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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

1 de fevereiro de 2010

SHOW GOSPEL - UMA VELA PRA DEUS E OUTRA PRO DIABO?

No palco, o cantor de rap se esgoela: Vocês estão sentindo a presença de Deus? Então, digam amém!!. Ao meu lado, um casal de namorados (espero) desmentindo a mais famosa lei da física, além da presença de Deus, deve está sentindo outra coisa mais concreta. Este é o grande impasse da industria gospel: é show ou é louvor? É diversão ou é adoração? E uma atividade espiritual ou carnal? São compatíveis ou antagônicas? Poderiam ser simultâneas e harmônicas ou simultâneas e contraditórias?
Didaticamente, vamos tematizar estas possibilidades dentro das seguintes hipóteses: l. Não é diversão, é adoração; 2.  Não é adoração, é diversão; 3. Teologia do igual mas separado ou junto mais diferente.

1. Não  é diversão, é adoração.

Louvor pode muito bem ser sintetizado em alegria. Quem disse que louvor precisa ser chato, sombrio e sorumbático? Essa é a idéia da teologia carrancuda medieval, basta lembrar que, neste período, o riso era creditado como atividade de satanás. Louvor é a expressão da felicidade. Da felicidade não apenas física, passageira, temporal, mas plena. Ora, se posso – e devo – adorar a Deus com meu dinheiro, meus bens, meus dons, minha casa, enfim, minha vida, por que, então, não poderia adorá-lo com minha felicidade? Daí, que um show (pode-se questionar o termo, mas esse não é o momento da uma avaliação lingüística) além da possibilidade de louvar a Deus com minha voz, posso fazê-lo também com pescoço, braços, mãos, pernas, pés – enfim, com o corpo em sua totalidade. Aliás, o próprio espaço físico, antes ou depois usado para outros fins, neste momento se transforma em espaço sacro. Nisso, inclusive, estão todas as demandas acústicas, sonoras, estéticas, logísticas e, por que não, econômicas. Tudo, sem excluir nenhum aspecto, pode ser usado para a glória de Deus. Portanto, mesmo com a possibilidade de que em algum momento o show pareça apenas diversão, não é diversão, pois, a alegria é também para glória de Deus.

Ora, há quinhentos anos também não se podia combinar louvor com trabalho, mas Lutero e cia subverteram isso. A teologia reformada abençoa o trabalho – sim, o trabalho físico – do carpinteiro, ferreiro, soldado, tanto quanto o exercício litúrgico, sóbrio, compenetrado e sacro de um sacerdote diante de Deus. Não existe uma atividade presunçosamente espiritual, mais sagrada que outra, mas todas – todas mesmos – atividades devem ser feitas para a glória de Deus.

1. Não é adoração, é diversão.

Deus é espírito e sua adoração deve transcender ao tempo e ao espaço. Dançar, pular, bater palmas, assobiar, gritar, tudo isso se reporta a atividades do corpo dentro de uma espacialidade e uma temporalidade determinado. Deus não está limitado, o louvor, portanto, transcende a tudo isso.

Show diz respeito a um grupo em busca de recursos financeiros e diversos outros em busca de entretenimento. Junta-se, então, estas diferentes demandas, dá-se uma lubrificada gospel neste arremedo de culto, com algumas frases chavões, manifesta-se alguns chiliques espirituolóides e a galera se esbalda no trenzinho, na paquera, na dança, e, na falta de outro nome, chama-se isso de louvor!

Louvor nasce na quietude da alma reconhecendo sua finitude diante majestade e santidade de Deus; passa fundamentalmente por uma postura de arrependimento de pecados, confissão e quietude. Como, então, isso seria possível em um ambiente barulhento, cheios de refletores e com canhões de luz, estroboscópios, pessoas entrando e saindo, bebendo refrigerantes, dando gargalhadas, apreciando o visual incrementado uns dos outros e, sobretudo dançando, dançando muito. Isto pode ser diversão, entretenimento, hobby, atividade lúdica ou, dirão alguns, carnalidade, menos adoração.

1. Teologia do igual mais separado, junto mais diferente. Ou o samba do teólogo doido.

A despeito das posições anteriores antagônicas, simplistas e radicais poderia existir uma posição intermediária? Uma tentativa de conciliação entre adoração e diversão, dando uma seriedade na última e um pouco de leveza na primeira? Seria possível relativisar os pontos anteriores e conseguir um meio termo? Talvez. Quem quiser que tente. Mas, ao meu ver, ao se tentar fazer as duas coisas simultaneamente, conseguiu-se uma proeza: errar nas duas.

Simples, ao adorar se divertindo ou se divertir louvando, se piorou ambas. Faz-se um louvor avacalhado e uma diversão encabulada; um louvor artificial e uma diversão culpada. A dita adoração é comercial, pasteurizada, genérica e repetitiva do tipo: diga aleluia, bata palma para Jesus, dê um sorriso para seu vizinho, cumprimente o da esquerda, enfim, clichê. E é bom gritar desde o primeiro momento, pois o doublé de levita (sic) no palco, vai insistir perguntando se você está sentindo a presença de Deus. E você, compulsoriamente, terá de sentir, afinal, pagou o ingresso pra quê?

Adoração tem seu espaço, mas diversão também. Mas não precisamos viver patologicamente nessa ânsia de "louvar" em todas as atividades, pois devemos realizá-las naturalmente, como seres humanos normais, sem o ranço da religiosidade, até porque os propalados "louvorsões" são apenas exercício religioso mal feito para muitos, e lucro para poucos. Aliás, proliferou em nossa época uma imoralíssima indústria da "adora$ão". O slogan  é "uma geração de adoradores está nascendo", e eu acrescento, uma geração de adoradores ávida por consumir. Afinal, se chegou ao cúmulo do cinismo em se produzir um cd com "As mais ungidas". São mais ungidas por que vendem mais, ou vendem mais por que são mais ungidas? E, nós evangélicos, ainda temos o desplante de criticar a Igreja Católica por vender indulgências e os cultos afro por cobrarem por suas oferendas. O critério valorativo da industria do louvor é a caixa registradora.

