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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

27 de abril de 2015

Edir Macedo diz que foi consultado sobre contratação de Xuxa e não se opôs

edirmacedocabrini







O SBT exibiu na noite deste domingo um “Conexão Repórter” especial, ao longo do qual Roberto Cabrini apresentou, por 90 minutos, uma longa entrevista com Edir Macedo, fundador da Igreja Universal e dono da concorrente Record.
Silvio Santos encerrou o seu programa mais cedo, fazendo elogios ao trabalho religioso de Macedo e classificou o programa como “uma homenagem'' a ele, que “levou tanta gente que estava no mau caminho para o bom caminho''.
A entrevista com o dono da Record, exibida no horário nobre do SBT, curiosamente, foi ao ar justamente no dia em que a Globo comemorava os seus 50 anos.
Cabrini fez questão de fazer uma advertência logo no início: “Tudo, ou quase, foi abordado”, disse, deixando no ar uma dúvida importante. Segundo o colunista Ricardo Feltrin, do UOL, Silvio Santos não gostou de uma pergunta do repórter, sobre lavagem de dinheiro, e a eliminou da edição final do programa.
Segundo Cabrini, esta foi a primeira entrevista de Macedo a um jornalista que não trabalha para a Record. O repórter, de fato, fez inúmeras perguntas interessantes e provocadoras. Em suas respostas, porém, o bispo respondeu basicamente as mesmas coisas que já disse em seus livros de memórias ou de religião.
Educado, o repórter não interrompeu o entrevistado, mesmo quando ele discorreu além do necessário, evitando responder a algumas perguntas e fazendo propaganda da Igreja Universal.
Cabrini questionou Macedo sobre a sua prisão, acusado de charlatanismo, em 1992. Foi a oportunidade para o líder da Universal mais uma vez dizer que os culpados foram a Igreja Católica e a Rede Globo. “Acredito que eu seja o inimigo número um da Igreja Católica”. Sobre as muitas acusações que recebe, fez piada: “A Igreja Universal é que nem omelete. Quanto mais se bate, mais ela cresce''.
O repórter quis saber como o religioso lida com a acusação de que a sua igreja privilegia a arrecadação de dinheiro: “Só os estúpidos pensam em teologia da miséria”, respondeu, defendendo a “teologia da prosperidade''.
macedochutenasantaCabrini ouviu Macedo sobre o famoso episódio do “chute na santa”, protagonizado por um pastor da Universal, em 1995: “Foi um chute no estômago, para não dizer num lugar mais baixo. Foi a pior coisa que aconteceu dentro do trabalho da Igreja Universal. Porque não é o nosso estilo agredir a religião dos outros. Se exigimos respeito à nossa crença, temos que respeitar as outras crenças.”
Cabrini perdeu a oportunidade, neste momento, de questioná-lo sobre as muitas brigas com pastores de outras igrejas, bem como a hostilidade da Universal com religiões afro-brasileiras. O repórter também evitou perguntas sobre política, em especial sobre o PRB, partido comandado por um bispo licenciado da Universal, e a relação do seu entrevistado com o poder.
A conversa também abordou questões pessoais, como o bullying que sofreu na infância por ter nascido com uma deficiência nas mãos. “Fui todo mal fabricado. A gente sempre fica inferior aos perfeitos fisicamente''. Contou que na escola era chamado de “Dedinho'' por causa do problema.
Questionado pelo repórter, Macedo também falou de sua iniciação sexual, aos 16 anos, no Rio. “Foi num bordel, ali na zona”, disse. “E nós fomos lá aprender o que era o sexo''. Foi bom?, questionou o repórter. “Eu não transferiria essa experiência para os meus filhos. Naquela época, foi bom.''
Muitas namoradas?, quis saber Cabrini. “Sim, tivemos muitos casos amorosos'', disse rindo. “O defeito físico não impediu que a gente tivesse os nossos sucessos'', disse, recorrendo ao plural majestático.
Outro tema inconveniente que mereceu questionamento foi o famoso vídeo, exibido até pela Globo, em 1992, no qual ensina como os pastores da Universal devem convencer os fieis a arrecadar dinheiro para a igreja. “Ou dá ou desce”, ensina Macedo, no vídeo.
“Não me arrependo”, disse. “Eu falei aquilo que pensava e penso. E vou continuar pensando'', disse. “Se você dá, você recebe. Se você não dá, você não recebe'', acrescentou. “Sou uma máquina de ganhar almas”, repetiu algumas vezes.
xuxarecordCabrini quis saber se Macedo interfere muito na gestão da Record e se foi consultado sobre a contratação de Xuxa: “A Record tem vida própria'', disse. Em seguida, pensou um pouco antes de responder e disse: “Fui perguntado se havia alguma objeção (à contratação da Xuxa). Eu disse 'não'. Se é bom para a Record, é bom pra mim. Nossa filosofia é dar liberdade às pessoas em quem nós confiamos”.
Também falou sobre a exibição, de madrugada, na Record, de programas da Igreja Universal. Justificou o horário assim: “Porque as pessoas não tem tempo, de dia, para ver as nossas prédicas. Você sabe que as pessoas que estão sofrendo, sofrem à noite, especialmente pela madrugada.”
A compra da Record, ocorrida em 1989, depois de difícil negociação com a família Machado de Carvalho e Silvio Santos, serviu para Macedo fazer discurso. Primeiro disse: “Eu fui visado, muito visado. Logo eu, uma pessoa tão frágil. Por esse lado, a compra foi cruel”.
Em seguida, observou, talvez sem se dar conta que estava fazendo uma crítica implícita ao SBT: “Depois da Record, o Brasil teve outro rumo. Até então tínhamos a Rede Globo como informação única nesse país. Com a Record tivemos a oportunidade de deixar o povo brasileiro ciente do outro lado dos fatos. Isso fez o Brasil despertar. Hoje temos um Brasil democrático, eu diria, em grande parte por causa da Record.”
Ao final, Cabrini perguntou como Macedo se comparava a Silvio Santos — “dois grandes comunicadores'', segundo o repórter: “Não tenho o sorriso, a gargalhada, o jeito do Silvio Santos. Ele é um excelente comunicador”, disse o bispo. “E eu tenho a minha fé. Só sei passar fé.''
Via: Uol

