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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

7 de maio de 2012

Apresentador de TV afirma que acha “fantástica” pichação de igreja com frase “Deus é gay”; Marco Feliciano exige retratação da MTV

Apresentador de TV afirma que acha “fantástica” pichação de igreja com frase “Deus é gay”; Marco Feliciano exige retratação da MTV
O apresentador de televisão PC Siqueira afirmou durante seu programa na MTV que achava a pichação, feita por ativistas gays na fachada de uma igreja católica no Paraná, “fantástica”. A imagem apresentada durante o programa mostrava a igreja pichada com a frase “Deus é gay”.
Durante o programa “PC na TV”, exibido no último dia 03/05, o apresentador incentivou os telespectadores a enviarem fotos de pichações feitas em igrejas, e cogitou a criação de um quadro, que seria chamado “Igreja pichada do dia”, onde “as mais geniais” pichações seriam divulgadas por ele em seu programa.
No último dia 04/05, o pastor e deputado federal Marco Feliciano fez um pronunciamento na Câmara dos Deputados sobre o assunto, e manifestou indignação com a atitude do apresentador. “Vou entrar com representação junto ao Ministério Público pela sua retirada do ar, com retratação da empresa, sobre a apresentação do dia 03 último, ontem portanto, intitulado Cosméticos, deus gay e sorvete de bacon”, afirmou.
Feliciano afirmou que PC Siqueira demonstra “incapacidade de atrair público”, e emendou dizendo que ele “extravasa sua ‘brutalidade na melhor forma’, segundo suas próprias palavras, e, em busca de sensacionalismo”.
O deputado afirmou que “não satisfeito com sua ‘contracultura’, o apresentador pede para que os telespectadores enviem fotos como as da igreja pichada e promete que as mais ‘geniais’ (palavras do apresentador) serão publicadas pela MTV Brasil, numa verdadeira cruzada ultrajante e herege, para impressionar pessoas de má fé e mal intencionadas e os levar a cometer este verdadeiro sacrilégio”, reclamou Marco Feliciano.
O pastor e doutor Rubens Teixeira afirmou ao site Notícias Cristãs que a atitude de PC Siqueira foi de incentivo ao crime, e listou os supostos crimes cometidos e/ou incentivados pelo apresentador: “Depois de assistir o vídeo deste apresentador, tive a impressão de que o Ministério Público e demais instituições públicas com o dever de ofício de agir, se lembrariam que pichar é crime previsto no artigo 65 da Lei de Crimes Ambientais, vilipendiar objeto de culto religioso também é crime, previsto no artigo 208 do Código Penal. E, por fim, incitação e apologia ao crime são crimes previstos no artigo 286 e 287 do Código Penal”.
Fonte: Gospel+

