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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

3 de janeiro de 2014

Mercado bilionário da fé avança com novos produtos e serviços

Um dos segredos para o crescimento das vendas, apoiado principalmente na alta taxa de expansão de evangélicos no Brasil, é o lançamento de novidades
íblia plástica – para ler até debaixo d'água. (foto: Bárbara Ladeia)
Bíblia plástica – para ler até debaixo d’água. (foto: Bárbara Ladeia)
Bárbara Ladeia, no iG
De bíblias à prova d’água ou com capa com estampa de animal, passando por agências de viagens, pelo mercado da moda e da música, as vendas de produtos cristãos estão longe da acanhada taxa de crescimento da economia do Brasil. As estatísticas ainda são escassas, mas empresários do setor contam que o segmento vive uma fase favorável.
No último levantamento publicado sobre o setor, em janeiro de 2013, o professor de ciências do comportamento da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Mário René, chegou a cifras relevantes. Segundo a pesquisa, o mercado da fé movimenta R$ 12 bilhões por ano entre shows, eventos, produtos, entre outros.
“As compras de produtos relacionados à religião são totalmente impulsivas e emocionais” , diz o pesquisador. “Esse mercado é pouco estudado e muito pouco monitorado, então diversas informações escapam pelos dedos. ”
Entretenimento
Com crescimento de 60% no número de evangélicos nos últimos dez anos, está cada vez mais lucrativo trabalhar para esse público. É apostando no cenário de crescimento do público evangélico que Leo Ganem, ex-presidente da Geo Eventos, das Organizações Globo, comemora o segundo mês da Um Entretenimento. “Quando abrimos a empresa, queríamos dar foco mas tínhamos receio de trabalhar exclusivamente com esse público, mas estamos tão felizes com o resultado que alcançamos que vejo poucas possibilidades de trabalho fora do mercado gospel”, afirma.
Ganem está à frente da Expo-cristã, evento marcado para novembro deste ano. A ideia é receber em São Paulo 120 mil pessoas, devolvendo a popularidade e o prestígio ao evento, que corria o risco de ser engolido pela Feira Internacional Cristã (FIC), produzido pela Geo Eventos, empresa que encerrou as atividades em 2013. Entre os patrocinadores, nada menos que Bradesco e Mapfre Seguros. “Já sabendo que a Geo seria fechada, saí de lá e negociei um acordo de compra da marca para dar continuidade a esse trabalho.”
O executivo não é evangélico e hoje trabalha principalmente com feiras e gestão de talentos. Já conquistou a produção do Renascer Praise, além dos cantores Eli Soares e Hadassah Perez, dois expoentes da música jovem gospel, um na linha pop e a segunda na linha eletrônica.
Entre os eventos, Ganem planeja um festival de música. “O evangélico usa a música como principal meio de comunicação. Estamos buscando eventos para colocar nossos artistas na vitrine”, comenta. Para completar, o crescimento de evangélicos nos classes A e B, segundo o executivo, deve também elevar o tíquete médio de investimento em produtos evangélicos. “Eles já consomem muito livros e músicas. Dificilmente abraçam o produto pirata, o que ajuda muito.”
Viagens de fé
Fernanda, na Terra Santa Viagens: "Você imagina a emoção de ir aos mesmos lugares que estão na Bíblia? É indescritível"
Fernanda, na Terra Santa Viagens: “Você imagina a emoção de ir aos mesmos lugares que estão na Bíblia? É indescritível”
Leva entre dois e três meses para um cliente decidir pela compra de um pacote de viagens – o investimento é alto e exige um chamado divino. Até a assinatura dos contratos, a vendedora de pacotes de viagens Fernanda Ariana de Almeida Alves procura manter contato. “Eu chamo os clientes pelo nome, mando e-mail com mensagens bíblicas. Eles querem ser bem tratados”, diz. “Vou alimentando esse sonho deles com a Terra Santa. Não tem trabalho mais abençoado que viabilizar esse sonho.”
É com esse nível de profissionalismo na sedução do cliente que opera a agência da Terra Santa Viagens, localizada na Galeria Conde de Sarzedas, no Centro de São Paulo, na rua de mesmo nome – apelidada de “Rua dos Crentes” e “Crentolândia” por alguns dos frequentadores. A agência é uma das operações da Terra Santa Operadora de Israel, empresa de turismo com foco religioso.
Os destinos são diversos: de Israel até um roteiro pelas Igrejas do Apocalipse e na Grécia. Fernanda vende pouco menos de 500 pacotes por mês. A cada viagem que fecham para Israel, por exemplo, levam entre 30 e 40 pessoas. “Nós temos muita concorrência, por isso não chegamos a tantas pessoas”, diz. Um dos principais canais de venda está nas mãos dos líderes religiosos – que são atendidos com um carinho especial pela loja.
Anualmente, 20 pastores ganham a oportunidade de fazer o roteiro em Israel pela metade do preço. “Nós fazemos o preço de custo, conseguimos patrocínios para baratear o preço das viagens”, conta Fernanda.
Os pacotes variam de US$ 3,2 mil – nove dias em Israel – até US$ 5,4 mil, para o roteiro das Igrejas do Apocalipse. Todas as viagens são acompanhadas de um guia local e outro que sai do Brasil junto com o grupo, para evitar problemas com o idioma. Os roteiros incluem passagens por pontos turísticos, mas principalmente por lugares citados nos livros sagrados. “Você imagina a emoção de ir aos mesmos lugares que estão na Bíblia? É indescritível”, diz Fernanda.
Fernanda é da Assembleia de Deus. O dono da agência é judeu e também proprietário da Caminhos Sagrados, voltada para o público católico. “A gente sempre faz as viagens separados, eles têm muitas divergências”, diz Fernanda.
Sem misturar
A região central de São Paulo, ao menos para os negócios, é ecumênica. Quem desce a Conde de Sarzedas da rua Conselheiro Furtado na direção da baixada do Glicério, possivelmente não enxergará uma só loja com imagens de santos. São os cantores evangélicos que garantem o sucesso da barraca de Jarisson dos Santos Silva, que não é evangélico, mas vende CDs e DVDs piratas na “Rua dos Crentes”. “Não vendo nada de padre aqui, não. Não pode misturar, eles não gostam”, diz.
O maior sucesso são os discos de playback das músicas da cantora Aline Barros. “O pessoal quer cantar nas igrejas, então os playbacks acabam saindo bastante”, conta. O ambulante leva para casa pouco mais de R$ 60 por dia. “Dá para sobreviver”, fala.