Edir Macedo: “Só os estúpidos pensam em teologia da miséria”

edirmacedocabrini
Título original: Edir Macedo diz que foi consultado sobre contratação de Xuxa e não se opôs

Mauricio Stycer, no UOL

O SBT exibiu na noite deste domingo um “Conexão Repórter” especial, ao longo do qual Roberto Cabrini apresentou, por 90 minutos, uma longa entrevista com Edir Macedo, fundador da Igreja Universal e dono da concorrente Record.
Silvio Santos encerrou o seu programa mais cedo, fazendo elogios ao trabalho religioso de Macedo e classificou o programa como “uma homenagem” a ele, que “levou tanta gente que estava no mau caminho para o bom caminho”.
A entrevista com o dono da Record, exibida no horário nobre do SBT, curiosamente, foi ao ar justamente no dia em que a Globo comemorava os seus 50 anos.
Cabrini fez questão de fazer uma advertência logo no início: “Tudo, ou quase, foi abordado”, disse, deixando no ar uma dúvida importante. Segundo o colunista Ricardo Feltrin, do UOL, Silvio Santos não gostou de uma pergunta do repórter, sobre lavagem de dinheiro, e a eliminou da edição final do programa.
Segundo Cabrini, esta foi a primeira entrevista de Macedo a um jornalista que não trabalha para a Record. O repórter, de fato, fez inúmeras perguntas interessantes e provocadoras. Em suas respostas, porém, o bispo respondeu basicamente as mesmas coisas que já disse em seus livros de memórias ou de religião.
Educado, o repórter não interrompeu o entrevistado, mesmo quando ele discorreu além do necessário, evitando responder a algumas perguntas e fazendo propaganda da Igreja Universal.
Cabrini questionou Macedo sobre a sua prisão, acusado de charlatanismo, em 1992. Foi a oportunidade para o líder da Universal mais uma vez dizer que os culpados foram a Igreja Católica e a Rede Globo. “Acredito que eu seja o inimigo número um da Igreja Católica”. Sobre as muitas acusações que recebe, fez piada: “A Igreja Universal é que nem omelete. Quanto mais se bate, mais ela cresce”.
O repórter quis saber como o religioso lida com a acusação de que a sua igreja privilegia a arrecadação de dinheiro: “Só os estúpidos pensam em teologia da miséria”, respondeu, defendendo a “teologia da prosperidade”.
Cabrini ouviu Macedo sobre o famoso episódio do “chute na santa”, protagonizado por um pastor da Universal, em 1995: “Foi um chute no estômago, para não dizer num lugar mais baixo. Foi a pior coisa que aconteceu dentro do trabalho da Igreja Universal. Porque não é o nosso estilo agredir a religião dos outros. Se exigimos respeito à nossa crença, temos que respeitar as outras crenças.”
Cabrini perdeu a oportunidade, neste momento, de questioná-lo sobre as muitas brigas com pastores de outras igrejas, bem como a hostilidade da Universal com religiões afro-brasileiras. O repórter também evitou perguntas sobre política, em especial sobre o PRB, partido comandado por um bispo licenciado da Universal, e a relação do seu entrevistado com o poder.
A conversa também abordou questões pessoais, como o bullying que sofreu na infância por ter nascido com uma deficiência nas mãos. “Fui todo mal fabricado. A gente sempre fica inferior aos perfeitos fisicamente”. Contou que na escola era chamado de “Dedinho” por causa do problema.
Questionado pelo repórter, Macedo também falou de sua iniciação sexual, aos 16 anos, no Rio. “Foi num bordel, ali na zona”, disse. “E nós fomos lá aprender o que era o sexo”. Foi bom?, questionou o repórter. “Eu não transferiria essa experiência para os meus filhos. Naquela época, foi bom.”
Muitas namoradas?, quis saber Cabrini. “Sim, tivemos muitos casos amorosos”, disse rindo. “O defeito físico não impediu que a gente tivesse os nossos sucessos”, disse, recorrendo ao plural majestático.
Outro tema inconveniente que mereceu questionamento foi o famoso vídeo, exibido até pela Globo, em 1992, no qual ensina como os pastores da Universal devem convencer os fieis a arrecadar dinheiro para a igreja. “Ou dá ou desce”, ensina Macedo, no vídeo.
“Não me arrependo”, disse. “Eu falei aquilo que pensava e penso. E vou continuar pensando”, disse. “Se você dá, você recebe. Se você não dá, você não recebe”, acrescentou. “Sou uma máquina de ganhar almas”, repetiu algumas vezes.
Cabrini quis saber se Macedo interfere muito na gestão da Record e se foi consultado sobre a contratação de Xuxa: “A Record tem vida própria”, disse. Em seguida, pensou um pouco antes de responder e disse: “Fui perguntado se havia alguma objeção (à contratação da Xuxa). Eu disse ‘não’. Se é bom para a Record, é bom pra mim. Nossa filosofia é dar liberdade às pessoas em quem nós confiamos”.
Também falou sobre a exibição, de madrugada, na Record, de programas da Igreja Universal. Justificou o horário assim: “Porque as pessoas não tem tempo, de dia, para ver as nossas prédicas. Você sabe que as pessoas que estão sofrendo, sofrem à noite, especialmente pela madrugada.”
A compra da Record, ocorrida em 1989, depois de difícil negociação com a família Machado de Carvalho e Silvio Santos, serviu para Macedo fazer discurso. Primeiro disse: “Eu fui visado, muito visado. Logo eu, uma pessoa tão frágil. Por esse lado, a compra foi cruel”.
Em seguida, observou, talvez sem se dar conta que estava fazendo uma crítica implícita ao SBT: “Depois da Record, o Brasil teve outro rumo. Até então tínhamos a Rede Globo como informação única nesse país. Com a Record tivemos a oportunidade de deixar o povo brasileiro ciente do outro lado dos fatos. Isso fez o Brasil despertar. Hoje temos um Brasil democrático, eu diria, em grande parte por causa da Record.”
Ao final, Cabrini perguntou como Macedo se comparava a Silvio Santos — “dois grandes comunicadores”, segundo o repórter: “Não tenho o sorriso, a gargalhada, o jeito do Silvio Santos. Ele é um excelente comunicador”, disse o bispo. “E eu tenho a minha fé. Só sei passar fé.”

