6 de novembro de 2012

Pragmatismo evangélico, o que é isto?



E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário e puseram neles fogo, e colocaram incenso sobre ele, e ofereceram fogo estranho perante o SENHOR, o que não lhes ordenara‖.– Lv 10.1

Talvez você esteja se perguntando: “Pragma…, o quê?” Não, não é uma nova praga de lavouras! O Pragmatismo é uma doutrina filosófica surgida no século 14, nos Estados Unidos, que propõe um método para determinar o significado dos termos fundamentais da linguagem a partir de sua contextualização prática.

Não entendeu? Vou explicar. Constituído a partir da palavra grega pragma”, ação, atividade, coisas de uso, o pragmatismo estendeu-se para a Inglaterra e outros países, como a Itália, perdurando, sob variadas formas, até nossos dias. A concepção do que constitui o pragmatismo varia para cada pensador, de modo a não ser possível torná-la precisa inteiramente de maneira unitária. Todavia, para a maior parte de seus adeptos, o pragmatismo se apresenta a um só tempo como um método científico e como uma teoria acerca da verdade.

Esta é concebida em sentido dinâmico. A verdade não diz respeito aos objetos, mas antes às idéias, ou às formas de relação concretas que os homens têm com os objetos. Deste modo, ela deve ser determinada mediante a consideração destas relações. O pragmatismo desvia o olhar das substâncias primeiras, presentes no pensamento dogmático, para considerar as consequências, os fatos produzidos por determinadas inter-relações. Ta difícil? Também acho. Vou tentar ser mais claro.

Convencionou-se chamar de pragmatismo a concepção moderna de que devemos fazer de tudo, ou seja, sejamos práticos, para conseguirmos os fins desejados. O que pode ser resumido na seguinte frase: “Não importa os meios, o importante é o fim”. Com isso, as igrejas que adotam a filosofia pragmática atropelam os meios bíblicos e se enveredam pelo caminho de Nadabe e Abiú – Levítico 10:1. Eles foram, a princípio, abençoados por Deus – No monte Sinai eles haviam visto a santidade de Deus bem de perto (Êxodo 24:1). Foi depois daquela visão que eles se tornaram sacerdotes (Êxodo 28:1). Trouxeram fogo de qualquer lugar (meios), apenas para manter o povo entretido (fins). Eles chegam com toda esta coreografia nova, com cerimonial não estabelecido, com movimentos que Deus não conhecia e com fogo que não havia sido consagrado. Tudo isso o evangelicalismo tem feito nos dias hodiernos. Não devemos ser contra o fogo genuíno de Deus, devemos ser contra o fogo estranho que as pessoas estão introduzindo nas Igrejas dizendo que é fogo de Deus, quando na verdade, não passa de cinzas humanas.

Nadabe e Abiú tinham fins, no entanto, os meios não foram apropriados. Fazendo isso eles abandonaram os meios preestabelecidos e se transformam em objeto do juízo divino. Não será isso que acontece hoje? O verdadeiro “fogo” tem origem, se manifesta dentro de certos meios e sempre tem um fim predeterminado por Deus. O objetivo é sempre a Glória de Deus. Dizer que alguma coisa aconteceu na reunião, nos encontros de avivamento, nas vigílias e não se preocupar se é de Deus ou não, é um erro. Spurgeon já nos advertia cerca de 120 anos atrás: ―O fato é que muitos gostariam de unir igreja e palco, baralho e oração, danças e ordenanças. Se nos encontramos incapazes de frear essa enxurrada, podemos, ao menos, prevenir os homens quanto à sua existência e suplicar que fujam dela. Quando a antiga fé desaparece e o entusiasmo pelo evangelho é extinto, não é surpresa que as pessoas busquem outras coisas que lhes tragam satisfação. Na falta de pão, se alimentam com cinzas; rejeitando o caminho do Senhor, seguem avidamente pelo caminho da tolice‖.

As Igrejas, ávidas por novidades, estão introduzindo determinados elementos no culto que não glorificam a Deus. Estava andando pelas ruas do Recife, quando ouvi um carro de som anunciar sem nenhum receio: “Gostaríamos de convidar todo o povo de Deus para o „forró de Jesus‟, estarão conosco vários cantores…” Quase caio pra trás. Não, não ia caindo pela unção do locutor, era justamente pela falta dela. E olhe que pouca coisa me espanta em termos de novidades. O que virá depois? A lambada de Jesus? A caipirinha de Jesus? Os puritanos tinham algo que eles chamavam de “Princípio Regulador do Culto”. Em outras palavras, a Bíblia determina o quê, como e quando. O fogo de Deus não é encontrado no fundo de quintal, ele tem que vir do céu. No entanto, imitá-lo é fácil. Nessa confusão vale uma dica: Não devemos pergunta se dá certo, mas se está certo. Pouca gente quer espiritualidade com compromisso, com submissão à vontade de Deus; o que interessa são os resultados, os sinais, as profecias de sucesso.

Você pode enganar as pessoas em nome de Deus, mas não a Ele. Temo e tremo ao ver pessoas falarem todo tipo de absurdos aos outros em nome do Divino, alguns acham até que tem a agenda do Criador e já dizem com antecedência o que Ele vai fazer daqui a dias, meses ou anos. Infelizmente – ou felizmente – eu não tenho essa capacidade. Eu sei que o Senhor pode fazer, mas não sei o tempo exato nem O manipulo de acordo com a minha vontade. Se eu não posso manipular o vento, imagine o Espírito de Deus – O vento assopra onde quer (João 3.8 a).

Lembremo-nos das palavras de Jeremias: ―Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra: os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam de mãos dadas com eles; e é o que deseja o meu povo. Porém, que fareis quando estas coisas chegarem ao seu fim?‖ c. 5, v. 30-31. (grifo nosso). Leia ainda Jeremias 23:9-33; 28:1-4; Ezequiel 13 e 14.

Fonte: Napec
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