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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

30 de outubro de 2009

Usuários do Twitter poderão 'falar' com os mortos



 

 

 

 

 

Em comemoração ao Halloween, os usuários poderão participar de uma sessão espírita



Dia 30 de outubro é o dia para se comunicar com as celebridades mortas, por meio do Twitter. Para comemorar o Dia das Bruxas, está sendo organizada a 1ª Twéance nome que deriva da junção das palavras Twitter e Séance, uma curiosa "sessão espírita" na qual os usuários enviarão mensagens para as estrelas escolhidas. Esta será a primeira tentativa online (e em tempo real) de falar com o mundo dos mortos.

Nesta semana, serão determinados os quatro nomes famosos que participarão do "chat", por meio de uma votação feita com tweets dos usuários. Junto ao nome da celebridade, os tweeters já devem enviar também a pergunta a ser feita (sobre qualquer assunto). Apenas as melhores serão escolhidas para a sessão, que será realizada pela médium Jayne Wallace.

Wallace, que afirma possuir poderes psíquicos desde os 7 anos, será a responsável por postar as perguntas e respostas, de acordo com o site Mashable. Ela foi escolhida pelos idealizadores do evento, a loja de fantasias Angels Fancy Dress, de Londres, por já ter realizado uma sessão para o jornal inglês The Sun, onde, supostamente, contatara a ex-Big Brother Jade Goody (falecida devido a um câncer cervical). 

Até o momento, os nomes mais votados para o Twéance são os de Michel Jackson e Kurt Cobain, mas também foram bastante pedidos Abrahan Lincoln, Jim Morrison, Marilyn Monroe e John Lennon.

O site do jornal inglês The Telegraph conta que os organizadores, incluindo Jayne Wallace, apostam no contato com Patrick Swayze e Farrah Fawcett, ambos mortos este ano.

Não é a primeira vez que se tenta esse tipo de comunicação com celebridades. O jornal inglês The Sun conta que, em 2003, as investidas dos paranormais Craig e Jane Hamilton-Parker para conversar com a princesa Diana foram acompanhadas por 30 milhões de pessoas, no mundo todo.

A sessão espírita poderá ser seguida em @tweance (twitter.com/tweance), das 10 ao meio-dia de sexta-feira, horário de Londres (das 8 às 10 da manhã pelo horário de Brasília).


Fonte: http://www.geek.com.br/ - Nátaly Dauer





A Revolta do Ipê. Lição para nós!



 

Um Ipê Amarelo foi cortado e seu tronco foi transformado em um poste. Após o poste ter sido fincado na rua foram instalados os fios da rede elétrica. Mas eis que a árvore se rebela contra a atitude humana e decide não morrer.

A reação foi pacífica, bela e cheia de amor. Criou novas raízes e encheu-se de flores. Assim é a natureza que Deus criou... Nasceu para ser vencedora!

Ele criou não só a natureza, mas você também para ser um vencedor.


Um abraço,
Wagner Lemos




WAGNER COM MUITO AMOR!!!

29 de outubro de 2009

Encarando o medo!



Alan Brizotti


“O medo é um gigante que se nutre da carência”. (Emilio Mira y López)

Alguém rabiscou num muro: “Viva sem medo de ser feliz”. Por que alguém teria medo da felicidade? Na verdade, o que a frase evoca não é a felicidade – ela é o fim a alcançar – mas o caminho, a construção, a via até ela. Poucos sentimentos são tão avassaladores quanto esse fantasma chamado medo. Ele vampiriza sonhos, é capaz de infectar com a suspeita os mais belos projetos existenciais. Decreta o fim das tentativas.

Há gente que nem consegue mais viver. O medo da vida ficou tão monstruoso que fez da casa, um cárcere. Gente isolada de todos, vivendo uma existência dolorosa, uma desrealização humana. Gente que se contenta em ver a vida através do cinza dos vidros. Das janelas fechadas, do carro blindado, da fuga pela televisão, onde a vida não sai da tela, não tem expressão real. Gente com medo de ser.

Não se iluda. Não é fácil encarar o medo. Se você grita, ele grita de volta. Produz ecos de um caos que nos habita. O medo conhece como ninguém os meandros de nossa intimidade fragilizada. Mas, há uma chance. Não é fácil, mas é perfeitamente possível! Encarar o medo implica em subjugá-lo. Espancá-lo. Domesticá-lo. Você não vai destruí-lo completamente, não, ele é indestrutível, mas, saiba, você pode domá-lo. É possível mantê-lo amordaçado.

Quando temos coragem de afirmar: “Eu tenho medo”, ele começa a ceder. Ele é “o gigante que se nutre da carência”, portanto, a consciência de sua utilidade (como mecanismo de defesa, é muito bem-vindo), é capaz de derrubar seus castelos de poder, acabar com o reinado de seu orgulho. O medo tem medo de não assustar!

Proponho uma troca: trocar os arrepios, a face paralisada, as mãos trêmulas, a voz vacilante, a sensação de desmaio por uma determinação em vencer, uma consciência de poder, uma certeza: tenho medo, mas ele não tem a mim! Quando essa troca acontecer, seremos dignos de viver como heróis da disposição, da coragem, da garra, da destreza, da competência, da vida. Heróis de uma humanidade que ousa.

Antes das águias aprenderem a voar, são empurradas de seus ninhos. Como os ninhos ficam em montanhas muito altas, o prazer de experimentar o poder das asas só vem com o medo da queda. Quer voar? Assuma o medo da queda. Tenha a consciência de que lá embaixo estará o duro chão. Mas, quando pousar, sentirá o indescritível prazer de zombar do medo que não te deixava usufruir do poder de suas asas magníficas.

Não posso te dizer para não ter medo, mas posso dizer: “Não deixe o medo te dominar”. Não se isole da vida, não faça de sua casa uma masmorra, de seu carro um casulo que impede a entrada do amor, não se destrua numa caverna psicológica onde, supostamente, o medo não te alcance. Não perca o prazer de voar só porque o chão existe. “Viva sem medo de ser feliz”. Acredite, o medo não possui o dom da eternidade. Ele também é perecível, também tem data de validade.

Alguém escreveu num muro em Osasco, São Paulo: “Descubra quem você é, e seja de propósito!”


***
Alan Brizotti 

A unção da loucura e a loucura dos ungidos.

Nesses últimos dias, muitos não suportam mais a sã doutrina. Vibram com falações de animadores de auditório, milagreiros e falsos mestres (Mt 7.15-23; 2 Tm 4.3; 2 Pe 2.1,2), mas rejeitam a pregação expositiva. Não há dúvidas de que os modismos e interpretações equivocadas surgem por falta de exposição da sã doutrina (Sl 119.130; 2 Tm 3.16,17).
Hoje, nos grandes congressos, o povo, sem discernimento, torna-se manipulável e vibra com as frases de efeito dos "ungidos", que pregam as suas novidades dissociadas das Escrituras.


O modismo do momento é a "unção da loucura de Deus", com base em 1 Coríntios 1.25: "Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens". Os espalhafatosos pregadores dessa "nova unção" vêem na passagem acima a justificativa para todas as aberrações que dizem e fazem.

Defensores dessa unção "divina" têm ministrado a "bênção do depósito celestial". Prometem que as pessoas que tiverem fé encontrarão uma grande quantia em sua conta bancária! (Não pense que sou incrédulo. Creio sim num Deus que faz até moeda aparecer na boca de um peixe!) No entanto, a suposta bênção divina traz ao "agraciado" um autêntico "presente de grego"! Quer saber por quê?

Digamos que apareçam cinqüenta mil reais em sua conta. Como fica a sua situação em relação à Receita Federal? Como declarará isso no Imposto de Renda, haja vista não poder dizer simplesmente: "Foi Deus quem me deu"? O Senhor lhe daria uma bênção pela qual você se tornaria um sonegador de impostos, infrator da lei?

Portanto, a expressão "loucura de Deus", empregada por Paulo sob a inspiração de Deus, enfatiza o quanto os seres humanos, por mais capazes que sejam, estão aquém do Todo-Poderoso. Mas o apóstolo também mencionou a "fraqueza de Deus". Interessante que ninguém prega a "unção da fraqueza de Deus"! Como se vê, o texto em apreço não apóia as atitudes extravagantes e as "ministrações insanas" de certos "ungidos", não é mesmo ?
 
Por Jefferson Queiroz

Edi Macedo e a crise que assombra os evangélicos.

Assim, muitos paraliticos e deficientes, desempregados e moradores de rua, empresários falidos e estudantes lotam as grandes catedrais com a falsa promessa de que ficaram curados ou ricos. Mas se não ficarem ou se nada acontecer as desculpas são sempre as mesmas ..."falta de fé", "isso é só para os que crê", "desobediência"; ou resultado de "ataques do diabo". Por que isso acontece?

Por favor, desculpe-me pela demora em escrever. Ando sobrecarregado, cansado de responder as pessoas que sofrem e choram. Mas preciso voltar à questão da irmã Paola em dizer que crente ou cristão e evangélico é tudo Ladrão e mentiroso.

Passei por crise semelhante. Por volta dos meus vinte anos, perguntei-me o que fazia da vida. Cansei dos esquemas dos evangelistas itinerantes. Na minha adolescencia comprava todos os CD's de pregação e eles me entediavam com suas pregações repetitivas. Mas ao ler a Biblía e perceber algumas marmeladas, Caíram algumas vendas e vi os interesses escusos dos missionários e Pastores que tiravam fotografias de eventos nas comunidades pobres do nosso Brasil para fazerem propaganda nas suas igrejas. Chorei  amargamente quando notei que os "caciques" das grandes denominações eram mais grosseiros que os políticos de que eu desdenhava.

Acordei também para os meus pecados sutis. Vi que não só partilhava de um mundo religioso doente, mas o reforçava com uma vaidade sedenta de prestígio. Eu sabia, mas não queria abrir mão, da minha vontade louca de aparecer. Eu queria construir um nome e tornar-me notório pela "unção", "autoridade", "loquacidade". Ah, como eu já quis despontar como um "pastor bem sucedido"! Queria ser igual aos famosos que conhecia, principalmente os estrangeiros, que arrebatavam multidões.

Esses messianismos, essas falsas onipotências, começaram a desmoronar depois de um culto quando uma jovem fez algumas perguntas desconcertantes. Marli (nome fictício) era graduada em medicina na Universidade de São Paulo e, devido ao seu senso crítico, me confrontou com serenidade. 

"Jeferson, cadê a vida abundante prometida por Jesus"?.
 
Pego assim de supetão, eu não soube o que responder. Tentei me safar com outra pergunta.

 "O que você quer saber?"

Na verdade eu só queria ganhar tempo com minha réplica. Ela não cedeu:

"Jeferson, quero entender. O que Jesus prometeu tem conexão com a realidade da vida? Ou a vida abundante que ele falava era apenas um desejo utópico dos apóstolos? Porque vejo esse deus a quem vocês servem fazer milagres no atacado e varejo, e as pessoas na áfrica continuam sofrendo, não seria uma boa idéia mandar esses pregadores que curam só de tocar no seu paletó para o hospital do câncer ? ou quem sabe levar um desses evangelistas para levantar a mão sobre as favelas do Rio de Janeiro e acabar com o trafico de Drogas?".

Nervoso, insisti em perguntar ainda procurando ganhar tempo: "Como assim?".

 "Se Jesus prometeu que seus seguidores experimentariam vida abundante, quero saber por que não vejo acontecer concretamente?". 

Nessa hora tive que dar a mão à palmatória. "Marli, você tem razão a vida abundante prometida por Jesus aparece muito mais nos discursos do que na concretude da vida. Entretanto, o problema não é dele ou dos apóstolos, mas nosso".

O discurso religioso promete muito mais do que cumpre. Dificilmente constatam-se evangélicos com qualidade de vida melhor do que as pessoas não convertidas.

Problemas conjugais, instabilidade emocional, patologias psíquicas, permanecem intocados na grande maioria das igrejas que alardeiam que seus fiéis terão uma "vida abundante". Enquanto os auditórios se maravilham com discursos triunfalistas que asseguram o melhor casamento, felicidade total e melhores salarios no trabalho e paz duradoura, enormes problemas são varridos para debaixo dos tapetes ou justificados como "falta de fé", "isso é só para os que crê", "desobediência"; ou resultado de "ataques do diabo". Por que isso acontece?

Priorizou-se a "salvação" como uma esperança a ser alcançada depois da morte. E as igrejas, cada uma se acreditando mais legítima, se especializam em oferecer o bilhete para a vida eterna - que só vai começar quando o coração parar de bater. Assim, meticulosas em "dar certeza da salvação" aos seus convertidos, não se preocupam em ensinar como viver do lado de cá. Com esse modelo, comumente se vê gente segura de que vai para o céu, mas sem saber lidar com os momentos triviais da existência. 

Em minha pequena experiência, já tive o desprazer de aconselhar mulheres super espirituais, que se gabam do nome estar "escrito no livro da vida", mas intoleráveis, mal-resolvidas e tristes. Recentemente precisei gastar três horas com um pastor que há anos prometia o céu para quem "levantasse a mão para aceitar Jesus"; só que ele não sabia resolver seus dilemas familiares. No meio de nossa conversa, abatido ele me confidenciou: "Jeferson, estou vivendo num inferno".

Sua missão, meu cara Paola, é ajudar às pessoas a tratarem a vida eterna como uma possibilidade para aqui, para a terra. Aliás, a dimensão transcendental da salvação não compete a você; não depende de seus esforços e não acontecerá como resultado de sua confiabilidade ou unção. Salvação, vida eterna, foi conquista da cruz. Ela é obra vicária de Cristo, o mérito será sempre dele.

Vida eterna é distribuída indistintamente a todos pela graça; e só o Espírito Santo convence do pecado, da justiça e do juízo.

Concentre-se em mostrar que o reino de Deus é chegado e que está entre nós. Livre das condenações da lei, sem precisar compensar os pecados com penitências e, sem ter que ganhar o favor divino com obras, a humanidade pode dar início ao projeto de humanizar-se. Neste propósito divino, crescemos em maturidade, nos solidarizamos com os carentes, exercitamos misericórdia e sempre defendemos a justiça.

Você precisa desvencilhar-se do antigo modelo de evangelização, que promete uma salvação para depois do último fôlego. Comece a pregar a chegada do Reino, só assim as pessoas se sentirão estimuladas a mudar e essa tarefa é extraordinária.

Mude o mote de suas pregações. Aborde questões práticas sobre matrimônio, cidadania, compaixão, preocupação ecológica, dignidade da mulher, educação infantil. Acredito que o cristianismo verdadeiro deveria preocupar-se muito mais com o jeito como as pessoas guiam seus automóveis do que em dar-lhes "garantias" de que vão para o céu. 

Não, não pense que desconsidero o céu; essa é nossa esperança eterna, nossa maior riqueza. Contudo, eu realmente creio que o destino eterno de cada indivíduo foi garantido pelo sacrifício de Cristo na cruz e que, não precisando mais nos preocupar com esse importantíssimo assunto, podemos nos concentrar nos demais. Alguns são, sim, menos importantes diante da eternidade, mas fazem uma enorme diferença para a felicidade das mulheres, maridos e filhos.

Minha sugestão é que você releia os Evangelhos; procure as mensagens em que Jesus ensinou a ganharmos a vida no presente. Você se lembra daquela passagem de Mateus 16.26? "Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma?".

Antigamente eu entendia esse texto como uma advertência para que não me tornasse um grande conquistador ou um milionário e acabar no inferno. Hoje eu o leio numa dimensão existencial. Acredito que Jesus advertia seus discípulos para que não tentassem nenhuma conquista, se no processo perdessem a alma existencialmente. Para Jesus não adianta querer ter tudo (inclusive o céu) se nessa busca nos tornarmos amargos, calculistas e torpes. 

As religiões, o cristianismo inclusive, já garantiu que muita gente inclemente, perversa e promotora da morte iria para o céu. Infelizmente!

Eu já não peço que as pessoas levantem a mão, concordando com a minha própria pregação; como também não lhes asseguro que, daquela hora em diante, receberão um selo que lhes garantirá o céu. Hoje convido as pessoas a começarem uma peregrinação. Cientes do amor de Deus, todos podem tomar o caminho proposto por Jesus de Nazaré. Nesta trilha, na companhia do Espírito Santo, todos se tornarão novas criaturas.

Você vai precisar de muita coragem para remodelar seu ministério, mas conte com minha ajuda e intercessão ou se preferir aguarde o julgamento que vai nos mostrar grandes surpresas naquele dia. Não acredite em tudo que lhe dizem, principalmente em promessas mirabolantes. Concordo a maioria dos Cristão é tudo isso que você falou, mas cuidado, ainda existem aqueles que lutam pelos pobres e fracos.

Fale em linguas agoraaaaaaaaaaaa

"Sou pentecostal, amo falar em línguas estranhas. Mas, por favor, mas respeito. Falar em línguas estranhas não é um cursinho de ingles e espanhol."                                         Jeferson Queiroz

 

Há uns quinze dias atrás, fui procurado por um teólogo católico alemão que pesquisava o movimento pentecostal no Brasil. Precisei desse rapaz em uma pesquisa sobre a igreja católica no começo desse ano. O jovem seminarista desejava conhecer melhor o que ele considerava como "o mais democrático fenômeno religioso" já visto. Extasiado com o que testemunhara na baixada fluminense, com novas igrejas brotando todos os dias, queria saber mais.

Realmente, o movimento pentecostal marcou o século 20. No Brasil, a Assembleia de Deus chegou a somar quase a metade de todos os protestantes. A capilaridade do movimento é fenomenal. Entre 2000 e 2007, como evangelista associado de uma missão, visitei todo tipo de congregações pelo Brasil. Espantei-me com a autonomia dos pentecostais, que nunca esperavam por determinações dos líderes para se expandir.

De onde vem essa enormidade numérica? As respostas variam. Os próprios pentecostais são categóricos: o Espírito Santo age em suas igrejas. Outros atrelam o avanço do movimento ao êxodo do campo. O teólogo Harvey Cox percorreu o mundo em busca de respostas. Concluiu que o sucesso do pentecostalismo se deve à sua capacidade de preencher o vazio de uma geração e alcançar "além dos limites do credo e da cerimônia para chegar ao âmago da religiosidade humana".

Acredito que o fenômeno das línguas estranhas explique alguma coisa. A princípio criticado por tirar as pessoas do pleno controle de suas faculdades, o falar em línguas estranhas (glossolalia) serviu para atrair milhões. A experiência de falar em uma língua desconhecida vem de John Wesley, que ensinou que a santificação dos crentes acontece em uma segunda experiência.

Assim, quando os cultos da rua Azuza, em Los Angeles, se tornaram notórios, essa segunda experiência não se restringiu à santificação; o êxtase veio acompanhado de línguas para capacitar na tarefa de evangelizar o mundo. Os crentes poderiam evangelizar as nações, sem precisar aprender idiomas; Deus habilitaria o missionário para pregar e ser compreendido. Os dois capítulos iniciais de Atos foram invocados como base. Assim, os pentecostais, desavergonhados, assumiram o falar palavras ininteligíveis como marca distintiva do movimento.

O pentecostalismo nasceu, portanto, da euforia missionária do início do século 20, que esperava o arrebatamento da igreja. Era necessário "apressar" a volta de Cristo evangelizando os confins da terra. Assim, enquanto as escolas tradicionais gastavam anos no preparo de evangelistas, o forno aquecido da reunião de oração pentecostal despachava milhares de pregadores leigos. Voluntários certos da capacitação extraordinária que receberam estavam dispostos a se embrenharem nos lugares esquecidos do planeta.

Enquanto fundamentalistas ressaltavam a necessidade de conhecer os idiomas originais da Bíblia para uma interpretação acurada, homens e mulheres semi-analfabetos afirmavam ter adquirido capacitação espiritual de não apenas entender as Escrituras, como também de proclamá-la além-mar.

Depois, os próprios pentecostais perceberam que a glossolalia não ajudava na comunicação do evangelho. Porém, para não abandonar a ideia de que o falar em línguas era um dom de poder, passaram a ensinar que o dom sinalizava o poder que reveste os crentes para serem mais eficazes em suas ações. Mais tarde, com o movimento de renovação entre protestantes tradicionais e católicos, línguas estranhas ganharam outro significado: comunicação íntima com Deus para a edificação do crente.

À medida que a doutrina se sofisticou, passou-se a considerar dois tipos de língua estranha: como sinal inicial do batismo no Espírito Santo e como variedade de línguas, para enriquecer a vida devocional.

Fui batizado no Espírito Santo em uma reunião de oração na Assembleia de Deus de Mauá - SP, em 1993. Falei em línguas em um êxtase que jamais esqueci. Dali, senti-me impulsionado a pregar.

Assim Como os primeiros negros americanos, parti para fazer missões, certo que Deus me revestira de seu poder. Sendo com doze anos, começei a viajar e pregar.

Infelizmente, observo que o dom de línguas perdeu valor e sentido entre os pentecostais.

Vale a crítica de que no pentecostalismo alguns se consideram privilegiados e menosprezam os que não falam em línguas, considerando-os menos especiais. Também, o movimento exagerou na individualidade do dom de línguas, que já não mobiliza para missões como em tempos passados.

Evangelistas gostam de entrecortar suas pregações com Línguas estranhas para se exibirem como ungidos. Atualmente, neopentecostais dão curso para ensinar línguas estranhas, com técnica e tudo mais. Já vi igrejas anunciando cursos e tipo de línguas estranhas que você pode escolher e aprender a falar. Basta se escrever e fazer o curso.

O pentecostalismo clássico no Brasil perdeu embalo. Engessado pelo legalismo e desarticulado por politicagem interna, cedeu espaço a igrejas neopentecostais midiáticas que usam a teologia da prosperidade como carro-chefe.

Já visitei programas de rádio em que o locutor estava falando línguas estranhas e brigando aos tapas com o sonoplasta por ter colocado o louvor errado. Em uma total falta de reverencia e respeito, quem está do outro lado ouvindo o "tal pastor" falar em línguas, vai se impressionar. Mas na verdade não sabe o que se passa do outro lado.

Sou pentecostal, amo falar em línguas estranhas. Mas por favor, mas respeito. Falar em línguas estranhas não é um cursinho de ingles e espanhol.

Os sabidões que nada sabem


Se parássemos de ficar falando de Deus, exigindo de Deus, compreendendo Deus, defendendo Deus, querendo descobrir o sexo de Deus, trabalhando em escritórios de Deus, em entidades de Deus, em assembléias para tratar das coisas de Deus, em comunidades para cobrar algu de Deus, em templos para discutir Deus, sem comprar ou vender terreno para Deus, alugar salões para Deus, sem perder todo esse tempo "com Deus", e, como o samaritano e bom Jesus, sem agenda de sacerdote e levita, apenas fizéssemos o que tem de ser feito, e vivêssemos o fruto genuíno do Evangelho em nós, sem temor quanto a pregar, a orar com necessitados em qualquer lugar — então, subitamente veríamos que hoje mesmo, algo sem paralelos aconteceria na Terra e veria-mos com mais frequência as manifestações de Deus.

Para isso também é fundamental parar de ficar explicando Deus para os religiosos assumidos e definidos. Pregar para cristãos de casca grossa não é cumprir a grande comissão de Mateus 28. É distração do inferno nos afastando para pregação a quem quer ouvir apenas para levantar debates e bate-bocas.

Provavelmente 95% da energia gasta pelos "cristãos" seja expendida em discussões entre "cristãos". E no fim do dia a pessoa sente que se dedicou à obra de Deus. Tudo engano. São apenas os Templários modernos procurando o seu Santo Graal.

"Levanta. Toma teu leito, teu púlpito, teu diploma, teu anelzinho de teologia e tua algema de microfones, e anda enquanto é dia!"

Síndrome da mão que Levanta difunto !


 

Síndrome da mão que Levanta difunto!

 

Há duas semanas atras minha esposa esteve no velório da Sr.a Amanda de Freitas Santos. Amanda Frequentava nossa igreja de vez-enquando, queixava-se de tudo um pouco e era membra de outra denominação. O pastor de Amanda disse no dia do velório: "irmãos, nossa oração tem poder. Quem crê que a irmã Amanda pode ser curada levante suas mãos? Vamos orar para que "deus" ressussite nossa irmã e traga sua alma de volta".

Uma oração, duas oraçôes... Linguas estranhas... três orações, linguas estranas denovo e nada. Daí veio a desculpa: "irmãos, quanta falta de fé irmãos, misericórdia! Desse jeito nem no céu você vai chegar"!  

Quando escutei isso, apenas sorri.

Nós, cristãos, nos declaramos como sendo "o povo da eternidade, o povo cheio de poderes e cheios de querer mandar em Deus. Sim! Pelo menos esta é a confissão pública que fazemos, e, além disso, é por tal afirmação que dizemos pregar "aos outros", tanto no lugar em que estejamos como também em nossos "empreendimentos missionários".

 

No entanto, ainda me impressiona muito o fato de que a maioria dos povos da terra lida com a morte muito melhor do que as sociedades cristãs. Nunca estamos crendo em Deus. Ele sempre dorme no barco em meio as tempestades. Claro, percebo como nós evengélicos lidamos com a morte, mas...

 

Índios, indianos, chineses, japoneses e orientais em geral, todos, quase sem exceção, lidam com o fato da morte com a mesma naturalidade com a qual lidam com o fato do nascimento.

 

Morrer faz parte. É normal. É natural. Daí Jesus ter tratado a morte como se fosse apenas "um sono". Sabe porque? Deus tem tempo para todas as coisas, pode orar, expulsar, ordenar e decretar, se não estiver no tempo de Deus, nada vai acontecer.

 

"Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo".

 

"A menina não está morta, mas dorme!"

 

"Quem crê em mim já passou da morte para a vida".

 

 A morte dos santos é "preciosa aos olhos do Senhor".

 

Assim, morrer, para os que ficam, deveria apenas gerar saudade, mas nunca desespero. Afinal, para quem vai..., o morrer é apenas aquilo que o morto não fica sabendo que aconteceu, pois, de fato, abre os olhos para a vida eterna.

 

Além disso, ninguém foi enganado. Já nascemos sabendo que morreríamos.

 

Vejo os cristãos desesperados até mesmo ante a morte de alguém que já está para além da cronologia natural da vida; ou seja: há cristãos com raiva de Deus porque o pai ou mãe, idosos, partiram...

 

É a Síndrome do Levanta caixão.

 

Sim! Os cristãos querem viver eternamente, ricos e com a saúde perfeita, nunca querem pegar gripe, o pneu do carro não pode furar porque ele é o super-crente e nada com ele acontece, que é sempre a exceção, o milagre, o inusitado, mas nunca o fato simples do viver.

 

Assim, sempre sofrem como se Jesus não tivesse vindo para ressuscitar o Seu amigo!

 

Desse modo, sem termos resolvido em nós nem mesmo aquilo que Jesus disse que Nele já está vencido, que é a morte, como poderemos pretender ter o que dizer aos "pagãos" que tratam a questão com mais normalidade do que nós?

 

Sim! Como teremos o que dizer se temos apenas uma mensagem que nós mesmos não levamos a sério?

 

Afinal, como é possível dizer que Jesus faz sentido, se um budista sem Jesus lida melhor com os fatos da existência do que nós, cristãos?

 

Ora, enquanto a morte não é vencida como fobia em nós, nenhuma sorte de vida em Jesus ganha seu poder e sua efetividade em nós.

 

A primeira coisa que a consciência do Evangelho faz em nós é tirar a fobia da morte e dar ao discípulo a tranqüilidade plena ante os fatos naturais desta existência.

 

De outra sorte, como poderemos ser o povo da Paz que Excede a Todo Entendimento?

Orkut; benção ou maldição?


 

                                                                   

Texto base: Romanos 12;2 "Não vos conformeis com este mundo, más transformai-vos, pela renovação do vosso entendimento…"

.Se fizer uma busca no Orkut em meu nome, certamente não haverá sucesso, porque não faço parte do não muito seleto grupo, cerca 80 milhões de pessoas que fazem uso da tão conhecida "rede social".

.Criado para relacionamentos pessoais, e que relacionamento!!…de satanismo a prostituição, encontra-se de tudo.
E isso por razões bem claras para mim.

Não que eu não tenha tentado, más nas duas vezes que criei uma página, ou tentei criar, me senti enojado de mim mesmo, como se estivesse despido, foi-se a minha privacidade, só me tranqüilizei, quando definitivamente deletei.

Até naveguei pelas páginas, procurando pessoas conhecidas, que defende os mesmos princípios que eu, más na grande parte, que encontrei?
_De cada 10 "crentes", pelo menos 7, mentem em seus perfis, usam palavreados, que nem o ímpio aceita, as vezes eu me perguntava: Será que não cliquei errado?, pois muitos não diferencia; santo ou profano? Exagero? (PESQUISE VOCÊ MESMO E TIRE SUAS CONCLUSÔES!..).
.
A princípio, tinha como objetivo, montar uma comunidade de evangelismo, via orkut, más quem está interessado em evangelismo?.

Que susto!?… Dentro de um pequeno espaço de tempo, recebi inúmeros convites para me agregar, pessoas de bem que eu conheço, más não faltou também outras que zombassem, fizessem brincadeiras capciosas, ou recados irônicos, gostei da culinária

.
Penso até, que se todos os cristãos, envolvidos nesta "epidemia", fizessem uso deste meio de comunicação, para ao invés de EXTRAPOLAR SEU EGOCENTRISMO e SE-AUTOPROMOVER, divulgassem mais a palavra de Deus, a situação do nosso Brasil, das famílias, que aliás em 2.008, foi o ano das desordens familiares, enfim… da igreja,
__realmente seria diferente, isto porque, (55,32% pesquisa feita 08/ 2.008) dos usuários são brasileiros (tremo só de pensar nas explicações para este fato..)
 
Tudo o que sei sobre orkut, é que leva o nome de seu criador, o engenheiro turco Orkut Büyükkoten, e o que sei também, é que a grande porcentagem dos usuários, não sobrevivem 24h sem checar sua página… engraçado?
Alguém dos nossos,(pessoa muito tímida por sinal, não no orkut) até me disse: "Bem-vindo a este vício!…"
 .

Aí surge uma pergunta;

_Temos esta atitude em relação a bíblia, sou viciado pela palavra de Deus? Não fico um dia sem visitar as páginas da bíblia, como sugere o salmo 01?
.

O inevitável mesmo, seria pensar: e se Jesus tivesse um Orkut? Quais seriam as comunidades? Que imagens escolheria guardar em seu albúm de fotos? Quantos seriam seus amigos?

_Sei lá!…
As respostas não são tão importantes. O que o Orkut revela, é a real necessidade que as pessoas – independente de idade, nacionalidade, credo religioso, posição social ou predileções – têm de relacionamentos.

O problema acontece quando se contentam com a versão mais superficial, se o conceito de amigo é "o sujeito que lhe escreve duas ou três vezes por semana uma dúzia de palavras abreviadas, apressadas e desconexas; que lembra de seu aniversário graças ao lembrete insistente de sua 'página inicial', que quase o acusa de crime se não lhe enviar um recado 'especial'; que criou uma comunidade com seu nome..", _desculpe-me, esta é uma idéia muito rasa para mim.
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 Problema maior ocorre quando a mesma confusão é transferida para o campo espiritual.

Jesus, repetidas vezes, é apresentado na bíblia como um amigo e essa imagem me encanta, mas é preciso ter cuidado antes de interpretá-la, cercados por esta "geração Orkut ", somos tentados a desenvolver um relacionamento superficial inclusive com Deus, e esperar Dele, tão somente "recadinhos"açucarados, superficiais, vazios – quando o que Ele quer é manifestar de maneira real e visível seus atos de salvação em nossa vida.
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Você sabia que salvação não é algo virtual, não é um privilégio da alma, ou uma bênção reservada somente para o futuro?
Salvação é o que Deus deseja realizar com cada ato Seu em nossa vida,é isso!…

Salvação é mais do que um resgate protagonizado por Deus, que nos livra do reino do pecado, é um ingresso pago, que nos dá acesso ao reino da vida.
Salvação é Deus arregaçando as mangas e entrando em nossa luta, trazendo soluções concretas para nossas crises pessoais, dando nova luz a nossos sonhos opacos, consertando os relacionamentos quebrados.

>>>Ninguém recebe milagres por scraps, é preciso abrir mais do que uma nova janela, é preciso abrir todas as entradas da vida, como um palco perfeito para a ação divina.
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 Me responda:
_Se você recebesse um convite de Jesus agora mesmo, que espaço Ele receberia em sua vida?
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Com toda a convicção, quero concluir, dizendo:

___ A criação do Orkut, não foi projeto do Diabo, pelo contrário, criar um Orkut, assim como criar o computador, ambos foram planos de Deus, e foram criados para glorificar Deus.
Más, o ser humano é assim, o filho rebelde, que o pai faz tudo, e ainda se levanta contra o próprio pai, pra isto, tem uma ajudazinha do Diabo, que por sua vez, encontra no ser humano, um aliado forte, A CARNE.
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O orkut, está ofuscando muitas luzes, muitas deixaram de brilhar.
Jesus disse em Mateus 6;23b " Se a luz que há em ti são trevas, óh quão grande serão estas trevas"

E diz mais:.
"E Deus há de trazer a juízo, toda obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, ou seja mau" Eclesiastes 12;14
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©-2.009-Pr Benedito IPR Nhandeara-SP

Fwd: Prazer em Deus: assunto polêmico



Falar do "prazer cristão" soa controverso, mas este é um antigo estilo de vida. Este estilo de vida nos remete a Moisés, que escreveu os primeiros livros da Bíblia e fez ameaças terríveis se nós não fôssemos felizes: "Porquanto não servistes ao Senhor, teu Deus, com alegria e bondade de coração... servirás aos inimigos que o Senhor enviará contra ti" (Dt. 28.47-48).

Nos remete também ao rei de Israel, Davi, que chamou Deus de sua "grande alegria" (Sl 43.4) e disse: "Servi ao Senhor com alegria" (Sl 100.2) e "deleita-te no Senhor" (Sl 37.4); e que orou: "Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que... nos alegremos todos os nossos dias" (Sl 90.14); e que prometeu que prazer completo e duradouro é encontrado somente em Deus: "Na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente" (Sl 16.11).

E a Jesus, que disse: "Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e perseguirem... Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus" (Mt 5.11-12); e que disse: "Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo" (Jo 15.11); e que suportou a Cruz "em troca da alegria que lhe estava proposta" (Hb 12.2); e que prometeu que, no final, os servos fiéis ouviriam as palavras: "Entra no gozo do teu senhor" (Mt 25.21).

E a Tiago o irmão de Jesus, que disse: "Tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações" (Tg 1.2). E ao apóstolo Paulo, que estava "entristecido, mas sempre alegre" (2Co 6.10); e que descreveu o ministério da sua equipe como "cooperadores de vossa alegria" (2Co 1.24); e que ordenou aos cristãos: "Alegrai-vos sempre no Senhor" (Fp 4.4); e até mesmo disse: "Nos gloriamos nas tribulações" (Rm 5.3). E ao apóstolo Pedro, que disse: "Alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando" (1Pe 4.13).

E também a Santo Agostinho, que no ano de 386, encontrou liberdade da sensualidade e depravação impura nos prazeres supremos de Deus: "Quão suave se tornou de repente para mim a privação das falsas delícias! Eu que tanto temia perdê-las, senti prazer agora em abandoná-las. Tu, ó verdadeira e suprema suavidade, as afastavas de mim. Afastavas e entravas em lugar delas, mais doce do que qualquer prazer."

E a Blaise Pascal, que observou: "Todos os homens procuram ser felizes. Isso não tem exceção, por mais diferentes que sejam os meios empregados. Todos tendem para esse fim... A vontade nunca faz o menor movimento que não seja em direção desse objetivo. É o motivo de todas as ações de todos os homens, até daqueles que vão se enforcar."

E aos puritanos cujo objetivo era conhecer a Deus tão bem a ponto de dizerem que "deliciar-se nEle é o nosso ofício", porque eles sabiam que este prazer "nos armaria contra os ataques de nossos inimigos espirituais e tiraria de nós o apetite por aqueles prazeres com os quais o tentador isca seus anzóis".

E a Jonathan Edwards, que descobriu e ensinou mais poderosamente do que muitos que "a felicidade da criatura consiste em regozijar-se em Deus, através de quem Deus também é magnificado e exaltado."8 "A finalidade da criação é glorificar a Deus. E o que é glorificar a Deus, senão regozijar-se diante da glória que Ele manifestou?"

Remete ainda a C. S. Lewis, que descobriu que "nós nos contentamos com pouco". E a milhares de missionários, que deixaram tudo por Cristo e ao final disseram, com David Livingstone: "Eu nunca fiz sacrifício algum."

A busca pelo prazer cristão não é algo novo. Se o prazer cristão é algo antigo, por que então é um assunto tão polêmico? Uma das razões é porque o prazer não é somente uma conseqüência da obediência a Deus, mas parte da obediência. Aparentemente as pessoas estão dispostas a permitir que o prazer seja um resultado secundário do nosso relacionamento com Deus, mas não parte essencial do mesmo.

As pessoas se incomodam em dizer que temos por obrigação buscar o prazer. Assim, ouvimos coisas do tipo: "Não busque o prazer; busque a obediência". Mas a busca pelo prazer cristão responde: "Isto é como dizer, 'não coma maçãs; coma frutas'", porque o prazer em Deus é um ato de obediência. Regozijarmo-nos em Deus é um mandamento. Se obediência significa fazer o que Deus manda, então o prazer não é meramente uma conseqüência da obediência, mas é um ato de obediência. A Bíblia nos diz repetidas vezes para nos regozijarmos em Deus: "Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração" (Sl 32.11). "Alegrem-se e exultem os povos" (Sl 67.4). "Deleita-te no Senhor" (Sl 37.4). "Alegrai-vos... porque o vosso nome está arrolado nos céus" (Lc 10.20). "Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos!" (Fp 4.4).

A Bíblia não nos ensina que devemos tratar o prazer em Deus simplesmente como um resultado secundário da nossa obrigação. C. S. Lewis entendeu isto bem ao escrever para um amigo: "É um dever cristão, como você sabe, que todos sejam tão felizes quanto possível." Sim, isto é algo arriscado e polêmico. Mas é estritamente verdadeiro. A felicidade máxima, tanto qualitativa quanto quantitativa, é exatamente o que temos por obrigação buscar.

Um cristão sábio descreveu o relacionamento entre dever e prazer da seguinte forma: Suponhamos que um marido pergunte à sua esposa se ele deve dar-lhe um beijo de boa noite. Sua resposta é: 'Você deve, mas não aquele tipo de dever'. O que ela quer dizer é o seguinte: 'A não ser que um afeto espontâneo pela minha pessoa te motive, suas iniciativas estarão completamente desprovidas de valor moral'.

Em outras palavras, se não há prazer no beijo, o dever de beijar não foi cumprido. O prazer na pessoa da esposa, expresso pelo beijo, é parte do dever, e não um resultado secundário do mesmo. Mas se isto é verdade – se o prazer em fazer o bem é parte do que significa fazer o bem – então a busca pelo prazer faz parte da busca pela virtude. Perceba porque este assunto começa a tornar-se polêmico. É a seriedade de como é tratado. "Você realmente está falando sério?", alguém diz. "Você realmente quer dizer que prazer não é somente uma palavra usada como artimanha para chamar a nossa atenção.

De fato este termo diz algo assolador, absolutamente verdadeiro com relação a como devemos viver. A busca pelo prazer é uma parte realmente necessária de ser uma boa pessoa". É exatamente isto. Eu falo sério. A Bíblia fala sério. É algo muito sério. Nós não estamos brincando com as palavras.

Que isto esteja claro e nítido: nós estamos falando sobre prazer em Deus. Até mesmo o prazer em fazer o bem é, no final das contas, prazer em Deus, pois o bem supremo que sempre almejamos é manifestar a glória de Deus e expandir o nosso próprio prazer em Deus para os outros. Qualquer outro prazer seria qualitativamente insuficiente para o anseio das nossas almas e quantitativamente pequeno demais para nossa necessidade eterna. Somente em Deus estão a plenitude de prazer e prazer para sempre.

"Na Tua presença há plenitude de alegria, na Tua destra, delícias perpetuamente" (Sl 16.11).

John Piper

Você viu ? Fulano de tal caiu ! Tá disciplinado !

As pessoas dizem "fulano caiu" - significando que a pessoa adulterou, ou deixou de ir à "igreja" ou perdeu o interesse nas "coisas de Deus"; entregando-se ao "mundo"; especialmente se fumar ou beber. Nesse caso, o tal indivíduo se "desviou dos caminhos do Senhor".

"Caiu", dizem "eles".

Desde menino na fé que odeio essa terminologia. E na fase adulta, Li na biblia que:

 

Primeiro ela é falsa;

Segundo é burra;

Terceiro é presunçosa;

Quarto é pecaminosa;

Quinto é farisaica;

Sexto é indutora de fanfarrice moralista;

Sétimo não diz nada além do juízo dos "crentes" contra os que não agüentaram a tal da "igreja" e seus falsos lideres.

Eu, por exemplo, cai varias vezes, mas nunca caí na fé. Caí sim, Graças a Deus, acordei e percebi as trapalhadas e desculpas feitas em nome de jesuses cristos evangélicos. Aliás, me suicidei entre eles para poder ter vida fora deles. De fato, me afastei de vez, de gente que se acha santa demais; e morri para o que eles chamam "santidade"; e que eu chamava de mentira e opressão. Assim, caí sim, mas fora... E como é bom cair fora dessa câmara de mentiras e juízos do diabo!

Na infancia vi minha mãe ser excluida varias vezes do grupo de louvor por não dizimar ou ofertar (mas nunca ninguém perguntou porque)

Ainda na infancia fiquei seis meses de banco "disciplina", por ter andando de bicicleta e gostar de praticar esportes de corrida (hoje o santarrão está com diabets e mal consegue sair da cama, mas... "não era ele o santo? porque não se cura então?" deveria ter praticado exercicios comigo, tolinho mesmo).

Na adolescencia mais quatro por terem visto eu e minha esposa (na época noiva) de mãos dadas passeando no shopping Center.

Em Cristo ninguém cai. Só cai quem não está em Cristo. 

Em Cristo a gente no máximo experimenta a tentação ou a sedução dela, e se acontecer, ai sim pode disciplinar; sim sofrer a disciplina que é biblica, mas nunca é possível cair fora da Graça, mesmo sentado na cadeira da igreja é possivel adorar a Deus e arrepender-se, a menos que se negue e não aceite perdão e poder para andar no Caminho certo.

Ora, para Paulo, o cair da Graça equivalia ao que os "crentes" de ontem e hoje chamam de estar "firme na fé.".

Sim, o que os "crentes" chamam de "cair na fé" é o equivalente ao que Paulo chamava de "andar pela fé em Cristo", sem justiça própria; sem a presunção de fé dos "judaizantes" ou dos "crentes em si mesmos".

Já o que Paulo chamava de "cair da Graça" é exatamente o que os crentes chamam de "minha justiça" ou "minha santidade" — o que nada mais é que negação da justiça de Deus [na prática] e ponto.

Para os "crentes santarrões" o filho pródigo é um caído para sempre; e "o irmão mais velho" é o que nunca caiu na fé.

Assim é a distancia dos "crentes santarrões" em relação ao sentido do Evangelho!

Desse modo, muitos que os "crentes santarrões" chamam de "caídos" são os que estão em pé e firmes na Graça (tendo deixado o "clube dos pregadores famosos" a fim de poderem manter a alma íntegra para com o Evangelho). E muitos que os "crentes" dizem que nunca caíram (pois, nunca adulteraram; nunca deixaram a freqüência à "igreja"; nunca deixaram de "dizimar"; e nunca foram flagrados em nada) — de fato nunca caíram mesmo; pois, na realidade, nunca estiveram em pé; tendo apenas vivido a vida rolando no excremento de suas próprias produções fecais de justiça-própria.  

Os que caem são os que julgam estar em pé. Mas os que não julgam nada, mas apenas confiam no amor de Deus, esses nem quando tropeçam, caem; posto que já caem no colo do amor do Pai.

Quando a Luz brilhar e os céus se abrirem e os corações forem desvelados, grande será o pranto; e grande será o arrependimento pela presunção dos "crentes santarrões" contra os seus "lázaros"; os quais estarão assentados à mesa com Abraão, enquanto os supostos "filhos do reino" estarão do lado de fora, onde haverá trevas, choro e ranger de dentes.

Onde houver um "crente" rilhando os dentes contra um filho da Livre que não se submete aos filhos da Escrava, aí há um ente que não anda, e, portanto, não cai; posto que apenas "rola" de vomito espiritual em vomito espiritual; e tem na lama das mentiras, das fofocas e das perversidades a piscina de seus confortos mórbidos.

Afinal, o convite é para andar com Cristo, não para rolar na estrada pavimentava com os dejetos das arrogâncias que fazem os céus vomitarem. Oras, não sabes que Deus também vomita com certas atitudes de "crentes" ? Sim, o apocalipse diz isso: 'vomitarte-ei da minha boca". Ninguém vomita por que quer.