Um tristemunho que Deus transformou em testemunho


Este artigo vai ser um pouco mais longo que os demais. É um resumo de parte da minha vida, em especial o porquê de eu ter me “convencido”, e depois como fui verdadeiramente convertida a Cristo. Demorei para escrever sobre isso, por ser um assunto muito dolorido. Porém, as dores se passaram, tudo se fez novo, e espero que esse testemunho sirva para ajudar a muitos que sofrem por aí, inclusive por causa de “revelamentos” nas igrejas.
Desde sempre fui católica. Lembro-me pequenina, dez ou onze anos, indo sozinha à Igreja Nossa Senhora da Glória, no Cambuci (São Paulo), assistir à missa semanal e para participar dos grupos (catecismo, filhas de Maria, depois grupo de jovens e Renovação Carismática). Sempre fui considerada uma pessoa muito inteligente, com uma incrível facilidade para aprender e para escrever (nunca faço rascunho dos meus textos, começo a escrever e rapidamente termino, com as idéias colocadas em ordem – talvez, se rascunhasse, poderia escrever coisas melhores). Essa “inteligência” fez com que, com o passar dos anos, embora continuasse aparentando a menina meiga e prestativa de sempre, por dentro me enchesse de orgulho e vaidade.
Dos meus quinze aos dezessete anos aconteceram coisas meio absurdas. Eu morava no último andar de um pequeno prédio e não havia imóveis altos ao redor, de modo que eu podia ver todo o céu da minha sacada. Todas as noites, eu “ouvia” um chamado para ir à sacada, e lá estavam um, dois, três, quatro OVNI’s que ficavam bailando na minha frente. Bastava eu gritar para alguém da minha casa ver os discos e eles fugiam na velocidade da luz. Mas na próxima noite lá estavam de novo, e então me cansei de chamar os outros e passei a curtir sozinha aquelas aparições.
Aos dezoito anos prestei meu primeiro concurso público, e passei. Aos vinte, comecei a trabalhar. E, um mês depois, começaram a acontecer coisas horríveis e inexplicáveis comigo.
Era muito estranho. Bastava chegar no trabalho, e eu começava a exalar cheiros horríveis, de forma que todo o setor ficava incomodado. Eram cheiros de enxofre, peixe, borracha queimada, suor, urina, fumaça. Era totalmente absurdo, mais ainda porque bastava eu sair do serviço e os cheiros sumiam. Pegava os ônibus, metrô, chegava em casa e tudo ia bem.
Isso ocorreu durante um ano, após o que tirei férias. Nesse tempo, todos os dias orava o terço inteiro em casa, louvava com meu violão, clamava a Deus, a Maria, e nada. O pessoal da igreja católica ia à minha casa fazer novenas, todos oravam comigo e nada adiantava. Durante minhas férias os cheiros desapareceram. Saía, passeava, tudo normal. Porém, no meu primeiro dia de trabalho tudo voltou. Pedi demissão, já que o problema parecia ser o serviço, mas acabei sendo afastada.
Fui ao médico. Primeiro, exames neurológicos, que não acusaram nada. Check-up também deu negativo. Então me enviaram para o psiquiatra, que passou a me tratar como esquizofrênica, afinal a esquizofrenia pode dar ilusão de cheiros. Durante sete anos estive licenciada, sendo que nos primeiros três fiz uso de vários medicamentos (Anafranil, Rivotril, Frontal, Efexor etc). Após isso, passei a mentir que tomava os medicamentos, já que não via resultado algum.
E nesses sete anos fui obrigada a repensar meu orgulho e vaidade. Ora, de que adiantava ser uma pessoa com um QI razoável, se não conseguia sequer colocar um pé na rua, com medo de cheirar mal e as pessoas me humilharem? Numa comparação tosca, dadas as devidas proporções, me sentia meio “Jó”, pois de uma hora para outra perdi meu serviço, meus estudos (queria fazer faculdade, mas como?), meus amigos (afastei-me de todos, não retornava ligações, afinal se me encontrasse pessoalmente poderia “cheirar mal”), meu namorado de seis anos (que se separou, afinal segundo ele eu era um “fracasso”). Só não perdi minha família, afinal morava com eles.
Duas vezes por semana eu precisava ir no psiquiatra. Então elaborei uma estratégia: aprendi a fumar. Assim, bastava colocar o pé na rua que eu acendia um cigarro, e fumava um atrás do outro até chegar novamente em casa, pois achava que o cheiro do cigarro poderia disfarçar outros cheiros que surgissem. Também descobri que, se estivesse “alegrinha”, os cheiros não aconteciam. Então, quando era necessário sair com os amigos, tomava todas as cervejas possíveis e impossíveis, até chegar num estado de um mínimo de lucidez, porém tendo que ser escorada pelos amigos. E cigarro, sempre.
No primeiro dos sete anos, passei a buscar explicação na Parapsicologia. Lá descobri que os cheiros eram materializações da minha mente, de coisas ruins que estavam em meu inconsciente. Fiz terapia por um ano com uma parapsicóloga e nada adiantou. Deixei o catolicismo e busquei o Mahikari (uma religião oriental que trabalha com energização por imposição de mãos). Depois frequentei a Messiânica (outra religião oriental), e minha ex-futura-sogra me indicou o espiritismo kardecista. Lá descobri que era “médium”, e que os cheiros eram dos espíritos desencarnados, que ficavam me atormentando, afinal eu tinha a capacidade de fazê-los se comunicar com os vivos mas não desenvolvia tal faculdade. Aí, a duras penas fiz o curso de médiuns e passei a trabalhar num centro espírita, onde fiquei por seis anos.
Numa das sessões, aconteceu algo que me encheu de esperanças: a sala se encheu com perfume de rosas, todos ficamos impregnados com tal perfume. Assim, achei que se continuasse lá poderia ser usada para a criação de cheiros bons, não ruins. Mas foi tudo uma ilusão.
Bom, como não tinha contato com seres de carne e osso (exceto no centro espírita e no psiquiatra), passei a viver pela internet. Lá conheci o Paulo Siqueira, hoje meu marido. Encontramo-nos, depois passamos a namorar. O engraçado é que ele nunca sentiu cheiro nenhum, e eu continuava sentindo quando saíamos, e percebia que as pessoas ao redor também sentiam. Mas enfim, depois de um ano de namoro deixei o centro espírita e me converti (hoje digo “me convenci”, pois me converti aos ensinos de um falso evangelho).
Passei a frequentar uma igreja perto de casa, que estava imergindo na batalha espiritual e G12. O pastor, apesar de muito bom e bem intencionado, estava naquelas loucuras de que é tudo eram satanistas atrás dos cristãos, tanto que logo de entrada me recomendou a leitura da trilogia do Daniel Mastral, livros que falavam sobre como o satanismo supostamente agia nas igrejas. Nem é preciso dizer que passei a ver o demo em tudo quanto era lugar, mas tinha que obedecer cegamente à minha liderança, um dos preceitos do G12.
Participei do tal “encontro”, fui no púlpito dizer que ele era “tremendo”, mas algo me incomodava. Cinco dias depois criei coragem e, após pesquisar na internet sobre o assunto, descobri que tinha cometido heresias naquele “encontro”. Pedi perdão a Deus, com o tempo deixei a denominação, e fui para outra.
Nessa outra, o pastor me disse que meu problema seria resolvido indo na Neuza Itioka. Inscrevi-me, contrariando o Paulo, afinal era a esperança de voltar a ter uma vida normal, sem cheiros ruins. Eu não sabia o que me esperava lá.
