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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

6 de janeiro de 2010

Para onde vamos?

Confesso que quando recebi esta dica por email, fiquei "bege".
Bradei em plenos pulmões: Me amarrota que to passado.

Vejam o vídeo:



Agora comentem:

Para onde vamos se a banalização do evangelho continuar assim?
Será que os versículos sobre sodomia e o uso natural do corpo foram suprimidos?

1 Coríntios 1:26-27 - Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.

1 Coríntios 6:9-10 - Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.


Sodomitas a palavra no original grego é arsenokoites, que é formada por duas palavras: arsen (macho) e koite (cama/leito/sexo). Traduzindo literalmente significa “macho que se deita com outro macho”.

Romanos 1 diz:

21 porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.

22 Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos,

23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.

24 Por isso Deus os entregou, nas concupiscências de seus corações, à imundícia, para serem os seus corpos desonrados entre si;


25 pois trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador, que é bendito eternamente. Amém.


26 Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza;


27 semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.


28 E assim como eles rejeitaram o conhecimento de Deus, Deus, por sua vez, os entregou a um sentimento depravado, para fazerem coisas que não convêm;


29 estando cheios de toda a injustiça, malícia, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, dolo, malignidade;


30 sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pais;


31 néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, sem misericórdia;


32 os quais, conhecendo bem o decreto de Deus, que declara dignos de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam.


Depois de lerem isso, o que me dizem?

Veio daqui

Postado por Alan orenegado

Aristeu... Evangelico Honesto!




Esse em vez de participar da Figueira $anta de I$rael preferiu ganhar o seu salário com o suor do trabalho....rssss


Essas perólas só tem aqui em BH!!!

Teologia Relacional ou Teísmo Aberto


        O que falta aparecer na arena teológica? Alguns teólogos modernos se apresentam agora com as suas ideais moderníssimas, querendo transformar Deus num ser comum, igualzinho a todos nós, expondo a sua chamada "Teologia Relacional" (ou "Teísmo Aberto"),  na qual o nosso Deus é retratado como uma pessoa que nada tem de Onisciente, Onipotente e Onipresente. Os profetas do Teísmo Aberto  afirmam que Deus não conhece o futuro completamente, e pode mudar de idéia conforme as circunstâncias, ou seja, Ele é tão falível como Suas criaturas.

Estou fora desse tipo de teologia, pois o Senhor Jesus admoestou os judeus: "Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus. E qualquer que receber em meu nome um menino, tal como este, a mim me recebe". (Mateus 18:3-5). Quero conservar minha fé infantil, conforme Cristo nos ordenou.

          Não preciso de uma teologia dissecando Deus, como se Ele fosse um cadáver a ser estudado numa Escola de Medicina ou Enfermagem. Para mim, Ele é Santo demais e por isso, limito-me a me curvar humildemente diante grandeza da Verdade, que é a Sua Palavra Santa para me sentir garantida.

        O escritor René Kivitz diz em sua obra - O Livro Mais Mal-Humorado da Bíblia: "Devemos acabar com essa ideia de vida cristã" ... "Quando a vida nos decepciona, ou a gente corre para o divã, para um prosecco [ele quis falar de um vinho seco?] ou para o divino. O problema é que Deus também decepciona".

          Curioso é que Deus nunca me decepcionou, talvez por causa da minha fé infantil, que Nele confia inteiramente e sempre espera o melhor da parte dEle, conforme podemos ler em Tiago 1:7, 3:17  e 4:10) -  "Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação... Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia... Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará."

            Depois de enveredar pelas teologias liberais, os escritores americanos conduziram o povo ocidental à descrença na Divindade de nosso Senhor Jesus Cristo, o mesmo tendo acontecido na União Européia, onde 99 entre 100 pregadores entregam nos púlpitos um Jesus equiparado a Buda, Maomé e Confúcio, portanto apenas um grande pregador e líder religioso.

          No dia em que eu não mais acreditar em Hebreus 1:1-4:  "Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,   a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas; feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles", vou rasgar a Bíblia, que leio em três idiomas, e nunca mais vou citar o Nome de Jesus Cristo. Provavelmente, irei me dedicar a escrever sobre moda e beleza. Quem não crê que Jesus Cristo é Deus e que Deus é Absolutamente poderoso e tão cheio de amor a ponto de ter enviado o próprio Filho para nos salvar da morte eterna, para mim é um incrédulo. Em vez de continuar escrevendo sobre religião cristã, um pastor liberal deveria ganhar a vida em outro ramo, deixando de lado a pregação da Palavra e o ofício de pastor. Pregar a Teologia Relacional é conduzir as ovelhas à apostasia da fé cristã e explorar o Nome Santo de Jesus Cristo com o objetivo de ganhar dinheiro e viver confortavelmente à custa do humanismo secular travestido de Cristianismo.

          Pior ainda, é aceitar dízimos e ofertas dos membros de uma igreja que cresce espalhando a  HERESIA de que Deus não se relaciona conosco em Seus atos, nem se incomoda com o que nos acontece, contrariando o que Jesus disse aos Seus seguidores judeus: "Mas não perecerá um único cabelo da vossa cabeça". Se Ele não é Deus,  ou é um Deus relativamente fraco para controlar as forças da natureza, então o Livro do Apocalipse é um fiasco e a Bíblia é um livro de lendas e superstições judaicas, conforme a Teologia Relacional.

          Caros profetas do Teísmo Aberto: vocês erraram a vocação. Tentem conseguir um bom emprego federal, ganhem sua vida honestamente numa ocupação secular, deixando o púlpito para quem ainda crê na Onipotência, Onipresença e Onisciência de Deus.  E podem continuar usando essas palavras bonitas e desconhecidas dos leitores "medíocres" (como eu), porém deixem de minimizar o valor da Palavra Santa, porque este pecado vai conduzir vocês a uma agonia sem fim...

 

Mary Schultze, 05/01/2010 – www.maryschultze.com

(recebi da autora por e-mail)


Publicado por Wagner Lemos - Web Evangelista 

“Obama é, com certeza, maior do que Jesus”


Jornal deifica presidente americano e descarta Cristo.

(Por Bob Unruh) – O editorial de um jornal dinamarquês, citando tanto as políticas externas quanto internas adotadas pelo presidente Barack Obama, está deificando o líder político americano.

"Obama é, com certeza, maior do que Jesus — se tivermos de jogar esse absurdo jogo do Natal", opinou o editorial não assinado ontem em Politiken, que se gaba de ser o maior jornal da Dinamarca, publicado desde 1884.

A tradução em inglês foi fornecida online por Julian Isherwood.

O editorial continuou: "Mas, provavelmente, é mais importante insistir em que com o triunfo dele hoje nos EUA, ele já garantiu para si um lugar nos livros de história — um espaço que ele tem boas chances de expandir de modo considerável nos próximos anos".

O jornal diz que Obama "é provocativo ao insistir em estender a mão, onde outros só vêem animosidade".
E embora "seus resultados tangíveis em curto prazo sejam escassos", suas palavras "permanecem na consciência de sua audiência e têm efeitos de longo prazo".

"Ele vem de origem humilde e defende os fracos e vulneráveis, pois ele pode se identificar com a condição deles", disse o jornal. "E não estamos pensando em Jesus Cristo, cuja data de nascimento acabamos de celebrar. Estamos falando do presidente dos Estados Unidos Barack Hussein Obama".

O editorial comentou que "seria natural chegar-se à idéia de uma comparação entre Jesus e Obama. Se se fizesse tal comparação, é certeza que Obama levaria vantagem".

