2 de março de 2012

Quadrangular MG - Só para não cair no esquecimento!!



DENÚNCIAS CONTRA A IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR EM MG

16 Julho 2007

FONTE: Jornal O Tempo 
Rádio da Quadrangular na mira do MP 
 
Promotor vai apurar desvios de verbas publicitárias da 107 FM, uma das principais fontes de arrecadação da Igreja 
EZEQUIEL FAGUNDES
Para ler a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual, clique aqui.
Gestores da rádio 107 FM, controlada pela Fundação Educativa Quadrangular, entidade filantrópica ligada à Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ), estão na mira da Promotoria de Tutela das Fundações do Ministério Público (MP), por suposta apropriação indevida de contratos publicitários da emissora. A Igreja é comandada pelo deputado federal Mário de Oliveira (PSC-MG), suspeito de planejar a morte de seu colega de parlamento, Carlos Willian (PTC-MG).
Atualmente, a estação de rádio, responsável também pela realização do Sermão da Montanha – evento religioso realizado anualmente em Contagem – tem como presidente o pastor Jerônimo Onofre da Silveira, denunciado pelo MP, no ano passado, pelos crimes de desvio de dinheiro público, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Ele teve seus bens bloqueados pela Justiça, na última quinta-feira. A Escola de Ministério Jeová Jiré, que tem Jerônimo Onofre como presidente perpétuo, também sofreu bloqueio de seu patrimônio.
O fato de a emissora sem fins lucrativos estar nas mãos de Jerônimo Onofre chamou a atenção do promotor de Justiça Marcelo Oliveira Costa. "A aplicação da publicidade precisa ser investigada na medida em que o atual presidente da emissora está enfrentando problemas com a Justiça", adiantou o integrante do MP. Líder da Quadrangular Ministério "Templo dos Anjos", Jerônimo Onofre é braço direito e amigo particular de Mário de Oliveira, citado também na denúncia do MP como "o chefe da quadrilha" que teria desviado R$ 1,1 milhão da Prefeitura de Contagem, por meio de convênio firmado com a Escola de Ministério Jeová Jiré.
As verbas publicitárias da FM 107 supostamente desviadas seriam utilizadas para benefício dos dirigentes da Quadrangular, o que levanta a suspeita de um outro crime, o enriquecimento ilícito. O dinheiro seria aplicado na manutenção de luxuoso estilo de vida dos pastores Jerônimo e Mário de Oliveira. Os dois se especializaram na chamada "teoria da prosperidade". Jerônimo Onofre é autor de livros como o "O Dom de Adqüirir Riquezas" e "Provisões de Riquezas".
Juntos, eles usufruem de um patrimônio que inclui carros importados (BMW e Mitsubishi Pajero), lanchas, fazendas no Mato Grosso e em Felixlândia, apartamentos de luxo em Cabo Frio, um avião bimotor Cênica com inscrição PTRGR, avaliado em U$S 200 mil, além de uma ilha, onde Jerônimo mora com a família e funciona a Jeová Jiré. A emissora vem acumulando ganhos financeiros desde sua fundação, em 1998. Com uma programação formada exclusivamente por músicas evangélicas, a rádio da Quadrangular alcançou o segundo lugar na preferência dos ouvintes da capital e da região metropolitana.
Em paralelo ao sucesso de audiência, a rádio 107 FM se transformou também em uma das campeãs em número de anúncios publicitários durante sua programação. Atualmente o departamento comercial da emissora conta com um gerente e pelo menos sete contatos comerciais, que atendem clientes não só em Minas Gerais, mas também em São Paulo, terra natal do pastor e deputado federal Mário de Oliveira, além de Brasília e Rio de Janeiro. Em média, 700 mil ouvintes sintonizam todos os dias a emissora da Igreja do Evangelho Quadrangular.

Lucro é dividido entre pastores 
Segundo fonte que já foi membro da alta cúpula da Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ) e que era muito próxima do pastor e deputado federal Mário de Oliveira (PSC), a rádio 107 FM se transformou na maior fonte de renda dos dirigentes da Quadrangular. Conforme o relato do exintegrante da IEQ, a emissora possui um faturamento bruto em torno de R$ 500 mil mensais e o lucro é repartido entre Jerônimo Onofre da Silveira e Oliveira.
“Hoje o Jerônimo é muito mais que um simples pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ). Ele exerce uma função de liderança nos negócios da Igreja. Mas quem continua mandando mesmo é o pastor Mário de Oliveira. Eles dividem o lucro da Quadrangular. Cada um fica com 50% de tudo”, declarou a fonte sob a condição de manter-se no anonimato.
O horário mais cobiçado da emissora evangélica é o período da manhã, entre 8h e 11h59, quando vigora o chamado horário nobre do rádio. Pelo espaço de 30 segundos, o departamento comercial da rádio evangélica cobra o valor de R$ 160. Se o intervalo da programação durar pelo menos três minutos, entram nos cofres da 107 FM R$ 960 a cada rodada de comerciais.
Se conseguisse vender todos os espaços publicitários que coloca à disposição, somente no período da manhã, considerados os intervalos de meia em meia hora, o lucro alcançaria R$ 6.720 por dia. Em um mês, as manhãs da 107 FM renderiam R$ 201.600. A 107 FM cobra ainda as chamadas de 60 segundos (testemunhais dos locutores) e os “links de 90 segundos”. A primeira modalidade de inserção custa três vezes o valor do anúncio de 30 segundos (R$ 480), o preço da segunda alcança 30% a mais do que o testemunhal (R$ 640).(EF)

