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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

3 de abril de 2012

Dízimo é lei?

Como já falei em outros tempos e em outros lugares, me recuso fugir de assuntos que são bíblicos. Não tenho a menor inclinação para comprar brigas sobre política, futebol ou gosto musical. Se vai pintar o cabelo de laranja ou se tatuar pode me excluir da conversa. Mas quando o assunto é a Palavra de Deus, podem contar comigo para tentar falar com vagar, mas com entusiasmo. Afinal, “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma” (Sl 119.7a).
Quando falamos de “lei”, temos uma ideia de que sempre se trata de algo que impõe restrições sobre nós. Vivemos num mundo onde os poderosos impõem a sua vontade sobre os demais, por força e unilateralmente. Para fazer uma lei, ninguém precisa sequer ter razão ou moral para tanto. Basta ter o poder. Basta poder punir quem não age de acordo com a legislação.

Mas, quando falamos de lei na Bíblia, estamos falando não de regras impostas, mas de afirmações muito claras sobre como as coisas são (segundo Deus as criou) e como melhor viver dentro da economia divina, para o nosso próprio bem. Ao contrário dos que impõem as leis humanas, Deus criou tudo que há e viu que era bom. Sua ordem da criação faz bem a sua criação. Para citar um exemplo apenas, existe a “Lei da Gravidade”. É imposta? Sim e não. Mas não é imposta aleatoriamente. Tudo que sobe desce. Essa é a lei. Não precisa de “pardal de velocidade” para punir quem a transgride. É simplesmente como Deus fez o mundo, e pronto. Não gostou? Nem por isso você deixará de ser regido por ela.

Quando Jesus disse “um novo mandamento lhes dou”, ele não estava nos sobrecarregando com uma nova exigência. Estava mostrando a maneira mais perfeita de se viver – maneira essa que estabeleceu pelo seu exemplo: “Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros” (Jo 13.34). Isso é penoso? Claro que não. João mesmo o disse em sua primeira carta: “Porque nisto consiste o amor a Deus: obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados.” (1 Jo 5.3).

Ele falou mais ainda: “Amem, porém, os seus inimigos, façam-lhes o bem e emprestem a eles, sem esperar receber nada de volta. Então, a recompensa que terão será grande e vocês serão filhos do Altíssimo, porque ele é bondoso para com os ingratos e maus. Sejam misericordiosos, assim como o Pai de vocês é misericordioso. Não julguem, e vocês não serão julgados. Não condenem, e não serão condenados. Perdoem, e serão perdoados. Deem, e lhes será dado: uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante será dada a vocês. Pois a medida que usarem, também será usada para medir vocês.” (Lc 6.35-38).

O que quero mostrar aqui é um princípio que sustenta até o dízimo. Generosidade é a lei do universo. Deus amou, por isso deu o seu Filho. A mulher a quem foi perdoada muito, deu um perfume precioso, com o qual ungiu Jesus, por amor e com generosidade (Lc 7.37-47). Davi disse que não ofereceria a Deus o que não lhe custasse nada (1 Cr 1.24).

Generosidade, oferta, dar de si são o que flui de um coração tocado por Deus. É um ato de gratidão. Por que haveríamos nós de ofertar ao Senhor? Por pura alegria, por algo que transborda. Afinal, ele nos fez tão bem e continua a fazer. Por que isso é um problema?

É um problema por duas razões. Muitos aproveitadores têm violentado essa relação de amor entre Deus e as suas ovelhas queridas. Têm se entreposto como atravessadores desse ato tão puro. Têm se mostrado indignos de serem chamados “servos de Deus”. Têm amontoado sobre os ombros dos fiéis um sentimento de obrigação. Pior, têm feito deste gesto tão próprio e digno do Reino algo que não passa de um negócio, uma troca espúria de ofertas por favores ainda a serem concedidas. Tal qual as práticas de qualquer feiticeiro que exige uma oferenda, há aqueles que, em nome do Deus que livremente dá, têm exigindo uma taxa para a concessão de favores divinos. Invertem o ato de ofertar e o transformam num ato de oferenda (e a diferença não podia ser mais dramática). Não mais em livre e transbordante amor, mas em expectativa ansiosa de receber o cumprimento de promessas que nem existem nas Escrituras.

Nesse teatro do absurdo, nessa paródia de culto “cristão”, os atores desfilam o resultado da sua arrecadação, com carros luxuosíssimos, fazendas, lanchas, helicópteros e mansões, relógios Rolex e um estilo de vida que nada tem a ver com o sacerdócio. Se revelam cruéis, insensíveis, soberbos e contenciosos. O suplicante, por sua vez, oferta do seu pouco junto com uma multidão incalculável de desesperados, criando do seu pouco somado verdadeiras fortunas, que viabilizam projetos faraônicos e estilos de vida nababescos.

