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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

18 de dezembro de 2013

‘Nelson Mandela implantou a cultura da morte’, diz Marco Feliciano

Ao iG, deputado critica líder sul-africano por aprovação de lei que autoriza aborto, revela sonhar com Senado e afirma que em hipótese alguma apoiará reeleição de Dilma
img2Marcel Frota e Nivaldo Souza, no iG
O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) polemiza ao falar sobre o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, morto no último dia 5 de dezembro. Apesar de homenagear Mandela com um minuto de silêncio durante a última sessão da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, Feliciano dispara contra o líder negro por causa da aprovação de lei de aborto na África do Sul.
“Quem mata uma criança, para mim, não é meu amigo. Então Mandela implantou a cultura que chamamos de cultura da morte dentro da África do Sul”, diz Feliciano, em entrevista aoiG. “E até hoje os índices de aborto na África do Sul são dos maiores do mundo. Então, nesse quesito, Mandela não foi feliz”, criticou o deputado. Em 1996, a legalização do aborto foi tomada por Mandela com base no alto índice de violência sexual contra a mulher. Segundo autoridades sul-africanas, cerca de 60 mil estupros são denunciados todos os anos no país.
Apesar da crítica, Feliciano elogia a atuação de Mandela na questão da igualdade racial e promete uma homenagem ao líder da luta contra a segregação racial do apartheid. O deputado é relator do projeto de lei que pode destinar 20% das vagas em concursos público para negros. Ele antecipa que dará parecer favorável às cotas. “Meu voto vai ser uma homenagem a Mandela”, indica.
O parlamentar avalia que deixou de ser um político somente identificado com a corrente evangélica para ocupar um espaço vago na preferência de eleitores conservadores, independentemente da orientação religiosa. “Talvez eu revelei ao país uma espécie de político que parece que está em extinção: o político com posicionamento”, afirma, ressaltando acreditar ser hoje no cenário político “uma pessoa firme que suporta pressão”.
Isso alimenta o sonho de Feliciano em disputar uma vaga no Senado por São Paulo em 2014. O pastor diz que a decisão não depende apenas dele. É preciso avaliar a postulação ensaiada também por Eduardo Suplicy (PT), Gilberto Kassab (PSD), José Serra (PSDB). Em um cenário apenas com ele e Suplicy, o deputado diz que haveria uma “luta bonita”. “Se fosse só ele (o candidato no estado), entraria na disputa sem medo nenhum. Seria uma luta bonita, porque o sobrenome Suplicy está atrelado a tudo o que contraria a nós (evangélicos)”, diz.
Feliciano compara a briga com Suplicy às históricas lutas entre os ex-boxeadores Mike Tyson e Evander Holyfield, em meados dos anos 1990. “Seria a luta do século (pelo Senado)”, diz, avaliando que uma candidatura a senador pode enfrentar dificuldades na hora de encontrar um candidato ao governo paulista disposto a tê-lo em seu palanque. “Não sei qual governador seria capaz de comprar essa briga”.
Cabo eleitoral
O presidente da Comissão de Direitos Humanos será cabo eleitoral do candidato do PSC à Presidência da República. Ele diz que já gostou de Eduardo Campos (PSB-PE), mas teve de desistir do presidenciável pernambucano depois de ler declarações dele sobre cobrança de impostos das igrejas. “Tinha simpatia (por Campos), já estive com ele”, conta. “Mas para que ferir um povo que tem peso de voto?”, questiona, emendando que Campos “é mal assessorado”.
Críticas mais duras são dirigidas a ex-senadora Marina Silva (PSB-AC), que Feliciano considera que poderia ter sido sua “mentora” política por também ser evangélica. Ele se diz desencantado com Marina depois de declarações nas quais ela sinalizou ser favorável à união civil (material) entre pessoas do mesmo sexo e contrária ao casamento homossexual, o que implicaria em reconhecimento religioso. “Por que negar sua fé? Só para inglês ver?”, critica Feliciano. “O meu problema com o casamento gay não é um papel, um documento. É o que o documento vai dar a eles (homossexuais), como a adoção. A Marina sabendo do nosso posicionamento se não se posicionou”.
O tom sobe mais quando questionado sobre apoiar a presidente Dilma Rousseff, a quem acusa de não cumprir um acordo com correntes religiosas em relação à não aprovar leis favoráveis ao aborto. Em julho, Dilma sancionou lei estabelecendo direitos a mulheres vítimas de estupro – entre eles: oferta da pílula de emergência conhecidas como ‘pílula do dia seguinte’, que pode evitar a gravidez em até 72 horas após o ato sexual. “Quando a presidente assinou um documento dizendo que no mandato dela o aborto não seria votado, eu acreditei”, diz.
Em 2010, a então candidata Dilma divulgou carta afirmando que não tomaria “a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no país”. A mudança foi decisiva para não apoiar a reeleição de Dilma. “Eu não posso caminhar ao lado dela”, afirma Feliciano.
Direitos Humanos
Feliciano fez um apanhado de sua atuação à frente da Comissão de Direitos Humanos e disse que o projeto de decreto legislativo 234/2011, conhecido como “projeto da cura gay”, pode voltar à pauta da comissão em 2014. A proposta tenta suspender resolução do Conselho Federal de Psicologia que proíbe o tratamento da homossexualidade como doença. Feliciano diz que o texto pode ser colocado em votação pelo próximo presidente da comissão – o pastor deixará o cargo em fevereiro, quando o Congresso voltar do recesso. “O projeto não morreu, ele foi retirado de pauta. O autor do projeto, deputado João Campos (PSDB-GO), pode voltar (a colocá-lo em discussão) a qualquer momento no próximo pleito”, diz.
O deputado avalia que houve excessos na discussão do projeto que, segundo ele, suspendia uma “resolução criminosa” do Conselho de Psicologia. “A maldita cura gay, que de cura não tem nada, é um projeto que sustava uma resolução que para mim é criminosa”, afirma. “Conheço pessoas que querem ajuda. A homossexualidade não é um assunto esgotado, não é científico, não existe um gene gay”, diz.
A resposta ao ativismo gay tem sido trabalhada pela frente parlamentar evangélica na Comissão de Direitos Humanos do Senado, onde tramita o projeto de lei complementar (PLC 122/2006) que pretende colocar no mesmo patamar do racismo a discriminação ou o preconceito pela orientação sexual e identidade de gênero.
A oposição do pastor e outros religiosos levou o senador Paulo Paim (PT-RS), relator do PLC 122, a retirar do texto a palavra homofobia e colocar um trecho dando liberdade aos templos de recusar pessoas que demonstrem afetividade diferente da sua orientação religiosa. Apesar das mudanças, a frente evangélica tentará obstruir a votação do PLC 122 na comissão do Senado. “Esse projeto é um projeto natimorto, demonizado como o da cura gay”, diz Feliciano. “Por mais que se tente melhorá-lo, já ficou uma marca de que ele é um projeto de gay contra evangélico.”
Dica do Eliel Batista
Via: Pavablog

Podemos ordenar que os demônios manifestem e conversar com eles? .