107 FM pode perder concessão 
A coordenadora geral de assuntos jurídicos de comunicação eletrônica do Ministério das Comunicações, em Brasília, Glória Tuxe, informou que o governo federal está aguardando o resultado do processo em tramitação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) sobre a denúncia contra Jerônimo Onofre da Silveira, presidente da rádio 107 FM, para tomar uma providência imediata. Mas, ela não descarta a possibilidade de perda da concessão e afastamento do atual presidente da emissora.
A advogada do ministério explicou que a União não pode se manifestar oficialmente sobre o caso embasado somente na investigação do Ministério Público (MP) mineiro, mas avisou que a concessão com caráter educativo, recebida pela emissora, pode ser cassada. Ela ainda admite que, dependendo da avaliação do órgão, o presidente da rádio, pastor Jerônimo Onofre, pode ser afastado de suas funções até que o processo seja concluído. De acordo com a legislação, podem pleitear a outorga para execução de serviços de radiodifusão com fins exclusivamente educativos as pessoas jurídicas de direito público interno, inclusive universidades, e fundações instituídas por particulares e demais universidades brasileiras.
A Fundação Rádio Educativa Quadrangular, mantenedora da 107 FM, obteve a homologação da concessão no segundo mandato do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Na época, 2001, o governo discutia com o Congresso Nacional a renovação dos processos de permissão para funcionamento de rádios. O pastor Mário de Oliveira (PSC) cumpria, naquela ocasião, o quinto mandato como deputado federal por Minas e era amigo do deputado Carlos Willian. (EF)

Advogado das entidades sob suspeita 
Investigação do promotor de Justiça Mário Antônio Conceição, do Ministério Público (MP) de Contagem, mostrou que a Fundação Rádio Educativa Quadrangular, mantenedora da 107 FM, e a Escola de Ministério Jeová Jiré possuem o mesmo advogado, Túlio Sérgio Camargo. Ele é citado na denúncia ofertada pelo MP de desvio de R$ 1,1 milhão dos cofres da Prefeitura de Contagem, por meio de convênios firmado com a Jeová Jiré. Além de prestar serviços advocatícios, Túlio Camargo, ocupou o cargo de 1º secretário da Jeová Jiré e hoje é pastor auxiliar de Jerônimo Onofre da Silveira, que comanda a entidade civil e é atual presidente da 107 FM.
Segundo apurou o MP, entre outras tarefas, coube ao advogado orientar os dirigentes da Quadrangular sobre o que deveriam dizer durante os depoimentos. Na época da denúncia, o promotor solicitou a quebra de sigilo fiscal do advogado e da emissora, mas a Justiça não acatou o pedido. Para o MP, quem geria a contabilidade fraudulenta da Jeová Jiré era Jerônimo Onofre a mando do “seu pai de fé”, o deputado federal Mário de Oliveira (PSC-MG), suspeito de contratar um matador profissional para executar o colega de parlamento e desafeto, Carlos Willian (PTC-MG)
Preletores 
O acusado Túlio Camargo, a pedido do pastor Jerônimo, acompanhou alguns dos depoimentos prestados no inquérito que apurou o rombo nos cofres da Prefeitura de Contagem, durante o convênio firmado com a Jeová Jiré. Após processo de seleção aleatório, o promotor ouviu algumas pessoas que aparecem nos registros de contabilidade da entidade como sendo beneficiárias de supostas preleções proferidas na entidade.
O promotor classificou como “estarrecedores” o resultado dessas oitivas, pois foi descoberto que eles nunca haviam proferido palestras na Jeová Jiré. Em panfleto publicitário, os pastores da Quadrangular prometiam a cura de dependentes viciados em drogas e alcoólatras em apenas 15 dias. Os internos recebiam tratamento com “óleos milagrosos” e sermões. O fato levou o MP a suspeitar que o advogado teria norteado os depoimentos dos “preletores”. (EF)

Recibos mostram desvio de R$ 1,1 milhão da prefeitura 
Documentos do Ministério Público (MP) remetidos ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) foram fundamentais para o juiz Marcus Vinícius Mendes do Valle, da 2ª Vara Municipal de Contagem, determinar a indisponibilidade dos bens do pastor Jerônimo Onofre da Silveira e da Escola de Ministério Jeová Jiré. Eles revelam indícios de várias fraudes envolvendo a contabilidade da entidade, conforme mostrou O TEMPO nas últimas semanas, e motivaram o promotor de Justiça, Mário Antônio Conceição, a instaurar outro inquérito civil contra a entidade.
Além de ter utilizado parte da verba dos cofres da Prefeitura de Contagem para pagar o aluguel de imóvel, que na realidade pertence ao pastor Jerônimo Onofre da Silveira, presidente perpétuo da entidade, a Jeová Jiré usou empresas fantasmas e comprovantes de pagamentos falsos para justificar os repasses da prefeitura. Agora, recibos suspeitos apontam para pagamentos irregulares em favor do Posto REM Ltda. e da empresa Transportes Jovimar Ltda. O posto de combustível teria abastecido veículos particulares de propriedade dos pastores da Quadrangular.
Em depoimento, um frentista contou que os próprios pastores emitiam as autorizações para o consumo de gasolina. Segundo o formulário da prestação de contas de 2002, em junho, a Jeová Jiré apresentou, em um único comprovante fiscal, despesas de R$ 4.477,50 com gasolina. A empresa Jovimar Transportes seria a responsável pelo fechamento da contabilidade da Jeová Jiré, fornecendo notas fiscais no valor necessário. Nas notas fiscais, a empresa de ônibus oferece preços abaixo de mercado. Pelo aluguel de uma frota de 14 ônibus e uma Van, a entidade pagou apenas R$ 1.480. Cada aluguel saiu por R$ 98,60. (EF)

Fonte: Para esses dias
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Um comentário:

  1. "E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita." 2Pe.2:3

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