Via: Pavablog

Quem tem moral entre os evangélicos?


moralmala

Magali Cunha

Com edição especial para celebrar os 50 anos da Rede Globo, o Programa Na Moral de 23 de abril de 2015 discutiu “Quais os limites da moral na TV e como esses limites evoluíram ao longo dos anos?”, com ênfase em dois temas: a sexualidade humana e o fascínio pelos vilões. Participaram do bloco sobre sexualidade, o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo Silas Malafaia, o humorista e apresentador Jô Soares, a desembargadora Maria Berenice Dias e o autor de telenovelas Silvio de Abreu. O segundo bloco que tratou da representação dos vilões nas novelas durou cerca de 15 minutos e trouxe outros dois debatedores (um psicanalista e uma juíza) em substituição a Maria Berenice Dias e Silas Malafaia.
O conteúdo do programa não trouxe novidades (veja no Youtube o programa na íntegra). É possível reafirmar o parágrafo que abriu as minhas “Notas sobre o Programa Na Moral”, de 2013, que apresentou o tema do Estado Laico para debate:
Quem espera densidade em qualquer das tantas ‘mesas redondas’ de qualquer programa de entretenimento na TV aberta, seja de momentos liderados por Ratinho ou Fernanda Lima; por Luciana Gimenez ou Ana Maria Braga; por Ronie Von ou Fátima Bernardes; por Cátia Fonseca ou Pedro Bial, certamente ficará frustrado. Não poderia ser diferente com a edição do Programa da Rede Globo ‘Na Moral’. (leia aqui notas sobre a edição do programa de agosto de 2013).
Dessa forma, nos quase 35 minutos do bloco que tratou o tema da “moral na TV”, houve a exploração de falas curtas e superficiais sobre a exibição de corpos nus, de cenas de sexo e de beijos gays na dramaturgia televisiva. Jô Soares, Maria Berenice Dias e Silvio de Abreu cumpriram o seu papel de oposição a todo e qualquer controle dos conteúdos da dramaturgia e defesa do serviço social educativo que a dramaturgia presta. O pastor Silas Malafaia foi fiel ao personagem que encarna nas mídias, de defensor da verdade dos evangélicos, ainda que tivesse que enfrentar três opositores no debate, e mais o apresentador que representou o papel de “advogado do diabo”, quando o pastor se colocava. O religioso não disse nada além do que já sabemos de suas posições, com a forma contundente e autoritária que lhe caracteriza: manifestou-se contrariamente à “ditadura gay” nas novelas, à adoção de crianças por casais gays e à aceitação da homossexualidade por cristãos. No mais, Silas Malafaia aliviou as críticas à TV, defendendo que cenas de nudez, de sexo e de homossexualidade deveriam ir ao ar em horários avançados na noite, para evitar que crianças assistam.
O pastor Malafaia insistiu que suas posições não eram somente teológicas ou religiosas, mas buscou respaldo citando um “filósofo de Harvard” e um “pesquisador doutor em sociologia da Universidade do Texas”. Justificou citar estudiosos “da América” porque “Na América pesquisa é coisa séria” e “Na América não tem o negócio de botar um estudo e a imprensa bater palma”. Ao lançar mão de alusões e citações, o religioso traz à sua fala marcas típicas de discursos autoritários de quem demanda credenciamento da fala e nega a divergência. Tudo isto para denunciar o “paradigma humanista-ateu” que ele entende reger a sociedade e “jogar fora séculos de valores cristãos-ocidentais”. Com este pensamento, o pastor Malafaia alinhou homossexualidade e prostituição, ao responder à provocação de Silvio de Abreu sobre a existência de pastores homossexuais e se colocou como o “Papa dos evangélicos”. O pastor assembleiano disse que assim como na Igreja Católica Romana não há “igreja de prostitutas” porque o Papa não permite, ele, como presidente do Conselho de Pastores do Brasil, tem autoridade para excluir pastores que se apresentem como homossexuais.
O debate foi reforçado pela participação de uma família do bairro de São Cristovão, na cidade do Rio de Janeiro, apresentada como um modelo familiar típico, de dentro do estúdio-casa do Big Brother Brasil (BBB). Só a participação desta família daria um artigo exclusivo, já que aparecia como representação do reforço do modelo de “família tradicional”, tal como defendida pela bancada evangélica na Câmara dos Deputados. Assim como no BBB, havia nitidamente uma pré-definição de perfis de participação das pessoas que mais se manifestavam: a senhora idosa liberal, que não se importa e assiste com gosto às cenas “imorais” na TV, e por isso foi tratada com humor; a senhora tradicional, contrária à exibição de “cenas imorais”, especialmente de homossexualidade que contrariam “o que está escrito na Bíblia”, que foi tratada com seriedade; e a jovem mulher que assiste à programação mas defende a família das más influências dela, bastante destacada. Eram enfatizadas várias cenas de reação corporal dramatizada da senhora tradicional em reação negativa à fala dos liberais do debate e de expressões de apoio da jovem mulher que defende a família em aceitação às falas do pastor Silas Malafaia.
Clima bélico
Frustrado com a ausência do “inimigo”, deputado federal Jean Wyllys (PSOL/RJ) [inicialmente escalado para o debate mas teve participação inviabilizada por conta de viagem de representação à Alemanha] o pastor Silas Malafaia manteve aceso um clima bélico em torno de sua participação no programa. Ele divulgou, dias antes do Na Moral ir ao ar, um vídeo com críticas. Para ele, o debate não havia sido “democrático” porque a produção teria selecionado três pessoas com posições semelhantes para lhe fazerem oposição. Com seu linguajar típico, o pastor Malafaia disse no vídeo que “o pau comeu” durante as duas horas de gravação do programa, com momentos em que teve que questionar a postura de Pedro Bial: “O coro comeu. O apresentador, alguma hora, chegou até a perder o equilíbrio, ficou muito nervoso, porque eu questionei a parcialidade dele. Certo? Mesmo ele sendo um cara fenomenal, inteligentíssimo em televisão – eu não estou aqui para falar mal do Bial -, mas não foi um debate democrático”.
Com o discurso da vitimização (“quatro contra um”), Silas Malafaia declarou no vídeo que durante as negociações para sua participação no programa, chegou a sugerir à emissora que convidasse o senador Magno Malta (PR-ES) para participar ao lado dele e, assim, equilibrar o número de pessoas em posições opostas. No entanto, durante a exibição do programa, acompanhando a repercussão de sua participação, o pastor Malafaia voltou atrás em sua crítica à emissora e publicou no Twitter:

malamoral

Em novo vídeo, publicado em 24 de abril, o pastor Silas Malafaia ressaltou a preocupação que tinha quanto ao resultado da edição, mas deu parabéns à emissora e disse: “não fizeram molecagem comigo”. Ele avaliou: “Tenho que ser honesto: duas horas de gravação para 34 minutos — foi o tempo da minha participação –, e você falar dentro de uma emissora onde ela será questionada, isso não é brincadeira, não. E os princípios que eu falei, os meus princípios, eles não cortaram nenhum. Quero ser bem honesto aqui. foram imparciais, e colocaram as minhas principais falas. Verdade é a verdade”. O religioso lamentou: “Pena que muito quebra-pau não saiu, muita coisa que ferveu…”.
Silas Malafaia ainda comentou a ausência de Jean Wyllys: “O camarada estava com uma viagem parlamentar para representar o Congresso na Europa. Não vai faltar a oportunidade. Eu sei que eu vou ter o confronto com ele. Eu não acredito que ele tenha medo de mim. Isso é bobagem. Vai chegar a vez”, disse ele.
A criação de um clima bélico anterior ao programa e de vitimização de “minoria que fala a verdade”, garantiu publicidade à segunda participação do pastor Silas Malafaia no programa. O Na Moral foi ar já na madrugada de 24 de abril, com sete pontos de audiência, dois a mais para a média do horário na emissora, com picos de 10 pontos no Rio de Janeiro. Isto foi celebrado pelo pastor que publicou no seu perfil no Twitter em 25 e 26 de abril:

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Quem tem moral, de fato!
O pastor Silas Malafaia tem mesmo que parabenizar a Rede Globo. Chama a atenção o destaque dado ao pastor na edição do Na Moral. Um simples levantamento do tempo dedicado a cada debatedor, nos quase 35 minutos de bloco, mostrou: (a) desembargadora Maria Berenice Dias: cerca de 2:20 minutos de fala; (b) humorista e apresentador Jô Soares: cerca de 2:35 minutos de exposição; (c) autor de novelas Silvio de Abreu: cerca de 3 minutos de fala; (d) pastor Silas Malafaia: cerca de 8:15 de discurso. São do pastor, ainda, as falas mais longas: cerca de 1:20 minutos e 2:13 minutos nos dois momentos mais extensos entre os 10 em que ele interveio no debate. Os demais participantes intervieram seis vezes (Silvio de Abreu e Maria Berenice Dias) e quatro vezes (Jô Soares). A fala mais longa depois das de Silas Malafaia foi de Silvio de Abreu, em um momento de cerca de um minuto. Maria Berenice Dias não falou mais de 25 segundos em suas intervenções e Jô Soares falou mais quando interveio por 1:06 minuto.
Só neste levantamento quantitativo vemos o poder de palavra dado pela Rede Globo a Silas Malafaia. Além de ter falado quase três vezes mais de quem mais falou, o pastor teve a palavra final do bloco de debates com direito a aplausos da plateia presente ao estúdio. Não só teve a última palavra como obteve aprovação simbólica do público.
Neste sentido, o programa Na Moral cumpre o protocolo já estabelecido pela Rede Globo no que diz respeito à religião e particularmente aos evangélicos: Silas Malafaia é a voz deste grupo religioso e ponto final. Esta parceria da Globo com evangélicos, que tem em vista audiência e participação do mercado de bens religiosos, revela a opção por uma identidade evangélica tradicional e conservadora teológica, ideológica e politicamente. A edição do programa Na Moral ilustra bem esta dinâmica. Ao mesmo tempo em que dá espaço para três debatedores de postura liberal, não-religiosos, quanto à exposição midiática da sexualidade humana, o religioso que fala, com destaque, dá voz ao segmento evangélico conservador.
Se o programa deu ênfase às transformações na moralidade sexual da sociedade que a TV acompanhou, também abriu amplo caminho para a afirmação reacionária a essas mudanças, classificadas por Silas Malafaia como “paradigma humanista-ateu”. A presença de uma “família tradicional” no programa e a última palavra do pastor, aprovada com aplausos, deram o tom do recado que a emissora quer transmitir ao público.
Não é à toa que grupos conservadores e de ultradireita política veem-se fortalecidos por tais mensagens, como esta postagem no Twitter, em 26 de abril:

conserva

Como sempre buscou fazer ao longo de sua história de 50 anos no Brasil, a Rede Globo busca ditar tendências e, neste caso, ela determina quem é que tem moral entre os evangélicos, tornando invisíveis aqueles não “rezam nessa cartilha”. Retórica enganosa que as demais mídias insistem em repercutir e reafirmar. Nestes tempos de religião nas mídias, a palavra de Jesus de Nazaré ecoa cada vez mais forte: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça…”

Fonte: Mídia, Religião e Política
Via: Pavablog

25 de abril de 2015

Clube de swing quer ser reconhecido como igreja

A nova sede do Social Club - Foto: AP

Um clube de swing em Nashville (Tennessee, EUA) passou por uma “reforma” e, agora, quer ser reconhecido como uma igreja.
O motivo, obviamente, é menos religioso e mais legal. O reconhecimento como igreja fará com que o Social Club possa funcionar perto de uma escola cristã.
Recentemente, o clube de swing vendeu a sua antiga sede e comprou uma nova. Os administradores do Social Club não se deram conta, entretanto, que estavam se mudando para perto dos fundos da Goodpasture Christian School, tradicional escola particular para crianças do maternal ao ensino médio.
O Social Club é discreto e talvez levasse anos para que as autoridades descobrissem o seu fim sexual. Mas bastou uma carta para um vereador para que o clube se deparasse com encrenca. Curiosamente, de acordo com a agência AP, comenta-se que o autor da denúncia seria um membro do grupo de swingers.
Agora, pais de alunos e líderes religiosos incendeiam uma campanha contra o funcionamento do clube para troca de casais.
Para driblar a lei e fugir dos opositores, o Social Club virou a United Fellowship Center. O salão de dança foi transformado em santuário. Dois aposentos, chamados de calabouços foram rebatizados com nomes religiosos. A maior parte das 49 cabines sexuais permanece intacta. Porém algumas delas viraram salas de oração.
A vereadora Karen Bennett, que estudou na Goodpasture, disse que vai fiscalizar para garantir que o clube de swing funcione mesmo como igreja.
“Já ouvi dizer que muitas, muitas pessoas planejam frequentá-la quando abrir”, contou.
O advogado do clube “convertido” disse que os membros da igreja não farão sexo no “templo”.
Fonte: O Globo 