Dízimo? Que ofensa! Que opróbrio! Só de falar que isso é nossa “obrigação”, muitos dos que caíram pelo caminho, enojados com o que viram e ouviram, cospem impropérios e chamam os tais “homens de Deus” de chacais, sacerdotes de rapina e adjetivos piores.

E aí vem a segunda razão. Quando não é proposto como um negócio, é imposto como uma obrigação. Temos que entender a diferença entre lei e obrigação. Não sou obrigado a obedecer a “lei da gravidade”. Ela simplesmente funciona. Coopero com ela, pois o mundo que Deus criou é assim e pronto. Mas, com um tom que lembra a ira dos deuses, quantos pastores sacam o tão conhecido Malaquias 3 para, mais uma vez, passar um sabão no povo. Chegam a chama-los de ladrões. “Que vergonha, vai dizimar, seu quase-ímpio!”. O tom denuncia uma total falta de compreensão do espírito dessa coisa. Não entendemos como o “dar e receber, receber e dar” é algo que “restaura a alma” (Sl 19).

Ousaria eu falar deste assunto sem ser imediatamente associado a esses? Não há como. Alguns vão me censurar. Não posso sequer me defender. Mas posso voltar para as Escrituras e mostrar que de algum lugar belo, das Sagradas Letras, há uma palavra que foi usada com propriedade e temor. O dízimo é uma dessas palavras. Está nas Escrituras e é algo que restaura a alma.

Já fui avisado a não fazer “séries” nos meus posts. Já fui alertado que pessoas não têm paciência para ler mais do que um post. Pena. Para algumas coisas precisamos ter mais paciência e mais disciplina. Vou pecar contra a blogosfera e insistir em continuar esse assunto no próximo post. Quero mostra como o culto a Deus compreende tanto o receber quanto o ofertar. Ainda quero mostrar que Jesus não descartou o dízimo. É isso mesmo. Ele afirmou o dízimo. Mas para que eu possa provar isso, vou dar mais um tempo para refletirmos.

As torcidas já devem estar ensandecidas. De um lado, posso ouvir brados, “Manda Bispo. Rasga o verbo. Mostre a estes não-sei-o-quê quem manda!” Por outro lado, já vejo os feridos se armando. Imaginam que mais um pseudo-servo de Deus vai vir acrescentar fardos aos seus ombros tão machucados. Prometo “desapontar” a todos. Mas espero ajudar a todos, também.

Aos viciados em respostas rápidas e avassaladores, peço desculpas. Aos que querem realmente aprender, convido para uma curtíssima jornada. Não vou demorar muito. Mais um ou dois posts e prometo que esse assunto terá um desfecho, se não uma solução. A Blogosfera que me aguente. Me recuso me submeter à “lei do imediatismo”. Essa obrigação não aceito.

Na paz,
+W

Falsas Igrejas e seus “apóstolos” Milionários

 