A industria gospel tem vergonha de se assumir como entretenimento, daí a necessidade dessa pasteurizada na adoração. Por que crentes não podem se reunir para se divertir? Realizar reuniões simplesmente para conversar, brincar, desfrutar da leveza da vida? Ludicamente ouvir, ver, sentir, cheirar e comer sem culpa? Louvar a Deus pela vida sem chavões, esquemas, modelos, liturgias, obrigações, ranços. Maldosamente eu diria que o mercado gospel precisa dessa camuflagem para poder vender seus produtos para um curral domesticado. Vendendo o troço como "louvor" pode-se fazer um trabalho amador, cobrar qualquer preço, produzir qualquer ruindade, enfiar na goela da massa qualquer som, afinal basta uma letrinha falando de Jesus.

Convidado para uma festa de casamento, uma atividade pouco espiritual, Jesus não ficou neuroticamente procurando espiritualizar a falta de vinho, simplesmente foi lá e produziu mais. Ele não deveria ter usado seu tempo e seus dons apenas para louvor a Deus? Entre estragar a festa com a compulsória culpa religiosa, Jesus preferiu mais festa.

Em um show recente em SP aconteceu o seguinte: horário da programação 20 horas, a atração do show entrou no palco mais de 23 horas, som com problemas, anúncios mil, um revezamento de grupos e cantores para enrolação do público com imensos intervalos com vídeos clips. Além da aporrinhação forçosa dos cantores em exigirem que o público sentisse a presença de Deus, depois de horas de show-embromação, mais de uma hora de chuva no lado de fora, casa lotadíssima ainda com horário de encerramento do metrô se aproximando. Mas era para louvor de Deus – e benefício da conta dos produtores!

Enfim, não  é louvor por causa da irreverência domesticada, da avacalhação festiva, da espiritualidade forçada, da artificialidade litúrgica, da sensualidade subjacente, mas também não é diversão por causa da pobreza amadora, da bandalheira irresponsável, da estética brega, do falso moralismo culposo. Não consegue agradar a Deus nem aos consumidores.

Então é  uma espécie de vela para Deus e outra para o diabo? Não, neste caso, ambas as velas estavam apagadas


Por: Gedeon Freire de Alencar

O Culto e o Show


O Culto e o Show
"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos" ( 2 Tm 3.1).

A palavra "trabalhoso" advém do termo grego: "chalepós", com o sentido de: severo, selvagem, difícil, perigoso, doloroso, feroz, cruel e difícil de lidar". Descreve uma sociedade que é desprovida de virtude,mas abundante de vícios.

À medida que nos envolvemos com o sagrado, vamos também visualizando o que de fato é sagrado. Isto, não porque insinuamos ser mais corretos que outros, mas através de uma sintonia mais apurada com a Palavra de Deus nossos olhos se abrem para aquilo que de fato se reveste da veracidade divina.

Nesses "tempos trabalhosos" em que estamos vivendo e com a crescente Igreja que não é novidade em nosso país, muitas coisas que considero no mínimo estranha vem crescendo de forma assustadora. Refiro à confusão que sorrateiramente vai tomando espaço em nosso meio concernente aquilo que consideramos de mais sagrado, isto é, o ato de cultuar a Deus.

Lamentavelmente está havendo uma confusão: Estão transformando o culto em show. Seria isso legítimo? Mas para se ter uma visão mais ampla precisamos de algumas definições teológicas referente ao que entendemos como culto e aquilo que entendemos como show.

1. O que é culto? Culto é adoração a Deus e independe de um animador. Deve ser algo pessoal e convicto. Jamais quem cultua deve ser cultuado. Essa prerrogativa só pertence a Deus. O culto é como uma gota de orvalho em busca do oceano do amor divino. É uma alma faminta diante do celeiro espiritual; é uma terra sedenta clamando por chuva; é uma ovelha tresmalhada no deserto, balindo em busca do Bom Pastor; é um coração faminto em busca do amor; é uma alma buscando sua contraparte; é o filho pródigo correndo para a casa do Pai, enfim, é o homem subindo as escadas do altar de Deus.

a) Adorar significa render-se a Deus. O Novo Testamento destaca a palavra "adorar" (proskynéo) no grego. Originalmente significa "beijar". Entre os gregos era um termo técnico que significava "adorar aos desuses", dobrando os joelhos ou se prostrando. Beijar a terra ou a imagem em sinal de adoração, acompanhava o ato de prostrar-se no chão. Colocar nessa posição comunicava a idéia básica de submissão. O gesto de curvar-se diante de uma pessoa e ir até o ponto de beijar seus pés, quer dizer: "reconheço a minha inferioridade e a sua superioridade; coloco-me à sua inteira disposição.

b) A inutilidade do ajuntamento que alguns chamam de cultos. Mais do que inútil é o culto que desconhece Aquele a quem devemos submissão e lealdade; por isso, o grau de beleza de um culto, número de adoradores ou a sua antiguidade, não tem importância se o adorador não estiver em contato vital com o único Deus (Mt 4.10).

c) O culto é essencialmente acompanhado de Reverência. (Hb 12.28). Deve ser com "Reverência e Piedade". O Termo grego: "Eulábeia", refere-se ao cuidado, respeito e ao ato de inclinar-se. Deus espera que tenhamos "espírito reverente"; virtude praticamente impossível quando se está em um show. A Palavra de Deus nos adverte: "…Guarda o teu pé quando entrares na casa de Deus…" (Ec 5.1ª). Parafraseando: "Guarda os teus ouvidos; os teus olhos; tuas mãos; tua mente; e teu coração, para que sejam agradáveis a Deus". Outras referências pertinentes: Ex 3.5;Js 5.15;Sl 89.7 etc.