Quando fui chamada para a salinha, lá estavam a Liliam Latorraca e uma intercessora. Essa tal Latorraca é braço direito da Itioka, e disse que tinha sido “sacerdotisa da Fraternidade Branca”, ou alguma organização de et’s. Quando leu minha carta (todos têm que escrever todos os contatos esotéricos que porventura tiveram, mesmo antes de aceitarem a Jesus) e viu que eu via OVNI’s na adolescência, se exasperou, afinal já tinha tido o “revelamento”: os et’s haviam me abduzido, colocado chips em meus ombros e apagado esse fato da minha memória. Os chips eram para eu ser monitorada pelos demônios-et’s 24 horas por dia, segundo ela, e só ela sabia como tirar tais chips. Porém não poderia fazer nada por mim, pois eu havia pecado um mês antes e ela não acreditava que nunca mais eu iria pecar – caso eu pecasse, abriria uma brecha para os demônios-et’s atormentarem a mim e a ela, e a coitada temia isso.
Fui para casa arrasada, e arrasada fiquei por dois anos, tempo em que fiquei esmolando para os ministérios de libertação e cura interior Ágape (Neuza Itioka) e Shekinah (Jesher Cardoso) para ser atendida. Já tinha voltado a trabalhar (deixei a licença logo que me “convenci”), mas os episódios de mau cheiro continuavam. Não era o tempo todo, mas de uma hora para outra acontecia. Escrevi várias cartas, emails, ligava para esses ministérios, mas não conseguia ministração. Cheguei a me inscrever no Curso de Libertadores do Ágape (nesse consegui ser aceita, bastava manter em dia as mensalidades), mas abandonei, pois os “demos” não pareciam permitir – certa vez, estouraram os pneus do carro do Paulo no caminho para lá, em plena Radial Leste no horário de pico (18 horas).
Também tentava em outros ministérios. Fui, por exemplo, num “encontro apostólico” qualquer, e o preletor ficou uns 40 minutos falando de dinheiro, de oferta, e disse que quem desse seu melhor naquela noite, Deus lhe daria três desejos que ele colocaria em nossa mente até o final daquele ano. Eu tinha esquecido o talão de cheques justamente naquele dia, e como nunca ando com dinheiro (e como aquele encontro era antiquado, não tinha maquininha de cartão), o jeito foi dar o relógio que o Paulo tinha me dado meses antes. Porém, o tal ano acabou e os desejos (entre eles, minha cura dos cheiros) não foram realizados.
Enfim, minha vida cristã se resumiu, por anos, em obedecer a homens na tentativa de ser curada por Deus. Até que, finalmente, o Espírito Santo me abriu os olhos espirituais e minha ficha caiu (para a felicidade do Paulo), e passei a entender o verdadeiro Evangelho de Cristo, que nada tem dos aprisionamentos e superstições gospel.
Começamos a escrever em nossos blogs. Começamos a fazer protestos pacíficos em prol da volta do ensino do verdadeiro Evangelho. Pessoas feridas vieram nos procurar, e tudo isso foi sendo um bálsamo para mim, embora os cheiros volta e meia aparecessem para estragar meu dia.
Casei, um ano depois engravidei, amamentei meu filho até outubro de 2010. Em novembro do mesmo ano, ainda de licença-maternidade de 6 meses + férias, assisti por acaso (mentira: por obra e graça do Senhor) a um episódio do Enigmas da Medicina, e pasmem, nesse episódio o Espírito Santo me deu a resposta que procurei por tanto tempo…
Os cheiros que me perseguiam não eram obra de espíritos zombadores, como me diziam os kardecistas. Também não eram materializações do meu inconsciente, como a Parapsicologia me fez pensar. Muito menos cheiros dos locais por onde as naves espaciais passaram quando me abduziram, como me fez pensar o pessoal dos ministérios de libertação e cura interior. E muito menos eram obra de demônios que visavam me enlouquecer, como o “espírito santo” revelou a muitos profetas e profetisas de igrejas pentecostais, nas quais passei. Era muito mais simples do que tudo isso.
TMAU ou Trimetilaminúria. Esse é o nome da doença que, desconhecida pelos médicos e pela população brasileira, provoca cheiros horríveis ao redor dos seus portadores. Tudo ocorre por uma falha genética (gene FMO3, graças a Deus bem recessivo), que não permite que o fígado quebre as moléculas de trimetilamina e seus precursores (colina e carnitidina) dos alimentos. A não quebra das moléculas faz com que esse gás se acumule no organismo, até chegar num ponto em que ele sai por quaisquer poros do corpo. A válvula de escape dos cheiros tem ligação emocional, e isso explica eles não acontecerem quando eu estava em casa, mas sempre quando estava perto de outras pessoas (meu medo de algo acontecer desencadeava o processo). Não há cura ainda para esse mal, porém uma dieta bastante restrita controla a doença.
E é o que tenho feito desde então. São muito poucas as coisas que posso comer, e tenho usado suplementos alimentares para repor vitaminas. Sempre gostei muito de comer, e no começo foi muito difícil, mas agora já estou adaptada. E melhor, depois que descobri sobre a doença passei a pesquisar mais, e posso dizer que pelo menos 10 pessoas em todo o Brasil, que também sofrem desse mal, já entraram em contato comigo e estou passando para eles minhas experiências. No início, através de emails. Agora, através do blogTMAU Brasil.
Muitas foram as lições de tudo isso. Sei que bem daria um livro, e até um poderá ser. Mas as coisas mais importantes, resumidamente:
- tem muito “profeta” falando da sua mente, ou por direção de demônios, e achando que é pelo Espírito Santo. Ora, em todos esses anos, em todas as igrejas e congressos evangélicos que fui, com todos os líderes que oraram e impuseram suas mãos sobre mim, será que o Espírito Santo não ia dizer que meu problema era apenas uma doença rara? Por que Ele me faria achar ser uma endemoniada, ou uma atormentada por demônios-et’s? Bem sabemos quem é o Pai da mentira, e o que ele veio fazer. Quantos cristãos não são mortos em sua fé por conta de “revelamentos”?
- por mais talentos que tenhamos, não somos nada sem Deus e Seu Amor.
- tem muito líder pregando falsos evangelhos, evangelhos de escravidão, não de liberdade. Nesses ministérios de cura interior, por exemplo, Jesus Cristo não serve de nada, já que é preciso confessar todos os pecados seus e de seus antepassados. Um pecadinho que seja, escondido, é a desculpa deles para o milagre da libertação não acontecer. Fora isso, fica claro em meu testemunho que eles aproveitam as coisas que escrevemos para então dizer que foi “deus” quem revelou. Será que eu seria uma abduzida-chipada, caso não tivesse relacionado meus contatos com OVNI’s?
- enquanto buscava as orientações dos homens de Deus para a cura do meu problema, nada de bom aconteceu. Só obtive a “cura” quando finalmente deixei meu problema em segundo plano e passei a buscar a Deus simplesmente por quem Ele é, não pelo que Ele pode fazer. Maldito o homem que confia no homem.
- por mais problemas que parecemos ter, sempre há alguém que podemos ajudar. Essa doença bizarra e raríssima me proporcionou uma busca e pesquisa que está sendo de grande ajuda para alguns, e espero, muitos brasileiros que sofrem silenciosos por conta de uma doença que não é diagnosticada por desconhecimento, e que por isso mesmo é muito fácil de espiritualizar e, literalmente, de demonizar. Quantos, nesse Brasil afora, estão sendo vítimas de igrejas que “revelam” serem problemas espirituais doenças desconhecidas do grande público? E quantos não estão morrendo por causa disso?
- o verdadeiro Deus não deixa Seus Filhos sem resposta (embora, às vezes, ela pareça demorar a chegar). E a resposta sempre vem no tempo certo. Se eu soubesse do TMAU antes, faria a tal dieta paupérrima em colina, substância essencial para o desenvolvimento dos neurônios dos bebês. Meu filho poderia ter sérios problemas de retardo mental, mas é saudável porque pude me alimentar com todos os nutrientes que ele precisava. MUITO OBRIGADA JESUS, O SENHOR SEJA LOUVADO SEMPRE!!!!

