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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

25 de outubro de 2013

COMEMORANDO 15 ANOS DE DIANTE DO TRONO, ANA PAULA VALADÃO DIZ QUE HOJE O GRUPO “ENFRENTA PRECONCEITO DOS PRÓPRIOS EVANGÉLICOS”

ana-paula-raul-gil-02No ano em que comemora 15 anos de estrada, o ministério de louvor da Igreja Batista da Lagoinha (IBL), Diante do Trono, tem se tornado alvo do preconceito dos próprios evangélicos, segundo sua líder, Ana Paula Valadão.
A impressão da cantora e pastora foi passada à TV Uol numa entrevista especial sobre a data comemorativa. Ana Paula afirmou que no começo do planejamento para lançar o ministério, ela vivia uma crise de fé, mas vê isso como um fator diferencial.
“Eu acho que é importante a gente passar por crises ao longo da vida, porque nelas a gente se pergunta muita coisa. Ou a gente vai ter as coisas abaladas e destruídas, ou elas vai ficar ainda mais fortes”, conceitua.
O maestro Sérgio Gomes, convidado pelo pastor Márcio Valadão para comandar a primeira gravação das músicas do DT, afirma que foi enviado aos Estados Unidos pelo líder da IBL ao lado de Ana Paula, para aprender o processo de gravação ao vivo e assim, aplicar no projeto do ministério.
“Quando a gente reuniu o grupo de músicos com a ideia de fazer a gravação de um CD ao vivo, nós reproduzimos o que aconteceu nos Estados Unidos. Ou seja, a Ana cantou a canção pra eles, e todo mundo achou a canção maravilhosa, que é realmente”, disse Gomes, referindo-se à música “Diante do Trono”.
Entre os cantores que integraram a primeira formação do DT, estão Helena Tannure, Nívea Soares e André Valadão. “Um dia a Ana me ligou e disse: ‘Nívea, eu gostaria que você fosse uma das vocalistas. Você aceita participar?’ Foi um prazer muito grande, um presente de Deus pra mim”, declara Nívea Soares.
“O Diante do Trono ia gravar o primeiro CD quando eles me chamaram pra fazer parte. Mas eu tinha acabado de ter meu segundo filho, os ensaios eram meio atribulados, acabava tarde, então eu não pude atender a esse primeiro convite. Antes do lançamento desse primeiro trabalho, então com meu bebê um pouquinho maior, eu pude passar a integrar o grupo”, relata Helena Tannure, que assim como Nívea, não integra mais o ministério.
Mariana Valadão, que passou a integrar o grupo anos depois, também deu seu depoimento: “Desde o primeiro, a gente como família, participa de tudo, não é? Nos ensaios, eu sempre ia, participava. Mas a partir do terceiro CD, que foi ‘Águas Purificadoras’, gravado também aqui em Belo Horizonte, [eu passei a fazer parte]”.
“Quebra de paradigmas”
Ana Paula Valadão disse que o contrato com a Som Livre, gravadora secular – da qual o grupo estaria tentando se desvincular – foi uma quebra de paradigma que possibilitou a expansão do alcance do Diante do Trono.
Segundo ela, todos os cuidados para que não houvessem interferências da gravadora no trabalho do DT foram tomados: “O nosso jeito de ser tem que parecer intocado. Se vão vender o nosso produto, vão vender exatamente o que nós colocarmos ali. Ninguém vai escolher o meu repertório, entendeu? Então existem limites. Ninguém vai dizer o que eu devo vestir, como eu devo falar, e graças a Deus, a minha experiência com pessoas não evangélicas tem sido muito boa”, comemora.
O fato de o DT aceitar os convites da mídia secular para se apresentar em programas de TV, por exemplo, tem sido um imã de críticas dos próprios irmãos na fé para o grupo, de acordo com Ana Paula: “Hoje a gente enfrenta o preconceito do lado de cá, dos próprios evangélicos, que muitas vezes não entendem essa abertura da mídia, essa conquista que o meio evangélico está tendo junto aos meios de comunicação”, diz, antes de ironizar: “Uma vez eu vi uma pessoa dizendo que você sempre vê cachorros latindo pra lua, mas você nunca vê a lua respondendo (risos)”.
Para André Valadão, as opiniões contrárias vem de quem não entende o momento da música cristã no Brasil: “A crítica a esse transbordar da música dentro da igreja existiu no começo. Hoje ela já mudou. E é literalmente um transbordar, como se não coubesse só dentro do copo, vai pra fora”.
A líder do DT afirma crer que a abertura da mídia não pode ser vista apenas como uma forma dos veículos de comunicação conseguirem audiência, mas também como uma oportunidade: “Do lado do computador, da televisão, do rádio, tem alguém que nunca entraria numa igreja evangélica e que está ouvindo nossa mensagem”.
Assista a íntegra da entrevista à TV Uol:

[Fonte: Gospel Mais]
Nota do Blogueiro
A questão do preconceito que a Ana Paula falou pode até ter algum sentido, pois quem recebe a pancada vinda do outro lado, de fato sabe aonde doeu à pedrada.
Contudo a Ana só esquece de lembrar que grande parte das críticas que ela e o ministério DT recebam não foram em relação ao fato da parceria com a Som Livre ou a abertura da mídia secular. O trem começou a cambalear nos trilhos quando a mesma se envolveu numa série de esquisitices em seus eventos e apresentações. Abaixo constam alguns dos que ela protagonizou, boa parte deles com um requinte de heresia.
“A Bota de couro de Piton”
“Ungir os mares em um Cruzeiro Gospel”
“O tal Exu Boiadeiro com o seu tripé”
“A bizarra imitação do Leão”
“A visão dos Piolhos debaixo do banco da igreja”
“As loucuras das batalhas espirituais dos Congressos DT das mulheres”.
“A irrelevante participação no Programa do Hulk, quando ao invés de pregar o Evangelho, disse: ‘tem lugar pra todo mundo’”
Dizer que recebe críticas por tais despautérios ela não diz. No mínimo ainda acha que todo crente é burro e não pensa.
***
Púlpito Cristão.

Fonte:http://www.pulpitocristao.com/2013/10/comemorando-15-anos-de-diante-do-trono-ana-paula-valadao-diz-que-hoje-o-grupo-enfrenta-preconceito-dos-proprios-evangelicos/

