todas as outras religiões, apesar de terem valores respeitáveis, não podem levar a criatura a vida – pois “há um só caminho a verdade e a vida” (João 14:6); “e não há nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” ( Atos 4.12)

Vale destacar que mesmo a fé não sendo racional - pelo menos no que diz respeito ao conhecimento exaustivo - ela baseia-se em alguns conceitos absolutos, e, mesmo que para acreditar neles eu também precise de fé, tais absolutos são postulados inegociáveis. Tentar conciliar duas doutrinas opostas, apenas nos levaria a criação de uma nova religião sincrética, insensata e sem nenhum fundamento (pois os conceitos absolutos das duas são opostos). Seria muito mais fácil virarmos agnósticos e dizermos que não entendemos o transcendente.

Se acreditamos em Cristo, temos que fazer valer o que está escrito em 1 João 5.20 (meu versículo favorito): “E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” Puritanos, fundamentalistas ou não, continuaremos dando razão a nossa Esperança, pois no que é verdadeiro estaremos para sempre.