Qualquer crente que enaltece a obra de Henry Blackaby já sofreu a influência de pastores pós-bíblicos, os quais têm usurpado a autoridade da Bíblia, a fim de iludir os membros do corpo de Cristo. Esses pastores têm inclinações pós-modernas e acham que podem agir como "vigários de Cristo", tentando, muitas vezes, ser iguais a Cristo, dentro de suas congregações.
O livro de Blackaby construiu um longo caminho de rato. Ele apresenta Jesus como um sexagenário de longas barbas. Em vez daquele velho Deus guerreiro, substituído pelo pequeno e humilde Jesus [conforme a "piedosa" apresentação católica sugerida pelos "beatos" da Idade Média], o autor apresenta um Deus gentil, substituído pelo Espírito Santo e até mesmo substituído por mim [N.T. - Com uma ligeira tendência ao Panteísmo hinduísta].
Tudo isto se baseia na heresia (de H. Leo Boles) da "família de três" segundo a qual o Espírito Santo reside literalmente dentro de todos os homens. É inacreditável o que esse antigo erudito (e também os católicos) pensava sobre Deus, como sendo um membro da Divindade politeísta. A verdade é que Cristo só fala através de Sua poderosa Palavra (João 6:33), exatamente para evitar que novas "encarnações" usurpem Sua autoridade. Vamos apresentar abaixo o excerto de um artigo revisado em Junho de 1998 por Thomas Williamson.
Como deveríamos reagir diante de um livro que ensina que Deus continua falando hoje, do mesmo modo, como falou com Noé, Abraão e Moisés, e que Ele continua revelando específicas instruções, conforme o fez com Noé, ensinando a construir a Arca e dando a Moisés todos os detalhes para a construção do Tabernáculo?
Será que iríamos rejeitar este ensino como sendo um engodo carismático, insistindo em que o Cânon da Escritura foi encerrado e que a revelação de Deus à humanidade cessou, quando o Novo Testamento foi completado?
Ou iríamos abraçar o ensino entregue num curso de 12 estudos, em nossa igreja, com o fito de doutrinar os membros no sentido de levá-los a crer que Deus continua falando ainda hoje, do mesmo modo como o fez nos tempos do Velho Testamento?
Para milhares de igrejas batistas (bem como em outras denominações, inclusive na Igreja Romana) nas Américas, a resposta seria que todos aceitam o ensino do livro supracitado de Blackaby & Claude V. King, publicado pela Lifeway Press, Naschville, Tennesee.
Com milhões de cópias impressas [em várias línguas] e uma correlata Bíblia de Estudos à disposição, a influência e o impacto deste ensino não podem nem devem ser ignorados. [N.T. - Eu diria que livros como este - e os de Rick Warren - são a trilha final no sentido de se construir uma religião mundial].
Seus autores não são pentecostais, mas batistas, o que tem aumentado a credibilidade em seus ensinos, nos círculos batistas [N.T. - mormente por pastores destituídos de conhecimento apologético, os quais têm preguiça de pesquisar certos assuntos].
Henry Blackaby (a partir de agora usaremos suas iniciais H.B.) fora antes um plantador de igrejas, na parte ocidental do Canadá, e relata em seu livro muitas de suas experiências com a obra da missão canadense. Hoje em dia, ele serve como diretor da Home Mission Board, na Convenção Batista do Sul. (Esta conexão com a C.B.S. já deveria levantar suspeitas entre os legítimos grupos evangélicos). Isto sem falar que Blackaby é ecumênico e carismático, mantendo estreita conexão com o grupo "Pagadores de Promessas" (PKs), o que já se constitui em motivo de alarme.
Em 1992, H.B. se tornou muito conhecido, quando participou das reuniões de reavivamento, em fevereiro daquele ano, em Brownsville, Texas, envolvendo igrejas batistas do Sul, batistas independentes, presbiterianas e nazarenas. Essas reuniões exibiram jovens confessando publicamente os seus pecados secretos, na maneira popularizada pelo reavivamento de Asbury, em 1970.
Em fevereiro de 1996, H.B. foi o preletor convidado na conferência clerical dos PKs, em Atlanta, Geórgia. Numa conferência impressa, naquela ocasião, quando lhe perguntaram sobre o "Reavivamento do Riso", ele respondeu: "Não tentamos avaliar isto ou aquilo, nem assumimos posição alguma com respeito a mulheres servindo como pastoras" (Observem que isto aconteceu quando 39% dos pastores haviam se desligado da Convenção, por terem sido obrigados a se tornar pós-modernos, ou melhor, esquizofrênicos).
O que, especificamente, ensina o livro de H.B.? Um dos seus temas principais é que Deus continuando nos falando hoje, do mesmo modo como o fez com Noé, Abraão e Moisés. Este tema é desenvolvido com amplitude e grande ênfase, tanto que na p. 36, ele chega a dizer:
"No Velho Testamento, Deus falou muitas vezes e de várias maneiras. Através de Jesus, o próprio Deus falou com o Seu povo, enquanto Ele vivia. Agora, Deus fala através do Espírito Santo, o Qual nos ensina todas as coisas, trazendo à nossa memória as coisas que Jesus falou, guiando-nos a toda a verdade, falando o que ouviu do Pai, o que ainda está no porvir, glorificando Cristo, à medida que revela Cristo em nós". [N.T. Uma indébita e deturpada apropriação das palavras que Cristo falou exclusivamente para os Seus apóstolos/discípulos, a fim de que eles pudessem ensinar verbalmente e ainda colocar tudo por escrito].
"Deus continua falando ainda hoje com o Seu povo. Ele vai revelar a você onde e quando Ele está operando.
A verdade é que Deus não mudou. Ele continua falando ao Seu povo. Se você tem dificuldade em escutar Deus falando é porque está com problema no exato coração de sua experiência cristã".
Na p. 79, lemos:
"Quando Deus falou com Moisés e outros, no V.T., aqueles eventos foram encontros com Deus. Um encontro com Jesus foi um encontro com Deus para os discípulos. Do mesmo modo, um encontro com o Espírito Santo é um encontro com Deus".
Nota: Vejam de Rubel Shelly: "The Exodus Pattern for Worship and Community?"
Observem que na citação acima, H.B. declara, meridianamente, que Deus está nos dando revelação, do mesmo modo como o fez com Moisés e Jesus, sendo que, agora, o Espírito Santo é Quem faz a comunicação direta com Deus Pai. Isto faz parecer que H.B. está ensinando que a revelação de Deus continua ainda hoje, exatamente como aconteceu, quando os dois Testamentos foram escritos. Esta impressão é reforçada por declarações como a da p. 21, onde ele diz:
"Sempre que Deus se dispõe a fazer alguma coisa, Ele revela a uma pessoa ou ao Seu povo o que Ele vai fazer".Vamos ler
Amós 3:7: "Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas".[N.T. - Pelo visto, H.B. se considera igual a um profeta do V.T.].
É vã a busca por um discurso, no qual H.B. explique que Deus já não está mais falando hoje em dia, do mesmo modo como o fez, quando inspirou a Bíblia. Para ele, a Bíblia é a Palavra de Deus; porém, Deus continua falando de outro modo, conforme a p. 83 do seu livro:
"Deus fala através de uma variedade de meios. No presente... Deus fala principalmente pelo Espírito Santo... Através da Bíblia, da oração, das circunstâncias e da igreja".
Isto parece colocar a revelação extrabíblica no mesmo nível da Bíblia.
"Para nossa alegria, descobrimos que Deus continua dando instruções detalhadas, hoje em dia, à humanidade, exatamente como Ele o fez, quando a Arca de Noé e o Tabernáculo foram construídos." (p. 75).
"Somente Deus pode lhe dar o tipo de específicas direções para realizar os Seus propósitos, conforme os Seus caminhos. Depois que Deus falou com Noé sobre como construir a Arca, Noé ficou sabendo qual o tamanho, o tipo de material e como juntar tudo. Quando Deus falou com Moisés sobre a construção do Tabernáculo, Ele foi muito específico sobre os detalhes" [N.T. -Temos aqui o mesmo estilo do livro ocultista de Paul Yonggi Cho, "Quarta Dimensão"].
Aqui, H.B. implica em que Deus continua dando revelações tão detalhadas ao Seu povo como as que Ele deu a Moisés, para a construção do Tabernáculo. Interessante é que H.B. não descreve detalhadamente as específicas revelações de Deus, conforme estão chegando hoje. Os exemplos que ele oferece são tirados de suas experiências no plantio de igrejas no Canadá, tratando amplamente da receita financeira e dos programas da construção. Na p. 169, ele descarta os membros da igreja que pudessem votar contra as propostas da liderança, como estando "tão fora da comunhão com o Senhor que não conseguem escutar a Sua voz"... Ou então, chamando-os "propositadamente desobedientes". [N. T. - Ou Abirões/Abiroas, hem?]. Não é de admirar que H.B. ficasse irritado com os membros da igreja que ousassem votar contra suas propostas recebidas (segundo ele) do céu, com o mesmo valor das recebidas por Noé e Moisés.
Na p. 62, lemos que Deus continua dando instruções detalhadas, não apenas às igrejas, mas também aos indivíduos:
"Ora, você já pediu que Deus lhe desse várias alternativas, de modo que você pudesse escolher a que fosse melhor para você? Quantas opções Deus parece ter-lhe dado, até que você chegasse à opção correta? Deus sempre age corretamente na primeira vez".
Isto implica em que para todas as decisões na vida de um cristão, existe apenas uma opção correta, que é a vontade de Deus e que tudo o mais está errado. Se é assim que, de fato, a vida funciona, por que não somos instruídos sobre este assunto no Novo Testamento? No Jardim do Éden, a Adão e Eva não foi dito que havia apenas uma opção para cada uma de suas decisões. Pelo contrário, foi-lhes apresentada somente a opção errada, que foi a de comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Tudo o mais lhes fora permitido - tudo que eles quisessem fazer seria dentro da vontade de Deus. Contudo, no esquema de H.B., parece que uma nova revelação de Deus deve ser exigida, antes que o cristão possa fazer qualquer coisa. Daí porque H.B. ensina que Deus continua dando revelações hoje em dia.
Ao contrário dos ensinos de H.B., a Bíblia nos dá liberdade de fazer tudo que desejarmos fazer (Gálatas 5:1) [N.T. - Devendo cada um arcar com a responsabilidade dos seus atos, segundo Gálatas 6:7]. Na 1 Coríntios 7:39, Paulo diz que a mulher viúva pode casar novamente, "contanto que seja no Senhor". Em parte nenhuma, somos ensinados que existe apenas uma opção correta para cada decisão e que precisamos encontrá-la. Se assim fosse, como iríamos saber se tomamos sempre a decisão correta? A experiência demonstra que os cristãos que acreditam nisto precisam estar continuamente indagando ao pastor o que devem fazer, enquanto alguns pastores abusam da confiança nele colocada.[N.T. - Eu nunca entrei na sala de um pastor, em meus 33 anos de conversão a Cristo, para fazer uma pergunta ou levar um problema, pois sempre busco as respostas na Bíblia. Contudo, sinto que alguns pastores se sentem ressabiados com a minha absoluta confiança na Palavra e alguns até passam a me discriminar, como se eu fosse uma espécie de "Abiroa"]. Pois é exatamente esse tipo de dependência que H.B. está encorajando em seu livro. Para os que têm problema em escutar a voz de Deus, segundo ele ensina, a "solução é a revelação à igreja". Ele chega ao extremo de afirmar que o crente não pode dizer "não" à igreja. (p. 106). [N.T. - Grande espertalhão!!!]
"O povo de Deus me colocou na sua igreja, de propósito, porque carecia de um líder. Quando ele orou, sentiu que Deus havia ali me colocado para resolver aquela necessidade. Eu também vi a necessidade e soube que Deus poderia me usar ali. Como servo de Jesus Cristo [N.T. - e pelo visto, também vigário], eu não tive a opção de dizer não".
Temos aqui a palavra "sentiu", a qual H.B. vive repetindo. Porque o povo "sentiu", H.B. não pôde dizer não (Ora, se Deus continua a falar hoje, tão claramente como falou com Moisés, por que precisamos fazer as coisas "sentindo"?)
O que teria acontecido no caso de duas igrejas terem feito opções conflitantes ao mesmo tempo?... Como iria ele descobrir com qual igreja Deus estava realmente falando? Com todas essas novas revelações de Deus acontecendo, com Deus continuando a falar ainda hoje, como fez com Moisés e outros profetas do VT, vem a pergunta: qual é a verdadeira Palavra de Deus e qual a que não é? O leitor cuidadoso finalmente vai descobrir que, junto à igreja, (conforme a p. 106), o pastor se transforma num guru espiritual.
"Quando Deus quer revelar Sua vontade à igreja, Ele começa falando com um ou mais indivíduos. E por causa da natureza de sua chamada e designação de Deus, é sempre com o pastor, embora também possa ser outro membro do corpo. O serviço do pastor é manter o testemunho à igreja sobre o que ele sente que Deus está dizendo". [N.T. – A meu ver, trata-se de uma palhaçada penteca invadindo os arraiais batistas, antes tão confiáveis!].
Em outras palavras, o pastor é quem decide quando Deus está realmente falando e quando Ele não está. Este ensino [N.T. - típico das seitas] pode suscitar que alguns favoreçam a "liderança do pregador", ou até sua liderança totalitária (mormente nos batistas independentes).
Este ensino ainda apela para alguns grupos carismáticos e campbelistas, os quais ensinam formas extremas de "disciplina", de "apascentamento" ou de "prestação de contas", nos quais os pastores ou líderes de outros grupos de células devem aprovar todas as decisões da vida dos seus seguidores, das maiores até as menores. [N.T. - O mesmo acontecendo em certos grupos, como nos PKs]
H.B. não ensina abertamente qualquer destes sistemas de liderança; porém, o seu ensino dá margem, definitivamente, ao uso e abuso de ambos, favorecendo métodos autoritários e manipuladores de controle sobre os seus seguidores. Talvez repouse aí a popularidade dos fins de semana "Experimentando Deus", nos círculos católicos/jesuítas.Afinal, se Deus continua falando hoje, como o fazia no V.T., a tarefa da liderança de transmitir ao povo exatamente o que Deus está dizendo, torna-se bem mais fácil, no sentido de persuadir a ovelha a continuar contribuindo financeiramente com a igreja, ajudando nos programas de construção, ou em qualquer que seja o desejo, propósito (ou imposição) da liderança. [N.T. - Porque os pregadores escondem Gálatas 5:1, o tempo inteiro, senão para extorquir os "inocentes úteis?"]
H.B. não quis eliminar completamente a liderança congregacional, nem os votos dos membros; porém, encoraja a decisão em favor da liderança espiritual e o controle sobre os que votam contra as propostas da liderança, afirmando que estes estão alheios ao toque divino. (Esta mentalidade de os líderes nomeados por Deus saberem o que é melhor também prevalece nos grupos liderados por anciãos). A decisão feita pela votação da maioria (até mesmo em assuntos mundanos) é desencorajada, visto como os líderes "já sentiram qual é a vontade de Deus".
(Observem a proposta da Madison Church of Christ, na aliança com propósito de lealdade, aos anciãos e à contribuição, na Parte II).
"Em nossos corpos físicos, não votamos baseados na liderança majoritária, ignorando sentimentos conflitantes, ou escolhendo escutar apenas um sentimento e ignorando outro. Viver desse modo seria perigoso. Porque a igreja é o corpo de Cristo, ela funciona melhor, quando os líderes espirituais e os membros compartilham o que sentem que Deus está querendo que a igreja seja ou faça. Uma igreja precisa escutar todo conselho de Deus, através dos líderes espirituais e dos membros. Em seguida, ela pode marchar em confiança e unidade, para realizar a vontade de Deus".
Convém observar as muitas citações de B.H. em que ele fala das pessoas sentindo a vontade de Deus [N.T. - Em vez de buscá-la nas palavras de Cristo, pelas quais seremos julgados, segundo João 12:48]. A palavra sentir aparece nas mais variadas formas sempre monotonamente repetidas, demonstrando que o sistema de H.B. entender a vontade de Deus é puramente subjetivo.
"Embora Deus continue falando hoje, como nos tempos do VT, precisamos nos esforçar para sentir a voz de Deus, devendo nos desvencilhar dos sentimentos conflitantes sobre o que Deus está dizendo".
Por que seria necessário todo mundo tentar sentir o que Deus está dizendo, uma vez que Ele está falando conosco, com a mesma clareza com que o fez com Abraão, Noé e Moisés no V.T.? [N.T. Esses emergentes se contradizem vergonhosamente em seus ensinos e os tolos vão seguindo-os.]
A base objetiva de nossa fé é a toda suficiente e completa revelação que se encontra apenas na Bíblia, a qual, INFELIZMENTE, está sendo agora substituída pela areia movediça da incerteza, quando tentamos escutar, ao mesmo tempo, Deus falando através da Bíblia, da oração, das circunstâncias e da igreja. [N.T. - Por que esses emergentes complicam tanto a simplicidade do Evangelho de Cristo?]
Na p. 37, H.B. aconselha que devemos ter muito cuidado, ao afirmar que escutamos uma palavra de Deus; porém, jamais explica, satisfatoriamente, como distinguir entre a palavra verdadeira e a palavra falsa, exceto, quase no final do livro, quando ele entrega ao ministro o papel de testemunhar à igreja, sobre o que Deus está exatamente falando, ao dizer:
"Afirmar que recebeu uma palavra de Deus é coisa séria. Se lhe foi dada uma palavra de Deus, você deve prosseguir na direção, até que ela aconteça (Isto pode levar 25 anos, como no caso de Abraão)".
Em outras palavras, devemos esperar 25 anos para descobrir se a revelação foi ou não foi a palavra de Deus, até que tal aconteça, mesmo sem saber quando isso acontecerá. [N.T. - Enquanto isso, não podemos mudar de igreja, evitando, assim, ficar longe das vistas do "vigário do Espírito Santo"?]
Finalmente, na p. 148, H.B. escreve:
"Se você sabe que Deus o ama, jamais deve questionar uma direção dEle. Ela será sempre correta e a melhor. Quando Ele lhe dá uma direção, você simplesmente deve segui-la, sem discutir ou debater; precisa segui-la à risca".
Concordo, cordialmente, com esta declaração, mas somente quando esta direção for entregue através da Palavra de Deus revelada na Bíblia; porém, não do modo a que H.B. está se referindo. Ele gastou 148 pp. ensinando que Deus continua falando hoje, que Ele continua dando instruções detalhadas e que Ele fala através da igreja, bem como da Bíblia. Se Deus continua a falar hoje, através da igreja, segundo H.B., então não temos opção de dizer não. Talvez nem seja esta a intenção de H.B.; mas, aqui reside o potencial dos seus ensinos, para conseguir o controle sobre os seus seguidores (como acontece com o PKs Dilema).
Com milhões de cópias do livro em circulação e com milhões de batistas e evangélicos de outras denominações lendo e estudando cuidadosamente o mesmo, usando-o como livro texto, (sem falar no endosso recebido dos evangélicos de renome), não podemos deixar de avaliar o impacto das crenças teológicas de H.B.
Como os fundamentalistas irão reagir?
Primeiro, devemos ratificar firmemente a convicção de que a revelação especial de Deus ao homem foi completada no Velho e Novo Testamentos e que Ele não mais Se revela ao homem, da mesma maneira como o fez na Bíblia.
Segundo, devemos reafirmar os princípios cristãos de liberdade, conforme ensinados pelo apóstolo Paulo, jamais dando a impressão de que os cristãos têm apenas uma opção para cada decisão da vida, conforme a vontade de Deus. H.B. enseja a continuidade da revelação de Deus, para nos mostrar Sua perfeita vontade, em cada situação, levantando a questão sobre como podemos obter essa revelação. Para os que pensam conforme estes termos, H.B. está voejando à espera de respostas. Será que sua resposta seria bíblica e prática? Depois de ler este artigo, fica absolutamente claro que não!
Excerto adaptado de dois artigos de Thomas Williamson, pastor assistente do Tabernáculo Batista Metropolitano, em Chicago, Illinois.
Tradução livre e comentários de Mary Schultze - em 01/02/2010. www.maryschultze.com
Nota: A tradutora fez uma tradução livre, deixando de usar as passagens do livro de Henry Blackaby, traduzidas pelos editores interessados no sucesso de vendas do mesmo.
5 de fevereiro de 2010
Perigosos erros do livro - “Experimentando Deus” - de Henry Blackaby
NO PAÍS DO G12 IGREJAS EM CRISE
Na Colômbia, país que nasceu o G12, igrejas se tornam sinagogas
Na Colômbia nasceu um dos maiores movimentos que, de fato, impactaram o mundo na última década. O G12, movimento de igrejas em células no modelo dos 12, foi liderado pelo apóstolo César Castellanos, fundador da Missão Carismática Internacional (MCI), em Santa Fé de Bogotá. Mas é deste próprio país que surge um movimento contraditório. Na Colômbia, segundo mostrou a rede de TV Caracol, sete igrejas evangélicas se tornaram sinagogas "assumindo" a fé judaica, inclusive negando a Jesus como Messias. A notícia foi dada pelo portal Creio
A reportagem exibida pela Rede Caracol considera esse o novo fenômeno religioso do país. Existem ainda dezenas de comunidades evangélicas que vivem uma fé híbrida, com elementos judaicos incorporados ao culto e à vida cotidiana. Elad Villegas, líder da Comunidade da Antioquia, durante anos foi líder da Igreja da Família. A 'conversão' aconteceu há cinco anos quando a direção começou a questionar se Jesus foi o messias.
Fonte: Portal Creio
Igrejas americanas promovem lutas para conquistar jovens
No ringue, luta e fé!
Na sala dos fundos de um teatro na Rua Beale, Memphis - Tennessee , o pastor John Renken, 42, recentemente liderou um grupo de jovens em sua oração.
"Pai, nós o agradecemos por esta noite", ele disse. "Nós rezamos para que sejamos uma representação do senhor".
Uma hora depois, um membro de sua paróquia baixou a guarda e foi atingido por uma série de socos do adversário e Renken lhe deu conselhos que não soavam sacrossantos.
"Socos diretos!" ele gritou da lateral do ringue do evento de artes marciais conhecido como Cage Assault. "Acabe com essa luta! Na cabeça! Na cabeça!"
O jovem era um membro do grupo de luta da Xtreme Ministries, uma pequena igreja da região de Nashville que também serve como academia. Renken, seu fundador, é o treinador da equipe. O lema da escola é "Onde pés, punhos e fé se combinam".
O ministério de Renken apenas um de um número cada vez maior de igrejas evangélicas que adotaram as artes marciais mistas (ou Mixed Martial Arts) - um esporte conhecido pela violência e sangue, que combina kickboxing, luta livre e outros estilos de combate - para atrair jovens cuja participação na igreja têm sido baixa. Eventos de Mixed Martial Arts atraem milhões de telespectadores e um chegou a ser o maior evento televisionado pago em 2009.
O recrutamento nas igrejas, que são frequentadas predominantemente por brancos, envolve acompanhar lutas pela televisão em festas e sermões que usam os embates para explicar como Cristo lutou pelo que acreditava. Outros ministérios vão ainda mais longe, sediando ou participando dos eventos.
O objetivo, segundo os pastores, é injetar masculinidade em suas igrejas - e na imagem de Jesus - na esperança de tonar o cristianismo mais atraente. "Compaixão e amor - nós também concordamos com tudo isso", disse Brandon Beals, 37, pastor da Igreja Canyon Creek em Seattle. "Mas o que me levou a encontrar Cristo foi o fato de Jesus ser um lutador".
A medida é parte de um esforço mais amplo por parte de algumas ministérios que temem que as igrejas se tornaram femininas demais, promovendo a ternura e compaixão às custas da força e responsabilidade.
"O homem deve ser o líder do lar", disse Ryan Dobson, 39, pastor e fã de Mixed Martial Arts que é filho de James C. Dobson, fundador do Focus on the Family, um grupo evangélico proeminente. "Nós criamos uma geração de menininhos".
Esses pastores dizem que o casamento de fé e luta busca promover valores cristãos, citando versos como "lute a boa luta da fé", de Tiago 6:12. Há quem coloque o número de igrejas que adotaram as artes marciais mistas em cerca de 700 de um total de 115,000 congregações evangélicas brancas nos Estados Unidos. O esporte parece uma ferramente legítima para buscar o envolvimento de jovens no ministério juvenil da Associação Nacional de Evangélicos, que tem mais de 45,000 igrejas.
"Há muitos jovens problemáticos que cresceram sem pai e andam por aí sem fé e se tornam pais ruins porque estão simplesmente perdidos", disse Paul Robie, 54, pastor da Igreja South Mountain Community em Draper, Utah.
A luta como uma metáfora funciona para muitos jovens.
"Eu estou lutando para oferecer uma melhor qualidade de vida para minha família e dar a eles coisas que eu não tive quando crescia", disse Mike Thompson, 32, ex-membro de gangue e pupilo de Renken que até recentemente lutava contra o desemprego e adotou o nome de guerra "A Fúria" no ringue.
"Depois que eu aceitei Cristo na minha vida", disse Thompson, "Eu percebi que é possível lutar pelo bem".
Há muito tempo as igrejas evangélicas usam a cultura popular - rock, skate e até mesmo yôga - em busca de novos seguidores. Mas mesmo nos setores mais experimentais, a Mixed Martial Arts tem seus críticos.
"O que você usa para atrair as pessoas a Cristo é o que precisa manter para que fiquem", disse Eugene Cho, 39, pastor da Igreja Quest, uma congregação evangélica de Seattle. "Eu não vivo pelo Jesus que come carne vermelha, bebe cerveja e espanca outros homens".
Fonte: The New York Times/ IG
4 de fevereiro de 2010
Baixo com poderes sobrenaturais
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Polêmico livro de Dan Brown também ganha versão nas telonas
Foto: Reprodução

O ator Tom Hanks vive o simbologista Robert Langdon na série de ficção criada por Dan Brown
A Columbia vai transformar o livro O Símbolo Perdido em filme. O roteirista Steven Knight já está até contratado para adaptar a história criada por Dan Brown e que é a terceira aventura de Robert Langdon, o mesmo de O Código Da Vinci (2003) e Anjos e Demônios (de 2009).
O longa mostra o simbologista, vivido por Tom Hanks numa aventura na qual tem doze horas para desvendar os códigos que encobrem uma grande conspiração. A história acontece em Washinghton, capital dos EUA. O protagonista terá de passar por labirintos, túneis, caminhos perdidos para conseguir superar um grande vilão. Langdon tem de fazer tudo isso para salvar seu amigo e mentor Peter Solomon, que foi sequestrado. Obviamente, esse novo longa virá cheio de mensagens cifradas, ritos massônicos e uma boa dose de misticismo, elementos característicos da obra de Brown.
Ao todo, os dois primeiros filmes já arrecadaram mais de US$ 1,24 bilhão em bilheteria no mundo todo.
O Símbolo Perdido foi lançado no Brasil no final de 2009 e já vendeu mais de 300 mil cópias.
Fonte: Creio
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Pastor Ronaldo Lidório fala sobre seu novo livro sobre a África
A inimizade entre duas tribos e a força de antigas crenças trazem morte e angústia aos Nwangas. Em meio à opressão humana, mãe e filha constroem uma trajetória rumo à sonhada liberdade. Esta interessante história, escrita por Ronaldo Lidório - antropólogo e missionário – é a sinopse do livro 'África, a alegria vem pela Manhã', lançado recentemente.
A obra leva-nos a conhecer um pouco mais a respeito do multicultural continente africano, seus mistérios, sua beleza, seus costumes e crenças. Na construção da narrativa, Lidório utiliza elementos da vivência de três mulheres que, em seus diferentes contextos, enfrentaram grandes batalhas e sobreviveram. Traz um profundo encorajamento para perseverarmos um pouco mais, não importando as lutas da vida, para amarmos aquele que está ao nosso lado e exercer o perdão que liberta.
Nesta entrevista o reverendo da Igreja Presbiteriana fala sobre o que é missões e analisa os rumos da Igreja Brasileira.
O que é Missões?
É um movimento salvífico e kerygmático que parte do coração e da volição de Deus, revelado nas Escrituras, onde o Evangelho é prometido, no Messias, a todas as pessoas em todas as etnias espalhadas pelo mundo. Portanto é um movimento de Deus. Eu poderia dizer que tem como principais elementos:
1. O sacrifício do Cordeiro o qual "com o seu sangue comprou, para Deus, homens que procedem de toda língua, tribo, povo e nação";
2. O 'dunamis' do Espírito derramado sobre a Igreja em Atos que a capacita a comunicar esta Palavra revelada;
3. O amor do Pai que a cada dia tenta nos comunicar que "uma alma vale mais que o mundo inteiro";
4. E a ação da Igreja como comunidade propagadora desta mensagem que salva a todo aquele que crê.
O cerne da obra missionária, portanto, não é a visão do mundo mas sim a submissão a Deus.
Como o senhor vê a diferença entre o que se fala e o que se faz sobre missões na Igreja de hoje?
A Igreja, de forma geral, tem entendido bem os princípios bíblicos que motivam a visão missionária, e isto é extremamente positivo. Hoje já se entende que é preciso falar de Cristo tanto perto quanto longe, que a prioridade da Igreja deve ser a prioridade de Deus e que a Igreja é uma comunidade funcional, precisa fazer diferença na terra. Entretanto há ainda um caminho a andar. Ainda vemos a força missionária brasileira no mundo indígena continuar numericamente a mesma desde uma década atrás; percebemos que o processo de cooperação entre denominações e Agências missionárias em áreas com fortes barreiras ao evangelho ainda é muito lento e há uma gritante necessidade de entendermos que o caráter é mais importante que a habilidade pois a grande parte dos problemas missionários que temos, dentro ou fora do campo, surgem a partir de uma vida distante de Deus e não da falta de conhecimento acadêmico.
A igreja brasileira é de fato um celeiro missionário, como temos tantas vezes ouvido? Se é, quais as implicações disso?
Não creio que sejamos ainda um celeiro missionário para o mundo. A visão e a seriedade missionária crescem em nossas igrejas e louvamos a Deus por isto, mas há barreiras vivas para que nos tornemos uma nação tipicamente missionária. Para citar apenas três:
- Vivemos no Brasil uma tendência eclesiástica de enfatizar mais o ministério humano do que a glória de Deus o que obscurece a nossa real motivação para fazermos missões;
- Temos também vivido um Cristianismo mais contemplativo do que prático mas estamos experimentando boas mudanças ao meu ver;
- Mas principalmente sinto falta que os pastores locais preguem mais sobre a obra missionária em suas próprias igrejas. Vejo a importância do testemunho missionário, das conferências anuais com preletores especiais, dos slides e filmes e também do momento informativo e ofertas entretanto a Igreja Brasileira não será um celeiro missionário para o mundo até que os pastores locais passem a expor a Palavra ao próprio rebanho de que esta é a visão de Deus.
Qual o fator determinante para a Igreja realizar missões? O que impede essa ação?
Conheço uma pequena igreja entre a tribo Bassari no Togo, África, que decidiu viver como Jesus. Passaram a dar ênfase à oração, santidade de vida e priorizar o que é importante para Deus, especialmente a comunhão e louvor. Em pouco tempo sentiram-se atraídos por uma outra grande aldeia Bassari onde não havia nenhum convertido. Em um dos cultos dois homens foram despertados pelo Senhor e decidiram se mudar para lá. A igreja comprometeu-se com eles. Após três anos aquela aldeia estava toda rendida ao pés de Jesus. Até onde sei é algo único no oeste africano. Aquela comunidade, mesmo sem ter o termo "missões" em sua própria língua, era uma comunidade missionária. Ou seja, o fator determinante para se fazer missões é o mesmo para se cumprir qualquer outro mandamento bíblico: estar submisso a Deus e andar na visão do Senhor.
O senhor fala no livro "Igreja: uma comunidade missionária" em "Viver de acordo com o que cremos". Será que por causa da influência da teologia da prosperidade temos visto Deus como aquele que deve nos atender e nos servir e deixamos de viver a cruz de Cristo, ou melhor, morrer por Ele?
Creio que a Bíblia revela-nos grandes verdades mas é preciso equilibrá-las na cruz de Cristo. A prosperidade é um assunto bíblico como também o é o sofrimento. Quando os extremos distorcem a verdade isto torna a Igreja menos capaz pois dependemos da Palavra de Deus para viver. Quando afirmo que devemos "viver de acordo com o que cremos" tento enfatizar que o nosso problema, muitas vezes, não é a ausência do credo bíblico. Na verdade cremos em muitas coisas como a salvação em Cristo, o amor de Deus por todos os homens, o poder do Espírito sobre a Igreja, a necessidade de comunicar o evangelho e a comunhão entre os santos. O grande dilema que enfrentamos é como traduzir esta nossa fé para a vida diária e é justamente aí que nascem os paradoxos. Mas este é um caminho pelo qual percorreremos durante toda a nossa vida e por isto dependemos da graça, misericórdia e tolerância de Deus sobre nós. É necessário ir em frente.
O senhor disse "Não creio em um despertamento missionário sem quebrantamento espiritual". O que isso significa?
Fazer missões é cumprir um mandamento bíblico e sem dúvida não conseguiremos fazê-lo sem submissão ao Senhor. Os grandes movimentos missionários na história como a Igreja Nestoriana no oriente e a Moraviana no ocidente passaram por um quebrantamento espiritual que os levou a desejar viver como Jesus antes de serem impactados por uma profunda compaixão pelo mundo perdido. E quando chegou o momento aqueles homens e mulheres estavam dispostos a viver e morrer por Ele. Como afirmou o conde Zinzendorf: "Só tenho uma paixão: Ele". Não podemos divorciar nosso apelo missionário de uma pregação por santidade de vida. Creio que teólogos e missiólogos nos indicarão o caminho mas apenas uma Igreja cheia do Espírito Santo alcançará o mundo sem Cristo.
Como é a batalha espiritual em missões?
Efésios 2 ensina-nos que, na nossa caminhada cristã, lutamos como o mundo, a nossa própria carne e o diabo, que recebe ali o título de "príncipe da potestade do ar". A batalha contra as forças espirituais portanto é apenas parte da guerra, pois nem tudo é demoníaco. Assim sendo precisamos, antes de mais nada, de muito discernimento espiritual na obra missionária pois é preciso tratar o ataque espiritual como ataque espiritual, o pecado como o pecado e o mundo como mundo.
Tendo isto em mente podemos ver que, como a expansão da Igreja de Cristo na terra é visão de Deus, o diabo fará tudo aquilo que puder para tentar enfraquecer esta expansão, ou distorcê-la, e para que isto aconteça é necessário que ele trabalhe especialmente na fonte da agência que propaga a mensagem: a Igreja. Temos a tendência de crer que as manifestações sobrenaturais diabólicas formam a linha de frente no seu ataque à Igreja. Mas há o ataque sutil que destrói a auto-estima, que corrompe o relacionamento entre o casal, fomenta a mentira, incita ao suborno e enche a mente do que não edifica. Ataques como este podem devastar uma família na frente missionária sem grandes alardes. Na vida cristã é preciso renovar a cada dia nosso compromisso com Deus.
Até que ponto as estratégias de crescimento e alcance podem determinar os resultados do trabalho missionário?
As estratégias de alcance fazem parte da nossa responsabilidade cristã e não asseguram um bom resultado pois tanto na obra missionária como na vida cristã estamos debaixo da soberania de Deus. Podemos plantar e regar mas o crescimento vem do Senhor. E o Senhor usa tanto a eloquência de Paulo como o coração apaixonado de Pedro. É preciso também lembrar que não devemos definir missões em termos de resultados mas sim de fidelidade. Ou seja, somos tomados positivamente pelo desejo inerente de ver a obra avançar, a igreja crescer e pessoas se renderem ao Senhor Jesus. Contudo somos chamados primariamente para uma vida bíblica, que cumpre a vontade de Deus e vive para a Sua glória. E muitos viveram assim sem colher os frutos do seu trabalho.
O senhor acha que a era da Comunicação de Massa influencia nossa maneira de ver as pessoas e suas necessidades a ponto de nos determos mais em números e estruturas?
A comunicação de massa foi necessária no passado e é ainda mais necessária em nossos dias pelos grandes números populacionais com os quais lidamos. Entretanto é certo que não podemos cair no processo de massificação descrito por Renuè onde "cada homem se tornará um número e um povo será uma nota de rodapé". Há no mundo hoje 279 "mega-línguas", ou seja, línguas faladas por mais de 1 milhão de pessoas. O filme Jesus já foi visto por mais de 2 bilhões de pessoas traduzido para mais de 50 idiomas. Das 6528 línguas vivas no mundo mais de 4000 ainda permanecem sem a Palavra traduzida.
Como a globalização afeta a igreja e sua tarefa de fazer missões?
Eu diria que a globalização influencia a obra missionária em alguns aspectos:
1. Temos maior acesso à informação e isto coopera muito com o mapeamento missionário. Assim já sabemos quem são os não alcançados e onde eles vivem. A próxima tarefa é definir como alcançá-los.
2. O mundo ganhou maior mobilidade social. Desta forma podemos encontrar centros urbanos como Dakar com mais de 250 etnias representadas. É o que podemos chamar de 'caldeirão étnico'. A atual tendência populacional será a concentração étnica em grandes centros urbanos e isto mudará nossa forma de alcançá-los dentro de 20 anos.
3. Os missionários passaram a se locomover entre ministérios e campos com mais rapidez. Em Gana, onde trabalhamos, os missionários até 30 anos atrás traziam seus caixões quando chegavam ao país pois planejavam viver e morrer ali. Hoje o missionário tende a trabalhar mais em equipes e passar, em média, não mais de 4 anos em cada campo.
4. Mesmo em grupos tradicionalmente isolados há crescente interesse pelo mundo exterior. Assim o ensino do inglês como língua franca mundial, por exemplo, pode abrir portas para o evangelho em países islâmicos.
5. A Internet levantou uma grande expectativa no processo de evangelização em países ainda fechados. Entretanto, pela própria estrutura aberta e vasta, tem sido difícil usá-la como um instrumento preciso e ainda há muitas limitações.
6. Mas há também influências negativas como a massificação, o culto à personalidade, a atração por quaisquer métodos (bíblicos ou não) que atraiam grande público e o início de uma era onde o pastoreio do crente perde o apelo.
Por: Redação Creio
Papa pede que lei que obriga igrejas a empregar gay seja combatida
O papa Bento 16 pediu que bispos católicos na Inglaterra e no País de Gales se empenhem com "zelo missionário" em combater um projeto de lei que pode obrigar as igrejas a contratar homossexuais ou transexuais, contrariando dogmas da Igreja Católica.
O papa Bento 16 disse que a legislação "viola lei natural". O papa também confirmou que visitará a Grã-Bretanha neste ano, a primeira visita papal desde 1982.
O governo britânico diz que a legislação, chamada de Equality Bill, tornaria o país um lugar mais justo.
O projeto está sendo debatido pelo Parlamento em Londres.
Vaticano
"Seu país é conhecido pelo forte compromisso com a igualdade de oportunidades para todos os membros da sociedade", disse Bento 16 a um grupo de bispos britânicos que visitaram o Vaticano.
"Ainda assim, o efeito de algumas leis criadas para atingir esses objetivos tem sido impor limites injustos à liberdade das comunidades religiosas para agir de acordo com suas crenças", disse ele.
Bento 16 estimulou os bispos a defender "convincentemente" os ensinamentos morais católicos.
"Continuem a defender seu direito de participar no debate nacional por meio de um diálogo respeitoso com outros elementos da sociedade", disse ele.
Líderes religiosos na Grã-Bretanha temem que a lei obrigue as igrejas a empregar homossexuais e transexuais.
Defendendo a lei, um porta-voz do governo britânico disse: "Acreditamos que todos devem ter chances justas na vida e não sofrer discriminação". "A Equality Bill tornará a Grã-Bretanha um país mais justo e igualitário."
A Igreja Anglicana britânica mostrou-se preocupada com a legislação, argumentando que seus padres podem se ver forçados a celebrar casamentos nos quais um dos noivos sofreu uma mudança de sexo.
Fonte: Site Creio
Garotas e rapazes que optaram pela virgindade abrem o jogo
Adeptos da virgindade, Kevin Jonas, Joe Jonas e Nick Jonas, do Jonas Brothers, são ícones dos jovens que esperam o casamento para
Faça uma enquete básica em qualquer escola de ensino médio e você comprovará. Segundo as estatísticas, a primeira experiência sexual dos jovens vem acontecendo cada vez mais cedo, com 15, 14 e até 13 anos de idade. Na contramão desse comportamento precoce, garotos e garotas estão optando por esperar o casamento para perder a virgindade. A motivação, em geral, tem cunho religioso, mas muitos também se inspiram na onda conservadora que começou há poucos anos nos Estados Unidos e encontra nos ídolos pop Jonas Brothers seus principais ícones.
O analista de sistemas Ubirailson Jersy Soares de Medeiros, 26 anos, de João Pessoa (PB), namora há quatro anos e meio e decidiu manter-se virgem até o casamento por conta de uma experiência religiosa intensa (ele não dá mais detalhes). "Tive uma experiência com o amor de Deus que mudou minha vida e quero corresponder a este amor tendo um coração puro e deixando que meu corpo seja coerente com essa realidade. O sexo é algo muito precioso e belo para ser vivido de qualquer jeito, é sagrado!", acredita o rapaz, cujo passado guarda algumas "máculas". "Descobri que tratava minha sexualidade de modo desordenado, viciado e egoísta, buscando o prazer pelo prazer. Fazia das mulheres coisas, objetos, denegria o valor que elas tinham. Embora seja virgem, tive muitas experiências íntimas com algumas mulheres. Posso dizer que fiz quase tudo, menos a conjunção carnal", revela.
Estilo de vida
Para o digitador Júnior Nogueira, 26 anos, de Sobral (CE), a castidade é um "estilo de vida". "Ela abrange mais do que simplesmente a virgindade, pois se relaciona com o nosso modo de amar a Deus e aos outros. Portanto, uma pessoa pode ser virgem e não ser casta, ou o contrário, não ser mais virgem e viver a castidade como opção", explica. "Acho que há muita banalização do sexo. As pessoas mal se conhecem e já vão para a cama", reclama o estudante de Direto Hugo de Oliveira, 23 anos, de Osasco (SP). Evangélico e educado em uma família com princípios religiosos bem rigorosos, ele garante que resistirá às tentações e se casará virgem. Uma de suas maiores dificuldades é lidar com a "tiração de sarro" e o espanto dos amigos. "A maioria dos jovens hoje em dia não deseja abster-se do sexo. Os que querem têm vergonha de se expor por medo de serem repudiados. Meus amigos zoam comigo, mas eu relevo. Prefiro acreditar que cada um tem um pensamento diferente", diz Hugo, que não sente o menor receio em firmar sua convicção ao usar um anel da pureza, acessório usado também pelos irmãos Jonas Brothers para revelar ao mundo a condição da virgindade.
Todo mundo pensa que eu não vou aguentar, que não vou me segurar, mas acho que os seres humanos têm, sim, total controle sobre seus atos
Alvo de risos por parte das amigas, que já a chamaram de hipócrita, e de descrédito de alguns familiares, a estudante de Nutrição Loanda Natália Santos, 17 anos, de Santo André (SP), garante que vai manter-se virgem até o casamento. Ela está namorando há um mês e já avisou o rapaz de sua decisão. "Ele respeita minha opção. Desde que soube o que é sexo, desejo me casar virgem. Todo mundo pensa que eu não vou aguentar, que não vou me segurar, mas acho que os seres humanos têm, sim, total controle sobre seus atos", ressalta.
Se segurar não é fácil. Os entrevistados reclamam do excesso de estímulos da TV e da Internet – dançarinas de trajes sumários nos programas de auditório, as "sisters" do BBB10 de biquíni, vídeos e fotos pornôs. As garotas também apontam a pressão das amigas para transar, enquanto os rapazes indicam a maneira sensual como as mulheres se vestem no dia a dia como uma tentação a ser vencida. Embora tenha tido experiências sexuais no passado, com uma antiga namorada, o professor Wellington Vancini, 27 anos, de Fortaleza (CE), vive em "jejum" há quase sete anos. Sua atual namorada é virgem, quer subir ao altar assim, e ele optou por respeitar sua decisão até o casamento, previsto para o fim do ano. "O namoro casto potencializa o autoconhecimento", afirma. "Como vivi os dois tipos de relação, posso afirmar com toda a certeza que este último me traz muito mais alegrias", destaca ele, que não gosta muito do termo "abdicar". "Esse termo dá a conotação de algo reprimido e isso não é bom. A castidade, na verdade, é uma busca por uma coerência interior, buscar ser inteiro, sem divisões; é ordenar toda minha sexualidade em favor de um objetivo."
Críticas
Alguns amigos inicialmente achavam minha escolha radical, mas hoje concordam; outros permanecem não concordando; alguns acham isso bonito, mas se dizem incapazes de viver algo assim
Já a estudante Amanda F. Mota, 16 anos, de Brasília (DF), que justifica a virgindade por motivos religiosos, reclama da dificuldade de namorar alguém que compreenda seus princípios. "Às vezes, estou com alguém de que gosto, com quem me sinto bem, e ambos gostaríamos de dar esse passo adiante; mas aí me lembro do compromisso que assumi comigo mesma, e acabo indo devagar", revela a garota. "É complicado, principalmente quando você gosta da pessoa e o momento é propício. E usar argumentos religiosos também pode ser bem difícil: ele pode achar tudo isso de castidade uma besteira, ou aceitar minha decisão. Geralmente, é a primeira opção que acontece". Problema semelhante enfrenta a estudante de Engenharia da Computação Gisele Lima, 20 anos, de Nova Iguaçu (RJ). "A minha maior dificuldade é encontrar alguém que pense em respeitar minha decisão. Terminei com a maioria dos meus 'exs' porque eles ficavam me pressionando a fazer sexo. E meus amigos me acham careta, mas não ligo. Sei bem o que quero para mim", salienta.
As críticas alheias, aliás, também são um empecilho a ser vencido. "Alguns amigos inicialmente achavam minha escolha radical, mas hoje concordam; outros permanecem não concordando; alguns acham isso bonito, mas se dizem incapazes de viver algo assim. O mais importante é viver com coerência tal decisão para ser respeitado", afirma Ubirailson. O professor Wellington, que não faz segredo sobre sua condição, já foi chamado de gay por algumas alunas revoltadas com a falta de receptividade às investidas. "Além de preconceitos, sofri calúnias e difamações por causa de mentiras que inventaram sobre a fidelidade à minha namorada. Mas minha consciência é tranquila e meu sono é leve, pois não carrego nenhuma dessas acusações", afirma.
Fonte: Uol
Postado por: Redação Ogalileo
Juiz do Haiti ouve cinco dos evangélicos acusados de roubar crianças
Missionários foram ouvidos nesta terça-feira no Haiti
O juiz haitiano Isai Pierre-Louis ouviu nesta terça-feira cinco dos dez religiosos americanos que tentaram tirar do país, ilegalmente, 33 crianças.
"Entrevistamos cinco americanos durante várias horas na sede da polícia judiciária", disse o juiz à, explicando que a audiência continuará nesta quarta.
O ônibus que levava os meninos e meninas para fora do país foi detido na semana passada na fronteira com a República Dominicana. Os meninos estavam com um grupo da igreja batista New Life Children's Refuge.
Mazar Fortil, promotor interino da corte de Porto Príncipe, disse que o grupo, ainda não acusado formalmente, poderá ser processado por sequestro, tráfico de crianças e conspiração criminosa.
Os americanos --cinco homens e cinco mulheres-- foram presos quando viajavam em um ônibus, à noite, com as crianças haitianas, que têm entre dois meses a 12 anos de idade, rumo à República Dominicana.
No domingo (31), a porta-voz do grupo, Laura Silsby, disse à agência de notícias Associated Press que faz parte de uma organização religiosa de caridade, a New Life Children's Refuge (Refúgio Infantil Vida Nova, em tradução livre), com sede no Estado de Idaho (EUA), e que queria levar até cem órfãos para um hotel de Cabarete, na costa dominicana. O hotel, que tem 45 quartos, seria, posteriormente, transformado num orfanato.
Entretanto, após a apreensão das crianças, que foram colocadas provisoriamente em um abrigo, as autoridades haitianas descobriram que muitas tinham pais.
Haitianos que se apresentaram como parentes das crianças tentaram recuperá-las nesta terça-feira, mas nenhum encontro será permitido até que a filiação seja estabelecida, disse um porta-voz da organização onde estão acolhidos.
"Não podemos permitir nenhuma reunião até que tenhamos bem claro o motivo pelo qual esses menores estavam no ônibus abordado pela polícia, seguindo em direção à fronteira", declarou Georg Willeit, da SOS Children's Villages, em Porto Príncipe.
"A segurança emocional das crianças está muito fragilizada no momento para permitir um encontro", afirmou, acrescentando que "estão traumatizadas".
"Enquanto prossegue a investigação, os 33 menores permanecerão na SOS Children Village, aguardando a decisão e os documentos a serem liberados pelo Instituto do Bem-Estar Social (IBS)", o organismo encarregado legalmente de adoções, explicou.
"Quinze de 20 crianças disseram que seus pais estão vivos", concluiu.
Segundo Heather Paul, presidente da SOS Children's Villages, ouvido mais cedo pelo canal americano NBC, algumas crianças não são órfãs, e estavam "mal vestidas, desidratadas, precisando de cuidados médicos" quando foram recuperadas.
"Estão muito melhor", disse ela. "Chegaram muito traumatizadas, como podem imaginar. Primeiro, pela devastação causada pelo terremoto; depois, pelo mistério e confusão ligados ao desaparecimento de suas famílias".
Ela destacou que o assunto ilustra a necessidade de regras mais estritas e de uma grande vigilância, no que diz respeito a crianças haitianas.
"Nós respeitamos rigorosamente os protocolos, e esses missionários devem fazer o mesmo", acrescentou.
Fonte: OGalileu
As Mulheres Deveriam Servir como Pastoras e Pregadoras?
Talvez não haja assunto mais debatido nas igrejas hoje do que a questão das mulheres servindo como pastoras e pregadoras no ministério. Por este motivo, é muito importante que não se veja esta questão como uma competição entre homens e mulheres. Há mulheres que acreditam que mulheres não devam servir como pastoras e que a Bíblia coloca restrições ao ministério das mulheres - e há homens que crêem que as mulheres podem servir como pregadoras e que não há restrições quanto à atuação das mulheres no ministério. Esta não é uma questão de machismo ou discriminação. É uma questão de interpretação bíblica.
I Timóteo 2:11-12 proclama: "A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio." Na igreja, Deus designa papéis diferentes a homens e mulheres. Isto é resultado da forma como a humanidade foi criada (I Timóteo 2:13) e da forma pela qual o pecado entrou no mundo (II Timóteo 2:14). Deus, através do que escreveu o Apóstolo Paulo, estabelece que as mulheres não sirvam em papéis de autoridade em ensino espiritual acima dos homens. Isto impede as mulheres de servirem como pastoras, o que definitivamente inclui pregar a homens, ensinar a homens e ter autoridade espiritual sobre eles.
Há muitas "objeções" a esta visão em relação às mulheres no ministério ou mulheres pastoras. Uma objeção comum é que Paulo restringe as mulheres de ensinar porque, no primeiro século, as mulheres, tipicamente, não possuíam uma educação formal. Entretanto, I Timóteo 2:11-14, em nenhum momento menciona o status educacional. Se a educação formal constituía em qualificação para o ministério, a maioria dos discípulos de Jesus, provavelmente, não teria sido qualificada. Uma segunda objeção comum é que Paulo restringiu apenas as mulheres de Éfeso quanto à questão do ensino. (I Timóteo foi escrito a Timóteo, que era pastor da igreja em Éfeso). A cidade de Éfeso era conhecida por seu templo a Ártemis, a falsa deusa greco-romana. As mulheres eram autoridade na adoração a Ártemis. Entretanto, o livro de I Timóteo, em momento algum, menciona Ártemis, tampouco Paulo menciona a adoração a Ártemis como razão para as restrições em I Timóteo 2:11-12.
Uma terceira objeção comum é que Paulo está se referindo apenas a maridos e esposas, não a homens e mulheres em geral. As palavras gregas em I Timóteo 2:11-14 poderiam se referir a maridos e esposas. Entretanto, o significado básico das palavras é homem e mulher. Além disso, as mesmas palavras gregas são usadas nos versos 8-10. Apenas os maridos devem levantar as mãos santas em oração sem iras ou contendas (verso 8)? Somente as esposas devem se vestir com recato, com boas obras e adoração a Deus (versos 9-10)? Claro que não! Os versos 8-10 se referem claramente a homens e mulheres em geral, não apenas a maridos e esposas. Não há nada no contexto que possa indicar uma mudança para maridos e esposas nos versos 11-14.
Mais uma objeção freqüente a esta interpretação sobre mulheres pastoras/pregadoras é em relação a Miriã, Débora, Hulda, Priscila, Febe, etc. – mulheres que ocuparam posições de liderança na Bíblia. Esta objeção falha em perceber alguns fatores relevantes. Em relação a Débora, ela era a única juíza entre 13 juízes homens. Em relação a Hulda, era a única profeta mulher entre dúzias de profetas homens mencionados na Bíblia. A única ligação de Miriã com a liderança era devido ao fato de ser irmã de Moisés e Arão. As duas mulheres mais importantes do tempo dos reis foram Atalia e Jezebel – péssimos exemplos de boa liderança feminina.
No Livro de Atos, capítulo 18, Priscila e Áquila foram apresentados como ministros fiéis a Cristo. O nome de Priscila foi mencionado primeiro, provavelmente indicando que era mais "importante" no ministério que seu esposo. Entretanto, Priscila, em lugar algum, é descrita como participante em uma atividade ministerial que esteja em contradição com I Timóteo 2: 11-14. Priscila e Áquila trouxeram Apolo até sua casa e ambos o discipularam, explicando a ele a Palavra de Deus de modo mais preciso (Atos 18:26).
Em Romanos 16:1, mesmo que Febe seja considerada uma "diaconisa" ao invés de "serva", isto não indica que fosse uma professora na igreja. "Apto a ensinar" é um título dado aos anciãos, mas não aos diáconos (I Timóteo 3:1-13; Tito 1:6-9). Anciãos/bispos/diáconos são descritos como "maridos de uma só esposa", e "um homem no qual os filhos crêem" e "homem digno de respeito". Além disso, em I Timóteo 3:1-13 e Tito 1:6-9, apenas pronomes masculinos são usados para se referir a anciãos/bispos/diáconos.
A estrutura de I Timóteo 2:11-14 faz a "razão" ser perfeitamente clara. O verso 13 inicia com "porque" e dá o "motivo" do que Paulo afirmou nos versos 11-12. Por que não devem as mulheres ensinar ou ter autoridade sobre os homens? Porque "primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão." Este é o motivo. Deus criou Adão primeiro, e depois criou Eva para ser uma "ajudadora" de Adão. Esta ordem da Criação tem aplicação universal para a humanidade na família (Efésios 5:22-33) e na igreja. O fato de Eva ter sido enganada também é dado como razão para as mulheres não poderem servir como pastoras ou ter autoridade espiritual sobre os homens. Isto leva alguns a crerem que as mulheres não devem ensinar por serem mais facilmente enganadas. Este conceito é duvidoso... mas se as mulheres são mais facilmente enganadas, por que se deveria deixar que ensinem a crianças (que são facilmente enganadas) e outras mulheres (que supostamente são mais facilmente enganadas)? Não é isso que diz o texto. As mulheres não devem ensinar ou ter autoridade espiritual sobre os homens porque Eva foi enganada. Como resultado, Deus deu aos homens a autoridade primária de ensinar na igreja.
As mulheres são excelentes em dons de hospitalidade, misericórdia, ensino e ajuda. Muito do ministério da igreja depende das mulheres. As mulheres na igreja não estão restritas ao ministério de orar e profetizar (I Coríntios 11:5), mas o estão em relação à autoridade de ensino espiritual sobre os homens. A Bíblia, em nenhum lugar, faz restrições quanto a mulheres no exercício de dons do Espírito Santo (I Coríntios capítulo 12). As mulheres, tanto quanto os homens, são chamadas a ministrar aos outros, para demonstrar o fruto do Espírito (Gálatas 5:22-23) e a proclamar o Evangelho aos perdidos (Mateus 28:18-20; Atos 1:8; I Pedro 3:15).
Deus ordenou que somente homens servissem em posições de autoridade de ensino espiritual na igreja. Isto não é porque os homens sejam necessariamente professores com melhor qualificação ou porque as mulheres sejam inferiores ou menos inteligentes (o que não é o caso). É simplesmente a maneira que Deus designou para o funcionamento da igreja. Os homens devem dar o exemplo na liderança espiritual – em suas vidas e através de suas palavras. As mulheres devem ter um papel de menos autoridade. As mulheres são encorajadas a ensinar a outras mulheres (Tito 2:3-5). A Bíblia também não faz restrição a que as mulheres ensinem crianças. A única atividade que as mulheres são impedidas de fazer é ensinar ou ter autoridade espiritual sobre homens. Isto logicamente inclui mulheres servindo como pastoras e pregadoras. Isto não faz, de jeito algum, com que as mulheres sejam menos importantes, mas, ao invés, dá a elas um foco ministerial mais de acordo com o dom dado a elas por Deus.