23 de outubro de 2013

O CRISTÃO E O PALAVRÃO


vai dizer que você nunca soltou um palavrão, irmão?
vai dizer que você nunca soltou um palavrão, irmão?
Depois que meu amigo Ariovaldo Jr ficou popular com seu site “Bíblia FreeStyle” , que usa uma linguagem moderna e irreverente para apresentar as Escrituras a um contexto mais “underground”, usando de gírias e palavrões, muita gente me torra a paciência por simpatizar com esse trabalho (mesmo que não fosse um amigo meu que estivesse fazendo, eu simpatizaria, como simpatizo com outras iniciativas que dariam muito mais polêmica ainda se fosse mais populares), me dizem que não posso concordar com uma coisa dessas e bla bla bla..
Meu, eu fico PUTO (já que o post é sobre palavrão, vou usar esse recurso por aqui, algo que não costumo fazer ao escrever, pq não gosto, não porque acho errado) quando ficam me censurando por qualquer coisa. Ninguém tem esse direito de me dizer o que tenho ou não tenho que fazer. Uma coisa é repreender, conversar, dar um toque, outra coisa é censurar. Se me censuram em algo particular, que só diz respeito a mim fazer ou não, que só afeta a mim, pode estar certo o que for, eu desconsidero. Não suporto mesmo esse tipo de coisa. Ninguém tem o direito de me censurar naquilo que eu faço em meu espaço pessoal, nas minhas atividades particulares. Pode ser amigo o que for, entra por um ouvido e sai pelo outro. Se vier conversar, aconselhar, admoestar, é outra coisa, mas censurar e querer me determinar o que fazer ou deixar de fazer eu não aceito mesmo.
Mas outros com mais bom senso simplesmente têm dúvidas sobre esta minha posição a favor da Bíblia Freestyle, pois nossa cultura evangelical é muito rígida quanto ao vocabulário do adepto dessas vertentes evangélicas e isso causou surpresa e estranheza em algumas pessoas. Por isso estou publicando aqui minha posição sobre este assunto, copiando e colando perguntas que recebi pelo site Ask.fm, de perguntas e respostas.
Caso você tenha dúvida ou interesse sobre o assunto, segue o que tenho a dizer a respeito.
Palavrão e o cristão. O que você acha?
Um elemento cultural que deve ser usado com bom senso. Não existe uma lista de palavras permitidas ou proibidas em português aos cristãos.
Alguns legalistas mudam o sentido de uma passagem bíblica que diz:
Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual nem de qualquer espécie de impureza nem de cobiça; pois estas coisas não são próprias para os santos.
Não haja obscenidade nem conversas tolas nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disso, ação de graças.
Efésios 5:3-4 (NVI)
Aí eles dizem que não é para falar dessas coisas. Como praticamente 100% dos “palavrões” da língua portuguesa têm conotação sexual, eles interpretam que não se pode falar dessas coisas nos termos que a sociedade não costuma dizer. Mas essa passagem e as outras dos capítulos 4 e 5 fala como ter uma vida social como cristãos, evitando brigas e confusões, não piadas, momentos de confraternização e divertimento entre amigos. Paulo apenas pede bom senso. Mais para frente ele também fala da bebida alcoólica, como se estivesse condenando isso, passagem também usada por legalistas para condenar o álcool, mas vemos que Paulo está falando de bom senso, não de regras proibindo a bebida. A mesma aplicação serve para o palavrão.
Segundo a Bíblia, nós temos que ter amor ao próximo, não devemos ofender, mas sermos moderados, ou seja, ter bom senso. Portanto, se no contexto onde estamos não se fala palavrão, não devemos ofender os que não gostam disso. Mas não é uma regra, sim uma questão de bom senso. Por isso também não é bom falar na frente de crianças, que ainda não têm o bom senso e não sabem diferenciar quando usar palavras menos aceitas sem soarem ofensivas. Mas se usado sem ser para ofender, o palavrão não é pecado. Palavras que ontem eram palavrão, hoje não são mais, palavras que eram “normais” hoje são palavrão. isso é uma questão cultural e deve ser submetida ao bom senso, não ao legalismo.
Mas, se você não tem o bom senso necessário, admita sua falha e elimine qualquer atitude que possa trazer prejuízo ao seu próximo de sua vida, seja a bebida, seja o palavrão.
Thiago, vi seu comentário sobre o Palavrão e o Cristão, e vi você chamando de “legalista” quem afirma, com base em Efésios 5, que o cristão não deve falar palavra torpe. Minha pergunta: Como você sabe que “eles” é que são legalistas, e não você que está sendo “liberal”?
O liberalismo é interpretar a Bíblia sengundo o método histórico crítico, é fazer com que as ciências modernas ditem a interpretação das escrituras.
Neoliberalismo é relativizar a Bíblia de acorde com a moda ou corrente de pensamento vigente. É buscar ajustar as Escrituras, afirmando certas partes e rejeitando outras.
Eu não interpretei a bíblia no método histórico crítico no meu comentário, nem rejeitei passagem bíblica alguma, pelo contrário, afirmei a passagem bíblica de acordo com que ela diz, não de acordo com o que as pessoas interpretam.
Agora vamos ao significado de legalismo.
Juridicamente, legalismo significa:
  • Fidelidade ao regime legal, ao governo constituído.
  • Cuidado de respeitar minuciosamente a lei.
Teologicamente, existem os legalistas que buscam cumprir minuciosamente a Lei de Deus, ou o que eles interpretam como sendo Lei de Deus. Para o cristão, a lei é mais orientação do que um sistema jurídico que regula a vida do cristão, já que a Lei serve mais como espelho, mostrando que somos pecadores e não conseguimos cumprir a Lei, como sistema jurídico, ela nos condena e nos mostra que merecemos a separação de Deus e o Inferno, mas Deus por amor, em Jesus, e somente pela fé, nos dá perdão e graça e a Lei perde seu efeito sobre nós, por isso amamos a Lei como uma orientação, jogando fora o medo dos efeitos penais da Lei, porque em Jesus, pela fé somente, temos a graça e o perdão de Deus.
Por isso o termo legalista se tornou pejorativo no cristianismo. Pois, já que ninguém consegue cumprir a Lei de Deus e por isso Jesus veio, para que pelo cumprimento dEle sejamos justificados, o cristão legalista é um falso cumpridor da Lei, um hipócrita, como eram os fariseus, pois nem ele cumpre a Lei e fica cobrando dos outros o cumprimento. Já o cristão que busca mostra a Lei de Deus como orientação, busca ajudar as pessoas a direcionarem suas vidas pela moralidade da Lei de Deus, não é um legalista, mas uma pessoa que busca separar corretamente Lei e Evangelho.
O outro tipo de legalista, que é ao qual me referi neste comentário sobre palavrão, é o que ACRESCENTA mais regras ainda à Lei de Deus. No meu comentário eu lembrei que não há uma lista de palavras em português que são proibidas e permitidas ao cristão, então devemos ter bom senso e avaliar a intenção e o efeito de nossas palavras. E isso não só para o Palavrão, mas para qualquer palavra. Você pode chamar uma pessoa de Filha da puta e não pecar, mas pode chamar uma pessoa de “abençoada” e estar pecando. Os que condenam o palavrão devem ter uma lista particular de quais palavras podem ou não ser ditas. Se eu disser “cacete” eu peco? E “merda”? E “puta”? Essas palavras são consideradas palacrões em alguns lugares, mas são de uso comum em outros pelo Brasil. E palavrão em outra língua? É pecado também? Enfim, proibições a certas palavras são acréscimos à regra bíblica, não a regra bíblica, que fala sobre bom senso em avaliar a intenção e efeito.
Antes de falar qualquer coisa, temos que avaliar:
Qual a intenção de falar aquilo?
Qual o efeito que aquilo vai causar?
Então buscamos as melhores palavras para aquele contexto, seja um contexto sério, seja um descontraído. Nosso vernáculo é rico em palavras e termos para descrever o que estamos pensando, então temos muitas opções para o que for melhor ou mais engraçado. E não há proibições a palavra nenhuma, mas sim um chamado ao bom senso e amor ao próximo na intenção e no efeito das palavras que usamos.
Ex: Um “filho da puta” pode ser engraçado e não ofender ninguém. Um “herege” pode ser super ofensivo e causar até a ruína de alguém.
Conhecendo melhor agora o que é liberalismo, neoliberalismo e legalismo, faça melhor seu julgamento sobre minha posição a respeito..

HALOWEEN GOSPEL, O EVANGELHO SINCRETIZADO DOS “EVANGELI-WICCA”

Por Renato Vargens
Em um ambiente marcado por poucas luzes, ao som de muitothrash metal, numa decoração onde abóboras se fazem presentes, dezenas de jovens vestidos de preto, dançam efusivamente naquilo que denominam de Festa de Elohin, vulgarmente conhecido como Halloween Gospel.

Ficou surpreso? Pois é, eu também! Parece que alguns dos evangélicos continuam teimando em se superar quanto as suas invencionices.

Infelizmente em nome da espiritualidade e do gospel, a fé bíblica-cristã tem sido comercializada de modo escandaloso. Ah! Preciso lhe confessar uma coisa: Estou cansado dessa coisa denominada “Gospel”! Estou farto de gente que se locupleta em nome de Deus! Estou cansado do mercantilismo evangélico, da prosperidade desprovida da ética, bem como dos profetas mercadores dessa geração.

