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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

5 de abril de 2014

Imunidade de igrejas é usada para lavagem de dinheiro, alerta desembargador federal


Consultor Jurídico

Cresce no Brasil o uso de “templos de fachada” ou “igrejas-fantasma” utilizados para lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e sonegação fiscal. O alerta é feito pelo desembargador federal Fausto Martin De Sanctis, especializado no combate a crimes financeiros e à lavagem de dinheiro. De acordo com ele, a imunidade tributária prevista aos templos religiosos é eficaz para abrigar recursos de procedência criminosa, sonegar impostos e dissimular o enriquecimento ilícito: "É impossível auditar as doações dos fiéis. E isso é ideal para quem precisa camuflar o aumento de sua renda, escapar da tributação e lavar dinheiro do crime organizado. É grave", conclui De Sanctis.

De acordo com reportagem do jornal Valor Econômico, a prática tem sido investigada pelos Ministérios Públicos estaduais e pelas procuradorias da República. Para o procurador Silvio Luís Martins de Oliveira — que investigou e denunciou criminalmente responsáveis pela Igreja Universal do Reino de Deus por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha e estelionato — é preciso refinar a fiscalização sobre atividades financeiras de entidades religiosas. Segundo ele, para lavar o dinheiro as igrejas se utilizam de doleiros: "Costuma ser um doleiro de confiança que busca ajuda de casas de câmbio, pois a quantidade de cédulas é enorme. É o que chamam de 'dinheiro sofrido', porque o fiel costuma pagar o dízimo com notas amassadas", esclarece.

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) discorda que falte fiscalização. "Se o legislador, após longo debate na Assembleia Nacional Constituinte, isentou as instituições religiosas de impostos, nada mais fez do que atender aos anseios da maior parte da sociedade", diz. Sobre o uso das casas religiosas para práticas de moral e legalidade questionáveis, Feliciano faz uma alusão indireta a entidades católicas: "Se partirmos do pressuposto que uma entidade não deve ter tratamento especial pela possibilidade de malfeitores se aproveitarem, por analogia o mesmo princípio se aplicaria às Santas Casas e Universidades mantidas por Fundações sem fins lucrativos".

A prática tem preocupado também a Justiça Eleitoral. Doações de organizações religiosas a partidos políticos são proibidas pela legislação. Para detectar operações ilícitas, o Tribunal Superior Eleitoral firmou convênio com a Receita e a Polícia Federal. De acordo com o juiz assessor da presidência do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Marco Antonio Martin Vargas, o convênio facilita o trabalho pois é feito o cruzamento de dados.

Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, há 55,1 mil organizações religiosas em atividade em 2014. Um crescimento de 1,4% em comparação com 2013. O estudo "Religião e Território" (2013), dos pesquisadores Cesar Romero Jacob, Dora Rodrigues Hees e Philippe Waniez, indica expansão dos chamados "evangélicos não determinados". Eles passaram de 580 mil no ano 2000 para impressionantes 9,2 milhões em 2010. Os evangélicos de missão cresceram de 6,9 milhões para 7,6 milhões no mesmo período, enquanto os evangélicos pentecostais passaram de 17,6 milhões para 25,3 milhões em dez anos.



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1 de abril de 2014

Assista a participação de Silas Malafaia no “The Noite com Danilo Gentili”

Assista a participação de Silas Malafaia no “The Noite com Danilo Gentili”Silas Malafaia participa do programa “The Noite com Danilo Gentili
Nesta segunda-feira (31) foi ao ar no programa “The Noite com Danilo Gentili” a entrevista concedida pelo pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
Sempre polêmico, Malafaia falou sobre política, finanças, sexualidade e comunicação. O líder evangélico que é considerado um dos mais influentes do Brasil comentou sobre os dados veiculados pela revista Forbes sobre sua renda e afirmou que irá processar a publicação nos EUA.
Malafaia comentou sobre seu trabalho como líder evangélico e conferencista além de falar sobre seus momentos de laser. O pastor afirmou que para se divertir gosta de jogar futebol com outros pastores.
Gentili questionou Malafaia sobre sua relação com outras denominações evangélicas citando Edir Macedo como exemplo. Para o pastor Silas o trabalho da Igreja Universal é incontestável, porém Malafaia discorda de alguns pontos de contato para fazer as pessoas terem fé. Como exemplo o líder citou as campanhas usadas pela igreja, como o sal grosso, rosa ungida e o óleo de Israel.
Sobre o uso das redes sociais o líder evangélico destacou que o segmento é o que mais usa as redes para propagação de sua fé. Malafaia também destacou que este dado não é apenas em relação aos religiosos, mas também entre os não religiosos.
Ao falar sobre a sexualidade o pastor orientou sobre o controle do impulso. Para o líder uma das principais orientações cristãs é para que cada pessoa aprenda a controlar os impulsos para ter uma qualidade de vida melhor.
Para que o cristão consiga casar virgem Malafaia afirma que o fiel deve controlar o impulso e buscar evitar a relação sexual fora do casamento. Sobre a masturbação Silas afirmou que Jesus mudou a questão do pecado ao afirmar que basta uma pessoa pensar em ter relações sexuais com outra fora do casamento que já está pecando.
Sobre o uso de preservativos o pastor afirmou que a igreja evangélica não é contra, pois os filhos devem ser benção. Para o líder deve haver um planejamento familiar.
Malafaia destacou que a igreja é contra o controle de natalidade, que é quando o Estado interfere no número de filhos que o indivíduo pode ter, mas que a igreja é também favorável ao planejamento familiar.
Ao ser questionado se a oratória de um pastor pode dar força a um discurso e levar uma pessoa a crer em qualquer coisa, o pastor Silas Malafaia respondeu que a oratória de qualquer pessoa pode influenciar, mas não levar alguém a acreditar em qualquer coisa.
VIa: Gospel Prime
Assista:

Igreja Universal é considerada “seita” pela imprensa da Nova Zelândia por vender “azeite ungido”

Igreja Universal é considerada “seita” pela imprensa da Nova Zelândia por vender “azeite ungido”
A Igreja Universal do Reino de Deus está na mira da imprensa da Nova Zelândia, que considera a denominação fundada pelo bispo Edir Macedo uma “seita”.
Jornais e emissoras de TV têm publicado matérias investigativas sobre as práticas e bastidores da denominação, que no país é conhecida pela venda de “objetos milagrosos”, de acordo com o New Zealand Herald.
A Nova Zelândia é um país de maioria cristã, com grande número de adeptos da Igreja Anglicana, por influência da colonização britânica.
A Universal está no país desde 2005, e uma recente campanha da denominação que oferecia azeite de oliva supostamente importado de Israel e “ungido” pelos pastores, chamou a atenção da mídia. Na campanha, a igreja dizia que o azeite teria funções milagrosas, como a cura de tumores, esquizofrenia e outros problemas de saúde, além de ajudar a salvar relacionamentos.
O Herald mostrou que panfletos da Universal convidavam as pessoas para as reuniões como “uma oportunidade única para aqueles que precisam de um milagre”. O pastor Renato Fernandes, responsável pela filial que fez o anúncio, se recusou a falar com a reportagem. Já o bispo Victor Silva, líder da denominação em Auclkand, cidade mais importante da Nova Zelândia, emitiu um comunicado dizendo que o uso do azeite “é um ato de fé” que “pode ajudar no processo restaurativo”.
No entanto, as promessas de cura feitas pela Universal podem ferir leis do país, pois não existem provas médicas sobre a eficácia do azeite. Por isso, a denominação tem se precavido, colocando alertas nos panfletos para que os fiéis se consultem com médicos. “O Centro de Ajuda IURD não tem a pretensão de curar as pessoas, mas acredita que Deus pode fazer isso através do poder da fé. Siga sempre as instruções do seu médico”.
“A Igreja não tem perícia médica especializada para verificar todas as pessoas que se apresentam na igreja com uma doença. Por isso elas sempre são aconselhadas a procurar um médico de sua confiança”, disse o bispo no comunicado.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

26 de março de 2014

O Julgamento Divino pode estar às portas



“Se deixardes ao SENHOR, e servirdes a deuses estranhos, então ele se tornará, e vos fará mal, e vos consumirá, depois de vos ter feito o bem”. (Josué 24:20).

Não tenho pressa alguma em decretar a chegada do julgamento divino sobre esta humanidade pecadora e rebelde, pois tenho duas filhas, cinco netos e um bisneto; portanto, gostaria de vê-los salvos, antes desse dia tenebroso.
Mas, quando conhecemos a Bíblia e lemos sobre o julgamento de Israel e o de Sodoma e Gomorra, constatamos que o povo de Deus está mais rebelde e pecador do que os israelitas, antes da queda de Jerusalém, quando foram espalhados  pelo mundo. Os cristãos modernos  estão mais entregue à imoralidade do que os pecadores das duas cidades condenadas pelo homossexualismo.
Nosso Deus foi, aos poucos, dando uma chance de arrependimento àquelas nações pecadoras, assim como tem feito conosco, há centenas de anos, desde que a Sua Palavra nos foi entregue, a fim de não termos desculpa alguma pela nossa ignorância de Suas leis.
Algumas vezes Israel verificou que estava no caminho errado, tentou reabilitar-se, mas acabou resvalando nos mesmos pecados. (Qualquer pecado que não é confessado de imediato ao Senhor, pode transformar-se num vício, numa droga letal e ai do pecador viciado!)  
Finalmente, após repetidos ciclos de arrependimento e recaída de Israel, o Senhor enviou-lhe um castigo deveras tenebroso, atingindo homens, mulheres e crianças. (Isso pode acontecer conosco, a qualquer momento).
Sei que existem pessoas auto-justificadas, que imaginam estar livres dos castigos divinos e, por isso, nunca se submetem à obrigação de confessar os pecados e pedir clemência ao Senhor (Que leiam a 1 João 1:9).    
Quem desejaria colocar os filhos, netos e bisnetos sob uma ira escaldante?
Esta pecadora miserável tem orado,  diariamente, pedindo que Deus cuide dos seus amados, para que se convertam e se entreguem a Jesus Cristo, livrando-se da ira vindoura, antes que seja tarde demais.  
As enchentes, terremotos, furacões e doenças incuráveis são um aviso de que a paciência divina está no limite e tudo pode acontecer, num piscar de olhos. Contudo, as mentes calcinadas pela mídia e pela TV desprezam os ensinos bíblicos, preferindo deleitar-se nos prazeres mundanos, “enquanto ainda é tempo!”  
Ninguém mais castiga os filhos, pois o  Dr. Spock, uma sumidade no assunto, escreveu contra esta “prática hedionda”  e ele devia saber das coisas “muito melhor do que Deus!”  Assim os filhos  de hoje se voltam cada vez mais contra os pais, conforme lemos na 2 Timóteo 3:1-4: “SABE, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus”
Spock ensinou a não se castigarem os filhos... Mas onde estão os filhos dos pais que lhe seguiram os conselhos? Em cada geração, depois daquela de Spock, temos visto homens assassinos, molestadores de crianças, porque seus pais nunca foram ensinados a agir conforme a Palavra de Deus, mas do Dr. Spock, e“Dr.Spock sabia das coisas melhor do a Bíblia!”  
Entrementes, esses pais modernos tentam esquecer o mau comportamento dos filhos, deleitando-se nos entretenimentos, como futebol, filmes, novelas da TV, e nos prazeres sexuais, afirmando que “ninguém é de ferro!”
Quanto aos pregadores, estes amaciam a linguagem dos sermões, temendo um esvaziamento nas igrejas e nos gazofilácios!
Os muçulmanos, inimigos seculares do Cristianismo, estão de olho na decadência moral do Ocidente, prontos para dar o bote fatal. Deus vai usar esses inimigos pagãos para nos castigar, como fez algumas vezes com Israel, no passado.
Com homens como Obama, Dilma e outros pagãos no poder do Ocidente paganizado, nós já escolhemos a parte que nos caberá,  no julgamento divino. Então, vamos continuar achando que os muçulmanos são muito “bonzinhos!”, conforme os governantes idiotas têm afirmado...
Afinal, aqui no Brasil, quem iria votar num candidato realmente cristão, se estes não aparecem, temendo sercontaminados ou devorados pelos lobos da política? Só Deus para nos arrebatar, salvando-nos da desgraça que se aproxima... E que Ele se compadeça dos nossos filhos e netos, por amor de nós... Porque, nestes últimos dias, com a apostasia grassando nas igrejas, a coisa está ficando cada vez mais negra e, portanto indiscernível!
Sejamos fieis ao Senhor, porque  Ele é  um Deus “ciumento”  (Ex. 34:14). Ele não há de permitir que Sua esposa fiel seja entregue nas mãos dos estupradores espirituais.  O arrebatamento pode estar muito próximo!

Inspirado no texto “How has the judgement begun”,
do Dr.Samuel Gipp.
Adaptado por Mary Schultze, em 16/03/2014.

PASTOR, TENHO MEDO DE TER BLASFEMADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO, SE O FIZ PORVENTURA, ESTOU CONDENADO?



Antes de responder essa pergunta torna-se necessário que entendamos  à luz das Escrituras o que é "blasfemar contra o Espírito Santo".

Primeiramente precisamos entender que blasfêmia é um pecado que só pode ser feito com palavras, isto é, blasfemar contra o Espírito Santo não é cometer um pecado como por exemplo assassinato, adultério ou coisas do tipo.

A Blasfêmia relaciona-se a aquilo que falamos, portanto, o que blasfema contra o Espírito Santo, o faz através de expressões verbais. Ora, os fariseus e saduceus eram os que constantemente se mostravam hostis contrapondo-se ao ensinamento de Jesus. Constantemente eles planejaram matar Jesus e estavam sempre o atacando e o acusando de pecados distintos. Certa feita, eles disseram que o Senhor expulsava Satanás pelo poder de Satanás. Ao ouvir isso, nosso Redentor os repreendeu dizendo: “Parem, vocês foram longe demais! A acusação de vocês extrapolou os limites" (paráfrase minha). Diante tamanha sandice Cristo afirmou que qualquer pecado contra o Filho do Homem pode ser perdoado, mas se você blasfemar contra o Espírito Santo (atribuindo a ação do Espírito de Deus  a Satanás, ou igualando-as), você está perdido.

Isto posto e esclarecido, deixe-me responder a pergunta:

Não. Você não corre o risco de ser condenado, mesmo porque, se você tem a preocupação de ter ofendido o Espirito Santo, isso significa, que você não cometeu tal pecado.  Na minha perspectiva  aquele que possui sinais de arrependimento de seus pecados em seu coração, crendo em Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador,  não pode ter cometido o pecado imperdoável, até porque,  arrependimento, contrissão e confissão são sinais claros de que a pessoa não cometeu esse pecado.

É o que penso, é o que digo.

Renato Vargens

Você não precisa de apóstolo hoje, diz Augustus Nicodemus

Você não precisa de apóstolo hoje, diz Augustus Nicodemus
A quantidade de igrejas apostólicas no Brasil é cada vez maior, assim como a quantidade de pastores que se autodenominam apóstolos. O reverendo Augustus Nicodemus participou de um evento na Galeria Cultura Bíblica recentemente e falou exatamente sobre isso, fazendo uma crítica a este movimento.
O reverendo presbiteriano usou dados de uma pesquisa que ele realizou por seis meses no Seminário Teológico de Westminster, na Filadélfia (EUA) juntando dados históricos e teológicos que vão se transformar em um livro a ser publicado ainda este ano.
Diversos questionamentos foram levantados por ele no início deste estudo: o que é um apóstolo de acordo com o novo testamento, quem usou o termo pela primeira vez, como explicar que o termo apóstolo é usado para diferentes pessoas, em que sentido é usado, apóstolo é um dom ou ele designa uma função ou ofício.
Durante o evento ele fez um apanhado histórico sobre as igrejas que usaram o termo até chegar aos dias atuais, citando as igrejas neopentecostais que utilizam com mais frequência o termo “apóstolo”. “Todos os apóstolos têm a mesma visão de que a igreja vai dominar o mundo através da restauração do governo apostólico”, disse o reverendo lembrando que essas ideias não são novas.
O assunto é extenso e a palestra durou mais de uma hora. Entre os apóstolos brasileiros, Augustus Nicodemus cita Renê Terra Nova, Valnice Milhomens, Valdemiro Santiago, Arles Marques, Mike Shea, Estevam Hernandes, Neuza Itioka e outros.
Ele também cita grandes erros teológicos desses pastores, incluindo a teologia da prosperidade, falsas profecias, manipulação da Bíblia, falta de conhecimento teológico e a falta de uma autoridade maior para quem eles tenham que responder.
No final da palestra ele afirma que esses apóstolos não podem ser chamados assim por uma série de questões, a primeira é que não foram chamados diretamente por Cristo. “Tinha que ser testemunha da ressurreição de Cristo, tinha que fazer sinais e prodígios inquestionáveis e não esses sinais e prodígios que você vê por ai”, afirmou o reverendo fazendo outras considerações.
Por fim ele afirma que apóstolo não é um dom, pois analisando as Escrituras nota-se que o termo é usado para descrever o ofício ou a função de alguém que foi enviado para realizar alguma coisa. “Você não precisa de apóstolo hoje, porque os verdadeiros já fizeram a sua obra”, encerra.
Via: Gospel Prime
Assista:

Vídeo compara as canções “Sabor de Mel” e “Beijinho no Ombro”

Vídeo compara as canções “Sabor de Mel” e “Beijinho no Ombro”
A canção “Sabor de Mel” da cantora Damares liderou por meses a lista das mais tocadas das rádios, mas ao mesmo tempo ganhou inúmeras críticas de teólogos e cristãos que não concordam com a letra da música.
Essa semana o teólogo e blogueiro Yago Martins postou em seu Facebook um vídeo comparando o conteúdo da canção de Damares com o sucesso “Beijinho Ombro” da funkeira Valeska Popozuda.
Mostrando trechos das duas canções, ele marcou que ambas possuem as mesmas características: falam de inimigos, fé em Deus, vitória observada, destaque e jogar na cara a vitória que recebeu. “Um pequeno comparativo didático: qualquer semelhança não é mera coincidência. Por mais cômico que seja a comparação e a apresentação da mesma, a intenção primária não é fazer rir, mas alertar a respeito de um ponto. Pensem nisso”, escreveu Yago no post.
O vídeo foi gravado para o canal do Youtube, mas acabou sendo postado apenas no Facebook para mostrar aos cristãos o que está sendo cantado nas igrejas e levá-los a refletir e se conscientizarem sobre esses erros teológicos que aparecem nas músicas evangélicas.
“‘Sabor de Mel’ é uma teologia da vingança, onde a cantora conclama os crentes a desejarem o destaque a fim de tripudiar sobre os próprios inimigos”, disse. Citando o versículo de Provérbios 24:17, ele afirma que a “a canção deseja que os que não te ajudaram antes se arrependam disso por não terem conseguido o destaque que Deus te deu. Devemos amar aqueles que são nossos inimigos, e não desejar que eles ‘nos vejam por cima’”.
Lançada em 2008 no CD “Apocalipse”, a canção “Sabor de Mel” é um dos maiores sucessos da cantora Damares, que é a artista gospel que mais vende CD no Brasil.
Para Yago Martins o sucesso da canção é explicado pela falta de conhecimento bíblico do povo evangélico.
“Não falo de teologia acadêmica ou elucubrações profundas, mas até mesmo o sermão do monte ou os ‘Bê-á-bás’ da fé. Jesus disse: ‘Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem’ (Mateus 5:43-44). Como podemos ter uma igreja evangélica que ainda não conseguiu internalizar um dos princípios teológicos básicos da fé, que é o amor? Os púlpitos fracos que prometem bênçãos e vitórias criam um monstro que tem nome de cristianismo, mas está longe da religião de Jesus”, disse.
É comum encontrarmos canções do gospel que falam sobre vitória, mas de acordo com o blogueiro nenhuma delas tem tantos erros quanto “Sabor de Mel”, escrita pelo compositor Agailton Silva.
“Existe certo tipo de sentimento de vitória sobre os inimigos que faz sentido e é até mesmo cristão. No Último Dia, os inimigos do evangelho receberão a justa paga, e seremos vitoriosos sobre eles. Uma canção que celebra a vitória final sobre os inimigos da Cruz pode ser bíblica e fiel. Nem de longe é o que encontramos na canção de Damaris, no entanto. Lá há nada mais que um ‘beijinho no ombro pras inimiga’, uma palavra de escárnio contra inimigos pessoais, o que é inadmissível”, finaliza Yago.
Assista:

24 de março de 2014

O fiasco da Marcha da Família com Deus



Por Hermes C. Fernandes

Pelo jeito, os conservadores que saíram às ruas neste sábado (22) têm muito que aprender com os evangélicos. Se queriam pretendiam reunir uma multidão em defesa dos "valores da família", deveriam ter organizado shows com a presença de estrelas afinadas com o diapasão do conservadorismo. Afinal, somente mediante este tipo de expediente, faz-se possível arrastar uma multidão de desmiolados, sem qualquer noção de história, apenas embalados no oba-oba. 

Diferente da primeira Marcha da Família com Deus pela Liberdade, ocorrida há cinquenta anos, em 19 de março de 1964, a edição de sábado foi um completo fiasco em todas as 15 capitais que tentaram reviver o protesto, que entre várias coisas, defendiam o retorno dos militares ao poder. 

O Rio de Janeiro, considerada uma das cidades mais politizadas do País, cerca de 150 pessoas se concentraram na Candelária, no centro da cidade, e marcharam até a sede do Exército, na Avenida Presidente Vargas, com cartazes e gritos de ordem. Um total vexame no mesmo cenário que reuniu quase um milhão de pessoas no último grande protesto popular em julho do ano passado. 

Em São Paulo, a locomotiva econômica do Brasil, cerca de 200 adeptos do movimento se reuniram na Praça da República com o objetivo de relembrar a marcha anticomunista e de apoio ao golpe militar. Em Belo Horizonte, o vexame foi ainda maior: apenas cinquenta pessoas se concentraram na porta da 4ª Companhia de Polícia do Exército, na rua Juiz de Fora, no Santo Agostinho, região centro-sul da capital. 

Em sua edição original, “Marcha da Família Com Deus pela Liberdade” reuniu cerca de 500 mil pessoas em São Paulo. A marcha foi uma resposta ao comício que o presidente João Goulart fez na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em 13 de março, quando reuniu 200 mil pessoas. 

Creio que a experiência mal-fadada deste final de semana enterra de vez qualquer pretensão de mobilização pela volta dos militares ao poder. A sociedade brasileira está "mal acostumada" com a democracia e aprendeu que é para frente que se anda. Apesar do mar de corrupção que insiste em assombrar nosso país, a liberdade é valor inegociável para a nossa gente. Ademais, mesmo durante os anos de ditadura militar, a corrupção tem se mostrado uma questão endêmica que demanda muito mais do que uma intervenção golpista. A diferença é que hoje, com a liberdade de imprensa e a autonomia da polícia federal para investigar, o que antes ocorria sorrateiramente, agora vêm à luz.

Fonte: http://www.hermesfernandes.com/2014/03/o-fiasco-da-marcha-da-familia-com-deus.html

Igreja evangélica frequentada por roqueiros luta contra preconceito

Antes, durante e depois dos cultos, bandas de heavy metal evangélico tocam no palco/altar do templo
Antes, durante e depois dos cultos, bandas de heavy metal evangélico tocam no palco/altar do templo
Ricardo Senra, na Folha de S.Paulo
Para os evangélicos, eles cultuam Satanás. Pelos metaleiros, são criticados por seu jeitão bem comportado. Assim, entre a cruz e a espada, resiste desde 2006, no Alto do Ipiranga, região sul, a primeira igreja gospel frequentada por roqueiros de São Paulo.
“Sofremos com o preconceito dos dois lados”, diz o pastor Antonio Carlos Batista, 46, fundador da Crash Church (ou “igreja de impacto”, na tradução dos fundadores).
“Acolhemos quem não quer nem vestir terno nem cortar os cabelos para louvar o Senhor, nem ser violento ou negar Jesus Cristo só por causa do som que gosta de ouvir.”
Antes, durante e depois dos cultos, bandas de heavy metal evangélico tocam no palco/altar do templo
Antes, durante e depois dos cultos, bandas de heavy metal evangélico tocam no palco/altar do templo
No domingo em que a sãopaulo visitou o templo, 50 jovens cabeludos, tatuados, vestindoanéis, piercings, roupas rasgadas e longos coturnos se reuniam às gargalhadas na calçada.
Quem passa pela igreja —uma sala comercial toda pintada de preto— não entende de cara o que ocorre por ali.
Os metaleiros não bebem ou fumam, só conversam. “Nossa droga é Jesus”, diz uma fiel de cabelos verdes.
pastor Batista reza acompanhado pelos fiéis da igreja
Pastor Batista reza acompanhado pelos fiéis da igreja
Às 17h, um solo estridente de guitarra dá o sinal: começou o culto. Do lado de dentro, paredes escuras grafitadas com desenhos gigantes de coroas de espinhos levam ao salão principal, onde está o palco/altar.
“Deus não te deixa só”, “Ele está dentro de nós”, “a vida é um ato de amor”, canta, aos berros, um coro de duas mulheres e um homem, de cabelões e roupas pretas. Quando a música termina, a plateia aplaude e grita “aleluia” e “glória a Deus”.
No intervalo entre as canções, a vocalista se lembra, emocionada, de um salmo sobre o sangue de Jesus –o guitarrista acompanha dedilhando o instrumento com força proporcional à intensidade dos versículos.
pastor e presbíteros lideram 'roda de cura' durante culto
Pastor e presbíteros lideram ‘roda de cura’ durante culto
Se a etapa inicial do culto lembra um show de rock qualquer, é quando as luzes do palco se apagam que a louvação começa de verdade.
De mãos estendidas para o céu, o pastor aparece num púlpito de pedra e convida os presentes a se abraçarem (o solo de guitarra no fundo cresce quando ele diz “aleluia”).
Começa uma roda de cura espiritual “contra a ansiedade”. Depois, o líder religioso anuncia a programação da igreja para as próximas semanas e cumprimenta, um a um, quem visita o culto pela primeira vez.
“Uma salva de palmas para o repórter e o fotógrafo que nos acompanham”, diz, enquanto a reportagem se encolhia no fundo do salão.
Um jovem magro, de cabelo dourado, cheio de gel fixador, é convidado a dar um testemunho.
“Consegui um trampo num restaurante”, diz, ao lado do pastor Batista. “Sou responsável pela parte de bebidas e estou muito feliz.” Aplaudido, ele prossegue: “Mesmo antes, eu sempre fiz questão de pagar o dízimo.”
É essa a senha para a coleta do dinheiro. Em fila, os fiéis caminham em direção a uma urna com pequenos envelopes recheados. Não fossem pretos, eles também seriam como os usados em outros templos religiosos.
Todas as paredes da igreja são pretas, com desenhos gigantes que lembram coroas de espinhos
Todas as paredes da igreja são pretas, com desenhos gigantes que lembram coroas de espinhos
VOZ DE TROVÃO
No ritmo dos gritos de “amém” do pastor (com voz gutural, tipo show do Sepultura), o culto segue por mais duas horas.
“O povo de Israel sempre foi guerreiro. Nós estamos em constante luta contra Satanás”, diz o pastor, que também é vocalista da banda AntiDemon, com a qual já viajou por outras igrejas alternativas em 31 países.
Com uma bíblia cheia de adesivos de bandas, ele fala à reportagem sobre a conexão que percebe entre o heavy metal e a mensagem divina.
“Está escrito numa passagem que a voz de Deus é como um trovão. Outra indica que o barulho no céu é ensurdecedor. No rock é igual.”
pastor Batista diz que fundou a crash church para abrigar roqueiros rejeitados em outras igrejas
Pastor Batista diz que fundou a Crash Church para abrigar roqueiros rejeitados em outras igrejas
Ele diz que sua principal luta é contra os estereótipos. “Já fui barrado em hospital quando fui visitar um fiel que estava doente. Não usava uma gravata, então não acharam que eu era pastor. Puro preconceito.”
Julgamentos à parte, o pregador diz que sua igreja é “bem careta”. “Ninguém aqui transa antes do casamento. E nós não acreditamos em um terceiro sexo. Gays são bem-vindos porque precisam de amor e ajuda.”
O pastor também é vocalista da banda de rock gospel AntiDemon, que já viajou por 31 países
O pastor também é vocalista da banda de rock gospel AntiDemon, que já viajou por 31 países
fotos: Gabriel Cabral/Folhapress

22 de março de 2014

Defesa usa carta psicografada em processo que absolveu réu de assassinato

Quatro jurados votaram pela absolvição no Fórum de Uberaba por considerar que houve legítima defesaGoogle Street View / Reprodução
Acusado de homicídio cometido em dezembro 1992, um homem foi inocentado pelo tribunal do júri nesta quinta-feira (20) em Uberaba, no Triângulo Mineiro. A defesa de Juarez Guide da Veiga anexou ao processo uma carta supostamente psicografada por um médium, com mensagens da vítima, João Eurípedes Rosa, o "Joãozinho Bicheiro", em que o morto alega ter dado "motivos" para o crime passional acontecer.
Leia mais notícias no R7 Minas

A carta não foi lida em plenário nem usada pela defesa em nenhum momento durante o julgamento, mas curiosamente defende a mesma tese do promotor, que pediu a absolvição: legítima defesa.