5 de maio de 2012

Quando o meu deus sou eu




Por Maurício Zágari

Sempre que lemos a passagem do bezerro de ouro em Êxodo 32 temos um sentimento ruim com relação ao povo de Israel. Deus o tinha livrado do Egito, fez aquele incrível milagre da abertura do Mar Vermelho (você consegue imaginar a experiência de ter visto e vivido aquilo?) e ainda assim aquelas pessoas tomaram as rédeas de sua vontade, passaram por cima da vontade do Senhor e fizeram o que lhes parecia mais conveniente. Dá para entender a decepção de Moisés ao ver aquilo, traduzida numa fúria que o fez quebrar as tábuas com os mandamentos. Sim, aquelas pessoas foram de uma falta de fé, de um imediatismo e de um egoísmo atroz. Mas... por que as condenamos? Já parou para pensar que se estivesse entre eles você faria parte da multidão idólatra? E a explicação é simples: faz parte da má natureza humana não ter paciência de esperar em Deus  e resolver tomar as rédeas de seu destino, sem aguardar por aquilo que o Senhor planejou fazer. Israel erigiu o bezerro de ouro simplesmente porque não teve fé suficiente para esperar o tempo de Deus. Só que o tempo chegou e Moisés desceu do monte. O resultado você sabe.

Nas palavras de Deus, quem não tem fé para esperar por Sua ação e erra pela autossuficiência é "corrupto" e "desviado". Ouça o que Ele diz a Moisés:  "Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu e depressa se desviou do caminho que lhe havia eu ordenado".  O desagrado do Todo-Poderoso é claro. A partir do versículo 9, Ele deixa claro que não há como abençoar quem assim o faz: "Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho visto este povo, e eis que é povo de dura cerviz. Agora, pois, deixa-me, para que se acenda contra eles o meu furor, e eu os consuma".

Duro. Uma leitura superficial nos leva a crer que a ira do Pai se acende apenas pela idolatria. Mas se formos fundo nessa passagem veremos o que havia no coração do povo, a origem dessa idolatria. Em Êxodo 1, as causas de todo o problema ficam bem claras: "Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão e lhe disse: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós". Aí está. O povo queria respostas rápidas. Não soube esperar. Queria que Moisés já tivesse descido. Estava impaciente. Não teve fé de que a demora tinha uma razão divina. Como quem esperava "tardou", o povo decidiu resolver da sua forma, à sua maneira, com suas próprias mãos. Pecado. Aquele povo sem fé, sem paciência e sem esperança estava tão ávido por resolver logo as coisas - da sua maneira - que veja a hora em que a Bíblia revela que começaram a adorar o bezerro: "No dia seguinte, madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se". Repare a pressa: eles madrugaram.

A avidez daqueles que eram chamados de "povo de Deus" fez com que acordassem de madrugada para cometer seu pecado, tão impacientes que estavam. Se Deus não resolve, vamos nós mesmos tomar a frente! E logo! Esperar o sol nascer para quê?

A partir do versículo 21, temos a explicação ainda mais profunda da falta de fé, impaciência, autossuficiência e consequente idolatria do povo de Deus: "Perguntou Moisés a Arão: Que te fez este povo, que trouxeste sobre ele tamanho pecado? Respondeu-lhe Arão: Não se acenda a ira do meu senhor; tu sabes que o povo é propenso para o mal". Eis aí, meu irmão, minha irmã. O mal que carregamos em nosso coração é o grande culpado. Somos maus e por isso não acreditamos que Deus pode fazer o melhor para nós se apenas esperarmos mais um pouco. Somos maus e por isso nos guiamos por vista e não por fé. Somos maus e por isso tomamos das mãos de Deus a solução para nossas dúvidas e questões. Somos maus e por isso praticamos a idolatria: seja a de um bezerro de ouro, seja a de nós mesmos, quando nos pomos no lugar de Deus, o atropelamos e dizemos "seja feita a MINHA vontade".