Por Leonardo Dâmaso


Obs: Neste artigo, eu me detive a analisar apenas a questão do exorcismo e da verdadeira “possessão” maligna, uma vez que existem casos parecidos com a “possessão” maligna que, de fato, não é “possessão maligna, antes, são pessoas com diagnósticos de problemas mentais e distúrbios de múltipla personalidade que muitas vezes desconhecem que possuem tal problema de saúde bem como os pastores que atribuem tal problema à “possessão” maligna”.  

O exorcismo, que é simplesmente o ato de libertar uma pessoa “possessa”, demonizada ou sob o domínio de Satanás, é uma prática bastante antiga não somente vista no Cristianismo, mas, também, em outras religiões. Os xamânicos, por exemplo, acreditavam em pessoas “possessas”, demonizadas ou sob o domínio de Satanás. Os xamãs, portanto, realizavam exorcismos.

A primeira referência sobre pessoas “possessas”, demonizadas ou sob o domínio de Satanás foi descrita pelos sumérios, um povo oriundo da Suméria, que é considerada a civilização mais antiga da humanidade. Os principais registros que temos acerca de pessoas “possessas”, demonizadas ou sob o domínio de Satanás e de exorcismos está descrito nos evangelhos através do ministério de Jesus e com apenas um relato escrito no livro de Atos através do ministério dos apóstolos. Logo, no inicio do século II, no período pós-apostólico, o exorcismo ou a prática do mesmo alcançou certa proeminência de acordo com alguns registros do Cristianismo histórico. Em vista disso, como, então, saber como era a prática do exorcismo? Quem eram as pessoas que podiam realizar os exorcismos? Como era o processo? Se ordenava que o demônio manifestasse e quem realizava o exorcismo conversava com ele? Como não é o meu objetivo me deter na parte histórica e ter como regra base o método em que as outras religiões empregam na realização do exorcismo, todavia, quero enfatizar o método correto de exorcismo baseado no que as Escrituras ensinam sobre o assunto.

Não obstante, o primeiro relato que temos na Escritura sobre “possessão”, demonização ou alguém sob o domínio de satanás pode ser visto em Marcus 1.21-26, onde Jesus, entrando numa sinagoga para ensinar às Escrituras, se depara com um homem “possesso” ou sob o domínio de um espírito maligno que, talvez no meio ou no final do discurso de Jesus, diz: Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para destruir-nos? Sei quem és tu, o Santo de Deus(vs.24). [Almeida Século 21] Jesus, porém, repreende os demônios, dizendo: Cala-te e sai dele (vs.25). [Almeida Século 21] E, imediatamente, Marcus diz, que o espírito (os) maligno(s) saiu do homem (vs.26). Note que, neste caso, Jesus não ordenou que o demônio MANIFESTASSE; ele apenas REPREENDEU o demônio ordenando-o que saísse do homem. Podemos observar também que, ainda, no capítulo 1.34, é dito que Jesus, ao realizar exorcismos, não “permitia que os demônios falassem, porque eles sabiam quem ele era”. [Almeida Século 21]

Outro caso relatado no evangelho de Marcus é de dois homens gerasenos (Mt 8.28-34; Mc 5.1-20; Lc 8.26-39). De acordo com o relato de Marcus 5.7-13, que descreve apenas um homem, é dito que, ao ver Jesus de longe, ele correu e se prostrou de joelhos aos seus pés, porque Jesus dissera ao demônio que saísse daquele homem (vs.6-8). Em seguida, Jesus pergunta qual é o nome daqueles demônios, que se chamava legião, porque eram muitos [uma legião romana de soldados era composta por cerca de 6000 soldados] (vs.9 para mais detalhes do diálogo, leia os vs.10-12). Portanto, neste evento observamos duas atitudes de Jesus em relação ao exorcismo:

(1) Jesus não ordenou que os demônios MANIFESTASSEM no homem ou nos homens sob o domínio deles. Os demônios simplesmente quando viram Jesus logo MANIFESTARAM.

(2) O diálogo de Jesus com a legião de demônios, além de ser o único evento em que Jesus conversa com um ou vários demônios, não é um ensinamento e nem sequer uma base para se conversar e entrevista-los no momento do exorcismo como vemos nos “cultos” de libertação nas igrejas/seitas neopentecostais, onde se fazem os mais variados tipos de perguntas e, sobretudo, perguntas irrelevantes e patetas aos “supostos demônios”.

O diálogo de Jesus com aquela legião de demônios perguntando seu nome não era porque ele não sabia quem eram aqueles demônios. Jesus, como Deus que é, Onisciente e Soberano sabia quem eram aqueles demônios, entretanto, o diálogo e a pergunta revela-nos o seu poder superior sobre o poder dos demônios. Adolph Pohl corrobora que Jesus não perguntou o nome daqueles demônios por não saber, mas para demonstrar que tudo tem de ser entregue a ele.[1]

O fato de Jesus ter conversado com os demônios neste evento é algo singular na história!

No evangelho de Mateus é descrito no capítulo 9.32-34, logo após Jesus curar dos cegos (Mt 9.27-31), que levaram até Jesus um homem mudo sob o poder de Satanás, isto é, o demônio fez com que aquele homem ficasse mudo. Em seguida, é dito que Jesus expulsou o demônio daquele homem e ele falou. Novamente não vemos nenhuma menção de Jesus ter ordenado que o demônio manifestasse ou que ele conversou com o demônio. Ainda, em Mateus 15.21-28, no caso da filha da mulher cananeia, que também estava sob o domínio ou poder do demônio, Jesus simplesmente proferiu uma palavra para a mãe desta menina que a sua filha estava liberta e, assim, aconteceu imediatamente (veja o paralelo em Mc 7.29-30).