A semana começou cheia de responsabilidades pastorais para todos nós e assim promete terminar, para a nossa alegria! Sempre somos bombardeados com muitas dúvidas, questionamentos, etc. O que nos chamou bastante a atenção esta semana foi o escândalo envolvendo mais um famoso líder do movimento neopentecostal brasileiro. Esse post tem por objetivo responder a principal pergunta desta semana, para a nossa tristeza. Vamos então ao que interessa:
Pastor, o senhor ficou sabendo de uma reportagem envolvendo o líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, autointitulado “apóstolo”, em escândalo milionário em nosso país? O que o senhor achou disso tudo? Qual é a posição da Igreja Presbiteriana do Brasil com respeito às Igrejas Mundial do Poder de Deus (IMPD) e Universal do Reino de Deus (IURD)?
Resposta: Já imaginava que a semana seria difícil para todos aqueles que amam sinceramente ao Senhor Jesus Cristo, até porque, depois de uma reportagem daquelas, veiculada a uma grande emissora de televisão, muitos de nós acabaríamos ouvindo zombarias e piadinhas com o nome de pastores, tais como: “todo o pastor é ladrão”, “as igrejas evangélicas só querem dinheiro”, “os crentes são um bando de bobos que dão seu dinheiro aos pastores”.
Todos comentaram o escândalo envolvendo as milionárias fazendas do “apóstolo” Valdemiro Santiago adquiridas com o dinheiro de seus fiéis, convencidos por meio de seus fortes apelos emocionais na televisão. Em resposta as denúncias, Valdemiro disse estar sendo perseguido pelo seu arquirrival e concorrente (a linguagem é essa mesmo), e que uma de suas fazendas que em tamanho equivale à soma de 13.400 Maracanãs, na realidade era o pequeno racho onde ele descansava com sua esposa, a “bispa” Franciléia, de vez em quando, porque ninguém é de ferro, não é?
Vale a pena lembrar que essa situação denunciada em um programa de televisão dominical foi promovida pela Rede Record de propriedade da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), do mega milionário “bispo” Edir Macedo. De fato, um sujo falando de um mal lavado...
Não é a primeira vez que escândalos dessa natureza envolvendo mega igrejas evangélicas acontecem. Há pouco tempo, a IURD esteve envolvida em denúncias de desvio e lavagem de dinheiro em paraísos fiscais. Em março de 2010, três pastores da IMPD foram presos contrabandeando sete fuzis de uso exclusivo das Forças Armadas Americanas para um dos morros cariocas. Investigações vêm sendo feitas há anos, e para vergonha e tristeza nossa, as autoridades e a mídia estão descobrindo cada vez mais a funesta ligação entre o movimento neopentecostal e o tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro sujo.
O Senhor Jesus advertindo aos seus ouvintes disse: “nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7.21-23). Lembremos que uvas não podem ser colhidas dos espinheiros, nem os figos dos abrolhos. Toda árvore má, produz frutos maus, e esses homens, verdadeiros lobos em pele de cordeiro, serão conhecidos pelos frutos que produzem.
Por essa razão, a Igreja Presbiteriana do Brasil, denominação da qual nós que fazemos este blog somos ministros, decidiu em sua última Reunião do Supremo Concílio, adotar a seguinte posição com relação a essas igrejas que se apresentam como genuinamente cristãs, mas na realidade são verdadeiras sinagogas de Satanás:
SC/IPB-2010 - DOC.XIX - Quanto ao documento 244 - Oriundo do(a): Sínodo Alagoas-Sergipe - Ementa: Proposta de classificação de Igreja Universal Reino de Deus. O SC/IPB - 2010RESOLVE: 1) com base no Relatório da Comissão Especial (CE-2007), determinada pela Resolução SC/IPB - 2006-006, enquadrar a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) como seita; 2) com base na resolução do SC/IPB - 2006-006, que reafirma a posição do SC/IPB - 1998-117 e no relatório especial CE-2007, determinar que os membros oriundos da IURD deverão ser aceitos mediante batismo e profissão de fé
SC/IPB-2010 - DOC.XXI - Quanto ao documento 226 - Oriundo do(a): Sínodo Central Espírito-Santense - Ementa: Consulta Sobre Igreja Mundial do Poder de Deus. O SC/IPB - 2010RESOLVE: 1) declarar como seita a Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), em razão de suas práticas litúrgicas e doutrinárias, de acordo com a resolução SC/IPB - 2006-006, determinando que todos os membros da IMPD, ao serem recebidos pela IPB, o sejam mediante batismo e profissão de fé.
Para nós cristãos reformados e presbiterianos, essas igrejas são falsas porque não pertencem a Jesus Cristo. Não possuem pregação fiel do Evangelho, não administram corretamente os sacramentos, nem aplicam devidamente a disciplina eclesiástica. A Bíblia nos ensina que “… ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”(Gl 1.8-9).
Houve um tempo em nosso país que colportores (vendedores de Bíblia) foram expulsos de cidades e seus livros apreendidos por testemunharem o Evangelho, o verdadeiro poder de Deus (Rm 1.16). O Rev. Boanerges Ribeiro relata em um de seus livros que “Em 1867, um delegado negava licença para vender Bíblias em Sergipe. Em 1869, em Santos, o delegado expulsava o colportor da cidade, obstando a que retirasse um caixote de Bíblias da alfândega. Em 1871, em Olinda, o Vigário Capitular apreendia as Bíblias de um colportor previamente detido pelo delegado de polícia…” (Protestantismo e Cultura Brasileira: aspectos culturais da implantação do protestantismo no Brasil. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1981, p. 151-153).
O que fazer diante de tanta sujeira e escândalos envolvendo líderes evangélicos? Em dias de incredulidade e falta do conhecimento de Deus, é uma necessidade mais que urgente, proclamarmos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz (1 Pe 2.9). “Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte…Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.14, 16).

CERTEZAS NECESSÁRIAS...




Quais são as certezas de sua vida? O que você sabe ao certo sobre sua existência? Existe em você alguma convicção imutável sobre seus dias sobre esta terra? 

Antigamente, tínhamos a certeza de que a Terra era quadrada. Tínhamos certeza de que manga com leite faz mal. Alguns tinham certeza de que o mundo acabaria em 2000. Outros em 2012. 

Bizarrices a parte, de fato, pelo menos duas coisas você tem como certas: A certeza de que você está vivo, e a certeza de que um dia morrerá. 