Prezado leitor, sem sombra de dúvidas, as sandices cometidas por alguns que tomam o nome de Deus, nos deixam profundamente envergonhados. Ora, é imprescindível que entendamos que do ponto de vista bíblico não se é possível misturar o santo com o profano, até porque, o que está por trás do Halloween são pressupostos absolutamente demoníacos, os quais se contrapõem veementemente a todo conceito evangélico-cristão.

Por favor, pare e pense comigo:

“Os celtas acreditavam que na noite de 31 de outubro as leis do tempo e do espaço eram suspensas. Nesta data comemorava-se o ano novo dos feiticeiros. Por causa disto, os espíritos vagavam soltos e os mortos visitavam seus antigos lares para exigirem comida. Havia também no fim de outubro o festival da colheita, conhecido como "Samhain", também chamado de "O Senhor dos mortos", onde se faziam grandes fogueiras para assustar os espíritos. Para que estes fossem embora, as pessoas saiam pelas ruas carregando velas acesas e nabos esculpidos com rostos humanos, vestidos de modo mais assustador possível. Nos Estados Unidos o Halloween chegou no século 19, e o nabo foi substituído pela abóbora, fruto mais comum que o primeiro. Tanto o nabo quanto a abóbora são símbolos de imortalidade e juntando-se ao preto que significa a morte em muitas culturas, fazem o par perfeito para o ritualismo macabro e demoníaco. Na década de 20 a antiga tradição virou brincadeira e hoje é uma das principais festas do país. Crianças saem fantasiadas pelas ruas batendo nas portas, dizendo "trick or treat" literalmente travessuras ou bons tratos, para ganhar doces, tudo isto nos dia das bruxas.”

Com esse background histórico lhe pergunto: O que o santo evangelho de Cristo tem haver com isso? Claro que nada.

Amados, 31 de outubro não é dia para se comemorar ou celebrar o Halloween dos “evangeli-wicca”, antes pelo contrário, esta data obrigatoriamente deveria remeter-nos aos idos de 1517, quando o monge alemão Martinho Lutero afixou às portas do castelo de Wittenberg as 95 teses denunciando as indulgências e os excessos da Igreja Católica, dando inicio a Reforma Protestante.

31 de outubro se aproxima e com ele a possibilidade de refletirmos a luz da história sobre o significado e importância da Reforma. Acredito piamente que os conceitos pregados pelos reformadores precisam ser resgatados e proclamados a quantos pudermos, até porque, somente assim, poderemos novamente sair deste momento preocupante e patológico da Igreja evangélica.

Uma nova reforma Já!

Soli Deo Gloria,

21 de outubro de 2013

O mestre.



Somente três anos e o mundo transformou-se muito mais do que em milhares de anos.

O mestre


Como citamos anteriormente Julius Erving, não só foi o maior cestinha da NBA, mas também em todas as temporadas nas quais atuou, com estatísticas acima dos 400 rebotes, 200 assistências, 100 bolas recuperadas e 100 tocos. Ninguém conseguiu tamanho êxito. Hoje Julius dá aula de basquete para crianças: poucas pessoas jogaram como ele, pois foi o melhor.

A Bíblia fala sobre o que Jesus começou a fazer e ensinar. Veja bem a ordem: primeiro fazer, depois ensinar. Muitos mestres se levantaram na história: mestres de religião, ética, filosofia e disseram ou falaram o suficiente para encher livros inteiros. Nenhum merece sequer ser comparado com o Senhor Jesus. Ele não falava simplesmente. Ele vivia o que ensinava.

Nos surpreenderemos se fizermos uma caminhada histórica pela vida de Jesus. Ninguém poderia resistir à Sua palavra e à Sua presença. Venceu todas as enfermidades e a morte; fez mudar o curso da natureza e História. Ele fez o bem a todos, curando, ajudando, ressuscitando mortos, acalmando tempestades, multiplicando alimentos. Sua vida foi um exemplo perfeito de integridade. Nem sequer Seus inimigos puderam apontar um só pecado, um só equívoco, um só ato mal feito. Nem sequer hoje mesmo, os que dizem que Deus não existe, podem apontar uma só falta na pessoa de Jesus.

Só três anos de vida pública, só três anos de ensinamentos intensivos. Não viajou para fora da Palestina, não escreveu nada, não falou em nenhum meio de comunicação, não participou dos círculos políticos e culturais da época. No entanto, as vidas de políticos, historiadores, filósofos, educadores, artistas e mestres juntos, não influenciaram tantas pessoas como aquela única vida solitária — a vida de Jesus Cristo.

Não foi estranho ter sido assim. A Bíblia nos diz que Jesus é o próprio Deus feito homem. Durante aqueles trinta e três anos, Deus habitou na terra e os homens o viram face a face. Ele nos ensinou o caminho do céu quando disse: “Eu sou o caminho”. Simples e claro, porque todo grande mestre age de forma simples. E Jesus foi o melhor mestre que existiu — é também o Salvador, Rei, Senhor e amigo.

Não, Caio Fábio, Jesus não é sua chave hermenêutica


Nas primeiras vezes que eu li o texto da Grande Comissão e vi Cristo dizendo que deveríamos ensinar os discípulos a obedecer tudo o que Ele ordenou, eu fiquei me perguntando onde o resto do Novo Testamento entrava nisto. Não bastaria ficarmos com aquilo que Cristo falou, e só? Se temos os ensinos do próprio Deus-Filho registrados, para que mais palavras de homens mortais? Com pouco tempo de fé, pude encontrar boas respostas para meus questionamentos infantis. Porém, muitas pessoas ainda estão confundidas com este assunto. Um exemplo de promotor deste tipo de confusão é Caio Fábio, que hoje tem arrebanhado para sua religião muitos seguidores e fiéis:

Eu estou em Jesus, eu não estou na Bíblia. [...] O cara que quiser que Jesus e a Bíblia toda deem certo tá danado. [...] Pela Bíblia é melhor a gente acabar esse programa porque está todo mundo danado. [...] eu não ando [conforme o texto bíblico], tanto quanto Jesus [...]. Quem quer andar com Jesus, é assim. Quem quer base bíblica, vira fariseu, joga pedra.[1]

Em outro lugar, Caio Fábio diz que aquilo na Escritura que não está afirmando ou que 1. Jesus é Deus, ou que 2. somos pecadores, não passa de capricho ignorando por Cristo:

É estranho como Jesus e os apóstolos não usaram a Bíblia como argumento de fé [...] Afinal, a Bíblia jamais seria a apologia de Jesus; posto que Jesus fosse o Verbo vivo e falando o que a Bíblia nem poderia sonhar em falar, revelar e dizer… Cristãos que vivem para defender a Bíblia ainda não conheceram Jesus mesmo! [...] Da Bíblia o que se pode dizer é que ela é fiel como Palavra apenas porque afirma que Jesus é Deus e eu sou dos pecadores o principal! O mais é um diletantismo ao qual Jesus jamais teria tempo e animo para se dar… Depois que o Evangelho entrou em mim a Bíblia passou a ser apenas um Testemunho, mas não o Testemunho! Sim, pois em mim o Testemunho é o do Espírito! [2]

Em outro momento, concordando que o Jesus dos evangelhos não se parece nada com o Jesus que Paulo apresenta em Romanos 9-11, chamando esta posição de "simples, sábia e sensata", Caio Fábio diz que estes capítulos são "um apêndice de um surto paulino" que não se parece com nenhum outro escrito ou com a prática de Paulo. "Na minha opinião, Romanos 9, 10 e 11 são totalmente dispensáveis. Sabe porque? A descrição de Paulo, tentando explicar o inexplicável, criou uma bananosa filosófica". Ele ainda diz que as palavras negativas do texto, como "odiou", não cabem, pois "não parecem com o todo de Jesus". "Eu prefiro ficar com Jesus, que não sendo Paulo", pregou coisas diferentes. "Isso é o poder dessa chave hermenêutica", diz ele. "Meu amigo Paulo, eu lamento muito que você tenha tentado fazer essa viagem. Você não tinha nem linguagem. Você não tinha adequação". "É uma conversa que tem a ver com a dimensão de um homem judeu, psicologicamente maltratado, frustrado, perseguido, magoado". Ele diz que vê, neste texto, "o surto do Paulo judeu". Ele chama ainda, esta atitude de Paulo de uma "gafe" que empobreceu e enfeiou Deus. "quando Paulo coincide com Jesus, Paulo tá com tudo, quando Paulo fala como Paulo, eu olho um homem, um tempo, uma relatividade, uma circunstância". Ele, literalmente, lança várias repreensões e conselhos ao apóstolo Paulo em vários momentos do vídeo [3].

