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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

22 de julho de 2013

Café de pastores na inauguração da FIC (com Mamom?), a Feira Internacional Cristã da Globo: o $how tem que parar!



Estivemos o Paulo, o Ben-Hur e eu no "culto de abertura" da FIC (com Mamom?), a Feira Internacional Cristã organizada pela Globo. O evento aconteceu na manhã do dia 17 de julho, e estava aberto apenas para pastores, líderes e expositores da feira.

Normalmente a movimentação é grande. Em outras edições (quando era Expocristã, digo, Expomamom) reuniam-se milhares de pastores. Em 2011, por exemplo, há notícias de terem participado do culto de abertura cerca de 4 mil líderes. Além desses, todos os anos os mais importantes políticos de São Paulo (governador, prefeito, deputados e vereadores) participavam do evento.

Neste ano, a organização da feira (que aparentemente só mudou de nome e direção) passou para a GeoEventos, empresa das Organizações Globo. Assim, é óbvio que se esperava algo muito maior do que nas edições anteriores.

Mas não. Em vez de 4 mil, havia cerca de cem pastores. Isso mesmo, cem, e nenhum político relevante. Nós nos pusemos na frente do local do evento com nossas faixas por volta das 7:30 da manhã, e realmente percebemos uma grande queda na quantidade de pessoas que chegava para o evento, boa parte formada por músicos e expositores do local (esses reconhecidos por portar crachás cor "ocre").

Como de costume, abrimos nossas faixas e nos colocamos na grade que circunda o local. Como sempre, algumas pessoas davam uma olhadinha e entravam sem falar nada; outras faziam cara de desprezo ou reprovação; outras resmungavam alguma coisa; e outras mais demonstravam total aprovação à mensagem que carregávamos.

Algumas lideranças famosas falaram conosco, mesmo não concordando com nossa manifestação. O preletor da manhã, ao contrário, como sempre fingiu não nos ver.

Silas Malafaia chegou às 9:45h, quando os louvores de Jotta A e Nani Azevedo já estavam correndo solto (o evento foi marcado para as 8 horas). Chegou uma comitiva de carros e percebi que o Malafaia estava num deles. A chegada foi tão cheia de pompa que um agente da CET, que estava do nosso lado, perguntou para o Paulo se era algum político muito importante. Nesse momento eu estava segurando a faixa com o Ben-Hur enquanto o Paulo distribuía os folhetos, e como já não passava mais ninguém pelo local e a bateria da filmadora estava no fim eu a havia desligado. Assim, deixei de registrar esse momento:

Eu e o Ben-Hur corremos para a entrada onde parou a comitiva, e saltaram cinco seguranças enormes que ladeavam o Malafaia. Mesmo assim conseguimos nos posicionar bem ao lado, numa distância de uns 2 ou 3 metros do pastor, que enrijeceu o pescoço e fixou o olhar para a frente, para não olhar para nós. Uma atitude arrogante? Penso que mais infantil que arrogante, uma vez que demonstra total imaturidade deste pastor que, na tevê, cercado de seus correligionários, gosta de apontar o dedo e chamar os blogueiros e quem quer que se coloque contra seus planos de "manés", "filhos do diabo", "trouxas", "cambada" e otras cositas más. Agora, quando tem a chance de falar essas coisas pessoalmente, e ainda seguido de seguranças, mesmo assim não consegue sequer olhar olho no olho.

É triste, mas Malafaia não é apenas um herético pregador da Teologia da Prosperidade. É também alguém que só tem coragem para esbravejar quando está no seu cercadinho gospel. E sabe por que a coragem do Malafaia cessa quando sai do seu cercadinho? Porque infelizmente, lá no fundo, ele sabe que a Teologia da Prosperidade que ele prega é um engano. Infelizmente porque uma coisa é pregar heresias por ignorância, e outra é pregar por interesse pessoal. De Deus não se zomba.

Agora uma curiosidade: por que o Malafaia chegou num evento, onde só participariam outros pastores, cercado de seguranças? Medo de ser roubado naquele lugar? Ou medo de que algum pastor fora do seu restrito círculo de amizades se aproximasse demais?

Em certo momento passou um grupo de músicos que disse, sorrindo, que se o Show parasse eles não poderiam se sustentar, no que ouviram a frase que os líderes adoram dizer às ovelhas quando lhes pedem todo o seu dinheiro: "Deus proverá!". Sorriram novamente, demonstrando não acreditar muito nessa passagem bíblica (ela só funciona com as ovelhas, não com líderes e artistas gospel).

Um dos pastores que havia entrado na feira saiu esbaforido. "Me disseram que aqui teria um culto de abertura, mas não aguentei, lá dentro é só puxação de saco".

Sim, há pastores e líderes que ainda temem a Deus, e que por isso não se conluiam com os prazeres e promessas deste mundo. São pastores que sabem que um dia responderão pelas ovelhas que lhes foram confiadas. São pastores que conhecem a Palavra de Deus e não ousam acrescentar ou retirar nada, com o fim de obter benefícios pessoais e ministeriais.

Enfim, são pastores.

O que nos alegra é que a queda no número dos que foram ao culto de inauguração da FIC (com Mamom?) demonstra claramente que a Igreja está ciente da perversidade desta união entre algumas lideranças evangélicas e a Globo. Ao contrário da piadinha lançada neste evento, não é a Igreja que precisa se adaptar ao padrão Globo, mas o mundo é que precisa ser transformado a partir da Igreja.

Abaixo o registro da nossa participação naquele lugar. Foi mínima, foi ínfima, demonstrou toda nossa fraqueza perante os impérios gospel e midiáticos, mas também demonstrou que Deus age na nossa fraqueza, nos tornando fortes diante do mundo que nos cerca e quer nos devorar.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

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