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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

3 de fevereiro de 2010

Mestre de vodu critica auxílio cristão no Haiti




O grande mestre da religião Vudu, uma seita com grande influência no Haiti, acusa oscristãos evangélicos de monopolizarem as ajudas à população e de negligenciarem os praticantes de Vudu.


Max Beauvoir, um bioquímico licenciado na Sorbonne que é simultaneamente o grande-mestre da religião Vudu no Haiti, lamentou a descriminação de que estão a ser alvo os seus fiéis.

"Os evangélicos controlam o aeroporto", acusou, "dão tudo o que chega aos seus próprios fiéis, o que é lamentável".

Beauvoir falava pouco depois da chegada do primeiro carregamento de comida a Mariani, uma vila nos arredores de Port-au-prince cujos habitantes são na maioria adeptos do Vudu.

O Vudu foi desenvolvido no Haiti pela população local. Inclui vários elementos do cristianismo, incluindo a crença num Deus supremo. Mas para os seus praticantes esse Deus é distante e não interfere nos assuntos do mundo. Em contrapartida, a terra está cheia de espíritos, chamados Iwa, que são invocados pelos fiéis para alcançar determinados fins.

A religião inclui a prática de sacrifícios animais. Opositores desta religião acusam-na da permitir também sacrifícios humanos, mas Beauvoir e outros representantes recusam essas acusações, dizendo que o Vudu é uma força para o bem.

Fonte: Renascença

COMENTÁRIO:

Ao ler esta notícia, publicada num site católico brasileiro, não consegui acreditar na total veracidade da informação, pois diante do caos que domina aquele país, onde milhares de pessoas estão desabrigadas e caminham pelas ruas, sem destino, é IMPOSSÍVEL saber que é evangélico ou não evangélico.

Qual a diferença entre cristão e cristão evangélico? Cristãos são todos que professam a fé cristã, acreditando essencialmente em Jesus como o Messias, o Filho de Deus. Neste grupo estão os evangélicos, os católicos, dentre outros. Os cristãos evangélicos estão inseridos dentro do grupo cristãos. Assim como os cristãos católicos.

O mestre vodu sabe essas definições? Creio que não.

Fonte: Holofote

Si Deus...


Quem cera? Talveiz uma probessora di portugueis...


Postado por Alan orenegado

O sofrimento de ímpios e crentes

É verdade que tanto os bons quantos os maus participam das misérias e dificuldades desta vida; porém, para os ímpios, os sofrimentos são sinais da maldição divina, porquanto resultam do pecado; sua única mensagem é a ira de Deus e nossa comum participação na condenação de Adão; e seu único resultado é o abatimento da alma. No entanto, por meio de seus sofrimentos os crentes estão sendo conformados a Cristo e produzem em seus corpos o morrer de Cristo, para que a vida dele um dia se manifeste neles [2Co 4.10]. Estou falando das aflições que eles suportam em virtude do testemunho de Cristo [Ap 1.9], porque, ainda que as disciplinas que o Senhor lhes impõe, em virtude de seus pecados, lhes sejam benéficas, eles não podem, com justiça, dizer que participam dos sofrimentos de Cristo, a menos que sofram por sua causa, como lemos em 1 Pedro 4.13. Portanto, o que Paulo quer dizer é que Deus está sempre presente com ele em suas tribulações e que, em suas fraquezas, é sustentado pelas consolações de Cristo, de modo a ser impedido de se ver esmagado pelas calamidades.

João Calvino
In: Comentário sobre 2Co 1:5

Vi no:  Cinco Solas

BISPO PREVÊ FIM DA IGREJA

Dirigente da Igreja Cristã Nova Vida, Walter McAlister fala do legado do pai e constata que a fé evangélica mudou muito

Por Carlos Fernandes

Durante muitos anos, a voz de sotaque inconfundível foi familiar aos crentes brasileiros: "Que Deus os abençoe rica e abundantamente", dizia o fundador da Igreja Pentecostal de Nova Vida pelas ondas da Rádio Relógio Federal. O missionário canadense Robert McAlister, carinhosamente conhecido no Brasil como bispo Roberto, teve papel destacado na inserção do Evangelho entre as classes médias urbanas. A denominação que fundou ajudou a mudar o conceito da sociedade acerca dos evangélicos – e, passados dezesseis anos de sua morte, seu legado é incontestável. "Ele deixou um exemplo de seriedade e valorizou a vocação pastoral", diz, com orgulho, seu filho e sucessor no ministério, Walter McAlister Jr.

Mas os tempos e a Igreja Evangélica são outros. E Walter, mais do que ocupar o púlpito que um dia foi de Roberto, hoje é um analista do segmento no qual nasceu, cresceu e construiu sua carreira ministerial. Aos 53 anos, o bispo está lançando O fim de uma era(Anno Domini), livro no qual fala como observador e participante ativo do movimento evangélico nacional, com todas as suas facetas, crises e paradoxos. Mas a experiência própria não é a única credencial que ostenta – Walter, nascido nos Estados Unidos e naturalizado brasileiro, tem uma sólida formação acadêmica e teológica, que inclui os cursos de graduação e mestrado em disciplinas como psicologia e estudos bíblicos na América do Norte. Ordenado ministro do Evangelho em 1980, ele hoje é o bispo primaz e presidente do Colégio dos Bispos da Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida, entidade que agrega 140 congregações.

O quadro que emerge de seu livro não é animador. Walter prevê o fim da Igreja – não o corpo místico de Cristo, que segundo ele "nunca falirá", mas o atual conceito de igreja no Brasil. "A Igreja Evangélica hoje não cresce, incha. A diferença é que um corpo, quando cresce, mostra saúde; já o inchaço é sintoma de alguma doença", aponta. Como outros indícios desse mal, o bispo aponta a superficialidade, o mundanismo, a falta de ética e a corrupção. "Aliás, no que tange à corrupção do mundo secular, ela em pouco difere da que se alastra nos meios cristãos", lamenta. Durante esta conversa com CRISTIANISMO HOJE, Walter McAlister admitiu que lhe dói o coração ver a situação da Igreja contemporânea: "Queria ser mais gentil. Mas há momentos em que se faz necessário e urgente dizer a verdade dura, mesmo que isso nos custe muito."

CRISTIANISMO HOJE – Em O fim de uma era, o senhor analisa a Igreja contemporânea, e o quadro que traça não é nada animador. Trata-se de uma instituição falida?

WALTER MCALISTER – Não, a Igreja nunca falirá. Ela é o corpo de Cristo e consegue sempre atravessar os séculos, mesmo que seja por meio de um remanescente fiel. Mas O fim de uma era trata do conceito atual de igreja no Brasil, e este sim, está prestes a falir. Ela está à beira de uma série de mudanças que serão percebidas como o fim, se não da Igreja como um todo, certamente de um "sonho" ou de um ideal que hoje ocupa o imaginário cristão.

No livro, o senhor chega a falar até mesmo do fim do atual modelo de cristianismo ocidental. Caso esteja certo em seu prognóstico, o que virá depois dele?

Historicamente, o que geralmente se segue a épocas como a nossa é um período de perdas, perseguições e desencanto. Os que se preparam para tais épocas promovem reflexão, semeando para uma nova era de vigor e devoção. Em primeira instância, haverá muito choro, revolta e medo. Haverá quem vá perguntar o que deu errado e os que se calarão, pasmos pelas perdas. Muitos fugirão dos líderes desacreditados. As coisas podem piorar ainda mais. Mas há sempre a possibilidade de renovação em meio aos escombros. O remanescente fiel se voltará para Deus em oração. Haverá redutos de oração intercessória, contrição e comunhão.

Alguns demógrafos preveem que os crentes poderão ser metade da população nacional já por volta da década de 20 deste século. Poucas nações do mundo experimentaram avanço tão notável de um segmento religioso na história contemporânea, fato que é muito festejado por líderes evangélicos – e criticado por outros tantos, que não têm enxergado qualquer mudança significativa na sociedade a partir dessa maior presença evangélica. É um paradoxo?