24 de abril de 2015

Ateus americanos criam igreja que venera o deus Bacon


A Igreja Unida do Bacon informa em seu site que tem 4.000 seguidores em todo o mundo. Ela existe desde 2010. Devidamente legalizada, sua base fica em Las Vegas (EUA). Os fundadores são os ateus John Whiteside (Profeta Bacon) e Johnny Monsarrat (Líder da Doutrina Bacon). ambos na foto abaido. 
Eles afirmam no site que adoram o deus Bacon, o que pode parece estranho, mas não tanto como acreditar que hóstia se torna em corpo de Cristo. 
Argumentam que ao menos o bacon é real, diferentemente do deus invisível dos cristãos. 
A igreja tem 9 “Bacon Mandamentos”. “Nossa intenção era ter 10 mandamentos, mas faltou espaço nas tábuas.”

John Whiteside. profeta, e Johnny Monsarrat, líder
Além de adorar o deus Bacon, os mandamentos incluem “seja ético”, “seja bom”, “divirta-se” e lute contra a discriminação aos ateus. John Whiteside Johnny Monsarrat 
A igreja promove casamentos seculares criativos sem nada cobrar. A igreja não aceita doação para si mesma. Quem quiser colaborar poderá doar US$ 500 a uma entidade de caridade de uma lista recomendada pela igreja. 
Em 2014, seguidores da igreja doaram US$ 25 mil para a Fundação Educação James Randi e Aliança Secular de Estudantes. Também destinaram US$ 24 mil para a Coalizão Secular para America e Ateus Americanos e US$ 12 mil para campanha de combate ao câncer. 
A Igreja do Bacon também promove outras cerimônias seculares, como batismo e serviços funerários. 
Embora legal, a igreja não usufrui de isenção tributária e defende o fim desse privilégio às religiões. 
A igreja diz que não discrimina ninguém. Aceita quem adora o bacon vegetal e aqueles que tenham outro deus. 

Publicado em Paulo Lopes

Fiéis achavam que era encosto. Era asma e a mulher morreu sem socorro

Lúcia Fernandes, a vítima, sofria de crises asmáticas

Uma mulher de 55 anos morreu após passar mal durante um culto evangélico em uma casa na Vila Itália, em Rio Preto. Ela teve crise asmática seguida de convulsão e queda, mas as pessoas que estavam presentes acreditaram que estava “possuída”, por isso chamaram um pastor em vez de socorro médico. Ao chegar meia hora depois, o pastor afirmou que não se tratava de nenhum “encosto”. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado.
Lúcia Fernandes Santana morreu na quarta-feira da semana passada, dia 15, depois de uma semana internada no Hospital de Base (HB). De acordo com o atestado de óbito, a causa da morte foi sangramento no crânio, causado pela queda.  “Antes da queda, ela teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral) por causa da asma, por isso bateu a cabeça. Eles deviam ter chamado a família e o socorro médico. Só Deus para saber, mas acredito que ela estaria viva se isso tivesse sido feito”, afirmou a nora, M.S.F.S., 36 anos.
A vítima e outros fiéis estavam em um culto na casa dela, no último dia 6, assim como faziam todas as segundas-feiras. Porém, um dos presentes estava com problemas familiares e pediu para que os amigos de culto realizassem uma oração na casa dele, também na Vila Itália. Na chegada ao imóvel, ao iniciar as orações, Lúcia Fernanda, que fazia tratamento para asma, começou a passar mal. Ela teria tido uma crise asmática e logo depois caído no chão com convulsão. Como estava com a boca sangrando, segundo a nora, os fiéis acreditaram que estava sendo “possuída”, por isso reforçaram as orações e ligaram para um pastor.
“Na casa, tinha gato e ela tinha asma. Logo que passou mal ela pedia a bombinha dela que tinha ficado em casa, mas eles fizeram confusão e acharam que ela estava sendo possuída”, afirmou a nora.  De acordo com o pneumologista João Batista Salomão, uma pessoa com quadro grave de asma pode perder a consciência e até ter um AVC em torno de dez minutos sem socorro.
Segundo a nora, a vítima ficou meia hora sem o socorro, até que outro pastor chegasse no local e visse que se tratava de caso de saúde. Já os moradores do bairro disseram que a vítima agonizou por uma hora e meia. A mulher foi encaminhada ao Hospital de Base (HB), onde foi entubada e ficou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), até no último dia 15. Ela foi velada e enterrada no cemitério São João Batista.

Silêncio
Lúcia Fernandes era evangélica e participava dos cultos em casa na companhia de outros fieis e de uma filha. Por telefone, a filha, que não quis  informar seu nome, afirmou que não queria comentar o assunto para não prejudicar a igreja. Ela também não quis informar os nomes dos pastores e os dados da igreja. A nora não soube dizer a qual igreja a vítima pertencia.
A reportagem procurou o presidente do Conselho de Pastores de Rio Preto, Daniel Vaz de Lima, mas ele não foi encontrado. O telefone fixo da casa do pastor foi atendido pelo filho dele, Daniel Vaz, que se recusou a passar o telefone do pai. O pastor também não retornou, até às 19 horas de ontem, ao recado deixado pela reportagem..

Elton Rodrigues, no Diário da Região

23 de abril de 2015

CRIANÇAS REFUGIADAS COMPARTILHAM COMO É O SEU DIA A DIA


Quando Maryam, de 8 anos de idade, descreve seu dia, ela soa como a maioria das crianças noBrasil: 

"Eu vou para a escola de manhã cedo e, à tarde, eu brinco com meus amigos." Mas a infância de Maryam está longe de ser normal. No ano passado, sua família foi obrigada a fugir de sua casa em Mossul após a invasão de militantes do Estado Islâmico


Ao ser questionada sobre os dias em que sua família esteve em fuga, tudo o que Maryam consegue responder é: "Eu chorei."


