15 de fevereiro de 2014

Uma abordagem sobre os ensinos e crenças de Valnice Milhomens - A "apóstola" judaizante



(PARTE 1)

No dia 15 de junho de 2008 Valnice Milhomens esteve na cidade de Campina Grande e concedeu uma entrevista ao professor e pesquisador Robson T. Fernandes.
A entrevista está sendo disponibilizada, por perguntas, com os comentários apologéticos.

ENTREVISTA (PERGUNTA 1)

RTF
Com relação a visão dos Doze. O que você poderia falar sobre este assunto?

VM
A visão dos doze é simplesmente uma estratégia de discipulado. Aliás, a base é a célula, um grupo pequeno. Nós entendemos que a igreja primitiva desenvolveu-se através de grupos pequenos. Eu fiz, inclusive, uma tese recente para um doutorado, e fiz uma pesquisa na Bíblia e na história, e a minha convicção é de que para formar o caráter dos discípulos, na nossa proposta de discipulado, discipulando de perto, só através de grupos pequenos, para um cuidado especial. Onde entra aí grupos de doze? Existem muitas estratégias de células, o grupo de doze é um das estratégias. O que significa? Que você quando abre uma célula, tem uma meta de tirar desta célula, fazer gerar desta célula, doze discípulos. Por que doze? Poderiam ser cinco, poderiam ser dez, não é nada místico nisso. Simplesmente porque levando em consideração que Jesus Cristo trouxe para perto de si doze, entendemos que é o máximo de pessoas que se pode cuidar de uma forma mais pessoal. Então a estratégia é uma meta que você cuide bem de doze e que ensine os doze a cuidar de doze. E usando esta estratégia cremos que poderemos aplicar 2Tm 2:2: “o que de mim ouviste, entre muitas testemunhas, confia a pessoas que sejam capazes, idôneas, que façam o mesmo de geração em geração”. E cremos que é um método que pode nos ajudar a alcançar a nossa geração. Não achando que é o único método, mas é uma estratégia.

COMENTÁRIO APOLOGÉTICO 1

Ao afirmar que “existem muitas estratégias de células, o grupo de doze é um das estratégias”, e que “não é nada místico nisso”, Valnice Milhomens entra em contradição, ou procura maquear o verdadeiro sentido do G-12.
“Podemos notar que o número doze, nas Escrituras, é o número de autoridade e governo... O dia tem 24 horas, que são dois tempos de doze. Cada ano tem doze meses. O relógio não pode ser de 11 ou de 13 horas. Deve ser de doze horas, para que possamos administrar o tempo. Não foi um capricho de Jesus escolher doze homens. Ele sabia que estava ali a plenitude do ministério. Os fundamentos requeriam doze apóstolos.” [1]
Para quem adota a visão celular no modelo dos 12, não se vê tal atitude como uma simples estratégia. Isso é uma inverdade.

A própria Valnice afirmou o seguinte:
“Tendo a convicção de que o modelo de Bogotá era a base para o modelo que Deus tem para nós, temos retornado às convenções para beber da fonte. Cremos que Deus deu ao Pr. César Castellanos o modelo dos doze que há de revolucionar a igreja do próximo milênio, pelo que o abraçamos inteiramente, colocando-nos sob sua cobertura espiritual dentro dessa visão revolucionária, fundada na Palavra de Deus. Tendo sido ungida como um de seus doze internacionais, estamos, como igreja, comprometidos em viver essa visão.” [2]
O movimento do G12 é considerado por aqueles que o adotam como “o modelo que Deus tem pra nós”, e que não é uma simples estratégia, mas o modelo que “há de revolucionar a igreja no próximo milênio”.

Nessa proposta, o menor dos problemas para quem adota o G12 é a exacerbada preocupação com números. A começar pela ênfase no número 12 e a continuar pela exagerada preocupação em fazer a igreja ser grande em número de membros.

É importante destacar que adotar um trabalho com pequenos grupos, grupos familiares ou ainda “células”, se assim desejar chamar, não é antibíblico.
Segundo o pastor Valberto Cruz [3]:
“Na verdade, os pequenos grupos já se faziam presentes nos relatos bíblicos, tanto no Antigo Testamento como no Novo. Um dos relatos veterotestamentários mais aludidos sobre a utilização de grupo pequeno refere-se à instrução de Jetro a Moisés, seu genro, para dividir o povo de Israel em grupos, liderados por homens capazes que pudessem supervisiona-los”
A questão aqui discutida não envolve a nomenclatura utilizada nem diz respeito a existência de um grupo pequeno que realiza cultos nos lares. A questão centraliza-se em dois pontos: 1. Afirmar que este é “o” modelo de Deus; 2. As práticas e ensinos utilizados pelo G12.

Para confirmar a existência desse orgulho exclusivista, podemos citar o que César Castellanos, fundador desse modelo, afirmou:
“A frutificação neste milênio será tão incalculável, que a colheita só poderá ser alcançada por aquelas igrejas que tenham entrado na visão celular. Não há alternativa: a igreja celular é a igreja do século XXI”. [4]
É verdade quando Valnice Milhomens diz que “é um método que pode nos ajudar a alcançar a nossa geração. Não achando que é o único método, mas é uma estratégia”. Mas, não é verdade afirmar que aqueles que adotam tal modelo pensam assim. A exemplo do próprio fundador, quem adere ao G12 afirma sim que não há outra alternativa para a igreja a não ser adotar o modelo celular.

Por último, de acordo com Paulo Romeiro [5], o modelo do G12 traz consigo muitas práticas não bíblicas, como: quebra de maldições hereditárias, cura interior, mapeamento espiritual, escrever os pecados em pedaços de papel e queimá-los na fogueira, revelações extrabíblicas etc.
“Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”
Colossenses 2:8

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] MILHOMENS, Valnice. Plano Estratégico para Redenção da NaçãoSão Paulo: Palavra da Fé Produções, 1999, p. 107.

[2] MILHOMENS, Valnice. Plano Estratégico para Redenção da NaçãoSão Paulo: Palavra da Fé Produções, 1999, p. 12

[3] CRUZ, Valberto & RAMOS, Fabiana. Pequenos Grupos. Viçosa: Editora Ultimato, 2007. p. 32

[4] CASTELLANOS, César. Sonha e Ganharás o Mundo. São Paulo: Palavra da Fé Produções, 1999. p. 143.

[5] ROMEIRO, Paulo. Evangélicos em Crise. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1999.



Uma abordagem sobre os ensinos e crenças de Valnice Milhomens
(PARTE 2)

No dia 15 de junho de 2008 Valnice Milhomens esteve na cidade de Campina Grande e concedeu uma entrevista ao professor e pesquisador Robson T. Fernandes.
A entrevista está sendo disponibilizada, por perguntas, com os comentários apologéticos.

ENTREVISTA (PERGUNTA 2)

RTF
Qual a sua posição, sua opinião, com relação a existência de apóstolos na atualidade?

VM
Creio que os ministérios que o Espírito Santo estabeleceu na Igreja são vigentes em toda a história da Igreja. “Ao único apóstolo de Deus Pai, Jesus Cristo”, apóstolo significa enviado, o cordeiro enviou doze, e o Espírito Santo, desde que a igreja foi estabelecida, não cessou de levantar apóstolos. Os apóstolos do Espírito Santo como está bem estabelecido em Efésios 4, que Deus estabelece apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Não apenas apóstolos, mas todos os ministérios. O que ocorreu na história da igreja? Com o casamento da Igreja com Roma, na época de Constantino, a Igreja foi perdendo a unção e o poder do Espírito e, inclusive, os próprios ministérios, e os trocou por outros. Por séculos não havia apóstolos, nem profetas, nem evangelistas, nem pastores, nem mestres. Com a reforma protestante nós vimos uma restauração. Primeiro, pastores como ofício foram restaurados, eu digo como ofício, por quê? Porque a unção nunca deixou de existir. Mas a igreja organizada como ofício não o reconhecia. Então, todos eram pastores. Quando chegou o movimento pentecostal, os evangelistas foram restaurados como ofício. Na década de 60, quando rebentou todo o movimento de renovação espiritual no mundo, mestres foram reconhecidos como ofício. Na década de 80, o ofício de profeta voltou a ser reconhecido. Na década de 90, os apóstolos. O que nós vemos? Que paulatinamente o próprio Espírito Santo foi restaurando os ofícios, embora, repito, a unção sempre estivesse presente.

COMENTÁRIO APOLOGÉTICO 2

“...e que não pode suportar os maus; e puseste à prova os que se dizem apóstolos e o não são e tu os achaste mentirosos”
Ap 2:2

O texto bíblico de Efésios 4:11 nos diz: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores”.

É preciso entender quais são as qualificações bíblicas para ser apóstolo, e só depois podemos afirmar a possibilidade ou impossibilidade de existirem apóstolos nos dias atuais.

Em primeiro lugar, para ser apóstolo tinha que ser testemunha ocular do ministério de Cristo (At 1:21,22)

“É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição”
Atos 1:21-22

Em segundo lugar, para ser apóstolo tinha que ser testemunha ocular da ressurreição de Cristo (At 1:21,22; At 23:11; 1 Co 15:7,8).

“É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição”
Atos 1:21-22

“E na noite seguinte, apresentando-se-lhe o Senhor, disse: Paulo, tem ânimo; porque, como de mim testificaste em Jerusalém, assim importa que testifiques também em Roma”
Atos 23:11

“Depois foi visto por Tiago, depois por todos os apóstolos. E por derradeiro de todos me apareceu também a mim, como a um abortivo”
1 Coríntios 15:7-8

Em terceiro lugar, para ser apóstolo tinha que ser chamado pessoalmente por Cristo (Mt 10:1-4; Lc 10:1-9; At 9:3-5; At 18:9; At 20:24).

“E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal.  Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: O primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão;  Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Lebeu, apelidado Tadeu;  Simão o Zelote, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu”
Mateus 10:1-4

“E depois disto designou o Senhor ainda outros setenta, e mandou-os adiante da sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir... E curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: É chegado a vós o reino de Deus”
Lucas 10:1,9

“indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões”
Atos 9:3-5

“E disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala, e não te cales”
Atos 18:9

“Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus”
Atos 20:24

Em quarto lugar, se o apostolado fosse um ministério para os dias atuais, as cartas de I e II Timóteo, que tratam do ministério trariam orientações para o ministério apostólico, assim como o fazem para anciãos, que são os presbíteros, bispos, pastores e diáconos. Mas nem sequer existe uma única orientação para o apostolado, provando assim que tal ministério não é para a atualidade.

Valnice afirma que:
“Na década de 60, quando rebentou todo o movimento de renovação espiritual no mundo, mestres foram reconhecidos como ofício.”
Ao fazer tal afirmação demonstra desconhecer a verdade dos fatos, ou conhecer e maquiar a verdade, pois o ofício de mestres sempre foi reconhecido pela igreja cristã. Por exemplo, na segunda metade do século II, ao defrontar-se com os ataques do gnosticismo e do código de Marcion, homens como Irineu de Leão, Clemente de Alexandria, Tertuliano de Cartago e Orígenes destacaram-se como mestres na igreja e defensores da fé.

Vejamos mais alguns exemplos no decorrer dos séculos:

100 – 165 a.D., Justino ensinou a união entre Filosofia Grega e Cristianismo.

155 – 220 a.D., Tertuliano elaborou o estudo dos primeiros séculos do cristianismo.

185 – 254 a.D., Orígenes realiza a aplicação da Filosofia à Teologia.

150 – 215 a.D., Clemente de Alexandria, apologista, escreveu: Protreptikos – chamando os gregos à Cristo; Paedagogos – um retrato de Cristo como tutor; Stromata – relacionamento entre fé e filosofia; Qual o rico que é salvo? – exposição de Mt 10.

330 – 389 a.D., Gregório Nazianzo destacou-se como defensor da ortodoxia cristã e defensor da Trindade.

347 – 407 a.D., João Crisóstomo apresenta uma exposição bíblica com mais clareza e lutou contra a corrupção e lassidão.

354 – 430 a.D., Agostinho de Hipona apresenta uma sistematização da doutrina cristã enfocando o neoplatonismo.

673 – 735 a.D., Beda apresenta grandes comentários de textos bíblicos.

1266 – 1308 a.D., João Duns Scoto que defendeu que a fé era mais um processo da vontade do que um baseado em provas lógicas.

1033 – 1109 a.D., Anselmo que apresenta-se como defensor da prova antológica da existência de Deus.

1225 – 1274 a.D., Tomás de Aquino que escreveu cerca de 98 obras, sobre: fé e razão, epistemologia, metafísica, Deus, analogia, criação, homem, ética.

1220 – 1292 a.D., Roger Bacon que tornou-se o defensor da investigação científica como base para o conhecimento.


No dia 15 de junho de 2008 Valnice Milhomens esteve na cidade de Campina Grande e concedeu uma entrevista ao professor e pesquisador Robson T. Fernandes.
A entrevista está sendo disponibilizada, por perguntas, com os comentários apologéticos.

ENTREVISTA (PERGUNTA 3)

RTF
O que você poderia dizer acerca das festas judaicas que nós vemos sendo adotadas por algumas igrejas evangélicas, como é o caso da INSEJEC que comemora a festa dos tabernáculos, do pentecostes e outras mais?

VM
Nós temos na Bíblia as festas de Iavé. Festas do Senhor, e não festas do judaísmo. Uma coisa curiosa é notar que as festas são como que dramas, representações, sombras do que aconteceria em Jesus. Portanto, elas têm um caráter didático. E se olhamos para Jesus e para os atos redentivos, todos os acontecimentos importantes foram em uma das festas do Senhor. Por exemplo: o nascimento de Jesus. Não temos explicitamente, nem nessa entrevista há espaço para eu provar por “a” mais “b”, que Jesus nasceu na festa dos tabernáculos: “e o verbo se fez carne”, e a palavra no original é: “e tabernaculou entre os homens”; morada temporária. Jesus foi oferecido como a nossa páscoa, como o cordeiro pascal, na festa da Páscoa. O Espírito Santo desceu em Pentecostes, que é a festa da colheita; os primeiros frutos foram colhidos. E eu tenho a certeza que Jesus voltará na festa das Trombetas; tocam-se as trombetas. Então, existe algo nessa natureza. O que ocorreu com o casamento da igreja com o Estado? Agora eu volto a Roma. Como o cristianismo veio para o mundo gentílico e não havia uma experiência com as festas bíblicas, mas existiam muitas festa pagãs, estas festas foram transformadas. Certas festas existentes foram convertidas e foram acrescentados costumes, inclusive pagãos, dentro destas festas. Agora, se nós começamos a olhar para a Bíblia, qual o sentido, por exemplo, que tem para nós o Natal no dia 25 de dezembro, que era uma festa pagã com pinheiros e velas? Nada! Que temos haver com páscoa de coelhinhos e tudo isso? Nós, evidentemente, como muitas igrejas do mundo inteiro, é o mover, é o mover de milhares e milhares de denominações em todo o mundo que se voltaram para as festas do Senhor, ao invés de adotar as festas pagãs. Não como os judeus comemoram hoje, mas pegando o sentido que elas têm, e aplicando a Jesus. Por exemplo, a festa de Pentecoste: vamos lembrar que o Espírito veio e vamos celebrar a colheita. Então, nós usamos as festas com um caráter didático e de celebração, e inclusive muitos judeus através das festas têm reconhecido que verdadeiramente o que eles praticam apontam para Jesus.

COMENTÁRIO APOLOGÉTICO 3

“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos... Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco.”
Gálatas 4:4,5,9,10,11

Nós precisamos destacar algumas afirmações feitas por Valnice Milhomens e comentá-las, para podermos entender a realidade dos fatos.

Em primeiro lugar, ela disse:
“Nós temos na Bíblia as festas de Iavé. Festas do Senhor, e não festas do judaísmo.”
A afirmação de que não existem festas do judaísmo na Bíblia é uma fuga para se defender a prática de tais festas, como se estas fossem ordenanças de Deus para a Igreja. Todavia, existem sim as festas do Senhor e as festas do judaísmo na Bíblia. É só ler com atenção e iremos observar isso.

As festas do Senhor são sete, e são:

Festas da primavera
1. Páscoa [Ex 12; Lv 23:5] (Festa de libertação de Israel no Egito)
2. Primícias [Lv 23:9-14] (Festa de gratidão pela colheita)
3. Pães Asmos [Lv 23:6-8] (Comemora a forma como Deus tirou Israel do Egito)
4. Pentecostes [Lv 23:15-22] (Celebração da colheita)

Festas do Outono
5. Trombetas [Lv 23:23-25] (o significado da festa é misterioso)
6. Dia da Expiação [Lv 23:26-32; Lv 16:1-34] (único dia anual em que o sacerdote entrava no santo dos santos)
7. Tabernáculos [Lv 23:33-43] (Comemora a colheita, conclusão do trabalho e salvação)

As festas do judaísmo são:
1. Purim [Et 9:21-22] (comemora a salvação dos judeus durante o antigo império persa)
2. Hanucah [Jo 10:22] (comemora a reinauguração do templo em 165 a.C.)

Sendo festas do Senhor ou Festas do judaísmo, elas são direcionadas por Deus para Israel e não para a Igreja.

“Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: As solenidades do Senhor, que convocareis, serão santas convocações; estas são as minhas solenidades”

Vejamos alguns textos bíblicos que falam sobre essas festas, comemorações, dias... e sua relação com Israel, e não com a Igreja:

“Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua” (Ex 31:16)

“Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família... E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo” (Ex 12:3,14)

“Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes entrado na terra, que vos hei de dar, e fizerdes a sua colheita, então trareis um molho das primícias da vossa sega ao sacerdote” (Lv 23:10)

“Todas as ofertas alçadas das coisas santas, que os filhos de Israel oferecerem ao Senhor, tenho dado a ti, e a teus filhos e a tuas filhas contigo, por estatuto perpétuo; aliança perpétua de sal perante o Senhor é, para ti e para a tua descendência contigo” (Nm 18:19)

“Eis que estou para edificar uma casa ao nome do Senhor meu Deus, para lhe consagrar, para queimar perante ele incenso aromático, e para a apresentação contínua do pão da proposição, para os holocaustos da manhã e da tarde, nos sábados e nas luas novas, e nas festividades do Senhor nosso Deus; o que é obrigação perpétua de Israel” (2Cr 2:4)

“Guardai pois a festa dos pães ázimos, porque naquele mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis a este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo” (Ex 12:17)

“Na tenda da congregação, fora do véu que está diante do testemunho, Arão e seus filhos as porão em ordem, desde a tarde até a manhã, perante o Senhor; isto será um estatuto perpétuo para os filhos de Israel, pelas suas gerações” (Ex 27:21)

“E celebrareis esta festa ao Senhor por sete dias cada ano; estatuto perpétuo é pelasvossas gerações; no mês sétimo a celebrareis” (Lv 23:41)

“E os filhos de Arão, sacerdotes, tocarão as trombetas; e a vós serão por estatuto perpétuo nas vossas gerações” (Nm 10:8)

“Todas as ofertas alçadas das coisas santas, que os filhos de Israel oferecerem ao Senhor, tenho dado a ti, e a teus filhos e a tuas filhas contigo, por estatuto perpétuo; aliança perpétua de sal perante o Senhor é, para ti e para a tua descendência contigo” (Nm 18:19)

Em segundo lugar, Valnice Milhomens disse:
“todos os acontecimentos importantes foram em uma das festas do Senhor”.
Isso não é verdade!

No texto de levítico 23 encontramos a ordenança de Deus para a comemoração de algumas festas, e estas seriam comemoradas porque algo teria ocorrido. Não é correto afirmar que “todos os acontecimentos importantes foram em uma das festas do Senhor”. 

Vejamos alguns exemplos bíblicos que denunciam tal erro cometido pela Sra. Valnice:

1. Quando Israel foi liberto do Egito não havia as festas da Páscoa, Pães Asmos e nem Tabernáculos, mas essas festas foram estabelecidas para lembrar esse evento;

2. Quando Mordecai foi livre junto com os judeus, das mãos de Hamã, não havia a festa do Purim, mas esta foi estabelecida depois para lembrar tal feito.

A verdade é que em diversas ocasiões Deus mandou Israel comemorar festas para lembrar dos Seus feitos e não que esses feitos tenham necessariamente acontecido durante essas festas. Todos os acontecimentos importantes não aconteceram durante festas do Senhor, mas as festas foram instituídas para lembrarem esses acontecimentos. Aqui nós encontramos uma inversão dos fatos para se tentar dar respaldo a uma prática heterodoxa e anti-bíblica no contexto neotestamentário.

Posteriormente, após a instituição de tais festas, alguns eventos ocorreram durante as festas judaicas, mas tentar transformar isso em uma regra generalizando-a, de forma que todos os acontecimentos sejam manipulados a se encaixarem durante tais festas é no mínimo uma deliberada distorção bíblica.

Em terceiro lugar, a Sra. Valnice afirma:
“Jesus nasceu na festa dos tabernáculos”
A festa dos Tabernáculos (Succoth) é realizada no mês de Tishri (Ethanin) que é o sétimo mês do calendário judaico (lunar), que corresponde ao nosso mês de Setembro (calendário solar).

Ao afirmar que Jesus nasceu durante a Festa dos Tabernáculos está se fazendo uma especulação com cara de fato histórico, ainda mais quando se afirma que eu posso “provar por “a” mais “b”, que Jesus nasceu na festa dos tabernáculos”.

A verdade é que todos sabemos que Cristo não nasceu no mês de dezembro e que, de fato, isso foi uma adaptação de uma festa pagã para o cristianismo. Mas também não se pode afirmar com certeza o período em que o fato ocorreu.

De acordo com as informações de que dispomos podemos apenas deduzir, ou imaginar que Jesus deve ter nascido no mês de Abib (Nissan), que é o primeiro mês do calendário judaico, e que corresponde aos meses de março e abril de nosso calendário.

A Bíblia nos afirma que os pastores estavam no campo (Lc 2:8). O mês de dezembro é um mês de extremo frio na região de Israel, e os campos ficam improdutivos nesse período. Se a Bíblia diz que os pastores estavam nos campos é porque era um período em que os campos estavam produtivos. No texto Bíblico de Esdras 10:9,13 encontramos a descrição que no período de chuvas seria impossível que os pastores ficassem com os rebanhos a noite nos campos, como a Bíblia diz que foi na época do nascimento de Cristo.
A Bíblia afirma que Maria viajou grávida, de Nazaré até Belém, percorrendo uma distância de aproximadamente 112,5 quilômetros, o que seria impossível de se fazer durante o período de chuvas.

A Bíblia nos diz que foi convocado um recenseamento naquela época (Lc 2:1). É difícil acreditar que um recenseamento tenha sido ordenado em uma época de chuvas e frio, o que iria quase que impossibilitar o trabalho.
“Era um antigo costume dos judeus daqueles tempos levar seus rebanhos aos campos e desertos nas proximidades da Páscoa (em princípios da primavera) e traze-los de volta para casa ao começarem as primeiras chuvas” (Adam Clark Commentary. Vol. 5, pág 370)
Era costume entre os judeus levar os rebanhos para os campos na época próxima a Páscoa, e a Páscoa era, e é, comemorada no mês de Abib (Nissan), o que corresponde ao nosso mês de março e abril.

Portanto, as evidências apontam para o nascimento de Cristo entre os meses de março e abril, por ocasião da Páscoa, e não da festa dos tabernáculos como afirma com toda a certeza a Sra. Valnice Milhomens.

Em quarto lugar, a Sra. Valnice afirma:
“E eu tenho a certeza que Jesus voltará na festa das Trombetas”
Essa é uma característica que vem marcando e acompanhando o ministério da referida Sra.: a prática de marcar a data da vinda de Cristo.

Todavia, com relação a esse assunto, estaremos discorrendo na última parte dessa entrevista e no último comentário apologético, no COMENTÁRIO APOLOGÉTICO 5.

Esperemos mais um pouco até lá.

Em quinto e último lugar, a Sra. Valnice disse o seguinte:
“Então, nós usamos as festas com um caráter didático e de celebração”
Se verdadeiramente tais festas fossem realizadas nas igrejas apenas com o intuito de ensinar o que a Bíblia demonstrava no Antigo Testamento, eu não veria problema nisso. Todavia, a questão por “detrás dos panos” não é essa, porque essas festas passaram a fazer parte do calendário de tais igrejas e são comemoradas anualmente por tais igrejas judaizantes, assim como o são para Israel, bem como a adoção de todas as práticas judaizantes, a exemplo da guarda do sábado, como veremos no COMENTÁRIO APOLOGÉTICO 4.

É preciso entender que tais festas foram dadas a Israel e não para a Igreja.

É preciso entender que a Igreja não é Israel.

É preciso entender que se uma igreja fizesse tal ato com caráter didático esporadicamente, não haveria problema, mas fazer sua observação anualmente com a insinuação de que isto é uma ordenança do Senhor é distorcer completamente o sentido das próprias festas e ignorar a enorme diferença entre o Israel físico e a Igreja (Israel espiritual).

Vejamos algumas diferenças básicas entre Israel e a Igreja:

1) A extensão da revelação bíblica:
Israel - quase quatro quintos da Bíblia
Igreja - cerca de um quinto.

2) O propósito divino:
Israel - todas as promessas terrestres nas alianças;
Igreja - as promessas celestiais no evangelho. 

3) A descendência de Abraão:
Israel - a descendência física, dos quais alguns se tornam descendentes espirituais;
Igreja - descendência espiritual.

4) O nascimento:
Israel - nascimento físico, que produz um relacionamento;
Igreja - nascimento espiritual que traz um relacionamento.

5) Cabeça:
Israel - Abraão;
Igreja - Cristo.

6) Alianças:
Israel - a de Abraão e todas as alianças seguintes;
Igreja - indiretamente relacionada com a aliança abraâmica e a nova aliança.

7) Nacionalidade:
Israel - uma nação;
Igreja - de todas as nações.

8) Trato divino:
Israel - nacional e individual;
Igreja - apenas individual.

9) Dispensação:
Israel - visto em todos os tempos desde Abraão;
Igreja - vista apenas no presente. 

10) Ministério:
Israel - sem atividade missionária e sem evangelho para pregar;
Igreja - uma comissão a cumprir. 

11) A morte de Cristo:
Israel - nacionalmente culpado; ainda será salvo por meio dela;
Igreja - perfeitamente salva por ela agora. 

12) O Pai:
Israel - por meio de um relacionamento especial, Deus era o Pai da nação;
Igreja - somos relacionados individualmente a Deus como Pai.

13) Cristo:
Israel - Messias, Emanuel, Rei;
Igreja - Salvador, Senhor, Noivo, Cabeça.

14) O Espírito Santo:
Israel - veio sobre uns temporariamente;
Igreja - habita em todos.

15) Princípio governante:
Israel - o sistema da lei mosaica;
Igreja - o sistema da graça.

16) Capacitação divina:
Israel - nenhuma;
Igreja - habitação do Espírito Santo. 

17) Dois discursos de despedida:
Israel - discurso no monte das Oliveiras;
Igreja - discurso no cenáculo.

18) A promessa da volta de Cristo:
Israel - em poder e glória para julgamento;
Igreja - para nos receber para Si mesmo.

19) Posição:
Israel - um servo;
Igreja - membros da família.

20) O reino de Cristo na terra:
Israel - súditos;
Igreja - co-herdeiros.

21) Sacerdócio:
Israel - tinha um sacerdócio;
Igreja - é um sacerdócio.

22) Casamento:
Israel - esposa infiel;
Igreja - noiva.

23) Julgamentos:
Israel - deve enfrentar julgamento;
Igreja - livre de todos os julgamentos.

24) Posições na eternidade:
Israel - espíritos de homens justos aperfeiçoados na nova terra;
Igreja - igreja dos primogênitos nos novos céus.

Diante de tais fatos podemos continuar com a opinião de que os ensinos da Sra. Valnice Milhomens são incompatíveis com a Sagrada Escritura, pelo menos no que diz respeito a esse assunto.


No dia 15 de junho de 2008 Valnice Milhomens esteve na cidade de Campina Grande e concedeu uma entrevista ao professor e pesquisador Robson T. Fernandes.
A entrevista está sendo disponibilizada, por perguntas, com os comentários apologéticos.

ENTREVISTA (PERGUNTA 4)

RTF
Nessa paganização trazida por Roma, estaria incluída mudança do sábado para o domingo? 

VM
Este é um assunto muito vasto. Evidentemente, existe uma questão de conveniência. Por exemplo: se eu vou morar, trabalhar, num país islâmico: eles guardam a sexta-feira e o domingo é um dia normal, o sábado é um dia normal, se eu quiser viver nesta sociedade eu vou ter que guardar a sexta-feira, nem que não queira eu vou ter que trabalhar noutro dia. Se você for morar em Israel, o que ocorre? Como todas as igrejas evangélicas que lá chegam, eles não podem trabalhar no sábado, o domingo é um dia normal e todo mundo trabalha. Existe muita disputa teológica aí. Agora, na minha ótica, na minha pesquisa, os dez mandamentos são eternos, fazem parte das tábuas da Aliança escritas pelo dedo de Deus. Jesus considerou o sábado o sétimo dia, Paulo, os apóstolos e todos eles. Mas você vai para o mundo pagão, onde você tem o dia do sol. A igreja usou que Jesus ressuscitou no domingo, se bem que entra também uma influência de Roma aí. O primeiro dia da semana, na realidade, começa ao pôr do sol do nosso sábado, e se a Bíblia diz que Jesus ressurgiu nas primeiras horas, Ele ressuscitou na nossa noite de sábado, claro. Ok, vamos celebrar a Jesus. Tudo bem, mas para mim, sim, a influência de Roma, da cultura romana tem algo muito forte e um peso na mudança do sábado para o primeiro dia da semana.

COMENTÁRIO APOLOGÉTICO 4

Com certeza Roma com suas práticas advindas do paganismo deixou grandes heresias implantadas nas sociedades que a aceitaram na forma do catolicismo. A exemplo disso, podemos estudar sobre a verdadeira origem da adoração a Maria, entre outras dezenas de exemplos que poderiam ser citados.

É bem verdade que muitas disputas teológicas surgem ao tratar desse assunto, bem como é verdade que dependendo da cultura os dias que serão observados mudam.

Nesse aspecto podemos concordar com a Sra. Valnice Milhomens, entretanto, várias distorções foram apresentadas pela referida Sra., como veremos adiante.

A Sra. Valnice afirma que:
“os dez mandamentos são eternos”
Ora, a Bíblia nos diz que o Novo Testamento nos foi dado em lugar do Velho e que por isso somos participantes de uma melhor aliança. A lei foi retirada, porém, temos outra Aliança com Deus. Uma melhor Aliança.

“Dizendo Nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de acabar” (Hb 8:13)

Alguns textos bíblicos nos esclarecem o assunto, ao ensinarem que a Lei não está mais vigorando. Podemos ver os textos de Hebreus 7-10, Hebreus 9:18-20, Êxodo 24:3-8, Êxodo 20:3-17, Hebreus 9:1-4, Êxodo 34:27,28, Deuteronômio 4:13; 5:2,22; 9:9,11, 2 Coríntios 3:6-11, Gálatas 3-10, Romanos 7:1-7, Efésios 2:11-18 e Colossenses 2:13-17.

O Escrito de dívidas que era contra nós e que constava de ordenanças era a Lei. E esta foi removida por Cristo!

Quando a Bíblia se refere a Lei, isto inclui TODA a Lei, inclusive os Dez Mandamentos. É preciso entender que se desejamos seguir a Lei, teremos que segui-la por completo, inclusive no que diz respeito ao sacrifício de animais. Se desejarmos fazer assim estaremos decaindo da Graça, segundo o texto bíblico de Gálatas 5:2-4.

Então, se os Dez mandamentos foram removidos isto significa que vivemos sem um padrão a seguir, desgarrados em nossos próprios caminhos, sem um padrão ou modelo? Isto significa, então, que hoje podemos matar, roubar, mentir, cobiçar, adulterar, fazer imagens de escultura, adorar outros deuses...?
Não! Temos um padrão a seguir. O Cristianismo não é uma religião – se assim desejar chamar – sem regras. Não! Existem regras, e regras bem definidas, e estas estão bastante claras e bem estabelecidas no Novo Testamento.

O texto de Hb 10:9-10 nos diz que Jesus removeu o primeiro Testamento para estabelecer o segundo Testamento. Vejamos, ainda, Hb 8:6-9; 7:22; 2 Co 3:6.

Existem mandamentos no Novo Testamento, e são estes que Deus deseja que sigamos.

A Igreja, no Novo Testamento, não anda sem direção e sem regras.

Precisamos entender que dos 10 Mandamentos, citados no Antigo Testamento, 9 (nove) são repetidos no Novo, exceto a guarda do sábado. Vejamos:

01. Não adorar outro deus (1 Co 8:4; At 14:15)
02. Não fazer imagens (Gl 5:19-21; Rm 1:22,23)
03. Não usar o nome de Deus em vão (Tg 5:12)
04. Guardar o sábado (Este mandamento não é apresentado no Novo Testamento)
05. Honrar os pais (Ef 6:2,3)
06. Não assassinar (Rm 13:8-10)
07. Não adulterar (Rm 13:8-10; 1 Co 6:9,10)
08. Não furtar (Rm 13:8-10; Ef 4:28)
09. Não dar falso testemunho (Ap 21:8; 22:15)
10. Não cobiçar (Rm 13:8-10; Ef 5:8)

Precisamos entender que a Lei foi entregue para a nação de Israel (Dt 4:1,7-13,44,45, 5:1,6,15; Êx 31:13,16,17,34:27,28; 1 Reis 8:9,21).

Entendemos que assim como não se faz necessário sacrificar carneiros para a remissão de pecados, construir arcas etc., na atualidade, também não precisamos guardar a Lei.

Práticas veterotestamentárias como circuncisão (Gn 17:9,10), dias santificados e festas do Antigo Testamento (Êx 12:14; Lv 23:21,31, 41), sacrifício animal (Êx 29:42; 30:10), incenso (Êx 30:8), guarda do sábado (Êx 31:13-17) e serviço sacerdotal no tabernáculo (Êx 40:15; Nm 18:23) foram removidos, porque a Lei já cumpriu a sua finalidade.

Várias passagens bíblicas nos falam acerca dessa mudança. Vejamos:

- Hb 7-10: Se muda o sacerdote também muda-se a lei;

- Jr 31:31-34: Uma Nova Aliança apareceria;

- 2 Co 3:6-11: A Velha Aliança era para a morte. A Nova Aliança é para a vida;

- Gl 3-5: A Lei era uma maldição para o homem, mas a Graça removeu esta maldição;

- 1Co 9:20,21, Mt 8:9, Rm 3:19: Estamos livres da maldição da Lei e da própria Lei;

- Rm 7: 1-6: A Lei trouxe condenação, mas a Graça trouxe a vida;

- Ef 2:12-16: Jesus cumpriu a Lei em nosso lugar;

- Cl 2:13-17: Cristo removeu o escrito de dívida que era contra nós, isto é, a Lei.

Ainda, a Sra. Valnice afirma que:
“Mas você vai para o mundo pagão, onde você tem o dia do sol”
Em outras ocasiões a Sra. Valnice afirmou que a adoção do domingo é uma espécie de paganismo, já que o termo “domingo” em inglês, Sunday, significa “dia do sol”.

Esta argumentação da Sra. Valnice é a mesma utilizada por alguns membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, por alguns judaizantes etc.

A exemplo da IASD (Igreja Adventista do Sétimo Dia) que usa um folheto chamado: “Por que se guarda o domingo?” a Sra. Valnice segue os mesmos princípios, desconsiderando fatos básicos sobre o assunto. 

O dicionário Webster’s diz a respeito do domingo:
“chama-se assim (dia do sol) porque era antigamente dedicado ao sol ou ao seu culto”.
Tanto um como o outro afirma que domingo em inglês é o dia dedicado ao falso deus sol, pois domingo em inglês é sunday (dia do sol), portanto uma espécie de paganismo imposta por Roma. Todavia, se formos seguir essa mesma linha de raciocínio concluiremos que o sábado também é um dia pagão, pois sábado em inglês é saturday (dia de saturno). Saturno, na mitologia grego-romana, era o deus grego das orgias sexuais (prostituição).

É uma argumentação pobre e desprovida de solidez bíblica.

A Sra. Valnice continua, ao afirmar:
“A igreja usou que Jesus ressuscitou no domingo, se bem que entra também uma influência de Roma aí. O primeiro dia da semana, na realidade, começa ao pôr do sol do nosso sábado, e se a Bíblia diz que Jesus ressurgiu nas primeiras horas, Ele ressuscitou na nossa noite de sábado, claro.”
A referida senhora faz, agora, uma verdadeira mistura com o nosso calendário e o calendário judaico. Uma hora usa o calendário judaico, mas quando lhe é conveniente adapta para o nosso.

É preciso pararmos um pouco e entendermos:

1. Deus, na Bíblia, usa o nosso calendário (solar) ou o judaico (lunar)?

2. Deus, na Bíblia, segue em Sua cronologia o modelo estabelecido no Édem com a contagem dos dias no modelo judaico ou Ocidental?

Ora, para o judeu o novo dia começa com o por do sol. Para nós, o novo dia começa a partir de meia-noite. Sendo assim, o calendário utilizado pela Bíblia não é o nosso (solar), mas o judaico (lunar) e os dias são contados da forma como também o eram no Édem. Portanto, Deus não mandou, no ANTIGO TESTAMENTO, que se guardasse o sábado seguindo o nosso calendário, mas o calendário bíblico. Assim sendo, torna-se uma incoerência e uma argumentação infantil utilizar o nosso calendário para se defender que Jesus ressuscitou em um sábado. Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana (Mc 16:9), quer queira aceitar ou não. E até onde se sabe o primeiro dia da semana é o domingo e não o sábado. A não ser que queiram mudar isso também. Particularmente não conhecemos nenhuma sociedade na qual o sábado seja o primeiro dia da semana.

“E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios” (Mc 16:9)

É importante observarmos o destaque neotestamentário acerca do primeiro dia da semana, o domingo.

“Eu fui arrebatado no Espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta” (Ap 1:10)

O primeiro dia da semana, domingo, passa a ser chamado de dia do Senhor porque neste dia o Senhor ressuscitou. Portanto, João foi arrebatado ao céu em um domingo, e não em um sábado.

Já no início da Igreja, a igreja primitiva, os novos cristãos decidiram espontaneamente dedicar o domingo para o Senhor. Isso não foi uma imposição de Roma e muito menos do catolicismo, já que o catolicismo nem existia nesse período de tempo, vindo a surgir três séculos mais tarde através do imperador Constantino.

A Igreja primitiva celebrava a Ceia do Senhor, recolhia as ofertas e realizava seus serviços aos domingos (At 20:7; 1Co 10:1,2).

É imprescindível que percebamos que a realização de tais coisas não faz o domingo um dia maior que os demais, entretanto, os cristãos primitivos decidiram agir dessa forma porque foi naquele dia que o Senhor ressuscitou, e por isso passou a ser um dia lembrado na adoração ao Senhor Jesus Cristo.

Para o judeu, o sábado é importante porque Deus mandou que ISRAEL guardasse tal dia, pois no sétimo dia Deus descansou e este seria uma lembrança da libertação do Egito (Dt 5:15).

Para o cristão, o domingo é importante porque nesse dia algo maior que o sábado aconteceu: JESUS RESSUSCITOU!

“Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor” (Mt 12:8)

“tenhamos em conta o primeiro dia da semana, para comemorarmos a maravilha incomparavelmente superior à criação do Universo, a maravilha da ressurreição de Cristo, a qual nos justifica para com Deus (Rm 4.25). É evidente que o Deus que “descansou” com a conclusão da criação do Universo, “descansa” muito mais com o milagre que nos justifica para consigo... Porém, não nos sobrecarreguemos de regrinhas, transformando o domingo numa espécie de sábado. Lembremos que o Novo Testamento não manda guardar dia algum. O primeiro dia da semana tornou-se conhecido entre os cristãos pelo nome de “dia do Senhor”, porque os cristãos o observavam, e não por determinação divina. Lembremo-nos que temos algo incomparavelmente superior ao descanso semanal, a saber, o descanso espiritual (do qual o sábado semanal era uma sombra, Cl. 2.16-17) nos braços eternos e onipotentes de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (Mt 11.28). Este é o verdadeiro sábado e é ininterrupto. (Pr. Joel Santana. Adaptado do livro “Igreja” Adventista: Que Seita é Essa?)

Por último, a Sra. Valnice Milhomens argumenta que:
“para mim, sim, a influência de Roma, da cultura romana tem algo muito forte e um peso na mudança do sábado para o primeiro dia da semana.”
Ora, necessariamente isso pode não ser verdade. Porque a própria Sra. Valnice afirma que existem sociedades que guardam outros dias, a exemplo da sociedade muçulmana que não tem nenhuma associação com o catolicismo romano, e não “mudou” o sábado para o primeiro dia da semana, já que guardam a sexta-feira, o sexto dia da semana.

O texto bíblico de Ezequiel 20:10-12 nos diz que Deus deu o sábado para Israel, e este simbolizava uma aliança entre Ele e seu povo (Israel). Ainda, em Deuteronômio 5:15, Neemias 9:13,14 e Êxodo 31:13-17 está escrito que o sábado foi dado para comemorar a libertação do Egito, ou seja, para Israel e não para a Igreja.

“Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco.”

Gálatas 4:9-11

No dia 15 de junho de 2008 Valnice Milhomens esteve na cidade de Campina Grande e concedeu uma entrevista ao professor e pesquisador Robson T. Fernandes.
A entrevista está sendo disponibilizada, por perguntas, com os comentários apologéticos.

ENTREVISTA (PERGUNTA 5)

RTF
Finalizando a nossa entrevista, tivemos a oportunidade de assistir alguns vídeos nos quais você fala sobre a volta de Jesus em um dia de sábado e no ano de 2007.

VM
Isso é simplesmente uma distorção, de pegar um vídeo e selecionar algo totalmente fora do contexto. Onde eu preguei esta palavra estava um mundo de gente, como é que nenhum deles chegou a esta conclusão? E se eu pregasse isso, e ensinasse isso, todos que me ouvem, todos que estão comigo saberiam e teriam esta conclusão. O que eu vou apresentando e termino dizendo, e inclusive eu não estou sabendo disto, mas inclusive eu tive uma discussão com os autores disso; foi no escritório. Pedi a alguém para verificar, porque ninguém encontrava isso. Transcreveram palavra por palavra e mandei para a pessoa mostrando: veja o que foi dito aqui. Talvez uma palavra apressada, dita apressadamente, a maneira como foi transmitida em São Paulo, conforme em qualquer lugar possa ter dado essa conotação, mas logo depois no próprio programa de televisão eu falo explicitamente naquele ano, que foi o ano de 92. Eu só posso crer que a pessoa, por uma sei lá que tipo de sentimento, quer forçar e provar algo que eu creio que eu não creio. No mínimo é uma maldade.

COMENTÁRIO APOLOGÉTICO 5

A Sra. Valnice Milhomens afirma, todo o tempo, que a referida afirmação se trata de uma fraude, distorção ou má intenção. Vejamos:
“Isso é simplesmente uma distorção, de pegar um vídeo e selecionar algo totalmente fora do contexto.”
Ora, selecionar algo fora do contexto significa distorcer as palavras, e isso não foi feito em momento algum, nem nessa entrevista e nem na exposição do referido vídeo.

O contexto do vídeo em questão é a escatologia, e nessa “palestra” (vídeo) a Sra. Valnice aborda, entre outros assuntos, a vinda de Jesus afirmando o seguinte (no referido vídeo):

“...Na noite de Shabat Jesus Cristo estará voltando...”
“...pergunto meus amados: Satanás teve dois milênios, Israel teve dois milênios, acham que a igreja cristã vai ter mais que dois? Eu já disse: seis trabalharás mas no sétimo descansarás. O sétimo é o descanso, resta ainda um repouso sabático para os filhos de Deus...”
“...meu assunto é que o sétimo dia é o dia do Senhor e Ele virá no Seu dia. Não virá no primeiro da semana não, ele vem é no sétimo dia. É no sétimo milênio, o primeiro já passou, o  segundo já passou, já estamos no fim do sexto e no sétimo ele vai chegar...”
“...Que Jesus volta num sábado volta...”
“Não! Não vamos passar mais um milênio aqui não, não vamos passar mais um novo ciclo não. É no sétimo que eu espero Jesus. Mas pra eu chegar nessa revelação irmão foi preciso muita revelação noutra área pra eu chegar ali. Revelação na área da Aliança, revelação na área da Vida de Cristo, até que de repente o espírito abriu meu entendimento pra essas coisas no reino do espírito. Quem sabe um dia eu fale só sobre isso. Isso aqui é de passagem para dizer: Jesus volta no sétimo dia...”
“...Que geração? A geração que começou no dia 7 de junho de 67. Quanto dura uma geração? Quarenta anos. Glória! Uma geração contando de 67 vai até quando? 2007! Faltam quantos anos para completar uma geração desde a restauração de Jerusalém? 17 anos. Jesus não disse exatamente o dia. Ele só disse que a Igreja não ia ser apanhada de surpresa. A igreja não! O mundo sim! A igreja não...”
Veja o vídeo aqui:


Curiosamente, nessa mesma entrevista, a Sra. Valnice marca outra vez a vinda de Jesus, só que dessa vez para a Festa das Trombetas. Isso pode ser conferido no Comentário Apologético 3, quando ela disse:
“E eu tenho a certeza que Jesus voltará na festa das Trombetas”
Ora, a certeza não era que Jesus viria numa noite de sábado no ano de 2007? Agora a certeza já mudou para a Festa das Trombetas?

Essa estória está muito parecida com a prática corriqueira da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, os Testemunhas de Jeová, que já marcaram o fim do mundo dezenove vezes.

A Sra. Valnice continua dizendo:
“Onde eu preguei esta palavra estava um mundo de gente, como é que nenhum deles chegou a esta conclusão?”
Bem, realmente não tivemos a oportunidade de conversar com as pessoas que estavam presentes naquela ocasião, mas conversamos com algumas pessoas que faziam parte do grupo liderado pela Sra. Valnice e todos eles concordaram com a veracidade das informações apresentadas e com a veracidade das falsas profecias proferidas pela referida senhora.

As afirmações aqui feitas estão sob o respaldo da incontestável evidência apresentada pelo referido vídeo e sob a nova marcação da vinda de Jesus feita outra vez nessa entrevista, por escrito e gravada em áudio, feita com a presença de várias testemunhas na ocasião.

A referida Sra. Continua, ao afirmar:
“E se eu pregasse isso, e ensinasse isso, todos que me ouvem, todos que estão comigo saberiam e teriam esta conclusão.”
Isso não é verdade, pois é perfeitamente possível provar que a referida Sra. Ensinou tais coisas, bem como voltou a fazer nessa entrevista. E mais, tal argumento é falho, pois como já foi falado anteriormente os Testemunhas de Jeová continuam crescendo em número de seguidores, apesar das incontestáveis provas apresentadas de suas falsas profecias.

O fato é que o próprio apóstolo Paulo nos disse:

“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2 Tm 4:3-4)

A Sra. Valnice depois de dizer que “onde eu preguei esta palavra estava um mundo de gente”, agora afirma, na mesma entrevista que:
“inclusive eu não estou sabendo disto, mas inclusive eu tive uma discussão com os autores disso; foi no escritório.”
Em um momento ela sabe “disto”, em outro não sabe “disto”, e no momento seguinte disse que teve uma discussão com os autores “disto” em seu escritório.

Se ela não sabe “disto” como é que afirma ter tido uma discussão com os autores “disto” em seu próprio escritório?

Em seguida afirma que:
“Pedi a alguém para verificar, porque ninguém encontrava isso. Transcreveram palavra por palavra e mandei para a pessoa mostrando: veja o que foi dito aqui.”
Eu também tive a preocupação de transcrever palavra por palavra e “veja o que foi dito”:
“...Na noite de Shabat Jesus Cristo estará voltando... o sétimo dia é o dia do Senhor e Ele virá no Seu dia... ele vem é no sétimo dia... no sétimo ele vai chegar... Que Jesus volta num sábado volta... É no sétimo que eu espero Jesus... Jesus volta no sétimo dia... A geração que começou no dia 7 de junho de 67. Quanto dura uma geração? Quarenta anos. Glória! Uma geração contando de 67 vai até quando? 2007! Jesus não disse exatamente o dia. Ele só disse que a Igreja não ia ser apanhada de surpresa... A igreja não...”
Pelo que podemos observar, não foram palavras ditas apressadamente, como afirmou a Sra. Valnice:
“Talvez uma palavra apressada, dita apressadamente, a maneira como foi transmitida em São Paulo, conforme em qualquer lugar possa ter dado essa conotação, mas logo depois no próprio programa de televisão eu falo explicitamente naquele ano, que foi o ano de 92.”
É importante salientarmos com a mais destacada voz que Jesus perdoa qualquer pecado, a não ser a blasfêmia contra o Espírito Santo, e que a atitude cristã correta e coerente é confessar o pecado, pedir perdão e demonstrar arrependimento, pois “o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia”, entretanto, “o que encobre as suas transgressões nunca prosperará” (Pv 28:13).

Ainda, a Sra. Valnice afirma que:
“Eu só posso crer que a pessoa, por uma sei lá que tipo de sentimento, quer forçar e provar algo que eu creio que eu não creio. No mínimo é uma maldade.”
A questão aqui não é forçar ninguém a crer em nada e muito menos difamar ninguém, mas cumprir o chamado de Cristo com sinceridade e de forma genuinamente bíblica, como manda a Bíblia e não líderes religiosos que têm por prática manipular multidões.

“Aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor” (1Tm 5:20)

“Este testemunho é verdadeiro. Portanto, repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé”. (Tt 1:13)

“Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (2 Tm 4:1-2)

“Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade.” (1 Tm 3:15)

Em último lugar, estamos disponibilizando gratuitamente o tão citado vídeo, em nosso canal no youtube:

Valnice Milhomens profetiza a volta de Cristo para o ano de 2007 (3min 47 seg)
http://www.youtube.com/watch?v=-kpNXaTc3f0

Valnice Milhomens profetiza a volta de Cristo para o ano de 2007 (9min 42 seg)
http://www.youtube.com/watch?v=hTEPxjUeGB0


Valnice Milhomens profetiza a volta de Cristo para o ano de 2007 (3min 47 seg)


Valnice Milhomens profetiza a volta de Cristo para o ano de 2007 (9min 42 seg)



OBSERVAÇÃO:
É importante destacar que o vídeo disponibilizado no youtube não está completo, pois fica “pesado” para baixar, e por isso só estão disponíveis as partes do vídeo nas quais a Sra. Valnice Milhomens faz as afirmações comentadas anteriormente. Portanto, não se trata de distorcer as palavras da referida senhora, como a mesma afirmou, mesmo porque o mesmo foi transcrito na íntegra e as passagens citadas encontram-se dentro do contexto da preleção realizada na ocasião pela “pregadora da fé” Valnice Milhomens. 



Que Deus nos abençoe, nos guie de acordo com a Sua Palavra e nos dê discernimento espiritual.





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(1) Discordar não é problema. É solução, pois redunda em aprendizado! Contudo, com modos.

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