De acordo com o promotor Rafael Soares, a absolvição de Juarez da Veiga foi pedida aos jurados porque diversas provas no processo mostraram que ele agiu em legítima de defesa ao atirar em Rosa. Segundo o membro do Ministério Público, um recorte de jornal com a carta de duas páginas foi anexada aos volumes ainda em 1993 e não teve qualquer influência em sua postura ou nos argumentos levados aos jurados.

Apesar de cometido em 1992, o assassinato não prescreveu porque houve "marcos interruptivos" durante o recebimento da denúncia e a sentença de pronúncia, que confirmou a data do julgamento. A prescrição ocorreria em maio de 2014.

O juiz Fabiano Garcia Veronez não quis comentar o caso porque o processo ainda está em curso. O advogado de Veiga não atendeu às ligações da reportagem.

Segundo a denúncia, o crime foi cometido por motivos passionais. A ex de "Joãozinho Bicheiro" o trocou por Juarez Veiga. Ao vê-los juntos, Joãozinho teria se revoltado. Na psicografia, ele diz que ficou "dominado pelo ciúme e completamente à mercê do meu próprio despreparo espiritual", o que teria contribuído para o crime. Ainda de acordo com o documento supostamente ditado pelo espírito, Joãozinho mandou um recado à mulher: "Você tem uma vida inteira pela frente e muito o que fazer para criar e educar os nossos filhos".
* com informações da Agência Estado

19 de março de 2014

Igreja evangélica realiza casamento coletivo gay em SP

A Igreja Cristã Contemporânea realizou durante o final de semana uma cerimônia de casamento coletivo entre casais do mesmo sexo. Cinco casais participaram da cerimônia, realizada no domingo no templo da igreja em São Paulo e que contou com decoração, jantar, festa e orquestra para os participantes.
Para participar da cerimônia, os casais deveriam estar casados no civil, comprovando a "solidez do relacionamento estável", segundo a igreja. "Este requisito é muito importante porque casamento não é brincadeira e, no entendimento da igreja, o casal firma uma aliança diante de Deus, com o compromisso de permanecer toda a vida juntos até que a morte os separe", afirmou o pastor Fábio.
Cinco casais participaram da cerimônia Foto: Divulgação
Cinco casais participaram da cerimônia
Foto: Divulgação

"Jesus Cristo Superstar" investe no rock oitentista como referência musical

 

"Jesus Cristo Superstar" em cartaz em São Paulo12 fotos

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18.mar.2014 - Em meio às criticas de religiosos, "Jesus Cristo Superstar" fica em cartaz no Teatro Tomie Ohtake até 8 de junho Divulgação/T4F
Se Judas Iscariotes fosse um vocalista de heavy metal, ele seria Ronnie James Dio, segundo Alírio Netto, que interpreta o famoso traidor no espetáculo "Jesus Cristo Superstar", que estreou na semana passada e que fica em cartaz até 8 de junho no Teatro Tomie Ohtake.
Muito embora sua versão para Judas se relacione mais à estética de um vocalista de metal melódico, a relação de Netto é válida em termos gerais justamente pelo direcionamento mais pesado da nova versão do espetáculo da Broadway, baseado no clássico álbum homônimo de ópera rock lançado em 1970, na Inglaterra, com letras de Tim Rice e música de Andrew Lloyd Webber.

Diferente do direcionamento talvez um pouco mais hippie das apresentações dos anos 70, a adaptação mantem as estruturas das canções originais, mas investe mais forte em guitarras, baixo e bateria, sobretudo no que se refere aos trechos com os personagens mais obscuros da trama, como o próprio Judas, o governador romano Pôncio Pilatos (Fred Silveira) e o sumo sacerdote Caifás (Rogerio Guedes). Para se ter uma ideia, todos os solos de sax da obra original foram substituídos por guitarras.

"Comecei a trabalhar pela partitura original e a partir daí dei a roupagem que eu queria, já bastante mal-intencionada em pesar no rock (risos). Escolhi as vozes que melhor se encaixavam no que eu tinha em mente e determinei o tipo de som que eu queria de cada instrumento", comenta ao UOL a diretora musical Vania Pajares, cujo currículo de musicais conta com "Evita", que também tem letra e música da dupla britânica.

"As obras deles são extremamente elaboradas e difíceis de executar", diz ela. "Têm aspectos como compassos quinários e tessituras extremas, ou muito agudo ou muito grave. E trata-se de um formato também sem pausas para fala, sempre com muita música. E aí temos o fato de que tanto rock quanto ópera são difíceis de cantar, juntos pior ainda. Então, para integrar um elenco desses precisa ser virtuoso mesmo."