Primeira dirigente da Igreja da Renovação Espiritual em Francisco Morato, Bete Vieira (esq.) e sua filha Aparecida
Primeira dirigente da Igreja da Renovação Espiritual em Francisco Morato, Bete Vieira (esq.) e sua filha Aparecida
Vestindo a camisa
Primeira dirigente da Igreja da Renovação Espiritual em Francisco Morato, Bete Vieira Rodrigues andava pela região à procura de um presente para uma aniversariante de sua comunidade.
Recém-mãe, a moça ganhará duas camisetas – uma simples, estampada, e uma outra branca cravejada de apliques metálicos com uma mensagem Cristã. “Eu gosto de vir aqui porque sempre tem muito mais opção de tudo”, diz. A filha, Aparecida Luciana da Silva, de 38 anos, faz companhia e divide os afazeres com a mãe, na função de secretária da igreja. “Aqui é tudo metade do preço”, comemora Luciana, que aproveitou a passagem pela galeria para comprar presentes para o cunhado e o seu pastor.
Foi a baiana Nara Keila Oliveira do Carmo, 35 anos, que atendeu a dupla. Ela trabalha há nove meses na Teddy Camisetas, também na Galeria Conde de Sarzedas. “Recebo muita gente aqui de fora de São Paulo que acaba comprando no atacado para vender nos seus Estados de origem”, conta. Frequentadora da Assembleia de Deus, Nara sempre esteve envolvida com o mercado gospel. Antes trabalhava no Recanto dos Evangélicos, a RDE, uma das lojas mais antigas do local.
Entre as camisetas, a maior loja da Conde de Sarzedas, é a Cia dos Séculos. Com modelos mais atrativos para a juventude, aproveita os trocadilhos com os temas jovens como o Facebook e até os rótulos do bourbon Jack Daniels, que há muito tempo já estampam camisetas do mundo do rock. “As vendas de 2013 as vendas foram bem melhores que as do ano anterior”, diz Karina Paz dos Santos, de 26 anos, que trabalha na loja há seis. Todas as camisetas custam R$ 20 no varejo e R$ 17,90 no atacado. “Vem muita gente de fora de São Paulo buscar, mas o melhor do movimento é sempre na sexta e no sábado”
Há 36 anos na região, a RDE é uma referência. Ana Lúcia de Carvalho, de 52 anos, é gerente da loja onde trabalha há 34 anos. “A gente não costuma contar quantas pessoas passam por aqui por dia, não. Tem dias que a gente da conta, mas tem dias que é muito mais corrido”, diz. Lá, os CDs de cantoras modernas como Bruna Karla fazem o maior sucesso. “Antigamente tinha bem menos diversidade que hoje, mas os clássicos ainda vendem muito”, conta a gerente da loja, que vende CDs de R$ 3 a R$ 19. Entre os clássicos, o preferido de Ana – e da maior parte dos clientes – é o cantor Ozéias de Paula. “Esse é o que mais vende entre os antigos.”
Textos sagrados
“Essa de tigre faz o maior sucesso com as mulheres”, diz Camila
“Essa de tigre faz o maior sucesso com as mulheres”, diz Camila
As bíblias e seus acessórios também chamam a atenção do público. Camila Causo, de 22 anos, é da Igreja Bíblica da Paz e há um ano e meio ajuda o pai na loja no Galeria Conde de Sarzedas. Entre os produtos mais vendidos da loja estão as capas para bíblias – em especial com as estampas “animal print”. “Essa de tigre faz o maior sucesso com as mulheres”, diz Camila.
Os livros administrativos também têm uma boa procura, especialmente para o público de fora de São Paulo, que também frequenta a região e faz compras por atacado. “Recebemos gente da Bahia, de Santa Catarina, do Rio de Janeiro, e de vários outros lugares.”
Camila afirma que agora, no segundo andar da galeria, já consegue faturar até R$ 8 mil reais. “Quando estávamos no terceiro andar, o movimento era muito fraco, não dava nem R$ 2 mil”, conta Camila. “Aqui é bem melhor, mas o aluguel também é mais caro, mas compensa.” O espaço onde a está a loja da família Causo custa R$ 2,5 mil ao mês – mais uma luva que, mesmo sendo ilegal, chega a R$ 40 mil.
Católicos fora do foco
Em Campo Grande (MS), o Judah Shopping Gospel vende produtos religiosos, mas o público evangélico é o que mais compra. Segundo Gerusa Maria de Oliveira, sócia-proprietária da loja, são cerca de 200 pessoas que vão pessoalmente às compras no local.
Apesar do nome, não se trata exatamente de um shopping, mas de uma única loja que vende todo o tipo de produto, como brinquedos. No entanto, Gerusa conta que as bíblias são as mais procuradas. “É de longe o produto mais vendido por aqui, seguido pelos CD”, afirma.
Desde que foi fundada, três anos atrás, o fluxo de clientes quase triplicou. “Precisamos aumentar a quantidade de produtos e também foi necessário contratar funcionários”, explica Gerusa. Atualmente, trabalham cinco pessoas na loja – dois funcionários, Gerusa, o marido e mais um familiar que ajuda nas contas.
Não fosse pela Jornada Mundial da Juventude, que contou com a visita do Papa Francisco I no ano passado – e injetou R$ 1,2 bilhão na economia carioca –, o mercado de produtos católicos poderia ter tido um 2013 mais tímido. A Expo-Católica aproveitou a visita do líder religioso para impulsionar o número de visitantes. Foram seis dias de evento, com 500 mil pessoas. “Normalmente, recebemos umas 30 mil pessoas nos dias abertos ao público. Esse volume todo não vai voltar a acontecer”, diz Kiara Castro e Castro, da Promocat, que promove o evento.
Para Klara, o crescimento do mercado evangélico tem sido um fator de profissionalização também dos produtos católicos. “Agora que os padres e os músicos estão investindo em divulgação e no trabalho de marketing”, diz. A curva é tímida, mas de crescimento.
Bíblias em queda
Quem não tem muito o que comemorar são os fabricantes de bíblias. Segundo o maior fabricante do livro sagrado no País, a Sociedade Bíblica Brasileira (SBB), o número de unidades distribuídas em 2013 deve ser igual ao de 2012, de pouco mais de 7,4 milhões unidades – entre livros entre católicos, evangélicos e ortodoxos. No ano passado, o faturamento da empresa foi de R$ 88,8 milhões.
O secretário de Comunicação e Ação Social da Sociedade Bíblica Brasileira (SBB), Erní Seibert, estima que o País imprima hoje cerca de 12 milhões de bíblias por ano, considerando também a produção de outras editoras – o equivalente a um lvro a cada 2,6 segundos.
No entanto, essas são apenas estimativas do executivo. Além de pouco profissionalizado, esse mercado não tem muito controle sobre o que é produzido e distribuído. “Eu tento fazer algum monitoramento, mas não adianta, essas empresas não têm esses números – e as que têm não divulgam”, afirma.