Agora, ela e sua família vivem como refugiados, no pátio de umaigreja em Erbil. As caravanas chegaram apenas há algumas semanas; antes eles estavam vivendo em tendas impermeáveis. O espaço que cada família tem para morar é pequeno e contém apenas duas camas e uma pequena cozinha. Mas é quente, graças ao aquecedor no chão.

Quando colaboradores da Portas Abertas perguntaram a Maryam onde ela dorme, ela apontou para um lugar perto do aquecedor: "Ao lado de minha mãe."

"Eu quero que elas tenham uma vida sem nenhuma guerra”
Daniel é um líder de igreja que está cuidando das crianças no campo de refugiados. Há cerca de 200 crianças, como Maryam, desde bebês que nascem no campo até jovens de 16 anos.

Ele lembra como as crianças eram quando chegaram ao acampamento: "Elas eram tão agressivas quando chegaram aqui; ouviram que eu tinha comprado brinquedos para elas e colocado em um espaço que chamamos de ‘Amigo da criança’, mas, quando voltei, vi que tinha quebrado todos os brinquedos. Elas estavam com raiva de tudo e também estavam com raiva de Deus.”

Daniel explicou como seus pais ficaram traumatizados com o que tinha acontecido, o que também afetou os filhos. "As crianças iam para as suas tendas e viam suas mães chorando e seus pais gritando."

Daniel sabe como é crescer cercado pela guerra. Ele nasceu nos dias da Guerra do Golfo e os Estados Unidos invadiram o Iraque durante a sua adolescência. "Desde quando eu nasci até agora, tudo o que eu conheço é guerra, guerra, guerra. Espero que essas crianças não tenham de passar pelo mesmo que eu passei, eu quero que elas tenham uma nova vida, uma vida sem guerras e sem armas. Elas precisam de paz.”

 “Nós precisamos escutá-las”
Graças ao apoio de parceiros ao redor do mundo, a Portas Abertas atua com parceiros locais no Iraque para treinar líderes como Daniel no atendimento às pessoas com trauma. Ele agora se sente mais capaz de avaliar as necessidades das crianças com quem trabalha. Ele diz: "Você sabe, nós costumávamos só falar, falar, falar; mas ninguém dava ouvidos às crianças. Mesmo que tivessem todas essas lembranças e emoções armazenadas dentro delas, no treinamento eu percebi que elas precisam deixar isso sair; nós precisamos escutá-las.”

A Portas Abertas também trabalha através de parceiros locais para ajudar Daniel a criar um espaço adequado para crianças no acampamento. Maryam é uma das crianças atendidas por ele. Daniel mostrou aos colaboradores da Portas Abertas que visitaram o local uma parede decorada com corações. "Maryam que fez isso. Temos muitas aulas criativas para ajudar as crianças a expressarem seus sentimentos de uma forma diferente.”

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Via: Púlpito Cristão

Viúva do “Jesus Cristo Homem” assume direção de seita e se declara o arcanjo Miguel

Viúva do “Jesus Cristo Homem” assume direção de seita e se declara o arcanjo Miguel
A viúva do líder religioso José Luis de Jesús Miranda, o autodeclarado “Jesus Cristo Homem”, tomou seu posto à frente da seita Crescendo em Graça e se declarou o arcanjo Miguel.
Lisbet Jesus Garcia tomou a fortuna acumulada pelo falecido e se posicionou como a nova líder da seita. Ela e a empresa que construiu com o marido estão sendo processados pelos filhos do “Jesus Cristo Homem”, José Luis de Jesús Jr. e suas irmãs Sandra e Jennifer, frutos de seu primeiro casamento.
De acordo com informações do site Noticia Cristiana, Lisbet é acusada de ter privado os três filhos mais velhos de Miranda de sua herança, usando um negócio de fachada para obter lucros e desvincular a riqueza acumulada de suas propriedades pessoais. Ao assumir o posto de liderança da seita, Lisbet teria acesso aos valores sem ser obrigada a compartilhar a riqueza com os enteados.
O “Jesus Cristo Homem”, que tinha seguidores no Brasil, morreu em 13 de agosto de 2013, faleceu devido a complicações de uma cirrose hepática, adquirida pelo consumo excessivo de álcool ao longo da vida.
Quando sua morte foi confirmada, seus seguidores o declararam imortal e o renomearam de Melquisedeque. Até hoje, muitos de seus seguidores negam que ele esteja morto, pois acreditam que ele tenha se tornado imortal em julho de 2012, após uma de suas “profecias”.
Os filhos do primeiro casamento de Miranda alegam que têm direito a metade da fortuna conquistada pelo pai, e que a madrasta os deixou sem nada ao transferir as propriedades das antigas empresas para uma nova, chamada JH Enterprises.
Agora, Lisbet assumiu a direção da seita Crescendo em Graça apresentando-se como o “arcanjo Miguel”, e que a partir de agora os fiéis deveriam se referir para a Deus como “MelquisedequeLisbet”.
Fonte: GospelMais

22 de abril de 2015

PASTORES ABREM UM BAR COM FORRÓ, BEBIDA SEM ALCÓOL E MUITA PAQUERA. SEM ASSANHAMENTO



"Porquanto, chegará o tempo em que não suportarão o santo ensino; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, reunirão mestres para si mesmos, de acordo com suas próprias vontades"
2 Timóteo 4:3
Eu sempre digo, "morro e não vejo tudo"! E sim, é certo. Esse mundinho gospel me dá náuseas. Esse povo que se diz cristãos, mas o que apenas fazem é envergonhar o evangelho. Não seguem a Cristo, não servem a Cristo, não sabem de Cristo, não são de Cristo, nem nele confiam. 

Uma discoteca que não serve bebidas alcoolicas, continua sendo discoteca! A tal "letra gospel" maqueia o batidão e então o casal agora tem a liberdade de se esfregar no "forró".

A festa do farol consiste em dar às mulheres  uma pulseira de cor vermelha ou verde. As que optam pela vermelha sinalizam que são compromissadas, o que afasta as "cantadas dos homens". As que optam pela verde ficam livre para as paqueras. 

Não tenho palavras para descrever meu descontentamento com o em-vão-gelho no Brasil. Não sei expressar tanto nojo a este movimento que busca prazeres da carne, a dissimulação do erro e a alienação, maquiando-o através do rótulo "gospel" (pois, desde que seja "gospel", me convém!).
  