No mais, para o mundo em geral, todas as outras coisas giram em torno de divagações e incertezas... Ninguém consegue afirmar com convicção sobre a solução para suas crises, sobre o alívio para sua alma cansada, sobre seu futuro aqui na Terra e numa possível vida além... Tudo gira em torno de probabilidades, incertezas e especulações... 

Por isso acho tão interessante o relato sobre o ladrão da cruz. Um homem que, antes de ser crucificado ao lado de Cristo, tinha feito da vida aquilo que achou que era o certo, o que era o melhor, ou ainda, aquilo que achou ser a única solução para a resolução de seus problemas. 

Contudo, aquele homem, ao ser condenado pelos crimes que cometera, e posteriormente pendurado ao lado do Mestre, mostra uma convicção e certeza que deveria preencher o coração de muitos: Ele sabia que Jesus era o Cristo, o Filho de Deus. Em outras palavras, ele sabia que Jesus era a única salvação para o homem. 


Por pior que aquele homem tenha sido, por mais famílias que ele tenha feito sofrer, no fim das contas ele nos deixa uma lição valiosa: 


A certeza de que tinha desperdiçado sua vida: Vivemos e agimos de tal forma como se fossemos imortais. Desperdiçamos nossa vida fazendo aquilo que achamos certo, aquilo que temos vontade e não nos preocupamos com o que Deus espera de nós e muito menos com nossa eternidade. 

Por isso é tão forte o testemunho dos atletas olímpicos. Passam 3 a 4 anos se preparando para um objetivo final. Focam suas forças e energias no pódio, na medalha, no troféu... Tudo isso por alguns segundos ou minutos para alcançar seu prêmio. Uma prova que passa tão rapidamente, mas que, pra eles, foi alvo de preparação durante dias a fio. 





A certeza de que poderia ter vivido melhor: Qual filme não passou na cabeça daquele homem? Imagine o que ele pensou. Se tivesse feito diferente, se tivesse cuidado melhor de minhas escolhas, se tivesse buscado a Deus em minhas decisões, se tivesse confiado minha vida aos cuidados do Senhor... 

Passamos a vida achando que vivemos bem, mas, em determinado ponto, vemos que poderia ter sido melhor. Claro que alguns não admitem isso, dizem não ter arrependimento do que fizeram... Sim, mas é porque não tem condições de voltar e refazer tudo!!! 

Se todo o homem tivesse condições de voltar no tempo, deixaria de fazer ou refaria boa parte da sua vida... 

Por isso Jesus declarou: ... Eu vim para lhe dar vida, e vida abundante... Uma vida sem Jesus não passa de um mero existir... 



A certeza de que Jesus era a Solução: E se tivesse procurado Jesus antes? E se tivesse dado ouvidos aquele homem que, passava de cidade em cidade conclamando o povo ao arrependimento? E se tivesse seguido ao invés de apenas ouvir falar sobre Ele? No fim das contas, aquele homem, arrependido, com sua vida definhando, consegue ao menos reconhecer o que é a maior certeza da humanidade: Que Jesus é a única solução para a vida humana. 

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a vida, ninguém vai ao Pai, senão por Mim”. O ladrão conseguiu olhar para Jesus e ter a certeza de que só Ele daria um desfecho feliz a sua vida. 

Muitas das vezes precisamos ver a morte de perto pra reconhecer que nossa única solução é Cristo. Que “sem Ele nada podemos fazer”. 

Passamos a vida toda ignorando Deus, zombando de seus recados, agindo com prepotência e desdém, mas no fim das contas, quando nossa fragilidade diante da morte é exposta, queremos nos voltar pra Ele. Veja a declaração de alguns homens na história: 

VOLTAIRE, o famoso zombador, teve um fim terrível. Sua enfermeira disse: “Por todo o dinheiro da Europa, não quero mais ver um incrédulo morrer!” Durante toda a noite ele gritou por perdão. 

DAVID HUME, o ateu, gritou: “Estou nas chamas!” Seu desespero foi uma cena terrível. 

HEINRICH HEINE, o grande zombador, arrependeu-se posteriormente. Ao final da sua vida, ele ainda escreveu a poesia: “Destruída está a velha lira, na rocha que se chama Cristo! ...” 

CESARE BORGIA, um estadista: “Tomei providências para tudo no decorrer de minha vida, somente não para a morte e agora tenho que morrer completamente despreparado.” 

TALLEYRAND: “Sofro os tormentos dos perdidos.” 

CARLOS IX (França): “Estou perdido, reconheço-o claramente.” 

SIR THOMAS SCOTT, o antigo presidente da Câmara Alta inglesa: “Até este momento, pensei que não havia nem Deus, nem inferno. Agora sei e sinto que ambos existem e estou entregue à destruição pelo justo juízo do Todo-Poderoso.” 