Tomamos as decisões no tempo que achamos conveniente de forma "desenfreada", como diz o versículo 25. Isto é, sem freios, sem nada que nos faça parar: a razão, conselhos, pregações, testemunhos, exortações, nada. Nada nos freia. Nada nos para. Queremos e por isso fazemos, mesmo que saibamos que deveríamos esperar o tempo de Deus. Moisés era a pessoa certa. Era por Moisés que deviam esperar. Mas, pela impaciência e falta de fé de que Moisés chegaria, o povo pegou um substituto, Arão, e com ele fez o bezerro de ouro. Pobres miseráveis.

A Bíblia nos revela o desfecho daquele pecado: desgraça.  Três mil homens foram mortos a espada. E mais: "Feriu, pois, o Senhor ao povo". Falta de fé. Impaciência. Autossuficiência. Idolatria. Pecado. Uma coisa leva à outra. A última etapa dessa sequência é morte e sofrimento.

Meu irmão, minha irmã. Se você deseja algo de Deus, não deixe que as aparências o enganem. Não se deixe conduzir pelas circunstâncias ou pelo que humanamente falando parece ser. Deus não trabalha segundo padrões humanos. Deus não age no tempo do homem. A lógica de Deus não é a nossa lógica. Deus cria situações aparentemente sem solução, verdadeiros becos sem saída, apenas para saber até onde vai a sua fé nEle. Você confia ou não? Crê no que parece impossível ou não? Na maioria das vezes o mal que há em nós nos leva a esquecer nossa fé e agir de modo que possamos "ver", "controlar". Mas sem fé é impossível agradar a Deus. E aí não esperamos Moisés. Pegamos um Arão qualquer e dizemos: "Você serve. Pois você estamos vendo e com você à vista temos como controlar nossas vidas. Agora faça o bezerro de ouro". Pronto. A desgraça está feita.

Tenha fé. Tenha paciência. Tenha confiança. Jesus não é só alguém em quem fingimos confiar quando cantamos "Rompendo em fé" nos cultos. Isso é mole de fazer. Cantar e não fazer é facílimo. Facílimo e mentiroso. Pois na hora que precisamos romper em fé mesmo... será que o fazemos? Ou assumimos o controle da situação, nos aliançamos com Arão e pecamos?

Deus não se interessa por um povo que não confia nele. Os que não souberam esperar acabaram mortos ou feridos. É assim que você quer acabar?

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Fonte: Apenas

A Heresia do Egocentrismo




"Não negligencieis a prática do bem e a mútua cooperação [koinonia]"
Hebreus 13.16



Por  John MacArhtur 

O egocentrismo não tem lugar na igreja. Nem devíamos dizer isso, mas, desde o alvorecer da era apostólica até hoje, o amor próprio em todas as suas formas tem prejudicado incessantemente a comunhão dos santos. Um exemplo clássico e antigo de egocentrismo fora de controle é visto no caso de Diótrefes. Ele é mencionado em 3 João 9-10, onde o apóstolo diz: "Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida. Por isso, se eu for aí, far-lhe-ei lembradas as obras que ele pratica, proferindo contra nós palavras maliciosas. E, não satisfeito com estas coisas, nem ele mesmo acolhe os irmãos, como impede os que querem recebê-los e os expulsa da igreja".

Diótrefes anelava ser o preeminente em sua congregação (talvez até mais do que isso). Portanto, ele via qualquer outra pessoa que tinha autoridade de ensino – incluindo o apóstolo amado – como uma ameaça ao seu poder. João havia escrito uma carta de instrução e encorajamento à igreja, mas, por causa do desejo de Diótrefes por glória pessoal, ele rejeitou o que o apóstolo tinha a dizer. Evidentemente, ele reteve da igreja a carta de João. Parece que ele manteve em segredo a própria existência da carta. Talvez ele a destruiu. Por isso, João escreveu sua terceira epístola inspirada para, em parte, falar a Gaio sobre a existência da carta anterior.

Na verdade, o egoísmo de Diótrefes o tornou culpado do mais pernicioso tipo de heresia: ele rejeitou ativamente e se opôs à doutrina apostólica. Por isso, João condenou Diótrefes em quatro atitudes: ele rejeitou o ensino apostólico; fez acusações injustas contra um apóstolo; foi inóspito para com os irmãos e excluiu aqueles que não concordavam com seu desafio a autoridade de João. Em todo sentido imaginável, Diótrefes era culpado da mais obscura heresia, e todos os seus erros eram frutos de egocentrismo.

Em nosso estado caído, estado de carnalidade, somos todos assediados por uma tendência para o egocentrismo. Isto não é uma ofensa insignificante, nem um pequeno defeito de caráter, nem uma ameaça irrelevante à saúde de nossa fé. Diótrefes ilustra a verdade de que o amor próprio é a mãe de todas as heresias. Todo falso ensino e toda rebelião contra a autoridade de Deus estão, em última análise, arraigados em um desejo carnal de ter a preeminência – de fato, um desejo de reivindicar para si mesmo aquela glória que pertence legitimamente a Cristo. Toda igreja herética que já vimos tem procurado suplantar a verdade e a autoridade de Deus com seu próprio ego pretensioso.