A prerrogativa que ele e seus discípulos usam para tal posição é que eles possuem Jesus como chave-hermenêutica. Para eles, isso significa que só deve ser aceito como verdade Bíblica aquilo que for semelhante à imagem que eles possuem de Cristo. Se qualquer outro trecho da Escritura ensinar algo que, porventura, não pareça pertencer ao Cristo, então deve ser considerado anátema.

O que Caio Fábio e seus pupilos não conseguem perceber é que ter Jesus como nossa chave hermenêutica significa que nós vamos ler toda a Escritura procurando como cada ensino, cada doutrina e cada livro se relaciona com o Plano maior de Deus na redenção de Cristo, e não que vamos solapar tudo aquilo que não gostamos na Escritura com a desculpa de que "Jesus não pregaria isso". Assim, uma constatação torna-se inegável: praticamente todos que advogam ter Jesus como chave hermenêutica são ímpios que leem a Escritura desconsiderando tudo aquilo que suas mentes carnais odeiam. Você encontra esta loucura nos blogs e comentários de tais homens. Ter Cristo como chave hermenêutica deveria nos motivar a encontrar como a história do Evangelho está prefigurada, confirmada, anunciada, ilustrada ou ensinada em cada página da Bíblia, e não nos fazer arrancar da Escritura tudo aquilo que a gente acha que Jesus não diria. Aqueles que dizem que as palavras de Jesus são mais importantes que as de Paulo, não entenderam as palavras de Jesus.

Eu, sinceramente, não entendo como uma pessoa inteligente pode cair em erro tão crasso. A igreja está fundamentada na doutrina dos Apóstolos (Ef 2:20). Nós não vimos Jesus pessoalmente, eles sim. Por isso que Pedro e João podiam falar sobre "as coisas que vimos e ouvimos", pois eles estavam lá, e atestaram com sangue o que pregaram. Assim, como alguém comentou no meu Facebook certa vez, só pode ser um louco aquele que cisma em separar o ensino Bíblico do ensino de Jesus, a autoridade bíblica da autoridade de Jesus e a visão bíblica da visão de Jesus. Os discípulos precisam de toda a Escritura, e não de parte dela. É um verdadeiro insulto a Jesus dizer que nada, a não ser parte do que foi registrado de Sua Revelação ao longo da história bíblica – a encarnação – vale a pena considerar como Palavra do Senhor. É como se dissessem que amam tanto suas esposas que não se importam com as mães, amigos, família, conversa ou qualquer coisa que não seja ela própria. Estes caem na condenação de Jesus, através de Paulo, quando condena aqueles que, dizendo ser apenas de Cristo, se recusavam a ouvir o que diziam os apóstolos (ver 1 Co 1:10-17).

Cristo prometeu aos seus apóstolos não apenas que o Espírito Santo os faria "lembrar de tudo o que vos tenho dito" (Jo 14:26), mas também que o Espírito Santo "vos ensinará todas as coisas" (Jo 14:26) e "vos guiará a toda a verdade" (Jo 16:13). Os apóstolos receberam de Cristo, através do Espírito, mais daquilo que o Senhor desejou que soubéssemos. O próprio Jesus deixou claro que ensinaria mais aos Apóstolos mesmo após Sua morte e ascensão. Paulo deixa isso claro aos Gálatas: "Irmãos, quero que saibam que o evangelho por mim anunciado não é de origem humana. Não o recebi de pessoa alguma nem me foi ele ensinado; pelo contrário, eu o recebi de Jesus Cristo por revelação" (Gl 1:11-12). É por isso que o apóstolo Pedro podia dizer que "o mandamento do Senhor e Salvador" foi "ensinado pelos vossos apóstolos" (2 Pe 3:2), além de dizer que os escritos de Paulo estavam equiparados com todo o Antigo Testamento, chamando-os de "Escritura" (2 Pe 3:16). Paulo podia dizer: "Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça ser mandamento do Senhor o que vos escrevo" (1 Co 14.37). O apóstolo agradecia a Deus sem cessar pelos Tessalonicenses: "ao receberem de nossa parte a palavra de Deus, vocês a aceitaram não como palavra de homens, mas segundo verdadeiramente é, como palavra de Deus" (1 Ts 2:13). Paulo ensinava "não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito" (1 Co 2:13). Paulo não poderia ser mais claro: "Cristo fala por meu intermédio" (2 Co 13:3).

Outros livros também entram neste escopo. O próprio Paulo, em 1 Timóteo 5:17,18 diz fazer uma citação da "Escritura", e segue fazendo duas referências: uma a Deuteronômio 25:4 e outra a Lucas 10:7 (usando até o mesmo fraseado grego)! Para o apóstolo, os escritos neotestamentários dos evangelhos também eram Palavra de Deus. Tanto os Evangelhos como as Epístolas no Novo Testamento vêm a nós com a autoridade de Jesus, e Ele quer que nós ensinemos essas coisas aos discípulos.

"Somos seguidores de Cristo ou de Paulo?", podem perguntar alguns. "Como podemos seguir o ensino de outros homens além de Jesus?", já me foi questionado. Respondo, com sinceridade, que Cristo é meu único Senhor. No entanto, tudo o que sabemos sobre Cristo vem de Paulo e dos outros discípulos de Cristo. Se não acreditarmos nestes, não nos sobra nada dAquele. Como alguém pode dizer que só segue Jesus, e não os apóstolos, se todos os registros que possuímos sobre Jesus provêm dos apóstolos e de seus companheiros? Cristo nunca escreveu sobre si. Tudo o que temos sobre Ele passou pela mão de seus discípulos primitivos.

Crer em Jesus está definitivamente ligado a crer nos Apóstolos e em seus companheiros. Se você não acredita na doutrina de Paulo, de Tiago, de Pedro, de Lucas, de Marcos, de Mateus, de João e de Judas, como você pode acreditar nos registros que alguns deles fizeram do Messias? Se Paulo disse algo em Romanos ou aos Coríntios que foi fruto de seus preconceitos ou de sua criação judaica, por que ele não poderia ter feito o mesmo ao instruir Lucas em seu registro do Evangelho? Se Pedro não é digno de toda a nossa confiança, ou se sua doutrina é inferior ou secundária, como podemos dar tanta atenção àquilo que Marcos aprendeu dele e registrou no Evangelho? Se Tiago poderia errar, por que não Mateus? Se João se enganou em suas epístolas ou no Apocalipse, por que acreditamos em seu registro da vida do Logos? A verdade que muitos tolos ignoram é que, ou você aceita o Novo Testamento por completo, até a última letra, ou você não tem Jesus, não tem cristianismo, não tem Bíblia, não tem fé e não tem salvação. Ou temos o Novo Testamento por completo ou não temos Testamento nenhum.

