5 de agosto de 2012

"Renasço de um tempo difícil", anuncia Ricardo Gondim

"Renasço de um tempo difícil", anuncia Ricardo Gondim
Após um período de recesso, Ricardo Gondim está de volta

No dia 9 de junho, Gondim publicou em seu site um aviso de que ficaria um tempo ausente. Deixaria de escrever no site e em redes sociais.

No texto, ele desabafou. "Não escondo a minha profunda dor. Fui cuspido, difamado e ridicularizado por quem acreditei ser parceiro. Meu coração sofreu além da conta."

Agora ele está de volta e fez ontem, 2 de agosto, uma publicação entitulada 'Pequenas Ressurreições'.

"Renasço de um tempo difícil, sem alucinação, extravagância, ostentação ou pieguice. Desafio a minha alma a contentar-se com a simplicidade, a gozar o instante sem culpa e a tecer emoções sem neurose", escreveu.

Confira o texto de Ricardo Gondim na íntegra:


De repente, acordei: a vida desobedece engrenagens. Deitado no leito de um hospital, vi que nem toda a causa implica em um efeito previsível. A saúde baqueia mesmo os que se exercitam. Decepções chegam igualmente para justos e injustos. Desgostos batem em portas indistintas. O sofrimento nivela a todos.
Cara a cara com a brevidade da vida, decidi não esperar os anos escorrerem parecidos. Em meio a dores, determinei: viverei diferente. Fragilizado, não tive outra escolha senão rejeitar os acenos da onipotência. Forçado, considerei reaparecer como uma Fênix.
Para ressurgir, precisava bagunçar a sistematização de antigas certezas, simpatizar com as não-respostas dos místicos e desistir de concatenar as iniciativas celestiais.
Desobriguei-me de controlar toda e qualquer simetria. Desisti de gerenciar a sincronia dos eventos. Rasguei planilhas que prometiam resultados matemáticos para a existência. Considerei melhor ser santo que, herói.
Já não tento aplainar estradas que se alongam à minha frente. Busquei domar a vida, e me frustrei. Vi ideais virarem insultos; arrojos, fadigas; e, pressupostos, anátemas.
Consciente de minha vulnerabilidade, não quero confundir perplexidade com covardia. Mesmo hesitante, eu me proponho encarar as esquinas que aparecerem no caminho sem acovardar-me com as consequências do lado que escolher. Vida em abundância se esconde nos riscos que corremos.
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Decido não tentar ressuscitar o passado que tanto encantou os meus verdes anos. Reconheço: o carrossel da vida não recua. Indelével, o tempo mastiga quem luta para resisti-lo. Por isso, repito: “Não querer largar o que se foi, adoece do mal que alguns chamam de melancolia”. Minha esperança renasce das cinzas, não da ingenuidade de acreditar que posso reviver o que o tempo levou.
Desisto de aplacar ódios, antipatias e inimizades. As agulhas que tentam me ferir são numerosas demais. Não tenho fôlego para quebrar cada uma delas. Prefiro seguir indefensável. Contento-me em perseguir apenas as verdades que geram candura.
Reinvento-me sem me deixar levar por pressões alheias. Largo de mostrar-me competente para quem não me respeita. Desvisto-me do esforço de agasalhar reputação com demagogia.
Decido exorcizar toda e qualquer rispidez da alma. Preciso que bondade permeie as minhas iniciativas. Desejo aprender a reverenciar o próximo, mesmo quando discordar dele. Peço a Deus que me ajude a jamais confundir franqueza com insolência; e que graça se antecipe à toda virtude que eu imagine possuir. Mas aos que me acolherem, ofereço-me no que escrever, falar e fizer.
Diante da brevidade da vida, resolvo me manter obstinado em ler e disciplinado no amor à poesia. Ainda sonho aprender a apreciar os mestres da pintura e a apurar os ouvidos para a sutileza das grandes sinfonias. Chegou a hora de temperar a existência, quando insípida, e a colorir o dia baço.
Almejo descobrir Deus no rosto da criança sofrida, na mão suplicante do miserável e no olhar do ancião abandonado. Anseio celebrar Deus tanto nas iniciativas de quem é solidário como na obstinação de quem defende a dignidade do oprimido.
Renasço de um tempo difícil, sem alucinação, extravagância, ostentação ou pieguice. Desafio a minha alma a contentar-se com a simplicidade, a gozar o instante sem culpa e a tecer emoções sem neurose.
Torço para que o espantalho da morte se atrase; ele não pode prejudicar tantos planos.
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