24 de junho de 2015

DEVEMOS OU NÃO EXPOR OS FALSOS MESTRES DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE?


Por Joaquim de Andrade

Infelizmente alguns irmãos se colocam a disposição para defender estes pregadores que exploram o nosso povo em canal aberto de televisao, eles estão escandalizando o Evangelho e fazem isso sem escrupulo. Eles sim estão dificultando as pessoas de conhecerem o verdadeiro Evangelho. Estas pessoas muitas vezes nos criticam por expormos seus erros teologicos abertamente. Veja o que diz a Bíblia.

“Somente deveis portar-vos DIGNAMENTE conforme o EVANGELHO de Cristo…” – Filipenses 1:27. Não podemos utilizar a humildade para “escondermos” coisas que contrariam princípios estabelecidos nas Escrituras. A exortação de Paulo é clara quando recomenda um comportamento digno fundamentado nos Evangelhos, na VERDADE, o que tem sido um peso para muitos hoje, afinal aceitar como práticas que violam o culto e a relação de intimidade do homem com Deus tornou-se uma prática comum hoje e quando alguém “CRITICA” logo vem a idéia de que este está querendo ser melhor que os demais, ou está expondo os erros dos “irmãos” para os incrédulos.



A coisa não é bem assim, precisamos ter coragem para apontarmos os erros sim, afinal o Evangelho a cada dia está sendo “ridicularizado”, sendo usado para “fins comerciais” enquanto milhões estão sendo enganados por uma religiosidade vazia e sem compromisso com Deus.

O Evangelho precisa ser respeitado, precisa voltar as origens e resgatar a sua “CREDIBILIDADE”, do contrário… A Bíblia diz: “Tudo que é honesto, tudo que é verdadeiro, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama…” – Filipenses 4:8. Tudo isto está sendo deixado de lado dando lugar a uma religiosidade formalista voltada para o “materialismo provinciano” e a satisfação das necessidades do corpo e não da alma. 

A questão é que quando a “RAZÃO” é evidente não há como contestá-la ou abandoná-la, até porque seria omissão e ela por si só é pecado. Os fracos “escondem-se” ou “recusam-se” a manifestar as suas posições, muitos por comodidade outros por falta de firmeza nos argumentos.

Parece, pelos rumos que o cristianismo tomou, que ninguém pode mais fazer qualquer “CRÍTICA” a comportamentos distorcidos, a práticas não recomendadas e que isso é expor para os de fora os erros de dentro, Assim alguns estaria querendo esconder dos demais a verdade de quem é quem no meio evangélico, mesmo que tais situações estejam comprometendo a verdade imutável registrada na Bíblia Sagrada. E como os líderes “evangélicos” têm medo de serem criticados, alguns inclusive ameaçam recorrer à justiça para se verem livres de comentários que não lhes agradem. Esclareço que “EVANGÉLICOS” no caso, engloba no meu conceito, todos os que vivem da exploração materialista e comercial da fé hoje.

Reafirmo que estes pregadores estão fujindo daquilo que foi estabelecido nos ensinos apostólicos. Se não há um comportamento digno, se não há respeito ao Evangelho, se não há fidelidade no que é pregado é obvio que alguém precise levantar a voz e questionar os interesses e os objetivos de quem assim se comporta. PAULO CITOU PEDRO PUBLICAMENTE. Pedro foi culpado de prática antibíblica. “E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão.E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação.Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Gálatas 2:11-14). A questão toda gira em torno da salvação pela lei ou pela graça. Quando a integridade e a pureza do evangelho está em jogo, então não temos escolha quando se trata da questão de expor os erros e dar nomes.

Na verdade, toda a Bíblia está cheia de exemplos de falsos profetas, sendo nomeados e expostos. Toda esta conversa sobre o amor moderno é usado como uma desculpa para não expor erro. Isto não é realmente bíblico, mas espantosamente desleixado. 

Parece ser acreditada por muitos que algumas pessoas são muito importantes e poderosas para serem citadas ou expostas. Homens em altas posições, pastores de grandes igrejas, e aqueles com grande audiência de rádio e TV, estão supostamente acima de qualquer crítica. O que eles possam fazer ou dizer, não importa quão contrárias à Bíblia seja, é supostamente tudo certo. Nada poderia estar mais longe da verdade. 

Sim, é correto expor o erro e citar aqueles que estão no erro. É correto "batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos" (Judas 3). E como foi uma vez entregue nunca mais foi necessária uma revisão. É melhor tomar cuidado com "falsos profetas... que introduzirão encobertamente heresias de perdição" (2 Pedro 2:1). Mensageiros fiéis alertam as ovelhas dos hereges, e os identificam pelo nome. 

Diante de toda esta celeuma envolvendo o meio “evangélico” fica evidente que a “crítica” é necessária para coibir a ação de aventureiros, exploradores e de mercenários que hoje vivem unicamente na busca frenética de aumentarem seus impérios religiosos, de mostrarem quem é o maior e que tem mais “PODER(?)” para resolverem os “PROBLEMAS DOS OUTROS”, já que os seus eles não têm capacidade para tal… A briga religiosa e a disputa com a concorrência é até imoral.

Um forte abraço!!!

***
Postado por Joaquim de Andrade em seu facebook
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