Deve-se admitir, então, que se vamos ter uma religião não doutrinária, ou uma religião doutrinária fundamentada meramente em verdades gerais, isso significa que não somente temos que nos livrar de Paulo, da igreja primitiva de Jerusalém, mas também de Jesus.[4]

Infelizmente, ainda há, em pleno século XXI, quem tente opor Jesus aos outros escritores bíblicos. Como disse Gresham Machen, tem-se a impressão que o liberal substitui a autoridade da Bíblia pela autoridade de Cristo. Tal homem diz que não pode aceitar o que ele considera um ensino imoral do Antigo Testamento ou um argumento sofisticado de Paulo, em oposição os simples e morais ensinos de Jesus. Assim, ele se considera o mais puro verdadeiro cristão, uma vez que, rejeitando todo o restante da Bíblia, ele só depende de Cristo[5].

Paulo deixa claro que as suas epístolas também são coisas que Jesus agora nos ordena, de tal modo que "aquele que rejeita estas coisas não está rejeitando o homem, mas a Deus" (1 Ts 4:8). Você entendeu bem o que acabou de ler? Você nega a Deus se ignora todo o escopo do Novo Testamento! Como comenta Thomas Edwards: "Quem se recusa a ouvir os apóstolos de Cristo recusa-se a ouvir o próprio Cristo e atrai sobre si seu descontentamento"[6]. Homens como Caio Fábio e sua corja, que tratam o que é revelado após Jesus como contaminado com o machismo, judaísmo ou o diabo estão, na verdade, negando a Deus. O destino dos que tal coisa fazem é certo e inequívoco, a menos que se arrependam de sua blasfêmia. Parafraseando o que o Dr. Jay E. Adams diz sobre Paul Tillich, durante uma das suas preleções na Conferência Fiel para Pastores e Líderes, em 1989: "Ler ou ouvir um sermão de Caio Fábio é ouvir o que o inimigo tem a dizer"[7].

 


[1] FÁBIO, Caio. Pra eles, sou um herege, pois eles estão na bíblia, e eu estou em Jesus! Disponível em: <http://youtu.be/GuCjSuACYMc>. Acesso em: 3 jun. 2013.

[2] FÁBIO, Caio. A Bíblia serve a Jesus, não Jesus à Bíblia! Disponível em: <http://www.caiofabio.net/conteudo.asp?codigo=05222>. Acesso em 5 jun. 2013.

[3] FÁBIO, Caio. Caio, esse trecho da carta de Paulo não parece com Jesus. Por isso odeio a Jesus! Disponível em: <http://vimeo.com/75018092>. Acesso em 28 set. 2013.

[4] MACHEN, Gresham. Cristianismo e Liberalismo. São Paulo, SP: Sheed Publicações, 2012, p. 43.

[5] Ibidem, p. 68.

[6] EDWARDS, Thomas. A commentary on the first epistle to the Corinthians. London: Hodder & Stoughton, 1903, p. 384.

[7] Referência muito bem lembrada por Alan Rennê Alexandrino Lima, no Facebook.

O EVANGELHO RASO DE RICK WARREN

 

"Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor," – Atos 3.19 (ACF, ênfase minha)

 

Rick Warren fala muito sobre "o evangelho". Na recente Conferência Exponencial de 2013, que foi organizada pela Igreja Saddleback de Warren, o tema foi 'pregando o evangelho e fazendo discípulos'. Mas qual evangelho ele prega?

 

No capítulo 7 de seu livro ultra-popular Uma Vida Com Propósito, ele explica como se tornar um cristão da seguinte forma:

 

"Em primeiro lugar, acredite. Acredite que Deus te ama e te fez para Seus propósitos. Acredite que você não é um acidente. Acredite que você foi feito para durar para sempre. Creia que Deus escolheu você para ter um relacionamento com Jesus, que morreu na cruz por você. Acredite que não importa o que você fez, Deus quer te perdoar. Em segundo lugar, receba. Receba o perdão dos seus pecados. Receba seu Espírito, que lhe dará o poder para cumprir o seu propósito de vida... Onde quer que você esteja lendo isso, eu convido você a abaixar a cabeça e fazer em voz baixa a oração que mudará sua eternidade. 'Jesus, eu acredito em você e te recebo'. Vá em frente. Se você fez essa oração com sinceridade, meus parabéns! Bem-vindo à família de Deus!" (Uma Vida com Propósito, pp 58, 59).

 

Esta é uma dos mais superficiais "evangelhos" que eu já vi. Certamente não é o evangelho que foi pregado no livro de Atos ou Romanos. Não há explanação clara a respeito do pecado, tal como encontramos em Romanos 1-3. Não há nada sobre a santidade e a justiça de Deus. Não existe um ensinamento claro sobre o que Jesus fez na cruz. Não há nada sobre o sangue de Cristo. Warren convida o leitor a "acreditar em Jesus", mas ele não avisa sobre falsos cristos, tais como:

 

·        o falso Jesus de A Cabana ou...

·        o 'Jesus biscoito' do catolicismo romano ou...

·        o Jesus da yoga Nova Era ou...

·        o Jesus "irmão de Lúcifer" dos Mórmons

[...ou o Jesus que é apenas o arcanjo Miguel e não é DEUS das Testemunhas de Jeová ou...

o Jesus Adventista que precisará por os pecados sobre Satanás e fazê-lo co-redentor a fim de completar a obra expiação].

 

E Warren ignora completamente o arrependimento!

 

[A mensagem do Evangelho Bíblico é um clamor aos pecadores, para que se arrependam do Pecado, natureza e ações, confiando que o sacrifício realizado por Cristo no Calvário foi a consumação da obra da expiação e nada mais precisa ser feito para salvar o pecador. Assim, o pecador é convertido a DEUS rendendo-se a Cristo como Seu Único e Suficiente Salvador, recebendo-O pela Graça por meio da Fé, que é Dom de DEUS (Ef 2.8-9). O Jesus de Warren é um Jesus ecumênico e o evangelho que ele prega é um evangelho apostatado e antibíblico].

 

Em contraste, o apóstolo Paulo resumiu sua mensagem da seguinte forma:

 

"Testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo." - Atos 20:21 (ACF)

 

Paulo disse:

 

"Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam;" Atos 17:30 (ACF)

 

E podemos ter certeza de que Deus não mudou de ideia. Cuidado com Rick Warren. Ele é um extraordinário construtor de 'pontes' em prol da apóstata igreja una [católica, universal, mundial, ecumênica] do fim dos tempos.

 

Traduzido e adaptado de texto divulgado pelo boletim Friday Church News Notes do The Way of Life Literature, em 18 de Outubro de 2013. Por David Cloud. Textos em azul são acréscimos meus.

A GALINHA PINTADINHA E A PARANOIA



Uma pessoa me procurou para falar dos "perigos" da Galinha Pintadinha. Ela me disse que havia várias mensagens subliminares nos aparentemente inofensivos desenhos animados. Perguntei-lhe: Em qual desenho não existe alguma forma de mensagem subliminar? Se analisarmos cada desenho animado, encontraremos algum tipo de influência. Lembra-se do Popeye, cujo objetivo era aumentar a venda de espinafre?

Mas a pessoa me questionou quanto à origem do aludido desenho, dizendo que ele tem ligação com o culto a deuses estranhos e que o simples fato de assisti-lo traz maldição para o lar cristão. Pensei um pouco e lhe perguntei: "Você conhece a origem, o étimo, da palavra 'lar'? E ela me respondeu: "Não". Então, lhe disse: "Os gregos cultuavam muitas divindades e acreditavam que as famílias eram protegidas por vários deuses, conhecidos como 'lares'. E daí derivou a nossa palavra 'lar'".

Apesar dessa origem, ligada aos deuses, não nos preocuparmos com uso do termo "lar" e até usamo-lo em conexão com "cristão", não é mesmo? Penso, sinceramente, que os pais cristãos devem ser mais zelosos — ensinando os filhos no caminho em que devem andar (Provérbios 22.6; Deuteronômio 6.6,7) — e menos paranóicos.