NIETZSCHE: “Se realmente existe um Deus vivo, sou o mais miserável dos homens.” 

LÊNIN morreu em confusão mental. Ele pediu pelo perdão dos seus pecados a mesas e cadeiras. 

SINOWYEW, o presidente da Internacional Comunista, que foi fuzilado por Stálin: “Ouve Israel, o Senhor nosso Deus é o único Deus.” 

YAGODA, chefe da polícia secreta russa: “Deve existir um Deus. Ele me castiga pelos meus pecados.” 

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Pois é, meu amigo, diante da vida, precisamos ter mais do que duas certezas. Precisamos admitir que necessitamos de Cristo, enquanto há tempo. Precisamos tomar para nós a certeza de que não conseguimos viver sem Ele aqui, e que não existe vida na Eternidade sem Ele. Precisamos rever nossas certezas. Mais ainda há tempo. Aproveite a oportunidade.



 Marcelo Matias, pastor


Pastor homossexual Anderson Zambom afirma: “é evidente que ser gay não é pecado”

Pastor homossexual Anderson Zambom afirma: “é evidente que ser gay não é pecado”
Após a inauguração da Igreja Evangélica Inclusiva do Brasil, seguindo os passos do ministério da pastora lésbica Lana Holder, Anderson Zambom, bispo de 26 anos, deu uma entrevista para a revista Exame afirmando que a Bíblia não fala de condenação à homossexualidade.
Explicando o porquê da criação da nova igreja, Zambom afirma que na denominação que frequentada por ele anteriormente ser gay é motivo de piada e vista como um grande pecado. “Para os pastores, a homossexualidade é um grande pecado. Então, criei um espaço inclusivo e sem preconceitos para que gays como eu possam expressar sua fé”, explicou.
“Na adolescência, tive várias namoradas. Os pastores até me pressionavam para que eu casasse. Mas, aos 19 anos, tive meu primeiro namorado e vi que não dava mais para viver com máscaras”, contou o pastor, quando perguntado sobre quando assumiu sua homossexualidade.
Quando perguntado pelo repórter se ser gay é pecado, o pastor respondeu que essa visão é culpa dos “pastores fundamentalistas”: “A Bíblia não fala de condenação à homossexualidade, e Deus não faz distinção entre as pessoas. O problema é que pastores fundamentalistas passam os ensinamentos errados. É evidente que ser gay não é pecado”.
Ele falou ainda da inauguração da igreja afirmando que houveram 50 pessoas no primeiro culto, e que acredita ser apenas uma questão de tempo para a igreja crescer.
Fonte: Gospel+

Jesus, por favor, não mexa no meu ovo de chocolate!


Como boa parte dos brasileiros, tenho uma raiz católica vinda de descendência portuguesa que é fiel praticante da quaresma. Desde que me conheço por gente minha família paterna segue afinco este período de purificação da carne (não comem doce, carne vermelha, não consomem bebida alcoólica, cigarro, não bebem refrigerante etc) e intensificam suas orações e idas a missas neste período. Então na sexta feira celebra-se um belo almoço de peixe e rituais pela morte de Jesus, e no domingo refeições cheias de carne para celebrar o fim da quaresma e ressurreição de Jesus e como quase todos brasileiros trocamos ovos de páscoa. E assim seguíamos conscientes que páscoa era a celebração da morte e ressurreição de Cristo e também felizes com nossa confraternização de chocolates. Porém quando mudei de doutrina, comecei a escutar desde comentários sutis e tentativas de conscientização de que páscoa é muito mais que ovo e coelhinho e toda essa manipulação capitalista (até propaganda de refrigerante para dar de presente na páscoa vemos na mídia) até alguns radicais que não deixam seus filhos ganharem ovos e são totalmente contra a troca de chocolates, pois dizem que isso não é de Deus.

Radicalismos e rituais a parte, para mim ovo é só um formato o que o povo quer mesmo é se entupir de chocolate e não precisa de páscoa para isso! O que me levou a escrever este texto além das observações de convivência acima que certamente não aconteceram somente comigo foi 1 situação que eu e uma amiga enfrentamos este ano pois o pessoal da igreja dela cuida de 480 crianças pequenas e precisavam de doações de chocolate. Então ela disparou uma mensagem e eu encaminhei para vários contatos meus ‘evangélicos’ e não ‘evangélicos’ (não gosto muito de rotulá-los assim, mas acho que fica mais fácil para você leitor entender). Até o momento, 4 dias antes da páscoa conseguimos 50% do que precisávamos e a maioria vinda de quem? De forma nada surpreendente para mim, de pessoas que não fazem parte do meu círculo ‘crente’. Confesso que o apelo foi feito de última hora, mas quem faz de coração se prontifica a qualquer chamada de filhos de Deus.
A questão é: 480 crianças de 2 a 5 anos em situações de vida que nem gosto de imaginar certamente só receberão este único chocolate este ano e terão isso como lembrança  que estão sendo abaladas por pessoas esquecidas talvez, ou um pouco muquiranas que já gastaram umas boas 3 $$$ com seus familiares e amigos e não querem mais colocar a mão no bolso,ou então pessoas que acham que quem nunca ganhou um ovo de chocolate não sonha com isso e novamente os radicais que dizem que ovos de páscoa não podem ser consumidos pois isso coloca Jesus em 2º plano.

