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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

4 de março de 2010

Valdemiro Santiago reabre seu templo sede em São Paulo. Aquele que não tinha segurança e higiene.


 


O apóstolo Valdemiro Santigo de Oliveira reabriu ontem (3), com reformas, a sede da IMPD (Igreja Mundial do Poder de Deus) na rua Carneiro Leão, Brás, em São Paulo.

O prédio foi interditado pela prefeitura em 21 de dezembro do ano passado por falta de segurança e higiene, além de não ter alvará de funcionamento.

Desde o desabamento em 18 de janeiro de 2009 da sede da Igreja Renascer em Cristo, com vítimas fatais, a prefeitura tem sido rigorosa na fiscalização de templos e igrejas.

Quando a sede da IMPD foi fechada, Valdemiro, sem apresentar nenhum laudo técnico, contestou a avaliação da prefeitura de que o local colocava em risco a vida dos fiéis.

Desde o primeiro dia da interdição e até agora, Valdemiro se coloca como vítima de perseguição do prefeito Gilberto Kassab (DEM), que seria a personificação do mal. Ele chegou a ameaçar o prefeito com a convocação de um milhão de fiéis para um protesto defronte à sede da igreja.

Aproveitando-se deste momento pré-eleitoral, Valdemiro politizou o lacramento da igreja ao tentar se aproximar do presidente Lula, do PT, partido que é adversário do DEM.

Só não houve encontro entre os dois porque Lula ficou doente no dia em que estaria em um palanque ao lado do fundador da IMPD, no ABC paulista.

Durante a interdição, Valdemiro realizou cultos em locais como o estádio da Portuguesa e manteve a programação da igreja na Rede TV!.

Ele promoveu uma campanha de obtenção de recursos para as reformas da sede. O fiel que fizesse a 'doação' de R$ 153 teria em troca uma 'rede abençoada'.

Valdemiro não informou se conseguiu arrecadar os R$ 23 milhões estabelecidos como meta da campanha.

O certo é que a IMPD está com os cofres cheios porque o religioso ofereceu à Rede Bandeirantes R$ 3 milhões por mês para ter o horário hoje ocupado pelo missionário R.R. Soares, da Igreja Internacional da Graça.

A Bandeirantes só não aceitou a proposta porque decidiu deixar de vender o horário nobre de sua programação a religiosos.

Enquanto isso, na Rede TV!, de madrugada, Valdemiro continua capitalizando a interdição: um clip mostrando-o em lágrima tendo ao fundo uma musiquinha que se refere o "ataque do mal".


Divulgou Zé Luís no Genizah, que continua confuso em ver tantas informações disponíveis ao povo de Jesus, e este mesmo povo permanecer no erro.

Bruno em entrevista revela porque e como saiu da Igreja Renascer e como será seu futuro

Zé Bruno em entrevista revela porque e como saiu da Igreja Renascer e como será seu futuro

Nesta sexta-feira, dia 26, bispo Zé Bruno anunciou sua saída da Igreja Renascer em Cristo e assim desligamento do corpo pastoral da denominação. Em meio a boatos sobre brigas e desavenças, dando a entender que aconteceu atrito entre o deputado e demais membros do ministério Renascer, Zé Bruno, que também é deputado estadual, conversou com exclusividade com o Creio. "Realmente eu deixei o ministério, mas sem atrito nenhum com a bispa Sônia ou com o apóstolo Estevam Hernandes. Foi Deus que me guiou e tocou em meu coração que era a hora de deixá-los, mas vou estar na marcha e nos eventos da Renascer. Quero abrir uma célula com minha família".

Zé Bruno falou do sentimento de deixar a Renascer. "Eu saí, mas nós vamos sempre estar juntos, vivendo no corpo de Cristo. Jesus não dividiu o pão, Ele partiu para multiplicar e é isso que está acontecendo comigo. É claro que da saudades, você cria um vínculo com as pessoas, mas é como se nós mudassemos de casa, de bairro, você chora e tudo, mas ninguém morreu", brinca Zé Bruno.

Também destacou a banda da qual faz parte e sobre a vida na política. "A banda Resgate tem 21 anos, então enquanto nós tivermos saúde, gente pra nos ouvir nós vamos continuar tocando e levando a palavra, porque não é só a questão musical, nós fazemos oração, pregamos a palavra, tem gente que se converte, é claro que tem essa ideia de gravar CD, mas eu tenho a vocação para ser pastor. Eu não sou cantor que me transformei em pastor ou vice-versa. Com relação a política, eu não sinto em continuar depois que meu mandato terminar nesse ano, só se Deus tocar no meu coração", concluiu Zé Bruno.

Fonte: Creio / Gospel+

Arqueólogos encontram prego que poderia ter sido usado na Crucificação de Cristo

 

Um prego de cerca de 10 centímetros utilizado em crucificações no tempo de Cristo foi encontrado por arqueólogos em um forte na pequena ilha de Pontinha, no arquipélago português da Madeira.

Segundo informações do jornal britânico The Daily Mirror desta terça-feira (2), o objeto estava dentro de uma caixa adornada justamente em uma região que, segundo historiadores, foi reduto de cavaleiros da Ordem dos Templários, que ocuparam Jerusalém durante as Cruzadas.

O tema é tratado no livro O Código da Vinci, de Dawn Brown, que mistura fatos e ficção. O romance retrata os Templários como uma sociedade secreta. Eles teriam conquistado a Terra Santa milhares de anos depois de Cristo como guardiões do Santo Graal, da cruz e de outras relíquias.

Além da caixa com o prego, os arqueólogos encontraram três esqueletos e três espadas, incluindo uma com a cruz da ordem religiosa cravada na lâmina.

"O prego parece ter sido cuidado por muitas pessoas durante um longo período de tempo", explica o arqueólogo Bryn Walters, segundo o Mirror, ao considerar o ótimo estado de conservação do objeto.

Para Christopher Macklin, representante dos Cavaleiros Templários da Britânia, o objeto pode estar diretamente ligado à Cristo. A boa conservação do prego "indica que este era um objeto de grande interesse para muitas pessoas". De acordo com o jornal, Macklin esclarece que os primeiros cavaleiros da Ordem Templária acreditavam que este prego é um artefato verdadeiro da crucificação de Cristo.

Fonte: Virgula / Gospel Prime

'Ela chegou bem na hora, bem gelada, bem loura.' 'Devassa! Bem Devassa!'

Nos últimos dias uma campanha publicitária me chamou muito a atenção. Depois de quase um minuto de cenas insinuantes entra a voz do locutor: 'Ela chegou bem na hora, bem gelada, bem loura. Devassa! Bem Devassa!'

Como professora e profissional da área eu sei que nenhuma ação de Marketing, seja ela promoção, lançamento ou merchandising, é realizada sem antes de uma árdua pesquisa, análise de mercado e perfil do consumidor. E talvez, por saber disto, o choque é maior.

Embora o significado da palavra 'Devassa' esteja ligado à área jurídica, conforme o dicionário Aurélio: Pesquisa de provas e inquirição de testemunhas para averiguação de um fato criminoso ou presumido como tal; sindicância. Os autos ou processos de que constam essas pesquisas; sumário. P. ext. Exploração; procura minuciosa; pesquisa.

Na cultura popular, o significado é bem diferente; e está relacionada à mulher desprovida de pudores ou questões morais com relação ao sexo. Aquela que se submete a tudo, que é fácil, descolada, dominadora e sedutora.

Totalmente o inverso do que a Palavra de Deus diz sobre a mulher: virtuosa, graciosa, responsável, valorosa, fiel, sábia, doce, formosa, forte, excelente esposa, mãe dedicada, incapaz de fazer o mal, e estas são apenas algumas das características que encontramos no Livro de Provérbios 31.10-31.

É impressionante, o número de mulheres talentosas e cheias de vida que estão se realizando com tão pouco: a popularidade, a sexualidade e a libertinagem.

Se antes, cair na 'boca do povo' era uma questão de vergonha e o estado mais lastimável e deplorável para uma mulher, agora é o sinônimo do sucesso total. E isto rompe à classe social, a cor da pele, a nacionalidade; e só mudará quando nós mesmas começarmos a viver diferente e nos colocarmos no nosso lugar!



No lugar que Deus planejou para nós: Um lugar de honra!
 
Por Sheila Bastos do site O Galileu

Lançada camisinha Teen na suíça

Garotos de 12 a 14 anos não se protegem suficientemente ao manter relações sexuais, diz comissão Federal Suíça

Por Carlos Lima
 
 
Acaba de ser lançado no mercado suíço um preservativo especial para jovens. A intenção é oferecer mais proteção contra a gravidez indesejada e evitar doenças sexualmente transmissíveis entre jovens.

Mais apertada do que a convencional, a nova camisinha será distribuída também em escolas, o que gera polêmica. As reações da mídia e de especialistas à novidade são mistas.

Uma sondagem feita junto a 1480 jovens e publicada em novembro de 2008 pela Comissão Federal Suíça para Questões da Infância e da Juventude revelou que os garotos de 12 a 14 anos não se protegem suficientemente ao manter relações sexuais.

Os autores do estudo concluíram que há um "comportamento de risco? nessa faixa etária. "Muitas vezes, os jovens não encontram camisinhas que lhes sirvam", disse a porta-voz da ONG Ajuda Suíça contra a Aids, Bettina Maeschli, à agência de notícias suíça SDA.

Por isso, a Ajuda Suíça contra a Aids acaba de lançar, em cooperação com a Fundação para Saúde Sexual e Reprodutiva "Planes" e a Associação Selo de Qualidade, uma camisinha chamada "Ceylor Hotshot".

O preservativo especial para jovens pode ser comprado no comércio e também na loja eletrônica da Ajuda Suíça contra Aids. Uma caixa com seis unidades para o "prazer sob medida", como diz a publicidade, custa 7,90 francos suíços. A camisinha será distribuída também por pedagogos em aulas de educação sexual.

"Trata-se de falar sobre o tamanho correto porque falta uma camisinha apertada no mercado. Os garotos devem saber qual é a adequada", disse Maeschli. Inicialmente serão fabricados 55 mil caixas, mas a fabricante Lamprecht AG se comprometeu a produzir mais se houver demanda.

Reações

"Ajuda contra a Aids lança camisinha para crianças", alfinetou o portal de notícias 20 Minuten, um dos mais lidos da Suíça. Segundo o portal, alguns políticos temem de que a camisinha para jovens, já confrontados precocemente com a sexualidade e a pornografia, os estimule a manter relações sexuais mais cedo.

"Também o fato de as camisinhas serem distribuídas em escolas dá o que pensar. Até especialistas que participaram do desenvolvimento do preservativo divergem sobre seu sentido", afirma o portal Tagesanzeiger.ch/Newsnetz.

"Isso não é um preservativo para jovens e sim um mais apertado para pênis pequeno. Falar de camisinha para jovens é um engano", diz um pedagogo sexual envolvido no projeto e citado pelo portal, mas que prefere ficar anônimo.

"Nossa motivação para esta camisinha foi claramente a juventude, mas obviamente também queremos atingir homens adultos. E ela não será distribuída nos pátios das escolas", explica Bettina Maeschli, porta-voz da Ajuda Suíça contra Aids.

"Não pode fazer mal"

"Eu questiono a camisinha para jovens, mas em si ela não é problemática", disse Esther Elisabeth Schütz, diretora do Instituto de Pedagogia Sexual de Zurique ao portal Tagesanzeiger.ch/Newsnetz. "Ela não pode fazer mal."

Schütz também não acredita que o preservativo estimule jovens com mais de 12 anos a manter relações sexuais mais cedo. "Nós esclarecemos crianças a partir dos dez anos. Mas nem por isso elas mantêm relações sexuais a partir desta idade."

Segundo ela, o importante é o que os jovens tenham escolha na hora de comprar preservativos e que antes especialistas tenham conversado com eles sobre sexualidade.



Fonte: Geraldo Hoffmann, swissinfo.ch (com agências)

'Linha com Deus' recebe confissões por telefone na França

Por favor, deixe sua confissão após o sinal. 'Linha direta com o Senhor'

Por Rodrigo Ribeiro Rodrigues
 
Para desagrado de bispos franceses, que o classificaram de "inaceitável", o serviço telefônico automático "Phoneline to the Lord" (Linha direta com o Senhor) recebe as confissões dos pecadores católicos de Paris muito ocupados para ir à igreja por uma tarifa de 30 centavos de euro o minuto.

De acordo com o site inglês Daily Mail, quando o número é discado, uma voz masculina recomenda "Para conselhos, tecle 1. Para se confessar, disque 2. Para ouvir algumas confissões, tecle 3".

Mas a voz, com o som suave de um órgão ao fundo, ta,bém alerta: "Em caso de pecado sério ou mortal que o afaste de Cristo ou de Deus, é necessário procurar um padre".



O serviço começou a funcionar com a Quaresma e é mantido pela empresa de mensagens Aabas. Sua criadora, que se identificou apenas como Camille, disse à a gência AFP que tem recebido ameaças furiosas de católicos, mas se justificou que a idéia é a confissão apenas de pecados menores, que não são capitais, "diretamente a deus". "Quem liga não fala com uma pessoa, mas pode confessar seus pecadose ouvir as orações ou pecados de outras pessoas em uma atmosfera de piedade e reflexão".

De acordo com ela, a "linha com Deus" recebeu cerca de 300 ligações na primeira semana.

Em um comunicado nesta terça-feira ao Daily Mail, contudo, a Conferência dos Bispos Católicos Franceses afirmou que o serviço não tem a aprovação da Igreja. "Para a fé católica, confissão tem um significado de sacramento e requer a presença real de um padre, não uma máquina".



Fonte: Terra

Esposa de líder evangélico abre o jogo após o caso homossexual do marido

Confira a entrevista com Gayle Haggard, esposa do famoso Ted Haggard, pastor de uma grande igreja nos EUA que foi pego com um rapaz (gay) e foi um dos maiores escândalos nos EUA depois do Jimmy Swaggart. Haggard era do grupo dos ultraconservadores da direita americana

Por Rodrigo Ribeiro Rodrigues
Gayle Haggard diz ao Christianity Today (CT) porque ela permaneceu casada com Ted Haggard, mesmo depois que ele sugeriu que ela se divorciasse dele.

Se Ted tivesse contraído alguma doença sexualmente transmissível e me infectasse? Gayle Haggard perguntava pra si mesma, enquanto escovava os dentes em uma manhã de novembro de 2006. Horas antes de um acompanhante masculino alegar que seu marido, Ted Haggard, havia pago por sexo e metanfetamina. Ted, posteriormente, renunciou o cargo de presidente da Associação Nacional de Evangélicos e pastor líder da New Life Church, em Colorado Springs.
Sarah Pulliman Bailey, editora do CT online, falou com Gayle sobre seu livro 'Por que eu fiquei' As escolhas que fiz na minha hora mais escura. (Tyndale).

1-O que aconteceu depois que o seu marido te contou tudo o que aconteceu?
No início eu fiquei arrasada. Quando esta afirmação chegou, vi que tudo aquilo em que nós investimos e acreditávamos estava desmoronando. Eu chorava muito, como você deve imaginar. Naquela primeira noite, deitada na cama pensando no que estava acontecendo conosco, eu só me perguntava: Quem é você? Quem eu serei nesta história? Pra mim estava bem definido quem é Deus, e que eu acreditava na minha família, no meu marido, na força da minha família, e na amizade.

2-Você disse que tinha uma boa vida sexual. Você tem alguma ideia do porque seu marido tinha atração por pessoas do mesmo sexo?
Ele havia me dito no início que as lutas em pensamentos surgiam de tempos em tempos. Ele chegou a falar com alguém sobre isso, e tentou entender melhor, mas no fim não conseguiu a ajuda que precisava. Eu apenas pensei que isto era uma tentação, e não entendia a força disso em sua vida. Pensava que ele sabia lidar com a situação, mas quando isso veio à tona, me chocou. Nosso casamento era forte. Eu sei que a Oprah Winfrey e outros disseram que ele deveria aceitar que aquela era de fato a sua identidade. Honestamente, nossas identidades são constituídas por aquilo em que acreditamos, e como escolhemos viver nossas vidas. Essa não é a identidade que ele queria para si próprio. Ele descreveu isso como algo contraditório em relação a tudo o que ele acreditou e construiu em sua vida.

3- Você disse que ainda há boatos por aí, sobre o que seu marido fez ou deixou de fazer. Você gostaria de esclarecer isso?
A Escritura diz em Efésios 5, que não devemos falar sobre o que o desobediente faz em segredo. Isso é algo que eu e meu marido discutimos exaustiva e abertamente um com o outro e com o nosso conselheiro. Não sinto que algo, além disso, precise ser discutido.

4-Você escreveu sobre a sua preocupação de que Ted pode ter contraído doenças sexualmente transmissíveis e infectado você. Como você foi capaz de perdoá-lo após admitir isso?
Eu tive que lidar com o fato de que Ted estava de fato passando por essa luta e que tinha caído nela. Havia todos os tipos de implicações.
Será que pegou alguma doença e a passou pra mim? Claro que foi terrível lidar com essa situação. Foi doloroso saber que ele tinha me colocado nesta situação. Perdoá-lo fazia parte de todo o processo. Eu precisava entender o que o tinha levado aquele lugar. Quando entendi, ficou mais fácil de perdoá-lo por todas as dificuldades.

5- Você gasta uma parte significativa do livro que explica a forma como os superintendentes tinham tratado sua família, pedindo-lhe para romper os laços com a ?Nova Vida? e sair do estado. Como é que a comunidade cristã agiu após o que aconteceu?
Fiquei desapontada, porque eu acreditava muito na igreja. Fiquei desapontada com as pessoas que começaram a pensar o pior a respeito do Ted, fomos cortados de nossa igreja, por pessoas que não eram representantes como um corpo num todo. Nós tínhamos uma família, uma igreja relacional, mas outras pessoas fizeram a decisão e nos separou dela. Isso foi devastador pra mim.  Eu sentia que estava sendo dilacerada não só no meu relacionamento com meu marido, mas poucos dias depois, foi dito que eu já não pertencia à igreja, então eu senti que estava sendo rasgada e destruída também pela igreja, ou por certos dirigentes. Isso foi tão devastador pra mim quanto o que estava acontecendo em meu casamento. Eu investi muito em meu casamento e na minha igreja. Isso tudo me abalou, foi um período negro pra mim, enquanto eu tentava compreender.  Mas Deus, o gentil restaurador, me fez caminhar através de toda essa situação. Eu não perdi a minha paixão pela igreja, mas eu quero que a igreja seja igreja, e pare de negar o poder do Evangelho na vida das pessoas.

6- O que você aprendeu sobre a disciplina da igreja e da restauração?
Eu acredito que a Escritura diz que quando um irmão peca, aqueles que são espirituais deverão restaurá-los gentilmente. E eu acho que restaurar, significa restaurar a saúde, de modo que a pessoa possa cumprir os seus dons e vocações em Deus. Gostaria de compará-lo com a história do filho pródigo, mesmo que ele pensasse que merecesse o status de segunda classe, o pai  não respondeu de tal forma. O pai jogou um manto em torno dele e restaurou-o como seu filho.

7- O que você quer que as pessoas e igrejas aprendam com isso?
Eu realmente quero que a nossa história possa oferecer esperança para as pessoas que se encontram em uma crise de qualquer tipo. Os ensinamentos de Jesus irão nos guiar. Eu também quero encorajar a igreja de que nós existimos para trazer prazer e cura para as vidas das pessoas, e não aumentar os encargos com o julgamento e escrutínio.

8- O que você diria mulheres que descobrem que seus maridos estão tendo um caso ou algo semelhante?
Gostaria de incentivá-las a definir a sua trajetória na direção do perdão. É um processo que deve ser encarado com a cabeça erguida, deixando Deus guiá-los a cura de seus corações. Eu não posso dizer que outras histórias serão como a minha, porque o Ted decidiu lutar por nosso casamento. Ele decidiu se arrepender e se agarrar na sua fé em Deus, e passar por tudo isso ao meu lado. Nem todos os maridos fazem isso. Eu diria a todas as mulheres que perdoem e amem.

9- Se alguma esposa deixar o marido para proteger suas crianças. Você acha esse procedimento correto?
Honrar o marido, ainda que ele os tenha feito algum mal, é importante para a criança que a mãe mostre a eles como encontrar uma maneira de honrar o pai delas. O amor da mãe pelo pai passa confiança para as crianças. Amar o pai não quer dizer necessariamente que o casamento venha ser salvo. Talvez ele não responda de uma forma gentil. Talvez ele saia de casa e ela não poderá fazer nada a respeito.

10-Você escreveu que queria saber todos os detalhes de Ted. As mulheres devem saber os detalhes da infidelidade do seu marido?
Acho que isso depende de cada pessoa. Eu era o tipo de pessoa que realmente queria saber a verdade. Eu queria conhecer o meu marido, eu queria saber o que tinha acontecido. Nem todas as mulheres são assim, e alguns conselheiros dizem que é melhor para elas não saberem. Eu precisava saber, e assim fiz, e o resultado foi esse. Falo por saber, pelo menos eu estava lidando com a verdade e não com a minha imaginação

11- Ted sugeriu que você tinha se divorcisse dele. Você considerou o divórcio?
Não. Eu conhecia meu marido, e eu sabia que eu acreditava. Senti que poderíamos lutar. Eu acredito no poder da confissão. Isto trouxe meu marido para o local onde ele teve de enfrentar seus pecados e confessá-los. Depois que ele fez isso, ele desfez o poder de sigilo. O segredo é o que habilita o pecado. Fomos capazes de curar juntos. Senti-me encorajada pelo fato de que meu marido foi capaz de confessar abertamente o que tinha sido a sua luta.

12- Em poucas palavras, por que ficar?
Eu fiquei porque acredito nos ensinamentos de Jesus, que se nós escolhermos o perdão e o amor, nossos relacionamentos podem ser curados. Eu fiquei porque meu marido é digno. Eu não iria deixar que a luta que ele estava passando desqualificasse ou anulasse os 30 anos de vida que construímos juntos, o lindo casamento que temos, a família e a igreja que construímos.  Eu não iria deixar isso negar tudo o que gastamos ou investimos em nossas vidas. Se eu fosse embora, eu seria a negação de tudo isso.

13- Você tinha sido líder do ministério de mulheres em um contexto de igreja. Você vê o seu papel de forma diferente agora?
Eu enxergo as pessoas com mais compaixão. Eu não sabia o que era ser uma pessoa que desesperadamente necessitava de compaixão. Eu vivo para compartilhar a graça de Deus com as pessoas que realmente precisam.
A mensagem que quero transmitir é que as pessoas não estão sozinhas quando elas passam por seus respectivos momentos de escuridão. Elas podem confiar em Deus, Ele não as abandonará no meio de suas horas de dor. Com Ele, elas nunca estarão a sós.  O amor dEle cobre uma multidão de pecados.

Adaptação/ Tradução: O GalileO
Fonte: Cristianismo Hoje

2 de março de 2010

Não faço trabalho algum na igreja



        Tenho escutado alguns  pregadores falando no púlpito contra "os irmãos acomodados", que não colaboram no trabalho da igreja, os quais só querem sorver a sabedoria da liderança e do pastor; enfim, que são pessoas sem um pingo de amor à causa de Cristo, etc.
Para início de conversa, a causa de Cristo não é exatamente a igreja organizada. Cristo ordenou que fôssemos pregar o evangelho por todo o mundo, não que nos organizássemos em igrejas, com toda uma burocracia, impedindo a marcha do Reino, lugares onde as pessoas  buscam auto-afirmação e se contentam em ocupar cargos elevados, olhando os irmãos da platéia como se fossem inferiores.
Paulo diz  (em Gálatas 5:14) que para ser um cristão cumpridor de toda a lei, basta que uma pessoa creia em Jesus Cristo e ame ao próximo, o que, aliás, Jesus também disse. Se eu creio em Jesus Cristo como meu Salvador e sou honesto, ou seja,  amo e respeito as pessoas que eu conheço e, principalmente, as que estão mais próximas, estou cumprindo toda a lei.
Na igreja que eu frequento, existem alguns irmãos deslumbrados com os respectivos cargos que ocupam ali dentro, os quais, passam pelo lugar onde me sento, há 13 anos, me olham e não me cumprimentam (provavelmente se achando tão importantes que não devem se rebaixar ao ponto de dar bom dia a uma velhinha "coitada", que nem sequer tem um cargo na igreja). Esses deslumbrados, quando me encontram nas ruas da cidade ou em suas casas de negócio, me tratam como se eu fosse a Rainha da Inglaterra. Em suma: dentro da igreja em sou "NINGUÉM", sendo "ALGUÉM" apenas quando estou fora da igreja.
Eu gostaria muito que esses imponentes oficiais (na pose e na ignorância do verdadeiro Cristianismo) conhecessem 1% do que eu conheço em matéria de Bíblia e Eclesiologia; que falassem fluentemente o mais importante idioma do planeta; que lessem a versão mais perfeita da Bíblia no original (a King James) e tivessem realizado hum milésimo do trabalho que eu tenho realizado, gratuitamente,  na obra de Deus, usando a cultura e a inteligência que Ele me deu, por Sua misericórdia infinita. Por isso, eu sempre agradeço ao Pai, pedindo perdão por ser uma serva tão inútil na preciosa obra do Seu Filho.
Realmente, não preciso, nem devo participar de trabalho algum na igreja; porque o meu dom deve ser usado noutro setor, no meu púlpito, que é a Internet, através do qual posso alcançar, em poucos minutos, mais de 5.000 leitores, quando jogo no ar um artigo ou um livro evangélico.
Outra coisa que não me interessa é participar das fofocas que rolam dentro da igreja. Aos domingos, fico sentada, quietinha, em meu canto, e, enquanto o pastor não aparece para iniciar o culto, muitas vezes sou obrigada a escutar pessoas comentando sobre alguns irmãos, contando intimidades da própria família ou falando de doenças. Por isso, sempre levo um texto em Inglês, para me concentrar na leitura e não ficar escutando esse tipo de coisas.
Muitas vezes, como diz Spurgeon (em um dos seus sermões por mim traduzido), são as fofocas do lugar. Toda igreja e, neste caso, toda família e toda cidade sofrem a praga de uma certa irmã X, a qual toma chá destilando o seu veneno. As fofoqueiras nunca se calam e vivem circulando no meio das pessoas que lhes dão atenção, com grande devoção e prática. Ninguém precisa procurar um moto contínuo, mas apenas observar suas línguas. Nas reuniões femininas do chá, e noutros ajuntamentos de mulheres, as fofoqueiras costumam dissecar o caráter dos vizinhos e até ficam ansiosas por atingir o pastor, a esposa e os filhos deste, criticando o vestido curto, ou transparente,  da esposa e a ausência dos filhos do pastor (que dizem estar estudando nos Estados Unidos, o que não sei se é verdade), contando até mesmo quantas fitas a "primeira dama" usa num colar moderno que ela comprou na última viagem ao exterior,  por conta da igreja... E assim por diante. Mas que me interessa escutar estes comentários?
Existem ainda certas pessoas que nunca se sentem felizes, como quando estão "de coração partido", ao contar ao pastor que a irmã  M.S. é uma serpente venenosa; que ele está muito enganado em achar que os irmãos Fulano e Beltrano são boa gente e que elas ouviram o irmão Sicrano dizer que o irmão e a Sra. B. falaram isto e aquilo da irmã C., e que esta vai sair da igreja por causa da fofoca contra ela [E o alfabeto inteiro é mencionado, para convencer o pastor da maldade dos irmãos em cheque.]
Agora vou fazer também uma fofoca, para dar razão ao Spurgeon.
 Conheço uma irmã que vinha sempre ao meu apartamento, para o lanche da tarde, toda quarta feira, chegando uma hora antes do culto, para contar as fofocas da igreja. Quando assumiu um cargo importante, de repente deixou de me cumprimentar e foi sentar-se bem longe, no meio de outras pessoas que ocupavam cargos na organização. Algum tempo depois, ela perdeu o cargo e voltou a me procurar, queixando-se da liderança da igreja, dizendo-se vítima de injustiça, etc. Ora, quando ela não tinha um cargo na igreja era feliz. Se agora está infeliz, não sou eu quem vai resolver o seu problema, escutando suas lamúrias constantes.
Por essas e outras é que tenho me realizado FORA DO TRABALHO DA IGREJA, sem ficar sujeita ao comando de homens, que se acham importantes, mas que, na verdade, são menos sábios do que eu, porque ainda acreditam no valor de uma posição eclesiástica, enquanto eu só acredito numa posição diante do Pai Celeste e, por isso, continuo amando e servindo exclusivamente o Seu FILHO, evitando que Ele se irrite contra mim (Salmo 2:12-a).

Reccebi da Mary Schultze por e-mail,  ww.maryschultze.com

Por que temos Medo de Julgar?



 

 

 

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O Futuro é Hoje

Por: W. Lutzer

A Igreja deve estar no mundo como um navio no oceano; todavia, quando o oceano inunda o navio, este passa por gran­des dificuldades, tendendo a afundar. Temo que o navio evan­gélico esteja afundando. O mundo está se infiltrando tão rapidamente na Igreja, que ficamos imaginando por quanto tempo a embarcação poderá ficar flutuando. A Igreja, que é chamada para influenciar o mundo, encontra-se influencia­da por ele.

Se nós, na função de representantes de Cristo, mal nos mantemos flutuando, como esperaremos salvar uma socie­dade que está afundando? Aceitamos os valores do mundo; seu entretenimento, sua moral, suas atitudes. Também aceitamos sua tolerância, sua insistência em nunca desafiarmos as convicções particulares das pessoas, quer dentro quer fora da Igreja. Diante das pressões culturais, ficamos confusos, hesitantes em agir, incapazes de dar um testemunho amoro­so, mas convincente, ao mundo.

Claro que também há muitos sinais esperançosos em nossa - (Perdemos a nossa competência de julgar o mundo porque perdemos a competência de nos julgar) - cultura Há igrejas e indivíduos que estão causando grande impacto em prol do evangelho, e por isto so­mos gratos. Contudo, em sua mai­oria, como cristãos, nos estabele­cemos num tipo confortável de cristianismo que exige muito pou­co e, por sua vez, faz pouca diferença na cultura mais ampla. Quando o mundo dá um passo em nossa direção, nós o abraçamos sem remorso. Porém, a igreja que fez as pazes com o mundo é incapaz de mudá-lo.

Hoje, há o mito que diz que o mundo é mais tolerante que outrora, porque aceita "ambos os pontos de vista". Se numa das esquinas de nossa cidade alguém perguntar: "O que você acha de Jesus Cristo?", receberá, provavelmente uma resposta favorável. Ele seria descrito como um bom mestre ou como alguém que nos ensinou sobre o amor. Entretanto, temos certeza de que o mundo fala bem dEle, porque na verdade não compreende quem de fato foi (e é) Jesus, e por que veio a terra.

Ouça as próprias palavras de Jesus: "Se o mundo vos abor­rece, sabei que, primeiro do que a vós, me aborreceu a mim. Se vós fosseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece" (Jo 15.18,19). Em geral, o mundo de hoje,só tem uma opinião favorável em relação a Cristo porque o interpreta mal.

Lembre-se deste axioma: Quanto mais o mundo entende o propósito da vinda de Jesus, mais o odeia. O que o mundo valoriza, Cristo menospreza; o que Ele ama, o mundo odeia. Anos atrás, F. B. Meyer escreveu: "Entre tais opostos irreconciliáveis como a Igreja e o mundo não pode haver senão antagonismo e discussão. Cada um estima e busca o que o outro rejeita por ser desprezível. Cada um é dedicado a fins que são hostis aos mais preciosos interesses do outro". E veja só, a maioria dos cristãos acha que é possível seguir Jesus sem abandonar os princípios que o mundo nos apresenta.

Gerações atrás, ouvíamos sermões intitulados "Separação Bíblica", quer dizer, pregações sobre a convicção que temos de nos separar do que desagrada a Deus e de nos comprometer com os valores e crenças da Bíblia.

Minha geração afirmou ser mais sábia que nossos pais. Dissemos que a lista de "pecados mundanos" era artificial e que tínhamos de tomar nossas próprias decisões sobre esses assuntos. Os cristãos mais velhos, que conheciam o coração melhor que nós, avisaram que se começássemos a tolerar o mundanismo desencadearíamos um "efeito dominó" e chega­ria o dia em que a Igreja ficaria cheia de "crentes mundanos".

Esse dia é hoje.

As pesquisas de opinião pública mostram que a diferença entre a Igreja e o mundo é, de certa forma, indistinguível. Os pecados que estão no mundo acham-se na Igreja: imora­lidade, pornografia, entretenimento picante, materialismo, etc. Oficialmente, acreditamos que sem confiar em Jesus como Salvador as pessoas estão perdidas; extra-oficialmente, agi­mos como se o que as pessoas crêem e o modo como real­mente se comportam não tivessem importância. Não é de admirar que nossa luz tenha ficado tremeluzente e nosso sal tenha perdido o sabor.

Muitos reputam que não temos o direito de julgar o estilo de vida ou crenças de quem quer que seja. Nosso compromisso com o individualismo radical e a privatização da fé nos deixou propensos a 'Viver e deixar viver" sem discussão, avaliação ou repreensão. Perdemos a competên­cia de julgar o mundo porque perdemos a competência de nos julgar. Afirmamos certos princípios e, depois, agimos como se eles não importassem.

Não é de admirar, na minha opinião, que o versículo mais citado da Bíblia não seja: "Porque Deus amou o mundo" (Jo 3.16), mas: "Não julgueis, para que não sejais julgados" (Mt 7.1). Mesmo nos círculos evangélicos chegamos a ouvir: "Quem é você para julgar?" A implicação clara da
pergunta é que não temos o direito de dizer: "Este estilo de vida é errado", ou: "Isto é heresia", ou ainda: "Este pregador é um falso mestre". A frase que melhor descreve nossa cultura é: Qualquer coisa serve!!!

Como chegamos a isso?

Por que achamos tão difícil dizer que algumas opiniões religiosas são erradas? Ou que alguns tipos de comportamento são pecaminosos? Por que permitimos que tanto de Hollywood entre em nossas casas, fingindo que nós e nossas famílias não somos influenciados pela indústria de entreteni­mento? Por que permitimos que falsos mestres e profetas pros­perem sem advertirmos o povo de Deus? Por que há várias formas de ocultismo em prática? Estas são apenas algumas questões.

Precisamos ter um entendimento melhor de como as idéias prevalecentes da cultura têm influenciado a Igreja. Talvez venhamos a desco­brir que somos mais afetados pelo mundo do que percebe­mos. Antes de nos dedicarmos a falar sobre nossa responsa­bilidade como membros da Igreja, temos de entender os de­safios que confrontamos no mundo que nos cerca. (A VERDADE DESAPARECEU E POUCOS NOTARAM) -

Vivemos em uma sociedade pós-moderna, mas o que isso significa? E como o pós-modernismo influencia a Igreja?Toda geração tem de lutar suas próprias bata­lhas; às vezes, as aflições que uma sofre são as mesmas da anterior, porém com freqüência os assuntos são diferentes. Mas cada geração tem de confrontar o inundo, mudá-lo ou ser mudada por ele.

Hoje nossos desafios são singulares, porque nenhuma geração foi influenciada pela tecnologia como a nossa. So­mos bombardeados com televisão, a revolução do vídeo e a Internet. Talvez nenhuma geração teve tantas oportunidades como a nossa; nem tantas armadilhas. E no meio disso tudo, receio que nos afastamos muito do que é bom em direção ao que é trivial e até mesmo irracional. Em nossos dias, houve uma mega-mudança de pensamento; esta geração percebe a realidade de modo diferente, se comparada às gerações pas­sadas. As pessoas, na maioria, não vêem a vida do modo como a viam, e nós cristãos também não.

Vamos fazer uma breve excursão ao que se chama mente pós-moderna, de forma que possamos entender melhor os desafios diante de nós. Depois, perguntaremos como somos influenciados pelo mundo e o que pode ser feito a respeito.

Caindo na Decadência

A verdade desapareceu e poucos notaram. Diante de nos­sos olhos, as antigas formas de pensamento estão se esmigalhando, e em seu lugar encontramos novas maneiras de ver e conhecer o mundo. Crescemos com suposições que estão sendo descartadas, e em seu lugar acham-se novas conjeturas que oferecem resistência direta ao evangelho cristão. Talvez não seja muito forte dizer que a guerra foi declarada no pas­sado a favor de um novo futuro bravio.

Não podemos entender o pós-modernismo, a menos que entendamos o que era (e é) o modernismo. O modernismo ( A VERDADE HOJE É DEFINIDA COMO MINHA OPINIÃO PESSOAL DA REALIDADE) - era a crença de que a razão tinha o poder de compreender o mundo; a mente humana, pensava-se, tem a ha­bilidade de interpretar a realidade e descobrir valores abrangentes. Havia um otimismo, acreditava-se no pro­gresso, na convicção de que a ciência e a história pudessem nos conduzir a várias verdades que nos ajudariam a interpretar a realidade. O modernismo atacava a religião, particularmente o cristianismo, porque achava que este estava cheio de superstições. Pelo menos o modernismo acreditava que a verdade existia e não temia dizê-lo.

Veio o pós-modernismo.

A noção contemporânea é que a razão fracassou em dar sentido ao mundo. Dizem que o modernismo não tem os blocos construtivos necessários para construir um sistema de verdades que seja aplicável a todas as culturas. A antiga suposição de que há verdade objetiva deve ser substituída pela noção de que, na realidade, não há "verdade" — se por verdade quisermos dizer valores aplicáveis a todas as cultu­ras e em todas as épocas. A verdade, se é que existe, não existe "lá fora" para ser descoberta, mas é simplesmente mi­nha própria resposta pessoal aos dados quê me são apresen­tados. Eu não descubro a verdade, eu sou a fonte da verdade.

Enquanto o modernismo atacava a religião tachando-a de superstição, o pós-modernismo aceita todas as religiões e considera todos os tipos de superstições. Qualquer espiritualidade agora é aceita sem sequer haver uma indica­ção de que um ponto de vista seja errado e outro certo. Visto que a verdade hoje é definida como minha opinião pessoal da realidade, segue-se que temos qualquer número de "verdades" — aproximadamente uma para cada pessoa no mundo.

Teoricamente, o pós-modernismo diz que não há padrão independente de certo ou errado, não há padrão indepen­dente de verdade e erro. Contudo, visto que somos seres morais, nem mesmo os pós-modernistas podem descartar todos os julgamentos morais. Quando os pós-modernistas vêem algo de que não gostam, eles têm novos meios de des­crever o que vêem; eles inventam noções que substituem o conceito da verdade.

Essas novas formas de pensamento mudaram o diálogo em nosso mundo moderno. Temos de entender melhor nos­sa cultura se desejamos desafiá-la.

Autor: W. Lutzer
Fonte: [ Josemar Bessa ]
Via: [ Bereianos ]

 

 


Teologia da prosperidade: porque a odeio tanto?


 

Por Leonardo Gonçalves
Desde que comecei a minha militância cristã, tenho tido muitos choques com alguns adeptos da teologia da prosperidade. Com a promessa de riquezas, carros mansões e de uma saúde de ferro, os pastores adeptos desse movimento iludem os "fiéis" manipulando-os ao seu bel prazer.

É muito interessante notar que nos círculos da heresia da prosperidade, a benção do crente sempre está relacionada a algum tipo de sacrifício financeiro: o famoso "toma lá, dá cá". Deus, nesse sistema teológico mercantil, é uma espécie de banco de crédito: Você dá o dinheiro pra ele, para depois receber o investimento de volta com juros e correção.

Muitos adeptos dessa teologia são telepastores e tele-evangelistas que vivem pedindo dinheiro para manter um programa no ar. O programa deles está sempre fechando as portas por falta de patrocínio, mas a verdade é que esses programas levam anos no ar e nunca fecham. Seria um milagre? Sim, talvez o milagre da multiplicação de marionetes, de novos parceiros-fiéis, socios-contribuintes do Show (da exploração) da Fé.

Acho que o que esses telepastores precisam, além de um bom óleo de peroba para passar na cara, é de uma aula de cristianismo bíblico. Se esses homens lessem a Bíblia, saberiam que Jesus nasceu num estábulo emprestado, proferiu suas pregações num barco emprestado, montou num jumento emprestado, recolheu o que sobrou dos pães e peixes num cesto emprestado e foi sepultado em um túmulo emprestado. Só a cruz era dele.

Pedro e João, quando subiam ao templo para orar foram interpelados por um mendigo coxo que pedia esmolas. Pedro disse àquele coxo: "não tenho ouro nem prata". Creio que naquele dia o mendigo era mais próspero financeiramente do que Pedro, pois é possível que ele estivesse esmolando ali há algum tempo (o que lhe teria rendido algumas moedas). Contudo, Pedro e João tinham algo que aquele mendigo coxo não possuia: "Mas o que tenho, isso te dou..."

Cada vez que leio a narrativa de Atos dos Apóstolos, fico ainda mais revoltado com o que os modernos pastores estão fazendo com o cristianismo. Nos tempos do cristianismo primitivo, ser pastor significava tornar-se alvo. Eles eram os primeiros a morrer em tempos de crise e perseguição. Hoje é diferente: ser pastor significa ter status. E os crentes? Estes eram humilhados, aprisionados e açoitados, lançados às feras; outros eram queimados vivos na ponta de uma estaca para iluminar os jardins do imperador. Vejo isso e me pergunto onde está a prosperidade desses homens? Onde está a promessa de riqueza na vida deles? Será que eles não eram crentes? Sim, o eram. E em maior proporção que muitos de nós, que em meio à comodidade e ao luxo nos esquecemos de incluir Deus na nossa agenda diária.

E não é só na igreja primitiva que encontramos esses exemplos não: e o que dizer dos crentes de aldeias paupérrimas da África, que padecem das coisas mais necessárias e comuns? Crentes que fazem uma só refeição por dia e ainda agradecem a Deus pelo pouco que têm. Será que eles são amaldiçoados? Será que a promessa de prosperidade não se estende a eles? Quanta hipocrisia!

Quando ouço falar de pastores presidentes que ganham 100 salários mínimos e de telepastores cuja renda mensal ultrapassa a cifra dos milhoes de reais, ou ainda de salafrários que constroem mansões de mármore importado em Campos do Jordão, meu coração entristece ao ver o quanto nos distanciamos daquele cristianismo bíblico, saudável, puro e simples, que não promete riquezas na terra, mas garante um tesouro no céu.

Definitivamente, não posso compactuar com essa corja de ladrões, vendilhões do templo e comerciantes da fé. Não posso concordar com essa doutrina diabólica e anticristã que transforma o evangelho em uma empresa religiosa, em uma sociedade onde o distintivo do crente não é o amor, mas a folha de pagamento do "fiel". Não consigo deixar de odiar esse sistema porco, imundo, onde o nome de Jesus é usado para ludibriar os ingênuos. Também não posso deixar de desmascarar esses falsos mestres, discípulos de Balaão, que por causa da paixão pelo vil metal vão além dos limites bíblicos e profetizam o que Deus não mandou. Minha alma é protestante, e por isso não posso calar. Sei também que há exceções, e que há muitos pastores que são sérios e não mercadejam a fé, mas acaso não são as exceções a confirmação de uma regra?


Autor: Leonardo Gonçalves
Fonte: [ Púlpito Cristão ]

 

 

Eu tiro o chapéu para o filho de Suzana



Como calvinista convicto, vejo-me como um gafanhoto em terra de gigantes: Agostinho, Calvino, Lutero, Zwinglio, Tyndale, Knox, Bunyan, Hooper, Dering, Greenhan, Perkins, Sibbes, Flavel, Rogers, Baxter, Owen, Spurgeon, Edwards, Lloyd-Jones, Kuiper e Whitefield, para ficar nos mais antigos e não alongar demasiadamente a lista. Porém, o meu grande herói depois dos apóstolos é um arminiano.  E um arminiano militante, diga-se.

Neste mesmo dia, há 219 anos, por volta das 10 horas da manhã, John Wesley partia para  a glória, aos 89 anos de vida e 53 anos de um incansável ministério. Os que presenciaram a partida deste homem, cantaram um hino de louvor a Deus e ajoelharam-se pedindo que o manto de Elias caísse sobre as costas daqueles que ficaram neste mundo.

Por que John Wesley é meu herói favorito? Certamente que seu trabalho no Senhor é admirável. Escreveu mais de 200 livros e montado sobre um cavalo percorria uma distância equivalente a uma volta completa na terra a cada seis anos, pregando cerca de 40.000 sermões, quase nunca menos de dois por dia, às vezes oito ou mais. Aos 86 anos acordava às 5:30h da manhã e seis dias antes de sua morte escreveu uma carta a Wilberforce animando-o na luta contra a escravidão, a coisa "mais vil que já existiu embaixo do sol".

Certamente que John Wesley não se destaca pela sua doutrina, pois não escreveu uma obra sistemática e basicamente expôs suas doutrinas sermões e em algumas cartas. Além disso, teve seus deslizes nesta área, como na controvérsia calvinista que se seguiu à morte de Whitefield. Na conferência de 1770 propôs e teve aprovada uma declaração doutrinária que sugeria a salvação pelas obras. "Aceitamos como máxima que o homem nada precisa fazer para obter a justificação. Nada pode ser mais infundado. Todo aquele que deseja obter o favor de Deus deve apartar-se do mal e aprender a praticar o bem (...) Não é essa a salvação por meio das obras? Não em virtude das obras, mas tendo as obras como uma das condições". 

Diante da reação enérgica dos calvinistas, Wesley e outras pessoas reunidas na conferência seguinte esclareceram que "repudiam a doutrina da salvação pelas obras como perigosa e abominável; e, como parece que essas atas não são bastante claras  em sua forma atual, declara, solemente, na presença de Deus, que não há alguma segurança ou confiança a não ser nos méritos de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo para justificação e santificação, quer na vida, quer na morte, quer no Dia do Juízo". Nada mais nobre do que errar e reconhecer o erro.

Os seus escritos não são obras-primas, seja pelo conteúdo, seja pelo estilo. Embora escrevesse com clareza, faltava-lhe profundidade e brilhantismo, na opinião de seus partidários e amigos mais chegados. Ele era uma mente prática e por isso não alçava vôos mais altos. Como um biógrafo escreveu, "seu espírito parece bem mais disposto às idéias populares, às doutrinas moderadas e aos assuntos do bom senso". Não tinha tempo para ser um autor no sentido técnico da  palavra, mesmo assim, sua obra é de um volume monumental e compreende escritos sobre teologia, biografia, história, filosofia, poesia, gramática e medicina. Só sermões publicados são 140.

Apesar de ser um pregador full-time, Wesley não era um orador tão capaz como seu companheiro George Whitefield. Este era mais veemente, tinha mais eloqüência. Mas a cada um a seu modo, Deus usou para persuadir e salvar almas. A pregação de Wesley era improvisada, algumas vezes longa, chegando a duas e até três horas. Ele não lia os seus sermões, como era a prática naqueles dias. Ele nunca lisongeava seu auditório e jamais disfarçava seus pensamentos para torná-los mais aceitáveis. Era direto, incisivo e seus olhos eram fixos nos de seus ouvintes.

A grandeza de John Wesley não deve ser buscada, portanto, em seu trabalho, sua teologia ou seus sermões, embora ele tenha feito muito, mas na sua vida pessoal, que pode ser resumida numa palavra: piedade. Ele foi um grande reformador porque foi um grande cristão. Ele vivia o que pregava. Comparado com Lutero, diz-se que este tinha mais gênio, mais imaginação, mais audácia e mais outras qualidade que o colocavam acima dos outros homens, mas Wesley era mais puro, mais singelo, mais abnegado, mais irrepreensível. Wesley tinha um amor intenso a Deus e aos homens e isto fazia dele o que ele foi. Sua capacidade de trabalho resultava desse amor.

John Wesley dizia que queria ser homem de um só livro, a Bíblia. Dele disseram que tinha uma só idéia, a salvação dos pecadores. Por isso ele foi quem foi.

Soli Deo Gloria, por John Wesley (1703-1791)


Fonte:  Cinco Solas

1 de março de 2010

1ª Epístola de Paulo Aos BRASILEIROS

Um exercício brilhante do Pastor Daniel Rocha, da Igreja Metodista de Itaberaba. Uma paráfrase parabólica contemporanizada, mas bibliocêntrica (Ops, Risos!) de uma carta de Paulo à Igreja Brasileira. Como precisávamos desta epístola!


1ª Epístola de Paulo Aos BRASILEIROS - Cap. 1


Prefácio e Saudação

Paulo, apóstolo, não da parte de homens, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, a todos os santos e fiéis irmãos em Cristo Jesus, que se encontram em terras brasileiras, graça e paz a vós outros.

Exortações à Igreja

Rogo-vos para que não haja partidos entre vós. Mas vejo que é isso que está ocorrendo, pois uns dizem: eu sou de Malafaia; outros, de Macedo; outros, do Soares; outros de Feliciano; Quem é Malafaia? Quem é Soares? Quem são eles? [1] Por acaso Cristo está dividido? Não são neles que devemos postar nossos olhos, mas em Cristo, o único que morreu por nós.

Vejo que ainda sois meninos na fé quando o propósito de cada um é só buscar bênçãos para si, visando os próprios interesses e não o interesse do Corpo. Digo-vos que a maior benção já vos foi concedida na cruz quando fostes resgatados da morte e das trevas. Agora, aprendam a viver contentes e dar graças a Deus por tudo [2] .

Sinais e Prodígios

Assim como os judeus pediam sinais em minha época [3], há muitos que só pensam em prodígios e maravilhas: fazem correntes e marcam hora para as curas se efetuarem, e eu já havia advertido aos seus irmãos de Tessalônica que tão somente orassem o tempo todo, [4] pois apenas Deus é quem sabe a hora de atender. Eu mesmo deixei Trófimo doente em Mileto, [5] o amado Timóteo foi medicado enquanto esperava o Senhor curar sua gastrite, [6] e Epafrodito adoeceu mortalmente chegando às portas da morte [7]. Por que entre vós no Brasil seria diferente?

Outras admoestações

Estão fazendo rituais para amarrar demônios e declarar que as cidades do Brasil são do Senhor Jesus. Nunca vistes isso em mim e em nenhum momento em Cristo. Pelo contrário, preguei o evangelho em Éfeso, mas a cidade continuou seguindo a deusa Diana. No Areópago de Atenas riram e zombaram de minha pregação, e poucos aceitaram a palavra do evangelho; como eu iria dizer que Atenas era do Senhor Jesus? Em Corinto, a prostituição continuou a dominar a cidade, e em Roma, as orgias e as dissoluções da família até se intensificaram no decorrer dos anos. Dizer que Roma pertencia ao Senhor Jesus seria uma frase que levaria ao engano os poucos irmãos verdadeiramente convertidos.

Na verdade muito me esforcei e fiz de tudo para ver se conseguia salvar a alguns [8]. Nunca ensinei a reivindicar territórios, mas tão somente orava a Deus que me abrisse uma porta para pregar a Palavra [9] .

Cuidado com os falsos apóstolos

Há muitos homens gananciosos aparecendo no meio de vós no Brasil dizendo que são apóstolos e criando hierarquias para exercer domínio uns sobre os outros, coisa que nunca aceitei. Porque tanta preocupação com títulos? Por que ninguém se contenta em ser chamado simplesmente servo? Pois é isso é o que realmente importa. Saibam que há muitos obreiros fraudulentos transformando-se em apóstolos de Cristo [10].

Já vos advertira que depois da minha partida, entre vós penetrariam lobos vorazes que não poupariam o rebanho de Cristo [11], vós não lembrais disso brasileiros?

Sobre os dons espirituais

Soube que muitos estão preocupados com os dons. É verdade que eles são importantes, mas o Espírito concede a cada um conforme melhor lhe convém [12]. Tenho percebido que valorizam principalmente os dons sobrenaturais – como falar em línguas, visões, curas e revelações – e esquecem-se que ensinar bem as Escrituras, administrar com zelo as coisas de Deus e promover socorro aos necessitados também são dons espirituais [13].

Mas o que eu quero mesmo é que estejais buscando para suas vidas o fruto do Espírito. De nada adianta ter fé suficiente para curar pessoas, transportar montes e expulsar demônios se ficais devorando uns aos outros, [14] se não têm amor, se provocam rixas e intrigas entre si e dão mau testemunho.

Ofertas ao Senhor

Quanto às ofertas e sacrifícios, já falei por carta: no primeiro dia da semana cada um separe segundo sua prosperidade [15]. Nunca fiz leilão de bênçãos do Senhor, desafiando o povo a ofertar começando com 10 moedas de ouro até chegar ao que tinha um denário. O único sacrifício aceitável por Deus já foi feito na cruz pelo seu Filho Jesus, entendais isto brasileiros.

Quando Deus me der oportunidade de visitar-vos quero conhecer os que estão se enriquecendo com o Evangelho e enfrentar-lhes face a face. A piedade jamais pode ser fonte de lucro [16] e se continuarem nessa sórdida ganância haverão de sofrer muitas dores [17].

A busca da verdadeira maturidade

É imprescindível que manejem bem a Palavra, pois chegou ao meu conhecimento que esta é uma geração tão ignorante nela que estão sendo enganados por lobos vorazes, que trazem enganos e sofismas, e a esses, de boa mente, os tolerais [18]. Lembrem-se que quando preguei em Beréia o povo consultava a Palavra para ver se as coisas eram de fato assim [19]. Porque não fazeis vós o mesmo? Ora, os ardis de satanás vêm sempre disfarçados na pregação de um anjo de luz [20].

Vejo que entre vós há muitos acréscimos e deturpações daquilo que falei. Admoesto-vos a que não ultrapasseis o que está escrito [21] .

As saudações pessoais

Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo, e sim a seu próprio ventre [22], seus próprios interesses. Em breve vos vereis.

A bênção

A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós do Brasil [23].



Original do autor Daniel Rocha em Metodista 2007 ;
Vi em Buscai o Reino, e Genizah divulgou
e o Alan orenegado copiou.

REFERÊNCIAS [1] - 1Co 3.5 [2] - Fp 4.11; 1Ts 5.18 [3] - 1Co 1.22 [4] - 1Ts 5.17 [5] - 2Tm 4.20 [6] - 1Tm 5.23 [7] - Fp 2.27-30 [8] - 1Co 9.22 [9] - Cl 4.3 [10] - 1Co 11.3 [11] - At 20.29 [12] - 1Co 12.7 [13] - Rm 12.7-8 [14] - Gl 5.15 [15] - 1Co 16.2 [16] - 1Tm 6.5 [17] - 1Tm 6.10 [18] - 2Co 11.4 [19] - At 17.11 [20] - 2Co 11.14 [21] - 1Co 4.6 [22] - Rm 16.17-18 [23] - 2Co 13.13