De fato, o egocentrismo é herético porque é a própria antítese de tudo que Jesus ensinou ou exemplificou. E produz sementes que dão origem a todas as outras heresias imagináveis.

Portanto, não há lugar para egocentrismo na igreja. Tudo no evangelho, tudo que igreja tem de ser e tudo que aprendemos do exemplo de Cristo golpeia a raiz do orgulho e do egocentrismo humano.

Koinonia 

As descrições bíblicas de comunhão na igreja do Novo Testamento usam a palavra gregakoinonia. O espírito gracioso que essa palavra descreve é o extremo oposto do egocentrismo. Traduzida diferentemente por "comunhão", "compartilhamento", "cooperação" e "contribuição", esta palavra é derivada de koinos, a palavra grega que significa "comum". Ela denota as ideias de compartilhamento, comunidade, participação conjunta, sacrifício em favor de outros e dar de si para o bem comum.

Koinonia era uma das quatro atividades essenciais que mantinha os primeiros cristãos juntos: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão [koinonia], no partir do pão e nas orações" (At 2.42). O âmago da "comunhão" na igreja do Novo Testamento era culto e sacrifício uns pelos outros, e não festividade ou funções sociais. A palavra em si mesma deixava isso claro nas culturas de fala grega. Ela foi usada em Romanos 15.26 para falar de "uma coleta em benefício dos pobres" (ver também 2 Co 9.3). Em 2 Coríntios 8.4, Paulo elogiou as igrejas da Macedônia por "participarem [koinonia] da assistência aos santos". Hebreus 13.16 diz: "Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação [koinonia]". Claramente, o egocentrismo é hostil à noção bíblica de comunhão cristã.

Uns aos outros

Esse fato é ressaltado também pelos muitos "uns aos outros" que lemos no Novo Testamento. Somos ordenados: a amar "uns aos outros" (Jo 13.34-35; 15.12, 17); a não julgar "uns aos outros" e ter o propósito de não por tropeço ou escândalo ao irmão (Rm 14.13); a seguir "as coisas da paz e também as da edificação de uns para com os outros" (Rm 14.19); a ter "o mesmo sentir de uns para com os outros" e acolher "uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus" (Rm 15.5, 7). Somos instruídos a levar "as cargas uns dos outros" (Gl 6.2); a sermos benignos uns para com os outros, "perdoando... uns aos outros" (Ef 4.32); e a sujeitar-nos "uns aos outros no temor de Cristo" (Ef 5.21). Em resumo, "Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo" (Fp 2.3).

No Novo Testamento, há muitos mandamentos semelhantes que governam nossos relacionamentos mútuos na igreja. Todos eles exigem altruísmo, sacrifício e serviço aos outros. Combinados, eles excluem definitivamente toda expressão de egocentrismo na comunhão de crentes.

Cristo como cabeça de seu corpo, a igreja

No entanto, isso não é tudo. O apóstolo Paulo comparou a igreja com um corpo que tem muitas partes, mas uma só cabeça: Cristo. Logo depois de afirmar, enfaticamente, a deidade, a eternidade e a proeminência absoluta de Cristo, Paulo escreveu: "Ele é a cabeça do corpo, da igreja" (Cl 1.18). Deus "pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo" (Cl 1.22-23). Cristãos individuais são como partes do corpo, existem não para si mesmos, mas para o bem de todo o corpo: "Todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor" (Ef 4.16).

Além disso, cada parte é dependente de todas as outras, e todas estão sujeitas à Cabeça. Somente a Cabeça é preeminente, e, além disso, "se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam" (1 Co 12.26).

Até aquelas partes do corpo aparentemente insignificantes são importantes (vv. 12-20). "Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve. Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo?" (vv. 18-19).

Qualquer evidência de egoísmo é uma traição de não somente o resto do corpo, mas também da Cabeça. Essa figura torna o altruísmo humilde em virtude elevada na igreja – e exclui completamente qualquer tipo de egocentrismo.

Escravos de Cristo

A linguagem de escravo do Novo Testamento enfatiza, igualmente, esta verdade. Os cristãos não são apenas membros de um corpo, sujeitos uns aos outros e chamados à comunhão de sacrifício. Somos também escravos de Cristo, comprados com seu sangue, propriedade dele e, por isso, sujeitos ao seu senhorio.

Escrevi um livro inteiro sobre este assunto. Há uma tendência, eu receio, de tentarmos abrandar a terminologia que a Escritura usa porque – sejamos honestos – a figura de escravo é ofensiva. Ela não era menos inquietante na época do Novo Testamento. Ninguém queria ser escravo, e a instituição da escravidão romana era notoriamente abusiva.

No entanto, em todo o Novo Testamento, o relacionamento do crente com Cristo é retratado como uma relação de senhor e escravo. Isso envolve total submissão ao senhorio dele, é claro. Também exclui toda sugestão de orgulho, egoísmo, independência ou egocentrismo. Está é simplesmente mais uma razão por que nenhum tipo de egocentrismo tem lugar na vida da igreja.

O próprio senhor Jesus ensinou claramente este princípio. Seu convite a possíveis discípulos foi uma chamada à total autorrenúncia: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me" (Lc 9.23).

