18 de setembro de 2012

JESUS E A CALCINHA PRETA



No último fim de semana, em nossa igreja, tanto no culto jovem quanto no culto dominical, falamos – não havíamos combinado nada – sobre o encontro de Jesus com o jovem rico (Mateus 19.16-22; Marcos 10.17-22; Lucas 18.18-23).

Como não acredito em coincidências, compreendi que o Senhor desejava nos falar sobre alguns aspectos interessantes desse encontro. Um primeiro que me salta aos olhos – e que gostaria de me concentrar nele – é que o jovem rico era bom. Era o que chamaríamos de um rapaz justo, íntegro, honesto, bondoso, caridoso, amável com os pais, não dado aos maus costumes ou perversões que nos cercam. Era menino pra casar!
Não sei se você já percebeu como na igreja tem tanta gente boa. Gente boa tocando louvores. Gente boa recebendo gente boa na porta. Gente boa pregando a palavra. Gente boa sentada no banco. Gente boa no berçário ou na salinha das crianças. Enfim, estamos cercados de gente boa. Cercados de pessoas que se julgam boas o bastante para poder estar ali ou para poder estar desempenhando alguma função que se julga suficientemente digno para desempenhar.
É um fato que não toleramos pessoas demasiadamente problemáticas. E qual o problema nisso? O problema é que deixamos de seguir o padrão ministerial e espiritual de Jesus. Ele não escolheu estar ou andar, nem sequer seguidores que eram boas pessoas. Ele escolheu os pecadores, os que estão enfermos, os que não são bons (Lucas 5.27-31).
Paulo compreendeu este padrão quando escreveu que “todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3.23, NVI). Ele compreendeu o que Jesus disse ao jovem rico, quando afirmou que só há um que é bom. Ele compreendeu o que muitas vezes não temos compreendido, nós não somos dignos de tão grande salvação, de um amor tão intenso e profundo quanto o amor de Deus por nós. Negligenciamos e esquecemo-nos da maravilhosa graça derramada sobre nós.
A graça de Deus é o motivo de recebermos tão grande salvação, é o motivo pelo qual não somos consumidos em Sua santa e gloriosa presença. Não foi por acaso a declaração do apóstolo Paulo de que a graça de Deus lhe era suficiente (2Coríntios 12.9). E é pela graça que nos exorta: “Ao escrever para vocês, sinto profunda gratidão por tudo que Deus me deu, especialmente pela responsabilidade que tenho por vocês. Vivendo assim como cada um de vocês, em pura graça, é importante que não tenham um conceito errado de vocês mesmos, achando que têm alguma bondade para apresentar a Deus. Não, é Deus quem concede tudo a vocês. O único modo de nos entendermos é pelo que Deus é e pelo que ele faz por nós, não pelo que somos ou fazemos para ele” (Romanos 12.3, A Mensagem).
O jovem rico ao se encontrar com Jesus afirmou cumprir todos os mandamentos, ou seja, ele estava certo de que era bom, pois fazia para Deus tudo aquilo que a Lei demandava e que a sociedade esperava que fizesse, mas ele não estava disposto a renunciar a seus bens, a si mesmo para seguir a Jesus. E saiu dali tomado de profunda tristeza.
A sua tristeza era reflexo do peso de suas riquezas, do fardo pesado de se estar apegado a qualquer outra coisa que não seja o Senhor. As pessoas amargam suas insatisfações, aprofundam as suas mágoas, fecham-se em suas necessidades e tentam um escape, na maioria das vezes, destrutivo e devastador para si e para os que estão à sua volta. Carregam, por vezes sem perceber, a mesma tristeza. E eu não estou falando dos que estão fora ou longe da igreja.
Há alguns meses atrás, ouvi uma história interessante sobre a composição de um “novo clássico” da música popular brasileira “Você não vale nada”, da banda Calcinha Preta, que no refrão afirma: “Você não vale, mas eu gosto de você!”. A história era de que o compositor escreveu o refrão pensando em Jesus – Pasmem!!! –, em como Jesus nos vê, como seres maus, imperfeitos, moralmente deformados e ainda assim decidiu nos amar. O refrão ainda questiona, “Tudo que eu queria era saber porque, tudo que eu queria era saber porque”. Elementar, meu caro Watson, pela graça.

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