2. O que é show? De acordo com o Dicionário da língua Portuguesa Show é: "Exibição, festa, espetáculo de variedades, com fundo musical". Hoje há uma multidão que prefere mais o show. Este é mais divertido e pode expressar o que lhe convém no momento. Muitos têm admitido no "culto", fogo estranho, isto é, fogo de entusiasmo, fabricados por animadores de platéia. Lamentavelmente o show está tomando o lugar do culto e o que me impressiona é que dá a entender que todo mundo está concordando com essa vergonha. Não tenho nenhuma restrição em afirmar que o "culto show" é falso culto. Deus não está nesse negócio. No lugar do pastor surge o "apresentador" com palavras de ordem nos moldes de um apresentador mundano, que apenas quer agradar a platéia e ser reconhecido como "grande".

a) Esse "culto show" é sempre voltado para impressionar. Certo estudioso pontuou que "quanto mais pompa, menos poder". A busca desenfreada de pompas pode ser uma compensação psicológica de um vazio espiritual. Assim foi na época de Malaquias.


b) Precisamos enfrentar essa situação. Pra isso é necessário uma profunda convicção, fé inamovível e que se põe contra todas as evidências. Exige-se atitude e definição, bem como apego à verdadeira espiritualidade contra os pseudos "fogos" das armadilhas psicológicas que não se deixam impressionar pelas manifestações que visam enganar os incautos. Que Deus nos encha de sabedoria para termos vitória nesta luta. Não se engane meu amado (a), culto não pode ser show e jamais o será. Na verdade não tem nada a ver com show. Não se apegue a grandeza humana, mas a grandeza de Deus. Os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade.

c) O Show é acompanhado de Movimentação. Gritarias, assobios, vaias e irreverências de todos meios que se possa imaginar. É imbuído até de palavras de ordem objetivando exaltar políticos, artistas etc.

d) O Show é acompanhado de atitudes irreverentes. As pessoas comem, bebem mascam chicletes, inclusive no palco, pulam e gritam e aclamam políticos etc.

Com essas pinceladas podemos concluir que não há nada de semelhante entre um culto e um show. Apesar de muitos insinuarem que estejam arrastando multidões para as praças ou templos, infelizmente, nada tem a ver com o culto e sim com o show. A falta de atenção no culto é o mesmo que falta de consideração; descortesia. Miguel Rizzo, referindo-se ao culto divino, escreve o seguinte: "É preciso que haja ambiente próprio para ele seja proveitoso. Isso é fácil de entender. A atitude mental de quem cultua a Deus é diferente daquela de uma pessoa que esteja numa festa tumultuosa, entregando-se à alegria mundana". Para que haja proveito espiritual no culto é necessário quer haja uma disposição misteriosa, que dorme no íntimo da alma se desperte. Que o Senhor nos ajude a não confundir o culto com o show. Adoremo-Lo em espírito e em verdade.

Shalom...
Pr. Elias Croce

Cristãos são forçados a se converter ao islamismo

Saiba mais sobre a Igreja nas Filipinas e a perseguição aos cristãos

"Em minha adolescência na Arábia Saudita, testemunhei diversos migrantes cristãos filipinos aceitarem o islamismo sob pressão", disse Joselyn Cabrera, enfermeira filipina, que trabalha no hospital Riyadh. Devido ao alto número de desempregados nas Filipinas, mais de 10 milhões de cidadãos foram buscar emprego em outros países. Todos os dias, cerca de 3.000 deixam o país. Recentemente, muitos foram para as nações árabes, 600.000 no geral, sendo 200.000 na Arábia Saudita.

"Após alguns meses, os empregadores nos dão um ultimato, dizendo que teremos que nos tornar muçulmanos se quisermos manter nosso emprego", ela conta. "Para nós, é difícil fazer essa escolha, mas se não a fizermos, seremos vítimas de agressões."

A enfermeira afirma ter presenciado cerca de 50 conversões forçadas em seu trabalho.

"Eu mesma já fui submetida a pressões de meus colegas muçulmanos, mas sempre me recusei a ceder, afirmando que prefiro continuar sendo cristã. Até agora, nada aconteceu comigo. Ainda."

De acordo com a administração responsável pelos empregos de filipinos no exterior, a emigração filipina para o Oriente Médio cresceu 29,5% entre 2007 e 2008, um destino escolhido por muitos migrantes, e isso, apesar da possibilidade de conversões forçadas e abuso sexual.

O caso mais recente envolve uma mulher que foi estuprada no trabalho. Por causa do incidente, as autoridades da Arábia Saudita acusou a cristã de relações extraconjugais e a prendeu.

No mês que vem, ela terá que se apresentar ao tribunal, que pode condená-la a 100 chicotadas. 

Tradução: Missão Portas Abertas 

* Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo. 

Fonte: AsiaNews/ Missão Portas Abertas

Nós não somos profissionais



O pregador […] não é um profissional;
seu ministério não é uma profissão;
é uma instituição divina,
uma devoção divina. (E. M. Bounds)


Somos loucos por causa de Cristo,
mas os profissionais são sensatos;
somos fracos,
os profissionais, porém, são fortes.
Eles são sempre honrados,
mas ninguém nos respeita.
Não tentamos garantir um estilo de vida profissional;
antes, passamos fome, sede, nudez e falta de morada. (John Piper)

Nós, pastores, estamos sendo massacrados pela profissionalização do ministério pastoral. A mentalidade do profissional não é a mentalidade do profeta. Não é a mentalidade do escravo de Cristo. O profissionalismo não tem nada que ver com a essência e o cerne do ministério cristão. Quanto mais profissionais desejamos ser, mais morte espiritual deixaremos em nosso rastro. Pois não existe a versão profissional do "tornar-se como criança" (Mt 18.3); não existe compassividade profissional (Ef 4.32); não existem anseios profissionais por Deus (Sl 42.1).

