11 de novembro de 2013

Mais do que uma questão de dízimos e ofertas...



Dias desses fui surpreendido mais uma vez com um questionamento do meu filho de 11 anos, dessa vez era sobre dízimos e ofertas. Fiquei primeiramente feliz porque ele procurou não o pai pastor e sim o pai amigo, conselheiro e guia; segundo fiquei feliz porque ele está se acostumando a questionar as coisas. Não é daquela geração que aceita tudo goela abaixo como muitos evangélicos atuais.
Interessante como deferia ser regras dentro da igreja momento como este, momentos de perguntas, de debates, de questionamento com respeito e também com vontade de quem está perguntando a aprender. Vejo que a questão financeira, principalmente sobre dízimos e ofertas são assuntos “vomitados” nos púlpitos em geral. Difícil ter um culto onde não tenha uma “palavrinha” por menor que seja abordando esse tema.

Estudos, teologias, tratados, pregações e até apelos em mídia para falar sobre dízimos, pastores perderam a vergonha em falar sobre essa assunto, afinal para que o reino de Deus se expanda é necessário muita grana (ou não).

Isso chamou a atenção do meu filho, ele veio me procurar, ele veio me questionar...confesso que pensei muito bem numa boa resposta para ele, quem sabe o devorador, migrador e o cortador (rs). Mas preferi levá-lo a descobrir uma boa resposta a sua questão, não precisei invocar as Leis Mosaicas nem muito menos a algum serial killer! Fomos juntos a realmente tentar entender os dízimos e ofertas aos olhos da Graça e do entendimento do partir e do compartilhar como Jesus ensinou.

Uma coisa quis deixar bem claro ao meu filho, a vida cristã vai muito mais além dos dízimos e ofertas pregado por esses lobos. A igreja hoje está preparada para falar sobre dinheiro, é uma assunto comum, dá dinheiro!

Falamos sobre dízimos na igreja mas não falamos sobre a sexualidade dos nossos jovens que atualmente tem mais horas de sexo do que eu de sono, falar sobre sexo é tabu até porque sexo somente depois do casamento!

Não falamos sobre politica na igreja até porque a igreja não é lugar pra isso a não ser que o candidato prometa doar algum terreno pra igreja.

Não falamos sobre causas sociais até porque a igreja não tem nada haver com isso, é problema do governo, no máximo juntemos umas cestas básicas e ficamos com a consciência tranquila.

Não falamos em mudança de caráter até porque a igreja não pode confrontar os dizimistas se não ele deixam de trazer o sustento para a casa do Senhor!

Tantos assuntos para se falar na igreja e em nossos lares, mas preferimos falar sobre dízimos e ofertas, temos uma estrutura física pra sustentar ( templos, emissoras de rádio, emissoras de TV e etc) até porque precisamos dessa estruturar pra pedir mais dinheiro e assim entramos num circulo vicioso.

Sou grato pelo meu filho questionar, a não se curvar ao evangelho da prosperidade que escraviza as pessoas. Esse não foi o primeiro questionamento do meu primogênito, dia desses ele veio com a seguinte indagação: “pai, como conceber na minha inteligencia a existência de Deus?” - Respondi: “não sei meu filho, vamos descobrir juntos!”

Que venham mais questão sobre a vida Cristã meu filho, não sei todas as respostas mas estou disposto a descobrirmos juntos.




Ronivaldo Brandão
Filho de Deus, Pai de dois, Marido de uma, Amigo de muitos e Pastor de alguns.
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