7 de maio de 2013

o evangelho pró-jesus, mas anti-ruz.



“Daí em diante, Jesus começou a dizer claramente aos discípulos: — Eu preciso ir para Jerusalém, e ali os líderes judeus, os chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei farão com que eu sofra muito. Eu serei morto e, no terceiro dia, serei ressuscitado. E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso. Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens.” (Mt 16:21-23)
CROSS

Eis uma lição essencial para quem denomina-se cristão. O texto nos mostra que Pedro, assim como todos os discípulos, se chocaram com o anúncio da crueldade da cruz feita pelo seu mestre. Realmente eles gostavam de estar na presença de Jesus, ainda mais depois de tudo que haviam visto ele fazer, mas será que entendiam que Jesus era o Cristo? Dentre os judeus, sempre houve uma espera por aquele chamado “Messias”, que era o ungido de Deus para redimir a humanidade e depois de ter feito uma série de curas, ficou evidente que Jesus era esse Messias que eles tanto esperavam. Mas porque o espanto de Pedro quando o próprio Jesus revelou o que estava para enfrentar?



Após Jesus expor a que veio, Pedro imediatamente começou a sentir prejuízo pela morte do seu mestre, chamou de canto e começou a repreender Jesus tentando convencer a ele que se poupasse desse sofrimento. Pedro duvidou da necessidade da cruz. Qualquer um de nós teríamos ficado comovido com a sensibilidade e cuidado de Pedro em relação a seu mestre. Mas Jesus, com severidade exorta Pedro dizendo: “Para trás de mim, Satanás!” (como já havia feito em Mateus 4:10). Isso comprova que nem toda compaixão é proveniente de Deus. O diabo quer nos poupar a vida oferecendo confortos e evitando que encaremos a cruz. Alem disso, talvez no coração de Pedro já houvesse um sentimento de que aceitar a cruz de Cristo era também aceitar a sua própria cruz, isso é, a morte de Cristo era a sua morte.

No nosso contexto cristão, ter o nome atrelado a Jesus é algo bom, pois afinal de contas todos nós queremos ter os valores cristãos, a ética cristã, a moralidade cristã, amigos cristãos, mas quando Jesus nos convida para assumir a cruz com ele, isto é negar-se a si mesmo, se fazer o menor, ser difamado, esta sujeito a violências, ser cuspido, nem todos estão dispostos a morrer pela verdade do evangelho. No ocidente principalmente gostamos da figura de Jesus, porque no fundo, gostamos do poder dele. O acesso a Cristo é o acesso ao poder. Por exemplo, se tirarmos toda a divindade de Cristo, ninguém iria querer andar com Ele.

Um exemplo prático: Se alguém tem uma doença terminal da qual foi diagnosticada como irreversível, Cristo dá acesso, pelo seu poder, a cura. Mas para muitos de nós cristãos, se ele não tiver esse atributo, não teria porque desejá-lo. O que há de estranho na mensagem da igreja de hoje? Nós estamos presos a uma realidade de ênfase no tamanho, onde aceitamos ser os maiores, os mais importantes, o mais expressivos em tudo, enquanto Cristo esta nos chamando para a Cruz. Alguns professam que vivem a cruz, mas quando se deparam com a realidade dela, percebem-se fracos e desistem no caminho.

Qual é a proposta de Cristo para seus discípulos?

Se alguém quer vir após mim
Ninguém crê simplesmente porque quer crer ou porque é obrigado a crer, mas se há crença nele, é porque o Espírito Santo quem revelou. Tendo feito essa revelação, voluntariamente iremos.

A si mesmo se negue
Ter em mente o constante desafio da autonegação, do ponto de vista da vontade, sem sentir prejuízos, mas entendendo estar na mão do mestre.

Dia a dia tome a sua cruz
A experiência cristã é testificada com a real morte do pecador juntamente com Cristo, andando sempre por onde Jesus andou.

E siga-me
Jesus não é um local, é uma caminhada. A jornada ao lado de Cristo não é um desfile, mas uma caminhada rumo a vida. Seguir não exige GPS, mas exige confiança. Quem dirige este trem é o maquinista da alma, Jesus.

Você já pensou porque é que você é cristão?

Nossas igrejas estão em crises de identidade. Querem o reconhecimento do seu nome do hall dos “Apaixonados por Jesus”, mas nunca desejam atrelar seu nome topo de uma cruz. Esse evangelho do conforto financeiro, familiar, profissional, ministerial, material, pode até ser pró-jesus, mas é anti-cruz, pois, em sua plenitude, rejeita a proposta de seguir a Cristo até a morte, apesar de reconhecer as benfeitorias de sua obra. O evangelho sem cruz, é um evangelho sem redenção, e está fora do propósito de Deus, é apenas uma anestesia para a mente culpada, orgulhosa e amedrontada. É um pão para o corpo, mas não para a Alma.

Desejo a cada dia não perder de vista a Cruz para não cair somente numa igreja que é um ajuntamento de pessoas pró-Jesus, mas sem a obra da Cruz. Que Deus nos ajude. Amém.

Murillo Leal é Jornalista e também escreve no Blog crerpensando.tumblr.com
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