Lamento que esse movimento asqueroso leve o nome de "evangélico". Lamento que os donos se apresentem como pastores, comparando-se àqueles que realmente zelam pelas ovelhas (pois sim: Há verdadeiros evangélicos, autênticos pastores e genuínas ovelhas).

Parem o mundo! Não, péra... Parem o "mundo gospel" que eu quero descer.


  


Redação Púlpito Cristão

O Brasil precisa de uma teologia própria

ganhar dinheiro ser próspero palavra de deus ficar rico“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” – 2 Timóteo 2:15
No texto referido, o Apóstolo Paulo apresenta a Timóteo, seu discípulo, recomendações para uma fé sólida em Cristo, principalmente para aqueles que querem exercer a árdua tarefa de ser um obreiro na obra do Senhor.
As recomendações de Paulo têm como intuito preparar Timóteo para a tarefa de contrapor os pregadores de heresias e falsas doutrinas, que já naquele tempo se espalhavam em meio à igreja.
No versículo citado, que logicamente não refiro de forma isolada, mas com o contexto da primeira carta a Timóteo e também com os dois primeiros capítulos, Paulo destaca que a forma de contrapor as mensagens dos plantadores de heresias é se apresentar como um obreiro aprovado, não se esquecendo de que o Cristo havia ressuscitado e de que Paulo, através de sua vida e dos testemunhos dos demais irmãos, testificava uma vida em Cristo.
A segunda recomendação era para que Timóteo manejasse bem a Palavra de Deus. Aqui temos uma referência primordial para que possamos refletir sobre o tema desse artigo.
Nessa semana, teremos mais uma vez a ingrata visita de Morris Cerullo no Brasil, em um congresso promovido por Malafaia e sua turma no Rio de Janeiro. Se não bastassem as controvérsias das outras visitas, Malafaia justifica sua frase “tudo é business” trazendo o pregador americano para um congresso para pastores e líderes.
Cerullo é um pregador contestado em muitos lugares do mundo, pois é hoje a voz da teologia da prosperidade, uma teologia mercantilista que põe Deus na posição de servo diante dos desejos e das vaidades humanas. Também declara que os seres humanos devem se impor à soberania de Deus e fazer valer as suas próprias vontades.
Palavras como domínio, vitória, conquista, posse são a tônica da teologia de Cerullo. Aos ouvintes se resta responder aos desafios do pregador com altas quantias financeiras, no propósito de conseguir cem vezes mais.
A Graça, a misericórdia e a vontade de Deus são meros espectadores nessa teologia onde o importante é o ter e  o possuir, e o ser fica em segundo plano.
Aos que não se adequam ou não creem “nessa visão”, Malafaia e Cerullo declaram ser “manés”.
Nós do MEEB (Movimento pela Ética Evangélica Brasileira) estaremos lá, mais uma vez, com nossas faixas e folhetos chamando pacificamente aos que por nós passarem à consciência de que essa teologia é uma adulteração do Evangelho verdadeiro de Cristo. É o outro evangelho, declarado por Paulo na carta aos Coríntios.
É preciso dizer que há muito tempo o Brasil sofre com teologias importadas, oriundas de ministérios e pregadores que trazem à nós uma teologia pragmatizada, que foge em muito à realidade em que vivemos.
Por que poucos contradizem a isso? A resposta é simples: nós não temos uma teologia puramente brasileira, pois todas as teologias em prática são institucionalizadas e tendenciosas por diversos grupos. Isso já é facilmente percebível pelas faculdades, seminários e institutos teológicos brasileiros, onde as teologias se fundamentam em eclesiologias e dogmáticas que se distanciam cada dia mais  do eixo cristológico e das doutrinas da cruz.
Se a teologia da prosperidade e seus pregadoes apresentam enormes falhas, também o que dizer dos inúmeros teólogos, mestres e doutores que nada pregam, a não ser sua teologia institucionalizada?
O que vemos é uma teologia totalmente fundamentada em doutrinas pessoais, que na verdade não trazem consciência aos seus ouvintes no sentido de discernir o Sagrado e o profano na sua vida cotidiana.
Essa é minha perspectiva dos porquês do crescimento evangélico no Brasil não ser agente de transformação para a sociedade brasileira. Temos hoje um evangelho com uma visão egoísta, egocêntrica, fundamentada nas instituições religiosas, que almejam, cada um, ser melhor que as outras.
Com isso, vemos igrejas impossibilitadas de produzir vidas pois sua teologia está fundamentada em um pragmatismo ideológico, teologia essa que incapacita seus membros de enxergar uns aos outros como uma só carne.
Muitos com certeza virão com seus discursos prontos contra nós, dizendo que não devemos julgar. Então, novamente me refiro ao texto que deu início a esse artigo.
“E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.” – 2 Timóteo 2:2
Observemos que o próprio Apóstolo Paulo destaca a Timóteo que é preciso lutar pelo doutrina dos apóstolos. É por esse motivo que estaremos mais uma vez em ação, conclamando a todos que:
“VOLTEMOS AO EVANGELHO PURO E SIMPLES, O $HOW TEM QUE PARAR”
A Deus toda a glória.

Papa Francisco critica cristãos hipócritas que “seguem a Jesus por interesse”

