O cantor sertanejo Luan Santana, através de sua assessoria, se manifestou sobre o acidente ocorrido na madrugada de hoje na cidade de Catanduva, estado de São Paulo.
Pouco antes do início de sua apresentação, uma estrutura do palco desabou deixando 30 pessoas feridas. “A produção local e a minha equipe tiraram todos do espaço em tempo. Graças a Deus, não houve nada grave com ninguém”, declarou. Santana afirmou ainda que a equipe dele está à disposição para maiores esclarecimentos.
Santana estava atendendo a fãs quando uma estrutura localizada do lado direito do palco caiu, pouco depois da queima dos fogos de artifício, que anunciaram o fim do rodeio. De repente, membros de sua equipe mandaram evacuar o local porque houve um problema no palco. O cantor foi levado para um van perto do local, mas voltou para ver se não havia acontecido nada de grave com os fãs.
Embora ninguém tivesse sofrido ferimentos graves, uma fã quebrou a perna e outra teve um deslocamento da rótula. O show sofreu um atraso de uma hora e só foi realizado porque o Corpo de Bombeiros local deu sinal verde para a sua realização. Uma perícia está sendo realizada na arena para apurar as causas da estrutura ter cedido.
Elas conquistaram fama e fortuna na indústria do entretenimento adulto, como atrizes de filmes pornô, mas largaram tudo para servir a Deus. Crissy Outlaw, 41 anos, e Brittni de la Mora, 30, cada uma a seu modo, hoje são mães de família e desempenham o ministério pastoral.
Quando dá seu testemunho nas igrejas, Crissy relata que teve uma infância difícil. Seus pais eram católicos, mas ela não seguiu os ensinamentos que recebia em casa e na igreja.
Abusada sexualmente aos 4 anos de idade por um vizinho adulto, ela conta que os abusos continuaram por alguns anos. Ela sempre teve problemas de autoestima e depressão. Ela cresceu achando que havia “algo” nela que havia provocado aquela situação, algo que nunca contou para seus pais.
Aos 17 anos ela ficou grávida de um namorado e acabou optando por abortar quando ele não quis assumir a criança. “Foi uma das coisas mais traumáticas que me aconteceu”, conta hoje.
Nessa mesma época ela se tornou modelo. Isso a levou para a carreira como atriz pornô aos 23 anos. Anos mais tarde estampou as páginas da revista Playboy.
Ela conta que ganhou muito dinheiro e durante algum tempo ela teve seu próprio site pornô, mas dentro de si havia um grande vazio. Durante a gravação de alguns filmes confessa que seu maior desejo era morrer.
A jovem teve muitos relacionamentos, nos quais procurava aceitação. Contudo, por causa de sua profissão, disse que acabou se envolvendo com pessoas que a maltratavam e a viam como um objeto sexual.
Crissy fez em mais de 50 filmes adultos entre 2001 e 2006, tornando-se na época uma das estrelas pornográficas mais populares dos EUA, quando ainda usava o nome de Crissy Moran.
Até que um dia, quando tinha 31 anos, ela disse que não aguentava mais, pois sentia-se “quebrada por dentro”. Ajoelhou-se no chão de sua casa luxuosa e chorou, pedindo ajuda divina. “Eu disse: Deus, se você é real, preciso que você me mostre. Eu preciso de um sinal, porque tudo o que sei sobre o amor não está certo. Eu preciso sentir você na minha vida”.
No dia seguinte, ela foi a um estúdio, onde seu namorado da época fazia um filme adulto. Durante uma pausa nas filmagens, eles saíram com alguns amigos. Surpreendentemente um deles, que agora era cristão, começou a falar sobre Jesus com ela.
Crissy disse que viu aquilo como um sinal divino. Ela orou, aceitando Jesus e decidiu que a partir daquele diz não faria mais nada que envolvesse pornografia, mesmo sabendo que sua carreira estava no auge.
Tempos depois, começou a frequentar uma igreja local. Cerca de um ano depois, conheceu seu futuro marido, Lawton Outlaw, que era um pastor de jovens. Eles se casaram em 2013 e Crissy foi consagrada pastora.
Hoje, além de ajudar o esposo na igreja, ela colabora com o ministério XXXChurch, que mantém o maior site antipornografia do mundo. Ela dá seu testemunho em várias igrejas pelo país, mostrando que Jesus pode mudar a vida de todo tipo de pessoa, até mesmo de artistas pornô.
275 filmes e três milhões de dólares
A história de Brittni de la Mora é parecida. Durante a juventude ela lutou contra o vício em drogas, depressão e transtorno alimentar. “Eu vivia realmente deprimida. As drogas eram a única coisa que me ajudavam a passar o dia, porque me davam um pouco de energia e uma falsa sensação de felicidade”, explica.
Ela mantinha uma carreira agitada, tendo começado na indústria do sexo aos 16 anos de idade, quando foi trabalhar como stripper em sua cidade natal, Santa Barbara, Califórnia. Brittni diz que sua infância foi cheia de negligência e instabilidade emocional. Isso sempre a fez sentir-se indesejada.
Descobriu que exibir seu corpo gerava desejo nos outros e durante dois anos ela trabalhou como dançarina em um clube. Até que um dia, um diretor de filmes pornô lhe convidou para fazer um teste como atriz. O dinheiro era bom e ela queria terminar de pagar a universidade.
Aos 18 anos gravou seu primeiro filme. Diz que em sua cabeça a única coisa que passava era: “Isso é incrível. As pessoas vão me amar e serei uma estrela”.
Após alguns meses na indústria de filmes adultos, um diretor comentou que ela estava gorda. Para uma jovem que lutou muito tempo com transtorno alimentar, aquilo foi um choque. Acabou se entregando à cocaína depois de ouvir o conselho de um amigo sobre como isso a faria perder peso rapidamente.
Durante sete anos de sua carreira, ela estrelou nada menos que 275 filmes, a maioria com o pseudônimo Jenna Presley. Calcula que ganhou cerca de US$ 3 milhões, mas desperdiçou uma fortuna em drogas. Apesar do rótulo de “estrela”, ela caiu em uma profunda depressão e chegou a pensar em suicídio.
Seu namorado da época, que era membro de uma gangue, morreu esfaqueado por uma gangue rival. Este incidente deixou Brittni com medo de sair de casa. Em 2010, ela ficou meses trancada no quarto, com as luzes apagadas, consumindo grandes quantidades de metanfetamina.
Certa noite, quando pegou uma tesoura e começou a cortar os pulsos ouviu uma voz dizer: “Ligue as luzes e abaixe essa tesoura”. A atriz diz acreditar que era Deus falando com ela.
“Se Deus não tivesse falado comigo naquela noite, sem dúvida nenhuma eu teria tirado a minha vida”, testemunha.
Foi então que ela decidiu ligar para seus avós, que são evangélicos, e pedir oração. Seu avô a convidou para ir à igreja no dia seguinte. Naquele culto ela decidiu entregar sua vida a Jesus Cristo.
Como tinha contratos em andamento, durante algum tempo continuou fazendo filmes, pois tinha. Contudo, durante uma viagem de avião ela abriu sua Bíblia e começou a ler. O texto de Apocalipse 2:20, conta, foi como “uma luz” que lhe chamava para voltar a Deus e abandonar a pornografia
Lembrando desse momento, ela conta: “Comecei a chorar e pedi desculpas a Deus. Só então entendi o que tinha feito durante todos aqueles anos”. Isso foi em 2012. Ela ressalta que tinha apenas US$ 1500 no banco.
Decidida a mudar de vida foi procurar emprego e acabou indo para o escritório de uma empresa de táxi, onde ganhava um pouco mais que o salário mínimo. Mesmo assim, permaneceu firme. Nessa altura já frequentava a Igreja Cornerstone de San Diego, onde hoje é uma das pastoras de jovens. Em 2016, casou-se com o pastor principal da igreja, Richard de la Mora.
Brittni, que antes só queria a aprovação dos homens, explica que sua única preocupação agora é ser aceita por Deus. Seu passado é uma “memória distante” e ela diz que não gosta muito de falar sobre isso.
“Eu não me preocupo com o meu passado, mas quero ensinar aos meus filhos que todos temos um passado e não somos julgados por causa disso”, encerra.
A FÉ NÃO CONTEMPLA A PROSPERIDADE TERRENA, MAS A SALVAÇÃO E A VIDA ETERNA. Ora, na benevolência divina, à qual dizemos que a fé contempla, entendemos que se obtém a posse da salvação e da vida eterna. Ora, se não pode faltar-nos bem algum quando Deus nos acolhe sob sua proteção, é suficiente segurança de nossa salvação que ele nos testifique o amor que nos tem. "Mostre ele sua face", diz o Profeta, "e seremos salvos" [Sl 80.3,7,19]. Do quê as Escrituras formulam esta síntese de nossa salvação: que, uma vez abolidas todas as inimizades, ele nos recebeu em sua graça [Ef 2.14,15]. Com isto dão evidentemente a entender que, uma vez que Deus esteja reconciliado conosco, não resta o menor perigo de que todas as coisas não nos sucedam bem. Portanto, a fé, aprendendo o amor de Deus, tem as promessas da vida presente e da vida futura [1 Tm 4,8], bem como a firme certeza de todas as coisas boas, a qual, porém, pode ser depreendida da Palavra. Ora, por certo a fé não promete longevidade, nem honra, nem riquezas nesta presente vida, uma vez que nada destas coisas o Senhor quis que nos fosse destinado; pelo contrário, vivemos contentes com esta certeza: por mais que nos faltem muitas coisas que dizem respeito ao sustento desta vida, Deus, no entanto, jamais nos haverá de faltar. Mas, sua primordial certeza reside na expectação da vida futura que, pela Palavra de Deus, foi posta além de toda dúvida. Entretanto, quaisquer que sejam na terra as misérias e calamidades que esperem aqueles a quem Deus já abraçou com seu amor, não podem impedir que sua benevolência lhes seja a plena felicidade. Daí, quando queríamos exprimir a suma da bem-aventurança, mencionamos a graça de Deus, de cuja fonte nos emanam todas as espécies de bênçãos. E isto, a cada passo, se pode observar nas Escrituras: que somos encaminhados ao amor do Senhor que, vezes sem conta, trata não só da salvação eterna, mas até de qualquer outro bem nosso. Razão por que Davi canta: a bondade divina, quando é sentida no coração piedoso, é mais doce e mais desejável do que a própria vida [Sl 63,3]. Enfim, se tivéssemos tudo, segundo nosso desejo, mas vivêssemos incertos quanto ao amor ou ao ódio de Deus, nossa felicidade seria maldita, e por isso desditosa. Mas se Deus nos mostra seu rosto de Pai, até as próprias misérias nos serão para felicidade, pois se converterão em auxílio para a salvação. Assim é que Paulo, enfeixando todas as coisas adversas, entretanto se gloria de que não somos por elas separados do amor de Cristo [Rm 8.34-39], e em suas preces sempre parte da graça de Deus, da qual emana toda prosperidade. De maneira semelhante, Davi contrapõe o favor de Deus a todos os temores que nos conturbam. "Se porventura eu andar em meio à sombra da morte, não temerei males, porque tu estás comigo" [Sl 23,4]. E sentimos sempre vacilar-nos o espírito, a não ser que, contentes com a graça de Deus, nela busquemos sua paz, profundamente arraigados no que lemos no Salmo:"Feliz é o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação a quem ele elegeu por sua herança" [Sl 33,12].
*** Autor: João Calvino
Fonte: CALVINO, João. As Institutas, Edição Clássica, Ed. Cultura Cristã, 2ª ed., 2006, vol. III, pp. 52-53.
Nem a amputação de sua perna esquerda foi suficiente para tirar o constante sorriso do rosto do ex-goleiro da Chapecoense, Jackson Folmann. O atual embaixador do time que comoveu o mundo após o trágico acidente aéreo a caminho de Medellín, na Colômbia, foi testar sua nova prótese em Campinas, após dois meses de espera.
Além de ter sua perna direita amputada, Folmann também sofreu 13 fraturas e perdeu o movimento do tornozelo esquerdo. Mas apesar de tudo, sua reação é de gratidão.
"É bacana. A gente passou por bastante dificuldade, mas a gente sempre agradece a Deus pela segunda chance de viver. Sou muito grato a Ele e agora cabe a mim aproveitar a vida da melhor maneira possível", afirmou.
Folmann revelou que não pensa em se afastar completamente dos esportes e que tem o sonho de voltar a praticar outras modalidades.
"Tenho vontade de jogar vôlei, jogar tênis, um futebolzinho... Tenho certeza que logo logo eu vou poder fazer tudo isso aí", destacou.
Apesar do trágico acidente ter tirado a vida de muitos de seus amigos e quase ter causado a sua própria morte, o ex-goleiro destacou que conseguiu aprender importantes lições após tamanha tragédia.
"A lição eu eu tiro de tudo isso é que a gente tem que aproveitar mais a vida, saber perdoar, amar o próximo. A gente nunca sabe o que o que vai acontecer na próxima hora", finalizou.
A Ordem dos Pastores Batistas do Brasil decidiu se posicionar oficialmente sobre as questões relacionadas a homossexualidade e ideologia de gênero, emitindo um documento elaborado e aprovado em assembleia do dia 18 de abril e intitulado "Declaração sobre homossexualidade, identidade de gênero, orientação sexual, uniões homo e poliafetivas".
Logo no início do documento, a organização justifica a relevância deste pronunciamento oficial, citando o contexto em que a sociedade pós-moderna brasileira e até mesmo algumas igrejas evangélicas se encontram, por muitas vezes influenciadas pela "interpretação equivocada das terminologias e significação das palavras" - o que as leva a reconhecer estas questões como algo "completamente natural".
"O tema identidade de gênero e orientação sexual tem sido amplamente divulgado pelos meios de comunicação e sido objeto de discussão não apenas na sociedade, mas também no âmbito governamental e, especialmente, na obtenção de interpretação impositiva que busca cercear a liberdade de consciência e expressão, além de inserir terminologia e conceituação estranha aos Códigos Legais de nossa Nação causando inúmeros conflitos e interpretação equivocada das terminologias e significação das palavras", destacou o documento.
Primeiramente, o texto expôs o posicionamento da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil sobre a questão da homossexualidade, citando trechos bíblicos para embasar sua declaração oficial.
"Do ponto de vista da compreensão bíblica, a homossexualidade é claramente discutida como sério afastamento, desvio e disfunção em relação à natureza humana e em relação aos propósitos originais da criação conforme temos nos textos a seguir: Lv 18.22; 20.13; Is 3.9; Rm 1.24-27; 1 Co 6.9-10; 1 Tm 1.9-10; Ap 21.8, 27). Consequentemente, tais práticas não são compatíveis com os ensinos bíblicos, nem com a natureza humana criada por Deus", acrescentou.
Ideologia de gênero O documento também se pronunciou enfaticamente contra a ideologia de gênero, destacando que este formato dado à "luta pelo respeito à identidade de gênero" não tem qualquer respaldo científico, legal, nem bíblico.
"A ciência não possui estudos conclusivos comprovados e representativos que demonstrem alguma alteração morfofuncional cerebral que seja determinística, desde o seu nascimento, naqueles que dizem ter tendência ou comportamento homossexual ou que adotem outras 'identidades de gêneros", afirmou o texto.
"É necessário ainda considerar que afirmações como as de que a identidade de gênero tem fundamentação cientifica, carecem da própria segurança de pesquisa científica séria com reduzida curva estatística demonstrativa, sem linha histórica de acompanhamento desde a infância, portanto, insuficiente para aplicar ao gênero humano em sua inteireza populacional", destacou.
Ainda ressaltando as incoerências científicas da ideologia de gênero, o documento destacou que esta linha de pensamento chega a ignorar a própria biologia.
"Essa ideologia de gênero, então, é uma ideologia da ausência de sexo neurobiogeneticamente falando. É uma crença que afirma que os dois sexos — masculino e feminino — são meras construções culturais e sociais, não existindo, neste caso, papel neurobiogenético inscrito na natureza humana, antes formas sociáveis de desempenhar uma ou mais funções (gênero)", expõe outra parte do texto.
"O que se deseja afirmar com essa opção ideológica é que as diferenças entre o homem e a mulher, fora as óbvias diferenças anatômicas e neurobiogenéticas, não correspondem a uma natureza fixa que torne alguns seres humanos homens, e, outros, mulheres. Portanto, o ser humano pode abranger várias identidades de gênero excluindo totalmente o sexo dentro do que entendemos ser a identidade sexual de criação, conforme explicamos no item sobre as bases bíblicas a respeito do tema", acrescentou.
Concluindo sua crítica à ideologia de gênero, devido à distorção que esta traz à compreensão dos papéis de homem e mulher (biológicos e sociais), a Ordem dos Pastores Batistas afirmou que esta linha de pensamento pós-moderna não tem qualquer respaldo no guia de fé e prática dos cristãos: a Bíblia.
"Em resumo, ainda que tribunais estejam tomando decisões fundamentadas na hermenêutica jurídica ampliativa ao recepcionar a ideologia e a cultura que se tenta implantar e não a letra da Constituição Federal e do Código Civil, entendemos que os argumentos ideológicos de gênero acima descritos não possuem respaldo nestes instrumentos legais e nem na concepção divina para a criação, conforme temos nas narrativas da Bíblia que seguimos como fonte de verdade", finalizou.
O documento foi assinado pelos pastores: Hist. Carlos César Peff Novaes, Adv. Genilson Vaz, João Reinaldo Purin Júnior, Dr. Luiz Roberto Silvado (recém-eleito presidente da Convenção Batista Brasileira), Dr. Pedro Moura, Dr. Lourenço Stelio Rega (relator) e pode ser conferido na íntegra, clicando aqui.
Por quebra de confiança, igreja indenizará fiel estuprada por auxiliar de pastor
A quebra de confiança decorrente de um crime não afeta apenas o responsável pelo ato, mas também a organização que ele representa, se esse for o caso. Isso porque algumas instituições, por exemplo as religiosas, têm das pessoas uma expectativa de pureza e auxílio espiritual.
Assim entendeu o juiz Océlio Nobre da Silva, da 1ª Vara Criminal de Colinas do Tocantins (TO), ao obrigar uma igreja evangélica a indenizar uma fiel em R$ 300 mil por ela ter sido estuprada por um auxiliar de pastor. O processo foi movido pela mãe da menina depois que ela fugiu com o agressor por acreditar que os dois teriam um relacionamento amoroso.
Mas isso não aconteceu. Ele fez sexo com ela a partir dessa promessa e, depois do ato, não cumpriu com o combinado, fazendo com que a vítima voltasse para casa. A igreja evangélica alegou na ação que não poderia ser responsabilizada pelo ato do auxiliar porque ele não era diretamente ligado à instituição, sendo um fiel com intenções de se tornar pastor.
Porém, o juiz disse na decisão que a estrutura da entidade religiosa mostrava o posto do agressor como uma espécie de período probatório para que se tornasse um pregador daquela fé. Para o magistrado, a ré mentiu ao usar esse argumento.
"Apesar de admitir que [o agressor] é um auxiliar de pastor, a ré tentou dar-lhe a definição de obreiro, ou seja, usando o conceito de um cargo para definir outro. Uma coisa é o pastor auxiliar e, outra, o obreiro. Assim, o autor do ilícito era um pastor auxiliar a que foi chamado, dentro deste processo, de auxiliar de pastor."
Ele destacou que, além da questão puramente institucional, incide no caso a visão que a sociedade tinha do agressor, ou seja, de auxiliar daquele que pregava a fé defendida pela instituição. "É certo que, aquele que auxilia o Pastor não desfruta, no plano jurídico, da mesma autoridade, hierarquia e status , mas aos olhos do leigo a conclusão é outra."
"O prestígio e a respeitabilidade social, aos olhos do leigo, de forma consciente ou não, é inevitavelmente compartilhada entre o Pastor e seu Auxiliar, como o é em relação à esposa do Pastor, aos filhos etc. O auxiliar é um homem que desfruta de prestígio dentro da Igreja, exatamente por ser ele o homem próximo ao líder religioso, desfrutando de uma carga maior de confiança em relação aos demais, tudo por projeção da estrutura organizacional da igreja a que serve", detalhou.
O magistrado também destacou que a igreja não contribuiu, em momento algum, para esclarecer o caso e encontrar a menina, limitando-se a a sugerir e fazer orações para que a vítima voltasse sã e salva. "Se tinha o poder de trazer de volta a criança, através da oração, não o tinha para manter seus membros no caminho do bem? Coisa estranha!"
De acordo com o magistrado, a igreja deve ser condenada pela frustração da confiança gerada pelo caso. Ele explicou que essa quebra de cumplicidade entre o fiel e a instituição também é definida por vários dispositivos legais, por exemplo, o Código Penal ao impor agrantes em homicídios, furtos e apropriação indébita. Também citou o Código Civil, destacando que "a confiança é protegida através dos institutos da surressio, supressio, proibicao do venire contra factum proprio".
Apesar de destacar que a igreja, em momento algum, compactuou com o ato do agressor, o julgador ponderou que foi por meio da instituição que o fato ocorreu, por meio de contatos prolongados entre vítima e agressor que resultaram em relações mais íntimas. "Quando o pai da vítima entregou sua filha para educação religosa foi à Igreja que entregou, não ao pastor ou seu auxiliar. A confiança depositada não era no homem, mas na igreja, no sereno ambiente divino que iniciaria sua filha nos caminhos do Pai."
Segundo o relator, agrava a situação a violação de confiança da família da vítima e sociedade, que acredita na lisura das relações entre a igreja e fiéis. Ao condenar a instituição, ele explicou que, além do estupro, que é crime hediondo, "pois rouba da mulher o que há de mais seu, a sua liberdade sexual", há o dano resultante da quebra da afetividade pela ilusão de um relacionamento que jamais aconteceria e o uso da estrutura de uma instituição social para o crime.
"O estupro causa dano moral indenizável, causa sofrimento, seqüelas psicológicas, danos que transcendem de um mero aborrecimento. Por ser a vítima, à época dos fatos, uma adolescente, o valor deve ser elevado, dado que as sequelas são mais notáveis e, considerando, ainda, o fato de o delinquente tê-la raptado, mantendo-a sob seu poder por vários dias", finalizou.
O número do processo não é divulgado por estar em segredo de Justiça.
O pastor Antônio Mercury (foto), de 59 anos, foi detido na cidade de Aporé, interior de Goiás, sob a acusação de que abusava sexualmente das mulheres da cidade utilizando o pretexto ungir seus seios , para abençoar os futuros filhos que alí seriam amamentados.
“Ele nos convencia de que a benção em nossos mamilos entraria na vida dos nossos filhos assim que eles mamassem, por isso ele fazia sessões de cerca de 1 hora acariciando e apertando nossos seios”, relata a S. T , de 21 anos, que prefere não se identificar. “Muitas vezes, após os cultos, o Pastor Valdecir nos levava para um terreno nos fundos da igreja e pedia para a gente fazer oral nele até o espírito santo aparecer por meio da ejaculação”, completa a jovem desolada.
Antônio, que chegou a abusar também de algumas idosas, se defende falando que teve um encontro com Jesus num bordel e que Ele lhe deu a missão de “distribuir o leite sagrado” por todo o estado, começando pelos fiéis da Assembléia de Aporé, do qual é responsável.
“Vocês estão prendendo um servo do Senhor e ainda se arrependerão disso. Espero poder continuar com meu belíssimo trabalho dentro da prisão”, reluta o sacerdote.
Denise Pinheiro, delegada responsável pela região, diz que Antônio foi pego em flagrante enquanto esfregava seu membro enquanto uma comerciante local observava e apertava seus mamilos, com a promessa de que aumentariam as vendas em seu negócio .
Denise ainda completa: “quando autuamos o senhor Antônio, ele não ofereceu resistência e ainda.
Antônio pagou fiança e foi liberado após prestar 3h de depoimento.
Baleia azul é um jogo comandado por um “serial killer virtual”. Já são sete adolescentes que tentaram suicídio alienados pelo jogo da Baleia Azul, a ponto do prefeito Rafael Greca, de Curitiba (PR), fazer reunião de emergência com as Secretarias de Educação, Saúde e Segurança. Outras autoridades Brasil afora também já começam a se mobilizar.
Há muitos mais casos, inclusive com mortes por todo mundo. Estou fazendo um estudo aprofundado sobre estes fenômenos e palestrando em escolas sobre depressão e os perigos de jogos na internet. Orem, pois a coisa é mais maligna do que imaginam.
Para se ter uma ideia da gravidade, o nome da pessoa que aliena jovens para o jogo suicida chama-se “curador”, que cura a depressão e tristeza dos jovens. A maioria são meninas. Os 50 desafios são todos de automutilação. As pessoas que se deixam alienar, ficam reféns desses maníacos, psicopatas que sentem prazer ao dominar pela dor e sofrimento suas vítimas.
Entendo isso como um serial killer virtual, mas a verdade é que se trata da ação de psicopatas assassinos. Denunciem páginas, links, tudo que possa sugerir este jogo. Lembrando que não é o único. A origem desse jogo é russa, muitos entram por curiosidade, outros recebem convites.
A problemática desse jogo é que quem entra convida os amigos, que convidam outros amigos. Existe uma linha muito tênue entre vida e morte que fascina e atrai muitos adolescentes, que estão passando por uma crise normal da adolescência, uma crise de contestação da autoridade dos pais, de valores, uma busca de si mesmos.
O grupo, a coletividade, os amigos são importantes nessa fase vulnerável, a ponto de serem influenciados pela coletividade, tornando-se presas fáceis para esse tipo de jogo. Adolescentes nessa fase tendem a serem depressivos, terem baixa autoestima. Muitos desses jovens já praticavam coutting (autoflagelo), que é moda no meio de adolescentes e uma preocupação dos especialistas em saúde mental há muitos anos.
Nossas crianças estão abandonadas, entregues à internet, trancadas em quartos, obcecadas por redes sociais, sem o menor monitoramento dos pais, que estão preocupados demais com seus afazeres.
Precisamos repensar nossa educação. Essa desconstrução da identidade de nossos jovens, essa busca compulsiva por “felicidade”, essa falta de fé, vem adoecendo de morte nossas crianças. Vamos clamar pelas nossas crianças e agir, educar mais, amar mais. Em nome de Jesus , dêem mais atenção aos seus filhos, monitorem seus filhos, dialoguem mais com seus filhos.
A Baleia Azul é apenas um sintoma da má educação, da relativização da fé, da sexualidade, da vida. Temos que falar sobre depressão na infância e adolescência e saber que ela existe e não é frescura.
Vítima do jogo prestes a se suicidar
Sintoma da péssima educação moderna
Esses jogos virtuais, competem com a falta de atenção que os pais não estão dando aos filhos, atitude que colocam na conta temporaneidade. Ensina-se uma educação permissiva, sem autoridade paterna ou materna.
Essa educação moderna onde os pais são “amigos dos filhos” sem exercer o papel de pais, com autoridade e um certo controle, deixa as crianças inseguras, crianças precisam de adultos para protege-las, precisam sentir segurança. Pais podem ser amigos de seus filhos claro, mas nunca esqueceremos que sua função é educar e cuidar.
A Baleia
Vejam como são os desafios. Eles são criados para gerar estresse e alienação psicológica. Impõe medo, falta de sono e obriga a desafios que alteram o comportamento, levando a pessoa ao limite entre razão e loucura.
Os desafios são preparados para desencadear uma compulsão e obsessão pelo fim, para completar o jogo. A dor física gerada é uma estratégia para “diminuir” a angústia gerada pelo jogo. Somadas, as co-morbidades associadas, levam uma pessoa a um surto psicótico a ponto de tirar a própria vida.
Esses desafios diários são criados propositadamente com requintes de um estrategista que conhece técnicas de alienação, submissão, ameaças e imposição do medo. Um serial killer virtual. Há uma explícita maldade demoníaca nas entrelinhas de cada desafio. Perceba:
1 – Com uma navalha, escreva a sigla “F57” na palma da mão e em seguida envie uma foto para o curador;
2 – Assista filmes de terror e psicodélicos às 4:20 da manhã. Mas não pode ser qualquer filme: o curador indicará, lembrando que ele fará perguntas sobre as cenas, pois ele quer saber se você realmente assistiu;
3 – Corte seu braço com uma lâmina. Faça “3 cortes grandes”, mas é preciso ser sobre as veias e o corte não precisa ser muito profundo, envie a foto para o curador, e seguirá para o próximo nível;
4 – Desenhe uma baleia azul e envie a foto para o curador;
5 – Se você está pronto para se tornar uma baleia, escreva “SIM” em sua perna. Se não, corte-se muitas vezes, “castigue-se”;
6 – Tarefa em código;
7 – Escreva “F40” em sua mão, envie uma foto ao curador;
8 – Em sua rede social, escreva “#i_am_whale” no seu status do VKontakte (rede social russa) ou no Facebook (a hashtag significa “eu sou uma baleia”);
9 – Ele te dará uma missão baseada no seu maior medo, ele quer fazer você superar esse medo;
10 – Acorde as 4:20 da manhã e suba em um telhado, quanto mais alto melhor;
11 – Desenhe uma foto de uma baleia azul na mão com uma navalha e envie a foto para o curador;
12 – Assista filmes de terror e psicodélicos à tarde;
13 – Ouça as musicas que os “curadores” te enviarem;
17 – Procure o telhado mais alto, e fique na borda por algum tempo;
18 – Suba em uma ponte e sente-se na borda por algum tempo;
19 – Suba em um guindaste ou pelo menos tente;
20 – No próximo passo o curador irá verificar se você é de confiança;
21 – Encontre outra baleia azul, “outro participante”, que o curador te indicará;
22- Pendure-se novamente em um telhado alto, apoiando-se na borda com as pernas penduradas;
23 – Outra tarefa em código;
24 – Tarefa secreta;
25 – Reunião com uma baleia azul que o curador indicará;
26 – O curador indicará a data da sua morte, e você aceitará;
27 – Acorde as 4:20 e vá a uma estrada de ferro;
28 – Não fale com ninguém o dia todo;
29 – Faça um voto de que você é realmente uma Baleia Azul;
30 a 49 – Todos os dias você deve acordar às 4h20 da manhã, assistir a vídeos de terror, ouvir música que “eles” enviarem, fazer 1 corte por dia em seu corpo, falar com “uma baleia” durante o intervalo dos desafios 30 a 49;
50 – Tire sua própria vida.
Filhos precisam de pais amigos, e não amigos que por acaso são pais. Essa nova geração Z está abandonada, entregue à escola, à mídia e aos sentimentos virtuais. Temos que parar e repensar essa modernidade mórbida, que tira a felicidade de nossas crianças.
Temos que entender que um abraço, amor de família, não é virtual, é real, e deve ser exercitado todos os dias. Virtualidade em excesso psicotiza.
Sérgio contou que nasceu em uma família católica conservadora, mas que desde de criança sabia que era gay, contudo vivendo no seio de uma família preconceituosa, ele nunca teve liberdade para conversar sobre sexualidade. Ele relata que teve uma educação machista e homofóbica tanto em casa como na escola e igreja.
O professor disse que sua primeira experiência sexual com outro garoto foi aos 12 anos de idade. Aos 16 ele abandonou o catolicismo e conheceu a igreja evangélica quando era office-boy de uma empresa onde trabalhava.
Nesta época ele se viu encantado com a empolgação dos evangélicos com a palavra de Deus e então conseguiu durante dois anos suprimir seus desejos sexuais. Ele não revelou a ninguém na igreja sobre sua homossexualidade e passou a fazer parte do “Moses” (Movimento da Sexualidade Sadia), onde os gays procuram a conversão e/ou cura.
Sérgio Viula, professor, de 47 anos, revelou para a revista “Sou Mais Eu”, do portal UOL, que durante 18 anos atuou como Pastor de uma igreja evangélica e neste período ele tentou sem sucesso “curar” gays. Na verdade o que ele tentava era reprimir seus desejos homossexuais. Em seu depoimento, Sérgio afirmou que não existe ex-gays e que é mais fácil uma “vaca voar” do que um homossexual ser curado.
O ex-pastor contou que fez de tudo para anular seus desejos, ele conta que acreditava que a igreja seria seu refúgio e que através da sua fé e dedicação as palavras sagradas conseguiria se manter longe de outros homens. Contudo os desejos sempre assombravam sua vida.
Sérgio disse que estava se sentindo seguro até que conheceu um rapaz na igreja e eles acabaram saindo juntos. Nesta época ele acabou se desesperando e chegou a conclusão que o melhor era se casar e formar uma família tradicional. Sérgio se casou antes dos 20 anos, com uma jovem da igreja.
Aos 22 entrou para o seminário com a intenção de se tornar pastor da igreja Batista. O ex-pastor continuou trabalhando no “Moses”, onde continuava a vivenciar a farsa da “cura” gay. Durante todo esse tempo ele continuava dando suas escapadas e chegou a conclusão que não poderia mais continuar vivendo uma grande ilusão.
Depois de 14 anos de casamento, com dois filhos, em 2004, Sérgio resolveu assumir sua homossexualidade, ele confessa que não foi fácil, sua ex-esposa nunca o aceitou assim, já seus filhos e sogro o apoiaram.
O professor contou que esteve casado por sete anos com um homem, que foi muito feliz e que o relacionamento terminou de maneira amigável. De acordo com Sérgio não foi fácil superar a separação, porém no carnaval de 2016 ele viajou para Belo Horizonte onde conheceu André, o grande amor de sua vida e eles estão vivendo felizes no Rio de Janeiro.
Quando a Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB) divulgou o resultado da eleição a presidente no último dia 9, estava descumprindo uma decisão judicial. Após uma série de recursos, o Dr. Márcio J. Costa foi nomeado interventor e deveria ter comandado o pleito.
Contudo, a diretoria deu prosseguimento ao processo e anunciou José Wellington Júnior, filho do atual presidente, José Wellington Bezerra da Costa.
Nesta terça-feira (18), foi expedido um documento suspendendo o resultado e anulando todos os atos praticados pela Comissão Eleitoral da CGADB no dia 9. Portanto, José Wellington Júnior não pode mais se declarar presidente eleito.
Todo o processo eleitoral será reiniciado e nova votação será marcada, sob o comando do interventor nomeado. Caso a CGADB não publique essa notificação em seu site oficial, mais uma vez estará descumprindo uma Ordem Judicial.
A data oficial na nova eleição ainda não divulgada. Concorrerão novamente José Wellington Jr (São Paulo), Samuel Câmara (Pará) e Cícero Tardim (Paraná).
A suspensão da eleição, assinada pela juíza Angélica dos Santos Costa menciona que a diretoria da convenção impediu a supervisão do processo pelo interventor e a inclusão das 10.479 inscrições irregulares.
Notificação referente ao Pleito Eleitoral Via: Gospel Prime
Experiência pessoal ou heresia? História cheia de significados ou mero entretenimento? O lançamento do filme "A Cabana"nos cinemas trouxe de volta um debate acalorado que já havia ocorrido na época da publicação do livro homônimo, escrito por William P. Young.
Apesar de muitas "heresias" denunciadas por cristãos e até mesmo teólogos na obra, as opiniões acabam sendo bem divergentes e muitos apontam a história (do filme e do livro) como uma ferramenta interessante para promover um despertar nos corações das pessoas, abordando a importância do perdão e da busca pela paz que se encontra em Deus.
Em entrevista exclusiva ao Portal Guiame, o pastor da Igreja Adventista da Promessa, escritor e conferencista sobre temas relacionados à Família, Edmilson Ferreira Mendes expressou sua opinião sobre "A Cabana" - produção ele apontou como uma forma de entretenimento com conteúdo relevante - e reforçou a questão de que a história trata de experiências pessoais do protagonista, sem o objetivo de transformá-las em doutrina ou qualquer outro tipo de "guia" para os cristãos.
Confira a entrevista na íntegra logo abaixo: Entre elogios e críticas, o filme "A Cabana" (assim como no Livro) acabou gerando grande polêmica, devido à forma como a experiência sobrenatural de um homem com Deus é ilustrada. Em sua opinião, é possível que Deus proporcione uma experiência espiritual como aquela ao ser humano (seja em sonhos ou até mesmo visões)?
Em minha opinião, sim. Experiências pessoais, como a própria expressão indica, são experiências pessoais tão somente. Ou seja, uma experiência pessoal não ganha status de norma. Na própria bíblia existem muitas experiências que foram pessoais, não se repetiram e nem passaram a ser texto normativo para a fé cristã. O filme acabou sendo até mesmo apontado como de cunho espírita, devido a certas cenas, como a carta que o personagem principal recebe "misteriosamente" e um tipo de reencontro que Deus permite que ele tenha com seu falecido pai. Você concorda com tais alegações? Por quê?
Não concordo. Li o livro e assisti ao filme. O próprio filme se encarrega de criar argumentos para se evitar esta interpretação, pois toda experiência que ele vive está limitada por uma batida do carro que ele dirige com um caminhão e, no final do filme o amigo dele diz que ele nem chegou a ir a cabana. No diálogo que ele tem com o personagem Papai, fica esclarecido para ele que não é possível fazer qualquer contato com a filha que se foi. Pode-se alegar que a cena é de mau gosto, que é sem pé e sem cabeça, que é desnecessária, mas entendo a dita cena tão somente como uma parte do sonho dele no sentido de liberar perdão para o seu pai. A retratação de Deus e do Espírito Santo inicialmente pelas imagens de mulheres também gerou grande polêmica. A partir de qual ponto você acredita que estas representações poderiam se tornar blasfemas?
Não colocaria a retratação de Deus e do Espírito na figura de duas mulheres como blasfemas. Quem definiu que Jesus é um cabeludo loiro de olhos azuis? Ou um barbudo de longos cabelos pretos com olhar sofredor? Quanto as outras duas pessoas de trindade, o Pai e o Espírito, fica ainda mais difícil perguntar ou responder, afinal qual seria a representação melhor para ambos? As manifestações e teofanias de Deus somente Ele controla e decide, não temos como limitá-las. Representações blasfemas das pessoas divinas temos assistido nas manifestações populares pelas ruas do nosso Brasil e do mundo através de ativistas que não suportam os valores e os símbolos cristãos. De forma geral, como você acredita que os cristãos devem olhar para o filme "A Cabana"?