Retornando ao evangelho de Marcus 9.14-29, podemos observar o evento de um garoto que estava sob o poder do demônio, que o fazia ter convulsões, de modo que ele espumava pela boca, rangia os dentes e, por muitas vezes, tentou matá-lo lançando-o no fogo e na água (vs.18, 20, 22). Ao se deparar com este garoto, Jesus liberta-o do poder do demônio não ordenando que ele se manifeste e, tampouco, conversa com ele, mas, simplesmente, dizendo: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele e nunca mais entre! Almeida Século 21

No livro de Atos, por sua vez, vemos apenas um único relato acerca de um exorcismo realizado por Paulo, ou seja, no caso em pauta, em Atos 16.16-18, onde o apóstolo repreendeu, [não ordenando que ele se manifestasse e nem conversou com ele] o espírito maligno de uma jovem adivinha, dizendo: Eu te ordeno (ao espírito maligno) em nome de Jesus Cristo que saias dela. E na mesma hora ele saiu. Almeida Século 21 Certamente pode ter ocorrido alguns outros casos de exorcismos realizados pelos demais apóstolos, porém, tais eventos não foram registrados por Lucas por vontade divina em virtude dos eventos de exorcismos já contidos nos evangelhos serem suficientes.

Portanto, concluímos, então, que a prática de ordenar que o demônio manifeste e conversar com ele conforme é visto nos cultos de libertação nas igrejas/seitas neopentecostais não é coerente com o tipo de exorcismo que as Escrituras ensinam. Tal prática é uma crença pagã antiga onde se acreditava que o conhecimento do nome de uma entidade espiritual que estava possuindo uma pessoa conferia poderes mágicos ao exorcista que era capaz de expulsá-la do corpo da pessoa possessa e até destruí-la. Champlin ressalta que os nomes de vários deuses pagãos nunca eram proferidos, e eram mantidos em segredo por temor que, conhecidos esses nomes, ficaria prejudicado o poder dessas divindades entre o povo, pois algo de sua distinção era prejudicado.[2] Jesus nem sequer os apóstolos utilizavam tal prática pagã no exorcismo, mas, simplesmente, repreendiam o demônio da pessoa que estava sob o seu poder e domínio ordenando-o que fosse embora. O que passar disso no exorcismo não é do agrado de Deus e, sobretudo, fora dos padrões estabelecidos por ele nas Escrituras.

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NOTAS:
1 Comentário Esperança. Marcus, pág 122.
2 Russel Norman Champlin. Marcus, pág 696.

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Divulgação: Bereianos

16 de dezembro de 2013

Denúncia: Para cantar no Festival Promessas cantores pagam R$ 200 milhões de reais. Será?

Denúncia: Para cantar no Festival Promessas cantores pagam R$ 200 milhões de reais. Será?
Já se foi o tempo onde Deus escolhia e levantava seus servos por desejar usá-los, por coloca-los em lugares de influência ou por ungi-los para uma tarefa especial. Agora o que vale é o interesse da gravadora e dos empresários. O que importa é o possível retorno financeiro que a fatia evangélica pode proporcionar para os executivos da indústria fonográfica. É claro que neste “jogo” a música evangélica se torna apenas um produto e os evangélicos, a massa consumidora. Nada de espiritual nisso.
Para tocar nas rádios sabemos da existência do “jabá”(dinheiro para que rádios executem suas músicas), mas quando o canal envolvido é a Globo, o jabá é milionário mesmo (200 milhões não são nada em se tratando de tempo de televisão).
O site conhecido como “Notícias Gospel” (Gospel Revista do Blogspot), parece especializado em notícias polêmicas e contundentes sobre o mundo Gospel e a política evangélica. Desta vez, a matéria: Artistas Gospel pagarão 200 milhões A Globo, traz detalhes interessantes da gravação do Festival Promessas e da expectativa dos empresários em terem o seu retorno dobrado em até 6 meses.
Para os que conhecem como funciona o mercado e os bastidores, não é difícil acreditar numa notícia dessas, visto que até no meio evangélico, quem paga mais e tem a propaganda melhor, vende mais e garante a “unção”.
Segundo a notícia, para que os cantores cantem, precisaram pagar e muito:
O valor será pago pela gravadora e pelos artistas. O objetivo da gravadora é divulgar o DVD do evento e vende-lo a todo Brasil para os amantes da musica gospel. Eles acreditam em retorno dobrado em seis meses. Os cristãos são apaixonados pelos cantores, eles compram mesmo, disse o representante de gravadora. Com isso os cantores gospel estão divulgando para que o povo cristão possa compra-lo.
Enfim, Vale a pena assistir na Globo esse evento pra garantir IBOPE aos artistas e dinheiro?  O valor será pago pela gravadora e pelos artistas. O objetivo da gravadora é divulgar o DVD do evento e vende-lo a todo Brasil para os amantes da musica gospel. Eles acreditam em retorno dobrado em seis meses. Os cristãos são apaixonados pelos cantores, eles compram mesmo, disse o representante de gravadora.
Com isso os cantores gospel estão divulgando para que o povo cristão possa compra-lo.
Enfim, Vale a pena assistir na Globo esse evento pra garantir IBOPE aos artistas e dinheiro?
Os “artistas” cantarão (repetirão de novo) seus “maiores sucessos”, “decretarão” emocionados declarações contra a “corrupção”. Seja como for, vai cantar quem a gravadora mandar….
Está na hora dos servos de Deus que são cantores, se manifestarem contra essa indústria e se possível sairem desse meio, para que não percam sua alma e não levem tantos aos engano. Precisam tomar cuidado com a ganância. Que Jesus tenha misericórdia. Nenhuma “colheita” verdadeira sobrevirá deste meio.
"As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do Gospel+ e demais colaboradores."
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Por 

Raquel Elana, missionária da Junta Administrativa de Missões da Convenção Batista Nacional. Formada em Teologia, Pós Graduação em Jornalismo Político/ (Jornalista – MTb 15.280/MG) e Ministérios Criativos pelo IBIOL de Londres, é autora de 3 livros, entre eles: Anjos no Deserto - uma coletânea de testemunhos dos seus quase 10 anos de trabalho no Oriente Médio. Desde o ano passado está envolvida com o trabalho de atendimento aos refugiados da guerra civil da Síria. Veja este vídeo de divulgação para conhecer mais sobre nossas famílias e como desenvolvemos o serviço.

15 de dezembro de 2013

O Natal numa perspectiva RADICALMENTE subversiva.





Por Hermes C. Fernandes


Natal é a história de um Deus que Se esvazia, abre mão de Sua glória, para sair ao encontro de Sua criatura extraviada.


Nesta época do ano, muitos textos são usados como base para os sermões natalinos. Amo todos eles. Gosto dos detalhes oferecidos por Lucas. Aprecio a ponte que Mateus faz entre os acontecimentos e as profecias. Inspiro-me na ousadia de João ao expor a origem divina e atemporal do Messias. Mas para mim, o texto que melhor revela o propósito do Natal foi escrito por Paulo e está registrado em Filipenses, capítulo 2.


Paulo não se atém ao significado da encarnação de Cristo para os homens, mas aborda o seu significado para o próprio Cristo.


De acordo com o apóstolo, devemos ter “o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus”(v.5). A partir desta admoestação, Paulo nos abre um leque, descortinando-nos o que representou tal experiência para Jesus.


1 – “Sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus...” – Para nos redimir, Cristo teve que tomar a contramão. O pecado inaugural foi ceder ao apelo da serpente que dizia: “Sereis como Deus...” (Gn.3:5b). Para reverter isso, Jesus teve que recapitular a mesma história, embora em cenários diferentes (Adão foi tentado num jardim, cerca de árvores frutíferas, e caiu. Jesus foi tentado no deserto, depois de quarenta dias sem comer, e resistiu). Diferente do primeiro homem, Ele não usurpou ser igual a Deus, ainda que fosse “em forma de Deus”. Em vez de agir com autonomia, Ele preferiu colocar-Se numa posição de total dependência do Pai, obedecendo-O em tudo (Jo.8:28-29; 12:49).


2 – “...mas a si mesmo se esvaziou...” – Lá estava Ele, deitado numa manjedoura, chorando como um bebê qualquer. Deus vazio! Deixou Seu trono de glória para hospedar-Se por nove meses no ventre de uma mulher. O Deus Onipresente confinado e protegido numa placenta, nadando no líquido amniótico. O Criador dos buracos negros, das passagens dimensionais existentes no Cosmos, teve que passar pela mesma fresta apertada por onde todo ser humano passa num parto natural. O ambiente em que nascera era fétido, sem as mínimas condições higiênicas que oferecessem conforto e segurança, tanto à parturiente, quanto ao recém-nascido. Em vez de cânticos angelicais, o que se ouviu foi o barulho característico dos animais que ali eram guardados. O Deus que fez os céus e a terra, e que mantém cada partícula do Universo pela Palavra do Seu poder, agora estava ali, frágil, vulnerável, inaugurando Seus pulmões com um choro estridente. Quem deve ter dado aquela palmada básica no bumbum do Deus menino? Não havia nenhum obstetra de plantão em Belém! Nem mesmo uma parteira experiente. É plausível acreditar que o próprio José tenha feito o trabalho, aparando o menino.

Se a hipótese do zoólogo alemão Ernst Haeckel for verdadeira, então, ao esvaziar-se, tornando-se um embrião, Jesus recapitulou todos os estágios evolutivos pelos quais a humanidade e cada ser vivo vertebrado passou desde seu surgimento na terra. Segundo esta teoria, a ontogonia recapitularia a filogenia, isto é, o desenvolvimento de um organismo refletiria exatamente o desenvolvimento evolucionário das espécies. Isso explicaria a razão pela qual o embrião humano passaria por etapas em que aparentaria um peixe, dotado de guelras, e, num estágio posterior, um réptil dotado de cauda, ambos desaparecendo antes de chegar à etapa anterior ao nascimento. Durante os primeiros estágios, todos os vertebrados seriam idênticos. A comprovação desta teoria redimensionaria a compreensão que temos do mistério da encarnação de Cristo, e encontraria eco no ensino paulino de que Ele assumiu a totalidade da criação em Si mesmo a fim de reconciliá-la com Deus. Sua encarnação, portanto, visaria a redenção de toda a criação, incluindo o processo evolutivo pelo qual houvesse passado ao longo das eras.


3 – “...tomando a forma de servo...” – Jesus Se identificou com as camadas mais pobres da sociedade. Embora pertencente a uma estirpe real (por isso era chamado “Filho de Davi”), teve que trabalhar desde cedo, aprendendo o ofício de Seu pai adotivo. Aquele que modelou as montanhas e os vales da Terra, que plantou as grandes florestas tropicais, agora tinha que aprender a arte da carpintaria.


4 – “...fazendo-se semelhante aos homens...”- Ele não era um embuste. Era 100% humano (embora em Sua essência fosse 100% Deus). Por isso, teve fome e sede, como demonstrado na tentação no deserto (Mt. 4). Se não fosse assim, Sua cruz seria uma encenação, e Sua morte teria sido a maior trapaça de que se tem notícia. A única coisa que O diferenciava dos demais humanos era o fato de jamais ter pecado (Hb.4:15).


5 – “E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo...” – Do Trono Celestial para o ventre de Maria. Do ventre para a manjedoura. Da manjedoura para a vida serviçal. De lá para o deserto. Do deserto para as ruas empoeiradas dos subúrbios da Galiléia. Sua próxima escala antes da Cruz seria a bacia. Numa atitude inusitada, Jesus toma uma bacia e uma toalha, despe-Se aos olhos dos Seus discípulos, e lava-lhes os pés. Aquela era uma tarefa para os escravos. Aquele que criara os oceanos, e projetara as mais lindas praias, agora usava uma bacia rasa para banhar os pés calejados dos Seus discípulos. Antes que as autoridades judias e romanas O humilhassem publicamente, Ele humilhou-Se a Si mesmo.


6 – “...sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” – Sua próxima parada seria um jardim. Um cenário bem parecido com aquele em que o primeiro homem preferiu rebelar-se contra o seu Criador. Jesus, o segundo Adão, tinha a oportunidade de reverter a maldição, obedecendo a Deus até as últimas conseqüências, abrindo mão de Sua própria vida. A atenção do Universo se voltou para aquele lugar. Era o momento decisivo. Jesus sofreria Sua última tentação. Enquanto Seus discípulos dormiam, deu-se o embate mais importante da história do Cosmos. O destino de cada partícula subatômica dependia do resultado desse embate. Os pássaros silenciaram-se. O vento aquietou-se. Os anjos prenderam a respiração. Suspense! Jesus pondera e apela: “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice!” Os anjos engoliram a seco. E agora? Deixem que o Filho de Deus complemente Seu pedido: “Todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mt. 26:39). Onde o homem falhou, o Novo Homem venceu. O caminho da redenção estava aberto. O cosmos respirou aliviado. O que já houvera sido decidido na Eternidade, agora encontrou eco dentro do tempo e do espaço. A obediência de um reverteu para sempre o efeito causado pela desobediência de outro (Rm.5:19).


7 – “Pelo que Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Cristo Jesus é o Senhor, para glória de Deus Pai”(vv.9-11). Percebe que Paulo omite a ressurreição e a ascensão de Cristo? Da Cruz, ele vai direto para a exaltação. Por que? Alguém poderá dizer que aqui estão subentendidos tanto a ressurreição, quanto a ascensão. Pode ser que sim. Mas prefiro acreditar que Paulo percebeu que a exaltação de Cristo Se deu na Cruz. Não estou diminuindo o peso da ressurreição. Apenas demonstrando que o que deveria ser considerado vergonhoso, Deus declarou como o mais glorioso evento da História. Foi lá no madeiro que Deus fez convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos céus, quanto as que estão terra (Ef.1:10; Cl.1:20). Foi também lá que Ele triunfou e despojou os principados e potestades, expondo-os publicamente ao desprezo (Cl.2:15). Foi na Cruz que Deus O exaltou! Sua ressurreição e ascensão são conseqüência desta exaltação. Mesmo em Seu corpo glorioso, as cicatrizes dos cravos são mantidas. E não duvido que abaixo da coroa de glória, ainda se vêem as cicatrizes deixadas pela coroa de espinho. Essa é a Sua glória! Quando Jesus pediu ao Pai que lhe restituísse a glória que tinha antes da fundação do mundo, Ele estava falando da glória da Cruz, pois o Cordeiro foi morto antes dos tempos eternos. A Cruz não foi um acidente de percurso. A Cruz é eterna! Por isso, na visão de João em Apocalipse, o trono de Deus é ocupado por um Cordeiro “como tendo sido morto”.


É na Cruz que o tempo e a eternidade se cruzam. O Cronos e o Kairós contraem matrimônio. Do ponto de vista histórico, não se pode dissociar a cruz da manjedoura. Aqueles que afirmam que não devemos celebrar o Natal de Jesus, mas unicamente a Sua morte, estão cometendo um grande engano. Ser inimigo da manjedoura é também ser inimigo da Cruz (Fp.3:18).


Feliz Natal a todos que o celebram com o mesmo sentimento que houve em Cristo

Fonte: http://www.hermesfernandes.com/2013/12/o-natal-numa-perspectiva-radicalmente.html

Baixa audiência e críticas marcam Festival Promessas na Globo


Baixa audiência e críticas marcam Festival Promessas na GloboBaixa audiência e críticas marcam Festival Promessas
A terceira edição do Festival Promessas não gerou o resultado esperado pela Rede Globo e nem para os telespectadores. A transmissão do show gospel neste domingo (15) teve baixa audiência e muitas críticas nas redes sociais.
De acordo com o site “Notícias da TV” o programa teve média de 8,3 pontos na Grande São Paulo (cada ponto representa 62 mil domicílios). A Globo não contava que o SBT colocaria o sertanejo Luan Santana bem no horário, fazendo a apresentadora Eliana praticamente empatar com 7,5 pontos.
Para se ter uma ideia no domingo passado, no mesmo horário, o festiva Sintonize, de música sertaneja, registrou 21% a mais no ibope, e no domingo retrasado foram 32% a mais.
Nas redes sociais o show gospel também teve baixa e ao contrário dos primeiros anos, não chegou a se tornar um dos assuntos mais comentados do Twitter.
Os internautas comentaram bastante sobre as apresentações de Jonas Vilar, Diante do Trono, Oficina G3, Bruna Karla, Thalles Roberto e Aline Barros, mas muitos comentários foram de críticas ao evento.
Muitos evangélicos não aprovaram o programa por ser mais um show musical que um espaço para levar a mensagem verdadeira do Evangelho.
“Um evento cheio de idolatria, cheio de ganância, cheio de amor ao dinheiro. Uma vergonha! Ser cristão verdadeiro não é cantar musiquinhas gospel e dizer que é evangélico. Não é assim e o #FestivalPromessas não nos representa”, escreveu Richardson Gomes no Facebook.
“O que se viu na tela da Rede Globo, nesta tarde de domingo 15/12, não passou de um show de exagero, breguice, mininice e pouco, mas muito pouco compromisso com o sentido real da palavra ‘evangelho’!”, escreveu Gesson Vasconcelos também no Facebook.
Na fanpage do Gospel Prime lançamos a pergunta aos nosso seguidores e tivemos as mais difentes respostas: “Acho que a rede esgoto só quer ibope. Nunca gostou dos cristãos. Quanto aos artistas, acho que a maioria estão cantando e não louvando”, opi nou Mayra Sant’Anna.
Já Johnnson Cavalcante olhou o evento de outra forma: ” Achei proveitoso a nivel profissional espiritualmente falando nada a conquistar…”

14 de dezembro de 2013

Onda de suicídio de pastores assustam fiéis




Hermes C. Fernandes

Nos últimos trinta dias, três pastores americanos famosos cometeram suicídio. O primeiro deles foi Teddy Parker Jr., de 42 anos, pastor da Igreja Batista Bibb Mount Zion, na Geórgia, que se matou com um tiro na cabeça, após ter ministrado no culto matinal de sua igreja. Na última semana, o pastor Ed Montgomery, líder da Assembleia Internacional do Evangelho Pleno, em Illinois, ainda em luto pela morte da esposa, atirou em si mesmo na frente de sua mãe e filho. No dia 10 de dezembro, foi a vez do Pr. Isaac Hunter, fundador da mega igreja Summit em Orlando, Flórida. Este caso em particular chamou a atenção da mídia secular, pois o pai de Isaac, o também pastor Joel Hunter, é conselheiro espiritual de Barack Obama. Joel é líder da Northland, uma das igrejas que mais crescem nos EUA, e tem sofrido severas críticas por parte de líderes mais conservadores devido à sua aproximação do presidente. Conheci-o pessoalmente durante minha estada na América. Em nosso longo papo em seu gabinete, Joel demonstrou ser um homem visionário e humilde, totalmente comprometido com a agenda do reino de Deus.

Apesar de mais recentes, estes não são casos isolados de suicídios envolvendo pastores e familiares. O mundialmente conhecido tele-evangelista Oral Roberts, considerado um dos gurus do neopentecostalismo, também perdeu seu filho em suicídio depois de ter sido severamente repreendido pelo pai ao declarar-se homossexual em rede nacional. Recentemente, o pastor Franck Page, ex-presidente da Convenção Batista do Sul dos EUA também perdeu sua filha Melissa em função de um suicídio.

Mas, provavelmente, o caso mais célebre foi o do filho caçula de Rick Warren, considerado o pastor mais influente deste início de século nos EUA. Matthew Warren tinha apenas 27 anos, e, segundo seus pais, lutou a vida inteira contra a depressão. Em abril deste ano, Mattew resolveu por um fim em sua luta, suicidando-se com um tiro após uma reunião familiar.

O que estaria por trás desta onda de suicídios? Corremos o risco de vê-la chegar em nosso país? Estaríamos prontos para lidar com isso? Talvez Deus esteja permitindo isso para chamar nossa atenção para a gravidade do problema. Afinal, não somos uma classe privilegiada, imunde a este tipo de coisas.

As estatísticas não são nada animadoras. De acordo com o Instituto Schaeffer, 70% dos pastores lutam constantemente com a depressão, e 71% se dizem esgotados. Além disso, 80% acredita que o ministério pastoral afeta negativamente as suas famílias, e 70% dizem não ter um “amigo próximo”. Talvez estes dados nos forneçam um retrato da condição emocional da maioria daqueles que ocupam nossos púlpitos.

Recentemente, deparei-me com uma frase postada no facebook que dizia: "É melhor um fim honroso do que um horror sem fim." Seria isso que se passa na mente de quem resolve dar cabo de sua existência terrena?

Duas coisas me preocupam quanto a isso. Primeiro, precisamos buscar maneiras de evitar que aconteçam mais suicídios entre pastores e familiares. Segundo, temos que consolar às famílias que perderam entes queridos pelo suicídio.

Se dermos atenção excessiva ao primeiro ponto, poderemos evitar alguns suicídios, ao passo que traremos um jugo insuportável sobre famílias que perderam alguém desta maneira tão cruel. Por exemplo: se insisto com a tese de que suicidas estarão irremediavelmente condenados ao inferno, talvez consiga evitar que alguns cheguem a este ato extremo, fazendo-os preocupar-se com o destino de suas almas. Todavia, isso produzirá um sofrimento ainda maior à família. Imagine ter que conviver com a ideia de que seu familiar querido foi condenado ao inferno por haver se suicidado. Sinceramente, penso que não é por aí que evitaremos o problema.

Não há nenhum passagem bíblica que seja clara quanto a isso. Particularmente, creio ser possível a salvação de um suicida. Se tiver dúvidas quanto a isso, sugiro que assista ao vídeo postado abaixo, bem como às suas continuações disponíveis em nosso canal no Youtube. Neles apresento bases teológicas para o que digo aqui.





Então, como podemos evitar que alguém, no auge de uma depressão, incorra numa decisão tão drástica?

Primeiro, precisamos rever a maneira como temos pregado o evangelho, geralmente centrado no bem-estar do indivíduo. A proposta encontrada no evangelho da graça é de que haja um deslocamento do eixo de nossa vida, ao que as Escrituras chamam de conversão. Nosso ego é crucificado com Cristo, de forma que, deixamos de viver em função de nosso aprazimento, passando a viver para Deus e para o bem daqueles que nos cercam.

Quando o indivíduo decide suicidar-se, seu objetivo é por fim à sua dor, sem importar-se com a dor que provocará naqueles que o cercam. Todo suicida deveria considerar que o fim de sua dor será o início de uma dor sem fim para aqueles que o amam. O problema se agrava quando o suicida chega à conclusão de que ninguém se importa. Ainda que não se sinta devidamente amado, se ele ama conforme Jesus ordenou, certamente não vai querer ser motivo de dor para ninguém.

Segundo, temos que combater o preconceito que muitos cristãos têm contra a psicologia e a psiquiatria. Oração, leitura da Bíblia, adoração, são disciplinas importantes na caminhada cristã. Entretanto, não se pode prescindir de ajuda profissional quando o problema parece agravar-se. Assim como procuramos o dentista para resolver o problema da dor de dente, e o cardiologista para tratar de cardiopatias, deveríamos procurar ajuda psicológica para tratar de nossas crises e depressões.

Terceiro, devemos cultivar em nossos lares, bem como em nossas igrejas, um ambiente em que cada um tenha liberdade para externar seus conflitos internos, sem receio de ser rejeitado. Como disse o apóstolo, onde está o Espírito de Deus, aí há liberdade. Não se trata de liberdade para fazer o que quiser, mas de liberdade para ser o que é. Sem máscaras. Sem mentiras ou meias verdades.

Quarto, todo líder precisa de amigos. Digo, amigos. Não, seguidores. Gente que possa ouvir seus lamentos, sem julgá-lo. Infelizmente, as reuniões de pastores que temos visto por aí não passa de um desfile de vaidades. A conversa entre eles lembra aquela disputa entre meninos para ver quem tem o pingolim maior. Parece que nunca superaram essa fase. Disputam entre si o número de membros de suas igrejas, a arrecadação, as últimas aquisições, etc. Arrota-se narcisismo. Quem suporta tanta pressão? Precisamos nos reunir para chorar uns nos ombros dos outros, deixando de lado a presunção e o complexo de Papa (infalibilidade papal, lembra?). Quem sabe, assim, reverteríamos esta estatística alarmante que pode provocar uma onda de suicídios entre os que deveriam ser portadores da mensagem da vida com abundância!

Por tratar-se de um assunto tão complexo, meu propósito aqui não é esgotá-lo, mas tão-somente incentivar a reflexão. Que Deus, na Pessoa bendita de Seu Espírito Santo, nos conceda sabedoria, misericórdia e tato para lidar com isso sem preconceito.



Hermes Fernandes é parceiro do Genizah


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Eu, princesa? Não… Maria Madalena – Uma reflexão sobre o Dia Internacional das Mulheres – #PostDoLeitor Especial, por Manuela Weber Maron


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Maria Madalena na visão do pintor italiano do século 19 Francesco Hayez
Eu nunca gostei muito do dia internacional da mulher, assim como sempre detestei ir pegar o buquê em festas de casamento. Acho que não gosto muito do dia da mulher porque, assim como em outras datas (natal, páscoa, dia das mães, dia dos pais, dia das crianças, dia dos namorados…), o dia da mulher também foi banalizado. É o dia de ganhar rosas na Rua XV (pelo menos aqui em Curitiba), e de comprar calcinha mais barata na Marisa.
É o dia em que muitos estereótipos vêm à tona, como a vergonhosa propaganda feita pela prefeitura de Porto Alegre (que já foi retirada de circulação, mas ainda sem uma retratação), com frases que demonstram, por si só, o lugar que ainda se pretende destinar a nós mulheres, apesar de tantas transformações e de tantas lutas por nós travadas, todos os dias.
A origem do Dia Internacional da Mulher vem das péssimas condições de trabalho oferecidas às mulheres nas fábricas durante a Revolução Industrial (ainda inferiores às condições de trabalho dos homens), que fizeram surgir os primeiros protestos nos EUA e Europa. O grande marco destas condições degradantes de trabalho foi um incêndio em uma fábrica de tecidos em Nova Iorque no início do século passado, que matou 146 pessoas, na sua maioria mulheres. Este revoltante evento acabou sendo associado ao dia internacional da mulher. Mas a data do Dia Internacional da Mulher só foi oficializada pela ONU em 1977.
Então não, não é o dia de fazer promoção de calcinha nem de ganhar flor na Rua XV. Não é dia de nos homenagear oferecendo curso de maquiagem ou de customização de colar pra crachás (como ocorreu no MPDFT). Não é dia de reforçar estereótipos ou de nos infantilizar. É um dia de luta, pelo fim da violência contra a mulher e pela garantia de direitos iguais, em todo o mundo.
E, no universo “gospel”, enquanto vejo ministérios como o da pastora Sarah Sheeva e suas princesas, ou Ana Paula Valadão tentando nos ensinar o que seria se vestir de maneira agradável a Deus e como ser uma boa esposa, fiquei me perguntando o que de relevante a igreja tem feito no sentido de reduzir as desigualdades, a opressão e a violência contra a mulher. Posso talvez ser injusta ao dizer que vejo muito pouco de positivo na atuação dos cristãos e da igreja na luta ao lado das mulheres. Mas não foi este o exemplo dado por Cristo…
O evangelho nos revela um Jesus que tem um olhar especial para todo aquele que está em situação de exclusão e opressão, inclusive as mulheres, que naquela época eram ainda mais desconsideradas e hostilizadas. Durante seu ministério, ficou sempre muito clara a opção de Jesus pela defesa dos oprimidos, pelo fim da injustiça e pelo amor como a arma central em sua revolução.
Jesus caminhou com muitas mulheres durante seu ministério, escandalizando a muitos e quebrando paradigmas. A mulher hemorrágica, a mulher divorciada samaritana, a mulher cananeia, a mulher flagrada em adultério, a viúva pobre, Maria e Marta, Maria Madalena, sua mãe Maria… Todas elas tinham em Jesus um aliado, alguém que sempre se colocava em seu lugar, desafiando quem insistia em negar-lhes dignidade.
Uma das passagens bíblicas mais utilizadas, dentro e fora da igreja, em diversos contextos, é a que Jesus impede um apedrejamento de uma mulher adúltera, usando a famosa frase “se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela” (João 8:7). Uma atitude de Cristo que nos chama à compaixão, e a nos colocarmos ao lado de quem está completamente vulnerável e exposto à violência e opressão. Do mesmo modo, a mulher que invadiu um jantar em que Jesus estava para lavar e perfumar seus pés passou por cima da hostilidade para estar perto dele. Mas Jesus se colocou do seu lado, e falou contra os homens que a rejeitavam e que debochavam dela.
Nos nossos dias, a situação da mulher não deixou de ser indignante. Segundo o IBGE, a cada ano, mais de um milhão de mulheres são vítimas de violência doméstica no País. A cada 15 segundos uma mulher é agredida no Brasil. Para um terço das vítimas, as agressões começam por volta dos 19 anos. A violência doméstica é a principal causa de morte e invalidez de mulheres na faixa dos 16 aos 44 anos. 10 mulheres morrem a cada dia em razão da violência no Brasil. De cada 100 brasileiras, 25 foram vítimas de violência doméstica. 70% dos seus agressores são seus maridos, companheiros ou ex-companheiros.
Diante destes dados, o que temos feito, como cristãos, pela garantia de direitos iguais e na luta pelo fim da violência contra a mulher? Sinto muito, mas criar ministérios de “princesas”, ou ensinar as mulheres a serem boas esposas não se parece em nada com o que Jesus fazia durante seu ministério.
O chamado de Cristo exige que não sejamos alienados aos sofrimentos e injustiças porque passam milhões de mulheres, todos os dias, pelo mundo inteiro, mas que tomemos posição firme e atuante na luta ao lado de todo aquele que é injustiçado e oprimido.
“O jejum que desejo não é este: soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo?
Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo?
Aí sim, a sua luz irromperá como a alvorada, e prontamente surgirá a sua cura; a sua retidão irá adiante de você, e a glória do Senhor estará na sua retaguarda.
Aí sim, você clamará ao Senhor, e ele responderá; você gritará por socorro, e ele dirá: Aqui estou. “Se você eliminar do seu meio o jugo opressor, o dedo acusador e a falsidade do falar;se com renúncia própria você beneficiar os famintos e satisfizer o anseio dos aflitos, então a sua luz despontará nas trevas, e a sua noite será como o meio-dia.” 
(Isaías 58:6-10)


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13 de dezembro de 2013

Carta de Martinho Lutero tratando sobre as formas de culto desafia contendas tolas e doutrinas expurias florescendo na igreja após cinco séculos.




"A opinião tolerante do Reformador sobre as formas de culto expressa nos anos iniciais da Reforma no escrito "Missa alemã" é relativamente conhecida. Que o Reformador, ao final da vida, reforça este conceito numa carta ao príncipe George de Anhalt pode surpreender, mas é plenamente coerente com o que ele escreve em 1520 sobre a liberdade cristã."



Em Congregação de Cristo
Tradução Martin Weingaertner 

Carta ao principe George de Anhalt

 Graça e paz no Senhor!

O doutor Augustinho Schurf insistiu muito que eu escrevesse para ti, digníssimo e excelentíssimo Príncipe uma carta sobre as formas de culto. Confesso que não sou favorável a formas de culto necessárias, mas, das desnecessárias, sou inimigo. Inquietou-me e ainda me inquieta, não apenas a experiência feita com elas na igreja do papa, mas também o exemplo da Igreja Antiga. Porque facilmente acontece que as formas de culto se elevam a leis. E, depois de se tornarem leis, logo viram em arapucas para as consciências. E, então, a doutrina pura é obscurecida e soterrada, especialmente, se os que sucedem aos que as estabeleceram não tiverem fogo, nem instrução, brigando mais pelas formas de culto do que pela mortificação da carne…até cada um seguir sua própria opinião.

Em síntese: o desprezo da Palavra da nossa parte e a blasfêmia dos nossos oponentes me parecem preanunciar o tempo que João Batista profetizou aos seus ouvintes: O machado já está posto à raiz das árvores (Mt 3.10). Como isto indica para o fim iminente, ao menos, o fim deste tempo “feliz”, não me parece necessário, ficar preocupado demais em introduzir e sintonizar formas de culto para estabelecê-las como lei eternamente válida.

Uma coisa, porém, deve ser feita para a Palavra ser ensinada pura e ricamente: que sejam ordenados servos da Palavra instruídos e adequados que, antes de tudo, se empenham em ser um coração e uma alma no Senhor (At 4.32). Neste consenso sucede com facilidade, que formas de culto sintonizem ou sejam toleradas. Sem ele a briga pelas formas de culto não terá nem fim, nem limites. Pois os que nos sucederem se revoltarão contra a autoridade que nós fizemos valer. Assim a carne lutará contra a carne, como é característico para a natureza corrompida.

Por isto não posso aconselhar que em cada lugar haja uniformidade nas formas de culto. Onde as formas de culto evidentemente abusivas e tolas foram eliminadas, deve-se tolerar a diversidade, de modo que, se em algum lugar algumas deixaram de ser praticadas, elas não venham a ser reintroduzidas; e, se elas permaneceram, não sejam abolidas por imposição.

O mesmo se dá quanto à questão da disposição costumeira dos altares, também da vestimenta santa, respectivamente, cotidiana dos pregadores e coisas semelhantes. Pois quando o coração e a alma são um no Senhor, suporta-se com facilidade a falta de forma do outro neste assunto. Acrescente-se a isto: quando não há empenho pela unidade no coração e na alma, aquela unidade exterior tem pouco efeito e não durará muito entre os sucessores.

Pois cultos estão sujeitos a lugar e tempo; e pessoas, a circunstâncias. Mas o Reino de Deus não consiste neles, pois são mutáveis por natureza. Seja quais forem as formas de culto que vierem a existir, deve-se evitar que elas sejam transformadas em leis compulsórias. Por isto me parece desejável que como um professor ou um pai de família, quando lhes parecer que a ordem foi abandonada, corrigem equívocos segundo a lei divina sem leis, mas com supervisão na escola ou em casa e também na igreja se lidere mais por supervisão presente do que por leis impostas. Pois onde falta a supervisão do pai, também faltará ordem na família. É o que dizem os provérbios: “O olho do patrão engorda a boiada” e “As pegadas do patrão adubam a lavoura”. Por isto toda questão consiste, como Cristo diz (Lc 12.42), em pessoas sábias e fiéis. Sem atrair tais pessoas para a liderança da igreja, tentar-se-á em vão dirigi-la por meio de leis.

E qual seria a necessidade de uniformizar tudo, se no papado reinou tão grande diversidade em todas as áreas? Que diferenças enormes sempre houve entre a igreja grega e a latina!

Por isto insistimos no estabelecimento de escolas e principalmente na pureza e sintonia da doutrina que une coração e alma no Senhor. Mas são poucos que se empenham por isto. Muitos são apenas ventres que buscam pastagem para se alimentarem a si mesmos. Por isto tive, mais de uma vez, a ideia de reduzir o número de pastores (nos povoados) e colocar no seu lugar um único instruído e fiel que algumas vezes por ano visita os lugarejos com pregação pura e supervisão dedicada, enquanto que, no entremeio, o povo vai à igreja matriz para receber os sacramentos, respectivamente estes seriam levados aos enfermos por diáconos.

Assim o assunto e o tempo ensinarão muita coisa que não poderá ser antecipada por lei e que não poderá ser previsto com antecedência.

Sua Alteza tem com isto uma breve síntese do que eu penso. O Senhor, porém, dirija sua Alteza pelo seu Espírito Santo,“sem cujo poder não há nada no ser humano e tudo lhe é nocivo”, no caminho da salvação e da paz para o louvor e a honra de Deus. Amém.

Submisso à sua Alteza

Martinus Luther, Doutor


Dica do Jean Regina





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12 de dezembro de 2013

Mandela não era santo!



Por Rev. Ageu Magalhães


Nosso senso de justiça é imperfeito. Temos a tendência de canonizar ou demonizar os que morrem. Mandela morreu ontem [quinta, 05/12/2013] e já está praticamente canonizado. É inegável que sua vida foi uma inspiração. Um homem que passa 27 anos preso e depois é eleito presidente de seu país merece nosso respeito. Sua luta contra o preconceito e o racismo também são dignos de nossos maiores elogios. Porém, é preciso ponderarmos que ele não foi santo. Como marido, foi um fracasso e foi muito leniente com defeitos de seus amigos e aliados como Robert Mugabe (presidente do Zimbábue), Muamar Kadafi (ex-ditador da Líbia) e Fidel Castro. Outro ponto que me chamou a atenção desde a primeira vez que assisti o filme mais popular sobre sua vida (Invictus - 2009) foi a confiança de Mandela no poema de William Ernest Henley, que deu nome ao filme citado. Veja a letra:

Do avesso desta noite que me encobre,
Preta como a cova, do começo ao fim,
Eu agradeço a quaisquer deuses que existam,
Pela minha alma inconquistável.
Na garra cruel desta circunstância,
Não estremeci, nem gritei em voz alta.
Sob a pancada do acaso,
Minha cabeça está ensanguentada, mas não curvada.
Além deste lugar de ira e lágrimas
Avulta apenas o horror das sombras.
E apesar da ameaça dos anos,
Encontra-me, e me encontrará destemido.
Não importa quão estreito o portal,
Quão carregada de punições a lista,
Sou o mestre do meu destino:
Sou o capitão da minha alma.

Sendo Mandela metodista, naturalmente esperava-se que ele se agarrasse em poemas bíblicos naqueles que foram os piores anos de sua vida. Porém, como já dissemos, ninguém é perfeito. Não devemos demonizar o Madiba, tão pouco canonizá-lo... Perfeito, só nosso Redentor Jesus Cristo. Este sim sofreu tudo o que não merecia, orou por seus algozes e libertou injustos como nós. Que Seu nome seja louvado para sempre!

***
Fonte: Rev. Ageu Magalhães, via Facebook
Via: Bereianos