Papa Francisco critica cristãos hipócritas que “seguem a Jesus por interesse”
Em mais um sermão de exortação, o papa Francisco pediu para que os cristãos vigiem para não se tornarem hipócritas, seguidores de Jesus por interesse.
A mensagem pregada na última segunda-feira, 20 de abril, na Casa Santa Marta, foi baseada no milagre da multiplicação, quando Jesus saciou a fome de uma multidão com pães e peixes.
Para Francisco, muitos tentam se aproveitar de Jesus para alcançar poder: “Esta atitude se repete nos Evangelhos. Muitos seguem Jesus por interesse. Inclusive entre os seus apóstolos, como os filhos de Zebedeu, que queriam ser primeiro-ministro e ministro da economia, ter o poder. Aquela unção de levar aos pobres a boa nova, a libertação aos prisioneiros, a vista aos cegos, a liberdade aos oprimidos, e anunciar um ano de graça, se obscurece, se perde e se transforma em algo de poder”, alertou o papa.
Destacando que “sempre houve esta tentação de passar do estupor religioso que Jesus nos dá no encontro conosco a se aproveitar disso”, o papa afirmou que usar a mensagem do Cristo para interesses pessoais se assemelha à tentação de Jesus pelo diabo no deserto.
“Esta foi também a proposta do diabo a Jesus nas tentações. Uma sobre o pão, justamente. A outra sobre o espetáculo: ‘Mas façamos um belo espetáculo, assim todas as pessoas acreditarão em ti’. E a terceira, a apostasia: ou seja, a adoração dos ídolos. E esta é uma tentação cotidiana dos cristãos, nossa, de todos nós que somos a Igreja: a tentação não do poder, da potência do Espírito, mas a tentação do poder mundano. Assim se cai naquele torpor religioso ao qual leva a mundanidade, aquele torpor que acaba, quando cresce, cresce, cresce, naquela atitude que Jesus chama hipocrisia”, orientou, de acordo com informações da Rádio Vaticano.
Segundo Francisco, é “deste modo que se torna cristão de nome, de atitude externa, mas o coração tem interesses”. O papa acrescentou ainda uma fala de Jesus: “Em verdade, em verdade, vos digo: vós me procurais não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos saciastes”.
“O Senhor nos desperta com o testemunho dos santos, com o testemunho dos mártires, que todos os dias nos anunciam que a missão é caminhar na estrada de Jesus: anunciar o ano da graça. As pessoas entendem a advertência de Jesus e perguntam: ‘Que faremos para trabalhar nas obras de Deus?’. Jesus responde: ‘A obra de Deus é que creiais naquele que ele enviou’, isto é, a fé Nele, somente Nele, a confiança Nele e não nas outras coisas que nos levarão para longe Dele. Esta é a obra de Deus: que creiais naquele que ele enviou, Nele”, conceituou o papa.
Em sua conclusão, o líder católico orou para que essa tentação do poder não seja vitoriosa contra os fiéis: “Que Deus nos dê esta graça do estupor do encontro e também ele nos ajude a não cair no espírito de mundanidade, isto é, aquele espírito que por atrás ou abaixo de um verniz de cristianismo nos levará a viver como pagãos”.
Via: Gospel Mais

Porque a Igreja Brasileira ignora o genocídio de Cristãos no Oriente Médio?

Porque a Igreja Brasileira ignora o genocídio de Cristãos no Oriente Médio?
Por que uma igreja que movimenta mais de 15 bilhões de reais por ano em produtos Gospel e que demonstra poder midiático e político suficientes para provocar mudanças “sociais” quando há interesse, simplesmente ignora o genocídio de cristãos e minorias que estão acontecendo neste momento no Oriente Médio?
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De riqueza milenar e histórica, o Oriente Médio é considerado sagrado para as 3 maiores religiões monoteístas do mundo. Para os que procuram entender as Escrituras de forma prática, a importância desta região é ainda maior, pois aponta para acontecimentos futuros e novos modelos de mundo.
É aliás, por esta “nova ordem mundial” que a fachada da luta contra o terrorismo tem funcionado bem. Hoje as riquezas petrolíferas de nações como Iraque e Líbia estão nas mãos da elite mundial. Nestes países a ação dos aliados foi rápida, certeira e destruidora. Entretanto, quando se trata de países onde a riqueza é a localização estratégica (no caso da Síria), deixar que civis sejam sacrificados e exterminados, parece bem cômodo.
Um dia, um pai sírio me perguntou:
- Rahil (Raquel) por que o mundo não faz nada para parar isto?
Como pessoas de consciência não se importam conosco?

Este senhor havia atravessado a fronteira, escapado a pé com sua família e sobrevivido as crueldades do deserto. Sua casa não mais existia. Além do bombardeio, tinha testemunhado a morte de crianças e mulheres de forma maligna. Enquanto falava comigo, podia sentir sua indignação. Mas sua indignação também era a minha. Eu, no entanto, já sabia a resposta.
Como missionária no Oriente, tenho me assustado (ou talvez nada mais me assuste) com a indiferença que grandes ministérios demonstram com a causa entre as nações e da perseguição histórica contra cristãos. Falo dos grandes “ministérios” porque são estes que tem o poder de influenciar, mas que a cada dia demonstram ganância, alienação e arrogância que só afastam o povo do verdadeiro sentido do Evangelho.
Eternas campanhas “proféticas”, guerras midiáticas pela moral da família, vendas de amuletos e muita extorsão financeira é o que recheiam as programações evangélicas. Falta Palavra, falta Evangelho, falta doação, falta compaixão…
A verdade é que não pode existir uma comunidade saudável ou uma igreja saudável sem que haja doação e sacrifício pelos que estão perto e pelos que estão longe. Entretanto, falar da atuação missionária para uma Igreja doente é perder tempo.
A verdade é que há muito marketing até mesmo entre os chamados ministérios missionários. Postar fotos, ter um dia de oração ou menções em shows (quase não existem) não são suficientes para provocar uma reação compatível com a força da igreja brasileira pelo Oriente Médio. Digo pelo Oriente porque nossa missão não é somente pelos Cristãos perseguidos, mas pelos muçulmanos e todos que estão padecendo.
Um tempo de vergonha
Vergonha e tristeza é o que eu sinto ao lembrar do descaso que nossa igreja demonstra à Missão e aos missionários. Países onde a igreja é menor, chegam a enviar 100% a mais de missionários e contribuições pelo mundo.
O pior é que este quadro não deve mudar, a menos que haja uma conversão no coração destes que se apostataram e se venderam a Mamon (e o fizeram em Nome de Deus).
Mas você enquanto lê este artigo pode fazer a sua parte! Comece orando e pedindo a Deus como se envolver na salvação das nações!
Que o Senhor tenha misericórdia dos povos do Oriente e salve muitos. Que os missionários sejam encorajados e fortalecidos pois nossa esperança está posta em Deus.

Profile photo of Raquel Elana

Por 

Raquel Elana, formada em Teologia, Pós Graduação em Jornalismo Político/ (Jornalista – MTb 15.280/MG) e Ministérios Criativos pelo IBIOL de Londres, é autora de 3 livros, entre eles: Anjos no Deserto - uma coletânea de testemunhos dos seus quase 10 anos de trabalho no Oriente Médio. Desde o ano passado está envolvida com o trabalho de atendimento aos refugiados da guerra civil da Síria. Veja este vídeo de divulgação para conhecer mais sobre nossas famílias e como desenvolvemos o serviço.