Que saudades das tardes de outono na minha infância quando minha avó ficava horas a fio fazendo ovos e bombons para os netos e nós a ajudávamos a embrulhá-los enquanto ela nos contava sobre Jesus e sobre as músicas de páscoa da época dela. Aquela ansiedade gostosa de acordar no domingo de páscoa com o ovo do lado de nossa cama e ela e minha tia nos dando feliz páscoa com abraços calorosos e cheios de amor... e com certeza cheios de Jesus.

Equilíbrio é a chave! Servir a Deus todos os dias, celebrar esta data tão especial relembrando o sacrifício dele por TODOS nós e principalmente amando ao próximo como a nós mesmos!  Ainda dá tempo de fazer a páscoa de alguém inesquecível mostrando o amor de Jesus não só com 1 bela pregação mas também gestos de amor e doação - Jesus deu a VIDA por mim, você e toda a humanidade !

Shalom

Em amor,
Carla Stracke

Carta de um diabão sobre a teologia da prosperidade.

Por Renato Vargens

Odiado Cramulhão Encardido Junior,

Espero que esteja comendo o pão que o nosso maldoso pai amassou. Escrevo-lhe esta missiva com vistas a lhe orientar quanto a melhor forma de complicar a vida dos pastores.

Primeiramente procure incutir na cabeça do pastor que ele precisa pregar sobre dinheiro. Incentive-o a falar sobre riquezas durante todo o culto.

Horroroso sobrinho, conduza a liturgia dos cultos sugerindo aos pastores que aqueles que depositam sua esperança no adversário precisam ser prósperos e endinheirados.

Maldito capeta, para tanto gostaria lhe ordenar algumas idéias mirabolantes:

1- Institucionalize os jargões no culto. Faça-os repetir versos soltos daquele horroroso livro. Use expressões como você é cabeça e não calda; tudo posso naquele que me fortalece, tá amarrado, rajada de glória e outras mais.

2- Leve-os adorar o nosso primo Mamom. Nosso primo precisa ser adorado. Tire o foco do nosso adversário e leve-os a cultuar nosso maléfico companheiro.

3- Instigue-os ao consumo. Faça-os consumir cada vez mais, endivide-os até a alma.

4- Incentive-os a criar novas doutrinas relacionadas ao dinheiro. Faça-os a acreditarem na doutrina das primícias e que precisam honrar seus líderes com suas riquezas.
Maldito Cramulhão, para ser bem sucedido nessa maféfica missão é fundamental que você incuta na mente deles valores diferentes daquele livro cujo nome não gosto nem de mencionar. (Só de pensar na Bíblia, meu ser estremece!)

Infeliz sobrinho, escravize-os ao dinheiro fazendo-os amar as riquezas desse mundo!

Espero que cumpra com esmero minhas recomendações.

Termino esta carta, desejando todo tipo de maldade,

Com ódio,

Seu tio diabão
Nota explicativa:

Há alguns anos, o conhecido autor evangélico C. S. Lewis, professor da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, escreveu uma série de artigos sob o título: "The Screwtape Letters" , ou seja, "Cartas do Inferno" , Edições Vida Nova SP, e os publicou no jornal "Guardian", conhecido órgão da imprensa britânica, lá pelos idos de 1940. Depois, essas cartas foram reunidas em um livro com o mesmo título, que se tornou a obra mais popular desse eminente escritor de temas cristãos. Nessas cartas, o autor imagina uma série de conselhos que Roldão, experiente oficial da hierarquia diabólica, envia a seu sobrinho Lusbim, um diabo neófito que recebeu a incumbência de corromper a fé de um homem que se tornara cristão. Visto que, daquela época para cá, tem-se multiplicado as artimanhas satânicas, é lícito imaginar mais alguns terríveis conselhos enviados pelo sinistro oficial ao seu infernal emissário, em plena ação diabólica para desviar os fiéis do caminho estreito. Usando os mesmos personagens, apenas mudamos os nomes, e tomando emprestado o gênero literário do autor mencionado, aqui apresentamos aos amados leitores uma nova carta imaginária, vinda dos abismos infernais.

2 de abril de 2012

Existem Apóstolos nos dias de hoje?