O editorial, escrito na ocasião de um voto legislativo em favor do plano de saúde de Obama que institui controle governamental total, citou "o direito de todos os cidadãos de não se arruinarem financeiramente quando sua saúde não está bem", assim como "o maior pacote de ajuda financeira da história dos EUA, um importante acordo de desarmamento e o mais rápido restabelecimento da reputação americana da História".

"Por outro lado, há os milagres de Jesus, dos quais todos ainda se lembram, mas que só beneficiaram poucas pessoas. Ao mesmo tempo, há as maravilhosas parábolas sobre sua vida e obras que conhecemos a partir do Novo Testamento, mas que têm sido interpretadas de formas tão diferentes durante os 2000 anos passados que é impossível dar um resultado claro de suas obras", disse o jornal.

"Todos nós sabíamos que esse dia chegaria", escreveu Jeremy Wiggins no blog da Associação da Família Americana. "Sabíamos que alguém da esquerda acabaria tentando comparar Barack Obama com Jesus", escreveu ele.

"O que quero saber é isto: Como é que dá para comparar uma pessoa que não fez NADA com alguém que fez TUDO? O presidente Obama se prostrou diante de reis, mas diante de Jesus reis vão se prostrar, pois ELE é o Rei dos Reis. Suponho que a comparação mais próxima que eu poderia usar na comparação de Obama com Jesus é comparando uma formiga com um edifício arranha-céu. Não só Jesus é VASTAMENTE maior do que Obama, mas eles nem mesmo estão na mesma categoria para se comparar!" escreveu ele.

WND fez várias reportagens sobre múltiplas referências e sugestões da deidade de Obama, inclusive quando o cantor britânico Sting disse que o presidente Obama poderá ser a resposta para os problemas do mundo — a resposta divina. "De muitas maneiras, ele foi enviado por Deus, pois o mundo está uma bagunça", ele disse em entrevista à Associated Press na época.

Antes, foi uma das redatoras de um jornal universitário que escreveu: "Obama é meu Jesus".

Maggie Mertens, uma das redatoras do jornal da Faculdade Massachusetts' Smith, disse: "Obama é meu amigo. E não estou dizendo isso porque ele é negro — estou dizendo isso em referência a uma camiseta estampada de uns dois anos atrás que dizia 'Jesus é meu amigo'. Sim, foi o que eu quis dizer. Obama é meu Jesus".

A confissão dela apareceu recentemente na seção de comentários do jornal universitário Smithsophian sob o título: "Eu O Seguirei: Obama como Meu Jesus Pessoal".

"Embora os religiosos vejam isso como idolatria ou embora outros pensem que tudo nessa sentença ofende, temo que seja verdade", escreveu ela.

Além disso, um artista que planejou apresentar um retrato de Obama numa pose como de Cristo com uma coroa de espinhos na cabeça cancelou o evento devido à "esmagadora revolta do público".

E foi Louis Farrakhan, o líder do grupo muçulmano Nação do Islã, que declarou no ano passado que quando Obama fala, "é o Messias que está realmente falando".

Houve também outro acontecimento durante a campanha de Obama quando um site perguntou: "Será que Barack Obama é o Messias?" Essa manchete sintetizou a onda de euforia que seguiu o crescimento espetacular do senador do Partido Democrata.

O site ficou famoso com uma declaração de Obama estrategicamente extraída de um discurso dele na Faculdade Dartmouth, em 7 de janeiro de 2008, logo antes da eleição do Partido Democrata para escolher um candidato à presidência. Foi nessa ocasião que Obama declarou aos estudantes: "Uma luz brilhará por essa janela, um raio de luz descerá sobre vocês. Vocês experimentarão uma presença divina, e de repente compreenderão que precisam ir votar" em Obama.

O site inclui isto:
SEJA O TEU NOME OBAMA
TUA MUDANÇA VIRÁ
TUA VONTADE SERÁ FEITA…

Fonte: www.juliosevero.com / O Verbo

Seja o tipo de homem que, quando seus pés tocam o chão a cada manhã, o INIMIGO fala "Oh droga, ele acordou! "


Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é suprimi-la !

Menino com agulhas no corpo também sofreu tentativa de estrangulamento

Pai da criança - investigado pela polícia - foi solto no sábado, depois de ficar 10 dias preso

O delegado Armando Pacheco Gomes, de São João Batista, que trabalha no caso do menino E.A.C.C., de 2 anos, de São Vicente Férrer, que tem ao menos cinco agulhas no corpo, revelou dois fatos novos apurados pela investigação policial que tenta descobrir quem introduziu os objetos na criança. Segundo o delegado, alguém teria tentado estrangular o garoto alguns meses antes de serem constatadas, num raio-X, as agulhas em seu corpo. 

A polícia também descobriu, na casa de Tamires de Araújo, 20 anos, mãe da criança, um bilhete com orações e cânticos usados em rituais de magia negra, com ameaças a eventuais inimigos dos praticantes. O envolvimento com seitas que adotam sacrifícios humanos em seus rituais é a principal linha de investigação da polícia para elucidar o caso.

A suposta tentativa de estrangulamento de E.A.C.C. - que atualmente está sob os cuidados da avó paterna, Maria Balbino, por determinação da Justiça - foi informada por pessoas que prestaram depoimento ao delegado Armando Pacheco nos últimos dias. "Em depoimentos tomados na quinta-feira, duas pessoas do povoado Limão [onde moram a criança, os pais e familiares deles] disseram não saber se o pai do menino, o lavrador Francisco Balbino Coelho Campos, 23, tinha envolvimento com rituais de magia negra. Mas, segundo declarações da própria mulher dele, ele freqüenta tambores de mina", disse o delegado.

Francisco Balbino foi solto na madrugada de sábado, depois de ficar preso temporariamente por 10 dias. Sua prisão foi pedida porque ele estaria, segundo a polícia, ameaçando testemunhas que o incriminaram em seus depoimentos. O delegado Armando Pacheco preferiu não pedir a prisão preventiva do suspeito, por entender que ele não pode mais prejudicar o andamento das investigações.

Uma vereadora de São Vicente Férrer - município situado na Baixada Maranhense, a 275 km de São Luís - também foi ouvida pela polícia sobre o caso. Josefa Silva Pinto (PDT), a "Dôca", 64 anos, é dona de um terreiro de umbanda na cidade, e há algum tempo teria, segundo a polícia descobriu, sido procurada pelos pais do menino para que fizesse um "trabalho" com o objetivo de retirar as agulhas do corpo da criança. A vereadora negou envolvimento com qualquer tipo de ritual macabro.




O 'menino das agulhas' está com a avó; os pais, Francisco Balbino e Tamires de Araújo são investigados

Segundo o delegado Armando Pacheco, as investigações do caso devem ser concluídas no próximo dia 21, podendo ser prorrogadas por mais 30 dias.

Sete agulhas

As agulhas foram descobertas no corpo do garoto E.A.C.C. em agosto do ano passado, quando a criança foi trazida pela mãe do povoado Limão, em São Vicente Férrer, onde mora, ao Hospital Djalma Marques (Socorrão 1), em São Luís, depois de sofrer, em casa, segundo Tamires, uma queda da rede.

Um exame de raio-X detectou cinco fraturas, nas costelas e na clavícula do menino, e sete agulhas, além de fragmentos de outras, localizadas na região do abdômen. Em 27 de agosto, o garoto deu entrada na Unidade Materno Infantil do Hospital Universitário (HU), também em São Luís, onde passou por uma cirurgia que retirou duas agulhas - entre elas uma que havia perfurado o fígado - e pedaços de outras duas.