Ciro Sanches Zibordi

Manifestação pacífica no Festival Promessas 2013 em São Paulo


blog65Na semana passada houve, em São Paulo, a gravação de parte do programa Promessas da Rede Globo, com a apresentação do Ministério Livres para Adorar e da banda australiana Hillsong United. O show ocorreu na Chácara do Jockey com ingressos que variavam de 50 a 120 reais, fora o estacionamento oficial (que cobrava 40 reais por veículo).

Estávamos em seis pessoas. Estendemos nossas faixas em frente à entrada das pistas comum epremium, onde já havia uma multidão querendo entrar.

A entrada em si era um show (de horror) à parte. Havia grades de metal para limitar a quantidade de pessoas, que a partir de um ponto entravam quase que em fila indiana. Na entrada dessas grades um homem estava em pé, fazendo sinal para as pessoas passarem. A cena me lembrou o gado indo para o matadouro, com o peão cutucando o gado para ele entrar naquele corredor fininho que leva para seu destino final. No vídeo abaixo essa cena está bem clara.

blog66Tudo bem que, fosse qual fosse o show, provavelmente a logística seria a mesma. Mas, em se tratando de um show gospel, a simbologia da cena me soou bastante forte e intrigante.

Ficamos no local das 17 às 19 horas, e nesse período vimos passar uma grande multidão. Já boa parte dessa multidão aparentemente não nos viu, pois estava muito empolgada em entrar logo e na frente dos demais, para conseguir um bom lugar onde pudesse visualizar o show. Alguns dessa multidão se dispuseram a virar o pescoço em nossa direção e ler as faixas, e desses que leram muitos aparentaram não concordar com a mensagem. Mas uns poucos refletiram e compreenderam o que estávamos fazendo ali.

Não somos contra shows. Eu mesma gosto muito de música, principalmente de MPB e rock nacional. Porém, uma coisa é ir a um show para se divertir. Outra coisa é ter que, como evangélico, usar do nome de Deus como desculpa para ir a um show se divertir.

blog68Sim, muitos dos que estavam ali frequentam denominações que têm aparência de moderninhas (para conquistar os jovens) mas que proíbem qualquer participação em manifestações artísticas não-evangélicas. Eu mesma, quando me converti a uma igreja na época ligada ao modismo G12, tive que jogar fora meus cd's do Djavan, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso e afins, pois eram "do mundo" e poderiam me trazer "maldições".

Para essas denominações, o jovem só pode se divertir com músicas que falem de Deus. O "porém" é que os fiéis não podem se misturar com o "mundo" no quesito música, por exemplo, mas seus líderes se misturam e até se conformam com o "mundo" naquilo que é mais ultrajante ao Evangelho: na politicagem em busca de poder terreno e nos métodos de mercado para "fidelizar e rentabilizar" os clientes, ou seja, para prender o fiel à denominação e fazê-lo doar o máximo possível de bens para que a denominação e seus líderes prosperem cada vez mais.

blog69Gostaria que me mostrassem na Bíblia onde Deus instituiu o louvor com o intuito de divertir os fiéis ou de trazer honra e glória aos cantores. Até onde entendo, o louvor é para Deus, e Ele não divide Sua glória com ninguém. Porém, está em andamento a 2a. fase de votação do Troféu Promessas, a premiação da Rede Globo aos melhores artistas gospel (à propósito, o Livres para Adorar concorre na categoria Melhor Grupo). Tem até uma categoria bastante bizarra em se falando de artistas que dizem louvar a Deus: categoria "Pra Curtir". Mas me digam, qual o critério para a escolha de um "MELHOR" no louvor a Deus? Artista que leva mais pessoas à aceitarem a Cristo? Artista com mais unção, fogo e poder?

E qual a valia, para um verdadeiro adorador, de uma premiação dessas? Jesus, a quem dizem crer e seguir, não ensinava que quem quer ser o maior tem que servir o menor? Por que os artistas gospel anseiam em ser os maiores entre os homens (e não só os artistas, mas os líderes gospel principalmente)?

"Ah, mas os artistas gospel precisam se manter! Por isso têm que cobrar cachê mesmo, e se é cachê alto é porque não é fácil manter toda a estrutura para shows!"

blog70Quem nos dá a resposta para essa falácia gospel, de que quem prega o Evangelho tem que viver (MUITO BEM) dele é Jesus e o apóstolo (de verdade) Paulo:

E disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. Mateus 8:20

Eis aqui estou pronto para pela terceira vez ir ter convosco, e não vos serei pesado, pois que não busco o que é vosso, mas sim a vós: porque não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais para os filhos.
Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado.
Mas seja assim; eu não vos fui pesado mas, sendo astuto, vos tomei com dolo.
Porventura aproveitei-me de vós por algum daqueles que vos enviei? 2 Coríntios 12:14-17

Estávamos na porta do Festival Promessas porque show é show, e não deve ser espiritualizado, como se fosse sinônimo de avivamento (se fosse, o Brasil já estaria avivado há pelo menos 2 anos, já que essa é a terceira edição do Promessas em rede nacional de televisão); porque o verdadeiro louvor ocorre a cada dia em nossas vidas, quando nossos corações, transformados pelo Espírito Santo, são canais para atos de amor e justiça; porque de Deus não se zomba, Ele não é tema ou desculpa para que alguns lucrem sobre os demais; porque no Reino de Deus o maior deve ser o menor, não o contrário, como prega o mundo do espetáculo mundano e gospel.

blog71Havia lá pessoas sinceras? Sim. Mas mesmo os sinceros muitas vezes precisam ter seus olhos abertos, para não serem vítimas dos lobos escondidos entre o rebanho. Que Deus abra os olhos do Seu povo para a triste realidade em que se encontra boa parte da igreja brasileira, afinal pessoas sinceras (e outras nem tanto) estão sendo usadas por lideranças evangélicas mancomunadas com os grandes poderes deste mundo, que tencionam apenas dinheiro e poder, quando o Jesus que dizem servir ensinava justamente que o desejar riquezas era algo terrivelmente perigoso, pois "é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus." Marcos 10:25

De Deus não se zomba. Os que hoje estão ganhando rios de dinheiro às custas do santo nome de Deus não sabem o que lhes aguarda. Que caiam em si enquanto é tempo, se arrependam e se voltem aos caminhos do Senhor.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

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MEEB e Site Web Evangelista é citado em matéria da Tribuna do Planalto (E o gospel conquista a Globo!)

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Foi disputando - e vencendo - o 1º Festival da Música Evangélica, promovido pelo Clube do Guri, na Rádio Gaúcha, que a cantora Sara Araújo (66 anos), se tornou a primeira protestante a gravar discos no Brasil: um compacto simples, que rodava apenas quatro minutos por lado. Era 1965. No Sul, assim como no restante do país, a música evangélica era restrita ao contexto religioso. Cantar na TV, um sonho distante. No rádio, as oportunidades eram restritas às emissoras de cunho cristão ou aos programas das igrejas ou denominações que compravam horário. 
"Meu pai era pastor e foi apedrejado porque fez um culto ao ar livre", relembra a cantora. Sara, que se mudou para Goiás acompanhando o esposo, empregado em uma usina de Rio Verde, lembra que passou por dificuldades. "Não tínhamos acesso à TV popular. Naquela época, éramos discriminados", recorda a cantora, que atualmente vive na capital com a filha, a harpista Aline Araújo, depois que o esposo morreu vítima de um acidente de trabalho. 
Quase 50 anos depois da gravação do primeiro disco com músicas evangélicas, o cenário parece ter mudado completamente. O gospel explodiu nas rádios e TVs de todo o Brasil. As dificuldades de inserção na mídia ficaram no passado. Hoje, os cantores gospel alcançaram status de estrela e conquistaram espaço na maior emissora de TV do país, historicamente conhecida por sua relação conturbada com os evangélicos. 
Em dezembro, os cristãos protestantes e o público secular puderam acompanhar o Festival Promessas, exibido como especial de fim de ano na Rede Globo. A gravação do show, que reuniu artistas do quilate de Ana Paula Valadão, líder do Ministério Diante do Trono (DT), Talles Roberto, ex-integrante da equipe de apoio da banda Jota Quest, e Cassiane, cantora com mais de 30 anos de carreira (leia mais no quadro), contou com a presença de cerca de 20 mil pessoas. 
Esse público, porém, representou apenas 10% do total esperado pela GEO Eventos, empresa que organiza o evento junto com a Globo. Diretor responsável pelo Promessas, Luiz Gleiser, em entrevista à Veja, destacou que a emissora, como maior produtora de cultura do país, não pode ficar indiferente à força artística da música gospel. "O Promessas é um passo a mais nesse sentido", definiu.  
Ainda no campo do entretenimento, a Globo pode estar preparando uma nova investida, dessa vez usando o carro-chefe da casa: as telenovelas. Líderes do segmento evangélico, como o controverso pastor Silas Malafaia, presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), já manifestaram o desejo de ver na telinha uma heroína gospel. Se o pedido for atendido, um paradigma – a representação estereotipada dos protestantes nas novelas – pode ser rompido e a relação amistosa com a Globo selada de vez.  