 
Por João Rodrigo Weronka
É curioso observar como algumas igrejas evangélicas tem facilidade em aceitar novidades. E é triste verificar a falta de empenho dos cristãos em observar as Escrituras e analisá-las com sensatez e cuidado. Triste também é saber que poucas são as igrejas que motivam seus membros ao estudo sistemático da Bíblia, ao aprofundamento teológico, a formação de grupos de estudo e discussão sobre as doutrinas cristãs e que verifiquem na Bíblia se as coisas realmente são como é pregado. Aliás, não é pecado analisar se os ensinos e a pregação estão em conformidade com as Sagradas Escrituras (Atos 17.10-11).
Dentro desta miscelânea de revelações e novidades que temos observado, é importante expressar-se sobre o caráter das revelações: 1) as revelações nunca deverão ser colocadas acima da Bíblia. A Bíblia é a palavra final e autoridade máxima, já que se trata da inerrante Palavra de Deus; 2) Se a revelação está em desconformidade com a Bíblia, descarte imediatamente tal revelação. Deus não é Deus de confusão (1 Coríntios 14.33) As experiências pessoais não podem ser colocadas acima das Escrituras Sagradas, pois estas já contêm a revelação do propósito de Deus ao homem.
Nestes tempos de tantas novidades, algo chama atenção de maneira muito preocupante na história recente da igreja: trata-se do Apostolado Contemporâneo, ou Restauração Apostólica. Muitos têm se levantado como apóstolos nestes dias. Apóstolos ungindo apóstolos e criando uma hierarquia apostólica. Alguns pastores que, talvez por se sentirem menores que seus colegas de ministério que foram ungidos como apóstolos, ungem-se a si mesmos e se auto-proclamam apóstolos. Não há fundamento para o chamado ministério apostólico contemporâneo pelo simples fato do mesmo não possuir respaldo bíblico.
O termo
Segundo o Dicionário Bíblico Universal, o termo apóstolo “significa mais do que um ‘mensageiro’: a sua significação literal é a de ‘enviado’, dando a idéia de ser representada a pessoa que manda. O apóstolo é um enviado, um delegado, um embaixador” (Buckland & Willians, p. 35) . A Bíblia de Estudo de Genebra também aplica esta descrição, dizendo que apóstolo “significa ‘emissário’, ‘representante’, alguém enviado com a autoridade daquele que o enviou” (Bíblia de Estudo de Genebra, p. 1272).
A frágil sustentação
Aqueles que defendem esta frágil posição, têm se sustentado principalmente na má interpretação do texto de Efésios 4.11 para o uso do ministério apostólico para nossos dias. O texto de Efésios 4.11 diz: “E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres”.
A refutação
As regras mais simples de hermenêutica nos ensinam que os textos sagrados nunca devem ser tirados de seu contexto. E no contexto da epístola de Paulo aos Efésios, temos no capitulo 2 o texto que prova que este ministério não mais existe. Antes de citar o texto, é importante refletir: quando um prédio é construído, o que é feito primeiro? As paredes ou a fundação da obra? É obvio que todo alicerce, toda fundação é feita em primeiro lugar. Não é possível construir as paredes e no meio das paredes fazer a fundação. Efésios 2.19-20 diz: “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular”.
Cristo é a pedra angular e os fundamentos foram postos pelos apóstolos e profetas. Os evangelistas, pastores e mestres são os responsáveis pela construção das paredes desta obra. Como bem explica Norman Geisler “De acordo com Efésios 2.20, os membros que formam a igreja estão ‘edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas’. Uma vez que o alicerce está pronto, ele não é jamais construído novamente. Constrói-se sobre ele. As Escrituras descrevem o trabalho dos apóstolos e dos profetas, quanto à sua natureza, como um trabalho de base” (Geisler, p. 375).
A Bíblia registra o uso do termo apóstolo a outros personagens. Russel N. Champlin explica que “há também um sentido não técnico, secundário, da palavra ´apóstolo´. Trata-se de uma significação mais lata, em que o termo foi aplicado à muitas outras pessoas, nas páginas do NT. Esse sentido secundário dá a entender essencialmente ´missionários´, enviados dotados de poder e autoridade especiais” (Champlin, p. 288, v. 3). Nesse sentido o Ap. Paulo chamou a alguns irmãos por apóstolos seguindo este termo não técnico:
PersonagemTexto
Tiago, irmão do SenhorGálatas 1.19
EpafroditoFilipenses 2.25
Apolo1 Coríntios 4.9
Andrônico e JuniasRomanos 16.7