Os médicos optaram por deixar as outras cinco agulhas no corpo do menino porque as remoções trariam riscos à criança, que hoje está fora de perigo.

Conforme a polícia, a mãe da criança, Tamires de Araújo, pode responder por negligência e lesão corporal culposa, por só levar o menino ao hospital oito dias após a queda da rede.

Fonte: Jornal Pequeno

Inglesa ‘defende’ Deus em novo livro, que deve chegar ao Brasil neste ano

Livro deve chegar ao Brasil até o final de 2010 e promete confrontar as literaturas ateístas

Uma das mais prestigiadas autoras sobre as religiões monoteístas da atualidade, a historiadora britânica Karen Armstrong acaba de lançar "The Case for God" ("Uma Defesa para Deus", em tradução livre).

O título, que deve chegar ao Brasil até o final de 2010, contrapõe a recente leva de escritores que se dedicam a contestar as religiões e provar que Deus não existe.

Karen já publicou mais de 20 livros sobre religião, entre eles "A Bíblia: Uma Biografia", onde mostra que a principal função da Bíblia não foi apoiar doutrinas e crenças particulares e, embora os autores bíblicos se contradigam, suas visões múltiplas convivem num mesmo livro. 

Para ela, este é um indício claro de que toda interpretação da Bíblia significa necessariamente a abertura de espírito. 

Fonte: Folha Online

5 de janeiro de 2010

Intolerância religiosa envolve 70% da população mundial

Washington, 04/01/2010, (IPS) - Quase 70% dos 6,8 bilhões de habitantes do planeta vivem em países com severas restrições estatais e hostilidades sociais à liberdade religiosa, segundo o Pew Research Center, centro de pesquisas com sede em Washington, que analisou as restrições à religião em políticas de Estado de 198 países e territórios, bem como as hostilidades contra indivíduos, organizações e grupos sociais.

Arábia Saudita, Paquistão e Irã encabeçam a lista de nações com a pior situação no geral, enquanto Oriente Médio e África do Norte são as regiões com as maiores restrições governamentais e sociais, segundo o informe, que inclui 99,5% da população mundial. América do Norte e América do Sul estão entre as zonas com menores níveis de restrições governamentais e sociais, diz o estudo publicado em dezembro.

Dos 25 países mais habitados do mundo, as maiores limitações estão no Irã, Egito, Indonésia, Paquistão e Índia, enquanto os menores obstáculos são encontrados no Brasil, Japão, Estados Unidos, Itália, África do Sul e Grã-Bretanha. Às vezes, as duas variáveis não seguem lado a lado. “Vietnã e China, por exemplo, mostram grandes restrições governamentais à religião, mas quanto às hostilidades sociais estão em um nível moderado ou baixo”, diz o estudo. “Na Nigéria e em Bangladesh, registra-se o padrão contrário. As hostilidades sociais são altas, mas caem para moderadas com relação às ações do governo”, acrescenta o informe.

O estudo utiliza dados de 16 organizações estatais e não-governamentais, incluindo a Organização das Nações Unidas, o Departamento de Estado norte-americano e a defensora dos direitos humanos Human Rights Watch. Entre as restrições estatais examinadas pelo Centro Pew estão as limitações constitucionais ou outras proibições contra a liberdade de expressão. A hostilidade social foi medida pelo terrorismo com motivos religiosos e a violência entre confissões de fé.

As restrições governamentais são relativamente baixas nos Estados Unidos, mas a hostilidade é maior do que em outras grandes democracias, como Brasil e Japão. A maioria dos países protege a liberdade religiosa em suas constituições ou leis, mas apenas um em cada quatro cumpre plenamente essas proteções legais. Em 75 nações, os governos limitam os esforços proselitistas das organizações religiosas, e em 178 (90% do total) os grupos religiosos devem se registrar em órgãos do Estado.

China e Índia, os países com maior população do mundo, também têm restrições extremas, mas com diferenças. As restrições governamentais são muito altas na China e entre moderadas e altas na Índia, enquanto a hostilidade social é de baixa a moderada na China e muito alta na Índia. “Também há países muito pequenos (com altos níveis de limitações), como Maldivas. Mas, vendo por esse lado, quanto maior o país multiplica-se a quantidade de problemas com os quais sua população deve lidar”, disse Brian Grim, pesquisador do Centro Pew, em entrevista à IPS.

Os primeiros lugares na lista de restrições governamentais ficaram com Arábia Saudita, Irã, Uzbequistão, China, Egito, Birmânia, Maldivas, Eritréia, Malásia e Brunei. As piores hostilidades sociais foram encontradas em Iraque, Índia, Paquistão, Afeganistão, Indonésia, Bangladesh, Somália, Israel, Sri Lanka, Sudão e Arábia Saudita. Israel tem uma pontuação alta no índice de hostilidade social. “As hostilidades sociais de Israel incluem atos de terrorismo relacionados com a religião e guerra de hostilidades com os palestinos”, explicou Grim.

A maioria dos países que apresentam níveis muito altos de restrições à religião compartilha uma particularidade, disse o pesquisador. “Eles tem em comum a característica de ter movimentos para definir o país religiosamente. As consequências da invasão dos Estados Unidos no Iraque foram a luta entre as facções islâmicas sunitas e xiitas” para determinar a identidade religiosa do país, afirmou Grim. A tendência geral é que os níveis mais altos de restrições governamentais ocorram no Oriente Médio e na África do Norte, seguidos de Ásia e Pacífico. Em geral, as limitações governamentais parecem ser menores na África subsaariana do que na Europa.

O vínculo entre religião e os temores gerados pela imigração, como revela o referendo de novembro na Suíça que proibiu a construção de minaretes, pode ser o fator principal dos níveis mais altos de restrições estatais no continente europeu. (IPS/Envolverde) (FIN/2010) 


Fonte: IPS

 

Versículos bíblicos que não existem... mas que são usados em pregações.


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Por: Rafael Gabas Thomé de Souza

1. “Onde está seu coração, ali está o seu tesouro.”
Este “versículo” é tão usado pelos presbíteros, e citado pelos cristãos em geral, que é difícil encontrar alguém que identifique sua falsidade. De forma que podemos considerá-lo até como um “aspirante a versículo”. Na verdade, a maioria dos evangélicos acredita que, tão certo quanto o fato de Deus ser composto por três Pessoas, estas palavras são da própria Bíblia. A confecção deste texto inverídico deve ter sido feita após uma leitura desatenta do Sermão da Montanha, especificamente na parte em que o Mestre prega sobre o ajuntamento ilícito de riquezas na terra. Repare a diferença entre o trecho original e o texto distorcido pelos homens:
“Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.”
(Mt 6.21)

Os descuidados invertem o dito do Senhor Jesus: colocam “coração” onde está escrito “tesouro” e põe “tesouro” onde está escrito “coração”. Isso para que dê a aparência de que Cristo ensinava que não importa a quantidade de bens materiais que a pessoa possua: bastaria ela colocar o coração em Deus que estaria tudo resolvido.
O que Jesus disse, realmente, é que nós podemos saber onde está o coração de uma pessoa observando onde ela ajunta suas riquezas: no céu ou na terra.
Vale lembrar que isso não condena o enriquecimento material, defendido como uma bênção divina em toda a Bíblia (Ec 5.19; 1Tm 6.17). O Messias estava apenas usando um recurso semítico de linguagem, comum na Bíblia, onde o lado natural era enfraquecido para enfatizar o lado espiritual. Por exemplo:
a) "Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna..." (Jo 6.27)
Será que Jesus estava condenando o hábito de trabalhar pelo sustento material, ou Ele queria apenas dar importância ao ato de buscar as coisas de Deus? Outro exemplo do recurso semítico usado por Jesus é encontrado no Antigo Testamento, onde José diz:
b) "...não fostes vós que me enviastes para cá, e, sim, Deus…" (Gn 45.8)
Assim, poderíamos concluir que os irmãos de José não o mandaram para Egito. Mas, quatro versículos antes, ele havia dito: "Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito." (vs. 4)

Pregando sobre a forma de amar aos semelhantes, o apóstolo João declara:
c) "Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade." (1Jo 3.18)
Fica claro que João não desejava proibir o uso de palavras no exercício do amor, mas somente afirmar que o amor não pode se limitar ao uso delas. De qualquer forma, não devemos e não podemos criar textos bíblicos para defender o ajuntamento de riquezas terrenas, pois a própria se encarrega de fazer tal defesa em inúmeras outras porções.