2 de janeiro de 2014

Homossexuais nas igrejas - Mauricio Zagari aborta tema polêmico!

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O assunto de que desejo tratar hoje é extremamente delicado, em especial em nossos dias: homossexuais nas igrejas. Por isso, se você for adiante na leitura, é importante que leia com muita calma e atenção o texto a seguir (que é longo), porque, caso contrário, a probabilidade de que tenha um entendimento errado acerca da reflexão que levanto aqui é enorme. Não é novidade para ninguém que existe atualmente uma forte tensão entre as igrejas (evangélica ou católica) e a militância LGBT, formada por homossexuais. Não quero entrar pelo mérito das polêmicas, PL 122, nada disso. Já tem gente demais falando sobre o assunto pelo viés político, debatendo aspectos legais e similares. Não quero falar sobre a “cura gay”, o “casamento gay” ou qualquer outra controvérsia macro.
O que me interessa aqui é tratar especificamente do âmbito da alma humana e do amor pelo próximo.
Acerca da homoafetividade em si não há muito o que dizer. Cientificamente e psicologicamente, ninguém até hoje sabe o que leva uma pessoa a ser homossexual. Eu não sei, você não sabe, ninguém sabe. Há muitas teorias, todas inconclusivas. Mas o que todos sabem é que, para a fé cristã, a prática homossexual é pecado. Ponto. Não sou eu quem diz, está na Bíblia. Não é uma questão de opinião pessoal, é algo afirmado no livro sagrado do cristianismo. Se você crê na Bíblia vai acreditar nisso; se não crê, não vai. Logo, o que está em debate não é se a prática homossexual é biblicamente pecado ou não. À luz das Escrituras, os cristãos encontram a resposta em passagens como:
“Por causa disso Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza. Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros. Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão.” (Rm 1.26-27).
“Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante.” (Lv 18.22).
“Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos e nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus.”  (1Co 6.9-10).
“Sabemos que a Lei é boa, se alguém a usa de maneira adequada. Também sabemos que ela não é feita para os justos, mas para os transgressores e insubordinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreverentes, para os que matam pai e mãe, para os homicidas, para os que praticam imoralidade sexual e os homossexuais, para os sequestradores, para os mentirosos e os que juram falsamente; e para todo aquele que se opõe à sã doutrina” (1Tm 1.8-10).
Portanto, para a fé cristã, o evangelho de Jesus Cristo, a Bíblia sagrada, o cristianismo… a prática homossexual é pecado – ou seja, algo que contraria a vontade de Deus. Isso é um fato de fé, ou seja: crê quem crê; não crê quem não crê.
O que gostaria de trazer à reflexão é a forma como nós, cristãos, temos lidado com seres humanos homossexuais que chegam às nossas igrejas. Sejamos francos: a maioria de nós, membros ou líderes, não sabe muito bem o que fazer quando alguém entra em nossa congregação e diz: “Sou homossexual, creio que a prática homossexual é pecado e amo Jesus Cristo, meu Senhor e Salvador”. E esse nosso despreparo nos tem feito ferir – acredito eu que, na maioria das vezes, sem querer – muitas almas. Que deveriam ser amadas, tratadas, cuidadas, acolhidas, discipuladas.
Gay2Conheço todas as teorias. Já ouvi que homossexuais são endemoninhados, que decidiram ser gays, que são fruto de uma mutação genética, que tiveram traumas de infância… há muitas explicações para o que faz um homoafetivo ser homoafetivo. A verdade é que, até hoje, ninguém sabe. Ninguém comprovou nada. Há muita especulação sendo proclamada como fato irrefutável, mas, na realidade, não há nenhuma resposta definitiva. Para muitos, não tem nem o que discutir: se é gay basta passar por um “processo de libertação” e a pessoa se tornará heterossexual. Ou basta decidir não ser mais gay de uma hora para outra e pronto. É o que dizem, mas… sinceramente? Eu não sei. Não sei a causa da homossexualidade. Não sei como resolver o caso de alguém que é gay e diz que não quer mais ser. Honestamente, não sei. Deixo a questão para os especialistas.
Enquanto o debate sobre aspectos políticos, legais, psicológicos, científicos e similares segue a todo vapor, vejo homossexuais entrarem pelas portas de nossas igrejas, confessarem Jesus como Senhor e Salvador e passarem a viver entre nós. É aí? Como lidamos com eles? Será que temos amado essas pessoas? Será que temos estendido graça a elas? Será que as discipulamos com carinho, respeito e amor ou as discriminamos, segregamos, ofendemos, machucamos, expulsamos, extirpamos de nosso meio?
Afinal, lidamos com uma certa tranquilidade e/ou tolerância em nossas igrejas com indivíduos sobre os quais a Bíblia diz que “Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus” (Gl 5.21), como idólatras (de bens, dinheiro ou pessoas) que dizem professar a fé em Cristo; como gente que odeia e diz professar a fé em Cristo; indivíduos que promovem a discórdia e dizem professar a fé em Cristo; ciumentos que dizem professar a fé em Cristo; irados que dizem professar a fé em Cristo; egoístas que dizem professar a fé em Cristo; invejosos que dizem professar a fé em Cristo; e gente que promove dissensões e facções mas diz professar a fé em Cristo. Só que, quando se trata de um gay que diz professar a fé em Cristo… ficamos meio perdidos.
Então, esta é a grande pergunta deste texto: como eu e você tratamos um gay que entra em nossa igreja?