No entanto, nossa primeira atividade deve ser ansiar por Deus em oração. Nossa atividade é chorar por nossos pecados (Tg 4.9). Por acaso existe choro profissional? Nossa atividade é prosseguir para o alvo para ganhar a santidade de Cristo e o prêmio do chamado soberano de Deus (Fp 3.14); esmurrar o corpo e o reduzir à escravidão para não sermos desqualificados (1Co 9.27); negarmos a nós mesmos e tomarmos a cruz ensanguentada todos os dias (Lc 9.23). Como é possível carregar uma cruz de modo profissional? Nós fomos crucificados com Cristo e vivemos pela fé naquele que nos amou e a si mesmo se deu por nós (Gl 2.20). O que seria, então, a fé profissional?

Não devemos nos encher de vinho, mas do Espírito (Ef 5.18). Nós somos os inebriados de Deus, loucos por Cristo. Como é possível se embriagar com Jesus profissionalmente? Então, maravilha das maravilhas, foi-nos concedido transportar o tesouro do evangelho em vasos de barro para que a excelência do poder seja de Deus (2Co 4.7). Existe um modo de ser um vaso de barro profissional?

De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos. Trazemos sempre em nosso corpo o morrer de Jesus (profissionalmente?), para que a vida de Jesus também seja revelada (de forma profissional?) em nosso corpo (2Co 4.8-11). Porque me parece que Deus nos colocou a nós, pregadores, em último lugar no mundo. Somos loucos por causa de Cristo, mas os profissionais são sensatos; somos fracos, os profissionais, porém, são fortes. Eles são sempre honrados; mas ninguém nos respeita.

Não tentamos garantir um estilo de vida profissional; antes, passamos fome, sede, nudez e falta de morada. Quando somos amaldiçoados, abençoamos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, respondemos com amabilidade. Até agora nos tornamos a escória da terra, o lixo do mundo (1Co 4.9-13). Temos mesmo?

Irmãos, nós não somos profissionais! Somos rejeitados. Somos estrangeiros e peregrinos no mundo (1Pe 2.11). A nossa cidadania está nos céus, de onde esperamos ansiosamente o Salvador (Fp 3.20). Não se pode profissionalizar o amor por seu aparecimento sem matá-lo. E isso significa morrer.

Os objetivos de nosso ministério são eternos e espirituais. Eles não são compartilhados por nenhuma profissão. E é precisamente pela inabilidade de percebê-los que estamos morrendo. O pregador que concede vida é um homem de Deus, cujo coração está sempre sedento de Deus, cuja alma está sempre seguindo com afinco a Deus; cujos olhos estão fixos em Deus e em quem, pelo poder do Espírito de Deus, a carne e o mundo têm sido crucificados e seu ministério se apresenta como a corrente abundante de um rio doador de vida.

Decididamente, não fazemos parte de um grupo social com os mesmos objetivos dos outros profissionais. Os nossos alvos são um escândalo, são loucura (1Co 1.23). A profissionalização do ministério é uma constante ameaça à ofensa do evangelho. É uma ameaça à natureza profundamente espiritual do nosso trabalho. E tenho visto com frequência: que o amor do profissionalismo (em paridade com os profissionais do mundo) mata a crença do homem de ter sido enviado por Deus para salvar as pessoas do inferno e para torná-las glorificadores de Cristo, estrangeiros espirituais no mundo.

O mundo estabelece a agenda do homem profissional; Deus estabelece a agenda do homem espiritual. O vinho forte de Jesus Cristo rompe o odre do profissionalismo. Existe uma diferença infinita entre o pastor cujo coração se dedica a ser profissional e o pastor cujo coração deseja ser o aroma de Cristo, o cheiro de morte para uns e a fragrância de vida eterna para outros (2Co 2.15,16).

Ó Deus, livra-nos dos profissionalizantes! Livra-nos da mente pequena, controladora, idealizadora e do caráter manipulador em nosso meio.2 Deus, dá-nos lágrimas por nossos pecados. Perdoanos por sermos tão superficiais na oração, tão vagos na compreensão das verdades sagradas, tão insensíveis diante dos vizinhos que perecem, tão desprovidos de paixão e seriedade em nossas conversas.

Restaura-nos a alegria infantil pela nossa salvação. Dá-nos temor por meio do poder e da santidade assombrosos daquele que tem o poder de lançar corpo e alma no inferno (Mt 10.28). Ensina-nos a carregar a cruz com temor e tremor como a nossa árvore da vida cheia de esperança e ofensa. Não nos concedas nada, absolutamente nada, do que importa aos olhos do mundo. Que Cristo seja tudo em todos (Cl 3.11).

Elimina o profissionalismo de nosso meio, ó Deus, e em seu lugar dá-nos uma oração apaixonada, pobreza de espírito, fome de ti, estudo rigoroso das coisas sagradas, devoção fervorosa a Jesus Cristo, extrema indiferença diante de todo lucro material e o labor incessante para resgatar os que estão perecendo, aperfeiçoar os santos e glorificar nosso soberano Senhor.

Humilha-nos, ó Deus, sob tuas mãos poderosas, e levantanos não como profissionais, mas como testemunhas e participantes dos sofrimentos de Cristo. No maravilhoso nome dele. Amém.