2. “A fé vem pelo ouvir, e ouvir a Palavra de Deus.”
Igual ao versículo anterior, esta frase é corriqueiramente declarada aqui e ali, sempre que o assunto tocado é fé. Ele é tão engenhosamente elaborado que muitos homens e mulheres de Deus o “soltam” de vez em quando, crendo piamente de que estão proferindo a Palavra de Deus. Na verdade, o que a Bíblia ensina é:
“De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus.”
(Rm 10.17) [ARC]

O apóstolo dos gentios está afirmando que o “ouvir” é produzido pela Palavra de Deus, e que é por esse “ouvir” que vêm a fé. É bem diferente do que os descuidados fazem a Bíblia parecer ensinar, pois, conforme a “pérola” pseudo-escriturística que eles criaram, é o ouvir do homem que gera a fé. Para entender melhor a diferença entre as versões de Rm 10.17, veja o que diz a Revista e Atualizada:
“E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.”
A palavra “ouvir”, empregada em várias traduções, tem o sentido de “entender”, “compreender” a mensagem do evangelho, por meio da pregação expositiva, e não ao mero ato de escutar.


3. “Os anjos queriam pregar o Evangelho, mas Deus reservou esta tarefa aos homens.”
É difícil entender de onde se originou esta tese teológica. Ela é tão espalhada pelas igrejas que se tornou quase um “adendo” popular à Bíblia, um versículo extraído da cartola mágica cada vez que se fala sobre a necessidade de levar as boas-novas aos perdidos. Apesar da raiz desta árvore infrutuosa não ser de tão fácil identificação, podemos sugerir que ela se encontra nas palavras de Pedro, o apóstolo dos judeus:
“A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar.” (1Pe 1.12)
Talvez alguém que não conhece o sentido do termo “perscrutar” tenha lido o texto e daí tirado uma falsa conclusão, imaginando que o pescador de homens teria escrito que as “coisas” que os anjos anelam perscrutar é a atividade da pregação, e que perscrutar significa “fazer”. Embora seja essencial conhecer o sentido dos termos usados na Bíblia, o indivíduo que fez o versículo “abíblico”, que estamos desmascarando, vir à luz, não precisava recorrer ao dicionário para interpretar adequadamente o escrito de Pedro.
Veja o que diz a Revista e Corrigida:
“..para as quais coisas os anjos desejam bem atentar.”
A tradução dos monges de Maredsous reza:
“Revelações estas, que os próprios anjos desejam contemplar.”
O que os seres celestiais desejam receber são as revelações proféticas de Deus, e não o encargo de levar o evangelho aos pecadores.


4. “E vi uma taça de ouro no céu. E perguntei: Que é isso, meu senhor? E me respondeu: Lágrimas de santos.”
Diferentemente das revelações divinas que os anjos queriam conhecer, as invenções humanas que vimos até aqui são pérolas baratas, recolhidas nas águas rasas do relaxo para com a Palavra de Deus. O pseudo-versículo transcrito acima foi citado duas ou três vezes por um querido pastor, a quem considero como grande pregador, e que possui uma igreja de tamanho médio, o que prova que ninguém está livre de soltar das suas “furadas” de vez em quando.
Este presbítero afirmou, com uma certeza tão segura quanto sua fé na auto-existência de Deus, que o diálogo acima foi tecido durante uma visão do apóstolo João, no livro de Apocalipse. Por incrível que pareça, ele não se preocupou em procurar este texto na Bíblia, quer antes de citá-lo, quer após, na repetição de seu erro. O mais próximo que lemos no livro das revelações ao que o referido pastor disse é o que segue:
“E, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.” (Ap 5.8)
“Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, que são e donde vieram? Respondi-lhe: meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro (...) E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.” (Ap 7.13,14,17)
A junção desalinhada destes versículos deve ter resultado naquela prole híbrida que, infelizmente, foi apresentada no púlpito daquela congregação ao povo que ali estava, como sendo a Palavra de Deus. Resta saber quem foi o pai da criança, o qual não apareceu na apresentação da bastarda.


5. “Ficai em Jerusalém até que seja glorificado do alto”.
Igual ao versículo anterior, esta “muamba” é o resultado da fusão de dois textos inspirados. O que o torna mais abominável que todos os outros é que tem, em sua genealogia, um problema semelhante ao visto na distorção de 1Pe 1.12: a falta de compreensão acerca de uma determinada palavra.
“Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de águas vivas. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado.” (Jo 3.37-39)
“E, comendo com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes” (At 1.4)
Durante um estudo bíblico que ocorria em uma célula um certo rapaz, a quem estimo e tenho como um servo de Deus, disse que havia uma parte da Bíblia em que Jesus aconselhava seus apóstolos a ficarem em Jerusalém até que Ele fosse glorificado, ocasião em que o Espírito Santo desceria sobre eles. De acordo com aquele jovem, isso significava que Cristo ficou esperando que os discípulos o louvassem, glorificando-o, a fim de que o batismo no Espírito Santo fosse concedido a eles. Na realidade, o apóstolo do amor, em sua biografia de Jesus, não empregou a palavra “glorificado” com o sentido de “elogiado” ou “louvado”. Eles quis dizer que Jesus, como homem, ainda não havia sido “engrandecido”, ou “exaltado”, o que só ocorreria quando fosse levado à presença de Deus, a fim de se sentar ao lado do trono e ser reconhecido como Deus por Sua criação (Fp 2.9-11; cf. Is 45.23).
Confira o que a Bíblia na Linguagem de Hoje verte em Jo 7.39:
“Jesus estava falando a respeito do Espírito Santo, que aqueles que criam nele iriam receber. Essas pessoas não tinham recebido o Espírito porque Jesus ainda não havia voltado para a presença gloriosa de Deus.”
O apóstolo Pedro confirmou que Cristo foi glorificado por Deus, na ocasião de sua assunção e exaltação divina:
“Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis. (...) Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.” (At 2.33,36)


6. “Toda a terra se encherá da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar.”
Esta passagem fictícia é muito bonita – existe até uma canção que entoamos sobre ela em minha igreja – mas não faz parte dos escritos inspirados. Na realidade, o que a Bíblia afirma é:
“Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.” (Is 11.9)
“Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar.” (Hc 2.14)
Como se vê, em momento algum se afirma que a terra se encherá da glória do Senhor. E isso para o desgosto dos que, mesmo com dezenas de anos de Evangelho nos ombros, tinham a frase supra-citada como sendo uma autêntica profecia divina.


7. “E Moisés disse: Que hei de fazer, Senhor? Pois eis que os egípcios se reúnem contra mim e contra este povo, a quem escolheste. E o Senhor disse a Moisés: Toca na águas.”
Deus não ordenou que Moisés tocasse no mar, e, realmente, não foi isso o que este profeta fez. Leia o relato singelo que se contrasta com a idéia exposta acima:
“Disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. E tu, levanta o teu bordão, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar seco.(...) Então, Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o Senhor, por um forte vento oriental que soprou toda aquela noite, fez retirar-se o mar, que se tornou terra seca, e as águas foram divididas.” (Êx 14.15,16,21)
Para quem possui dúvidas, basta atentar em que Moisés dividiu o mar não pelo toque de seu bordão na água do mar, mas pelo fato de estendê-lo sobre a água, fazendo com que um vento leste soprasse por toda a noite até dividir aquela massa líquida, que teria se juntado ao sangue hebreu caso Deus não houvesse intervindo com tal milagre (que, repetindo, não envolveu nenhum toque de vara).
Parece que há pessoas que não gostam do legislador de Israel, pois, como se não bastasse ele haver tocado na pedra para dela extrair água – desobedecendo à ordem de Deus para somente falar à pedra –, ainda querem fazê-lo incorrer em um delito de igual gravidade. Deste jeito, não era nem preciso esperar chegar nos limites de Canaã: nem mesmo da terra do Egito o escolhido de Deus teria passado. Tsc, tsc, tsc...


8. “Jovens, vós sois a força da igreja.”
A fim de defender a importância dos cristãos jovens, um querido e dedicado líder de igreja tinha por costume citar este “versículo”, a fim de dizer que eles seriam o motor do Corpo de Cristo. Isso é uma distorção grosseira e irresponsável da Palavra de Deus, que afirma algo muito diferente, porém também honroso acerca dos jovens convertidos do 1º século:
“Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno.” (1Jo 2.14c)
Oremos fervorosamente para que os jovens da Igreja Contemporânea também exibam estas três características, removendo e enterrando o que é velho (cf. At 5.5,6) para dar lugar às coisas novas do Senhor, uma nova porção do Espírito que caia como vinho fresco sobre a Igreja (Lc 5.37-39; Ef 5.18), abundando em conhecimento da Palavra (Mt 13.51,52; 1Jo 2.20,27), para que esta venha a ter cumprimento: “...e os jovens terão visões” (At 2.17).


9. “E, aconteceu que, subindo a arca do Senhor a Jerusalém, ao som da harpa, do alaúde e da cítara, Davi dançava no Espírito, com todas as suas forças.”
Hoje em dia, há pessoas que não aceitam o que a Bíblia ensina, em sua totalidade, acerca do louvor a Deus. Apesar de tão espirituais, elas são atingidas por uma “micalite aguda” (cf. 2Sm 6.20), que soa como um gongo pseudo-moralista toda vez que, numa reunião de culto, um crente se coloca a expressar sua gratidão e alegria ao Senhor usando todo o seu corpo, além dos lábios e das mãos. Para disfarçar essa mentalidade carnal, alguns afirmam que Davi – e também a profetiza Miriã –, dançou tomado pelo Espírito Santo, em uma ocasião única e inigualável, ignorando outras porções escriturísticas (Jz 21.19,20; Sl 149.3; 150.4; At 3.8).
É certo que o rei hebreu dançou mesmo no Espírito. Afinal, tudo o que os servos de Deus fazem é sob a direção Dele.
“Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito.” (Gl 5.25)
Se a dança davídica não fosse espiritual, o Senhor não teria se agradado dela, da mesma forma que Ele não se agrada quando alguém lhe entoa um cântico “na carne”, sem meios de render-lhe sacrifícios de louvor com os lábios (Hb 13.15).
Mas afirmar que o rei foi possuído por Deus enquanto levava a arca, dançando em estado de êxtase, é forçar o que está escrito e ir além da verdade – embora estas experiências fossem comuns entre os profetas daquele tempo.


10. “Tocava Davi sua harpa no palácio de Saul. E havia que, subindo sua adoração ao Senhor, o rei era liberto do espírito que o atormentava.”
Esse é um dos maiores mitos disseminados entre os evangélicos. As Escrituras não afirmam que Davi louvava a Deus perante o rei Saul, e tampouco que o demônio saía deste em razão da sua “adoração ungida”. Na verdade, os toques do jovem israelita, dedilhando as cordas de seu instrumento, acalmava a mente perturbada do monarca, causando-lhe um efeito terapêutico. Isso era meramente paliativo, pois o espírito voltava a atacar periodicamente, necessitando que Davi tocasse novamente para reverter o estado frenético em que o rei d’Israel ficava ao ser controlado por aquele demônio de loucura.
“E sucedia que, quando o espírito maligno, da parte de Deus, vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa e a dedilhava; então, Saul sentia alivio e se achava melhor, e o espírito maligno se retirava dele.” (1Sm 16.23)
Isso revela que, muitas vezes, métodos humanos podem surtir efeitos benéficos sobre vítimas de espíritos de cegueira, epilepsia, mudez, transtornos mentais, e outros.


11. “Cristo virá, e os mortos ressuscitarão; num instante, num abrir e fechar de olhos, nós subiremos a ele, e para sempre estaremos com o Senhor.”
Creio que este seja um dos dez principais contrabandos, vendidos nas igrejas evangélicas, como autênticos versículos bíblicos. É de uma natureza tão torpe, que é triste averiguar a imensa popularidade que conquistou em todas as camadas, dos novos convertidos até os maiores mestres da Palavra. Veja por si mesmo o que ensina a Palavra divina:
“Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.” (1Co 15.51,52)
O que o ministro dos gentios está dizendo? Que o arrebatamento será tão rápido como um piscar d’olhos, ou que a transformação dos nossos corpos –de mortais a incorruptíveis– será assim? É claro que a segunda opção é correta.
Esta história de Jesus voltar e os cristãos serem transformados e transladados, num milésimo de segundo, conseguiu se entremear nas páginas bíblicas em razão da aceitação do dispensacionalismo, um sistema escatológico que ensina que a Igreja não passará pela Grande Tribulação. Como os crentes poderiam ser arrebatados sem que o mundo os visse subindo até o Senhor? A resposta está neste texto pseudo-escriturístico.


12. “Não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução; antes, embriagai-vos com o Espírito Santo.”
Esse é usado para defender as experiências de êxtase, nas quais os crentes balançam, caem, riem e fazem outras coisas mais. É uma tolice recorrer a uma invencionice tão descarada para embasar estas coisas. Há textos verídicos que abrem espaço para crermos que o Espírito Santo pode fazer as pessoas ficarem como ébrias. Para saber mais sobre isso, consulte o estudo “As Escrituras e os Êxtases Espirituais".


13. “Em verdade, em verdade vos digo: o diabo vem para matar, roubar e destruir. Mas eu vim para tenhais vida, e vida em abundância.”
“O ladrão não vem senão para matar, roubar e destruir. Mas eu vim para que tenhais vida, e vida em abundância.” (Jo 10.10)
Quem é o ladrão que mata, rouba e destrói? O contexto clarifica a identidade de tal personagem:
“Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram.” (vs. 8)
No vs. 10, Cristo não está especificando uma pessoa em particular como “ladrão supremo”, que seria Satanás, mas afirmando um conceito genérico: uma pessoa que recebe o título de “ladrão” tem por ocupação a apropriação total do bem alheio, mesmo que isso inclua roubar, destruir e matar aos outros. Contrariamente a isso, Jesus não é ladrão, pois Sua obra é o oposto disso: trazer a vida abundante, que é a vida eterna, espiritual. Em momento algum o Mestre cita a existência ou atuação do diabo.


14. “Buscai, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas.”
15. “Vós escolhestes a Saul sobre vós e vossos filhos, mas eu, o Senhor, não o escolhi; eis agora a Davi, homem segundo o meu coração, a quem tirei do aprisco de seu pai para reinar em Israel.”
16. “Irmãos, não desfaleçais; pois nos últimos dias virá o enganador, transfigurado em anjo de luz, o diabo e Satanás, que seduzirá a terra inteira. Ele surgirá como homem, falando e enganando a muitos, mas os escolhidos não lhe darão crédito.”
17. “E Sansão crescia em força e graça diante do povo de Israel; e era o varão mais forte de toda a terra, pois ninguém se igualava a ele entre os hebreus, os filisteus, os egípcios ou dos do lado da banda do oriente.”
18. “Aproveitando o sono de seu marido, Dalila foi e cortou-lhe as madeixas da cabeça, nas quais não passara navalha desde o nascimento; pelo que perdeu ele suas forças.”
19. “E, após os apóstolos terem visto o Senhor manifestado, chegou Tomé ao lugar em que estavam reunidos; contando-lhe os discípulos que o Senhor ressuscitara, e que havia aparecido a eles, não creu ele, pois era incrédulo, e duro de coração.”
20. “Vigiando em todo o tempo acerca do vosso falar e do vosso trato com os outros, pois Satanás anda em derredor, anotando nossas palavras; vede, portanto, que vossos dizeres não sejam usados para condenação, mas para glória no Dia do Senhor Jesus.”
21. “Acautelai-vos, pois Satanás, vosso inimigo, aguarda o momento de vosso desânimo para vos arrastar para o inferno, onde há pranto e ranger de dentes.”
22. “O diabo marca toda palavra que falamos.”
23. “E aconteceu que, com a pregação de Pedro, mais de três mil almas se converteram no dia de Pentecostes.”
Com certeza, muitos outros versículos “falseados” tem aparecido pelo mundo afora. Estes são os que conheci até hoje, sem contar as conclusões totalmente infundadas que alguns têm feito sobre textos bíblicos, tais como:
a) Pregar que Jesus levou nossas doenças físicas, baseando-se em Is 53.4,5, que é uma profecia do Antigo Testamento, que deveria ser interpretada à luz do Novo Testamento, em Mt 8.16,17 e 1Pe 2.24;
b) Ensinar que a prosperidade é um direito dos cristãos, com base nas promessas de Dt 28.1-14, enquanto as instruções sobre as guerras aos cananeus são espiritualizadas;
c) Declarar que a Igreja será arrebatada antes da Grande Tribulação, construindo um castelo de areia sobre 1Ts 5.9, em vez de ler este versículo à luz de Ap 14.10;
d) Isolar o texto de Dt 6.4 para negar a pluralidade de Pessoas na unidade de Deus, enquanto o Novo Testamento ensina que essa unicidade é formada por “o Pai, a Palavra e o Espírito Santo” (1Jo 5.7, Almeida), sendo que o próprio Antigo Testamento já deixa isso implícito (Gn 1.26 c.c. Is 44.24).

Além disso, ouvimos também as frases engraçadas, que são facilmente identificadas por qualquer conhecedor mediano das Escrituras:
“Se ajude, e Eu te ajudarei”.
“Quem pariu Mateus que o cuide”.
E por aí vai.
Autor: Rafael Gabas Thomé de Souza
O autor é é estudante e ex-atirador do TG 02-010 em Araçatuba (SP)
Fonte: [ Militar Cristão ]
Via: Bereianos

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Prenda me se for capaz! Versão Hernandes






Sinopse do filme: Um desafio sobre as batalhas judiciais nacionais e internacionais...

A historia do "paipostolo" que se viu cercado numa rede de intrigas... onde sua biblia virou cofre forte... ápos ser capturado ele começa uma batalha judicial internacional .. onde consegue escorregar... varias vezes desafiando promotores e juizes.


Obs: Baseado em fatos reais (Dificil, né? ....)



Nada mais do que merecido do que ver o sol nascer quadrado!
Vai eu pobre herege sonegar U$ 1,00.... Ia mofar na cadeia....

Conversões Abortivas: Culpa Nossa ou de Satanás?

Por John White

O Evangelismo não é uma Lavagem Cerebral

A primeira vez que vi a “lavagem cerebral” evangelística foi na Inglaterra, em 1945. Eu havia recebido a tarefa de ajudar uma jovem que “viera à frente” na noite anterior, mas que acordara no dia seguinte reconhecendo haver caído em uma armadilha que a levara a tomar uma decisão apressada. Sua angústia e confusão perturbaram-me profundamente.

Alguém poderia argumentar que a conversão da jovem foi genuína e que sua reação subseqüente foi inspirada por Satanás. Lembro-me de que naquela ocasião adotei esta opinião. Agora, porém, estou mais inclinado a pensar que sua conversão foi psicológica e não espiritual.

Deixe-me definir meus termos. Em certo sentido, toda conversão é psicológica. Toda conversão inclui uma decisão e uma mudança de perspectiva. Ora, decisão e mudança de perspectiva são fenômenos psicológicos. Mas, enquanto as alterações emocionais de uma conversão espiritual resultam da ação de Deus, em uma conversão puramente psicológica tais alterações resultam de uma técnica empregada ou de uma pressão emocional. Não representam um milagre da graça.

Esta distinção começou a resplandecer em minha mente quando ouvi falar sobre as técnicas de “doutrinamento” usadas pelos comunistas chineses, logo depois da revolução na China. Eles organizavam grandes concentrações com testemunhos pessoais, coros, oradores “dinâmicos”, apelos e obreiros pessoais — tudo comunista. Imitação fraudulenta do diabo? Não exatamente. Pelo contrário, era a maneira chinesa de empregar, aberta e deliberadamente, as técnicas que alguns evangelistas (talvez de modo inconsciente) usam para obter convertidos.

Nossas mentes estão sujeitas a determinadas leis e, em grau limitado, estão abertas a manipulações. Se, em uma multidão numerosa, me fizerem rir e, depois, chorar; e, em seguida, rir e chorar novamente; ese, em adição a isso, repetirem certas frases com insistência e, alternadamente, me falarem e me consolarem, a minha mente, se eu não estiver vigilante, se tornará cada vez mais flexível nas mãos daqueles que assim agem para comigo.

Poderei chegar a um ponto em que farão comigo o que desejarem. Meu juízo perde a sua sensibilidade, minha consciência se inflama, minhas emoções fazem tudo parecer diferente. Se, em tal condição, eu tomar a decisão que desejarem que eu tome, não importando qual seja esta “decisão”, provavelmente experimentarei alívio, alegria e paz. Este é um fenômeno psicológico bem conhecido. As suas técnicas também são bastante conhecidas. Ainda que eu permaneça alerta, talvez seja difícil resistir, pelo menos temporariamente.

A conversão espiritual autêntica é muito mais profunda. Possui uma dimensão imaterial, não-psicológica. É acompanhada por uma alegria e uma paz mais do que temporária. A conversão autêntica dá lugar à mansidão, à fome e sede de justiça, à humildade de espírito e a todos os frutos da justiça.