A Igreja Evangélica no Brasil hoje não cresce, incha. A diferença é que um corpo, quando cresce, mostra saúde; já o inchaço é sintoma de alguma doença. A qualidade da nossa devoção coletiva caiu muito, embora os nossos números tenham crescido. Os que não veem mudança estão equivocados. Mudou muita coisa, sim. No livro, mostro que tanto a sociedade quanto a Igreja Evangélica visível se tornaram mais superficiais, mais fascinadas pelos meios, mais gananciosas – e ficaram menos éticas e menos sérias. Aliás, no que tange à corrupção do mundo secular, ela em pouco difere da corrupção que se alastra nos meios cristãos.

Cada vez mais pessoas famosas, como artistas e celebridades, têm frequentado igrejas, mas essa alegada conversão parece não interferir em seu comportamento. Qual o preço disso para a fé evangélica?

A fé foi banalizada e transformada numa filosofia vazia. Em grande parte, a Igreja perdeu a sua alma. O fato de celebridades afirmarem conversão sem o necessário fruto de arrependimento é o resultado direto, e mais visível, de uma distorção da mensagem cristã. Afirmar que uma profissão pública de fé é o suficiente para que alguém se considere salvo reduz o conceito da salvação a um momento de decisão apenas. Mas Tiago disse que fé sem obras é morta. Muitos chegarão a Cristo, no último dia, fazendo uma "profissão" de fé. Mas obterão uma resposta condenatória, por eles terem praticado o mal. Paulo disse que o justo viverá pela fé, mas também disse que haverá ira e indignação para os que são egoístas, que rejeitam a verdade e seguem a injustiça, conforme Romanos 2.7 e 8.

O senhor aponta os líderes evangélicos como grandes responsáveis pela crise da Igreja. Qual a sua avaliação sobre a liderança evangélica brasileira?

A liderança evangélica brasileira reúne de tudo um pouco. Ocupamos um espectro largo, que vai dos mais corruptos e hipócritas aos mais piedosos e angustiados com a situação atual. Há homens muito bons no Brasil que querem servir ao Senhor, mas são pressionados, qual Arão, a fabricar bezerros de ouro para agradar o povo e garantir, por exemplo, uma reeleição a seu posto. Mas também há lideres que vendem seus púlpitos a agendas políticas, ou pior, traem sua vocação sacerdotal se candidatando pessoalmente a cargos eletivos. Há mercantilistas que usam o Evangelho como desculpa para vender seus produtos na TV, enriquecer ou obter benesses de poderosos. Para eles, a Bíblia é um pretexto e não uma autoridade. São pessoas equivocadas ou corruptas, que criam igrejas vaidosas, vazias e superficiais. Por outro lado, há homens que se dedicam, de corpo e alma, ao serviço do povo de Deus. Não são famosos, mas estão dando sua vida em prol do rebanho do Senhor.

Por que a Igreja contemporânea tem abandonado temas antes considerados inegociáveis, como arrependimento, justificação pela fé, juízo de Deus, céu e inferno e segunda vinda de Cristo?

Porque essas não são mensagens populares. Elas incomodam aqueles que procuram na fé apenas um meio de alcançar bem estar. Somos uma civilização narcisista, uma sociedade que define o mundo a partir da sua própria vontade. Como já aconteceu inúmeras vezes ao longo da história da Igreja, a proclamação do Evangelho hoje rende-se muitas vezes às questões do dia a dia, da moda ou dos anseios da sua geração.

E quanto aos assuntos básicos da fé e da prática evangélica, como batismo, liturgia e pecado? Na sua opinião, as igrejas têm falhado no ensino?

A Igreja sofre, de modo geral, de um analfabetismo bíblico e teológico, bem como uma miopia histórica surpreendente. Pelo nível de ignorância bíblica que percebo na maioria dos cristãos, associado à ausência de piedade demonstrada pelo povo de Deus, eu diria que alguém está deixando a dever. Esse problema não acha sua fonte no rebanho, mas nos pastores. É bom lembrar que foram os líderes das sete igrejas do Apocalipse que foram cobrados pela condição dos rebanhos.

Evangélicos sempre criticaram católicos por suas concessões à religiosidade popular e às superstições religiosas. A Igreja Evangélica brasileira pratica hoje uma fé sincrética?

Sem dúvida! No que diz respeito à religiosidade popular, já ultrapassamos os católicos. Aliás, de uns tempos para cá, os católicos até estão copiando as nossas práticas populares.

É possível falar-se em unidade do Corpo de Cristo diante da infinidade de igrejas e denominações que existem hoje?

A unidade do Corpo de Cristo não é um projeto, é um fato. Ao mesmo tempo, Paulo disse que é necessário que haja divisões entre nós para que os aprovados sejam conhecidos, conforme I Coríntios 11. Logisticamente, a união institucional é impossível; sempre foi assim, desde a Igreja do primeiro século, com todas as suas divergências e ramificações. Todavia, há uma só Igreja. Quem a vislumbra como um todo vê algo estranhamente animador: há membros da Igreja invisível atuando em todos os arraiais. Há pessoas piedosas, devotadas a Cristo, com todos os seus defeitos, erros de doutrina e diferenças, que estão contribuindo para o crescimento do Reino de Deus.

Por que a evangelização clássica, aquela da visitação a lares e hospitais, dos cultos ao ar livre e do evangelismo pessoal, foi abandonada pelas igrejas?

Bem, não estou ciente de tal abandono. Há ainda muitas igrejas que visitam lares e realizam evangelismo em hospitais ou prisões. Acontece que a comunicação vem sofrendo uma revolução incrível. Talvez, no caso de cultos ao ar livre, eles tenham sido substituídos por novas formas de proclamação. Mas concordo que não há o mesmo zelo por almas perdidas que vi quando jovem. Talvez tenhamos nos tornados frios e sem compaixão pelos que estão se perdendo. É um fato triste e denuncia o esfriamento do nosso amor, inclusive pelo Senhor.

Pode-se dizer que o neopentecostalismo é um movimento de fé genuinamente evangélico?

Antes de tudo, é fundamental aqui definirmos bem os termos evangélico e neopentecostal. Primeiro: o termo neopentecostalismo não é para mim um conceito cronológico, no sentido de um movimento que evoluiu com o passar do tempo a partir do pentecostalismo e que, por isso, configuraria uma nova etapa do pentecostalismo. Nada disso. Quando falo de neopentecostalismo, refiro-me a algo que evoluiu a partir da invasão de valores neoliberais e materialistas na periferia do antigo pentecostalismo. O que resultou dessa mutação é uma espiritualidade formada em função de valores e anseios seculares, mundanos.

O que deu certo e o que deu errado no neopentecostalismo brasileiro?

O que deu errado é que eles acabaram formando valores anticristãos e levam pessoas a segui-los. Nesse caso, expandir esse tipo de fé não é nenhum mérito – na verdade, é um problema. O que deu certo – e eu não diria que "deu certo", mas que funcionou – para o neopentecostalismo foi atender certos anseios das massas, no que se refere aos desejos dessa geração, e oferecer soluções fáceis, como qualquer profissional de marketing faria. O povo se sente explorado, impotente e vitimado. Assim, a oferta de uma certa ilusão de poder adquirido é tudo o que o povo quer. Por isso, os neopentecostais crescem numa velocidade impressionante.

A fé como produto de consumo, onde a bênção está diretamente ligada à atitude do devoto diante da organização religiosa, é a ênfase na mídia produzida pelos grupos evangélicos, particularmente na TV. É uma maneira legítima de divulgar a fé?