John Piper
Fonte:  Cinco Solas 

Pr. Jose Yrión e seus delirios

Algumas das pérolas pregações mais bizarras racionais pronunciadas (em seu glorioso anglo-portunhol) por Josué Yrion:

  • Josué Yrion afirma que os japoneses descobriram que jogar video-game causa cegueira: "...por ficar la vista en el screen, en la pantalla, na tela, por la linha magnética e eletrónica e por la sensibilidad de la luz produzirá cegueira(...) e que están destruiendo los nervos óp-ticos de su vision"
  • Josué Yrion afirma que depois de 8 anos jogando Nintendo teu filho terá um tumor no lado esquerdo do cérebro e morrerá. Que profeta não? "...e después de 8 años, por la epilepsia y la ceguera, producirá [...] un tumor [...] y matará tu hijo después de 8 años..."
    Jornal que Josue Yrion utiliza como fonte para suas pregações
  • Josué Yrion afirma que 700 criancinhas tiveram "ataque epiléptico demoníaco" ao jogar um episódio do desenho Pokemon: "...sietecentos niños fueran hospitalizados en un solo día en Tóquio Japon por jugar con un Nintendo llamado Pocket Monsters."
  • Josué Yrion afirma que as crianças que "jugaram" o episódio de Pokémon saltavam do chão até o teto: "...y saltavam del piso hasta arriba del tetcho e caíam de vuelta, EN-DE-MO-ÑADOS!"
  • Josué Yrion afirma que todas as crianças que têm uma "máquina de Nintendo" estão endemoniadas ou estarão em breve: "Si tu hijo tem una máquina de Nintendo, si es que él no está endemonhado, él estará muy muy muy breve, como estos niños de Japón."
  • Josué Yrion afirma que as crianças que assistem ao filme O Rei Leão serão os assassinos de amanhã... em outras palavras, quase todos os jovens que, quando eram crianças, assistiram ao filme, são hoje assassinos. Logo, provavelmente você é um assassino.
  • Josué Yrion afirma que os leões de "O Rei Leão" caminha rebolando, o que os torna afeminados... achei que fosse apenas o modo de andar desses pobres animais. Se fosse assim todos os felinos seriam gays. O pastor deve ter cheirando gatinhos demais.
  • Josué Yrion, ao que parece, é desocupado o bastante para ver cada filme citado em suas pregações em Slow Motion, e ainda por cima reparar em detalhes como nuvens de poeira, músicas africanas cantadas por jamaicanos (ignorando, e provavelmente desconhecendo o fato de que naJamaica a língua oficial é o Inglês) e os "movimentos labiais" dos personagens, e malandro desatento o bastante para não pesquisar (ou sequer ler) o que ele mesmo diz em suas pregações.
  • Josué Yrion afirma ter visto um filme da Xuxa na Argentina onde ela dormia com seu próprio filho... que filho? O pastor fica vendo filme pornô da Xuxa e ainda fala uma asneira dessas.
  • Josué Yrion afirma que o jogo Mortal Kombat para Playstation é uma obra demoníaca da Nintendo.
  • Josué Yrion afirma que na capa da Pequena Sereia tem uma torre que se parece com um pênis. Logo, para ele, qualquer coisa verticalmente comprida e com uma saliência em uma extremidade (ou uma cabeça) é um pênis.
  • Josué Yrion afirma que A Pequena Sereia, da Disney (que já foi pinto citado no tópico anterior), é um filme de pornografia infantil.
  • Josué Yrion acredita na lenda urbana que diz que a boneca da Xuxa matou uma menina no Brasil. E ainda por cima afirma e jura por Deus que a boneca gritou quando ele puxou um braço dela.
  • Josué Yrion, ao que tudo indica, acredita no "Scrap-corrente" da menina que morreu enrolada no arame farpado enquanto o dono do lote ria e que o garoto que não seguiu a corrente amanheceu morto no quarto.
  • Josué Yrion afirma que o criador de The Simpsons havia deixado os Simpsons educados e sendo bons exemplos, mas a empresa não permitiu que Simpsons se tornassem bons, e que o criador foi expulso e hoje em dia trabalha com curtas religiosos. Aham.
  • Josué Yrion afirma que "ninja" significa "estuprador" e que "Pocahontas" é uma palavra satânica.
  • Jousé Yrion afirma que o dinossauro roxo Barney come cadáveres "...el boneco Barney es usado para sacrificios e para comer cadáveres humanos en San Francisco. El boneco Barney"

Recebi do autor Dalton Gerth por e-mail

Site localiza capítulos da Bíblia geograficamente


O site "BibleMap.org" é o primeiro a localizar todos os capítulos da Bíblia geograficamente.

Basta digitar o capítulo desejado e, através de um aplicativo do Google Maps, ele identificará a exata localização em que se passou a história, além de disponibilizar o capítulo em inglês.

A página foi desenvolvida por funcionários do "HeLives.com", um site religioso. Segundo a descrição do "BibleMap", "[...]a motivação para criar o site foi simples: criar um 'atlas' gratuito da Bíblia com o Google Maps. Nós esperamos que a página seja uma benção para você e o ajude a deixar o livro da Bíblia mais vivo em sua vida".

Fonte: POP News

Vítimas do tremor no Haiti agora temem 'lobisomens' devoradores de crianças

'Homens-lobos' são crença entranhada na cultura local. Há relatos de linchamentos relacionados à lenda após tremor

O terremoto que devastou o Haiti espalha também o medo de que espíritos devoradores de crianças, figuras mitológicas entranhadas na cultura local, estejam rondando acampamentos de refugiados em busca de jovens presas.

O "loup-garou", literalmente "homem-lobo", é semelhante às lendas de lobisomens em outras partes do mundo, mas no folclore haitiano trata-se de uma pessoa possuída por um espírito, capaz de virar cão, gato, galinha, cobra ou outro animal para sugar o sangue de bebês e crianças.
 
Os haitianos sempre temeram os "loup-garous", agora ainda mais depois do violento terremoto do dia 12, que matou até 200 mil pessoas e forçou outras centenas de milhares a dormirem ao relento, nas ruas ou em acampamentos improvisados.
 
Algumas pessoas acusadas de serem "loup-garous" aparentemente foram linchadas desde o terremoto, inclusive um homem assassinado por desabrigados no acampamento de La Grotte, num morro quase inacessível na periferia da capital.

"Depois do terremoto, o 'loup-garou' fugiu da prisão. Ele se gabava de que estava na prisão porque foi flagrado comendo crianças (...). Durante a noite ele entrava nas tendas e tentava tirar o filho dos outros", disse a refugiada Michaelle Casseus.

Em outro acampamento, moradores contaram que surraram um homem até quase a morte depois que ele tentou sequestrar um bebê durante a noite. Patrulhas noturnas foram criadas para deter esses supostos espíritos.

"O 'loup-garou' está se aproveitando do terremoto para comer as crianças", disse Milot Bazelais, funcionário público que ficou desabrigado no terremoto e também trabalha em uma ONG que ajuda crianças do bairro. Ele ouviu dizer que uma patrulha matou uma mulher possuída antes que ela conseguisse mudar de forma.

A maioria dos 9 milhões de haitianos é católica, mas muitas pessoas também praticam o vodu, uma religião com origens africanas.

A crença nos "loup-garous" independe da afiliação religiosa, mas é mais forte entre os mais pobres - que são maioria neste que é o país mais miserável das Américas.

Sylvain Lafalaisse, secretário de Finanças Estatais do governo, disse que o medo é maior em épocas de desarticulação social.

"As pessoas falam nos 'loup-garous' para dar nome aos seus medos, mas são ladrões de crianças (...), não espíritos malignos".

Fonte: Reuters/ G1

Igreja Evangélica é obrigada a demolir seu templo

Congregação é obrigada a demolir templo na Nigéria

Uma congregação da Igreja Evangélica do Oeste Africano (ECWA, sigla em inglês), na cidade de Danbatta, recebeu ordens do governo de Kano para que demolisse seu templo recém-construído.

A ordem foi dada por meio da Agência de Proteção ao Meio Ambiente em 13 de janeiro, um dia depois que a propriedade onde está a igreja e a casa pastoral sofreu um ataque.

Essa resolução vai contra a Constituição da Nigéria, que garante a liberdade de religião e culto. 

Luta antiga
A luta da congregação em Danbatta data de março de 2009, quando foi proibida de realizar seus cultos em tendas provisórias.

O governo negou todos as petições anteriores de licença para construir o templo.

A congregação espera que uma resolução emitida pela polícia federal beneficie os cristãos de Danbatta. Essa resolução prevê que sejam construídos templos cristãos e muçulmanos nos quartéis de polícia em todo o país. 

Contudo, a implementação dessa ordem e seu impacto em Danbatta podem demorar.

Pedidos de oração
1.    Peça a Deus para que faça as autoridades de Danbatta perceberem a responsabilidade que têm de tratar igualmente todo o povo, independente de sua religião. Ore para que eles concedam a permissão à igreja, conforme garante a Constituição.
2.    Suplique sabedoria aos líderes da congregação ECWA que estão lidando com este caso. 

Tradução: Missão Portas Abertas 

Fonte: Portas Abertas

29 de janeiro de 2010

Porque não quero uma igreja de vencedores?


Antes de você ler este artigo, algumas ponderações merecem ser feitas. Inicialmente quero delimitar o presente artigo, pois o mesmo se diferencia na sua forma estrutural dos demais artigos que costumeiramente escrevo. A intenção deste é construir um texto-desabafo. Por esta razão optei em escrevê-lo na primeira pessoa do singular, pincelando experiências pessoais e linkando a uma reflexão pesarosamente crítica. Sei, portanto, que não serei bem visto por alguns companheiros de ministério que notoriamente são adeptos do que combaterei nas linhas que se seguem. Contudo, me uno neste artigo com intento de estimular os cristãos que informalmente encontro pela jornada cristã que igualmente a mim percebem que há algo de errado no rumo que a igreja brasileira está seguindo.


Torna-se imperativo e é oportunamente válido destacar com letras garrafais que o problema não é a Igreja, mas sim as igrejas. É verdadeiro postular que os fundamentos deixados por Cristo e subseqüentemente preservados pelos apóstolos não são ultrapassados e muito menos ineficazes para a igreja da atualidade. Entretanto, o que me deixa profundamente decepcionado é perceber que inúmeras igrejas estão edificando propositalmente outra Pedra Angular para a Igreja e assim intencionalmente desfocando a esperança cristã dos recônditos eclesiais. Gente esta, que de forma voluntária tentam banalizar a obra da cruz, se esquecendo que a maior vitória que nós podemos ter nesta vida já foi suficientemente conquista por Cristo no Gólgota, a nossa salvação. Deste modo, em defesa da Igreja, que tanto amo e sirvo, declaro: “não quero uma igreja de vencedores!”

A máxima busca por uma igreja de vencedores tem sido compartilhada pelas diversas denominações evangélicas, e das mais diversificadas linhas teológicas. E por mais distinto que seja o mundo evangelical, uma máxima me parece estar sendo comum, e não seria exagero afirmar que até se tornou um clichê do evangeliquês pós-moderno. Estou me referindo a tão aclamada vitória que é vivificada nas bocas dos líderes que a engordurando de positivismo afirmam: “você nasceu para vencer”, ou se apresenta no costumeiro: “hoje a sua vitória vai chegar”, ou então o clássico: “você não vai sair daqui sem sua vitória”. Estes se esquecem que a função básica da igreja é reconciliar o homem com Deus, sendo, portanto, fundamental que a Eclésia prime por modelar os neófitos ao caráter de Cristo, não viciá-los em vitória.

O meu constrangimento surge da intenção de descobrir as razões do porque e o que queremos tanto vencer. E mais instigante ainda, o que seria, então, vencer? Na tentativa de responder a tais questionamentos temos que “cavucar” um pouco mais nos calabouços das igrejas. Inicialmente acredito que uma das principais causas de encontrar algumas igrejas fanáticas por vitória e não mais encantada com a simplicidade das boas novas de Cristo Jesus se justifica pela secularizada literatura cristã sobre o tema liderança. Literatura esta que se caracteriza mais como auto-ajuda motivacional do que necessariamente bases cristãs para a liderança. Fica claro que o modelo de simplicidade, humildade e espiritualidade estampado na pessoa de Cristo não é mais o predileto das mega palestras. Portanto, este tipo de igreja de vencedores eu não quero!

Na “crista da onda” deste turbilhão de desconstrução bíblica acerca da liderança está o famoso e aclamado autor John Maxwell que axiomaticamente não escreve livros sobre o assunto liderança pensando em modelos de igrejas, mas sim em gestão empresarial. Desde antes de meus tempos de estudante de teologia até a presente era os livros de Maxwel ditam o que é um líder vitorioso. E posso afirmar com toda segurança de que não é este o modelo que deveríamos estar ministrando em nossas igrejas, pois não contempla a espiritualidade e nem a dependência em Deus, mas concentra-se na força de vontade e na determinação humana. Aqui, vencer é conseqüência da capacidade de influenciar pessoas. Portanto, este tipo de igreja de vencedores eu não quero!

Outro fator que tem colaborado substancialmente para que algumas igrejas evangélicas prefiram pregar vitória ao invés da mensagem do Carpinteiro Jesus se dá, pelo triste fato, de que as massas só estão buscando Cristo para resolver os seus problemas pessoais. Logo, fala-se tanto de vitória nos púlpitos, pois as pessoas estão tão preocupadas em como resolver as dificuldades causadas pelas más escolhas que intencionalmente fizeram ao longo da vida. Estes fanáticos por vitória não conseguem entender que estar na igreja é assumir uma nova identidade, é viver como peregrino nesta terra e é desejar ardentemente a pátria superior. Não podemos aceitar a liturgia dos cultos se tornarem completamente antropocêntrica, visando somente o homeopático alivio do homem nesta terra. Portanto, este tipo de igreja de vencedores eu não quero!
Caminhando quase que ainda na mesma linha de pensamento, é oportuno ponderar sobre as descristianizadas músicas do ramo gospel que insistem no tom do vencer. Encabeçando esta frenética busca pela vitória e embalada pelos melancólicos acordes podemos destacar a música de Jamily, intitulada: “conquistando o impossível”. Este é o tipo de música que representa com exatidão a vitória que o público evangélico está buscando: “Acredite é hora de vencer, essa força vem de dentro de você (...) nossos sonhos, a gente é quem constrói...”. De repente, quase que sem sentido, aparece a palavra Deus no meio da música, como que em um suspiro de consciência religiosa. No entanto, fica notória que a cantada proposta de vitória centraliza-se na iniciativa humana. Portanto, este tipo de igreja de vencedores eu não quero!
Os cultos dominicais, momento este que limitadamente resume a fé de muitos, ali mais uma destorcida razão de vitória nos solta aos olhos. Estou me referindo a tão desejada “numerolatria” – neurose e paixão obsessiva por crescimento numérico. Por motivo de profissão e ministério sempre convivo com pastores e líderes evangélicos e neste ciclo já me acostumei com a pergunta: “quantos membros tem sua igreja?”. Ao que parece é isto que determina hoje se uma igreja é vitoriosa e bem sucedida. Ensinaram-nos a mensurar a obra de Deus pela quantidade de simpatizantes. Portanto, os membros se tornam clientes e a igreja uma grande loja de conveniência, daí a relação está estabelecida, afague o cliente que ele voltará outras vezes, e quase sempre trará mais outro cliente-membro. Sendo assim, a igreja consegue reunir grande quantidade de pessoas não pelo poder de transformação do evangelho, mas sim pela capacidade de entreter e satisfazer. Portanto, este tipo de igreja de vencedores eu não quero!
Há ainda algo que me incomoda muito mais nesta busca por construir uma igreja de vencedores. Um insight que me vem a mente é que o princípio básico para que haja vencedores é que igualmente haja perdedores. E se, ao que parece como descrito nas linhas acima, a vitória se resume a conquistas humanas, os perdedores também nesta relação serão humanos. Tal alínea é antagônico ao apóstolo Paulo, que afirma: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” – Efésios 6:12. Esta vitória que produz perdedores não é a maneira bíblica de vencer. Portanto, este tipo de igreja de vencedores eu não quero!
Por fim, não quero uma igreja de vencedores, pois estes insistem em ensinar que quem congrega nestas igrejas nunca fracassam a não ser que tenham dado brecha para o maligno ou por incapacidade de fé. O fracasso não é bom, disto tenho plena convicção. Contudo, não posso negligenciar o fator pedagógico presente no “não vencer”. O fracasso tem uma função didática de fundamental importância, pois prova o caráter e solidifica convicções. Gente que só sabe vencer não aprende a perder, daí quando este fatídico dia chega, os “vencedores” apelam (leia-se, abandonam a fé). Por isto o escritor de Eclesiastes afirmou: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração.” – Eclesiastes 7:2.
Qualquer tipo de vencer que constrói seu júbilo sobre as cinzas dos outros não merece receber a coroa de vencedor. Qualquer vitória que não seja banhada pela pessoa de Jesus Cristo deve ser refugada pela cristandade. Qualquer sucesso que se centraliza na força humana não deve ocupar lugar na espiritualidade evangelical. Creio que todos querem ser vitoriosos, e a bem da verdade esta é uma atitude nobre. Entretanto, o que deve ser questionado é que tipos de vitória estão pregando em nossos púlpitos. Por fim, reafirmo que meu mais profundo anelo é vencer, em todos os aspectos da minha vida, mas não seguindo estes preceitos pregados pelas “igrejas vencedoras”.

