2 de outubro de 2012

Caim e Abel, no Século XX



         Caim e Abel eram dois jovens nascidos nos anos 50 do século XX, numa fazenda no interior do Mato Grosso, conhecida como “Jardim do Éden”. Seus pais se chamavam Adão e Eva.  Adão era agricultor e Eva o ajudava na lavoura.
         Antes de nascerem os filhos, um dia Eva estava sozinha em casa preparando o jantar, quando ali apareceu um viajante estranho, com uma guitarra pendurada no ombro, apresentando-se com o nome de Capiroto. Ele bateu um papo com Eva, comeu uma cuia de farinha com carne seca e convenceu a mulher a aceitar um cigarrinho especial, que ele chamava de “baseado”, garantindo-lhe que a mulher iria adquirir um conhecimento extraordinário de tudo que a rodeava. Eva aceitou, fumou e ficou toda eufórica. Quando Adão chegou em casa, o visitante já havia ido embora e Eva conseguiu convencer o marido a fumar um dos cigarros. Adão não era fumante, porém condescendeu com a mulher, pois estava cansado demais para discutir com ela. A partir daquele dia Adão e Eva ficaram mais sabidos em matéria de frivolidade, porém nunca mais se sentiram realmente felizes.
         Mais tarde nasceram-lhes dois filhos – Caim e AbelCaim se dedicou à lavoura, com uma bela plantação de laranjas, mangas, bananas, chuchus, tomates e cenouras. Abel preferiu criar um rebanho de ovelhas. Caim conservou a religião da família, que era católica romana. Abel foi evangelizado por um casal de americanos batistas e se tornou evangélico.
         As  coisas iam correndo normalmente na vida daquela família, até que um dia Caim resolveu fazer um “culto ecumênico” e convidou Abel para assisti-lo. Levou uma cesta de frutas e legumes para oferecer a Deus durante o tal culto. Abel foi instruído a levar um cordeiro do seu rebanho, mas antes de fazê-lo consultou a Bíblia e viu que o melhor sacrifício que poderia fazer seria levar o “Cordeiro de Deus” no coração e confessar o seu Nome durante o culto. E assim fez, sabendo que o sacrifício do Cordeiro jamais poderá ser repetido, o que torna a missa católica uma nulidade religiosa. Dias depois do serviço religioso, a lavoura de Caim foi invadida por uma nuvem de gafanhotos e ficou completamente arrasada.Caim arrancou os cabelos, pois tinha uma dívida enorme no BB, que não é de brincadeira!
         Enquanto isso, o rebanho de Abel foi se tornando cada vez maior e melhor, o que deu a Caim a certeza de que Deus havia aceitado o “sacrifício” de Abel e desprezado o seu. Por causa disso, o ressentimento e a inveja tomaram conta do seu coração e Caim arquitetou um plano para se vingar do irmão. Convidou-o para um passeio no campo. Foram a pé, porque a camioneta de Caim fora vendida pra pagar parte da dívida do BB e a de Abel fora emprestada ao Pr. John Greenville, que precisara viajar para a capital do estado. Eis o diálogo que houve entre eles:
Caim – E aí, mano, você anda rindo à toa com o progresso do seu rebanho, hem?
Abel – Não é isso, mano. É por uma razão muito melhor. Aceitei Jesus como Salvador e estou me sentindo o homem mais feliz e realizado deste mundo. Agora sei que se morrer irei para o céu e que nada poderá me separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus.
Caim – Isso quer dizer que você virou um desses “bíblias” fanáticos, que vivem cantando esses hinos chatos na Igreja do Pr. Greenville, não é? Pois eu prefiro um bom rock! Nasci católico e vou morrer católico, nem que tenha de ir para o inferno enrolado na batina do Monsenhor Antônio.
Abel – Mano, mano! De Deus não se zomba! Tome este folheto da Chick contando a história de um homem que morreu sem Cristo. O título é “Esta Foi a Sua Vida”. Foi lendo esse bendito folheto, e em seguida lendo a Bíblia, que eu me converti, mesmo porque já tinha dentro de mim a sementinha plantada pelos missionários americanos que costumavam me levar para a Escola Bíblica Dominical na igreja deles, há alguns anos atrás.
Caim – Ora, Abel. Não seja tolo. Primeiro, ninguém pode ter certeza se vai ou não para o céu e pra isso é que existe o purgatório, onde a gente pode se livrar das penas dos pecados veniais cometidos antes da morte. Depois, detesto ler esses folhetinhos ridículos, pois tenho mais o que fazer. Além disso, não quero largar meu “baseado”, minha caipirinha e meus “amassos” nas meninas das fazendas vizinhas, pra me tornar um bobalhão protestante.  Entendeu, seu idiota?
Abel – Mas Caim! Purgatório não existe. É invenção da Igreja Católica, para acorrentar os católicos ao medo e poder controlar a vida de todos eles, tendo em vista o dinheiro da família de cada pessoa que morre, com o qual, manda celebrar uma porção de missas para “retirar a alma do defunto do purgatório”.
Caim - Muito bem, Abel. Agora vou lhe mostrar que o purgatório existe, pois vou despachar você  direto pra lá.
         Dizendo isto, Caim pegou uma enxada e, antes que Abel percebesse o ódio que lhe cobria o semblante, Caim desceu a enxada sobre a cabeça do irmão e este caiu prostrado ao chão, numa poça de sangue. Caim apagou suas impressões digitais e levou a enxada, que era igual a todas as demais, para o sítio de um vizinho, que vivia sempre bêbado, e a trocou pela enxada deste. O vizinho foi condenado à prisão pelo crime cometido contra Abel.  Caim, depois de herdar o rebanho do falecido, casou com uma das filhas do fazendeiro mais rico da vizinhança e viveu aparentemente feliz pelo resto de sua vida.
         Só que o remorso foi corroendo o seu coração e Caim contraiu um câncer de pele (que se iniciou com  uma pequena mancha vermelho escura no rosto) e faleceu anos depois. O sangue de Abel regou a plantação de Caim, que jamais produziu coisa alguma que prestasse. Aqui se encontram a “marca de Caim” e a “maldição de Caim”, típicas de todas as religiões que pregam obras mortas como necessárias à salvação eterna, esquecendo que somente “o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado”.
         Agora deduzimos pela Palavra Santa que Abel, o justo, está morando com Cristo nas regiões celestiais, enquanto Caim é devorado por um gigantesco verme que não morre, e está gemendo dentro de um fogo que jamais se apaga!

(Mary Schultze Outubro 2012.
(Artigo publicado em 2001)
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