Se você é um pregador do evangelho, compete-lhe saber o que está fazendo. Tenha cuidado para não utilizar suas habilidades como pregador na realização de psicoterapia coletiva. Lembre-se de que está colaborando com o Espírito Santo. Você deve ter cautela em almejar grandes números de conversões, para que não tente realizar a obra que compete ao Espírito Santo. Seu trabalho, como pregador, consiste em explicar a Palavra de Deus, mostrando como ela se aplica. A obra do Espírito Santo consiste em fazer a Palavra arraigar-se na consciência do homem, a fim de que este permaneça sob o efeito da convicção. Portanto, não brinque com a consciência do pecador, relatando-lhe histórias espantosas. Permita que o Espírito Santo realize a convicção e desperte o temor. As histórias servem para esclarecer pontos obscuros da mensagem, não para produzir calafrios na congregação.

Isto significa que todas as técnicas de evangelismo estão erradas? Não, não penso assim. É impossível fazer qualquer coisa sem alguma técnica. Precisamos de técnicas para comunicar a verdade com clareza. Prefiro dizer que as técnicas se tornam imorais quando, consciente ou inconscientemente, nós as utilizamos para manusear a vontade, as emoções ou a consciência de outrem; quando adquirem maior importância, em nossos pensamentos, do que o Espírito de Deus; quando os resultados se tornam mais importantes do que as pessoas.

Emoções falsas

Não sou contra as emoções na pregação, e sim contra o emocionalismo. Não me declaro contrário à persuasão fervorosa, e sim contra os truques utilizados para levar um homem a mudar de opinião. Paulo pleiteava com homens e mulheres, chorando enquanto os exortava. Uma atitude magnífica! Porquanto o evangelho de Jesus Cristo não consiste de uma inexpressiva proposição intelectual, e o destino de um homem impenitente não é uma questão de simples interesse acadêmico.

Por conseguinte, que haja lágrimas e não os que “arrancam lágrimas”; que haja persuasão e não as técnicas persuasivas. Em áreas não- espirituais, quando tratamos sobre algo que nos preocupa, lemos livros e manuais para aprender técnicas persuasivas, a fim de levarmos os indivíduos a tomarem decisões. Porém, na pregação, prefiro mais um pregador que chora e uma congregação de olhos enxutos do que o contrário. O pregador tem algo a respeito do qual pode chorar. Ele enxerga, ou deveria enxergar, como as pessoas realmente são, e sua tarefa consiste em transmitir o que vê. E neste processo talvez não seja capaz de controlar suas emoções.

O perigo das manipulações psicológicas não se limita às grandes concentrações de pessoas. As técnicas de evangelismo pessoal podem ser igualmente perigosas.Vocês já se encontraram com pessoas que lhes perguntaram: “Oh! Será que passei pela experiência?” Ao questioná-las, vocês descobriram que elas haviam “aceitado o Senhor”, quando algum evangelista pessoal excessivamente zeloso apenas as pressionou demais. É verdade que alguns desses “convertidos” podem ser pessoas regeneradas que estão se afastando do Senhor. Mas estou igualmente certo de que a maioria destes casos resulta da “lavagem cerebral” evangelística aplicada por certos “obreiros pessoais”.

Parte de nossa dificuldade se origina de nosso desespero em busca de resultados. Os pastores que trabalham de “tempo integral” têm de provar que estão labutando de tal modo que merecem seu salário. São obrigados a obter resultados e se desesperam por desejarem ser bons agentes de vendas do seu produto. Os que estudam para o ministério evangélico tentam provar seu desempenho cristão (como alguns guerreiros índios provam sua masculinidade) arrancando alguns escalpos.

Ora, os resultados nos deixam perplexos. Não estou dizendo que não devemos ficar preocupados, quando as pessoas ao nosso redor não se deixam levar à salvação. De fato, neste caso deveríamos ficar extremamente preocupados. Entretanto, os resultados precisam ser genuínos, a fim de que tenham qualquer valor. É a regeneração que torna o pecador apto para o céu, e não a manipulação de uma conversão psicológica.

O que posso dizer sobre os motivos que tenho em mente, quando busco resultados? Eles se originam de um sincero interesse pelo meu próximo? Originam-se do amor de Cristo que me constrange? Anseio pela glória de Deus? Ou simplesmente estou procurando comprovar algo?

Motivos falsos

Outro problema que está por trás de nossa paixão por resultados é que pertencemos à cultura do agente de vendas. O verdadeiro representante de nossa época não é o cientista, nem o herói do espaço, e sim o vendedor. Este é o homem que realmente mantém as rodas girando.

Ora, o sucesso de um vendedor é medido pelo número de coisas que ele pode vender. Se estiver vendendo, então, ele é sucesso.Muitos vendedores são assaltados por dúvidas secretas quanto à qualidade do produto que vendem. Têm de reprimir essas dúvidas, usando as técnicas nas quais foram treinados. Na realidade, as grandes companhias têm as suas próprias técnicas que visam manter em alto nível a moral dos vendedores.

O vendedor deve vestir-se bem e dirigir um automóvel. Isto cria uma aura de sucesso; e isto gera mais sucesso. O vendedor deve estar interessado nos seus clientes, e seu interesse deve ser “genuíno”. (Todavia, qualquer interesse pode ser genuíno quando o motivo final é uma venda, a comissão e o sucesso?) O vendedor tem de mostrar não apenas a virtude de seus produtos, mas também que o seu produto é exatamente aquilo do que seu cliente necessita.

Vivendo em um mundo de vendedores que batem de porta em porta, em um mundo de seus parentes mais sofisticados: os comerciais de rádio e televisão, a propaganda de revistas e os milhares de truques publicitários, é natural muitos imaginarem que o evangelho é apenas mais alguma coisa a ser vendida. Por isso, muitos ensinam abertamente que o evangelismo é uma questão de boa técnica de vendas.

As comparações são óbvias. Na realidade, possuímos algo do que o mundo inteiro necessita. Temos a responsabilidade de levar o conhecimento desse Algo (ou Alguém) a toda criatura. O fator tempo é importante. Homens e mulheres deveriam estar fazendo decisões favoráveis por nosso Produto (desculpem esta palavra tão repugnante).

No entanto, há certos perigos nesta comparação. D. Maria pode (devido às técnicas do vendedor) comprar vassouras, para mais tarde perceber que isso não era o que ela queria. Até certo ponto, embora muito sutilmente, ela foi vítima de “lavagem cerebral”. Isso poderá deixá-la perturbada, mas não será uma grande tragédia. Muito mais trágica é uma decisão de seguir a Cristo que representa apenas a anuência do decidido à “técnica de vendas” do evangelista.

Esperança falsa

Em primeiro lugar, se o Espírito Santo não tiver agido em seu coração, esse indivíduo não terá nascido de novo. Sua “fé” não será a fé que conduz à salvação. Terá uma esperança falsa.Se, por outro lado, ele reagir contra a sua “conversão”, sua resistência ao evangelho aumentará muito no futuro. Em todo o mundo, existem grandes multidões que estão duplamente vigilantes contra o evangelho, por haverem passado por uma experiência espúria de conversão.

Acrescente-se a isto o fato de que a filosofia de vendedor está repleta de precipícios morais. É contrária à própria natureza do testemunho do evangelho. Vestir-se bem? Para quê? Para impressionar? Por amor ao testemunho? Será que o testemunho consiste de um terno impecável e roupas bem passadas? Ou estaremos confundindo testemunho com reputação e “imagem pública”?

E, o que é pior, você é um daqueles que está procurando exibir uma aparência vitoriosa, “para atrair pessoas a Cristo”? Isto, naturalmente, é o equivalente espiritual das roupas bem passadas. Você sorri (ou pelo menos espera-se que o faça), visto que o crente é um homem cheio de alegria. Você tenta ser semelhante a Cristo, embora não tenha uma idéia clara do que significa ser semelhante a Ele.

Faz parte da técnica. Você deve atrair pessoas a Cristo. E, se isto significa que deve suprimir uma parte do seu verdadeiro “eu”, desempenhando um grande papel em público, isto faz parte do testemunho. Mas o seu verdadeiro “eu” surge repentinamente no dormitório, onde não há ninguém, exceto Deus, para vê-lo. E, quanto a Ele, isso não tem importância. Ele não é um cliente; Ele já se encontra do lado certo.

Nunca lhe passou pela mente que a essência do testemunho (parte importantíssima da evangelização) é apenas honestidade franca? Você é sal, quer sinta isso, quer não. A Bíblia não ensina que o crente deve agir como sal, somente declara que ele é sal. Você é luz. Deus realizou algo em sua vida. Não tente brilhar. Permita que resplandeça a luz que Deus colocou ali.

Existência honesta

Ora, para que a luz do crente brilhe, nada é mais importante do que a honestidade. Temos de ser honestos perante os incrédulos. De fato, essa honestidade, por si mesma, constitui noventa por cento do testemunho. O testemunho não consiste em levantar uma fachada cristã com o propósito de convencer possíveis clientes. Testemunhar é ser honesto, é ser veraz quanto ao que Deus nos fez, tanto em nosso falar como em nossa conduta diária.

Tal honestidade exigirá que você fale a respeito de Cristo aos incrédulos com quem estiver conversando. O fato de que, no passado, você teve de criar oportunidades para falar sobre assuntos espirituais comprova que, no subconsciente, você estava evitando as oportunidades que lhe eram constantemente apresentadas.

Todos nós ocultamos a nossa verdadeira personalidade por trás de uma fachada. Para preservarmos a imagem que criamos é necessário que falemos e nos comportemos de determinada maneira. Nossa conversa é designada a criar certa impressão nas pessoas com quem falamos, a fim de que edifiquemos ou preservemos a nossa própria imagem, que desejamos vender. Ora, para muitos de nós, o “testemunho” significa adicionar determinadas características cristãs a essa imagem.

O verdadeiro testemunho, por outro lado, consiste em abandonar a fachada por trás da qual nos escondemos, e não em modificar tal fachada. Viver por trás de uma fachada é o mesmo que ocultar a lâmpada debaixo de um balde. E a falsidade é opaca em relação à luz divina.Ora, se você é honesto, ao menos parcialmente (a honestidade total é rara e difícil), na conversa que tiver com o incrédulo, descobrirá que é extremamente difícil não falar sobre coisas pertencentes ao cristianismo bíblico. Você diz que é difícil testemunhar? Eu lhe asseguro, porém, que com um pouco de honestidade é quase impossível não testemunhar.

Ignorância honesta

Ora, a honestidade também exige que admitamos não saber tudo. Um bom vendedor jamais fica sem resposta. Mas você não foi chamado para ser um vendedor, e sim uma testemunha. E isto significa que você deve ser franco a respeito do que sabe e do que tem experimentado.

Você está esperando até que tenha todas as respostas, antes de começar a testemunhar? Não o faça. De todos os modos, busque meios de responder às questões, mas não adie seu testemunho até que obtenha todas as respostas. Esteja preparado para dizer que não sabe isto ou aquilo. Ninguém ficará surpreendido. Deus não depende dos poderes de argumentação dos crentes.

Há algum tempo, estudantes do Instituto Bíblico Moody tiveram uma reunião na Universidade de Chicago. Durante o período de debate, foram apresentadas algumas perguntas difíceis. Os estudantes do Instituto Moody tiveram o bom-senso de admitir que não podiam responder certas inquirições. A honestidade deles fazia parte integral do seu testemunho.

E isto cumpriu o seu propósito. Um membro do corpo docente da Universidade de Chicago expressou publicamente seu interesse por ouvir mais. Afirmou que, pela primeira vez, havia encontrado crentes que admitiam não saber tudo. Ele afirmou que isto, ao invés de diminuir sua confiança neles, na realidade, despertou-a.

Avaliação honesta

A honestidade também exige que reconheçamos nossos fracassos. Fracassar é algo ruim, mas enganar a respeito do fracasso é muito pior. O fim nunca justifica os meios.Não quero dizer com isto que a honestidade consiste em extravasar os nossos piores instintos. Afirmo, porém, que admitir a própria indignação é melhor do que fingir não estarmos indignados. Também afirmo que admitir o fracasso, em nossa vida cristã, ao invés de ser prejudicial ao nosso testemunho, pode até constituir uma parte dele. Nossa própria honestidade é um testemunho. É mister grande graça e coragem espiritual para admitir o fracasso. Somente o homem que não se preocupa consigo mesmo, nem com sua imagem pública, tendo em vista exclusivamente o seu Senhor, será capaz disso.

O pecado e o fracasso não expõem Cristo ao opróbrio? É verdade. No entanto, o opróbrio não é removido quando encobrimos o pecado. É evidente que ninguém pode cuidar deste problema, enquanto não for suficientemente honesto consigo mesmo e, quando necessário, com seus semelhantes no que diz respeito a este assunto.

Não espere até ser perfeito para testemunhar de Cristo. O testemunho envolve a franqueza em todas as ocasiões, inclusive agora. Jamais encubra uma fraqueza sua com a finalidade de testemunhar. O que o mundo espera ver não é um crente perfeito, e sim o milagre da graça de Deus agindo em um crente fraco e imperfeito.

Muitos crentes de nossos dias têm a trágica e errônea idéia de que desempenham um papel extremamente importante na conversão de um pecador. Devemos exortar o pecador, não porque nossa exortação seja capaz de salvá-lo, e sim porque não podemos agir de outra maneira. Fazendo isto, seremos autênticos em relação ao que o Espírito Santo está fazendo em nós. O Espírito Santo é Aquele que verdadeiramente tem a incumbência de cuidar de uma alma recém-nascida. Desempenhar o papel dEle é perigoso, imoral e blasfemo.

Acredito que, no evangelismo moderno, tanto público como pessoal, estamos trocando nosso direito de primogenitura por um prato de lentilhas. Julgamos estar seguindo o Espírito Santo, quando, na realidade, estamos seguindo apenas uma psicologia barata. Não estamos apresentando uma Pessoa, e sim promovendo um símbolo. Fomos chamados à glória e à honra de sermos testemunhas do Senhor da História e do Redentor da humanidade, porém temos apenas produzido confusão por meio de todas as nossas técnicas que visam “obter decisões”.

É tempo de abandonarmos nossos enganos blasfemos, permitindo que nossa luz brilhe diante dos homens, a fim de que glorifiquem nosso Pai, que está no céu.

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Comentário renegado:

Anos atrás quando estava prestes a ser "renegado" eu defendia muitos destes ideais, você se pergunta: Porque ideais? É simples, honrar o evangelho é o ideal que Deus quer para o Cristão, é o que Cristo quer para sua igreja, é o que os grandes estudiosos esperam do povo de Deus.
Mas como "mamom" já passou para o nosso plano (veja Constantine - O filme), o que poderemos esperar deste povo?
Aviões, mansões, limousines já estão ficando fora de moda.

Postado por Alan orenegado