Os doze não foram rápidos para aprender essa lição, e a interação deles uns com os outros foi apimentada com disputas a respeito de quem era o maior, quem poderia ocupar os principais assentos no reino e expressões semelhantes de disputas egocêntricas. Por isso, na noite de sua traição, Jesus tomou uma toalha e uma bacia e lavou os pés dos discípulos. Sua admoestação para eles, na ocasião, é um poderoso argumento contra qualquer sussurro de egocentrismo no coração de qualquer discípulo: "Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13.14-15).

Foi um argumento do maior para o menor. Se o eterno Senhor da glória se mostrou disposto a tomar uma toalha e lavar os pés sujos de seus discípulos, então, aqueles que se chamam discípulos de Cristo não devem, de maneira alguma, buscar preeminência para si mesmos. Cristo é nosso modelo, e não Diótrefes.

Não posso terminar sem ressaltar que este princípio tem uma aplicação específica para aqueles que estão em posições de liderança na igreja. É um lembrete especialmente vital nesta era de líderes religiosos que são superestrelas e pastores jovens que agem como estrelas de rock. Se Deus chamou você para ser um presbítero ou mestre na igreja, ele o chamou não para sua própria celebridade ou engrandecimento. Deus o chamou a fazer isso para a glória dele mesmo. Nossa comissão é pregar não "a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos [escravos], por amor de Jesus" (2 Co 4.5).

Fonte: Editora Fiel

4 de maio de 2012

Seita diz que mundo termina em 30 de junho

A seita Crescendo em Graça (Growing in Grace International, nos EUA) ignora a suposta previsão do calendário maia, que teria determinado o fim do mundo para 21 de dezembro deste ano. 

É bem antes! 30 de junho! 
De acordo com o líder da seita, o portorriquenho José Luis de Jesús Miranda (na foto acima), apenas os seus seguidores sobreviverão ao fim do mundo. 

Os fiéis acreditam que o Jesus de Miami é a segunda encarnação de Jesus Cristo (na verdade, segundo a crença deles, o apóstolo Paulo). Eles têm tatuado em várias partes do corpo o número 666. Mas não tem nada a ver com o anticristo. Para eles, o 666 significa "prosperidade, amor e riqueza". 

A Crescendo em Graça foi fundada pelo ex-pastor pentecostal Jesús no início dos anos 80 em Miami, onde tem seu centro principal de operações. Ela opera hoje em 35 países, incluindo o Brasil, e tem canal de TV.

Após o apocalipse de 30 de junho, Jesús, chamado de Papai, e os seus seguidores dizem que vão governar o mundo com "justiça e igualdade".

Fonte: O globo

Funk gospel? Conte-me sobre o “passinho do abençoado”




 Por Ciro Zibordi Por 


 

Na sua obra Toca a Trombeta em Sião, publicada em inglês, em 1985 — e lançada no Brasil pela CPAD em 1988 —, David Wilkerson afirmou: “Fiquei extremamente chocado quando recentemente abri uma revista evangélica e vi foto de um grupo de rock ‘pesado’, dizendo-se evangélico. Estavam vestidos com o mesmo traje sadomasoquista que eu vira antes enquanto testemunhava de Cristo nas ruas de São Francisco da Califórnia” (p.93).

Wilkerson partiu para a eternidade há um ano, mas a sua mensagem profética ficou registrada: “Onde está a trombeta em Sião, que não toca? Onde está nossa reação? Onde estão os profetas do Senhor que não bradam bem alto: “Chega! A Casa do Senhor não é lugar de música do Diabo!” (p.94).

Como um verdadeiro profeta, Wilkerson verbera contra a covardia dos ministros do nosso tempo: “Que tipo de ministério covarde temos em nossas igrejas de hoje, que tolera e até aplaude um tipo de música que faz os anjos se envergonharem? [...] A música mundana que hoje penetrou na casa de Deus causa repulsa no Céu [...]: ‘Como podem pessoas que invocam o santo nome de Cristo apanhar coisas do altar pessoal de Satanás e trazê-las à presença de Deus, lançando-as no seu altar?’ [...] Quem são esses roqueiros e inovadores dentro da casa de Deus? São profanadores do santo altar do Senhor!” (p.95).

Wilkerson condena também a falta de discernimento por parte dos líderes e do povo evangélico, em geral: “O que está acontecendo agora é que pastores e suas igrejas aceitam sem exame, nem discussão, música profana no culto. A voz que se ouve é ‘Não julguemos mal’, e isso Satanás usa para ocultar todo tipo de males que tal música traz. [...] E é exatamente isto que estes inovadores da música estão fazendo na igreja; destruindo a santidade, zombando da pureza e da separação do mundo” (pp.96-97).

Sem medo, Wilkerson reafirma que a música mundana na igreja é obra do Maligno e verbera contra pais e líderes cristãos por sua conivência: “Satanás está por trás deste tipo de ‘louvor’ que ele quer que lhe seja prestado. Ele irá até os extremos para corromper o verdadeiro louvor ao Senhor. O inimigo está levando vantagem em sufocar o real louvor em espírito e em verdade. [...] É chocante eu ouvir pais e pastores dizendo-me: ‘não julgue desta maneira’. Eles deviam obedecer à Palavra de Deus e julgar segundo a reta justiça, para não perderem seus filhos ante as seduções do mundo” (pp.98-100).