Com Igor Rickli no papel do protagonista Jesus e Negra Li como Maria Madalena, a clássica peça de ópera rock aborda a última semana de vida de Jesus Cristo na Terra – da chegada a Jerusalém ao momento de sua crucificação.
A questão chega também no figurino, já que Judas, por exemplo, conta com looks construídos em peças de couro, maquiagem escura e coturno. Jesus surge com uma blusa branca, calça jeans bege e coturno de mesma cor. Maria Madalena, por sua vez, usa blusa assimétrica, calça jeans e coturno. No geral, o figurino mistura itens contemporâneos com alguns elementos bíblicos. Uma forma de abordar a peça de forma mais "clean e atual", como caracterizou o diretor Jorge Takla em recente entrevista coletiva.

Fã de bandas como Van Halen, Whitesnake e Cinderella e formada em piano clássico, regência e canto lírico, Vânia sonhava com a oportunidade de trabalhar em um musical no qual pudesse despejar profissionalmente seu "reprimido" amor pelo rock. O convite de Takla apareceu e ela, claro, não recusou.
"Os personagens do Judas e Pilatos são mais roqueiros mesmo. Mas diferente dos anos 70. Muita coisa aconteceu na música nas últimas quatro décadas. Tem muito nessa peça de glam rock, muita farofa dos anos 80 (risos)", conta. "A obra de arte só vai modificar o público se houver empatia. Então, não adiantava deixar só as coisas antigas."

Segundo ela, são 11 integrantes sendo comandados pelo regente Marcos Aragoni. Quanto aos instrumentos, as canções nascem de duas guitarras, baixo elétrico, bateria, três teclados com grande programação orquestral, percussão, uma trompa, um trompete, flauta, clarinete e sax tenor.

Judas Iscariotes Rockstar
O papel principal na história bíblica de fato é de Jesus, mas em "Jesus Cristo Superstar" é de Judas o posto de personagem mais complexo na questão artística, segundo Vania e Alírio.

"No que se refere ao canto, é o papel mais difícil", diz ela. "Descobri coisas novas na minha voz e a readaptei para esse personagem", comenta o ator. "O Judas não tem descanso na peça. Está sempre cantando muito. Jesus tem outra dinâmica porque apesar de contar com alguns momentos mais difíceis, ele tem mais descanso."
Cantor lírico por formação, Alírio sabe falar sobre Jesus com propriedade porque viveu o personagem em outras duas versões: uma no final dos anos 90 em Brasília, sob direção de Maestro Marconi Araújo, e outra no início dos anos 2000, no México. Quando foi fazer o teste para a adaptação de Takla, chegou preparado para interpretar Cristo, mas foi como Judas que ele convenceu a equipe do espetáculo.

"A peça no México, por exemplo, era mais clássica. Creio que essa versão mais rock e mais caótica tem mais a ver com o que estamos vivendo atualmente. E esse suporte pesado das guitarras me ajudou muito", conta ele. "Se não tivesse esse aspecto musical que a Vânia inseriu eu não creio que conseguiria entregar o personagem dessa forma."

Quem conhece a história de Alírio fora dos palcos compreende sua escolha para tal personagem. Nascido em Florianópolis, ele fundou sua primeira banda aos 14 anos e aos 17 começou a estudar canto lírico. Quando retornou do México em 2003, fundou a banda de rock progressivo Cálice, com a qual lançou dois discos.

Em 2009, foi a vez do grupo Age of Arthemis com o qual lançará seu segundo álbum, "The Waiting Hour", em agosto – entre as influências do material e da banda, Helloween e Angra. Ele ainda está trabalhando no primeiro álbum solo, que terá produção de seu amigo Rafael Bittencourt (guitarrista do Angra).

A junção da técnica por meio das aulas e da forte relação com o universo do rock e seus diferentes gêneros favoreceu a fácil inserção no personagem. Trabalhou melhor a voz com exercícios diários, e logo estava pronto para a estreia que aconteceu no dia 14 de março, em São Paulo.
Muito embora veja Dio em Judas, não nega ter também se inspirado em outras figuras da música para o papel. "Pensava em Steve Perry, ex-vocalista do Journey, quando via o lado bom de Judas. Judas não é mau, ele é equivocado. Pensava em Freddie Mercury na postura de showman que o personagem exige, pensava também em David Coverdale. Mas com todos os improvisos, no final das contas acho que esse Judas acabou ficando com a minha cara (risos)."
Jesus Cristo Superstar
Quando: De 14 de março a 8 de junho. Quintas e sextas, às 21h, sábados, às 17h e 21h; domingo, 18h
Onde: Teatro do Complexo Ohtake Cultural - Rua dos Coropés, 88 - Pinheiros
Quanto: de R$ 25 a R$ 230
Capacidade: 627 lugares
Duração: 130 minutos dividos em dois atos (com intervalo de 15 minutos)
Classificação etária: Livre. Menores de 12 anos acompanhados dos pais ou responsáveis.

Fonte: http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2014/03/19/jesus-cristo-superstar.htm