Que Deus nos abençoe!

Fonte: Que post de Evangelho é esse?

Como se corrompe um ser.

Dedicado a Samuel Ferreira e outros falsos profetas desta nação que enganam nosso povo.


Esdras Gregório


Existiu um rapaz em que no tempo que começou a descobrir os prazeres do mundo, a religião invadiu o seu ser, incendiou a sua alma. Que felicidade! Agora a sua vida tinha um novo sentido e ele não mais precisava buscar nas efêmeras alegrias o consolo de viver num mundo tão contrario e invencível aos nossos desejos e planos de vida.


Entretanto saciando a sua alma, o seu corpo ficava vazio! E a sua carne pedia o seu tributo, queria ela também ser saciada. Daí que uma das primeiras coisas que “lhe ensinaram” era para que ele matasse a sua velha natureza e lutasse contra os desejos da sua carne. Que luta! Que agonia! Descobriu que dentro de si mesmo existia uma guerra que o impedia de ser completamente feliz.

Mas como sempre a religião tinha a solução, pois “lhe ensinaram” que era somente buscar as coisas do espírito para que as coisas do mundo perdessem o seu poder sobre ele. Foi então que ele descobriu um novo prazer: ensinar os preceitos da religião. Pois sendo a vida resumida na fuga da dor e na busca do prazer, ele agora substituía o prazer das coisas do mundo pelo prazer das coisas do espírito.

No entanto, de tempos em tempos, seus antigos grilhões vinham lhe ferroar a carne. Pois quanto mais ele lutava contra a carne, mais esta insatisfeita lhe afligia a alma. Na sua luta, seguia os ensinamentos da religião e se dedicava ao espiritual. Já não queria somente vencer carne, mas buscava no espiritual um prazer mundano, como aquele de que tinha se privado na carne.

E deste modo ele se fortalecia nas coisas do espírito. E quanto mais ele lutava e se dedicava mais se destacava e mais instruído e importante ficava no meio das pessoas da sua religião. E foi assim, contraditoriamente, intensificando suas tentações na mesma medida em que ia se aprofundando nos mistérios da religião. Tornando se cada vez mais forte na resistência dos venenos sofisticados que tentavam mortificar sua carne.

Um dia se viu sacerdote da religião e viu fugir de si mesmo toda pureza e simplicidade que tinha e que o levaram ao lugar e ao poder que agora possuía. Não via mais as coisas como antes, percebera que tudo que era atribuído a religião tinha a sua simples explicação nos acontecimentos desta vida. Só que agora não podia mais mudar as coisas, pois tinha construído um império, que lhe dava seu imenso prazer e sentido de existir.

Estando com a sua religiosidade satisfeita, bateu na porta o desejo da carne faminta em um momento onde ele não somente estava exausto de lutar como também não mais acreditava em quase tudo em que via. Ai então que desencadearam sobre ele uma espécie de desejo de satisfazer todos os desejos reprimidos ou mal satisfeitos de sua juventude.



Só que tudo isso lhe custava dinheiro, daí que não acreditando em mais nada, pois estava frustrado por seguir os ensinos da religião que não o livrara da carne, ele começou a ensinar para o povo aquilo que o povo de queria ouvir. E assim lhe trouxeram aos seus pés (literalmente) todo dinheiro que ele precisava não somente para manter seu império como também para satisfazer sua luxuria.


Fonte: Genizah

A Cruz que os pregadores modernos carregam - Paul Washer

Você é da igreja de Jesus?

Puerta al cielo


"[...]edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;"  (Mateus 16 : 18)

A palavra "igreja"(no grego, ekklesia) não foi inventada por Jesus, ela já era usada antes e significava apenas um ajuntamento de pessoas, um grupo.

Não era uma palavra "sagrada".

Quando Jesus fala em "minha igreja" ele apenas está falando de "meu grupo"(note que no evangelhos aparecem poucos lugares onde ele mesmo use esse termo).

O grupo de Jesus é um só, ainda que espalhado pelo mundo inteiro nos mais diversos grupos.

Uma igreja evangélica, por exemplo, é um grupo, mas nem todos que fazem parte dela(talvez até nenhum) é da igreja de Cristo.

Diante disso podem concluir que:

  • Mesmo uma pessoa que não se reúna regularmente em algum grupo que se denomine "evangélico" ou "cristão" ainda assim ela pode ser parte do grupo de Jesus.
  • Não há como alguém ser de Deus e não ser da igreja de Deus.
  • Desviado é apenas aquele que se afasta de Deus, não alguém que se afaste de um grupo ou então que decida não frequentar mais grupo algum.
  • Trocar de um grupo para outro não altera em nada o fato de eu estar no grupo de Cristo.
  • A igreja de Jesus nunca acabará, as igrejas podem acabar.
  • O mais importante não é "procurar a igreja evangélica mais próxima de sua casa" e sim procurar a Cristo e assim,automaticamente, se tornar parte de Sua igreja.

Você faz parte da igreja de Jesus ou só de uma igreja qualquer?


Fonte: Blog do Roberto Soares