Muitos dizem que a música, seja qual for o estilo adotado, é neutra e que podemos usar todo e qualquer ritmo para o louvor a Deus. Veja a resposta do aludido profeta a esse falacioso pensamento: “Uma das razões por que o Espírito de Deus retirou-se do ‘Movimento de Jesus’ surgido na década passada [década de 1970] foi que eles se recusaram a largar o tipo de música anticristã que executavam. Eles deixaram as drogas, álcool, prostituição, e até seu modo estranho de vida. Mas não quiseram abandonar o rock. [...] O Espírito de Deus conhece todo mal que há no rock, e Ele nos faz sentir sua tristeza por isso. Os que adoram a Cristo em espírito e em verdade sabem discernir rapidamente o que é o rock” (pp.100-101).

David Wilkerson faz menção também dos repertórios dos cantores pretensamente evangélicos: “Os roqueiros que se dizem evangélicos costumam ter em suas apresentações e LPs um ou dois hinos realmente sacros, mas o restante é a violenta, selvagem e louca música rock. Significa que se eles quisessem, podiam fazer a coisa certa e agradável ao Senhor. Certos roqueiros chegam a me dizer: ‘Eu mesmo não gosto do rock, mas a juventude gosta, então eu toco rock para atraí-los’” (p.107).

Agora, uma parte bastante antipática — mas verdadeira — da profecia de Wilkerson em relação aos apreciadores de show gospel: “Esse tipo de música copiada do mundo não motiva ninguém a dobrar os joelhos e orar, nem mesmo impulsiona os crentes a curvarem suas cabeças em adoração a Deus. A única coisa que essa música faz é levar o auditório a demonstrações carnais de sacudir o corpo, de bamboleios, de dança, que nada têm de espiritualidade. [...] Deus está dizendo a esta geração que canta e toca música mundana na igreja: ‘Rejeitais a música de teus pais que adoravam a Deus com toda pureza. Quereis ver os milagres do livro de Atos, mas não quereis a pureza dos vossos pais na fé. Rejeitais a música originada pelo Espírito e abraçais a música que pertence ao mundo’” (p.108-110).

O profeta de Deus geralmente condena o erro e prevê o que acontecerá, caso não haja arrependimento. Veja o que disse Wilkerson, há mais de 25 anos: “Tal música tornar-se-á cada vez mais selvagem, seus festivais de música cada vez mais tenebrosos. Somente crentes desviados, mornos e de nome, frequentarão tais reuniões. Caso o leitor não mais creia em nada do que estou profetizando, creia nisto que vou dizer agora: ‘Deus vai fazer uma operação de limpeza na sua casa quanto à música!’” (p.116).

Wilkerson mostra novamente as características da música mundana e, em seguida, conclui: “Já constatei, sem exceção, que todo crente de vida espiritual profunda com Deus e que vive adorando a Deus em espírito e em verdade leva também muito tempo em oração individual. Esse tipo de crente não aceita música frívola, barulhenta ao extremo, acelerada, dissonante. [...] A música mundana na igreja morreria numa semana se cada músico e cantor se humilhasse diante do Senhor e tivesse uma visão do que é a santidade de Deus” (pp.117-118).

Diante do exposto, o que David Wilkerson diria, hoje, a respeito do “passinho do abençoado”, do funk gospel e de outras aberrações do nosso tempo?

Fonte: Ciro Zibordi

O marketing incoerente do ‘Dia do Grande Desafio’ da Igreja Mundial

O marketing incoerente do ‘Dia do Grande Desafio’ da Igreja Mundial
No dia 06 de maio de 2012 a Igreja Mundial do Poder de Deus, liderada pelo Apóstolo Valdemiro Santiago fará um evento, em São Paulo, denominado ‘Dia do Grande Desafio’. O evento pretende reunir 1 milhão de pessoas.
Até aí, nada de anormal. Todavia, o que vem chamando a atenção é a maneira como está sendo anunciado o evento. Tanto o site da denominação como os bispos da mesma fazem questão de anunciar o evento, centrando-se na pessoa de Valdemiro Santiago e propagando o incomprovado.
Enquanto um bispo diz: “Se você se sente fraco, sem fé ou desanimado, então desafie a fé do Apóstolo Valdemiro Santiago, e Deus também mudará a sua história”, o site da igreja propaga que “a maior concentração de milagres somente vistos na Bíblia”.
À luz da Bíblia, duas aberrações são perceptíveis ao se propagandear o evento. Em relação às palavras do bispo, a incoerência está nas palavras “então desafie a fé do Apóstolo Valdemiro Santiago”. A fé é um ato pessoal. Aquele que põe em execução a sua fé, está reconhecendo a soberania de Deus e, confiante, sabe que Deus pode agir e cumprir Suas promessas. Por várias vezes Jesus Cristo fez questão de testar a fé das pessoas que iam a Ele em busca de um milagre. Naqueles dias, muitos, inclusive, deixaram de receber seus milagres justamente por faltar-lhes a fé. Portanto, a fé de Valdemiro Santiago jamais fará um incrédulo receber sobre si um milagre.
O segundo erro é a forma como o site da igreja refere-se ao evento, como a maior concentração de milagres, exceto os da Bíblia. É impossível saber a proporção das ocorrências dos milagres nos últimos dois mil de história da igreja. Também não é possível ter ciência se no evento haverá uma grande quantidade de milagres da história da igreja, pois a oniciência só pertence a Deus.
Para muita gente, se há erros e absurdos, não importa. O que vale mesmo é o ‘marketing da fé’.

Por 

Paulo Teixeira é carioca, cristão evangélico da igreja Assembleia de Deus e atua na internet como blogueiro e articulista, desde 2007, focando assuntos sociais, políticos e religiosos, analisando-os sob a ótica cristã. Licenciado em matemática pela Universidade Castelo Branco (UCB/RJ) e graduando em história pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro