12 de agosto de 2016

AS MUITAS MENTIRAS DO CASO FELICIANO

Anteontem uma leitora me enviou por email vários prints que a jornalista ou estudante de jornalismo (o PSC afirmou que ela não tem diploma de nível superior) Patrícia Lelis enviou para um grupo no WhatsApp. Gostaria de publicá-los aqui, pois eles apontam várias mentiras. Como essas pessoas mentem! 
Patrícia mente também, sem dúvida. Antes do escândalo vários reaças já diziam que Patrícia era uma mentirosa compulsiva do nível Sara Winter (aqueles que já não gostavam dela a chamavam de "Sara Winter sem aborto"). 
Pra quem não está perdido neste novelão todo, um breve resumo: no dia 15 de junho, a jovem Patrícia, uma anti-feminista e militante do PSC, foi ao apartamento funcional em Brasília do deputado e pastor Marco Feliciano, para uma reunião sobre a CPI da UNE. Isso segundo ela, e câmaras do prédio devem provar se este simples fato é verdade. No apê de Feliciano, de acordo com a versão dela, ele a assediou, ofereceu salário para que ela se tornasse sua amante, e, diante da negativa, a atacou -- mordeu, chutou, machucou sua boca. Patrícia gritou, e uma vizinha tocou a campainha. Nesse momento, Patricia saiu. (Já dá pra ver que essa vizinha será uma testemunha fundamental).
Pouco depois, ainda segundo Patrícia, ela procurou a direção do PSC. Ela diz que o pastor Everaldo, presidente nacional do partido, a ameaçou e ofereceu uma sacola de dinheiro para ela ficar quieta. O PSC já mudou sua versão: primeiro havia dito que Everaldo não se encontrou com ela; agora, depois que os advogados de Patrícia pediram vídeos da câmara para provar que ela esteve no gabinete do pastor, o PSC não nega o encontro, apenas o que foi discutido no encontro. 
Mensagem atribuída a
Marco Feliciano, do
seu celular para P.
Patrícia trocou mensagens com Feliciano depois do ocorrido. Assessores confirmaram que aquele era mesmo o telefone do pastor (depois ele mudou o número). Numa das mensagens, Feliciano escreveu: "Sabe do que tenho saudades? De te agarrar e ficar olhando sua carinha linda de choro gritando 'não'". 
Patrícia não foi à delegacia, mas procurou vários amigos. Um deles foi um ex-professor, Hugo Studart, que entrou em contato com outro jornalista, Leandro Mazzini, colunista do Uol. A atitude de Studart e Mazzini tem sido exemplar e transparente.Mazzini se reuniu com Patrícia em Brasília e ela lhe passou prints e áudios. Mas, assim que ele publicou a coluna, ela apareceu para desmentir tudo em dois vídeos. Mazzini divulgou então um áudio explosivo em que Talma Bauer, chefe de gabinete de Feliciano, conversa durante uma hora com Patrícia, pedindo-lhe que esqueça tudo, que perdoe.
Enquanto isso, sites cristãos e reaças se empenharam para destruir a reputação de Patrícia. Inventaram prints (obviamente fakes porque erraram até as datas -- dois prints iguais com horários diferentes?) para contar uma outra narrativa: que Patrícia assediava Feliciano, e não o oposto. Como ele a recusou, a "louca desequilibrada vingativa" (você conhece essa história) jurou vingança. Desculpa, gente, mas tem que ser muito ingênuo pra acreditar nessa versão do pobre pastor santo sendo perseguido por uma mocinha. 
Emerson, Bauer, Marcelo e Patrícia
em churrascaria em SP
Patrícia desmentiu os vídeos desmentindo tudo e foi para SP. Bauer foi junto. O PSC deixou pagas onze diárias de hotel pra ela na Consolação. Isso é confirmado pelos funcionários do hotel. Na sexta passada, ela fez BO em SP denunciando Bauer por sequestro e cárcere privado. O delegado viu vídeos de Patrícia conversando (e inclusive negociando) com Bauer. Ela foi ao shopping, gastou R$ 400 numa churrascaria e 700 em manicure. A polícia concluiu que ela estava mentindo sobre as denúncias contra Bauer e agora está investigando a moça por extorsão. O fato é que tem R$ 20 mil na delegacia, e ninguém se diz dono. 
Feliciano gravou um vídeo ao lado da mulher dizendo-se perseguido, mas que perdoava Patrícia. O PSC afirmou que processará a ex-militante. Ela fez BO em Brasília e o caso já está com o procurador-geral (Feliciano, por ser deputado, tem foro privilegiado). 
Por enquanto é isso, mas todo dia surgem novas revelações e reviravoltas. Este é meu terceiro post sobre o caso. Nos outros dois, incluí montes de updates, assim que novas notícias foram saindo, assim que o pessoal as mandava pra mim. Só estou fazendo isso porque estou de férias. Se eu estivesse trabalhando, não teria tempo de acompanhar a novela. E, se eu estivesse viajando, na praia, não ia querer saber de nada. 
Talma Bauer e Patrícia em
Brasília: o vídeo do áudio
Reaças estão comemorando a decisão do delegado de SP de investigar Patrícia como prova de que tudo é mentira. Na realidade, é prova de que tem muita verdade aí. Não sobre as ameaças e cárcere, mas sobre a tentativa de estupro. Afinal, se Feliciano é inocente, se nada aconteceu, seele foi uma vítima da "histeria feminina", por que o PSC ofereceu 300 mil pra Patrícia? Por que já deu 50 mil? Por que tentaram comprar seu silêncio?
Cabe cautela também às feministas. Somos solidárias e estamos apoiando Patrícia pois sabemos que todas as vítimas de estupro são automaticamente desacreditadas e tratadas como culpadas. E também, vamos ser francas, estamos mergulhadas no caso porque o acusado é um podre total como Feliciano. Até parece que "indignação seletiva" é apenas algo das feministas ou da esquerda. Veja nos sites reaças o quanto eles falam quando os acusados são da direita. Todos temos lado. 
É bacana que feministas estejamos apoiando uma anti-feminista. Sororidade acima de tudo, parece. Na prática as coisas não são tão bonitas. Tá cheio de feminista que não recebe sororidade nenhuma de outras feministas ao ser atacada. Acho que temosque apoiar Patrícia, mas com muitos pés atrás. Primeiro, ela continua sendo reaça de carteirinha. Ela se aproximou da gente porque sabe que, no momento, somos das poucas que a apoiamos. Segundo, ela mente mesmo. Já deu várias mostras disso. O que não quer dizer que ela esteja mentindo sobre o caso da tentativa de estupro em Brasília no dia 15 de junho. Mas eu me recuso a vê-la como heroína de alguma causa. Ontem li post de uma feminista dizendo como Patrícia é empoderada por ter gasto R$ 700 (provavelmente do dinheiro do PSC) pra fazer as unhas antes de dar coletiva. Menos, gente.  
Bom, agora vamos aos prints que recebi. O escândalo vem dominando as redes sociais há dez dias, e, desde o começo, todo mundo queria saber o posicionamento de Sara Winter. Ela e Patrícia eram amigas, pertenciam ao mesmo partido, defendiam as mesmas causas reaças, insultavam feministas juntas. Sara, que nunca decepciona, escreveu no domingo, dia 7/8, que embora tenha se hospedado quatro dias na casa de Patrícia, não tinha amizade com ela. Sara também disse que percebeu "mentiras bobas e desnecessárias" (não vou nem começar a elencar as inúmeras mentiras de Sara, desde fingir um sequestro, quando ainda era parte do Femen, a dizer que o debate nunca transmitido em que eu e ela participamos na RedeTV em fevereiro teve que ser interrompido para que eu me tomasse calmantes).
O que Sara postou está de total acordo com a nota do PSC: Patrícia nunca foi filiada ao PSC, ela tem problemas psicológicos, mente, é doida...Gaslighting total. Aliás, mentir que Patrícia não era do PSC, quando a própria Sara publicou uma nota celebrando a filiação de Patrícia, em que ela posava ao lado do pastor Everaldo, segurando um certificado, pega mal pacas. Patrícia não só fazia parte do partido, como era uma liderança do PSC Jovem. 
Na verdade, Sara e Patrícia eram tão não próximas que tinham até um código pra se comunicar entre elas. Esta primeira parece ser da última sexta-feira, dia 5 de agosto, dois dias antes de Sara publicar no seu FB uma nota contra Patrícia. Sara em branco, Patricia em verde.
Mais reveladoras ainda são as mensagens que Patrícia trocou com a psicóloga homofóbica Marisa Lobo. Marisa, que era filiada ao PSC, agora concorre à vereadora pelo Solidariedade (partido do Paulinho da Força Sindical, tudo a mesma coisa). Ela conversou com Patrícia no dia 19 de junho, ou seja, quatro dias após o ocorrido. Eu apaguei o número do celular de Marisa dos prints.

Esta mensagem é um pouco comprometedora para Patricia, pois ela indica uma narração diferente do que relatou antes. "Ele me segurou na cama, e foi me mordendo, beijando. Mas não chegou a fazer nada." Na narração anterior, Patricia dá a entender que conseguiu se livrar no ato, e se aproveitou que a vizinha tocou a campainha para fugir. E, numa entrevista que Patrícia deu ao SBT na segunda-feira, ela diz: "Ele começou a falar 'tira a roupa' não sei quê, eu falei 'não vou tirar', foi quando ele saiu, trancou a porta do quarto, voltou com uma faca". Essas versões conflitantes não ajudam. Mesmo assim, isso ainda configura estupro, como sabe a própria Marisa Lobo:
Marisa mostra como nada disso é novidade: "O Marco morre de medo de mim pq sabe que não concordo com as canalhices dele, então quando ele quer dar em cima de alguém que conheço, ele afasta essa pessoa de mim para eu não descobrir".
A atitude de Marisa com Patricia foi boa, pena que ficou só no privado. Em público, a psicóloga homofóbica só lança notinhas contra Patrícia e pró-Feliciano. Ainda por cima sugere que tudo é uma conspiração da esquerda, quando ela sabe muitíssimo bem que não é. E mente que não falou com Patrícia, que Patricia a procurou mas não se falaram.

Mentira é o que mais tem neste caso, e elas vem de todos os lados. E elas vão continuar. O que eu e tanta gente queremos é que a tentativa de estupro seja investigada. Até porque há inúmeras sugestões de que este não foi um comportamento isolado de Feliciano. 
E, como disse um outro pastor, um que não é fã do deputado, se tudo isso fosse armação da esquerda, podem ter certeza de que a vítima não seria uma mulher. 

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