Crescimento
A consolidação do gospel veio em 2012. No último ano, o gênero foi classificado como manifestação cultural e incluído na Lei Rouanet, que concede benefício de renúncia fiscal. O reconhecimento parece ter vindo junto com o crescimento do número de evangélicos no país. Em 1990, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), eles eram apenas 9%. Os dados mais recentes, do Censo de 2010, mostram que esse segmento religioso já contempla 22,2% da população .
Em números totais, os evangélicos já são 27 milhões de pessoas, público fiel não apenas ao preceitos religiosos, mas aos cantores do segmento. Tanto que o estilo musical é uma espécie de ilha da bonança em meio ao caos enfrentado pela indústria fonográfica. Dados da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês) apontam que 45% das músicas são consumidas a partir de downloads ilegais e 52% dos discos vendidos são piratas. No mercado gospel, a venda de discos pirateados representa de 10% a 15%.
O braço fonográfico da Globo, a Som Livre, também investiu no filão e lançou um selo gospel. A maior gravadora do país, a Sony Music, também ingressou no segmento. Resta saber se o fenômeno será duradouro ou se a onda gospel sobreviverá apenas mais alguns verões. Sara, pioneira no gênero, vê o espaço conquistado pelos evangélicos com bons olhos. Ela alerta, porém, que os cantores precisam manter o foco do trabalho na mensagem religiosa e não apenas nos resultados comerciais.

"Evangélicos são massa de manobra", critica movimento

O espaço dado aos evangélicos pela Rede Globo, comemorado por muitos pastores e cantores, está longe de ser um consenso dentro do próprio segmento religioso. Para alguns, está claro que a emissora de TV, que costuma tratar os evangélicos de forma caricata, principalmente em suas novelas, percebeu o poder de consumo desse público e investiu em um produto bastante rentável e tradicional no meio gospel: a música.
A tese é defendida pelo Movimento pela Ética Evangélica Brasileira (MEEB), fundado em 2009 pelo teólogo e pastor Paulo Siqueira e pela esposa, Vera Siqueira, que vivem em São Paulo. "Hoje, a Globo precisa da audiência dos evangélicos, e, por isso, tem investido nesse mercado. Mas a emissora precisa da audiência dos seguidores de outras religiões, e não deixa de investir neles também", pontua Vera, que conversou com a Tribuna por e-mail.
Além de São Paulo, outras duas cidades – Rio de Janeiro e Belo Horizonte – possuem núcleos do MEEB, onde há reuniões regulares. O trabalho, porém, é realizado de maneira mais ostensiva pela internet, em redes sociais, como Twitter e Facebook, e blogs diversos, como  Pedras Clamam, Estrangeira, Exemplo Bereano, Webevangelista, Desejando Deus, que "reproduzem as ideias e objetivos do grupo, que não é vinculado a nenhuma denominação para manter a autonomia", como explica Vera. 
O Festival Promessas, promovido pela Globo e exibido como especial de fim de ano, foi o mecanismo usado pela emissora entrar no contexto evangélico sem fazer alarde, segundo a avaliação do MEBB. O padrão de qualidade, a visibilidade, o livre acesso à programação, além de contratos vantajosos financeiramente com seu braço fonográfico, a Som Livre, são argumentos mais do que fortes para artistas e pastores apoiarem a Globo. "Eles tiveram seus sonhos realizados como no bordão do antigo personagem de Chico Anysio, o Bozó: 'mãe, eu tô na Grobo!'", compara Vera.

Record X Globo
No caldeirão de ritmos e estilos musicais, um ingrediente apimenta a polêmica relação entre evangélicos e Globo: a rivalidade entre a emissora carioca e a Rede Record, vinculada a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), denominação neopentecostal.  A batalha entre as empresas e seus donos, Roberto Marinho, já falecido,  e o bispo Edir Macedo, tem tons de batalha entre o bem e o mal. 
O embate mobiliza personagens diversos, cada qual defende seus interesses. Vera, do MEEB, analisa que a Globo, por estratégia comercial, aproveita-se das rixas entre as diversas denominações  para abarcar os artistas gospel criticados pela Record.  "O povo evangélico é massa de manobra", sentencia. Fica a dúvida: a Globo se rendeu ao gospel ou o gospel se rendeu ao sonho de aparecer na tela da Globo?

Os astros da Fé

Os artistas evangélicos vão muito além da etiqueta gospel. Os ritmos são variados: pop, rock pesado, forró, sertanejo universitário e até romântico. A presença no rádio, na TV e, claro, nas igrejas, é fundamental para levar as canções gospel às paradas de sucesso. Entre tantos astros e estrelas da fé – o rótulo de adoradores é questionado até mesmo dentro do segmento – a Tribuna do Planalto preparou uma lista com os principais destaques que fazem o cenário Contemporary Christian

Aline Barros
É a joia do mercado. Foi a primeira cantora do segmento gospel a ser indicada – e premiada – ao Grammy Latino, o Oscar da música. Desde 2004, ela já faturou cinco estatuetas, tanto pelo seu trabalho voltado para o público adulto quanto pelas canções direcionadas à garotada. Com 20 anos de carreira, contabiliza mais de 7 milhões de discos vendidos.

Cassiane
Cassiane é profundamente identificada com o público pentecostal e aborda  assuntos doutrinários de modo mais ostensivo que seus colegas. Conservadora também no estilo musical, grava ritmos tradicionais como forrós a toadas. Depois de Aline Barros, é a cantora gospel que mais vende discos no país. Estima-se que desde o começo da carreira, nos anos 1980, tenha vendido mais de 5 milhões de discos. E é a maior estrela do selo gospel da Sony Music.

Bruna Karla
Produzida pelo maestro Jairinho, marido da cantora Cassiane, Bruna começou na música ainda na infância, mas consolidou a carreira nos últimos três anos. De voz aveludada, canta baladas açucaradas de adoração e agradecimento a Deus. Tem público variado, que vai do mais conservador - e próximo de Cassiane - ao mais jovem e descolado, próximo de Aline Barros.

Oficina G3
Formado no fim dos anos 1980, é um dos grupos mais longevos do gênero. Misturando guitarras distorcidas ao modo heavy metal com baladas açucaradas, lançou oito discos e se consagrou como um ícone gospel junto ao público mais jovem.

Diante do Trono 
O grupo se tornou um suporte de evangelização da Igreja Batista da Lagoinha (IBL), de Belo Horizonte, onde foi fundado em 1997. Excursiona com várias formações, e conta com corpo de baile e coro, além da própria banda. Suas vendas, entre discos lançados pelo próprio grupo e por seus integrantes em carreira solo, somam 10 milhões de cópias.

Regis Danese
Regis, nome artístico de Jose Geraldo Danese, despontou para o estrelato em 2009, com o hit "Faz um milagre em mim", do primeiro disco, Compromisso, que vendeu mais de 1 milhão de cópias. De lá para cá, mudou de gravadora – agora veste a camisa da MK Music, uma das maiores do segmento.

Jotta A
Com apenas 13 anos, o cantor mirim foi contratado pela produtora Central Gospel, do pastor Silas Malafaia depois de se destacar no quadro de calouros do programa Raul Gil. Seu primeiro trabalho, Essência, já vendeu 80 mil cópias e foi certificado com disco de platina. Venceu o Troféu Promessas 2012 na categoria Revelação.

Fonte: Tribuna do Planalto

20 de outubro de 2013

Fim da linha para quem se vende.



Por Hermes C. Fernandes
Quem nunca foi tomado por um forte sentimento de culpa? Quem jamais desejou voltar no tempo para consertar as coisas? Mesmo Judas, o apóstolo traidor, sentiu-se profundamente arrependido do que fizera ao seu Mestre. Lembro-me de quando me emprestaram um livro chamado “Eu, Judas”, onde o autor tentava redimir a figura do apóstolo traidor. Entre suas teorias, talvez a mais contundente era a que dizia que Judas fora movido por um propósito altruísta. Ele achava que se “cutucasse a onça com vara curta”, Jesus se levantaria, assumindo Seu papel messiânico, arregimentando Seu povo para uma tomada de poder. A traição seria apenas um empurrãozinho. Mas as coisas não aconteceram como planejadas.
Quando Judas ouviu de Jesus que os discípulos deveriam se armar para acompanhá-lo até o Getsêmane, ele imaginou que finalmente a revolução ocorreria. Porém, Jesus jogou um balde de d’água fria em seus planos quando não apenas reprovou a atitude violenta de Pedro ao desembainhar sua espada para defendê-lo, como também colocou no lugar a orelha decepada de um dos soldados do Sinédrio que vieram prendê-lo.
Amargurado com os rumos dos últimos acontecimentos, Judas dirigiu-se aos principais sacerdotes e anciãos para devolver-lhes o dinheiro que recebera para trair seu Senhor. Tudo deu errado! Jesus fora condenado, preso, e em mais algumas horas seria crucificado. A conclusão a que Judas chegara foi expressa na frase: “Pequei, traindo o sangue inocente”. Já que não dava pra voltar atrás, pelo menos o dinheiro que recebera deveria ser devolvido. Mas para sua surpresa, os sacerdotes recusaram recebê-lo de volta.  E olha que trinta moedas de prata eram uma quantia considerável.  Como os sacerdotes recusaram-se a recebê-la, Judas atirou-a para dentro do santuário e retirou-se já resolvido a suicidar-se.
Que destino deveriam tomar aquelas moedas?
Por mais sórdidos que fossem aqueles sacerdotes, ainda lhes restara certo senso de ética. Em conselho convocado de última hora, concluíram: “Não é lícito metê-las no cofre das ofertas, porque é preço de sangue.”

Como alguém que foi capaz de subornar um dos apóstolos de Jesus para traí-lo, ainda seria capaz de posicionar-se eticamente? Por incrível que pareça, tal senso ético não tem sido facilmente encontrado em muitas lideranças cristãs. Ouvem-se rumores de líderes que aceitaram dinheiro do tráfico para financiar a construção de seus templos ou a aquisição de canais de TV. Soube do caso de uma igreja que apoiou a candidatura de um governador, e que após as eleições bem-sucedidas, veio cobrar-lhe uma secretaria, como havia sido prometido. O governador alegou que todas as secretarias já estavam ocupadas, e que só sobrara a Loteria do Estado (achando que certamente a igreja não aceitaria). Para a surpresa do governador (evangélico, diga-se de passagem), os dirigentes da igreja aceitaram de bom grado a direção do jogo no Estado.  Imagine: como uma igreja poderia pregar contra o jogo, se ela mesma é quem está à frente dele?
A conclusão a que chego é que os principais sacerdotes que condenaram Jesus eram mais éticos que muitos líderes evangélicos de nosso tempo. Que vergonha! Quantos ministérios edificados sobre "Campos de Sangue"? Quantas ofertas recebidas que foram fruto de extorsão, venda de drogas, vidas arruinadas, dinheiro público desviado que deveria ser usado na compra de ambulâncias, merenda escolar, segurança, etc.?
Como eu poderia subir ao púlpito com a consciência tranquila sabendo que o dinheiro que mantém meu ministério vem de fontes erradas? Como eu poderia pregar honestidade vendendo os votos do meu rebanho para um político inescrupuloso? Será que os fins justificam os meios? Será que Maquiavel tinha razão? Já que não somos católicos romanos, em vez de canonizá-lo, que tal elegê-lo como patrono de nossa causa? Há que se ter redobrados cuidados com ministérios que explodem de uma hora pra outra, comprando tudo que vê pela frente... Quem trabalha duro à frente de um ministério sabe que dinheiro não cai do céu...
Já que aquele dinheiro sujo não deveria ser depositado no cofre do templo, algo precisaria ser feito. Alguém teve uma “brilhante” ideia: Vamos utilizá-lo na aquisição de um campo para servir de cemitério para os estrangeiros. O conselho prontamente votou e aceitou.
O dinheiro foi considerado tão sujo, que mesmo que fosse usado na construção de um cemitério, este deveria ser destinado unicamente aos estrangeiros. Nenhum judeu poderia ser enterrado nele. A propriedade adquirida recebeu o nome de “Campo de Sangue”.
Interessante notar que o relato feito por Lucas difere um pouco de Mateus, que é o que temos considerado até agora. Segundo Lucas em seu relatório conhecido como Livro de Atos dos Apóstolos, o próprio Judas teria adquirido aquele campo com o “salário da sua iniquidade”.
Não creio que haja contradição entre Mateus e Lucas. O fato é que Lucas intencionalmente atribuiu a Judas a compra daquele campo para enfatizar o seu terrível destino. Como que por coincidência, Judas sai em busca de um lugar ermo para dar cabo de sua vida, avista uma árvore à beira de um precipício, pendura-se nela, com o peso do seu corpo, o galho se quebra, e ele se precipita no abismo, tendo suas entranhas espalhadas pelo campo. Era uma imagem horrível de ser ver. O que ele jamais poderia supor é que aquele lugar escolhido para ser cenário de seu suicídio era justamente o campo comprado com dinheiro que recebera pela traição.
Judas bem que tentou livrar-se daquelas moedas, mas elas o perseguiram até o fim.
Em contraste com Jeremias, que mesmo preso adquiriu, por ordem do Senhor, um campo em Anatote (que quer dizer “Resposta à oração”), o campo adquirido com o dinheiro da traição foi chamado de Acéldama, que significa “Campo de Sangue”.
Acéldama representa o fim da linha, o precipício do qual a alma humana se lança quando trai a si mesma. Toda traição é auto-traição. Ninguém trai alguém se trair a si mesmo. E toda a traição tem um salário e um custo. O custo jamais compensa o salário que se recebe dela.  E não adianta tentar fugir, lançar as moedas de volta ao seu lugar de origem. Elas nos acharão!
O precipício é o preço da precipitação. Precipitamo-nos sempre que sacrificamos nossos princípios  e valores no altar do imediatismo. Traímos nossas convicções por conveniência. Somos iludidos pela ideia de que é possível apressar o processo.
Um dia o que estava oculto vem à tona. As entranhas de Judas são expostas. E aí... será tarde demais.
* Mateus 27:3-8 e Atos 1:15-19


Fonte: http://www.hermesfernandes.com/2012/09/o-fim-da-linha-para-ministerios.html