Como entretenimento. E este é o ponto que provoca tanta discórdia e discussão. Vivemos um tempo no qual parte desta geração lê a bíblia como entretenimento e assiste a filmes como coisa séria e real, fazendo uma inversão que só atrapalha. Quando vou num cinema não espero de hollywood fidelidade a palavra de Deus, exegese bem feita dos textos bíblicos, de hollywood sei que terei entretenimento.
A preocupação dos produtores é quanto aos efeitos especiais, o desempenho dos atores, a fotografia, a luz, o áudio, a cenografia, o figurino e um roteiro capaz de provocar emoção e interesse a cada minuto. Hollywood quer enfim contar boas histórias. A bíblia é bem diferente, não é um livro que tem a pretensão de “contar boas histórias”, é um livro que TEM a MELHOR HISTÓRIA! E tudo com uma diferença crucial, não é ficção, é a história da criação, queda, salvação e redenção do homem. As grandes perguntas da humanidade, “Quem sou?, De onde vim?, Para onde vou?, Qual o propósito da minha vida?”, estão todas respondidas no livro de Deus. Portanto, quando leio e assisto A Cabana, evidentemente tem coisas que me agradam e outras não, mas eu pessoalmente não desqualifico a obra do autor por conta das coisas que discordo. Vejo o livro e o filme como ferramentas que penetram onde muitas vezes denominações e pregadores não conseguem penetrar.
Também não acho que a fé dos cristãos pode ser assassinada por qualquer “absurdo” que possa existir no filme ou no livro, se assim fosse, não teríamos mais igrejas no Brasil ou teríamos muito poucas igrejas, digo isso porque infelizmente o número de cristãos entregues a novelas, BBBs, séries decadentes, pornografias e mais um monte de lixo cultural, simplesmente não para de crescer, a vida dupla de muitos chamados cristãos vai se tornando cada vez mais comum.
Enfim, como dito por Paulo aos Tessalonicenses 5:21: “Examinai tudo. Retende o bem...”, a cultura está aí e precisamos dialogar com ela todo dia, aquilo que cada um julgar exagero artístico, basta rejeitar e orientar aos que estiverem ao alcance quanto ao perigo do erro, porém aquilo que for bom pode sim contribuir com variados benefícios.
Vibradores, prolongadores de ereção, anéis penianos, géis excitantes. Dispostos em uma estante no meio de uma feira erótica, os produtos sexuais não causariam espanto, não fosse por um detalhe: são direcionados ao público evangélico. Entre os destaques do evento Sexy Fair, que começa nesta terça-feira e vai até domingo, no Centro de Convenções SulAmérica, no Centro do Rio, estão os artigos da loja Secret Toys — “brinquedos secretos”, em português — que pertence ao casal evangélico João Ribeiro, de 40 anos, e Lídia Ribeiro, de 33.
O trabalho da dupla vai além da venda dos produtos. Há cinco anos, eles prestam consultoria para casais evangélicos que desejam conhecer cosméticos do prazer sem ferir os princípios religiosos.
— Resolvemos entrar nesse mercado quando descobrimos que era algo que podia ajudar casais. Vi muitos amigos deixarem a igreja porque tinham problemas de relacionamento e não encontravam respostas para isso. Muitos ouviam que aquilo era ação do diabo para destruir o relacionamento deles. Na maioria dos casos era uma questão bem mais simples, uma dificuldade sexual que podia ser corrigida com a ajuda de cosméticos — explica João, que é português, mas mora no Brasil há seis anos.
Um dos produtos mais procurados pelo público evangélico é o vibrador Bullet. Menos invasivo que os vibradores de penetração, o artigo é uma pequena cápsula vibratória que vem com um controle. O objetivo é estimular o clitóris e o ponto G da mulher. Géis excitantes também estão entre os favoritos das evangélicas. Mas uma novidade que será apresentada na feira promete tornar-se as novas queridinhas das fiéis. Trata-se do Forlady, um gel em gotas para o canal vaginal.
— A ação começa em apenas 15 segundos após a aplicação. Além de excitar, ele esquenta, vibra e pulsa — explica João.
Há cinco anos no mercado, João Ribeiro enfrentou resistência e preconceito da comunidade evangélica, mas não se deixou abalar. Para explicar ao público seu trabalho, passou a investir em palestras e a prestar consultorias para casais. Hoje, João e Lídia viajam todo o Brasil promovendo palestras e cursos.
— Quando se fala em sexualidade, as pessoas já pensam logo em sexo. Mas sexualidade abrange muitas outras questões. Quem ouve falar pela primeira vez em sexy shop fica com preconceito, mas após ver nosso trabalho, ouvir nossas palestras, essa percepção muda — diz João. — Antigamente, a mulher não sabia o que era o orgasmo. Sexo era só para procriar, não para ter prazer. O que nós fizemos foi adaptar o mercado sensual à revolução sexual cristã.
Para se diferenciar de sexy shops comuns, João e Lídia dão atenção aos mínimos detalhes. Desde as cores das embalagens — eles evitam a chamativa cor vermelha, preferida dos fabricantes desse mercado — até indicações de produtos mais discretos.
— Para atender ao público evangélico, é importante saber respeitar os dogmas e crenças de cada um. Um dos tabus, que a gente sabe respeitar, é quanto ao uso de produtos para sexo anal. Para as mulheres, o que a gente mais indica é o excitante feminino, um gel que dá sensibilidade para a mulher ter mais prazer. Para os homens, o prolongador de ereção. Géis comestíveis, para massagem, também são boas pedidas — diz.
Alardeado pelos seus organizadores como o maior evento erótico do país, a feira Sexy Fair começa nesta terça-feira e vai até domingo. A previsão é que 40 mil pessoas visitem o centro de exposições.