Gay3Um jovem cujo nome vou manter no anonimato deixa, há algum tempo, comentários no APENAS. Ele é gay. Nascido e criado na igreja evangélica, afirma que ama Jesus. Sua experiência congregacional, no entanto, é péssima. Ele alega ter sido maltratado e discriminado a tal ponto pelos irmãos na fé que sua alma carrega feridas profundas. Ele compartilha a visão bíblica de que a prática homossexual é pecado e não nega isso em nenhum momento. Mas suas palavras mostram alguém perdido em meio ao tiroteio, num conflito profundo entre sua fé e sua realidade afetivo-sexual. Eu o convidei para escrever um texto sobre sua experiência como homossexual dentro da igreja, que vou reproduzir a seguir. Com que finalidade? Nos fazer refletir. Para que possamos pensar sobre o que se passa no coração de seres humanos gays que creem que a prática homossexual é pecado e afirmam seu amor por Cristo. Pois eu e você sabemos perfeitamente o que dizem os cristãos sobre a homossexualidade. Sabemos perfeitamente o que os homossexuais não cristãos dizem sobre a homossexualidade. Mas… e um homossexual que professa a fé em Cristo e repudia sua homossexualidade, você sabe o que ele diz? O que sente? Que conflitos enfrenta?
Que fique claro: sou cristão e, como tal, creio no que a Bíblia diz sobre a prática homossexual. No entanto, procuro não discriminar ninguém. Não tenho preconceitos, mas sim conceitos quanto ao assunto. E não sou homofóbico, pois não tenho fobia a homossexuais. Tampouco sou a favor da prática homossexual. Por outro lado, sou totalmente a favor de tratar gays como seres humanos. E penso que, se não sabemos como lidar com um gay que se senta nos bancos da igreja, está mais do que na hora de descobrirmos.
Não acredito que devemos passar a mão na cabeça do pecado. Mas creio piamente que devemos abraçar com todo o carinho do mundo o pecador.
Cedo agora a palavra ao meu convidado. Leia, Reflita. Questione. Critique. Tudo bem discordar dele. Tudo bem repensar atitudes suas. Não espero que todos concordem com esse rapaz ou que discordem dele, mas gostaria que você, pelo menos, pensasse um pouco sobre o que nós, evangélicos, fizemos a esse jovem (que representa uma multidão de pessoas em situação análoga à dele) para que ele se apresente como alguém tão ferido pela igreja. Será que poderíamos ter feito algo diferente?
Ao depoimento:
“Mexer em uma ferida pode ser algo doloroso e com certeza desagradável, ainda mais se esta ferida estiver aberta. Eu tenho uma ferida que foi aberta anos atrás, quando ainda era criança e, pelo visto, permanecerá assim por um longo tempo. Nasci e fui criado em um lar evangélico, meus pais são evangélicos (já não tenho mais pai); grande parte de meus parentes são ou evangélicos ou católicos. Estou com 31 anos e desde que criei consciência enfrento uma guerra contra o homossexualismo (digo homossexualismo e não homossexualidade pois me sinto patologicamente gay). A homossexualidade refere-se à dificuldade que o indivíduo tem de se relacionar com indivíduos do mesmo sexo, e não o oposto, como muitos pensam. São anos de luta interior, confusão e, obviamente, falta de apoio, já que costumamos temer o que não entendemos e a homossexualidade é um grande mistério tanto dentro quanto fora do sistema religioso.
O cerne desta questão é exatamente a dificuldade. Ela vem de todos os lados. Por muito tempo tentei manter uma vida religiosa saudável. Ia à igreja, orava, jejuava, lia a Bíblia com frequência, participava das atividades da igreja da qual era membro, mas sempre com este espinho na minha carne incomodando. Tentei resistir até onde pude, mas chegou o momento em que a solidão e os medos oprimiram tanto que decidi dar um tempo da igreja. Muitos questionamentos começaram a rondar minha cabeça. Ninguém escolhe ser homossexual. No meu caso escolheram para mim. Apesar de ter pais evangélicos, sofri tentativas de abuso de meu próprio pai! Perdoem o pleonasmo, mas poucas coisas conseguem reforçar o medo e angústia que a situação traz. Por muitas vezes pensei em pedir ajuda, mas quem acreditaria em um moleque que vivia à sombra da vontade soberana de seu pai? Ninguém daria crédito. Passei anos da minha vida com medo e frustrado, e, quando se passa muito tempo nesse estado, o sentimento se torna ódio. Desejei que meu pai morresse e, quando ele morreu, não senti remorso nem arrependimento, senti liberdade. Não que eu tenha prazer na morte dele, mas tenho na ausência.
Por vezes pensei em conversar com o pastor da igreja que frequentava, mas ele me aterrorizava. Não o considero um pastor além da formalidade do cargo, mas um mero fantoche de um sistema. Mudei de igreja na tentativa de mudar o quadro e no fim das contas nada mudou. Em maio deste ano conheci um rapaz, nos envolvemos e pude tirar muitas dúvidas. Mas a verdade é que não cheguei a conclusão nenhuma. Não sendo assumido, precisava me esconder, até que um dia fomos pegos pela polícia. Dois policiais tentaram nos extorquir, foi uma situação traumática e humilhante. Naquele momento entendi que meu lugar não era me escondendo, mas sim no caminho reto. Mas qual é este caminho reto? Abri mão do relacionamento, estou tentando me firmar na igreja novamente, tenho recebido ajuda de algumas pessoas. Escrevo um blog que me serve como um canal para catarse. Mas a dúvida continua. A guerra continua. Infelizmente a igreja está longe de saber lidar com indivíduos como eu. Sei que existem muitos rapazes e moças oprimidos pela homossexualidade dentro das igrejas e muitos não sabem como agir.
Dói profundamente ver que hoje, ao invés de amar e estender a mão àqueles que buscam ajuda, muitos têm usado a mídia e os púlpitos para conclamar uma guerra contra a comunidade homossexual. Não que eu seja a favor do PLC 122, mas, como alguém que sente na pele a rejeição e o preconceito, também não sou de todo contra. Somos culpados sim pelo mal que se alastra, pois não somos capazes (e falo como cristão) de seguir o exemplo de Cristo. Sei que não somos perfeitos, mas, como diz a letra da música, se a verdade é o que pregamos, por que erramos não sendo um?
Quantas histórias eu já ouvi de jovens que não suportam a pressão e veem no suicídio a resposta! E, muitas vezes, estamos discutindo valores que sequer temos em frente para passar! Meu Deus! Não é fácil lutar esta guerra, a maior parte do tempo ela é solitária. Acredito que alguns consideram homossexualidade o pecado-mor. Sei que, ao contrário do que a máxima popular diz que “pra Deus não há pecadinho nem pecadão”, há sim diferença de pecados, mas devemos entender que pecado significa errar o alvo, e o apóstolo Paulo, em Romanos 3.23, diz que TODOS pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Alguns se esquecem de que estamos todos encerrados debaixo do mesmo fardo, que é o pecado, e que só o sangue de Cristo pode nos limpar.
Quantas vezes quis trabalhar na igreja, mas era visto com desconfiança. Chegaram até o ponto de me dar um cargo em uma sexta-feira e tirar-me no sábado. Eu vi de perto a história de pessoas que estavam por um fio e foram chutadas de dentro da igreja. Hoje estão sem Deus e, o pior, as acusações contra estas pessoas foram as mais pesadas possíveis. Acredito que, se você quer ganhar alguém para sua causa, deve ser simpático e amável com a pessoa, no mínimo.
Como já disse, todos estamos encerrados debaixo do pecado. A igreja deveria se lembrar de que, quando Deus olha para a humanidade, Ele nos olha através do sacrifício de Cristo. Eu, mesmo sendo homossexual, estou sendo visto por Deus através de Cristo e do sacrifício que Ele fez. Jesus também morreu por mim! Queria saber como enfrentar e como ajudar aquelas pessoas que enfrentam a homossexualidade, mas definitivamente não sei. O que sei é que, sem amor, jamais serão ganhas para Cristo.
Um dos maiores eruditos cristãos da atualidade, o Dr. William Lane Craig, em seu livro Apologética para questões difíceis da vida, defende que ser homossexual não é pecado, afinal não parte de uma escolha do indivíduo, mas a prática da homossexualidade sim. Acredito que este pensamento esteja correto. Afinal, além de ele ser uma autoridade em questões bíblicas, para mim é exatamente o que faz sentido. Baseado nisso, um dos passos para se vencer esta batalha é exatamente a negação desta natureza. Dói demais, não queria saber o quanto. Quisera a igreja ter esta percepção e, ao invés de partir para o ataque, lembrar-se de que Cristo nos chamou para amar o pecador. Muitos também esquecem que a Palavra nos diz, em Efésios 6.12, que nossa luta não é contra carne nem sangue, mas sim uma batalha espiritual!
Eu decidi acreditar em Deus, decidi e concluí que não vale a pena trilhar o caminho da homossexualidade. Tudo que peço é que você que está lendo este texto agora e conhece alguém nesta situação pare e pense: o que Jesus faria? Como Ele trataria alguém que enfrenta este fardo? Se cada pessoa que me julgou e me apedrejou tivesse apenas orado pela minha vida, acredito que tudo estaria diferente agora. Sei que é difícil combater uma guerra quando não conhecemos direito nosso inimigo, mas a Igreja de Cristo tem ao seu lado o Conhecedor de TODAS AS COISAS. Por muitas vezes pensei que Deus ou teria um plano grandioso ou queria me enlouquecer. Muitas vezes beirei a loucura. Se você não sabe o que é passar mais de vinte anos negando sua natureza não tente entender. Não são vinte horas nem vinte dias, são vinte ANOS. Que Deus me ajude a seguir em frente”.
Gay4É isso. Eu, Zágari, não sou homossexual. Mas sou um monte de outras coisas. E confesso: eu peco todos os dias. Ficaria feliz se meus irmãos em Cristo olhassem meus pecados e me ajudassem a superá-los, que dobrassem os joelhos ao meu lado e, mesmo sabendo da terrível natureza pecaminosa que tenho, orassem comigo e por mim. Ficaria feliz se não pisassem na minha cabeça ao tomar conhecimento das minhas iniquidades. Acredito que você, que também desobedece Deus dia após dia, desejaria que agissem assim com relação aos seus pecados. Não devemos nunca ser coniventes com o pecado. Com relação a ele, a única e exclusiva atitude que a Bíblia nos orienta a tomar é: arrepender-se, confessar e deixar. Mas, por favor, faça um  esforço e não deixe de me amar por causa dos muitos pecados diários que cometo; pelo contrário, ajude-me com amor cristão a superá-los. Tentarei fazer o mesmo com você, que peca muito e peca todos os dias. E seria ótimo se eu e você fizéssemos o mesmo com relação a todos os outros pecadores do mundo.
Espero que você consiga sentir em si a dor desse rapaz, que é a dor de muitas e muitas pessoas que vivem situações parecidas à dele. Para que, de fato, ame o próximo como a si mesmo – mesmo que considere o próximo um pecador. Pois “Se alguém afirmar: ‘Eu amo a Deus’, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.” (1Jo 4.20). Este post não traz respostas, mas deixa uma pergunta: será que temos amado como Jesus amou?
Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício

“PRA SER FELIZ”: UM PARALELO ENTRE O SERTANEJO DE DANIEL E O EVANGELHO DE JESUS


felicidade-e-a-certeza-q-nossa-vida-nao-esta-se-passando-inutilmente-erico-verissiompoPor Antognoni Misael
Eu não curto muito o estilo sertanejo de ser. Só que ontem me apresentaram este vídeo abaixo, então o conteúdo sobrepujou a forma…
Queridos, em tempos onde o cardápio Gospel entoa refrões humanistas, vingativos, e desprovidos de criatividade, aparece o Daniel, artista que não tenho o menor afinco, e fala de felicidade de uma forma simples e contundente. Assista abaixo:

Ah, não podia deixar de compartilhar. É como se as pedras clamassem… E clamam, inclusive naquele tipo de cancioneiro que nem nos imaginamos a participar!
No mundo tão viciado em consumismo, que tem ensinado a igreja a consumir, barganhar com Deus e até mesmo decretar benesses, aparece esse lampejo de graça em forma de canção!
Louvo ao meu Pai em tudo!
Que bom ter a oportunidade em ver o mundo com as lentes do bem. Graça Comum!
Então, vamos pensar juntos?: “ Pra ser feliz, do que é que o ser humano necessita?”, “o que é que faz a vida ser bonita?”, e “a resposta onde é que está escrita”?
Fazendo ecos com as Escrituras Sagradas, as quais testificam de Cristo (Jo 5.39), a razão do nosso viver, penso que quem anda conjugando o “TER” o que a traça e a ferrugem corrói e os ladrões roubam, jamais encontrará o sentido de SER feliz. SER de Jesus!
Gente, não nos conformemos com os ditames deste século, voltemos ao Evangelho. Voltemos a simpliscidade de ser e vivamos satisfeitos com o que Deus tem nos dado e como Ele tem nos sustentados. JESUS é suficiente para nossa felicidade!
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Fonte: Arte de Chocar. Divulgação: Púlpito Cristão.

Retrospectiva 2013: os principais fatos que cercaram a comunidade cristã no último ano

Retrospectiva 2013: os principais fatos que cercaram a comunidade cristã no último ano
O ano que se encerra à meia-noite de hoje, 31 de dezembro, foi marcante para o público evangélico por conta de intensas discussões a respeito da liberdade de crença e expressão, embates com ativistas gays, polêmicas sobre racismo e homofobia que cercaram o pastor Marco Feliciano (PSC-SP), novela com personagem evangélica, entre outros.
Talvez o evento mais chocante do ano tenha sido a prisão do pastor Marcos Pereira, líder da igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD), acusado de estuprar fiéis de sua denominação. Mesmo com pontos obscuros na investigação, como as denúncias de depoimentos forjados contra Pereira, o pastor foi condenado em primeira instância e está preso no complexo penitenciário de Bangu, no Rio de Janeiro.
Os holofotes sobre Marco Feliciano também foram intensos e acusatórios. O pastor da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento e deputado federal virou o centro das atenções políticas quando foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados.
Feliciano já era velho adversário dos ativistas gays, que com sua exposição, passaram a atacá-lo de forma mais acentuada, repercutindo antigas declarações do pastor sobre homossexualidade, e acusando-o de racismo, por ter dito certa vez que, na teologia, há uma linha de pensamento que defende a teoria de que descendentes de Noé, amaldiçoados por seu patriarca, tinham ido habitar a África.
As declarações, inoportunas para o canal que Feliciano usou – o Twitter – foram propagadas fora de contexto e se tornaram combustível para a maior pressão política e social que se tem notícia de que um único deputado tenha sofrido. Firme, o pastor resistiu ao cargo e ainda desafiou, em troca de sua renúncia, o Partido dos Trabalhadores – legenda esta que foi sua maior adversária na CDHM – a retirar os parlamentares João Paulo Cunha e José Genoíno, condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão, da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
O mandato de Feliciano à frente da CDHM terminou com o pastor sendo portador de alto capital político, convidado por diversos partidos para sair candidato nas eleições de 2014. No entanto, Marco Feliciano optou por permanecer em sua legenda, o PSC, e tentar a reeleição na Câmara. Há quem acredite que as urnas reservam aproximadamente 1 milhão de votos para o pastor. A conferir.
As eleições 2014, quando a presidente Dilma Rousseff (PT) tenta a reeleição, também foi fator importante para a derrubada do polêmico PLC 122, projeto que tramita há mais de uma década no Congresso Nacional e que previa, segundo a maioria dos líderes evangélicos do país, “privilégios para ativistas gays” em detrimento de direitos constitucionais universais a todos os brasileiros.
Preocupada em manter o apoio de correntes dentro do meio evangélico, Dilma pediu aos senadores que votassem o PLC 122 apenas após as eleições. O pedido, acatado pela bancada governista, foi logo esquecido após a decisão dos senadores de apensar o projeto ao texto do novo Código Penal, que vem sendo costurado no Senado com a ajuda de renomados juristas.
Dessa forma, o PLC 122, proposto pela ex-deputada Iara Bernardi, foi enterrado politicamente. A derrota irritou um dos principais ativistas gays do Brasil, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ). Há a possibilidade de que suas propostas retornem em forma de artigos no novo Código Penal, mas a discussão em torno do tema será extensa e demorada.
Um dos que mais comemoraram o fim do PLC 122 foi o pastor Silas Malafaia. Conhecido por seu empenho contra o projeto, o pastor organizou uma manifestação pacífica em Brasília no dia 05 de junho, reunindo inúmeros artistas gospel e milhares de fiéis em frente ao Congresso Nacional, para pedir a preservação da liberdade de expressão, religiosa, defesa da família e da vida.
Na política, o pastor deu o tom de sua postura ao expressar-se publicamente contra o PT na esfera federal, e zombar do partido após o anúncio de Marina Silva como integrante da candidatura de Eduardo Campos (PSB) ao Palácio do Planalto. À época, o pastor usou o Twitter para provocar a legenda: “Chora PT”.
No cenário cristão, Malafaia se viu estampado como um dos cinco líderes religiosos mais ricos do Brasil pela edição nacional da revista Forbes. O pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) foi apontado como proprietário de uma fortuna de US$ 150 milhões, logo atrás do apóstolo Valdemiro Santiago, que teria patrimônio equivalente a US$ 220 milhões e do bispo Edir Macedo, proprietário da TV Record e supostamente de valores que chegariam a US$ 950 milhões. Completavam a lista da Forbes o empresário e missionário R. R. Soares, líder da Igreja Internacional da Graça de Deus e “dono” de US$ 125 milhões; e o casal Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo. Juntos, Estevam e Sonia, seriam donos de aproximadamente US$ 65 milhões.
A fortuna atribuída a Valdemiro Santiago teria chamado a atenção de outros integrantes da Igreja Mundial do Poder de Deus e virado protagonista de um escândalo interno na denominação. Desvios de dízimos e ofertas teriam aberto um rombo nas contas da igreja e resultado no afastamento do bispo Josival Batista, braço direito do apóstolo e responsável pelas contas da igreja. Batista foi transferido para Portugal, enquanto que outros 100 pastores, subordinados a ele, foram afastados de suas funções.
As dívidas da Mundial teriam chegado a R$ 21 milhões, e a maior parte do valor seria de aluguéis das programações de emissoras do Grupo Bandeirantes, como o Canal 21 e a própria Band. Com a falta de pagamento, a denominação neopentecostal perdeu os horários que ocupava para sua maior concorrente, a Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo.
Sem espaço nas principais emissoras em que veiculava seus cultos, Valdemiro apostou na exposição de sua imagem, e encontrou guarida no SBT, emissora que há tempos ele sonda para ocupar a grade de programação nas madrugadas. Embora suas tentativas venham sendo rechaçadas, Valdemiro ajudou o SBT a derrubar a TV Record – emissora de seu adversário, bispo Macedo – durante um domingo, quando participou do programa Domingo Legal. A boa performance rendeu outros dois convites: uma entrevista ao apresentador Ratinho, seu antigo desafeto, e uma participação no Programa Silvio Santos, ao lado do homem do baú, que ainda não foi levada ao ar.
O público evangélico viu, em 2013, a Globo mergulhar de cabeça na sua estratégia de buscar aproximação com o público evangélico. Os executivos da emissora da família Marinho não sabiam, no entanto, que a piscina era rasa. As empreitadas com o Festival e Troféu Promessas foram fracassadas. O primeiro, registrou a menor audiência desde que foi lançado, e o segundo, teve sua festa de premiação cancelada por causa dos custos.
A maior ambição das Organizações Globo era substituir a falida Expocristã com sua Feira Internacional Cristã (FIC), porém a iniciativa também não saiu como esperado, e provavelmente a FIC não tenha uma segunda edição. A estratégia mais bem sucedida até o momento é a criação de um núcleo evangélico na novela Amor à Vida, escrita por Walcyr Carrasco. O sucesso – se o critério de avaliação for a audiência – da personagem Gina, convertida ao Evangelho, resultou no retorno à trama do personagem Efigênio, como pastor de uma igreja apresentada pela novela sem caricaturas. As redes sociais, que antes eram palco de críticas à emissora por conta das personagens evangélicas caricatas, não registraram protestos contra o folhetim.
No âmbito internacional, temas como perseguição e intolerância religiosa tem sido manchete nos principais veículos de informação voltados ao público cristão. Um dos ícones cristãos do século XX, o evangelista Billy Graham (conhecido por superar barreiras de perseguição religiosa mundo afora e anunciar o Evangelho), pregou seu último sermão aos 95 anos em novembro, numa edição da Cruzada Minha Esperança que foi planejada durante meses por seus auxiliares. Com a saúde debilitada, Graham esteve internado duas vezes esse ano por conta de problemas respiratórios, e seu filho caçula, o pastor Franklin, pediu oração por seu pai.
A Igreja Católica assistiu a eventos inéditos em sua história recente, como a renúncia do papa Bento XVI e a eleição a pontífice do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, que já havia sido cotado para o cargo em 2005, durante o conclave que definiu Joseph Ratzinger como sucessor de João Paulo II.
Carismático, Bergoglio escolheu ser chamado Francisco, em referência ao religioso que inspira os integrantes das organizações franciscanas dentro da Igreja Católica, e conquistou a simpatia do mundo com seu jeito simples e sua mensagem de humildade. A primeira viagem do novo papa foi ao Brasil, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que reuniu milhões de católicos no Rio de Janeiro.
Para 2014, as eleições e a realização da Copa do Mundo no Brasil deverão atrair as atenções para o nosso país. Movimentos sociais, que entre junho e julho deste ano tomaram as ruas – com apoio de diversas lideranças cristãs – em protestos contra a corrupção e a favor de reforma política, prometem voltar à carga durante a realização dos jogos entre seleções organizados pela Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA) e durante a campanha eleitoral.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

“A brincadeira com Deus vai acabar”, ameaça Caio Fábio. Será que veremos mais revelações?

“A brincadeira com Deus vai acabar”, ameaça Caio Fábio. Será que veremos mais revelações?
Não sei quando…
Não sei como…
Mas sei que vai acabar!
O problema é muitos se acabarão juntamente…
Quem dera entendessem!
Como seria bom que se convertessem de seus maus caminhos!
Mas não…
Eles parecem ser o exato cumprimento do que a Palavra diz sobre falsos profetas e comerciantes do povo…
Peço misericórdia sobre todos!
Entretanto…
Parece que estão a cada dia mais pedrados!
Quero-lhes todo o bem que o Evangelho lhes poderia trazer…
Todavia, por nenhuma via parecem querer a via…
Estão no caminho largo…
Vivem sob os umbrais da porta do engano…
São mercenários!
Quando o terror chegar… todos eles fugirão!
Não têm cuidado das ovelhas…
Servem aos seus próprios ventres…
São pastores de si mesmos…
Transformaram a Graça do nosso Senhor em libertinagem ou em comercio vil…
Deus os salve do que inevitavelmente lhes virá se não se arrependerem e derem fruto público de arrependimento!
Judas, o irmão de Jesus concorda comigo. Pedro e Paulo também. Tiago me dá corroboração. E Jesus diz: “Ai deles”.
Que dizer? Nada dizer?
Ora, não posso. Meu coração fica consumido de angustia!
Transformaram o Evangelho em babugem de porcos!
Senhor, realiza a obra de Tua verdade sobre todos os que besuntam a verdade com mentiras!
Teu filho, o maior dos pecadores salvo por Tua Graça,

Por que as campanhas e correntes “evangélicas” são prejudiciais à fé cristã e, sobretudo, antibíblicas?


Por Leonardo Dâmaso


As campanhas ou correntes que vemos presentes na liturgia dos cultos, exclusivamente nas igrejas neopentecostais e em algumas igrejas pentecostais, são elementos e métodos pragmáticos utilizados pela teologia da prosperidade, cujo intuito principal é suprir as necessidades ou solucionar os diversos problemas na vida do cristão e também do não crente, tais, como – problemas no casamento, problemas financeiros, problemas na área sentimental e problemas na saúde. 

Nas diversas campanhas e correntes, vemos que os pastores se utilizam de elementos místicos, como – a rosa ungida, o sal grosso, a famosa água fluidificada ou, ainda, “rezada” pelo padre ou “orada” pelo pastor, o lenço, o manto e a meia ungida, o cajadinho de Moisés, a botija de azeite, o óleo ungido dentre outros; além de votos financeiros incentivados pelos próprios pastores em prol de uma benção mais rápida em uma área específica da vida, onde eles dizem que, através da oferta financeira pela fé, Deus atenderá mais rápido a pessoa abençoando-a, porque Deus será “obrigado” a abençoar devido à atitude de fé da pessoa.

Contudo, não há nos quatro evangelhos um ensino sequer de Jesus sobre a prática de fazer campanhas ou correntes, e, tampouco, no livro de Atos e nas cartas de Paulo, Pedro, João, Hebreus, Judas dentre outras. Nenhum dos apóstolos fez campanhas do tipo como vemos hoje nas igrejas neopentecostais e pentecostais. Não obstante, as campanhas ou correntes que vemos hoje têm a sua origem e foram extraídas pelos pastores e líderes evangélicos do catolicismo, porém, lá, eles chamam as campanhas ou correntes de “novenas”. Portanto, abraçando esta ideia de novenas, a igreja evangélica apenas mudou o nome de “novena” para  campanha ou corrente de 7, 8 ou 12 elos. 

No candomblé, na umbanda e no espiritismo vemos algo parecido. Nestas religiões também se fazem campanhas, correntes ou algum tipo de trabalho por alguma necessidade da pessoa, utilizando elementos parecidos como é utilizado nestas igrejas conforme vimos acima, além da pessoa ofertar (ou pagar) pelo “trabalho” (ou benção) também. Vale a pena ressaltar que, muitos elementos utilizados no candomblé, na umbanda e no espiritismo também foram extraídos pelos pastores e líderes evangélicos e inseridos nos cultos das “igrejas” neopentecostais e pentecostais, onde um deles é a prática de “revelação” (extrabíblica), que é uma prática bem antiga, sendo vista no montanismo, que foi considerado pelo primeiro Concílio de Constantinopla (ano 381) não como algo que procedia de Deus, mas como uma seita pagã no século 4. Podemos ver tanto no candomblé, na umbanda e no espiritismo o trevo de quatro folhas, pé de coelho ou algum tipo de objeto místico derivado destas religiões que, nas igrejas neopentecostais e pentecostais são substituídos pelo cajado de Moisés, pela arca da aliança dentre tantos outros.

Todavia, as campanhas e correntes, além de serem oriundas de religiões pagãs, conforme vimos, sobretudo, ferem os princípios bíblicos, desvirtuando, assim, o foco da igreja para as “necessidades individuais” das pessoas em detrimento da comunhão uns com os outros e da adoração verdadeira a Deus em espírito em verdade nos cultos, independente do pedido em oração pelo suprimento das necessidades individuais. As campanhas e correntes inserem, ainda que de modo inconsciente na mente das pessoas que o culto não é algo que o cristão oferece a Deus, como a adoração sincera, por exemplo, mas que o culto é Deus oferecendo ao homem bênçãos e a solução dos seus problemas, o que é uma inversão de valores! Vemos nestas igrejas que aderem as campanhas e correntes abarrotada de pessoas que, na sua maioria, não conhecem uns aos outros e nem tem este interesse, uma vez que estão preocupadas consigo mesma e só estão buscando a Deus ali pelas suas necessidades pessoais. Em suma, são pessoas egoístas e, na maioria dos casos, irregeneradas ou não convertidas! 
      
As campanhas e correntes tem em seu cerne a individualidade das pessoas em vez da comunhão com Deus em primeiro lugar, e, em seguida, a comunhão uns com os outros! Portanto, concluímos que as campanhas e correntes são um veneno de Satanás para corromper a fé de muitos cristãos verdadeiros que se encontram enganados nestas instituições ditas evangélicas que não posso nem considerá-las como a verdadeira igreja de Cristo, devido a estarem peremptoriamente desviadas do verdadeiro, puro e simples evangelho ensinando mais heresias do que a verdade!

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Divulgação: Bereianos