De forma alguma; é antibíblica, pois Deus fica em segundo plano, enquanto o cliente – o necessitado – fica em primeiro. Em vez de pregar submissão a Deus e confiança na sua vontade, que pode até se manifestar por meio de cura ou resposta a oração, vemos o benefício proclamado como o bem principal. Isso é idolatria. Além do que, a televisão em si é um meio comprometido e incapaz de formar conceitos cristãos. A presença de pastores na televisão é equívoco. Um equívoco bem-intencionado, mas ainda assim um equívoco.

A Igreja Cristã Nova Vida é neopentecostal?

Não a considero neopentecostal, como muitos a classificam, pois ela nem de longe compactua com esses valores e anseios. Somos "neo" por termos sido fundados há pouco tempo, em termos históricos, e somos "pentecostais" por crermos na continuidade dos dons manifestados no dia de Pentecostes. Mas não somos neopentecostais, pois rejeitamos essa espiritualidade mundana e todas as suas práticas. Na verdade, as origens da Igreja Cristã Nova Vida se reportam à Rua Azuza, em Los Angeles, em 1906. Meu tio-bisavô, R.E. McAlister, levou a mensagem pentecostal de lá para o Canadá, onde ajudou a fundar as Assembleias de Deus canadenses. Seu sobrinho, Walter – meu avô –, foi superintendente nacional durante os anos 50 e o filho dele, Robert, foi o nosso fundador. Fomos fundados, então, em cima dos firmes alicerces de Azuza e não de movimentos análogos posteriores. Assim, meu pai não "brotou" no Brasil com uma nova teologia inventada; ele deu continuidade à teologia clássica que vinha se desenvolvendo em seu país desde o avivamento de Azuza.

Seu pai, carinhosamente chamado pelos crentes brasileiros de bispo Roberto, teve participação direta na explosão do neopentecostalismo. Diversos líderes dessa corrente – Edir Macedo, fundador da Igreja Universal; Romildo Soares, que deu origem à Igreja da Graça; e Miguel Ângelo, da Cristo Vive – são oriundos da Igreja de Nova Vida e foram seguidores de Roberto. Olhando agora em perspectiva, como o senhor avalia este legado? Acha que o bispo McAlister cometeu equívocos em sua trajetória ministerial?

Todos cometem equívocos. Mas qualquer pessoa com um mínimo de informações não estereotipadas e superficiais sobre o bispo Roberto sabe que não se pode atribuir as práticas neopentecostais negativas aos equívocos do meu pai. Veja que muitos ex-católicos fundaram seminários evangélicos conceituados, mas ninguém aponta o papa como pai desses seminários. Ora, do mesmo modo, é um equívoco apontar meu pai como ligado diretamente a esses movimentos. O fato de a Nova Vida ter sido o lugar onde esses líderes começaram sua jornada cristã não faz de meu pai seu mentor. Basta ler seus livros, comoO encontro real, Dinheiro – Um assunto altamente espiritual e Bem-vindo ao Reino de Deus, entre outros, para perceber que, mais de trinta anos atrás, ele já denunciava como negativas as práticas que depois se tornariam tão conhecidas e associadas ao mundo neopentecostal.

Por que a Nova Vida dividiu-se em duas correntes?

Porque houve quem não concordasse com a direção que dei à denominação após a morte de meu pai. Houve ainda quem vislumbrasse outro para sucedê-lo como primaz. Eles estavam no seu direito de achar isso.

Isso não foi resultado da descentralização administrativa, já que cada igreja local recebeu autonomia?

Bem, vamos considerar que ajuntamento de facções não constitui união. Ao darmos independência, cada um pôde escolher pertencer ou não. A união tornou-se muito mais legítima, uma vez que passou a ser uma questão do coração e não de um nome em comum apenas. A Igreja Cristã Nova Vida é uma associação voluntária de igrejas independentes, que afirmam o bispo primaz como o seu pastor. Mas cada pastor opta livremente por seguir minha liderança, que é pastoral em palavra e exemplo. Os líderes que não desejam continuar a andar conosco estão perfeitamente livres para sair, sem perder pensão ou plano de saúde, nem tampouco a sua igreja. A minha atuação, assim como a do Colégio de Bispos, funciona como numa igreja local – só que os nossos membros são ministros ordenados. Nós velamos pelo bem estar de cada pastor, pela ética, pela harmonia doutrinária e pela transparência e a responsabilidade fiscal. Os que desejam andar conosco empenham sua palavra de viver dentro desses parâmetros, afirmados anualmente na assinatura da Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida.

Uma reunificação das diferentes vertentes hoje faria sentido?

Isso não me parece plausível. Uma reunificação teria de passar pelas mesmas questões que nos separaram desde o início. Hoje existem muitas "Novas Vidas", igrejas que saíram de nós e de algum modo mantêm o, digamos, sobrenome por se reportarem ao bispo Roberto como fundador. Não há planos para reunificá-las. Acho que seria como querer transformar o português, o espanhol e o francês novamente em latim. Muito tempo passou, doutrinas foram reavaliadas, posturas foram firmadas e cada linha de atuação acabou por se distanciar das outras. Embora tenhamos esse mesmo sobrenome, somos igrejas realmente diferentes.

As diferenças entre igrejas tradicionais e pentecostais já não têm a mesma diferença de outros tempos. É como se houvesse uma terceira via teológica, misturando as características dos dois grupos. O senhor acha isso bom ou ruim?

Para responder, é preciso analisar caso a caso. Há igrejas tradicionais que realizam cultos nos moldes neopentecostais. Não creio que isso seja benéfico. Pelo contrario, é um modus operandi esquizofrênico, pois nos cultos tradicionais essas pessoas abraçam as máximas da tradição, mas em determinados momentos abandonam essas máximas para desfrutar de métodos neopentecostais. Por outro lado, há pentecostais que estão se reavaliando. E, consequentemente, buscando trazer do passado práticas e noções bíblicas e benéficas que claramente foram perdidas durante a ruptura entre os tradicionais e os pentecostais, para não falar da ruptura que houve durante a Reforma Protestante. Concordo que houve uma mistura e creio que cada igreja seria muito bem servida pelos seus lideres se voltasse a valorizar suas próprias origens. Afinal, uma tradição não é uma prisão, e sim um lar.

O senhor diz em seu livro que se sente solitário no ministério. Quais os reflexos dessa solidão na vida de um ministro do Evangelho?

Essa solidão nos remete ao silêncio e a uma reavaliação constante de motivações. Ou vivemos perante a face de Deus intencionalmente ou buscamos nos outros a justificação de nosso ministério e nossa vida. O primeiro é um caminho difícil, mas necessário. O segundo é vaidade e correr atrás do vento.

Data: 3/2/2010
Fonte: Cristianismo Hoje

Jovem Pan faz campanha e diz que novela exibe ‘devassidão’

    A rádio Jovem Pan, conhecida por colocar no ar campanhas polêmicas, lançou na semana passada um editorial contra "novelas do horário nobre".

    O texto diz que "a liberdade de expressão passa por desvios escabrosos no mundo moderno". "Enquanto na Venezuela se lacram canais de TV, aqui a disputa de audiência coloca no ar uma libertinagem que agride a família brasileira",diz o editorial, que continua: "a devassidão está escancarada".

 

    A rádio não fala o nome da trama, mas dá exemplos de cenas: "A fidelidade morreu. Em cena de café da manhã, a filha sai do quarto com o namorado e se assenta à mesa, na mais absoluta naturalidade. Ali, na outra cena, amigas planejam outro lance de traição e torpeza."

 

    A novela das oito da Globo, "Viver a Vida", mostra a infidelidade principalmente com Gustavo (Marcello Airoldi) e Betina (Letícia Spiller). E Betina costuma falar com a amiga Ingrid (Natália do Valle) sobre a intenção de trair o marido.Na trama também há namorados que tomam café com a família após dormirem juntos, em especial Miguel (Mateus Solano) e Renata (Bárbara Paz).

 

    Procurada, a Central Globo de Comunicação afirmou que "a novela é uma obra de ficção, que não tem compromisso com a realidade". A emissora defende que "ao recriar livremente situações, problemas e dilemas de nosso dia a dia, a teledramaturgia busca apenas tecer o pano de fundo para histórias que, na verdade, discutem os sentimentos humanos: amor, amizade, compaixão, vaidade, ódio, inveja... Esta é a sua função (social): entreter, permitindo que nos identifiquemos com tramas, personagens etc., estimulando assim a reflexão sobre nossos valores, crenças, atitudes e comportamentos."

 

     A Globo diz ter "convicção de que a abordagem de temas de interesse social nas novelas contribui com a mobilização da sociedade". "Muitas vezes esses assuntos acabam até por ganhar a pauta de veículos de comunicação em todo o país, potencializando o debate e a busca de soluções. São diversos os exemplos do impacto do merchandising social nas novelas."


Fonte: 
Coluna Outro Canal/ Folha de São Paulo

Dia de Iemanjá: Feriado na Bahia é a maior manifestação do candomblé

Em vários lugares do país Iemanjá é homenageada 

Hoje, 02 de Fevereiro é feriado na Bahia. Dia de Iemanjá, a Rainha do Mar. Mas para a liturgia católica hoje é dia de N. Srª. Das Candeias, que é mais freqüentemente paralelizada com Oxum, a vaidosa deusa das águas doces.

É a única grande festa religiosa baiana que não tem origem no catolicismo e sim no candomblé. A festa acontece no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. Dia em que pescadores juntamente com muitas mães de santo de terreiros da cidade levarão suas oferendas à Mãe d´Água baiana. As homenagens começaram cedo, e o auge da festa acontecerá às 16h. 

Segundo os organizadores mais de 400 mil pessoas devem participar das homenagens à Iemanjá e cerca de 300 balaios serão levados para o ritual de entrega de presentes. Diz a lenda, que os presentes que Iemanjá  aceita ficam com ela no fundo do mar, e os que ela não aceita são devolvidos à praia pela maré, à noite e no dia seguinte.



São diversas as lendas sobre Iemanjá, uma mulher, uma sereia, um filho incestuoso, um caso extraconjugal, um marido que a ridicularizava por ter os seios muito grandes, de onde, segundo a lenda, saíram dois rios e o seu ventre despedaçou-se dando origem a quinze orixás que regem os vegetais, o trovão, o ferro, a guerra, o mar, os lagos, rios africanos, a agricultura, os caçadores, os montes, as riquezas, a varíola, o sol e a lua. 



Os nomes destes orixás são: Dadá, Xangô, Ogun, Olokun, Oloxá, Oyá, Oxum, Obá, Okô, Okê, Xampanã, Oxossi, Ajê Xalugá, Orun (sol) e Oxupá(lua). No Brasil Yemanjá é orixá do mar e considerada mãe de todos os orixás de origem iorubá.



Mas o que Deus diz a respeito?

'Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna. ' Jo 4.14

'Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus'  
Ex 20.4,5a

'... Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás' Mt 4.10b

'Porque dirão os gentios: Onde está o seu Deus? Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou. Os ídolos deles são de prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; olhos, mas não vêem. Tem ouvidos, mas não ouvem; narizes, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que neles confiam. Israel, confia no SENHOR; Ele é o seu auxílio e escudo'  Sl 115.2-9

Sheila Bastos, Redação OGalileo

2 de fevereiro de 2010

Contradições dos "levitas" de hoje

"Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam. Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas. Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo" (Filipenses 3:17-20). 

   Muito envergonham a todos nós, cristãos fiéis, o péssimo testemunho de muitas lideranças eclesiásticas que pregam muito mais a prosperidade terrena que a salvação eterna. Envolvem-se em escândalos sem fim, brigam muito entre si (ou defendem um ao outro quando os interesses são semelhantes), chamam a si mesmo "bispos" e até "apóstolos", lançam profetadas e maldições sobre seus críticos, praticam lavagem cerebral em seus seguidores... 

   Só que tal apostasia não se tem limitado apenas ao campo pastoral. O que já era normal há muitos anos nos Estados Unidos da América agora se espalha pelo Brasil com uma proporção epidêmica: a multiplicação dos popstars na "música cristã contemporânea". São cantores, cantoras e conjuntos que aparentemente começam muito bem, priorizando o Reino de Deus e a salvação de almas, mas que são seduzidos pela fama, pelo dinheiro e pelos aplausos – a paródia a "Em Tua presença", grande sucesso de Fernanda Brum, parece uma contradição grotesca com o que tem acontecido nesse meio – a ponto de se afastarem drasticamente de seus objetivos originais. 

   E como ocorre tal afastamento? Por exemplo, nas apresentações que a maioria deles faz Brasil afora. Onde eles mais se apresentam? Quais são as exigências deles? Praticamente virou padrão: ou eles cobram um cachê astronômico (os mais "generosos" cobram alguns milhares de reais), ou exigem uma quota mínima de CDs a serem vendidos nos locais de apresentação. Aliás, o próprio termo "apresentação" está errado. Não era para ser "culto"? Culto a quem? A Deus ou ao ser humano que canta na igreja, no estádio, no ginásio, enfim, onde quer que o sujeito decide cantar? E dá-lhe cartazes, camisetas, faixas, CDs e DVDs à venda. Se for homem, então, lá vai uma saraivada de gritos histéricos ("Liiiiiiiindoooooo!!!"), desmaios... Ah, quase me esquecia dos autógrafos, das fotos e de tantas outras coisas que deixam o ego do músico ou da musicista na estratosfera. 

   Quando eles se apresentam no palco (dependendo da gravadora, pode ser tão grande quanto aos dos popstarsseculares), a distância entre o(a) cantor(a) ou integrante da banda é claramente perceptível. Se um deles dá uma de Nando Reis e desce do palco para pular com o público, então, é pedir para ter roupa rasgada, cabelos arrancados... Não é nenhuma surpresa ver um batalhão de seguranças em cada espetáculo. A performance daquele que deveria ser um(a) MINISTRO(A) e acaba tornando-se um(a) ARTISTA parece cuidadosamente moldada pela mídia gospel e principalmente pelas gravadoras, que compensam os contratos milionários que têm com seus respectivos popstars com os colossais retornos financeiros que recebem. Isso sem falar dos Troféus Talento da vida, dos Grammies, das aparições em programas seculares de auditório... Alguns deles, como o Régis "Melô do Zaqueu" Danese, até se sujeitam a participarem de concursos televisivos com distribuição de prêmios em dinheiro e – pasmem – de comissões julgadoras de concursos de dança. 

  O que Jesus diria se visse (e Ele vê!) tudo isso? Como o apóstolo Paulo e outros escritores bíblicos reagiriam diante de tanta apostasia? E os corais, os hinos antigos, os cultos formais e solenes onde Cristo está em primeiro lugar e o estudo da Bíblia Sagrada, por meio da mensagem pregada do púlpito, é o principal momento de cada liturgia? Será que todas essas manifestações, que tanto marcaram a história do cristianismo bíblico, perderam sua função e sucumbiram diante da voracidade da pós-modernidade? Onde estão aqueles ministros de música que se preocupavam muito mais com a vontade de Deus e com o zelo a Sua Palavra? 

   Meus irmãos, não é nenhum exagero ou fatalismo afirmar que a música sacra brasileira passa pelo pior momento de sua história. "Mas a Palavra de Deus tem rompido barreiras e chegado até onde ninguém nunca chegou!" reclamaria alguém. Isso é uma mentira terrível, pois muitas almas foram resgatadas do inferno ao longo da história e em todos os níveis sem que ninguém precisasse moldar-se ao mundo. Muitos dos "levitas" modernos ignoram um texto bíblico que todos nós deveríamos saber de cor: "E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12:2). Eles alegam "fazer a diferença" no meio dos ímpios, mas acabam tornando-se iguais a eles em muitos aspectos. Que (in)coerência! 

   O que fazer, então? Se não pudermos boicotar as músicas desses músicos que têm trocado a fidelidade exclusiva a Deus pelo apego aos rudimentos deste mundo, quando não pelos prazeres da carne, que possamos ao menos mostrar-lhes que é possível ser cristão sem ser "alienado". Que aqueles músicos cristãos que têm permanecido fiéis à sã doutrina, que se têm afastado do desejo do mundo, que – conforme cita um cântico do Ministério Palavra da Vida de trinta anos atrás – está "baseado em coisas sem valor, tão somente prazeres que não trazem satisfação", permaneçam assim. Eles não se arrependerão, pois o galardão que receberão na Eternidade é muito maior do que tudo o que a mídia, as gravadoras, a tietagem, enfim, maior do que tudo o que o mundo possa oferecer. Não permitamos que tais músicos tenham o mesmo destino de Elvis Presley, que tinha tudo para ser um poderoso instrumento nas mãos de Deus e acabou morrendo desfigurado no banheiro de sua mansão, cheio de drogas circulando por seu corpo. 

"Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores" (I Timóteo 6:7-10). 
* Soli Deo Gloria. Amém.

Texto escrito para o Blog Web Evangelista pelo amigo Paulo Martins de Oliveira Belo.

Hipocrisia pastoral

Uma das coisas mais desagradáveis que sou obrigado a conviver no convívio com "pastores", é a hipocrisia doutrinária comparativa. Líderes de ministérios estão todo o tempo fazendo comparações. Desde o número de "membros" em uma determinada congregação, passando pelas estratégias que oferecem resultados, pelas análises pseudo intelectuais de suas fundamentações teológicas e, finalmente, com a arrecadação nos gasofilácios. É sempre assim. Escolhem como critério de comparação aquilo que julgam serem melhores que os demais. Ninguém jamais quer ser comparado em um quesito que seja um ponto fraco de seu ministério/igreja.

Nesta fúria estúpida por desejar ser melhor que outros, uma das coisas que mais me ofende são os pastores retrucadores. Aqueles que sempre tem alguma coisa a acrescentar… e adoram citar textos gringos para sustentar seus pontos de vista. Temos uma geração falida em vários quesitos… e que encontrou no estilo de ser "cabeção", a maneira de ser idolatrada por suas ovelhas. É uma pena que ficar calado é uma das coisas que o "amplo conhecimento" não ensina a nenhum pastor. Uma geração de pessoas hipócritas e louca para dar respostas a todas as coisas (como se isso fosse possível). E além de tudo, uma geração idólatra, que coloca pessoas de ministérios distantes como "grandes", enquanto ignora completamente as virtudes e acertos de seus compatriotas; talvez por os considerar como concorrência.

De métodos as igrejas também estão fartas. Já sabemos até como xingar com propósito, apostolicamente ou em células. Mas tudo isto não foi capaz de produzir a tal revolução que arde no coração dos verdadeiros filhos de Deus. Um pastor que se considera treinado, preparado ou cheio de métodos e experiência, deve necessariamente ser desqualificado do serviço. Este já possui seu coração corrompido pela soberba. Não dá pra ignorar que Jesus escolheu para seus discípulos exatamete o tipo de gente que jamais escolheríamos para líderes. Jesus errou? Somos nós melhores?

Pastores, líderes, ministérios e pessoas… todos devem se apresentar de maneira transparente. Precisamos ser inspiradores mas também autênticos. Somos altamente capazes de falar sobre a glória de Deus… mas de que adianta apenas falar? Deveríamos nos revirar do avesso, mostrando nossas angústias, dificuldades, sofrimentos, medos… e TAMBÉM nossa única esperança. Devemos jogar a imagem do pastor e do super-crente no lixo. Por que o mundo jamais precisou de tais pessoas. O mundo precisa de pessoas de verdade, especialistas em chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram. Pessoas que apesar de todo o sofrimento e dificuldade, são os primeiros a por mão no bolso em favor do desconhecido que passa por necessidade.

A luz do evangelho brilha muito mais em pessoas reais.
Aqueles que olham para pessoas e enxergam como elas realmente são.
E que consideram a todos superiores a si mesmos. Pela fé!

Ariovaldo.com.br

Denzel Washington – Mantendo a fé

Denzel Washington é muito mais do que apenas um superstar, ganhador de Oscar. Ele é um cristão que leva a sério o seu papel … mesmo que isto signifique um pouco de sangue, como em seu novo filme: Book of Eli.

Denzel Washington é um dos mais bem sucedidos e respeitados atores de Hollywood. Mas o vencedor de duas estatuetas do Oscar (em 1989 e 2001 de Glória de Dia de Treinamento) é também um dos mais atuantes cristãos de Hollywood.

Filho de um pastor pentecostal de Mount Vernon, Nova York, Denzel, aos 55 anos, há mais de 30, tem participado ativamente da igreja West Angeles Church of God in Christ, lê sua Bíblia todas as manhãs, e sempre escolhe papéis em que pode "passar" uma mensagem positiva ou o reflexo de sua profunda fé pessoal.

A fé está em todo lugar no novo filme pós-apocaliptico de Denzel: The Book of Eli, que estreou sexta-feira e está sendo promovido com outdoors com os trocadilhos "B-ELI-EVE" (Acredite) e "D-ELI-VER US." (Salve-nos). No filme, Denzel assume o papel de um viajante misterioso que tem um facão como arma, chamado Eli, dirigido por Deus para proteger a última cópia da Bíblia existente na Terra – isso mesmo, a Bíblia – e levá-la para o ocidente, para protegê-la de bandidos que procuram usá-la como uma "arma" de controle.

O personagem de Denzel no filme utiliza a violência intensamente – esquartejando os bandidos em cada esquina -, mas que começa a se sensibilizar quando conhece uma garota inocente (Mila Kunis), que o lembra que podemos ficar tão presos em proteger a Palavra de Deus que, por vezes esquecemos-nos de vivenciá-la.

Para Denzel, "vivenciá-la" é essencialmente caracterizado pelo amor e sacrifício. A mensagem final de Eli, diz ele, é "faça mais pelos outros do que você faria para si mesmo". Esta uma mensagem que Denzel sempre ouviu desde criança.

"Oramos a respeito de tudo, todos os dias", disse Denzel a membros da mídia religiosa na semana passada, em Los Angeles. "E sempre terminamos com 'Amém. Deus é amor'. Eu imaginava que 'Deus é amor' era apenas uma expressão. Levei muito tempo para aprender o que realmente significava. Eu não me importo com o livro que você lê ou no que você acredita, se você não tiver amor, se você não amar o seu próximo, então você não tem nada".

Embora Denzel não seja um grande fã da palavra "religião", e se abstenha de qualquer posicionamento do tipo "Eu estou certo, você está errado", ele não se envergonha de falar, sem rodeios, sobre sua fé cristã.

"Eu creio que Jesus é o Filho de Deus", diz ele. "Eu fui batizado no Espírito Santo. Eu sei que isso é real. Eu estava numa sala. Meu rosto 'explodiu', chorei como um bebê, e aquilo quase me 'matou de susto'. Um tipo de medo que chacoalhou minha vida. Vou ser honesto com você, levantei-me e segui na direção oposta daquela que deveria. Eu não sabia o que estava acontecendo. Foi muito forte. Levei muitos anos para dar meia-volta".

Recentemente, sentado em sua casa lendo a Bíblia (esta é a terceira vez que ele está lendo-a do início ao fim), Denzel se deparou com uma passagem sobre a sabedoria e entendimento em Provérbios 4, que o fez refletir sobre sua vida.

"Estou nesta enorme casa cheia de todas essas coisas", observou. "Eu ouvi a Bíblia me dizendo: 'Você nunca vê um caminhão de mudanças atrás de um carro funerário. Você não pode levar todas essas coisas consigo. Os egípcios tentaram, mas foram roubado. Eu disse: 'O que você quer, Denzel?' E uma das palavras da devocional daquele dia era sabedoria. Então comecei a orar 'Deus, me dê uma porção daquilo'. Eu já consegui todo o sucesso possível na minha carreira. Mas eu posso ficar melhor. Eu posso aprender a amar mais. Eu posso aprender a ser mais compreensivo. Eu posso ganhar mais sabedoria".

Assim como seu personagem em The Book of Eli, Denzel acredita na vocação profética e, por isso, tenta aproveitar ao máximo do trabalho que ele acredita ter sido lhe dado pelo próprio Deus: no seu caso, a fama mundial e uma das carreiras cinematográficas mais profícuas de sua geração. Denzel se lembra de uma história de quando ele tinha 20 anos, que demonstra como ele relaciona intimamente a sua fé com sua carreira.

Era 27 de março de 1975 e Denzel – que acabara de ser expulso da escola – estava sentado no salão de beleza de sua mãe. Uma senhora que, enquanto secava os cabelos e olhava fixamente para ele, de repente, pediu-lhe um pedaço de papel e, de forma trêmula, escreveu a palavra "profecia". Aquela mulher era Ruth Green, uma das mais antigas mulheres da igreja mais antiga da cidade, conhecida por ter um dom da profecia. Naquele dia, ela disse a Denzel: "Rapaz, você irá viajar pelo mundo e falar para milhões de pessoas."

Naquele verão, Washington era um equipante em um acampamento da YMCA (Associação Cristã de Moços) em Connecticut. Os equipantes faziam esquetes para os acampantes, e alguém sugeriu a Denzel que ele tinha um talento natural para aquilo e deveria prosseguir atuando. Naquele outono, Denzel voltou a estudar no campus da Universidade Fordham, de Lincoln Center, onde iniciou sua formação em teatro. "Anos mais tarde", lembra-se Denzel", perguntei ao meu pastor, se ele achava que eu tinha um chamado para ser pregador, e ele disse: 'Bem, você não está falando para milhões de pessoas? Você não viajou o mundo?"

Reconhecendo que ele havia sido colocado em uma posição privilegiada, Denzel se sentiu obrigado a usar aquilo da melhor forma possível, "pregando" mensagens positivas sempre que estivesse atuando.

"Eu tentei direcionar meus papéis", diz ele, "mesmo nos piores papéis como em Dia de Treinamento. A primeira coisa que eu escrevi no meu script (de Dia de Treinamento) foi 'o salário do pecado é a morte'. No roteiro original, você descobria que meu personagem havia morrido pela televisão. E eu disse, 'Não, não. Para que eu pudesse justificar que ele havia vivido da pior maneira possível, ele teria de morrer da pior maneira, também. Eu fui arrancado do carro pelo Ethan [Hawke], rastejei como uma cobra… O bairro inteiro virou suas costas para mim e então eu fui feito em pedaços".

Foi mais fácil "direcionar" o personagem de Eli em uma direção positiva, "quer dizer, quase fácil", brinca Denzel, porque "esse cara é mais violento que o personagem de Dia de Treinamento. Ele é mais violento do que Malcolm X".
No entanto, da mesma forma que o personagem de Denzel em Chamas da Vingança, a violência de Eli é usada como forma de proteger os inocentes.

"Quando eu fiz Dia de Treinamento", diz ele, "havia um policial que disse que a Bíblia afirmava existirem aqueles cujo encargo é proteger os inocentes, e que para isso lhe é dado o direito de ser violento. Aquele policial disse: 'Baseado nisso é que eu e meu parceiro vivemos. Isso é o que fazemos'. Talvez ele precisasse daquele versículo para justificar o que estava fazendo".

Embora ele tenha encenado personagens violentos em filmes como Dia de Treinamento, American Gangster e, agora, Eli, Denzel é, na vida real, um homem de família calmo e gentil. Casado com Pauletta por mais de 26 anos e pai de quatro filhos, John David, Katia e os gêmeos Malcom e Olivia-Washington, Denzel está longe do estereótipo do ator de Hollywood.

Além de seu envolvimento com a igreja (ele doou US$ 2,5 milhões em 1995 para o West Angeles COGIC para construírem uma nova instalação), Denzel – que sempre inclui em seus autógrafos um "Deus te abençoe" – é um colaborador, há muito tempo, do Boys & Girls Clubs of America (que ele participou quando crianaça), entre outras caridades.

Denzel, que está indo para à Broadway, nesta primavera, para aparecer junto com Viola Davis na peça Fences, de August Wilson, sabe que ele tem sido abençoado com muito, mas rapidamente minimiza sua fama e sucesso dizendo que são apenas um presente de Deus.
"Não é sobre mim", disse Denzel em uma entrevista de 2007 na revista Reader's Digest. "Recebi certas habilidades, e olho para elas da seguinte forma: o que vou fazer com o que tenho? Quem é que vai ser engrandecido com isso?" Perto do final de Eli, o personagem de Denzel cita a famosa passagem de 2 Timóteo 4:7: "Combati o bom combate … guardei a fé".

É uma linha condizente com o próprio Denzel. Ele é um superstar de Hollywood que, embora não seja perfeito, oferece um raro exemplo de um cristão em um lugar de extrema aclamação e sucesso e que não deixou isso subir à sua cabeça, em vez disso continua fundamentando sua vida na Bíblia e na confiança em Deus.

Em seus mais de 30 anos como ator, Denzel Washington tem lutado o bom combate e feito o que muitos não conseguiram. Ele manteve a fé.

Tradução livre de Whaner Endo
Via: Solomon

Cristo é insuficiente


Agora mesmo no meu trabalho a gerente me perguntou de qual igreja eu era. A supervisora já ficou antenada na minha resposta porque já conversamos bastante sobre isso. Parei, pensei qual a melhor forma de dizer que… bem… não sou de nenhuma igreja, sou de Cristo!

Disse pra ela que não frequentava nenhuma igreja, por assim dizer. A reação? Se espantou comigo e disse que não imaginava isso porque eu parecia tão amoroso, gentil e conhecedor da Bíblia. A supervisora aproveitou o gancho para continuar com suas conclusões pertinentes ao assunto. E me disse que eu seria de grande valia dentro de uma igreja e que estou desperdiçado.

Tentei explicar às duas (se ajuda mencionar, católicas) que amo a Igreja, no entanto, não me identifico com templos, denominações (leia-se nomes fantasia, marcas, fachadas, placas, instituições autoexistentes, sectarismos, segregarismos, alienalismos, partidarismos, exclusivismos e etc), tradições vigentes e congeladas em si mesmas e, portanto, não exalto todo esse Sistema Humano como Igreja de Cristo, muito menos como Reino de Deus. O Reino de Deus trancende nossas limitações de terminologia e tentativas de domesticar a Palavra de Deus e o modo que o próprio Deus interage com os homens. Também expliquei que o único nome no Céu e na Terra pelo qual importa que eu seja salvo é o nome de Jesus. E que esse nome já é unicamente suficiente para eu referenciar minha vida, minha fé, meu trabalho, minha família, meu falar, meu pensar, meu agir, meu entendimento, minha alma e minha persistência. Enfim, não deu em nada. Ficaram com aquela expressão desgostosa estranhando eu não me ligar a nenhuma denominação.

Depois sentadinho de frente ao meu PC fiquei matutando: O que elas queriam dizer é que o nome de Cristo não é suficiente? Que preciso incrementar outros nomes além do Nome sobre todo nome?

O nome de Jesus não basta?

Essa atitude e esse modo de pensar demonstra uma falsa necessidade de que pertençamos à um cerco religioso desde que este ostente uma denominação. Se eu não me filio ou membreio a uma instituição estruturada e registrada em cartório com "razão social, nome fantasia e tudo mais" as pessoas te olham como um transeunte espiritual, perdido em filosofias próprias. Se digo que sou de Cristo, me reuno ao nome de Jesus e invoco o nome do Senhor as pessoas não se satisfazem com a resposta. Elas querem ouvir mais. Elas querem um Plus no nome de Jesus!

Essa forma de pensar está tão arraigada que, nota-se, as pessoas não conseguem pregar o Evangelho sem mencionar o nome da sua igreja. Aliás, a maioria acha que pregar o Evangelho é convidar o vizinho para ir visitar a igreja da qual é membro. O vizinho aceita, ele ouve o pastor, se aceitar a Cristo ótimo, se não, vai pela dor, afinal "fiz a minha parte. O levei para a igreja".

A Igreja é um lugar?

A Igreja não é um lugar, mas um ajuntamento dos santos. Daqueles que creram nas Boas Novas. A reunião de irmãos para desfrutarem da comunhão. Irmãos que foram salvos pelo sangue de Cristo e que agora compartilham a Nova Vida Nele. E que se reunem ao nome Dele. Edificam-se uns aos outros com amor, gentileza, paciência e cordialidade. Exortam-se mutuamente. Divertem-se e partilham da mesma alegria da Salvação. Esses crentes no Senhor Jesus possuem suas vidas. E são suas vidas que pregam o Evangelho. Porque suas vidas mudaram por causa do nome de Cristo. Esses crentes testemunham esse nome. E não se atrevem a incorporar nenhum outro nome que possa desmerecer o poder e a suficiência do nome de Cristo.

O sacrifício de Cristo não é suficiente?

O que a religião diz é que o sacrifício de Cristo não é suficiente, afinal, temos que pagar penitências, cumprir liturgias minuciosamente, guardar datas consagradas com bastante esmero, frequentar incansavelmente um um templo, um santuário, um prédio ou salão, assistir fielmente um culto, uma missa, uma exibição de eloquência e oratória de um "super-homem de Deus", submeter-nos à pseudo-autoridade de um "ministro do Senhor", um "homem consagrado e ungido", um "representante de Deus", um clérigo/sacerdote/pastor/padre/bispo/arcebispo/papa/apóstolo/profeta (leia-se "profissional da fé" gabaritado para funções "eclesiásticas" que somente seres iluminados podem desempenhar). A religião quer sugar a energia espiritual de pessoas que não crêem de todo que o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado e que somente a Sua graça nos basta. Pessoas que não entendem(ou não se arriscam a entender) que somos salvos pura e simplesmente pela fé. Que a Salvação é dom de Deus, não por obras. Não vem de nós para que não nos gloriemos de nosso esforço próprio (religião).

Precisamos de outro nome?

A religião nos arma de articulações que nos possibilitam agregar à Palavra de Deus confissões que em muito excedem a simplicidade do Amor do Pai. Ela nos dita que precisamos estar ligados a outros nomes que não sejam o nome de Cristo. As pessoas não dizem que são de Cristo diretamente. Antes, referenciam-se a fundações de homem julgando estar mencionando que são de Cristo: "Sou Batista!", "Sou Presbiteriano", "Sou Católico Apostólico Romano", "Sou Adventista", "Sou Assembleiano", "Sou Metodista", "Sou Luterano", "Sou Franciscano", "Sou Calviniano", "Sou Católico Carismático", "Sou Ortodoxo", "Sou Evangélico", "Sou Protestante", "Sou Pentecostal", "Sou Renovado", "Sou Apostólico", "Sou Liberal", "Sou Tradicional", "Sou da Fonte da Vida", "Sou da Quagrangular", "Sou da Renascer", "Sou da Universal", "Sou de Paulo", "Sou de Apolo", "Sou do Hernandes", "Sou do Bento XVI" e etc… (Ora, se tem um serzinho que tem no histórico um gosto excessivo por diferentes nomes esse é Lúcifer. Será que tem o dedo dele nisso? – rs)

Como escreveu certa vez um cara que prezo bastante: "Acaso está Cristo dividido?"
Não julgo necessário ostentar na minha vida outro nome que não o de Jesus! Cristo é suficiente! É o único nome, vindo de Deus, que nos une, nos salva e nos dá autoridade enquanto Igreja! O resto é nome de homem…

Vi aqui


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GAY ATACA DEUS

Ativista gay louvado por Obama diz:

Deus é um fanático homofóbico pecador

WASHINGTON DC, EUA, 11 de janeiro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Frank Kameny, ativista homossexual “pioneiro” que foi honrado pelo presidente Obama e seu governo, diz que o Deus da Bíblia é um “fanático homofóbico pecador” que precisa “se arrepender de sua homofobia pecadora”.
Kameny fez as afirmações sobre o Deus judaico-cristão numa carta para Peter LaBarbera de Americanos pela Verdade sobre a Homossexualidade, em 13 de outubro de 2009:
“Seu Deus de Levítico (e da Bíblia inteira) é claramente um fanático homofóbico pecador. Ele precisa se arrepender de seu pecado de homofobia. Ele precisa fazer expiação por esse pecado. E ele precisa buscar perdão pela dor e sofrimento que seu pecado de homofobia infligiu, sem necessidade alguma, nos gays nos 4.000 anos passados”, escreveu Kameny para LaBarbera. “Não é a homossexualidade que é sempre errada, imoral e pecado. É a homofobia, inclusive a homofobia de seu próprio deus que é errada, imoral e pecado. Por isso, seu deus é um pecador…”
Astrônomo que foi demitido de seu emprego no governo federal em 1957 devido à sua homossexualidade, Kameny liderou o primeiro protesto homossexual público dos Estados Unidos (por causa de sua demissão), em 1965. Kameny, que ficou famoso por seu lema agressivo e contra-cultural “Gay is Good” [Gay é bom], foi líder da campanha organizada de ativistas homossexuais para pressionar a Associação Psiquiátrica Americana a remover a homossexualidade da lista de desordens mentais (que foi bem sucedida quando a APA capitulou em 1973).
Em 17 de junho de 2009, Kameny recebeu do presidente Obama a caneta oficial da Casa Branca numa cerimônia da Casa Branca para a assinatura da ordem executiva de Obama decretando benefícios de parceria doméstica para certos funcionários federais.
Mais tarde, num discurso de 29 de junho na Casa Branca honrando o “mês do orgulho gay”, o presidente Obama louvou Kameny, dizendo: “Estamos orgulhosos de você, Frank, e estamos gratos a você por sua liderança”.
Kameny foi também honrado pelo homossexual assumido John Berry, que é diretor da Secretaria de Gerência de Recursos Humanos (SGRH), numa cerimônia especial em 24 de junho de 2009 patrocinada pela organização de funcionários gays da SGRH. Ali, Kameny recebeu a Condecoração Theodore Roosevelt, a mais elevada honra da SGRH, “Por Mais de Meio Século de Liderança na Luta por Direitos Civis”. Berry também deu para Kameny um pedido oficial de perdão por sua demissão 50 anos atrás.
Respondendo à carta de Kameny afirmando que Deus precisa se arrepender, LaBarbera da AVH disse:
“É claro que as declarações ofensivas de Frank Kameny sobre Deus são um atraso completo: É Frank que é o pecador obstinado que precisa se arrepender. Graças a Deus, nunca é tarde demais para os pecadores se afastarem de seus pecados e humildemente aceitarem o perdão de Deus por meio de Jesus Cristo.
“Contudo, num sentido pelo menos Kameny é franco acerca de como sua ideologia que celebra a homossexualidade está diametralmente oposta ao plano de Deus para a humanidade, conforme foi revelado na Bíblia. Infelizmente para Frank, ele não tem autoridade para julgar o pecado e a moralidade; essa esfera pertence exclusivamente ao Deus Todo-poderoso”.
Para ver a mensagem de email que foi enviada por Kameny para Americanos pela Verdade sobre a Homossexualidade em 13 de outubro de 2009, clique aqui:
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/jan/10011107.html

Comentário Renegado:


Decidi não apresentar os versos bíblicos que falam contra a homossexualidade.
Mas levaremos em consideração duas coisas:

1 - Em toda criação, foram denominados dois gêneros sexuais: Macho e Fêmea, caso fosse diferente, creio que Deus teria feito ADÃO E IVO e não ADÃO E EVA.

2 - O pecado de Sodoma "onde se praticava sodomia" chegou até aos céus, ao ponto de quererem abusar até mesmo dos forasteiros que estavam de passagem pela cidade. Será que é isso que os "ativistas" querem? Abusar de todos independente da sua "opção" sexual?

Que o fim venha sem demora.

Postado por Alan orenegado

Revista IstoÉ: Marcos Pereira – O pastor dos bandidos


(Por Wilson Aquino, Revista IstoÉ) – Quem é Marcos Pereira, o polêmico líder evangélico que afirma ter recuperado cinco mil criminosos.

O púlpito da igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias (Adud) era o centro das atenções. Diante de 800 pessoas humildes, o líder e fundador da congregação, o pastor Marcos Pereira, esconjurava o demônio, como faz todo sacerdote evangélico, em uma quarta-feira de janeiro. Em determinado momento, o religioso deu uma pausa e conclamou, ao microfone: "Peço aos criminosos convertidos que estão aqui para vir ao palco fazer uma foto para a revista ISTOÉ". De repente, como em uma romaria, homens começaram a se levantar de todos os lados da igreja e a andar em direção ao pastor. Na tropa de mais de 50, alguns chamavam a atenção por serem ainda adolescentes. Todos são ex-assassinos, traficantes, drogados ou ladrões transformados, hoje, em pessoas com aparência inofensiva e sempre dispostas a falar de Cristo.


O ex-pagodeiro  Waguinho na fazenda onde os bandidos são recuperados

A Igreja está localizada na Baixada Fluminense, território do Rio de Janeiro marcado pela violência. O pastor encerrou a pregação puxando uma música gospel cuja letra se conecta diretamente com aqueles homens: "Eu, que era ovelha perdida, hoje tenho nova vida, caminhando com Jesus." Pelas contas de Marcos Pereira, 53 anos, ele e seus missionários – entre os quais o ex-  pagodeiro Wagner Dias Bastos, o Waguinho, exvocalista do grupo "Os Morenos" e hoje braço direito do pastor – já recuperaram mais de cinco mil bandidos e viciados nos últimos 20 anos. Alguns eram famosos e temidos chefões do tráfico, como José Amarildo da Costa, o Maílson do Dendê, que, junto com o irmão Milton Romildo Souza da Costa, o Miltinho do Dendê, chefiou o crime organizado na Ilha do Governador, nos anos 90. "O Rio de Janeiro não está pior graças a mim", exagera o pastor, no seu estilo sensacional e sensacionalista. Mas é fato que é o único a entrar com seus obreiros em lugares tão perigosos que a própria polícia só incursiona após um planejamento prévio. Em contato com os bandidos, Pereira consegue, muitas vezes, convencê-los a trocar o fuzil pela "Bíblia".

Mas seus métodos são polêmicos. O pastor filma a conversão de criminosos em bocas de fumo e também o resgate dos sentenciados à morte pelo tráfico, normalmente após bárbaras torturas e à beira da execução. Em seguida, vende os DVDs com essas imagens. Diz que, assim, sustenta a Igreja. "Ninguém me ajuda", reclama Pereira, que estima em R$ 200 mil mensais as despesas com o tratamento dos regenerados. Segundo ele, o mais importante é ter salvado em torno de 700 condenados à morte pelos traficantes. Seu estilo midiático de trabalhar  acaba despertando mais suspeitas do que admiração. Alguns dizem que ele ajuda a lavar dinheiro do tráfico, outros o acusam de fazer marketing de  sua missão. Ele nega. Há anos, é alvo de investigação das polícias Estadual e Federal, mas nada foi provado. "É tudo safadeza. A polícia me persegue", reage. Em meio a tantas suspeitas, ele responde a apenas duas ações por crimes ambientais por destruir parte da vegetação da reserva biológica de Tinguá, Nova Iguaçu, onde fica a fazenda Vida Renovada, usada para recuperar os bandidos arrependidos.

A doutrina de sua Igreja é arcaica. Talvez por isso, o cantor Marcelo Pires Vieira, o Belo, tenha desistido de se converter, apesar de ter sido presença certa em todos os cultos comandados por Pereira quando ele visitava a cadeia onde o artista cumpria pena por associação com o tráfico de drogas, em 2008. De fato, as regras são extremamente rigorosas. O pastor proíbe a leitura de jornais e revistas, assim como recomenda aos fiéis que não assistam à tevê, não usem as cores vermelha e preta, não tenham plantas e nem criem animais, nem sequer mantenham bichos de pelúcia em casa.

Segundo ele, o demônio se esconde em todas essas coisas. Tomar Coca-Cola também é proibido, pelo fato de a fórmula do refrigerante não ser conhecida. As mulheres só podem usar roupas que não marquem o corpo e, os homens, calças e camisas de manga comprida. Banhos de mar ou piscina e a prática de esportes só podem ocorrer com as pessoas vestidas. Talvez por isso tenha dificuldade de engordar o rebanho. Adud tem apenas 1,5 mil fiéis em cinco cidades. Pereira ganhou notoriedade em 2004 quando, a pedido do então governador Anthony Garotinho, negociou a rendição de detentos amotinados na Casa de Custódia de Benfica, que ameaçavam matar os reféns. "Essa intimidade com traficantes levanta dúvidas, em quem não o conhece, sobre o comprometimento dele com os bandidos", analisa o cientista social Luiz Eduardo Soares, ex-secretário nacional de Segurança. Apesar de não concordar com a metodologia do pastor, Soares reconhece a importância e seriedade do trabalho. O pastor Marcos é uma das poucas pessoas que transitam em todas as favelas cariocas, independentemente da facção criminosa que a controla. O que é um fenômeno e tanto, pois a realidade do Rio ensina que quem frequenta área dominada por uma quadrilha não pode ingressar na favela da facção rival, nem para visitar parentes, sem correr o risco de morte. "Pensava que ele ia à favela ver as coisas e depois caguetar para os  inimigos", conta Alexandre Vieira Pacheco, 33 anos, que não gostava do pastor quando era segurança das bocas de fumo da Favela de Acari.

Pacheco foi convertido há cinco anos. Para militantes da ONG Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência, Pereira poderia, graças a seu trânsito livre em favelas, ter ações mais humanitárias, como denunciar as condições subumanas em que vivem os presos ou as arbitrariedades praticadas pela polícia. "Para nós, que temos como foco principal a questão dos direitos humanos, o trabalho do pastor Marcos Pereira não soma nada", afirma o engenheiro Maurício Campos, 47 anos, militante da Rede. "A melhor forma de recuperar um preso é se esforçar para que a Lei de Execuções Penais seja cumprida", diz. Representantes da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa também reclamam dos métodos do pastor, explicando que quando Pereira prega que não foi o homem que roubou, traficou ou matou, mas põe  a culpa no Exu ou no Zé Pilintra (entidades espirituais), os bandidos convertidos tornam- se uma ameaça. "Todo  traficante evangélico quer fechar os terreiros na comunidade que domina", revela uma vítima de preconceito religioso num morro do Rio, que pede para não ser identificada por medo de represália. Entretanto, o padre Elias Wolff, assessor da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), vê com bons olhos o trabalho do pastor "desde que por trás dessas ações não haja interesses que não sejam a defesa e a promoção da vida."

Fonte: IstoÉ