No contexto de Efésios 4.1, Paulo não estava se referindo a estes homens, mas sim aos 12, Matias (que substituiu Judas Iscariotes), e a si mesmo. Estes compunham, juntamente com os profetas, o fundamento da igreja (Efésios 2.19-20).
Existiam duas exigências fundamentais para que um apóstolo fosse reconhecido para tal função:
1) Ser testemunha ocular da ressurreição de Jesus Cristo (Atos 1:21-22; Atos 1.2-3 cf. 4.33; 1 Coríntios 9.1; 15.7-8);
2) Ser comissionado por Cristo a pregar o Evangelho e estabelecer a igreja (Mateus 10.1-2; Atos 1.26).
Assim como Matias, que passou a integrar o corpo apostólico por ser uma testemunha, Paulo, que se considerava o menor, por ser o último dos apóstolos, contemplou a Cristo no caminho de Damasco (Atos 9.1-9; 26.15-18), onde ocorreu o início de sua conversão. Ou seja, ambos preenchem os pré-requisitos para tal função. No entanto, os que se intitulam apóstolos em nossos dias não se encaixam nos padrões bíblicos que validam o apostolado.
É interessante que, enquanto o Ap. Paulo refere-se a si mesmo como “o menor dos apóstolos” (1 Coríntios 15.9), os atuais apóstolos tem por característica a fama e a ostentação do título. Tudo é apostólico! A unção é apostólica! Os eventos são apostólicos! As músicas são apostólicas! Nem de longe se assemelham com a humildade dos apóstolos bíblicos. Eventos, cultos e seminários se tornam mais interessantes quando a presença do Apóstolo Fulano é confirmada. É um chamariz: “venha e receba a unção apostólica diretamente do Apóstolo Beltrano”. Tais apóstolos têm se colocado como super-crentes, uma nova e especial classe da igreja, a elite cristã dos tempos modernos. Hoje existe de tudo um pouco neste balcão mercantil da fé: Apóstolo do Brasil, Apóstolo da Santidade, Apóstolo do Avivamento e até mesmo o mais popular apóstolo brasileiro, chamado por muitos por “Paipóstolo”.
Existem hoje ministérios com características apostólicas, no sentido das missões (envio) e no estabelecimento de igrejas. No entanto, isso não faz de ninguém um apóstolo nos padrões bíblicos. A forma como Wayne Grudem explica esse fato é muito esclarecedora: “Embora alguns hoje usem a palavra apóstolo para referir-se a fundadores de igrejas e evangelistas, isso não parece apropriado e proveitoso, porque simplesmente confunde que lê o Novo Testamento e vê a grande autoridade ali atribuída ao ofício de ‘apóstolo’. É digno de nota que nenhum dos grandes nomes na história da igreja – Atanásio, Agostinho, Lutero, Calvino, Wesley e Whitefield – assumiu o título de ‘apóstolo’ ou permitiu que o chamassem apóstolo. Se alguns, nos tempos modernos, querem atribuir a si o título ‘apóstolo’, logo levantam a suspeita de que são motivados por um orgulho impróprio e por desejos de auto-exaltação, além de excessiva ambição e desejo de ter na igreja mais autoridade do que qualquer outra pessoa deve corretamente ter”. (Grudem, p. 764).
É equivocado aplicar o termo “apóstolo” para ministros contemporâneos. A Bíblia de Estudo de Genebra concluí que “Não há apóstolos hoje, ainda que alguns cristãos realizem ministérios que, de modo particular, são apostólicos em estilo. Nenhuma nova revelação canônica está sendo dada; a autoridade do ensino apostólico reside nas escrituras canônicas” (Bíblia de Estudo de Genebra, p. 1272).
Tamanho o fascínio que os crentes possuem por essa Restauração Apostólica, gera preocupação nas lideranças mais sóbrias. Vale citar as sábias palavras de Augusto Nicodemus Lopes: “Há um gosto na alma brasileira por bispos, catedrais, pompas, rituais. Só assim consigo entender a aceitação generalizada por parte dos próprios evangélicos de bispos e apóstolos auto-nomeados, mesmo após Lutero ter rasgado a bula papal que o excomungava e queimá-la na fogueira.” (Lopes, cf. blog do autor).
Conclusão
Os ofícios que o Novo Testamento expõem para a igreja, para aqueles que compõem sua liderança, são: Apóstolos, Pastores (ou Presbíteros, ou Bispos – já que todos os termos representam a mesma função/ofício – Tito 1.5-7; Atos 20.17,28) e Diáconos. Esta Restauração Apostólica não encontra subsídio bíblico ou histórico, portanto, levando em conta este contexto, e considerando principalmente que Paulo foi o último apóstolo, conclui-se que não existem apóstolos em nossos dias. Cabe a igreja de nossos dias, exercer suas funções sem invencionices e modismos, seguindo o puro e verdadeiro Evangelho.
Veja também uma explanação do Bp. Walter MaCalister: